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D O N R I C H A R D R I S O é , a tu a lm e n te , u m
d o s m a is e m in e n te s e s c r ito r e s e d iv u lg a -
d o r e s m u n d ia is d o E n e a g r a m a . A u to r q u e
m a is p u b lic a e v e n d e n a á r e a , é p r e s id e n -
te d a E n n e a g r a m P e r s o n a lity T y p e s , I n c ., e
c o - f u n d a d o r d o T h e E n n e a g r a m I n s titu te .
D o n R is o v e m m in is tr a n d o c u r s o s s o b r e o
E n e a g r a m a h á m a is d e v in te a n o s e é d ir e -
to r f u n d a d o r d a I n te m a tio n a l E n n e a g r a m
A s s o c ia tio n . S e u s liv r o s e s tã o d is p o n ív e is
e m in g lê s , a le m ã o , ita lia n o , ja p o n ê s , c h i-
n ê s , c o r e a n o , e s p a n h o l e p o r tu g u ê s . J e s u í-
ta d u r a n te 1 3 a n o s , d ip lo m a d o e m in g lê s e
f ilo s o f ia , f o i e le ito p a r a a J e s u it H o n o r
S o c ie ty , A lp h a S ig m a N u , e p r o f e s s o r d e
c o m u n ic a ç ã o ( p s ic o lo g ia s o c ia l) d a F o r d
F o u n d a tio n F e llo w , e m S ta n f o r d .
A Sabedoria
do Eneagrama
A Sabedoria
do Eneagram a
G u ia c o m p le to p a ra o c re sc im e n to p sic o ló g ic o e
e sp iritu a l d o s n o v e tip o s d e p e rso n a lid a d e
Don Richard Riso
Russ Hudson
T ra d u ç ã o
MARTA ROSAS DE OLIVEIRA
EDITORA CULTRIX
São Paulo
I I l U I L l l l l ig illa l: lh e V ise/o m o I lh e E n n ea g ra m .
Copyright © 1999 Don Richard Riso e Russ Hudson.
Publicado mediante acordo com The Bantam DeU Publishing Group, uma divisão da
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Edição
6-7-8-9-10-11-12-13-14-15
Ano
11-12-13-14-15-16-17 -18
Nove tipos distintos de personalidade .
Nove maneiras diferentes de ver a vida .
Nove modos de estar no mundo ...
CADA TIPO POSSUI EXTRAORDINÁRIOS DOTES -
E CORRE RISCOS PREViSíVEIS
1. O REFORMISTA
Pode liderar pela integridade e pelo bom senso
OU sucumbir ao perfeccionismo e ao ressentimento
2. O AJUDANTE
Pode brilhar pela generosidade e pelo poder de cura
OU ver-se obrigado a lutar contra a adulação e a possessividade
3. O REALIZADOR
Pode tornar-se um inspirador exemplo de excelência e autenticidade
OU buscar o sucesso e o sta tu s a qualquer custo
4. O INDIVIDUALISTA
Pode ser um modelo de criatividade e intuição
OU cair na irritabilidade e na afetação
5. O INVESTIGADOR
Pode demonstrar inventividade e intelecto visionário
OU tornar-se cada vez mais isolado e excêntrico
6. O PARTIDÁRIO
Pode ser um exemplo de coragem e lealdade
OU ter de lutar contra a ansiedade e a rebeldia
7. O ENTUSIASTA
Pode ser um indivíduo ardente e realizado
OU deixar-se deter pela impaciência e impulsividade
8. O DESAFIADOR
Pode ser um líder forte e magnânimo
OU controlar e intimidar as pessoas
9. O PACIFISTA
Pode aglutinar as pessoas e sanar conflitos
OU ver-se preso na passividade e na teimosia
COMECE S U A JORNADA DE AUTO CONHECIMENTO
FAZENDO O TESTE DA PÁGINA 24.
oed ica m o s este livro
à R a zã o d e to d o S er,
À q u ele d e Q u em viem o s,
e a q u em reto rn a rem o s,
a F o n te d e sa b ed o ria e L u z d a s lu zes,
A q u ele q u e cria , ren o va e m a n tém to d a s a s co isa s.
Q u e este livro , vin d o d e n o sso co ra çã o ,
p o ssa fa la r a o co ra çã o d e ca d a leito r.
SUMÁRIO
Prefácio - Seres de Luz 11
I . • .
AJORNADA INTERIOR
1. Descobrindo seu Tipo de Personalidade............................... 19
A p re se n ta ç ã o d o s N o v e T ip o s 2l
O Q u e stio n á rio R iso -H u d so n 2 4
2. Origens Antigas, Novas Revelações 29
3. Essência e Personalidade 37
4. O Cultivo da Percepção 46
5. O Eu Triádico........................................................................ 59
A s T ría d e s.. 59
O E stilo S o c ia l- Os G ru p o s H o m e v ia n o s............................ 7 0
O E stilo d e C o n fro n to d a s D ific u ld a d e s - Os G ru p o s
H a rm ô n ic o s.......................................................................... 74
6. Dinãmica e Variações 79
A s A sa s.. 7 9
A s V a ria n te s In stin tiv a s......................................................... 8 0
Os N ív e is d e D e se n v o lv im e n to ............................................... 8 5
A s T e n d ê n c ia s R u m o à In te g ra ç ã o e à D e sin te g ra ç ã o 9 7
11 T OS NOVE TIPOS DE PERSONALIDADE
7 . T ip o U m : O REFORMISTA.................................................. 107
8 . T ip o D o is: O AJUDANTE 135
9 . T ip o T rê s: O REALIZADOR................................................. 161
1 0 . T ip o Q u a tro : O INDIVIDUALISTA 188
ll. T ip o C in c o : O INVESTIGADOR.......................................... 216
1 2 . T ip o S e is: O PARTIDÁRIO................................................... 243
1 3 . T ip o S e te : O ENTUSIASTA 270
1 4 . T ip o O ito : O DESAFIADOR 297
1 5 . T ip o N o v e : O PACIFISTA 324
111
T INSTRUMENTOS PARA A TRANSFORMAÇÃO
16. O Eneagrama e a Prática Espiritual.................................... 353
17. A Jornada Espiritual- Sempre Agora 378
Agradecimentos................................................................... 395
Bibliografia.......................................................................... 398
Para Mais Informações 400
PREFÁCIO
Seres de Luz
TODOS NÓS SOMOS MOVIDOS por uma profunda inquietude interior.
Podemos descrevê-la como a sensação de que algo nos falta, algo que geralmente
difícil de definir com exatidão. Temos mil idéias acerca do que pensamos que pre-
cisamos ou queremos - um relacionamento melhor, um emprego melhor, um car-
ro melhor e por aí vai. Acreditamos que, se adquirirmos o relacionamento, o em-
prego ou o novo "brinquedo" perfeitos, a inquietude cessará, deixando-nos
satisfeitos e completos. Mas a experiência nos ensina que o carro novo só nos faz
sentir melhor por pouco tempo. O novo relacionamento pode ser fantástico, ma
jamais nos preenche da maneira que pensávamos. Então o que re a lm e n te buscamos?
Se refletirmos por um instante, perceberemos que o anseio de nosso coração
é sa b e r q u e m so m o s e p o r q u e e sta m o s a q u i. Porém, nossa cultura pouco nos estimu-
la a procurar respostas para essas questões tão importantes. Ensinaram-nos que a
nossa qualidade de vida depende da melhoria de nossa riqueza exterior. Entretan-
to, mais cedo ou mais tarde, descobrimos que, apesar de seu valor, as coisas exter-
nas não podem falar à profunda inquietude de nossa alma.
Então, onde podemos buscar respostas?
Vários dos livros sobre transformação pessoal hoje disponíveis discorrem com
eloqüência acerca do tipo de pessoa que todos nós
gostaríamos de ser. Eles reconhecem a importância vi-
tal da compaixão, do espírito comunitário, da comu-
nicação e da criatividade. Porém, por mais belas e de-
sejáveis que essas (e outras) qualidades possam ser, é
para nós muito difícil adotá-las ou praticá-las em nos-
sa vida cotidiana. Nosso coração anseia por asas, mas
quase sempre entramos em parafuso e nos chocamos
"Independentemente de sua
d de, criação e educação, a maior
)Mte daquilo que você é consiste
Im potencial não aproveitado."
"PM m qu, antes de co-
lU '" rm a viagem em busca da
'1,llidad ,em busca de Deus, an-
1' d agirmos ou podermos ter
lu,llquer relação uns com os ou-
(... ), é essencial que comece-
11 por compreender-nos a nós
K R IS H N A M U R T I
G E O R G E L E O N A R D
contra as rochas do medo, do hábito e da ignorância.
Demasiadas vezes nossas boas intenções e nobres es-
peranças tornam-se simplesmente novas fontes de de-
cepção. Desistimos de tudo, voltamos às nossas velhas
distrações e tentamos esquecer a história toda.
Então a maioria dos atuais livros de psicologia es-
tá equivocada? Os seres humanos serão de fato incapa-
zes de viver uma vida mais plena e satisfatória? Os gran-
des mestres da moral e do espírito sempre insistiram em
que temos o potencial que nos permite atingir a gran-
deza - que, na verdade, somos criaturas divinas num sentido concreto. Então por
que temos tanta dificuldade em admitir essa verdade e viver de acordo com ela?
Não acreditamos que a maioria dos livros de auto-ajuda esteja necessariamen-
te errada, m a s a p e n a s in c o m p le ta . Tomemos como exemplo um tema mais simples,
como a perda de peso. Há várias possíveis razões para alguém ter problemas com o
peso ou com a comida: suscetibilidade ao açúcar, excesso de gordura na dieta, uso
da comida para minorar a ansiedade ou diversas outras razões ligadas ao fator emo-
cional. Sem identificar qual a razão que está causando o problema, será impossível
solucioná-lo, por maior que seja o empenho.
Ao sugerir alguma coisa, o autor ou autora do livro de auto-ajuda se baseia
normalmente em métodos que funcionaram para eles e que têm que ver com seu
próprio caráter e sua maneira de ser. Se o leitor coincidir nisso com o autor, o mé-
todo pode funcionar para ele. Mas, quando eles não "combinarem", em vez de con-
seguir auxílio, o leitor poderá ser induzido a erro.
Por isso, para funcionar, qualquer tentativa de crescimento deverá levar em
conta o fato de que existem diferentes tipos de pessoa - d ife re n te s tip o s d e p e rso n a -
lid a d e . Historicamente, vários sistemas psicológicos e espirituais tentaram incorpo-
rar essa idéia-chave: a astrologia, a numerologia, os quatro temperamentos clássi-
cos (fleumático, colérico, melancólico e sangüíneo), o sistema junguiano de tipos
psicológicos (orientação extroversa ou introversa v e rsu s as funções da sensação, in-
tuição, sentimento e raciocínio) e vários outros. Além disso, recentes estudos sobre
o cérebro e o desenvolvimento infantil indicam que as diferenças mais marcantes
de temperamento entre diferentes tipos de pessoas têm uma base biológica.
Essa diversidade explica por que um bom conselho para uma pessoa pode ser
desastroso para outra. Dizer a certos tipos que se concentrem mais em seus senti-
mentos é como jogar água em quem está se afogando. Dizer a outros que precisam
afirmar-se mais é tão insensato quanto mandar um anoréxico fazer dieta. Ao nos
compreendermos e compreendermos os relaciona-
mentos, o crescimento espiritual e diversas outras
questões importantes, veremos que é o tipo - e não
o gênero, a cultura ou as diferenças de geração - o fa-
tor crucial.
Acreditamos que em muitas áreas - na educa-
n mos."
S U R Y A ()N,
"Espiritualmente ~ I n to , 111
do aquilo que se quer, alml'j '( 11'
cessita está sempre p n '~ ( '1 1 1I •
acessível aqui e agora P ,II I
aqueles que têm olhos par, VI', "
Uma das coisas mais importantes de minha vida aconteceu há muitos anos,
quando eu, Don, estava fazendo um retiro espiritual de uma semana de duração no
norte do Estado de Nova York. Éramos cerca de cinqüenta pessoas e estávamos hos-
pedados num hotel da virada do século, pertencente ao nosso mestre. Já que tanto
o terreno quanto o interior da antiga casa sempre precisavam de manutenção, a si-
tuação se prestava maravilhosamente bem a que nos dedicássemos com todo afin-
co ao trabalho braçal- e a que observássemos nossas reações e resistências duran-
te esse trabalho. O calor do verão era intenso; os chuveiros, poucos; as filas para os
banheiros comuns, longas; e quase não havia períodos de descanso. Como bem sa-
bíamos, nosso mestre havia maquinado todas aquelas situações para que os "traços"
de nossas personalidades se evidenciassem, permitindo-nos a observação mais de-
talhada em meio à intensidade daquele laboratório de vida.
Uma bela tarde, tivemos a rara oportunidade de descansar 45 minutos entre
uma tarefa e outra. Eu havia sido encarregado de raspar a pintura das paredes ex-
ternas do velho hotel e estava coberto, da cabeça aos pés, de pequenos pedaços de
reboco e tinta. No fim daquela sessão de trabalho, eu estava tão suado e exausto que
nem me importava estar tão imundo - precisava dar um cochilo e, assim que fo-
mos dispensados, fui o primeiro a subir e deitar-me na cama. A maioria das pessoas
SERES DE LUZ
ção, nas ciências, nos negócios, nas humanidades e na
terapia e, acima de tudo, na espiritualidade e na trans-
formação - é preciso conhecimento dos tipos de per-
sonalidade. Embora nossos incansáveis anseios pos-
sam ser universais, a forma como os expressamos é
muito particular e, de fato, é uma função do "filtro"
através do qual vemos a vida. Nosso principal filtro-
aquele que usamos para entender a nós mesmos e ao mundo que nos cerca, para ex
pressar-nos, defender-nos, lidar com o passado e antecipar o futuro, para aprendel,
para alegrar-nos e para nos apaixonar - é o nosso tipo de personalidade.
E se houvesse um sistema que nos permitisse ver e entender melhor quem o
mos e quem são os outros? E se esse sistema nos ajudasse a discernir melhor no~
sos filtros e levá-los em conta dentro de uma perspectiva mais adequada? E se ele
pudesse mostrar-nos nossas principais questões psicológicas e nossos pontos fracos
e fortes nas relações interpessoais? E se esse sistema não dependesse do veredicto
de gurus ou especialistas, de nossa data de nascimento ou de nossa ordem de apa-
rição na família, mas sim dos padrões de nossa personalidade e de nossa disposição
para a auto-análise honesta? E se esse sistema não só nos mostrasse nossos princi-
pais problemas, mas também indicasse como lidar satisfatoriamente com eles? E se
ele também nos fizesse voltar-nos para as profundezas de nossa alma? Esse sistema
existe e é chamado de "Eneagrama".
p f r it o ( o r ç a in v is f v e l que dividiam o quarto comigo também subiu logo em
'lU v n a v id a . " eguida e, em menos de cinco minutos, estávamos to-
M A Y A A N G E L O U dos prestes a cair no sono.
Justo nesse momento, o companheiro que falta-
va, Alan, entrou ruidosamente no quarto. Ele havia fi-
cado encarregado de tomar conta dos filhos dos participantes do encontro e, pelo
modo como jogava coisas em cima dos móveis, estava furioso por não poder aban-
donar seu serviço e dormir como nós. Entretanto, deu um jeito de subir e fazer tan-
to barulho que ninguém mais pôde descansar também.
Porém, logo após Alan haver feito sua aparição ruidosa, algo incrível me ocor-
reu: vi as reaçôes negativas que ele havia despertado em mim crescerem em meu
corpo como um trem que entra na estação e e u n ã o e m b a rq u e i n e sse tre m . Num ins-
tante de lucidez, vi Alan com sua raiva e frustração - vi seu comportamento pelo
que era, sem maiores elaborações - e vi minha raiva "acumulando-se" para revi-
dar - e não reagi a nada daquilo.
Simplesmente observando minhas reações - a raiva e autojustificação - sem
as pôr em prática, senti como se um véu tivesse sido retirado de cima de meus olhos
e m e a b ri. Algo que normalmente bloqueava minha percepção se diluiu num átimo,
e o mundo inteiro ganhou vida. Alan de repente era digno de amor e as outras pes-
soas eram perfeitas em suas reações, independentemente de quais estas fossem. De
modo igualmente espantoso, quando virei a cabeça e olhei pela janela, vi tudo em
torno de mim resplandecer numa luz que vinha de dentro. A luz do sol nas árvores,
o balanço das folhas ao vento, o leve tremor das vidraças da velha janela, tudo era
belo demais para ser dito em palavras. Estava maravilhado por tudo ser um mila-
gre. Tudo, sem exceção, era belo.
Eu ainda estava atônito, imerso nesse êxtase, quando me juntei ao resto do
grupo para uma meditação de fim de tarde. Enquanto a meditação se aprofundava,
eu abri os olhos e olhei em torno, caindo em algo que só posso chamar de visão in-
terior, algo cuja impressão permanece comigo há anos.
O que vi foi que cada um dos presentes era um "ser iluminado". Vi claramen-
te que todos somos feitos de luz - que somos como formas luminosas. Mas sobre
nós se forma uma crosta. Essa crosta é negra e viscosa como breu e obscurece a luz
interior que é o eu verdadeiro de cada um. Algumas partes são muito espessas; ou-
tras são mais ralas e transparentes. Os que se trabalham há mais tempo têm menos
breu e irradiam mais de sua luz interior. Devido a suas histórias pessoais, outros es-
tão cobertos por uma maior quantidade de breu e precisam de muito trabalho para
conseguir livrar-se dela.
Após cerca de uma hora, a visão se esvaiu e acabou por desaparecer. Quando
a meditação chegou ao fim, mais trabalho nos aguardava e eu me apressei a ofere-
cer-me para uma das tarefas mais evitadas: lavar pratos na abafada cozinha. Mas, co-
mo os resquícios do êxtase que sentira eram ainda palpáveis, também aquela tarefa
foi um momento de felicidade.
Conto e sa história não só pela importância que tem para mim, mas também
porque ela me mostrou vividamente que as coisas de que falamo n ste livro ( ', 'i
tem mesmo. Se nos observarmos com sinceridade e sem julgamento , vendo ( '1 I l
ação os mecanismos de nossa personalidade, p o d e re m o s d e sp e rta r, e n o ssa vicia podr
rá to m a r-se u m a m a ra v ilh o sa su c e ssã o d e b e le za s e a le g ria s.
COMO USAR ESTE LIVRO
O Eneagrama só pode ajudar-nos se formos sinceros. Assim, os elemento~ do
sistema - e este livro - encontram sua melhor aplicação como guia de auto
observação e autoquestionamento. Conforme foi planejado, este livro possui diwl
sos tópicos práticos que o ajudarão a usá-lo dessa forma, entre os quais:
>- Dons, atitudes propícias à cura e processo de transformação específico dl'
cada tipo
>- Como "detectar e abandonar" hábitos e reações problemáticos
>- Como trabalhar com as motivações de cada tipo
>- Mensagens inconscientes da infância
>- Estratégias terapêuticas para cada tipo
>- "Empurrões espirituais" , Sinais de Alerta e Bandeiras Vermelhas para cada
tipo
>- Como cultivar a percepção no dia-a-dia
>- Sessões e práticas de trabalho interior para cada tipo
>- Como usar o sistema para contínuo crescimento espiritual
Já que é aconselhável fazer os exercícios deste livro como se fossem uma e -
pécie de diário, seria bom reservar um caderno ou classificador para eles. Sugeri-
mos que você use seu Diário de Trabalho Interior para registrar as idéias que forem
surgindo à medida que você ler não só o material a respeito de seu tipo de persona-
lidade, bem como aquele dedicado aos demais tipos. Para a maioria das pessoas, is-
so trará consigo associações relacionadas a vários tipos de problemas, lembranças e
inspirações criativas.
Como primeiro exercício de seu Diário de Trabalho Interior, sugerimos que
você escreva uma biografia sua - observe que não é uma autobiografia: escreva a
seu respeito na terceira péssoa, isto é, como "ele" ou "ela", em vez de "eu". Conte
a história de sua vida, começando pelos primeiros anos de sua infância (ou antes,
se souber algo da história de sua família) e vindo até o presente, como se estivesse
falando de outra pessoa. Se possível, dedique pelo menos uma página a cada déca-
da - assim, haverá espaço para acrescentar lembranças e observações oportunas à
medida que você recordar mais coisas. Não se preocupe em ser literário nem "cor-
reto". O importante é ver sua vida como um todo e como se estivesse sendo conta-
da por uma outra pessoa.
Quais foram O 1 1 1 0 1 1 1 nto d C I I V O - eus trauma e triunfos, aquele mo-
mento m que você teve a certeza de que sua vida jamais voltaria a ser a mesma,
acontecesse o que acontecesse? Quais foram as pessoas mais importantes de sua vi-
da - aquelas que serviram de "testemunhas" de suas lutas e conquistas, as que o
magoaram e as que o compreenderam, que foram suas mentoras e amigas? Seja o
mais detalhado possível.
Volte à sua biografia sempre - quando quiser acrescentar alguma coisa e
quando, ao prosseguir a leitura deste livro, for adquirindo uma melhor perspectiva
de si mesmo. Sua história será mais rica e mais cheia de sentido na medida em que
você se compreender melhor.
PARTE I
A J o rn a d a
Interior
CAPíTULO 1
DESCOBRINDO SEU TIPO
DE PERSONALIDADE
9
SAM K IN
"As grandes metáforas d til
das as tradições espirituais W,I
ça, libertação, nascer de n VO,
despertar da ilusão - prov,ulI
que é possível transcender o 0 1 1
dicionamento de meu passado "
fazer algo novo."
o ENEAGRAMA é uma figura geométrica que representa graficamente o n o
ve tipos essenciais de personalidade presentes na natureza hu-
mana e suas complexas inter-relações. Ele é resultante da evo-
lução da psicologia moderna, que tem suas raízes na sabedoria
espiritual de diversas tradições antigas. A palavra E n e a g r a m a
vem do grego e n n e a , que significa "nove", e g r a m m o s , que sig- 7
nifica "figura, desenho"; assim, a palavra representa uma "figu-
ra de nove pontas".
O atual Eneagrama de tipos de personalidade foi obtido a
partir de muitas tradições espirituais e religiosas distintas. Boa
parte dele é resultante da condensação da sabedoria universal,
a filosofia perene acumulada em milhares de anos por cristãos,
budistas, muçulmanos (especialmente os sufistas) e judeus (na Cabala). O cora ao
do Eneagrama é a revelação universal de que os seres humanos são presenças espi
rituais encarnadas no mundo material que misteriosamente personificam a mesma
vida e o mesmo espírito do Criador. Por trás das diferenças e semelhanças superfi-
ciais, por trás dos véus da ilusão, a luz da Divindade
brilha em cada indivíduo. Porém, várias forças obscu-
recem essa luz, o que levou cada tradição espiritual
aos mitos e doutrinas que buscam explicar como a hu-
manidade perdeu sua ligação com o Divino.
Um dos pontos fortes do Eneagrama está em sua
transcendência das diferenças entre doutrinas. Ele
vem ajudando pessoas de praticamente todos os
maiores credos a redescobrir sua unidade fundamen-
S P IN O Z A
T H O M A S M E R T O N
"N o chore; não fique indig-
nado. Entenda."
tal como seres espirituais. Portanto, o Eneagrama tem
imensa valia no mundo de hoje: ele pode mostrar a
negros e brancos, mulheres e homens, protestantes e
católicos, judeus e árabes, homossexuais e heterosse-
xuais, pobres e ricos que, se forem além das distin-
ções superficiais que os separam, encontrarão um nível inteiramente novo de co-
munhão em sua humanidade. Com a ajuda do Eneagrama, veremos que uma
pessoa que pertence ao Tipo Seis é como todos os seus colegas de tipo, comparti-
lhando com eles os mesmos valores. Os negros pertencentes ao Tipo Um são mui-
to mais parecidos aos brancos desse tipo do que poderiam imaginar e assim por
diante. Surge um novo nível de compaixão e comunhão que oblitera o antigo me-
do e a antiga ignorância.
Entretanto, o Eneagrama não é uma religião nem interfere com a orientação
religiosa. Ele não pretende ser um caminho espiritual em si. Todavia, ocupa-se de
um elemento fundamental a todos os caminhos espirituais: o a u to c o n h e c im e n to .
Sem autoconhecimento, não iremos muito longe em nossa jornada espiritual
nem seremos capazes de manter o progresso obtido. Um dos maiores riscos do tra-
balho de transformação é que o ego tenta esquivar-se do trabalho psicológico mais
profundo lançando-se cedo demais ao transcendente. Isso ocorre porque ele sem-
pre se julga muito mais "avançado" do que realmente é. Quantos noviços já não se
persuadiram, no primeiro ano, de que estavam prontinhos para ser canonizados?
Quantos alunos de meditação não acharam que haviam chegado à iluminação em
tempo recorde?
O autêntico autoconhecimento é de valor inestimável contra esse tipo de en-
gano. O Eneagrama nos permite ir em frente (e possibilita um verdadeiro progres-
so) porque parte de onde nós realmente estamos. Da mesma forma que nos revela
os píncaros espirituais que somos capazes de atingir, ele lança luz clara e imparcial
sobre os aspectos sombrios e intransponíveis de nossa vida. Se quisermos viver co-
mo seres espirituais no mundo material, devemos saber de antemão que essas são
as áreas que mais precisamos explorar.
P r e s e n ç a (percepção alerta, consciência), p r á tic a
d e a u to -o b s e r v a ç ã o (adquirida por meio do autoconhe-
cimento) e c o m p r e e n s ã o d o s ig n ific a d o d a s p r ó p r ia s e x -
p e r iê n c ia s (uma interpretação precisa fornecida por
um contexto mais amplo como a comunidade ou o sis-
tema espiritual) são os três elementos básicos do tra-
balho de transformação. O s e r fornece o primeiro, v o -
c ê fornece o segundo e o E n e a g r a m a fornece o terceiro. Quando esses três elementos
estão juntos, as coisas acontecem rápido.
"O que ganhamos com a ida à
Lua se não conseguimos transpor
o abismo que nos separa de nós
mesmos?"
1)1
P A S A I
2 O A ju d a llll'
3 O R e a liz a d O l
4
O In d iv id u a lis ta
o P a c ifis ta
9
"Se os homens se conhe ~
sem, Deus lhes daria a mão e o
perdoaria."
5
O In v e s tig a d o r
O E EAGRAMA COM A TIPOLOGIA
RISO-HUDSO
o E n tu s ia s ta 7
APRESENTAÇÃO DOS N O V E T IP O S
Você pode começar a trabalhar com o Eneagrama quando identificar qual o
seu tipo e compreender quais as suas principais questões.
Embora possamos identificar em nós mesmos comportamentos de cada Ulll
dos nove tipos, as características que mais nos definem provêm de apena um de
leso Na página 24 você encontrará o Questionário Riso-Hudson, que o ajudará a dcs
cartar os tipos que não lhe correspondem e determinar qual o seu tipo básico. No
início dos capítulos dedicados a cada tipo há um se-
gundo teste, o Classificador Tipológico por Atitude ou
CTA Riso-Hudson, para que você confirme suas con-
clusões. Usando esses dois testes e as descrições e os
exercícios dos capítulos dedicados a cada tipo, você
poderá descobrir qual o seu tipo com alto grau de pre-
cisão.
Por enquanto, leia a rápida descrição de cada tipo para chegar às duas ou três
que mais lhe parecem adequadas a você mesmo. Lembre-se que as característica
aqui relacionadas são apenas os traços mais marcantes - o quadro completo con-
tém muito mais detalhes.
T ip o U m : O R e fo r m is ta . Tipo idealista, seguidor de princípios. Éticas e conscien-
ciosas, as pessoas do Tipo Um têm um senso muito claro do que é certo ou errado.
São professores e cruzados que sempre lutam para melhorar as coisas, mas têm medo
de errar. Organizadas, ordeiras e meticulosas, elas tentam viver conforme altos pa-
drões, mas podem resvalar para a crítica e o perfeccionismo. Costumam ter proble-
mas com a impaciência e a raiva reprimida. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se
encontram na faixa saudável, essas pessoas são criteriosas, ponderadas, realistas e no-
bres, além de moralmente heróicas.
T ip o D o is : O A ju d a n te . Tipo compreensivo, voltado para o lado interpessoal.
As pessoas do Tipo Dois são amigáveis, generosas, empáticas, sinceras e afetuosas,
mas podem ser também sentimentalis-
tas e aduladoras, esforçando-se para
agradar os outros a qualquer preço. Sua
maior motivação é chegar perto dos de-
mais e, por isso, muitas vezes tentam
tornar-se necessárias. Costumam ter di-
ficuldade em cuidar de si mesmas e re-
conhecer suas próprias necessidades.
Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se
encontram na faixa saudável, são pes-
soas altruístas e desprendidas que
amam a si mesmas e aos demais incon-
dicionalmente.
22 1 S 1 111 Il O lU 1 I> o 1 N 1 1 (,1 { 1 M 1
T ip o T r ê s : O R e a liz a d o r . Tipo adaptável, movido pelo sucesso. As pessoas do
Tipo Três são seguras de si, atraentes e encantadoras. Ambiciosas, competentes e
sempre prontas a agir, elas podem deixar-se orientar muito também pelo s ta tu s e pe-
la idéia de progredir na vida. Muitas vezes preocupam-se com a própria imagem e
com o que os outros pensam a seu respeito. Seus problemas geralmente são a pai-
xão excessiva pelo trabalho e a competitividade. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quan-
do se encontram na faixa saudável, são pessoas autênticas, que se aceitam como são
e de fato representam tudo aquilo que parecem ser: modelos que a todos inspiram.
T ip o Q u a tr o : O In d iv id u a lis ta . Tipo romãntico, introspectivo. As pessoas do
Tipo Quatro são atentas a si mesmas, sensíveis, calmas e reservadas. São emocional-
mente honestas e não têm medo de revelar-se como são, mas estão sujeitas a flutua-
ções de humor e inibições. Podem mostrar-se desdenhosas e agir como se não esti-
vessem sujeitas às mesmas leis que os demais, ao mesmo tempo que se esquivam
das pessoas por sentir-se vulneráveis e cheias de defeitos. Seus problemas mais co-
muns são o comodismo e a autocomiseração. E r r t s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando
se encontram na faixa saudável, são pessoas muito criativas e inspiradas, capazes de
renovar-se e transformar as próprias experiências.
T ip o C in c o : O In v e s tig a d o r . Tipo concentrado, cerebral. As pessoas do Tipo Cin-
co são alertas, perspicazes e curiosas. Conseguem abstrair-se de tudo e concentrar-se
no cultivo de idéias e dons os mais complexos. Independentes e inovadoras, quando
excessivamente dedicadas a seus pensamentos e construtos imaginários, podem mos-
trar-se distantes e irritadiças. Em geral, seus maiores problemas são o isolamento, a
excentricidade e o niilismo. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na fai-
xa saudável, as pessoas do Tipo Cinco são como pioneiros e visionários que vivem
adiante de seu tempo e vêem o mundo de uma forma inteiramente nova.
T ip o S e is : O P a r tid á r io . Tipo dedicado, que valoriza a segurança. As pessoas
do Tipo Seis são esforçadas, responsáveis e dignas de confiança, mas podem ser de-
fensivas, evasivas e muito ansiosas, estressando-se só de reclamar do s tr e s s . Costu-
mam ser indecisas e cautelosas, mas podem mostrar-se reativas, desafiadoras e re-
beldes. Seus problemas mais comuns são a insegurança e a desconfiança. Em s e u
a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, as pessoas deste tipo
são dotadas de muita estabilidade e autoconfiança, defendendo corajosamente os
mais necessitados.
T ip o S e te : O E n tu s ia s ta . Tipo produtivo, sempre ocupado. As pessoas do Tipo
Sete são versáteis, espontâneas e otimistas. Práticas, brincalhonas e joviais, podem
mostrar-se também dispersivas e pouco disciplinadas, tendendo a assumir mais res-
ponsabilidades do que poderiam dar conta. Sua eterna busca de novas emoções po-
de levá-las a não terminar o que começaram, exaustas pelo excesso de atividade.
Seus maiores problemas são geralmente a superficialidade e a impulsividade. Em s e u
a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, as pessoas do Tipo
Sete mostram-se capazes de concentrar-se em metas louváveis, realizando-se e tor-
nando-se cheias de alegria e gratidão.
1>1
T ip o O ito : O D e s a fia d o r . Tipo forte e dominador. As pessoas pertencentes ao
Tipo Oito são seguras de si, firmes e assertivas. Protetoras, talentosas e decidida , po
dem ser também orgulhosas e dominadoras. Por achar que precisam controlar o meio
em que vivem, as pessoas deste tipo mostram-se muitas vezes contenciosas e intimi-
dadoras. Seu maior problema é a dificuldade de compartilhar a intimidade. Em seu
a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, as pessoas deste tipo
são mestras do autodominio - usam sua força para melhorar a vida dos outros, mo -
trando-se heróicas, magnânimas e, às vezes, deixando sua marca na História.
T ip o N o v e : O P a c ifis ta . Tipo descomplicado, de fácil convivência. As pessoa
deste tipo são constantes, crédulas e receptivas. Têm bom gênio, bom coração e são
fáceis de contentar, mas podem ir longe demais na disposição de ceder para manter
a paz. Em sua ânsia de evitar conflitos, podem exagerar na complacência, minimi-
zando todos os entraves que surgirem. Seus maiores problemas são a passividade e
a teimosia. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, a
pessoas do Tipo Nove são incansáveis em sua dedicação a aproximar os demais e
resolver mal-entendidos.
OS QUESTIONÁRIOS
O primeiro questionário, apresentado à página 24, é o Questionário Riso-Hud-
son, um teste que o ajudará a identificar seu tipo em menos de cinco minutos e com
precisão de cerca de 70%. Na pior das hipóteses, você conseguirá identificar as duas
ou três maiores possibilidades relacionadas ao seu tipo.
O segundo grupo de questionários é o Classificador Tipológico por Atitude ou
CTA Riso-Hudson. No início de cada um dos nove capítulos há 15 afirmações ca-
racterísticas do tipo descrito. Se tiver interesse, você poderá fazer um Teste do Enea-
grama em nossa página na Internet: www.EnneagramInstitute.com. Esse teste, cha-
mado RHETI (Riso-Hudson Enneagram Type Indicator, Versão 2.5)/ITERH
(Indicador Tipológico via Eneagrama Riso-Hudson, Versão 2.5), consta de 144 afir-
mativas e tem cerca de 80% de precisão. Além de indicar o tipo principal, ele cria
um perfil que mostra os pontos fortes de cada um dos nove tipos presentes em sua
personalidade. Esse teste geralmente leva 45 minutos para ser respondido.
Se esta for a primeira vez que utiliza o Eneagrama, responda primeiro ao Ques-
tionário e depois ao CTA Riso-Hudson para ver se há coincidência. Suponhamos
que o Questionário indique que seu tipo é o Seis. Leia as quinze afirmativas do CTA
para o Tipo Seis (Capítulo 12) - se sua pontuação aí for alta, você provavelmente
estará na trilha certa.
Todavia, insistimos em que você mantenha a cabeça aberta e leia todo o capí-
tulo dedicado ao Tipo Seis (para continuar com o exemplo apresentado acima) até
que mais peças se encaixem. Se a descrição e os exercícios lhe causarem forte im-
pressão, você poderá dizer com certeza quase absoluta que pertence ao Tipo Seis.
OpçÃO
REFERENTE
AO GRUPO I
Fazemos e sa ligeiras ressalva porque sempre é possível errar no autodiag-
nó tico - da mesma forma que também é possível ser erradamente diagnosticado e
classificado por um "especialista em Eneagrama". Portanto, não se precipite em de-
terminar o seu tipo. Leia atentamente este livro e, principalmente, p r o c u r e a c o s tu m a r -
s e com o r e s u lta d o p o r a lg u m te m p o . Fale sobre ele com as pessoas que o conhecem
bem. Lembre-se que a autodescoberta é um processo que não termina com a identi-
ficação do tipo a que se pertence - na verdade, ela constitui apenas o começo.
Quando descobrir seu tipo, você saberá. Provavelmente vai sentir-se aliviado
e constrangido, eufórico e preocupado. Coisas que inconscientemente sempre sou-
be a seu próprio respeito de repente se tornarão claras, fazendo surgir padrões em
ação na sua vida. Pode ter a certeza de que, quando isso acontecer, você terá iden-
tificado corretamente seu tipo de personalidade.
Para que o resultado seja preciso, é importante que
você siga as instruções abaixo:
INSTRUÇÕES:
~ Selecione u m parágrafo em cada um dos dois gru-
pos de afirmações. Ele deverá ser aquele que melhor espe-
lha suas atitudes e comportamentos até o momento.
~ Não é preciso concordar inteiramente com cada
palavra ou afirmativa no parágrafo escolhido! Você pode
concordar só em 80 ou 90% com o que se afirma nele e, ain-
da assim, considerá-lo preferível aos outros dois do grupo.
Porém, é preciso que você concorde com o tom geral e com
a "filosofia" em que ele se baseia. Provavelmente você dis-
cordará de alguma parte de cada um dos parágrafos escolhi-
dos. Não rejeite um parágrafo por causa de uma palavrinha ou frase!
Lembre-se: o importante é a visão geral.
~ Não analise excessivamente suas escolhas. Escolha o parágra-
fo que você "sente" que é o mais certo para você, mesmo que não con-
corde 100% com ele. A motivação e a idéia geral do parágrafo como um
todo são mais importantes que suas partes individualmente. Siga sua
intuição.
~ Se não conseguir decidir qual o parágrafo que melhor o des-
creve em qualquer dos dois grupos, p o d e e s c o lh e r d o is , mas s6 em u m
d o s g r u p o s : por exemplo, C no grupo I e X e Y no grupo lI.
~ Escreva a letra correspondente ao parágrafo selecionado no
lugar indicado.
D
o
T e s te
C la s s ific a tó r io
R á p id o
d o E n e a g r a m a
o
QUESTIONÁRIO
RISO-HUDSON
U I 2
OpçÃO
REFERENTE
AO GRUPO 11
D
P a r a in te r p r e ta r s u a s r e s p o s ta s , v e ja a p á g in a 2 8 .
X. Sou uma pessoa que geralmente procura ter uma visão positiva e achar que as roi
sas correrão da melhor forma possível. Sempre encontro alguma coisa que me entusiasme ('
atividades diferentes com que me ocupar. Gosto de companhia e de ajudar os outros a serem
felizes - gosto de compartilhar o bem-estar que sinto. (Nem sempre estou tão bem, mas tell
to não deixar transparecer!) Porém, para manter essa visão positiva, às vezes tive de adiar de
mais a resolução de alguns problemas pessoais.
Y. Sou uma pessoa que não esconde o que sente - todo mundo sabe quando não gos
to de alguma coisa. Posso ser reservado, mas no fundo sou mais sensível do que deixo trans
parecer. Quero saber como as pessoas me julgam e com quem ou o que eu posso contar -
minha opinião sobre elas quase sempre é bem clara. Quando alguma coisa me aborrece, que
ro que os outros reajam e se afetem tanto quanto eu. Sei quais são as regras, mas não gosto
que ninguém me diga o que fazer. Quero decidir por mim mesmo.
Z. Sou uma pessoa lógica e auto controlada - não fico à vontade com
os sentimentos. Sou competente - até perfeccionista - e prefiro trabalhar
sozinho. Quando surgem conflitos ou problemas pessoais, procuro não en-
volver meus sentimentos. Há quem me considere muito frio e distante, mas
não quero que minhas reações emocionais me afastem do que realmente me
importa. Geralmente não demonstro minhas reações quando alguém me
"incomoda" .
GRUPO /I
A. Até hoje, tendi a ser bastante independente e assertivo: para mim, a vida fUlldoll'
melhor quando você a encara de frente. Defino minhas próprias metas, envolvo-me com ,I
coisas e quero fazê-las acontecer. Não gosto de ficar de braços cruzados - quero realizar 1-1,111
des coisas e causar impacto. Não ando em busca de confrontos, mas também não deixo q lll
ninguém me pressione. Na maioria das vezes, sei o que quero e procuro consegui-lo. (jel 11
mente entro de cabeça tanto no trabalho quanto na diversão.
B. Até hoje, tenho sido uma pessoa tranqüila e estou acostumado a "me virar" sozinho
Em sociedade, normalmente não chamo a atenção, e é raro que me imponha a qualquer r ll~
to. Não me sinto à vontade em posições de liderança nem em competições, como tanta g l'll
te. É provável que me julguem um tanto sonhador - é na imaginação que se alimenta ho.1
parte da emoção que sinto. Não me incomodo se não tiver de ser ativo o tempo inteiro.
C. Até hoje, tenho sido extremamente responsável e dedicado. Para mim é terrível n.o
poder honrar meus compromissos ou colocar-me à altura das expectativas. Quero que as PI'~
soas saibam que desejo ajudá-las e fazer o que acredito ser melhor para elas. Já fiz grandes SiI
crifícios para o bem dos outros, estivessem eles sabendo ou não. Muitas vezes esqueço de 1111111
mesmo; faço o que tenho que fazer e depois - se sobrar tempo - relaxo (e faço o que IT a l
mente queria).
GRUPO I
26 A S A IIIIIO I{lA 1 > 0 I N I A lo llA M A
HERMANN HESSE > Embora todos tenhamos uma mistura de vá-
rios tipos em nossa personalidade como um todo, há
um determinado padrão ou estilo que é nossa "base"
e ao qual retornamos sempre. Nosso tipo básico permanece o mesmo no decorrer
da vida. As pessoas podem mudar e desenvolver-se de muitas maneiras, mas não
passam de um tipo de personalidade a outro.
> As descrições dos tipos de personalidade são universais e aplicam-se tan-
to a homens quanto a mulheres. Evidentemente, as pessoas expressam os mesmos
traços, atitudes e tendências de modo um tanto diferente, mas as questões básicas
do tipo permanecem as mesmas.
> Nem tudo na descrição do seu tipo básico se aplicará a você to d o o te m p o .
Isso ocorre porque nós constantemente transitamos entre os traços saudáveis, mé-
dios e não-saudáveis que compõem nosso tipo de personalidade, conforme veremos
no Capítulo 6 (Os Níveis de Desenvolvimento). Veremos ainda como o amadureci-
mento ou o s tr e s s podem influir significativamente sobre nossa forma de expressar
o tipo a que pertencemos.
> Embora tenhamos atribuído a cada tipo um título descritivo (como Refor-
mista, Ajudante etc.), na prática preferimos utilizar o número correspondente no
Eneagrama. Os números são neutros - são um modo de referência rápida e não
preconceituosa aos tipos. Além disso, a seqüência numérica dos tipos não é signifi-
cativa: tanto faz pertencer a um tipo de número menor quanto a um de número
maior. (Por exemplo, não é melhor ser do Tipo Nove que do Tipo Um.)
> Nenhum dos tipos de personalidade é melhor ou pior que os demais - to-
dos têm pontos fortes e fracos, todos têm trunfos e desvantagens específicos. O que
pode acontecer é que determinados tipos sejam mais valorizados que outros numa
dada cultura ou grupo. À medida que você aprender mais sobre todos eles, verá que,
da mesma forma que cada um tem qualidades intrínsecas, tem também limitações
características.
> Independentemente de qual seja o seu tipo, v o c ê te m e m s i, a té c e r to p o n to ,
a lg o d o s n o v e tip o s . Cultivá-los e colocá-los em ação é ver em si mesmo tudo que po-
de haver na natureza humana. Essa conscientização o levará a uma maior com-
preensão e compaixão pelos seus semelhantes, pois o fará reconhecer em si próprio
várias facetas dos hábitos e reações deles. Será mais difícil condenarmos a agressi-
vidade do Tipo Oito ou a carência disfarçada do Tipo Dois, por exemplo, se estiver-
mos atentos à agressividade e à carência que existem em nós mesmos. Investigan-
do os nove tipos que há em você, você verá que eles são tão interdependentes
quanto o símbolo do Eneagrama que os representa.
COISAS A LEMBRAR EM RELAÇÃO
AOS TIPOS
"Se você odeia uma pessoa,
odeia algo nela que faz parte de
você. O que não faz parte de nós
não nos incomoda."
I I I S ( O Ill{l N I> ( I 27
O OBJETIVO MAIS PROFUNDO DO ENEAGRAMA
L A O 1 < '"
"Aquele que conhcc 0 011
tros é culto. Aquele que conh('( (,,I
si mesmo é sábio."
Descobrir qual dentre os nove tipos de personalidade nos pertence pode ser
como uma revolução. Pela primeira vez na vida, temos a oportunidade de conhecer
o padrão e a lógica subjacente ao modo como vivemos e agimos. Porém, ao chegar
a determinado ponto, o conhecimento de nosso tipo se incorpora à nossa auto-ima-
gem e pode transformar-se em obstáculo à continuação de nosso crescimento.
Com efeito, alguns estudiosos do Eneagrama ficam presos demais ao seu tipo de
personalidade, dizendo: "Claro que eu entro em paranóia! Afinal, sou do Tipo Seis" ou
"Você sabe como somos nós do Tipo Sete; não conseguimos ficar parados!" Justificar
atitudes questionáveis ou adotar uma identidade mais rígida é usar maio Eneagrama.
Porém, ajudando-nos a ver como estamos presos a nossas ilusões e o quanto
nos afastamos de nossa natureza Essencial, o E n e a g r a m a n o s c o n v id a a d e s v e n d a r o
m is té r io d e n o s s a v e r d a d e ir a id e n tid a d e . Ele se destina a iniciar um processo de ques-
tionamento que pode levar-nos a uma verdade mais profunda sobre nós e sobre nos-
so lugar no mundo. Entretanto, se usarmos o Eneagrama simplesmente para atin-
gir uma auto-imagem melhor, interromperemos o processo de descoberta (ou,
melhor, de resgate) de nossa verdadeira natureza. Se conhecendo nosso tipo obte-
mos informações importantes, elas devem ser apenas o ponto de partida para uma
jornada muito maior. Em resumo, s a b e r q u a l o n o s s o tip o n ã o é o n o s s o d e s tin o fin a l.
Estamos convictos de que sempre é mais proble-
mático usar o Eneagrama para classificar outras pes-
soas que para descobrir o nosso próprio tipo. Todos temos pontos cegos e há tan
tas possíveis variações entre os tipos que simplesmente não podemos conhecer
todas. Devido aos nossos preconceitos, também é provável que tenhamos absoluta
aversão a certos tipos. Lembre-se que o Eneagrama deve ser utilizado essencialmen
te para a autodescoberta e a autocompreensão.
Além disso, o fato de sabermos qual o nosso tipo ou o de outra pessoa pode
nos revelar coisas muito importantes, mas não nos diz tudo - como o fato de sa-
ber qual a raça ou a nacionalidade de alguém tampouco nos diria. O tipo em si não
diz nada da história, da inteligência, do talento, da honestidade, da integridade, do
caráter da pessoa nem muitos outros fatores referentes a ela. Por outro lado, ele no
diz muita coisa acerca da forma como vemos o mundo, nossas escolhas mais pro-
váveis, nossos valores, nossas motivações, nossas reações, nosso comportamento
em situações de s tr e s s e várias outras coisas importantes. Quanto mais conhecermo
os padrões de personalidade revelados por este sistema, mais facilmente apreciare-
mos as perspectivas diferentes das nossas.
A CLASSIFICA ÃO TIPOLÓGICA DE
TERCEIROS
o obj tivo d stc Trabalho é interromper as reações automáticas da personali-
dade por meio da conscientização. Só distinguindo e compreendendo os mecanis-
mos da personalidade poderemos despertar - que é a razão de havermos escrito
este livro. Quanto mais percebermos as reações mecânicas de nossa personalidade,
menor a nossa identificação com elas e maior a nossa liberdade. É disso que trata o
Eneagrama.
INTERPRETAÇÃO DAS RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO
(páginas 24 e 25)
Juntas, as duas
letrasselecionadas
formam um
código.Por
exemplo,
escolhendoo
parágrafoC do gru-
po I eo
parágrafoYdo gru-
po 11, tem-seo có-
digodigramático
C Y .
Para saber qual
o tipo de
personalidade que
lhe atribui
o Questionário,
confira os
códigos ao lado:
C ó d ig o T ip o N o m e e C a r a c te r is tic a s P r in c ip a is
D ig r a m á tic o do T ip o
AX 7 O Entusiasta: Otimista, talentoso, impulsivo
AY 8 O Desafiador: Confiante, decidido,
dominador
AZ 3 O Realizador: Adaptável, ambicioso,
consciente da própria imagem
BX 9 O Pacifista: Receptivo, apaziguador,
complacente
BY 4 O Individualista: Intuitivo, esteta, absorto
em si mesmo
BZ 5 O Investigador: Perceptivo, inovador,
distante
CX 2 O Ajudante: Afetuoso, generoso, possessivo
CY 6 O Partidário: Leal, responsável, defensivo
CZ 1 O Reformista: Racional, escrupuloso,
autocontrolado
CAPíTULO 2
ORIGENS ANTIGAS,
-
NOVAS REVELAÇOES
"Descubra o que você
ja-o."
o MODERNO ENEAGRAMA de tipos de per-
sonalidade não provém de uma única fonte. Ele é um
produto híbrido, um amálgama atual de diversas anti-
gas tradições de sabedoria e da moderna psicologia.
Vários autores já se indagaram acerca das origens do Eneagrama e seus entusiasta,>
contribuíram para criar muito folclore sobre sua história e desenvolvimento, ma a
verdade é que, infelizmente, muito do que se diz é fruto de má interpretação. Vá-
rios dos primeiros pesquisadores do tema atribuíram-no aos mestres sufistas, o que
não é o caso, como hoje se sabe.
Para entender a história do Eneagrama, é preciso traçar uma distinção entre o
s ím b o lo do Eneagrama e os n o v e tip o s d e p e r s o n a lid a d e . É verdade que o símbolo do
Eneagrama é muito antigo, tendo pelo menos 2.500 anos. Da mesma maneira, a
origens das idéias que por fim levaram ao desenvolvimento da psicologia dos nove
tipos remonta ao século IV d.C., talvez antes. Porém foi apenas há algumas décadas
que essas duas fontes de conhecimento foram reunidas.
As origens exatas do s ím b o lo do Eneagrama se perderam na História; não sabe-
mos de onde ele vem, da mesma forma que não sabemos quem inventou a roda ou
a escrita. Diz-se que surgiu na Babilõnia por volta do ano 2500 a.c., mas há poucas
provas em favor dessa hipótese. Muitas das idéias abstratas relacionadas ao Eneagra-
ma, para não falar em sua geometria e derivação matemática, sugerem que ele pode
ter origem no pensamento grego clássico. As teorias a ele subjacentes podem ser en-
contradas nas idéias de Pitágoras, Platão e alguns dos filósofos neoplatõnicos. Seja
como for, ele certamente pertence à tradição ocidental que deu origem ao judaísmo,
ao cristianismo e ao islamismo, bem como à filosofia hermética e gnóstica, cujos in-
dícios podem ser vistos em todas essas três grandes religiões proféticas.
I' L mbre-se a todo momento e
to
I 111.
NilOha duvld'I, POI '111,
de que o r 'spon avel pe-
la Inll'(lduçao do s/m IJolo do n agrama no mundo
moderno foi George lvanovich Gurdjidf, um greco-
URDJI FF armênio nascido por volta de 1875. O jovem Gurd-
jidr, interessado pelo esoterismo, estava convencido
,li' que os antigo haviam criado uma ciência capaz de transformar a psique huma-
na. Fssa ciên ia se teria perdido ao longo dos séculos. Junto com alguns amigos
Igualmente apaixonados pela idéia de resgatar a ciência perdida da transformação
hUl1lana, Gurdjidf passou a juventude tentando reconstituir as relações que havia
('nHe os ensinamentos da antiga sabedoria que ia descobrindo. Juntos, eles criaram
UI1lgrupo chamado "Os que Buscam a Verdade" e resolveram que cada um explo-
I,UIa independentemente diferentes ensinamentos e sistemas de pensamento e pe-
I(),hcamente se reuniriam para compartilhar suas descobertas. Correram mundo,
vl'lJaram pelo Egito, Afeganistão, Grécia, Pérsia, Índia e Tibete, conhecendo monas-
(('rios e santuários remotos, aprendendo tudo que podiam acerca das antigas tradi-
~.() '<; de sabedoria.
Numa de suas viagens, possivelmente ao Afeganistão ou à Turquia, Gurdjierr
,'Il(:ontrou o símbolo do Eneagrama. A partir daí, elaborou uma síntese de tudo que
de e eu grupo haviam pesquisado. Gurdjierr concluiu seus muitos anos de busca
pouco antes da IGuerra Mundial e começou a ensinar em São Petersburgo e Mos-
('ou, atraindo imediatamente uma ávida platéia.
O sistema que Gurdjidf ensinava era um com-
plexo estudo de psicologia, espiritualidade e cosmolo-
gia que visava ajudar os discípulos a discernir seu lu-
GURDJIEFF gar no universo e seu propósito objetivo na vida. Ele
ensinou também que o Eneagrama era o símbolo cen-
Iral e mais importante em sua filosofia. A seu ver, ninguém podia compreender na-
da completamente se não o fizesse em termos do Eneagrama, isto é, se não colocas-
,>e orretamente os elementos de um processo nos pontos corretos do Eneagrama,
vendo assim a interdependência e o apoio existentes entre as partes do todo. O
I'neagrama ensinado por Gurdjidf era, portanto, basicamente um modelo de proces-
sos naturais e não uma tipologia psicológica.
Gurdjierr explicou que o símbolo do Eneagrama tem três partes que represen-
tam as três leis Divinas, as quais regem toda a existência. A primeira delas é o cír-
(ulo, uma mandala universal, presente em quase todas as culturas. O círculo diz res-
peito à unidade, integridade e identidade e simboliza a idéia de que Deus é uno,
'ompartilhada pelas três maiores religiões ocidentais: o judaísmo, o cristianismo e
o islamismo.
Dentro do círculo, encontramos o símbolo seguinte, o triângulo. No cristianis-
mo, ele tradicionalmente se rdere à Trindade do Pai, Filho e Espírito Santo. Da mes-
ma forma, a Cabala, um ensinamento esotérico do judaísmo, prega que Deus ini-
1 do lugar de você mesmo."
10
AS TRÊS PARTES DO SÍMBOLO DO ENEAGRAMA
cialmcntc c manifesta no universo como três emanações ou "esferas", os 511/101
(Kcther, Binah e Hokmah), designado pelo principal símbolo da Cabala, a Arvore
da Vida. Podem-se ver reflexos da idéia da trindade em outras religiões: os budistas
falam de Buda, Dharma e Sangha; os hindus, de Vishnu, Brahma e Shiva; o taols
tas, de Céu, Terra e Homem.
Surpreendentemente, quase todas as grandes religiões pregam que o univer o
não é a manifestação de uma dualidade, como ensina a lógica ocidental, mas sim de
uma trindade. Nossa forma usual de ver a realidade baseia-se em pares de opostos, co-
mo bom e mau, preto e branco, macho e fêmea, introvertido e extrovertido, e assim
por diante. As antigas tradições, por sua vez, não vêem homem e mulher, mas homem,
mulher e criança. As coisas não são classificáveis segundo o preto ou o branco, mas
segundo o preto, o branco e o cinza.
Gurdjidf chamava a esse fenômeno "a Lei da Trindade" e dizia que tudo que
existe resulta da interação de três forças (sejam elas quais forem numa determina-
da situação ou dimensão). Até as descobertas da física moderna parecem respaldar
a idéia da Lei da Trindade. Na escala subatômica, os átomos são feitos de prótons,
elétrons e nêutrons e, em vez das quatro forças fundamentais que julgávamos ha-
ver na natureza, a física descobriu que só existem três: a força forte, a fraca e o ele-
tromagnetismo.
A terceira parte desse símbolo tríplice chama-se héxade (a figura que interliga
os números 1-4-2-8-5-7). Essa figura simboliza o que Gurdjierr chamava de "a Lei
do Sete", que diz respeito a processos e desenvolvimento ao longo do tempo. Ela
afirma que nada é estático; tudo está em movimento e no processo de tornar-se ou-
tra coisa. Mesmo as rochas e as estrelas por fim se transformam. Tudo está em mu-
dança, recicla-se e evolui ou involui - embora de maneira previsível e de acordo
com uma lei, segundo sua natureza e as forças que estejam atuando. Os dias da se-
mana, a Tabela Periódica e a oitava musical ocidental baseiam-se na Lei do Sete.
Quando juntamos estes três elementos - o círculo, o triângulo e a héxade -,
temos o Eneagrama. Ele é um símbolo que demonstra a integridade de algo (Círcu-
lo), cuja identidade resulta da interação de três coisas (triângulo) e evolui ou mu-
da ao longo do tempo (héxade).
o ENEAGRAMA DAS PAIXÕES
(PECADOS CAPITAIS) DE OSCAR ICHAZO
2 Soberba
4
Inveja
P,cgulça
9
5
Avareza
Gurdjieff ensinava o Eneagrama mediante
uma série de danças sagradas, explicando que
ele deveria ser concebido, não como um sím-
bolo estático, mas sim como vivo, mutável e di-
nãmico. Contudo, nem nas suas publicações
nem nas de seus discípulos, encontra-se men-
ção ao Eneagrama de tipos de personalidade.
As origens deste são mais recentes e têm duas
fontes modernas principais.
A primeira é Oscar lchazo. Assim como
Gurdjieff, quando jovem lchazo era fascinado
pela idéia de recuperar conhecimentos perdi-
dos. Na infância, ele aplicou sua notável inte-
ligência à absorção de informação na vasta biblioteca de filosofia e metafísica de
um tio. Ainda muito jovem, viajou da Bolívia para Buenos Aires, na Argentina, e
depois para outros países em busca da antiga sabedoria. Após viajar pelo Oriente
Médio e por outros lugares, voltou à América do Sul e começou a depurar o que
havia aprendido.
Ichazo pesquisou e sintetizou os vários elementos do Eneagrama até que, no
início da década de 50, descobriu qual a relação entre o símbolo e os tipos de per-
sonalidade. Os nove tipos que ele ligou ao símbolo do Eneagrama provêm de uma
antiga tradição que lembrava os nove atributos Divinos conforme se refletem na natu-
reza humana. Essas idéias começaram com os neoplatõnicos, se não antes, e apare-
cem, no terceiro século d.C, nas Enéadas de Plotino. Elas penetraram na tradição
cristã como seu contrário: a distorção dos atributos Divinos deu origem aos Sete Pe-
cados Capitais (ou "Pecados Mortais" ou "Paixões"), acrescidos de mais dois (me-
do e ilusão).
Comum tanto ao Eneagrama quanto aos Sete Pecados Capitais é a idéia de que,
embora tenhamos em nós todos eles, um especificamente se avulta. Ele é a origem
de nosso desequilíbrio e de nosso apego ao ego. Conforme as pesquisas de Ichazo,
as primeiras idéias sobre os nove atributos Divinos remontam à Grécia e aos pais do
deserto do século IV,que foram os que primeiro elaboraram o conceito dos Sete Pe-
cados Capitais. Daí, introduziram-se na literatura medieval, por meio dos Contos de
Canterbury, de Chaucer, e do Purgatório, de Dante.
Ichazo estudou ainda a antiga tradição judaica da Cabala. Esse ensinamento
místico surgiu em comunidades judias da França e da Espanha entre os séculos XII
e XIV de nossa era, embora tivesse antecedentes em antigas tradições místicas ju-
daicas, bem como no gnosticismo e na filosofia neoplatõnica. De importância cen-
tral na filosofia cabalística é o símbolo conhecido como a Árvore da Vida (Etz Ha-
yim ), o qual, como o Eneagrama, contém as idéias de unidade, trindade e de um
processo de desenvolvimento que implica sete partes.
Gula 7
AS NOVE PAIXÕES
Compreenderemos melhor a idéia dos Pecados Capitais (também chamados "PaI (
se pensarmos na palavra pecado não como algo errado ou ruim, mas sim como a Irnd n
"falhar, errar o alvo" de alguma forma. As Paixões representam as nove principai man ir
de perder o equilíbrio e incorrer em distorções de raciocínio, sentimento e açao.
1 IRA Esta paixão estaria mais bem descrita pela palavra Ressentimento, , I I
em si não é problema, mas no Tipo Um ela é reprimida, I'',lIldo I
constantes frustrações e dissabores em relação a si e ao mundo,
2 SOBERBA A soberba consiste numa incapacidade ou falta de disposiçao par r
conhecer o próprio sofrimenlo. Enquanto procura "ajudar" os oUlro
o Tipo Dois nega muitas de suas próprias necessidades. Esta IMi (
também poderia ser descrita como Vanglória - orgulho das proprl
virtudes.
3 ILUSÃO A ilusão consiste em pensar que somos apenas o ego. Quando a("I ('(I1
tamos nisso, esforçamo-nos para desenvolver o ego, em vez da nos ,I
verdadeira natureza. Também poderíamos chamar esta paixão de Vell
dade, uma tentativa de fazer o ego sentir-se importante sem rC(OIII"I,I
fonte espiritual.
4 INVEJA A inveja baseia-se na sensação de que algo fundamental nos falia I II
leva o Tipo Quatro a pensar que os outros têm qualidades que cil' n (
possui. As pessoas desejam o que está ausente, esquecendo-se multI
vezes de ver as dádivas com que foram abençoadas.
5 AVAREZA O Tipo Cinco acredita que, por ter poucos recursos interiores, a Inl,
ração com as pessoas o levará a uma catastrófica redução ou csgoLI
mento. Esta paixão leva as pessoas a esquivar-se do contato conl li
mundo e a minimizar suas necessidades para garantir a presena ,11
de seus recursos.
6 MEDO Esta paixão estaria mais bem descrila pela palavra Ansiedade, pois
ta nos faz recear coisas que na verdade não estão acontecendo. O r I
po Seis vive a vida em constante estado de apreensão e preocupa • o
com possíveis eventos futuros.
7 GULA A gula aqui se refere ao desejo insaciável de "encher-se" de eXpCl1l"1I
cias. O Tipo Sete tenta superar a sensação de vazio interior dedic'llI
do-se a inúmeras idéias e atividades estimulantes e positivas, lllólS
nunca acha que tem o bastante.
8 LUXÚRIA A luxúria não se aplica apenas ao desejo sexual; o Tipo Oito tem lu
xúria no sentido de deixar-se mover por uma constante necessidad(
de intensidade, controle e quanlidade. A luxúria leva o Tipo Oito a
tentar controlar tudo em sua vida - a afirmar-se com obstinaçao.
9 PREGUIÇA A preguiça não significa apenas inação, já que o Tipo ove pode SI"I
bem ativo e realizador. Aqui, ela se refere mais ao desejo de não SI"I
afetado pelas coisas, uma falta de disposição para entregar-se plena
mente ã vida.
(SHEKHINAH)
A ÁRVORE DA VIDA
(ETZ HAYIM)
Num lampcjo de gcnialidade,
foi lchazo quem conseguiu pela pri-
meira vez, em meados dos anos 50,
dar a esse material a seqüência ade-
quada no símbolo do Eneagrama. Só
então as diferentes correntes de trans-
missão se juntaram para formar o pa-
drão básico do Eneagrama conforme
hoje o conhecemos.
Em 1970, o eminente psiquiatra
Claudio Naranjo, que estava elabo-
rando um método de gestalt-terapia
no Esalen Institute, em Big Sur, na
Califórnia, juntamente com um gru-
po de pensadores do movimento do
potencial humano, viajou para Arica,
no Chile, para estudar com lchazo.
Este estava ministrando um curso in-
tensivo de quarenta dias, criado para
ajudar seus discípulos a encontrar a
auto-realização. Um dos primeiros
itens abordados nesse curso foi o
Eneagrama e os nove tipos ou, como
ele os chamava, "fixações do ego".
O Eneagrama imediatamente
cativou várias pessoas do grupo, par-
ticularmente Naranjo, que voltou a
Califórnia e começou a aplicá-lo aos
sistemas psicológicos que havia estu-
dado. Naranjo interessou-se em cor-
relacionar os tipos do Eneagrama às
categorias psiquiátricas que conhecia
e, assim, começou a expandir as resu-
midas descrições que lchazo inicialmente fizera dos tipos. A forma que encontrou
para demonstrar a validade do sistema foi reunir grupos de pessoas que se identifi-
cavam com um determinado tipo, ou cujas categorias psiquiátricas eram conheci-
das, entrevistando-as para destacar as semelhanças entre elas e obter informações
adicionais. Ele reunia, por exemplo, todas as pessoas de seu grupo que tinham per-
sonalidade obsessivo-compulsiva e observava como suas reações se encaixavam nas
descrições do Tipo Um de personalidade, e assim por diante.
O método de Naranjo - usar grupos para estudar os tipos - não faz parte,
como já se afirmou, de nenhuma antiga tradição oral. Tampouco o Eneagrama da
pcr onalidade provcm de um corpo de conhecimcnto quc tcnha -;ido transnlllldo
oralmente a nossos dias. O uso de grupos começou com Naranjo no imcio dos ano,>
70 e constitui apenas uma forma de estudar e esclarecer o Eneagrama.
Naranjo começou a divulgar uma versão preliminar do sistema a pequcno'>
grupos de estudantes em Berkeley, na Califórnia, e, a partir daí, houve uma rápida
disseminação. O Eneagrama ganhQu mestres entusiastas na área metropolitana dl'
San Francisco e em retiros jesuítas de todo o território norte-americano, num do,>
quais um de nós, Don, então um seminarista jesuíta, teve contato com o novo m<l
teria L Desde o surgimento da obra fundamental de lchazo e Naranjo, várias pessoa,>,
entre as quais nos incluímos, vêm desenvolvendo o Eneagrama e descobrindo nclr
muitas novas facetas.
Nosso trabalho consistia principalmente no desenvolvimento da base psico
lógica dos tipos, pela ampliação das resumidas descrições originais e pela demon,>
tração da forma como o Eneagrama se relaciona com outros sistemas psicológico,>
e espirituais. Don sempre teve certeza de que, se as descrições dos tipos não fosscm
plena e precisamente resolvidas, o Eneagrama teria pouca utilidade e, de fato, po
deria tornar-se uma fonte de informações errôneas e tentativas equivocadas de crc,>
cimento.
Um avanço de grande importãncia verificou-se em 1977, quando ele desco
briu os Níveis de Desenvolvimento. Os Níveis revelaram as gradações de crescimen
to e decadência realmente encontradas pelas pessoas no decorrer de suas vidas. Ele'>
mostraram quais os traços e motivações inerentes a cada tipo e o porquê. Mas o
mais importante é que eles indicaram o grau de nossa identificação com a persona
lidade e nossa conseqüente falta de liberdade. Don também chamou a atenção pa
ra as motivações psicológicas de cada tipo, de uma maneira muito distinta das des-
crições impressionistas que prevaleciam quando começou sua pesquisa. Ele
desenvolveu essa e outras idéias, tal como a das correlações com outras tipologias
psicológicas, e apresentou suas conclusões em Personality Types (1987) e Unders-
tanding the Enneagram (1990).
Russ juntou-se a Don em 1991, inicialmente para ajudar na elaboração de um
questionário sobre os tipos do Eneagrama - que veio a ser o Riso-Hudson Ennea-
gram Type Indicator (RHETI)/Indicador Tipológico via Eneagrama Riso-Hudson
(ITERH) -, e posteriormente nas revisões de Personality Types (1996). Russ trou-
xe sua experiência e compreensão das tradições e práticas por trás do Eneagrama
para o trabalho. Subseqüentemente, ele desenvolveu as idéias inicialmente apresen-
tadas por Don, revelando as estruturas profundas dos tipos e as várias implicações
do sistema em relação ao crescimento pessoal. Desde 1991, ambos temos ministra-
do workshops e seminários em todo o mundo. Grande parte das revelações contidas
neste livro vem dessa nossa experiência de trabalho com alunos. Tivemos o privilé-
gio de trabalhar com pessoas dos cinco continentes e de todas as principais reli-
giões. Continuamos surpresos e impressionados com a universalidade e a utilidade
do Eneagrama.
A H IS T Ó R IA D O S E R R A LH E IR O :
U M A P A R Á B O LA S U F IS T A
Era uma vez um serralheiro que, acusado de crimes que não cometera, foi condenado
a viver encerrado numa prisão escura. Decorrido algum tempo da sentença, sua mulher, que
muito o amava, foi ao Rei e suplicou-lhe que a deixasse ao menos enviar ao marido um tape-
te para que ele pudesse observar as cinco prostrações diárias para a oração. O Rei acedeu e
permitiu-lhe que mandasse ao marido o tal tapete. O prisioneiro, agradecido pelo presente
que ganhara da mulher, passou a cumprir fielmente suas prostrações diárias no tapete.
Muito tempo depois, ele fugiu da prisão. Quando as pessoas lhe perguntavam como ha-
via conseguido sair, o serralheiro explicava que, após anos e anos cumprindo as prostrações
e orando para ser libertado, percebera o que estava bem diante de seu nariz. Um dia ele viu
subitamente que a forma que sua mulher havia bordado naquele tapete não era outra coisa
senão o mecanismo da fechadura que o separava da liberdade. Ao perceber isso e compreen-
der que possuía todas as informações de que precisava para fugir, começou a fazer amizade
com os guardas. Persuadiu-os de que todos teriam uma vida melhor se colaborassem e fugis-
sem juntos da prisão. Eles concordaram porque, embora fossem guardas, se deram conta de
que também viviam presos. Queriam sair dali, mas não tinham como.
Então o prisioneiro e seus guardiães elaboraram o seguinte plano: eles lhe trariam pe-
daços de metal, e o serralheiro confeccionaria utensílios que poderiam ser vendidos no mer-
cado. Juntos acumulariam recursos para a fuga e, com o pedaço de metal mais resistente que
encontrassem, o serralheiro faria uma chave.
Uma noite, quando tudo estava preparado, o prisioneiro e seus guardiães abriram o por-
tão e saíram para o frescor da noite. O serralheiro deixou o tapete na prisão para que, assim,
outros prisioneiros astutos o bastante para interpretar o que nele estava bordado pudessem
fugir também. Desse modo, o serralheiro voltou para a mulher que o amava, seus antigos
guardiães tornaram-se seus amigos e todos viveram em paz. O amor e a habilidade venceram.
Essa tradicional parábola sufista de ldries Shah pode simbolizar nosso estudo do Enea-
grama: a fechadura é nossa personalidade, o tapete é o Eneagrama e a chave é o Trabalho. Ob-
serve que, embora a mulher tenha enviado o tapete, para conseguir os instrumentos o serra-
lheiro teve de criar algo útil para seus guardiães. Ele não podia sair dali sozinho e precisava
dar-lhes algo em troca. Além disso, enquanto orava por sua própria libertação, o meio de que
precisava estava literalmente "bem embaixo de seu nariz", apesar de ele não ter visto o me-
canismo da fechadura no tapete nem entendido o que significava. Um dia, porém, ele desper-
tou, viu-o e ficou pronto para sair da prisão.
A moral da história é evidente: todos estamos numa prisãO. Precisamos apenas desper-
tar para "ler" o mecanismo da fechadura que nos permitirá ganhar a liberdade.
CAPíTULO 3
cfc R)
ROBERTO ASSAGIOLl
"O espírito é o verdadeiro eu t
não a figura física que podemo,
apontar com o dedo."
"O desenvolvimento espiritual
é uma viagem longa e árdua, uma
aventura através de terras estra
nhas e cheias de surpresas, ale-
gria, beleza, dificuldades e até pe-
rigos."
A
ESSENCIA
E PERSONALIDADE
A VERDADE MAIS PROFU N DA que há no
Eneagrama é que somos muito mais que a nossa perso-
nalidade. Esta não é senão as partes familiares e con-
dicionadas de um leque muito mais amplo de poten-
ciais que todos possuímos. Além das limitações de
nossa personalidade, somos um vasto e pouco reconhecido atributo do Ser ou Pre-
sença - aquilo que se chama nossa Essência. Em termos espirituais, poderíamos
dizer que dentro de cada um há uma centelha do Divino, apesar de havermos es-
quecido essa verdade fundamental, pois adormecemos para nossa verdadeira nature-
za. Não vivenciamos nossa própria natureza Divina nem os outros como manifes-
tações do Divino. Em vez disso, tornamo-nos duros e até cínicos, tratando os demais
como objetos contra os quais devemos defender-nos ou que devem ser usados pa-
ra que obtenhamos satisfação.
A maioria das pessoas tem alguma noção do que é a personalidade, mas a idéia
de Essência provavelmente é menos conhecida. Quando falamos de Essência, refe-
rimo-nos ao seu sentido literal- àquilo que no fundo somos, nosso eu Essencial, a
base do Ser que há em nós. (Espíríto é outra palavra adequada.)
É importante traçar uma distinção entre Essência,
ou espírito, e "alma". A base fundamental de nosso Ser
é Essência ou Espírito, mas ela assume uma forma di-
nãmica à qual denominamos "alma". Nossa personali-
dade é apenas uma faceta da alma. Esta é "feita" de Es-
sência ou Espírito. Se o Espírito fosse água, a alma seria
um rio ou lago e a personalidade seria os pedaços de ge-
lo ou as ondas que se formam em sua superfície.
8 A SA 111I) O lU A IH) I N I A ( oIt A M A
A PSICOLOGIA SAGRADA
Em geral, não vivenciamos nossa Essência em seus diversos aspectos porque
nossa percepção está muito dominada pela personalidade. Mas, à medida que nos-
sa personalidade se conscientiza, ela se torna mais transparente e nos possibilita a
vivência mais direta de nossa Essência. Continuamos a agir no mundo, mas com
uma percepção cada vez maior de nossa ligação com a Divindade. Conscientizamo-
nos de que somos parte de uma Divina Presença que a tudo cerca e a tudo preen-
che, em constante e maravilhosa multiplicação.
O Eneagrama pode ajudar-nos a vero que nos impede de lembrar essa profun-
da verdade sobre quem realmente somos, a verdade de nossa natureza espiritual. Ele
o faz por meio de suas precisas revelações acerca de nossa estrutura psicológica e
espiritual. O Eneagrama pode ajudar-nos também a descobrir o rumo em que deve-
mos trabalhar, mas só se lembrarmos que ele não conta quem somos, mas sim co-
mo limitamos aquilo que somos. Lembre-se: o Eneagrama não nos prende num cubí-
culo; ele simplesmente mostra o cubículo em que estamos encerrados e a saída que
devemos tomar.
Uma das mais profundas lições do Eneagrama é que a integração psicológica
e a realização espiritual não são processos separados. Sem a espiritualidade, a psi-
cologia não nos liberta nem nos conduz às mais profundas verdades que existem
sobre nós. Sem a psicologia, a espiritualidade pode representar uma ilusão e uma
tentativa de fuga da realidade. O Eneagrama não é nem psicologia árida nem misti-
cismo confuso, mas sim um instrumento de transformação que usa a lucidez e a pre-
cisão da psicologia como ponto de partida para uma espiritualidade profunda e uni-
versal. Desse modo, num sentido bastante literal, o Eneagrama representa "a ponte
entre a psicologia e a espiritualidade TM".
O fulcro dessa psicologia sagrada é que nosso tipo básico revela os mecanismos
psicológicos pelos quais esquecemos nossa verdadeira natureza - nossa Essência Divi-
na - e o modo como nos abandonamos. Nossa personalidade se vale de nossa capa-
cidade inata de erguer defesas e compensações para o que nos magoou na infância.
A fim de sobreviver às dificuldades que encontramos nessa época, inconsciente-
mente adotamos um repertório finito de estratégias, auto-imagens e comportamen-
tos que nos permitiram resistir e sobreviver aos primeiros desafios de nosso meio
ambiente. Portanto, cada um se torna "perito" numa determinada forma de com-
portamento que, quando excessivamente utilizada, se torna a base da área desestru-
turada da nossa personalidade.
À medida que se tornam mais estruturadas, as
defesas e estratégias de nossa personalidade nos afas-
tam da vivência direta de nós mesmos, de nossa Essên-
cia. A personalidade torna-se a nossa fonte de identi-
dade, em vez de ser o nosso contato com o Ser. A
"O homem quer ser feliz mes-
mo quando vive de modo a im-
possibilitar a felicidade."
SANTO AGOSTINHO
DOSTOIÉVSKI
KAREN HORN Y
"A maior felicidade é conhecer
a fonte da infelicidade."
ciais que possuímos, esse ps u
do-eu."
"( ... ) O processo neuróti ()
(...) é um problema do eu. Trat.
se de um processo de abandono
do verdadeiro eu em favor de um
eu idealizado; de uma tentativil
de atualizar, em vez dos pot n
forma como no vcmos e baseia cada vez mais cm Icmbran 'a,>,IIl1agcn,>Inl -riort''>
e comportamentos aprendidos, em vez de ba ear-se na expr's 'ao 'spon tânca de
nossa verdadeira natureza. Essa falta de contato com a Essência provoca muita an-
siedade, assumindo a forma de uma das nove Paixões. Uma vez estabelecidas, essa
Paixões - geralmente inconscientes e invisíveis a nossos próprios olhos - come-
çam a dirigir a personalidade.
Por conseguinte, a compreensão do tipo de per-
sonalidade e de sua dinâmica representa um modo de
abordagem muito eficaz do inconsciente, de nossas fe-
ridas e compensações e, em última análise, da cura e da
transformação. O Eneagrama mostra onde a persona-
lidade mais nos "puxa o tapete". Ele destaca não só o
que podemos conseguir como também o quanto são
desnecessários - e por vezes prejudiciais a nosso de-
senvolvimento - tantos de nossos velhos comporta-
mentos e reações. É por isso que, quando nos identifi-
camos com a personalidade, fadamo-nos a ser muito
menos do que realmente somos. É como se ganhássemos uma mansão ricamente mo-
biliada e cercada de belos jardins para morar, mas nos confinássemos a um cubícu-
lo escuro no porão. A maioria das pessoas esquece que o resto da mansão existe e a
quem ela de fato pertence.
Como assinalaram muitos mestres espirituais através dos séculos, adormece-
mos para aquilo que somos e para o que é nossa vida. Boa parte do tempo corremos
de um lado para o outro, consumidos por idéias, ansiedades, preocupações e ima-
gens mentais. Raramente estamos presentes para nós mesmos e nossa experiência
imediata. Porém, à medida que começamos a nos trabalhar, começamos a ver que·
nossa atenção foi tomada ou "atraída" pelas preocupações e pelos traços de nossa
personalidade e que, na verdade, atravessamos a vida quase toda como sonâmbu-
los. Essa forma de ver as coisas é contrária ao senso comum e muitas vezes parece
ofensiva ao modo como nos vemos: pessoas conscientes e determinadas que têm
controle sobre as coisas.
Ao mesmo tempo, nossa personalidade não é "má". Ela é importante para nos-
so desenvolvimento e necessária para o refinamento de nossa natureza Essencial. O
problema é que nos prendemos a ela e ficamos sem saber como passar à fase seguin-
te. Essa atrofia no desenvolvimento não se deve a alguma falha nossa, mas ocorre
porque, nos anos de formação, as pessoas geralmente
não estão conscientes de que é possível desenvolver-
se mais. Nossos pais e professores podem ter tido lam-
pejos quanto a sua verdadeira natureza, mas, como
nós, não os reconheceram nem, muito menos, vive-
ram como se fossem sua expressão.
Assim, uma das revelações mais propícias à transformação que nos pode fazer
o Eneagrama é que não somos nossa personalidade. Captar essa idéia leva a uma
transformação da noção de eu. Quando finalmente compreendemos que não somos
HENRI TRACOL
A PERSONALIDADE NÃO DESAPARECE
Seria um erro, porém, sugerir que uma experiên-
cia de despertar - ou mesmo várias delas - nos li-
bertaria da identificação com a personalidade. Embo-
ra cada momento de auto-realização até certo ponto
nos transforme, em geral é preciso ter várias dessas ex-
periências para que a percepção se amplie. À medida
que elas vão se acumulando, a identidade gradual-
mente se expande, passando a abarcar mais e mais da
natureza Essencial. Surge a capacidade de viver expe-
riências mais profundas e tornamo-nos transmissores mais constantes do Divino.
Nossa luz interior torna-se mais forte e brilha no mundo com maior firmeza.
nossa personalidad " percebemos que somo ere espirituais que têm uma perso-
nalidade por intermédio da qual se manifestam. Quando deixamos de nos identifi-
car com ela e de defendê-la, ocorre um milagre: nossa natureza Essencial esponta-
neamente surge e nos transforma.
o objetivo do En~agrama não é livrar-nos de nossa personalidade. Mesmo que
pudéssemos, isso não nos ajudaria muito. Isso talvez tranqüilize aqueles que re-
ceiam que, se deixarem de lado a personalidade, perderão a identidade ou se torna-
rão menos capazes e competentes.
Na verdade, o contrário é que vale. Quando nos aproximamos de nossa Essên-
cia, não perdemos a personalidade. Ela se torna mais transparente e flexível, algo
que nos auxilia a viver, em vez de dominar nossa vida. Quando estamos mais pre-
sentes e conscientes - qualidades da Essência -, sobrevêm momentos de "fluxo"
e de "desempenho máximo", ao passo que as manifestações da personalidade cos-
tumam levar-nos a ignorar coisas, cometer erros e criar problemas de toda espécie.
Se estivermos muito ansiosos por causa de uma viagem, por exemplo, provavelmen-
te colocaremos na mala as roupas erradas ou esqueceremos de levar objetos impor-
tantes. Aprendendo a permanecer relaxados e presentes em meio às pressões do dia-
a-dia, tornaremos a vida mais fácil.
Quando conseguimos nos identificar menos com a personalidade, ela se tor-
na uma parte menor da totalidade que somos. A personalidade ainda existe, mas há
uma inteligência mais ativa, uma sensibilidade e uma Presença por trás dela que a
utilizam como veículo, em vez de deixar-se guiar por ela. Quanto mais nos identi-
ficarmos com a Essência, mais veremos que não perdemos a identidade - nós na
verdade a encontramos.
"Quando um homem desper-
ta, ele desperta do falso pressu-
posto de haver estado sempre
desperto e, assim, de haver sido
senhor de seus pensamentos,
sentimentos e atos."
JAMES THUlllll Il
ANDREW IIAIlVI
"As mesmas coisas que di' I I
mos evitar e esquecer revl'l.llll ,"
a 'prima materia' da qual PIOVI'"
o verdadeiro crescimento."
"Antes de morrer, todo dl'vl
ríamos lutar para saber o qlH I'VI
tamos, para onde vamo l' 1'01
quê."
O MEDO E O DESEJO FUNDAMENTAIS
o mecanismo da personalidade é acionado pelo
que denominamos o M edo Fundamental de cada tipo.
Esse medo surge em decorrência da inevitável perda
de contato com a natureza Essencial na primeira in-
fância. Várias são as razões para isso.
Como recém-nascidos, chegamos ao mundo
com necessidades naturais, inatas, que precisavam de satisfação para que nos to,
nássemos seres humanos maduros. Todavia, mesmo nas circunstâncias mais 1,o
ráveis, nossos pais não puderam - nem poderiam - atender perfeitamente a lo
das as nossas necessidades de desenvolvimento. Por mais bem-intencionados ((lU'
fossem, eles enfrentaram problemas ao satisfazer nossas necessidades, prinCIpal
mente aquelas que eles próprios tiveram e foram inadequadamente atendidas. I
próprio dos bebês manifestar uma grande variedade de emoções e estados de espl
rito. Se essa manifestação tiver sido bloqueada em nossos pais, eles provavelmentl'
ficarão ansiosos e pouco à vontade quando nós o fizermos, assim tornando nosso
eu infantil igualmente ansioso e insatisfeito.
Quando um bebê manifesta sua alegria e seu pra-
zer de viver e a mãe está deprimida, é pouco provável
que ela se sinta à vontade diante da efusão do filho.
Assim, esse bebê aprende a suprimir sua alegria para
não perturbar mais a mãe. Outro bebê, de tempera-
mento diferente, pode chorar ou tentar de outras ma-
neiras obter uma reação da mãe, mas de qualquer modo não vê nela um reflexo (k
sua alegria. É importante notar que essas reações não se devem ao fato de no 50S
pais serem "maus", mas sim ao de eles só poderem refletir aquilo que neles não ti
ver sido bloqueado. Essa gama limitada - e muitas vezes desestruturada - de ati
tudes e comportamentos grava-se na alma receptiva da criança como o pano de fun-
do que ela usará na vida e em todos os relacionamentos futuros.
Em decorrência de necessidades infantis não satisfeitas e subseqüentes blo-
queios, começamos a sentir logo no início da vida que certos elementos-chave es-
tão faltando em nós. Naturalmente, essa sensação cria uma profunda ansiedade. É
provável que nosso temperamento inato determine nossa reação à ansiedade. Seja
como for, independente de nosso futuro tipo de personalidade, acabamos chegan-
do à conclusão de que há algo fundamentalmente errado conosco. Mesmo que não
consigamos verbalizar o que isso é, sentimos o puxão de uma ansiedade muito for-
te e inconsciente - nosso Medo Fundamental.
Cada tipo possui um Medo Fundamental característico, embora todos esses
Medos sejam universais. (De um ponto de vista mais sutil, cada Medo Fundallll'n
tal é uma reação ao medo universal da morte e da aniquilação - o medo ((I!' 110"
MENSAGENS INCO SCIENTES DA INFÁ CIA
"Nao con eguimos mudar as
coisas conforme desejamos. Nosso
desejo é que gradualmente muda."
Todosrecebemos de nossos pais (bem como de outras figuras importantes) várias men-
sagens inconscientes durante a infãncia. Elas têm um profundo efeito sobre nossa identida-
de em formação e sobre o quanto nos permitiram ser plenamente o que somos. A menos que
nossos pais fossem eles próprios seres humanos muito desenvolvidos e conscientes, o brilho
expansivo de nossa alma teve de reduzir-se em graus variáveis.
Embora possamos ter recebido várias das mensagens abaixo, uma delas tende sempre
a ser mais importante para um tipo. Quais o afetam particularmente?
PROUST
"Errar não é bom."
"Ter necessidades próprias não é bom."
"Ter sentimentos e identidade próprios não é bom."
"Estar bem ou feliz demais não é bom."
"Estar à vontade no mundo não é bom."
"Confiar em si mesmo não é bom."
"Depender dos outros para alguma coisa não é bom."
"Ser vulnerável e confiar nos outros não é bom."
"Impor-se não é bom."
TipOUm:
Tipo Dois:
Tipo Três:
Tipo Quatro:
Tipo Cinco:
Tipo Seis:
Tipo Sete:
Tipo Oito:
Tipo Nove:
sa personalidade tem do nada.) Veremos em nós mes-
mos os Medos Fundamentais de todos os nove tipos,
embora o que é inerente ao nosso tipo nos motive o
comportamento muito mais que os outros.
Para compensar o Medo Fundamental, surge um
Desejo Fundamental. Ele é o meio que encontramos de proteger-nos do Medo Fun-
damental para de alguma forma continuar a agir. O Desejo Fundamental é aquilo
que acreditamos que nos fará bem; é como se nos disséssemos: "Se eu tivesse X
OS MEDOS FUNDAMENTAISDE CADA TIPO
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Medo de ser mau, corrupto, malvado ou falho
Medo de não merecer ser amado
Medo de ser desprezível, de não valer nada
Medo de não ter identidade ou importância
Medo de ser inútil, incapaz ou incompetente
Medo de não contar com apoio ou orientação
Medo de sofrer dor ou privação
Medo de ser machucado ou controlado pelos outros
Medo de fragmentar-se, de perder o vínculo com os outros
(amor, seguran a, paz etc.), tudo entraria no eixos". Podenamo., chama lo dc (li ia
ridade do ego, pois esse desejo sempre nos revela o que o ego s cmpcnha 'm obter
Os Desejos Fundamentais representam necessidades humanas lInivcr ai e lc
gítimas, embora a idealização e a importãncia que cada tipo dá ao seu desejo e pc-
cífico sejam tantas que afetam outras necessidades. Contudo, é importante fri ar
que não há nada de errado com nosso Desejo Fundamental. O probl ma é que, ao
tentar satisfazê-lo, podemos tomar caminhos errados que acabam por levar-nos a
improdutividade.
Por exemplo, o Desejo Fundamental do Tipo Seis é encontrar segurança. Con-
forme veremos, as pessoas desse tipo podem buscá-la com tanta ãnsia que acabam
por arruinar tudo em sua vida, inclusive, ironicamente, sua própria segurança. Da
mesma forma, todos os tipos são capazes de tornar-se autodestrutivos se persegui-
rem cega e demasiadamente seu Desejo Fundamental. Acabamos perseguindo sem-
pre a mesma coisa, usando as mesmas estratégias, mesmo que elas não nos tragam
os resultados pretendidos.
Nosso Desejo Fundamental pode também levar-nos a um bloqueio incons-
ciente de nossa natureza Essencial porque a personalidade não abrirá mão de seu
controle enquanto não acreditar que o Desejo Fundamental está satisfeito. O Tipo
Seis, por exemplo, não relaxará enquanto não tiver certeza de que seu mundo está
em absoluta segurança. Da mesma forma, o Tipo Um não relaxará nem se fará mais
presente enquanto tudo em seu mundo não estiver perfeito. Evidentemente, essas
coisas jamais se concretizarão.
Entender o Medo e o Desejo Fundamentais ajuda a compreender melhor o mi-
lenar ensinamento universal de que a natureza humana é movida pelo medo e pe-
lo desejo. Assim, poderíamos dizer que a estrutura de nossa personalidade é cons-
tituída por um movimento de fuga do Medo Fundamental e outro de busca do
Desejo Fundamental. O tom geral de nossa personalidade surge dessa dinâmica, a
qual se torna a base de nossa noção de eu.
OS DESEJOS FUNDAMENTAISE SUAS DISTORÇOES
1
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O desejo de ter integridade (descamba em perfeccionismo e crítica)
O desejo de ser amado (descamba em necessidade de fazer-se necessário)
O desejo de ter valor (descamba em busca de sucesso)
O desejo de ser quem é (descamba em autocomplacência)
O desejo de ser competente (descamba em especializações inúteis)
O desejo de ter segurança (descamba em apego a convicções)
O desejo de ser feliz (descamba em escapismo frenético)
O desejo de proteger-se (descamba em briga constante)
O desejo de estar em paz (descamba em teimosa negligência)
MENSAGENS PERDIDAS DA INFÂNCIA
"Vocêé bom."
"Vocêé querido."
"Vocêé amado pelo que é."
"Vocêé visto como é."
"Suas necessidades não são problema."
"Vocêestá seguro."
"Vocênão será abandonado."
"Vocênão será traído."
"Sua presença é importante."
Tipo Um:
Tipo Dois:
Tipo Três:
Tipo Quatro:
Tipo Cinco:
Tipo Seis:
Tipo Sete:
Tipo Oito:
Tipo Nove:
A psicologia sugere que nossa capacidade de agir como adultos maduros e in-
tegrados é, em grande parte, determinada pelo modo como nossas necessidades es-
pecíficas de desenvolvimento foram satisfeitas na primeira infância. As necessida-
des que nâo tiverem sido adequadamente atendidas podem ser vistas como
"lacunas" que interferem em nossa capacidade de vivenciar a plenitude Essencial.
A tradiçâo espiritual sugere, além disso, que a estrutura de nossa personalidade se
forma buscando compensar essas lacunas de desenvolvimento. A personalidade é
como o gesso que protege um braço ou perna quebrados. Quanto maiores as fratu-
ras originais, mais gesso terá de ser usado. Sem dúvida, o gesso é necessário para
que o membro se recupere e volte a funcionar como antes. Mas, se jamais o retirar-
mos, ele limitará terrivelmente o uso do membro atingido e impedirá seu desenvol-
vimento. Algumas pessoas são obrigadas a desenvolver uma personalidade equiva-
lente a um molde de gesso que recobre o corpo todo. Ninguém atravessa a infância
sem alguma necessidade de proteger-se contra futuras mágoas.
Vista como um molde temporário, a personalidade é um recurso útil e essen-
cial porque protege as áreas da alma que mais necessitam. Esse molde de gesso é mais
reforçado onde nós somos mais vulneráveis. Assim, a personalidade nâo só nos aju-
dou a sobreviver psicologicamente como também pode, a partir de agora, orientar-
nos quanto ao que mais precisamos fazer em nosso trabalho de transformação.
A ESSÊNCIA É RESTRINGIDA PELA PERSONALIDADE
Serecebemos na infância muitas mensagens que nos limitam, existem também mensa-
gens que toda criança precisa ouvir. É possível que tenhamos recebido pelo menos algumas
delas, mas certamente não todas. A Mensagem Perdida, aquela que não foi ouvida (mesmo
que tenha sido emitida), geralmente se torna o problema principal da criança e o cerne de seu
Medo Fundamental. Assim, a estrutura da personalidade adulta faz tudo que pode para levar
os outros a dar-nos a Mensagem Perdida que jamais chegamos a receber como deveríamos.
Leia as seguintes Mensagens Perdidas e observe qual o impacto que provocam em vo-
cê. Qual delas mais precisava receber? Qual o efeito que tem o reconhecimento dessa neces-
sidade sobre você?
CYRIL CONN )11 Y
"Todos estamo cumprllld ••
uma sentença de prisão perp lu
na masmorra do eu."
Independentemente de seu passado, pode ter certeza de que mesmo as mais
traumáticas experiências de infância não podem danificar nem destruir sua Essência.
Ela continua pura e imaculada, mesmo que tenha sido constrangida e obscurecida
pelas estruturas da personalidade. Se nossa família for muito desajustada, essa es-
trutura será extremamente rígida e restritiva. Se nossa família for mais ajustada, a
estrutura de nossa personalidade será mais leve e flexível.
Os que provêm de famílias muito desajustadas podem animar-se ao saber que
o eu Essencial que há em nós permanece intato e à procura de meios de manifestar-
se. No início, talvez tenhamos que empenhar muito tempo e esforçar-nos para su-
prir as lacunas de nosso desenvolvimento, mas o âmago de nosso Ser sempre nos
apoiará. É bom repetir: por mais sofridas que sejam as experiências da infância, nossa
Essência não é afetada. Ela está à espera de uma oportunidade de manifestar-se. A
verdade é que nós sempre estamos esperando a oportunidade de ser quem somos.
Nosso espírito almeja libertar-se, expressar-se, voltar à vida, estar no mundo da for-
ma como deveria.
E, no entanto, ironicamente receamos abrir-nos àquilo que é mais verdadeiro
em nós e resistimos a essa idéia. Porém, quando confiamos no processo e nos en-
tregamos a ele, nossa verdadeira natureza vem à tona. O resultado é verdadeira in-
tegridade, amor, autenticidade, criatividade, compreensâo, orientação, alegria, for-
ça e serenidade - todas as qualidades que sempre exigimos da personalidade.
A Essência Não Pode Ser Perdida Nem Danificada
Todavia, como a maior parte da personalidade e
~Imple mente um conjunto de crenças, medos e rea-
ções condicionados e nâo o nosso verdadeiro Eu, a
identificaçâo com ela provoca um profundo auto-aban-
dono. A vivência da identidade deixa de ter seu objeto
na nossa verdadeira natureza e passa a fixar-se na cou-
raça de defesas que tivemos de criar. Enquanto acreditarmos que somos nossa per
sonalidade, continuaremos identificados com ela. Uma das maiores razões para a
nossa resistência à mudança é que a volta à Essência sempre implica a dor do auto
abandono. Quando nos dispusermos a dizer: "Quero ser quem realmente sou, que
ro viver na verdade", o processo de resgate de nós mesmos terá começado.
Por isso, ao trabalhar com esse material, estamos sujeitos a descobrir verda
des a nosso respeito de que jamais suspeitamos e a reviver antigas mágoas, medo~
e raivas. É por essa razão que é importante cultivar a compaixão em relação a nós
mesmos: temos de amar-nos o bastante para saber que valemos o esforço de conhe-
cer-nos como realmente somos. Temos de amar-nos o bastante para saber que, mes-
mo que fiquemos ansiosos ou deprimidos, não nos abandonaremos de novo. Quan-
do queremos viver a verdade de quem fomos e quem somos agora e quando
queremos curar-nos, nossa verdadeira natureza emerge. O resultado é garantido: só
precisamos revelar-nos.
CAPíTULO 4
o CULTIVO
-
DA PERCEPÇAO
COMO PODEMOS nos aproximar de nossa verdadeira natureza - a centelha
divina que há dentro de cada um de nós? Como podemos livrar-nos das sucessivas
camadas de defesas e identificações que acreditamos ser nosso eu e aprender a con-
fiar no apoio e na orientação de nossa Essência? Como podemos fazê-lo, não ape-
nas num workshop ou num tranqüilo retiro nas montanhas, mas em nossa vida diá-
ria? Como podemos deixar de lado o reconhecimento intelectual do que é
verdadeiro e passar a viver nossa verdade em todos os momentos? Como podemos
fazer da vida nossa prática?
O Eneagrama nos ajuda a abandonar os mecanismos limitadores da persona-
lidade para que possamos vivenciar mais profundamente quem e o que realmente
somos. Mas isso não acontece de forma automática. Entender claramente os tipos
de personalidade é o pré-requisito, embora a informação sozinha não baste para li-
bertar-nos. Por mais que assim desejemos, não podemos dispor de nosso caminho
rumo à transformação - não podemos criá-lo ou "maquiná-lo". Apesar disso, nos-
sa participação é imprescindível: sem ela, nada acontecerá. Então, qual é o papel
que temos em nossa própria transformação?
"COM A BOCA NA BOTIJA"
As tradições sagradas do mundo inteiro concordam em frisar a importância de
sermos testemunhas de nossa própria transformação. Devemos estar vigilantes, ob-
servando com atenção nossas atitudes e atividades. Se quisermos algum benefício
desse mapa da alma, precisamos cultivar a arte da percepção e aprender a estar aler-
1,1" '111lodo" os momenlos da vida, s '111
julg,1I nel11juslificar. Precisamos aprcnde.
a "pegar- nos com a boca na botija", ou eja, a perceb r quando e lamo agindo COIl
forme os dilames da personalidade, a ver como nos manifestamos mecanicam nll',
abrindo mão da opção a cada instante. Quando conseguirmos notar o que estamo"
fazendo e apreender completamente e sem julgamentos nosso atual estado, o vc
lhos padrões começarão a ruir.
A percepção é de importância vital para o trabalho de transformação porqu{
os hábitos da personalidade são mais evidentes quando os vemos no momento em
que se manifestam. Analisar as atitudes passadas é útil, mas não tanto quanto obscl
var-nos como somos no momento presente. Por exemplo, certamente vale a pena
entender por que tivemos uma discussão terrível com o parceiro ou ficamos irrita
dos com um colega ou com um filho. Mas se nos "pegarmos com a boca na botija"
enquanto estamos discutindo ou sentindo a irritação, pode acontecer uma coisa ex-
traordinária. Nesse momento de conscientização, talvez possamos perceber que na
verdade não queremos manter a atitude questionável à qual segundos antes estáva-
mos tão aferrados. Talvez consigamos ver uma verdade mais profunda sobre aque-
la situação - por exemplo, que aquilo que tanto queríamos provar era apenas uma
tentativa de justificar-nos ou, pior ainda, um pretexto para vingar-nos de alguém.
Ou que as "piadinhas" com que tanto nos divertíamos eram apenas uma tentativa
de evitar a tristeza e a solidão.
Se conseguirmos levar em frente essa decisão, nossa percepção vai continuar
a aumentar. Talvez no início fiquemos constrangidos ou envergonhados; talvez
queiramos a todo custo parar no meio do caminho ou distrair-nos de alguma for-
ma. Mas, se atentarmos para o desconforto, veremos que surge algo mais: algo mais
verdadeiro, capaz de fazer-nos sentir com extraordinária força a nós mesmos e o que
está à nossa volta. Esse "algo mais" tem força e compaixão, paciência e sabedoria,
liberdade e valor: ele é quem nós na verdade somos. Ele é o "Eu" que vai além do
nome, que não tem personalidade, que é nossa verdadeira natureza.
O DESPERTAR
A percepção pode não apenas mudar sua vida; ela pode salvá-la. Muitos anos
atrás, uma grande ponte de uma importante rodovia interestadual ruiu numa noite
de tempestade. Vários trechos da ponte caíram no rio, deixando os motoristas, des-
prevenidos, expostos a risco de vida em meio à chuva torrencial e à confusão da
tempestade.
Um motorista atento viu o que ocorrera e conseguiu parar a poucos metros da
cabeceira da ponte, salvando-se da morte certa no rio que corria a mais de 100 me-
tros abaixo de seus pés. Ele arriscou a própria vida correndo em direção aos carros
que se aproximavam, tentando freneticamente avisar os demais motoristas acerca
do perigo que corriam. Nesse momento, um carro com cinco rapazes passou. Eles
despertar."
U M C U R S O D E M ILA G R E S
A VISÃO CONSCIENTE
viram o 110m l1ltlu ' gC'>lIlulava Icito louco cm ,>uadircc;ao, mas c rtamcntc pensa-
ram quc el estava buscando ajuda para seu próprio carro que quebrara. Rindo, fi-
zeram-lhe um gesto pouco gentil e arrancaram a toda velocidade. Segundos mais
tarde, lançavam-se ao rio e morriam, todos os cinco.
Do nosso ponto de vista, poderíamos dizer que a personalidade os matou. Des-
prezo, hostilidade, bravata, jactância, falta de desejo de ouvir ou falta de compaixão
- qualquer um de vários impulsos poderia ter sido a razão da decisão do motoris-
ta de não parar. Algum hábito, alguma característica de sua personalidade, falou
mais alto num momento decisivo, com trágicos resultados.
Entender até que ponto confiamos nossa vida aos mecanismos de nossa per-
sonalidade e o risco que corremos fazendo-o já é um grande progresso. Muitas ve-
zes, é como se um bebê de 3 anos de idade tomasse por nós decisões cruciais. Quan-
do entendemos a natureza dos mecanismos da personalidade, passamos a ter uma
opção quanto a identificar-nos com eles ou não. Se não temos consciência deles, lo-
gicamente não há possibilidade de optar. Porém, ao percebermos o quanto somos
integrantes do Tipo Cinco, ou Dois, ou Oito, temos a oportunidade de não agir ir-
refletidamente, como um simples autômato do tipo.
Gurdjieff e outros mestres espirituais disseram
repetidas vezes que nosso estado de consciência nor-
mal é uma espécie de "sono". Isso pode parecer estra-
nho, mas, no que diz respeito ao nível de consciência
que podemos atingir, nosso estado normal está tão
distante da vivência direta da realidade quanto o sono
está da vigília. Entretanto, sabemos o quanto os so-
nhos nos parecem reais enquanto estamos dormindo.
Quando acordamos e percebemos que estávamos sonhando, nossa relação com a
realidade se altera. A noção de quem somos ganha outro foco.
O despertar do transe da personalidade se processa de forma muito parecida.
Perguntamo-nos: "O que é isso, afinal? Onde é que eu estava há um minuto?" É pos-
sível que fiquemos surpresos ao constatar o quanto estávamos perdidos, mesmo que
não nos apercebêssemos disso. Se alguém nos tivesse perguntado se estávamos des-
pertos naquele momento, teríamos respondido que sim. Mas, desta nova perspecti-
va, vemos que não. Talvez descubramos aí que passamos partes inteiras de nossa vi-
da "dormindo".
Pare um instante para olhar o local em que se encontra neste exato momento. O que você
havia registrado dele? Há alguma coisa que nunca tenha visto antes? Olhe de verdade. ão parta
do prinCipio de que já sabe tudo que há nele. Enquanto olha ao seu redor, consegue sentir seu pró-
prio corpo? Pode sentir qual é sua postura enquanto observa? Percebe alguma diferença entre a no-
ção que tem de si agora c a que tcm normalmente?
"A Bíblia diz que um sono pro-
fundo caiu sobre Adão, mas não
há nenhuma referência ao seu
~ Quando relaxamos e deixamos que a percepção aumente, ficamos menos
presos ao que quer que seja que possa atrair-nos a atenção. Se sentíamos medo ou
ansiedade ou estávamos perdidos em fantasias e devaneios, ganharemos objetivida-
de e perspectiva em relação ao que estamos fazendo. Por conseguinte, sofreremos
menos.
Usamos muito a palavra percepção, e ela de fato é muito importante cm vario..,
métodos que visam ao crescimento psicológico e espiritual. Apesar disso, e diheil
dar-lhe uma definição adequada. Talvez seja mais fácil defini-la pelo que ela tlClO ('
do que pelo que é. Por exemplo, podemos dizer que a percepção não é raciocmio,
não é sentimento, não é ação, não é intuição e não é instinto, embora possa abarcar
uma ou todas essas coisas.
Mesmo o raciocínio mais ativo e concentrado não é a mesma coisa que a per-
cepção. Por exemplo, podemos estar pensando sem parar no que escrever neste ca-
pítulo e, ao mesmo tempo, perceber nossos próprios processos de raciocínio. Em
outra ocasião, podemos perceber que estamos pensando numa reunião de trabalho
que está para ocorrer ou ensaiando mentalmente uma conversa com alguém en-
quanto caminhamos pela rua. Em geral nossa percepção está tão voltada para nos-
sa conversa interior que não nos damos conta de que somos algo à parte dela. Com
um pouco mais de percepção, porém, conseguiremos sair de nossa conversa imagi-
nária e observá-la.
Da mesma forma, podemos perceber melhor nossos sentimentos e conscien-
tizar-nos deles. Podemos "ver-nos" justo no momento em que nos sentimos irrita-
dos, entediados ou solitários. Quando não estamos tão atentos, identificamo-no
com um sentimento e não vemos que ele é de natureza temporária: pensamos que
somos e não que estamos frustrados ou deprimidos. Quando a tempestade passa,
percebemos que aquele sentimento na verdade era transitório, mesmo que ele tives-
se sido para nós a própria realidade enquanto estávamos entregues a ele. Por outro
lado, quando estamos conscientes de nossos sentimentos, observamos claramente
seu surgimento, seu impacto sobre nós e seu desvanecimento.
Podemos também ter uma maior percepção do que estamos fazendo - das
próprias sensações do corpo em ação e em repouso. Independentemente de isso po-
der ser bom ou mau, nosso corpo aprendeu a fazer muitas coisas no piloto automá-
tico. Por exemplo, somos capazes de dirigir e conversar ao mesmo tempo. Podemos
estar pensando no que vamos dizer em seguida enquanto nos preocupamos com o
horário de chegada. Enquanto isso, o corpo empreende todas as complicadas ações
necessárias à direção do carro. Tudo isso pode se processar automaticamente e sem
muita percepção, ou com percepção de uma parte ou de tudo que ocorre.
Cada momento nos coloca diante da possibilidade de expandir nossa percep-
ção - com muitos benefícios:
o que c percep (lO ?
APRENDER A "OBSERVAR E DEIXAR DE LADO"
~ Uma maior I' 're 'I' 'ao nos permite colocar
mais de nós - e, as im, mai recur o - no proble-
mas e dificuldades que possamos estar enfrentando. Se-
remos capazes de novas soluções, em vez de velhas rea-
ções baseadas nos mecanismos de nossa personalidade.
Além disso, usamos com muita freqüência a palavra ver, como, por exemplo,
na frase: "É importante que vejamos os mecanismos de nossa personalidade". Con-
tudo, é preciso esclarecer o que queremos dizer com essa palavra, da mesma forma
que com a palavra percepção. Particularmente, é vital que compreendamos o que é que
"vê" em n6s. Todos sabemos muito bem tecer comentários a nosso próprio respeito
e analisar nossas experiências. Nesses casos, uma parte de nossa personalidade es-
tá criticando ou comentando outra parte, como se dissesse: "Não gosto dessa parte
de mim" ou "Acabo de fazer um belo comentário", e assim por diante. Esse tipo de
comentário interior não costuma levar a nada além de inflação, esvaziamento e em-
pobrecimento da estrutura do ego - e, finalmente, a uma guerra interior. Não é es-
se tipo de "visão" que queremos cultivar.
"Ver" não é tampouco uma compreensão puramente intelectual. O intelecto
certamente tem sua parte; não queremos insinuar que não precisamos da mente no
processo de transformação. Mas a parte de nós que vê é algo mais onipresente e, no
entanto, fugidio. É algo que às vezes é chamado de testemunha ou observador inte-
rior: nossa percepção plena, viva, aqui e agora, capaz de apreender experiências em
vários níveis diferentes.
~ Uma maior percepção nos abre para um verdadeiro relacionamento com
as pessoas e com o mundo que nos cerca. O prazer e a surpresa de cada novo mo-
mento passam a alimentar-nos e enriquecer-nos. Mesmo as experiências que nor-
malmente consideraríamos desagradáveis ganham um novo sabor quando as viven-
ciamos com percepção.
Uma das habilidades mais importantes que precisamos cultivar ao embarcar
na jornada interior é a de "observar e deixar de lado" os hábitos e mecanismos da
personalidade que nos aprisionam.
Nossa máxima é enganosamente simples. Ela significa que precisamos apren-
der a observar-nos, vendo o que surge em nós a cada momento, bem como o que
nos distrai do aqui e agora. Devemos simplesmente observar o que encontrarmos,
seja ele agradável ou não. Não devemos mudá-lo nem criticar-nos pelo que foi des-
coberto. Quanto mais plenamente presentes estivermos em relação a tudo que en-
contrarmos em nós, mais flexíveis se tornarão as restrições impostas pela persona-
lidade e mais a nossa Essência poderá manifestar-se.
THICH NHAT HANH
"À luz da percepção, c da
pensamento, cada ato se torna
sagrado."
BUDA
JACK KORNFIIII)
"O mundo surge por meio do
sentidos. Por meio de nossas re.
ções, criamos ilusões vãs. Sem rea
ções, o mundo torna-se claro."
"Não temo d melhorar nu •
temos apenas de abandonar aqUi
lo que nos bloqueia o coraçao."
Ao contrário do que pode crer o ego, nao eab a
nós reparar-nos nem transformar-nos. Com efeito, um
dos maiores obstáculos à transformação é a idéia de
que podemos "consertar-nos". Ela naturalmente le-
vanta algumas questões interessantes. O que achamos
que precisa ser consertado e que parte de nós se arro-
ga o direito de consertar a outra parte? Que partes são o juiz, o júri e o réu, respec-
tivamente? Quais os instrumentos de punição ou reabilitação e que partes de nós
os aplicarão a que partes?
Somos programados desde a mais tenra infância a acreditar que precisamos
nos superar, nos esforçar mais e desconsiderar as partes de nós mesmos que as de-
mais partes não aceitam. Nossa cultura e nossa educação lembram-nos constante-
mente que poderíamos ser mais bem-sucedidos, desejáveis, seguros ou espirituali-
zados se mudássemos alguma coisa em nós. Em resumo, aprendemos que devemos
ser diferentes do que realmente somos, com base em alguma fórmula recebida pela
mente. A idéia de que basta descobrirmos e aceitarmos quem na verdade somos con-
tradiz quase tudo que nos ensinaram.
Sem dúvida, se estivermos fazendo alguma coisa prejudicial - como abu-
sando de álcool e drogas, estabelecendo relacionamentos destrutivos ou dedicando-
nos a atividades criminosas -, será necessário parar para que possamos dar início
ao trabalho da transformação. Mas o que geralmente nos permite mudar não é aren-
ga nem punição e sim o cultivo da percepção, tranqüi-
la e concentrada, para que possamos ver o que nos
está induzindo ao que é prejudicial. Quando percebe-
mos não só os maus hábitos, mas também as partes de
nós que gostariam de ver-nos pelas costas, algo intei-
ramente novo entra em jogo.
Quando aprendemos a estar presentes na vida e
a abrir-nos para o momento, começam a acontecer milagres. Um dos maiores é a
possibilidade de abandonar num minuto um hábito que nos atazanou a vida intei-
ra. Quando estamos realmente presentes, podemos renunciar a velhos hábitos por-
que já não somos os mesmos. O milagre que podemos ter por certo é o milagre de ver
a cura de nossas mais antigas e profundas feridas pela ação da percepção. Se usar-
mos este mapa da alma para seguir até o fundo do coração, o ódio se transformará
em compaixão; a rejeição, em aceitação; e o medo, em maravilhamento.
Lembre-se sempre que, além de ser um direito, é seu estado natural ser sábio e no-
bre, amoroso e generoso, estimar a si mesmo e aos outros, ser criativo e renovar-se cons-
tantemente, ter com o mundo um compromisso de reverência e entrega, ter coragem e
contar consigo mesmo, regozijar-se e realizar-se, ser forte e potente, gozar de paz de es-
pírito e presenciar o eterno mistério da pr6pria vida.
KRISHNAMURTI
A IDENTIFICAÇÃO E O OBSERVADOR INTERIOR
>- Fazer juízos de valor, condenar a si e aos outros (Um)
>- Entregar aos outros o que para si tem mais valor (Dois)
>- Tentar ser diferente do que realmente é (Três)
>- Fazer comparações negativas (Quatro)
>- Interpretar demasiadamente a própria experiência (Cinco)
>- Depender do apoio de algo exterior a si mesmo (Seis)
>- Prever o que fará em seguida (Sete)
>- Tentar forçar ou controlar a própria vida (Oito)
>- Insistir em não se deixar afetar pelas próprias experiências (Nove)
À medida que ganharmos experiência de presença e auto-observação, notare-
mos o desenvolvimento de uma faceta aparentemente nova de nossa percepção:
uma profunda capacidade de "testemunhar" mais objetivamente nossa própria ex-
periência. Como já dissemos, essa faceta da percepção é denominada de observador
interior, a qual nos permite observar - simultaneamente e sem comentários ou jul-
gamentos - o que está ocorrendo dentro de nós e à nossa volta.
O observador interior é necessário à transformação devido a um mecanismo
psicológico que Gurdjieff chamou de "identificação", o qual é um dos meios prin-
cipais de que dispõe a personalidade para criar e sustentar sua realidade.
A personalidade pode identificar-se com pratica-
mente qualquer coisa - uma idéia, um corpo, um an-
seio, um põr-do-sol, um filho, uma canção. Ou seja,
em qualquer momento no qual não estejamos plena-
mente despertos e no presente, nosso senso de identi-
dade provém daquilo a que estejamos atentos. Por exemplo, se estivermos preocu-
pados, concentrando-nos numa reunião que está por acontecer, é como se já
estivéssemos vivendo a reunião (embora seja uma reunião imaginária), em vez de
viver o que realmente está acontecendo no momento. Ou, se estivermos identifica-
dos com uma reação emocional- por exemplo, a atração por uma pessoa -, é co-
mo se nos tomássemos essa atração. Ou, se nos sentirmos traídos por uma crítica
voz interior, não podemos nos separar dessa voz.
EMPURRÕES ESPIRITUAIS
Independentemente de seu tipo, há determinadas coisas que você pode fazer para dar
um "empurrão" em seu crescimento pessoal e espiritual. Abaixo, uma lista de áreas proble-
máticas relacionadas a cada tipo, embora todos nós nos vejamos diante delas de vez em quan-
do. Portanto, se quiser avançar em seu trabalho interior, atente o mais que puder para os se-
guintes padrões:
"A identificação (... ) é uma
forma de fuga do eu."
JONATHAN WII I
tempo."
Com o tempo, a identificação com um determinado conjunto de qualidades
(como a força, a empatia, a tranqüilidade ou a espontaneidade, para citar apenas al-
gumas) se fixa e a noção de eu característica de nosso tipo se estabelece. Os senti-
mentos e estados que constituem nossa noção de eu são aqueles que acreditamos
necessários à realização de nosso Desejo Fundamental. Quanto mais identificados
com essa noção de eu, mais presos nela ficamos e mais esquecidos de que existem
outras opções e outros modos de ser. Começamos a crer que somos esse padrão.
Concentramo-nos apenas em determinadas qualidades do total de nosso potencial
humano, como se disséssemos: "Estas qualidades são minhas, mas aquelas não. Sou
assim, não assado". Dessa forma, criamos uma auto-imagem, uma autodefinição-
um tipo de personalidade previsível.
II
Para este exercício, você precisará de um relógio e, se possível, um gravador. Escolha
um local onde possa sentar-se confortavelmente e observe-o. Por cinco minutos, acompanh{
o melhor que puder sua própria atenção, dizendo o nome de todas as coisas em que reparar.
Você poderia dizer, por exemplo: "Estou percebendo a forma como a luz incide sobre a part'-
de. Agora observo que gostaria de saber por que olhei para a parede. Percebo que estou con
traindo meu ombro direito e que estou me sentindo nervoso" e assim por diante.
Você pode gravar suas observações ou fazer este exercício com outra pessoa. Seja como
for, mesmo que não faça nem uma coisa nem outra, veja se consegue discernir algum padrão
específico em sua forma de perceber. Você se concentra mais nos pensamentos? No ambien-
te? Nas sensações? Nos sentimentos e reações? Há recorrência de algum tema?
C O N T IN U U M DE PERCEPÇÃO
Quando tranqüilizamos a mcnl " mesmo que se-
ja só um pouco, percebemos o quanto nossos estados
fluluam de um momento para o outro. Num instante
eSlamos pensando sobre o trabalho, no outro vemos
alguém cruzar a rua que nos faz lembrar um antigo
amor. Momentos depois, estamos lembrando de uma
canção dos tempos de colégio, até que passa um carro e faz espirrar em cima de no
a água de uma poça. Imediatamente sentimos raiva do idiota que estava dirigindo c
não pensamos em outra coisa até que percebemos que só um chocolate nos fará sen
tir melhor. E por aí vai. A única coisa que não muda é a tendência da personalida-
de a identificar-se com cada um dos sucessivos estados.
A percepção se expande e contrai como um balão, mas a identificação sempre
nos torna menores. Talvez já tenhamos percebido que, quando estamos identifica-
dos com alguma coisa, nossa percepção do ambiente imediato diminui enormemen-
te. Temos menos consciência dos outros, do meio ambiente e do nosso próprio es-
tado de espírito. Simplificando, quanto mais identificados estivermos, mais
contraída estará nossa percepção - e mais distantes estaremos da realidade.
IDENTlFICAÇOES BÁSICAS DOS TIPOS
llpo Forte identificação com: Para manter a seguinte auto-imagem:
1 O superego, com a capacidade de acessível moderado "bom"
avaliar, comparar, medir e discernir sensato prudente racional
coisas e experiências. Resistência ao objetivo dotado de
reconhecimento de tensões moral
motivadas pela raiva.
2 Sentimentos motivados pelos outros amoroso atencioso carinhoso
e sentimentos baseados nas reações afetuoso solícito compassivo
que despertam nas pessoas. desinteressado gentil
Resistência ao reconhecimento dos
próprios sentimentos e necessidades.
3 Uma auto-imagem criada em reação admirável incomparável dotado de
ao que percebe como admiração da desejável bem-ajustado "potencial
parte das pessoas. Resistência ao atraente eficiente ilimitado"
reconhecimento de sentimentos de
vazio e de auto-rejeição.
4 A sensação de alteridade e a de sensível consciente de tranqüilo e
possuir defeitos e com as reações diferente si mesmo profundo
emocionais. Resistência ao singular delicado honesto
reconhecimento de qualidades intuitivo consigo
positivas autênticas em si mesmo mesmo
e a tornar-se como os outros.
5 A sensação de ser um observador frio perspicaz auto-suficiente alerta
e distante do mundo, e não parte "esperto" observador objetivo
dele. Resistência ao reconhecimento curioso invulgar
da presença e do estado físicos,
a sentimentos e necessidades.
6 A necessidade de responder e reagir confiável digno de previdente
à ansiedade interior diante de uma responsável amor questionador
falta de apoio percebida. Resistência digno de "normal"
ao reconhecimento de apoio e da confiança cuidadoso
própria orientação interior.
7 A sensação da emoção proveniente entusiasta alegre cheio de
da antecipação de futuras experiências dono de ávido energia
positivas. Resistência ao espírito livre sociável positivo
reconhecimento do próprio sofrimento espontãneo
e da ansiedade.
S A sensação de intensidade decorrente forte hábil resistente
da resistência ou desafio às pessoas assertivo ativo independente
e ao meio. Resistência ao direto tenaz
reconhecimento da própria
vulnerabilidade e necessidade
de cuidados.
9 A sensação de estabilidade interior tranqüilo constante fácil de
decorrente do distanciamento relaxado delicado agradar
de impulsos e sentimentos intensos. estável natural amigável
Resistência ao reconhecimento da
própria força e capacidade.
RUMI
OTALMUDI
"E se não agora, quando?"
"Se você se irrita com qualquer
atrito, como é que vai limpar seu
espelho?"
É inevitável que fiquemos ansiosos, pressentin-
do que algo incõmodo possa surgir, quando nos man-
temos abertos para nós mesmos. Isso ocorre porque
estamos "abrindo o invólucro" de nossa personalida-
de. Não devemos desanimar, pois um certo grau de ansiedade ao longo do proces-
so de transformação é um bom sinal. Quando deixamos para trás nossas velhas de-
fesas, começamos a vivenciar diretamente os sentimentos que evitamos a vida toda.
Isso explica por que é possível viver experiências espirituais gratificantes e,
em seguida, voltar a estados reativos, negativos ou receosos. O processo de cresci-
mento implica um movimento constante entre o abandono de antigos bloqueios, a aber-
tura para novas possibilidades e o encontro de níveis de bloqueio mais profundos. Em-
bora pudéssemos desejar que o crescimento espiritual fosse mais linear e pudesse
ser obtido com um ou dois grandes progressos, a verdade é que se trata de um pro-
cesso ao qual nos devemos submeter muitas vezes e em várias situações até que to-
da a nossa psique se reorganize.
O crescimento espiritual é também um processo
que requer que sejamos delicados e pacientes. São co-
muns as reações de frustração, as expectativas prees-
tabelecidas quanto ao crescimento e o estabelecimen-
to de cronogramas para medir o progresso espiritual,
mas nada disso adianta. levamos muitos anos para
construir as defesas do ego e não podemos esperar desmontá-las da noite para o dia.
A alma tem sua própria sabedoria e não permitirá que vejamos nada a nosso respei-
to (muito menos que renunciemos ao que quer que seja) antes de estarmos real-
mente preparados para tal.
Quando se começa um trabalho como esse, é comum o receio de que estar pre-
sente seja simplesmente ficar parado, "olhando o próprio umbigo" ou olhando pa-
ra o teto. Temos a idéia de que estar mais presentes nos impede de lidar com os pro-
blemas importantes da vida - seremos "aéreos", inúteis e incompetentes. Na
verdade, o que ocorre é o contrário: ficamos mais atentos e nossos julgamentos e
percepções, mais precisos.
o MEDO DE ESTAR PRESENTE
o Medo hlndamcntal do 'I ipo OitO, )lOI •. (:11I1'10, e o ti ' s'r magoado OIll'OIl
trolado por outras p soa ou pela vida e o sc u Desejo Fundamental o dc protegeI
·c dcfend r- e. Proteger-se e contar consigo mesmo são necessidade humanas uni
ver ai , já que todos precisamos proteger-nos física e emocionalmente, me mo qu .
não sejamos do Tipo Oito. Os jovens desse tipo, porém, começam a concentrar-se
nas qualidades que encontram em si que os ajudarão nessa tentativa de prote ão. ·lcs
descobrem então sua força, sua perseverança, sua firmeza e sua força de vontade e
começam a usá-las para desenvolver e reforçar a identidade de seu ego.
/I S/111 I) O '{ I/I I) () I N I /I ( til /I M /I
A PERCEPÇÃO LEVA À PRESENÇA
Se continuarmos com esse processo, atentando
para o que é verdadeiro - para o que está acontecen-
do neste exato momento -, começamos a notar que
uma sutil Presença permeia todo o espaço que existe
dentro e fora de nós. Ela é leve, delicada e prazerosa e
pode dar ensejo ao surgimento de muita coisa boa. As-
sim, quando nos concentramos na vivência do mo-
mento presente, somos preenchidos pela Presença. E,
na verdade, veremos que essa Presença é o que essen-
cialmente somos.
O mais impressionante é que essa Presença sem-
pre nos diz o que em nós nos impede de estar mais pre-
sentes. Quanto mais presentes estivermos, mais nos
aperceberemos das partes de nós que não se relaxam,
partes que ainda não ocupamos plenamente. Quanto
mais conseguimos relaxar, mais conscientes ficamos
do sutil movimento da Presença, preenchendo-nos e
JUNG
ANTHONY DEMELLO,
T H E W A Y T O LO V E
Da mesma forma, muita gente pensa quc, se es-
tivermos mais presentes, perderemos toda a maturida-
de ou a qualificação profissional duramente conquis-
tada. Mais uma vez, o que ocorre é o oposto: quando
estamos presentes, podemos fazer tudo melhor que
nunca; além disso, adquirimos novas capacitações
muito mais facilmente porque nossa concentração au-
menta. Quando estamos atentos, a inteligência age de maneiras surpreendentes, fa-
zendo-nos ir direto à informação ou habilidade necessárias à resolução do proble-
ma que temos à nossa frente.
Num nível ainda mais profundo, temos medo de estar presentes e de revelar-
nos na vida porque pensamos que isso nos fará reviver todas as feridas da infãncia.
Temos medo de que, se ousarmos revelar nossa verdadeira natureza, ela não seja re-
conhecida ou amada, que ela possa ser rejeitada e humilhada, fazendo-nos vulne-
ráveis ou levando as pessoas a temer-nos ou trair-nos. Temos medo de ser abando-
nados. Temos medo de que nossa preciosa alma seja desconsiderada ou machucada
mais uma vez.
E, no entanto, quando nos revelamos completamente, ganhamos paz e espaço
imensos, além de tranqüilidade para viver. Descobrimos que estamos inteiros, vivos
e ligados ao mundo que nos cerca. Não há por que não
viver assim, a não ser pelas razões que a personalidade
nos dá - razões com certeza parciais e interessadas.
" m última análise, valemos
para alguma coisa simplesmente
pelo que de essencial incorpora-
mos em nós, e se não o incorpo-
ramos, a vida é um desperdício."
"Se apenas você acendesse a
luz da percepção e observasse a si
mesmo e tudo que o cerca ao lon-
go do dia, se você se visse refleti-
do no espelho da percepção da
forma que vê seu próprio rosto re-
fletido no espelho de sua casa, ou
seja, exatamente como ele é, sem
o menor acréscimo ou distorção, e
se você observasse esse reflexo
sem julgamentos nem condena-
ções, veria um sem-número de
mudanças maravilhosas se pro-
cessar em você. Só que você não
poderá controlá-Ias nem planejá-
las com antecedência; não é você
quem resolve como e quando elas
devem ocorrer. Somente essa per-
cep(.io que não julga pode curar,
mudar e fazer alguém crescer.
Mas a seu próprio modo e em seu
próprio ritmo."
7
L Vivenciamos plenamente nossa Presença enquanto seres vivos, aqui e agora.
Sabemos que alguém está aqui; sentimos nossa substancialidade, nosso "ser", e as-
sim cravamos os pés no momento. Além disso, isso ocorre não por estarmos imagi-
nando-nos de um ponto de vista exterior, mas sim porque estamos "dentro" da ex-
periência, totalmente ligados às sensações do corpo, desde a cabeça até os pés. Não
há nenhuma resistência à realidade do momento.
2. Absorvemos as impressões do ambiente externo e interno completamente
e sem julgamentos nem reações emocionais. Somos capazes de observar os vários pen-
samentos e sentimentos que passam por nossa percepção sem nos prender a ne-
nhum deles. Interagimos com a vida a partir da tranqüilidade interior, não da an-
siedade. Nossa atenção volta-se para o que está acontecendo no momento, sem
sonhar com o passado nem fantasiar com o futuro ou qualquer outra coisa.
3. Participamos plenamente do momento, deixando-nos tocar pelas impressões
à nossa volta, vivenciando intensamente a riqueza e a sutileza da vida. Somos sin-
ceros, sem artifícios nem inibições. A cada instante, vivemos a identidade como al-
go inteiramente novo. Estamos sempre em busca de alguma fórmula, regra ou ora-
ção que resolva os problemas. Mas não há nada que substitua a Presença. Sem ela,
rod ando nos. J alvcz o melhor cJa PCI nlall('ll"1 Ullll ssa imprc ao scm rotula la
ncm pensar dema iado a seu respeito. om o tempo, o que é vago e sutil tornar-se-
á mai claro e nítido, à medida que novas camadas do Ser se revelarem a no .
A Presença irrompe em nossos devaneios e identificações o tempo todo. Porém,
devido às estruturas criadas pela personalidade, não conseguimos fincar pé e per ma
necer presentes. Quanto mais fundo entrarmos no transe do ego, mais "carregados"
se tornam os mecanismos de nossa personalidade, como se fossem ímãs dotado dc
feroz e desesperada atração. Todavia, se nos sintonizarmos com a vibrante natureza
da Presença e virmos o enorme investimento de energia de vida que fazemos nos
"projetos" da personalidade, teremos uma saída. Ao mesmo tempo que não podemos
simplesmente resolver estar presentes, sem essa resolução a Presença é impossível.
Então como pode alguém que está imerso em transe sair do próprio transe?
É evidente que uma empresa tão heróica é quase impossível sem o apoio e os
instrumentos adequados. Em capítulos subseqüentes, veremos como um sistema de
compreensão profunda como o Eneagrama e, mais que isso, a prática diária do cul-
tivo da percepção e da Presença, podem contribuir para o despertar de uma pessoa.
Além disso, nesses capítulos sugeriremos vários instrumentos e várias formas de
apoio que podem funcionar como "despertadores" para o nosso transe. Quanto
mais escutarmos esses "chamados", mais Presença teremos Cemais provável será
que nos despertemos). Mas isso requer muita prática.
Não se engane: esse é um trabalho para a vida inteira. Porém, quanto mais mo-
mentos de despertar conseguirmos ter, mais momentum terá nosso processo de des-
pertar: algo estará depositado em nós - um grão de areia, o núcleo de uma pérola
- que não se perde quando retornamos ao estado normal. Para saber quando esta-
mos despertos, há três características para as quais podemos atentar:
O Eneagrama nos lembra os diferentes elementos ou qualidades que compõem um ser huma-
no inteiro. Cada um dos convites seguintes se baseia nas virtudes simbolizadas pelos nove ti-
pos; independentemente de qual seja o nosso, podemos aceitar todos eles.
nao ha ncnhuma ora ao, mcditaçào, mestre nem técnica neste mundo que possam
nos transformar. É por isso que podemos passar anos e anos observando as práticas
de nossa religião e, ainda assim, não conseguir personificar as nossas convicções.
Podemos ter experiências extraordinárias e momentos em que nos sentimos livres
dos grilhões da personalidade, porém, mais cedo ou mais tarde - e, em geral, mui-
to mais cedo do que gostaríamos -, voltamos a viver como antes. Isso é assim por-
que não entendemos a importância vital da Presença: ela não é, nem pode ser, par-
te da personalidade ou de sua ordem do dia.
A boa notícia é que a Presença já está aí, mesmo
que a percepção que temos dela tenha sido limitada
por nossa preocupação com os estreitos interesses da
personalidade. Quanto mais valorizarmos, cultivar-
mos e fortalecermos a percepção, mais claramente as
qualidades mais profundas de nossa natureza Essen-
cial se manifestarão.
I NI A(.t{AMA
Viva por um Objetivo Mais Sublime
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser sábio e ponderado.
Cuidar de si mesmo e dos outros
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser bom consigo mesmo e ter boa von-
tade e compaixão para com seus semelhantes.
Desenvolver-se e dar aos demais um exemplo
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ter prazer na própria vida e estimar e
valorizar as pessoas.
Abandonar o passado e renovar-se com as próprias experiências
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza perdoar e usar tudo que estiver ao seu
alcance para seu crescimento e renovação.
Observar a si mesmo e aos outros sem julgamentos nem expectativas
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ter os pés na realidade, contemplando
as infinitas riquezas do mundo.
Ter fé em si mesmo e confiar na bondade da vida
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser corajoso e capaz de lidar com a vi-
da sob quaisquer circunstâncias.
Celebrar com alegria a existência e compartilhar sua felicidade
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser feliz e contribuir para que a expe-
riência de todos seja rica.
Defender-se e defenda aquilo em que acredita
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser forte e capaz de influir sobre o
mundo de várias formas positivas.
Levar ao seu mundo a paz e a cura
Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser uma fonte inesgotável de serenida-
de, aceitação e bondade.
Convite
2
Convite
Convite
4
UM CO VITE À ABUNDÂNCIA
Convite
9
Convite
3
Convite
6
Convite
5
DAN MILLMAN
Convite
7
Convite
8
"O Espírito sempre está pre-
sente, assim como o sol sempre
brilha por trás das nuvens."
O primeiro agrupamento de tipos diz respeito aos três componentes básicos da
psique humana: instinto, sentimento e raciocínio. De acordo com a teoria do Ene~-
grama, essas três funções relacionam-se a "Centros" sutis do corpo huma~o, e a fI-
xação da personalidade associa-se basicamente a um desses Centros. Os TIpOSOltO,
CAPíTULO 5
As Tríades são importantes para o trabalho de AS TRíADES
transformação porque indicam onde está nosso prin-
cipal desequilíbriO. Elas representam os três maio-
res grupos de problemas e defesas do ego e revelam os principais meios pelos
quais reduzimos a percepção e nos limitamos.
o EU TRIÁDICO
SE OS SERES HUMANOS conseguissem permanecer centrados em sua uni-
dade Essencial, não haveria necessidade do Eneagrama. É universalmente reconhe-
cido por todas as grandes tradições espirituais que a natureza humana é dividida -
é contrária a si mesma e ao Divino. ossa falta de unidade é, de fato, mais caracte-
rística de nossa realidade "normal" que nossa unidade Essencial.
Surpreendentemente, o símbolo do Eneagrama representa ambos os aspectos
da natureza humana, em sua unidade (círculo) e na forma como se divide (triângu-
lo e héxade). Cada parte do Eneagrama revela verdades psicológicas e espirituai
acerca de quem somos, aprofundando a compreensão de nossa difícil condição, ao
tempo em que sugere soluções para que a superemos. . . _
Neste capítulo, analisaremos as principais formas assumidas pela dIvIsa0 da
unidade original da psique humana - as Tríades, diferentes grupos de três. Os no-
ve tipos não são categorias isoladas, mas apresentam ricas e profundas inter-rela-
ções cujos sentidos ultrapassam os meros tipos psicológicos.
A T R tA D E DO
S E N T lM E T O
4
9
5
A IR IA D E D O IN S IIN IO
Nove e Um constituem a Tnad do Instinto;
os Tipos Dois, Três e Quatro formam a Tría-
de do Sentimento; e os Tipos Cinco, Seis e
Sete são a Tríade do Raciocínio.
Vale observar que a medicina atual
também divide o cérebro humano em três
partes principais: o bulbo cerebral- a par-
te do cérebro que rege os instintos; o siste-
ma límbico - a parte responsável pelas
emoções; e o córtex cerebral- a parte res-
ponsável pelo raciocínio. Alguns dos mes-
tres do Eneagrama referem-se aos três Cen-
tros como cabeça, coração e vísceras ou como os Centros do raciocínio, sentimento
e ação, respectivamente.
Independentemente do tipo, a personalidade contém os três componentes:
instinto, sentimento e raciocínio. Como os três estão em interação, não podemos
trabalhar um sem afetar os outros dois. Porém, para a maioria das pessoas - presa
no mundo da personalidade, como quase todos nós - é difícil distinguir esses com-
ponentes. Nada na moderna educação nos ensina como fazer isso.
Cada uma dessas Tríades representa um leque de capacidades ou funções Es-
senciais que foram bloqueadas ou distorcidas. A personalidade então procura
preencher as lacunas onde nossa Essência foi bloqueada - a Tríade a que pertence
nosso tipo indica onde estão as maiores limitações à Essência e onde é mais forte o
recheio artificial da personalidade. Se pertencermos ao Tipo Oito, por exemplo, a
qualidade Essencial bloqueada é a força. Assim, a personalidade tomou a frente e
tentou imitar a verdadeira força, fazendo-nos agir com rispidez e afirmar-nos de for-
ma às vezes inadequada. A falsa força da personalidade assume o controle e disfar-
ça o bloqueio da verdadeira força diante até de nossos próprios olhos. Se não reco-
nhecermos esse fato, não poderemos reconhecer nem recuperar nossa força
autêntica, Essencial.
Da mesma forma, cada tipo de personalidade substitui determinadas qualida-
des Essenciais por imitações com as quais nos identificamos e das quais buscamos
extrair o máximo.
Paradoxalmente, o fato de um tipo se inserir na Tríade do Sentimento não quer
dizer que as pessoas desse tipo tenham mais sentimentos que as outras. O mesmo
vale para os demais tipos: o fato de pertencer à Tríade do Raciocínio não significa
que uma pessoa seja mais inteligente que as de outras Tríades. Na verdade, a fun-
ção primordial de cada Tríade (instinto, sentimento ou raciocínio) é aquela em tor-
no da qual o ego se fortaleceu mais e, por isso, ela é o componente da psique que me-
nos livremente pode funcionar.
A T R ÍA D E DO
R A C IO C ÍN IO
e Repressão
~ PROBLEMAS: Agressividadt
~ BUSCA: Autonomia
~ SENTIMENTO SUBJAC N
TE: RAIVA
~ PREOCUPAÇÕES: Resi I 11
cia e Controle do Ambien(('
A TRíADE DO INSTINTO
Os Tipos Cinco, Seis e Sete preocupam-se com a ansiedade (sentem algo como uma ralta dI'
apoio ou orientação). Eles adotam comportamentos que acham que aumentarão sua própllil
segurança. Por trás das defesas do ego, há bastante m edo.
Os Tipos Oito, ove e Um preocupam-se em oferecer resistência à realidade (criar 11l11l1l-~
p_I
ra o eu baseados em tensões físicas). Esses tipos tendem a ter problemas com a agrcsslvld.ltil
e a repressão. Por trás das defesas do ego, há bastante raiva.
Os Tipos Dois, Três e Quatro preocupam-se com a auto-imágem (prendem-se ao falso cu d
personalidade). Eles crêem que as supostas qualidades da personalidade são sua vcrdadt Ir I
identidade. Por trás das defesas do ego, há bastante vergonha.
A T rfade do R aciocínio
A T rfade do Instinto
A T rfade do S entim ento
OS PRINCIPAIS TEMAS DAS TRíADES
A formação dos Tipos Oito, Nove e Um dá-se em
torno a distorções nos instintos, a base de nossa força
vitaL A Tríade do Instinto preocupa-se com a inteli-
gência do corpo, com a sobrevivência e a continuação
da vida em seu sentido mais básico.
O corpo tem papel crucial em todas as formas de
trabalho espiritual autêntico, pois, quando se leva a
percepção até ele, tem-se a base da Presença. A razão é óbvia: enquanto nossa men-
te e nossos sentimentos podem vagar pelo passado e pelo futuro, o corpo só pode
existir no aqui e agora, no momento presente. Essa é uma das maiores razões para que
praticamente qualquer trabalho espiritual significativo comece pela volta ao corpo
e pela maior conexão com ele.
Além disso, os instintos do corpo são as energias mais potentes com que pode-
mos trabalhar. Qualquer transformação que se pretenda verdadeira deve obrigatoria-
mente incluí-los e, se não o fizer, certamente haverá problemas. O corpo possui in-
críveis inteligência e sensibilidade, além de linguagem e conhecimento próprios. As
sociedades autóctones, como as tribos aborígenes australianas, mantêm uma relação
mais aberta com a inteligência do corpo. Há registro de casos em que membros des-
sas sociedades foram capazes de saber, por meio de seu próprio corpo, que um pa-
rente a quilômetros de distância havia sofrido um acidente. Esse conhecimento pro-
porcionado pelo corpo lhes permite ir diretamente à pessoa ferida e ajudá-la.
A 111 11() III A I11) I N I A ( ,,~ A M A
GEORGE SANTAYANA
Porem, nas sociedades modernas, a maioria das
p ssoa e tá quase que inteiramente separada da sabe-
doria do corpo. O termo que a psicologia dá a esse fe-
nõmeno é dissociação; em linguagem coloquial, o cha-
mamos de alienação. Num dia tenso e movimentado, é
provável que só notemos o corpo se sentirmos alguma
dor. Por exemplo, normalmente nem lembramos que temos pés, a menos que os sa-
patos estejam apertados. Mesmo que a região das costas seja muito sensível, quase
nunca nos damos conta dela, a não ser que estejamos recebendo uma massagem, exa-
geremos na exposição ao solou soframos alguma lesão - e, às vezes, nem assim.
Quando de fato nos assenhoreamos do Centro do Instinto, ocupando plena-
mente o corpo, ele nos dá uma profunda sensação de plenitude, estabilidade e auto-
nomia ou independência. Quando nos afastamos da Essência, a personalidade tenta
preencher o vazio deixado por ela, dando-nos uma falsa sensação de autonomia.
Para conseguir isso, a personalidade cria aquilo que a psicologia chama de li-
mites do ego. Com eles, somos capazes de dizer: "Isso sou eu e aquilo não é. Aquilo
lá fora não é eu, mas esta sensação (ou pensamento ou sentimento) aqui sou eu".
Em geral, pensamos que esses limites coincidem com a própria pele e, por isso, com
as dimensões de nosso corpo físico, mas isso nem sempre se aplica.
Isso porque quase sempre estamos sentindo tensões habituais, e não necessa-
riamente os verdadeiros contornos do corpo. Podemos perceber também que qua-
se não temos sensações em certas partes do corpo: elas nos parecem ausentes ou va-
zias. A verdade é que arrastamos conosco uma noção de eu baseada na sensação, a
qual tem pouco que ver com a forma que o corpo realmente tem, como se coloca
ou o que estamos fazendo. O conjunto de tensões interiores que gera nossa noção in-
consciente de eu é a base da personalidade, a primeira camada.
Embora todos os tipos recorram aos limites do ego, o Oito, o Nove e o Um o
fazem por uma razão específica - eles tentam empregar sua vontade para afetar o
mundo sem serem afetados por ele. Eles procuram influir no ambiente, recriá-lo, con-
trolá-lo, detê-lo, sem que sua noção de eu seja influenciada. Em outras palavras, to-
dos esses três tipos resistem à idéia de deixar-se influenciar pela realidade, cada um à
sua maneira. Eles tentam criar uma sensação de completude e autonomia criando
um "muro" entre aquilo que consideram o eu e o não-eu, embora a localização de
tal muro varie conforme cada tipo e conforme cada pessoa.
PRESENTE NO PRÓPRIO CORPO
Neste momento, enquanto lê as palavras impressas nesta página, você é capaz de sen-
tir seu corpo? Qual a posição em que ele se encontra neste exato instante? Quanto dele você
é capaz de sentir? O que contribui para que você o sinta mais profundamente?
"Todo o int res e PIrI-
tuais são mantidos pela vida ani-
maI."
TIPO UM: E ERGIA VOLTAD,
PARA DENTRO, CO TRA 0<"
IMPULSOS INTERNOS
KEN WILBII{
PONTOS DE REFERÊNCIA 00<"
LIMITES DO EGO NA TRIADI'
DO INSTINTO
"Quando você se descr V(' (111
explica ou simplesmente S( rHI
seu 'eu', o que na verdade e l,l f.1
zendo - saiba você disso ou n, (l
- é traçar uma linha ou linllll
mental ao longo de toda a SII I
área de experiência, e tudo qlll
está dentro desse limite você n
te ou chama de 'eu', enquanto (11
do que está fora você consid r.l
'não-eu'. Em outras palavras, li I
auto-identidade depende inteir.1
mente de onde você traça es li
nha ou limite (...)."
TIPO OITO: ENERGIA VOLTADA
PARA FORA, CONTRA O MIIO
AMBIENTE
O limites do ego dividem-se em duas catego-
ria . A primeira refere-se ao que está fora. Ela geral-
mente corresponde ao corpo físico, embora nem
sempre. Quando cortamos o cabelo ou as unhas ou
quando extraímos um dente, não os consideramos
mais parte de nós. Por outro lado, podemos subcons-
cientemente considerar determinadas pessoas ou coisas
como parte de nós - a casa, o parceiro, os filhos -,
embora, evidentemente, eles não o sejam.
A segunda categoria refere-se ao que está dentro.
Por exemplo, dizemos que "tivemos um sonho", mas
não achamos que somos o sonho. Alguns de nossos
pensamentos e sentimentos também podem ser vistos
como distintos de nossa identidade, enquanto nos
identificamos claramente com outros. Sem dúvida,
pessoas diferentes se identificarão com diferentes sen-
timentos e pensamentos. Alguém pode vivenciar a rai-
va como parte de si mesmo, ao passo que outra pessoa
a verá como estranha a si mesma. Em todo caso, vale
lembrar que essas divisões são arbitrárias e resultam
de hábitos mentais.
No Tipo Oito, o limite do ego está voltado basicamen-
te para o que está fora, contrasta com o meio ambiente.
A atenção também se concentra no que está fora. O re-
sultado é uma expansão e um transbordamento da vita-
lidade do Tipo Oito no mundo. Seus representantes es-
tão sempre empregando sua energia para impedir que
algo se aproxime demais e os machuque. Sua forma de
ver a vida é como se eles dissessem: "Nada vai me con-
trolar. Ninguém atravessará minhas defesas para ma-
chucar-me. Manterei a guarda levantada". Quanto mais
ferido na infância, mais inflexível o limite do ego e mais
difícil a aproximação de alguém do Tipo Oito.
As pessoas do Tipo Um também mantêm um li-
mite que as separa do mundo exterior, mas elas estão
muito mais preocupadas em manter seu limite interior.
Todos temos facetas que reprovamos, que nos fazem
sentir ansiosos e querer defender-nos contra elas. O
Tipo Um investe uma grande energia tentando deter
certos impulsos inconscientes, no intuito de impedi-
los de chegar à consciência. É como se seus represen-
tantes dissessem: "Não quero esse sentimento! Não
quero ter essa reação ou aquele impulso!" Eles criam
64 / / 1I 11li ItI/ I)() I N I / ( .!l/ M /
111'0NOVI I NIIH.I.' VOI '''1),
1A 10 PARA "AMI A( A'> 1)1
DE TRO QUANTO DL fORA
,Issim uma I<lzoavel tensao flsica para mantn seu li-
mites interiores e manter determinadas facetas de ua
própria natureza interior a distância,
O Tipo Nove, o tipo central da Tríade (o tipo lo-
calizado no triângulo eqüilátero), tenta controlar seus
limites do ego em ambas as áreas, tanto a interior quan-
to a exterior. No que diz respeito à interior, seus re-
presentantes não querem que certos sentimentos ou
estados perturbem seu equilíbrio, Eles criam um mu-
ro contra partes de si mesmos, da mesma forma que
os do Tipo Um, suprimindo fortes impulsos e emo-
ções instintivos, Ao mesmo tempo, demarcam um rí-
gido limite egóico contra o mundo exterior para não
se machucarem, como as pessoas do Tipo Oito, Mui-
tas vezes, adotam atitudes passivo-agressivas e fazem
vista grossa para tudo que possa ameaçar-lhes a paz, Não é de admirar que muitas
vezes aleguem cansaço, pois é preciso uma incrível quantidade de energia para re-
sistir à realidade em ambas as "frentes", Se eles empregam a maior parte de sua vi-
talidade para manter esses limites, ela não estará disponível para um maior investi-
mento no mundo,
Todos esses três tipos têm problemas com a agressividade. (Apesar de todos os
nove tipos de personalidade serem agressivos de diferentes maneiras, a energia da
agressividade é um componente-chave nas estruturas do ego dos tipos Instintivos,)
Às vezes a agressividade é dirigida para o próprio eu; às vezes, contra os outros. No
curso do trabalho psicológico ou espiritual, essa energia agressiva muitas vezes
emerge como uma forte sensação de raiva, A raiva é a reação instintiva contra a ne-
cessidade de suprimir-nos - a necessidade de fechar e restringir nossa vitalidade.
O Tipo Oito tende a atuar a raiva; o Nove, a negá-la; e o Um, a reprimi-la,
Podemos entender melhor a função da raiva por meio da experiência de uma
criança, Todos nós, consciente ou inconscientemente, achamos que, quando crian-
ças, não tivemos o espaço de que precisávamos para nos desenvolver plenamente.
Quando começamos a explorar essa área, descobrimos que, sob o verniz do adulto,
estamos suprimindo (ou até mais que isso: reprimindo) uma intensa raiva por esse
abuso contra nossa integridade Essencial. (No aspecto positivo, a raiva é um meio
de dizer: "Fiquem longe de mim para que eu tenha meu espaço! Eu quero e preci-
so ser pleno e independente".) O problema é que, se trouxermos esses problemas
da infância para a vida adulta, continuaremos a pensar que precisamos proteger nos-
so "espaço pessoal" mesmo quando não há nenhuma ameaça real. Uma vez resol-
vidos esses problemas, a energia que impulsiona a raiva - bem como a que a man-
tém suprimida - pode ser liberada e redirecionada para outros objetivos mais
gratificantes, inclusive a transformação.
o I U I ItI A III (li 6.
Agora mesmo, enquanto lê o que está impresso nesta página, concentre-se em seu co-
ração. Respire fundo, tente relaxar e procure sentir o próprio peito. Que sensações você iden-
tifica nessa área? O que sente no coração? Suavidade? Adormecimento? Dor? Qual o exato
sentimento que tem agora? Se esse sentimento tivesse uma cor, uma forma ou um sabor, qual
seria? Que efeito provoca este exercício na noção que você tem de si mesmo?
~ PROBLEMAS: Identidadl' I'
IN·
Hostilidade
~ BUSCA: Atenção
~ SENTIMENTO SUBJA
TE: VERGON HA
~ PREOCUPAÇÓ : Amor ,111
Falso Eu e à Auto-imagt'l11
o CENTRO DO SENTIMENTO
Assim, os três tipos da Tríade do Sentimento preocupam-se basicamente com
o desenvolvimento da auto-imagem. Eles compensam a falta de uma relação mais
profunda com as qualidades Essenciais do coração construindo uma falsa identida-
de e identificando-se com ela. Então apresentam essa imagem ao mundo (e a si mes-
mos) na esperança de que ela lhes traga amor, atenção, aprovação e valorização.
Em termos psicológicos, o Dois, o Três e o Quatro são os tipos que mais se
preocupam com a "ferida narcísica", isto é, com o fato de não terem sido valoriza-
dos pelo que eram quando crianças. Como não se pode deixar a infância sem algum
tipo de ferida assim, quando adultos temos muita dificuldade em ser autênticos pe-
A TRíADE DO SENTIMENTO
Na Tríade do Instinto, vimos como na verdade
pouco ocupamos o corpo e estamos realmente presen-
tes com toda a vitalidade. Da mesma forma, raramen-
te ousamos estar inteiramente no coração, Quando o
fazemos, é quase sempre algo avassalado r, Assim, tro-
camos a força dos verdadeiros sentimentos por todo
tipo de reação, Esse é o dilema central da Tríade do
Sentimento: Tipos Dois, Três e Quatro,
No nível mais profundo, a fonte de nossa identidade está nas qualidades do co
ração. Quando ele se abre, sabemos quem somos e que "quem somos" não tem na
da a ver com o que as pessoas pensam de nós nem com nosso passado. Sentimos
um quê, um sabor único, algo que é íntima e indiscutivelmente nós mesmos, É por
meio do coração que reconhecemos e apreciamos nossa verdadeira natureza,
Quando estamos perto do coração, sentimo-nos amados e valorizados, Além
disso, como pregam as grandes tradições religiosas, o coração revela que somos amor
e valor. Nosso quinhão na natureza Divina significa não só que somos amados por
Deus, mas que a presença do amor reside em nós - somos o conduto através do
qual o amor vem ao mundo, Quando o coração se fecha e se bloqueia, não apenas
nos afastamos de nossa verdadeira identidade, mas também deixamos de sentir-nos
amados e valorizados, Essa perda é intolerável, e aí entra a personalidade, criando
uma identidade substituta e procurando em outras coisas o senso de valor, geral-
mente buscando atenção e afirmação diante das pessoas,
rante nossos semelhantes. Há sempre o 111 do de que,
no fim das contas, sejamos mesmo vazios e indignos.
O resultado trágico é que nós quase nunca realmente
nos vemos uns aos outros ou nos deixamos ver, inde-
pendentemente de qual seja nosso tipo. Em vez disso,
mostramos uma imagem, como se disséssemos ao
mundo: "Eis aqui quem sou - não é? Você gosta de
mim, não?" As pessoas podem confirmar o que afirma-
mos (isto é, a nossa imagem), mas, enquanto nos iden-
tificarmos com a personalidade, algo que está num lo-
cal mais profundo continuará sem confirmação.
Os tipos da Tríade do Sentimento fornecem-nos
três diferentes soluções para esse dilema: dedicar-se a
agradar os outros para que eles gostem de você (Tipo
Dois); conquistar coisas e destacar-se de alguma ma-
neira para que as pessoas o admirem e aprovem (Tipo
Três); ou criar uma história elaborada sobre si mesmo
e dar uma importância tremenda a todas as suas pró-
prias características (Tipo Quatro).
Dois dos temas centrais nesta Tríade envolvem
problemas de identidade ("Quem sou eu?") e problemas
com a hostilidade ("Eu odeio você por não me amar da
forma que eu quero!"). Como as pessoas dos tipos
Dois, Três e Quatro inconscientemente sabem que sua
identidade não é uma expressão de quem elas real-
mente são, reagem com hostilidade sempre que sua
personalidade-identidade não é validada. A hostilida-
de serve não apenas para desviar aqueles que pode-
riam questionar ou não legitimar essa identidade co-
mo também para defendê-las contra sentimentos de
vergonha e humilhação mais profundos.
O Tipo Dois busca ser valorizado perante os
olhos dos outros. Ele quer ser querido; tenta obter rea-
ções favoráveis dando sua atenção e sua energia às
pessoas. As pessoas deste tipo buscam reações positi-
vas às suas tentativas de aproximação e, no intuito de
aumentar sua própria auto-estima, mostram-se amigá-
veis, solícitas e bondosas. O foco de seus sentimentos
é externo, está nos outros. Porém, em decorrência dis-
so, elas costumam ter dificuldade em discernir seus
próprios sentimentos e distingui-los dos dos demais.
RAMANA MAHARSH I
TIPO QUATRO: AUTO-
IMAGEM APRESENTADA PARA
DENTRO, PARA SI MESMOS
FOCO DA AUTO-IMAGEM
NA TRíADE DO SENTIMENTO
TIPO DOIS: AUTO-IMAGEM
APRESENTADA PARA FORA, PARA
OS OUTROS
<tA única coisa de que preci a·
mos é abandonar o hábito que te-
mos de considerar real aquilo que
é irreal. Todas as práticas religio-
sas destinam-se unicamente a aju-
dar-nos a conseguir isso. Quando
deixamos de considerar real o que
é irreal, então só a realidade fica e
é o que nós seremos."
TIPO TRÊS: AUTO-IMAGEM
APRESENTADA TANTO PARA SI
QUANTO PARA OS OUTRO
Além disso, sentem-se freqüentemente pouco reconhecidas, embora tentem, na m '
dida do possível, esconder a hostilidade que isso provoca.
O Tipo Quatro é o oposto: sua energia e sua atenção voltam-se para dentro a
fim de manter uma auto-imagem baseada em sentimentos, fantasias e histórias do
passado. Sua personalidade-identidade concentra-se em ser "diferente", distinto de
todo mundo e, por conseguinte, esse tipo costuma sentir-se distanciado das outra
pessoas. Seus representantes tendem a criar e manter "climas", em vez de deixar que
os sentimentos que os motivam venham à tona. Em seu aspecto menos saudável,
eles se vêem como vítimas e prisioneiros do passado, acreditando que não há esp
rança de mudar por causa de todas as tragédias e ofensas de que são alvo. Essa
também sua forma de chamar a atenção dos outros e despertar pena e, assim, obter
uma certa validação.
O Tipo Três, o tipo central desta Tríade (aquele que está situado no triângulo
eqüilátero), dirige sua atenção e sua energia tanto para dentro quanto para fora. Co-
mo o Tipo Dois, o Três também precisa da reação favorável e da confirmação dos
outros. As pessoas deste tipo buscam a valorização essencialmente pela realização:
elas criam idéias sobre como seria uma pessoa de valor e então tentam tornar-se es-
sa pessoa. Mas também se entregam a muita "conversa com os próprios botões", na
tentativa de criar e manter um retrato interior coerente de si mesmas, como as do
Tipo Quatro. Elas estão sempre sob o risco de "acreditar em seus próprios informes"
mais que na verdade.
Apesar das várias imagens apresentadas, no
fundo esses tipos não acham que têm valor. Entre as
prioridades de suas personalidades, está a tentativa
de esconder isso deles e dos demais. O Tipo Dois ex-
trai seu amor-próprio de afirmações como: "Sei que
tenho valor porque há quem me ame e valorize. Fa-
ço o bem para os outros e eles me apreciam". O Dois
é um tipo composto de salvadores. No extremo opos-
to, está o Tipo Quatro, de "salvados". Eles dizem a si
mesmos: "Sei que tenho valor porque sou único e di-
ferente de todos. Se alguém se preocupa em aliviar-
me a aflição, é porque devo valer a pena". O Tipo Três
é o exemplo, o que não precisa de salvamento, como
se dissesse: "Sei que tenho valor porque faço tudo co-
mo manda o figurino - não há nada de errado co-
migo. Tenho valor por causa de minhas realizações". Apesar de seus diferentes mé-
todos para "criar auto-estima", todos três carecem de um amor apropriado ao eu.
Se os tipos da Tríade do Instinto estão tentando administrar a raiva, os da Tría-
de do Sentimento estão tentando administrar a vergonha. Quando não encontramos
espelho para nossas qualidades autênticas, Essenciais, na tenra infância, chegamos
à conclusão de que há algo errado conosco. O sentimento que resulta é a vergonha.
Tentando usar a auto-imagem para sentir que têm valor, esses tipos esperam conse-
Estraté-
JOSEPH CAMPBELL
Se a Tríade do Instinto concentra-se em manter
uma noção sentida do eu e a do Sentimento, em man-
ter uma identidade pessoal, a do Raciocínio dedica-se
a encontrar algo que lhe dê apoio e orientação interior.
Os sentimentos predominantes nos Tipos Cinco, Seis
e Sete são a ansiedade e a insegurança. Dito de outra
forma, os tipos da Tríade do Instinto estão preocupa-
dos em oferecer resistência contra aspectos do pre-
sente; os da Tríade do Sentimento voltam-se para o
passado porque a auto-imagem se constrói de lembranças e interpretações do pas-
sado; e os da Tríade do Raciocínio estão mais preocupados com o futuro, como se
perguntassem: "O que vai acontecer comigo? Como vou sobreviver? Como posso
impedir os reveses? Como sigo adiante na vida? O que tenho de fazer para enfren-
tar os problemas?"
A Tríade do Raciocínio distanciou-se daquela fa-
ceta de nossa verdadeira natureza que algumas tradi-
ções espirituais chamam de mente tranqüila. Ela é a fon-
te de orientação interior que nos permite perceber a
realidade exatamente como é e tornar-nos receptivos
para o saber interior que pode guiar nossos atos. Mas,
da mesma forma que raras vezes estamos plenamente
em nosso corpo e em nosso coração, raras vezes temos acesso ao caráter tranqüilo e
vasto da mente. Pelo contrário: para a maioria das pessoas, a mente é uma grande ta-
garela interna, razão pela qual é preciso passar anos a fio em monastérios e retiros pa-
ra que consigam acalmar a mente irrequieta. Na personalidade, a mente não é tran-
gias e Convicções
Procure relaxar e aproximar-se mais das sensações e impressões que tem neste exato
momento. Tente captar realmente a sensação de estar vivo dentro de seu próprio corpo nes-
te instante. Não visualize - apenas deixe-se vivenciar o que isso lhe proporciona. À medida
que vai serenando, você provavelmente perceberá que sua mente se torna menos "barulhen-
ta". Continue por alguns minutos com esse processo. Permaneça com suas sensações e im-
pressões imediatas e veja qual o efeito sobre seu raciocínio. À medida que sua mente se acal-
ma, como você classifica sua percepção: mais clara ou mais confusa? Sua mente parece-lhe
mais aguçada ou obnubilada?
O CENTRO DO RACIOCÍNIO
guir fugir de ntimcnlOS dc vcrgonha: o Dois torna-se ultrabondo o, bu ando ser
carinhoso e útil para LOdos;o Três se torna perfeito em seu desempenho e em suas
realizações; o Quatro dramatiza suas perdas e mágoas e vê-se como vítima.
A TRíADE DO RACiOcíNIO
>- PREOCUPAÇÕES:
>- PROBLEMAS:Insegurança e
Ansiedade
>- BUSCA:Segurança
>- SENTIMENTO SUBJACEN-
TE: MEDO
"Precisamos dispor-nos não
só a nos livrar da vida que plane-
jamos, como também a levar a vi-
da que nos espera."
SENTIDOS DA "FUGA" NA
TRÍADE DO RACIOclNIO
TIPO CINCO: FOGE PARA
DENTRO DEVIDO AO MI·I ()
DO MUNDO EXTERIOR
TIPO SETE: FOGE PARA
FORA DEVIDO AO MEDO DO
MUNDO INTERIOR
qüila nem naturalmcnte "sábia" - ela está sempre tcntando descobrir alguma -"tra
tégia ou fórmula para poder fazer o que quer que seja que julgue melhor para nós
As pessoas dos Tipos Cinco, Seis e Sete não conseguem deixar a mentc a 'al
mar-se. Isso representa um problema porque a mente tranqüila nos permite cmil
um profundo apoio; a certeza e a orientação interior provêm da mente tranqüila ('
dão-nos confiança para atuar no mundo. Quando surge aí algum bloqueio, senti
mos medo. Os tipos que pertencem à Tríade do raciocínio distinguem-se por suas
reações ao medo.
O Tipo Cinco reage fugindo da vida e reduzindo
suas necessidades pessoais. Seus representantes se
crêem demasiado frágeis para viver sãos e salvos. Como,
para eles, o único lugar seguro é a mente, acumulam tu-
do que acham que os ajudará a sobreviver até que este-
jam prontos a voltar ao mundo. Além disso, acreditam
não ter recursos suficientes com que atender às deman-
das da vida prática. Assim, batem em retirada até conse-
guir aprender e dominar algo que lhes permita sentir-se
seguros o bastante para sair de seu esconderijo.
O Tipo Sete, ao contrário, se joga de cabeça na
vida e não parece ter medo de nada. A princípio, pa-
rece estranho que este tipo esteja na Tríade cujo sen-
timento predominante é o medo, já que exteriormen-
te ele é tão intrépido. Apesar das aparências, contudo,
seus representantes estão cheios de medo, só que não
do mundo exterior: eles têm medo de seu mundo in-
terior - de ver-se presos a dores e sofrimentos emo-
cionais e, especialmente, à ansiedade. Assim, buscam
uma válvula de escape na atividade e na antecipação
dessa atividade. Eles inconscientemente tentam man-
ter a mente ocupada para que suas mágoas e ansieda-
des não venham à tona.
No Tipo Seis, o tipo central desta Tríade (aquele
que ocupa o triãngulo eqüilátero), a atenção e a ener-
gia dirigem-se tanto para dentro quanto para fora. Os
representantes deste tipo sentem-se ansiosos por den-
tro e, assim, lançam-se à ação e à antecipação do futu-
ro como os do Tipo Sete. Porém, depois que o fazem,
acabam receando cometer erros e ser punidos ou não
conseguir atender às expectativas despertadas - e, as-
sim, como os do Tipo Cinco, "pulam de novo para
dentro de si mesmos". Voltam a ter medo dos próprios
sentimentos e então o ciclo reativo continua, com a
ansiedade levando-lhes a atenção a ir de um lado pa-
ra o outro como uma bola de pingue-pongue.
Os Grupos Hornevianos indicam o estilo social de
cada tipo, bem como a maneira como eles tentam sa-
tisfazer suas necessidades fundamentais (conforme
indicado pelo Centro da Tríade). Perceber as formas
com que inconscientemente buscamos satisfazer nossos desejos ajuda-nos a li-
vrar-nos de fortes identificações e despertar.
s tipos da Tríade do Raciocínio tendem a ter problemas relacionados com o
que os psicólogos denominam "fase da separação" no desenvolvimento do ego. Essa
é a fase, em tomo dos 2-4 anos, quando as crianças começam a se perguntar: "Como
posso deixar o aconchego e a segurança de Mamãe? O que é seguro e o que é perigo-
so?" Em circunstâncias ideais, a figura paterna se toma o apoio e o guia, aquela pes-
soa que ajuda a criança a desenvolver suas capacidades e tomar-se independente.
Os tipos desta Tríade representam as três possi-
bilidades a que as crianças recorrem para negociar a
fase da separação e superar a dependência. O Tipo
Seis busca alguém como a figura paterna, alguém for-
te, confiável e dotado de autoridade. Assim, lida com
a perda de orientação interior buscando-a nos outros.
Está à espera de algum apoio para tomar-se indepen-
dente, embora, ironicamente, tenda a depender da
pessoa ou do sistema usado para encontrar a inde-
pendência. O Tipo Cinco está certo de que não se po-
de contar com esse apoio ou confiar nele, então pro-
cura compensar a perda de orientação interior
calculando e resolvendo tudo sozinho, mentalmente.
Mas, como faz tudo "por sua própria conta", o Tipo
Cinco crê que precisa reduzir a necessidade e o ape-
go às pessoas se quiser conquistar a independência. O
Tipo Sete tenta libertar-se procurando substitutivos
para a proteção da mãe. Ele busca tudo aquilo que
acredita poder fazê-lo sentir-se mais satisfeito e segu-
ro. Ao mesmo tempo, reage à falta de orientação interior tentando todas as opções
- como se, pelo processo de eliminação, pudesse descobrir a fonte de apoio e abri-
go que secretamente procura.
Além das três Tríades, há outro importante agrupamento (de três em três) dos
tipos: os Grupos Hornevianos, que assim chamamos em homenagem a Karen Hor-
ney, psiquiatra que desenvolveu a teoria freudiana identificando as três principais
maneiras pelas quais as pessoas tentam resolver os conflitos interiores. Poderíamos
dizer também que os Grupos Hornevianos indicam o "estilo social" de cada tipo: o
assertivo, o retraído e o aquiescente (em relação ao superego, ou seja, "obediente").
Os nove tipos se encaixam dentro desses três estilos principais.
o ESTI LO SOCIAL - OS
GRUPOS HORNEVIANOS
TIPO SEIS: FOGE PARA
DENTRO PARA EVITAR
AMEAÇAS EXTERNAS E PARA
FORA PARA EVITAR MEDOS
INTERIORES
2
9
5 4
Os Retraídos
7
OS GRUPOS HORNEVIANOS
Ligação com a vida
Relaxamento, abertura, sensibilidade
Força interior
Centramento
Aceitação
(Aqui e agora)
Essência
(Desperta)
Os Assertivos
CENTRO DO SENTIMENTO
Autenticidade
Verdade
Compaixão
Perdão e fluxo
Foco no próprio interior
(Visa o aqui e agora)
CENTRO DO INSTINTO
Auto-imagem
Histórias
Emocionalismo
"Climas"
Adaptação para afetar terceiros
(Visa o passado)
Limites
Tensão, adormecimento
Defesa
Dissociação
Irritação
(Resistência ao presente)
Personalidade
(Adormecida)
CENTRO DO RACIOCÍNIO
Tagarelice mental Mente tranqüila
Cálculos Orientação
Estratégias, dúvida Certeza, lucidez
Ansiedade e medo Apoio e estabilidade
Antecipação Abertura para o presente
(Visa o futuro) (Visa o aqui e agora)
PERSONALIDADE E ESSfNCIA: QUALIDADES CONTRASTANTES
-
Os assertivos (segundo Horney,
aqueles que "vão contra as pessoas") são
os Tipos Três, Sete e Oito. Eles são volta-
dos para o ego e buscam expandi-lo. Rea-
gem ao stress e às dificuldades aumentan-
do, reforçando ou inflando o ego. Diante
dos obstáculos, em vez de recuar, retrair-
se ou buscar proteção em outras pessoas,
procuram expandir o próprio ego. Todos
esses três tipos têm problemas no proces-
samento dos próprios sentimentos.
Cada um dos Grupos Hornevianos tem uma noção do eu própria em relação
às pessoas. Reconhecer e entender que essa "noção do eu" é falsa é muito impor-
tante para a percepção das principais características do ego. Um exemplo tomará
isso mais claro: se você entrar numa sala cheia de gente, sentirá a si mesmo de uma
AIIII)()IIIA IHl I NI AldlAMA
dl'tl'lllllllada manl'II,, SI (I(r pl'Ilrnn'l ,li glupo a""I'ltlvo, ua rea 'ão imediata
"era ""u "OU o centro Sou o qUl' Impolla aquI Agora que heguei, algo vai acon-
t'ccr". Os ass nivos autOl11alllamente sentcm 'lu tudo o que importa ocorre em
fun ào dei
As pessoas dos Tipo et c ito sentem-se assim naturalmente. Os que per-
tencem ao Tipo Sete entram numa sala cheia e ubconscientemente pensam: "Che-
guei, pessoal! Agora as coisas vao 'c quentar'!" Os que são do Tipo Oito subcons-
cientemente pensam: "Pois b 111, aqui estou. Quero ver como vocês lidarão
comigo". Eles "ocupam" o e pa o c peram que os outros reajam à sua presença.
Já as pessoas do Tipo Três não têm tanta facilidade ou o hábito de sentir-se o cen-
tro porque, como já 'vimos, ecretal11cnte dependem da atençào alheia para sentir-
se valorizadas. Na medida do po IV I, elas tentarão sutilmente fazer com que os
outros as vejam com bons olho, de modo a sentir-se no centro, como se dissessem:
"Vejam o que consegui. Digam-mc se não tenho valor".
Os aquiescentes (segundo Ilorney, aqueles que "vão ao encontro das pessoas")
são os Tipos Um, Dois e Seis, Os tres compartilham a necessidade de ser úteis aos
outros, Eles são os advogados, defcn ores, servidores públicos e trabalhadores de-
dicados. Os três reagem ao stress e a dificuldades consultando o superego para sa-
ber qual a atitude certa, perguntando-se: "Como posso atender às expectativas dos
outros? Como posso ser uma pessoa responsável?"
É importante entender que os tipos aquiescentes não obedecem necessaria-
mente aos outros, mas sim ao que manda seu superego. Esses três tipos procuram
seguir as regras, os principios e os ditames interiorizados, aprendidos na infãncia.
Por isso, costumam tornar-se - principalmente os Tipos Seis e Um - figuras de
autoridade. (Às vezes, o Tipo Dois também se torna figura de autoridade, mas ge-
ralmente quando tenta ser uma figura paterna/materna boa ou aquela pessoa con-
fiável, que aconselha os outros.)
Quando entram numa sala cheia, as pessoas cujo tipo se insere no grupo dos
aquiescentes pensam em si como sendo "melhores" que os outros, embora o expres-
sem de maneira geralmente muito sutil. Quando entram na sala, os representantes do
Tipo Um podem subconscientemente pensar: "Isto aqui está tão descuidado e desor-
ganizado. Se eu fosse o encarregado, as coisas não estariam assim tão bagunçadas".
Quando entram na sala, os do Tipo Dois pensam: "Coitada dessa gente! Ah se
eu pudesse dar atenção a todos! Não me parece que estejam bem - precisam de
mim!" Aproximando-se dos outros a partir da posição da "pessoa carinhosa" que se
preocupa em ajudá-los, os representantes do Tipo Dois colocam-se automaticamen-
te num papel superior: são "melhores" que todo mundo.
Os do Tipo Seis já têm mais sentimentos de inferioridade que os dos Tipos
Um e Dois, mas sentem-se "melhores" por suas identificações, afiliações e conta-
tos sociais ("Nós, democratas, somos melhores que os republicanos." "Moro em
Nova York, que é uma cidade melhor que Los Angeles." "Não há time melhor que
o meu.")
s I('I/llItio (conforme Homey, aquele 'lu "vao para longe das Pl'''''O,h'') ".10
os Tipo uatro, inco e Nove. Esses tipos não distinguem muito o 'U 'on'>III'lIlr
dos pensamentos, sentimentos e impulsos inconscientes, não proce ado". 'U 111
consciente está sempre aflorando à consciência por meio de fantasia e d van 'lO"
Todos esses três tipos reagem ao stress fugindo da relação com o mundo pal,l
um "espaço interior" dentro da imaginação. As pessoas do Tipo Nove fogem paI.!
um Santuário Interior seguro e livre de preocupações; as do Tipo Quatro, para UIII
Eu Fantasioso romãntico e idealizado; as do Tipo Cinco, para um complexo e cere
bral Brinquedo Interior. Em outras palavras, todos eles conseguem facilmente "ba
ter em retirada" e refugiar-se na imaginação. Esses tipos têm problemas em fixar-'>l'
no físico e em passar da imaginação à ação.
A noção de eu que imediatamente lhes vem quando entram numa sala é: "Nall
tenho nada a ver com o que está acontecendo. Não sou como essas pessoas. Não 1111'
encaixo aqui". Os Tipos Quatro e Cinco são os que mais distantes dos outros se cn
tem. Reforçam sua noção de eu mantendo-se a distância e sendo diferentes. Numa
sala cheia de gente, os do Tipo Quatro pareceriam tipicamente distantes e inacessl
veis, agindo sempre de alguma forma "misteriosa". Por outro lado, se não estives
sem com a disposição propícia, poderiam simplesmente ir embora, já que seu sen
tido de obrigação social é tênue. ("Isso é demais para mim. Simplesmente não estou
disposto a tanto.")
Os do Tipo Cinco possivelmente não se importariam de estar lá, mas estariam
igualmente bem em casa lendo um livro ou cuidando de suas coisas. Se permane
cessem na sala, eles provavelmente se sentariam nas laterais e ficariam observando
os demais. Seria mais fácil que se socializassem nessa situação se houvesse algul11
pretexto - por exemplo, o de fotografar o encontro.
Os do Tipo Nove bem poderiam apreciar a reunião e até participar, mas a men
te permaneceria longe. Eles talvez sorrissem e assentissem com a cabeça e, enquan
to isso, estariam pensando numa pescaria. Poderiam também "dessintonizar-se"
quase inteiramente e apenas acompanhar alguém que se encarregasse da interação
social quase toda, enquanto eles permaneceriam benevolamente silenciosos ou
bem-humoradamente passivos.
Neste mesmo capítulo, vimos que as Tríades nos dizem o que cada tipo mai
queria na infância. O que os tipos da Tríade do Instinto mais desejavam era a auto-
nomia: eles buscavam a independência, a capacidade de afirmar a própria vontade
e dirigir a própria vida. Os tipos da Tríade do Sentimento, por sua vez, queriam aten-
ção: ser vistos e validados pelos pais. Finalmente, os tipos da Tríade do Raciocínio
almejavam basicamente a segurança: ter a certeza de que o ambiente em que viviam
era estável e seguro.
Os Grupos Homevianos nos revelam qual a estratégia que cada tipo emprega pa-
ra satisfazer suas necessidades. Os tipos assertivos (Três, Sete e Oito) insistem em
obter o que querem - ou até mesmo o exigem. Sua atitude é ativa e direta quando
vão em busca do que crêem necessitar. Os tipos aquiescentes (Um, Dois e Seis) ten-
2, 3 e 4 querem
A T E N Ç A o
Os Grupos Harmônicos são úteis ao trabalho
de transformação porque indicam como cada pessoa
se comporta quando não obtém o que quer (confor-
me indica a Tríade a que pertence). Assim, eles reve-
lam a principal forma de defesa da personalidade
contra a perda e a decepção.
4 Retrai-se
Retrai-se
11 I li) I N I 1 ( d~1 M1
8, 9 e 1 querem
A U T O N O M IA
5
Retrai-se
1
lam conquistar algo, para is o apaziguando o superego. Eles se esfor am em ser
"bonzinhos" para ver satisfeitas suas necessidades. Os tipos retraídos (Quatro, Cin-
co e Nove) fogem para obter o que querem. Eles se afastam dos outros para lidar
com as próprias necessidades.
Tomando o Eneagrama, podemos arrumar esses grupos de uma forma que ca-
racteriza sucintamente o estilo e a motivação fundamental de cada tipo. Partindo
dos tipos pertencentes à Tríade do Instinto, vemos que o Tipo Oito exige autono-
mia, o Nove se retrai para obtê-la (ter seu próprio espaço) e o Um tenta ganhá-la
(achando que, se for perfeito, ninguém irá interferir em sua vida).
Passando à Tríade do Sentimento, vemos que o Dois, um tipo aquiescente, ten-
ta ganhar atenção (servindo aos outros e fazendo-lhes gentilezas). O Três, sendo um
tipo assertivo, exige atenção
(fazendo tudo que possa ga-
rantir-lhe o reconhecimen-
to). E o Quatro, retrai-se em
busca de atenção (na espe-
rança de que alguém o des-
cubra).
Na Tríade do Raciocí-
nio, o Tipo Cinco se retrai
para obter segurança ("Esta-
rei a salvo se me mantiver a
distãncia"), o Seis tenta ga-
nhá-la ("Estarei a salvo se fi-
zer o que esperam de mim")
e o Sete a exige ("Irei em
busca do que for preciso pa-
ra sentir-me seguro").
OS GRUPOS HORNEVIANOS COM AS MOTIVAÇÕES
E OBJETIVOS DAS TRÍADES
Descobrimos ainda uma terceira maneira importante de agrupar os nove ti-
pos. A esses agrupamentos denominamos Grupos Harmônicos. Cada um dos tipos
primários (aqueles que se localizam no triângulo eqüilátero: Três, Seis e Nove) pos-
sui dois tipos secundários que se parecem bastante com ele em diversos aspectos _
e as pessoas muitas vezes se identificam erradamente devido às suas similaridades.
Por exemplo, as pessoas do Tipo Nove, quando erram, costumam identificar-se co-
mo pertencentes ao Tipo Dois ou Sete; as do Tipo Três, como sendo do Tipo Um ou
o ESTILO DE CONFRONTO
DAS DIFICULDADES -
OS GRUPOS HARMÔNICOS
5, 6 e 7 querem
S E G U R A N Ç A
4
5
7
O PADRÃO HARMON1CO 1-3 'i
O GRUPO DA COMPETÊNCIA
O PADRÃO HARMÕNICO 9 1. 7
O GRUPO DA ATITUDE PO III V 
o I U I lU fi. I> I «() 7
inca; e as do Tipo eis notoriamente erram classificando-se como perlcnCt'1111 .111
Tipo Quatro ou Oito.
Mesmo que não haja linhas que conectem esses tipos no símbolo do EIH'i'g1,I
ma, temas e problemas comuns os unem. Os Grupos Harmônicos nos dizem <iU,tI .1
atitude adotada pelo tipo quando não consegue atender à sua necessidade domin,1I1
te. Em outras palavras, os Grupos Harmônicos nos dizem como lidamos com os ((1//11/
tos e as dificuldades: como reagimos quando não obtemos o que desejamos.
O Grupo da Atitude Positiva compõe-se dos Tipos Nove, Dois e Sete. Todo" ( II
reagem aOS obstáculos adotando, na medida do possível, uma "atitude POSltlv" "
reenquadrando a decepção de alguma maneira favorável. Esses tipos querem I" ,11
os aspectos mais animadores da vida e ver o lado bom das coisas: são pessoa" qlll
gostam de levantar o moral e ajudar os outros a sentir-se bem porque também qlll
rem continuar bem ("Não tenho nenhum problema").
Esses tipos têm dificuldade de ver seu lado mais sombrio; eles não quer m VI I
em si nada que seja doloroso ou negativo. Além disso, a depender do tipo, h UI1I,1
certa dificuldade em equilibrar as próprias necessidades em relação às dos outros. ( 1
Tipo Dois concentra-se mais nas necessidades
alheias; o Sete, nas suas próprias; e o Nove procura
pensar em ambas, embora muitas vezes isso o impe-
ça de satisfazer adequadamente a qualquer das duas.
O Grupo da Competência se compõe dos Tipos
Três, Um e Cinco. Todos eles aprenderam a lidar
com as dificuldades colocando de lado os próprios
sentimentos e lutando para ser objetivos, eficientes
e competentes. Eles colocam seus sentimentos e ne-
cessidades subjetivas em segundo plano; tentam re-
solver logicamente os problemas e esperam que to-
do mundo aja da mesma forma.
Esses três tipos também têm problemas rela-
cionados ao funcionamento dentro dos limites de
uma estrutura ou sistema. ("Como funciono dentro
de um sistema? Posso usá-lo em meu benefício? Ele
me impedirá de fazer o que quero?") A atitude des-
ses tipos em relação aos sistemas provém de sua re-
lação com a família. Eles não sabem até que ponto
querem render-se aos valores do sistema nem até
que ponto querem ficar fora dele. O Tipo Um age
conforme as regras, cumprindo-as tão bem que nin-
guém ousaria questionar-lhes a integridade. O Tipo
Cinco, ao contrário, tende a não considerar as re-
gras. O Tipo Três quer fazer ambas as coisas: ter o
benefício das regras e estruturas sem as correspon-
dentes restrições.
Problemas com
as necessidades:
Ênfase excessiva nas
necessidades dos outros;
negligência das próprias.
Ênfase excessiva nas
próprias necessidades; as
alheias o fazem sentir-se
logo sobrecarregado.
Sente-se subjugado pelas
próprias necessidades
e pelas dos outros.
Não quer lidar com elas.
Evita ver:
o sofrimento e o próprio
vazio; a responsabilidade
pelo próprio sofrimento
e o alheio.
As próprias carências,
frustrações e
ressentimentos.
Os problemas com as
pessoas queridas e o
ambiente, além de sua
própria falta de
desenvolvimento.
2
PRINCIPAIS TEMAS DO GRUPO DA ATITUDE POSITIVA
A 11 1)( 1I11 A I J() I N I A (" A M A
Valoriza:
Auto-imagem positiva:
"Sou uma pessoa
atenciosa, afetuosa".
Concentra-se nas boas
intenções.
Experiências positivas,
prazer, atividade, emoção
e diversão.
As qualidades positivas
dos demais e do ambiente.
Idealiza seu mundo.
0(,/ upo Reativo compoe 'do ipos is, Quatro e Oito. s tipos reagem
emo ionalmente ao problemas e conOitos e têm dificuldade em saber o quanto
confiar nas pessoas: "Preciso de você para saber como me sinto com relação a isto".
Quando surgem problemas, eles buscam nos outros uma reação emocional que re-
Oita sua preocupação. Em caso de conOito, os tipos reativos querem que as pessoas
espelhem seu próprio estado emocional: "Se isto me perturba, deveria perturbá-lo
também!" Os tipos deste grupo têm fortes simpatias e antipatias. Quando há algum
problema, logo se sabe. Nos conOitos, eles precisam lidar primeiro com seus senti-
mentos e, feito isso, geralmente as coisas se dissipam rápido e de uma vez por to-
das. Se não conseguirem dar vazão ao que sentem, po-
rém, esses tipos podem tornar-se cada vez mais
ressentidos e vingativos.
Os tipos do Grupo Reativo também têm dificul-
dade em encontrar o equilíbrio entre a determinação
e a necessidade de independência e a necessidade de
ser apoiados e cuidados pelos outros. Eles, ao mesmo
tempo, confiam e desconfiam das pessoas: aceitar o
apoio e o afeto das pessoas é um dos grandes desejos
desses tipos, mas eles acham que isso seria o mesmo
que perder o controle sobre si mesmos e as circunstân-
cias. Eles têm medo de ser traídos, mas precisam de
2
7
9
o PADRÃO HARMONICO 4-6-8:
O GRUPO REATIVO
77
Rejeita o sistema e quer
trabalhar por si, fora
dele. Tem pouca paciênl"l,
com regras ou trãmites.
Lida com os outros:
Limitando-lhes o acesso
para mantê-los
interessados; bancando o
"exigente" e aferrando- e
aos que o apóiam.
Mostrando-se
comprometido e confiável
e, ao mesmo tempo,
mantendo a
independência; entrega-sI',
mas também se defende.
Mantendo-se em guarda,
impedindo que as pessoa~
se aproximem demais e
protegendo-se das mágoa~
e da necessidade que tem
dos outros.
Relação com 1 1 ('1 1 ""
Quer trabalhar COIll(l
sistema. Ele lenta ~CI
um "bom menino"
e se irrita com os qu '
desconsideram as
regras.
Quer trabalhar com (l
sistema. Mas tambelll
gosta de estar fora
dele, rompendo regra~ ('
buscando atalhos.
Tem medo:
Do abandono - que
ninguém se incomode com
ele; de não encontrar apoio
suficiente para tornar-se o
que é.
De ser abandonado e não
ter apoio, mas também de
depender demais dos
outros.
De ser controlado e
dominado pelos outros.
Assim, teme a intimidade
e a vulnerabilidade
decorrentes do excesso
de confiança e afeto.
Lida com os sentimentos:
Reprimindo-os e
negando-os. Os sentimentos
são canalizados para a
atividade, para a perfeição,
e também podem traduzir-
se como rigidez no corpo.
Reprimindo-os e
esforçando-se por
manter-se em atividade
constante. A realização
compensa sentimentos
dolorosos. Busca em
terceiros indicações quanto
ao que deve sentir.
Abstraindo-os e
distanciando-se deles -
assim, mantém-se
ocupado e cerebral, como
se seus próprios
sentimentos fossem de
outra pessoa.
PRI CIPAIS TEMAS DO GRUPO REATIVO
Tanto independência quanto
apoio. Quer alguém a quem
recorrer, mas precisa ser
"o mais forte".
Busca:
Um salvador, alguém que o
compreenda e dê apoio à sua
vida e aos seus sonhos. Quer
ser visto.
Independência e auto-
segurança. Quer depender o
mínimo possível de alguém
e contar sempre consigo
mesmo.
O fato de ser eficiente,
capaz e brilhante.
Concentra-se em metas e
tenta ser pragmático e
apresentar-se muito bem.
Valoriza:
O fato de ser correto,
organizado e sensato.
Concentra-se em padrões,
em aperfeiçoar-se e
conhecer as regras.
PRINCIPAIS TEMAS DO GRUPO DA OMPETf:NCIA
5 O fato de ser experiente e
ter as melhores informações.
Concentra-se no processo,
em fatos objetivos e em
manter a lucidez e o
distanciamento.
3
1
4
6
8
78 A A 111 Il () lU A I)() I N I A l 011A M A
VISÃO RÁPIDA DOS GRUPOS HARMONICOS
"Que problema? Não vejo problema algum."
"Vocêtem um problema. Estou aqui para ajudar você."
"Pode ser que haja algum problema, mas comigo está tudo bem."
"Sinto-me muito pressionado; preciso dar vazão a um pouco dessa pressão!"
"Estou muito magoado e preciso expressar-me."
"Estou muito aborrecido com isso e agora vocês vão me ouvir!"
"Há uma ótima solução para isso - precisamos apenas pôr mãos à obra."
"Tenho certeza de que podemos resolver isso como adultos sensatos e maduros."
"Por trás disso há vários outros problemas - deixe-me pensar a respeito."
-
Jecdback da pessoa para aber qual a posição que elas lhes dão. Assim, estão sem-
pre à procura de aconselhamento e orientação (em busca de "pais") ou desafiando
essa necessidade (mostrando-se "rebeldes"). Subconscientemente, os do Tipo Qua-
tro querem ser tratados como filhos, ao passo que os do Tipo Oito querem o papel
de pai/mãe e provedor. Os do Tipo Seis querem ambas as coisas, às vezes compor-
tando-se como pais; às vezes, como filhos.
Três:
Um:
Cinco:
O Grupo da Atitude Positiva: Nega ter problemas
O Grupo da Competência: Dissocia-se dos sentimentos e resolve os problemas logicamente
O Grupo Reativo: Reage com veemência e exige uma reação dos demais
Seis:
Quatro:
Oito:
Nove:
Dois:
Sete:
ASASAS
4
r 9 ~ Nove com asa (1/tI
AS ASAS DO TIPO OVE
7 2
Nove com asa Oito
Como os nove tipos arrumam-
se em torno de um círculo, qualquer
que seja seu tipo básico, haverá sem-
pre dois outros tipos ao lado dele. Um
desses dois tipos será a sua asa. Ela
mistura-se ao tipo básico e modifica-
As asas permitem-nos individualizar os nove tipos
(mais gerais) do Eneagrama. Cada asa é um subtipo
do tipo geral. Conhecendo a asa, po-
demos concentrar-nos nos proble-
mas que devemos enfrentar no ca-
minho espiritual.
Ao
DINAMICA E
-
VARIAÇOES
CAPíTULO 6
o ENEAGRAMA não é vago. Ele pode ajudar-nos a situar e personalizar nos-
sa compreensão por meio de um conjunto ainda mais detalhado de distinções do
que os nove tipos básicos. Cada tipo possui duas Asas e três Variantes Instintivas.
Essas duas "lentes" permitem-nos concentrar-nos em nossos traços de personali-
dade com maior precisão e especificidade. Mas não é só isso: o Eneagrama é úni-
co entre as tipologias de personalidade pelo fato de apontar caminhos para o de-
senvolvimento. Ele assinala com precisão não apenas os padrões de nosso
crescimento como também aqueles que nos criam problemas. Por meio dos Níveis
de Desenvolvimento e das Tendências rumo à Integração e à Desintegração, podemos
compreender a dinâmica de nossa personalidade - as formas como mudamos ao
longo do tempo.
80 1 S1 111I H) lU 1 I)() I N I I{, Il 1 M 1
OS NOMES DOS 18 SUBTIPOS RISO-HUDSON CONFORME AS ASAS
4asa5: O Boêmio
lasa2: O Advogado
2asal: O Servidor
2
2asa3: O Anfitrião
3asa2: O Sedutor
3
3asa4: O Profissional
4 4asa3: O Aristocrata
2
9 (/(1 8 : () A I /li I lO 9m(l i:
8(1sa9: O Urso 9
8asa7: O independente 8
7asa8: O Realista
7asa6: O Animador 7
o, ressaltando certas ten-
dências. Por exemplo, se
seu tipo básico é o Nove,
sua asa será Oito ou Um.
Não existem tipos puros
e, em alguns casos, en-
contramos tipos com
ambas as asas. Na maio-
ria das vezes, porém, as
pessoas possuem uma
asa predominante.
Quando se leva em
consideração essa asa predominante, produz-se um
subtipo característico, reconhecível no dia-a-dia. Por
exemplo, observando as pessoas do Tipo Sete, vemos
que umas têm asa Oito e outras têm asa Seis. Esses
dois subtipos possuem características bem peculiares.
As combinações entre tipos e asas produzem dezoito
subtipos, a depender da asa de cada um. Eles são des-
critos nos capítulos atribuídos a cada tipo específico.
Talvez fique mais fácil pensar nas diferenças in-
dividuais se imaginarmos que a circunferência do
Eneagrama é uma cartela de cores que mostra toda a escala de matizes disponíveis.
Assim, os tipos podem ser vistos como uma família de tons inter-relaciona-
dos. Dizer que alguém é do Tipo Seis, por exemplo, seria o mesmo que dizer que
é da "família dos azuis". Embora isso não indique precisamente qual o tom exa-
to de azul (azul-marinho, azul-celeste, azul real, azul-turquesa etc.), certamente
já permite a distinção entre o azul e o vermelho ou entre o azul e o laranja, por
exemplo.
Essa maneira de ver os tipos mostra que existe um continuum na expressão hu-
mana, da mesma forma que há um continuum no espectro das cores. Não existem
reais divisões entre os vários tipos de personalidade, da mesma forma que não as há
entre as cores do arco-íris. As diferenças particulares são tão singulares quanto os
diferentes tons, matizes e intensidades de cor. Os nove pontos do Eneagrama são
simplesmente "nomes de família", como sobrenomes que usamos para referir-nos a
diferenças de personalidade; modos de falar a respeito de características importan-
tes sem perder-nos em detalhes.
A GAMA DE CARACTERÍSTICAS
DO TIPO 2
6asa7: O Camarada
6
6asa5: O Defensor
5asa6: O Que Soluciona Problemas 5
5asa4: O Iconoclasta
AS VARIANTES INSTINTIVAS As Variantes Instintivas indicam quais dos três ins-
tintos básicos foram mais distorcidos na infância,
acarretando preocupações e comportamentos carac-
terísticos através de toda a gama de tipos de personalidade.
A VARIANTE AUTOPRESERVACIONISTA
Além dos dois subtipos fornecidos pelas asas, cada tipo do Eneagrama po ui
três Variantes Instintivas que indicam as diferentes áreas onde se concentram o in
teresses particulares de cada tipo. A Variante Instintiva de uma determinada pessoa
representa o campo no qual os problemas de seu tipo mais se apresentarão.
Da mesma forma que todos os nove tipos do Eneagrama, todas as três Varian-
tes também estão contidas em nós, embora uma delas sempre predomine. Os trê
instintos podem ser arrumados como as camadas de um bolo, com o predominan-
te ocupando a camada de cima, outro na intermediária e o mais fraco na de baixo.
Ademais, isso pode ser feito sem que se saiba qual o tipo a que pertence a pessoa
- os instintos são claramente definidos e observáveis e representam uma variável
que funciona independentemente do tipo, não sendo, portanto, um "subtipo" no
sentido da palavra.
As Variantes Instintivas baseiam-se nos três instintos primários que motivam
o comportamento humano: o Instinto de Autopreservação, o Instinto Social e o Instin-
to Sexual. Assim, cada tipo do Eneagrama possui três variantes com base nos três
possíveis instintos dominantes. Alguém do Tipo Seis, por exemplo, poderá ser um
Tipo Seis Autopreservacionista, Social ou Sexual. Cada uma dessas variantes teria
interesses e preocupações sensivelmente diversos.
Portanto, as pessoas podem ser descritas como sendo uma combinação entre
um tipo básico, uma asa e uma Variante Instintiva - por exemplo, Tipo Um Auto-
preservacionista com Asa Dois ou Tipo Oito Sexual com Asa Nove. Já que as Varian-
tes Instintivas e as asas não são diretamente relacionadas, geralmente é mais fácil exa-
minar um tipo através da "lente" da asa ou da Variante Instintiva. Todavia, a
combinação dessas duas referências diferentes produz seis variações para cada tipo,
totalizando 54 importantes possibilidades em termos do Eneagrama como um todo.
Levar em consideração essa dimensão da personalidade representa exigir um
grau de detalhe muito maior do que exigiria a maioria das pessoas, mas, para o tra-
balho de transformação, as Variantes Instintivas são importantes. Além disso, elas
têm interesse pelo fato de desempenharem um papel crucial nos relacionamentos.
As pessoas que se inserem na mesma Variante tendem a compartilhar valores e com-
preender-se, ao passo que os casais que apresentam Variantes diversas (por exem-
plo, Autopreservacionista x Sexual) tendem a ter mais conflitos por seus valores
mais importantes serem tão díspares.
A maioria das pessoas identifica facilmente esta Variante Instintiva. Os Auto-
preservacionistas preocupam-se em obter e manter a segurança e o conforto físicos, o
que geralmente se traduz na preocupação com a alimentação, o vestuário, o dinhei-
ro, a moradia e a saúde. Esses itens constituem sua maior prioridade e, na sua de-
dicação em obtê-los, outras áreas da vida podem ficar relegadas a segundo plano.
82 1 S1 111 I H) lU 1 I li) I N I 1 (. R1 M 1
Podemos det ctar e a Variante Instintiva em nós mesmos ou no outros ob-
ervando aquilo que se nota assim que se entra numa sala. Os Autopreservacionis-
tas tendem a concentrar-se no conforto do ambiente e na capacidade que este tem de
dar-lhes ou manter-lhes o bem-estar. Eles logo percebem a iluminação insuficiente,
as cadeiras desconfortáveis e a temperatura desagradável e sempre reagem procuran-
do dar um jeito nessas coisas. Podem ficar pensando quando será o próximo inter-
valo ou refeição e preocupar-se com a quantidade ou o tipo de comida que será ser-
vido, isto é, se será a que eles gostam ou a que atende aos requisitos de sua dieta.
Quando esse instinto funciona em harmonia com o tipo de personalidade, es-
sas pessoas mostram-se simples e práticas. Empregam suas energias no atendimen-
to das necessidades básicas da vida - criar um ambiente seguro, comprar provisões,
manter a casa e o local de trabalho, pagar as contas e adquirir habilidades práticas
que lhes permitam agir sem interromper a ordem do fluxo da vida. Porém, quando
se mostra pouco saudável, a personalidade distorce o instinto, levando essas pessoas
a não cuidarem bem de si mesmas e, muitas vezes, a apresentarem distúrbios de ali-
mentação e de sono. Elas podem estocar demasiadas coisas - comprando e comen-
do em excesso - e sobrecarregar-se com todo tipo de "bagagem" supérflua.
Os Autopreservacionistas menos saudáveis podem descuidar da parte física ou
tornar-se obsessivos com relação à saúde e à comida - ou ambas as coisas. Além
disso, seu instinto prático e seu tino financeiro podem distorcer-se, resultando em
problemas com dinheiro e com a organização das tarefas. Quando o instinto de Au-
topreservação é completamente subjugado pelos problemas inerentes à personali-
dade, as pessoas podem partir para comportamentos autodestrutivos, nos quais o
instinto se volta contra si mesmo.
Quando os outros dois instintos predominam sobre o instinto de Autopreser-
vação, colocando-o na posição de ser o menos desenvolvido, o atendimento das ne-
cessidades primárias da vida passa a não ser uma atitude natural. As pessoas esque-
cem-se de que precisam comer e dormir adequadamente. Os fatores ambientais
tornam-se apenas relativamente significativos e as pessoas tendem a perder a moti-
vação para acumular riqueza e propriedades, ou mesmo para importar-se com essa
questão. Dentro desse quadro, é típica a negligência da administração do tempo e
dos recursos, quase sempre com efeitos perniciosos para a carreira, a vida social e
o bem-estar material dessas pessoas.
A VARIANTE SOCIAL
A maioria percebe que todas as pessoas possuem um componente social, mas
tende a vê-lo como um desejo de ter uma vida social ativa, participar de festas e reu-
niões, pertencer a grupos etc. Entretanto, o instinto Social é, na verdade, algo bem
mais primário: ele é um desejo muito forte, presente em todos os seres humanos,
de ser apreciado, aceito e sentir-se seguro ao lado dos outros. Sozinhos, somos bem
lra'o vulneráveis e estamos à mercê da hostilidade do meio ambiente. omo nall
l 'mos as garras, as presas nem as carapaças que têm outros animais, se não nos agIU
pá semos e cooperássemos uns com os outros, dificilmente nossa espécie - ou no•.•
mesmos, enquanto indivíduos - poderíamos sobreviver. A capacidade de convivel
com os outros e de ser aceito por eles é um instinto humano fundamental, baseado
na sobrevivência.
As pessoas cujo instinto predominante é o Social preocupam-se em ser a
tas e necessárias em seu mundo. Elas se empenham em alimentar a sensação dt'
importãncia que obtêm pela participação em atividades com outras pessoas, sejam
essas atividades familiares, grupais, comunitárias, nacionais ou globais. Os tipo •.•
Sociais gostam de envolver-se e interagir com os demais em função de objetivo~
comuns.
Ao entrar numa sala, os tipos Sociais imediatamente se apercebem das estru
LUrasde poder e das sutis "políticas" existentes entre as pessoas e os grupos diver·
sos. Eles concentram-se subconscientemente nas reações que provocam nos outros,
principalmente no que se refere ao fato de serem aceitos ou não. Além disso, aju -
tam-se à noção de "lugar" dentro de uma hierarquia social, não só em relação a si
mesmos como aos demais. Isso pode manifestar-se de diversas maneiras, tais como
a busca de atenção, sucesso, fama, reconhecimento, honrarias, liderança e aprecia-
ção, bem como a segurança de fazer parte de algo que é maior que sua simples pes-
soa. De todas as Variantes Instintivas, a Social é que mais se sintoniza ao que se pas-
sa no mundo em torno; os tipos Sociais necessitam do contato com os outros para
sentir-se seguros, vivos e cheios de energia. Esse contato pode variar desde um in-
teresse pela política do local de trabalho ou pelas fofocas do bairro até as notícias
do mundo e a diplomacia internacional. Poderíamos dizer que o instinto Social é
uma espécie de inteligência contextual: ele nos proporciona a capacidade de ver
nossas atitudes e seus efeitos dentro de um contexto mais amplo.
Em geral, os tipos Sociais gostam de interagir com as pessoas, embora, ironi-
camente, tendam a evitar a intimidade. Como ocorre com todos os instintos, quan-
do o indivíduo não está saudável, o instinto se manifesta como seu oposto. Os ti-
pos Sociais pouco saudáveis podem tornar-se extremamente anti-sociais, detestando
as pessoas e ressentindo-se contra a sociedade e, por isso, apresentar habilidades so-
ciais pouco ou maldesenvolvidas. Ao mesmo tempo que têm medo e desconfiança
dos outros e não conseguem conviver com ninguém, eles não sabem viver sem man-
ter relações sociais. Em resumo, os tipos Sociais concentram-se e m interagir com as
pessoas de modo que os ajude a construir seu valor pessoal, sua noção de realiza-
ção e seu lugar na sociedade.
Quando os outros dois instintos predominam sobre o instinto Social, colocan-
do-o na posição de ser o menos desenvolvido, o empenho e os compromissos sociais
passam a não ser uma atitude natural. Tais indivíduos têm dificuldade em chegar a
criar e manter relações sociais, muitas vezes desconsiderando o impacto que pos-
sui a opinião dos demais. Sua sensação de envolvimento com a comunidade, em
llINAMI( 1 I VIRIAc,: 83
84 A
qualquer nível, pode ser a mínima. Eles quase sempre têm pouca ligação com as ou-
tras pessoas, agindo como se não precisassem delas ou como se elas não precisas-
sem deles. Assim, pode haver freqüentes mal-entendidos com colegas e admirado-
res, bem como com amigos e familiares.
A VARIANTE SEXUAL
A prin~ípio, muita gente quer identificar-se como pertencente a esta Variante,
talvez porque ache que isso significa ser sexy ou gostar de sexo. Mas o fato é que a
definição do que é sexy é altamente subjetiva e, além disso, há gente "sexy" em qual-
quer das três Variantes. Se quisermos pertencer a esta Variante em vez de àquela, é
bom lembrarmos que a personalidade tende a interferir no instinto predominante e dis-
torcê-lo. Assim, as pessoas que pertencem à Variante Sexual costumam apresentar
recorrentes problemas na área dos relacionamentos íntimos. Assim como ocorre
com as demais Variantes, é preciso ver como o instinto se manifesta de uma forma
mais ampla.
Nos tipos Sexuais, há uma busca constante de conexão e uma atração por ex-
periências intensas - não apenas experiências sexuais, mas qualquer situação em
que haja a promessa de uma carga semelhante. Eles são os "junkies da intimidade"
dentre os tipos das Variantes Instintivas, buscando contato intenso em todas as coi-
sas: um salto de esqui, uma conversa séria, um filme cheio de emoções. No lado po-
sitivo, são dotados de uma abordagem exploratória e variada da vida; no negativo,
têm dificuldade em perceber quais as suas verdadeiras necessidades e prioridades.
Ao entrar numa sala, os tipos Sexuais concentram-se rapidamente em descobrir
onde estão as pessoas mais interessantes e tendem a seguir os ditames da atração. (Os
tipos Sociais, por sua vez, observam quem está falando com o anfitrião, quem tem
poder e prestígio ou poderia ser-lhes útil. Já os Autopreservacionistas observarão qual
a temperatura ambiente, onde estão os drinques e qual seria o lugar mais confortável
para se sentar.) Eles gravitam em torno das pessoas que os atraem, independen-
temente da posição social que tenham ou de sua potencial utilidade. É como se per-
guntassem: "Onde está a vida nesta sala? Quem tem mais energia e intensidade?"
Os tipos Sexuais costumam ter dificuldade em levar adiante os próprios pro-
jetos e cuidar bem de si mesmos porque subconscientemente estão sempre buscan-
do a pessoa ou situação que os completará. São como uma tomada em busca de um
soquete e podem desenvolver uma obsessão quando acham que encontraram a pes-
soa certa para eles. Podem descurar obrigações e até suas próprias necessidades ca-
so se deixem levar por algo ou alguém que os cative.
Quando não são saudáveis, os tipos Sexuais podem mostrar-se profundamen-
te dispersivos e incapazes de concentrar-se. Eles poderão manifestar promiscuida-
de sexual ou apresentar uma atitude receosa e inadequada em relação ao sexo e à
intimidade. Quando se pautam pela segunda possibilidade, demonstram igual in-
tensidade naquilo que evitam.
OS NíVEIS DE
DESENVOLVIMENTO
[) I N Á M I ALVA R I A ç I 'i as
Quando os outros dois instintos predominam sobre o instinto Sexual, 010
'ando-o na posição de ser o menos desenvolvido, o atendimento das questõ s r lati
va à intimidade e à estimulação - mental ou emocional - passa a não ser uma
'atitude natural. Essas pessoas sabem do que gostam, mas geralmente têm dificulda-
de em emocionar-se ou entusiasmar-se muito com qualquer coisa. Tais indivíduo
também têm dificuldade em partilhar a intimidade com outras pessoas, podendo in-
clusive chegar a evitá-la inteiramente. Além disso, eles tendem a apegar-se a roti-
nas, sentindo-se pouco à vontade quando as coisas não lhe são muito familiares. Às
vezes, sentem-se socialmente envolvidos com as pessoas, mas, curiosamente, dis-
tantes até de seus parceiros, amigos e familiares.
Os Níveis de Desenvolvimento constituem um meio
de observar e medir nosso grau de identificação com
as estruturas da personalidade. Além disso, eles pos-
sibilitam distinções cruciais entre os tipos, acrescentando, dentro de cada tipo,
uma dimensão "vertical" a um sistema de categorização que, de outro modo, se-
ria "horizontal",
Evidentemente, há pessoas cujo nível de funcionamento é muito alto: elas são
abertas, equilibradas, estáveis e capazes de lidar bem com o stress. Outras, por seu tur-
no, são mais complicadas, reativas, emocionalmente bloqueadas e incapazes de rea-
gir bem ao stress. Além disso, é provável que a maioria das pessoas - inclusive nós
mesmos - tenha vivido diversos estados no decorrer da vida, desde aqueles em que
há liberdade e vitalidade até aqueles em que há sofrimento, falta de visão e neurose.
Sozinhos, os nove tipos de personalidade são simplesmente um conjunto de
categorias "horizontais", por mais minuciosas que elas sejam. Mas, se deve refletir
com exatidão a natureza humana e os estados em constante mudança inerentes aos
tipos, o sistema deve também dar conta do desenvolvimento e do movimento "ver-
tical" dentro de cada tipo. Os Níveis de Desenvolvimento e as Tendências Rumo à
Integração e à Desintegração atendem a essa necessidade.
Para Ken Wilber, pioneiro no desenvolvimento de modelos da consciência hu-
mana, todo sistema psicológico completo deve dar conta tanto da dimensão hori-
zontal quanto da vertical. A dimensão horizontal descreve apenas as características
dos tipos; porém, para ser completo, um sistema deve levar em conta o elemento
vertical, o que é feito por meio dos Níveis de Desenvolvimento.
Por mais óbvio que isso pareça agora e por mais utilizada que venha sendo es-
sa distinção, nada disso havia sido feito até que Don começasse a elaborar a dimen-
são vertical dos tipos do Eneagrama (pela distinção entre as faixas saudável, média
e não-saudável). Quando ele propôs os ainda mais detalhados nove Níveis de De-
senvolvimento, o Eneagrama tornou-se um modelo bidimensional perfeitamente
acabado, muito mais capaz de representar a complexidade da natureza humana. Es-
sas duas dimensões podem ser representadas, até certo ponto, como um bolo de no-
ve camadas.
I A lHAMA
nnllI I
AS DIMENSÕES HORIZONTAL E
VERTICAL DO E EAGRAMA
F A IX A
M É D IA
F A IX A N A O -
S A U D A vE L
Os Nlvei de De envolvimento po -
suem muitas implicações profundas, tan-
to práticas quanto terapêuticas, conforme
veremos ao longo deste livro. Eles consti-
tuem parâmetros que tornam claros o
movimento, o crescimento e a decadência
dentro de cada tipo; ajudam na previsão
de comportamentos e, no mínimo, forne-
cem um critério de avaliação da saúde
mental e e~ocional de uma pessoa.
Dentro de cada tipo, os Níveis são
distintos, apesar de inter-relacionados;
eles nos permitem pensar em termos de
"onde" está uma pessoa, segundo uma faixa de traços saudáveis, médios e não-sau-
dáveis, dentro de cada tipo e qual a "direção" da tendência pela qual ela se orienta.
Do ponto de vista da terapia e da auto-ajuda, os Níveis têm a virtude de permitir de-
terminar quais os problemas fundamentais no trabalho de transformação de uma
pessoa num determinado momento. Além disso, eles nos permitem compreender
que traços e motivações correspondem a cada tipo e, por conseguinte, as causas dos
erros de classificação tipo lógica e outras confusões. Por exemplo, o Tipo Oito é mui-
tas vezes caracterizado como "agressivo" e o Dois, como "sedutor", embora todos os
demais tipos possam ser agressivos e sedutores a seu próprio modo. Os Níveis nos
permitem ver como e quando uma pessoa do Tipo Oito poderia ser agressiva, por
exemplo, e - principalmente - por quê. Mas talvez o mais importante seja o fato
de que os Níveis nos dêem uma medida do grau de identificação de uma pessoa com
sua personalidade, isto é, o quanto ela é defendida e fechada ou liberada e aberta
É praticamente impossível fazer generalizações acerca dos tipos sem levar ~m
conta os Níveis de Desenvolvimento, pois, à medida que cada tipo se deteriora e cai
de Nível, muitas de suas características passam a ser seu exato oposto. Por exem-
plo, as pessoas do Tipo Oito que estão na faixa saudável estão entre as mais gene-
rosas e construtivas de todos os tipos. Elas propiciam as circunstâncias em que os
demais podem florescer e fortalecer-se. Mas o contrário se aplica às pessoas do Ti-
po Oito que estão na faixa não-saudável: cheias de rancor e convencidas de que o
mundo está contra elas, são extremamente destrutivas e impiedosas. Assim, a pes-
soa que está na faixa não-saudável será tão diferente da que está na saudável que,
mesmo pertencendo ao mesmo Tipo Oito, parecerá pertencer a um tipo distinto.
Além disso, como as pessoas variam dentro dos Níveis de seu tipo, não há um traço
que sempre se aplique a um tipo. Portanto, não adianta fazer classificações tipológi-
cas com base num grupo de características, já que todos os comportamentos pró-
prios de cada tipo mudam conforme o Nível de Desenvolvimento em que se encon-
tra o indivíduo.
Embora aparentemente o tipo seja inato, resultante de fatores hereditários e
pré-natais que incluem o padrão genético, o principal fator na determinação do Ní-
vel de Desenvolvimento em que operamos é o ambiente da primeira infância. Por
A ESTRUTURA DOS NíVEIS
Cada tipo possui três faixas principais: saudável, média e não-saudável, cada
uma abarcando três Níveis. A faixa saudável (Níveis 1-3) representa os aspectos com
alto grau de funcionamento do tipo. A faixa média (Níveis 4-6) representa os com-
portamentos "normais" do tipo. Essa é a faixa na qual estamos a maior parte do tem-
po e também onde está a maioria das pessoas. A faixa não-saudável (Níveis 7-9) re-
presenta as manifestações mais desestruturadas de cada tipo.
Podemos entender os Níveis também como uma medida de nosso grau de li-
berdade e conscientização. Na faixa saudável, estamos cada vez mais livres das res-
trições impostas pelas estruturas da personalidade, bem como dos hábitos e meca-
nismos do ego. Somos livres para estar no presente, para escolher e para agir com
sabedoria, força e compaixão espontâneas, entre outras qualidades positivas.
Todavia, à medida que descrevemos uma espiral descendente pelos Nívei ,
nossa liberdade se restringe cada vez mais. Passamos a identificar-nos tanto com os
mecanismos da personalidade que começamos a ser inteiramente dirigidos por ele~,
meio de entrevistas com participantes dos workshops e cur o de tr inallll'nlO 1110
fissional que ministramos, confirmamos a previsível conclu ão de qu a dedll"a~,IO
dos pais e outros fatores ambientais relacionados (tais como saúde, ducaçao, lU
trição e disponibilidade de outros recursos) exercem um tremendo impacto sollll
o subseqüente nível com que o filho desempenhará suas funções.
Isso é assim porque cada Nível representa uma camada cada vez maior de Illl'
do e defesa. Porém, é importante lembrar que todos esses medos e defesa surgelll
na infância e são transmitidos à vida adulta por hábitos automáticos e crenças e con
vicções não revisadas. Podemos ver também como o grau de disfunção que tivemo"
de enfrentar na infância determina a quantidade de camadas de defesas que tivemos
de adotar. Quanto mais tóxico o ambiente da infância, maior o medo que no 101
instilado e mais limitados e rígidos os meios que empregamos para lidar com a si
tuação.
Os Níveis convidam-nos a pensar sobre o desenvolvimento dos tipos não co
mo um mero interruptor que se pode ligar e desligar, mas sim como um continuulll
de crescimento. Eles nos fornecem advertências que nos permitem saber - a tem
po de intervir - quando estamos começando a cruzar a linha dos comportamen
tos antes que os maus hábitos se instalem definitivamente. Nos capítulos dedicados
aos tipos, indicaremos "Sinais de Alerta", "Papéis Sociais" e "Bandeiras Vermelha "
específicos, além de outras dicas que o ajudarão a conscientizar-se mais de seu pro-
gresso ou decadência ao longo dos Níveis de seu tipo. À medida que os vai conhe-
cendo e vendo em operação em si mesmo e nos outros, você se dará conta de que
eles representam um instrumento para a percepção que só perde em importância
para o próprio Eneagrama.
A AMPLITUDE DE BANDA
E O CENTRO DE GRAVIDADE
A Amplitude de BalJda
o que acarreta mais sofrimento para nós mesmos e para os outros. Perdemos cada
vez mais o contato com a realidade e a capacidade de fazer avaliações equilibradas
e de interromper a avalanche das compulsões do ego. E, se decairmos para a faixa
não-saudável, perdemos praticamente toda a liberdade de opção. Talvez a única li-
berdade que reste nos Níveis inferiores seja a de escolher seguir com os mesmos pa-
drões destrutivos ou procurar ajuda - dizer "não" ou "sim" à vida.
Pessoa A
N fvell
Nlvel9
Embora o tipo básico não mude, o Nível em que operamos muda o tempo to-
do. Podemos subir ou descer vários Níveis do tipo num só dia, dentro dos limites
de uma determinada "amplitude de banda" ou faixa de comportamentos habituais.
Podemos acordar num estado equilibrado, saudável, mas ter uma discussão feia
com um colega e descer dois ou três Níveis. Embora nosso estado possa mudar ra-
dicalmente em pouco tempo, não é que o tipo de personalidade tenha mudado -
estamos simplesmente demonstrando comportamentos diferentes em diferentes Ní-
veis de nosso tipo.
Podemos visualizar os nove Níveis de cada tipo como um tabuleiro de madei-
ra com nove furos, um para cada Nível. Temos um pino de madeira num desses no-
ve furos. A localização de nosso pino representa o "centro de gravidade" de nossa
personalidade. Ao mesmo tempo, temos um elástico preso ao pino, que sobe quan-
do estamos mais relaxados e desce quando estamos estressados. Quando as coisas
estão dentro da normalidade, nossa tendência é voltar ao Nível onde está o pino,
que é o nosso centro de gravidade. O que devemos compreender é que não é o mo-
vimento do elástico que denota a verdadeira
transformação, mas sim o movimento do pino.
Quando nosso centro de gravidade se altera,
pressupõe-se uma profunda mudança em todo
o nosso modo de ser.
Nosso humor ou estado muda todo o
tempo, ao passo que nosso centro de gravidade
muda muito mais devagar, geralmente em de-
corrência de graves crises de vida ou de um tra-
balho de transformação de longo prazo. Quan-
do o centro de gravidade sobe, mesmo que seja
só um Nível, a gente olha para trás, vê os esta-
dos em que vivia e se pergunta como conse-
guia. Podemos ver nossos antigos comporta-
mentos e atitudes de Níveis inferiores como
realmente eram, com suas restrições e compen-
sações, coisa que não era possível quando está-
vamos ainda identificados com eles.
IIINAMI A E VARIAÇ
A ilustração servirá para tornar essas idéias mais claras. A amplitude de ban
da da pessoa A varia entre os Níveis 2 e 5, ao passo que a da pessoa B está entre os
Níveis 5 e 8. Embora pertençam ao mesmo tipo, essas duas pessoas teriam diferen-
ças marcantes em suas motivações, atitudes e comportamentos, bem como na esta-
bilidade emocional e na qualidade de seus relacionamentos. As setas indicam onde
está o "pino" ou centro de gravidade de cada uma. Conforme se vê, o da pessoa A
está no Nível 3, enquanto o da pessoa B está no 6, o que, mais uma vez, justifica
grandes diferenças na expressão da estrutura da personalidade de cada uma.
Se quisermos que o trabalho interior dê certo, é importante reconhecer uma
verdade inquietante: independentemente do Nível em que realmente operemos (ou
seja, de onde esteja nosso centro de gravidade), tendemos a situar nossas motiva-
ções na faixa saudável. As defesas do ego são tamanhas que sempre nos vemos co-
mo a auto-imagem idealizada, mesmo quando estamos dentro da média ou até do
patológico. Por exemplo, nosso comportamento de fato pode estar no Nível 6 ou 7,
mas isso não nos impedirá de pensar que estamos num Nível muito mais saudável
(geralmente, o nível 2). Portanto, talvez o primeiro passo que de fato possamos dar
em nossa jornada interior é identificar com precisão não só o nosso tipo, mas a fai-
xa de Níveis na qual normalmente transitamos e, também, onde está no momento
o nosso centro de gravidade. O Eneagrama não nos ajudará em nada se nos iludir-
mos pensando que somos mais saudáveis do que realmente somos.
Humor x Nível
Vale ressaltar também que o movimento ascendente através dos Níveis não é
o mesmo que uma simples mudança de humor. O bom humor não indica necessa-
riamente um Nível mais alto de Desenvolvimento. O Nível é, na verdade, uma fun-
ção da liberdade e da conscientização, não do humor. Assim, o fato de estarmos num
Nível mais alto não implica que estaremos sempre de bom humor, da mesma forma
que estando num Nível inferior não estaremos sempre de mau humor. A pessoa po-
de estar refestelada no Nível 6 e ser completamente identificada com sua persona-
lidade e muito reativa. Suponhamos que ela tenha acabado de fechar um contrato
que massacra um semelhante e, mesmo assim, sinta-se ótima por ter feito isso. A
alegria desse tipo de reação não equivale à liberdade interior nem à verdadeira ale-
gria. Quando alguma coisa dá errado, essa pessoa volta a ser reativa e negativa, es-
tando mais uma vez à mercê de fatores externos.
Por outro lado, a serenidade, a vitalidade e o compromisso com o mundo real
- ao contrário de nossos erros e ilusões - em meio às dificuldades são sinais de cres-
cimento espiritual. Quando estamos centrados e ancorados, ligados em nós mesmos
e em nosso Ser Essencial, vivenciamos uma alegria tranqüila que é sensivelmente dis-
tinta do simples bom humor. Assim, no que têm de mais profundo, os Níveis são, na
verdade, uma medida do grau de conexão que temos com nossa verdadeira natureza.
Ânah,>aremo,>a '>l'gllll ,dgllma,> da~ principais caractensticas da~ faixas média,
nao-audavcl c ~audavcl dos Nlvci de Desenvolvimento e sua relevância para o tra-
balho interior. Adotamos essa seqüência porque os capítulos dedicados aos tipos es-
tão assim estruturados e porque a maioria das pessoas se verá na faixa média ao co-
meçar seu trabalho de transformação.
A FAIXA MÉDIA
Nessa faixa, embora as pessoas funcionem e se comportem de maneiras que
os demais considerariam normais, elas estão muito identificadas com o ego. Por
conseguinte, são conscientes e capazes de atualizar apenas uma gama relativamen-
te estreita de seu pleno potencial humano. Com efeito, à medida que as pessoas se
movem em espiral descendente dentro da faixa média, os tipos manifestam graus
crescentes de egocentrismo, já que a manutenção do ego se torna a prioridade da
personalidade. Além disso, a vida e os relacionamentos apresentam muitas situa-
ções que não respaldam a auto-imagem, o que dá ensejo a manipulações e automa-
nipulações e a inevitáveis conflitos interpessoais.
o Sinal de Alerta
O Sinal de Alerta serve para indicar que estamos prestes a deixar a faixa sau-
dável de nosso tipo rumo à faixa média, onde o desenvolvimento é mais lento. Ele
vale como indício de que estamos ficando mais identificados com o ego e de que
conflitos e outros problemas certamente surgirão. Por exemplo, o Sinal de Alerta
para o Tipo Nove é a tendência a evitar conflitos concordando com as pessoas. À
medida que se identificam mais com a estrutura específica de seu ego, as pessoas
OS SINAIS DE ALERTA
I
2
3
4
5
6
7
8
9
A sensação de ter a obrigação de cuidar de tudo sozinho
A convicção de que precisa convencer os outros de que está certo
O surgimento do impulso de buscar status e atenção
Apego aos sentimentos e sua intensificação pela imaginação
Fuga da realidade e refúgio em mundos e conceitos mentais
Dependência de algo exterior ao eu para orientação
A sensação de que existe algo melhor em algum outro lugar
A sensação de precisar pressionar e lutar para que as coisas aconteçam
Acomodação exterior aos outros
desse tipo dizem "sim" a coisas que não querem fazer, reprimindo a si m smas e ,
necessidades e desejos legítimos até que os conflitos se tornam inevitáveis.
Discutiremos mais detalhada mente os Sinais de Alerta para os nove tipos no,>
capítulos especificamente dedicados a eles. Uma das formas mais eficazes de u 'ar o
Eneagrama é observar até que ponto o seu comportamento corresponde aos Sinais
de Alerta descritos.
o Papel Social
Quando estamos na faixa média, temos a sensação cada vez mais forte de pre-
cisar ser de uma determinada forma e necessitar que as pessoas reajam ao fato de
sermos assim. Dependemos muito mais dos mecanismos de que dispõe nosso tipo
para enfrentar as situações e fixamo-nos também mais em satisfazer nosso Desejo
Fundamental por meio desses mecanismos. Embora ainda possamos dar conta de
nossas funções e ser agradáveis o suficiente, entra em cena uma certa mesmice ou
repetição. Na teoria dos sistemas familiares, é aqui que a criança começa a desem-
penhar um determinado papel, como, por exemplo, o do Herói Familiar, o do Fi-
lho Perdido ou o do Bode Expiatório. O Papel Social de cada um dos tipos será dis-
cutido adiante, nos capítulos a eles dedicados. Uma das formas mais práticas e
eficazes de transformar a vida num palco para a prática da transformação está em
observar-se no momento em que você entra e sai de seu Papel Social.
o Papel Social e os Relacionamentos
Quando ficamos presos a nossos Papéis Sociais,
queremos que o ambiente - basicamente, as pessoas
COMO CADA TIPO MA IPULA OS OUTROS
"Aquele que não consegul
mudar a estrutura de seu própri )
pensamento jamais será capaz d
mudar a realidade."
ANUAR AL SADAl
I
2
3
4
5
6
7
8
9
Corrigindo os demais e insistindo em que adotem seus padrões
Descobrindo as necessidades e desejos alheios e, assim, criando dependências
Cativando os outros e adotando qualquer imagem que "funcione"
Sendo temperamental e fazendo os outros "pisarem em ovos"
Preocupando-se e distanciando-se emocionalmente dos demais
Queixando-se e pondo à prova os compromissos que os outros assumiram com ele
Entretendo as pessoas e insistindo em que atendam a suas exigências
Dominando os demais e exigindo que façam o que manda
"Vivendo no mundo da lua" e oferecendo resistência passivo-agressiva
A 111 I) O lU A IlI) I N I A ( ofl A M A
r palde no o ego ' ua prioridades, o que geralmente resulta em conflitos.
Quando i o ocorre, sabemos que estamos nos identificando mais com as priorida-
des da nossa personalidade. Exigimos que os outros interajam conosco apenas de
maneira que reforce nossa auto-imagem. Os conflitos surgem porque cada tipo usa
as pessoas para obter o que é preciso para subornar o ego. As pessoas que se iden-
tificam com seu Papel Social podem ficar presas a uma dança frustrante em que as
recompensas e as rejeições se alternam de parte a parte, sempre o bastante para man-
ter o parceiro na dança. Em relacionamentos desse tipo, a neurose de um se encai-
xa na do outro, criando um equilíbrio estático muitas vezes difícil de romper.
Podemos também manipular as pessoas para levá-las a satisfazer nosso Dese-
jo Fundamental mediante várias estratégias impróprias que, a longo prazo, nos sai-
rão como tiros pela culatra. Muitas de nossas relações fracassadas ou conturbadas
são testemunhas do quanto essas estratégias são frustrantes. Uma vez presos ao pa-
drão de defesa da auto-imagem e manipulação para que os outros a respaldem, um
verdadeiro relacionamento torna-se, se não impossível, difícil.
, REGRADE CHUMBO DE CADA TIPO
Temendo ser, de algum modo, mau, corrupto ou falho, o Tipo Um aponta a maldade, a
corrupção e a falibilidade no outro.
Temendo não ser querido ou amado, o Tipo Dois faz o outro sentir-se indigno de seu
amor, generosidade ou atenção.
Temendo não valer nada, o Tipo Três faz o outro sentir-se desvalorizado tratando-o com
arrogãncia ou desprezo.
Temendo não ter uma identidade ou importãncia como pessoa, o Tipo Quatro trata o
outro com desdém, como se não fosse "ninguém" ou não valesse nada.
Temendo ser inútil, incapaz e incompetente, o Tipo Cinco faz o outro sentir-se inútil,
incapaz, incompetente e burro.
Temendo não contar com apoio e orientação, o Tipo Seis solapa os sistemas em que o
outro se apóia, tentando isolá-lo de alguma forma.
Temendo sofrer algum tipo de dor ou privação, o Tipo Sete impõe ao outro a dor e o faz
sentir-se privado de várias formas.
Temendo ser magoado ou controlado pelo outro, o Tipo Oito o faz temer ser magoado
ou controlado por meio de ameaças beligerantes e intimidadoras.
Temendo perder a conexão com o outro, o Tipo Nove o faz sentir que perdeu a conexão
que possuía com ele "dessintonizando-o" de várias maneiras.
A Regra de Chumbo
Quando essas manipulações não conseguem garantir a satisfação de nossas ne
cessidades, nós muitas vezes intensificamos a campanha. Sem a conscientização, em
vez de parar com o comportamento contraproducente, tendemos a adotá-lo com
ainda mais agressividade. Quando chegamos a esse ponto, já não estamos simple -
mente buscando o apoio dos outros para as prioridades de nosso ego; estamos im-
pondo-lhes essas prioridades. A inflação do ego atinge o máximo, levando-nos a
atuar as ansiedades e buscar agressivamente o nosso Desejo Fundamental, seja aber-
ta ou dissimuladamente.
Descobrimos uma característica dos tipos que se verifica na parte inferior da
faixa média. Nós a denominamos Regra de Chumbo, por ser ela o oposto da famosa
Regra de Ouro. Se a Regra de Ouro é: "Faça aos outros o que gostaria que lhe fizes-
sem", a Regra de Chumbo diz: "Faça aos outros o que mais teme que lhe façam".
A Regra de Chumbo afirma que cada tipo tem sua maneira particular de debi-
litar os outros para reforçar o próprio ego. A crença errõnea é a de que, fazendo al-
guém descer um degrau, se sobe outro. Assim, cada tipo passa a infligir aos demais
seu próprio Medo Fundamental. Por exemplo, se as pessoas do Tipo Oito teme~
ser magoadas ou controladas, começam a ameaçar controlar e magoar os outros. ("E
melhor fazer o que estou mandando, senão você vai se arrepender. Se eu me abor-
recer, você já sabe o que vai acontecer!") Elas se tornam intimidadoras, beligeran-
tes e extremamente provocadoras. Se o Medo Fundamental dos representantes do
Tipo Quatro é o de não ter nenhuma importãncia como pessoas, eles podem come-
çar a descartar os outros com a maior indiferença, tratando-os como se não vales-
sem nada. Assim, podem ser ríspidos com garçons e porteiros ou isolar os amigos
completamente, tratando-os como se eles não existissem ou não tivessem nenhum
sentimento.
A Bandeira Vermelha
Antes que um tipo entre na faixa não-saudável, encontra o que chamamos o
medo da Bandeira Vermelha. Se o Sinal de Alerta era um convite a que despertásse-
mos antes de chegar a embrenhar-nos mais nos Níveis médios, no "sono" crescen-
te e na fixação, a Bandeira Vermelha constitui um alarme muito mais grave, que pre-
nuncia uma crise iminente.
A Bandeira Vermelha é um medo, embora seja realista e precise ser levado em
conta caso queiramos resistir às forças destrutivas que ameaçam fazer-nos descer
mais e mais ao longo da escala dos Níveis. Se esse medo conseguir chocar-nos a pon-
to de fazer-nos perceber o que está acontecendo, seremos capazes de parar de atuar
os comportamentos e atitudes que nos levaram a essa perigosa situação. Porém, se
não conseguirmos ou não quisermos dar-lhe ouvidos, talvez insistamos no compor-
OS MEDOS DA BANDEIRA VERMELHA
1 De seus ideais serem, na verdade, errados e contraproducentes
2 De estar afastando de si os amigos e entes queridos
3 De estar fracassando, de que suas pretensões sejam vazias e infundadas
4 De estar arruinando a própria vida e desperdiçando as oportunidades
5 De jamais chegar a encontrar um lugar no mundo ou entre as pessoas
6 De que seus próprios atos tenham posto sua segurança em risco
7 De que suas atividades lhes estejam trazendo sofrimento e infelicidade
8 De que os outros estejam se voltando contra ele e queiram vingar-se
9 De que a realidade o force a enfrentar seus problemas
tamento inadequado, tendo como provável resultado a queda em estados cada vez
mais destrutivos.
A FAIXA NÃO-SAU DÁ VEL
Por inúmeras razões, as pessoas podem entrar na faixa não-saudável, mas, fe-
lizmente, não é tão fácil ficar preso nela para sempre. Podemos adotar temporaria-
mente atitudes não-saudáveis, mas é raro que nosso centro de gravidade se fixe na
faixa não-saudável. Isso porque a zona entre as faixas média e não-saudável parece
funcionar como uma espécie de freio na decadência da personalidade. Assim, mui-
ta gente pode ficar anos na faixa média sem tornar-se não-saudável. Chamamos a
essa zona-limite entre os Níveis de ponto de choque.
Como é preciso um "choque" ou input de energia extra para que se entre nos
Níveis não-saudáveis, a maioria das pessoas não chega a isso sem que ocorra uma
de duas coisas. A primeira é uma grande crise de vida - a perda do emprego ou do
cônjuge por divórcio ou morte, um problema grave de saúde ou uma catástrofe fi-
nanceira. Se não estivermos psicológica e espiritualmente prontos para lidar com
esse tipo de crise, podemos de repente entrar na faixa não-saudável e não conseguir
mais sair. Felizmente, em tais circunstâncias, muitas pessoas percebem que estão
"caindo" e precisam de terapia ou de algum tipo de programa de recuperação.
A segunda razão para se entrar na faixa não-saudável é o estabelecimento de
padrões não-saudáveis na infância. As pessoas regridem a um comportamento ini-
cial, mais primitivo, quando as condições ficam pesadas demais. Os que foram ma-
goados e sofreram abusos (emocionais, mentais, sexuais ou físicos) quando crian-
ças tiveram de erguer imensas defesas para proteger-se. Sendo tais as circunstâncias,
eles jamais tiveram a oportunidade de aprender a lidar com as situações de forma
saudável e mostram-se extremamente vulneráveis à
possibilidade de descambar mais uma vez para padrões
destrutivos.
Quando agimos de modo não-saudável, perde-
mos cada vez mais o contato com nossa verdadeira na-
tureza e com a realidade. Vemo-nos presos num labi-
rinto de reações e ilusões, perdemos o controle e não
conseguimos ver as soluções para nossos medos e
conflitos cada vez mais intensos nem para qualquer problema prático que enfren-
temos. A única coisa que conseguimos fazer é reagir ainda com mais força e pre,>
sionar ainda mais os outros para que resolvam por nós os nossos problemas. Iden
tificamo-nos tão completamente com os limitados mecanismos da personalidade
que não nos ocorrem outras soluções - ou, mesmo que ocorram, percebemos que
não conseguiremos implementá-las sem um esforço extraordinário. Naturalmente,
não é que nós desejemos ser não-saudáveis, mas caímos nesses estados por igno
rância ou porque as circunstâncias iniciais de nossa vida não nos mostraram forma,>
mais saudáveis de lidar com os problemas.
Ao fim de tudo, a faixa não-saudável representa um profundo auto-abandono,
embora este nos tenha sido imposto pelas circunstâncias. Apesar de não podermo~
mudar o que aconteceu na infância nem impedir que os revezes aconteçam, nós po
demos fortalecer nossos recursos interiores para não deixar que os problemas no~
destruam. Além disso, podemos encurtar o período de recuperação quando há di
ficuldades. Nosso trabalho de transformação pode trazer-nos por fim muita sereni
dade, aceitação, compaixão e uma perspectiva mais ampla da vida.
A FAIXA SAUDÁVEL
Nessa faixa, embora exista identificação com o ego, ela transcorre sem alar-
de, por assim dizer, e se manifesta de modo benéfico. Cada tipo tem sua maneira
saudável de personificar as qualidades com que mais se identifica. A pessoa que
age dentro da faixa saudável é vista dentro da cultura a que pertence como extre-
mamente equilibrada, madura e eficiente, embora ainda aja com base no ego, bus-
cando compensar seu Desejo e seu Medo Fundamentais, mesmo estando entre os
Níveis 2 e 3.
Por exemplo, as pessoas do Tipo Oito definem-se como fortes, competentes,
enérgicas e assertivas. Elas têm necessidade de provar que são assim para si mesmas
e para os demais, então aceitam os desafios e dedicam-se a atividades construtivas
que exijam força e decisão. Tornam-se então líderes magnânimos, criando condi-
ções para que os outros também cresçam.
As pessoas do Tipo Dois definem-se como afetuosas, atenciosas e desprendi-
das, mas as que agem na faixa saudável reforçam ainda mais essa auto-imagem por
darem ao mundo incontestáveis provas de amor, interesse e generosidade. Elas se
JACK ENGLER
"Temos de ser alguém antes
de podermos ser ninguém."
tornam amigas e benfeitoras que compartilham seus dons e recursos, pois essa ati-
tude reforça sua autodefinição.
Se houvesse mais gente agindo dentro da faixa saudável, o mundo seria um
lugar muito melhor. Embora quase todos nós já tenhamos tido a oportunidade de
saber como é agir nessa faixa, o meio, a cultura e talvez a própria família a que per-
tencemos em geral não apóiam esse tipo de abertura. Assim, poucos conseguem
manter esse grau de liberdade por muito tempo. Os medos aparecem com muita fre-
qüência, levando-nos a permanecer na faixa média.
Entretanto, para continuar na faixa saudável,
precisamos ter a intenção de ser saudáveis, o que exi-
ge a intenção de estarmos presentes e despertos. Isso
significa que precisamos fazer uso das práticas e dos
instrumentos de que dispomos para cultivar a percep-
ção. À medida que nossa percepção cresce, conscien-
tizamo-nos da existência de outro "ponto de choque" entre as faixas média e sau-
dável (Níveis 3 e 4). Podemos passar por esse "ponto de choque" e seguir em
qualquer das direções: cair nas faixas média ou não-saudável devido a crises ou cir-
cunstâncias de vida ou subir na escala dos Níveis, trabalhando conscientemente os
problemas existentes.
o NíVEL DE LIBERAÇÃO
No momento em que tivermos resolvido nossos problemas (mais ou menos
Nível a Nível) e atingido plenamente a faixa saudável, o ego terá alcançado um grau
notável de equilíbrio e transparência, deixando-nos prontos para dar o passo que
falta para que possamos viver da nossa natureza Essencial. Dito de maneira simples,
a liberação ocorre na medida em que já não nos identificamos com o ego. Podem exis-
tir ainda alguns aspectos do ego, mas eles já nâo constituem o fulcro da identidade.
Entretanto, o ego deve recuperar seu equilíbrio e funcionamento naturais para que
se possa atingir a liberaçâo verdadeira e duradoura. Nesse estágio, a pessoa já abriu
mão de uma determinada auto-imagem, resolveu seu Medo Fundamental e ampliou
sua percepçâo para agir conforme o Desejo Fundamental. Todos esses processos exi-
gem equilíbrio, sabedoria, coragem, força e integridade psicológica suficientes pa-
ra suportar a ansiedade gerada pela dissolução da identificação com o ego.
Quando chegamos ao Nível de Liberação, geralmente ficamos muito surpre-
sos ao perceber que já temos todas as qualidades que buscávamos. Tomamos cons-
ciência de que elas já estavam presentes em nós todo o tempo, mas nós as procurá-
vamos da forma errada. Como Dorothy no final de O mágico de Oz, descobrimos
que estávamos mais perto de realizar nosso objetivo do que imaginávamos. Tudo
que precisamos para a transformaçâo, tudo que queremos para sermos seres huma-
nos completos, está e sempre esteve à nossa disposição em nossa natureza Essen-
cial. Na realidade, no Nível 1, nós de fato realizamos nosso Desejo Fundamental.
I> I N i M I ( i I V i lU i <, I s 97
AS TENDÊNCIAS RUMO À
INTEGRAÇÃO E À
DESINTEGRAÇÃO
2
9
A TENDÊNCIA RUMO
À DESINTEGRAÇÃO
7
As Tendências Rumo à Integração e à Desintegração
ajudam-nos a definir se estamos progredindo ou re-
gredindo em nosso desenvolvimento. A Integração
nos fornece indicadores objetivos de crescimento. A
Desintegração mostra-nos como agimos sob stress,
quais os nossos comportamentos e motivações inconscientes e, paradoxalmente,
quais as qualidades que mais precisamos integrar.
Quando compreendemos isso, nossa questão mais importante passa a ser como po
der manter esse estado mais vibrante e aberto - ou, na verdade, como permitir qUl'
ele se mantenha em nós. Como podemos continuar nos abrindo para que a grac,:a
atue em nós?
Se observarmos o Eneagrama, veremos que a cada um dos números em torno
do círculo estão ligadas duas linhas internas. O Oito, por exemplo, está ligado ao
Dois e ao Cinco. O Nove está ligado ao Três e ao Seis, e assim com todos os tipos.
Uma dessas linhas representa a Tendência à Integração, ou seja, é a linha do de-
senvolvimento natural rumo à plenitude, enquanto a outra linha representa a Ten-
dência à Desintegração do tipo, a qual mostra os comportamentos que adotamos
quando levamos a extremos as atitudes características de nosso tipo. O movimento
em direção a qualquer dessas tendências é um processo que ocorre naturalmente,
pois o Eneagrama prevê o que será cada tipo à medida que se torna mais saudável
(menos restrito ou fixado) ou, ao contrário, mais identificado, tenso e desajustado.
(O movimento em direção às Tendências Rumo à Integração e à Desintegração é dis-
tinto do movimento de ascensão e descenso ao longo da escala de Níveis, embora
esteja a ele relacionado. Sobre isso, teremos mais a dizer posteriormente.)
Para sermos exatos, não podemos dizer que uma Tendência seja "inteiramen-
te positiva" e que a outra seja necessariamente "intei-
ramente negativa". A natureza humana possui meca-
nismos de atuação que se inserem em ambas as
Tendências, e o Eneagrama é capaz de determinar as
mudanças nesses sutis mecanismos como nenhum ou-
tro sistema. Se compreendermos esses movimentos e
pudermos identificá-los em nosso dia-a-dia, podere-
mos acelerar o nosso desenvolvimento.
As setas no Eneagrama ao lado indicam as Ten-
dências Rumo à Desintegração de cada tipo. Por
exemplo, o Tipo Oito representa a Tendência Rumo à
Desintegração do Tipo Dois.
Como as setas para a Tendência Rumo à Integra-
ção seguem a ordem contrária, a Tendência Rumo à
Integração do Tipo Oito está no Tipo Dois e assim por diante com relação aos de-
mais tipos.
AldlA MA
Não-saudável
A
o Tipo Tendência Rumo
Básico ã Desintegração
Nfvell X -+ X
Nfvel 2 X -+ X Saudável
NCvel3 X-+ X
Nfvel4 X-+ X
Nível 5 X -+ X Médio
Nfvel6 X-+ X
A TENDÊNCIA RUMO
À DESINTEGRAÇÃO
Se a d"""ilILI~,IO llJ)ologi ." tiver ido bem feita, o Eneagrama pode prever o
omportam nto futuro. Ele indica como o tipo se tornará se continuar a decair em
seu padrão de identificações, defesas e comportamentos contraproducentes. Ele
prevê também quais as qualidades saudáveis que surgirão quando a pessoa se iden-
tificar menos com os padrões, estruturas e defesas de seu tipo.
A TENDÊNCIA RUMO À DESINTEGRAÇÃO
A Tendência Rumo à Desintegração em
geral se manifesta quando vivemos um perío-
do de stress ou insegurança crescentes. Quan-
do levamos a estratégia característica de nosso
tipo o mais longe possível (sem, contudo, che-
gar a decair para um Nível inferior) e ela não
melhora a situação nem nos dá o que quere-
mos, nós inconscientemente começamos a agir
como o tipo que representa a nossa Tendência
Rumo à Desintegração. Em psicologia, isso é
conhecido como atuação (acting out), pois es-
sas atitudes e comportamentos costumam ser
inconscientes e compulsivos, embora não se-
jam necessariamente destrutivos de imediato.
Na maioria das vezes, nós nos veremos
(ou à outra pessoa) atuando mais ou menos no mesmo Nível em que estamos den-
tro de nosso tipo básico. Isso ajuda a explicar todas aquelas desconcertantes "in-
versões" de comportamento que notamos nas pessoas. Além disso, explica ainda
por que não saltamos de repente do comportamento médio de nosso tipo para o
comportamento patológico de nossa Tendência à Desintegração e por que não pre-
cisamos estar na faixa não-saudável de nosso tipo para seguir a Tendência Rumo à
Desintegração.
As pessoas do Tipo Dois, por exemplo, acham que devem ser sempre gentis e
amáveis e que precisam levar em conta as necessidades dos outros, em vez das suas
próprias. Mas, na verdade, elas também querem que suas necessidades sejam leva-
das em conta e pensam que, sendo afetuosas o bastante, receberão dos outros gene-
rosidade à altura da sua. Se continuarem a dar sem receber nada em troca - ou sem
receber o que consideram carinho -, essas pessoas tentarão satisfazer suas neces-
sidades de modo ainda mais enérgico e rancoroso. É isso que constitui a passagem
do Tipo Dois ao Tipo Oito: elas começam a atuar a raiva reprimida com ímpeto e
agressividade. Em vez de continuar a suprimir a carência e a elogiar os outros, elas
se tornam assertivas e diretas. Quanto mais negam a raiva e as próprias necessida-
des, mais explosiva e destrutiva é a sua atuação.
Saudável
Nível 7 X -+ X
Não-saudável Nível 8 X -+ X
Nfvel9 X-+ X
Médio
Os atirados representantes do Tipo Três de repente se mostram apáticos e desinteressa
dos no Nove.
3
8 Os autoconfiantes representantes do Tipo Oito de repente se tornam reservados e inse-
guros no Cinco.
9 Os condescendentes representantes do Tipo Nove de repente se mostram ansiosos e
preocupados no Seis.
4 Os distantes representantes do Tipo Quatro de repente se mostram excessivamente en
volvidos e apegados no Dois.
5 Os objetivos representantes do Tipo Cinco de repente se tornam hiperativos e disper i
vos no Sete.
6 Os conscienciosos representantes do Tipo Seis de repente mostram-se competitivos e
arrogantes no Três.
7 Os dispersivos representantes do Tipo Sete de repente se mostram perfeccionistas e crí-
ticos no Um.
1 Os metódicos representantes do Tipo Um de repente se mostram temperamentai c in a-
cionais no Quatro.
2 Os carentes representantes do Tipo Dois de repente tornam-se agressivos e dominado
res no Oito.
A TENDt:NCIA RUMO À DESINTEGRAÇÃO (COM INVERSÃO)
O princípio seguinte se aplica a todos os tipos: aquilo que é reprimido por um
determinado tipo será atuado quando houver pressão da maneira indicada pela Tendên-
cia Rumo à Desintegração própria desse tipo. O quadro acima fornece um esboço des-
se processo; os capítulos dedicados aos tipos o descrevem mais detalhadamente.
Vale observar que, de uma certa perspectiva, a adoção da Tendência Rumo à
Desintegração é simplesmente mais um mecanismo de sobrevivência. A natureza
nos dotou a psique de várias "saídas de emergência", de modo que não é tão fácil
descambarmos para o patológico. A Tendência Rumo à Desintegração é, assim, uma
espécie de válvula de escape para a pressão. A atuação proporciona alívio temporá-
rio e desacelera uma descida potencialmente mais grave à faixa não-saudável de
nosso tipo básico. Porém, é evidente que isso não nos resolve os problemas. A atua-
ção nos faz despender uma grande quantidade de energia e, depois, ainda temos que
enfrentar os problemas que tínhamos antes. Ela apenas nos permite adiar a resolu-
ção desses problemas. Quando a personalidade é submetida a um longo período de
stress, nosso comportamento pode mudar a ponto de fazer-nos parecer pertencer ao
tipo para o qual aponta nossa Tendência Rumo à Desintegração. Por isso, é comum que
as pessoas que atravessam crises importantes e dificuldades emocionais errem e
pensem que pertencem ao tipo para o qual aponta sua Tendência Rumo à Desinte-
gração, e não ao seu verdadeiro tipo.
111 I I N rA ( .lI A M A
A ATlJA( o
Qual é a diferença entre sentir uma emoção e atuá-la? Quando sentimos raiva, pode-
mos atuá-Ia num acesso ou resistir ao impulso e guardar o que sentimos conosco, observan-
do as sensações que a raiva provoca em nós. Quando o fazemos, temos a oportunidade de ver
mais profundamente os nossos sentimentos. Isso não quer dizer que os estejamos suprimin-
do. Pelo contrário, significa que os sentimos de fato, em vez de permitir-lhes conduzir-nos a
comportamentos compulsivos.
Como exercício de Trabalho Interior, na próxima vez que se pegar atuando conforme
dita sua Tendência Rumo à Desintegração, procure parar de fazê-lo, mesmo que já tenha co-
meçado. Pare no meio de uma frase, se necessário, e procure sentir seu corpo. Verifique qual
a sensação provocada por não atuar e em que lugar do corpo está a energia. Vejao que acon-
tece com ela ao vivenciá-Ia diretamente, em vez de descarregá-la. Como você consegue fazer
isso? Procure identificar as possíveis "histórias" que está contando a si mesmo sobre a situa-
ção. O que acontece se você continuar a atuar? Observe-se semjulgamentos, conseguindo ou
não realizar bem este exercício.
Os representantes do Tipo Um, por exemplo, quando sujeitos a longos perío-
dos de stress, podem achar que são do Tipo Quatro por estarem atuando sistemati-
camente diversas das características médias c/ou não-saudáveis desse tipo. Da mes-
ma forma, os do Tipo Nove podem, sob extrema tensão, parecer representantes
médios do Tipo Seis. Além disso, esse processo se vai acelerando à medida que des-
cemos na escala dos Níveis, assumindo intensidade máxima na faixa entre o médio-
inferior e o não-saudável.
Observamos ainda que as pessoas que apresentam distúrbio de stress pós-trau-
mático ou características fronteiriças de personalidade tendem a adotar sua Tendên-
cia Rumo à Desintegração com mais facilidade e mais freqüência. Suas personalida-
des são mais voláteis e menos centradas no tipo básico e, por conseguinte, elas
transitam mais entre o tipo básico e o tipo para o qual aponta sua Tendência Rumo
à Desintegração.
9
7 2
A T E N D tN C IA R U M O
A IN T E G R A Ç A O
A TENDÊNCIA RUMO À INTEGRAÇÃO
A Tendência Rumo à Desintegração é inconsciente
e compulsiva; é a maneira que o ego encontra de com-
pensar automaticamente os nossos desequilíbriOS psíqui-
cos. A transformação para a Tendência Rumo à Integra-
ção é algo completamente diferente, pois requer opção
consciente. Quando estamos no caminho da integração,
estamos dizendo a nós mesmos: "Quero estar mais ple-
namente em minha vida. Quero abandonar meus antigos
101
hábitos e histórias. Estou disposto a apoiar a verdade de tudo aquilo que aprende I
a meu respeito. Independentemente do que sentir e do que descobrir, quero 'r li
vre e estar vivo de verdade".
Assim, a Tendência Rumo à Integração começa a se fazer sentir por volta do
Nível 4, mas se torna mais acessível a partir do Nível 3.
Quando começamos a abandonar a bagagem da personalidade, há crescimen-
to e desenvolvimento numa determinada "direção" - a da cura de nossas questões
mais essenciais, conforme simboliza o tipo para o qual aponta a nossa Tendência
Rumo à Integração. As próprias qualidades que precisamos para crescer tornam- e
mais acessíveis e, quanto mais nos valemos delas, mais elas aceleram o progresso da
libertação das limitações da personalidade. Por exemplo, quando as pessoas do Ti-
po Oito começam a libertar-se dos problemas que têm com a autoproteção (que as
levam a vestir uma armadura e não baixar jamais a guarda), automaticamente en-
tram em contato com sua vulnerabilidade e sua mágoa. Elas começam a entender
por que a armadura vinha em primeiro lugar. Quanto mais se libertam dessas defe-
sas, mais percebem o quanto é bom ter afeto e interesse pelos outros, como demons-
tram as pessoas do Tipo Dois quando na faixa saudável. As pessoas do tipo Oito sa-
bem que estão no caminho certo quando começam a dar-se conta de que realmente
gostam de relacionar-se com os outros e fazer-lhes o bem.
À medida que aprendemos a estar mais presentes, as qualidades positivas do
tipo para o qual aponta a nossa Tendência Rumo à Integração começam a surgir na-
turalmente. Quando isso acontece, fica difícil não admitir as limitações da faixa mé-
dia de nosso próprio tipo. Isso nos estimula ainda mais a continuar com a prática e
a reconhecer quando descambamos para as compulsões automáticas de nosso tipo.
Assim, poderíamos dizer que a Tendência Rumo à Integração representa o antído-
to contra as fixações inerentes ao tipo.
o Ponto de Segurança
Existem determinadas - e poucas - circunstâncias em que é possível ado-
tarmos comportamentos próprios dos Níveis médios do tipo que constitui nossa
Tendência Rumo à Integração. Como regra geral, tendemos a atuar esses compor-
tamentos quando estamos seguros a respeito de nossa posição numa certa situação.
Quando nos sentimos seguros da força de um relacionamento, às vezes adotamos
comportamentos que nos pareceriam demasiado arriscados com alguém a quem
não conhecemos tão bem. Por isso, chamamos a esse fenômeno ponto de segurança.
Por exemplo, as pessoas do Tipo Um que estão na faixa média às vezes se com-
portam como se fossem pessoas do Tipo Sete (também nessa mesma faixa). Mas não
tão freqüentemente quanto tendem a atuar os problemas situados entre as faixas
média e não-saudável do Tipo Quatro. A menos que se sintam seguras, elas não agi-
rão como se estivessem na faixa média do Tipo Sete. Da mesma forma, as pessoas
A TENDt:NCIA RUMO À INTEGRAÇAO
SURYA DAS
"A conscientização tem o po-
:rde curar."
do Tipo Cinco podem muitas vezes atuar comportamentos médios do Tipo Sete,
deixando a mente sobrecarregar-se e mostrando-se dispersivas. Porém, em condi-
ções de maior segurança, elas também podem agir como se estivessem na faixa mé-
dia do Tipo Oito, impondo-se vigorosamente. Tudo vai depender de seu grau de se-
gurança diante do relacionamento com o outro.
O ponto de segurança, portanto, não é o mesmo
que a Tendência Rumo à Integração: como a Tendên-
cia Rumo à Desintegração, ele é mais uma válvula de
escape; é mais uma forma de atuação, apesar de exigir
condições especiais. As pessoas que estão entre os Ní-
veis médio e não-saudável de seus respectivos tipos podem saber que precisam das
qualidades próprias do tipo que representa a Tendência Rumo à Integração. Porém,
quando reagem compulsiva e automaticamente, não são capazes de integrar real-
mente os aspectos mais saudáveis daquele tipo. A passagem ao ponto de segurança
não é um autêntico processo de integração, mas um exemplo de substituição ou su-
plementação de uma parte da personalidade por outra. Isso não é o mesmo que ser
mais livre e conscientizado. Por definição, o recurso ao ponto de segurança é pró-
prio dos Níveis médios.
I Os irritáveis e críticos representantes do Tipo Um tornam-se maisjoviais e espontâneos,
como os representantes saudáveis do Tipo Sete.
2 Os arrogantes e fantasistas representantes do Tipo Dois tornam-se emocionalmente mais
perceptivos e mais condescendentes consigo mesmos, como os representantes saudáveis
do Tipo Quatro.
3 Os esquivos e vaidosos representantes do Tipo Três tornam-se mais cooperativos e de-
dicados aos demais, como os representantes saudáveis do Tipo Seis.
4 Os invejosos e emocionalmente turbulentos representantes do Tipo Quatro tornam-se
mais objetivos e escrupulosos, como os representantes saudáveis do Tipo Um.
5 Os avaros e inacessíveis representantes do Tipo Cinco tornam-se mais decididos e segu-
ros de si, como os representantes saudáveis do Tipo Oito.
6 Os medrosos e pessimistas representantes do Tipo Seis tornam-se mais relaxados e oti-
mistas, como os representantes saudáveis do Tipo Nove.
7 Os vorazes e dispersivos representantes do Tipo Sete tornam-se mais concentrados e
profundos, como os representantes saudáveis do Tipo Cinco.
8 Os voluptuosos e dominadores representantes do Tipo Oito tornam-se mais afetuosos e
generosos, como os representantes saudáveis do Tipo Dois.
9 Os indolentes e desleixados representantes do Tipo Nove tornam-se mais ativos e em-
penhados, como os representantes saudáveis do Tipo Três.
103
o Verdadeiro Sentido da Integração
ALBERT EINSTEIN
"Há somente dois modos de
vivera vida. Um é pensar que na-
da é um milagre. Outro é pensar
que tudo é um milagre."
Embora a adoção da Tendência Rumo à Integração exija opção consciente, ela
não surtirá efeito se as atitudes e os comportamentos do tipo em questão forem sim-
plesmente imitados, especialmente no que se refere às características médias. Se vo-
cê for do Tipo Oito, por exemplo, não adianta começar a agir como se fosse do Ti-
po Dois, fazendo docinhos e abrindo portas para os outros. Na verdade, isso só
tornará a personalidade ainda mais "densa", já que a verdadeira transformação re-
quer o abandono, e não a adoção, de novos padrões e defesas do ego. Esse tipo de
comportamento está fadado ao fracasso.
Devemos lembrar-nos sempre que a personalidade não pode resolver os proble-
mas da personalidade. Enquanto não conseguirmos sentir profundamente nossa Es-
sência e não deixarmos que nossas atividades sejam guiadas por ela, a personalida-
de pouco pode fazer além de "não usar" seus velhos truques.
O processo de integração não tem nada a ver com o que "deveríamos" fazer
- ele requer o abandono consciente das características de nosso tipo que nos blo-
queiam. Quando deixamos para trás os medos e as defesas, vivenciamos um equi-
líbrio e um desdobramento orgânico tão naturais quanto o desabrochar de uma flor.
A planta não precisa fazer nada para passar de botão a flor e daí a fruto: trata-se de
um processo natural, orgânico. A alma deseja desdobrar-se da mesma maneira. O
Eneagrama descreve o funcionamento desse processo orgânico em cada tipo. O ti-
po para o qual aponta a Tendência Rumo à Integração nos fornece indicações acer-
ca do momento em que isso ocorre e ajuda-nos a compreender e iniciar esse pro-
cesso com mais facilidade.
A adoção da Tendência Rumo à Integração enriquece profundamente todas as
nossas atividades porque o tipo que a representa nos orienta em relação ao que real-
mente nos satisfaz e ajuda-nos a concretizar plenamente o potencial de nosso tipo
básico. A pessoa do Tipo Quatro, por exemplo, que quiser expressar-se por meio da
música será autodisciplinada e se dedicará com regularidade à pratica como se es-
tivesse na faixa saudável do Tipo Um, pois isso a ajudará a atualizar seu potencial.
"Passar ao Tipo Um" é o meio que a pessoa do Tipo Quatro encontra de ser a repre-
sentante mais eficiente possível de seu próprio tipo.
Quando vemos, compreendemos e vivenciamos plenamente todos os impro-
dutivos bloqueios que recobrem nossas qualidades Essenciais, eles caem como fo-
lhas secas de uma planta que cresce, e a plenitude de nossa alma surge naturalmen-
te. Essa alma, com todos os magníficos dons que encontramos na faixa saudável,
está onde sempre esteve. Só precisamos parar de acre-
ditar nas defesas da personalidade - na resistência,
na auto-imagem e nas estratégias originárias do medo
próprias de nosso tipo - e livrar-nos do apego que te-
mos a elas para reclamar e assumir esse que é um di-
reito nato.
,
PARTE II
Os Nove
Tipos de
Personalidade
CAPíTULO 7
TIPO UM:
O REFORMISTA
"Aprendi a dura pena uma suprema lição: conservar
minha raiva e, como o calor que é con ervado e tran -
muta em energia, assim a raiva que é controlada se trans-
muta numa força que pode mover o mundo."
MOHANDAS K. GANDHI
"A mente que não despertou tende a declarar guerra con-
tra a forma como são as coi as."
JACK KORNFIELD
''jamais teremo amigo e e perarmo ql~e não tenham
defeitos."
THOMAS FULLER
"A verdadeira vantagem qlU tem a verdade con iste nis-
to: quando l~ma opinião é verdadeira, ela pode er venci-
da uma, duas ou muitas veze . M as, mesmo ql~e decor-
ram século, geralmente haverei quem a rede cubra."
JOHN STUART MILL
o MESTRE
OATI I TA
O CRUZADO
o MORALI TA
o PERFE CIO I T
O ORGA IZADOR
108 A
9. s coi as dependem tanto de mim para ser feitas que
tenho de er mais organizado e metódico que todo
mundo .
__ 10. Tenho a impressão de pos uir uma missão, talvez ate
uma vocação para algo mai sublime, e acho que
posso atingir alguma coisa extraordinária na vida.
11 Dete to erros c, por i so, geralmente sou extrema-
mente rigoro o para certificar-me de que as coisas e -
tao sendo feitas como devem.
__ 12. Em pouca palavras, há muito tempo venho acredi-
tando que o certo é certo e o errado e errado.
__ 13. Para mim é difictl contentar-me com a coi as do jei-
to que ão; nao tenho m do que piorem com minha
interferência.
__ 7. Meus principios e ideai in piram-me a realizações
maiore e dão entido e valor a minha vida.
__ 8.• ao entendo como tanta gente tem padrões tão las-
sos.
1. A maioria das pesoa me vê como alguém serio e
ensato - e, no fim das contas, creio que ou a im
me mo.
2.empre procurei er honesto e objetivo com relação
a mim mesmo e estou decidido a eguir minha con -
ci ncia, não importa a que preço.
3 Emoora eu po sa ler um lado desregrado, de modo ge-
rai ele nunca foi a tonica de meu esttlo.
__ 4. Parece que ha um juiz dentro de minha mente: as ve-
zes ele é ponderado e sabio, ma em muitas ocasiõe
é simple mente ngido e evero.
5. Acho que paguei um preço muito alto por tentar er
perfeito.
__ 6. Gosto de rir como qualquer pes oa - deveria rir
mais!
__ 14. Tenho obre o omoro muita respon abilidades;
Deu abe o que aconteceria se cu não estive e a al-
tura da expectativa.
__ 15. Manter a elegância e a nobreza mc mo sob pre ào e
algo que empre me comove.
..... unw é
verdadeira
Classificação
Tipológica
Segundo
a Atitude
rifique a análise da pon-
çao na página 134 .
o
CTA
SO-HUDSO
..... Em parte é
vcrdadeira
..... Raramentc é
vcrdadeira
..... G eralm ente é verda-
deira
..... rml'rr é
verdadeira
lassifique a afirmaçõe
lado conforme ua apli-
lbilidade com ba e na e-
llinte escala:
"Tenho uma m issão na vida, ..
nho se fizer o que é cert ."
1111I
FUNDAM NTAI
de ser "mau", corrupt , p r
verso, falfvel.
Ser bom, virtuoso, equilibr,
do - ter integridade.
"Você estará num bom
~ DESEJO
~ MEDO FUNDAMENTAI: O
~ MENSAGEM DOSUPERI (, )
o Tipo Racional e Idealista: Resoluto, Dotado de
Princípio, Autocontrolado e PerJeccionista
hamamo este tipo de per onalidade de o Re-
JO l'111i ta porque eu repre entante agem como
obedecessem a uma mi 'ào que o leva a querer me-
lhorar o mundo de vária maneira, u ando para i o
tod o eu poder de innuência. le lutam para upe-
rar a adversidade - principalmente a morai -, de
forma que o e pIrita humano pos a brilhar e exercer
eu impacto, e por vaIare mai ublimes, me mo que
i o implique um grande acrifício pe oal.
A Hi tória está cheia de regi tro de pes oa do Tipo Um que abriram mão do
conforto para fazer coisas extraordinárias porque entiam qu deviam atender ao
chamado de algo uperior. Durante a egunda Guerra Mundial, Raoul Wallenberg
abandonou ua cômoda vida de ela e média para ajudar a proteger milhares de ju-
deu contra o nazi ta que o per eguiam. a lndia, Gandhi deixou para trá mu-
lher e filho e a bem- ucedida carreira de bacharel em direito para percorrer eu pai'>
advogando em favor da independência e de mudança ociai não-violenta. Joana
D'Ar dei 'ou ua aldeia na França para lutar pela expul ão do ingle e e pela de
volução do trono ao delfim. O ideali mo de e repre entante do Tipo Um até ho-
je vem in pirando milhões de pessoa.
A pe oa do Tipo m e tão voltada para a ação
prática - ela querem er u/eis no melhor entido da pa-
lavra. s a pe oas sentem po uir uma "mi ão" a
cumprir na vida, mesmo que eja apenas a de fazer o maximo para reduzir a d 01-
dem que êem em eu meio e me mo que não e tejam totalmente con ciente dela
Embora empre tenham em mente objetivo definido, e comum pen arem
que preci am ju tificar eu ato ,não ó para i como também para o outro. I 50
a leva a pa ar muito tempo pen ando na con equência de eus ato e em como
não agir contrariamente a ua convic õe . Por is o, a pe soa do Tipo Um co tu-
mam conv nc r- e de que ão apenas" érebros", racionalistas que e ba eiam ape-
nas na lógica e na verdade objetiva. Ma o verdadeiro quadro é um tanto diferente
elas sao, /la verdade, alivi tas em busca de uma razão aceitável para o que entem ob,;-
gação de Jazer. ão gente de paixão e in tinto, que u a o julgamento e a comi(-
çôe para controlar e dirigir a i me ma e ao eu ato _
o empenho de er fiéi a eu prinCipio, a pe oa do Tipo Um re i t m
ao impul o do in tinto, procurando on cientemente não ceder a eles nem ma-
nife tá-los muito abertamente. O resultado é um tipo de per onalidade que t m
T IP O UM DE P E R S a A L ID A D E : o REFORMI
MA
plOhll m.l'>com a Il'pr~,>••
,to, a rCSlst'nCla e a agre Ividad. ormalmente e a pe _
~(l<I" ••ao vist,ls P ,[os outro como muito autocontrolada ,até rígida, embora elas
m '••
mas nao e vejam a imo . como se tive em a impres ão de e tar sobre um cal-
dClrao de de jo e paixõe cuja tampa tem de e tar empre fechada para que não
aconteça o pior.
as andra, terapeuta com prática em con ultório particular, relembra a difi-
culdade que isso lhe trouxe na juventude:
Lembro-me de que, no curso secundário, era vista como uma pessoa insen-
sfvel. Por dentro, vivia meus sentimentos intensamente e, no entanto, não
podia extravasá-los com essa intensidade. Mesmo agora, se discordar de
um amigo ou tiver de abordar um problema, eu ensaio antes como mani-
festar claramente o que quero, preciso e vejo, sem ser rfspida nem lamentar
a raiva que sinto, a qual quase sempre é terrfvel.
A pe oa do Tipo m acham que, sendo rigorosas consigo me ma (até por
fim atingir a "perfei ão"), con eguirão ju tificar eu comportamento diante de i
me mas e dos demais. Porém, ao tentar põr em prática sua própria vi ão da perfei-
ção, ela costumam criar também eu inferno particular. Em vez de concordar com
o Gêne i quando afirma que Deu viu o que criara "e era bom", es a pes oas e -
tão inteiramente convencida de que "não era - há certamente algun erro aqui!"
E e tipo de convic ão dificulta-lhe confiar em ua orientação interior - e até me -
mo na vida. A im, habituam- e a confiar muito no uperego, uma voz aprendida
na infãncia, para que a oriente no caminho do bem maior que tanto bu cam. Quan-
do e enredam completamente na própria per onalidade, a pes oa do Tipo Um
não di tinguem muito bem entre e a voz evera e implacável e a ua própria voz.
o seu ca o, o cre cimento con i te em eparar- e de sa voz e ver quais os seu ver-
dadeiro ponto fracos e forte.
"avol obscrvar quc o J1adrao
da injdncia aqui dcsCl ito
não provoca o tipo dc
1Cfsonalidadc. Em vcz disso,
elc dcsncvc tcndências
,bservávcis na tenra injância
'lJC têm grande impacto sobrc
'S relacionamento quc o tipo
cstabelccc na vida adulta
o PADRÃO DA INFÂNCIA
A pe oa do Tipo m e e forçaram muito pa-
ra er boa: relatam frequentemente haver sentido, na
infãncia, que precisavam ju tificar a própria exi tên-
cia. er crian a implesmente não ba tava, e por i o
muito jovens de te tipo riam de de cedo um en o
adulto de seriedade e re pon abilidade. Essa pe oa
agiam orno se o pai e pera em muito dela c, co-
mo a do Tipo Trê , muitas veze repre entaram, com
toda a eriedade, o papel de Herói da Família.
Jeanne, líder e piritual feminina do Quebec, ain-
da se lembra da pre ão que entia para re peitar e de-
fender o valore familiares:
'"
u tinha abundantes e freqüentes sangramentos nasais. Nessas oc 10 ,
Papai me dizia que eu certamente não estava orando o bastante. Saber o
que era "o bastante" é que era difícil, mas eu suspeitava que mais seria me-
lhor. (... ) Papai esperava que eu orasse e pedisse por ele e por toda a famf-
lia. Não é preciso dizer que eu sempre dava um jeito de ir à missa diaria-
mente: tinha uma missão muito séria a cumprir; o bem-estar da famrJia
podia estar em jogo.
Por razõe várias, as pessoas do Tipo Um têm a sen ação de estar "de ligada"
de ua figura protetora (que é geralmente, embora nem empre, o pai biológico).
pre ença con tante de outra figura adulta que po a tomar como modelo e com a
qual pos a identificar- e dá a criança a capacidade de abandonar a dependência da
mãe e entir ada vez mais a própria individualidade e autonomia. Porém, se es a
figura protetora não cumprir adequadamente o eu papel, a criança do Tipo Um
intuem a falta de algo fundamental: sintonia entre eu próprio temperamento e ua
nece idade e o pai verdadeiro ou simbólico. I o não ignifica nece ariamente
que essa figura a maltrate, ma im que, por uma razão qualquer, não e cria um
determinado vinculo natural.
O resultado para e a criança é a fru tração e a en ação de ter de "adotar"
a i própria. Em algun ca o ,elas reagem ao reveze ofrido no ambiente fami-
liar tornando- e uper-re pon áveis, a "voz da razão" dentro da farTIllia. De se mo-
do, con eguem e tabelecer uma certa autonomia e certo limite - a que tõe prin-
cipais do Tipo m.
Ju tine é uma con ultora de mercado que teve de criar uma érie de rigoro a
defesas egóica em razão da infância difícil:
Já que havia muitos problemas na famrJia em que cresci, senti que tinha de
intervir de alguma forma para acabar com eles. Isso provavelmente acen-
tuou meu temperamento já controlador. Como não tinha uma noção mui-
to clara de limites, pois minha mãe era muito agressiva e dominadora, eu
me identifiquei muito com o seu questionável comportamento para me pro-
teger. Cresci muito crftica, cheia de jufzos e opiniões. Tratava minhas irmãs
mais novas como ela nos tratava; era muito exigente e mandona.
De fato, a crian a e diz: "Vou ria r minha diretrize. erei minha própria fi-
gura de pai e meu próprio guia moral. Vou me policiar para que ninguém me poli-
cie; vou me punir para que ninguém me puna". A pe oa do Tipo Um tentam su-
perar a expectativas aderindo de tal forma a regra que ninguém jamai po a
pegá-Ia num erro, conqui tando as im a independência.
Leo, um bem-sucedido con ultor de mercado, relembra a difícei exigência
a que teve de adaptar- e na infância:
Quando criança, logo aprendi que havia uma e apenas uma maneira certa
de fazer as coisas - a do meu pai. Essa maneira às vezes mudava - ele era
Exemp/os
OS SUBTIPOS
CONFORME AS ASAS
TIPO UM COM ASA NOVE: O IDEALISTA
Platão
Gandhi
Sandra Day O'Connor
George Harrison
Henry David Thoreau
Martha Stewart
Katharine Hepburn
AI Gore
George F. Will
Noam Chomsky
In o r nl ma era sempre a certa. ( ... ) Então, reagindo contra as incoe-
rências do meu pai, criei uma consciência que me lançou na busca da "ver-
dadeira" maneira certa, uma maneira de fazer as coisas que eu mesmo pu-
desse adotar.
De certa forma, a criança do Tipo Um acham que devem uperar a expec-
tativa de ua figura protetora. Ela acham que preci am encontrar um onjunto de
regra melhor para si mesma; elas decidem o que é certo e o que é errado. Ma , fa-
zendo i so, elas entem- e culpada por julgar (e implicitamente condenar) e a fi-
gura. Para e capar à culpa de a ituação, constroem uma idcntidadc que lhe per-
mite ver-se como boa e re pon ávei , enquanto que o demais ão preguiço o ,
ele leixado ou, no mínimo, meno correto e "maduros" que ela. E a autoju tifi-
cativa e torna a ba e ela identidade do Tipo m e o padrão emocional que era reen-
cenado ao longo de ua vida .
F a ix a a u d á v e l A pe oas de te subtipo são ex-
tremamente ponderadas, sabias e civilizadas. Podem
er culta e eruditas, mantendo uma postura filo ófi-
ca que e concentra em interesses de longo prazo - no
"grande" quadro. Talvez tenham um quê de introver-
ão e bu quem refúgio contra a "loucura da turba" em
ambiente tranqüilo e naturai. ão emocionalmente
reservada , porém genero a ,genti e afáveis, em ge-
ral amante da natureza, do animais e da inocência
onde quer que os en ontrem. la querem melhorar a
coisa, ma com di po ição mai uave e imparcial que
a dos demais repre entante do tipo.
F a ix a M é d ia Ideali ta e meno propen as a en-
volver- e na política e no "trabalho sujo" necessário à
reforma em que a reditam, a pe oa que e tão na fai-
xa média de te ubtipo preferem explicar seus ideai a
per uadir pe oalmente o demais ele ua ju teza. A rai-
va inerente ao Tipo Um é mais difícil de detectar neste
subtipo que nos outro e tende a traduzir-se em rigidez,
impaclencia e arca mo. E as pe soas preferem ficar sós e bu car ituações em que
possam trabalhar por conta própria a fim de evitar a decep ionante confusão do re-
lacionamentos humano. Elas podem er mai di tantes, etéreas e impes oais que a
do outro subtipo, arri cando- e a adotar atitude desdenhosas, elitistas e conde cen-
dente em relação a seus semelhante .
cmp/os
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
Jerry Brown
Hillary Clinton
Celine Dion
John Bradshaw
Emma Thompson
Jane Fonda
Joan Baez
Vanessa Redgrave
Ralph Nader
João Paulo 11
Autocontrole. O Autopre ervacionistas típicos
do Tipo Um tendem a preocupar-se com o bem-e tar
material, tanto em termos de finanças quanto de saú-
de, e co tumam ca tigar- e por não trabalhar duro O
bastante (como fazem o repre entantes mais lípico
do Tipo Sei ). O instinto de Autopre ervação lhes dá
também um forte impul o para a satisfação, porém seu superego pode reagir seve-
ramente contra ele. O con eqüente conl1ito interior é a fonte do stre , da tensão fí-
ica e da postura "ou tudo ou nada" que ele adotam com relação a seus desejo e
prazeres. Assim, pode haver alternãncia de penodo de indulgência, em que atis-
fazem todos os desejos, e outro de a cetismo, nos quai o uprimem ao máximo.
À medida que se identificam mai com o ditame do uperego, o erro lhe
parecem ainda mai catastrófico, impedimento ao eu bem-e tar, o que à veze
o torna ba tante exigentes e difícei de ati fazer. ( orno o f'elix Unger de O e tra-
nllO c a s a l.) Valorizam a limpeza, a higiene, a organização e a e tética, preocupando-
O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO UM
F a ix a S a u d á v e l As pessoas deste subtipo mes-
clam sua busca de ideais e princípio sublimes com
empatia e compaixão pelo demais. Menos idealistas
que as do outro subtipo, seu genuíno interesse em me-
lhorar o quinhão da humanidade as torna também
mais disposta a rumar às trincheiras para de enca-
dear a mudan as que advogam. Além disso, são mais
abertamente ardorosas e interpessoai , apreciando o
dar e o receber do envolvimento "político". A pe oas
de te ubtipo são persuasivas e capazes de deixar eus
intere e de lado para fazer as pes oas se intere arem
pela au a e convicçõe que defendem.
F a ix a M é d ia Extremamente ativa e ociáveis, as
pes oa que estão na faixa média de te subtipo podem er bastante agressivas e vee·
mente na busca dos ideai e reforma que pregam. Apesar de estarem à vontade 0-
zinha e de precisarem de tempo e olidão para recarregar as baterias e pensar, elas
também e energizam entro ando- e com o outro, principalmente debatendo e re-
finando-lhe a idéias. Isso as torna naturalmente boa na política, qualquer que se-
ja o eu grau de envolvimento. e sentirem que sua a ão é importante, o foco de seu
altruí mo e tará na nece sidade dos outro. Podem tornar- e ríticas e irritáveis
quando frustradas, ocasião em que fazem suas queixas com todas a letras. Além
dis o, são mai exaltadas e ativa que as do outro subtipo, o que aumenta sua pro-
babilidade de frustrar-se com fato e pessoa.
TIPO UM COM ASA DOIS: O ADVOGADO
AI'I>Ol(lA 1» NI A("~AMA
I
p
T
O
D
As pessoas do TIpo Um temem que os outros perturbem a ordem c o E
equihbrio que conseguiram atingir c Irritam·~e quando os outros nao
lcvam seus ideais tao a sério. Reagcm corrigindo-os c recrimlllando-
os por n<iocorrcsponderem aos seus padro s. Sao pcrfeccionistas.
dogmallcas e sarcasticas.
pes as do npo m SI,o tão dcsesperad,ls por ddender- con-
tra cus de )0 e impul o IrraClonalSque tornam ob SI'aSjlC -
lamcmc lom a partes de si que qu rem controlar. (ome am a r 111-
ur em segn'do todo Osdesejo ri primido rnquanto, publicam me,
nllltlJ1Uallla ((llIdená-l"s. , ao on eguem controlar-
,s pessoas do TIpo Um receiam ser condenadas por qualquer de -
 io de ~eus ideais. Após c por ~eu ponto de vbta, entem- e obriga.
das a  íver eternamente de acordo com ele e, por i, o, tentam orga-
nizar tudo que e~ta em ~uas mao, da forma mai~ ngorosa posslvel.
ao pontual~ e melO,hcas, ma~ tambem tensas e ímtadiças.
A pes oas do Tipo m recorrem ao ditames de seu superego pa-
ra orientá-Ias na vida e proteger- e contra o eu lado "de ordena- O
do". Auto-imagem: " ou sensato, moderado e objetivo".
As pe soas do Tipo m rdorçam sua auto-Imagem tentando viver
conforme sua consciência e a razáo. ão profundamente éticas e au-
todisciplllladas, possullldo forte enso de obJellvo e convicçao. Ver-
dadeiras e bem-falantes, ensinam pelo exemplo, deixando de lado
seus desejos pe~soals em favor do bem da comullldade.
Temendo que os outros sejam indiferente aos seu princlpios, a
pessoas do flpo Um querem convenc' -los da correção de seus
pontos de ·ista. Tornam·se impulsivas e atiradas, envolvendo-se
em querelas e olucionando problema •ao tempo em que avaliam
seu mundo e apontam o que esta errado.
,~ p,'~~'KI~
do Ilpo m d iam d acreditar que t m condiçoes de
Julgar algo obJellvamente e conseguem vIver a vida sem reagIr emo-
cionalmente contra ela. Paradoxalmente, as Im atingem tambem T
eu De eJo Fundamental: ter integridade e er boa. Em decorr n-
cia da concretiza ão de eu potencial, tornam-o e sábia, pondera-
da ,aceitadom., otimí tas c, multa veze . generoas e nobre ..
J u lg a lllC lH o
IltiCll
O b lig a ç (1 O
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A v a lia ç ã o
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ABILlDADE
Pertencer ao Tipo Um significa estar sobrecarregado quase que o tempo intei-
ro - sobrecarregado com a necessidade de fazer o certo a cada momento, po-
liciar os próprios pensamentos e sentimentos para que não venham à tona ou,
quando isso é impossível, manifestá-los não só na forma adequada, mas tam-
bém na quantidade "certa". Tenho de lutar contra o ressentimento quando as
pessoas não querem me ouvir ou, pior, quando elas chegam às mesmas con-
clusões que eu após haverem cometido os piores erros, erros que prejudicam
a elas mesmas e a todos. Ainda não encontrei o equilíbrio nessa área.
o repre entantes upicos do Tipo m emem-se obrigados não s6 a "fazer a coisa c r
ta", mas também a compensar as tolices e os de cuido alheio. ocê reconhece esse padr o
em si próprio? Que sÍluaçõe e~pecíricas o induzem a agir assim? Quando i o acontece, qual
a sua opiniao a re peito dos outro ? Como você e sente em r laça0 a ele ? E em relação a vo-
cê me mo?
Papel Sodal: O Educador
o repre cntante llpi o do Tipo m definem- "Eu sei com o as coi as devem SeI
c conforme o Papel ocial de ducador ou Me tre, feitas."
aquela pe oa cuja função é in tilar abedoria no ig-
norante , levantar os que caem e mo trar ao outros como fazer algo de util e pro-
dutivo com a própria vida. entem- e impelido a in trul-Io acerca da melhor ma-
pe oa do Tipo Um podem cre cer muito se apena admitirem 5 CO11"'-
cientizarem de eu inal de Alerta e peClfico: a sen ação opre iva e constantc dI
uma obrigação pessoal. Ela come am a achar que lhes cabe resolver todo 05 pro
blema que encontram. Cu e eu não arregaçar a mangas, ninguém o fara!") Alem
di so, e tão convencidas de que, me mo que o outro e tejam disposto a enfrcll
tar os problema, ninguém vai con eguir um resultado tão perfeito quanto ela. ror
conseguinte, ficam cada vez mai obcecada com a correção, a organiza ão c o con·
trole do ambiente em que visem. Além di o, tornam- c ten a e éria ,concentran-
do- e automaticamente no que há de errado na coi a .
Quando come arem a entir como e o p o do mundo inteiro e tive e obre
cu ombro, o repre entante upico do Tipo Um terão um bom indicio de que es
tão entrando no tran e caracten tico de eu tipo.
a andra, a terapeuta que onheccmo antes, revela o quanto foi difí il rc-
nunciar a e sa tendência:
o SINAL DE ALERTA PARAOTIPO UM: A SENSAÇÃO D
UMA IMENSA OBRIGAÇÃO PESSOAL
A irritabilidade é, sem dúvida, um sinal de que estou começando a descer a
ladeira. Percebi que quando fico irritada é porque deixei de satisfazer algu-
ma necessidade, a qual pode ser simples, como comer, ou complexa, como
abordar um problema que passou despercebido a um amigo. Estou apren-
dendo, em vez de me "culpar" por estar irritada, a tomar uma atitude antes
que a irritação se transforme em rispidez ou depressão.
li 11a P(h". I para r 'alizar at ,IS coi amai imple, como lavar prato ou dobrar
o Jornal após a I 'Ilum. *
Inconcientemente, e a pe soa vêem- e como adulto maduros cercados de
criança irracionai que não fazem idéia do que é respon abilidade. Es a postura pa-
t rnali ta, por veze tran mitida aos demais de forma pouco util e indireta, geral-
mente os predispõe contra sua ajuda e uas opiniões, me mo que em princípio con-
cordem com tudo. E sa re i tência costuma deixar a pes oa do Tipo Um ainda
mais frustrada .
O papel de Me tre também pode levar a pe oa do Tipo Um a ficar impacien-
te com a reaçõe do outro. Embora possam reconhecer que ele e tão e e for-
çando, perguntam- e se e ses e forço ão suficientes. lrritam- e com o fato de as
pes oa perderem tempo precio o que tionando-lhe a maneira de fazer a coi as.
Ela acham que preci am trabalhar dobrado para compen ar o de leixo e a pregui-
ça dos outro e, a im, co tumam deixar de cuidar- e bem. Porém a irritação e a im-
paciência do repre entante upico de te tipo dificultam-lhes muito comunicar-se
com os outros sem parecer que o estão ameaçando. Felizmente, e e é justamente
um dos indícios de que e tão pre te a meter- e em encrenca .
Ca andra aprendeu a ver na fru tração um inal de que e tá ficando mai pre-
a a per onalidade:
À medida que se tornam meno saudáveis, o repre entantes do Tipo Um abor-
recem-se muito mai facilmente com o padrõe diferentes - e, para eles, la o _
do outro. ("Por que ninguém neste e critório é tão organizado quanto eu?" "Até
as crian a con eguem deixar o quarto arrumado.") O que ele não conseguem en-
tender é que, embora eu métodos e hábito po am er muito eficazes para eles
m e m os, nem empre são adequados ao outro. Es as pessoas não con eguem en-
tender que os outro queiram dedicar o próprio tempo a coi a e projetos diferen-
te dos eu . ( em todo mundo e aborrece e a prateleira de tempero não estiver
arrumada por ordem alfabética.)
* A pe oas do Tipo Cinco também "ensinam", ma partem de ua própria perícia e
experiência. As do Tipo Um, no entanto, ão pessoa de a ão, enquanto que a do Tipo Cin-
co, cerebrai ,geralmente e intere sam meno pela aplicação prática de ua idéia .
"T o d o ã o tã o p re g u i« (I(I (
irre p o n s a v e is ."
Raiva, Ressentim ento e Frustração
A a n a lis e lran a c io n a I, um campo da p icologia, identificou quatro modo de com
cação largamente incon ciente . Podemo comunicar-no com os outros segumdo o pad
adulto-adulto, riança-adulto, cnança-criança ou adulto-criança. As pessoas do TIpo m
tumam criar problemas em seu relacionamentos por e colherem o último dei : adult
criança. Os psicólogos descobriram que essa é a m e n o s eficaz dentre as formas de comun
ção. Observe quando inconscientemente adota e e padrão. Qual a reação que ele p
nos outro? orno ele o faz entir- e? O que você obtém comunicando- e com os out
e modo?
A raiva da pe oa do Tipo Um dirige- e contra
i própria , por não on eguirem corresponder a eu
próprio ideai ,e contra os outros, pela preguiça e ir-
re pon abilidade que lhes atribuem. A medida que e tornam me no saudável",
ela de locam uma maior parte de a raiva contra o demai , já que se ar oram ,
er o unico jUlze do que é certo ou errado. Além di o, irritam- e mai com o•.•
outro pelo fato de ele parecerem esquivar- e a uas re pon abilidade - la•.•
acham que o eu quinhão é maior e mai pesado, enquanto os outros estão e di
vertindo. ("Por que eu tenho de fazer tudo e ser tão re ponsável enquanto todo
mundo está brincando?")
A raiva, em si, não é má. Ela urge naturalmente quando há algo que não aprt'
ciamos ou não queremo em nos a vida. A raiva é um meio de resistir a um ataqu('
à no sa integridade, eja ela física, moral ou espiritual. A raiva, quando plenamcn
te vivenciada (e não atuada, reprimida ou "engolida"), é uma emoção rápida, fui
minante. Quando lhe damo vazão em re i tir a ela, em geral a raiva surge como
uma onda e pas a por nós num minuto. Quando lhe oferecemo resistência ou a r('
moemos (por razões e tratégicas do ego), ela se perpetua ob a forma de raciocmio
cada vez mai ob e ivo, cre cente con trição emocional e ten ão fí ica. Me mo
quando e a reaçõe já tiverem cedido, a raiva permanece armazenada no corpo,
travada em ten õe mu culares e tiques nervoso como roer unha , ranger dente •..
etc. O Tipo Um pode crescer muito se aprender a entir a própria raiva em tentar
uprimi-la nem justificá-Ia. Falar abertamente sobre ela com a p oa mais pró i-
mas, além de muito audável, pode er um pa o po itivo no entido de aprender a
assimilar ores entimento .
Porém, ironicamente, o do Tipo Um nem sempre e dão conta de a raiva.
Ele raramente a vivenciam como tal porque o superego geralmente os proíbe lk
er "tão emocionais". Ter raiva é perder o controle, ser meno que perfeito, entao
ele co tumam negá-la entre dente'" ão e tou om raiva! Só quero que i to h·
que certo!"
"H a sem pre um a m aneira sensata
de Jazer as coisas."
I.uta Pelo lcital
Os representant lIpl o do Tipo m lutam por eu ideai porque i o o faz
sentir valoro o , alem de repre entar uma maneira de uprimir voze negativa do
superego. Entretanto, quanto mai querem o ideal, mais fru trada e a pe oa fi-
cam com o real, tornando- e dificil para ela ver o que a coi as têm de bom, eja
um relacionamento, o de empenho de um colega de trabalho ou o comportamento
de um filho. O fanta ma do ideal começa a ob curecer também seu próprio de em-
penho e a ati fação que obtêm com o trabalho. Tudo - eja o trabalho, a ajuda ao
filho com o dever de ca a ou até e crever uma carta - e torna pe ado, já que tem
de er feito com toda a perfeição posslvel.
Como todo o tipo, o Tipo m pos ui uma contradição intrín eca no cen-
tro da e trutura de sua per onalidade. Ele quer encontrar a integridade e a en ação
de plenitude, ma o con tante julgamento fazem o uperego dividi-lo em uma
parte "boa" e uma parte "má". A im, ele perde a integridade e a plenitude que al-
meja. A facçõe interiore entram em guerra - con igo me ma , com o outro e
com o mundo.
Quando e as pes oa chegam perto do padrõe que e tabelecem, o upere-
go o eleva. (Por definição, um ideal não pode er atingido e, a sim, o Tipo m re-
define e e ideal cada vez que e aproxima dele, empenhando- e mais e mai .) A lu-
ta con tante pela perfeição ignifica er duro con igo me mo, o que inevitavelmente
provoca ten ao e fru tra ão cont1l1ua .
DE EP ÃO
Procure ver quantas veze por dia você se dec peiona consigo mesmo ou com os ou-
tros. faça anotaçôes durante alguns dias em eu Diario do Trabalho Interior. Quais ào os pa-
drões que você usa para medir as coisas? Quesllone e analise a natureza dele e o efeito que
provocam obre você me mo e obre as pessoas.
D ecididos a Progredir
O caráter altrUlsta pre ente na seriedade e na re-
solu ão da pe soa do Tipo Um que e encontram na
faixa audável torna- e compul ivo e ela acharem
que precisam ju tificar eternamente a própria exi tên-
cia. Quando i o ocorre, a autodi ciplina audável e equilibrada degringola em in-
ilexibilidade e até em Vicio pelo trabalho. Torna- e então cada vez mai difícil rela-
xar, poi pa a a er preci o conqui lar o direito a diver ão. onvencida de que não
devem perder tempo com frivolidade, até a féria ganham uma aura de re ponsa-
bilidade: não e deve de perdiçar o tempo ("Meno praias e mais museu !"), não e
deve ceder ao apelo do ócio ("Mente vazia, oficina do diabo!"). As im e sa pes oas
,cabam por achar qu estao perdendo tempo e não e lIverem de algulIl, IlWI111 
'i' ap rf I oando ou melhorando o ambiente em que vivem.
nne fala a re peito da ansiedade que ua "determina ão" Ih callsou:
Eu provavelmente nunca tiraria férias de um mês se não fosse por meu ma·
rido. 56 quando estou longe é que percebo o quanto preciso descansar e
mudar de cenário. Mas eu nem sonharia ir aonde quer que fosse sem ter ao
menos um livro sério e instrutivo.
Como para ela o progre o é tão importante, a pes oas do Tipo m tamh,'m
valorizam muito a eficiência e o trabalho feito egundo métodos, si tema e crOlO
grama. E tão eternamente criando e de envolvendo procedimentos, bu cando .
maneira mai eficaz de fazer a coi a no menor tempo po í el. e e a pecto, (l.I
ão como a do Tipo ei: ambas criam protocolo - iluxogramas, fórmula, regr.1
- para abordar os problema. O Tipo ei prefere trabalhar dentro de parâmetro"
preestabelecido e geralmente não go ta de urpre as nem perturba õe ao que "l
tende que eja o "si tema". O Tipo Um, por ua vez, guia-se por seu pr prio julga
mento e mo tra-se reticente diante de linhas definida con ensualmente, achando
que seu próprio método eria melhor. As pe soas do Tipo Um não e incomodam
nem um pouco em aber e alguém concorda com ela nem se contam com pr (('-
dente ou convençõe ociai a seu favor.
Quando você per eber que esta ficando louco com algum objetivo que e tabelec u p
re e pergunte a si me mo o que é que realmente e tá em jogo. É o I11vcl
de fru tração qu
tá vivenciando proporcional ao problema que enfrenta? ote especialmente o seu diálogo In
terior. O que você está dizendo a si me mo? A quem esta tentando satisfazer?
Estar Sem pre Certo e Apontar Problem as
A pe soa do Tipo Um aprenderam que, para ser amada, preci am er boas
e que, para ser boas, precisam estar certa. I so se manifesta como uma nece ida
de constante de apontar erro ou melhore forma de fazer as coisas. Geralmente,
entem- e impelidas a discutir milhares de questõe com o outros, de de avisa0
política e religio a, até preferências em arte e música.
Ap ar de elas poderem ter razão em vários aspec- "Certo é certo e errado é rI 11/1111
to , O outro as veze entem que, fazendo i o, as pe - não há exceções. "
oas do Tipo Um estão reforçando inconscientemente o
próprio ego e, a sim, justificando dis imuladamente
eu comportamento. É como se estivessem empre demonstrando ao superego seu
próprio valor. ("Vê como estou trabalhando duro? Vê como acabo de perceber aquI'
AIH DORIA D ) I NI A(,J{AMA
I· (llOhlulla7
lu I1ll',>.Inll:lhor do que os outro, não?") Ma ha um outro problema:
apesar de poderem ter algo imp rtante a dizer, e a pes oa geralmente e expre am
d modo tão veemente (a veze , indu ive de agradável) que os outro não conse-
guem a imitar ua men agem.
E tar certo é outra tentativa de ficar do lado bom do uperego - identificar- e
com ele, diminuindo as im a força de eus ataque e o ofrimento que ele provoca.
O preço dessa e tratégia, porém, é alto: ela cria alienação, ten ão e uma profunda
falta de ligação tanto com o exterior quanto com o interior. A implista vi ão de cer-
to ou errado é um duali mo que raramente traz alguma olução ati fatória ou du-
radoura para a di cordãncia .
Sou tão séria e tensa. Simplesmente não consigo relaxar! Tenho uma neces-
sidade tão premente de que tudo esteja certo e em seu devido lugar, seja um
evento, uma situação, uma conversa ou a arrumação de uma sala, de uma
O rganiza ão, Coerência e Pontualidade
19un repre entante do Tipo m ão organizado a ponto de ser compul i-
vo ; outro programam meticulo ameme eu tempo; e outros ainda acompanham
cuidado amente a própria aúde e a dieta. Há o que não se incomodam muito com
a organização, ma ão exigentís imos com a po tura no local de trabalho. A preo-
cupação com a organização exterior parece aumentar na proporção em que aumen-
ta uma preocupação com uma da grande u peita do Tipo Um: a de po uir uma
de ordem interior.
E sa pe soa ão particularmente su cellvei à incoerência, seja ela percebi-
da em i me ma ou no demai . Por is o, tentam agir de forma compalivel, en-
ata e ju tificavel. (É como e a criança do Tipo m, ao criar um modelo de alto
nível de coerência, tenta e provocar igual reação em um dos pai ou em ambos.)
Isso contribui para cristalizar ainda mai seu apego aos método e procedimento
que demon traram funcionar no passado - e as cega para outra po sívei soluçõe
ou ponto de vista.
justine conhece bem e e problema:
AMPLIE SUA VI AO
Pense numa postura que seja o oposto da ua habitual e descubra uma maneira de de-
fendê·la convincentemente. Faça-o como exercI io. Por exemplo, se voce acha a programa-
ção da TV aberta terrível, tente elaborar uma tese convincente declarando as virtudes da TV
aberta. Apó consegui-lo, você pode tentar tema mai in tigantes: moralidade, sexualidade,
religião etc. a pior da hipóle es. você entendera melhor o ponto de vista do outro, toman-
do-se mai tolerante e compassivo. 'o início pode er diflcil, ma ao fim você estam go tan-
do muito deste joguinho, que poderá contribuir ba tante para libertá-lo do uper go.
ORGA IZAÇAO COMPULSIVA
Tire 15 minutos para fazer uma li ta, em seu Diário do Trabalho Interior, das áreas d
sua vida em que exige e espera organização e controle e daquelas em que is o não ocorre.
ja honesto consigo mesmo, pois pode haver mai áreas em ambos os grupos do que voc una
ginaria. Você espera que haja organização em coi as e pe oas, nas situações do lar e do t
balho? Que tipo de desorganização mais o irrita? Como e sa irritação e manife ta?
Ao fim destl.'exercício, faça uma lista, com duas coluna ,da vantagen e desvantag
de ser organizado nas areas que identificou. O que é mai importante para você: a organ
ção e a previsibilidade ou as pe oas e os relacionamentos? Algun tipos de relacionament
Vo ê por acaso inconscientemente trata a i mesmo e ao demai com impe oalidade, com
.e fossem objeto ou máquina ?
viagem, de um workshop. Sou terrível com os treinadores ou palestrant
achar que a informação que eles estão transmitindo está errada ou incom-
pleta. É tão difrcil concordar com o ditado: "Viva e deixe viver." Tudo tem
de ser feito corretamente, independentemente da importância ou da prio-
ridade. É fácil não ter ou perder a perspectiva do que é ou não importante
o suficiente para merecer atenção.
Fico com dor de cabeça sempre que me atraso, mesmo que seja a um en-
contro com alguém que jamais é pontual. Anos atrás, na minha terapia de
grupo, o terapeuta - que sempre queria que as pessoas chegassem no ho-
rário - passou-me a tarefa de chegar dez ou quinze minutos atrasada. Ele
sabia que eu não iria conseguir. Todos os dias têm um cronograma - den-
tro da minha cabeça. Fico ansiosa se não consigo cumpri-lo até perceber,
de repente, que posso fazer a maioria das coisas no dia seguinte ou, talvez,
Deus me livre, pedir a outra pessoa que as faça. Fico muito ressentida quan-
do penso: "Aqui quem tem de fazer tudo sempre sou eu" - e aí eu vejo que
a única pessoa que está exigindo isso sou eu mesma.
E típico das pe oas do Tipo Um pen ar que o dia - ou ua própria vida, na
verdade - só tem 24 horas e que ela preci am de todas para cumprir sua "mis
õe ". aturalmente, como em outra área, ela podem ter boas idéia acerca d,1
gestão do tempo, ma ,quando e tornam ob e siva ,a pontualidade pode tornar-'>r
uma fonte de ten ão e stress onstantes. Elas prontamente e recriminam por d1l'
gar um pouquinho atrasada ao trabalho ou a um compromi o, ma ão incapazr,>
de pe ar ua di po ição de fazer horas extras para acabar uma tarefa começada.
Anne enfrentou a rigidez de ua pontualidade ao longo da terapia de grupo:
Para manter a coerência interior e não se deixar afetar pelo ambiente, as p s-
soas do Tipo Um acreditam que preci am controlar- e escrupulo amente. A partir
Autocontrole e Auto-restrição
BUDA
"Um dia gasto em julgar o ou-
tro é um dia penoso. Um dia gas-
to em julgar a si próprio é um dia
penoso."
I}UKIA 110 1 N A .RAMA
"'(,11111I I/lU' (/1111I;1 () (UIII/ole d (' dai, têm d lutar cada vcz mai contra a re istcncia que
11Ii11I IIIC S IIIO." encontram no outro e em i me ma . Ela ntcm
que há partes de si que não têm o menor interesse em
seu projetos de auto-aperfei oamento. Mas, ape ar disso, se não con eguem viver
de acordo com o padrõe que profes am, ficam à mercê de intensos sentimentos
de culpa.
ubconscientemente, o representantes típico do Tipo Um costumam ter pro-
blemas (culpa, vergonha, an iedade) em rela ão ao orpo e sua necessidade. Des-
de criança, aprenderam que não tinham modo ,que o corpo e seus instintos eram
algo sujo, de que deviam envergonhar-se. A im, ele têm de er uperlimpo, u-
percuidadosos e super-e crupulosos. Em muitas das pessoas de te tipo, i o se ma-
nife ta como pudor exagerado ou nervo ismo diante de que tõe como a alimenta-
ão, a dejeção ou o sexo.
uma reação à exigência de autocontrole do superego, e sas pes oas começam
a permitir- e "e apatórias", ou aquilo que chamamo de safdas de emergência. Ela
então ecretamente adotam comportamento mais indulgente, permitindo-se fazer
o que querem de uma forma que lhes parece segura e pas ível de racionalização. uas
aídas de em rgência representam uma rebelião parcial contra o superego, uma for-
ma de liberar um pouco de pre ão em destituir inteiramente o uperego. A im, o
sóbrio gerente do e critório faz viagens ecretas nos fin de semana para La Vegas;
o pa tor, condenando o humani mo ímpio, a portas fechada é entu ia ta da porno-
grafia; e o ativi ta dos direitos humanos em casa maltrata a namorada.
DETECTANDO SAÍDAS DE EMERG~ CIA
Você possui alguma aída de emergência? Qual ou quais? De que ela(s) o ajuda(m) a
fugir? O que ela(s) lhe diz(em) acerca das proihições do seu próprio superego?
Críticas eJulgam entos
À medida que e tornam mais rigoro os consigo
mesmos e implacáveis com eus próprio erro ,o re-
presentantes típico do Tipo Um con eguem deixar de
concentrar- e na própria deficiência. Algun de
eus "defeito "- os mais difíceis de aceitar - são rapi-
damente reprimido. Assim, eles se preocupam com
outras infra õe ,menores, e raramente têm alguma folga do crítico juiz que trazem
dentro de si. O máximo que podem fazer é lutar ainda mais para er "bons", mas
também podem tornar-se mai críticos e inquisitoriais em rela ão aos outros.
Se examinarmo a função do julgamento na per onalidade, veremo que ele
erve para refor ar a no ão do eu, eparando-no daquilo que estamos julgando. Ele
llro UM: o RF.~ORMI lA
con titui um dos meios mais poderoso de que dispõe o ser humano para tra ai 11
mite e eximir- e do contato direto com a própria experiência. Quando no" julg••
mo , criamos um estado de guerra interior. Como a guerra, o julgamento c IllUlto
dispendio o em termos de energia, tempo e e for o. Em vez de servir para abrir no
ou liberar-no , nossos julgamentos nos exaurem e limitam.
O eu Essencial exerce o di cernimento, ob~erva as diferen as e toma deci"(ll'"
acerca do que faremos. Já o julgamento baseado no ego sempre traz em i uma (('I
ta carga emocional negativa. Sua função primária não é discernir, ma criar di"tall
ciamento (ou limite). A principal caracterfstica do julgamento é que, ao contraI ja <lo
saber Essencial, ele é divisivo.
O julgamento do ego contém ainda um outro elemento: ele nos torna "mdho
re "que o que está sendo julgado. Mesmo quando julgamo uma faceta no a, ullla
parte de nó e tá dizendo a outra: " ou melhor que você!" Essa posição é conniti
va e paradoxal porque, já que e trata de uma única pes oa, quem e tá julgando
quem?
Ted é um carpinteiro que e orgulha de sua arte, mas e ta con ciente do pn'
ço de seu rigoro os padrões:
Sei que, quando estou envolvido com o trabalho, às vezes sou muito seve-
ro com as pessoas. O pior é que, por mais exigente que seja com os outros,
sou sempre dez vezes mais exigente comigo mesmo. Quando eu paro e es-
cuto as coisas que estou me dizendo, quase não consigo acreditar. Eu não
falaria assim nem com meu pior inimigo!
Anote em seu Diário do Trabalho Interior todos os julgamentos (bons ou maus) qu
em relação a ()ulras pes oas nas ultimas três hora . VO ê julgou alguém que ouviu no rádl
ou na TV ou viu em casa, no condom1l1io, na rua, a caminho do trabalho?
gora faça o me mo em rclaçao a si próprio. Você se julgou na ultima três horas? E I
te algum tema comum em eus julgamento ?
o Crítico Interior e o Perfeecionism o
A pe oa do Tipo Um ão extremamente senSI-
veis a ritica. I o não chega a ser urpre a: dada a ua
hi"tória de con tantes autocritica , qualquer feedback
negativo representará mai uma ameaça. Por agirem
como e preci a em de toda a força e concentração de
que são capazes para poder e tar a altura do implaca-
veis padroes de seu próprio ntico Interior, es as pes oa e vêem com poucos I"l
cur os para lidar até me mo com o menor indicio de critica da parte do outros.
Â
REAÇÃO AO STRESS:
OTIPO UM PASSA
AO QUATRO
Por mai que o Crítico Interior s ja destrutivo e pernicio o para a ua auto-
confian a, a pes oas do Tipo Um acham que a voz dele é a própria vozda razão, a
trela-guia que as levará à salvação. Ela fariam muito por i mesma e reconhe-
ce em que as voze de seu uperego e tão, na verdade, de truindo sua integridade,
maltratando-as e prejudicando seu relacionamentos. Porém, uma vezidentificada
com e e rítico Interior, ela ganham uma ensação de autoconfiança que, embo-
ra vulnerável, lhe parece difícil de questionar ou mudar - i to é, até que vejam o
quanto ela é de trutiva.
, IIl11l.llollllól qllt' l'lIUlllllam dt' lugll a auLOcnlll:a e 'o mio pC/frit"" I vlden-
IlllH IItl, is••
o l pl.llil,llllt'nte illlpossn:cl - embora elas e forc m ao máximo, já
qut' paltt'lll do pnnClpio d 'lU só a perfeiçao é aceitável, eja para ime ma , pa-
1.10'0outros (que 'o decepcionariam m no do que ela) ou para eu padrõe . Com
base n ssa premis a, ela a ham que não podem tirar um dia de folga, pora im di-
z I, para nao fi ar na linha de ataque de eu evero juiz interior.
Morton, um bem- ucedido arquiteto, aborda es a questão:
Há muitos anos, ganhei um prestigioso prêmio internacional na áreade ar-
quitetura. Mas o problema é que foi apenas o segundo lugar. A questãonão
era que eu não tinha ganho o primeiro lugar porque queria o "primeiroprê-
mio", mas muito mais o fato de que eu me censurava pelos erros doproje-
to. Fiquei dando voltas por dias e mais dias, redesenhando tudo naminha
cabeça. Fui tão crítico, negativo e duro comigo mesmo que nem pudego-
zar o fato de ter ganho o segundo prêmio! Nada mau para alguém quemal
havia saído da faculdade - mas não bom o bastante para meu superego,
acho eu.
Quando estão ob stress, o de ejo delivrar-se de
sua carga e de ua obrigações pode levara pe soa
de te tipo a fantasiar com romances e fuga para luga-
res exóticos, como costumam fazer as do TipoQuatro.
Além di o, elas podem ver-se invadidas porum súbi-
to romantismo e nutrir desejo proibido por pe oa
conhecidas. Porém, como repre entante doTipo Um,
geralmente ão inibidas demais para informar o objeto de seus desejos quanto a eus
verdadeiros sentimento e, muito meno , agir de acordo com eles. Seresolve sem
arri car demonstrar seu interesse pelo protagonista de sua fantasias e fossemrejei-
tadas ou ridicularizadas, essas pe oa sentiriam uma profunda vergonha. Sua de-
ci ão de manter o máximo controle sobre os impulsos se reafirmaria e a culpa pela
irrespon abilidade as faria redobrar o rigor con igo mesmas.
A pas agem do Tipo Um ao Quatro pode ser vista como uma indicaçãode cres-
cente de encanto e alienação. Quando is o ocorre, a pessoas do Tipo Umcome am
a achar que ninguém as compreende e que eu afinco no trabalho não é reconheci-
do e tornam-se irritáveis, melancólica e retraídas. A di ciplina e o autocontrole dão
A BANDEIRA VERM LHA:
PROBLEMAS PARA
OTIPO UM
e tiverem sofrido uma cri e grave em contar
com apoio adequado ou em outro recur os com que
enfrentá-la, ou e tiverem ido vítima con tante de
violência e outro abu o na infãncia, a pes oa do Ti-
po Um poderão cruzar o ponto de choque e mergulhar
no aspectos não-saudávei de eu tipo. I o poderá le-
vá-la ao aterrador reconhecimento de que eu ponto de vista, método e po IÇO S
talvez e tejam errados - ou sejam, no mmimo, limitado , falhos ou exagerados,
Além di o, tendo ido empre tão veementes na expre ão de eus padrõe , ela po-
dem temer que o outro lhe cobrem saLi fa õe pelo eu erros. E, com efeito, ai·
gun de e receio podem ter fundamento.
Perceber e e fato pode ser o início de uma reviravolta na vida des a p s-
soas. e admitirem a verdade de e medos, ela podem dar o primeiro pa o rumo
à aúde e à liberta ão. Por outro lado, podem tornar- e ainda mais inflexív i pre-
tensio as. ("O certo é o certo e não há exceções."" e não concordam comigo é por-
que são corruptos.") e persistirem ne a atitude, elas e arri cam a ultrapa sar a li-
nha que as separa dos níveis não- audáveis. e seu comportamento ou o de algu m
que conhece e enquadrarem no que descrevem as advertência a eguir por um p -
ríodo longo - mais de duas ou três semanas, digamo -, é mais do que recomendá-
vel buscar acon elhamento, terapia ou outro tipo de apoio.
lugar a violentas sensaçoe d inv ja e ressentimento. ("lodo mundo Illll 11111.'  I
da m lhor 'lu a minha.") e e ca o, o geralm nte sta eIs r 'prcs nt,llItl'" dll I1
po Um começam a comportar- e de forma dramática ar tada, fazendo be iLillho ••l
mu oxo que não combinam em nada com seu comportamento habitual I.. pill"Ol S
mocionai , mau humor, hostilidade e retra ão ocial podem entrar na composl .10
do quadro. Quando que tionada acerca de qualquer de as coi a , reagem COIll1111
bição e autocontrole redobrado.
os ivei inferiores, a pa agem ao Tipo Quatro pode levar o repr se ntall
te do Tipo Um à autocomplacência e à di po i ão de permitir-se exce o s dlantl
de suas própria regra. Afinal, ninguém trabalha tanto e tão dedicadament qu,1Il
to eles. Quem o condenaria por tomar algun drinque ou manter um tórrido ro·
mance ilícito? Em i me ma , e sas coisa poderiam não er particularment pr ')U-
diciai , ma porque vão contra o ditame de eu uperego, tornam- e para a••
pessoas do Tipo Um uma fonte a mai de pre ão e an iedade. Além di o, uas op
çõe de di tração costumam ser mai autocomplacente que verdadeiramente pro
dutivas. Portanto, pouco contribuem para aliviar a tensão e a fru trações. À m 'lli
da que se tornam meno audávei, eu superego e torna tão severo qu ssa ••
pessoa podem acabar incon cientemente buscando válvulas de escape mai de. tru
tivas para neutralizá-lo.
~ Adoça0 de posturas ngidas e mllelvels
~ Tendencia acentuada à pr unção e a julgamento
onlUndente
~ Racionalização e justificação dos próprios ato
~ Forte sensação de de encanto e depre ão
~ ExpIo õe de cólera, intolerância e condenação
~ Raciocmio ob e sivo e comportamentos compul ivo
~ urtos de autopunição e masoqui mo
> Ante de mai nada, procure conhecer bem
eu superego, o seu juiz interior. Aprenda a distingui-
lo de eu próprio eu, a reconhecer-lhe a voz e o efeito
que provoca em você. Pre te aten ão à maneira como
ele afeta eu bem-estar e sua rela ão com o ambiente.
omece a pen ar em sua voz de comando como "ele",
não como "eu". Lembre- e que sua voz apena parece a voz de Deus.
> Atente para a tendência a ultrapa ar eu limite. Independentemente da
importância de eu projeto, você não pode ser eficiente se não conseguir de can-
sar nem refre car a cabeça. eu trabalho não airá perdendo com e sa "folga "- na
verdade, ela lhe fornecerão melhores condições de abordar ua tarefa. Re erve al-
gum tempo para a diver ão. Você verá que muita de uas maiores in piraçõe vi-
rao quando você e tiver di po to a brincar.
> Você tende a crer que a coi as e tão toda obre seus ombros, e is o é mui-
to e tre ante. Deixe que o outros o ajudem e procure entender que, embora a abor-
dagem dele po sa não er tão bem pen ada e elaborada quanto a sua, a contribui-
ção que fizerem pode indu ive enriquecer ua própria per pectiva. Além di o, você
pode abrir em ua vida um e pa o para a erenidade acentuando aquilo que há de
po itivo no que eles fazem. e você e do Tipo Um, é provável que o outro aibam
qu você é capaz de fazer cntica con trutiva e até lhe peçam con elho . Porém
não tenha medo de manife tar eu apreço pelas pe soas e pelo que ela fazem. Ela
não p n arão menos dc você e, ja que é bem provável que eja conhecido por sua
objetividade e franqueza, um elogio eu valerá muito para elas.
> A veze você demora a perceber que preci a de alguma coi a, principalmen-
te na área da emoções. Ma , quandQ identificar uma nece idade, faça o po ível e o
impo Ivel para verbalizá-Ia. ua integridade não ofrerá se o outro ouberem que
você e tá magoado ou preocupado. Pelo contrário, er aberto e incero quanto a ua
vulnerabilidade é um do elemento e enciai ao de envolvimento de uma verda-
deira integridade. Ao me mo tempo, cuidado com a tendência a falar as pe oa, ao
invés de falar com ela. Quando e entir fru trado ou irritado, procure olhar para eu
interlocutore , evitando a sim que se tornem mera ab tra ões para você.
> Admita que não con eguirá livrar- e das parte de si me mo que não o agra-
dam. a melhor da hipótese, você con eguiria reprimi-Ia por algum tempo, mas
isso apena adiaria e aumentaria seus problemas. Enquanto e tiver convencido de
1
AD VLRT· (lA
rOl L: IA PATOLOGI o:
I Isturbio b ivo-compulsivo,
Dlsturbio Depre ivoda Per ona-
lidade, di turbios alimentares,
culpa desesperadora e comporta-
mento autodestrutivos.
PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM
PARA O DESENVOLVIMENTO
DO TIPO UM
REFORÇANDO OS PON10
FORTES DOTIPO UM
OS DONS DO TIPO UM
Independentemente de no so tipo, todos nós te-
mo pontos fracos e forte , embora nem empre aiba-
mo reconhecê-los. É importante lembrar que nos a
qualidade po itivas não preci am er nem adquirida
nem acre centada - elas já existem e ão um recurso
de que podemo lançar mão em qualquer momento.
enhuma pessoa saudável, qualquer que seja o tipo, e ente à vontade dian
te da fal idade. Entretanto, a pe oa do Tipo Um são espe ialmente motivadas a
er honesta em toda as situações. Para ela, falar com sinceridade não é o ba tan
te. a medida do possível, ela querem er coerente tanto nas palavra quanto no"
ato. Iludir alguém ou alegar possuir algo que não pos uem é para ela imple mcn
te inconcebível: dizem o que realmente querem dizer e fazem o que dizem. Es ti
po de integridade é muito tocante e inspirador. Trata- e de um apelo à excelência
que atinge a todo.
jeanne, a líder e piritual que já conhecemo, de creve o prazer que lhe dá CUI-
dar dessa integridade:
que vo e eleve ser d uma determinada forma, nao con cguira CI aquilo que l' Il'.iI
ml'nt . Procure con cientizar- e mais des a parte de i me mo, nt nd '·Ia" 11
H'
Ihor, em vez de tentar mudá-Ia. Você não pode transformar-se - ningucm ()(le lc Dl')
xc de lado eu projeto de auto-aperfei oamento e aprenda a e tar con igo ml'''llIo
I o é um de afio muito mai difícil do que esfor ar-se para caber num modelo Idea
Iizado do que deve er uma boa pessoa.
> Aprenda a reconhecer e assimilar sua raiva. Me mo que não a alUe nem lill
ja que ela não exi te, você a armazena no próprio corpo. ls o torna a ma ot rapia
e o trabalho com a energia especialmente benéfico em seu caso. Da mesma forma.
a yoga e o exercício de alongamento também podem fazer maravilha por "l'lI
bem-estar fí ico e emo ional. Além disso, você poderá identificar certas po turas ill
conscientemente adotada, que o fazem forçar o mú culos mais do que o nece"sa
rio, me mo nos movimento mai simples. Tudo que e faz - de de escrever UIll.1
carta a dirigir um automóvel - pode er feito com relaxamento e atenção ou mlll
resi tên ia e tensão.
Como diretora de uma escola, era minha obrigação fazer tudo para que as
crianças estivessem sempre em primeiro lugar, Nada poderia estar além
desse dever moral. Sempre tinha muita satisfação transcendendo minhas
próprias necessidades pelo bem do sistema como um todo, Fazer o melhor
era o mesmo que não tomar atalhos nem procurar as saídas mais fáceis pa-
ra as situações.
Finalmente descobri uma coisa que realmente adoro: dançar. Agora que
danço sempre, descobri que posso entregar-me inteiramente a essa ativida-
de. Quando estou dançando, surge um lado brincalhão, sensual e paquera-
O" Il'Pll'"l'ntantl''' ",lud,lvl'j" do 111'0 m r forçam "ua "cn"a ',10 d ' Int gnda
de vivendo conform' um 'onJunlO d principio muito dar . -ntr 'Ie, tem d -
taque a no ao d equanimidad, d ej d que todos jam tratado com ju tiça.
[SC;' prin Ipio con tituem o parâmetro objetivos pelo quais avaliam a própria
e p riên ia e definem cur o en ato para eus empreendimento . Ma eles utili-
zam padrõe J1extvei e estão empre dispostos a aperfeiçoá-lo.
lém dis o, essas pessoas não e tão interessadas em vantagen nem ganhos
pe oais. Elas conseguem deixar de lado eu conforto e eus interes e por algo que
repre ente o bem final de todos. Ela eriam capaze , por exemplo, de votar a favor
de um imposto para a manutenção das e colas de sua cidade. I o não significa que
gostem de impo tos, mas que e di põem a apertar o próprio cinto em prol do bem
da comunidade. Além di o, provavelmente não ficariam aí: tentariam convencer os
outro dos problemas que afinal urgiriam e as escola não melhora em. (Ade-
rnai , endo mai Oexívei em ua po içõe ,a pe oa que e tão na faixa audável
tran mitem o que pen am de forma que os outros conseguem ouvir.) em esse tipo
de vi ão e acrifício, o mundo certamente eria um lugar mais pobre. ,de fato, em
nossa atual "cultura do de cartáveln
, de con umo de massa, bifes onoro e perda
e lucro medidos num ó dia, e a caracterí ticas ão mai importante que nunca.
Embora o repre entante mai audávei do Tipo Um e incomodem muito
com determinada questõe e procurem abordar racionalmente o problema que
encontram, eus princípios, método e padrões ético ão para sua própria orienta-
ção. Ele não tentam "con ertar" o outro, nem recorrem a pregaçõe ou pro eli-
ti mos - em vez di o, o in piram pelo extraordinário exemplo que lhe dão. A -
im, a pe oa e tão di po ta a ouvir - a veze com avidez - o que ele têm a dizer.
Alem di o, por aceitarem melhor ua própria condição humana e compreen-
derem a fraqueza alheia, ele podem er ba tante eloqüente e eficaze na trans-
mi ão da verdade e da sabedoria de ua vi ão.
a faixa audável, o repre entante do Tipo Um ão capaze de realizar mui-
tos dos seus objetivos porque mantêm o equihbrio e a autodi ciplina. Ele traba-
lham com afinco e fazem bom u o do eu tempo, ma também abem quando Uéo
ba tante" e e tempo de de can ar ou brincar. ompreendem que uma parte impor-
tante de sua eficácia vem do cuidado e da dedicação a i me mo ,do repou o ufi-
ciente e da não exau tão no trabalho. Me mo no prazere , tendem a ser eletivos,
bu cando féria, pa atempo e diver õe qu ejam tão agradávei quanto enrique-
cedore . ( a faixa audável, as pe oas do Tipo m também COI eguem er leve e,
aveze, até e permitem tolice .) Poder- e-ia dizer que ua autodi ciplina baseia-
e na "moderação em toda a coi a n.
Ca andra acabou percebendo que o nece sário é o equillbrio, e não a perfeição:
O CAMINHO DA
INTEGRAÇÃO: O TIPO UM
PASSA AO SETE
dor que eu adoro! Ele me permite expressar-me mais plenamente e de m .
neira sadia. Acho que a dança contrabalançou maravilhosamente bem a u·
perseriedade do meu tipo.
A pe oa do Tipo Um e atualizam e permane-
cem audávei quando permitem o urgimento e pon-
tâneo de ua rea ão mai in tintiva diante da vida, co-
mo no ca o da pe oa audáveis do Tipo ete. Ela
de cobrem que podem deixar-se afetar pela realidade
em preci ar re i tir contra ela. ls o se aplica e pecial-
mente a ua realidade interior - ela gradualmente
aprendem a baixar a guarda e a ficar mai a vontade com o que entem.
Também orno a pes oa audávei do Tipo ete, a do Tipo Um em pro es-
o de integra ão tornam- e meno dogmática e mais aberta. eu leque de po ibi-
lidade aumenta: ela e tornam mais curio a ,mai otimista, mai intere ada em
aprender e, principalmente, mai intere ada em conhecer ponto de vi ta diferen-
te dos eu . Ao de cobrir que, em vez de ferir sua integridade, e sa forma de abor·
dar a vida aprofunda e amplia ua própria visão, ela e tornam mais capaze de ac i·
tar a vi õe do outro.
o pro e o de integrar as qualidade mai audáveis do Tipo ete, a pe oas
do Tipo Um talvez tenham de enfrentar o medo de perder o controle sobre si me .
mas. eu superego dará illlcio a um ataque feroz, dizendo-lhe que, ca o relaxem e
e permitam maior liberdade, indu ive para aceitar- e, era o fim do mundo. E e
ataque geralm nte e manife ta como um medo da própria raiva. As pe oa do Ti·
po Um têm pavor da idéia de entir a raiva em ua plenitude, acreditando que i so
a levará a ato ternveis. Ma ,quando audávei o uficiente para e tar on cientes
de eu impul o , é muito pou o provável que venham a atuá-lo. a verdade, é CJ
falta de con cielltização e de auto-aceitação que leva CJ atuação de ellfreada.
Em re umo, as pes oas do Tipo Um querem muito ser boas e ão imp lidas.1
ação pelo fato de querer fazer algo para re olver os problemas que vêem a sua vol
ta. Ela go tariam de mo trar que ninguém preci a e conformar com a condlç( l"
injusta e terrí ei que às vezes há no mundo. Como os representante audáv I do
Tipo Oito, ela aceitam de afios e acreditam que podem marcar sua pre en a. h
tejam trabalhando contra a falta de moradia, a corrup ão na profis ão, o probk
mas do si tema du acionai, o mau hábito de aúde e alimentação ou a demon"
trações de falta de ética no ambiente em que vivem, elas estão certa de que l
po ível mudar e querem er parte da olução.
As im, a pes oa do Tipo Um que atingiram o Ivei superiores são uma fon-
te de discernimento e sabedoria ne te mundo amblguo. Elas têm a extraordinána
capacidade de saber fazer a coisa certa, principalmente no que e refere a valor '"
morais. ,graças ao seu grande realismo e objetividade, conseguem deixar de lado
seu próprio intere se e preferência - e até me mo eu pa ado e sua forma ao
para ponderar qual a melhor op ão numa dada itua ão.
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALIDADE
EM ESSÊNCIA
MARCUS BORG
AIIIIl()I~IA IH) I NI AlollAMA
allllallllcnlC, a., P -.,.,oa.,do Ilpo m nao alingirao a int gra 'ao ~llllplc"lllcn
te Illlltando as qualidades ttpi a~ da· do Tip ete. De nada adiantaria para la tor-
nar s' hip rativas ou hedoni ta . Ela preci am reconhecer a repre são e a tri teza que
fazem parle da e trutura de ua per onalidade. À medida que e con cientizarem mai
das ngida regra de eu uperego e não confundirem mai a "voz" dele com a do eu
próprio eu, elas começarão a manifestar naturalmente as qualidade que caracteri-
zam a faixa saudável do Tipo ete: alegria, entu iasmo, urio idade e aberlura.
o de afio para a pe soa do Tipo Um é estabe-
lecer uma trégua em ua guerra interior - e i o Ó
onseguirão se aceitarem em julgar todas as parles de
i me ma como ão. Tudo que existe na natureza hu-
mana tem uma função (pre umivelmente Divina). e
os seres humano· na cem com impulso sexuai , de-
ejo de prazer, entimento, impul o irracionai e a
capacidade de perceber e julgar (acerlada ou errada-
mente), não faz muito sentido ondená-Io, poi e a
é a maneira como ele ão feito. Temos apena dua
opçõe : reclamar com o fabricante, por a im dizer, e
tentar receber outro modelo ou aprender a c tar no
mundo com o que temo .
O que a pe soas do Tipo Um na verdade bu cam
não é o julgamento, mas aqu la qualidade que se cha-
ma discernimento. O di cernimento é a percep ão de que a coisas po uem diferen-
te qualidade .Já o julgamento pressupõe uma reação emocional que, na realidade,
interfere com o di cernimento. Uma coi a é dizer que o tapete e a parede têm core
diferente . Outra é dizer que o tapete é melhor, mais imp0rlante ou mai ju to que
a parede. m outra palavras, uma te temunha e um juiz não são a me ma coisa. O
di ernimento exige que ejamo te temunha .
Ob erve-se que não e tamos falando de ética da itua ão nem de relativi mo
ético, mas im da capacidade de ver que, omo as situaçõe e os fatos mudam, a im
também aquilo que pode er e perado como seu melhor de fecho. A abedoria no
permite ver a realidade exatamente como é, não como go taríamos que fosse. A a-
bedoria não ignora o cerlO e o errado nem nega que a opçõe que uma pessoa fez
poderiam er melhores ou piores. Em vez disso, a abedoria observa as opções que
foram feitas, a ilUação em que no encontramo agora e contempla a melhor po i-
bilidade. sabedoria sempre vê o que é verdadeiramente nece sário e melhor - em-
bora ela só possa surgir no momento presente e brotar da ausência de valores, opi-
niõe e julgamento preconcebidos. Mesmo que tenhamos con eguido criar um
inferno, a abedoria nos pode mo trar uma aída - e e tivermos di postos a u pen-
der o julgamentos acerca do que "deveríamo " fazer ou como "temos" de reagir.
Apena quando não obcecados com o fato de estarmo cerlOS poderemos en ontrar
a verdadeira correção - que é, afinal, encontrar o verdadeiro equilíbrio.
"A sabedoria não diz respeito
• penas à atitude moral, mas tam-
b m ao 'centro', o lugar de onde
fluem a percepção e a atitude
morais."
CARL RO ,EI~
"O curioso paradoxo que,
me aceito do modo qu sou, aI
que consigo mudar."
A palavra-chave para a cura, no caso do Tipo
m, é aceitação. Ela não quer dizer permis ividade;
ela ignifica que, se quero realmente colocar-me a ser-
vi o do bem, devo trabalhar com aquilo que é. Para a
pessoa do Tipo Um aceitarem a realidade, precisam
também aceitar-se, aprendendo a permitir - permitir
que as pes oas, inclusive elas próprias; sejam o que ão. Assim, permitirão qu lO-
dos conhe am a verdade por si sós, em eu próprio ritmo e de sua própria manei
ra. A aceitação não reduz no a capacidade de di cernir ou fazer opções ábia , pc
lo contrário: ela a aumenta infinitamente.
A aceitação abre porlas dentro e fora. A pessoas instintivamente reagem b m
ao representantes saudávei do Tipo Um porque e te a fazem entir que ão acei
tas, que seu interesse ão compreendido. Vários programas de doze passos termi-
nam sua reuniões com uma ora ão chamada Prece da Serenidade. As pessoas do Ti-
po Um que estão em bu ca do cre cimento interior fariam bem em reOetir sobre ela:
o fundo, a pessoa do Tipo Um se lembram da qualidade essencial da per-
feição. Ela abem que, num nível profundo, o univer o está girando exatamente co-
mo deve. (Como na famosa máxima deJulian de orwich, "Tudo estará bem. Toda
SOrle de coisas estará bem. ") Es a idéia de perfeição está relacionada à idéia de ple-
nitude e completude que vimos nos Tipo Oito e ove. As pessoas do Tipo Um vi-
venciam s a unidade perfeita como integridade.
o estado de integridade, toda a parles do todo e juntam à perfei ão para
criar algo mais que a soma da parles. Sentimo uma profunda paz e uma aceitação
da vida que no dão a capacidade de aber exatamente o que é preciso em cada si-
tua ão e em cada momento. Sabemos exatamente qual a energia necessária para rea-
lizar uma tarefa, eja ela a de limpar uma vidra a ou verbalizar um lampejo intuiti-
vo. Agimos e vivemo sem esforço e, no entanto, conseguimos realizar muito mai
do que quando temo o corpo tenso. Ganhamos força mediante o conhecimento di-
reto de que somo parte do de dobrar perfeito de algo que vai muito além da con -
ciência do ego.
A percep ão libera uma inteligência profundamente sábia e discernente que
ilumina tudo aquilo em que nos detemos. Quando as pessoas do Tipo Um, abrin-
do-se e aceitando-se pacientemente, conseguirem relaxar o bastante para reconhe-
cer que isso está e empre esteve ao seu alcance, elas se tornam os verdadeiros in -
trumento da vontade Divina que sempre ansiaram ser.
Deus me dê a serenidade de aceitar
as coisas que não posso mudar,
a coragem de mudar as coisas que posso
e a abedoria de discernir a diferença.
'I P
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
11.1/
OIllC O~ pontos
da~ quinzl'
lIhrmaçôcs para
(l Ilpo m.
O r ultado
c t.lrá entre 15
7 . As instruções
•10 lado o
aJudarão a
descobrir ou
confirmar eu
tipo de
personalidade.
~ 15 oc provavelm nte nao pertence a um
do tipo aquie cente ( m, Dois
ei ).
~ 15-30 Você provavelmente não pertence ao
Tipo Um.
~ 30-45 É muito provável que você tenha pro-
blema comun ao Tipo m ou que um
de eu pais eja do Tipo Um .
~ 45-60 É muito provável que você tenha um
componente do Tipo m.
~ 60-75 É muito provável que você pertença ao
Tipo m (mas ainda poderá pertencer a
outro e tiver uma concepção demasiado
limitada d te tipo).
As pes oas do Tipo
U m costum am
identificar-se
erroneam ente com o
pertencentes ao
Tipo Cinco, Q uatro
ou eis. As do
Tipos Três, eis c
Sete costum am
identificar-se
erroneam ente corno
pertencente ao
Tipo m.
CAPíTULO 8
TIPO DOIS:
O AJUDANTE
"Amar é admirar e valorizar as amávei qualidades da
pe soa amada, com a condição de que seja você o objeto
de ua ação."
AMUEL TAYLOR COLERlDGE
" ão podemos amar-no a não ser que amemos os outro
e não podemos amar os outro se não nos amarmos. M as
o amor egolsta por n6s me mos nos toma incapaze de
amar alguém."
THOMA MERTO
"Que um er humano ame a outro: essa é talvez a mais
difrcil de nossas tarefas, a tarefa suprema, a última pro-
va e a evidência, a obra para a qual todas a outras não
ão senão a preparação."
RAI ER MARIA RILKE
"Amar uma coisa significa querer que ela viva."
CO FÚCIO
o LTR i TA
OAMA TE
o PROTETOR
O COMPRAZEDOR
O FACILlTADOR
O AMIGO E PECIAL
6. ao sou de alegar o bem que faço as pe oas, ma
fico muito chateado se elas não reconhecerem ou
não se importarem com i so.
s. O fato de ser uma pe soa atenciosa e generosa me
faz sentir bem.
7. verdade que muitas vezes faço mai pelos outro
do que deveria - dou demais e não penso muito em
mim mesmo.
8. Quase sempre me vejo tentando conquistar as pe -
oas, especialmente e, a prinCIpio, elas parecem in-
diferente.
<). Tenho um prazer especial em receb r e entreter
meus amigos e toda a minha "grande família".
3. De cobri que as pe oas reagem com afeto quando
lhes dou atençao e incentivo.
4. ão po so ver um cachorro sem dono que já quero
levar para ca a
2. Para mim, ser amigável é natural: puxo conversa fa-
cilmente e chamo todo mundo pelo prenome.
I. Mlll IIltl'rl'~~l' pelas pl'~~oas 1C'a·ml' a envoln:r·me
profundam nte com elas - com seus sonhos, espe-
ranças e necessidades.
I ..... 1I11(c/ e
verdC/deim
Classificação
Tipológica
Segundo
a Atitude
2 ..... RC/m/llel1te e
vere/C/deira
la ifique a afirmaçõe
ao lado conforme sua apli-
abilidade com ba e na e-
guinte e cala:
3 ..... E m p C /r/c é
vere/C/e/eira
4 ..... Geralmen/e e
vere/adeira
5 ..... e /lll}rc é
vere/C/deira
Verifique a anali e da
pontuação na página 160.
___ 10. Posso er afetuo o e ajudar as pessoa, ma ou mai
forte do que pareço.
___ 11. onsigo manifestar meus sentimento mai aberta-
mente que a maioria.
12 ou capaz de sair de meu caminho para saber o que
e ta acontecendo com as pessoa de quem cu go to.
___ 13. Vejo a mim mesmo como um "reparador de cora-
çôes partidos".
___ 14. Minha saude e meu boi o já ofreram muitas veze
por eu ter colocado a nece idade e os intere se
dos outro acima do meu .
___ 15. Adoro me de dobrar para fazer a pe oas e enti-
rem bem-vindas e querida .
'11'0 DOI
TIPO D O IS DE PER O ALlD AD E: O AJU D A TE
FUNDAM NIAI
GO: "Você estará num hOIll
caminho se for amado p.'I"
outros e estiver perto di."
de não ser amado ou qUl rui"
simplesmente pelo qu
Sentir-se amado.
~ MENSAGEM DO SUPtlU
~ MEDO FUNDAM NTAI: ()
~ DESEJO
Não consigo imaginar-me pertencendo a outro tipo nem gostaria disso.
Gosto de envolver-me com a vida das pessoas. Gosto de ser compassiva, in-
teressada, carinhosa. Gosto de culinária e de trabalhos domésticos. Gosto
de ter a certeza de que posso ouvir qualquer coisa que as pessoas me dis-
serem sobre si próprias e continuar a amá-Ias. ( ... ) Realmente, tenho orgu-
lho de mim mesma e me amo por ser capaz de estar com os outros onde
eles estiverem. Sei como amar de verdade as pessoas, as coisas e os animais.
E sou uma grande cozinheira!
Chamamo e te tipo de per onalidade de o Aju-
c/ante porque há dua po ibilidade: eu repre en-
tante ou ão de fato o que mai ajudam o outro ou,
quando meno audávei, ão a pe oa que mai in-
vestem em ver-se como útei. endo genero o e sain-
do de eu aminho por cau a dos outro, eles entem
que po uem a forma de viver mai ri a e cheia de en-
tido que existe. eu amor e interesse - e o autêntico
bem que fazem - aquecem-lhe o coração e o fazem
entir- e digno. eu maior intere e e tá naquilo que ele on ideram as melhores
coi as da vida: o amor, a intimidade, o carinho, a família e a amizade.
Louise, uma mini tra, fala aqui da sua alegria em pertencer ao Tipo Doi
o Tipo Afetuoso e Interpessoa/: Generoso, Demonstra-
tivo, Comprazedor e Posse sivo
Quando audáveis e equilibrada, as pe oa do Tipo Doi realmente são amo-
rosas, solícitas, genero as e atencio as, atraindo a i o outro como o mel atrai as
abelhas. Com o calor de seu ora ão, a todos aquecem. om ua e tima e aten ão,
a todo animam, ajudando-o a ver a qualidade po itiva que po uem e de co-
nheciam. Em re umo, e a pe oa ão a per onificação do bom pai ou da boa mãe
que todo go tariam de ter: alguém que o vê como são, compreende com imen a
compaixao, ajuda e incentiva com infinita paciên ia e está sempre di po to a aju-
dar, abendo exatamente como e quando já não ão ne e ário. O repre entantes
audávei do Tipo Dois abrem-no o coração porque o seu já está aberto. Ele no
mostram como podemos tornar-no mais profundamente humano .
Loui e pro segue:
Sempre trabalhei ajudando as pessoas. Fui uma professora que queria ser
sensível às crianças e ajudá-Ias a ter um bom início. Fui responsável pela
educação religiosa de várias paróquias. Eu achava que, se as pessoas apren-
dessem mais sobre a vida espiritual, seriam mais felizes. ( ... ) A parte mais
importante de minha vida é a espiritual. Vivi por dez anos numa comunida-
de religiosa. Casei-me com um ex-sacerdote, com o qual tenho uma vida ba-
seada na espiritualidade.
"Importo-me com as pessoas." Porém, o lado sombra das pessoa do Tipo Doi
oberba, auto-engano, tendência a envolver-se de-
ma iadamente na vida alheia e a manipular o outros
para ati fazer a própria nece idade emocionai - pode cercear eu de envolvi-
mento interior. O trabalho de transformação pre supõe a vi ita ao nos o recôndi-
to mais ombrios, e i o vai radicalmente de encontro à estrutura da per onalida-
de do Tipo Doi, que prefere ver- e apena nos termos mai po itivo e favoráveis.
Talvez o maior ob táculo que a pes oa dos Tipo Doi , Trê e Quatro tenham
pela frente em rela ão ao trabalho interior eja enfrentar o medo correspondente à
sua Tnade, que é o de não ter nenhum mérito. o fundo, todos o trê tipo temem
não ter valor e, por isso, crêem preci ar er ou fazer algo de extraordinário para con-
qui tar o amor e a aceita ão do outros. O íveis inferiore , a pessoas do Tipo
Doi apre entam uma auto-imagem fal a, segundo a qual são ab olutamente de in-
tere ada e genero a e não querem nada em troca do que dão, quando na verdade
podem ter grandes expectativa e nece idade emocionais de que não se apercebem.
O repre entantes meno audávei do Tipo Dois buscam legitimar o próprio
valor Jazendo o que manda o superego: acriJicar-se pelo outro. Ele acreditam que
devem colocar as pe soas empre em primeiro lugar e ser afetuosos e desprendidos
e qui erem er amado. O problema é que dar essa prioridade ao outros torna es-
a p oa ecretamente re entidas e rancorosa. Apesar d e forçar- e por negar
ou reprimir o rancor e o re entimento, ele invariavelmente vêm à tona de manei-
ra a mai di er a , desestabilizando o relacionamentos e revelando a inautenti-
cidade pre ente em muita da alega õe de vários dos representante menos sau-
dávei do Tipo Doi, eja acerca de i me mo ou da profundidade do eu amor.
Porém, na faixa saudável, o quadro é completamente diferente. O próprio Don
tem em ua família um exemplo que repre enta o arquétipo do Tipo Doi: sua avó
materna. Durante a egunda Guerra Mundial, ela foi uma "mãezona" para metade
do contingente da Força Aérea ba eado em Biloxi, Mi i sipi: dava comida aos ra-
pazes; colocava a ca a à di po ição deles, como se fosse eu egundo lar; dava con-
elhos e con 010 aos que e entiam ó ou tinham medo de ir para a guerra. Em-
bora o marido não fo e rico e o ca altives e dois filhos adole cente ,ela cozinhava
refeiçõe para o recrutas, dava-lhes pouso à noite e cuidava de seus uniformes, pas-
ando-o e pregando-lhes botõe . Viveu até o 80, lembrando sempre daqueles anos
como ornai felize e gratificantes de sua vida - provavelmente por ter tido aí a
chance d pôr em prática as qualidade audáveis do Tipo Dois.
Desde que me lembro, sentia que era meu dever cuidar das pessoas da mi-
nha família. Achava que precisava ajudar meu pai e minha mãe a aliviar o
stress. Eu sou a segunda de seis filhos e ajudei a criar minhas irmãs gêmeas,
onze anos mais novas. Lembro-me de sentir muitas vezes que tudo depen-
dia de mim. Passei a maior parte da infância cozinhando, limpando e lavan-
do para ajudar minha mãe, que parecia estar eternamente sobrecarregada
com seu próprio quinhão.
Entretanto, e e tipo de orienta ão cria um grave problema para a pes oa do
Tipo Doi. Para identificar- e inteiramente com o papel de arrimo e manter os en-
timentos positivo que ele lhes traz, e sa pes oa precisam reprimir muito as pro-
prias neces idade, mágoa e dúvidas. Quando i o acontece, elas têm cada vez mais
dificuldade em reconhecer suas carências e ofrimento e deixam- e atrair automa-
ticamente pelo dos outros. um nível psicológico mais profundo, ela tentam re-
olver para o outros o problema e as mágoa que não são capaze de perceber in-
teiramente em i.
Maggie é uma talento a terapeuta que devotou a vida a ajudar a curar a feri-
das da infãncia de eus cliente. Aqui ela fala obre eu precoce auto-abandono:
Favor obscrvtll que o "(1(/' "<I
da infilncia aqUI de'e 1 1 1 0 1 1 ,1 1 '
provo a o tipo de
per onalidade 111 /u~1lI
dis o, ele de CI evc Icmlrlll /li
observáveis na tcnta m je l/H III
que têm grande impacto oh"
os relacionamento que () 111'"
e tabelece lia vida adultll
a infãncia, a pes oas do Tipo Dois começam a
acreditar em trê coisas: primeiro, que preci am colo-
car a nece sidade alheias acima da suas próprias;
egundo, que preci am ceder para obter; e terceiro,
que precisam conquistar a afeição dos outro porque o
amor não lhe erá implesmente dado. Ela entiam
que a unica forma de erem amadas era reprimindo a
suas nece idad e ati fazendo as do outro, de do-
brando- e em atenções e gentilezas para serem queri-
da . A depender do grau de desestruturação do am-
biente que tiveram na infãncia, ela poderão haver aprendido ainda que reconheccl
as própria nece sidade era uma forma de egoísmo expres amente proibida p lo
uperego. ("As pe oa boa não têm neces idades. Devotar muito tempo a i mes
mo é egoísmo. ")
As im, o Tipo Dois aprendeu a agir dentro do i tema familiar - e em todas a
relações ubseqüentes - como o ajudante, o amigo de interessado, aquele que que I
agradar e dar atenção e apoio a todos os demai . Quando joven ,os repre entant s
do Tipo Doi podem con eguir um lugar dentro da família cuidando do irmão, fa
zendo a tarefa da casa ou ocupando-se dos pai de várias maneiras. Ele ão pro
fundamente condicionado a pensar que, sacrificando- e, serão recompen ados
com o que a famtlia considera amor.
Lois, educadora e administradora com va ta experiência, fala-no um pouco
acerca das obriga ões que a crianças do Tipo Doi entem como ua :
o PADRÃO DA INFÂNCIA
OS SUBTIPOS
CONFORME AS ASAS
TIPO DOIS COM ASA UM: O SERVIDOR
F a ix a a u d á v e l As pes oa de te ubtipo aliam o
afeto a eriedade de propó iLO enquanto bu cam er
boa e colocar- e a erviço do outro. A combinação
da moralidade do Tipo Um com a empatia do Tipo
Doi leva a um forte de ejo de aliviar o ofrimenLO hu-
mano. E a pe oa ão muita vezes como o Bom a-
maritano, poi e di põem a a umir as tarefa meno
reconhe ida e glamouro a , geralmente evitada pe-
lo outro. Mai cria que o repre entante do outro
ubtipo, dedicam- e mais abertamente à pe soa e
ão frequentemente encontrada no en ino, no ervi-
ço publico, na profis õe da área da aúde e da reli-
gião e naquela que envolvem o trabalho com os des-
valido ou com o deficiente fí icos ou mentais.
F a ix a M é d ia As pessoas de te ubtipo entem-se
obrigadas a lutar contra sua atitudes e entimento
"egOlsta ", pois e julgam re pon avei pelo bem-estar
do demai . Costumam er óbria ,severa consigo me ma e cumpridoras de seus
deveres. Ape ar de emocionais, tendem a dificuldades na expres ão da emoções,
poi não e entem à vontade chamando a aten ão - me mo que de ejem er impor-
tante na vida do outros, preferem trabalhar no bastidore . E a pe oa vivem
um conflito entre os princípio e a nece idade emocionai que, em geral, a leva
N prim iro dia d aula da primeira s rie, vi várias crianças brincando no
pátio da escola. Ias gritavam, corriam, empurravam-se. Eu tive a impres-
são de estar no inferno, já que não estava acostumada a estar com outras
crianças e aquelas me pareciam "fora de si". Que fazer? Vi de repente, no
lado oposto do pátio, uma garotinha. Ela chorava sem parar, estava toda
desarrumada, o cabelo uma bagunça, os sapatos desamarrados - precisa-
va de ajuda! Bingo, tracei uma reta até ela, abracei-a e lhe disse que não ti-
vesse medo, eu cuidaria dela. Foi co-dependência instantânea. Senti-me se-
gura e necessária. Só muitos anos depois é que vim perceber como eu
também estava amedrontada e como aquela criança era meu espelho.
Em razão de a dinãmica, a pe oa do Tipo Doi aprendem a lidar com eu
entim nto mai negativos concentrando- e no outro, e forçando- e por agrada-
lo ajuda-lo. Todavia, quanto mai de e truturado for o seu ambi nte familiar,
mai ela e perarão a rejeição e mai an io a tarão por provocar reaçõe po iti-
va. m ulLima análi e, acabarão fazendo qualquer coi a para obter um sinal, uma
prova de qu ão amadas.
Exemplos
Madre Teresa de Calcutá
Eleanor Roosevelt
Desmond Tutu
Danny Thomas
Ann Landers
Barbara Bush
Lewis Carroll
Florence Nightingale
Albert Schweitzer
Exemplo
jack Paar
Anne jackson
Delta Burke
Merv Griffin
john Denver
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
Luciano Pavarotti
Sammy Davis,jr.
Sally jesse Raphael
Arsenio Hall
Anne Meara
Tenho "Direito". O Autopre ervacioni ta do
Tipo Doi reprimem o próprio instinto de Autopre er-
vação para concentrar- e na ati fação da nece ida-
des alheia. As pe soa que se classificam conforme
e ta ariante In tintiva ão a que provavelmente mais
e dedicam aos outro em detrimento de ua próprias ne e idade, tendo a im
pou o de can o ou tempo para si. Geralmente go tam de receber e cozinhar, mas
podem não e alimentar bem ou não con eguir divertir-se nas reuniõe que promo-
vem. Embora ubcon cientemente e perem que a pe oa cuidem de ua própria
O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO DOIS
F a ix a a u d a v e l A pe oa deste ubtipo ão
mais ociávei : bu cam o amor pelo e tabelecimento
de rela õe pe oai com o demai e de ato que os fa-
çam entir- e bem. ua auto-e tima e tá a ociada a
ua própria qualidade e não ao erviço em prol da
comunidade. ncantadora, falante e adaptáveis, têm
muita "per onalidade" ego tam de brindar o amigo
e familiare com o que têm de melhor - o talento na
culinária, na conver ação, na mu ica ou a capacidade
de aber e cutar - como forma de partilhar ua rique-
za interior.
F a ix a M é d ia Embora amigávei e bem-humora-
da ,e a pe oa ão ambicio a e deliberada. ormalmente não e dedicam mui·
to a cuidar do outro; c mai facil que con iderem ua amizade e ua atenção uma
dádiva uficiente para eles. Ia podem ter uma faceta edutora, bem como uma
maior oncentração no relacionamento, que a leve a er dema iado amigá eis,
exageradamente entimentai e dada a hi trioni mos, re ulLado da mi tura entre o
de ejo de aceitação do Tipo Trê e o impul o para a intimidade do Tipo Doi. Me-
no cria e mai voltada para o cumprimenLO de tarefa que a do outro ubtipo,
e a pe oa geralmente ão também meno dada a autoque tionamentos e auto-
cnticas. Ela ão objetiva quanLO ao que querem, chamando a atenção para o que
são capaze de oferecer. Podem er pre unço as, arbitraria e, por veze ,arrogante
a envolver-se com algum tipo de en inamento moral ou religio o. LIas pod '11l 101
nar- e 'tremamente autocrítica e negligenciar a aude, negando a propna •..IH
sidad e muita veze a umindo o papel de mártire .
TIPO DOIS COM ASA TRÊS: O ANFITRIÃO
Illn,>,>id,ld ''>de Autopre ervaçao, raram nte ao apaz d p di-lo de forma dlr -
la Por 15 o, e tão e pe ialmente propen a a sentir- e como mártire ,achando qu
os outro lhe "devem" uma paga por eu erviços, como se dis e em: "Tenho di-
reito a qualquer coisa de que precise por ter feito tanto por todo mundo".
A medida que a ansiedade aumenta, o Autopre ervacionistas do Tipo Doi
começam a ati fazer sua necessidade de modo indireto. Ao me mo tempo, seu
in tinto de Autopreservação e distorce pela tendência a reprimir o entimentos e
impulso. Além dis o, ele podem tornar- e pre unço os, vangloriar- e de eu a-
crifício e sentir- e cada vez mai no direito de fazer tudo aquilo que julguem com-
pen ar uficientemente o eu ofrimento. reivindicação de privilégio e peciais
pas a a coexi tir om os exce o na alimentação e o recurso a medicamento para
suprimir a agres ividade. A negação do problemas se alterna à queixa: é "Eu não
preciso de ajuda" ou" inguém liga para m inha nece sidade ". Ele pa am a re-
correr cada vez mai à manipula ão emocional, levando os outro a entir- e culpa-
do para ati fazer ua nece idade.
a faixa não- audável, os Autopre ervacioni tas do Tipo Doi tornam-se pre-
unço os e caem no extremo de negligen iar ou abu ar do próprio bem-estar físi-
co .. comum a ob e ão com a comida ou com intoma fí i O. urgem distúrbio
pico omáticos e sinai de hipocondria. Porém a supressão de neces idades emo-
cionai ou de entimento de agre ividade pode criar problema de saude reai .
O INSTINTO SOCIAL NO TIPO DOIS
O Amigo de Todos. a faixa média, o in tinto ocial e manife ta no Tipo Doi
por um forte de ejo de er querido e aceito por todo de eu círculo ocial. Como
o do Tipo ete, geralmente têm agenda cheia e go tam de apre entar pe oa, fazer
contato e receber. Muito e urpreendem com ua facilidade em lratar qua e todo
mundo pelo prenome. Eles go tam de er o centro de eu grupo ocial, poi têm
muita nece idade de er notado e lembrado para afa tar o medo tremendo de er
exclUldos ou de con iderado .
A medida que ua nece idade de amor e atenção aumenta, o repre entantes
ociai do Tipo Doi come am a buscar legitimação por meio da popularidade ou
do contato mais tntimo com pe oa bem- ucedidas ou bem-vi ta em eu grupo.
la bem podem ter ua própria ambiçõe ,ma estas são ba icamente in onscien-
te e indireta. I o pode levá-la a agir vi ando tornar-se indi pen ávei àqueles que
julgam ter suce o: "Uma mão lava a outra". e e tiverem insegura de sua aceita-
ção ocial, podem cultivar eu dote para aumentar o próprio valor e, a im, ter
mai a oferecer (por exemplo, a medi unidade). s as pe oa tentam impre ionar
o outro dando con elho - e pirituai , finan eiro ou médico -, ma também ci-
tando di plicentemente o nome das pe oa importante e famo a que conhecem.
E a ultima caracterí tica muita veze lhe traz problema, poi seu de ejo de mo -
trar qu ao amigas de VIP geralmente a faz ometer indiscriçõ 5 c rc chll '>t'gl(
do . O repre entantes do Tipo Dois que e tão na faixa m dio-inferior arn'>C.II11
'>(
a fru trar eu ente queridos por disper ar-se entre inúmero contato SOCIal'>,
'>tIII
fixar- e muito em nenhum. Tamanha é sua nece idade de aprova à que eles p '1-
seguirão mesmo o menor indício de atenção.
a faixa não- audável, e sas pe oa correm o ri co de er extremam nt pa-
ternalista , de tacando con tantemente sua "boa açõe "e exigindo-lhe re onhc
cimento: "Onde você e taria em mim?". Da me ma forma, podem mo trar- e "boa
zinhas", encobrindo o erros daqueles que e timam para mantê-lo em eu poder',
assim, tê-los empre por perto.
o INSTINTO SEXUAL NO TIPO DOIS
Ânsia de Intimidade. a faixa média, o repre entantes exuais do Tipo DOI'"
constituem os verdadeiro viciados em intimidade do Eneagrama. Eles agem con
forme o impu I o de aproximar- e, tanto emocional quanto fisicamente, dos outro •.•
,
I so os leva a empenhar-se em conquistar a pes oa que o atraem, principalmen-
te quando ela parecem indiferentes e representam um de afio. e, no ca o do Tipo
Dois, a Variante ocial leva as pes oa a querer er amigas de todos, a ariante c
xual a leva a querer er as melhores amiga de alguém: concentram- e em pouco •.•
ego tam do papel de confidente e amigo e pecial, único. Ela apreciam a conv r-
a a ó ,em que e trocam egredos e se fala "do relacionamento", e go tam de d 5-
cobrir quai a coi as que o parceiro valoriza, endo capaze de pe qui a-la para
aproximar- e ainda mai . ("Uau, eu também tenho ouvido muito o di co que i-
natra gravou no ano 40!")
palavra sedução tem ido muito as ociada ao Tipo Doi em geral, ma e apli-
ca principalmente ao eu repre entante exuai. O nove tipo têm ua própria
forma de eduzir. de ta Variante exual do Tipo Doi con iste principalmente em
cumular o outro de atençõe . Es as pe oa e di põem a conver ar obre o proble-
mas do outro para aproximá-lo mais. A atividade exual propriamente dita pode
também entrar em jogo, ma nem empre é algo con ciente.
medida que a an iedade quanto ao de ejo que de pertam aumenta, o repre-
sentantes exuai do Tipo Dois come am a perseguir o outro, temendo que e te não
lhes desse eu tempo e ele não se esfor a em em con egui-Io. o íveis inferio-
res, e a pe oa começam a fazer pre ões e exigências, não aceitando um "não"
como resposta. Mesmo que possuam a afei ão do outro, não e sentem próxima o
ba tante. nquanto o repre entantes da Variante ocial go tam de fazer muitos
contato e apre entar a pe oa umas à outra, o da Variante exual querem man-
ter os amigo di tante , temendo que e de cubram e o excluam da relação.
variante e ual dota a pe oas menos saudávei do Tipo Dois de exce ivo
ciume, po e ividade e uperproteção. O medo de perder o objeto de eu de ejos
As pe soa do Tipo Dois reforçam sua auto-imagem fazendo o bem.
São g neroas com eu tempo e . ua energia, e timando, incentivan-
do e apoiando os outros. Alem (li o,ão emocionalmente expres-
sivas e gostam de partilhar eus dote com todos.
Temendo que o que fazem não baste, as pes oas do Tipo Dois ten- Í
tam aproximar-se mais do outros para convencer- e de que . ão V
querida. Empenham-se em cultivar amizade. e conquistar a pes- E
soas fazendo o que podem para agradar, adular e ajudar.
I
S
A pe oas do Tipo Doi concentram-se nos entimento alheio
com carinho o intere e como forma de ddender-se de seu Me- D
do Fundamental. Auto-imagem: " ou afetuoo, ohcito e des- O
prendido".
I
S
As pessoas do Tipo Dois ressentem-se porque os outros não as va-
lorizam segundo ela acham que merecem, mas não conseguem D
manifestar livremente a sua magoa. Reagem queixando-se da sau-
de, chamando a atenção para suas boas ações e lembrando às pes- E
soa o quanto lhes devem. entimemo. reprimido começam a cau- S
sar problemas flsicos. E
As pessoas do Tipo Dois estão tão desesperadas por obter amor que
começam a busca-lo obsessivamente. Julgam-se no direito de ter o ]
que quer que seja por haverem sofrido tanto, chegando a atuar a M
necessidade de afeto das formas mais impróprias e perigo. as. E
A percepção de que foram "egoístas" ou fizeram alguem sofrer e in-
suportável para os representanles menos saudáveis do Tipo Dois.
T
Eles ficam arrasados física e emOCIOnalmente, passando a agir co-
mo vítimas e martirizando-se a ponto de obrigar as pessoas a inler- O
ferir para cuidar dcles.
As pessoas do ltpo Dois deixam de acreditar que nao t 'm o ditei
to de cuidar de si e, assim, assumem seus sentimentos e necessi- T
dades, tornando- e livre para amar o outros em expectativas. Ao I
atingir eu De ejo Fundamental, libertam- e também para amar
incondicionalmente a si mesmas ao demai. ão alegre, amá- P
vei e humildes. O
As pe soas do Tipo Dois recetam que seus entes queridos as amem
menos que aos outros e, por i. so, querem tornar- e impre ell1di-
veis. Tentam ganhar direitos sobre as pessoas colocando as nece -
sidades alheias a ima das própria'. Soberbas porém carentes, elas D
não querem perder os outros de vista um in tante sequer. E
,s pe 'soas do ] ipo Dois temem estar afastando de si os outros, o
que, de fato, pode ser verdade. Para salvar a auto-imagem, raciona- V
lizam o próprio comportamento acusando-os de "egOlstas e lI1gra-
O
tos". rentam despertar a piedade alheia para substituir o amor e
manter as pessoas em sua dependência para impedir que se afastem. L
V
A p o io
D o C /(c io
E m p a tia
A fe to
Pre 'un(do
A u /o rita ri m o
V itim iz a (a o
Opresscio
PrftfllScio
C o e rç ã o
il'llll() (/IC IW
P o s s e s iv id C /d e
lntlllsao
B o a s intenções
C o m p ra z im e llio
Au/(Uu ti{ic a (c io
:i1 a llip u la (a o
ApoIO C/si lIIesmo
A m a I
IIlcondicional
4
M
TI P
DESAFIOS PARA
O CRESCIMENTO
DO TIPO DOIS
"P o s s o ja z e r q u a lq u e r um g o s /l/I
de m im ."
Como vimos, as pessoas do Tipo Dois tendem a
ser muito generosas, mas também a ter in eguran a
quanto ao afeto que despertam. Quando começam a
recear que o que fazem por todo não ba ta, arriscam-se a tentar "agradá-los" - a
procurar dizer e fazer coisas que os fa am gostar delas. É muito difícil que, uma vez
assumido esse comportamento, essas pessoas consigam evitar abordar os outros ou
deixá-lo ter seu próprios sentimentos e experiências: elas tendem a lan ar-se em
seu encal o e praticamente sufocá-lo .
Essa atitude pode manifestar-se de diver as forma ,desde a demon tra ão for-
çada de amizade até o exce so de solicitude para promover o bem-estar do outros,
passando pela generosidade exagerada e pela bajulação ostensiva. Além disso, essas
pessoas entem-se impelidas a relacionar-se indiscriminadamente, tornando-se a
melhores amigas do carteiro e praticamente adotando todas a crian a da vizinhan-
ça porque sua auto-estima depende da proximidade dos outros. Elas estão tentan-
do preencher um vazio no cora ão com os entimento positivos de outra pessoa.
Como a maioria dos projeto do ego, e e também está fadado ao fracasso.
No fundo, as pessoas do Tipo Dois não abem se os outros estariam tão perto
delas se para sem de ser tão generosas e incentivadoras. Assim, por mais que suas
gentilezas sejam reconhecidas, seu cora ão permanece intacto: a gratidão não pode
curar o desvalor que no fundo sentem. Além disso, os outros percebem que há se-
gunda intenções nessa "generosidade" do Tipo Dois, podendo com o tempo afa -
tar-se e por fim rejeitar as tentativa de aproxima ão.
A seguir, alguns dos problemas mais freqüen-
tes no caminho da maioria das pessoas do Tipo Dois.
Identificando esses padrões, "pegando-nos com a
boca na botija" e simplesmente observando quais as
nossas rea ões habituais diante da vida, estaremos
dando um grande passo para libertar-nos dos aspec-
tos negativos de nosso tipo.
o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO DOIS:
"AGRADAR" AS PESSOAS
a I va a rondá-lo, temendo que se afaste. Por con eguinte, p derao transformar (l
outro numa obsessão, passando a interrogá-lo compulsivamente e a não a irar t1('
nhuma rejeição nem qualquer reação que considerem inadequada. Além di o, po-
derão assediar a pe oa com quem estão romanticamente obcecadas ou agir preda-
toriamente com aquelas que não conseguem resistir às suas tentativa de
aproximação.
Eu tinha uns 4 ou 5 anos de idade e queria ser amigo de uma garota que vi-
via na minha rua, embora ela pouco se interessasse por mim. Havia um tren-
zinho de corda que era um de meus brinquedos favoritos e pensei em dá-lo
a ela para que gostasse de mim. Então fui com ele até sua casa e a vi brin-
cando na varanda. Mas,justo quando ia dá-lo de presente, percebi (sem sa-
ber ainda qual a palavra) que aquilo era suborno. Mesmo assim, foi uma lu-
ta, pois tudo em mim me fazia querer dá-lo para que ela gostasse de mim e
se tornasse minha amiga.
RIC h, um c~uitor d 40 ano, ca ado, rccorda uma ocorr 'ncla da infanda que
ilu •.•
tra () •.•
ofnmcnto p r d tra de comportamento:
" ão é m aravilhoso o fato de
erm os tão próxim os?"
Re erve uma página em seu Diário do Trabalho Interior para fazer anotaçõe sobre o
meios que emprega para tentar agradar as pe oas. Vocêtenta elogiar os outros para fazê-los
gostar de você? Dá ou empresta dinheiro, faz favore e peciai ? Como você chama a atenção
para o que faz por eles, por mai sutilmente que ache que seja? Vocêja e viu alguma vez ne-
gando ou justificando uas tentativa de agradar? Vocêtem orgulho ou vergonha di o? E co-
mo reagiria e alguém lhe perguntas e algo a re peito? orno e ente ao pensar ne a coi-
sas? Como se ente quando a coi a e na direção opo ta, ou eja, quando ão o outro que
tentam adula-lo ou agradá-lo?
Papel Social: O Am igo Especial
o representantes típicos do Tipo Dois definem-
e como o Confidente ou Amigo E pecial. Eles que-
rem que o outros os vejam como O seu melhor ami-
go e que os procurem para pedir con elhos e contar
egredo . Ocupar um lugar e pecial entre os familiares e amigos para ter informa-
çõe confidenciai - aber pequenas coisas que ninguém mais abe -torna-se então
uma "prova" de sua intimidade. Ele devotam boa parte de eu tempo a fazer novos
amigos e manter contato com os antigos, querendo er informados de tudo e con-
ultados em todas as deci ões importantes.
Es as pessoas querem que os que estão de fora da relação aibam o quanto são
íntimas de seu amigos. Tal postura as leva muitas vezes a fazer fofocas para com-
provar es a intimidade e, as im, acabam "soltando" detalhe que não deveriam so-
bre a vida dos amigos. Para elas, es e tipo de indiscrição demonstra o quanto se
preocupam com os outros. C"Jack e Mary estão com problemas no casamento - de
novo. E agora, para piorar, o coitado do Jack não está muito bem no trabalho.")
A pes oas do Tipo Dois também se empenham muito em encontrar formas
de ter mais a oferecer aos outros. Para isso podem, por exemplo, dedicar-se a apren-
, 11'
Observe o que faz pessoalmente para garantir o contato com o outros. Vocêfaz servI
ços e favores especiais? Fala muito sobre a relação? Precisa que a pessoa c tejam emprc
reafirmando a e tima que entem por você? Como você e ente em relação a elas? E em re
lação a voc mesmo?
d r lOt a omo leitura das carta do tarõ, mas agem, ura cncrgéti a, nutri ao, cu-
Imaria, cuidado de bebês e arte anato, no intuito de pre tar rvi o fazcr os ou
tro e entirem melhor consigo me mo - e com ela , as pessoa do Tipo Dois. o
fundo, acham que, se tiverem algum tipo de dom ou poder e piritual C aber I r a
aura ou mini trar os acramento, por exemplo), o outro sempre de ejarão tê-Ias
por perto.
JOHN DONN
"Aquele que sabe onde está
como se chama a sua própria vir·
tude não tem nenhuma."
Soberba, Adulação e Satisfação Própria
Quando o ego tenta ver- e como fonte de amor e valor na ida do outro ,o re-
ultado é a soberba, a Paixão ou "Pecado apitai" do Tipo Dois. C" e não fosse por
mim, onde você e taria agora?") O verdadeiro amor e o verdadeiro valor fazem parte
de no a natureza E encial e urgem e pontaneamente quando e tamo realmente li-
gados ao nos o coração. Quando não o fazemos, entimo-no indigno e vazios, e a
soberba é a estratégia que o ego encontra para encobrir e es penosos entimento .
A soberba geralmente e manife ta ob a forma
de adulação. ob ua influência, as pe soa do Tipo
Dois entem- e impelidas a elogiar o outro, ó que
com o de ejo incon ciente de ter em troca es e mes-
mo tipo de atenção. Ela e peram que o outro per-
cebam como estão sendo genero as e carinhosas e pa-
guem-lhes na me ma moeda. Quanto mais in eguras estiverem, maior a tendência
a elogiar e bajular, na esperança de serem também apreciadas e elogiada e conta-
rem com a gratidão dos outro .
Qualquer que seja o tipo, a soberba empre é uma expre ão da indispo ição
para reconhecer a no a própria magoa e pedir ajuda; ela é a incapacidade de admi-
tir a gravidade de no o próprio sofrimento, carência e vazio. Por cau a da ober-
ba, as pessoa do Tipo Dois e ocupam das mágoa de todo mundo, ma se esque-
cem da ua. C" ão preciso de nada! Estou bem! Estou aqui para cuidar de v o a ." )
A oberba e trai na rea ão defensiva que surge quando e tem a audácia de ugerir
que alguém do Tipo Dois também tem mágoas e necessidade.
Como o demais tipos da Tríade do entimento, a auto-imagem amoro a do
Tipo Doi esconde profundos sentimento de vergonha, dor e hostilidade. Enquan-
to esses sentimentos não forem proce sados, seus representantes não conseguirão
expressar tudo o que sentem. Assim, a soberba não só os impede de receber amor e
,1(JOIO dos outro." como tambl.'m o., distanCIa da po ibilidad dc mar a., propria
feridas, camunadas por sua apar nt abn ga ào.
Em Busca de Expressões de Carinho
Quanto menos dignas de amor se sentem, mais as pe soa do Tipo Doi e con-
centram nas coisas que para elas significam que são amadas. Entretanto, essa "pro-
va " vão variar de pessoa para pessoa: podem er de de um abraço até um ato se-
xual, pa ando por um determinado tom de voz, o agradecimento por um favor
pre tado ou um teldonema.
Chamamo e as provas de expre õe de carinho. As pe oas do Tipo Doi ten-
dem a concluir que não ão amadas, a meno que o outro lhe diga determinadas pa-
lavras, como, por exemplo: "Eu te amo" - e i o com o tom de voz e o olhar e pe-
rados. Se o outro qui er demonstrar seu amor de outra forma que não eja a
expre são de arinho específica, não adianta nada. Com deito, ela incon iente-
mente julgam as rea õe do outros e ó algumas pa am pelo nitro de eu upere-
go. ("Jdf me cumprimentou e perguntou como eu ia, ma e ele realmente e impor-
ta e comigo, teria parado para tomarmo um café junto. ") aturalm nte, quanto
mai in egura e tiverem, mai difícil erá para e sa pe oa aceitar como provas
até me mo a mai evidente demon tra õe de amor.
Para sati fazer ua ne e idade de expre õe de carinho, a pe oa do Tipo
Doi co tumam dar dica a erca do que a fará entir- e amada. (" eu aniver ário
é em 16 de janeiro, não é? O meu também e tá perto.") e para um repre entante
do Tipo Doi o amor significa receber nore ,ele irá dar nores no aniver ário de um
ente queri.do, esperando qu o pre enteado lhe retribua da me ma forma. Infeliz-
mente, aí entra em cena um elemento ddil1lvel como "dar para receber em tro a".
A depender do quanto nece itemos de expre ões de carinho, poderemo dei-
xar de perceber boa parte do amor que no é oferecido. E, ja que uas expre õe de
carinho ão em boa parte moldada pelo que vivenciaram como amor na infância,
o que a pe oa do Tipo Dois con ideram "amor" podera er ba tante peculiar, em
função da agre sõe que po am ter ofrido. Além di o, quanto mai rejeitada e
entirem em decorrência de problema de infância, mai difícil erá convencerem-
e de que alguém realmente as ama. Ao final, ela podem julgar inadequada ou ne-
gativa até as expre õe mai onvencionalmente aceitas como amor.
Em seu Diario do Trabalho Interior, anali e a questao "Como ei que ou amado?" O
que para você conta como amor? De quem é o amor que você busca? QUaiSsão o indicio
de que e a(s) pessoa(s) o ama(m)? Como você sabe ou saberia que e ta sendo amado?
1
com o resposta."
" ão aceitarei um 'não'
Intim idade e Perda de Lim ites
Aprovar, elogiar, aplaudir e adular podem seduzir muito as p oa, s rl.'-
presentante típicos do Tipo Dois abem di o. Eles conhecem o poder da aten ao
e não ignoram o quanto a maioria da p oa está ávida por ela. Sua dispo i ão dl.'
dar aten ão e interes ar- e pelos assunto das pessoas pode rapidamente criar um
grau de intimidade imprevisto e incomum para a maioria. Muitas vezes sem perce-
ber, ela e vêem "numa rela ão" com alguém do Tipo Dois e têm de reagir às uas
expectativa . Quando e se alguém está na faixa saudável, aceita a reação que o ou-
tro pode oferecer. Porém, a depender da própria carência, a pes oa do Tipo Dois vai
e perar que o outro reaja de determinada maneira.
Qua e empre, as p oas do Tipo Dois querem estar fisicamente próximas da-
queles com quem desejam compartilhar ua intimidade. Abraçam e beijam com espon-
taneidade; para elas é fácil pa sar o braço pelo ombro dos outros e dar-lhes tapinha
na costa . A im, estão qua e empre e arri cando a mo trar-se demasiado familiare
em sua linguagem corporal, ua fala e sua maneiras, o que é fácil de er mal interpre-
tado no trabalho e em outra situa ões sociais.
Quanto mai empenhada em e tabelecer um re-
lacionamento, mai difícil para as pes oas do Tipo
Dois reconhecerem limite. Por isso, ão capazes de
fazer pergunta altamente indi eretas, seja sobre a aú-
de, a situação financeira ou a vida sexual dos outros.
Além di o, podem dar opiniõe e con elho não solicitados. ("Mary simple men-
te não é a namorada certa para você.") Quando não encontram uma nece idade ou
um problema e pecífico, elas podem começar a cri.á-los, geralmente da formas mais
inconveniente e desneces árias. ("Sábado eu venho e levo você ao mercado, depois
a gente vai para a sua ca a, eu o ajudo a fazer a faxina e depois vamos ao cinema.")
e o outros e e quivarem, achando que e tá havendo inva ão, a reação mai geral
do Tipo Dois é redobrar a solicitude.
A intromi são, no ca o do Tipo Doi ,pode ter matize exuai. A Variante Ins-
tintiva ocial e exual ão capazes de levar eus repre entante a demonstrar clara-
mente - e até a impor - suas nece sidade emocionai e exuai ,queira o outro ou
não envolver- e com ela . Uma faceta mai inocente de a caracteri. tica - mas, ain-
da a im, problemática - é a tendência a e tar empre pre ente, seguindo a pe soas,
inclusive ao anitário. ("Por que você fechou a porta?") aturalmente, e e tipo de
coi a em geral provoca o deito contrário ao de ejado, i to é, afa ta as pe oas.
o EQUILÍBRIO A SATISFAÇAO DAS ECESSIDADES
lembre- e de perguntar as pessoas querida o que preci am e o que não precisam de vo-
c ê . Di ponha-se a e cutà-Ias e aceitar-lhe o limites. Além disso, observe as vezes em que não
consegue fazer algo para i me mo porque teve de desdobrar-se para fazer um favor a alguém
Faça uma lista de coisas que precisa fazer por si diariamente e cumpra-a! Deixe-a num lugar
bem visível.
"D eixe que eu faço is o
para você."
(// ('tlc ia D is J (//( cuia
"Dr a um abra O ." A pe oas do Tipo Doi aprenderam que não
podem expres ar ua nece sidade e exigência dire-
tamente - têm de fazê-lo de forma indireta, na e pe-
rança de que o outro captem ua dica e lhe dêem o troco de ejado. Como a
pes oa do Tipo Um, elas também têm um forte superego, ó que em seu ca o ele
e tá sempre julgando o que elas devem fazer para ser amada , o que "conta como
amor" na atitude dos outro, o tipo de acriflcio que fazem etc. Ter nece idade
e tentar sati fazê-Ia abertamente (como fazem o tipo a ertivo) parece egoí mo
ao repre entante caracten tico do Tipo Dois.
Maria é uma educadora que há muito vem trabalhando para re olver eus pro-
blema do Tipo Doi:
Para ser direta e clara com as pessoas, eu tive de treinar - o que, no meu ca-
so, representou uma espécie de compensação. O problema surge quando
tenho de estabelecer limites, verbalizar uma recusa ou pedir a uma pessoa
importante para mim que me faça um favor difícil. Para mim, antes é pre-
ciso criar coragem se tiver de recusar alguma coisa ou pedir um favor sem
uma justificativa - e é terrível esperar a resposta.
A maioria da pe soa do Tipo Doi receia que, tendo problema e nece ida-
de , os outro e afastem. a verdade, ela podem acabar e convencendo de que
não têm nenhum e que exi tem ó para ervir os outro
Ape ar de ter um cargo religio o e, por is o, vária pes oa que dependem de-
la, Louise ainda "preci a er imprescindível":
Uma das coisas de que mais tenho consciência é que acordo de manhã já
pensando nas pessoas que estão em minha vida, para saber de antemão o
que elas precisarão que eu faça durante o dia. Fiz isso com meus filhos até
eles irem para a universidade. Sempre lhes dizia onde estava "para o caso
de precisarem de mim".
Quando e e comportamento e torna habitual,
urge algo de compulsivo ne a pe oa: ela não
con eguem n ã o ajudar. Torna-se uma obrigação adian-
tar- e para alvar os outro . Isso os coloca no papel de "filho carente " e, ao me _
mo tempo, con agra a pe soa do Tipo Doi como o pai ou mães fortes e capa-
ze . Porém, alvando os outro de a forma, ela lhe roubam a oportunidade de
re olver seus próprios problemas e con truir sua própria dignidade e auto-e tima.
É possível que as im se criem res entimentos de ambo os lados: os que ão ajuda-
do e re entem por erem tratados como criança e a pessoa do Tipo Doi , por
investirem tanta energia em receber nada em troca. Freqüentemente, o que ocorre
quando o Tipo Dois ajuda alguém é que, depois de re olvido o pr blema, o alud.I
do vai cuidar da própria vida e o ajudante fica com uma nova decep ao.
Na faixa menos audável, as pessoas do Tipo Dois poderão tentar atisfazcl .1••
neces idades não admitidas forçando ou constrangendo o outro a fazerem coi'ia'i
que não querem. Como co tumam ter problemas com dinheiro (e pagamento ), ela••
podem, por exemplo, tomar $1.000 de um amigo ou parente. a data mar ada, de
volvem $800, dizendo que vão zerar o débito adiante. O tempo pas a, e nada de pa
gamento. O outro fica na posição de mencionar a dívida ou deixar para lá. om c••
a atitude, fazem o outro entir-se mesquinho e trouxer a questão à tona. Ma 11<10
mencioná-Ia geralmente anuvia o relacionamento ou leva-o diretamente ao fim. Tra
ta-se de um ri co muito grande, mas as pessoas do Tipo Dois estão sempre di po ta'i
a corrê-lo por duas razõe : se a outra pessoa não falar nada, 1) elas se sentirão de ai
guma forma recompen adas e 2) e convencerão de que i so e deve ao fato de c
rem impre cindívei ao outro. A sim, podem ter certeza de que ainda ão queridas
Toda vez que voc~ perceber que está precisando fazer algo por alguém, pare o que ( 11
ver fazendo, acalme-se e pergunte a eu próprio cora ão o que é que precisa desta vez.
o Salvador dos Carentes
o lado positivo, a ligação emocional e empática que as pe oa do Tipo Dois
estabelecem com os outros as faz querer sinceramente ajudar os aflitos, enquanto
sua generosidade e dedicação lhes permite fazê-lo de formas tangíveis. Porém, no
lado negativo, e se desejo de salvar os outros as impede de relacionar-se com eles
de maneiras mais satisfatória.
O papel de salvador leva o Tipo Dois a concentrar-se nos mais carente, inclu-
sive nos chamados casos perdidos. A estima que esperam obter e con eguirem aju-
dar os mais necessitados traz consigo a promessa da gratidão e da auto-e tima. Além
di so, quanto mai carente o beneficiário, mais abnegado parecerá o representant
do Tipo Dois, ao meno para eu próprio superego.
Entretanto, há certos problemas intrín ecos a e sa ituação. o ca o mai ra-
dicai , essas pe soa chegam a querer ajudar até quem está literalmente em coma.
Já que não conseguem obter uma reação da pessoa afetada, ela e voltam para o
familiare do doente e passam a atender também as necessidades destes, assim pa -
ando dos limites. Elas podem lidar profissionalmente com criança pequena, ido-
os, órfãos, viciados em álcool e outras drogas ou paciente terminais, numa op ão
que contempla aqueles que precisam de sua ajuda, mas não têm condições de de-
volver todo o seu amor e atenção.
Voltar-se para os incapacitados ou os ofredores não adianta muito quando c
busca deles uma rea ão emocional madura. o entanto, i o é o que os represen-
Quando e envolver om alguém, explicite aquilo que e pera ou de eja dele. E teja
.lll nto a envolvimentos com pe oa que lhe parecem ter alguma carência. Aprenda a não e
.Ipaixonar por ca os perdido. ("Ele é muito legal c, sobretudo, hone to porque me contou
que e viciado em drogas e que espancou a ex-namorada. Tenho certeza que, se lhe der ba -
1,lIlteamor...•.) É ótimo ajudar a pessoas, mas só quando i o é feito sem expectativa acer-
C,l do que elas poderão fazer por nó no futuro.
1.IIlIl'>do Ilpo 1 o,,>lIllOnOn,l1lll~ nl mab C,ICnll'>fazem. 111 ,>uane 'cssidad d
'>l" l1l'C'l',>sanllS,'1cs s' dall a pcs 'oas qu na têm ondiçõ de corre ponder a ua
seCf 'ta,>c pcctativas. u, como diz em muitos dos programa de recupera ão de
doz pa os, ele tao "procurando laranjas numa loja de ferragens".
I IMITES RAZO VEI
Controle e Possessividade
"O nde voe estaria em mim?" Quanto mai e dedicam, mai o repre entante
do Tipo Doi entem que e tão fazendo um inve ti-
mento na pe oas - um investimento que de ejam
proteger. ó que e e de ejo de proteger o investimento é interpretado pelo outros
como pos essividade e, quando não é reconhecido, o problema pode dar margem
também ao ciume.
Quando uma pe oa do Tipo Doi e torna po e iva, é inal ineqUlvoco de
que e tá começando a temer que o outro talvez percam o intere e nela ou a aban-
donem por cau a de uma relação om uma terceira pessoa. Por cau a da ansiedade
que i so provoca, faz oisas que acabam abotando o próprio relacionamento, por
mais que no momento es a tática lhe pareça er ju tamente a maneira de alvá-la e
de demon trar melhor ua devoção. A po e ividade pode as umir diver as forma,
indu ive a preocupa ão com o outro e ato que contêm toda sorte de segundas in-
tençõe , por mai incon ciente que ejam.
A que tão do controle é outro problema: em vez de colaborar para que o ou-
tro con iga de envolver a próprias qualidade ,a pe oa do Tipo Doi podem ten-
tar moldá-lo para atisfazer ua nece idade emocionais. A sim, correm o risco de
aprovar ou incentivar no outro comportamento que, a longo prazo, serão prejudi-
ciais, mas que na prática garantem que ele não as abandon .
Para compen ar a sen a ão de não erem suficientemente amados e reconhe-
cido , os repr entant do Tipo Doi que e tão nas faixas médio-inferiores podem
também assumir uma postura paternalista e conde cendente em rela ão aos outro ,
queixando-se do quanto fizeram ou ga taram por eles: simplesmente não conse-
guem entender por que não ão imediata e totalmente amados, pois estão conven-
cidos de ser indi pensávei , de que não se pode viver sem eles. É típica a sensação
de que os outros não os valorizam e de que estão sendo pressionados a ajudar.
Quando in istem em de dobrar- e para o bem do outro, a pe soas do Tipo
Dois exaurem- e não ó fi ica, ma também emocional e financeiramente. A aúde
inevitavelmente acaba ofrendo, poi elas e tão, ao mesmo tempo, "engolindo" eu
entimento (omatizando) e podem apre entar di turbio alimentare, ganho de
pe o, doenças pico omática ou abu o de droga e medicamento .
O ofrimento real (como também o imaginário) possibilita-lhes sentir- e co-
mo mártires que carregam a cruz da abnegação, embora muita veze upere timem
o atos que praticam em nome do outro. As pes oa mais audáveis do Tipo Doi
não falam muito de eu problema; a que e tão entre a faixa médio-inferior e
não-saudável não fazem outra coisa. irurgias, cicatrizes, trauma e problemas de
aúde de todo tipo são alardeados no intuito de provocar demon trações de amor e
intere e. Indu ive a hipocondria pode entrar em jogo, como mai uma tentativa
de obter olidariedade. Tudo i o pode levá-Ia a erupçõe utãnea, problema in-
testinai ,artrite e outras afec ões associadas ao stress.
o caso dos que e encontram nas faixa médio-inferiores, o problemas de
aúde ganham o e tatuto de "prova" de eu próprio "de ga te pelo bem dos outro ",
como sempre alegam. Além di o, a doença é muita vezes a única maneira de tirar
uma folga das re ponsabilidade e da exigências do uperego.
Harold, professor de canto lírico, reconhece em i mesmo es e padrão de com-
portamento:
Analise, em seu Diário do Trabalho Interior, a atitudes po sessivas que adota em r 1
ção ao amigos e familiare . Por que é difícil para você lhes dar espaço? De que maneir
cê demonstra seu apego à pessoas? Vocêvê os efeito do ciúme no relacionamento? Em qu
momento da infância você e apercebeu dessa emoçâo e como lidou com ela? Quando cnan
ça, foi vítima de manipulação por meio da po sessividade e do ciume? Como você se sent
quando alguém se mostra po e sivo?
Fico ressentido, patético, me dissocio emocionalmente. Perco a noção das
coisas e não consigo agir com sensatez. Grito quando me aborreço; não
consigo falar sem que me tremam os lábios. Acho que faço tudo pelos ou-
tros e ninguém faz nada por mim. Não consigo parar de remoer as coisas;
não paro de pensar nelas um só instante. Assumo responsabilidades demais
e depois, quando não consigo cumpri-Ias, fico doente. Essa é a minha ma-
neira de reagir quando preciso descansar ou tirar férias.
Saúde e "Sofrim ento"
REAÇÃO AO STRESS:
OTIPO DOIS
PASSA AO OITO
e tiverem vivido uma crise sem o devido prepa-
ro ou em apoio externo, ou ainda se tiverem sido víti-
mas recorrentes de abuso na infância, as pessoas do Ti-
po Dois poderão ultrapassar o ponto de choque e cruzar
a fronteira que as epara dos aspecto menos saudáveis
deste tipo. Isso poderá fazê-las reconhecer, por menos
que o queiram, que suas tentativas de aproximar-se dos outros na verdade os afa tam.
E que, com efeito, alguns de seus maiores receios podem ter fundamento.
Se admitirem a verdade que existe por trás desses receios, contudo, es as pes-
oa poderão dar uma virada na própria vida e rumar para a libertação e para o que
é sadio. Por outro lado, é possível que se iludam e se tornem ainda mais manipula-
dora ,aferrando-se desesperadamente à idéia de não haverem feito nada de errado
ou egoí ta. esse caso, poderão tentar agarrar- e aos outros a qualquer preço, jus-
Quando o stress e a ansiedade as superam, as
pessoas do Tipo Dois passam ao Oito, tornando-se
mais incisivas e contundentes. Ape ar de geralmente
projetarem uma imagem de desinteressada afabilida-
de, elas mostram, quando is o acontece, que debaixo
da luva de veludo há um punho de ferro. Sua habitual
obliqüidade se transforma numa abordagem mais di-
reta, levando-as a confrontar os outros quando não reagem conforme esperam, to-
mando satisfações pela falta de gratidão ou da expressão de carinho desejada. Ela
podem, surpreendentemente, tornar-se agre siva e provocadora , alegando com
veemência haverem sido injustiçadas. ão é preci o dizer que es e tipo de queixa
pega a todos de surpresa.
Ao mesmo tempo, como o repre entantes da faixa média do Tipo Oito, os do
Tipo Doi , quando estressados, preocupam-se com as necessidades básica e pas-
am a trabalhar com afinco cada vez maior. Eles não querem, porém, que seu em-
penho passe despercebido e, numa atitude também típica do Tipo Oito, deixam bem
claro quem está dando as cartas. ("Espero que você tenha consciência do quanto
sou importante em sua vida.") Em ca os mai graves, essa pes oas nem se dão ao
trabalho de di simular o desejo de controle e domínio, passando a ameaçar e tor-
nar inseguros aqueles que delas preci amo A passagem ao Tipo Oito pode er vi ta
como a atua ão de sentimentos ligados à raiva e à sensa ão de traição que, em cir-
cunstâncias normais, elas não teriam coragem de enfrentar.
A BANDEIRA VERMELHA:
PROBLEMAS
PARA O TIPO DOIS
Aprenda a ouvir eu corpo - especialmente quando se trata de de canso. Preste aten-
~,()se voce está comendo por motivos emocionais, em vez de por fome. Dê insistentemente
um tipo de cuidado a você mesmo ou a alguém que você ama.
~ Extrema tendência ao auto-engano
~ omponamento ba eado na idéia falacio a de POSSllll
"direito" de agir como age
~ Epi ódio de manipulação e coa ão
~ Epi ódios de amor ob essivo baseados em compatibilul.,
de de idade ou status
~ Atuação imprópria da agre ividade reprimida
~ intomas físicos de problemas emocionais (somatiza~,'ll)
ADVERTI: ClAS
POTE CIAL PATOLÓGICO:
Distúrbio Hi triônico de Per-
sonalidade, hipocondria, so-
matização, distúrbios ali-
mentare , comportamento
exualmente coercivo gra-
ve , "as édio".
TIP OOISOAJLJIlANlI
tificando- e com afirmativas como: "Faço isto para eu próprio bem" ou "ll1ll'I(lo
eu de ejo de ir em frente e dedicar- e à sua carreira, mas o que erá de mim]" ""
persistirem nes a atitude, ela e arriscam a ultrapa sar a linha que as separa dos 11
veis não-saudáveis. e seu comportamento ou o de alguém que conhece e 'nquiI
drarem no que descrevem as advertências abaixo por um período longo - mais dI
duas ou três semana, digamos -, é mais do que recomendável buscar aconsclhil
mento, terapia ou outro tipo de apoio.
~ ão e preocupe tanto com o que os outro
pen am de você e fique particularmente atento às suas
próprias tentativa de conqui lá-lo . Como você prova-
velmente sabe, independentemente do que fizer, quase
sempre desagradará alguém. Portanto, não é possível
que todos gostem de você ou sejam seus amigos todo o
tempo. O mais importante é pensar em fazer o melhor
que puder naquele momento e não e preocupar com o re to.
~ Aprenda a reconhecer o afeto e a boa intençõe da pessoa, mesmo quan-
do não forem manife to da forma que você conhece. Embora as pe soas possam não
expressar os próprios sentimento da maneira que você quer, podem estar tentando
dizer-lhe o quanto o e timam. A maioria das pe oas não é tão efu iva quanto vocc
nem tão pródiga com a atenção aos outros. Mas, e reconhecer o que estão lhe dando
de Jato, verá com mais facilidade o quanto é querido e não e ntirá tão frustrado.
~ É vital para você estabelecer limites sensatos: eles lhe permitirão solidarizar-
e sem enredar-se com os problemas alheios. Para isso, você deve aprender a "sentir-
e em ua própria pele" quando os outros estiverem em dificuldades ou precisarem
de você. Isso não significa que não deva ajudar ou demonstrar eu afeto. Porém ig-
nifica, sim, que deve estar ligado em si mesmo quando estiver mais propen o a dei-
xar eu próprios interes es para conseguir aprovação. (As práticas de meditação de -
crita no Capítulo 17 são especialmente úteis ne e a pecto.) e con eguir respeitar
eu limite e dizer "não" quando precisar, haverá menos probabilidade de desrespei-
tar os limites alheios, o que, sem dúvida, contribuirá para melhores relacionamento .
1 I NI A(.t{AMA
REFORÇANDO OS PONTOS
FORTES DO TIPO DOIS
"Alegra-m e poder com partilhar
com os outros o que tenho
de m e/hor."
Quando na faixa audável, a pessoa do Tipo
Doi fazem o que podem para ajudar o outro: ficam
acordadas até tarde para tomar conta de crianças e ido-
o , cruzam a cidade para levar uma refeição para um
amigo doente ou tomam providên ias para que nin-
guém fique em tratamento médico. Quando há algo de concreto que possam fazer
pelos outros, ela e tarão lá, de corpo e alma.
Para ela , o bem que repre entam sua boas a ões fala mais alto que qualquer
palavra. A im, têm a extraordinária capacidade não só de interes ar-se pelo outros
como também de fazer algo de efetivo que signifique muito para eles.
E a pe oa têm um quê de alegria e e pontaneidade que lembra o prazer de
viver exibido pelo repre entante audáveis do Tipo Sete. eu riso é fácil e elas não
e levam de ma iadamente a erio, podendo imple mente gozar a coi a boas da
vida ao lado de quem apreciam. Além dis o, po uem um entusiasmo pela vida que
chega a ser como o da criança, levando-as a querer descobrir novas coisa sobre
o mundo, obre os outros e sobre i me ma .
aturalmente, e sa liberdade tem muito que ver
com a capacidade de manter limite claro - dizer
"não" quando preciso e ter empre presentes a uas
reais motivações. Além de di tinguir a próprias ne-
ce idade da alheias, es a pes oas ão capaze de
manter um audável equilíbriO entre as duas.
~ era e.·tI 'mam 'IH uul detectar quand e tá li njeando a p . oas out n-
lando de alguma forma cair m ua boa graça. (Geralmente, a per onalidad ado-
la um tom de voz muito especial quando emprega essas táticas. Procure aprender a
id ntificá-lo e ilenciá-lo quando e manifestar.) A sinceridade de eus entimentos
pela pessoas é um dos eu maiores dons, mas eles de nada valerão se você for in-
incero e pecar pela adulação.
~ Sua soberba erve para compensar uma outra coisa: o medo ecreto de não
valer nada, de não er querido por ninguém. Procure trabalhá-lo detectando primei-
ramente as vária forma em que ele sutilmente e manifesta. ão é preci o ter "pen-
amento orgulho o " nem uma cara arrogante para e tar dominado pela oberba: a
fal a humildade e uma expre ão de e sentimento, como também o alarde da boa
ações praticada . Apenas a verdadeira humildade e a certeza de ser amado - a certe-
za de er, em eu eu s encial, a própria expre ão do amor - dis 01 em a oberba.
~ A pe oa do Tipo Doi tendem a dar demais e depoi arrepender- e. Pro-
cure ter a maior hone tidade po Ivel con igo mesmo em relação aos eu motivo
quando fizer algo por alguém. Aprenda a duvidar de sua lógica; aprenda a ouvir o
corpo e o coração: quando ambo doerem, você aberá que e tá magoado. Fazer ain-
da mai pelo outro não ajudará a curar sua mágoa. Por outro lado, fechar-se e cor-
tar rclaçõe com a pe oa tampouco re olverá o problema. A única coi a que fun-
ciona é ter o ma imo de hone tidade quanto à suas intençõe e nece idade.
Loui e comenta:
O CAMINHO
DA INTEGRAÇÃO:
OTIPO DOIS
PASSAAO QUATRO
Estou em minha melhor forma quando estou em paz comigo mesma. Sei o
que preciso e digo-o com toda a clareza. Sinto-me tranqüila, sem pensar
que tenho de cuidar de alguém. É uma sensação que me dá muita liberda-
de. Deixo que as pessoas sejam como são, sem tentar controlá-Ias ou ma-
nipulá-Ias. É ar que posso dar e ajudar sem ressentimentos.
Quando sen ato, os limites permitem às pessoas do Tipo Dois fazer o bem
também para si mesmas: ajudar o outro não as desvia de eu próprio caminho,
elas não preci am preocupar- e com a vida alheia porque têm sua própria vida. 011
eguir fazer a coi as por i e conviver com seus sentimentos é um grande progrl'''
so para a pe oa do Tipo Dois.
Além di o, os limite sensato e o equilíbrio emocional tornam e a pe soa"
me no dependente da reações alheia. Ela con eguem identificar uma maior ga
ma de atitude como po itivas e afelUo a - eriam incapazes, por exemplo, de in
terpretar a falta de um abra o ou outra expre ão de carinho como motivo para uma
decepção. Me mo as reações negativas não a afetam a ponto de fazê-Ia perder o
equilíbrio: quando alguém lhes diz: "Acordei com o pé e querdo; me deixe em paz",
a pes oa que e tão na faixa audável, além de não le ar a coi a para o lado pes
soai, con eguem evitar fazer pressão para obter uma rea ão positiva. Em resumo,
ela têm recursos e auto-e tima uficiente para não interpretar a reaçõe alheias
como ate tado de seu próprio valor.
Além di o, o repre entante mai saudávei do Tipo Doi promo em a inde
pendência da pe oas, incentivando ua egurança, força e capacidade, para que
elas po am crescer ozinha . Eles realmente querem que o outro progridam e nao
que se tornem física ou p icologicamente dependente. eu e tímulo é incero, as-
sim como o valor que dão às qualidade da pes oa - algo e pecialmente útil aos
que não têm uma idéia tão boa de i me mo .
A pe soa do Tipo Doi concretizam eu poten-
cial e e mantêm na faixa audável quando aprendem
a reconhecer e aceitar todo os seu entimento em
cen urá-Io , como o repre entante mai audávei
do Tipo Quatro. Como naturalmente e concentram
no entimento do outro, ua empatia pode tornar-
e uma verdadeira antena, chegando a atingir um grau
trem ndo de sensibilidade. É como e seu "corpo
emocional" abarca e também o outro, permitindo-
lhe captar a mudan amai uti em eu comportamento. Quando integram as
qualidad positiva do Tipo Quatro, e a en ibilidade atinge também eus enti-
mento e di po içõe mentai.
I o não quer dizer que as pe oa do Tipo Doi precisem agir com ba e no
que entem. Ela podem e tar, por exemplo, muito fru trada ou res entida com
um ent querido e vivenciar a raiva interiormente, em vez de explodir ou tomar ati-
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALIDADE
EM ESSÊNCIA
tllUC'>
mai ura ltGl.,. Qllanuo con guem int grar- e, ela gradualm nt familia-
rizam e e entem mai a vontade com uma va ta gama de entimento , indu ive
ua nece idade ecretas e eu ódios mais ombrio . Isso lhe permite aber quan-
do como preci am cuidar de si, além de dotá-las com a abedoria de verbalizar
uas nece idade e receio quando e te urgirem. Da me ma forma que reagem
in tantaneamente à aOição que vêem no outro, e a pe oa reagem também à
que percebem em i me ma .
. muito útil para essas pe oa explorar novo m io de expre ão - mú ica,
dança, pintura - ou imple mente manter um diário. O problema é que, cada vez
que vão em bu ca de maior autoconhecimento - eja por intermédio da arte ou do
au dio que pedem a outro -, eu uperego a acu a de "egol mo". ("Por que ga -
ta tanto tempo con igo me mo?") Elas poderão contrabalan ar muito e a vozes
e con eguirem parar, acalmar a própria mente e distinguir entre a "voz" evera do
uperego e a verdadeira orientação interior.
ontudo, a pe oa do Tipo Doi não ganharão muito tentando imple men-
te imitar a caracterí tica do Tipo Quatro. Para quem bu ca o verdadeiro auto 0-
nhecimento, não adianta tornar- e emocionalmente mai volúvel nem ab orver- e
mai em i me mo. A tendência que tem o Tipo Quatro a fanta ia românticas e a
grande expectativa em relação ao outro ó ervirá para piorar a neces idade de
intimidade do Tipo Doi. Ao começarem a romper a restrições contra o "egOl mo"
impo ta pelo uperego, a p oa do Tipo Doi percebem que o alvo e tá nas qua-
lidade que revelam a pe oa mai audávei do Tipo Quatro: ua auto-suficiên-
cia, eu autoconhecimento e ua criatividade naturai .
verdadeiro amor não é raro, ma a per onali-
dade não abe di o. Fazemos toda orte de malabaris-
mos para "ganhar amor" ou "fazer o amor urgir".
Forçamo-no a orrir quando e tamo tri te , a er ge-
nero o quando no sentimo vazios e a cuidar da
pe oa quando quem preci a de cuidado orno nós,
como se dar-no mai uma vez re olves e a que tão.
Ma quem poderia amar-no de maneira que fize e todo e e e forço aler a pena?
Para as pe oa do Tipo Doi é crucial perceber que a sim não con eguirão
tranqüilizar eu coração, independentemente de quanto acrifi ios fizerem. O que
ela podem fazer, todavia, é voltar- e para a única fonte de realização que po suí-
mos: no sa própria natureza E sencial. A única pes oa que pode amar-no profun-
damente e em qualquer circun tância somo nó. os a própria Essência é a fonte
do amor que bu amos porque é uma expre ão do amor Divino e, assim, não po-
de ofrer restriçõe nem reduçõe .
Quando aprendem a cuidar de i e de ua própria nece idades, a pessoas
do Tipo Doi atingem um equilíbrio no qual o relacionamento afetivo ati fató-
rios ão não apenas possívei , mas certos. Ela e tornam livre para amar o outros
e dar de i irrestritamente, tornando- e desprendidas, altruístas e prontas a fazer o
, lI'
bem, a er u melhante cre cerem e o bem e fazer no mundo. o dCSlOh11lII
privilégio que é fazer parte da vida de alguém, elas atingem a verdad ira hllmdd.l
d e não preci am mais chamar a atençâo obre si me mas nem obr ua.., hoa,>
a õ .
um nível mai profundo, as pe oas do Tipo Doi crescem imen amCI1I
quando percebem que o amor não é um bem que possa ser ganho, exigido, onqlll'"
tado ou dado por alguém - nem dado a alguém, pois, em sua forma mais pura su-
blime, não é uma função do ego. O amor não é uma ficha de põquer nem um saro
de guIo eimas, que podem ser dados ou tomados. e o "amor" que buscamo for a•.•
•
sim, então não é o verdadeiro amor.
Quando duas pe oa e tão naturalmente pre ente uma para a outra, o amOl
surge naturalmente. Pouco importa que elas tenham ido amiga a vida inteira ou
acabado de e conhecer. Além di o, o amor não é ba icamente um entimento, em
bora muito entimento po am urgir na ua pre ença. O amor é uma coi a ql(
não pode er ganha nem perdida porque está sempre à no a disposi ão - ainda qUl,
para i o, pr ci emo e tar pre ente e, por conseguinte, receptivos a ele.
ão podemo determinar-no a amar a nó mesmo nem a ninguém. Parado
xalmente, a única coi a que podemos fazer é reconhecer a presença do amor em 110
e nas pessoas. Como já vimos, a nos a natureza Essencial é a emana ão do amor - o
único problema é que ela e bloqueia com os hábito e a falácias da per onalidad
O que está ao no. o alcance e con cientizar-no de e bloqueios para que nossa na
tu reza e encialmente amoro a pos a voltar a se fazer entir e promover a cura em
nossa vida. O amor que vivenciamo nessas condiçõe é real, profundo e sereno. Ir
não chama a aten ão sobre si. Ele não faz exigência nem cobranças. Ele é duradou-
ro porque não depende da mutáveis condições da personalidade. Ele é cheio de ju
bilo porque nada pode decepcioná-lo nem fru trá-lo. O verdadeiro amor em a ão
não pode er detido.
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
o fundo, as pessoas do Tipo Doi e lembram da qualidade e encial do amol
incondicional e da sua onipresença. Quando con eguem recordar sua natureza E -
sencial e o estado Divino que esta reOete, elas se apercebem da presen a onipoten-
te do amor, de forma que não há literalmente nada que precisem obter de ninguém
- nem nada que possam dar. As pessoas do Tipo Doi ajudam-no a ver que o amor
não pertence a ninguém, muito menos à per onalidade. Poderíamos dizer que no -
a mi são na vida não é "fazer o bem" nem "dar" amor a quem quer que eja, ma
sim estar abertos à ação do amor.
Esse amor Essencial é vivido como uma doce Ouidez - as pessoas do Tipo Doi
sentem-se então leves, etéreas e em harmonia com o que as circunda. Além disso,
não necessitam de ninguém para vivenciar es e amor. E, e houver alguém ao seu
1
lado, las nao perdem a noçao d ua pr pria id nLidade. e am r 'lU ' quili-
brauo, puro timulante - traz uma grande tranqüilidade de e plrito.
reconhecimento da verdadeira natureza do amor traz con igo uma tremen-
da en ação de liberdade. Quando o amor deixa de ser visto como uma mercadoria
para tornar- e parte de nos a verdadeira natureza, algo que não podemos perder
nunca, ganhamos uma incrivel leveza. A bu ca desesperada por aten ão termina e
reconhecemo que não só temos amor e valor, mas, no fundo d'alma, somos amor e
valor.
orne os ponto
das quinze
afirmações para
o Tipo Dois.
Ore ultado
e tará entre
15 e 75.
As instru ões
ao lado o
ajudarão a
de cobrir ou
confirmar eu
tipo de
per onalidade
~ 15 Você provavelmente não pertence a
um do tipos aquie cente (Um, Doi
e eis).
~ 15-30 Você provavelmente não pertence ao
Tipo Doi.
~ 30-45 . muito provável que você tenha pro-
blema comuns ao Tipo Dois ou que
um de eu pais seja do Tipo Doi.
~ 45-60 É muito provável que você tenha um
componente do Tipo Doi .
~ 60-75 É muito provável que você pertença
ao Tipo Doi (mas ainda poderá per-
tencer a outro se tiver uma concep ão
de ma iado limitada de te tipo).
A pe soas do Tipo
Doi costumam
identificar-se
erroneamente
C0ll10 pertencentes
ao Tipo Quatro,
ete ou Um. As dos
Tipos ave, eis e
Sete costumam
identificar-se
erroneamente como
pertencentes
ao Tipo Dois.
CAPíTULO 9
TIPO TRÊS:
O REALIZADOR
"O mai dif/ci/ do sucesso é mantê-lo."
IR I G BERLI
"A maioria das pessoas bem-sucedida deixa para diver-
tir-se depois que conslluir seu patrimônio - ó que então
fica tarde demais para desfrutá-lo."
M L PEPY
o MOTl DOR
O MODELO
o PARADIG. 1A
"Toda a ambiçôe' ão legitima, exceto as que se valem
da mi cria e da credulidade da humanidade."
JO EPH O RAO
DOR
"O escravo tem apenas um senhor; o homem ambicio o
tem tantos quanto forem aquele que puderem ser uteis
aos eu propósitos."
LA BRUYÉRE
"Contente- e em parecer o que realmente é."
MAR IAL
O Q E B S A TATUS
"O 1ELHOR"
6. eja i so bom ou mau, ei e conder minhas inse-
gurança muito bem - as pessoa jamai adivinha-
riam o que estou entindo!
5. Para mim é importante er bem-sucedido, me mo
que ainda não tenha todQ o ucesso que desejo.
7. Quero causar empre boa impressão; por is ge-
ralmente ou gentil, educado e amigável.
9. Pro uro lutar para er o melh r no que e tou ra-
zendo - quando não po o destacar-me em alguma
coi a, nem lhe dou atenção.
8. 'stou empre a par de como meus colegas e amigos
estilo aindo e tendo a comparar-me com eles.
4. Meus entimentos me parecem e tranhos a mim
mesmo - cu into a coisa com toda a força por al-
gum tempo c depois as e queço.
3. Tento apresentar-me da melhor man Ira po SIVel-
mas nao é is o o que todos fazem?
2. Quando a coi a vão bem, cu praticamente ~lTTa-
dio" uma espécie de alegria interior em . er quem
sou e ter a vida que tenho.
I. cJo-I1C omo uma pe oa extremamente compe-
tcnte: fico muito aborrecido se não ou, no mínI-
mo, eficiente.
11 Quando me into inseguro, fi o distante e frio com
as pessoas.
15. ou um pouco viCIado em trabalho - fico perdido
quando nao estou realizando coisas.
___ 13. ou mai adaptável que a maioria: se a coi a não
dao certo, ei mudar meu comportamento para ob-
ter o re ultados que pretendo.
___ 14. empre tenho algum objetivo em mente e ei como
motivar-me para atingi-lo.
___ 12. Fico muito aborrecido quando as pessoas não re-
conhecem a excel ncia do que raço.
___ 10. 19umas vez e tive de implifi ar as coi a para
atingir minha meta.
I O- UDSO
Verifique a análise da
pontuação na página 187.
Classificação
Tipológica
Segundo
a Atitude
5..... empre e
verdadeira
4 ..... Geralmerlle e
verdadeira
3 ..... Em parte e
verdadeira
2 ..... Raramente é
verdadeira
1 ..... unca e verdadeira
Classifique a afirmaçõe
ao lado onforme ua apli-
cabilidade om ba e na se-
guinte e cala:
TIPO TREs DE PERSO ALID AD E: O REALIZAD O R ]
---------
FUNDAM NIAI
e aceito.
caminho se for bem-su
e respeitado pelos outr ."
Sentir-se valorizado, d
o REALIZADOR 1
~ DESEJO
~ MENSAGEM DO SUPIIU
~ MEDO FUNDAM N IAI' t
TIPO 1 R
Chamamo e te tipo de per onalidade de o Rea-
lizado/ porque, quando audávei , eu repre ntan-
te podem atingir - e, de fato, atingem - o uce o em
várias áreas. Por erem a "e trela .. da natureza hu-
mana, a pe oas co tumam admirá-Ia tanto por ua
gentileza quanto por sua capacidade de realiza ão.
repre entante audaveis do Tipo Trê entem- e
bem em de envolver- e e dar ao mundo a ua contri-
buição. Alem dis o, como personificam o que há de
melhor numa dada cultura, as pes oa , vendo nele
um espelho de eus próprio onho e e p rança ,entem- e motivada a maiorc~
realizaçõe .
A pe oa do Tipo Trê ão geralmente querida c bem- ucedidas porque, den
tre todo o tipo, ão a que mai acreditam em i me ma e no de envolvimento
de eu própno talento c capacIdade. Elas funCIOnam como modelo vivo por
per onificarem de maneira tão marcante a qualidade ocialmente mai valoriza
da . Quando audáveis, abem que vale a pena o e forço de er "o melhor naquilo
que e faz", e o êxito de ua dedicação in pira o outro a inve tir em cu própno
de envolvimento.
A pes oa do Tipo Trê fazem tudo para que ua vida eja um suce o, on·
forme o definam sua familia, ua cultura ou cu CIrculo ocia!. Em certa famílias,
o uce o ignifica ter muito dinheiro, uma man ão, carro valio o e outro Im-
bolo de statu . I:m outra, o uce o ignifica o de taqu no univer o a adêmico
ou cientifico. E em outras ainda, ele ignifica a fama como ator, modelo, e critor ou
outro tipo de figura publica, como um POlllico. Uma familia religio a pode incen-
tivar um de eu membro a tornar- e pa tor, padre ou rabino, ja que e a profi-
õe têm de taque em ua comunidade. Independentemente de qual a defini ão de
uce 50, os representante do Tipo Trê tentarão empre·de tacar- e na família e na
comunidade. les jamais se conformam em r apena "mai um".
Por i o, e a pc oa definem eu objetivo e ag m de forma a angariar aten-
ção e elogio. Quando criança, aprenderam a identificar a atividade valorizadas
por eu pai e amigo e a dedicar- e de corpo e alma a obre sair- e nela. Além
di o, apr nderam tambem a intere ar- e por tudo aquilo que pude e atrair ou im-
pres ionar o outro e a de envolver a qualidade que o capacitem a dominá-lo
perfeitamente.
Eve é uma bem- u edida mulher de negócio:
o Tipo Pragmatico e Voltado para o Stlce so: Adapta-
vel, Insuperavel, M otivado e Consciente da Propria
Imagem
ei que conseguirei se
me esforçar."
Eu não estava consciente disso na época, mas não tinha direito a ter ne-
nhum tipo de sentimento quando era criança. Os sentimentos eram o mes-
mo que nada dentro da concepção de sucesso de meu padrasto. Então criei
o hábito de negá-los e concentrar-me nas realizações e nas boas notas na
escola.
Minha mãe me treinou para a realização. Tinha uns 3 anos de idade quan-
do apresentei meu primeiro solo na igreja. Fui muito afagada e reforçada
por isso e daí em diante começaram minhas apresentações - como música
ou debatedora - ao longo de todo o curso escolar. Até hoje, algo de místi-
co acontece quando estou diante de uma platéia: é como se "me desse um
clique". Sou freqüentemente convidada a fazer palestras e a falar em públi-
co. Meus colegas de profissão dizem que odeiam participar de debates co-
migo porque sou dura de dobrar!
Todo mundo preci a de atenção, incentivo e re-
forço para cre cer, e a pe oa do Tipo Trê ão o me-
lhor exemplo de a nece idade humana e univer aI.
las querem o suce o não tanto pelo que ele pode
comprar (como a pes oas do Tipo ete) nem pelo poder e pela en ação de inde-
iJendência que ele traz (como a do Tipo Oito). Ela o querem porque temem per-
der-se num vácuo c não puderem contar com a atenção e a en ação de realização
que o suce o traz. em i so, temem não er ninguém e não ter valor algum.
a problema é que, no afã de conseguir o que pen am que a fará valoro a ,as
pe oa do Tipo Trê podem alienar- e de si me mas a ponto de perder de vista o
que realmente de ejam e quai o eu verdadeiros sentimentos e intere ses. De de
a infância, quando aprendem a bu car o valore que o outros aprovam, elas come-
çam gradualmente a perder o contato con igo me ma . Ao poucos, eu recôndito
mai íntimo, aquilo que representa o "de ejo de eu coração", vai endo deixado de
lado até tornar- e irreconhecível.
A im, ape ar de pertencerem ao tipo bá ico da Tríade do Sentimento, a pes-
oa do Tipo Trê , curio amente, não ão vistas como "sen íveis": pelo contrário,
ão a ociada à ação e à realização. É como e ela coloca em o sentimento den-
tro de uma caixa para poder ir em frente naquilo que querem atingir. omo apren-
deram a acreditar que a emoções ão um obstáculo à realizaçõe ,ela ub tilUem
o sentimentos pelo raciocínio e pela a ão.
Jarvi , um executivo de suce o e excelente forma ão a adêmica, admite que
e e padrão e de envolveu nele de de cedo:
As pessoas do Tipo Três relatam que, quando percebem até que ponto adapta-
ram a própria vida à expectativas do outros, surge a que tão: "Bem, e então o que
é que eu quero?" Ela geralmente nâo sabem; trata-se de algo em que jamai haviam
pen ado. A im, o grande dilema da pessoa do Tipo Três é não ter tido permissão
Minha vida toda, as pessoas sempre notaram aquilo que eu fazia e geral-
mente buscavam minha opinião. Isso é uma faca de dois gumes porque, em-
bora eu quisesse ser percebida e admirada, tinha de pagar com a perfeição
- e foi muito difícil.
Quando criança, eu sentia que era a favorita da minha mãe. Passávamos
horas e horas juntas; ela me incentivava sempre dizendo-me que não havia
nada que eu não pudesse fazer se realmente quisesse. Se, por um lado, isso
foi uma bênção, por outro, foi uma maldição. Lembro-me de convencer-m e,
quando menina, de que não queria alguma coisa porque, no fundo, sabia
que seria muito difícil consegui-Ia. E sabia que, se fizesse alguma coisa, te-
ria de ser muito bem. Quando estava na escola secundária, fingi estar doen-
te no dia marcado para um concurso de oratória porque tinha medo de não
me sair tão bem, e sabia que não havia outra alternativa. Até hoje sinto cul-
pa por ISSO.
para "er quem realmente ao manife tar ua próprias qualidades. 1 csdc bem u'·
do, r cebem uma mensagem que lhes diz que não devem ter entim n(os n '111 Sl'1
ela me ma : devem, com efeito, er "outra pe oa" para er aceita . Até certo POIl
to, todo os tipos de personalidade receberam esta mensagem. Porém, devido a slIa
própria estrutura, as pes oas do Tipo Três não apenas a ouviram, mas também co
meçaram a viver inteiramente de acordo com ela. A atenção recebida por agir dt'
uma determinada maneira torna-se para ela como o próprio oxigênio. Infelizmcn
te, o preço é muito alto.
Marie, terapeuta respeitada, descreve a contradição - e a pre são - desse tipo
de orientação:
Favor observar que o padrua
da infdnciu aqui descrito nuo
provo a o tipo de personalidlllk
Em vez disso, ele de creve
tendências observávei na telll (/
infância que têm grande impa! lo
sobre os relacionamentos que
o lipo eSlabelece na vida adulta
a infância, a pessoa do Tipo Trê não foram
valorizadas por aquilo que eram - como, aliá ,a maio-
ria de nó . Em vez di o, ela foram valorizada por
con eguirem er e fazer determinada coi a extrema-
mente bem. Aprenderam a legitimar eu valor por
meio da realização e do êxito. Porém i o nunca as sa-
tisfez de fato porque não legitimava o que ela são;
ma im algo que haviam feito ou tentavam tornar-se.
Marie continua:
o PADRÃO DA INFÂNCIA
As pe oa do Tipo Três criam um vinculo emocional muito forte com a pes-
soa da família que para ela repre entou o provedor. Geralmente - ma nem sempre
- es a pe oa é a mãe. A criança e perava que e a pes oa lhe di ses e, com efeito,
TI PO TRÊS COM ASA DOIS: O SEDUTOR
Como meu pai estava na índia durante a Segunda Guerra Mundial, passei
meus primeiros quatorze meses de vida, juntamente com mamãe, ao lado
de meus avós, um tio e uma tia. Fui o primeiro - e único - filho, neto e so-
brinho! Com um ano e meio,já possufa um vastfssimo vocabulário e, aos 3
anos, sabia de cor todos os estados e suas respectivas capitais. É incrfvel
que, com meu detestável vocabulário e meus recitais geográficos, ninguém
me tenha jogado escada abaixo!
Quando o ambiente em que crescem é muito desajustado, resta às pessoas do
Tipo Três lutar contra a hostilidade e uma imen a raiva reprimida porque qua e
nada do que fazem ba ta para agradar seu provedor doentio. Por mai que e c for-
cem para encontrar algo que lhe garanta aprovação e aceitação, qua e nada erve.
Por fim, elas se alienam (dissociam) de si me ma ,soterrando o próprios de ejos
e a vida interior, e adotam atitude mais drá ticas para chamar a aten ão. O desfe-
cho pode er uma vida de profunda solidão c fru tração, mesmo que tenham atin-
gido algum uce o material.
Faixa Saudável A pe oa de te ubtipo ão
mai emotivas e espontânea que as do outro. ua vi-
vaz sociabilidade às vezes lembra a do Tipo Sete. Es-
OS SUBTIPOS
CONFORME AS ASAS
nllsas como:" ore' sensaCIonal! Gosto muito d vocc! ja bcm vindo ao mundo!"
( omo d 'icjam continuar a r aprovadas pela figura do provedor, de de bebê apren-
dcm ub on ientemente a adaptar- e a fazer aquilo que e a pessoa considera bom.
Muitas veze as expectativa do provedor não ão expressas diretamente, mas
a pe oas do Tipo Trê podem captá-Ia e agir de acordo, sem sequer perceber que
o estão fazendo. Por exemplo, se a mãe é uma profe sora que, no fundo, queria ser
atriz, o filho provavelmente e sentirá atraído pelo teatro - não necessariamente por
go tar de teatro, mas por sentir que é algo que tem de fazer. Me mo depoi de aca-
bada a infãncia. o joven do Tipo Trê podem não aber ao certo por que resolve-
ram dedicar-se a uma determinada carreira - ele só sabem que e tão fazendo o que
precisam para que a família (principalmente a mãe) inta orgulho deles.
A im, a pe soa do Tipo Trê aprendem a representar o papel de Herói da
Família. A criança capta a men agem:" ão é bom não estar bem", por mais sutil
que ela eja. A razão para i o é que, num mvel p icológico profundo, quando e
tenta redimir a feridas e a vergonha da família, não e pode estar ferido nem enver-
gonhado - é preci o pelo meno parecer ter tudo ob control .
Hoje muito atento à ua própria nece sidade de atenção, Albert, terapeuta re-
nomado, reOete sobre a promi ora infância de exibicioni ta:
Exemplos
Barbra Streisand
Oprah Winfrey
Tom Cruise
Ben Kingsley
Madonna
Sting
Richard Gere
Michael Jordan
Whitney Houston
F. Scott Fitzgerald
Werner Erhard
Bill Clinton
Elvis Presley
John Travolta
Christopher Reeve
Shania Twain
Paul McCartney
Sharon Stone
Dick Clark
Jane Pauley
Kathie Lee Gifford
Tony Robbins
sae.,p ssoas a amigávei, olt ita e gencro a como
ae.,
do Tipo Doi ,ao me mo tempo que mantêm o apru-
m ,a auto-e tima e o alto nível de desempenho carac-
terí tico de seu tipo. Elas querem er amada e en-
tem- e impelida a aproximar-se dos outro, mas à
vezes preferem trocar o reconhecimento que podem
obter na vida pública por uma maior sati fa ão e esta-
bilidade na vida particular.
Faixa M édia A pes oa que e tão na faixa média
deste subtipo tentam suprimir quai quer caracten tica
que po am interferir com sua popularidade, pois
acham que valem pelo quanto on eguem atrair e ate
maravilhar o demai. Em re umo, ela querem que os
outros as queiram e admirem e, para tanto, sabem co-
mo impressioná-los. Porém, ca o isso se torne uma preocupação con tante, eu com-
portamento ganhará um quê de artificial que prejudicará uas tentativa de mo trar-
se populares e confiávei . As pe oa deste subtipo ão muitas veze extremamente
competitivas, embora não o demonstrem abertamente. Elas podem usar vária ima-
gens diferente para ati fazer ua relações ociais e atuar nas situações da vida
particular.
faixa Saudável As pessoas de te subtipo crêem
que a auto-estima é algo que decorre mai do sucesso
no trabalho e na profissão que de qualidade pessoais.
Elas entem prazer na profissão ou "arte" que escolhe-
ram e dispõem-se a grandes sacrifícios pessoais para
manter sua integridade profissional. Ape ar de ua di-
plomacia e encanto, elas são geralmente mais séria e
voltadas para seu trabalho e sua obriga ões, lembran-
do a im as do Tipo Um.
faixa M édia A explosiva mistura de ambição e
insegurança inevitavelmente sujeita as pessoas deste
subtipo a terríveis pressõe. eu impulso para a perfei-
ão é semelhante ao das pessoas do Tipo Um, porém
essa perfeição visa impedir que sejam rejeitadas ou
acu adas de inferioridade. Essas pessoas agem como se tudo que fize em colocas-
se em jogo seu próprio valor. Embora possam er socialmente muito reservadas, elas
em geral projetam uma imagem de sobriedade e competência (ao contrário da do
outro subtipo, mais sociáveis e afávei ). Além di o, podem demonstrar presunção
e arrogância e, ao mesmo tempo, criticar-se e menosprezar-se, o que as torna des-
concertantes e às vezes contraditórias.
TI PO TRÊS COM ASA QUATRO: O PROFISSIONAL
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
O INSTINTO SOCIAL NO TIPO TRÊS
o Caçador de Status. o Tipo Trê , o in tinto ocial co tuma manifestar-se
pela necessidade de re onhe imento e da certeza de e tar progredindo, ubindo na
vida. aturalmente, i o variará conforme a ultura, ma todos o representantes
Viciados no Trabalho. O Autopreservacioni tas
típico do Tipo Trê crêem que devem e for ar- e
con tantemente para ter egurança e e tabilidade (co-
mo o do Tipo ei) e criar eu pé-de-meia (como os
do Tipo Oito). Porém, ao contrário do que pen am a
pe oa do Tipo ei, para ele a segurança vem do di-
nheiro, dos bens, da a a própria e n ã o da fidelidade a uma empre a, ideologia ou
pe oa. le lutam pela eficiência, racionalizando sua vida ao máximo, a fim de apli-
car toda a energia na realização de ua meta. E a pe oa tentam impre sionar
não por eu cxappcal, ma por ua e tabilidad e eu bem-e tar material. amo os
repre entantes do Tipo m, ela ob ervam muito o detalhe em tudo o que fazem.
ua di po ição a a um ir re pon abilidade ,fazer acrifício e trabalhar duro é mo-
tivada pela po ibilidade de avançar - ela querem recompen as con reta pelo tra-
balho bem-feito: aumento ,promoçõe e relataria favoráveis.
O Autopre ervacionistas do Tipo Trê talvez e cone ntrem dema iado na
carreira, deixando em egundo plano a aúde e o relacionamento. Eles não con-
eguem relaxar com facilidade e i so à veze o leva a tirar féria para iniciar no-
vos projeto e "fazer o dever de casa". os lveis de Desenvolvimento médio-infe-
riore ,ele e tornam cada vez mai an ia o quando não e tão trabalhando e talvez
t nham dificuldade em manter relacionamentos lI1timo . Convencido de que a ba-
e material de ua egurança pode er perdida a qualquer momento, eles acreditam
que se não nadarem o tempo todo, afundarão. Interromper a cadeia de hábito e-
tressante de trabalho é algo aparentemente fadado ao fraca o. A inatividade lhe
parece doença ou incapacidade. ("O que há de errado comigo? Por que não e tou
produzindo mai ?") Por i o, eles têm muito medo da doença, eja ela fí ica ou emo-
cional, pai reduz ua eficiência e produtividade. Alguns dia de licença poderiam
fazer o mundo vir abaixo.
a faixa não- audável, o Autopre ervacioni tas do Tipo Trê fazem esforços
titãnicos para permanecer eficiente, acrificando o relacionamento e a aúde por
dinheiro e egurança no emprego. A im, ficam muito propen o a e tara e colap-
o nervo o . Quando já não con eguem desin umbir- e bem de suas obrigaçõ ,
ele tentam desesperadamente e conder todo o problema de aúde, tanto o fí i-
co quanto o emocionai. (" tá tudo bem comigo.")
o INSTINTO O AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO TRÊS
A Presa. Os repre entante exuais típico do Tipo Trê caracterizam- e pOl
uma enorme vontade de er desejado, não ó do ponto de vi ta exual como tam-
bém do da valorização o ial e afetiva. Eles tentam criar uma imagem atraente e . e
dutora, que corre ponda ao ideal de eu gênero e de eu meio cultural, comprazen
do- e em induzir o outros a maximizar eu poder de atração. Eles querem ser o tipo
de pessoa que eu par go taria de exibir diante do amigos. ejam homen ou mu
lheres, tendem a cultivar as qualidades que acreditam que fariam os outros intere.,
sar-se por ele: querem deslumbrá-lo. Ao contrário da pe oa do Tipo Dois, qur
seduzem o outro cumulando-o de aten ões, ua edu ão con iste em chamar a aten
ção para suas próprias e extraordinárias qualidades. Em certos ca o , is o pode dar
en ejo à ambi ão de tornar-se arti ta de cinema, ídolo da juventude ou modelo. a
O INSTINTO SEXUAL NO TIPO TRÊS
oeiai do Tipo Trê preci am de indício de valoriza ao d s us pare~. (Sr lo~~r 11111
monge em um mo teiro na Tailândia, a pe oa pertencente a este tipo e a r"la .1
riante In tintiva preci aria ter a certeza de e tar meditando b m - ou 5 'ja, ~rl 11111
monge exemplar!) Título acadêmicos, cargo de de taque, excelente clllrtntlo,;.
boas notas e prêmio ão importante para ele ,já que e identificam tanto '0111,, 11
papel ocial. (" ou o que faço.") Ele querem pertencer à linhagem certa, ter a" ti r
denciai certa. Esse instinto manifesta-se também pelo cultivo do jargão e da indll
mentária profissionai ,além do alarde de marca pre tigio as de roupa, earro!>rIr
Vale lembrar, porém, que o indicador de valor ocial de uma determinada pe!>!>oa
de te tipo variará conforme a cultura em que vive e eus gostos pe soai.
À medida que a an iedade aumenta, o repre entante 50 iai do Tipo Tre,>co-
meçam a entir uma nece idade cada vez maior de demonstrar o próprio valor.
ambi ão ocial poderá tornar- e eu maior combustível, levando-o a fazer conla
to e di tribuir cartõe de vi ita . Além disso, podem almejar a fama amo comprn
ação de ferida narcísicas da infãncia. (" e um milhão de pe soa compram mru
D é porque sou fantá tico!") O narcisi mo pode er a fonte de competição e COI11
paração ociai compul iva : nunca ser menos que o vizinho. A medida que e LOI
nam mai in eguro , eles tendem a vangloriar- e, autopromover- e e exagerar a pro
pria capacidade. Isso e aplica e pecialmente ao que não con eguiram atingir o qur
imaginam er o suces o.
a faixa não-saudável, de esperadas por atenção, e sa pessoa correm o ri,>
co de ser de one ta em ua busca de reconhecimento, podendo chegar a mentir '>0
bre sua formação e uas realizaçõe não apena para con eguir emprego, ma tam
bém para impres ionar. ão é raro que incorram em problema cuja olu ão e.,la
acima de ua forças. Sua aOição e ua ânsia os tornam extremamente incapacita
dos, ma eles recorrem ao charme e até à exploração para impedir que o outros per
eebam sua real condição.
nlitlll,IIHlIll ,IIIHIII,lIl,' (1l1l1l·lllPOI,lll'a. eo,le tipO geralllll'll11' o,ednltla ba~lallle ,I
nmlal do COIPO e Ih! ,'1""1'11 la
Os lepr entanl 'S exuai do Tipo Trê em geral abem orno atrair par iro,
ma co lumam não aber manter os relacionamento, receando não con eguir e lar
a altura da imagem que projetam. Como seus colegas de Varianle Instintiva dos de-
mai lipos, e sas pes oas de ejam muito a intimidade. Mas, como pertencem ao Ti-
po Três, lemem as ligações emocionalmente mai profundas. As im, poderão lentar
atingir a intimidade por meio da relação exual, porém, no íveis inferiores, as dú-
vida quanto ao próprio poder de atração o fará rejeitar até as pessoas que mais
lhe intere am. Em alguns casos, ele usam as conquislas sexuais como arma con-
Ira o medo de não ser de ejávei . O repre entantes menos audávei deste lipo len-
dem lambém ao exibi ioni mo - exibem- para eduzir o oulro ou para certificar-
se de eu valor e de eu poder de atração.
a faixa não- audável, a variante exual pode levar e sas pe oas à promi cui-
dade. o fundo, ela ão exlremamente vulneráveis, ma lendem a alacar os que de
alguma maneira põem eu valor ob questão. Qualquer golpe em seu narcisismo,
eja real ou imaginario, provo a revan he , ira sexual e ciúme, em geral despropor-
cionais em relação à decepção em i.
DESAFIOS PARA
O CRESCIMENTO
DO TIPO TRÊS
A eguir, alguns do problemas mais freqüen-
tes no caminho da maioria da pessoa do Tipo Três.
Identificando csses padrõe , "pegando-nos com a
boca na botija" e simplesmente observando quai a
nossas rea ões habituais diante da vida, estaremos
dando um grande passo para libertar-nos dos aspec-
tos negativos de nosso tipo.
o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO TRÊS: MEU VALOR
DEPENDE DE MEU SUCESSO
"A descoberta do que real-
nente é bom vem da alegria pro-
ocada por experiências muito
imples. Não estamos nos refe-
indo à alegria de ganhar um mi-
,ão de dólares nem à de conse-
.uir um diploma ou uma casa
ova, mas sim à alegria elementar
e estarmos vivos."
CHOGYAM TRUNGPA
De vez em quando, pensamo'" e eu conseguis-
se iSIO- e eu tive se lai ou quais credenciais, se eu
me casa se com fulano, e eu pudesse fazer medicina
- então eu leria certeza de meu valor e me sentiria bem
comigo mesmo". o caso das pes oa do Tipo Três,
quando esse tipo de raciocínio se lorna a for a motriz
de sua vida, quando começam a medir o que valem de
acordo com eu grau de sucesso, elas eSlão diante de
seu Sinal de Alerta.
O sucesso pode significar vária coisas - em ter-
mo monetários, pode ser ganhar um milhão de dóla-
res num ano ou economizar o suficiente para comprar uma nova lavadora. 00, '"
preentantes típico do Tipo Três interessam-se muilO pelo sucesso e eSlao deCIdi
dos a obressair pelo de empenho profis ional ou pela pos e de ímbolos de s/(/Iu
(que podem ser morar numa área privilegiada, obler um diploma de uma UniVelo,l
dade prestigiosa, ganhar um troféu numa competição de alleti mo, pos uir um n'
Iógio ou um carro muito caro ou ler filho bonito e bem-dotado - nfim, qual
quer coi a que sirva para ilustrar a afirma ão: "Sou uma pessoa que se de laca")
jarvi , a quem já conhecemos, fala de sua ob essão pelo sucesso - e d 0,11,1
conscienliza ão quanto ao que ela lhe tem cu tado:
Meu ponto de vista baseia-se em buscar o sucesso e evitar o fracasso em
qualquer que seja a situação - no trabalho, nas relações sociais, nos hobbies,
na diversão, no descanso, na ginástica, na leitura, na música que escuto
(...). Minha preocupação com o sucesso significa que tenho de empenhar-
me conscientemente na fruição do belo e no lazer. Não considero natural
simplesmente "seguir o fluxo das coisas". Qual a garantia de sucesso que
pode haver nisso?
É como se a pe soas do Tipo Três e tives em empre sob o risco de lornar-se
"feitos humanos", em vez de "seres humano". A cau a de seu comportamento ob·
e sivo é a necessidade de reprimir qualquer pos ível traço de vergonha. Perder
de qualquer maneira ou em qualquer grau - poderia deOagrar a sensa ão de não va
ler nada, que para elas é intolerável. Assim, quanlo maior a vergonha, mais elas e
entirão compelidas a atingir as metas que julgam capazes de torná-Ias valorosas e
bem- ucedidas.
DE QUEM SÃO OS OBJETIVOS? DE QUEM É O SUCESSO?
O que o uce 50 significa para você? E para seu pares? O que ele significava para SI'"
pais? Vocêpercebe alguma relação?
"Posso jazer isso m elhor quI'
qualquer um."
Papel Social: "O M elhor"
Por acreditar que o que valem depende do seu
destaque, as pessoa do Tipo Três convencem-se de
que devem brilhar sempre, sobressair sempre. Por con-
eguinte, imbuem- e de tal forma do Papel Social do
Melhor (ou Garolo/Garota Prodígio) que por fim ó con eguem relacionar- e com
os oulros dessa maneira. Vendo-se como os melhores, compensam a inseguran a
oculta acerca do próprio valor. Tipicamente, essas pessoa não apenas defendem a
auto-imagem mas também, como os repre entantes de outros tipos, tentam de va·
11~
R
s
As Pc.s oas do fipo Trcs, tem ndo não estar a altura de suas pr pnas
expectali',ls, suspeit,lIn que as alcgaçoes que fazem a respeno de si
mesmas ejam falsas e infundadas - o que, de fato, pode ser vcrdade.
Para sahar apropria auto-lInagcm, come~'am a iludir a si e aos de-
mais, dIzendo qualquer COIsaque possa impressionar ou salvá-Ias de
algum apuro, Interiormentc, porem sentem-se azias e deprimidas, O
As pessoas lI1enos saudaveis do 1ipo Tr s tornam-se tão desespe-
radas por ,llençao que sao capazes de inventar qualquer coisa que L
disfart'e sua detenoraçao interior. ao querendo que ninguém sai· V
ba a que ponto chegaram, dispót'm-se a fazer de tudo para escon· I
der suas ma1feitoria, e seus males emo ionais.
M
E
, 1'" <l,I do Ilpo 1fl' dl'l .111
de a( rl'(lit.lr qUl' ,eu propno s.lIm
depl'l1lk d.1oplllao dos outrlls, podendo assim descobrir qual a SU,I
S'Crdadelra Identidade qual o desejo de seu coraçao, Ao allnglrseu
D seJo lundamental, percebem que têm valor em si mesmas, acei-
tando-se e tornando-se benevolentes e autenllcas P
As pessoas do Tipo Três concentramos no que o outro prezam, O
adaptando-se a eles para senllr-se mais valorosas, Auto-imagem:
.. ou uma pessoa extraordinária, capaz bem-ajustada (potencial
ilimitado)"
T
As pessoas do Tipo Três reforçam sua auto-imagem aperfeiçoando-
se e cultl'ando os próprios dons, ão competente, , seguras e per-
sistentes, tornando-se um exemplo em tudo aquilo que fazem,
Alem disso, como são dotadas de grande poder de comunicação,
tornam'se mui las s'ezes um modelo e uma fonte de In plraçao pa-
ra os demaIS.
Convencidas de que nao h.1nada que possam fazer para obter a 3d-
miraçao daqueles CUja apro açao nel'l~ssitam as pessoas menos
saudaE'ls do llpo Três poderao perder o controle sobre a ral a e a
agre iS'idade que reprimem, s im podem quer r vmgar-se de
seus algozrs reais ou imagmarios tentando pIsar em todo aquel T
quc elas acreditam quc as rejeitaram, O
Temendo que a realizaçoes alheias possam eclipsar as suas - ou S -
ja, que seu esforço nao lhes traga toda a atençao que desejam -, a
pes 'oas do Tipo Três tentam superar-se no que fazem para di tino
gUlr-se dos outros. Assim, esforçam-e continuamente para atingir V
mais e mab r alizações. E
Preocupadas em não estar sendo bem-vistas, as pesoas do Tipo I
Três desepm impre sionar os demais, esforçando- e por culllvar
aquela que julgam a melhor imagem possls'e!. mbiciosas porem S
IIlseguras, elas querem ser admiradas e desejadas. 'ão raro, têm
probl 'mas nos relacionamentos mais 1Il1lmO,
.
D
~ pessoas do Tipo Três receiam não er percebidas se não forem
extremamente bem-sucedidas e nao atingirem grande de taque. E
Por consegu1l1te, temam convencer a si mesmas e aos OUlro da rea-
lidade de suas faluas alegações, recorrendo à autopromoção e mos- D
trando-se arrogantes e competitivas como defesa contra uas carên-
cias sec retas. E
5
E
(-alra clt'
r'lllelpios
I1usao
lolloll1Qllia
O b s llIla ç à o
Dubirclcule
Oportullisl1lo
A d a p ta (c lO
Adl1li,abilicladc
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A
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aturalment ,a IH
e tar dentro da nu
tá impl ,>mente lo
MA FOLGA?
Q
Ilusão, Vaidade e Legitim ação
Mal consigo lembrar de alguma vez na minha vida em que não tivesse a ne-
cessidade de ser <tamelhor". Ser a mais bonita, ter as melhores roupas, viver
na casa mais espetacular - a lista é infinita. O problema que eu enfrentava
diariamente na minha busca do "melhor" era sua variabilidade conforme a
pessoa com quem eu estivesse. Não importava quem fosse, Eu queria ser vis-
ta da melhor forma possível, a qual consistia em minha interpretação de co-
mo seria a pessoa que eles mais desejassem - um processo exaustivo, Eu sem-
pre buscava uma comprovação externa de que estava tudo "certo" comigo.
Especifique cinco áreas de sua vida nas quais não e ente obrigado a er o melhor
cinco em que acha que precisa ser o melhor. Leia a dua listas e atente para como elas o Ca
zem sentir, Que diferença de ensação Oce é capaz de Identificar? Voce se ente tenso ou r
la, 'ado? Calmo ou ansioso? Pense em mal cinco areas nas quai pod ria aprender a rela ar
e scr Imple mentc você.
Paixão do Tipo Trê a ilusão. ma de ua' ca- " ão preciso de ninguclII."
racten ti a é a tendência que têm o repre entante
de te tipo a apre entar- e de uma forma que não con-
diz com eu verdadeiro eu. outra, ainda mai importante, é a auto-ilu ão: para
continuar agindo da forma a que e tão habituado, ele preci am convencer- e de
que realmente são como a imagem idealizada que projetam. Ao me mo tempo, pre-
o Papel ocial do Melhor e tá relacionado ao papel que o Tipo Trê de empe-
nha como llerói da Famtlia. pe oa de te tipo condi ionam a auto-e tima à 'a·
ti fação da expectativa e exigência alheia, me mo quando e ta não ão expre,>
amente formulada. Porém e e é um jogo em que, no fim, empre e perde, POI"
exigência e expectativa podem mudar com muita facilidade: padrõe~ de beleza e
de uce o aem de moda, e qualquer coi a pode reverter o placar final. i LO a im,
um derrame ou um enfarto podem transformar um "vencedor" em "perdedor" da
noite para o dia.
ria man ira fazer com que o demai a re paldem e apói m.
ce idade de ser o melhore não lhe permite o lu o de jamai
dia - ver- e (ou dei ar que alguém o veja) como um fraca o e
ra de cogitação.
Tawney é uma mulher inteligente e talento a, qu tem filho e um ca amenlo
feliz. Ape ar de ha er con eguido aceitar muita de uas verdadeira caracteristlC<l"
ela ainda e lembra da opre ão que lhe impunha a obediência ao Papel ocial:
n"'<lm t<lmb'm n:plll1l1l a •..'ll •..
<lçaOde inad 'quaçao para mant ' o aULO-engan : te
m ll1que, abandonando a Imagem, a p oas percebam eu défi it e o rejeit m-
o que confirmaria ua falta de valor.
A im, a ilusão leva as pe oas do Tipo Três a buscar nos outro a legitimação
de ua excelência e é a razão pela qual ela preci am animar a si me mas con tan-
temente. De certa forma, precisam mentir para i própria para manter a auto-esti-
ma e motivar-se para maiores realizaçõe . ("Você é me mo fantástico! Um gênio!
inguém jamais fez um relatório melhor que e te!")
Uma forma útil de ver a ilu ão é pen ar nela como o re ultado da "preguiça
para o verdadeiro autode envolvimento". O repre entantes típico do Tipo Três e -
forçam-se por aperfeiçoar o ego, a auto-imagem, em vez de procurar de cobrir seu
verdadeiro eu, pois crêem que o ego e o verdadeiro eu. É muito mai difícil cultivar
as qualidade inerentes à E ência quando somo empre incentivado e recompen-
sado e no adaptarmo e no tornarmo o que o outros e peram de nós.
o D esem penho e a Perda de Contato com os Sentim entos
A experiência mais significativa de minha infância foi uma briga que teste-
munhei entre meu irmão mais velho - que devia ter uns 10 anos na época
- e minha mãe. Na lembrança que guardei desse momento, ela está irada,
gritando e jogando as coisas dele no chão. Não lembro se bateu nele ou
não. Pouco importa. Fiquei aterrorizada e, por medo, resolvi ser e fazer tu-
do que ela quisesse. Passei os trinta anos seguintes vivendo os resultados
desse momento.
Já que não querem ser mai um na multidão, a pe oas do Tipo Três preocu-
pam- e muito com eu "de empenho" em todo o entido da palavra - profi io-
nal, fí ico, acadêmico, social. Ela e apre entam como pes oa capaze de realizar
o que se propõem com domínio perfeito e fácil. O problema é que, quanto mais
identifi adas com a imagem, mai precisam reprimir o entimentos, uma vez que
e te interferem com o de empenho. E, como ão recompen adas pelo que realizam,
preci am re i tir ao entimento, principalmente os mais peno o .
Tawney recorda um do momentos mais importantes de sua infância, aquele
em que ela percebeu que precisava uprimir a si mesma e agradar à mãe para obre-
viver:
"Os sentimentos são como
qllebra-molas: só servem para
fazer-nos perder tempo."
O re ultado mais comum disso é que as pe soa
do Tipo Três tornam- e "máquinas de realiza ão".
Ma , como seus ato não provêm do coração, eu de-
sempenho se torna cada vez menos prazeroso e autên-
tico. Apesar de geralmente fazerem tudo muito bem-
REDESPERTANDO O CORA AO
17
II P
feito, las nao têm muita sati fação pe soai com o trabalho. eja omo for, 11<10
o
abandonam porque é sua principal fonte de aten ão e valoriza ão. A partir dai, po
de urgir um vício no trabalho que devorará qualquer alegria e liberdade emono
nal que ainda lhes re tarem.
O único de ejo que o repre entante menos audávei do Tipo Trê ainda COI1
eguem identificar em i me mo é o de tornar- e uma "e trela" seja em que for. ()
mo e tão em busca de um grande retorno em termos de popularidade, podem de •..
perdi ar os talento que realmente pos uem, jogando fora uma oportunidade atra •..
da outra. A carên ia narcí ica que e tá na ba e de eu ato é geralmente vi ta pelo •..
outros como constrangedora ou triste ( e não questionável ou detestável, a depen
der do grau de autopromoção). De qualquer forma, a alienação de si me mo e de
eu entimentos começa a funcionar contra ele de vária maneira.
Coloque a mão sobre o peito, bem em cima do coração, e re pire fundo alguma Vt'Zt'S
Concentre-se nessa área de seu corpo. O que você sente? Lembre-se de que não há uma res
posta correta - não se espera que você sinta nada de espeCifico. Cabe a você de cobrir o 'Im
ente ou deixa de sentir. Ob erve como as sen ações localizada ne a área mudam com II
tempo. Pratique e te exercício pelo meno uma vez por dia.
Com petitividade e D eliberação
O repre entante típico do Tipo Três correm o ri co de entrar em competi-
õe veladas a mais vária: quem e sai melhor no trabalho, quem tem a namora-
da mais bonita ou os filhos mais inteligentes, quem é melhor no tênis, no compu-
tador, no xadrez e a im por diante. A principal maneira de reforçar a auto-estima
é ganhar na compara ão (ou na competição, quando de fato se trata de uma). Infe-
lizmente, ua bu ca de superioridade pode deixá-los exausto e afastá-los da coi-
a que mai de ejam atingir.
ssas pessoas entram em competição não porque realmente queiram, mas por-
que temem er eclip adas por alguém melhor que elas. Ela receiam ficar para trás
e, a im, ser meno admirada e olicitadas que os demai . Is o as leva a reunir to-
da as uas forças para realizar ainda mais - o que é um grande de perdício de tem-
po e energia. ("E tou en aiando meu recital de piano horas e hora diariamente, mas
Mary Lou realmente está ótima naquela peça de Chopin. Acho melhor trocar a mi-
nha peça; e colher outra ainda mai difícil. ")
As im, as pessoa do Tipo Três não só ompetem com eu iguai ,como tam-
bém acabam por introduzir a competitividade em relacionamento nos quai ela nâo
cabe e pode ser muito destrutiva: é o caso do pais que competem com o filho c
dos parceiros que competem entre si. A ironia está em que, ape ar des a di posi ão
<"{AMA
compelilla, d,l'> lfll Illll 1'1I1111l1'l'1m
'lHo ,dllmaçao das mc,>mas pc,>..,nasa lfuem
tI nlam supcr,u.
Lynn, uma bem- ucedida consultora de mercado, entende i o muito bem:
IMP
Se você conhecer a historinha infantil chamada "The Little Engine That
Could" (O trenzinho que podia tudo), conseguirá entender o que é perten-
cer a este tipo de personalidade que é como um dínamo. Tudo que já me
propus fazer, foi com uma atitude competitiva, com muito esforço e delibe-
ração. Meu combustível é a maior perfeição possível em tudo, desde que fui
treinada a usar o penico com onze meses de idade. A motivação que subjaz
ao meu ímpeto é o medo de não me destacar, de fracassar. O fracasso é a
morte, é cair em um buraco negro. Deve ser evitado a qualquer custo.
[m seu Dittrio do Trabalho Interior, anali e a seguinte questôes: De que maneiras vo-
cé se vê como competitivo e movido pelo sucess01 Por que traçou as metas que está tentan-
do atingir1 Yoeéjá e envolveu em algum projeto que, no fundo, não Ih interessava por au-
a da necessidade de brilhar ou competir? O que acha que aconteceria se "Ilrasse o pe do
acelerador" ao me no um pouco? omo você lida com o medo ou ansiedade que surge quan-
do se compara a outra pe soa? omo se sente em relação ao seu competidores? Como vo-
cê lidou com eu,>próprio fracasso?
OLlVER WENDELL
HOLMES, SR.
"Sem termos consciência de es-
tar usando máscaras, temos uma
cara específica para cada amigo."
Im agem e Auto-apre entação
De de o illlcio da infânCIa, a pe oa do Tipo
Treao capaze de adaptar- e ao outro para apre-
entar uma imagem atraente. a faixa media, i o po-
de manifetar-se tanto como um entu ia mo for ado
quanto como uma frieza que parece tranmitir a men-
agem: "Tenho tudo que é preci o". O mundo da pu-
blicidade e da moda frequentemente promove e a
imagen - e trata- e de um mundo povoado na maior parte por pe soa de te tipo.
Muito polnico, treinadores, empre ária e guru do potencial humano entraram
eminLOnia com e se a pecto do estilo da per onalidade do Tipo Trê , especialmen-
te com seu talento inato para decodificar uma ituação e fornecer in tintivamente
aquilo que é e perado. pe oa de t tipo ão capaze de ntrar numa ala e, cap-
tando a força em ação entre eu ocupante, de cobrir imedialamente o que de-
vem fazer.
orno ão eguidamente recompen ada por e a capacidade, a pe oa do
Tipo Trê aco LUmam a ela de tal forma que perdem de vi ta o eu verdadeiro eu.
im, e te permanece atrofiado e fora de eu alcance a ponto de o repre entante
Tratando o Próprio Eu Com o M ercadoria
11 PU T R
Que imagem você está projetando ne te momento para si mesmo? E para seus l'ole~
de trabalho, amigos, pai, filhos, animais de estima ão? E sa imagem é a mesma em lOdos
ses ca o ? Como você se vê e como acha que o outro o vêem? De que forma voce acha qu
sua auto-imagem difere da imagem que projeta para as pessoa? Como você abe? A dislf
pãncia entre ambas já lhe trouxe alguma esp cie de problema ou conOito?
qu e lao entre a fai as m dia e não- audavcl munas vezes nao "ab 'rcm qUlm ,0
n m o que ntem fora de ua imagem. m lugar d primir o que rcalmclll SI 11
t m ou p n am, ele dizem e fazem aquilo que pre entem er aceita,' I.
e e a imagem tiver êxito e aplau o, urge um ri co novo e muilo m,1I01.()
fato de ter uma imagem de sucesso reafirma o desempenho da pe a do Ilpo
Trê ,e não sua real identidade. Quanto mai uce o tiver, mai tentada las,> r,lO
a manter e cultivar e sa imagem, em vez de de envolver eu verdadeiro u rcslll-
tado é que eu coração é posto de lado e e quecido. Quem ela na verdade ao pa'>
a a ser um território cada vez meno conhecido, algo que não querem enxergar por
que, quando olham para dentro de i, entem um grande vazio, um imen o buraw
negro.
"Posso ser qualquer coi a I/IU
queira."
Quando e entem in eguras, as pe oa do Tipo
Trê protegem- e admini trando ainda mai cuidado-
amente a própria imagem. Muitas de suas atitudes e
reduzem então a uma e pécie de jogo de relações pu-
blicas. Por entirem que a maneira como ão percebida é tudo, ela e dedicam a
admini trar a impre ão que cau am no outro, em vez de cultivar eu próprios
don . Para de cobrir uma fórmula de vencer empre, ela fazem, dizem e e tornam
qualquer oi a que lhe permita aproximar- e de ua meIa ou evitar potenciai hu-
milhaçõe - eja demon trando (fal a) modé tia, concordãncia e conciliação ou o
contrário.
A sen a âo de ter a obrigação de superar- e o tempo todo é extremamente de -
gastante: é corno e tar numa eterna entrevi ta de emprego. Mal é po ível imaginar-
e a ansiedade e a in egurança que pessoas do Tipo Três têm de uprimir para con-
tinuar agindo. Por i o, e tão con tantemente temendo dizer ou fazer a cai a errada.
Como não podem baixar a guarda um o in tante, la jamai podem ser realmen-
te espontânea: têm medo demai de er ridicularizada, que tio nada ou vi ta ob
uma luz não muito favorável.
O problema é que pe oa do Tipo Trê tratam a i me ma como uma merca-
doria. ("Tenho que aber como 'vender-me'. ") amo já vimo, a criança d te tipo
ão freqüentemente uma exten ão da ne e idade narCl ica de outra pe oa. Ela
aprenderam que Sl'USIralS SIIlllmentos e necessidades nao contam; e ist 'm apenas
como obJcto a er allJl1Irado c dc ejado. I o provo a tamanho ofrim nto que c sa
pc oa preci am d ligar- e do próprio coração. Porém ó o coração no p rmitc
di cernir a verdade. Assim, quando no distanciamos dele, distanciamo-no também
de nossa relação com a verdade. A verdade torna- e então também uma mercadoria
que muda - passa a ser aquilo que funciona num determinado momento.
A auto-adaptação e o distanciamento causam às pessoas do Tipo Três e a seu
entes querido muito ofrimento, conforme afirma Arthur, um dedicado pastor:
Sempre fui tão competitivo no trabalho que já me achei melhor que os ou-
tros e transmiti a imagem do arrogante e inacessível. Em casa, tornei-me
emocionalmente distante a ponto de ficar irritado com minha mulher por
não estar à minha disposição sempre que eu queria - na verdade, eu não a
via mesmo quando ela estava diante de mim. Sempre me preocupei demais
com o que "eles" pensavam de mim sem saber quem eram "eles" - desco-
bri, faz muitos anos, que me vestia para ir ao Frabalho visando impressio-
nar um grupo nebuloso de pessoas que eu nem sequer conhecia!
ADAPTA Ao
Observe como e adapta ao que está à sua volta. Quantas veze por dia você o faz? Aten-
te para as diferença entre a imagens que você projeta diante de seu amigos, colegas de traba-
lho, familiare e assim por diante. Identifique quando certas entoações ou ritmos se incorporam
à sua maneira habitual de falar. Quando você faz esses ajustes, qual o efeito sobre sua estabili-
dade, seu eixo? E sobre a sua ligação com o coração? Quando v o c ê se adapta, sente- e mai ou
meno valoro o?
o M edo da Intim idade
nquanto a pe oa do Tipo Trê tentarem convencer a todos (inclu ive a si
própria) de que não preci am de ninguém, não deixarão que ninguém e aproxi-
me um pouco mais: a intimidade permitiria que os outros vis em que, na verdade,
elas não ão tão auto-suficientes, não são quem aparentam ser. No fundo, s a pe -
soas percebem a di paridade existente entre o que são e o que aparentam ser e mor-
rem de medo que alguém mais a perceba. Elas temem demonstrar o quanto se sen-
tem sós, vazias e desprezívei ,e as im aumentar a inseguran a que já têm em relação
a si mesmas. Quanto mais os, outros tentam e aproximar, mais elas receiam que,
por meio da fachada, descubram seu pontos fracos e as rejeitem. Em vez de correr
esse risco, o que normalmente fazem é redobrar o ímpeto de realiza ão - para que
os outros fiquem satisfeitos com elas (isto é, com a imagem delas) e não ponham o
relacionamento em questão.
"O que preciso J a Z (" 1 '1 1 Ili
im pressiona-lo?"
1I P
Para manter o outros a uma distância egura - e, ao me mo tempo, n'll'l-llJl S
a aten ão e a boa graças -, o representante típicos do Tipo Trê culti am um l ('I
to ar de amizade, uma espécie de jovialidade profis ional, como sub titutivo da VI'I-
dadeira intimidade. O medo da intimidade pode inclusive levá-lo a manll'l UIll.l
certa distância até do parceiro. De fora, o casamento pode parecer perfeito, mas pa
ra o parceiro faltam uma verdadeira proximidade e uma maior rela ão emocionai
Es as pessoas normalmente preferem a imagem de um relacionamento b m SUl!'
dido a um verdadeiro rela ionamento, principalmente quando a intimidade pressu
puser o reconhecimento da própria carência e vulnerabilidade ou a possibilidade dl'
rej i ão pelo fato de ela não sati fazerem as necessidade do outro.
DEIXE QUE AS PESSOA O VEJAM
Comente alguma vulnerabilidade sua com uma pc oa de sua confiança. Quando fiz r
i' 0, concentre-se na própria ensação de vulnerabilidade. Ela lhe é de agradável? ( omo vo
cê a vê? Como e que ela o faz entir- e em relação a es a pe oa? O que você tl'mia qm la
oube e?
Narcisism o e Exibição
Quanto meno audável o ambiente em que cres-
ceram, mais ferido terá sido o amor-próprio das pes-
soas do Tipo Trê e mai difícil erá para ela en ontrar
a verdadeira auto-e tima. A im, erão obrigadas a
bu cá-Ia mediante a aceita ão e a aprovação dos outros - ape ar de que, por mais que
as obtenham, jamai se sintam dignas e valorizadas. A ferida narcísica co tuma ma
nife tar-se pela supercompen ação - ou, em outras palavras, exibi ão.
A depender da gravidade de a ferida, a pes oas do Tipo Três podem criar ex
pectativas fátuas a seu próprio respeito. er simplesmente bem-sucedidas não bas
la: elas preci am ser famo as ou importante de alguma forma, "estrelas" rec nhe
cida e consagradas por alguma razão. aturai mente, i o serve apena para
predispô-las a freqüentes decep ãe e sentimento de humilhação.
Além disso, e as pe soas podem recorrer à sedu ão e às conquistas cxuais
para reforçar a auto-estima. Embora muitas vezes se vistam para chamar a atençao,
costumam reagir com ho tilidade ou indiferen a fingida quando alguém a clogla.
("Quero que você olhe para mim, mas não vou lhe dar a mínima.") Preocupadas
com a própria reputação e com o impacto que exercem sobre ela as pes oa com
quem convivem, ela fazem que tão não só de e tar sempre atraentes e bem-arru-
madas, mas também que assim estejam o parceiro, filhos, amigo e até seus animais
de estimação - não e quecendo que, idealmente, não querem ter rivai .
Tawney relembra:
REAÇÃO AO STRESS:
O TIPO TR~S PASSA
AO N O V E
v z m qu m ntl m i i olad fOIquando mal m or I para
estar "fantástica". L mbro-me de estar magérrima, com unha maravilho-
sas (postiças, claro), maquiagem impecável, roupas caríssimas, na última
moda, cheia de peles e diamantes (verdadeiros, claro). Lembro-me dos
olhares estupefatos que provocava, e não sentia nada. Percebi que, quan-
do não estou ligada em mim mesma, raramente consigo lembrar do que
acontece. Acho que o que me ajudou a sair desse estado foi o fato de não
me lembrar dele. Quase não lembro do dia em que me casei, por exemplo.
A tentativa de juntar os pedaços de meu passado foi o que me ajudou a res-
tabelecer o contato comigo mesma.
Quando o s lre s aumenta, o mecani mo de de-
fe a das pe oas do Tipo Trê podem pifar, levando-as
a atuar alguma das qualidade característica da fai-
xa inferiore do Tipo ove. orno ão concentrada,
movida a realizações e identifi ada com o que fa-
zem, a pa sagem ao Tipo ove erve como uma trégua
em ua implacável bu ca do uce o.
Por terem tanta ãn ia de deixar ua marca e provar a que vêm, inevitavelmen-
t acabam criando problema em eu relacionamento. Em tai momento, ela po-
dem reduzir um pouco o próprio Impeto, tornando- e mai diplomatica e conde -
c nd nte., como o repre entant s upico do Tipo ove. Quando i o ocorre, ela
ainda desejarão de tacar- e na multidão, ma não tanto quanto de hábito: chama-
ráo me no a atenção e tentarão entro ar- e mai om o outro .
orno já vimo, a bu ca do uce o muita veze leva a pe a do Tipo Trê
a ituaçõe em que se vêem forçada a coi a em que não têm nenhum intere e es-
pecial. -mbora po am continuar a im por algum tempo, e ficarem alienada de
seu reai de ejo por um penodo mai longo - que pode er o de toda uma carrei-
ra ou um relacionamento de uma vida inteira -, elas e di tan iarào e di o iarão
como a pe oa do Tipo ove. Em vez de demon trar ua proverbial eficiên ia, co-
meçam a preencher o tempo com toda orte de afazere in ignificante , na e peran-
ça de uperar a dificuldade em e deixar abater. Embora ejam normalmente ra-
pidas e eficientes em cumprir tarefas e reagir ao outro, o s lre 5 as torna
e tranhamente apática e complacente.
Quando estiver em silUaçõe sociais, oncentre- e primeiro na vida e nas reahzaçõe
das pessoas. Descubra o que ela têm de interessante. Ob. erve como isso lhe dá a oportuni-
dade de mostrar-se curio as em relação a você sem que você precise impre sioná-Ias o ten i-
vamente. Considere a po sibilidade de que os outros gostem de você sem que preci e impre -
sioná-Ios. orno e ente diante di o?
181
A BANDEIRA VERMELHA:
PROBLEMAS PARA
OTIPOTR~S
111'
~ Auto-imagem cada vez mais falsa, de one tidade, logro
~ Falta de sentimentos e vazio interior
~ Estafa e esgotamento fí ico decorrente da ob e ao
com o trabalho
~ Ocultação do grau de aflição emocional
~ Ciume e expectativa irreali tas de suce so
~ Exploração e oportuni mo
~ Episódio grave de raiva e hostilidade
A D V E R T I: IA
POTE lAL PATOL Gl O:
Disturbio arci i ta de Per 0-
nalidade, hipenensão, depre -
são (geralmente não-hedõni-
ca), raiva narcI ica e afã de
vingança, comportamento p i-
copático.
r ve es e fracassos na carreira têm impacto e pecialmente grav' sobre as
p oa do Tipo Trê , fazendo-as desiludir- e da vida e de i me ma. vazio qlll
procuram e conder vem à tona, tornando-as e gotadas e apática. m v z de Sl'
valer de ua habitual diligência para melhorar a ituação, ela tendem a evIlar a
realidade e o problemas e a devanear inutilmente com o próximo ê ito qu • as
aguarda.
e tiverem sofrido uma crise grave em contar
com apoio adequado ou em outros recur o com que
enfrentá-la, ou e tiverem ido vítima con tante de
violência e outro abu o na infância, as pe soas do Ti-
po Três poderâo cruzar o ponto de choqu e mergu-
lhar no a pecto nào- audáveis de seu tipo.
e ofrerem um revé que arranhe muito ua au-
toconfian a, a pe oa do Tipo Três poderão ver- e obrigada a admitir que a ba e
obre a qual ua vida foi construída é fraca ou mesmo falsa. Além dis o, poderao
u peitar ser de fato um fracasso, que seus êxito não tenham sentido ou que o que
pensavam a respeito de i me mas não é verdade. E, com efeito, alguns de e re-
ceios podem ter fundamento. Perceber o que há de verdade nele pode repre entar
o início de uma reviravolta na vida de a pe oa; o primeiro passo rumo à saúde
e à libertação. Por outro lado, elas poderão aferrar- e ainda mais às próprias ilu õe
de grandeza e tentar negar o quanto e tão ofrendo. (" ão estou com problema al-
gum! E tá tudo bem." "Farei qualquer coi a que precise para ir em frente.") e per-
istirem ne a atitude, ela e arriscam a ultrapa sar a linha divi ória que a epara
do íveis não- audavei. e eu comportamento ou o de alguém que conhece e
enquadrarem no que de crevem a advertências abaixo por um período longo - aci-
ma de duas ou trê emanas, digamos -, é mai do que recomendável bu car acon-
elhamento, terapia ou outro tipo de apoio.
PRÁ I A QU ONTRIBULM
PARA O DESENVOLVIMENTO
DOTIPOTR~S
~ Ant de mai nada, apr nda a d 'tectar quan
do você "aciona" ua imagem, em vez de agir c falar
com autenticidade. Você verá que talvez se comporta
conforme a imagem mesmo quando não há ninguém
por perto! Embora po sa não haver nada de errado
com a persona que você criou e você queira empregá-
la de vez em quando, ó a percep ão o tornará capaz
de escolher quando fazer i so. Sem ela, você fica a erviço da imagem.
~ Como as pessoas dos Tipos Oito e Um, você é um dos que mais se benefi-
ciariam relaxando um pouquinho de vez em quando. endo um repre entante do
Tipo Três, você não é o primeiro a perceber que está e e tressando demais - às ve-
ze ,é preci o que haja um problema mai ério de aúde ou de relacionamento pa-
ra que você conclua que foi longe demais. Procure parar e respirar fundo algumas
vezes por dia. Passe alguns minutos longe das tarefas e projetos e perto de si mes-
mo. Tente descobrir o que está sentindo: ansiedade? olidão? Raiva? Pressão? Ini-
cialmente, essas interrup ões talvez o façam pensar que está se atrasando, ma , a
longo prazo, elas contribuirão muito para manter seu bem-e tar físico e emocional
- é provável mesmo que o ajudem a realizar suas tarefas com mai facilidade.
~ Converse obre seus receios e ansiedades com pessoas de sua confiança.
As pe soas do Tipo Três normalmente não têm problemas para fazer amizades e po-
dem estar sempre vendo os amigos, mas is o não é o mesmo que termos pe soa
com quem falar sobre o que nos magoa, amedronta ou torna vulneráveis. Procure
encontrar quem também con iga fazer isso e veja que não é preciso falar sobre tu-
do de uma só vez. Come ar falando um pouco sobre o que ente o ajudará a abrir-
e de uma forma egura. (Um bom p icoterapeuta também é uma excelente uge-
tão.) Além di so, ao contrário do que imagina, revelando um pouco ua
vulnerabilidade a um bom amigo você não o decepcionará.
~ A criatividade realmente faz muito bem às pes oas do Tipo Três, principal-
mente quando não têm platéia. Tanto a pintura quanto a cerâmica, a música, a lite-
ratura ou o de enho - ou imple mente a manutenção de um diário - podem ajudá-
lo a entrar em contato com eus próprios sentimento e em maior intonia consigo
me mo. e qui er, crie um espa o em casa ó para a criatividade e a autode coberta
- nada de tarefas nem trabalho aqui! Esse espaço deve ser sagrado, um refúgio con-
tra a exigências do cotidiano, principalmente a que você mesmo se impõe.
~ Embora perten a a um dos tipos menos propensos a meditar, você lucra-
ria muito com a medita ão. Ficar "de braço cruzado" em fazer nada não faz en-
tido para seu ego voltado para a a ão, ma faz muito para a sua alma. E meditar e -
tá longe de er não fazer nada. a verdade, à exce ão da cria ão de eu filho, a
meditação seja talvez o maior desafio que você pode enfrentar. A capacidade de sim-
plesmente ser é uma das maiores realizações do ser humano - mas é um feito ain-
da maior no caso do Tipo Três. Me mo que no início lhe pare a difícil, recorra à sua
disciplina e persista: os representantes do Tipo Trê costumam fazer avan os repen-
tino e consideráveis.
~ De cubra como pode ser útil participando de um grupo, mas n ã o como II
d r! Aprender a cooperar e trabalhar com os outros sem ser o centro da atcnçm..,
não é fácil para as pessoas do Tipo Três, mas lhes dará uma atisfa ão imen a im
prevista. Você pode tentar o trabalho como voluntário em hospitai ,escolas ou asi
lo . É provável que se surpreenda com o que sente trabalhando com os outro , nao
Ó em termos da afinidade que is o revela, mas também do que provoca no que V()
cê sente em relação a si mesmo. Talvez encontre aí um grau de auto-estima que ja
mais sonhou ser pos ível.
18
À
"G osto de ser eu m esm o."
REFORÇANDO OS PONT ..,
FORTES DO TIPO TR
, 11'
Quando saudávei ,a pe soa do Tipo Trê go-
zam da bênção da verdadeira auto-estima, que é mui-
to diferente da inOa ão narcísica. Elas abem apreciar
a própria vida com ju tez a e reali mo, e isso lhes dá
egurança, além de uma no ão sadia de suas pos ibi-
Iidades. Poderíamos dizer que essas pessoas po suem equilíbrio no amor do próprio
eu, o que lhes permite amar o outros livremente e em segundas intenções. E e
amor ao próprio eu não corre riscos porque se baseia não ó na avalia ão sincera d
sua reais capacidades, mas também no re peito às próprias limita ões. ão é pre-
ci o dizer que qualquer pe oa de fruta e e beneficia da companhia de alguém que
tenha qualidades tão admiráveis.
Devido à sua autêntica auto-estima, elas com-
preendem o quanto vale investir em i me ma e em
seu desenvolvimento: são ambiciosas, confiantes e
per istentes, cuidam do físico e interessam- e em conhecer- e mai e resolver eu
problema da melhor maneira. Estão empre procurando novas formas de melho-
rar a própria vida e de ensinar aos outros como podem desenvolver-se.
"Inve tir em i mesmo" pode ser gastar dinheiro, tempo e energia em si pró-
prio em er egocêntrico nem narcisista. Se quisermos atingir alguma coisa que va-
lha a pena na vida, precisamo investir em nós - procurar a melhor formação, esta-
belecer nossa própria prioridades e não nos desviar de no as metas. As pessoa
do Tipo Três realmente sabem como dedicar-se a cultivar sua qualidades.
Além de inve tir em eus próprios talentos, elas contribuem para que os ou-
tro dêem de i o que têm de melhor; u am seu dom de incitar e motivar para que
eles atinjam ainda mais do que imaginavam. Como enfermeiros, médicos, profes-
ore e terapeuta, a pe oa do Tipo Trê provocam um efeito realmente eletrizan-
te sobre eus alunos e pacientes pela força de seu exemplo. A im, quando outro
fisioterapeutas desenganarem a criança deficiente, o do Tipo Três conseguirá moti-
vá-Ia a caminhar; o profe or de música inspirará os alunos a se superarem e o trei-
nador dará ao time o prazer de saber que fez o melhor que podia.
Os representantes saudáveis do Tipo Três também colocam sua capacidade de
impre sionar a ervi o de causa nobres. Por is o, muitas vezes se destacam como
exemplos em ua áreas. Muitas empre as e organiza õe recorrem a eles para re-
presentá-Ias. Como são bons promotores e comunicadores e sabem apresentar a
coi as de uma forma que atraia e inspire, são muito competente quando e trata de
criar espírito de equipe e manter o moral alto.
O CAMINHO
DA INTEGRAÇÃO:
O TIPO TR~S PASSA AO SEIS
184 A
L:v' 'uma silllll.ltl(,ll· .Igladavel profissional d tr'inamcnto mpr'sarial:
Quase sempre adoro ser do Tipo Três: consigo fazer tanta coisa! Há pouco
tempo agi assim com uma nova meta. Motivei meu pessoal para que pen-
sasse que faz parte de uma equipe invendvel. No fim, cinco das pessoas en-
volvidas tiveram aumento de salário. Hoje elas são tão leais a mim que fa-
riam qualquer coisa; acham que eu sou o máximo, o que me faz sentir
ótima! Adoro motivar as pessoas a darem o melhor de si.
os íveis mai altos, as pessoas do Tipo Trê abem voltar- e para dentro de
si mesma e aceitar-se - ão tudo aquilo que aparentam ser e representam uma ho-
nestidade, simplicidade e autenticidade que são extremamente inspiradoras. Elas se
vêem com reali mo, aceitando seus pontos fracos e valorizando os [ortes sem se le-
var dema iado a sério. São meigas, afetivas e dotadas de uma autenticidade tocante
- pessoas realmente admiráveis, que apreciam a admiração de que são alvo, mas não
precisam dela.
Ao uperar a ferida narcísica que sofreu na infãncia, Lynn pa sou a ver a si
me ma e aos outros de uma forma completamente diferente:
Sinto-me imbuída de uma presença ou força interior que se irradia até as
pessoas. É uma espécie de magnetismo, que atrai sem que eu tenha de rea-
lizar nem atingir nada. Alguém me perguntou faz pouco: "Você sempre bri-
lha assim?" Sinto-me transcendente e, ao mesmo tempo, muito humana e
centrada.
As pessoa do Tipo Três concretizam seu poten-
cial e e mantêm saudáveis quando aprendem a com-
prometer- e com as pessoas e com as metas que trans-
cendam eu próprios interes es, como as que estão na
faixa audável do Tipo eis. Isso desloca eu foco da
neces idade de manter uma auto-imagem para o real
desejo de sustentar o desenvolvimento de algo que es-
tá além delas. Com i so, atingem a verdadeira auto-estima de uma forma que jamais
poderiam sonhar. Quando se inicia o seu proces o de integração, a cooperação com
os demai - não só na carreira como nos relacionamentos - as faz descobrir a cora-
gem e a orientação interior inerentes à faixa saudável do Tipo Seis, o que lhes per-
mite revelar mais as suas verdadeiras qualidades. A comunicação e torna simples,
direta e sincera - não há necessidade de deslumbrar ninguém.
Por mais que se esforcem, a busca de legitimação pela realização de metas que
não são ditadas por seu próprio coração não compensa jamais. Para sua surpresa,
porém, as pessoas do Tipo Três encontram a satisfação e a razão para a auto-estima
no desprendimento e nas responsabilidades compartilhadas que advêm do compro-
misso com a sinceridade. Assim, elas se deixam tocar por aquilo que criam conjun-
tamente com os outros, vendo o que existe de belo e de bom no que criaram, inde-
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALIDADE
EM ESS~NClA
TIP
pendente do aplauso que possam ter recebido ou não por is o. É ne e momcntos
que, sem muita reflexão, as pessoas do Tipo Três começam a vivenciar o seu vcrcla
deiro valor e identidade.
Os representantes típicos do Tipo Três tendem a sentir- e como olista - ca·
pazes de motivar os outros e criar espírito de equipe, mas vendo-se como essencial-
mente solitários. A carga de ser o Herói da Família não lhes permitiu buscar ap io
nem con 010 - o herói não tem direito a precisar de ajuda. Porém, à medida quc
integram as qualidades do Tipo Seis, eles passam a reconhecer e aceitar o apoio com
que podem contar, além de ter a coragem de pedi-lo quando precisam. Apesar dis o,
essa atitude desperta um grande medo de estar endo inadequado e de decepcionar
o outro. (U e soubessem como eu realmente me sinto, todo me abandonariam.")
Entretanto, ao aprender como con truir com parceiro eleto relacionamentos só-
lidos, ba eados na confiança e no respeito mútuo, como fazem os que estão na fai-
xa saudável do Tipo Seis, eles iniciam uma jornada mais importante: a de buscar seu
próprio apoio e sua orientação interior.
aturalmente, as pessoas do Tipo Trê não ganharão muito tentando simple -
mente imitar as características típicas das do Tipo eis. Comprometer-se demasiada-
mente e tentar criar a própria segurança e identidade a partir de afiliaçõe diversas ó
serviria para refor ar sua preocupação com a auto-imagem e o desempenho. Porém,
ao abrir mão da identificação com o de empenho, as pessoas do Tipo Três verão que
a re istência, o compromi o incero e a coragem que revelam a pe oa mai audá-
veis do Tipo Seis de abrocharão naturalmente.
Para libertar-se, as pessoas do Tipo Três preci-
sam deixar de acreditar que seu valor depende da
aprovação dos outros, poi só assim poderão voltar-se
para dentro de si e ser realmente autênticas. Por mais
difícil que isso seja para elas, é o caminho mai direto
que podem tomar. o início, só encontrarão o vazio
no coração, mas aos poucos, com paciência e compaixão, elas conseguirão abrir- e
para a mágoa e a vergonha existentes por trás dele. Quando essa dor for vista, cu-
rada e liberada, elas perceberão uma mudança que se processou sem avisar quando
ou como, uma mudança que lhes permite ver que são pessoas bem diferentes do que
pensavam. Livres da obrigação de dançar conforme a música que os outros tocam,
elas encontram a liberdade e a leveza de fazer o que lhes manda o coração.
As pessoas do Tipo Três precisam entender claramente que devem deixar cair
a máscara e admitir a en ação de vazio interior se quiserem a cura. A dádiva da al-
vação, naturalmente, é que não há vazio interior para o eu Essencial. Quando a má -
cara cai, o vazio se preenche a partir do interior. É como se a própria máscara exer-
cesse uma pressão que reprimia o verdadeiro eu: uma vez removida a primeira, o
segundo não pode deixar de revelar-se. Assim, elas descobrem que, em vez de serem
vazias e desprezíveis, simplesmente têm algumas áreas por desenvolver (o que não
si 'llIh,.1 qU( .IS I1IUII.I
•••111.1<; qur la <.I'senvolv 1.1111
sejam p •.
<.lIdas).[pr ciso cora-
g 'm " id '<11mnt . o .IPO() <.I um pare in>, migo, t rap uta ou con elheiro religio-
so para qu uma pe oa do Tipo Trê embarqu ne a jornada d auto-revelação.
Tawney explica a diferença que isso faz:
A diferença é que agora faço opções baseadas no que realmente necessito, e
não no que me tornará mais "desejável". Parei de precisar ser "a melhor", a
não ser para mim mesma. Sou capaz de expressar livremente as minhas emo-
ções sem me preocupar com o que podem pensar de mim e me permito pa-
recer o que eu quiser sem julgar a mim mesma. Sinto-me mais tranqüila. A
vida inteira fui um reflexo do meu tipo de personalidade: era uma típica re-
presentante do Tipo Três. Agora, sou simplesmente eu mesma.
Quando e di põem a correr o ri co de perder a aprovação alheia para eguir
o próprio cora ão, a pe oa do Tipo Trê podem ganhar o de taque com que em-
pre onharam. O amor e a admiração que recebem penetra até o fundo d'alma, per-
mitindo que ali cre ça um novo jardim.
Marie, que e tornou terapeuta depoi de empreender ua jornada, aprendeu
e se importante egredo:
Minha identidade estava atrelada à ação e, logicamente, ao sucesso. Antes
de aprender a simplesmente ser, havia pouca chance de sinceridade e au-
tenticidade (... ). Sempre fui ágil, competente e capaz. Ainda sou, mas ago-
ra não acho tão importante sair-me sempre bem. É mais importante ser fiel
às coisas que realmente têm valor para mim.
Uma vez de locado o centro de gravidade de fora para dentro, as pessoas do Ti-
po Trê podem permitir- e a exp riência inédita de deixar-se guiar por eu próprio co-
ração. E, uma vez 'aboreada a en ação, não é provável que elas a troquem por nada.
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
Quando con eguem reconectar- e com o próprio coração, a pe oas do Ti-
po Trê que e tão na faixa saudável per onificam mai que a de qualquer outro ti-
po o dom E encial da autenticidade. eu comportamento torna-se fiel ao que elas
realmente são, permitindo-lhe revelar seu verdadeiro eu com simpliCidade, hu-
mildade e inceridade.
A autenticidade não implica uma hone tidade brutal: ela imple mente mani-
fe ta aquilo que e é num determinado momento. Além di o, e a pe oa não ne-
ce itam de ninguém para vivenciar e e amor. Quando e tão pre ente, ela ão
imple , ohcita e capaze de dizer a verdade que emana de eu coração .. primei-
ra vi ta, i o pode não parecer uma grande realização, mas e pen armo melhor,
veremos como é raro apre entar-no aos outro de a forma.
111' 187
À medida que aprendem a dar lugar à própria autenticidade, ua qualida<.le I s
encial começa a e manife tar. ão é fácil falar a re peito dela, não porque seja ahs
trata, ma im porque e trata de algo tão fundamental em no a exi tência qu nos
tornamo cego a ela. Talvez a melhor palavra para defini-la seja valor - o fato d~'
termos valor por existirmo .
Es a idéia é totalmente contrária ao que diz a cultura popular, para a qual nos
so valor está em termo determinada renda, determinada caracterí ticas fí icas, til'
terminada idade ou forma ão. Porém todo esses superficiais substitutivo do valol
são criaçõe da per onalidade, a qual não está em contato com a base de seu r, a
fonte de todo verdadeiro valor.
e pararmos para pen ar, orno nó me mo que conferimo valor às coisas
que valorizamo . Talvez a carreira de ator ou atriz no dê auto-e tima. o entanto
e a carreira pode er trivial ou gratuita para outra pe oa. A auto-e tima dela po
de depender de uma gorda conta bancária. O valore não apenas variam de pe 50.'
para pe oa, ma também no curso de no a própria vida. Obviamente, o fio que h
ga tudo i o e tá em n ó s . om efeito, projetamo no o valor Essencial obre um
emprego, uma pessoa ou uma coisa e depois tentamo reavê-lo po uindo aquilo
que carrega e a proje ão. Porém i o qua e nunca dá certo.
Quando e tamo em contato com no o valor E encial, abemo que ele ('
inerente à no a verdadeira natureza. ão é possível que não tenhamo valor; o que
é po ível é que no e queçamo de sua exi tência. ão há ofrimento, humilha ao
nem problema que pos a diminuir o valor E encial de uma pe soa: no máximo
eles con eguem modificá-la por meio da oportunidade de cre cer, compreender r
aceitar. A im, quando a pe oas do Tipo Três conseguem perceber diretamente o
eu valor encial, ela e libertam da implacável bu ca egóica de auto-e tima pelo
uce o. I o lhes permit o tempo e o espaço necessários para viver com grandeza
de e pirito, amor à vida, riqueza e gratidão.
ome o. ponto
das quinze
afirmações para
o Tipo Três.
O resultado
estant en tre
15 e 75.
As instruçõe
ao lado o
ajudarão a
de cobrir ou
confirmar seu
tipo de
per onalidade,
~ 15 ocê provavelmente não pertence a um
do tipo assertivo (Três, ele e Oito).
~ 15-30 Você provavelmente não pertence ao
Tipo Tr
~ 30-45 É muito provável que você tenha pro-
blema comun ao Tipo Trê ou que
um de cu pai seja do Tipo Trê .
~ 45-60 É muito provável que você tenha um
componente do Tipo Três.
~ 60-75 É muito provável que você pertença
ao Tipo Trê (ma ainda poderá per-
tencer a outro e tiver uma concepção
dema iado limitada de te lIpO).
As pes oa do Til)(l
Três costumam
identificar-se
erroneamente COIIIII
pertencente ao
Tipo Cinco,
Vm ou Oito.
As dos Tipos Oito,
Sete e ove
costumam
idelltificar- e
erroneamente
corno pertencentn
ao Tipo Três.
TIPO QUATRO:
O INDIVIDUALISTA
" o fim d a s co n ta s, ta lvez a g ra n d eza d a a rte esteja n a
etem a ten ã o en tre a b eleza e a d o r; o a m o r d o h o m en s
e a lo u cu ra d a cria çã o , a so lid ã o in su p o rtá vel e a m u lti-
d ã o exten u a n te, a rejeiçã o e o co n sen tim en to ."
ALB RT AMU
JAME B LDWI
C A P íT U LO 1 O
"T o d a a rte é u m a e p écie d e co n fis ã o m a is ou m en o in-
d ireta . T o d o s o a rtista s, e q u i erem o b reviver; ã o o b ri-
g a d o s, p o r fim , a contar to d a a hi tó ria , a vo m ita r a a n -
g u stia . "
*
OETET
OARTI TA
o ROMÂ TICO
OMELA ÓLI O
A POBRE v1TIMA
"A felicid a d e fa z b em a o co rp o , m a s é a tristeza q u e d e-
en vo lve o p o d eres d a m en te. "
MARCEL PROU T
O ESPECIAL
"A n tes b eb er d o cá lice d o s p esa re p ro fu n d o q u e p ro va r
d o s p ra zeres su p erficia is."
WILLlAM HAZLlTT
"I: p reciso ser g ên io p a ra e la m en ta r com en ca n to ."
F. COTT FITZGERALD
C la ssijíca çllO
T ip o ló g ic a
C o n fo rm e
a A titu d e
s
5 ..... em p re é
verd a d eira
4 ..... G era lm en le
verd a d eira
2 ..... R a ra m en te ('
verd a d eira
1 .....
3 ..... E m p a rte é
verd a d eira
9. De ejo que alguém me alve de toda e a can ativa
confusão.
8. Go to de pa . ar muito tempo imaginando cenas e
conver as que nem empre ocorreram de fato.
6. Geralmente não sigo regra nem correspondo a ex-
pectativas porque quero dar meu toque pessoal a tu-
do aquilo que faço.
3. Co turno entir-me solitário e ozinho mesmo quan-
do e tou com as pessoa mais próximas.
5. Para mim é difícil envolver-me com as coisa quan-
do não tenho controle criativo obre ela .
4. Quando ou criticado ou mal interpretado, costu-
mo retrair-me e ficar amuado.
111' QUA1HO: O INDIVllJlJAl1 IA
1. Muita gente me acha enigmático, difícil e contra-
ditório - e eu go to de ser a im!
7. egundo a maioria do padrõe , ou ba tante dramá-
tico e temperamental.
2. Geralmente remôo os entimentos negativo mui-
to tempo ante de conseguir livrar-me deles.
___ 10. Quando as coisas ficam dlf1ceis, geralmente ~u
de aba e desisto - talvez de. i ta das coisas fácil de-
mais.
___ lI. Posso perdoar qua e tudo, menos o mau go to.
___ 12. Em geral, não go to de trabalhar muito ligado a nin-
guem.
13. Encontrar a mim mesmo e ser fiel a minhas nece -
sidade emocionai empre foram motivações extre-
mamente importantes para mim.
14. ão go to de ser nem hder nem seguidor.
15. 'empre tenho uma noção muito clara de minhas m-
tui ões, mesmo que nao tenha coragem de agir de
acordo com elas.
Verifique a anali
pontuação na págin
TIPO QUATRO DE PERSONALIDADE: O INDIVIDUALISTA
o T ip o S en sível e R etra íd o : Expressivo, D ra m á tico ,
E n sim esm a d o e T em p era m en ta l
Chamamos este tipo de personalidade de o Indivi-
d u a lista porque seus representantes mantêm a própria
identidade vendo-se como diferentes dos outros. Eles
acham que ão distintos dos demais seres humanos e
que, por i o, ninguém pode entendê-los ou amá-los
adequadamente. Muitas veze , vêem-se como pes oa
de raro talento, dotada de qualidades ímpares, ma
também de defeitos ou desvantagens igualmente úni-
co . Mai que qualquer outro, o Tipo Quatro percebe e
concentra- e nas própria diferen as e deficiências.
eu representantes mais audávei ão honesto consigo me mos: reconhe-
cem eu entimentos e assumem sua próprias motivações, contradi ões e proble-
mas emocionais sem negá-los nem dourá-los. em sempre ele gostam do que des-
cobrem em si me mos, ma não tentam racionalizar o que sentem nem escondê-lo
de si ou dos outro. São pessoas que não têm medo de ver-se como realmente são:
as mais saudáveis estão dispostas, inclusive, a revelar coisas as mais particulare e
até vergonhosas, poi querem conhecer a verdade de suas experiências para desco-
brir quem são e aceitar ua história emocional. Es a capacidade lhes permite resis-
tir ao sofrimento com uma for a serena. A familiaridade que têm com seu próprio
lado sombrio torna-lhes mais fácil que para o representante de outros tipos a as-
simila ão de experiências peno as.
Entretanto, as pes oa do Tipo Quatro freqüentemente afirmam que sentem
faltar-lhe alguma coisa, embora não saibam exatamente o que é. eria força de von-
tade? Facilidade no trato social? Autoconfiança? Tranqüilidade emocional? Tudo is-
so ela vêem nos outros, aparentemente até de sobra. Quando pensam mais a res-
peito disso, essas pessoas geralmente reconhecem uma certa inseguran a quanto a
a sp ecto d e su a a u to -im a g em - sua personalidade ou eu egóico. Ela crêem que lhe
falta uma identidade clara e estável, principalmente uma p erso n a social om a qual
se sintam à vontade.
e, por um lado, é verdade que a pessoas do Tipo Quatro se sentem diferen-
tes dos outros, por outro, elas não querem ficar sós: embora possam ficar acanha-
das e entir-se socialmente inadequadas, desejam ardentemente relacionar-se com
gente que as compreenda e entenda seus sentimentos. Os "romãnticos" do Eneagra-
ma anseiam por encontrar alguém que saiba apreciar o eu secreto que eles cultiva-
ram e esconderam do mundo. Se, com o passar do tempo, essa validação não acon-
tece, eles começam então a construir sua identidade em torno de su a d essem elh a n ça
em rela çã o à s o u tra s p esso a s. Assim, o "estranho" se consola tornando-se um indi-
M DO FUNDAMENTAL: O de
0.10 ter nenhuma identidade, ne-
huma importância pessoal.
'Você estará num bom caminho
for fiel a si mesmo."
~ MENSAGEM DO SUPEREGO:
~ DESEJO FUNDAMENTAL: Ser
.apaz de encontrar a si mesmo e
ua importância como pessoa;
~riar uma identidade a partir de
ua experiência interior.
Não consigo viver como todo mundo. Tive uma série de problemas de rela-
cionamento. Odeio a bondade de minha irmã - e a bondade em geral. Pas-
sei anos sem ter alegria na vida, só fingindo sorrir. Sempre desejei coisas que
não posso ter. Meus desejos nunca podem se realizar porque agora eu vejo
que estou presa ao desejar em si, e não a alguma coisa em concreto.
viduali ta inveterado: tudo deve ser feito sozinho, à sua maneira, em eus proprios
termos. O mantra das pessoas do Tipo Quatro torna-se então:" u ou U. IllgUl'1ll
me entende. ou diferente e especial". Apesar disso, no fundo e a pe oas d 'se
jam desfrutar da me ma facilidade e segurança que os outros parecem ter.
As pe oa do Tipo Quatro geralmente têm uma auto-imagem negativa 'so
frem de falta crônica de auto-estima. Sua tentativa de compensar i so con i te 'Ill
cultivar um Eu Fantasio o - uma auto-imagem idealizada, con truída ba icam 'nt(
na imaginação. Conhecemos um representante do Tipo Quatro que nos revelou pas
ar a maior parte de seu tempo livre ouvindo mú ica clássica e fantasiando que era
um piani ta tão grande como Vladimir Horowitz. Infelizmente, sua dedica ão à pra
tica era muito menor que a auto-imagem fantasiada, o que o fazia reagir com cons·
trangimento quando a pe soas lhe pediam que tocas e. Ape ar de não ser pouco,
eu real talento tornou-se um motivo de vergonha.
Ao longo da vida, a pe oas do Tipo Quatro podem experimentar diversas
identidade, todas ba eadas na características, estilo e preferências que con ide·
ram atraente nos outros. Porém, no fundo, continuam insegura quanto ao que
realmente ão. O problema é que ua identidade e baseia muito no entimentos.
Quando olham para dentro, ela vêem um caleido cópio de rea õe emocionai cm
contínua sucessão. om efeito, es a pe oas captam com precisão uma grande ver-
dade sobre a natureza humana: ela é dinãmica e mutável. Entretanto, como querem
criar uma identidade estável a partir de uas emoções, tentam cultivar apena ccr-
to entimentos: alguns são vistos como "eu", enquanto os demais são rotulado co-
mo "não-eu". Tentando manter e reOetir determinado estados de espírito, crêem
estar sendo fiéis a si próprias.
Um do maiore de afio que e as pessoas enfrentam é o de libertar-se de en-
timentos do passado. Elas tendem a lamber a próprias feridas e a cultivar sentimen-
tos negativos em relação ao que as magoaram. Com efeito, podem prender-se tan-
to às carência e decepções que deixam de reconhecer o quanto há de bom na
própria vida.
Leigh, uma mãe que trabalha, luta há muitos ano com e se problema:
Há um conto sufista que fala sobre isso: é a história de um velho cão maltra-
tado e qua e morto de fome. Um dia ele encontrou um os o, levou-o para um lu-
gar seguro e come ou a roê-lo. Estava tão faminto que roeu o osso até tirar dele tu-
do que havia. Então um velhinho bondoso o viu em sua luta com o que restava do
osso e, com pena, deu-lhe um pouco de comida. Mas o pobre cão estava tão agar-
rado ao osso que não conseguiu abandoná-lo e morreu de fome.
Em decorrência desse tipo de padrão, as pessoas do Tipo Quatro reagem in-
ten amente àqueles que deflagram eu de ejo de esp lhamento, seu desejo de er
vi ta e apreciadas pelo que ão. No nível mais profundo, e tão sempre bu cando a
mãe e o pai que acham que não tiveram. Assim, poderão ver em tais pe soas os "sal-
o PADRÃO DA INFÂNCIA
As pessoas do Tipo Quatro acham que não são
como seus pais. Muita delas relatam haver fantasiado
que haviam sido trocadas no ho pital ou adotada. Is-
so geralmente e manifesta numa en a ão de não ha-
ver ido "vista " pelos pai ,de não haver tido com eles
uma rela ão suficientemente próxima. Do ponto de
vista psicológico, e a pe oas crêem não haver podi-
do contar com espelhamento, pelo meno não o e pe-
lhamento de características e qualidades reais que pu-
de sem utilizar na forma ão de ua identidade. (Conforme a teoria do si tema
familiares, ela e identificariam com o papel do Filho Perdido.)
Por cau a di so, acreditam que há algo profundamente errado com ela ,o que
a lan a a uma eterna "bu ca do próprio eu". Elas pen am:" e não ou como meu
pais e não consigo ver-me nele, então quem sou eu?" Assim, acabam predispondo-
e a concentrar- e naquilo que lhes falta - o que falta em i mesma ,em ua vida e
em seus relacionamento. entem- e abandonada e incompreendidas pelos pai e,
po teriormente, por outras pes oas importantes.
Hannah trabalha no etor administrativo de uma univer idade. É muito que-
rida pelo marido e pelos filhos, ma ainda ofr crises de alienação periódica, pró-
pria de seu tipo:
Desde cedo aprendi a não depender de minha mãe, a fazer as coisas sozi-
nha e resolver meus próprios problemas. Meu pai, um homem que, antes
de mais nada, tinha dúvidas quanto a querer ter filhos, começou a viajar
muito quando eu estava na escola primária, o que me fez sentir ainda mais
abandonada.
Á~ pe~~oa~ do 1ipo Quatro padecem do m smo mal. -nquanto a r ditar m
'lu ha algo de rrado com ela, não con eguirão reconhecer nem de frutar ua
muita boa qualidades. Reconhecê-las implicaria perder a própria identidade (de
vnima ofredora), e não ter uma identidade relativamente consistente é seu Medo
r"undamental. Es a pe soas só poderão crescer se aprenderem a ver que boa parte
d ua "história" não é verdade - ou, pelo menos, já não é verdade. Os antigos sen-
timento come am a esvair-se quando ela param de contá-la a si mesmas: sua ve-
lha história então deixa de er importante para seu novo eu.
F avO l ob ervar que o padrão
da infância aqui descrito 'Ião
provoca o lipo de
personalidade. Em vez dis o,
c/c de creve tendências
ohservdveis na tenra infância
cluC têm grande im pacto sobre
os ,c/acionam ento que o lipo
cstabelece na vida adulta.
E xem plos
Jeremy Irons
Jackie Onassis
Tennessee Williams
OS SUBTIPOS
CONFORME AS ASAS
Judy Garland
Vivien Leigh
Sarah McLachlan
O Artista (antes conhecido
como "Prince")
Martha Graham
"Blanche Dubois"
F a ix a S a u d á v e l As pe oa de te subtipo aliam
criatividade e ambição, desejo de auto-aperfeiçoa-
mento e tino para atingir suas meta , as quai geral-
mente têm relação com o cre cimento pes oal. eu
repre entante - mai ociávei que os do outro subti-
po - almejam tanto o suce o quanto a distinção. ão
endo dotado de e pírito propriamente científico,
ele ão muita veze criadore olitários que me c1am
paixão e indiferença. Como têm necessidade de comu-
nicar- e e dar vazão à própria criatividade, empe-
nham- e em encontrar o modo correto de expressão e
em evitar qualquer coisa que pare a desagradável ou
de mau go to. Criam com uma platéia em mente.
F a ix a M é d ia as pessoa ão mais inibidas e
preocupadas com eu próprio valor e com O modo co-
mo se expre sam que as do outro subtipo. Ela que-
rem ser reconhecidas pelo que são e por seu trabalho
e co tumam esmerar-se em tudo aquilo que se relacio-
ne a sua auto-apresentação. São mais práticas, ma também mais extravagante
amam o refinamento, a cultura, a ofisticação, e, preocupadas com a aceita ão 0-
eial, adoram ver- e como pes oa elegantes e de classe. Podem ser competitiva e
mostrar-se desdenhosas em rela ão aos demais; o narcisismo e a pretensão aqui c
revelam mais direta e abertamente.
vadore " que a redimirão de eu infortúnio. Porém podem tambem dcccpt 1011.11
e ncolerizar-se com a falta de apoio e compreensão de a p oas com a mc"
ma facilidade. O outro é visto como uma fonte de amor, bondade e b leza qu,lh
dades que elas geralmente crêem não po uir -, o que cria o cenário tanto para ,I
expectativa de er completada pelo outro quanto para terríveis medo de abando
no. As pe soa que fogem à po sibilidade de enquadramento num desses papcl"
normalmente têm pouco intere e para o repre entantes típicos do Tipo Quatro: c
como e aquele que não lhe provocam fortes reações emocionais de certa forma
não exi tissem.
Como têm dúvida acerca da própria identidade, elas tendem a brincar de "c~
conde-e conde": e condem- e do outro, mas esperam que ua au ência seja nota
da. A pe oas do Tipo Quatro tentam er mi teriosas e intrigante para atrair ai
guém que as perceba e redima com seu amor. Mas, alternando a oculta ão a
revelação de si mesmas com tanta inten idade e carência, acabam por afa tar inad
vertidamente o alvador tão ansiado. Enquanto não reconhecerem e e padrão e nao
virem o irrealismo das expectativas que nutrem em relação ao mais íntimos, OI'
rem o ri co de deixar que ua exigência afetiva alienem os outros.
TIPO QUATRO COM ASA TRÊS: O ARISTOCRATA
fll1 p lo s
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
Edgar Allan Poe
Johnny Oepp
Sylvia Plath
James Oean
Ingmar Bergman
Bob Oylan
Anne Rice
Allen Ginsberg
Alanis Morrisette
o Sen ualista. a faixa média, os utopre erva-
cioni ta do Tipo Quatro tendem a er o mais práti-
co e materiali ta dentre os repre entante de eu ti-
po. endo pe oa que amam a coi a boas da vida,
go tam de cercar- e de objeto belo. ão muito en 1-
veis à seno ualidade do mundo concreto e, por i.. o, po-
dem criar um "ninho" cheio de coi a de grande apelo e tético e emocional. orno
ão muito u cetiveis à apre enta ão e ao imbolismo do presentes, go tam de pre-
sentear (uma ro a para o er amado, por exemplo). Além disso, tendem a er ornai
introvertidos dentre os repres ntante de eu tipo: pos uir um lar onfortável bo-
nito ajuda-o o atraves ar o penodos de i olamento o ial. eu grau de exigência
em relação ao ambiente pode chegar à ob e ão: go tam de textura agradavei ao
tato, iluminação difu a e temperatura confortável.
Por fim, eu d ejo de inten idade emocional acaba por interferir com a vida
normal. E as pessoas muita vezes jogam a cautela para o alto quando e tão sob
IPO QUATRO COM ASA CINCO: O BOÊMIO
O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO
NO TIPO QUATRO
F a ix a a u d á v e l As pe soas deste subtipo tendem
a er extremamente criativa , aliando emotividade e
intro pecção a per picácia e originalidade. Menos
preocupada com a aceitação e o s ta tu s que as do ou-
tro ubtipo, ela ão altamente personali tas e idio -
sincráticas na auto-expre ão, criando mais para si
que para uma platéia. E a pe soa go tam mais do
proce o de criatividade e de coberta que do da apre-
entação e ão dotadas de muito esplrito de inve tiga-
ção. Para o bem ou para o mal, adotam em geral uma
atitude de de afio diante da convençõe e da autori-
dade, rompendo com as regra empre que o a unto eja a auto-expre ão.
F a ix a M é d ia Mai introvertida e ocialmente retraída que as do outro ubti-
po, e as pe oa tendem a viver mais na própria imagina ão. O mundo real é para
ela meno intere ante que sua paisagens mentais. Atraída pelo exótico, pelo
mi terio o e pelo imbólico, têm geralmente um comportamento incomum excên-
trico. E a pe oas preferem coi a e ambiente menos rebu cado e um e tilo de
vida minimali ta. Aveze ão extremamente re ervada , vendo a si me ma como
rebeldes "fora teira ". ão capaze de brilhante lampejo intuitivo, ma têm difi-
culdade de manter a con tãncia na vida prática.
O INSTINTO SOCIAL NO TIPO QUATRO
111'0
efeito da euforia de uma emo ão qualquer. o outro xtr mo, tendcm a Sll jllllo
complacente, numa tentativa de aliviar a rebordo a emocionai .. m amb(ls o l 
o , é seu co tume deixar que os caprichos emocionai lhe ditem o ml)lHt,IIIH11
to. A pe oa desta ariante Instintiva por vezes tentam manter um e ulo ti .  Id.1
rarefeito em detrimento de ua egurança e bem-estar físico (comprand coisas l.I
ras quando ainda não pagaram o aluguel, por exemplo). Como o r pre ntant s do
Tipo ete, ela podem tornar-se como diva frustradas, que ó querem luxo e ban
quetes. Muitas vezes, adquirem maus hábito alimentares e descuidam da allde, as-
i tindo filme até tarde da noite, ouvindo música, comendo e bebendo demaIS, ((l-
mo e pensa em: "Que diferença is o faz?" Es e tipo de coi a e torna UIll.
compen ação pela vida não vivida.
a faixa não- audável, o utopre ervacioni ta do Tipo Quatro tornam· •..
muito su ceUvei ao alcooli mo e ao uso de drogas, entindo- e atraído por situa
ções que põem em risco a e tabilidade de sua vida. E a atração pelo perigo POtll
levá-lo a romances ihcito ou a outro relacionamento de trutivo . Alem disso,
podem tornar- e extremamente irre pon ávei ,não e incomodando em mant 10U
equer em obter eu próprio u tento. Quando se entem emocionalmente sob1'
carregado, podem faltar ao trabalho ou deixar de pagar as conta. É comum rc(m
rerem a droga e e de leixarem de si me mo por longo período, numa atitud~
extremamente autode trutiva.
o Estranho. Os representantes ociais típico do Tipo Quatro ão, em rela
ção aos da demais Variante In tintiva , o que mais e vêem como diferente dos
outros, como único no mundo. Ele vivem a ua ingularidade tanto como o qu~
de melhor podem oferecer ao outro como quanto à cruz que têm de carregar. ao
é de urprecnder que sejam os repre entante mai ocialmente ativo do eu tipo:
de ejam envolver- e com as pe oa e ser parte do mundo ocial, ma muita ve-
ze não abem como. Da me ma forma que o do Tipo Três, ele comparam-s
con tantemente ao demai , embora empre achem que e tão em de vantagem
Ape ar de desejarem estar entre os belo~, o~ glamouro o , a elite, duvidam ter rc-
cur o para tal.
A en a ão de acanhamento em itua õe ociais acaba por levar o repre en-
tante ociai do Tipo Quatro a acreditar que não abem agir como pe oa normais.
le~ invejam a felicidade dos outro, ao me mo tempo que o rejeitam pelo que con-
ideram gro cria e in en ibilidade. Muita eze, adotam uma imagem exótica c
glamouro a para encobrir ua in egurança no terreno o ial e, numa tentativa dc
compen ação, começam a fazer parte de grupo com e tilo alternativo de vida.
("Bu carei con 010 com outro e tranho ." Os b e a tn ifl do ano 50 e o adepto da
subcultura gótica do rock no anos 80 e 90 ão exemplo di o.)
NI ACoIlAMA
'nos rq'Il'sl'lllillllr ..•dl'sla Variam pod m lançar· se agr SSI",1111
'lHe a busca
do suc sso para comp 'n"',H a on tant n a ao de inadequaçao. ("NãO vão rir d
mim agora!") o lUmam ter violentas rea õe a tudo que e diz a eu respeito e ru-
minar conver as pa ada em busca de indícios de desprezo na palavras alheia.
Ironicamente, podem tanto defender os próprios defeitos quanto lamentá-los.
(" laro que me simo distante diante de tanta gro sura e egoísmo - mas bem que eu
queria que alguém me ama e!")
a faixa não-saudável, o medo da rejeição pode levar es as pe soas a e qui-
var-se quase completamente ao envolvimento com os outros. A vergonha e a ex-
pectativas de humilhação podem cre cer a ponto de fazê-la querer até evitar er vi -
tas. Ao mesmo tempo, a in eguranças as tornam incapaze de trabalhar bem. Por
conseguinte, freqüememente tornam-se muito dependente da família, dos amigos
ou do par eiro. O isolamento, juntam nte com as fantasias de realização, pode le-
vá-Ia a desperdi ar sua vida.
o INSTINTO SEXUAL NO TIPO QUATRO
Paixão. O repre entante exuai típico do Tipo Quatro ão o melhor exem-
plo do romantismo, da inten idade e do anseio por um alvador que caracteriza eu
tipo. Essas pessoa podem er docemente vulneráveis e impre ionávei, mas tam-
bém ão dinâmica e agre ivas, principalmente na auto-expre ão. Há nela algo
de a ertivo e extrovertido que a faz mais apazes de realizar sua fanta ias que os
repre entantes das outra dua variantes. Em geral lUrbulenta e temperamentais,
ua vida emocional coslUma girar em t mo daquele que as atrai. Seu objeto de de-
ejo pode provocar-lhe simultaneamente inten o entimentos de admiração, falta
e ódio. edutora e en uai , es a pe oa podem ser também ciumenta e po e-
iva como os representante do Tipo Doi ,pois querem er a única coi a importan-
te na vida do outro. Como têm grandes dúvida a re peito de eu poder de atração,
lutam por realizaçõe que a tornem aceitáveis ao olho do outro - querem ser uma
estrela - e, ao me mo tempo, têm rancor daquele que atingem iguais objetivos.
A inveja e torna mai vi ível nesta variante. urgem problemas de relaciona-
mento porque os representantes exuai do Tipo Quatro co tumam envolver- e ro-
manticamente com pe soas cuja qualidades admiram e querem po uir. Mas de-
poi ele terminam invejando o er amado e ressentindo- e contra ele ju tamente
por po uir essas qualidade . A idealizaçâo é então rapidamente ub tituída pela re-
jeição pelos mínimo defeitos. Além disso, muitas vezes entem-se atraídos por pes-
soas que, por uma razão ou outra, não estão disponívei . Assim, podem passar mui-
to tempo desejando ter para si o objeto de desejo e dete tando todos aqueles que
recebem a atenção de te.
Na faixa não-saudável, a inten idade da inveja que entem pode levar essas
pessoas a de ejar abotar os outros para vingar-se. Inconscientemente, elas vivem
O SINAL DE ALERTA PARA O TIPO QUATRO: O USO DA
IMAGINAÇÃO PARA INTENSIFICAR OS SENTIMENTOS
DESAFIOS PARA
O CRESCIMENTO
DO TIPO QUATRO
•
UÉ curioso ver quantas eM
rentes atmosferas os sentim~nlo
podem criar num s6 dia."
A seguir, alguns dos problemas mais freqüen-
tes no caminho da maioria das pessoas do Tipo Qua-
tro. Identificando esses padrões, "pegando-nos com
a boca na botija" e simplesmente observando quais
a no a rea õe habituai diante da vida, estare-
mos dando um grande passo para libertar-nos dos as-
pectos negativos de nosso tipo.
conforme o provérbio: "De graça pouca é bobagem". (" e eu tenho de sofrei, V(l( (
também ofrerá.") Os representantes exuais do Tipo Quatro criam rivalidades I' d
pois se sentem no direito de de fazer de seus oponentes e magoar os que os dell'p
cionaram. (É impo sível nâo lembrar da inveja que Salieri tinha de Mozan, por
exemplo.) Ele estão propensos a rápidas mudanças de entimentos em relaçao ,w ..•
outros, inclusive seus protetores e entes queridos. Seu caos emocional pode k iI
los a atos de violência contra si mesmos ou contra aquele que acreditam haverC111
frustrado suas nece sidades emocionais.
TI P
A identidade das pessoas do Tipo Quatro ba eia-
se em seus sentimentos e disposição interior ("Sou o
que sinto"). Portanto, ela tendem a consultá-los mais
que as dos demais tipos. (Geralmente, estão mais in-
tonizadas às rea ões emocionais provocadas pelas ex-
periências que às próprias experiências em si.)
Mas a única coisa que é certa em relação aos sentimentos é que eles sempre
mudam. S e a id en tid a d e d essa s p e so a s b a seia -se n o s sen tim en to s e eles estã o sem p 'C '
m u d a n d o , en tã o su a id en tid a d e ta m b ém e tá sem p re m u d a n d o . A solução que encon
tram para isso é cultivar os sentimento com os quais se identificam e rejeitar aqu '-
les que não lhes são tão familiares ou "verdadeiros".
Em vez de deixar que os sentimentos surjam espontaneamente em cada mo-
mento, essas pessoas fantasiam sobre os indivíduos, fatos e situações que lhes de -
pertam emoções que po sam refletir sua identidade, mesmo que tais sentimentos
sejam negativos ou penosos. Quai quer que sejam eles, as pessoas do Tipo Quatro
procuram intensificá-los para refor ar sua noção de eu. Elas podem, por exemplo,
escolher as músicas que mais lhes despertam associações - como as canções que as
fazem lembrar um amor perdido - e tocá-Ias sem parar, a fim de manter os antigos
sentimentos ou, pelo menos, um clima emocionalmente forte.
Quando começam a criar e manter esses estados de espírito - o que, num cer-
to sentido, é uma tentativa de manipular os próprios sentimentos -, elas tomam o
caminho errado: assim, acabam por criar o hábito desanimador de viver na imagi-
nação, mais do que no mundo real.
Quando mais jovem, Bcverly foi uma bela comi ária de bordo. onhe eu
muitos homen na viagcn que fez, ma nunca se envolveu com ninguém.
Como eu fazia a rota para Paris, teria sido bem fácil conhecer muitos ho-
mens. Depois que as bandejas com as refeições eram recolhidas, dava para
conversar e um pouco de flerte ajudava a passar o tempo. Mas eu preferia
sentar-me s6 no fundo do avião e ficar pensando em alguém que vira a bor-
do ou no aeroporto a falar com uma pessoa que provavelmente s6 iria me
decepcionar. Durante o vôo, eu podia apaixonar-me, transar, casar, imagi-
nar a casa e os filhos que terfamos. Assim, não precisaria enfrentar as de-
cepções nem terminar o relacionamento.
P a p el S o cia l: A P esso a E sp ecia l
Os repre entante ttpico do Tipo Quatro in i tem em er ele me mo e im-
pnmlr ua marca pe oal em tudo aqUIlo que fazem. ua auto-imagem começa a ba-
ear- e cada vez mai na dessem elhança que observam erltre si c os OU/lO. (A men a-
gem de seu uperego -" eja fiel a i me mo" - e inten ifi a a medida que adentram
e c tran c.) Da me ma forma, eus e tado de e plrito geralmente contra tam mui-
to com a atmo fera do ambiente. ("Se o outro e tão felize ,cu e tou tri te. c e -
tão triste, tenho vontade de rir.") Manter entimento di tintos do entimento
do outros reforça a identidade da pessoa do Tipo Quatro. A sim, cu Papel 0-
eial caracten tico e o da Pc oa E peeial, o do Estranho Mi teria o, e elas não se
sentem à vontade na interação com o demais a não er a partir des e papel.
Ironicamente, quanto mai in i tem em er diferente e unica , mais entram
numa cami a-de-força que a i ala de muita po ibilidades de encontrar ati fação.
A pe oa do Tipo Quatro preci am entender que e a in i têneia provavelmente
a levará a negar ou pas ar por cima de muita de sua qualidade po itiva ó por-
que e parecem às qualidade que êem no outros, principalmente no membro
s pessoas do Tipo Quatro temem que, se as emoções não forem suficientemente inten-
sas, ua criatividade c até ua identidade desapareçam. Procure observar-se ao longo do dia pa-
ra detectar o funcionamento de se processo de uso da imaginação para provocar sen ações.
Pre te atençao as sua fantasias e aos seu comentários interiores: o que eles e tao reforçando?
Para que servem? Você acha que certos sentimentos sao mais "você~ que os outro? Em geral,
qual a "linha básica" de seu e tado de e plrito? Qual a sua reação e /lU O estiver naturalmente
ne e e tado de espírito? Esteja atento a tendência de comentar seus sentimentos e experiên-
cias, corno se estive se e perguntando: "O que essa e 'periência diz a meu respeito?"
Toda vez que você fantasiar, prinCIpalmente com potenciais casos amoro os e aventu-
ras sexuais ou com um eu "idealízado~, estara chegando mais perto do transe caractensttco
do Tipo Quatro.
TIPO QUATRO: O INDIVIDUAL!
As pessoas do Tipo Quatro receiam não ser reconhecidas ou ap
ciada em sua singularidade. Por conseguinte, fazem-se de difl
para testar os outros e saber se estão realmente interes5ados ne
Distantes, acanhadas e melancolicas, mantêm os demais a distAn
cia, acreditando que sua fragilidade finalmente atrairá um salvador
As pessoas do TIpo Quatro temem ser forçadas pelas exig ncias
vida a abrir mão de seus sonhos e jamaIs desesperam de ser salv
Têm a sensação de estar deixando a vida passar e invejam a establ
lidade alheia. sim, eximem-se das "regras· e tornam-se sen ua
listas, pretensiosas e improdutivas.
Temendo não poder confiar em seu. mutáveis sentimentos, as pe
soas do Tipo Quatro recorrem à imaginaçãO para prolongar e int n
sificar seus estados de espirito. Usam então a fanlasia c ()estilo pa
ra reforçar a individualidade e começam a sonhar com alguém qu
as alve.
pessoas do TIpo Quatro temem tar despenhçando a pró
da, o que pode ser verdade. Para salvar a autQ-nnagem, repud
dos aqueles que discordam da visão que t m de si mesmas ou d
e Igl!nctas afetivas. A raiva repnmida resulta em depressAo, apa
fadtga constante.
A s pessoas do TIpo Quatro, desesperadas por tomar-se aqutlo
vl!em em suas fantasias, odeiam tudo em si que não correspon
que é fantasiado. Detestando a t mesmas e aos outros por DAo
vá-Ias, podem sabotar o que amda lhes resta de bom na Vida
Convencidas de haver despenbçado a VIda buscando fantasIaS
tels as pessoas nAo-saudáveis qo TIpo Quatro podem recorrer.
componamentos autod trutl os para atrair salvadores ou tm
pOr fim à própria VIdapara escapar ao negauV1StOode sua co
CIada própria id nlldade. m cenas casos, pod m com ter c
passiolWS.
A pe oa do Tipo Quatro reforçam ua auto-Imagem express.1I1
do a própria individualidade pela criatividade. âo eloqüent s e 'I
tis. exploram suas Impres õe e entimento e abem compartilha
lo com os demaIS. Sua criatividade, ape ar de extremam nu
pe oal, mui las vezes tem implicaç e univer ais.
As pe oa do Tipo Quatro concentram- e em eu próprios senil
menta e preferência para e tabelecer uma noçâo clara de Idc'nll
dade pe soaI. Auto-Imagem:" ou en Ivel, diferente e atento a nUIll
mesmo".
As pes oa do Tipo Quatro deixam de acreditar que tem m.u, de
feito que o outro e, a im, con eguem libertar- e da ab'(lr~.ol'lll
si mesma. eu Desejo Fundamental - encontrar- e e defluir su.'
própria importânCia - também é cumprido e, d e modo, se re oi
vem os problema de identidade e estabilidade. E
tao e renovam, e redimem e e revelam.
A m a I Il V id a
R evita liza çã o
A u to co m p la -
e neia
ibaritismo
ÓdIO
Ahmaçilo
A u to -rejtiç4 0
D ep ressilo
Cltnica
D e e pcro
eg a çilo d a V id a
R o m w llism o
In d ivid u a /im o
T en n o s-eh a ve:
A u to -A b so rçã o
5 T cm p eru m en -
ta lism o
/n tro sp eeçu o
2 en sib llld a d e
ivel A u to -revela çã o
3 Iia tivid a d e
A
D
M
É
A In v e ja e a s C o m p a ra ç õ e s N e g a tiv a s
da famtlia. Desse modo, scm '1 u crcl cria m u m a id en tid a d e n eg a tiva : "Não ou a im".
"Jamais con eguiria trabalhar num e critório."" unca vestiria nada de poliéster."
"Pr firo morrer a ter de comprar no Kmart." Elas não entendem que "ser o que e
" não r quer nenhum esforço: mesmo que e tente, não se con egue ser outra coi-
a. Quando deixam de empenhar-se tanto em "ser elas me mas", a pessoa do Ti-
po Quatro se libertam e encontram a beleza daquilo que realmente têm a oferecer.
Riva, uma talento a artista gráfica, itua na infância as origens desse problema:
Quando vai longe demais, o desejo de ser "elas mesmas" pode levar as pessoas
do Tipo Quatro a acreditar que as regras e exigências da vida cotidiana não se apli-
cam a elas. ("Faço o que quero como e quando quero.") entindo- e eximidas das
leis da sociedade e descartando regras e conven ões, podem tornar- e ecretamen-
te muito presun osa , imaginando que, gra as ao seu imenso - e ainda não de co-
berto - talento, merecem ser mais bem tratadas que os outro.
Por conseguinte, as pessoas do Tipo Quatro passam a ver em muitos dos as-
pectos normais da vida - como ganhar o próprio su tento e ter assiduidade no tra-
balho - impedimentos ã sua busca do próprio eu. Elas querem liberdade para dei-
xar- e levar por sua imagina ão e eu estado de espírito, embora possam passar
meses (ou anos) esperando que chegue a inspira ão. A verdade é que talvez este-
jam de perdi ando eu tempo numa vida improdutiva. Riva continua:
Pensar em mim mesma como superior e excepcionalmente sensível me faz
acreditar que tenho direito a não fazer o que os simples mortais têm de fa-
zer, principalmente quando se trata de algo de mau gosto. Mas esse direito
também tem relação com o oposto - ou seja, pensar que sou inferior e in-
capaz em algum sentido, que não tenho como dar conta das exigências co-
muns do dia-a-dia, como ter um emprego regular ou manter um relaciona-
mento estável e satisfatório.
Como todas as Paixões (ou "Pecados Capitais"), a in veja surge como uma cer-
ta reação à falta de contato com O eu Essencial. Porém, ao contrário da maioria dos
200 A
" in g u ém m e co m p reen d e." Quando criança, meu mundo era bastante fecha-
do. Eu não me revelava facilmente nem procurava
tomar a iniciativa no contato com os outros. Sen-
tia-me estranha e rejeitada - talvez pelo modo como era, ou falava, ou pe-
lo fato de ser judia e inteligente. Não sei. Embora uma parte de mim qui-
sesse ser "normal" e simplesmente divertir-se, comecei a ter orgulho de ser
"especial" e mais sensível, madura e perspicaz, capaz de compreender mais
profundamente as coisas. Comecei a sentir-me uma pequena adulta entre
meus colegas de infância. Assim, a divisão inferioridade-superioridade co-
meçou bem cedo.
COL~I 1i
T I PO Q U A r R O: O I N () I V 11
H! A I I 'A 201
"Que vida maravilhosa u Iiv I
A única coisa que eu queria r
haver percebido isso antes."
Apesar de ermo todos indivíduos - e dignos de mérito justamente por causa dl' no
sa individualidade - temos muito em comum com o demais seres humano . Observe sua t n
dência a concentrar- e automaticamente nas d iferen ça s que vê entre si mesmo e os outro
Quanto isso lhe custa em termos de eu contato, sua relação com as pe oas? E sa tend n I
o impede de realizar atividades que lhe eriam benéfi as?
Eu tinha 2 anos de idade quando minha irmã nasceu e tornou-se o centro
das atenções. Eu me senti abandonada e passei a ver-me como uma estra-
nha, uma criança solitária que olhava pela janela de uma casa cheia de riso
e alegria. Na escola, sentia-me intimidada e isolada. Tornei-me então estu-
diosa, mas isso só contribuiu para fazer-me sentir ainda mais diferente. Sem-
pre tive inveja das garotas que tinham cabelos louros e olhos azuis e odiava
meus olhos e cabelos castanhos. Meu pai era frio e distante e costumava di-
zer-me: "Você não sabe o que quere não será feliz enquanto não descobrir!"
Sentia-me tão isolada. Via todas as outras garotas se divertindo e fazendo
amizade umas com as outras, e eu não tinha a menor idéia de como conse-
guir isso. Por isso, sempre me sentia distante e diferente - alguém à parte.
Quando se tornam adultas, a inveja leva as pessoas do Tipo Quatro a ver to-
dos como normais e equilibrado e a i mesmas como cheias de defeitos ou, na m -
lhor das hipóte es, incompletas. Com efeito, sua maior queixa é nâo conseguir ca-
muOar as própria falhas tão bem quanto os outros, deixando transparecer
inteiramente a própria vulnerabilidade - e, por isso sentem vergonha de si mesma.
Os outros lhes parecem gostar de si mesmos, ter auto-estima, saber apre entar- e e
buscar o que querem da vida. ão espontâneos, felizes, desinibidos e cheios de de-
envoltura - ou seja, são e possuem tudo aquilo que elas crêem não ser nem po -
suir. A im, es as pessoas começam a ressentir-se de sua condi ão e a cobiçar a fa-
cilidade no trato social de que os outros parecem desfrutar.
Leigh, a quem já conhecemos, relembra:
outro, o Tipo Quatro ainda mantém um determinado
grau de consciência em rela ão a essa perda de conta-
to com sua ssência. Além disso, seus representantes
acreditam serem a únicas pessoas que perderam es e
contato. Quando crianças, seus familiare e amigo
pareciam-lhes mais completos e adequadamente valo-
rizado , ao pa o que eles se sentiam ignorados. O resultado é a tendência à olidao
crônica, fortes desejo de aceitação e inclusâo e inveja daqueles que as consegu m.
Cass, uma atriz reconhecida, revela-nos alguns dos sentimentos que caractc-
rizaram sua infância:
"F a ço o q u e q u ero q u a n d o
e co m o q u ero ."
Não me sentia superior; simplesmente me sentia absoluta e irremediavel-
mente diferente, sem a menor chance de entrar no grupo e compartilhar da
diversão, da amizade, da intimidade, de nada.
Embora às vezes se deixem consumir pela inveja, as pessoas do Tipo Quatro
geralmente têm vergonha dela e tentam escondê-la de todas as maneiras. Quase
empre o fazem adotando uma atitude fria e distante. Elas oscilam entre o desejo de
manifestar sua aflição - para que os outros vejam o quanto e tão decepcionadas -
e o de e condê-la. (" ão lhes darei es a atisfação!") Muita das pes oa deste tipo
resolvem a questão expressando indiretam ente eus sentimento mais sombrios, por
meio da arte ou de alusõe. onhecemo um repre entante do Tipo Quatro que co -
tu ma comunicar à namorada o que ente por meio de fita com canções que con-
têm mensagen ecreta para ela.
ssas pe oas co tumam e tabelecer comparações que dão en ejo a sentimen-
to negativos devido à ua tendência a imaginar as reaçõe alheias, em vez de inda-
gar diretamente e descobrir o que os demais de fato estão pensando. A inveja as pre-
di põe a decepcionar-se consigo mesmas e a projetar es a decepção nos outro. Com
i o, já esperam ser vista com mau olhos mesmo por aqueles que gostam delas.
Dessa forma, a inveja é capaz de fazê-Ias perder horas em fantasia melancólicas que
as envolvem num véu de tri teza e as fazem sentir- e vulneráveis, feridas e incom-
preendida pelo mundo - na maioria da vezes, de neces ariamente.
o R e fo rç o d o s E sta d o s d e E sp írito P o r M e io d a E sté tic a
e d a S e n su a lid a d e
As pessoa do Tipo Quatro mantêm seu estado
de e pírito cultivando um ambiente que fomente os
sentimento com que se identificam. Por conseguinte,
costumam sentir- e atratdas pelo belo e pelo exótico,
procurando cercar-se de beleza no objetos, na música, na luz, na textura e odo-
re que reflitam sua individualidade e, ao me mo tempo, intensifiquem seu senti-
mento . A atmosfera, o estilo e o "bom gosto" a sumem importância capital e as tor-
nam muito meticulo a com tudo aquilo que as cerca. Assim, preci am ter a caneta
certa, ó aceitam o tom exato na parede do quarto e o caimento das cortinas tem de
ser o previ to, do contrário não e sentem bem.
Quando não controlam esse desejo de prolongar as im seus estados de espíri-
to, mesmo que sejam negativos, as pe oas do Tipo Quatro podem criar hábito des-
trutivos de difícil rompimento. e, por exemplo, perderem a e perança de chegar a
ter um relacionamento mais profundo e prazero o, podem buscar alívio em praze-
res sub titutos: sexo casual, pornografia, alcoolismo e drogas ou noites inteira ven-
do filmes antigos na TV As muitas indulgências e isenções que se permitem as fra-
gilizam ainda mais. icholas é um e critor que por muito anos viveu em depressão:
TIPO QUATRO;
Quando não sou indulgente demais comigo mesmo, sou demasiado severo.
Quando surge algum problema ou dificuldade, eu desisto logo e procuro
uma sarda dormindo ou bebendo demais. Mas isso só me traz culpa e no-
jo de mim mesmo. Tinha de escrever uns caprtulos para um livro há alguns
anos, mas, em vez de simplesmente começar, não conseguia nem olhar pa-
ra a máquina. Então, bebia, assistia TV e alugava filmes até não agüentar
mais. Ar, quando "cheguei ao fim do poço", me recobrei e voltei a traba-
lhar. Parecia até que tinha necessidade de criar uma crise.
"DECORAÇAO DE I TERIORES"
Observe com atençào o ambiente do lar e de seu trabalho e eu guarda-roupa. Qual
são seus "adereços" favorito? O que você usa para criar atmosferas? Qual o seu grau de de
pendência delas? Vocêfaz alguma coisa para "criar coragem" para trabalhar? Para conver ar
com a pe oas? Para relaxar? Para meditar ou exercitar-se?
A F u g a p a ra u m E u F a n ta sio so
Todo os repre entantes da Tríade do entimento criam uma auto-imagem que
acreditam er preferível ao eu verdadeiro eu. Enquanto a auto-imagem dos Tipos
Doi e Três está mai em evidência, a do Tipo Quatro é mais interiorizada, uma au-
to-imagem que chamamos de E u F antasioso.
Conforme dito anteriormente, os representantes típicos do Tipo Quatro pa -
sam o tempo a devanear com o próprio talento e as obras-primas que criarão, em
vez de aperfeiçoar sua reai habilidade. aturai mente, essa auto-imagem não é to-
da ela apenas um produto de sua imaginação - parte dela será posta à prova junto
àqueles em quem confiam. Porém, mesmo quando revelam alguns aspectos de ua
identidade interior, ele guardam para si a maior parte de seu Eu Fantasioso.
Embora pos a emprestar à pe soa do Tipo Quatro uma persona ocasional, o
Eu Fantasio o geralmente não tem rela ão com seus reais talentos e, por isso, ten-
de a provocar a rejeição e o ridículo. O grau de presunção nele investido tende a er
proporcional à profundidade da mágoa emocional sofrida: e as pessoas podem ver-
se como criaturas qua e mágicas, ao passo que o outros são banais ou inferiore .
O Eu Fantasio o em geral e ba eia em qualidade idealizada e praticamente im-
po ívei de obter, mesmo com e forço e disciplina. A sim, ele é por natureza ina-
tinglvel e está indissociavelmente ligado a rejeição que essas pessoa dedicam a
ua reais qualidades e capacidade .
Quando e encontram muito identificada com
o Eu Fanta ioso, as pe oas do Tipo Quatro tendem a "T en h o Iml eu secreto
repelir todo tipo de interferência com eu estilo de vi- q u e n in g u ém co n h ecI'. "
da, interpretando as suge tõe dos outro como uma
malvinda intromissão ou pura pressão. Quando é pre-
Para mim sempre foi muito difícil contar com algo além de mim mesma, to-
mar a iniciativa de pedir o que preciso. Por um lado, espero que as pessoas
leiam meus pensamentos (como esperei de minha mãe). Por outro, não es-
pero encontrar quem se preocupe em querer ajudar-me, em satisfazer mi-
nhas necessidades - já que elas não foram atendidas na infância. Então
aprendi a usar minha fragilidade, minha hipersensibilidade, para manipu-
lar meus pais e induzi-los a fazer as coisas por mim. Assim, não tinha de as-
sumir a responsabilidade por mim mesma, por meus próprios erros.
o con tante fantasiar, a ab orção em i mesmas e as compara ões negativas ti-
ram as pessoa do Tipo Quatro da realidade e lan am-nas num crescendo de emo-
tividade e in tabilidade de humor. Em função disso, a sensibilidade aumenta a pon-
to de torná-la suscetíveis a qualquer ato ou comentário sem importância, cau ando
tremenda reaçõe emocionais.
Cass revela o turbilhão interior que seus entimentos já criaram às vezes:
ci,>oagir, cntem- e desanimadas e tendem a adiar ou evitar ao máximo os ontato
SOCIal e prazos profissionais. Reagem a qualquer questionamento acerca de eu
comportamento com de dém, raiva e "re entimento ". Anseiam por mais aten ão
e apoio, mas quase nunca conseguem aceitar os que lhe são ofertados.
Riva comenta:
Considero-me imprevisível e, por pensar que não havia nada entre a eufo-
ria e o desespero, achava que minha capacidade de raciocínio era falha. Es-
tou eternamente à mercê de influências externas que me afetam o humor e
luto para manter a serenidade. (...) Infelizmente, apesar de querer divertir-
me como todo mundo, acho que não fui feita para isso.
À medida que se tornam mais absortas em si mesmas, as pessoas do Tipo Qua-
tro buscam significados ocultos em todas as suas rea ões emocionais e em cada co-
Hip e rse n sib ilid a d e
ATUALIZA DO SEUS VERDADEIROS TAlE TOS
Que qualidades você fantasia pos uir? Ob erve quais dela você realmente poderia cul-
tivar. Por exemplo, é certo que a musica exige talento, mas e e talento não e tornará reali-
dade se você não o cultivar por meio da prática e da disciplina. Da mesma maneira, para es-
tar em forma é preciso exercício e dieta equilibrada. Que qualidade são inatingíveis,
independente do que você fizer- ser mais alto ou possuir origen diferentes da que tem, por
exemplo? O que nelas o atrai? Vocêé capaz de identificar a auto-rejeição quando deseja coi-
a assim? E de reconhecer e valorizar as qualidade que de fato pos ui?
VERIFICA DO A REALIDADE
N a rc isism o e A u to -a b so rç ã o
"A s pessoas sao //lo c/UH" c'
(fueis CO/ll ig o ...
INIlIVIIlUAIISIA 20
I I P
As pessoas do Tipo Quatro concentram-se tanto na fragilidade de seus enti-
mentos que se sentem inteiramente justificadas em exigir que todas as suas nece i-
Já som muito na vida por me inibir tanto e evitar ir até as pessoas que não co-
nheço ou com quem não me sinto à vontade. Não consigo relaxar e ser eu mes-
ma se não sentir antes que tenho sua aceitação. Isso é uma coisa que eu tento
superar, agora que estou mais conscientizada, mas ainda assim é uma luta. De
repente, me afasto do grupo em que estou e depois me sinto excluída.
o acanhamento, a inadequa ão social e alguma formas sutis de chamar a aten-
ão estão relacionados ao narcisismo que se verifica em todos os tipos da Tríade do
Sentimento. os Tipo Doi e Trê ,ele e manifesta diretamente no impulso de ob-
ter dos outros aten ão e legitimação. Já no Tipo Quatro, o narci i mo se expres a in-
diretamente, pela absor ão em si me mo e pela enorme importância atribuída a ca-
da sentimento. Essa disposição mental pode levar a uma inibi ão atroz.
Carol, uma pessoa que leva a sério a própria bu ca espiritual, vem lutando
com e sas ensações há muitos anos:
Peça às pes oas que confirmem sua impre ão quando entir que o estão Julgando, l ri
ticando ou rejeitando. Peça-lhe que e clareçam o que querem dizer e aceite a possibilidade
de elas estarem dizendo exatamente o que ·entem. Evite "ler" ou "interpretar" demais cad.I
gesto ou comentário alheio. É bem provável que as pe oas não estejam fazendo o mesmo l'l1
relação a você. Observe também qual o eu grau de interesse pelos outros e qual a nalllrez.t
de eu próprio pensamentos e comentários a respeito dele: você os acharia accitavris 'i
partissem deles para você?
mcntario que os outros fa amo Repassam mentalmen-
te conver as do dia ou do ano anterior, tentando che-
gar ao que o outro rea lm en te estava querendo dizer, e
podem considerar comentário inocentes como ofen-
as veladas. Palavra como: "Você perdeu peso!" podem er interpretadas C0l110
"Deve pensar que eu era uma baleia". Um simples comentário como:" u irmao l'
um jovem tão talentoso" pode ser tomado como uma acu a ão de incompetên -ia l'
inadequa ão por tabela.
Com e a di po i ão de espírito, os representantes típicos do Tipo Quatro
mo tram-se muito ressentidos e pouco colaboradore - caracterí ticas que pouco
provavelmente atrairão amizades ou facilitarão os relacionamento. E no entanto,
como essas caracterí tica ão compatívei com sua auto-imagem de "sen íveis" c
"diferentes", eles raramente con ideram ua hiper en ibilidade um problema.
RALPH WALDO EMERSON
PARA QUE RETRAIR-SE?
dad mo 'Ionais s jam at ndida . me mo tempo, podem e que r- e completa-
mcnt dos enllmento alheio : falam hora obre cada detalhe de eu entimento,
onho e problema ,ma qua e nunca e intere am em saber dos sentimento e pro-
blema do outro. De fato, a ab orção em i me ma dificulta-lhes concentrar-se em
qualquer coisa que não tenha relação direta com eu intere e afetivo mai ime-
diatos. Elas acham que seus próprios ofrimentos já ão o bastante.
Um inal inequívoco de que se estão deixando ab-
orver por i me mas é a tendência a deter- e demasia-
do em en açõe de agradávei . Além de exibir suas
mágoa (mo trando-se amuada ou deprimida de inú-
mera forma) para obter olidariedade, e a pe oas
costumam entir- e profundamente inju tiçada pela
vida, principalmente pelo pai ou por aquele com quem lidam no momento. Pare-
ce-lhe que ninguém lhe dá o que merecem nem reconhece ua preferência , nece -
idades ou ofrimento e peciai ; ninguém compreende ua profunda en ibilidade.
Por con eguinte, tendem a afogar- e em autocomiseração, o que aumenta eu medo
de ser incapaze de fazer a própria vida decolar.
Quando afundam em uas própria rea õe e estado de e pírito, os repre en-
tante típico do Tipo Quatro em geral se e quivam dos outro para evitar expor-se
mai e correr o ri co da humilhação, da rejeição e do abandono. Porém, retraindo-
e, têm me no chance de verificar a realidade e, a im, torna- e cada vez mai di-
fícil perguntar ao outros o que pensam a re peito de ua reaçõe emocionais. Além
di o, a poucas pes oa com quem se di põem a conver ar qua e nunca são a mes-
mas com quem tiveram de avenças ou problemas afetivo .
In v e stin d o e m "T e r P ro b le m a s" e S e r T e m p e ra m e n ta l
Por mai e tranho que pos a parecer, na verdade a pes oa do Tipo Quatro
acabam incon cientemente preci ando de ter problema. Entre a faixa média e
não-saudável, elas normalmente re i tem a renunciar ao entimento que mais a
fazem ofrer e a autocomi eração, me mo que lhes cau em torturas interminá ei .
Observe quando e como e esquiva de pessoas ou situações. transformando-se num es-
tranho quando não precisa sê-lo, dei. ando de participar de evento ociai e interpessoais
quando poderia.
Você consegue di tinguir quando is o é urna opçao legitima que e ta e. ercendo com
imparcialidade e quando é uma reaçao emocionalmente carregada que provavelm nte re ul-
ta de um antigo problema de infancia? •
Você é capaz de analisar sua rea ao o ba tante (sem atua-la) para descobrir o que a es-
ta provocando? .
"Nenhum homem se crê ple-
namente compreendido e apre-
ciado."
Entretanto, apre entando- e como carente ,e a pe oas têm a oportunida-
de de atrair a aten ão d alguém que e di ponha a er eu alvador - alguém que
cuide da tarefas prática para que ela tenham tempo e e paço para descobrir- •.•
e.
Infelizmente, i o ó erve para afa tá-las da chance de adquirir uma noção ma i•..
con i tente de respon abilidade pe oal e de viver a experiência que poderiam
dar-lhes uma verdadeira noção de seu próprio valor e identidade. ão é difícil per-
ceber que e e padrão também tem ua origens na infância.
William continua:
Lembro-me que, quando criança, ficava deitado "T o d o s m e p õ e m p a ra blli (I,"
num cobertor em meu quarto fingindo estar ador-
mecido, na esperança de que meus pais abrissem a
porta e me vissem. Minha fantasia era a de que eles me achariam tão ado-
rável que me dariam seu amor. Eu ansiava por contato emocional; é o meu
alimento. Sempre soube que meus pais me amavam, mas raramente senti
que poderiam espelhar as minhas facetas mais profundas e vulneráveis.
om ua e quivez e ua intempe tiva emotividade, os repre entante do '11-
po Quatro afa tam as pes oas. o entanto, pro uram obter por intermédio dt"..-
Raramente minha noção de eu se mantém inalterável. Passo um tempo
enorme tentando permanecer emocionalmente equilibrado, pois qualquer
desequilíbrio nessa área me traz grandes sofrimentos. Seja qual for a neces-
sidade emocional que sinta no momento - contato com as pessoas ou de-
pressão -, preciso lidar com ela imediatamente; não posso deixá-Ia de lado.
Gosto de ser do Tipo Quatro, mas acho que se trata de uma situação típi-
ca de manutenção muito cara.
Todavia, não é difícil compreender a origen d e omportam 'lHO. Quando
crian a ,a pe oa do Tipo Quatro aprenderam a chamar a atençã na famllia por
m io do problemas emocionai, mostrando- e temperamentai ou amuada. MIli-
ta de a pe oas de cobrem que podem obter confirmação de que ão amada •.•
fa
zendo-se de difíceis e e perando que o outro tome alguma iniciativa. Porém, em Vtz
de demon trar um ace o de raiva, ela preferem fazer beicinho e parar de falar pOl
vário dias, recusar-se a viajar nas férias com a família ou vestir só preto a emana
inteira. O mau humor mo tra a todos que ela e tão infelizes com alguma coi a sem
exigir-lhes que digam o quê. Com efeito, talvez nem elas aibam, já que estão qua-
se sempre as voltas com ombrias e complicadas di posiçõe de ânimo que surgem
do nada. Geralmente, e a pessoas e tão tão identificada com e a di po içOt·•..
que acham que preci am, antes de mai nada, ocupar- e delas. Infelizmente, e pt'
ram que todo façam o me mo.
William, músico talento o e criador de iL e da Internet, comenta a turbulen·
cia emocional que lhe criou dificuldade na carreira e no relacionamento:
"',1'" 1111•.•m,l•..loi •..
,I •.•. lh ,111,1'" man 'ila •..
, clc,>in•..
i•..
lcm 'm impol (ula •..rcgra •..
, 0))11-
gamJo 1000 •.•
a ,>uavolta a 1'1•.••
1" 'm ovo •...("E m lhor nao falar nesse as unto, senao
lissa Vai ficar nervo a de novo.") ua dramática exigên ia de olidao " m i, um
pedido d atenção e um convile a que o bu quem: no fundo, c peram que alguém
o iga ate eu olilario covil.
REAÇÃO AO S T R E S S :
OTIPO QUATRO
PASSAAO DOIS
onforme vi to, as pes oa do Tipo Quatro ten-
dem a perder- e em meio a fanta ia romãntica e a
evitar o outro tanto para chamar a atenção quanto
para proteger o próprio entimento. pa agem ao
Tipo Dois representa sua tentativa de compen ar o
problema que e e comportamento acabam inevita-
velmente criando. Aim, após um penodo de retração
e auto-ab or ão, ela podem pa ar ao Tipo Doi e incon cientemente tentar re 01-
ver cu problema interpe oai com uma amizade um tanto quanto forçada - aca-
bam exagerando um pouco. omo o repre entante do Tipo Doi ,começam a preo-
cupar- e com o relacionamento e a bu ar forma de apro imar-se mais daqueles
de quem go tam, preci ando de muita certeza de que a ba e da relação ão óli-
da . Para tanto, manife tam eu afeto com muita freqüência e e tão empre lem-
brando ao outro o quanto aquele relacionamento é importante.
[m ca o extremo, a pe oa do Tipo Quatro podem riar cena emocionais
para aber e o outro realmente e importam com ela. Es e tipo de comportamen-
to geralmente de ga ta os demai ,fazendo-o perder o intere e ou até abandoná-
la . E a pe oas podem enlão pa ar ao Tipo Doi e tentar prender o outro agar-
rando- e a eles. Além di o, omo o r pre entante típico do Tipo Doi, podem
também começar a dissimular a extensão da própria carência e a e conde r eu pró-
prio problemas concentrando- e no problemas dos outro. (UE tou aqui para aju-
dar v o c ê . ")
Por fim, e a pe oa precisarão de cada vez mais apoio emocional e finan-
ceiro para manter eu modo irrealista de viver. Elas temem que, em c e apoio, per-
derão a po ibilidade de concretizar seu onhos. E tre ada, tentando evitar isso,
começam a exagerar sua importãncia na vida do outro : lembram-no do vário
benefícios que a relação com ela Ihcs trouxe, assumem a re pon abilidade pela fe-
licidade deles e descobrem forma de aumentar a dependência que têm delas. Além
Muilas pes,>oas do Tipo Qualro acabam adolando um padrão que con iSle em conOilo
lempe IUOSOS
com as pe oa eguido de realamento. Ob erve sua tendência a criar drama
no principais relacionamento. O que realmente o e lá fruSlrando? Que comportamenlO vo-
cê esla lentando provocar no outro? om ese padrão de comportamento, você aca o ja che-
gou perto de con eguir afa lar dc falO alguem a quem ama?
Tlr o INDIVIDUAliSTA 2
dis o, inventam nece idade e tornam-se cada vez mai ciumenta c poss '>SIV,I'>
com aqu Je de quem gostam. ob a ação do stress, e a pe oa agem como ,I'"do
Tipo Doi e reivindicam crédito por tudo aquilo que fizeram, enquanto reclamam
de falta de gratidão.
A BANDEIRA VERM LHA:
PROBLEMAS PARA O
TIPO QUATRO
> Dependência de uma ou dua pe oas, com
relacionamentos inSlávei
> Exlrema u ceubilidade e in labilidade emocIOnai
(não é uma reação mamaca)
> en ação opre iva de alienação de i e do
demai
> De e perança e depre ao crônica persi lenle
> Expio e de raiva, ho lilidade e ódio
> Episódio de aulO- abolagem e rejeição de
inOuência po iliva
> Ob e ão com a morte, morbidez e ódio de
i me mo
IA
AO ERT
POTE IAL PATOL GICO:
Grave depre ão, Dislurbio de
Per onalidade arci i la e Fu-
gidia, crimes pa sionals - a -
sassinalO e suicldio.
e tiverem ofrido uma crise grave em contar
com apoio adequado ou em outro recur o com que
enfrentá-Ia, ou e tiverem ido vítima con tante de
violência e outros abu os na infância, a pe oa do Ti-
po Quatro poderão cruzar o ponto de choque e mer-
gulhar nos a pecto não-saudáveis de eu tipo. Por
me no que queiram, i o poderá forçá-Ias a admitir
que suas fanta ia e indulgência emocionai as e tão fazendo arruinar a própria vi-
da e de perdiçar a oportunidades.
Por mai diflcil que seja, admitir i so pode repre entar o inIcio de uma revira-
volta na vida de a pe soa. e reconhecerem a verdade desses fatos, ela poderao,
por um lado, mudar ua vida e dar o primeiro pa o rumo à aúde e à liberta ao.
Mas também poderão, aferrando- e ainda mai às fantasias e ilu õe a re peito de si
me ma , rejeitar todo aqueles que não lhe derem apoio em suas exigências emo-
cionai . (U ão todo tão egoistas e gro eiro - ninguém me entende." .. ei que pre-
ci o encontrar um emprego, ma agora imple mente não tenho força para i so.")
e per i tirem ne sa atitude, elas e arri am a ultrapa ar a linha divi ória qu as
epara do Ivei não- audavei. e seu comportamento ou o de alguém que voce
conhece e enquadrar no que de crevem a advertência abaixo por um penodo lon-
go - acima de dua ou trê emana, digamo -, é mai do que recomendável bu
car aconselhamento, terapia ou algum outro tipo de apoio.
PRÁ I AS QU CONTRI BU M
PARA O D SENVOLVIMENTO
DO TIPO QUATRO
~ Lembre- e do dito que afirma que os senti
mento não são fato. eu entimento podem er
muito fortes e dar-lhe, à vezes, a chave para om-
preender melhor seu próprio caráter. Porém eles nem
empre fornecem informa ões precisas acerca das mo-
tivaçõe e do sentimentos alheios. Muitas de nos a
rea ões emocionais do pre ente são bastante influen-
ciada por relacionamentos da infância, independente do tipo a que pertencemos.
Fique especialmente atento à "leitura" de intenções aparentemente negativas nos
comentário que as pessoa fazem a seu respeito.
~ In tabilidade no humor e nas emo ões nâo é o mesmo que sensibilidade.
Além de tudo, a instabilidade é uma boa indica âo de que nosso coração está fecha-
do. As qualidades inerentes ao coração ão mais utis e profunda ; não são reações
a ações externas. A reações emocionais geralmente impedem que no as experiên-
cias nos afetem mais profundamente. Ironicamente, elas indicam um medo ou fal-
ta de vontade de explorar o entimentos mais verdadeiros, mais profundos, que as
contingências presente podem despertar.
~ E force-se por detectar os aspecto de seu Eu Fanta io o que não se coa-
dunam com a realidade de sua vida. Ter metas criativas é maravilho o. Procrastinar
porque ente que seu "gênio" é pouco reconhecido ou porque não tem as ferramen-
tas de que precisa ou porque é mais fácil devanear com o talento é contraproducen-
te. Aprenda a aceitar eu verdadeiro don ,ao invés de rejeitá-lo porque são me-
nos glamourosos ou desejávei do que queria. Esse tipo de inveja é o mais
autode trutivo que pode haver.
~ Procure encontrar amigos inceros, que po sam ervir-lhe de espelho. Pro-
cure pessoa que reconheçam uas verdadeira qualidades e o ajudem a cultivá-las
- e que também pos am falar obre eu ponto cegos com compaixão e objetivida-
de. Como quase todo mundo, as pessoas do Tipo Quatro Ó têm a ganhar quando
os entimentos que nutrem a seu próprio respeito e os intere ses romântico se ex-
põem à prova da realidade.
~ uidado com a expectativa incon ciente de que a pe oas mais íntima
sirvam de amortecedor para eus tormentos emocionais. Os que gostam de você na-
turalmente desejarão ajudá-lo sempre, ma você não pode e x ig ir que ele assumam
sua paternidade nem que arquem com o ônus de seu traumas de infância. Lembre-
se que es a pe soas também têm seu problema e podem não er capazes de lidar
com sua intensas reações.
~ E tabeleça rotinas con trutivas para si me mo. As pes oa do Tipo Quatro
tendem a esperar que surja a inspiração, mas a inspiração tem mais chance de "bai-
xar" se sua rotina diária e seu e pa o estiverem organizados de forma a maximizar
ua criatividade, ua saúde física e emocional e, acima de tudo, eu entro amento
com o mundo. No seu caso, um pouco de ordem e estrutura pode fazer milagres no
sentido de liberar sua criatividade.
REFORÇANDO OS PONT .,
FORTES DO TIPO QUA1R
Eu sinto as coisas, mas nem sempre sou capaz de percebê-lo. Por exemplo,
posso ter uma sensação incômoda em certas situações e não saber de on-
de provém. Com os anos, aprendi a prestar atenção a isso (... ). Sou muito
intuitiva. Sei certas coisas sem saber como. De repente me vejo sentada na
cama no meio da noite e sei a solução de um determinado problema. Nes-
sas ocasiões, não me resta a menor dúvida, mesmo que eu preferisse uma
alternativa diferente.
Em meus melhores momentos, sou capaz de levantar vôo. Vejo as coisas pa-
noramicamente, sintetizo diferentes planos e posso comunicar o que vejo
Ao mesmo tempo, as pessoas saudáveis do Tipo Quatro não se levam dema-
siado a ério. Elas têm um util enso de humor, normalmente expresso por meio
da ironia, que lhes permite ver suas próprias falhas com gra a e leveza. Tanto o sen-
so de humor quanto a eloqüência que possuem podem transformar-se em grande
trunfos, na cura e no trabalho, para i e para os outros.
As pes oas do Tipo Quatro não são a únicas a
ter criatividade, já que as pessoa de qualquer tipo po- "T e n h o d e e r eu m e sm o ."
dem er criativas. Entretanto, ela po uem um tipo
especial de criatividade, uma criatividade pessoal que
é fundamentalmente autobiográfica. Ela consiste ba icamente na exploração de sua
história e do seu mundo de sentimentos e, em particular, do efeito que lhes provo-
caram a família, os amores e os incidente do passado. É por es a razão que tanto
poetas, romanci tas e dramaturgo são do Tipo Quatro.
Riva comenta a emoção que lhe dá a compreensão intuitiva da condi ão hu-
mana e a alegria de encontrar formas de expressá-la:
As pe oa do Tipo Quatro ão mergulhadoras
da pique: ela vão até o ãmago da alma humana e vol-
tam à uperfície para relatar o que encontraram. ão
pessoas capazes de transmitir utis verdades acerca da
condi ão humana de uma forma profunda, bela e to-
cante. Ela nos fazem recordar o que temo de mai
humano - o que há de mais pe soai, recõndito e precioso a nosso respeito e qu ,pa-
radoxalmente, é também o mais universal.
Gra as a sua sintonia com seus próprios estado de espírito - aos sentimentos
e impul os ubconscientes -, as pe oa do Tipo Quatro são geralmente muito in-
tuitiva , algo que alimenta sua criatividade e sua autodescoberta. Embora po am
ter muitos dotes intelectuais, elas tendem a basear-se primeiramente no que sua in-
tui ão lhes diz a seu respeito e sobre o ambiente a cada momento. Muitas veze ,ela
não sabem direito como conseguem chegar a um determinado in sig h t, pois os trâ-
mites de seu consciente são mi teriosos e surpreendentes.
Carol, que antes falou a respeito das limitações impo tas pela sua inibi ão,
aqui aborda o dom da intuição:
O CAMINHO
DA INTEGRAÇÃO:
OTIPO QUATRO
PASSA AO UM
m linguagem po tic,l pr , qu comov a p oas e lhes permite ver
o m smo tamb m. T nho capacidade de extrair das experiências princf-
pios subjacentes profundos, verdades universais e nuanças sutis e transmi-
ti-los com força e clareza. Em meus melhores momentos, a percepção espi-
ritual é minha âncora e posso transformá-Ia numa fonte de cura e sabedoria
também para as pessoas. Em meus melhores momentos, consigo expressar
o inefável.
s pes oas saudávei do Tipo Quatro encontram o e pelho que buscam com-
partilhando as profundeza de ua própria alma. Fazendo i o, de cobrem com alí-
vio que ua natureza, no fundo, não difere da de ninguém. ua relação com a vida
interior não é uma forma de alienação, ma im um meio de ir até as pe soa e unir-
e a ela de maneira con trutiva.
A pe soa audávei do Tipo Quatro entro am-
e com a realidade pela ação bem orientada. ubme-
tendo- e a prinCipio e atividade que e tejam além do
dommio da ua reaçõe ubjetiva, es as pe oa
de cobrem não apena quem ão, ma também que o
que ela ão é bom. Elas entram em maior contato com
a urgência de eu instinto e aem do tran e provoca-
do p lo roteiro emocionalmente carregado que ão
encenado em ua mente.
Quando pa am ao Tipo m, ela percebem também que a auto-expre são não
implica complacência diante da in tabilidade de humor. A im, tornam- e autodi -
ciplinada , e for ando-se por contrihuir om algo de ignificativo para o mundo.
ão mai mero tran eunte inace Ivei que e peram er reconhecido, e a pe-
oa participam plenamente da vida e cultivam uma noção mai mtida do próprio
eu por meio do trabalho e do relacionamento .
Todavia, i so não deve er confundido com a adoção da cntica e do perfeccio-
nismo t1pico do Tipo Um. O uperego da pe soa do Tipo Quatro já é punitivo o
ba tante; portanto, intimidar- e com projeto de auto-aperfeiçoamento pode levar
amai auto-recriminaçõe. A im, é importante cultivar uma outra caracterí tica
audável do Tipo m: a capacidade de di criminação. om ela, aberão o que já sa-
bem as pe soa audávei de e tipo: que a realidade de uma itua ão e no a rea-
çõe emocionai ão dua coi a diferente.
A pe oa audávei do Tipo Um ilu tram também a aceitação da realidade-
ela trabalham om o elemento que realmente compõem uma <;ituação, em vez de
rejeitá-lo. Quando tomam o caminho da integração, a pe oa do Tipo Quatro
também entendem que a aceitação é a chave para abandonar o pa ado e abraçar
criativamente a vida no pre ente. om a auto-aceitação vem o perdão a antigo
erro e dificuldade. Com a aceitação do outro, vem a capa idade de e tabelecer
relacionamento mutuamente ati fatório . E a pes oas não preci am mai ver
llPO QUA R . () INDIVIDUAL!
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALlDAD
EM ESS~NClA
no outro o salvadore idealizados nem derrubá-lo de seu pede tais por naOl 011
eguirem colocar- e a altura de suas exagerada expectativa - ela vêem o outro lO
mo outro e podem perceber melhor ua própria qualidade sem recorrer a um I 11
Fanta io o.
Finalmente, a pe oa do Tipo Quatro que e encontram em proce o de ill
tegração ão capaze de con truir uma noção realmente autêntica e estáv I d Ide11
tidade e auto-e tima porque ua ba e ão o fato e relacionamento da vida rcal, l
não sua imaginação nem eu tran itório e tado emocionai. Ela con eguem n I
em i qualidade ante invi Iveis: força, determinação e lucidez. Além di o, hav 'lI-
do- e centrado no momento, ela vêem em todo o a pectos da vida op rtunida·
de de criação. m vez de deixar- e levar pela intro pecção ou pelo turbulento nu-
xo de rea õe emocionai ,e a pe oa e mantêm pre ente diante de i m ma ••
e do mundo que a cerca e, assim, começam a de pertar para as verdade mai pro
funda do ora ão humano. Ao permitir que e e proce so se desenvolva, ua ver-
dadeira identidade e revela em cada momento de ua existência.
o proce o de tran formação, a pe oa do Ti-
po Quatro abandonam a auto-imagem egundo a qual
têm mais defeito que o outro e lhe falta algo que
ele possuem. Além di o, percebem que não há nada
de errado com ela: ão iguai ao demais. E, e não há
nada de errado com ela , ninguém precisa alvá-la;
ela ão perfeitamente capaze de re ponder por i e
cuidar de ua vida. a pe oa de cobrem que é quando nada fazem para cria-lo
ou mantê-lo que eu verdadeiro eu mais e evidencia. Em outra palavra," er qu m
ão" não lhe exige nenhum e forço e pecífico.
e e ponto, a pe oa do Tipo Quatro já não p rc c i a m entir- e diferentes
nem e peciais, poi vêem que, de fato, o univer o não criou duas de cada uma de-
las - e que fazem parte de tudo; não e tão ó nem i oladas. A vida deixa de er uma
carga, algo a er uportado. Além dis o, elas e entem, talvez pela primeira vez, gra-
ta pela dore e ofrimento pa ados porque, a sua maneira, essas coi a lhe per-
mitiram tornar- e a pe oa livres que hoje são. "Quem ão" continua endo mis-
terio, talvez mais do que nunca. Ma , em vez de aferrar-se a idéias preconcebidas
acerca de ua identidade, elas permitem- e uma abertura para o momento e para a
experiência de renovação do eu que ele traz.
King é um terapeuta que, apá ano de trabalho interior, aprendeu a reconhe-
cer a riqueza de ua própria natureza interior:
Em meus melhores momentos, estou cheio de alegria e energia e me rela-
ciono com as pessoas e com a vida: estou vivo! Eu manifesto o que sinto,
em vez de ruminar sozinho. Meu combustível é a disciplina da realização da-
quilo que sei que precisa ser feito e não a busca de "razões" para não ter de
produzir como todo mundo. Sou dotado de imaginação e criatividade, sou
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
M. C. RICHARDS
Uma vez libertadas de seu Medo Fundamental,
as pe soas do Tipo Quatro deixam de precisar da arte
para ubstituir a beleza, pois a encontram em abun-
dância dentro de si. Como e tâo conscientes de seu eu
Essencial e livre da turbulência das reações emocio-
nais, podem entrar em contato mai profundo com a
natureza mutável da realidade e deixar- e inspirar e
comprazer por ela.
Diane, uma engenheira, descreve muito bem e sa sensa âo de conexão com a
coisas:
21
capaz de encontrar truturas, padrões e sentidos ocultos em todos os de-
safios da vida. Sou livre!
Em meus melhores momentos, sou desinibida e espontânea. Em vez de dei-
xar-me desviar pelas minúcias de meus estados de espírito, sou livre para
prestar atenção ao mundo e às pessoas à minha volta. Deixar de lado o ha-
bituai e obsessivo processo de automonitoração, auto-análise e auto-inibi-
ção é algo maravilhoso e libertador. Aí é como se o tempo se desacelerasse
e o mundo saltasse à minha frente em toda a sua riqueza e sutileza. As coi-
sas mudam - ficam mais tridimensionais, mais detalhadas, mais vivas. Con-
sigo concentrar-me sem esforço nas pessoas, vibrar em ressonância com
seus estados emocionais e escutar suas histórias sem me perder nas minhas.
o Tipo Quatro nos revela a verdade fundamental de que n o sso verd a d eiro eu
n ã o é a lg o co m a trib u to s fixo s; é u m p ro cesso em co n sta n te tra n sfo rm a çã o e ren o va çã o .
As manife tações de nossa verdadeira natureza estão sempre surgindo e transfor-
mando-nos em algo tão maravilhoso e inesperado quanto um caleidoscópio mági-
co. O trabalho espiritual do Tipo Quatro está em não transformar esse caleido cópio
num instantâneo emoldurado e pendurado na parede. A sim, seus repre entantes
descobrem que realmente são um Ouxo de experiência muito mais belo, rico e sa-
ti fatório do que tudo que pude sem ver na imagina ão.
A experiência do contato íntimo com esse Ouxo abre-nos para um contato
mais profundo com os outros e com os aspectos mais sutis da realidade e piritual.
Esse contato sempre é pessoal - é precioso e momentâneo. De certa forma, as pes-
soas do Tipo Quatro ajudam-nos a reconhecer a unidade do eu pessoal e outros as-
pectos mais universais de nossa verdadeira natureza.
Assim, a qualidade Essencial especifica do Tipo Quatro é a personificação do
elemento p esso a l do Divino. Aquilo que é eterno em nós vivenda o mundo mediante
nossa experiência pessoal. Um aspecto fundamental da alma é a im p ressio n a b ilid a d e
UÉ verdade que todos nós, não
importa o tipo de trabalho, so-
mos artistas contanto que esteja-
mos vivos no momento concreto
e não o usemos para algum outro
propósito."
As IJ (,o C / do I il'"
QuC/lro ("(/IUIIII//II
id (,IIli/ic lII 1 "
C/I(l/II'IIIIII"IIII" 111/1111
p c, /I'II( nlln (/11
Tipo DOÍ, 11/11IIU
/JVI·. A  1 /1 1  11/'"
V / I I , 'l/'Í I" ( "" o
coslU/IIlI/II
id e lllijilll' 1 "
errOll(,II/II(·III(· 111I1111
p e rlc llc c llln (/1 1
Tipo Q U lltrO .
>- 15 Você provavelmente não pertence a
um do tipos retraído (Quatro, Cin-
co e ove).
>- 15-30 Você provavelmente não pertence ao
Tipo Quatro.
>- 30-45 É muito provável que você tenha pro-
blemas comun ao Tipo Quatro ou
que um dc seus pais seja do Tipo Qua-
tro.
>- 45-60 É muito provável que você tenha al-
gum componente do Tipo Quatro.
>- 60-75 É muito provávelque você pertença ao
Tipo Quatro (mas ainda poderá per-
tencer a outro se tiver uma concepção
demasiado limitada deste tipo).
orne os pontos
da quinze
afirmações para
o Tipo Quatro.
O resultado
e tará entre
15 e 75.
As instru ões
ao lado o
ajudarão a
de cobrir ou
confirmar seu
tipo de
per onalidade.
II P
a capacidade de deixar-se tocar pela experiência e cre ccr a partir dela. Ollalldlll"S
tamo abertos e presentes, nosso coração é afetado e se transforma COI11
as IlOSS.'i
I
pcriências. Com efeito, cada vez que nos deixamos tocar de v rdadc pela vida, IIlIl
dificamo-nos de modo profundo. E, em última análise, não é e c o objetivo (k lod.
forma de auto-expres ão criativa - LOcare transformar o cora ão humano?
Quando permanecem fiéis à sua verdadeira natureza, as pe oa doI ipo ()lI,l
tro entram em harmonia com a incessante criatividade e transformação que sao p.1I
te da dinâmica da Essência. o íntimo, elas representam a cria ão, o conslillllt
transbordar do manifesto, tran formando o universo em eterno agora. imho!l.1I
isso e lembrar aos demais tipos que também eles participam da criatividad Divlll,l
é o que de mais profundo nos poderiam ofertar a pe oas do Tipo Quatro.
CAPíTULO 11
PA CAL
EUDORA WELTY
TIPO CINCO:
O INVESTIGADOR
"O p rim eiro a to d e co m p reen sã o in tu itiva co n siste em jo -
g a r fo ra o s ró tu lo ."
"O s co n ceito s d a física sã o cria çõ es livre d a m en te h u -
m a n a e, p o r m en o s q u e p a reça , n ã o sã o d eterm in a d o s C)(-
clu siva m en te p elo m u n d o exterio r."
ALBERT El TEl
"P a ra d o m in a r u m a á rea d o co n h ecim en to , vo cê p recisa
d o m in a r a q u ela s q u e lh e sã o a d ja cen te c, a ssim , p a ra sa -
b er u m a co isa , p reci a sa b er to d a s. "
OLIVER WE DELL HOLME
"Já q u e n ã o p o d em o s ser en ciclo p éd ico s e sa b er tu d o q u e
h á p a ra a b er d e to d a s a s co isa s, d evem o s a b er u m p o u -
co d e ca d a co isa . "
O RADICAL
*
O EXPERTO
o PE ADOR
o I OVADOR
o OBSERVADOR
O E PECIALlSTA
1 ..... u llc a é
v e rd a d e ira
C la ssifica çã o
T ip o ló g ica
C o n fo rm e
a A titu d e
Verifique a análise da
pontuação na página 242
Classifique as afirma
çõe ao lado conform
sua aplicabilidade com
ba e na eguinte escala:
2 ..... R a ra m e n te
é v e rd a d e ira
4 ..... G e ra lm e n te é
v e rd a d e ira
3 ..... Em p a rte é
v e rd a d e ira
5 .....S e m p re é
v e rd a d e ira
L Gosto de analisar as coisa em profundidade, estu-
dando minucio amente cada detalhe, até com-
preendê-Ias o mais inteiramente pos ivel.
___ 11. Há tanta gente tão ignorante que e incrível que algu-
ma coisa ainda consiga dar certo!
2. ou uma pes oa extremamente reservada que não
franqueia a muita gente a entrada em eu mundo.
___ 12. ei muito sobre uma série de coisas e, em alguma
áreas. con idero-me um e x p e rto
___ 13. ou muito curioso e gosto de investigar o porquê das
coi as - mesmo as mais óbvias deixam de sê-lo quan-
do você realmente pára para analisá-Ias.
4. As pessoas pensariam que sou louco se soubessem
as coisas que eu penso.
IIPO {IN
3. ão me sinto particularmente grande ou podero-
so, ma pequeno e invislvel: acho que daria um
bom espião!
___ 10. Geralmente passo um bom tempo polindo os proje-
tos em que me envolvo.
8. e você precisa resolver um problema, deixe-me traba-
lhar nele ozinho e depois eu lhe dou uma resposta.
5. Só se pode tomar uma deci ão racional quando e
tem informações preci a - mas, ai. a maioria das
pe oa, na verdade, não é exatamente racional.
9. Quando a gente pára para pensar, vê que não há na-
da mai' e tranho que o assim chamado comporta-
mento normal.
6. Minha famllia me considera meio e tranho ou excên-
trico - já ouvi muita veze que preci o air mais.
7. Quando quero, sou capaz de falar pelo cotovelo.
Porém, na maioria das vezes, prefiro as istir de cama-
rote a toda e sa loucura à minha volta.
___ 14. Minha mente trabalha tanto que às vezes acho que es-
tá pegando fogo.
___ 15. Muitas vezes perco a noção do tempo, pois estou
sempre muito concentrado no que faço.
o T ip o In ten so e C ereb ra l: P ercep tivo , In o va d o r, R e-
erva d o e Iso la d o
FUNDAMENTAL:
Chamamo este tipo de per onalidade de o Inves-
tig a d o r porque, mai que qualquer outro, é ele o que
quer aber por que as coisa são como ão. eus repre-
entante querem compreender como o mundo fun-
ciona. E e mundo tanto pode er o co mo quanto o
univer o micro cópico ou o reino animal, vegetal ou
mineral- ou o mundo interior da imaginação. Eles e -
tão empre pe quisando, fazendo perguntas e e cruti-
nando a coi a ão aceitam doutrinas e opiniões pree tabelecida , tendo grande
nece idade de verificar por i a verdade de quase toda a coi a
John, arti ta gráfico, de creve es a forma de ver a vida:
GO: " V o c ê estará num bom
caminho se conseguir domi-
nar algo."
O de ser indefeso, inútil, inca-
paz (desvalido).
Por trá da incan ável bu ca de conhecimento, a pe oa do Tipo Cinco e -
condem grande dúvida acerca de ua apacidade de agir com adequação e suces-
so. E la s a ch a m q l~ e n ã o têm ca p a cid a d e d e Ja zer a s coi a tã o b em q u a n to o s o u tro s. Po-
rém, em vez de dedicar-se a atividade que pudessem fortalecer ua autoconfiança,
ela bu cam "refúgio" na mente, a área em que se entem mai capaze, convenci-
da de que lá con eguirão afinal de cobrir orno devem agir - e um dia reintegrar-
e ao mundo.
Ser do Tipo Cinco significa precisar estar sempre aprendendo, sempre absor-
vendo mais informações. Um dia sem aprender nada é como um dia sem sol.
Como representante do meu tipo, quero entender a vida. Gosto de ter uma
explicação teórica para o porquê de as coisas acontecerem como acontecem.
Isso aumenta minha sensação de segurança e de domínio. Eu geralmente
aprendo a uma certa distância, como observador, e não como participante.
Às vezes, acho que entender a vida é tão bom quanto vivê·la. Não é fácil acei-
tar que a vida também deve ser vivida e não apenas estudada.
As pe oas do Tipo Cinco pa am bom tempo
"O q u e e tà a c o n te c e n d o a q u i? " ob ervando e contemplando - ouvindo os sons de um
sintetizador ou do vento ou tomando nota das ativida-
des que e desenvolvem no formigueiro do quintal. Quando se deixam absorver pe-
la observação, essa pes oas começam a interiorizar o conhecimento e a entir- e
mai eguras. Além disso, assim podem descobrir por acaso informa ões inéditas
ou novas e criativas combina õe (uma música baseada no rumor do vento ou da
água, por exemplo). Quando comprovam sua hipóteses ou vêem que o outros en-
tendem seu trabalho, obtêm confirmação da própria competência, o que torna rea-
lidade o eu De ejo Fundamental. ("Eu sei do que estou falando.")
~ MENSAGEM DO SUPERE-
~ DESEJO FUNDAMENTAL:
Ser capaz e competente.
~ MEDO
"E e te n ta rm o s fa ze t h1I
d e o u tra fo n n a ? "
TIPO
Por con eguinte, o conhecimento, a compreen ão e a percep ao IntuItiva <;.0
por elas altamente valorizados, já que sua identidade e constrói em torno da cap ••
cidade de gerar idéia e de er alguém com algo inu itado e procedente a diz r. Por
isso, as pes oas do Tipo Cinco não e intere am em explorar o que já é conh '('Ido
e estabelecido, ma sim o incomum, o de con iderado, o secreto, o oculto, o in••
o
lito, o fantá tico, o impen ável. A familiaridade com territórios não-mapeados ",I-
ber o que o outro não sabem ou criar o que o outro nem imaginam - permitl'·
lhe criar para i um lugar que não pode er ocupado por mai ninguém. EhI••
acreditam que cultivá-lo é a melhor maneira de obter egurança e independência
im, para ua própria egurança e auto-e tima, as pessoas do Tipo Cinco Ilt-
ce itam ter pelo me no uma área na qual eu grau de perícia lhes permita entir- ••
~
capaze e ligada ao mundo. ua lógica é: "Encontrando alguma coi a que po a la
zer muito bem, e tarei pronto para enfrentar o de afios da vida. Mas não po so dei
xar que outra coisas me distraiam e atrapalhem". Por is o, concentram- e com tan
to fervor naquilo em que podem atingir a excelência: pode ser, por exemplo, II
mundo da matemática, do ro ck'n 'ro ll, da música clá sica, da ficção científica, da li
teratura de terror ou um mundo criado inteiramente em sua imagina ão. em to
da a pe soas do Tipo inco são erudita ou têm Ph.D. Todavia, dependendo dl'
ua inteligência e do recursos de que di põem, todas e empenham arduament '111
obre sair naquilo que lhes interes a.
Para o bem ou para o mal, e a pe oa e co-
lhem a áreas a que e dedicam independentemente de
ua validação ocial. a verdade, quando uas idéias
encontram aprovação muito fácil ou rápida, ela des-
confiam de ter sido dema iado convencionai . A história e tá repleta de repre en
tante famo o do Tipo Cinco, gente que lançou por terra os modo convencionai ••
de compreender e fazer a coi as (Darwin, Ein tein, ietz che). Entretanto, muito ••
mais e perderam em meio às bizantina complexidades de eu próprio racio mio,
tornando- e afinal mero e quisitões socialmente isolados.
ua profunda capacidade de concentra ão pode, portanto, levá-lo a notavei<;
inovaçõe e de coberta , ma também pode cau ar problemas verdadeiramente de
animadore quando a per onalidade está mai fixada. Isso porque a concentraçao
serve para di traí-lo , sem que o percebam, dos problemas de ordem prática. Qual-
quer que seja a fonte de suas ansiedades - os relacionamentos, a falta de boa dis-
po i ão física, a incapacidade de arrumar um emprego -, os representante típico ••
do Tipo Cinco tendem a evitar abordá-la. Em vez di so, buscam outra coi a que
lhes permita sentir- e mais competentes para fazer. A ironia é que, por maior que
seja o grau de excelência que tenham em sua área, i o não resolve ua dúvidas l'
inseguranças quanto ao seu funcionamento no mundo. Por exemplo, e for uma
bióloga marinha, a representante do Tipo Cinco poderá chegar a aber tudo que e
possível obre um determinado molu co. Ma e seu medo for o de jamai conse-
guir administrar ati fatoriamente o lar, ela não terá com is o solucionado a SU,I
ansiedade.
220 A
o PADRÃO DA INFÂNCIA
FavOl observar que o padrão
c/a infância aqui descrito não
pros'oca o lipo de pC /sonalidade
Im sc::: diSSO, c/c c/csC/ese
tenc/ências observaseis na tenra
infancia que Um grande im pacto
sobre o. re/lICiOnWllentos q u e
o tipo estabelece rUI vida adulta.
I id,n obj~ tiv,lIlll'nte (om () elcmcnto flsico pode tornar-sc uma tarefa de pro-
porçocs gigantcscas para a p oa do Tipo inco. Lloyd é um cienti ta que traba-
lha num importante laboratório de pe qui a médica:
Desde criança eu fujo dos esportes e de qualquer atividade física mais pe-
sada sempre que possfvel.Jamais conseguia pular corda nas aulas de ginás-
tica, parei de fazer aulas de esporte assim que pude e até hoje não me sin-
to à vontade nem com o cheiro de um ginásio. Ao mesmo tempo, sempre
tive uma vida mental muito ativa. Aprendi a ler com 3 anos de idade e, na
escola, sempre fui um dos alunos que mais se destacavam nas disciplinas
teóricas.
im, CS. a pe oa de otam boa parte de eu tempo a coletar e de cnvolver
a Idéia c habilidade que Julgam capaze de fazê-la enllr- e egura e prepara-
das. É como e qui e em reter tudo que aprenderam e tran portá-lo na abe a. O
problema é que, enquanto e tão mergulhada ne se proce 50, deixam de interagir
com o outro e de cultivar muita outra habilidade, principalmente a prática e
ociai . Dedicando cada vez mai tempo a acumular informaçõe e de trinchá-la ,
evitam tocar em qualquer coisa relacionada a ua reai nece idade.
O de afio do Tipo Cinco é, portanto, entender que é po IVeldedicar- e a tu-
do aquilo que incendeia a imaginação c manter relacionamento , cuidar bem de i
fazer todas as coi a caracten tica de uma vida adia.
Muita da pessoa do Tipo inco relatam não
haver entido egurança no ambiente familiar da in-
fância; ela sentiam- e muito indefe a diante do pai
e, por i 50, começaram a bu car uma maneIra de en-
tir- e mai egura e confiantes. Em primeiro lugar, fu-
gIram da famllia e refugiaram- e - mental, fi ica e
emocionalmente - em eu próprio e paço. Em egun-
do, deixaram de lado uas nece sidade pe oai e
emocionais e concentraram- e em algo "objetivo".
a infância, a pe oa do Tipo inco co tumam
pas ar a maior parte do tempo ozinha; ão criança umida que não brincam mui-
to com a outra. Ela preferem o upar a mente e a imagina ão lendo um livro, tocan-
do um instrumento, u ando o computador, coletando planta e inseto ou brincando
com jogo tipo tabuleiro ou "O Pequeno QUlmico". ão é raro que e a criança e-
jam excepcionalmente dotada em alguma área (ortografia e matematica, por exem-
plo), ma nâo queiram nem tentar outras atividade típica da infância (como andar
de bicicleta ou p car). ão raro o familiar - principalmente o pai mai an io o ,
TIPO
qu' qu r m que o filho eja mai "normal" - tentam pre i na-las a ngajar.s 'llll ,111
vidad ociais. Tais tentativa geralmente encontram ~ rte re . tên ia.
mbora brHhante, Michael era uma criança muito i olada quc foi, d ccrt,I for
ma, penalizada - inclu ive pelos próprio pai - por eu dotes int lcctuai<,:
Até os 8 anos, eu tinha alergias e muitas infecções respiratórias, o que fre-
qüentemente me impedia de ir à escola. Por causa disso, tinha muito tem-
po para ficar em casa lendo e pouco brincava com outras crianças. Minha
coordenação não era muito boa e eu não queria fazer o que a maioria dos
meus colegas faziam, de qualquer forma. Então fiquei conhecido como o
cê-dê-efe bobalhão que vivia com o nariz escorrendo.
Embora a imagina ão po a er para a pe oa do Tipo inco uma fonte di
criatividade e auto-e tima, ua dedicação qua e que integral a ela alimenta a an..,('
dade que nutrem a eu próprio re peito e obre o mundo. ão e trata imple m~1l
te da capacidade que e as criança têm de ver o mundo ao eu redor com uma ela
reza e panto a; ela têm também a de explicá-lo a si me mas - faculdade e a qUI
terá po teriormente profunda repercu oe, para o bem ou para o mal.
Ma on, arquiteto e urbani ta, relembra o infelize eventos que acabaram POI
levá-lo a refugiar- e na própria mente:
Eu era o caçula de cinco filhos de um pai cego e uma mãe carinhosa que es-
tava sempre ocupada demais com marido e filhos para dar-me um pouco
de seu tempo. Minha irmã mais velha, enciumada, não parava de dizer-me
que eu era um equfvoco, que ninguém gostava de mim e que eu devia sim-
plesmente morrer ou ir embora. Eu vivia como se aquilo fosse verdade e ti-
nha relações ambivalentes com meus pais e meus irmãos. Simplesmente me
encolhi e criei meu próprio mundo, um mundo fantasioso no qual eu era o
Ifder.
A im, a criança do Tipo in o começam a não e perar nada de ninguém, ,I
não er que a deixem em paz para dedicar- e ao eu próprio intere e, em tel
de preocupar- e com a exigência e nece sidades alheia, principalmente a emo
cionai. como e di e em:" ão lhe pedirei muito e ocê tampouco me pedir
muito". A independência - ou, talvez mai exatamente, a n â o -in tru â o - é o que las
procuram como forma de obter eguran a e controle obre ua própria vida.
Quando não há intromi õe, ela ganham tempo para cultivar algo que "por
na me a" quando por fim e entirem pronta para e tabelecer contato com as pc..,·
oas. Por exemplo, podem aprender piano principalmente porque go tam e porqUl'
a im ficam muito tempo a ó ,e i o também serve para refor ar ua auto-e tima
e garantir um lugar na famllia. A mu ica é potencialmente uma ponte até o outros,
ma também é um meio de de aparecer: em vez de conver ar, ela podem tocar pia·
no para as pe oas.
I A("~AMA
Não consigo lembrar de me haver sentido ligado à minha mãe. Por duas ve-
zes ela ficou arrasada antes de meu nascimento: primeiro, casou-se com um
homem que não conseguiu consumar a união e colocou a culpa na aparên-
cia e na falta de atrativos dela; posteriormente se soube que ele era um ho-
mossexual reprimido. Depois disso, casou-se com meu pai (que afinal era
um homem no sentido convencional, muito confiável e pouco dado a novi-
dades) e o primeiro filho morreu com três dias de nascido. Dois anos e dois
abortos espontâneos depois, eu nasci. Acho que minha mãe não tinha con-
dições de entregar-se a mim de coração depois de tudo isso.
A" )ll'''''O,I'' do 111)0 (II1CO cstao psicologicamcntc pr sa" a la,>( Illlanlll da '>(-
para ao o pcnodo entre o dois e o tr ano e meio -, quando a crian a aprcll
de a agir independentemente da mãe. Por alguma razão, as crian a de te tipo con-
cluem que a única maneira de tornar- e independente é o b rig a r-se a n ã o q u ercI o
a feto e a lig a çã o em o cio n a l p ro p o rcio n a d o s p ela m ã e. Assim, desde cedo aprendem a
desligar- e das sensações penosas de carência e desejo refugiando-se na mente.
Uoyd especula sobre a cau a dessa sensação de distanciamento:
OS SUBTIPOS
CONFORME AS ASAS
Desligar- e do afeto - e até deixar de desejá-lo - torna-se sua defesa contra no-
va mágoas e frustraçõe . Isso é muito importante na vida adulta da pessoas do Ti-
po Cinco, pois explica a ua relutãncia em envolver-se mais afetivamente com os
outros. Deixar a eguran a da mente e reocupar o corpo e os sentimentos implicam
experimentar de novo a fru tra ão e a angústia primais da infância. Tais sentimen-
tos destroem completamente a sua capacidade da concentração - a ba e de sua au-
toconfiança - e ão, por conseguinte, algo contra o qual se defendem com todas as
for a . Me mo o desejar demais algo corriqueiro pode perturbar sua seguran a in-
terior; por is o, o adulto deste tipo passam a vida evitando o que mais querem, re-
primindo seus de ejos e buscando prazeres substitutos em seus interesses, eu h o b -
b ic e sua criatividade.
F a ixa S a u d á vel este ubtipo, a curiosidade se
alia à perspicácia para a expre ão de uma vi ão muito
pe oal e singular. Seus representantes - mais emocio-
nais, introspectivos e criativos que os da Asa Seis - bus-
cam um nicho ainda não explorado, algo que pos am
realmente chamar de seu. ão sendo dotados de espí-
rito propriamente científico, eles são muitas vezes criadores solitário que me clam
paixão e indiferen a. Caprichosos e inventivo ,brincando com formas familiares são
capazes de chegar a inova ões verdadeiramente urpreendentes. Geralmente atraí-
dos pelas artes, usam mais a imagina ão que o raciocínio analítico e istemático.
TIPO CINCO COM ASA QUATRO: O ICONOCLASTA
David Lynch
Stephen King
Glenn Gould
Georgia O'Keeffe
Joyce Carol Oates
Sinead O'Connor
Merce Cunningham
LilyTomlin
Tim Burton
Kurt Cobain
Vincent Van Gogh
F a ixa M éd ia mbora identificada em primeiro
lugar com a mente, as pessoas deste subtipo lutam
com entimentos intensos que podem criar-lhes pro-
blemas quando trabalham em equipe. Elas são mais
independentes que a do outro subtipo e resistem a
aceitar imposições. Como podem facilmente perder- e
em meio a uas paisagens mentais, seus interesses ten-
dem mais ao surrealismo e ao fantástico que ao racio-
nal e ao romântico. A dispersão e a dificuldade de cen-
tramento podem roubar-lhe o enso prático na hora
de concretizar seus interes es. É possível que e as
pessoas se sintam atraídas por temas grote co , proi-
bidos ou lúgubres.
TIPO CINCO COM ASA SEIS:
O QUE SOLUCIONA PROBLEMAS
E xem p lo s
Jane Goodall
Isaac Asimov
Amelia Earhart
Charles Darwin
Stephen Hawking
Bill Gates
Doris Lessing
Bobby Fischer
Laurie Anderson
Brian Eno
F a ixa S a u d á vel Observadoras, organizadas e de-
talhi ta ,a pessoas deste subtipo são capazes de tirar
conclusõe procedentes de fatos diver os e, a partir
dela , fazer previsões acertada . Elas buscam para si
um nicho que lhes dê eguran a e que se encaixe num
contexto mai amplo, geralmente sentindo-se atraídas
pela técnica: engenharia, ciências e filosofia, além de
inven õe e reparos. A capacidade de coopera ão, a
disciplina e a persistência as tornam mais práticas que
as do outro subtipo. Es as pessoas podem aliar o ta-
lento para a inova ão ao tino comercial, às vezes com
resultados muito lucrativos.
F a ixa M éd ia Talvez as mais genuinamente intelectuais entre a de todo os
subtipo, essas pes oa intere sam- e pelas teorias, pela tecnologia e pela aquisi ão
de informa ões. Analista e catalogadoras do meio em que vivem, elas gostam de
dis ecar os elementos de um problema para descobrir o eu funcionamento. Extre-
mamente re ervada quanto aos próprio sentimento ,concentram-se mai nas coi-
sas que nas pes oas, apesar da grande identifica ão que os representantes deste sub-
tipo têm com as pessoas mais importantes de ua vida. ão sendo particularmente
introspectivos, preferem ob ervar e compreender o mundo que os cerca. Eles po-
dem go tar mais de discussõe e defender eu ponto de vi ta com mais veemên-
cia que as pessoas do outro subtipo, tendendo a er agre ivos e antagonizar forte-
mente os que deles discordam.
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
O INSTINTO SOCIAL NO TIPO CINCO
Isolamento e Armazenagem. a faixa média, os
Autopreservacionistas do Tipo Cinco tentam atingir a
eparação e a independência reduzindo as próprias ne-
cessidade. endo pessoas extremamente conscientes
de seu próprio di pêndio de energia, elas ponderam
quai a atividades a adotar, perguntando-se se possui-
rão os recur os interiores nece ários. Em ca o negativo, rejeitarão a po ibilidade.
eja como for, ela também pre ervam ua energia e eu recursos para evitar depen-
der dema iado dos outro, tentando tirar do meio o mínimo po ível. Por isso, po-
dem ser muito re ervadas, além de zelo as do local onde vivem ou trabalham.
O Autopre ervacioni ta do Tipo Cinco são o verdadeiros solitário do Enea-
grama: amam a solidão e em geral evitam o contato ocial com as pe oas - princi-
palmente quando e trata de grupo . Apesar de poderem mostrar-se amigávei e fa-
lante ,ele demoram a entro ar- e com o outros e muitas vezes entem- e
esgotado pela interaçõe sociai . Quando i o ocorre, precisam passar algum tem-
po em ca a para recarregar as bateria. Além disso, ressentem-se muito das expec-
tativa que po sam er criadas a seu re peito. a maioria da vezes, procuram mi-
nimizar a própria necessidade para conseguir viver com menos dinheiro e evitar
que interfiram com sua independência e privacidade. Embora po am ser afetuo o
para com o mais mtimo, endo o repre entantes da Variante emo ionalmente
mais fria do Tipo Cinco, ele em geral se mostram mai distantes e têm maior difi-
culdade de manifestar o que sentem pelo outro .
a faixa não-saudável, o Autopreservacioni ta do Tipo Cinco podem trans-
formar- e em reclu os excêntrico, capazes de qualquer coisa para evitar o contato
ocial. O i olamento pode levá-los a distor õe de raciocínio e a idéias ilusórias. ão
e tá de cartado o urgimento de traço paranóides, principalmente no caso dos re-
pre entantes do Tipo inco com Asa Sei .
o INSTIN o o AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO CINCO
O Especialista. Os repre entante ociais típico do Tipo Cinco abem entro-
sar- e e conqui tar um lugar para i pelo eu saber e por sua qualificação. Eles gos-
tam de ver- e como o Me tres da abedoria e de valer- e de sua área de domínio
para tornar- e indispen áveis ( er os únicos no e cri tório que abem consertar um
computad r, por exemplo). endo o mais intelectuais dentre o repre entantes de
eu tipo, eles são muita vezes atraídos pelas ciências. Além di o, representam o
papel social do xamã, o sábio que vive na margem de ua tribo, o senhor de conhe-
cimento ecretos. Eles go tam de conver ar obre questões érias e teorias comple-
xa , tendo pouco interesse por brincadeira. ua interação ocial e pauta pelo de-
bate de idéia, pela crítica da sociedade e pela análise de tendên ias.
O INSTINTO SEXUAL NO TIPO CINCO
"Este é o Meu Mundo." Aqui exi te um choque entre o di tanciamento e a e -
quivan a típicos do Tipo Cinco e o desejo de inten a proximidade que confere a Va-
riante Sexual. Essas pessoa go tam de compartilhar segredo com o mai íntimo.
(" unca contei i o a ninguém"), porém e tão sempre um pouco divididas entre lu-
tar pelos que as atraem e ceder à falta de confiança nos próprios dotes sociais. Por
isso, sentem-se impelidas a entrosar-se com os outros, embora sempre com alguma
an iedade e uma erta tendência a retroceder de uma hora para a outra. Elas ão
mais afáveis e extrovertidas que as pe soas das outras duas Variantes, mas surpreen-
dem e deixam a todos perplexos quando inopinadamente desaparecem por tempo.
Por um lado, são como os representantes do Tipo ove: quando se interessam por
alguém, mostram-se extremamente abertas e acessíveis. Por outro, quando não se
entem estimada ou compreendidas, logo se di tanciam emocionalmente. A im,
alternam fa es de muita freqüência e intensidade e longos períodos de isolamento
no relacionamento .
Mesclado ao intelecto, o instinto exual produz uma fértil imagina ão. Os re-
pre entante exuai do Tipo inco criam realidade alternativas - "mundos" par-
ticulare de vários tipo - que ó apresentam ao mais íntimos. Essas pes oas bus-
cam o parceiro ideal, o parceiro para a vida inteira, aquele que não se deixará
desanimar por sua estranheza. ("Você tem medo da minha intensidade?") A forte
sexualidade lhes dá o ímpeto de arri car-se ao contato emocional, além de aliviar
um pouco a ua con tante atividade mental, tornando-se um meio de centramento.
Porém, no meno saudáveis, a mi tura entre sexualidade e imagina ão pode ga-
nhar matizes sombrios e fetichistas, fazendo-os perder- e em meio a sonhos e fan-
tasia inquietantes.
a faixa menos saudável, a audade de um amor perdido e o entimento de
rejei ão podem levar essas pe soas a i olar- e e agir de modo autodestrutivo. Mui-
tas vezes o voyeurismo a induz a viver de forma perigo a e a aproximar- e do ub-
mundo.
Os repre entantes Sociais menos saudávei do Tipo inco mostram-se Inca
pazes de relacionar-se com a pes oa enão mediante ua área de dommio. I ks la
zem do cabedal de informação que recolheram seu trunfo, seu meio de ace so ao
poder. As im, são socialmente ambiciosos no sentido de querer fazer parte da elill'
intelectual ou artística - preferem não "perder seu tempo" com os que não cons '.
guem entender seu trabalho.
a faixa não-saudável, essas pes oas co tumam manifestar pontos de vi ta po
lêmico e radicais. Muitas vezes, ão anarqui tas e anti- ociai : escarnecendo da raça
humana, vêem o mundo como uma nau de insen atos. Além disso, podem criar bi-
zarra teorias obre a sociedade e a realidade. Mas, ao contrário dos Autopreservacio-
nistas de te tipo, estarão dispostas a apresentá-las aos outro de qualquer maneira.
s guir, alguns do problema mai frequen-
t s no caminho da maioria da pe oa do Tipo in-
co. Identificando esses padrõe ,"pegando-no com
a boca na botija" e simplesmente ob ervando quai
as no a rea ões habituai diante da vida, e tare-
mo dando um grande passo para libertar-no dos as-
pecto negativos de no o tipo.
D AF-I PAM
o CRESClM NTO
DO llPO CINCO
•••
empre que e sentem e gotada pela circun tãncia ou pelo contato com o
demai ,a pes oa do Tipo inco imediata e in tintivamente e de ligam de seus
entido emoçõe e bu cam refugio na mente. o fundo', o que tão bu cando
com i o é um ponto eguro de onde po am avaliar mai objetivamente a situação.
Quando i o ocorre, es a pe oa in terro m p em a rela çã o d ireta co m o q u e estã o
viven d o e ctlJro n h a m -sc em scu p ró p rio co m cn tá rio m en ta l d c sa C X P C I iên cia . Assim,
transformam as experiência em conceito e procuram então ver omo ele se en-
caixam na ua compreen ão anterior da realidade. Por exemplo, um p icólogo do
Tipo inco e tá onver ando animadamente com um amigo e, de repente, em vez
de cuta-Io, começa a analisar a idéia e o entimento de e amigo a luz de uma
determinada teoria p icológica. ma e critora do Tipo inco faz uma viagem e, em
vez de relaxar e imple mente fazer turi mo, pa a o tempo qua e todo fazendo ano-
taçõe. obre o lugar para o romance que e ta e crevendo.
om o tempo, a idéia, os comentano mentai e a a oCla õe livres dessas
pe oas começam a juntar- e para formar aquilo que chamamo de B rin q u ed o In te-
riO /. e brinquedo pode vir a tornar- para ela a própria realidade - o filtro atra-
v"c do qual ela vivem o mundo. ssim, acrescentar nova. idelas,recon truir a an-
o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO CINCO:
A FUGA PARA A PRÓPRIA MENTE
Ob 'Ive o lo aI em que e el1t:omra agora e fLH;a,em ~eu Diario do lrabalho (menor, uma
li~ta de todas as coisas que nao hav ia observado até este momento, Verihque o que havia dei-
xado de notar. Quantas coisas, core, defeitos ou caractensticas novas voce e capaz de encon-
trar agora? Quando eSlamos pres ntes, somos capazes de observ ar tudo Mas, quando esta-
mos d ntro de nossa cabeça. nao podemos observar muita coisa.
Voce pode praticar este e, erclcio sempre que entrar num lugar desconheCido Primeiro, po-
rem, você tt'm de estar presente - procure resplfar e sentir a i mesmo, l~m seguida, olhe em
torno de si como sc jamais estive~se estado ah. e você for do fipo Cinco, podera usar cste
e. 'erClcio para retomar seu contato com o mundo c "ativar" seu inal de Alerta; se nao o for,
tera con •.•
eguido uma ide ia melhor do que é er um representante desse tipo,
INV"S' I(.AUOf{
A pe oa do Tipo inco deixam de acredllar na possilllhd,ld, d,
cxi tir à parte do meio - de ob ervar do exterior - e, a"'Slm, lOll ,
guem confiar na vida. Dessa forma, paradoxalmente reahz.lI11 ,H
De eJo Fundamental: ter capacidade e competência para r"lal 110
mundo. Entào, LOrnam- e lucidas, sábia, profunda e compa",sl.1
tb pessoas do Tipo inco concentram-se no meio m qu VI'( III
com o intullo de ganhar egurança e de envolver recursos com qUl
defender- e de eu Medo Fundamental. Auto-imagem'" u int h·
gente, cu rio o e independentc".
As pe oa do Tipo Cinco reforçam ua auto-imagem dominando
um conjunto de conhecimentos ou habilidade que po a torna-),I
fortes e competente. ão querendo competir com ninguém, pn'·
ferem dedicar-se a nova idéia e meio. "Brincando· podem ch~-
gar a Idéias, II1vençõe e obras de arte profundamente onginais.
Temendo não dispor de qualidades suficientes e 1'1''cisar preparar
e mais para conquistar seu lugar ao sol, a pe oas do lipo Cin o
sentem-se pouco seguras de si em muitas areas. Preferem então a
segurança de sua própna mente: estudam, praticam e acumulam
mais conhecimentos, recursos e qualificaçóe ,
A. P ssoas do Tipo inco receiam que as nece sidades alheIas pos
sam desviá-Ias de seus próprios projetos. Por conseguinte, tentam
manter os "intrusos" a distância II1tensihcando a atividade m~nt.11
A tental1'a de milllmizar as propnas necessidades a~ torna irntalh
ça ,cerebrinas e hermeticas. Além disso, tendem a passar mais I m
po a so ,especulando c elaborando reahdades alternatia .
pe soa do Tipo Cinco temem perder o lugar que conqui tanlm
e, assim, começam a rechaçar qualquer apro. 'imaç o. r m ran oI'
da calma e da egurança que Os outros po am demonstrar e com
praz m-se em atacar sua cr n as e convI oe •.•.Embora suas pr
pnas idéias pos am ser e traagante e perturbadoras, elas dcsllf
zanl os que nao conseguem comprccnd ·las.
5 pcs oa do rlpo Cin o sentem e tao pequen.ls r impotentes qu
lome am a  Cf mau pns aglUs em quase ludo. ( heias de estnl
nh,ls e lugubre5 fantaSia r sistem a qu,lIqucr tentativa de ajuda
fugindo uas p soas e mergulh.lIldo na IIlsônia Ja n o conseguem
cOllllOlar a ment feblil.
onCCnlla(aO
ln o v a (a o
CalatcI
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D 5 P lc o c u p a (c lo
A
Rllclllllll~m()
PW()flll (W
À medida que a in egurança aumenta, é cada vez mai difícil para as pessoa
do Tipo Cinco relacionar-se com os outros, a não ser por intermédio do papel de Ex-
perto Gra a ao seu Medo Fundamental (não ter recursos e er impotentes e incapa-
zes), elas condicionam a autoconfiança à conquista de um lugar só seu. Isso ela con-
eguem pelo domínio de conhecimentos e informa ões aos quais ninguém mais tem
ace o (como, por exemplo, o gambito do xadrez e o aspectos mais ar anos da a -
trologia ou mesmo do Eneagrama). Além di o, procuram dedicar-se também a al-
guma atividade criativa com o objetivo de torná-la ua marca registrada.
Entretanto, conhecer o jogo de xadrez a fundo não adianta se as pe oas de
seu círculo também souberem jogar muito bem. Os representantes típicos do Ti-
po inco precisam superar a todos na compreensão do xadrez ou encontrar ou-
tro jogo: talvez um ob curo jogo dos antigo Incas ou um g a m e diabolicamente
complicado.
Embora dediquem a maior parte do tempo ao tema que escolheram, as pe -
soas do Tipo Cinco e tão consciente da várias outra áreas de ua vida que não
dominam. O fato de ser um físico brilhante ou um bem-sucedido e critor de terror
não compensa inteiramente a falta de jeito na cozinha, a incapacidade de dirigir um
automóvel ou de manter um relacionamento. As atividades físicas costumam ser pa-
ra ela motivo de muita vergonha: funcionam como provas de algo que não conse-
guiram dominar. A atividades sociais e outro aspectos dos relacionamentos tam-
bém podem ser descartados. Se uma pessoa do Tipo Cinco tiver más recorda ões de
um namoro, talvez leve anos até arriscar-se a namorar novamente. e esse padrão
per istir, eu mundo e reduzirá à pouca atividades que a deixam à vontade.
P a p e l S o c ia l; O E x p e rt
ligas e tentar descoblll 'omo as dif relll parl' de a estrutura mental pod 'riam
'ncaixar- pa am a er o principal pa atempo das pes oa do Tipo inco. omo
empre conseguem inventar novas idéias o tempo todo, isso e torna um meio mui-
to eficaz de aumentar sua auto-estima e defender o eu. Ma ,concentrando- e tanto
nesse brinquedo, ela ab traem e conceituam o mundo, em vez de vivenciá-lo dire-
tamente, o que por fim provoca a perda de contato com a orientação Essencial. Em
outra palavra, brincar com as idéias pode dar-lhe uma sensação temporária de
segurança, mas não traz a solução para o problema reais do mundo real.
228 A
Observe sua própria dependência de certa área de interes e. Qual a sen ação que elas
lhe dão? Como você se sente relacionando-se com as pessoa sem tocar na sua área de domí-
nio? Existem outras áreas em sua vida que você negligencia porque lhe provocam vergonha
ou ansiedade? Vocêestá se concentrando no nicho que conquistou em detrimento des as ou-
tras áreas?
o QUE REALME TE TRARÁ SEGURANÇA?
A A v a re za e a S e n sa ç ã o d e P e q u e n e z
A In c a p a c id a d e d e C h e g a r a o F im : a F a se d e P re p a ra ç ã o
"É p re c iso e n c h e r toLa/mOI/I'
o d isc o rlg id o ."
II P
O repre entantes típicos do Tipo Cinco geralmente ficam presos àquilo quc
chamamos de fase de preparação: recolhem cada vez mais informações e praticam
Minha mãe teve dois filhos antes de mim; um com problemas congênitos
de pele e o outro morto num acidente antes de chegar à adolescência.
Quando eu nasci, nasceu também a idéia de que eu precisava ser superpro-
tegido. Infelizmente, nada podia ser só meu: meus pais tinham de saber on-
de eu estava, o que fazia, o que queria fazer, o que havia em meu quarto
etc. Então aprendi desde cedo a fugir para minha mente. Lá eu me liberta-
va das intrusões que faziam parte de meu cotidiano. Ninguém podia ir até
lá, a menos que eu deixasse - e isso jamais acontecia. No início da adoles-
cência, comecei a dar mostras evidentes de resistência tornando-me mais
indiferente, inacessível e frio. Até hoje, continuo distante emocionalmente
de meus pais e dos outros.
A Paixão do Tipo Cinco (seu "Pecado Capital") é a avareza, uma erta di!'>101
ção emocional resultante de sua sensação de pequenez e incapacidade de def ndcl
se no mundo. O medo faz eus representantes recolher-se a si mesmos, e a avarcza
o faz procurar armazenar os mmimos recursos. Como as neces idade alheias po
dem esgotá-los com muita facilidade, eles sentem-se como se não di pu e em do
suficiente para a demanda.
a verdade, as pessoas do Tipo Cinco pertencem
a um dos tipos meno materialistas do Eneagrama e se
satisfazem com poucos confortos. Porém são avaras
em relação ao seu tempo, sua energia e seus recursos.
Têm voracidade para adquirir conhecimentos e meios
de aperfei oar sua perícia e sua habilidades. Além disso, por acharem que pre i
am dedicar a maior parte do tempo ao cultivo de suas idéias e interesses, não quc
rem que ninguém lhes exija muito tempo ou atenção. Como se sentem impotentc!'>
e incapazes, crêem que devem acumular e manter tudo aquilo que possa torná-Ia!'>
fortes e capazes. Assim, podem fazer coleção de números atrasados de jornai ou rc
vistas, compilar exaustivamente recortes e livros das áreas que lhes interessam Oll
acumular discos e CDs até não terem mais onde guardá-los.
Essas pessoas geralmente se sentem sobrecarregadas e oprimidas pelas expec
tativas alheias. Além disso, como é fácil sentir- e invadidas, ela aprendem a prote
ger- e retraindo-se emocionalmente.
Mark, especiali ta em computadores, é dotado de um simpático senso de hu
mor e de uma sinceridade tocante. É casado e feliz há muitos anos, mas ainda luta
com es es problemas:
Batalhei anos e anos para tornar-me compositor e, em retrospecto, vejo que
muita gente achava que minhas canções eram muito boas. Mas eu nunca
me convencia disso. Mexia nelas sem parar: esta melodia não é muito inte-
ressante; o mote é cafona demais; este verso parece mais coisa de fulano.
O pior é que eu não compunha nada e passava o tempo todo "fazendo
pesquisa", escutando outras músicas para ganhar experiência e inspiração.
Mesmo quando estava em contato com outros músicos que poderiam aju-
dar-me na criação, eu hesitava em apresentar-lhes o que havia feito ou pe-
dir-lhes que o tocassem. Tentava consolar-me dizendo que assim estaria me
tornando um músico melhor, que aquilo fazia parte do processo e que um
dia eu seria bom de verdade. Com isso perdi muitos anos.
,>cmparar, mas jalll,us s s ntcm preparado· o ba tante para partir para a a ao. 'i-
cam tão enredados no detalhe da análise e do ajustes finai que não con eguem
ver a fioresta por cau a das árvores. Assim, nunca se entem pronto para arri car-
e, como o pintor que reluta em fazer uma expo ição ou o aluno que faz mil cursos
mas não quer formar-se em nenhum.
As pe soas do Tipo Cinco não estão necessariamente conscientes de sua an-
siedade. Geralmente, acham apenas que não terminaram o que haviam planejado e
precisam de mai tempo para o aprimoramento. Já que ua auto-e tima está tão con-
dicionada aos eu projeto, e a pessoas preocupam-se muito com a possibilida-
de de seu trabalho ser riticado ou rejeitado. Porém a eterna ensação de preci ar
preparar- e mai pode deixá-Ias parali adas por mui-
"P reciso d e m a is tem p o ." tos ano. Assim, podem acordar um belo dia e perce-
ber que não viveram a vida - e tiveram simplesmente
preparando- e para vivê-Ia.
Ba icamente, o que parali a as pe soa do Tipo inco é a recorrente men a-
gem do uperego, que diz: "Para ser bom, você preci a atingir a excelência em al-
guma coisa". Ma ,afinal, de quanto conhecimento elas preci am? O que - ou quem
- lhe dirá que atingiram domínio perfeito daquilo a que se propunham e e tão
pronta para a a ão? orno esse domínio pode er mantido?
Morgan reconhe e o quanto lhe cu tou e se tipo de comportamento:
Sua maior demonstração de eficiência está em parar de refinar conceitos e partir para
pô-los em prática. Procure encontrar pe oas com as quai po sa compartilhar sua idéias: um
grupo de amigos criativos ou intelectuais que se interesse por seu trabalho pode ajudá-lo a
manter-se em atividade. Além di so, embora você não seja muito afeito ao trabalho em equi-
pe, isso contribuira para impedir que você fique preso à fase de preparação.
Creio que boa parte da minha personalidade distante pode ser atribuída à
falta de relacionamento tanto com meu pai - que, como militar, passou
quase toda a minha infância fora de casa - quanto com minha mãe - que
estava mais interessada na própria vida social que nas necessidades do
quarto filho. A lenda na família é que eu tinha sido "um acidente" e que mi-
nha mãe já tinha gasto a sua cota de dedicação com meus irmãos mais ve-
lhos. Assim, aprendi desde cedo a "me virar" sozinho e tornei-me craque
em passar despercebido.
T1P
Às vezes é difícil lidar com as pessoas e sempre é difícil lidar com as pessoas
que têm expectativas. Para desespero de minha mulher, falar, agir, vestir-
Como as pe soas do Tipo ove, as do Tipo Cinco têm dificuldade de perceber
o próprio eu e a próprias necessidades quando se relacionam. Porém, ao contrário
da pes oas do Tipo ove, a do Tipo Cinco tentam recobrá-los evitando os outros.
A companhia alheia ob curece ua lucidez e implica um e for o - mesmo quando
ela e tão se divertindo. Por isso, os repre entantes típicos do Tipo Cinco conside-
ram a maioria das interaçõe pe oais extenuantes, sentindo que as pessoas dese-
jam dele uma resposta que não têm condição de dar.
Mark fala abertamente obre essa questão:
Os representantes do Tipo Cinco são os mais independente e idiossincráticos
dentre todo os tipos de personalidade; são aqueles que mais podem ser classificados
como solitários e até desajustados. Isso não quer dizer que ele queiram sempre estar
a sós ou que não sejam excelente companhia. Quando encontram alguém cuja inteli-
gência e interesses re peitem, invariavelmente se mo tram extrovertidos e sociávei
porque gostam de compartilhar uas descobertas e percep õe com aqueles que sa-
bem apreciar o que eles têm a dizer. Sua di po ição para compartilhar seu conheci-
mento, porém, não quer dizer compartilhar informações a seu próprio respeito.
Ao contrário das pe soas do Tipo Quatro, que
desejam er aceitas ape ar de sentir-se como estra- U ã o s e rá p e rig o s o e x p o r-m e ? "
nha ,a do Tipo Cinco não têm nenhuma angú tia
consciente por não relacionar-se com os outros. Estão
resignada com isso e procuram concentrar-se em outras coi a, entindo que eu
isolamento é inevitável - coisas da vida. (O filme E d w a rd M ã o s d e T eso u ra , de Tim
Burton, descreve perfeitamente a vida interior de uma pessoa deste tipo.) Seus de-
sejos e nece sidade emocionais estão profundamente reprimidos. Por trás dessas
defesas, elas naturalmente sofrem, mas conseguem desligar- e dos sentimentos que
a solidão provoca para continuar agindo normalmente.
Richard, bem-sucedido empresário, situa as origens de sua reserva emocional
na infãncia:
Retraimento e Indiferença
" ã o p reciso d e muito,
m a s p reciso d e m eu esp a ço ."
Quando me mudei para meu apartamento, passei meses dormindo num
colchonete inflável - ou mesmo no chão - até comprar um sofá-cama. Le-
vei anos sem quase nenhuma mobília que não as estantes onde guardava
meus livros e LPs. Acho que as pessoas tinham pena de mim e me davam os
A pessoas do Tipo Cinco podem, na verdade, ter um imenso reservatório de
entimento . Mas eles foram soterrados e são mantidos a sim de propósito. Com
efeito, elas evitam muito relacionamentos para impedir que esses sentimentos as
tomem de a salto. A m a io ria d es a s p esso a s ta m b ém co stu m a rech a ça r os q u e p ro cu -
ra m a ju d á -la s. (Qualquer auxílio aí ignificaria frisar sua incompetência e impotên-
cia, reforçando as im eu Medo Fundamental.) Isso vale especialmente quando a
pessoa que quer ajudá-las demonstra possuir segunda intenções ou alguma ten-
dência à manipula ão: e não e entem capazes de cuidar das próprias necessida-
de , que dirá das necessidade oculta dos outro .
me comp rt.lr flH m públi o de forma adequada (isto é, de forma que
atenda às expectativas sociais) nunca foram meus pontos fortes. É preciso
esforço para conseguir aceitação social, e aí eu penso: "Para que tentar?"
M in im iza n d o a s e c e ssid a d e s: a M e n te "P e rd e o C o rp o "
o repre entantes da Tríade do Raciocínio ten-
tam compen ar a falta de orienta ão interior desenvol-
vendo estra tég ia s. A estratégia das pessoas do Tipo
Cinco é não pedir muito de ninguém, esperando, ao
me mo tempo, que ninguém lhe peça muito. (Incon cientemente, elas pen am
muitas vezes que não têm muito a oferecer.) Essas pe soas tentam manter ua inde-
pendência m in im iza n d o a p ró p ria s n ecessid a d es. ua idéia de conforto pessoal é tão
elementar que pode chegar a ponto de ser primitiva. Preocupadas com ua teorias
e visões, elas vivem como "mentes incorpórea ".
Morgan, o compositor, fala com franqueza a respeito do minimalismo carac-
terístico de seu tipo:
AS ORIGE S DO ISOLAME TO
Registre ua ob ervações acerca do isolamento em seu Diário do Trabalho Interior. Que
tipo de ituações o fazem distanciar-se emocionalmente? Qual a sua atitude diante da pes-
oas e da vida ocial ne' a o asiões? Você é capaz de recordar algum incidente da infância
que tenha servido para reforçar essa tendência? Sentiu- e invadido pelas necessidade ou pe-
la interferência de outras pe soas? Dapróxima vez que estiver com alguém, procure ob ervar
se não está e distanciando emocionalmente. O que seria neces ário para relacionar- e com
as pe soa sem abrir mão de uas próprias metas?
As pe oas do Tipo Cinco precisam assumir mais o próprio corpo. A y o g a , a artes mar
ciais, a ginástica, a corrida, os esporte ou uma boa caminhada pode ajudá-la a retomar o
contato com seu lado físico e emocional. Escolha uma atividade que possa praticar regular
mente e anote-a em seu Diário do Trabalho Interior. E creva também quantas vezes por se
mana você se compromete a exercitar-se e depoi assine embaixo. ão se esqueça disso! R
serve espaço para comentar esse termo de compromi so e as modificações que nota a medida
que se torna mais centrado. O que você ente quando não o cumpre? O que acontece com a
sua noção de eu ao realizar a atividade? Como esta afeta seu raciocínio?
Após criar o mundo interior no qual se refugiam contra as inseguranças do
dia-a-dia, os repre entantes típicos do Tipo Cinco tendem a preocupar-se com ele.
Especulam sobre diversas idéias, preenchendo os detalhe de complexos mundos
de fantasia ou desenvolvendo teorias brilhantes e convincentes, porque esse tipo de
raciocínio - camuOado de análise ou criação - é o que mais se presta a afastar os
problemas práticos e emocionais.
Na medida em que tiverem sido feridas em sua "E se ... ? "
capacidade de sentir-se fortes e capazes, as pessoas do
Tipo Cinco poderão recorrer a fantasias de poder e
controle. Assim, talvez se sintam atraídas por jogos baseados em temas de conqui -
P e rd e n d o -se em E sp e c u la ç õ e s e R e a lid a d e s A lte rn a tiv a s
TIPO
móveis que não queriam mais, os quais eu aceitava satisfeito. Nada combi-
nava com nada, mas eu não me importava. Eu vivia na minha cabeça - meu
apartamento era só o lugar em que eu comia e dormia.
Os representantes típicos do Tipo Cinco podem mo trar-se então cada vez
mai distraídos e distante, não só das pessoas como também de seu próprio corpo
Tornam-se nervosos e começam a ignorar a próprias neces idades, inclusive a f.
sicas: trabalham a noite inteira no computador comendo apenas chocolate e b
bendo refrigerantes; quando saem, não sabem onde deixaram as chaves ou os ócu-
los. ua distração, ao contrário do "viver no mundo da lua" caractenstico do Tipo
ove, é produto de uma inquietude mental extrema, do Ouir contínuo de energia
nervo a.
Quando e tão nesse estágio, as pe soas do Tipo inco também guardam
muito segredo de suas atividades. Embora possam mostrar-se amigáveis e conver-
adoras com os mais íntimos, mantêm-nos na ignorãncia de muita coi a de sua
própria vida. Compartimentando os relacionamentos, minimizando as própria
necessidades e mantendo em segredo algumas de suas atividades, elas esperam
preservar a independência e manter seus projetos a salvo de interferências.
la, embat 's de 1110ll'ltlO'I,
dOllllnaçao do mundo e 'I 'm 'nlOs tecllO- 'l'Oti os d sa-
dismo pod r.
Jeff é um criador de softw are que conhece bem esse terreno:
Eu costumava jogar aqueles complicados jogos de tabuleiro. Há uma infi-
nidade de temas, mas a maioria é de guerra ou outro tipo de batalha. Eu
passava dias para aprender as regras e depois não achava ninguém interes-
sado em jogá-los. Às vezes eu jogava sozinho! E quando surgiram as versões
computadorizadas - rapaz! Eu não precisava depender de ninguém. Uma
partida desses g a m es leva horas para ser jogada, mas o legal neles é o deta-
lhe e a sensação que a gente tem de realmente vencer uma batalha, cons-
truir uma cidade ou o que seja. Você termina fantasiando que suas tropas
estão marchando e derrotando o inimigo. Fiquei viciado neles até que per-
cebi o tempo que exigiam e o quanto seria melhor eu aplicar toda aquela
energia e estratégia à minha vida real.
fantasiar, tcorizar c esp cular p dem ser agradáveis pa atempos, mas aprenda a ava-
liar honestamente quando os está u ando para evitar problema mais graves na vida real.
Quanta hora por dia você dedica a e as atividades cerebrais? O que você poderia fazer de
seu tempo se reduzis e seu investimento nelas?
Os representantes meno saudáveis deste tipo podem encerrar-se em bizarras
"realidades" criadas inteiramente por eles, como sonhadore presos num pe adelo
do qual não conseguem despertar.
A n sie d a d e s In c o n sc ie n te s e P e n sa m e n to s A te rro riza n te s
Por mais estranho que pareça, as pessoas do Tipo Cinco pen am muito sobre
as coi as que mais as atemorizam. Ela ão capaze , inclusive, de tornar- e profis-
ionai estudando ou criando obra de arte sobre aquilo que lhes provoca medo: as
que têm medo de doenças, por exemplo, podem tornar-se patologi ta ; as que ti-
nham medo de "monstros sob a cama" podem tornar-se, quando adultas, autoras de
livros ou diretoras de filmes de terror ou ficção científica.
Rich, hoje autor de psicologia, relembra como superou algun de seus primei-
ros medos:
Certa vez - eu ainda não estava nem no jardim-de-infância - uns amigos
mais velhos me levaram ao cinema um sábado à tarde. O filme era sobre
vikin g s e bem sangrento, pelo menos para uma criança da minha idade. Che-
TIP
guei em casa bastante abalado. A visão de sangue me apavorava e eu tive
muitos pesadelos por causa disso. Mas, depois disso, queria ir a todo filme
de terror que passasse. Monstros, dinossauros, extraterrestres e destruição
em massa eram os meus temas favoritos. Não me cansava nunca de assis-
tir a esses filmes.
As pessoa do Tipo inco tentam controlar o medo concentrando-se na coisa
atemorizante em i e não no entimento que ela lhe provoca. Porém, como nao
conseguem evitar completamente o impacto emocional dessas idéias, acabam cons-
ciente e inconscientemente ench ndo a cabe a de imagen inquietantes. Com o
tempo, os sentimentos alienado podem amea ar voltar até ela em sonhos e fanta-
sias ou de algum outro modo inesperado.
Isso é particularmente perturbador para e sas pessoas porque os repre entan-
te típico deste tipo acreditam que eu pensamentos ão o único aspecto da reali-
dade no qual podem confiar inteiramente. Quando eus pen amento lhes parecem
fora de controle ou atemorizante ,ele pa am a evitar a atividades que possam de-
Oagrar as ociaçõe temíveis. e por exemplo já gostaram de a tronomia, podem co-
meçar a ter medo de sair à noite: o vazio da abóbada ceie te o desestabiliza com-
pletamente.
Jane, diretora de arte e também escultora, conta-nos uma experiência desse tipo:
Quando tinha cerca de 7 anos, fiquei muito interessada em estudar o cor-
po humano. Adorava ler sobre os órgãos internos e ver as transparências
correspondentes a eles na enciclopédia da famflia. Comecei a ler também li-
vros e artigos sobre saúde e doença. Lembro-me de um dia estar lendo um
artigo sobre o câncer causado pelo fumo na revista S eleçõ es d o R ea d er's D i-
g esto O artigo descrevia pessoas com traqueotomias, pulmões de aço e ou-
tras cirurgias radicais. Fiquei aturdida. De repente, aos 7 anos, eu entendi
o que era a morte, e não era do jeito que meus pais haviam explicado. Não
conseguia mais parar de pensar nisso. Fiquei taciturna, não queria comer.
Todos iriam morrer. Ficava acordada à noite, pensando como seria a mor-
te e se Deus existia. Quanto mais pensava, mais cética ficava. Comecei até
a observar animais mortos. Isso durou muitos anos. Acho que, depois de
algum tempo, acabei me acostumando.
CO
Ob erve sua atra ao pelo lado "sombrio" da vida. Embora ela possa ajudar na com-
preensão desse aspecto da natureza humana, cuidado com a tendência à ob e ão com essa
que tõe . Atente para a infiuência de tai interesses sobre seu sono. Muitas das pe soas do Ti
po Cinco afirmam er útil inve tigar po sívei traumas de infãncia. Esse traumas muitas ve-
zes levam ao interesse compulsivo por temas inquietantes. eu interesse por esses temas pre
judica ua atuação normal?
REAÇÃO AO S T R E S S :
OTIPOClNCO
PASSAAO SETE
Todos os tipo t m agre ividade. Como as idéia
ão praticamente ua única fonte de segurança, a pes-
soas do Tipo Cinco as postulam e defendem com ar-
dor - me mo que, na verdade, nem acreditem na po-
si ão que estão tomando quando o fazem.
o íveis médio-inferiores, elas antagonizam tudo e todo que possam inter-
ferir com eu mundo interior e ua vi ão pe oal, sentem- e ofendidas pela calma e
egurança que o utros demonstram e comprazem- e em atacar e debilitar as cren-
ças e convicçõe alheia. Elas podem afrontar, provocar ou chocar os demais com
opiniõe intencionalmente radi ais. sse tipo de pes oa quer afugentar os outros não
só para poder dedicar- e ao eu próprios interesses como também para sentir-se in-
telectualmente superior à "burrice" e à "cegueira" dele. Deixando de lado o cuida-
do no pen ar, elas tiram conclu õe apressadas, impõem sua radical interpreta ão
dos fato e, quando encontram discordãncia, tornam-se gro eiras e cáusticas. Quan-
do in i tem em comportar-se assim, de fato acabam por afastar a todo.
Quando não conseguem conquistar eu próprio lugar, essas pessoas caem ra-
pidamente numa cética apatia, perdendo a fé em si e na humanidade. Dentre todos
o tipos do Eneagrama, o Tipo Cinco é o mais propen o à sen a ão de insignificãn-
cia, o que leva muitos de seus representantes a duvidar da exi tência de forças be-
nevolente no universo.
O S L o p e la Vis( USS(/O, iilis m o e E Ln'/l/islllo
A pe oas do Tipo Cinco tentam lidar com o
stress estreitando cada vez mais o seu foco e refugian-
do- e no santuário de eus próprios pensamento.
Quando e e método não consegue aliviar a ansiedade,
elas podem pa sar ao Tipo Sete: reagem ao isolamento
lançando- e impulsivamente a toda espécie de ativida-
des. Assim, tornam-se inquietas e agitadas - a mente se
acelera e elas evitam pensar nos medos crescentes. Além disso, a ansiedade por en-
contrar um lugar para si pode torná-las disper ivas em seu empenho. Como os re-
presentantes típicos do Tipo Sete, saltam de atividade para atividade, de idéia para
idéia, mas não conseguem encontrar ou levar adiante nada que as satisfaça.
UÉ illcnvel o q u a llto essa s
p esso a s sã o id io ta s."
Quando e pegar di cutindo ou exaltando-se por qualquer razão, atente para o que seu
corpo sente. Quanto realmente lhe importa fazer sua opinião prevalecer? Que efeito você es-
tá tentando provocar no outro? Que inten õe ou convicções está atribuindo a ele? Do que
você tem medo?
a que se vinham dedi
uas chances de encon
A BANDEIRA VERMELHA:
PROBLEMAS PARA
OTIPO CINCO
I N V fo S I Il, A D O R 2 7
IIPO
e e tiverem ob tless por períodos prolonga-
do ,tiverem ofrido uma cri e grave em contar com
apoio adequado ou em outros recur os com que en-
frentá-la, ou se tiverem ido vítimas constantes de vio-
lência e outros abuso na infância, as pessoas do Tipo
Cinco poderâo cruzar o ponto de choque e mergulhar
nos aspectos não- audávei de eu tipo. Por menos
que queiram, isso poderá forçá-la a admitir que o projeto
cando e o e tilo de vida que adotaram na verdade eliminam
trar um lugar que seja só eu.
Por mais difícil que seja, admitir isso pode representar o início de uma revira-
volta na vida dessas pe oas. e reconhecerem a verdade desses fatos, elas poderão,
por um lado, mudar ua vida e dar o primeiro passo rumo à saúde e à libertação.
Mas também poderão cortar rela ões com os demai , num ato que equivale a dar as
costas ao mundo para resguardar-se ainda mais das "intromissões" e poder, as im,
eguir eu raciocínio até a "conclusão lógica" - geralmente uma conclusão sombria
e autode trutiva. ("Que vão todos para o inferno! inguém vai me maltratar de no-
vo!") aturalmente, e a fuga só pode contribuir para apagar qualquer resquício dt'
seguran a que ainda pos am ter. e per istirem nessa atitude, ela e arris am a ul-
trapassar a linha divisória que as epara do íveis não- audáveis. Se seu compor-
tamento ou o de alguém que você conhece se enquadrar no que descrevem a!-t
advertências a seguir por um período longo - acima de dua ou três semanas, diga-
mos -, é mais do que recomendável buscar aconselhamento, terapia ou algum ou-
tro tipo de apoio.
Apó o desligamento das necessidades, principalmente as sensoriai aI"'liva ..•
,
a passagem ao Tipo Sete culmina na atuação da busca indi criminada de estimulo"
e experiência . Geralmente, es as diversões pouco têm que ver com eu prOJ(lO..•
profissionais - elas podem deixar- e ab orver por filmes, bebidas, droga ou avt'1l
turas sexuais. Podem também come ar a freqüentar bare secretos, clube de troca
de casais ou "cenários" ainda mai e tranho e pouco habituais, o que UrprcCJl(k
ria todos aqueles que acreditam conhecê-las - se é que conseguiriam de cobrir isso
algum dia.
as situa õe mais estressante ,a pe oa do Tipo Cinco defendem- e COIl-
tra ua an iedade tornando-se insensíveis e agressivas na busca daquilo qu jul
gam desejar, como o repre entantes menos saudáveis do Tipo ete. Além di o, po
dem buscar consolo no abuso de droga .
~ egligência física crônica, auto-abandono
~ In ônia crônica grave, pesadelo e disturbio do sono
~ Excentricidade cre cente - perda de intere e nos dons
ociai
~ I ndencia resccnte ao Isolamento
~ Re haço ou ho tilidade diante da oferta de ajuda
~ Percepção di torcida, alucina ôes
~ Menção ao suicídio
~ Lembre-se de que sua mente é mais lúcida e
potente quando está tranqüila. Procure cultivar em si
e sa tranquilidade e não a confunda com o silenciar de
eu mundo exterior. Aprenda a observar os comentá-
rios ininterruptos que ua mente faz obre tudo aqui-
lo que você vivencia. O que acontece quando você
imple mente vive o momento em relacioná-lo ao que acha que já sabe? Estando
mai atento às sen ações fi ica , você terá mai facilidade de acalmar a mente.
~ U e seu corpo! O Tipo Cinco é provavelmente o que mai acha que pode
pre cindir do próprio corpo - para eus repre entantes, é fácil ficar hora diante do
computador, lendo ou ouvindo musica. Embora não haja nada de errado com e a
atividade, eu equiltbrio requer mai exerClcio fi ico. Experimente a corrida, a yoga,
a dança, a artes marciai ,a giná tica ou mesmo a caminhada. Quando o corpo está
desperto e o angue flui, a mente e apura e os seus recursos interiores aumentam.
~ E force- e por procurar as pessoa ,principalmente quando e sentir teme-
ro o ou vulnerável. Como repre entante de eu tipo, você foi condicionado a não
esperar apoio de ninguém e ate a uspeitar da ajuda que lhe oferecem. Mas essa cren-
ça provavelmente não se aplica a sua atual ituação. U e ua inteligência para de -
cobrir quem é suficientemente con tante para dar-lhe apoio quando você precisar.
Fale - manife te sua nece sidade e talvez se surpreenda. ua tendência ao i ola-
mento só serve para prendê-lo ainda mais em sua própria armadilha.
~ Procure refletir obre a área que mais debilitam sua autoconfiança. tu-
dar geografia mundial não adianta e você e sente fisicamente fraco, mas giná tica
e musculação, sim. ompor outra mu ica não adianta e o que realmente quer é co-
nhecer pes oas. Você pode continuar trabalhando em tudo aquilo que lhe intere -
sa, mas também erá multo bom explorar mai diretamente alguma das áreas que
excluiu de ~ua vida.
~ Arri que-se a sentir ua própria dor. A maioria da pes oas do Tipo inco di -
socia-se da percepção de suas mágoa e ofrimento , principalmente os que envolvem
a en ação de rejeição. Você abe quando e es entimentos e tão pre te a vir à tona
ão os engula imple mente. um local apropriado, permita-se entir o ~eu coração
e o entimento nele encerrados. ls o urtirá ainda mai efeito e vivido ao lado de
A D V E R T < IA
POTE CIAL PATOLÓGICO:
Distúrbio de Per onalidade
- quizóide, Esquizollpica e
Fugidia, surto p icóticos, dis-
ociação, depre ão e suicidio.
PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM
PARA O DESENVOLVIMENTO
DO TIPO CINCO
11
GEORGE WASHINGTON
CARV( I{
REFORÇANDO OS PONTO
FORTES DOTIPO INC
"Quando você ama o bast.lnt. ,
qualquer coisa lhe fala de perto."
uma testemunha: um amigo, o terapeuta ou qualqu r p soa em quem vou ((1II11l
Peça a essa pessoa que não fa a nada: apenas pre encie sua luta e eu sOfnllH'lllo.
~ A medida que e torna mai equilibrado e centrado em eu corpo, dl i l
que a impressão que tem dos outros e do mundo ao seu redor o af t m - del."l' qUl
o mundo entre em você. Você não vai se perder; vai encontrar o mundo. 1. so IH'da
rá a sensa ão de eguran a e bem-e tar que tanto vem buscando - além de IllUllll"
novos insight no proce so. Lembre-se apena de não se perder em ua analt"e l' dl
voltar à terra. Lembre-se: esta é sua vida. Você não é uma abstração e ua pre"rll a
aqui pode fazer - e faz - diferença.
Sem e quecer a e pecialidade da qual têm pleno
domínio, o que as pessoas do Tipo Cinco têm a ofere-
cer ao mundo é principalmente sua tremenda percep-
ção e com preensão. Com es e dom, elas são capazes de
entender vários ponto de vista ao mesmo tempo,
abarcando o todo e a parte . Amai audávei dentre ela podem considerar va
rias perspectivas diferentes sem se prender a nenhuma delas. ão capaze de dCl'(
minar qual o melhor ângulo para analisar um problema, tendo em vista um dCll'(
minado conjunto de ircunstâncias.
As pe soas do Tipo Cinco são extraordinariamente observadora e per picazrs.
en íveis ao ambiente, captam mudanças e incongruência suti que poderiam pas
ar de percebidas a muita gente. Muitas dela têm um ou doi dos cinco entido"
mai de envolvidos que a média, podendo apre entar, por exemplo, extrema acullb
de vi ual em relação a core ou grande facilidade em reconhecer ton e ritmos.
E sas pessoas nâo perdem a curiosidade llpica da infância - continuam fazen-
do pergunta como: "Por que o céu é azul?" ou "Por que as coi as caem para bai. o
e não para cima?" Ela não tomam nada por garantido - se querem aber o que e"
tá debaixo de um rochedo, pegam uma pá, cavam o chão e olham. Além di so, sao
dotadas de uma extraordinária capacidade de concentração e atenção, e podem apli
cá-la por longo penodo . Para completar, ão extremamente paciente na explora
çâo de tudo aquilo que lhe interessa. paciência e a concentração lhes permitelll
eguir com eus projeto até conseguir extrair deles o ouro.
Graças a sua abertura e curio idade, as pe oa
saudaveis de te tipo ão muito inventivas e inovado-
ras. Sua capacidade de explorar e brincar com a idéias
pode render de cobertas e trabalhos valiosos, práticos
e originais - desde paradigmas na medicina e na ciên-
cia e surpreendentes avanços no terreno das artes a
novas formas de empilhar caixas velhas na garagem. ão satisfeito com o som dc
um violoncelo, um repre entante do Tipo Cinco erá capaz de gravá-lo e tocar a fI-
ta de tra para a frente, alem de alterar o tom da gravação. O que têm vocação ciell-
tífica fazem descoberta preci amente porque e intere am pela exceções a rcgIC I.
Ele e concentram nas áreas em que a regra não e aplicam ou na pequena in-
coerência que aos outros parecem pouco importante.
240 A!> A 1 I n(lIU
O CAMINHO DA
INTEGRAÇÃO: OTIPO CINCO
PASSA AO OITO
As pe oa do Tipo Cinco concretizam eu poten-
cial e e mantêm na faixa saudável quando, como a
que estão na faixa audável do Tipo Oito, aprendem a
reclamar e ocupar sua presença física e ua energia in -
tintiva. Isso porque a ba e da egurança - a en ação de
plenitude, força e capacidade - surge da energia instin-
tiva do corpo, não de e truturas mentai . As im, aque-
las que e tão no caminho da integra ão crescem quando "de cem" da cabeça e en-
tram em maior contato com o corpo e sua vitalidade.
A perspectiva de um maior contato com a vida do corpo costuma gerar gran-
de ansiedade ne sa pes oas. Elas temem perder sua única defe a: o antuário da
mente. A mente parece-lhe egura, confiável e inexpugnável; o corpo, fraco, us-
peito e vulnerável. Além disso, o contato mai profundo com o corpo dá ensejo à
con cientização de forte entimento de dor e pe ar pelo longo isolamento que e
impu eram. o entanto, só o centramento no corpo lhe dará o apoio interior ne-
ces ário à a imilação desses sentimentos longamente uprimido .
À medida que e sentem mais à vontade diante de ua energia instintiva, as
pe soa do Tipo Cinco come am a participar mais plenamente do mundo em que vi-
vem e a aplicar eu conhecimento e habilidade ao problema práticos imediatos. Em
vez de evadir- e da responsabilidade fugindo das pessoas, elas sentem-se capacita-
das a a umir grandes de afios e, muitas vezes, papéis de liderança. Os demai intui-
tivamente percebem que ela e tão bu cando olu ões positivas e não agindo por in-
teres e próprio; portanto, unem-se para apoiá-la em eus projetos. Entrando no
mundo real, as pessoa do Tipo inco não perdem eus dotes mentais nem a espe-
cialidade cujo domínio cultivaram em i olamento; em vez dis o, utilizam-no estra-
tégica e construtivamente como os repre entante mais saudávei do Tipo Oito.
Porém, a pe oa do Tipo Cinco não con eguirão muito tentando imitar as
características do repre entante típicos do Tipo Oito. Concentrando- e na auto-
proteção, di sociando-se da própria vulnerabilidade e vendo os relacionamento co-
mo confronto, pouco conseguirão no sentido de uperar a en a ão de di tancia-
mento e o i olamento ocial. Entretanto, à medida que come am a perceber e
trabalhar sua identifica ão com a mente, a for a, a determina ão e a confiança que
con tituem os trunfos característico dos representantes saudáveis do Tipo Oito na-
turalmente entram em jogo.
s pessoas do 11110 ( II1CO gostam d' compartilhar suas descoberta e costu
mam apr 'sentar suas ohs 'rvaçO 's das contradi o s da vida com um en o de humor
muito peculiar. A eterna tranheza da vida não es a de diverti-la - e horrorizá-
las, e ela con eguem transmitir isso aos outro com leve alterações na dispo i ão
do quadro, expondo ab urdo antes invisíveis. Elas gostam de brincar com as coi-
as, o que pode manife tar-se pelo humor negro, por trocadilhos e por jogos de pa-
lavras. Há nessas pe oa algo de trave so, vivaz e, ao mesmo tempo, delicado. Elas
go tam de incitar as pe oas a pensar mai profundamente a respeito da vida, e o
humor muitas vezes é um excelente meio de comunicar idéias que, de outro modo,
seriam dcma iado perigosas.
TIP
G.K. CHESTERTON
A TRANSFORMA A
DA PERSONALlDA IM
ESS N IA
"No fundo da mente, há, po,
assim dizer, um esplendor 011
eclosão de maravilhamento di,lf1
te da própria existência e qu 'OI
esquecido. O objetivo da vid. 
tfstica e espiritual é buscar . Ir
rupção desse maravilhamenlo
que ficou submerso."
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
Quando realmente estamos presentes para a vi-
da, quando relaxamo e no entrosamos com o corpo,
come amo a vivenciar um saber ou orienta ão inte-
rior. omos conduzidos exatamente ao que precisa-
mos aber e nossas opções se ba eiam ne a abedoria
interior. Mas, quando perdemos a ba e da Presença -
da qual urge e a orienta ão Essencial-, a personalidade se levanta e tenta tomal
a dianteira.
O "passo em falso" das pessoas do Tipo Cinco é identificar-se com a obscl V e I-
ção da experiências, não com a próprias experiências. Elas são o tipo de gente qlH'
procura aprender a dançar observando os outros dançarem. ("Vejamo ,ela d u dOI..•
pa os à e querda, um à frente e uma voltinha. Depois balan a os bra os ...") o fim,
podem até aprender a tal dança - mas, quando o fazem, o baile já terminou.
aturai mente, as p oas de te tipo enfrentam o mesmo dilema a vida intei-
ra: tentam descobrir como viver a vida em realmente vivê-la. Quando estão pre-
entes e centrada, porém, as pe oas do Tipo Cinco abem exatamente o que pre
ci am aber e quando precisam saber. A resposta a uma questão não vem da m ntl
tagarela, mas da mente lúcida, sintonizada com a realidade. A percep ão urge co.,
pontaneamente conforme o requeiram as circunstâncias específicas. O verdadeiro
apoio e orienta ão interior podem, assim, ser recuperado se elas deixarem de lado
uma determinada auto-imagem - a de que têm exi tência à parte do meio em qUl
vivem, como meras moscas na parede - e começarem a engajar-se à realidade. Uma
vez libertadas, a pessoas do Tipo inco abem que não devem temer a realidade
porque ão parte dela.
Além disso, há um novo imediatismo em suas
percep ões que as torna capazes de compreender a
própria experiência sem o habitual comentário mental.
Cheias de lucidez e confiança no univer o, ela e dei-
xam maravilhar diante da grandeza da realidade. Eins-
tein di e certa vez: "A única pergunta que vale a pena
fazer é: 'O univer o é amigo?'" As mais evoluídas den-
tre as pes oa do Tipo Cinco têm uma re posta. Em vez
de mortas de medo, ela entem- e cativada pelo que
vêem, podendo tornar-se verdadeiramente vi ionárias,
capazes de introduzir mudança revolucionária no campo a que e dedicarem.
O impul O do Tipo in o para o conhecimento e a excelência é a tentativa da
personalidade d recriar uma qualidade da Essência que podenamos chamar de lu-
cidez ou aber interior. Com ela vem a qualidade encial do de prendimento, que
nao di~lanclanH nlO 1H'l1lr 'prcssao 'mO<:lOnal, ma a falta d idcntlficaçao com
um d terminado ponto de vi ta. A peoa do Tipo inco ab m 'lu uma po i ào,
uma idéia, ão uteis apena num conjunto limitado de circun tãn ia , talvez apena
no conjunto específico em que surgiram. A orientação interior lhes permite Ouir de
um modo de ver a coisas a outro sem fixar- e em nenhum deles.
Quando e libertam, a pe oa do Tipo Cinco relembram a va tidão e a luci-
dez da Mente Divina, aquilo que o budi ta chamam de" azio brilhante" ou S u n -
ya ta : a amplidão imperturbável e tranqüila da qual tudo provém, indu ive o aber
e a criati idade. Ela querem voltar a ivenciar o ácuo porque ele um dia foi eu
lar, já que é (da per pectiva budi ta) a origem de toda a coi a obre a terra. Po-
rém e e an eio de retorno ao Vácuo requer uma compreen ão adequada,já que não
é o vazio do e quecimento, ma o" azio" de um copo d'água pura ou do c~u de um
azul perfeito: tudo que exi te é po IVelgraça a ele. Quando atingem e e e lado,
ela e libertam da crença de er i olada de tudo e de todo e ivenciam diretamen-
te a ua conexão com toda a coi a que a cercam.
Além di 50, e se de prendimcnto e e se vazio não implicam que a pe oa do
Tipo inco e tejam di tante de cus cntimento. Pelo contrário, elas se deixam
tocar profundamente por um pôr-do-sol, pelo fre cor de uma bri a ou pela beleza
de um ro lO; c tão livre para entir e viv r tudo, enquanto reconhecem que o que
prc enciam é temporário - dádiva fugaz de um universo cuja prodigalidade é infi-
nita. Ao ver mai a fundo a verdade da condição humana, e a pe oa e tornam
capaze de uma grande compaixão pelo ofrimento de seu emelhante e e di -
pôem a compartilhar a riqueza não Ó de ua mente, ma também de eu coração.
omc o pontos
das quinze
afirmações para
o Tipo inca.
Ore ultado
e tará entre
15 e 75.
As instruções ao
lado o ajudarãO a
de cobrir ou
confirmar eu
tipo de
personalidade.
~ 15 Vocc provavelmentc não pertence a
um do tipo retraldo (Quatro, in-
ca e ave).
~ 15-30 ocê provavelmente não pertence ao
Tipo inca.
~ 30-45 É muito provável que você tenha pro-
blema comun ao Tipo inca ou que
um de cus pai eja do Tipo Ci.nco.
~ 45-60 É muito provável que vo ê tenha al-
gum componente do Tipo Cinco.
~ 60-75 É muito provável que você pertença
ao Tipo inca (ma ainda poderá per-
tencer a outro e tiver uma concepção
de ma iado limitada de te tipo).
A p esso a d o T ip o
C in co co stu m a m
id en tifica r-se
erro n ea m en te co m o
p erten cen tes a o
T ip o Q u a tro , eis
ou U m . As d o s
T ip o s o ve, T rês e
U m costlWlQm
id en tifica r-~ e
errO tlea m en te co m o
p erten cen tes a o
T ip o Cinco.
CAPíTULO 12
TIPO SEIS:
O PARTIDÁRIO
" o ssa im a g in a çã o e n o sso p o d er d e ra cio cm io fa cilita m
a a n sied a d e. A sen sa çã o d e a n sied a d e é p recip ita d a n ã o
p o r u m a p o d ero sa a m ea ça im in en te - co m o a p reo cu p a -
çã o com u m exa m e, u m p ro n u n cia m en to , u m a via g em -
m a s sim p ela rep resen ta çõ es sim b ó lica e m u ita s vezes
in co n scien tes. "
WILLARD GAYLI
O GUARDIÃO
O CORRELlGIO ÁRIO
O CÉTICO
" en h u m h o m em crê d e fa to em o u tro . P o d e- e a cred ita r
d e fo rm a a b so lu ta n u m a id éia , m a s n ã o n u m h o m em ."
H. L ME KE
"A q u ele q u e n ã o co n fia em i n ã o p o d e co n fia r d e verd a -
d e em n in g u ém ."
CARDEAL DE RETZ
"P a ra d o xa lm en te, ó no crescim en to , n a refo rm a e n a m u -
d a n ça é q u e e p o d e en co n tra r a verd a d eira eg u ra n ça ."
A E MORROW LI DBERGH
O MEDIADOR
O TRADlCIO ALISTA
O QUE DÁ POIO
I CO DlCIO Al
244 A
___ 10. elo quanto cu po o estragar as coisa; ponanto,
suspeitar do que os outros estao "aprontando" tem
muito sentido para mim.
. :'v1ellsobrenome de"Cri,l er AllSlulade.
9. Algumas pe oas consideram-me nervoso e irre-
quieto - mas não sabem da missa a metade!
8. ao gosto de tomar decl oes importantes, ma
tampouco quero que alguem as tome por mim!
6. A primeira impressão que as pessoa me causam
geralmente é muito forte c diflcil de mudar.
7. s poucas pe oas a quem admiro são para mim
meu herói.
4. 'into-me mais eguro fazendo o que. e espera de
mim que trabalhando por conta própria.
3 e cometo um erro, tenho medo que todo pulem
na minha garganta.
S. Posso não concordar sempre com as regras - c nem
sempre segui-Ias - ma quero aber em que con is-
tem!
1. into-me atraldo pela autoridade e, ao mesmo tem-
po, de crente dela.
2. ou muito afetivo, ape ar de quase nunca demon -
trar o que sinto - a não ser para os mai mtimos e,
mesmo a im, nem s mpre
___ 11. Quero confiar na pe oas, mas muitas vcze vejo-
me questionando suas intenções.
___ 12. ou de trabalhar duro: vou batalhando ate fazer o
que tem de ser feito.
___ 13. ondo a opinião daqueles em quem confio antes de
tomar uma grande decisao.
___ 14. E realmente curioso: sou muitas vezes cético, ate CI-
nico, em relação a muitas coisas c, de repente, mu-
do c começo a acreditar complet<inll'nte em tudo.
C
ISO-HUDSO
Verifique a análise da
ponluaçao na pagina 269.
Classificação
Tipológica
Segundo
a Atitude
5 ..... Selllpre é
venlae/eira
2 ..... Rarcllllenle e
verdadei ra
Cla ifique a afirmações
ao lado conforme ua apli-
cabilidade com base na e-
guintc escala:
I .....unca e
verdadeira
3 ..... [:11I parle é
verdadeira
4 ..... Geralmenle é
verdadeira
TIPO SEIS DE PERSa ALIDADE: a PARTIDARla
contrar apoio e segur n .1.
não contar com apoio nrl"
cação, o de ser incap, ~ d li
breviver sozinho.
"Você estará num b m ( 1111I
nho se fizer o que s 1'1"
que faça."
>- MENSAGEM DO SUPE.l~1
(.(
>- MEDO FUNDAMEN AL:
>- DESEJOFUNDAM N1AI: I"
o Tipo Dedicado, Que Bu ca a Segurança: Encantador,
Responsavel, Ansioso e Desconfiado
Chamamo e te tipo de personalidade de o Par-
lidario porque, dentre todo o tipo ,ele e o mai leal
ao eu amigo e a ua convicçõe. eu repre en-
tantes não abandonam o navio pre te a afundar e
mantêm- e fiéi ao eu relacionamento muito mai
que o demai tipo. Além di so, ão fiéi a idéia, si -
tema e convicçõe - inclusive à de que todas as idéia
e autoridades deveriam er questionada. om efeito,
nem todo ele concordam com o tatus quo: ua con-
vicçõe podem ser rebelde e antiautoritária ,até revolucionária. De qualqu '( li(I
do, e a pe oa empre lutam mais por sua convicçõe que por si m mas l' dl'
fendem a faml1ia ou a comunidade antes de tudo.
A razão de serem tão leai ao outro e que e a pe oas não querem s r aball
donadas nem perder o apoio de que dispõem - eu Medo Fundamental. •..•..
1111.
o
problema crucial da pe oa do Tipo eis con iste numa falha de auto 'oll!Jall ',1'
não acreditando possuir os recur os interiores para enfrentar ozinhas o•..lks.lIllls,
capricho da vida, ela pa am a recorrer cada vez mai a e truturas, all,ldo , lOIl
vicçõe e arrimo exteriore, no intuito de obter orientação. Quando nao l I 11111
e trutura adequada, ela procuram criá-Ia e mantê-la.
O Tipo eis é o tipo primário da Tnade do Raeioclllio, o que igni!Jl,l qllt I I,
é o que tem mai dificuldade para entrar em contato com ua própria orienl.l 'li 111
terior. Por con eguinte, cus repre enlante não confiam em seu er6prio racioClIllfI/I, 11I
em eus julgamento. I o não ignifica que não pen em. Pelo contrário, pens,'1I1
preocupam-se - muito! Além di o, tendem a recear tomar deci õe impOtl.1I11l •
embora, ao me mo tempo, re i tam à idéia de deixar que alguém a tome elll Slll
lugar. Ele querem evitar er controlados, mas têm medo de a umir re pon •..
abl1l
dade de modo a colocar-se na frente da linha de fogo. (O antigo provérbio JapolH
"Grama que re cc demai acaba endo cortada" tem rela ão com essa idéia.)
A pc oa do Tipo ei estão sempre con ciente de ua ansiedade e •..
elll-
pre bu cando formas de con truir baluarte de" egurança social" contra ela•...
Quando acham que têm re paldo uficiente, ela eguem em frente entindo- e mai •..
seguras. Ma quando i so falha, ela tornam-se ansiosas e duvidam de i mesma •..
, (l
que redesperta eu Medo Fundamental. ("E tou ó! O que vou fazer agora?") s-
im, uma boa pergunta para elas é: "Como posso saber que disponho de seguran(;a
uficiente?" Ou, para ir direto ao ponto, "O que é egurança?" Sem a orienta ão in-
terior Es encial e sem a profunda en ação de apoio que ela traz, a pe oa do 1i-
po eis estão empre lutando por encontrar terreno firme para pi ar.
Agora que minha ansiedade está sob controle, o mesmo acontece com mi-
nha necessidade de verificar tudo com meus amigos. Eu precisava sempre
da aprovação de milhares (brincadeira!) de "autoridades". Quase todas as
minhas decisões passavam por um comitê de amigos. Eu geralmente ia per-
guntando de um a um: "O que acha, Mary? Se eu fizer isso, então pode
acontecer aquilo. Por favor, decida por mim!" (... ) Ultimamente, restringi
minhas autoridades a um ou dois amigos em quem tenho mais confiança e,
às vezes, eu mesma tomo minhas decisões!
Enquanto não têm a esso à ua própria orientação interior, as pessoas do Ti-
po Seis ficam como bola de pingue-pongue: vão de um lado para o outro, confor-
me a influência que bate mais forte num determinado momento. Por causa disso,
não importa o que di sermos a re peito do Tipo Seis, o oposto geralmente também é
verdade: seus representantes são, ao mesmo tempo, fortes e fraco, temerosos e co-
rajosos, confiantes e desconfiado, defen ore e provocadores, doces e amargos,
agressivos e pas ivo , intimidadores e frágeis, defensivo e ofen ivo , pensadores e
empreendedores, gregário e olitários, crentes e céticos, cooperadore e ob truto-
res, meigos e hostis, genero o e mesquinhos - e assim ucessivamente. É a contra-
dição - o fato de serem um feixe de opo to - a sua "marca registrada".
O maior problema das pe oas do Tipo Seis é que elas tentam criar seguran a
no meio em que vivem sem re olver uas inseguran as emocionais. Porém, ao
aprender a enfrentar sua an iedade , elas entendem que, apesar de o mundo estar
sempre mudando e er por natureza incerto, podem ter serenidade e coragem em
todas as circunstãncias. E podem atingir a maior dádiva de todas, que é a en ação
de paz interior a despeito das incertezas da vida.
Fias tentam con truir uma rede de onfian a obre um fundo de in tabilida-
de c medo. Y-em- pre a muitas veze de uma ansiedade difusa e então qu r m
de obrir ou criar motivos para ela. a tentativa de sentir algo de firme e concreto
em ua vida, elas podem aferrar-se a explica ões e atitudes que visam explicar sua
itua ão. Como a "cren a" (confiança, fé, convic ão, posi ões) é para elas algo di-
fícil de atingir - e como é também tão importante para sua noção de estabilidade-,
essas pessoas não costumam questioná-la nem deixar que os outros o façam. O mes-
mo se aplica àqueles em quem adquiriram confian a: quando is o acontece, elas são
capazes de muita coisa para manter relaçõe com eles, pois funcionam como con-
selheiros, mentores, ou reguladore de seu próprio comportamento e de suas rea-
ões emocionai. Portanto, fazem tudo que e tiver ao seu alcance para manter essa
afilia ão. ("Se não confio em mim mesmo, preciso encontrar alguém no mundo em
quem possa confiar. ")
Apesar de inteligente e realizada, Connie ainda luta contra as dúvidas a eu
próprio respeito, características de seu tipo:
Lembro-me de acordar e ficar de pé no berço, segurando nas grades. Ouvia
meus pais rirem e conversarem com os vizinhos enquanto jogavam cartas
na sala. Ouvia até o barulho das cartas sendo distribuídas na mesa. Cha-
mei minha mãe várias vezes, para que ela viesse até o meu quarto em pe-
numbra. A cada vez, meu medo aumentava. Desesperado, chamei várias ve-
zes por meu pai. Ninguém veio ver o que eu queria e, finalmente, acabei
dormindo de novo. Até os 11 anos, eu não perdia meus pais de vista cada
vez que safamos de casa. Tinha medo que eles me abandonassem.
Favol obscrvCII C/u(, o I'(/C//lIO
da infância aC/ui c/CS(/ l/O 111I0
provoca o tipo de pnsvncI1Ic/CIC/c'
Em vez dis o, c/I' c/esc /l'VI"
/endtncia observáveis n(/ 1 ('1 1 1 1 I
infância que têm grande iml'cu lo
sobre os relacionamelltos c/lu'
o tipo estabelece na vida adul/(/
o PADRÃO DA INFÂNCIA
O Medo Fundamental das pessoas do Tipo eis
(o de não contar com apoio e orienta ão e não conse-
guir sobreviver sozinhas) é um temor muito real e
universal para todas as crianças. Um bebê não sobre-
vive em o pai e a mãe; é absolutamente dependente
deles. As lembranças do terror que infunde essa de-
pendência e tão reprimida na maioria das pessoa .
Mas, às vezes, intensificam-se o bastante para vir à to-
na, como no ca o de Ralph, um consultor que está na
faixa dos 50:
Em determinado ponto de seu desenvolvimento, todavia, os bebê fazem algo
notável. Ape ar de sua tremenda dependência, eles come am a afastar- e da mãe,
impondo sua independência e autonomia. Em psicologia infantil, es a é a chamada
fase da eparação.
Um dos elementos mai importantes que possibilitam à crian a ter coragem
de separar-se da mãe é a presen a da figura do pai. (Este nem sempre é o pai bioló-
gico, embora na maioria das vezes o seja. Trata-se da pe oa que re ponde pela di -
ciplina, estruturação e autoridade no seio da família.) Estando pre ente de modo
forte e consistente, essa figura proporciona à criança orientação e apoio em sua de-
manda de independência, en inando-Ihe como é o mundo - o que é eguro e o que
não é - e espelhando o apoio e a orientação Essencial da própria criança. atural-
mente, no caso da maioria da pessoas, esse proces o não transcorre nunca da for-
ma ideal, o que resulta em inseguranças levadas à vida adulta. Entretanto, embora
todos nós até certo ponto e tejamos sujeitos a problemas decorrente dessa fase, a
pessoas do Tipo eis estão particularmente fixadas nela.
Além disso, quando a criança do Tipo ei percebe que o apoio do pai para a
independência é insuficiente, pode sentir o risco de ser sobrepujado pela mãe e tu-
do aquilo que ela representa. Isso aumenta a sua neces idade de levantar a guarda
e leva à profunda ambivalência e ansiedade do Tipo eis em relação à confian a, ao
apoio e à intimidade. Assim, as pessoas desse tipo de ejam a aprovação e a intimi-
dade, mas, ao mesmo tempo, têm necessidade de defender-se delas. Elas querem er
apoiadas, mas não sentir-se pressionada por e se apoio.
pia
Joseph, jornalista na faixa do 40, piorou algumas dessas questo 5 na t 'm-
Faixa audável O repre entante de te ubtipo
geralmente e obre saem em diver o tipo de área
técnica, o que a toma excelente anali ta OClal,
profe ore e formadores de opinião. lém di o, como
e entem atraldo por i tema de conhecimento cu-
jas regra e parâmetros sejam bem claro e definidos,
como a matemática, a lei e a ciência ,co tumam air-
e muito bem na solução de problema prático. m-
bora eu intere e po sam er mai limitado, eles
têm normalmente maior poder de concentração que as
pe oa do outro ubtipo. As causa política e o servi-
o comunitário costumam interes á-los, levando-os
muita veze a servir de porta-voze e defen ore de
pe oa e grupos em ituação de de vantagem ocial.
Faixa Média Essas pe oa ão mai indepen-
dente e éria que a do outro subtipo, além de me-
no propen a a bu car conselho ou con 010 no ou-
tro . Geralmente olitária, ela buscam a segurança
Robert Kennedy
Malcolm X
Tom Clancy
Bruce Springsteen
Michelle Pfeiffer
Diane Keaton
Gloria Steinem
Candice Bergen
Mel Gibson
Janet Reno
Richard Nixon
Exemplo
Tive uma mãe muito forte, controladora e impressionante. Ela era capaz de
retirar-me seu amor de uma hora para a outra, com muita zanga e, em ge-
rai, sem explicações. Esse amor era extremamente condicional e dependia,
acima de tudo, de uma lealdade absoluta - aos seus valores, convicções e
julgamentos. Eu achava que me cabia confrontá-Ia, lutar por minha própria
sobrevivência. O problema é que minha abordagem foi negativa: eu resisti
a ela e sobrevivi, mas nunca tive certeza de que havia ganho. Jamais seria
possfvel conquistar a aprovação das pessoas (principalmente de minha
mãe) e, ao mesmo tempo, manter minha independência e criar uma noção
de identidade própria.
Para resolver es e dilema, as pe oa do Tipo eis tentam criar uma aliança
com a figura do pai. Ma isso geralmente leva à ambivalência - a autoridade/figura
do pai parece ou dema iado evera e controladora ou de ma iado de intere ada e
pouco dispo ta a apoiar. Muitas dessas pe soas acabam chegando então a um incô-
modo acordo: prestam- e exteriormente a obedecer, ma , no entanto, mantêm inte-
riormente a sen ação de independência pela rebeldia e pelo ceLici mo, além de ato
diver o de agre ividade pas iva.
TIPO SEIS COM ASA CINCO: O DEFENSOR
OS SUBTIPOS CONFORME
AS ASAS
Á
E emplos
Princesa Diana
Tom Hanks
Meg Ryan
Julia Roberts
Jay Leno
Ellen DeGeneres
Gilda Radner
Katie Couric
Jack Lemmon
Rush limbaugh
"George Costanz.l"
III'U
Respon abilidade. a faixa média, o ULopre ervacioni ta do Tipo ei tcn-
tam dissipar a an iedade pela obrevivência e forçando- e para e tabelecer a egu-
O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO SEIS
Faixa Saudável Divertida e amigávei ,a pe-
oa de te ubtipo são me no éria que a do outro:
tendem a evitar tema "pe ado " e concentram-se em
uas necessidade de segurança (impo to , conta ,
política no trabalho e coisa assim). Entretanto, ela
levam os compromi sos a ério e, e preci o, fazem
acrifício para garantir o bem-estar do amigo e fa-
miliares. Além di o, go tam de companhia, brincam
e valorizam o relacionamento. A pe oa de te
subtipo po ucm energia, humor e uma alegre di po-
nibilidade para a experiência, além de qualidade
interpe oai. Podem também er autocrítica , tran -
formando o próprio receio em pretexto para fazer
bri.ncadeira e aproximar- e do outro .
Faixa M édia Ape ar de ávida por erem querida e aceitas, e a pe oas IH
itam mai em falar de i e de eu problema. ão ociavei , mas visivelmentc in
egura ,dependendo do ente querido para tomar deci õe importante. Elas Clh
tumam ter dificuldade para tomar iniciativa, poi procra tinam. Tendem .
di trair- e e procurar diver õe - como praticar e porte , fazer compra e "andal-
com os outro - para acalmar a an iedade. É po I el que por vezes recorram ao c
cesso de comida e bebida e ao u o de droga. Embora não ejam particularm ntc
politizada ,podem er dogmática e inci iva em relação a suas preferência e an
tipatias. A an iedade quanto ao suce so pes oal e no relacionamentos pode provo
car depre ão.
por meio de i t ma de crença, ao me mo t mpo que p 'ImanClCIll uI il,I'" (01110
co tumamjulgar o mundo perigoso, e sa pe oa podcm acabar adol,lndo PO"'lll
ra partidária e reacionária. A re erva pode dar margem a u p nas, ela...IllUIt.l'i
veze vêem- e como rebeld e antiautoritária , enquanto ironi am nt S,IO .111.1
das por i tema, aliança e convicçõe que contêm elemento fortcmcnLt' autoll
tari ta . A pes oa que pertencem a e te ubtipo ão reativa e agr sivas, se ndo tI
pico de eu comportamento atribuir a culpa di o ao que julgam amcaças a su .•
eguran a.
TIPO SEIS COM ASA SETE: O CAMARADA
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
ran a mediante re pon abilidade mútua: oferecem compromisso e solicitude, na e -
peran a de receber o mesmo em troca. Embora busquem relacionamentos seguro ,
tendem a fazer amizade devagar: observam as pe soa longamente para saber se são
confiáveis e e de fato estão "do seu lado". ão mai doméstico que os representan-
te da outra variantes e costumam preocupar- e com a estabilidade da vida no lar,
sendo qua e empre os responsáveis pelos impo to , contas, seguros etc. da casa.
Essa pes oa não di farçam facilmente sua carência e an iedade. a verdade,
podem inclusive usá-la para angariar respaldo e alian as - a vulnerabilidade pode
fomentar iniciativa de auxílio. A tendência a inquietar- e com pequenas coisas po-
de levá-la a raciocínio cata trófi os e pes imi tas. ("O aluguel e tá cinco dias atra-
ado? Então com certeza vamos ser despejados! ") ão pessoa em geral frugais, que
e preocupam muito com as que tõe financeira. É comum di cutirem por cau a
dos recur o .
a faixa não-saudável, os Autopre ervacioni ta do Tipo eis tornam-se ex-
tremamente pegajo os, dependentes e nervo o . Permanecem em situa õe puniti-
va - maus casamento ou emprego dema iado estre santes - porque têm pavor de
ficar sem apoio. Podem agarrar-se com tal ansiedade aos relacionamento que a a-
bam alienando a pe oa com quem mai queriam e tar. A paranóia pode torná-lo
mai agre iva: exageram os perigo e atacam o "inimigo" para impedir que pos-
am amea á-los. Ironicamente, i so geralmente termina por destruir seus istemas
de segurança.
O INSTINTO SOCIAL NO TIPO SEIS
Angariando Apoio. Os representantes ociais tí-
picos do Tipo eis lidam com a an iedade recorrendo
aos amigo e aliado para obter apoio e segurança. ão
muito amigáveis e procuram criar vínculo com a
pes oa ,desarmando-as com o afeto e o humor. omo
muita vezes riem de i me mo e oferecem com desenvoltura eu apoio e afeição,
podem er confundido com os repre entantes do Tipo Doi. ão o repre entantes
desta variante os que mais e preocupam em adaptar- e. ão relativamente idealis-
ta e, como gostam da sensação de fazer parte de algo maior - uma causa, uma em-
pre a, um movimento ou um grupo -, di põem-se a grandes sacrifícios em nome de
ua afilia ões.
A ade ão a protocolos e procedimentos às vezes os faz parecer com o repre-
sentantes do Tipo Um. Eles buscam segurança por meio de acordos, obriga õe e
contratos, para garantir que não se aproveitem de seu esforço. Quando se entem
in eguros, procuram locais onde possam encontrar pessoas que pensam igual e se
ajudam mutuamente (como Vigilantes do Peso, Alcoólicos Anônimos etc.)
Embora capazes de grandes sacrifícios pelas pessoas e pelo grupo a que per-
tencem, eles costumam ter dificuldade em trabalhar por seu próprio sucesso ou de-
envolvimento. A ansiedade pode levá-los a bu car con,>en,>oanIl''> dl' agil e 1 0 1 1 1 .1 1
deci õe e a imaginar as prováveis rea ões das pe oas. A própna Indt'tl,>ao o'>ahol
rece e provoca ambivalência diante da dependência de aliados ou aUloridadl''> I k
temem perder o apoio de que di põem, mas irritam- e om as r slriçoe" qUl' 1'i'iO
implica. A fru tração pode levá-los a atitudes passivo-agre iva diante de amIgo,> I
autoridades. Quando estressados, sentem-se facilmente pressionado, explorado (
ubestimados. essas ocasiões, mostram-se pe simistas e negativo.
a faixa não-saudável, essas pessoas podem tornar-se fanáti a por crrn .1
cau a e grupo. e se caso, desenvolvem uma mentalidade do tipo "nós conlt.1 o
mundo", sentindo-se acossadas por um ambiente hostil (um pouco à maneira do
representante menos saudáveis do Tipo Oito). Podem julgar as próprias convI!'
çõe inque tionáveis (mesmo que os outros lhes mostrem o contrário) e e craviz.1
e a uma determinada autoridade, enquanto se mostram paranóides em r la "ao .I'i
autoridade que não se enquadrem em seus próprios sistemas de crença.
o INSTI NTO SEXUAL NO TI PO SEIS
Símbolos de Poder e Associação. O representantes Sexuais típico do Iipo
eis cultivam a força física, o poder e/ou a atração física para sentir-se seguro,>. ()
mais agre ivos recorrem à for a e a demonstrações de valentia parecida às do I,
po Oito (" ão se meta comigo"), ao passo que o mais fóbicos usam o coqu li'>lllo
e a exualidade para desarmar as pessoas e angariar apoio, à maneira do Tipo Qla
tra. Eles mascaram as inseguranças recorrendo à auto-afirmação ostensiva e ao de
afio da autoridade ou ao Oerte e à sedu ão.
Muito con cientes de seus atributos, essas pes oas cuidam do fí ico, não 1'01
uma questão de saúde, mas sim para aumentar sua for a e atração sexual. on1ll
querem ter um parceiro forte e capaz, testam-no freqüentemente a fim de verificar
se continuarão com elas e ganhar tempo para avaliar-lhes o caráter e a força.
Os representantes exuais do Tipo ei desafiam mais abertamente a autoll
dade que os das demais Variantes In tintivas, principalmente quando se entem all
siosos. Além disso, são os que mais duvidam dos outros e de si mesmos. Eles '>ao
capazes de violentas explosões emocionais quando suas inseguranças são exposla'>
ou eus relacionamentos correm perigo. Quando ansiosos, podem voltar- e conllil
terceiros e até contra seus próprios defensores, em vez de atacar a verdadeira razao
de suas ansiedades. São típicas as tentativas de desqualificar as pessoas ou manchai
lhe a reputação, especialmente pela difusão de boatos.
a faixa não-saudável, essas pessoas se tornam depressivas e imprevi ivri,>.
principalmente se suas reações tiverem afetado negativamente os relacionamento'>
mais íntimos. O comportamento impulsivo e autodestrutivo alterna-se com ataqul''>
irracionais. A paranóia pode fazer parte do quadro, em geral caracterizada pela oh
sessão e pela concentração em determinados inimigos pessoais.
!>eguir, algun •.•do problema mai frequen-
te no aminho da maioria da pe oa do Tip ei.
Identificando e e padrõe, "pegando-no com a
boca na botija" e imple mente ob ervando quai a
no a reaçõe habituai diante da vida, estaremo
dando um grande passo para libertar-no do a pec-
to negativo de no o tipo.
Dl Arl PARA
O R IM NTO
DO TIPO SEIS
Â
o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO SEIS: A BUSCA DA
CERTEZA (ORIENTAÇÃO E APOIO) NO EXTERIOR
Os repre enlanLe upico do Tipo ei co tumam preocupar- e com o fUluro.
orno lêm érias dúvida are peilo de i e do mundo, começam a bu car "ceneza "
qu Ih garanLam egurança - por meio do ca amenLO, do emprego, de um i tema
d crença, de um grupo de amigo, de um livro de aUla-ajuda. A maioria de a pes-
oa lem mai de uma des as ceneza ,pai acredila que se deve poupar para o maus
dias e inve lir no fUluro e er fiéis a mpre a para garanlir a apo enladoria.
m lermo imples, a pe oa do Tipo ei bus-
"[/li que posso acreditar?" cal11segurança e um eguro: lenlam cobrir- e de loda
a forma . las acham que a vida é repleta de perigo
e incerleza ; ponanlo, deve er abordada com caulela
e pouca expectaliva. E a pes oa naturalmenle têm anho e de ejo ,ma te-
mem agir de forma a colocar ua egurança em ri co. ("Adoraria er alar, ma é pre-
ci o ler algo a que recorrer.") im, ela preocupam mai em criar e manLer sua
red s de eguran a que per eguir ua verdadeiras mela e aspiraçõe .
Por con eguinte, recorrem cada vez mai a apo la egura e a rolina e méto-
dos le lado e aprovado. Fazer a cai a como empre foram feila dá-lhe a en-
ação de e lar no caminho cena: com o re paldo de outra pe oa ou da lradição,
enLem- e egura para ir em frenle. la podem, por exemplo, he ilar em lrabalhar
As pes oas do Tipo ei tendem a pecar por exce so de caulela, perdendo assim vária
oportunidades de cre cer e rcalizar-se. 'm cu Diario do Trabalho Il1lerior, registre as oca-
siõe em que deixou de aprovei lar boas oportunidades. Por que resolveu deixü-las pa ar? e
acredita se em sua própria capacidade, o resultado teria sido diferente?
Recorde quando re olveu de afiar o bom sen o e arriscar .• ão nos referimo a atuaçào
impul iva, mas as vezes em que você conscientcmente decidiu tel1lar superar-se. Qual foi o
de fecho? Como você e senlÍu? Existem área de sua vida em que você resistc aos eus ver-
dadeiro desejo por medo ou duvida em relaçao a si me mo? O que você poderia fazer pa-
ra agir de outra forma?
PARII()AI~I() 2
TIP
A pe oa do Tipo eis concentram- e no meio em que 'I'cm p.II.1
conseguir apoio c prcvcnir-se contra posslvei risco ao amlgall~.
confiavei e encantadoras. desejando estabilidade e relacionam, n
tos em eu mundo. Auto-imagem" u persistente, atencioso e cllg
no de confiança".
As pes oa do Tipo Sei reforçam sua auto-Imagem e. forçando ,
diligentementc para criar e manter sistemas que beneficiem a lO
dos. a aliança qu estab leccm, elas contnbuem com mUlln
trabalho, par imõnia e atcnção aos detalhe. Práticas e disciplln.1
da , frequentemente são capazes de antever os problemas muno
ame de eu urgimento.
Temendo perder a própria independência, mas, ao mesmo H'mp",
Julgando necessitar de mais apoio. as pessoas do Tipo Seis ir1V(
tem nas pes oas e orgamzações que julgam capaze de ajuda-I ••
embora nao se sintam a vontade com isso. Elas buscam onenta~ "
e egurança nas rotina, regras, autoridades e filosofias.
is pes oas do TIpo is receiam nao poder atender as e,'igencias lOn
traditorias de seus diver~os compromissos, Por conseguinte, telllam
evitar sofrer mais pressoes, sem contudo alienar seus defensorc. ua
an iedade, seu pes imismo e sua suspeitas as tomam mais Glul lo
sas, impulsÍ"as e indecisas,
A pessoa do ripo eis temem perder o apoio de seus aliados c
tremamente insegura de si, buscam as causa da ua an iedade
ao amargas, ceticas e reauva ,pois acham que sua boa fe foi logra
da. Acusam os demai e entram em lutas pelo poder.
pc oas do TIpo ~I temem que eu atos coloqucm em rISco U
propna scguran a o que pod r erdade. ·u comportamento
uvo pode haH'r provo ado cn ,1 ando-as a confiar ainda men
em i me mas. ntem- e nervosa , deprimidas e impotent e
SIm, buscam algo que as livre dos apuros em que se encontram
A pessoas do Tipo is, inseguras e desesperada, <:orne am a pen
sar que os outros vão deslruir os farrapos de segurança que am
lhes restam. utrindo medos paranokos e idcias ilusorias a re pc
to do mundo ela arengam a propo ilOde seus temore obscs I
e atacam I1il1ig"~IC.tisou imagin.lrius.
Convencida de haver cometido aIOs pelos quais certo mente serA
pUnida ,IS pe oa n.lo-s.lUda el~ do i1po el, senundo- e uI
pada e chel.IS de ódio por i me ma partem panl a ,lUtopum ão
Fom ntando a desgm ',1 e rra ando ludo aqUIlo que aunglfam
n. o r,lro recorrem a tentallva de 1Iludio para prOo ar rea
de ahamento,
Encanto
orifiabilidadc
Compromis, o
C o o p n a ('c w
/flClepcnd,'nClCI
C O l'C Ig c m
1 u IO d c g ra d a do
A U lo d c lrul do
Autor i/culsltlo
6 fnlUlpa('ao
, nQ~ls,"o
O 7 fnstclb,lidadc
5
l'cu Clnoia
Ataque
Corlscitncia dos
4 Dcvncs
M
l,caldcule
É
Altlbl'alrncia
5 Defcn'i idade
numa cmpre aJovem ou pouco convencional- preferem a qu já e con agraram.
Porem, ironicamente, quando não estão seguras da situação, e a pe oa podem
agir impulsivamente ó para pôr fim à ansiedades. ls o às veze funciona - mas, à
veze ,debilita ua egurança.
Papel Social: O Que Presta Apoio Incondicional
"Pode confiar em mim." O repre entante lIpicos do Tipo ei querem
reforçar eu i tema de apoio, sua aliança c/ou sua
posição em rela áo a autoridade. Para tanto, inve tem
a maior parte de eu tempo e de ua energia no com-
promi o que firmam, e perando que o sacrificio eja recompen ado com o aumen-
to da egurança e do apoio mutuo. De igual modo, como defe a contra a an iedade
e a incerteza, ele inve tem em ua convicçõe pes oai , ejam elas pohtica , filo-
Mica ou e pirituai .
s as pe oa prontificam- e incan avelmente a er a "re pon ávei ". Traba-
lham horas a fio para garantir que o relacionamento ou o emprego ou a convicção
nos quai inve tem continuem a pro perar e servir-lhe de apoio. Isso inevitavel-
mente levanta dúvida em ua mente predi po ta: "Estarão e aproveitando de
mim?" "Querem-me por perto ó por cau a de meu empenho e confiabilidade?"
"Continuaria endo querido e não trabalha e tanto?" A im, o de empenho de seu
Papel Social ironicamente come a a criar inseguranças ociais.
A pe oas do Tipo ei gostariam de uma garantia de que, e fize sem tudo
que e e pera, Deu (ou a empre a ou a família) cuidaria delas. Acreditam que, e
ela e eu aliado de em conta de uas tarefa, todo o ri co eriam evitados ou
controlado. Ma até impériOS têm a cen ão e queda; me mo a maiore empre as
abrem falência ou pa sam por ciclo de cre cimento e rece são. ão há nada que
po am fazer exteriormente que as torne egura e não e sentirem segura inte-
riormente.
o Q E LHE PROPORCIO A APOIO?
Anali e os i lemas de .. egurança social" que voci' criou. Eles realmente o tornaram
mais seguro? Quanto lhe cu laram? O que faria se não conta e com um deles? Além de se
investimentos de tempo e energia, con idere também toda a demais fontes de apoio que en-
contra na vida. (Dica: voe plantou, processou e embalou o alimento que ingeriu hoje?)
O M edo, a Ansiedade e a Dúvida
Embora não seja um dos sete "Pecados apitai" clássicos, o medo é conside-
rado a "Paixão" (ou distor ão emocional ubjacente) do Tipo ei, já que a origem
111'0
"Fico ansio o e então P IO ( lI/li
razões para e tar ansioo ...
de boa part • de u comportament s ba la na insegurança e m rcaço's ao IlIl
do. O m do do Tipo i pode er vi to não só na preo upaçao com a s guran <Il
com futuro problema, ma também na duvida e ansiedade crôni a qu "'l'lI"
rcpr entantes nutrem a re peito do outro e de i mesmo. mbora na Uperfl(ll'
sejam extremamente amigávei e intere ados pela pe oa, ele co tumam tenH'.
que ela o abandonem, rejeitem ou magoem. Ele temem que um erro venha a <11-
ruinar eu relacionamentos e que os outros de repente se voltem contra el s. ..-
im, muito de ua atitude amigável vem do de ejo de "certificar-se" de que tudo con-
tinua bem.
Ao contrário das pes oas de outros tipos, que re-
primem eu medo e an iedades ou, ao me no , evi-
tam pen ar neles, a do Tipo eis estão empre cons-
ciente do eus. À vezes, ele lhes dão energia, ma
geralmente a al1igem e confundem. Entretanto, por fora podem não parecer tao
nervo o , pois a maior parte des a ansiedade é interior.
Quem vê Laura, uma pr parada e bem- u edida advogada, não imagina o ter
rore que lhe pa am pela cabeça:
Preocupo-me com tudo - com a possibilidade de surgirem goteiras no telha-
do, de os pneus de meu carro furarem de repente - e sei que a maioria des-
sas coisas dificilmente aconteceria, se é que não é impossível. O medo é al-
go com que convivo diariamente, a cada hora, a cada minuto. Ele se revela
no nervosismo, na ansiedade e na preocupação, e raramente como pavor ou
medo simplesmente. Eu diria que a excitação, a ansiedade e a antecipação
acabam tomando-se uma s6 coisa. Considero-me uma pessoa em geral po-
sitiva - mas o terror e o pessimismo volta e meia surgem e me derrubam.
pe oa do Tipo eis aprendem a lidar com o medo reagindo a favor ou con-
tra ele. Algumas dela se expre sam com mai agre ividade, ao pa o que outras
ão vi ivelmente mai tímidas. Isso não quer dizer que aí haja dois tipos: em vez di -
o, vemo que alguma des a pe oa co tumam e expre ar contrafobicament e
que i o provavelmente decorre de men agen do uperego aprendida na infãncia.
Iguma dela foram in truída a demon trar re i tência e de cobriram que pode-
riam proteger- e mostrando uma certa agres ividade; outra aprenderam a evitar
problemas e dar a outra face.
aturaI mente, na maioria dos representante do Tipo ei ,essa dua tendên-
cia coexi tem e se alternam, conforme abe muito bem Connie:
Sinto-me como um coelhinho assustado que não sabe para onde ir. Preci-
so criar coragem para agir. Por outro lado, quando há uma crise, eu me
comporto muito bem. Não tenho medo nenhum. Cuidado comigo se as
pessoas de quem eu gosto forem atacadas! Eu ligo o piloto automático e
vou em frente para defender e salvar quem precisa de mim. Mas assumir a
A SIEDADE
lid rança e a responsabilidade por outras pessoas me dá pânico quando te-
nho de pensar e decidir sozinha.
Embora queiram entir- e apoiada, a pc soas do Tipo ei não querem entir-
se invadida: elas não e entem a vontade diante do exce o de atenção ou intimida-
de; querem um pouco de di tãncia, ma abendo que podem contar com os outro ,
Paradoxalmente, para encontrar a independência,
" ma mão lava a outra." das CO/Tem o risco de tornar-se dependentes de algllem,
. o ca o da jovem que, de e perada para air da ca a
do pais que a vigiam, e ca a com um homem contro-
lador e po e ivo, A an iedade muita veze faz e a pc oa precipitarem- e no
que parece uma olução, como o homem que larga o emprego para tornar- e em-
presario e acaba e entindo mai pre ionado que ante, tendo de cumprir norma
governamentai e enfrentar inve tidore e igente ,
A ironia é que, quanto mai in gura, mai preci am de apoio externo e me-
no independente e tornam, e a autoconfiança estiver muito arranhada, a depen-
dência de uma pe oa ou de um i tema de cren a torna- e tão forte e profunda
que ela podem não con eguir nem imaginar viver em ela, m determinado ca-
o , quando acham que o outro querem explorá-la ou magoá-la, a pc oa do
Tipo ei podem de envolver uma mentalidade ba cada num "e tado de lio" eter-
no. e tipo de uspeita pode levar ao i olamento social.
A Busca de Apoio para a Independência
2
"oce é capaz de li tar em seu Diário do Trabalho Interior dez ou mais e.'emplo de i-
tll.I~'oes ou ar as em que o medo, a ansiedad ou a duvida normalmente surgem?
Você pode identificar as época ,pe oas, locai ou outros tipo de dcnagradore que
lllstumam provocar-lhe ten ões e ansiedades? Apesar do elemento claramente negativo, há
n I '5 alguma recompensa positiva que vo ê possa estar buscando em perceber - digamos, a
soltdariedade ou a proteção das pessoa? orno você costuma reclamar ou mostrar de agra-
do? orno seria se você não agi e a sim? O que acha que ganharia? E o que perderia?
A
Você e muito mai eapaz do que imagina, Todos precisam de apoio e ajuda de vez em
quando, mas você as veze subestima o apoio que proporciona aos outros. Pare um instante
para anotar de que modos você ja ajudou as pessoas importantes de sua 'ida dando· lhes eu
apoio, D pOIS faça uma lista dos meios que p usou para apoiar a I mesmo. Inclua nessa e-
gunda IbtJ as coisas realizadas que o fIzeram sentir-se bem consigo mesmo. Qual e a mais
longa? 01110se sente em relaçao a cada uma delas?
tempo,"
"Não é nada fácil tornar·t
consciente. Minha vida era muito
mais fácil antes de eu conhecer o
verdadeiro significado da opçao,
o poder de opção que acomp.1
nha a responsabilidade. Abrir
mão da responsabilidade em fa
vor de uma fonte externa pare •
ao menos de imediato, tão mais
fácil. Porém, quando você sab
um pouco mais, não pode comi
nuar se enganando por muito
A pe oa do Tipo ei geralmente procuram re- CAROLlNE MY 5
solver a que tão de encontrar a rI.' po ta "certa" ali-
nhando- e a diver a autoridade e si tema , im,
podem crer num i tema religio o, ter convicçõe politica bem-definida, levar em
conta a opinião do parceiro, eguir o programa do instrutor de giná tica e ler livro
de auto-ajuda para acon elhar- e melhor. Quando a men agen de cada um dele
e contradizem, ela voltam ao ponto de partida - à incômoda nece sidade de deci-
dir por si me ma .
A im, a pc oa do Tipo ei ão cautelo a e cética quando e trata de ado-
tar novas crença ou relacionamento. I o se deve ao fato de e tarem con ciente
da inten idade do compromissos que assumem e do fato de não quererem come-
ter erros, e têm alguma razão para suspeitar de que ua autoridade é injusta ou
pouco sábia, suas dúvida podem rapidamente derivar em rebeldia ou rejei ão, a-
turalmente, não há relacionamento nem i tema de cren a que possam sempre pro-
piciar o apoio e a orientação perfeitas. Enquanto não se con cientizam de e padrão,
e a pes oas vão o cilar eternamente entre a confiança e a dúvida,
TIPO S I O PARTIDÁRIO 27
Como não confiam em sua própria orientação interior, a pc oa do Tipo Sei'>
co tumam buscar re po ta nas idéias e percepçõe alheias. Ma ela nao as adotam
implesmente: primeiro a anali am e testam e, por fim, podem até ub titul-las por
outras. As mai in egura tendem a aceitá-la diretamente, ma , me mo neste aso,
não em re i tência e grande questionamentos, eja como for, ua reação natural
con iste em primeiro bu car fora de i me ma algo em que acreditar e, e i o nao
der certo, rejeita-lo e procurar outra coisa, A duvida, o que tionamento, a fé, a bus-
ca, o cetici mo e a re I tência empre fazem parte de a reação,
Em geral, e a pc oa tendem a de confiar da
autoridade até certificar- e de que ela é benevolente e
.. abe do que e ta falando". Porém, uma vez certa de
haver encontrado uma "boa" autoridade, identificam-
e muito com ela, interiorizando eus valores e en i-
namentos, ( e o chefe as aprecia, sentem- e o máxi-
mo, Se en ontram um mentor ábio e olicito, ficam
radiante, e descobrem um lider ou um i tema poli-
tico digno de confiança, podem envolver-se completa-
mente,) Ma nunca e convencem inteiramente: em-
pre nutrem certa duvida e, na tentativa de
uprimi-las, manife tam o pontos de vi ta adotado
com ainda mai veemência,
A Busca de Respostas
Sou uma criatura de hábitos e rotinas. Cada vez que crio um hábito, é co-
mo se tivesse uma coisa a menos para pensar, sabe? Quando não faço isso,
minha energia vai embora: fico pensando demais. Detesto mudanças. Te-
nho uma reação instintivamente negativa diante da mudança: ela significa
que o futuro será diferente. A vantagem é que eu consigo me adaptar assim
que o futuro volta a ser previs(vel ou assim que consigo re-situar meus sis-
temas e minhas explicações. Por exemplo, sempre abasteço meu carro no
mesmo posto. Se não tivesse esse hábito, ficaria dando voltas na cabeça até
definir quando e onde parar para colocar gasolina.
As pessoas do Tipo Seis não gostam de ter demasiadas op ões; sentem-se mais
seguras nas situações em que há regras, rotinas e diretrizes preestabelecidas, como
no caso do direito, da contabilidade e da vida acadêmica. Porém, quando as exigên-
cias que têm de cumprir ão claras, elas são muito eficientes na criação de organi-
zação e e trutura, em geral como chefes de um grupo ou empresa que governa por
consenso. Entretanto, nem todas elas se sentem à vontade diante de organizações,
dada a ambivalência que costumam nutrir diante da autoridade.
Muitas das pes oas do Tipo eis são capaze de flexibilidade e criatividade
dentro da segurança proporcionada pelos limites estabelecidos. Para elas, agir con-
forme as regras de uma organização não implica mais restrições que jogar tênis com
rede ou ler um livro a partir do início. Es as pes oa acham que as coisa seguem
uma ordem natural e e sentem bem dentro dela - contanto que tenham a alterna-
tiva de ignorá-la, e quiserem. (Mesmo que jamais a utilizem, querem saber que
exi te.) O artistas, escritores e terapeutas do Tipo eis go tam de trabalhar com for-
mas estabelecidas (blues, country, onatas, haihu), nelas encontrando liberdade pa-
ra dar expres ão à ua criatividade.
Como se sentem mais seguras quando têm uma idéia do que esperar, es as pes-
soas não gostam de mudan as repentinas: um pouco de previ ibilidade é fundamen-
tai para acalmar sua mente an io a.
A terapeuta Annabelle observa:
A Busca de Estrutura e Diretrizes
Quais os fundamentos de seu sistema de crença? Eles provêm de sua própria experiên-
cia ou da autoridade de amigos, mentores, livros ou ensinamentos? Como você avalia a ver-
dade ou a falsidade de uma convicção?
QU
"Se correr, o bicho pega; se fil 11I,
o bicho come. "
Determine quais as áreas de sua vida em que tende a assumir demasiados compromi
sos. Qual a razão para fazer isso? O que o impediu de dizer "nào" quando estava assoberba-
do) Qual o Te ultado disso para você? E para o outros?
ATE DE DO A TODAS AS SOLlCITAÇOES
Excesso de Compromissos e "Cobertura de Todas as Bases"
Observe as ocasiões em que você ou outra pessoa duvida do que fazer numa d t I
nada situação. Es a dúvida pode ser, por exemplo, como abordar um problema no trab Ih
Ou pode ser um amigo que o procura para pedir-lhe conselhos sobre seu casamento. O
ve como chega a uma decisão: você se baseia nos precedentes (~A pohtica da companhia n
se caso é...•• ou ~Oensinamento espiritual que aprendi diz.....) ou recorre à sua própria mt
ligência - e, principalmente, à inteligência do coração e dos instintos?
As pessoas do Tipo Sei sempre tentam honrar seus compromis os em todas
as circunstâncias, mas é impos ível ati fazer a todo mundo. Elas então começam
a agir como o garotinho da lenda holandesa - que teve de colocar os dedos na ra-
chaduras do dique para impedi-lo de estourar e inundar o país - e acabam sentin-
do-se exploradas.
Imagine-se a eguinte situação: a mulher do repre entante do Tipo Seis liga
para ele no trabalho e diz que reservou uma me a para aquela noite - ~ ó para nós
dois" - num restaurante chique. Querendo reforçar a seguran a que obtém no ca
sarnento, ele concorda e pensa no quanto aquela noite de exta-feira será agradável
esse momento, o chefe entra na sala e, sabendo que
aquele funcionario é perseverante e digno de confian-
ça, pergunta-lhe se pode ficar até tarde aquela noite
para terminar um erviço com prazo para segunda-fei-
ra. em querer decepcionar o chefe - nem meter-se em
encrenca -, ele concorda em ficar e já come a a pensar, apavorado, no que vai di-
zer à mulher. Logo depois, seu melhor amigo liga para lembrar-lhe o encontro que
haviam marcado, na semana anterior, para jogar cartas aquela me ma noite. Pron-
to: o pobre representante do Tipo eis agora e tá num dilema atroz. Por haver assu-
mido excesso de compromissos - tentando cobrir todas a base :-' ele não tem ou-
tra alternativa senão decepcionar alguém.
A pessoa desse exemplo ficará morta de medo de que o outro se zanguem,
embora po sa não verificar se es e de fato é o caso. Para ela não importa; sua an ie-
dade e encarregará de preencher as lacunas com proje ões terríveis e queixas e re-
provações imaginárias. Ele se ente pre ionado -" e correr, o bicho pega; e ficar,
o bicho come" - e irritado com o fato de as pe soas esperarem demasiado dele; não
pode fazer tudo que elas querem!
o omitê Interior
e a pe oas do Tipo Um têm na cabeça um podero o crítico interior, a do
Tipo ei têm um comitê interior, o qual co tumam con ultar, imaginando qual e-
rá ua respo ta a uma dada situação. ("Ih, não ei e devo aceitar e e emprego. O
que erá que j ulie acha? Ela certamente será a favor, mas meu pai realmente não
concordará. Por outro lado, aquele livro de auto-ajuda diz que ...") Assim, quando
têm de tomar uma deci ão, ela ficam indeci as em meio a vária vozes interiore
que defendem diferentes atitude e re pon abilidades. Às veze a que ganha é a que
fala mai alto; à vezes há um impa e e procrastinação. Essas pessoas podem tor-
nar- e incapazes de chegar a uma de i ão definitiva porque não con eguem parar
de con ultar- e a si mesmas.
Por cs a razão, as pe oa do Tipo ei co tumam entir- e indeci a . Embora
possam ter opiniõe firme obre a coi a , não têm certeza de qual o melhor rumo a
tomar. Cada opção pre upõe prévia deliberação do comitê interior, o que pode fazê-
la girar em círculos. Por outro lado, na questõ mai importante (onde morar ou
que religião professar), elas geralmente têm ponto de vista definido e bem infiexíveis
porque já re olveram as próprias dúvidas e chegaram a uma condu ão à qual podem
aferrar-se ob tinadamente. urpreendentemente, é nas pequena dcci ões da vida que
elas tendem a oscilar e perder tempo. ("Peço o hambúrguer ou o cachorro-quente?")
ua interminável conver a interior impede a tranqüilidade mental e bloqueia a orien-
tação interior da E sência. Ela preci am de tituir o comitê interior.
DEMITI DO O COMITt: I TERIOR
Vocêe ta con ciente de seu comitê interior? Quem faz parte dele? Qual o seu próprio
lIlclicede acerto nas vezes em que tentou prever a reações de eus aliados e de autoridade?
Estado de Alerta, Suspeitas e Pensamento Catastrófico
Devido à en ação de não contar com apoio, as pe oas do Tipo eis desenvol-
vem uma extraordinária en ibilidade aos inais de perigo. Is o é ainda mais apli-
cável quando elas provêm de um ambiente inseguro ou in tável ou ofreram algum
tipo de trauma. Embora e se tipo de en ibilidade po a ser um trunfo e indu ive
salvar a vida de uma pessoa, no ca o do Tipo eis ela é um tanto problemática, pois
eus representantes permanecem obre altado, em con tante e tado de alerta,
mesmo quando não há ri co pre ente. Eles não conseguem relaxar nunca, nunca
se sentem seguros. eus olhos relampejam nervosamente em toda as dire ões, em
busca de potenciais problema e ameaça. (Muitos dele relatam e tar empre cons-
ciente de certificar-se das saída existentes no ambiente em que e encontram, bem
como dos obstáculos existente para que possam ter aces o a elas.) Esse tipo de re-
lação com o mundo é extremamente estres ante e pode, com o tempo, até provocar
TIPO
alteraçoe na qUlmica do cérebro. Além di o, ela pode ainda moldar a imagina~, 0,
provocando a constante expectativa de percalço Ol~ perigo.
joseph conhece bem e se estado:
Ser do Tipo Seis é como sentir que o céu está sem- "O que ele e tão IrclIIILlIII/O,'''
pre prestes a desabar. Minha visão do mundo é ma-
tizada pela constante sensação de que algo vai dar
errado. Começo a esmiuçar o ambiente em que me encontro - por dentro e
por fora - desde a hora em que acordo, à espreita de problemas (... ). É co-
mo se a vida fosse um acidente que espera a hora de acontecer. Mesmo nos
melhores momentos, a única coisa em que penso é quando vão acabar.
Os repre entante típico do Tipo Seis podem, assim, tornar-se muito p si-
mistas e amargos, com pouca auto-estima e "amné ia" em relação aos próprios êxi
to e realizaçõe . É como e nada em seu passado pudes e convencê-los de que
rão capazes de lidar sati fatoriamente com os problema atuais - e ele vêem
problemas em tudo.
Annabelle de creve precisamente a tensão que isso provoca:
Quando pego uma carona, olho em frente para ver o que os outros carros
estão fazendo. Considero sempre a possibilidade de algo de mau aconte-
cer e imagino logo um desastre. O coração se acelera, a pulsação também,
a respiração fica entrecortada, a imaginação dispara - pronto, não temos
saída! Nada acontece. Então eu passo à possibilidade seguinte. Imagino
desastres automaticamente. Passo horas assim, até ver o que estou fazen-
do e me obrigar a parar, mas dali a pouco já estou fazendo a mesma coi-
sa novamente.
As pe soas do Tipo eis acham que qualquer pequeno contratempo pode er
sua ruína. Fazem tempestades em copos d'água e sempre conseguem fazer uma li -
ta de razões para alguma coi a não dar certo. aturalmente, isso acaba afetando ua
atitude no trabalho e no relacionamentos. Os menores mal-entendidos e divergên-
cias de opinião podem levá-Ias a pensar que e tão na iminência de ser abandonada
ou que os amigos e aliados se voltaram contra elas. Quando não é controlada, es a
tendência pode estragar importantes relacionamentos ou defiagrar reaçõe paranói-
des diante do que percebem como injustiças especialmente dirigidas contra elas.
SUPERA DO O PESSIMISMO
Aprenda a di cernir os perigos reais dos potenciais. Quantas vezes espera maus desfe-
chos? Tem dificuldade em imaginar que as coisas correrão bem? Vocêpensa deliberadamen
te nos problema ou se trata de um reflexo? Embora prever futuro problemas tenha alguma
utilidade, no seu caso isso costuma impedir que voc lide com a realidade do aqui e agora -
a única em que pode encontrar equilíbrio e orientação para viver cada momento.
NF.A(.RAMA
REAÇÃO AO STRESS:
O TI PO SEIS PASSA
AO TRÊS
a vida adulta, a pessoas do Tipo Seis normal-
mente descarregam a ansiedade queixando-se daque-
le com quem estão frustradas junto a terceiros. Para
muitas dessas pessoas, a mesa de refeiçõe é o lugar
preferido para desabafar sobre as decep õe no trabalho e a incompetência alheia.
Mas o me mo pode ocorrer junto à máquina de cafezinho do escritório ou em uma
mesa de bar na happy hour. A verdade é que, quando e sentem exploradas ou ludi-
briadas, essas pe soas costumam vitimizar-se e criar o hábito de reclamar sem tomar
nenhuma atitude para mudar a situação. Com o passar do tempo, isso acaba inten i-
ficando sua auto-imagem de vítimas, o que muitas vezes leva a paranóias e aos des-
trutivos padrões de "solução de problemas" verificado na faixa não- audável.
Conforme vimos, as pessoa do Tipo Seis inves-
tem incansavelmente tempo e energia em seus "siste-
mas de egurança". Quando o stress vai além dos limi-
tes suportáveis, ela pas am ao Tipo Três, podendo
motivar-se ainda mais para o trabalho. Além disso, es-
as pessoas se esfor am ainda mais para adaptar-se ao
meio e lutam para tornar-se modelos de sucesso social e financeiro. Assim, tornan-
do-as mais conscientes da própria imagem, a passagem ao Tipo Três faz as pessoas
do Tipo Seis procurarem o olhar, os gestos, a postura e o jargão certos para serem
aceitas por seus pares. Com isso, esperam conquistar os demais e evitar a rejeição.
Porém, como adotam um profissionalismo e uma atitude amigável visivelmente for-
çados, as pessoas começam a desconfiar do que elas estão realmente querendo.
A depender do quanto se sintam impotente para fazer algo de construtivo, a
pessoa~ do Tipo eis podem atuar suas ansiedades queixando-se e culpando os ou-
tros. Isso se aplica especialmente quando temem ser censuradas ou punidas por
uma figura de autoridade pelos erros cometidos.
O hábito de culpabilizar os outros bem pode ter sua origem na infância - é co-
mum a situaçâo em que os pais chegam em casa e, encontrando alguma coisa que-
brada, perguntam: "Quem foi?" A criança do Tipo eis, sentindo-se culpada, entâo
responde: "Foi a Debbie! E sabe o que mais? Ela desarrumou tudo lá em cima e me
disse um palavrâo!"
Vitimizar-se e Culpar os Outros
POR QUE TODO MU DO QUER ATRAPALHAR MI HA VIDA?
Quantas de suas conversas são para se queixar - do emprego, dos relacionamento , do
filhos, dos pais, do time, da política, da cidade ou mesmo do tempo? Antes de queixar-se de
alguém, você discute a questão com a própria pe oa? Em que ou quem você está jogando a
culpa pelo problema de ua vida?
"Estou furioso e não vou mais
tolerar nada disso!"
A BANDEIRA VERMELHA:
PROBLEMAS PARA
OTIPO SEIS
>- Su peitas extremas e paranóia
>- Ataques hi téricos a inimigos percebidos
>- Intensa ansiedade e ataques de pãnico
>- Aguda sensação de inferioridade e depressão
crõnica
>- Medo constante de perder o apoio da pessoas
>- Alternãncia de independência e demonstrações
impulsivas de desafio
>- Manutenção de "más companhias" e apego a
relacionamentos abusivos
ADVERTt CIAS
POTE CIAL PATOLÓGICO:
Distúrbios de Personalidade
Paranóide, Dependente e li-
mítrofe, Distúrbios Dissociati-
vo e componamentos passi-
vo-agressivo , inten os ataques
de ansiedade.
TIPO S I
e estiverem sob stress prolongado, tiverem so-
frido uma cri e grave sem contar com apoio adequa-
do ou sem outro recur os com que enfrentá-la, ou se
tiverem ido vítimas constantes de violência e outros
abusos na infância, as pessoas do Tipo eis poderão
cruzar o ponto de choque e mergulhar nos aspecto
não- audáveis de seu tipo. Por menos que queiram, isso poderá forçá-las a admitir
que seus atos de beligerância e suas reações defensivas estão, na verdade, amea an-
do sua própria segurança.
Por mais difícil que seja, admitir isso pode representar o início de uma revi-
ravolta na vida dessas pessoas. Se reconhecerem a verdade desses fatos, elas po-
derão, por um lado, mudar sua vida e dar o primeiro passo rumo à saúde e à li-
bertação. Mas, por outro, também poderão tornar-se ainda mais nervo as e
reativas: "Farei qualquer coisa por você! ão me abandone!" ou o extremo opos-
to: "Eles vão se arrepender de haver procurado encrenca comigo!" Se persistirem
nessa atitude, arriscam-se a ultrapassar a linha divisória que as separa dos Nívei
não-saudáveis.
Se seu comportamento ou o de alguém que você conhece se enquadrar no que
descrevem a advertências abaixo por um período longo - acima de duas ou três se-
orno a pessoas do Tipo Três, as do Tipo Seis tornam-se competitiva ,em ge-
rai P 'Ia identificação com crenças ou grupos (pode ser um time de futebol, a el11-
pr sa para a qual trabalham, sua escola, nacionalidade ou religião). Além disso, po-
dem tornar-se gabolas e, para se autopromover, adotar atitudes condescendentes,
de prezar os demais e superestimar a própria superioridade, numa tentativa de es~
perada de defender-se da baixa auto-estima e dos sentimentos de inferioridad . F
po sível também que comecem a mentir sobre suas origens e forma ão, explorem a
si mesmas e aos outros e que o desejo de triunfar sobre grupos e ideologias rivais
adquira laivos de fanatismo.
PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM
PARA O DESENVOLVIMENTO
DO TIPO SEIS
~ Ob erve quanto tempo pa a tentando imagi-
nar como re olver po ívei problemas futuro. a ver-
dade, quanta veze o que você imagina de fato acon-
tece? Além di o, observe que essa atividade mental
acaba por fazê-lo lidar com os problemas reai de mo-
do menos eficiente. e você e tá preocupado e obceca-
do com uma reunião que terá amanhã ou na emana
que vem, é bem provável que acabe e que endo- e de fazer uma importante ligação
hoje, ou me mo que deixe de perceber um verdadeiro sinal de perigo. Tranquilizar a
mente pela pratica di iplinada da meditação - principalmente quando e concentra
no corpo - ajuda a pe oa uo Tipo Seis a ilenciar o coro da voz e que e tão em
ua cabeça. Lembre- e: a certeza interior geralmente não fala com palavra.
~ Você tende a ter dificuldade em apreciar devidamente os momento em que
atinge eu objetivos sem cair imediatamente na an iedade - você é capaz de preo-
cupar-se até com o rancor qu pos am entir por suas realiza õe ! Quando atingir
uma meta, seja grande ou pequena, pare para relaxar, re pirar profundamente e a-
borear o momento. Tente ab orver e guardar a impressão que lhe provo a ua pró-
pria competência. Ela o ajuuará a ver orno você de fato pode apoiar o outro e
também en ontrar apoio em i me mo. Es a lembrança o ajudará quando voltar a
duvidar de ua capacidade.
~ Pro ure con cientizar- e daquilo em que confia e do modo como hega a
uas decisõe . Ob erve principalmente o métodos ou aliado a que automatica-
mente recorre quando não e ente eguro de i. Por que acha que os outros abem
mais o que fazer que você? Atente ainda para a raiva e arejei ão que as pes oas lhe
despertam quando de cobre que ela não têm a respostas que você busca. É possí-
vel evitar i o ouvindo mai o que eu coração e seus in tintos lhe dizem. Deixe que
a voze interiore e levantem: entenda que ela repre entam apena projeções do
medo e do uperego. Quanto mai reconhecer a verdade di o, mai perto e tara da
mente tranqüila e do caminho certo para você.
~ Embora queira er re ponsável e ajudar a todo, você tende a er injusto
con igo me mo, não acreditando que eu próprio autode envolvimento valha a pe-
na. I o pode er exacerbado pelo medo da mudança, da entrada em território des-
conhecido. orra riscos, principalmente quando se tratar de abandonar o padrões
mais seguros e conhecidos. O apoio de que você preci a para analisar os problemas
mais difícei pode ser fornecido por um terapeuta ou um grupo espiritual em que
você confie. Mas lembre-se quc, para e a análise, o fundamental é contar com sua
própria força e coragem.
~ Procure diver idade e variedade. Certo, você go ta de hambúrguer, ma ex-
perimente tambem o filé de frango. ocê adora basquete, ma talvez con iga achar
interes ante outro esporte ou atividade. O mesmo vale para seus interlocutores. ln-
teragindo oca ionalmente com pessoas de diferentes formações e per pectiva , vo-
mana'i, digamos -, ' mais uo que recom nua' 1bu car a on~ Ihamcnto, terapia ou
algum outro tipo u apoio.
cc ap. nu 'ra mai obre i e obre o mundo. Longe de er perigo o, i o contribuI-
rá para aumentar muito ua rede de apoio e eu bem-e tar.
~ Aprenda a re ervar algum tempo para cultivar ua tranquilidade. I o nao
ignifica pa ar hora na frente da T , ma im algum tempo em que po a e tar im-
plesmente consigo me mo. O contato com a natureza lhe é muito benéfico. Fa a ca-
minhada ,jardinagem, natação, meditação e, acima de tudo, não u e e a oca iõe~
para preo upar-se nem traçar estratégia para o trabalho ou os relacionamento .
Pense nessas ocasiões como momentos em que Ser se torna mais fácil. Um maior
contato com o meio ambiente e com as en ações do corpo fará maravilha no en-
tido de acalmar essa sua mente agitada.
REFORÇANDO OS PONTO
FORTES DO TIPO SEIS
f1P
As pe oas saudávei do Tipo ei ão dotadas
de uma tremenda capacidade de resistência, atingin-
do eu objetivo pela con tãncia e pela per i tência
de eu e forço. Meno exuberante que a de outro
tipo, ela agem conforme o ditado "O uce o é 10%
in piração e 90% transpiração". Atenta aos detalhe,
tendem a abordar os problema cuidadosa e metodicamente: gerenciam o recur-
o , organizam a tarefa conforme a prioridade e cuidam da execução dos proje-
to , sentindo que seu valor pes oal está em ua confiabilidade e na qualidade de
eu trabalho. A mai eficientes dentre e as pessoas valorizam a re pon abilidade
e a competência - e é i o que ela empre e e for am para mo trar.
Devido ao eu e plrito sempre vigilante e a ua en ibilidade ao inai de p -
rigo, a pe oa do Tipo ei ão capaze de antever o problema e "cortá-lo pela
raiz". Como ão mediadora natas, elas co tumam poupar a i e aos demai , seja em
ca a ou no trabalho, muitas dores de cabeça, pois têm olho clinico para detectar po-
tenciais irregularidade e problemas. Es as pessoas costumam encarregar- e das coi-
as porque querem que sua vida corra da melhor maneira possível: contratar segu-
ro e pagar a contas com antecedência ão atitudes típica do Tipo ei.
Es as pe oa gostam de aprender e pen ar obre a coi a ,ma dentro de ca-
tegoria conhecidas e conhecivei . Por permitirem re po ta definitiva, o si te-
ma auto-suficiente - como o direito, a contabilidade, a engenharia, a línguas e
a ciência - as atraem. Por conseguinte, elas tendem a obressair-se em todo tra-
balho que requeira análi e cuidadosa e consideração de variáveis. ua diligência a
torna alerta para as discrepâncias dos istemas e para os problemas, imprecisõe
e contradições na declarações que ouvem. O univer o acadêmico, por exemplo,
tem muito dos valore defendidos pelo Tipo ei: ob ervância de boa e trutura e
forma, referência a autoridade por meio de citaçõe e nota, análise meticulo a e
raciocínio i temático.
As pe soa do Tipo ei brilham na capacidade de trabalhar pelo bem comum
sem preci ar "aparecer". Ela procuram aber o que tem de ser feito e o fazem, com
a . en ação de participar de algo que tran cende seu interesse pessoal, mostrando-
nos o quanto é bom comprometer-se, servir e cooperar. ão pe soas que acreditam
O CAMINHO
DA INTEGRAÇÃO:
O TIPO SEIS PASSA AO NOVE
As pessoas do Tipo Seis concretizam seu poten-
cial e se mantêm na faixa saudável quando mantêm o
equilíbrio nos instintos e centram-se no corpo, como
as que estão na faixa saudável do Tipo ove. Para en-
contrar a estabilidade que buscam, elas precisam re-
correr ao apoio e à constãncia de sua presença física:
centrar-se no aqui e agora. Muitas das pessoas deste tipo são ativas, até mesmo atlé-
na máxima que diz: "Uma andorinha ó não faz verão", principalm~nl' quando a
ilUa ão exige que as pe soas se agreguem para sobreviver: produzir alim 'lllO!'>
e
roupas, construir uma casa, melhorar o bairro ou as condições de trabalho, dd'n
der uma cidade ou um país.
Embora capazes de profunda lealdade e dedica ão aos demais, os mais integra-
dos dentre os representantes do Tipo eis também se devotam a aprender mai sobre
si mesmos. esse processo, muitas vezes descobrem um grande e insuspeitado talen-
to para a criatividade na auto-expressão. O compromisso com o próprio aperfeiçoa-
mento os ajuda a cultivar a auto-e tima e a ver que estão em condi ões de igualdade
com quem quer que seja - são igualmente competentes, dignos de respeito e louvor,
capaze de assumir responsabilidades e defender- e em qualquer área da vida.
Para Connie, o caminho do crescimento passa pela capacidade de centrar-se
em i me ma:
As pessoas saudáveis do Tipo Seis são seguras de si porque aprenderam a re-
conhecer sua própria orienta ão interior e a confiar nela. Sua fé em si mesmas ge-
ralmente se manifesta numa grande coragem e capacidade de liderança, as quais
provêm de uma profunda compreensão das inseguranças e fraquezas alheias. Assim,
vendo sua sinceridade e boa vontade em aceitar as próprias fraquezas, as pessoas
reagem bem à sua liderança. Ela nutrem um e pírito igualitário, que se baseia na
noção de que na verdade não há líderes nem seguidores, mas sim pessoas diferen-
tes com diferentes qualidades que buscam uma maneira de reunir-se em prol do
bem comum. E se desejo de participar, de encontrar um terreno comum e de tra-
balhar para o bem e a seguran a de todos é uma dádiva de que nossa espécie preci-
sa para sobreviver.
"Podemos ser amigos?" Provavelmente, a característica de minha persona-
lidade que mais mudou é a capacidade de defen-
der meus pontos de vista. Agora tenho a certeza
interior de estar bem, de que as coisas também estão. Em meus melhores
momentos, sou forte e posso cuidar não apenas de mim, mas também dos
outros. Em vez de ter quinze figuras de autoridade, tenho um ou dois ami-
gos em quem confio mais - e escuto também a mim mesma. Na verdade,
agora há coisas que não conto a ninguém. Antes, minha vida era um livro
aberto. Hoje dou a mim e às pessoas o devido respeito.
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALIDADE
EM ESS~NClA
Todos os ere humanos necessitam de apoio e
seguran a para obreviver e, principalmente, Oorescer,
mas raramente percebem o quanto ão de fato apoiados.
Além do apoio que temos dos amigos e entes queridos,
nós temo o das pessoas que cultivaram o alimento que
comeremo hoje à noite, o dos desconhecidos operá-
rios que fizeram no sas roupas, o das pessoas que tra-
balham nas companhias de gás e eletricidade e por aí vai. enhum dos leitores dc!'>
te livro já e viu verdadeiramente sem apoio, mas nossa per onalidade, baseada como
é em defesas contra o medo e os sentimentos de deficiência, não consegue reconhl'
cer i o. A capacidade de reconhecer e reagir com inteligência ao apoio que encon
tramo no mundo, bem como ao apoio e orientação interior do Ser, só pode ser atin
gida por meio da Presença - pelo acatamento de nos a verdadeira natureza.
ticas, mas i o não ignifi a que e tejam necessariamente m contato com a!'>
!'>lll.1
ões que o corpo vivencia a cada instante. A atenção às impre õe nsoriais 11111
cio na como compensação para o ininterrupto pensar dessas pessoa, dando-lhl'!'>.11
go mais com que se identificar.
A princípio, o centramento nas sensações físicas pode provocar pãnico ou h'l
ror, principalmente se sofreram algum tipo de trauma no passado. Não raro, venfr
cam-se tremores quando as pessoas deste tipo que foram criada em ambientcs VIO
lentos começam a ocupar mais plenamente o próprio corpo. Nessa o a ioe!'>
, I
importante que elas percebam que essas reações físicas são a forma que o corpo l'lI-
contra de assimilar medos e mágoa pa sados, não sendo necessariamente indl ios (k
perigos presentes. e conseguirem sentir a si mesmas e a uas sensações de ansicda
de sem reagir, começarão a viver uma experiência mais aberta e confiante da vida.
Entretanto, as pessoas do Tipo eis não conseguirão atingir essa e tabilidadl'
simplesmente imitando as características dos representantes típicos do Tipo ovc.
complacência, a tentativa de apagar-se e a adoção de rotinas cômodas não anulamo
suas ansiedades, antes pelo contrário. Porém, acostumando-se a estar mais consIgo
mesmas sem reagir a essas ansiedades, elas começam a sentir-se mai eguras do
apoio não apenas das pes oa mais importante em ua vida ou do trabalho, mas tam-
bém de er. Elas então reconhecem a benevolência da vida e vêem que o chão nao
lhes vai fugir. E isso não e deve a uma cren a nem a algum truque mental, mas "im
a uma tranqüila certeza interior que não exige explicação nem respaldo externo.
Com essa equilibrada abertura, essa pessoas reconhecem os vínculos que tcm
em comum com a humanidade. Sentem-se inclusivas e aceitam os outro , indep~n
dente de conhecerem ou não seus pontos de vista e seus e tilos de vida. Ela sao
cheias de coragem, uma coragem que é uma força em si me ma, e não uma reaçao
contrafóbica ao medo. Essa coragem provém de uma sensa ão de integridade inlc
rior e de uma profunda liga ão consigo mesma e com lUdo que as cerca. As im, co
mo as pessoa saudáveis do Tipo ove, as pessoa do Tipo eis que e encontram
em processo de integração são capazes de enfrentar tremendos de afio e até tragl
dias e ameaças com equilíbriO e equanimidade.
KRISHNAMURTI
PROVÉRBIO VIETNAMITA
"Quando comer uma fruta,
pense na pessoa que plantou a
árvore."
As P S oa do lipo eis dao um "pa o em falo" quando recorrem ao go 'lu
tem duvida para aber onde encontrar o verdadeiro apoio e a verdadeira orienta-
ção. Ironicamente, quanto mais questionam e criam estratégias, menos segura e
entem. Em vez de dar-lhes a eguran a que buscam, a identificação com a en a-
ção de an iedade as torna pequenas, indefesas e de orientadas. ó quando percebem
seus padrões de raciocínio sob a influência do medo elas começam a retomar o con-
tato com sua natureza essencial. Quando o fazem, rede cobrem sua própria autori-
dade interior e reconhe.cem que o apoio que estavam
procurando e tá em toda parte e sempre disponível.
Jenny, terapeuta na faixa dos 50 ano que recen-
temente sofreu uma ma tectomia, de creve muito
bem es a transforma ão:
Acho que me tornei minha própria autoridade com essa experiência da mas-
tectomia. Consegui reconhecer e aceitar o amor de minha família e de meus
amigos, coisa que nunca havia acontecido antes. Que coisa maravilhosa!
Eu tinha de ser minha própria autoridade porque minha sobrevivência es-
tava em jogo e ninguém melhor que eu sabe o que é melhor para mim! Que
sensação fantástica a de ser saudável! Recentemente, venho me concen-
trando em plantar flores, em vez de arrancar ervas daninhas o tempo todo.
Minhas "vozes interiores" - coisas do meu antigo superego - só querem que
eu veja as ervas daninhas.
A pessoa do Tipo eis se transformam quando
enfrentam seu Medo Fundamental de não ter apoio e
orientação. Ao fazê-lo, começam a vivenciar um am-
plo e vazio espaço interior, no qual às vezes têm me-
do de cair. Se con eguirem tolerar e a sensação, e e
espaço mudará, preenchendo-se de luz ou transfor-
mando-se de vária outras forma. Essas pes oas en-
tão passam a reconhecer que, na verdade, o apoio que vinham buscando está justa-
mente nes e e paço repleto de liberdade, abertura, sabedoria e paciência. Quando
o encontram, as pessoas do Tipo Seis sentem-se egura , corajosas e inteligentes -
em resumo, demonstram todas as qualidade que desejavam.
o fundo, as pessoas do Tipo Seis lembram que o universo é benevolente e
lhes dá apoio integral. Elas sabem que estão centradas no Ser, que fazem parte da
Natureza Divina e que têm direito à graça.
Quando ua mente e tá tranqüila, a pe soas do Tipo Seis vivenciam a vastidão
interior que é a Base do Ser. Elas percebem então que a Essência é real, não simples-
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
"Você não pode depender de
ninguém. Não há guias, mestres,
autoridades. Há apenas você -
sua relação com os outros e com
o mundo - e nada além disso."
I IS: o PAI{' IIlAIHO 2
As pessoas c/o I il'/l
eis costullJallJ
identificar-.sc
erroneallJCllt(' (lIlIJ/l
pertencentcs (/(1
Tipo Quatro, O itll
ou Um. As l/OS
Tipos Dois, ( ;/1(/l f
Um costumam
identificar-sc
erroneamentc (lIlIJ/l
pertencentes llCl
Tipo Seis.
> 15 Você provavelmente não pertence a
um dos tipos aquie centes (Um, Dois
e Sei ).
> 15-30 Vocêprovavelmente não pertence ao
Tipo eis.
> 30-45 É muito provável que você tenha
problema comun ao Tipo Seis ou
que um de seus pais seja do Tipo
Seis.
> 45-60 É muito provável que você tenha al-
gum componente do Tipo eis.
> 60-75 É muito provável que você pertença
ao Tipo eis (mas ainda poderá per-
tencer a outro se tiver uma concep-
ção demasiado limitada deste tipo).
orne o pontos
da quinze
afirmações para
o Tipo eis.
Ore ultado
e tará entre
15 e 75.
As in truções ao
lado o ajudarão a
de cobrir ou
confirmar seu
tipo de
personalidade.
mente uma idéia: com efeito, ela é o que de mai real ha na c 'istencia, c'"('11 plOpll1l
fundamento. Comumente se associa essa paz interior a presença de DeUS, l(1I(' S( m,1
nifesta a cada instante. Quando vivenciam es a verdade, e a pessoas sC'l111mS(
apoiadas, constantes e fortes, como se fo em um monolito. Ela percebcm qll(' ('S",I
base constitui a verdadeira seguran a, e é isso que lhes dá uma imensa coragcm,
Esse é o verdadeiro significado da fé, sua qualidade Es encial esp 'clltca l(
não é uma cren a, mas a certeza imediata que decorre da experiência. m esta, a I(
é simples crença, mas com a experiência, a fé nos traz a orienta ão egura. Boa p.1I
te da personalidade do Tipo eis pode er descrita como uma tentativa de imitai Oll
recriar a fé em termos de crenças e de encontrar um sub tituto para a cert za dc' l-I
contar com a segurança que provém do Divino. Porém, quando a ência se ma
nifesta, essas pessoas verificam que eu centramento no er é absoluto e imu!avr!
O Ser lhes dá apoio porque ela ão parte dele: ua própria existência esta no •..•
(·1
porque eria impossível n ã o ser dessa forma.
O DI). TA TE
VOLTAIRE
TIPO SETE:
O ENTUSIASTA
C A P íT U LO 1 3
EPICURO
"Como se pode di cuti r a questão de adquirir ou po suil,
quando a unica cai a de que um homem preci a é tornar-
e - er, afinal, e morrer na plenitude de eu er."
AI T-EX PÉRY
"O prazer é o objeto, o devCI e a meta de toda as criatu-
ras racionais."
"Com a captura, acaba o prazer da caça."
ABRAHAM LI COl
" enlwm prazer é mau em i mesmo, porém os meios pe-
lo quai cnto prazere ão atingido trazem dare mui-
ta vcze maiores qlU ele ."
A PRODíGIO
O DI AMO
o VER ATlL
OGE ERAU T
O CO OIS EUR
A RI
ela sifica C IO
Tipológiw
Segundo
a Atitude
Verifique a análise da
pontuação na página 2
5 ..... eml,re c
verdadeira
4 ..... Gera/menle
verdadeira
2 ..... Rammcn/t'
verdadeira
3 ..... Em parle e
verdadeira
1 ..... unea é
verdadeira
Classifique as afirm
ções ao lado conform
ua aplicabilidade ()
base na seguinte e cal
7. ou curio o e aventureiro - geralmente sou o primei-
ro a experimentar coisas nova e mtere santcs.
8. Quando ja nao go to de fazer alguma coisa, cu paro
de faz -la.
2. Minha agenda normalmente é cheia c cu go tOque
eja assim: nao quero que a grama cre ça debaixo
de meus pe .
4. Minha mente e tá empre tagarelando - as vezes
parece que penso dez coi a de uma vez!
5. Se tem uma coisa que não uporto é entediar-me -
procuro dar um jeito de não me aborrecer nunca.
flPO
3. Para mim o que importa é a emo ão e a variedade,
mais que o conforto e a egurança - que cu, alia ,
nao desprezo quando encontro.
9. ão sou ó uma p s oa "divertida": tenho um lado
erio, ate ombrio, só que nao gostO de me. 'er muito
com ele.
6. 'ou de entrar de cabeça nos relacionamentos - mas
quando acabam, acabam.
___ 15. cho ótimo estar com as p soas - contanto que elas
queiram ir aonde eu quero.
1. Adoro viajar e de cobrir diferente tipos de pratos,
de pessoa ,de experiência - todo o fantástico tur-
bilhão da vida!
___ 12. De vez em quando entro em "baixo astral", mas em-
pr aio logo dele.
___ 13. Um de meus maiores problemas é que sou muito dis-
traído e as vezes me disperso demais.
___ 14. Tenho tend ncia a ga tar mais do que deveria.
___ 10. ou bom no geral, ma não tanto nos pequenos deta-
lhes: gosto mais de pensar para chegar a nova Idéias
que me envolver com sua execu ao.
___ 11. Quando realmente quero uma coisa, qua e sempre
descubro um meio de con egui-Ia.
o Tipo Ocupado, que Gosta de Divertir-se: Espontâ-
neo, Versátil, Voraz e Dispersivo
Chamamos este tipo de personalidade de o Entu-
siasta porque ele está sempre se entusiasmando com
tudo que lhe chama a aten ão. Seus representantes
vêem a vida com curiosidade, otimismo e espírito de
aventura. Como crian as numa doceria, eles vêem o
mundo com olhos escancarado , antevendo embeve-
cidos toda as boas coi as de que desfrutarão. Arroja-
dos e cheios de vivacidade, com alegre determina ão vão em busca do que querem
da vida. A palavra iídiche chutzpah - uma espécie de atrevido desembara o - des-
creve muito bem uma de ua maiores caracterí ticas.
mbora perten am à Tríade do Raciocínio, as pessoa do Tipo Sete não o tu-
mam dar essa impressão, pois tendem a ser bem práticas e a envolver-se com mi-
lhare de projeto ao mesmo tempo. eu raciocínio é antecipatório: elas prevêem a
coi as e geram idéia às carreira , preferindo as atividades que lhes e timulem a
mente - o que, por sua vez, gera mai coisas a fazer e pensar. Embora po sam não
ser necessariamente intelectuai ou e tudiosas segundo a definição padrão, essa
pessoa co tumam ser inteligentes, ler bastante e expressar- e verbalmente muito
bem. Ela pas am rapidamente de uma idéia a outra, saindo-se bem nos brain torms
e na sínte e de informa õe . São o tipo de gente que se deixa arrebatar pelo nuxo
rápido e contínuo da idéias e pelo prazer da espontaneidade, preferindo a vi ão pa-
norãmica e a excita ão dos e tágio iniciais do processo criativo à análise detalha-
da de um determinado tópico.
Devon, uma bem-sucedida executiva, fala-nos um pouco aqui obre a dinâmi-
ca de funcionamento da mente de uma pe oa de seu tipo:
272 A 5 A 111Il O f{ I A Il O I N r A (.I{ A M A
TIPO SETE DE PERSO ALlDADE: O E TU lASTA
Não tem jeito: sou a mulher das listas. Não é por causa da memória, pois
a minha é ótima. É mais para descarregar as informações e evitar continuar
pensando nas coisas. Outro dia, por exemplo, fui a um concerto cujos in-
gressos, além de caros, haviam sido diffceis de conseguir. Mas não conse-
gui ficar até o fim. Minha mente me torturava com as coisas que tinha de
fazer. Acabei não agüentando - levantei-me e fui embora. A pessoa com
quem eu estava ficou muito chateada e eu perdi uma boa apresentação.
As pessoas do Tipo ete muitas vezes são dotadas de mentes ágeis, tornando-
se alunas capazes de aprender extremamente rápido. Isso se aplica não apenas à sua
capacidade de absorver informa ão (línguas, fato, métodos), ma também à de rea-
lizar trabalhos manuais. Elas tendem a apresentar excelente coordenaçâo mente-cor-
zar-se.
"Você estará num bom cami-
nho se obtiver o que precisa."
~ DESEJO FUNDAMENTAL:
Ser feliz, satisfazer-se, reali-
~ MEDO FUNDAMENTAL: O
de sofrer dores e privações.
~ MENSAGEM DO SUPEREGO:
"Ainda não sei o que quero f,
quando crescer."
TIPO
Sou de uma produtividade absolutamente incrível. Quando estou no escri-
tório, fico alegre e minha mente funciona às mil maravilhas. Sou capaz de
criar várias campanhas de marketing para um cliente, fazer o esquema de
uma palestra que vou dar num seminário, destrinchar um problema com um
cliente pelo telefone, fechar dois negócios, ditar algumas cartas e, quando
olho para o relógio, ainda são 9h30 da manhã e minha assistente está aca-
bando de chegar para darmos início ao trabalho do dia.
po e d str za manual (datilografia, tênis, piano). Quando aliam . as duas apa( Ida
d· ,e a pes oas podem er a encarna âo do verdadeiro mod lo do RenaSClllIclltO.
Ironicamente, a grande curiosidade e a capacidade de aprender muito rapldo
podem criar problemas para as pessoas do Tipo Sete. Por serem capaz d' d 'S('Il-
volver diferentes habilidades com relativa facilidade, torna-se difícil para las dc( i·
dir o que fazer. Por isso, nem sempre valorizam o que possuem como fariam sc li-
ve em tido de lutar para obtê-lo. Quando mais equilibradas, porém, es a p ssoas
ão capazes de empregar sua versatilidade, curiosidade e capacidade de apr ndiza-
gem para chegar a grandes realizações.
A origem de eu problema é comum a todos os tipos da Tríade do Ra iocl1110:
a perda de contato com a orienta ão interior e o apoio da natureza Essencial. Isso
causa-lhes grande ansiedade, poi não lhes dá a seguran a de estar fazendo OpÇ(cs
que beneficiem a si mesmas e aos demais. As pes oa do Tipo Sete lidam eom essa
ansiedade de duas formas: em primeiro lugar, tentam manter a mente ocupada (l
tempo todo, principalmente com projetos e idéias positivas para o futuro, poi as
sim con eguem, até certo ponto, manter a ansiedade e os sentimentos negativo fo
ra do consciente. Além disso, como em seu ca o a atividade estimula o racioc1l1io,
ela são impelidas a permanecer sempre em movimento, indo de uma exp ri -ncia
a outra em busca de estímulo. Isso não quer dizer que fiquem marcando pa o: 111
geral são pe soas práticas, que gostam de ver as coisas serem feitas.
Frances, uma bem-sucedida consultora de mercado, parece ter mais energIa
que o resto dos seres humanos - algo típico do Tipo Sete:
Em egundo lugar, as pe oas do Tipo ete lidam
com a perda da orientação Es encial por meio do mé-
todo de tentativa e erro: fazem tudo para certificar-se
de aber qual a melhor opção. um nível muito pro-
fundo, elas não se acham capazes de descobrir o que realmente querem da vida. Por
conseguinte, tendem a experimentar de tudo - e, por fim, podem acabar experimen-
tando qualquer coisa para ubstituir aquilo que realmente estão bu cando. (" e não
pos o ter aquilo que realmente me satisfaria, vou me divertir de qualquer maneira.
Terei toda orte de exp riências - as im, não me sentirei mal por não ter o que real-
mente quero.")
I so pode ser visto nas mínima coisas do cotidiano de sa pessoas. Incapazes
de decidir e querem orvete de baunilha, chocolate ou morango, elas vão pedir o
274 A SAIlI I>OIUA IH) I NI A "{AMA
" e a vida lhe der limões,
fa a limonada."
tr S sabore , O para ter certeza de não perder a op ào "certa". e tiverem duas se·
mana de férias e vontade de ir à Europa, será o me mo dilema: qu pai e e cida-
des visitar? Que pontos turí ticos conhecer? A maneira que as pes oa do Tipo e-
te encontram para re olver isso é incluir o maior número de paí e ,cidade e
atra ões turísticas no roteiro. Enquanto correm atrás de experiências estimulante,
o que seu coração realmente quer vai endo tão enterrado no inconsciente que elas
nunca podem saber exatamente o que é.
Além di so, quanto mai inten ificam a busca de liberdade e satisfa ão, maior
a tendência a fazer opções piores e menor a satisfação, pois tudo é vivenciado indi-
retamente, através do filtro da atividade mental acelerada. O re ultado é que essas
pe soa acabam ansiosas, frustradas e com raiva, diminuindo assim eus próprio
recur os físico , emocionais e financeiros. Elas podem acabar destruindo a aúde,
o relacionamento e as finanças em sua busca de felicidade.
Gertrude agora e tá tentando se e tabelecer na carreira e na família, mas, fa-
zendo um retro pecto, anali a como es a tendência contribuiu para dificultar seu
início de vida:
Não havia nada que fazer nem em casa nem na cidadezinha do sul em que
cresci. Eu morria de vontade de sair de lá e ir para algum lugar mais inte-
ressante. Quando fiz 16 anos, comecei a namorar e logo fiquei grávida,
mas o pai de meu filho não quis casar-se comigo - o que, para mim, não
foi problema, já que eu tampouco queria casar-me com ele. Não demorei
a conhecer outro homem, casamo-nos e então me mudei para uma cidade
maior. Mas a coisa não funcionou como eu queria porque nos separamos
depois que eu dei à luz o meu filho e tive de voltar para casa. Fiquei lá por
uns dois anos, até colocar meus pés no chão novamente. Quando as coi-
sas pioraram, casei-me de novo. Agora, aos 19 anos, acho que já fiz mui-
ta coisa.
Porém O lado bom é que a pessoas do Tipo e-
te ão extremamente otimi tas, exuberantes, "para ci-
ma". Dotada de uma enorme vitalidade e de um de-
sejo de viver plenamente cada dia, elas são alegres e
bem-humorada por natureza, não levando nada - nem a si me mas - muito a sé-
rio. Quando ão interiormente equilibradas, conseguem contaminar todo os que
a cercam com seu entusiasmo e alegria de viver, fazendo-no relembrar o simples
prazer de existir - a maior de todas as dádivas.
o PADRÃO DA INFÂNCIA
A infância da pessoas do Tipo ete é matizada por uma sensação em grande par-
te inconsciente de desligamento da figura materna (que é muitas vezes, mas nem sem-
r I PO
FavOl o/}scrvCll quc o Jl(/(II ellI
da infclncia aqui c/C C 11111
não provoca o Lil)() c/f
personalidade. Em vez c/ISO.
ele descreve tene/encim
observávei na tenlCl illfelnc lei
que têm grande impacto llh'f
os relacionamentos que o tlll(l
c tabelcce na vida adulta
pre, a mãe biológica). De modo geral, es as pe oa ão
muito suscetíveis a uma profunda frustração resultante
da sensa ão de serem prematuramente apartadas da li-
ga ão com a mãe, como se tive em sido desmamadas
cedo demais (o que pode ser fato em alguns casos). u-
ma rea ão a i o, as crianças do Tipo Sete inconsciente-
mente "decidem" cuidar de si mesmas. (" ão vou ficar
parado com pena de mim me mo, esperando que al-
guém se encarregue de tomar conta de mim. Eu mesmo
o farei! ") Esse padrão não implica que as pes oas de te
tipo não tenham tido intimidade nem proximidade com
a mãe na infãncia. Porém, no plano emocional, elas de-
cidiram inconscientemente que teriam de cuidar de suas próprias nece sidades.
As razões para is o podem variar muito. Talvez a chegada de um irmãozinho
tenha feito a criança do Tipo Sete perder de repente a atenção exclusiva da mãe. Tal-
vez uma enfermidade (da própria criança ou da mãe) tenha impedido o contato
mais próximo entre elas.
Devon, a executiva que já conhecemo, relembra:
Um incidente acontecido quando eu tinha 3 anos me impressionou tanto
que me lembro dele como se tivesse ocorrido ontem. Meu irmão, recém-
nascido, estava tendo uma convulsão. Minha mãe não parava de gritar e li-
teralmente arrancar os cabelos, negros e longos. Lembro-me de seu cabelo
caindo no tapete bege e rosa. Era tarde da noite, e a ambulância levou con-
sigo meu irmão, minha mãe e meu pai também. Sei que, até um ano e meio,
fui muito bem cuidada por minha mãe. Ar ela ficou grávida e enjoava mui-
to até meu irmão nascer. Ele, por sua vez, tem saúde frágil desde bebê e, as-
sim, é o meio que perdi minha mãe por tabela.
As pe soas do Tipo Sete são também muito influenciadas pela "fase da sepa-
ra ão" do proces o de de envolvimento do ego, quando aprendem a tornar-se mais
independentes da mãe. Uma das maneiras que as crianças normalmente encontram
de lidar com o difícil processo de separa ão está em ligar- e ao que o psicólogos
denominam objetos transicionais: os brinquedos, jogos, coleguinhas e outras distra-
ões que ajudam as crian as a suportar a ansiedade dessa fase.
As pes oas do Tipo Sete dão a impressão de ainda e tar em busca de objetos
transicionai . Enquanto puderem de cobrir e deixar-se levar por idéias, experiên-
cia ,pessoas e "brinquedo" interessantes, elas con eguem reprimir a sensação sub-
jacente de frustração, medo e mágoa. Mas se, por alguma razão, não encontrarem
os objetos transicionais adequados, a ansiedade e o conflitos emocionais atingem
o patamar consciente. Então essas pessoas tentam encontrar outra distração o mais
rápido possível, a fim de controlar a sen ação de pãnico. Naturalmente, quanto
maiores a privação e a frustração realmente vividas pela criança, maior a necessida-
de do adulto de "ocupar a mente" com toda sorte de di trações.
AH ()O~IA DQ I NI AC.RAMA
Exemplos
Robin Williams
Steven Spielberg
W. A. Mozart
Jim Carrey
Goldie Hawn
Carol Burnett
Sarah Ferguson
Benjamin Franklin
Timothy Leary
TomWolfe
Faixa saudavel A p soa de te ubtipo realmente apreciam o mundo, endo
"materialistas" no entido mai amplo do termo. Ela aliam a rapidez ao lmpeto -
o que, mulla veze ,lhes angaria uce o material e cargo de poder e importãncia.
Determinadas a obter da vida o que de ejam, elas pensam e trategicamentc e ão ca-
paze de organizar rapidamente o recur o interiore e extcnore para realizar seus
de ejo. ão prática ,pragmática e ob tinada. eu sen o de humor e expre a
pelo arca mo e pelo atrevimento.
Faixa média Ver átei ,as pe oa de te ubtipo dirigcm ua energia em vá-
rias direçõe , podendo ter di er a profi õ . Podem demonstrar dctcrminação,
Impeto e agre iidade na bu ca da atisfação de ua nece idade. eu forte de e-
Faixa saudável A pe oa de te ubtipo ao
brincalhona e produtiva. Curio a e criativa , al-m
de dotada de um excelente enso de humor e de uma
vi ão mai po itiva que a do outro subtipo, elas man-
têm a certeza de que a vida é uma coisa boa e alegre.
Por sua rapidez mental, eu e pirito de cooperação e ua capacidade de organiza-
ção, e a pe oa ão capaze de realizar muita coi a, aparentemente em grande
e forço. Ela go tam de variedade e têm facilidade para entro ar- e com o outro,
o que faz da atividade ligada ao ramo do e petáculo ,relaçõe pública, publi-
cidade, mldia e diver õe eu elemento.
Faixa média E perta, intere ada em novida-
de ,falante e amigávei ,a pe oa de te ubtipo têm
uma grande re erva de energia e podem proporcionar
momentos muito animado aos que e tão a ua volta.
Ape ar de erem geralmente produtivas, ela podem
perder a concentração com mais facilidade que a do
outro ubtipo. A depender de eu grau de inseguran-
ça, poderão demon trar um certo nervo ismo, uma
aceleração meio frenética. Como go tam de emoçõe
forte, e tão sempre em olvida em relacionamento
ou em bu ca de um. pe ar de não go tarem de ficar
os, e peram mUllO do mai Intimo. Co tumam ficar
dividida entre o de ejo de arri car- e a encontrar me-
lhores opçõ e o medo de perder o que têm. Há uma
po ibilidade de abu o de droga no ca o d te ubtipo devido à an iedade e a ocul-
to entimento de inferioridade.
TIPO SETE COM ASA OITO: O REALISTA
TIPO SETE COM ASA SEIS: O ANIMADOR
OS SUBTIPOS CONFORME
AS ASAS
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
Jaek Nieholson
Lueille Ball
Joan Rivers
Howard Stern
Leonard Bernstein
Lauren Baeall
Bette Midler
Malcolm Forbes
John F. Kennedy
"Searlett O'Hara"
in d ' acumular posscs c.·p 'ri ncias a torna mais vi·
clada no trabalho que a pe soa do outro c;ubtip .
("Eu mer o!") Além di o, como eu intere maior
re ai na atividade ,mai do que na pe oa, ela ten-
dem a er pragmática quanto aos relacionamentos:
bu cam parceiro e não figura romântica idealiza-
da . E a pes oa não têm medo da solidão e conhe-
cem muito bem uas próprias expectativa e limite.
Para obter o que de ejam, ão capaze de uma objeti-
vidade que beira a rispidez e, em algun ca o ,a pres-
são. Ao contrário do repre entante do Tipo ete com
a ei, cujo entu iasmo é tanto que chega a er in-
fantil, o de te ubtipo podem mo trar- e muito blasés
e In en Ivei .
O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO SETE
Garantindo o Meu. O lípico Autopre ervacio-
ni ta do Tipo ete ão pe oa cheia de energia e de-
terminação, principalmente quando e trata de garan-
tlr que eus prazeres e necessidade ejam empre
ati feito. eus intere e e preocupaçõe tendem a
relacionar- e ao prático e ao material (ou, na palavras imortai de carlett O'Hara,
"Juro por Deu quejamai passarei fome novamente!"). E a pes oas tendem a seI
ambiciosa c a dar duro para poder dispor de várias opçõe .
Alcm di o, os Autopre ervacionista do Tipo Sete ão consumi tas no entido
clá sico da expres ão: go tam de fazer compra, viajar e mimar-se, empenhando-sl'
sempre em de cobrir novas po ibilidade de prazer (catálogos e guia de espetácu-
los, viagen e re taurante ). E a pe oa e tão empre atentas a pechincha e liqui-
dações e go tam de conver ar a re peito com os amigo . ("De cobri umas gracinha ••
de caneca numa loja que abriu há pouco tempo." "Puxa, es e monitor é excelentc.
Por quanto você o comprou?") Embora go tem de air e conver ar, temem depender
do outros ou que este dependam delas.
Os Autopreservacioni ta meno audáveis do Tipo ete podem demonstrar
impaciência e nervosi mo quando sua nece idades não ão logo atendidas. Preo-
cupado em não ofrer privações, muitas veze ficam an io os quando perdem al-
gum conforto ou apoio material. ( ão raro, têm medo de pa sar fome.) Eas pes-
oa podem tornar-se extremamente exigente e mal-humorada quando são
frustradas, pois e peram que o outro lhe ati façam a nece idades as im que
ela as manife tem - ou até ante di o.
a faixa não- audável,ob tinada com ua própria ne e idade de egurança.
e as pes oa mo tram- e de corte e e de atenta perante o demai. em tolerar
Inlerfcre IH: ia.,. lan ·am·.,t' agressivam 'llIC a busca de Illdo aquilo que reem que as
IlHn,lIa muis segura e m no an io a . A irre pon abilidad e o de comedim nt
em relaçao a próprio recur o podem levá-Ia a de barará-lo , e tragando a au-
d ,jogando a dinheiro ou ga tando em dema ia. A im, podem pa ar do limite
e permitir- e todo tipo de exce so.
o INSTINTO SOCIAL NO TIPO SETE
o Que Estarei Perdendo. O repre entante ociai lLpicos do Tipo ete co -
tumam cultivar um grupo de amigo e "con elheiros" que partilham de eu in-
tere se e entu ia mo . Por meio de e grupo, ele e informam da novidades e
obtêm o e lImulo e a variedade que apreciam. Como são idealista, go tam de en-
volver- e com cau a ociai. Porém, depois que o fazem, a vezes entem-se ata-
do ,poi eu ritmo é mais rápido do que o do outro. e a oca iõe , vêem a
re pon abilidade social como um estorvo, poi ficam divididos entre o de ejo de
honrar eus compromi sos e o de largar tudo e cuidar de ua vida. Além di o, os
repre entante ociai de te tipo e tão empre em busca de algo mai intere an-
te ("E a fe ta de ano-novo parece que vai er boa, ma apo to que a do Ted vai
pegar fogo depois da meia-noite! "). Ele e re sentem diante da autoridade, ven-
do-a como arbitrária e de nece ária - mai uma fonte de re trição ocial.
Os repre entante ociai meno audávei do Tipo ete tendem a di persar
ua energia no que podenamos chamar de meios compromi o: go tam de ter a
agenda empre cheia, mas e tão sempre anotando também algumas "alternativas".
A im, colocam muitos ferro no fogo, ma não e peram que nenhum fique em bra-
sa. ão pes oa amigáveis e mesmo encantadoras, ma muito arisca, podendo fa-
ilmente cancelar seus compromisso e a ansiedade ou uma op ão mai promi o-
ra urgirem.
a faixa não-saudável, e a pe oa tendem a di ipar ua energia e eu ta-
lento numa interminável uce ão de fe tinhas, encontro ociais ou "reuniõe de
planejamento" que nunca acabam em nada. Deixando atra de i uma trilha de ini-
ciativas interrompida e cora õe partido, ão como ave de arribação, inquieta e
inquietante ,poi a fuga da an iedade a torna irrespon ávei e conduz a "cenário
sociais" potencialmente arriscados e de trutivos.
O INSTINTO SEXUAL NO TIPO SETE
O eófilo. O típico representante exuais do Tipo ete estão em constante
bu ca de coisa novas, que fujam do ordinário. orno o do Tipo Quatro, ele tendem
a rechaçar o mundano - ão pes oa que querem viver a vida inten amente em todas
as uas atividades e interaçõe . Vendo-a através da lente da imaginação, ela ideali-
I , t'.,
O SINAL DE ALERTA PARA O TIPO SETE:
"ADIANTE A GRAMA SEMPRE ESTÁ MAIS VERDE"
A tenta ão caracterí tica das pessoas do Tipo ete é a propen ão a perder o
go to por aquilo que estão fazendo ou vivendo. A grama empre e tá mai verde em
algum outro lugar, e a im ela começam a de ejar o futuro, como e um outro fa-
to ou atividade fo e a olução para eu problemas. ("E ta noite vou jantar com
uns amigos, mas quem estará no vemissage? Quem abe, e eu comer depre sa, con-
zam a i m ma, ao r aCIonamentos e a realtdade f'rt'qm'nle 111(111l',
('''''',1''' 1)(' ••••••
(1;1
d 'mon tram curio idade em r la ão a uma ampla gama d ' coisas, d i. ando "'l 1,1 I
nar por idéia e a unto que e tão na cri ta da onda. atração que une os repr •.•
'n-
lante e uai do Tipo ete àquele que con ideram inter ante é magnéti 'a. Quan
do o radar de eu in tinto exual detecta alguém a sim, não h itam em apro.imar ."
uando de todo o seu charme e intere se. Da m ma forma que o objeto de ua cUrJO
idade temporariamente o de lumbra e hipnotiza, eles são capazes de induzir nsa
ções semelhante nos demai . Essas pes oa gostam da emo ão de fanta iar om seu
novo objeto de de ejo, imaginando futura aventura e intere e comun. la amam
idéia louca, humor e plrito - eu raciocínio é ba tante rápido, ma i o p d tra
zer inquietação não ó a elas ma também aos eus relacionamento .
o lveis me no audavei, es as pes oa podem tornar- e voluveis no inte-
resses e também no afeto. la temem o compromis o ,preferindo a inten a paixao
das fa es iniciais de um relacionamento. (Amam o amor.) O romance e o proces o de
de coberta mútua as deleita, mas, assim que o entimento e tornam familiare, la.,
partem em bu ca de nova po ibilidades. A inquietude a faz perder o di cernimen
to e envolver- e com modismos e idéias e petaculares que, ape ar da embalagem gla-
mourosa, ão pouco mais que distra ões temporárias. Logo vem a decep ão.
a fai a não-saudávei ,os repre entantes exuais do Tipo Sete podem bus-
car emoçõe com ainda meno prudência. Assim, poderão envolver-se em projeto.,
maluco e ca o amoro o pouco viávei e perigo o , tornando- e caçadore de
emo õe que bu cam cada vez mai fonte de prazer e diver ão porque cada vez me-
nos conseguem gozá-la. Viver no limiar a torna pe oa duras e dis olutas, que
muitas veze e e gotam ou se prejudicam irreversivelmente com eu exces o _
DESAFIOS PARA
O CRESCIMENTO
DO TIPO SETE
A seguir, alguns dos problemas mais freqüen-
tes no caminho da maioria das pessoa do Tipo Se-
te. Identificando esses padrões, "pegando-no com a
boca na botija" e simplesmente observando quais as
nossas rea õe habituai diante da vida, e ta remo
dando um grande pas o para libertar-nos dos aspec-
to negativo de nos o tipo.
" ão quero perder
oportunidade. "
E e tipo de atenção errante tem érias conse-
qüências para a pessoa do Tipo ete, já que sua vida
e baseia tanto nele. Pensar torna-se o me mo que ante-
ver, e isso as leva a não ficar com nada o uficlente pa-
ra conhecê-lo profundamente ou obter alguma verda-
deira sati fação. Quando não dão ouvidos ao eu inal de Alerta, deixam- e atrair
por outra coi a, independentemente do que quer que estejam fazendo. ua atenção
errante as faz pular e ligar a TV, abrir a geladeira em bu ca de algo que merendar,
telefonar a um amigo ou rabiscar num bloco, em vez de começar a trabalhar - ou
me mo continuar a ler o livro de que estavam go tando!
o Papel Social: O Dínamo
sIga daI uma pass.lda la lambem!") e elas Ignorar m S'U Sinal de Alerta - dei. ar-
Sl' le ar pelas po sibilidade do momento guint, em vez de viver totalm nte o
pres nt -, com çarao a eguir o rumo errado.
uponha que e tá conver ando com um amigo num re taurante lotado e de
r pente começa a e cutar a conver a ao lado. Você presta atenção a ela enquanto fin-
ge que está atento a palavras do amigo? e a re posta é" im", você sucumbe à ten-
tação do Tipo ete. O resultado é que acabaria não apreciando devidamente nenhu-
ma das duas conversas e, de quebra, indiretamente ofenderia seu amigo, que
provavelmente perceberia tudo.
Os representante mai lIpico do Tipo ete definem-se como "Dtnamos":
aqueles que preci am injetar energia e emo ão na situa õe para que todo se ani-
mem - e, as im, eles mesmos também fiquem animados. Como ão pessoa de mui-
ta energia, para ela é fácil representar esse papel. Porem, omo com todos o Pa-
péis ociais, uma vez que o individuo se identifica com eles, torna- e cada vez mais
difícil deixar de agir da maneira que ele preconiza.
O papel de Dínamo, Catali ador ou Vela de Ignição - bem como o de con pira-
dor e aliciador - permite às pe oa do Tipo ete tornar-se o centro das atençõe. ua
companhia é muitas vezes di putada porque sua alegria levanta o moral da pes oas.
Escolha uma atividade qualquer e concentre-se nela. Ao fazer i so, observe quando e
distrai e pensa em outra coisa. Volte a conccntrar-sc no que estava fazendo e, caso se distraia
novamcnte, tente retomar à atividade que escolheu. Repita o procedimento, tentando sem-
pre pcrmanecer concentrado no que está fazendo.
a maioria das vezes, será difícil conseguir concentrar-se, principalmente no início.
Mas, se persistir e conseguir identificar o que o distrai da atividade, conseguirá entender me-
lhor os fatores que deflagram o seu inal de Alerta. A tensão física é um deles? A fome, o can-
saço e a ansiedade também têm alguma inflUência?
As pessoas do Tipo Sete receiam o surgimento de sentimentos pcn
50 e a po 'sibilidade de frustrar-se ou entediar-se. Por consegumt
tentam manter-se ocupadas e animadas. Elas procuram criar ener
gia em torno de si falando, fazendo brincadeiras e buscando no
aventuras, mas muitas vezes se di traem e pcrdem a concentração
As pessoas do Tipo ele temem ser impOSSíveldispor suficient
mente do que crêem que precisam. Assim, tornam-se impaclent
em sua busca de gratificação instantânea. Apesar de muito exigen
tes, elas quase nunca se mostram satisfeitas quando suas exigêncl
são atendidas. Perdulárias e blasérs, mostram-se displicentes em rt
lação aos próprios hábitos, jamais aceitando a culpa por eles.
pessoas do TIpo te temem que seus atos lhes tragam sof
to e mfeliCldade, o que pode ser verdade. Assim entram em
co e Vltam o própno sofnmento a qualqu r custo Compona
com Impulsivl(lade e irresponsablhdade fazendo tudo aquilo
prom ta alíViOtempol'llrio contra a ansiedade mas no fundo
tem alegna nessa busca
Desesperadas por fugir • ansiedade, as pessoas do TIpo te
o controle atuando o sofrim nto em vez de senti-lo medida
tornam cada vez maIS InstáveIS e imprevisíveIS, penodo de
vidacl frentuca altemam-se a profundas depressões lnsenslb
das temenlnas, faz m qualqu r coisa para suprimir o sofrimem
Con nClllas da possibilidade de haver arrumado a própna sa1de
vida e alegna d viver pessoas menos sau<lllv do TIpo
p ntem Jll nAo ter alternauvas para o sofnmento. Parahsadas
ch de pAnlco m vezes cometem e qu acane
gra problemas fmanceuos e físico • indu ive do crOmcas
s pe soas do fipo "elc dClxam tt: aernhl.lr qU( prn I :1111
d. d'l r
mmado obJcto ou experiências para estar "',IlI •.•
klt,1 , o qu' Ih
permite assimtlar plenamente suas propnas p ncnll,l'" ( llr r
proveito dela. Alem di o, parado. almcnte r ahz.tm •..
( u D( (10
Fundamental- ter sali fação e alegria, atender a•..propn'l'" 1('( ( I
dade - e se mOSlram gratas, reconhecidas e extatica •...
As pessoa do Tipo ele concentram-se nas possibtlidade •...enlllllO
nando- e com a antevi ão de IOdas as coi as que farao. Auto 11I1,
gem: " ou uma pes oa feliz, e pontãnea e sociável".
As pes oa do Tipo ele reforçam sua aUlo-imagem mergulhando
de cabeça na vida e fazendo IUdo aquilo que lhes garallla ter o qUl
precisam. O goslO e a paixão que sentem pela vida as torna multo
versátei e prohfica "Ape ar de arrojada e olimi ta., sao pe•..•..
o,1
pratlea e ensatas.
Temendo estar perdendo experiências mais interessantes, as pes
soas do Tipo te tornam-se inquietas e buscam cada vez mai op-
ções. Mantêm- e eternamente ocupada ,fazendo malabarismo pa
ra dar conta de diferentes tarefas e planos, além de lutar par
manter-se informadas sobre as mais recentes tendências.
111"0
Mania
(D q m s s lv a )
T~
Tennos-chave:
Acabrunhamento
Paralisia
9
ível Expectativa
2 Entusia mo
IVel Realismo
3 Produrividade
Ivel Alegria
alisfação
E
L
ível Voracidade
4 Consumismo
M
É
ível Distração
O
5 Dispersão
A
Egocentrismo
Intemperança
"Vamos lá, pes oal!
Vamos agitar essa parada!"
Quando criança, sentia-me livre, desinibida, cheia de vida. Sabia que con-
seguia fazer as pessoas rirem. As outras crianças disputavam minha com-
panhia porque eu era divertida. Quando adolescente, queria ser levada mais
a sério, principalmente pela minha famflia, mas nunca achava que o conse-
guia. Então eu reagia às expectativas atuando ou sendo boba, engraçada
ou dramática (em vez de autêntica) para chamar a atenção.
É gostoso saber que você pode afetar a vida das pessoas com sua energia.
Muitas vezes vejo as pessoas se animarem bem diante dos meus olhos. Gos-
to de fazer todo mundo sentir-se feliz. Às vezes, isso é um problema, pois
sinto que atraio muita gente que é meio "deprê". Para dizer a verdade, não
acho que essas pessoas queiram melhorar. Estou tentando deixá-Ias seguir
seu caminho e poupar minha energia para melhores investimentos, nos
quais ela seja realmente apreciada. A capacidade de levantar naturalmente
o moral das pessoas é de fato um grande dom.
Kansas c uma atnz talentosa qu • tambem se proflsslOnalizou como I11pr'saria:
o problema começa quando os repre entante
típico do Tipo Sete come am a agir apena como o
superdínamos que precisam falar, chocar, in tigar e
de lumbrar o tempo todo. Isso inevitavelmente as so-
brecarrega demais, além de tornar-se cansativo para todos também. Quase todo
mundo, indu ive outras pessoas do Tipo ete, acha que e sa energia excessiva aca-
ba se tornando unidimensional e extenuante. e o outro não con eguem acompa-
nhar eu ritmo, essas pessoas aem em busca de novas oportunidades e platéias, in-
terpretando essa rea ão como uma forma de rejei ão ou abandono que provoca
raiva e fru tra ão. Porém ela podem entir-se também cada vez mais identificadas
com seu papel, em aber omo rela ionar- e ou ati fazer-se de outra maneira.
Velma, ver átil educadora e consultora de mercado, conheceu essa frustra ão
no início da adolescência:
A Gula e a Eterna Insatisfação
o vício característico das pe soas do Tipo Sete é a gula - literalmente, o de e-
jo de empanturrar-se de comida. Em muitos casos, elas bem poderiam ser acusada
MEXE DO O CALDElRÁO
Quando se pegar distraindo a pessoas - animando a festa, por as im dizer -, procure ob-
servar para quem e tá fazendo i so. Qual o efeito que e. a excita ão provoca sobre o seu conta-
to consigo me mo? E obre o seu contato com os outros? Você e sente satisfeito? O que você
acha que aconteceria se não assumisse are ponsabilidade de animar o ambiente em que está?
SAMUELJOHNS(lN
"A vida é uma progre ao ti
necessidades, não de prazen ."
A Busca de Estímulos e de Novas Experiências
A despeito de qual seja o no so tipo, nós geralmente buscamos aquilo que pen-
samos que nos fará felizes, sem considerar se nossas opções têm a possibilidade de
trazer-nos felicidade. Que circunstâncias propiciam a felicidade? O que a faz durar
mais que um breve instante? Como podemos aumentá-la sem correr o risco de exa-
gerar em alguma coisa? Esse tipo de questão constitui o tema do Tipo Sete.
Os típico representantes do Tipo ete são sofisticados, colecionadores e COtl-
noisseurs - são aqueles que sabem qual o melhor joalheiro, conhaque ou restauran-
te francês, quais dos filmes recentes vale a pena ver e quais as últimas novidades e
tendências porque não querem perder nada.
Uma das distinções mais nítidas entre os representantes que estão na faixa sau-
dável e os que estão na média é que os primeiros se sentem mai gratificados quan-
do sâo capazes de concentração e produtividade - assim, eles contribuem com algo
de novo e válido para o mundo; já os que estão na faixa média tornam-se meno
de comer ou beber demai , da mesma forma que fazer em de ma ia tudo aqudo ql!'
lhes traga ati fação física. Embora às vezes a gula pos a aplicar- e literall11l'1lH'.10
Tipo Sete, é mai produtivo entender e a Paixão metaforicamente, como a tenlala
va de preencher um vazio interior com coisas e experiências.
A gula é a reação emocional de querer cumular o eu com gratifica ões ICI-
nas diante da experiência da frustra ão, do vazio e da carência. Em lugar de vivcn
ciar diretamente o vazio e a carência, as pessoas do Tipo Sete tentam fugir 11 ansil'
dade distraindo-se tanto com o prazeres da carne quanto com estímulos m ntat •..
Quanto mais profundas as distorções emocionais da infância, menor a probabilida
de de es as pessoas se conformarem com a própria experiências - ela precisam
de mais para encher-se completamente, cedendo assim à "Paixão" da gula.
Por manter a mente ocupada para defender-se da
ansiedade, essas pessoas têm dificuldade de perceber
e processar a informações provenientes dos sentidos,
a meno que lhes cau em uma impressâo muito forte.
sim, sua identidade e baseia no fato de pennanecer
mentalmente excitadas; o que está na cabeça - os pen-
samento em si - não é tão importante quanto o estímulo e a promessa de gratifica-
ção produzidos. As pessoas do Tipo Sete buscam estímulos fortes para que a il11
pres ões que forem filtradas sejam registradas pela mente e as atisfaçam. Como ua
identidade se baseia no fato de permanecer estimuladas, essas pessoas normalmen-
te impõem- e poucos limites e não gostam de restri ões. Elas querem ser livres pa
ra reagir aos impulsos e desejos tão logo eles surjam, sem demora. Como toda as
Paixõe , a longo prazo a gula está fadada ao fracas o, pois quanto mais es as p s-
oas " e entopem" indi criminadamente, tentando encontrar o alimento de que fo-
ram privada na infância, mais insatisfeitas se tornam.
GEORGE LEONARD
DESCOBRI DO A DÁDIVA
o Tédio e a Diversidade de Opções
Eu preferia a variedade em tudo. Tinha determinados amigos para meu la-
do intelectual, outros para meu lado emocional e outros para meu lado se-
produtivos porquc a an,>i-dad - o., faz conccntrar-,>c maÍ'> m tlivcrtir-,>c c entreter
o,>tlcmai.,. ua crialivitlatle é uplantatla por um de ejo cada vez maior d adquIrir
e con umir.
A cinea ta Tara reconhece em i e e padrão:
Infelizmente, é verdade que tendo a me entusiasmar com as novidades e de-
pois perder o interesse e deixar para lá. Para mim, a variedade é o sal da vi-
da. Falar em fazer algo "interessante" me faz sentir bem, mesmo que depois
não faça nada. Gosto de aprender coisas novas. Adoro aulas - de culinária,
dança de salão, patins, qualquer coisa. Compro pelo menos dez revistas di-
ferentes. Também gosto de fazer pesquisa de preços antes de comprar por-
que acho importante verificar todas as opções e escolher a que mais valo-
riza meu dinheiro. Para mim é difícil assumir compromissos num
relacionamento porque também aí estou sempre em dúvida se não há algo
melhor, se já verifiquei todas as opções ao meu dispor.
A pessoas do Tipo ete freqüentemente recla-
mam do tédio e do quanto odete tam, embora o que
chamem de tédio seja a an iedade que sentem quando
o ambiente não lhe propicia o e tímulo necessário
para manter longe o sofrimento e os entimento ne-
gativo . Da mesma forma, as restri ões e a incapacida-
de de seguir em frente provocam nes a pes oas não apena tédio, ma até pãnico.
Elas não querem situações que a "prendam" nem forcem a enfrentar sentimentos
penoso antes de e tar prontas para tal.
Para defender-se do tédio e das sensações que o acompanham, essas pessoas
querem manter a cabe a cheia de fascinantes possibilidades e certificar-se de e tar
empre em dia com tudo que é novo, elegante e emocionante.
Velma, que já conhecemos, explica:
Observe como a antecipação e o desejo de novas experiências o impede de saborear o
que está vivendo no momento. Para analisar isso melhor, você pode fazer um joguinho: pare
um instante e tente de cobrir alguma coisa extraordinária em sua experiência imediata. Qual
a dádiva que recebe neste exato momento?
"A essência do tédio é desco-
brir-se na busca obsessiva da no-
vidade."
"Por que n ã o encontro ninglll /li
que consiga manter o mesmo
ritmo que eu?"
Analise aquilo que e tá chamando de tédio. Como você o ente em seu próprio co
Como você descreveria a ensação de t dio? Depois que conseguir identifiCá-lo, procur d
terminar quai as lembranças e as ociações que lhe provoca.
xual. Sentia-me impelida a buscar satisfação em todos esses lados meu.
Era impossível resistir. Quanto mais experiências tinha, mais queria t r ,
daí, passei a precisar delas cada vez mais. Minha energia dependia da varie-
dade de minhas experiências. Conseguia fazer várias coisas diferentes sem
me exaurir - via-me impelida a "fazer" tudo e tinha energia para isso.Jamais
quis nada do jeito tradicional. Cada coisa nova e diferente que eu experi-
mentava alimentava meu desejo de continuar a buscar o novo e o diferen-
te. Um círculo vicioso.
Para o repre entante típico do Tipo ete, é muito fácil perder a noção tias
prioridades: eles estão em atividade constante e, muitas vezes, exagerada. Indepen
dentemente da situação financeira, e sas pe oa tendem a de perdiçar dinheiro: c
comum que vivam a grande, eja morando numa metrópole com farta oferta de la-
zer e conveniências, ou numa cidadezinha do interior, na qual tenham de confor-
mar- e com a pouca loja e diver ões locai. e não con eguirem air dela, e as
pes oa podem pa sar o dia inteiro fumando e vendo TV, falando ao telefone, visi-
tando amigo ou batendo papo no bar da praça.
O exagero também se aplica a idéias, pois quan-
do se entusiasmam com alguma coisa, vão até às últi-
mas conseqüências. Mas o contrário também é verda-
de: à medida que se tornam menos audáveis, elas
TÉDIO, ESSA PALAVRA TEMIDA
flPO
A Falta de Discriminação e o Excesso de Atividades
em orientação interior, a peoa do Tipo ete preci am fazer tudo pelo ml-
todo de tentaliva e erro - provavelmente, sem dar ouvidos a conselho, pois sem
pre querem ver tudo com eus próprio olhos. Elas acham que, viven iando o maiol
número de ituaçõe, aberão quais as farão mais felizes. Ma é humanamente im
po sível experimentar tudo: há demasiados lugares a visitar, pratos a provar, roupas
a ve tir, experiência a viver. eriam precisos séculos para que elas tives em todas
a experiência que precisariam para orientar-se apenas com ba e nisso. Experimen
tar de tudo para aber como é levaria muitas vidas e, ainda assim, as po sibilidades
ão quase infinitas. Além disso, há experiências que provavelmente seriam p rigo
sas e prejudiciais, já que há cai as na vida que é preciso evitar ou que, pelo menos,
demandam muita cautela. Porém, para o bem ou para o mal, a pessoa do Tipo Se-
te em geral têm de aprender as coisas por experiência própria.
p '!"d'111 a conccntraçao c a capacl(lad ' d ' kvat as lOtsaS a cabo, d 'Ixando at ras d'
si muita coi a come ada não terminadas. fato de que muitas deua boas (
à veze brilhantes) idéias jamai e realizam e torna mais uma font d fru tra ão
para ela. e não lidarem com as ansiedades ocultas que as levam a fugir de si me -
ma ,acabarão por jogar fora suas melhores in pira ões e oportunidades.
ua agilidade de raciocínio e sua eloqüência podem degenerar em superricia-
lidade e lábia, muito embora elas pensem que isso é o mesmo que capacidade de
improvi ar. a faixa média, e a pessoas tendem a considerar-se verdadeiros sabe-
tudo - o que, à vez e ,a mete em encrenca que, depois, tentam resolver na ba e
da "enrolação".
LA ROCHEFOUCAULD
PROGRAMAS REALISTAS
Como Evitar a Ansiedade e os Sentimentos Penosos
"O homem que não se satisfaz
consigo mesmo procurará em vão
pela satisfação em outras coisas."
Da mesma forma que, em tempo de guerra, um
inimigo pode bloquear sinais de rádio transmitindo
um inal mais forte, as pessoas do Tipo Sete "blo-
queiam" ua própria percep 'ão da dor, tristeza e pri-
va ão mantendo a mente con tantemente ocupada
com possibilidades novas e interessantes. Porém isso
não quer dizer que elas não sofram, sintam dor ou tenham depressão - a percepção
dc cu próprio sofrimento no rim vence sua defesas. Ma tão logo possam, e sa
pe oa tocam o barco para a frente. De forma semelhante, tornam-se peritas em
u ar a mente ágil para reenquadrar as suas experiências, sempre de cobrindo uma
maneira de ressaltar o que elas têm de positivo e desviar os sentimentos mais pro-
fundos, mesmo no caso de grandes tragédias.
jessie, uma terapeuta que per onifica várias das exuberantes qualidades do Ti-
po ete, relembra o reenquadramento de uma grande perda que sofreu:
Durante alguns dias, tome nota de quanto tempo leva para fazer as cai a : quanto de-
mora para ir ao trabalho, fazer compras, ver um amigo etc. Compare o resultado ao progra-
ma que havia feito inicialmente. É possível cortar uma ou duas atividades por dia para ganhar
um pouco de tempo para respirar e para conseguir de frutar plenamente da atividade que
se comprometeu a fazer?
Quando eu tinha 11 anos, meu pai morreu subitamente de infarto do mio-
cárdio. Lembro-me de haver pensado: "Quais são as minhas opções? Qual
a melhor coisa que posso fazer agora? Minha mãe está em choque, com
idéias suicidas, e minha irmã menor está atuando. Eu vou crescer". Decidi
ser o mais alegre, animada e útil que pudesse. Não se deve perder tempo
sofrendo. Essa é a minha única maneira de ser livre- livre da depressão e do
desespero.
Frustração, Impaciência e Egocentrismo
Como tarefa de Trabalho Interior, pare um in tante e vivencíe mais profundaml'ntc SlU
próprios entimentos. Pen e em uma pes oa ou situação que lhe provoque sentimentos forl
ate que estes comec m a surgir. Ob erve o que acontece e verinque por quanto tempo ('(Ins
guc concentrar- e no que sente. Ao perceber que sua atenção mudou de rumo, procun' idl n
tincar o que o impediu de continuar pensando no que entia. O que o levou a distrair-se?
, 11'0
Quando eu era criança, gostava de ficar conversando com mamãe na cama
dela. Ela me fazia umas gracinhas e depois tentava livrar-se de mim. Dizia-
me que eu não tinha problemas. Ela esperava que eu continuasse a ser a
mesma garotinha alegre de sempre. Comecei a sentir desdém por minha
mãe e hoje me pego fazendo o mesmo com todos aqueles com quem não
tenho paciência.
As pessoa do Tipo ete podem ser extremamen- "Quero e quero já!"
te exigente: quanto mais ansiosas, mai impaciente
com os outros e consigo mesmas. ada acontece rápi-
do o ba tante. ada lhes atisfaz as necessidades. em dar- e conta, elas podem se-
guir pela vida afora projetando em todas a suas experiência uma en ação subja-
cente de frustra ão.
Além di o, podem tornar-se profundamente frustradas e impacientes con i-
go mesmas. E sas pes oa podem conseguir evitar enfrentar o próprio sofrimento,
ma ão geralmente alertas demais para não perceber que e tão desperdiçando seu
recur o e talentos. Muitas de sua idéia aproveitáveis ricam na gaveta porque ela
se tornam impacientes demais con igo mesmas para deixar que eus projetos che-
guem à fase rinal.
Essa frustra ão subjacente as torna altamente intolerantes diante dos defeito
alheio, além de incapazes de suportar a expectativas, não só as que o outros criam
em relação a elas como também a incapacidade deles de atender às expectativas de-
las. ua impaciência pode também manifestar-se pela exaspera ão e por uma atitu-
de ferina e desdenho a.
Velma, a consultora de mercado, continua:
Dentre o três tipos cuja base é a frustração (Quatro, Um e ete), este é o que
expressa mai abertamente seu desprazer, pois é também um tipo a sertivo. eus re-
presentantes são capazes de manifestar diretamente a frustra ão e a infelicidade com
relação a tudo que não lhes agrada. O pensamento subconsciente que está por trá
de a atitude é: "Se eu tiver um ataque de raiva, conseguirei fazer a mamãe cuidar de
mim". Atuando de maneira tão exigente, eles geralmente conseguem o que querem.
A impacicllua d,l'" pe..•..•
oa..•do Ilpo ':>ctcC VIVCII iada pelos outros como ('go-
c 'ntrismo d enfrcado. I mbora ela go tem d chamar a aten ão, nao o faz m por-
que quer m er estimada e admirada, uma motiva ão narci i ta aracteri tica do
tipo pertencentes à Tríade do entimento. Com efeito, em certas situaçõe , e as
pe soas não se incomodam de parecer bobas se isso mantiver a energia Ouindo e im-
pedir que se vejam diante de sua ansiedade. As pessoas do Tipo Três, por exemplo,
jamais mostrariam suas fraquezas e imperfei ões da maneira que tantas vezes fazem
as do Tipo Sete.
TRAÇA0
Observe como a energia da frustração age obre você. Ao perceber que está fru trado,
pare e respire fundo algumas veze. omo e a verdadeira ensaçao de frustraçao? O que acon-
tece quando você a vivencia, em vez de atuá-la?
Impulsividade e Falta de Sensibilidade
" ão é problema meu." Já que manter o momentum é um de eu valore
elementare ,a pe soa do Tipo ete podem adotar
uma abordagem do tipo "acertar um golpe e fugir", o
que deixa os outro magoado e confu o . Para manter- e em movimento, e sas pes-
oa suprimem a culpa e o remorso por eu ato . Embora em geral não queiram
magoar ninguém, sua defesas dificultam-lhe reconhecer o ofrimento que provo-
cam - ou até percebê-lo.
Para evitar a an iedade, e a pe oas tornam- e também cada vez mais impul-
iva . A constante bu ca de e lImulo - por meio do abu o de álcool, alimentos pre-
judi iai e cigarro ou imple mente da pres âo que se impõem - poderá cau ar-
lhe grave problema fi ico . Em eus piore momento , e sas pe soas podem re-
correr à agre âo verbal, mo trando- e excessivamente exigente, prepotente e
cruéis.
Devon fala com franqueza sobre sua forma de lidar com o problemas:
Algumas vezes, expulsei as pessoas da minha vida sem aviso prévio. Num
dia, elas pensavam que viveríamos felizes para sempre e, no dia seguinte, eu
estava dizendo adeus. Na época, não senti remorso nenhum. Elas simples-
mente me haviam obrigado a deixá-Ias. Hoje me sinto muito mal por ter ti-
do tão pouca consideração por seus sentimentos, mas o principal era que,
se eu tivesse de sofrer, não acreditava que seria capaz de sobreviver ao so-
frimento. Então eu fugia dele e saía em busca de novo prazer em outro lu-
gar. Você podia apostar que, se eu estivesse deprimida, me levantaria, po-
ria meu melhor vestido, saltos altos e sairia para dançar.
'I P
"O que quer que leve vou'
durante a noite."
Pes oa que conhecem você sabem que você não tem a intenção de magoá-Ias, cmho
ra po sa tê-lo feito inadvertidamente, em penodos mais carregados de slrrss.
Quando for apropriado, converse com um amigo ou uma pessoa querida a quem po
a ter magoado. Peça-lhe antes permissão para conversar c, depois que tiver se desculpado,
ouça o que ele ou ela tem a lhe dizer. Compartilhe com essa pessoa seus sentimentos sob
quaisquer aspecto que continuam irre olvidos. Isso talvez não seja facil para voc ,mas a1l
viar assim a ituação pode reduzir muito ua própria mágoa e ansiedade - bem como sua n
cessidade de sufocá-las debaixo de um excesso de atividades.
Escapismo, Excessos e Vícios
Os repre entantes típicos do Tipo Sete vêem- e
como pessoas e pontãneas que apreciam as diversões
e adotam a filosofia de viver para o momento pre en-
te. Porém, eles nem sempre e apercebem do quanto
e a atitude pode e conder uma abordagem cada vez mai e capi ta da vida. A de-
pender do quanto e deixem levar por medos e ansiedades, não serão tão livres e e -
pontãneo quanto imaginam. Assim, podem ir impulsiva e cegamente em bu ca de
tudo aquilo que lhes prometer satisfa ão imediata sem con iderar o quanto isso po-
de lhes custar. ua filosofia é: "Desfrute agora e pague depoi ".
Essa pessoas podem achar excitante mesmo as experiências mais negativa
e peno as, pois elas servem de máscara a um sofri.mento ainda mai profundo. O so-
frimento do alcoolismo ou do vício em drogas, por exemplo, é algo terrível. Ma ,
para os representantes deste tipo que se encontrarem em processo de degradação, é
um sofrimento preferível ao que sobreviria do pânico e do pe ar mai profundos.
As pessoas do Tipo Sete estão presa a um ciclo de antecipação, de ejo arden-
te e exce o que chamamos de índrome do chocolate. Uma das coi as mais delicio-
sa que há quando se ganha uma caixa de chocolates fino é a antecipação da pri.-
meira mordida. Para as pe oas deste tipo é assim: não conta tanto a experiência em
i; o que mais as estimula é a prelibação dessa experiência. E, como sabe todo mundo
(menos as pes oas do Tipo ete), um prazer levado a extremo pode tornar- e rapi-
damente uma fonte de de prazer. Depois de comer vário chocolate ,come amos a
entir o oposto do prazer: repugnância e dor.
o caso de sa pe soas, a busca da gratificação pode assumir um caráter de
vício: elas passam a exigir dose cada vez maiores de tudo aquilo que lhes agrada
para manter-se estimulada e eufórica. Até o perigo pode come ar a não provocar
rea âo.
Tara fala com franqueza sobre seu passado nesse a pecto:
Evitar as coisas gera ansiedade. E, à medida que a intensidade vai se tor-
nando intolerável, a necessidade de distração se torna cada vez maior. A dis-
traça0 pr cisa ser "maior" que a ansiedade para reprimi-Ia. Acho que foi
por isso que tantas vezes perdi o controle na vida. Em vez de render-me ao
medo e ao sofrimento, eu fugia deles. Evitava-os a qualquer preço até que
ficou impossível continuar fugindo. Eu poderia ter morrido de overdose ou
de acidente de trânsito, dirigindo sempre a 220km/h.
Faça duas listas em seu Diário do Trabalho Interior: na primeira, coloque os principai
projetos que você iniciou e não conseguiu terminar; na segunda, cite os que voc de fato levou
a cabo. Vocêé capaz de distinguir um padrão em cada uma das listas? O que o entu iasma mais:
ter novos planos e po ibilidadcs ou acompanhar o processo e sua finalização? Até que ponto
você é ·viciado~ na movimentação, em detrimento de realizar de fato algo importante para si
mesmo? Atrás de que você acha que tem corrido até agora - e de que tem corrido?
e estiverem submetidas a stress por períodos
prolongados, tiverem sofrido uma crise grave sem con-
tar com apoio adequado ou sem outros recur os com
que enfrentá-la, ou se tiverem ido vítima constante
de violência e outros abu os na infância, as pessoas do
Tipo ete poderão cruzar o ponto de choque e mergu-
REAÇÃO AO STRESS:
OTIPOSETE
PASSAAO UM
Quando o stress aumenta, a pes oas do Tipo Se-
te se dão conta de que precisam concentrar as energias
se quiserem realizar seus planos. Assim, como os re-
pre entante típico do Tipo Um, ela come am a sen-
tir que precisam restringir-se: pa am a trabalhar com
mai afinco, achando que podem resolver tudo sozi-
nha , e a tentar impor limite ao eu próprio comportamento. Com efeito, obrigam-
e a permanecer no eixos, ape ar de logo e fru trarem com eu limite e estrutu-
ra . Daí, podem tornar- e mai inquietas e di persivas ou mai rígidas e
autocontroladas, quando sua habitual vivacidade pode dar lugar a uma eriedade
implaca el.
Também como o repre entante do Tipo Um, quando estre sadas, es as pes-
soa tentam educar os outro - ugerindo de de um bom livro ou curso a um bom
lugar para fazer compras, pa sando por um determinado ponto de vista político ou
e piritual. O entusiasmo por sua próprias opiniões pode rapidamente transformar-
e numa tendência a debater ou criticar a do demais. Assim, elas acabam tornan-
do- e extr mamente impaciente com o mínimo indício de incompetência, em si ou
nos outros. Em situações de muito stress, a raiva e o ressentimento vêm à tona, le-
vando-as a dar vazão à frustração mediante a busca de defeitos em tudo e de repri-
menda e comentários sarcasticamente cruéis.
A BANDEIRA VERMELHA:
PROBLEMAS PARA O
TIPO SETE
Â
TIPO
lhar nos a pectos nâo- audáveis de eu tipo. Por meno que queiram, isso poder ••(m-
çá-la a admitir que ua vida lhes está fugindo ao controle e que us atos • oI' .( n.
na verdade lhes trazem mais sofrimento.
e reconhecerem a verdade desses medos, elas poderão, por um lado, mudaI
ua vida e dar o primeiro pa o rumo à saúde e à libertação. Por outro, podemo tor-
nar-se ainda mais di persiva , impulsivas e maníacas, envolvendo- e de e perada-
mente em riscos para evitar o ofrimento a qualquer custo. C"Vale qualquer coisa
para chegar ao dia seguinte.") e persistirem ne a atitude, essa pessoa arris-
cam a ultrapa ar a linha divi ória que as separa do íveis nào-saudávei. e cu
comportamento ou o de alguém que você conhece e enquadrarem no que de cr -
vem as advertência abaixo por um período longo - acima de duas ou trê emana.
digamo -, é mai do que recomendável buscar acon elhamento, terapia ou algum
outro tipo de apoio.
PRÁTICAS QUE CONTRIBU M
PARA O DESENVOLVIMENT
DOTlPO SETE
~ Dispersão extrema e tentativas de fuga da an iedade
~ Vício crônicos graves e debilitantes
~ Impul ividade, agre ividade e reações infantis
~ Atividade compul iva e humor eufórico
~ Penodo de perda de controle
~ Mania, depressão e extrema instabilidade de humor
~ Período de pânico e terror parali ante
ADVERT IA
POTE IAL PATOLOGI O:
~ Quando se sentir mentalmente agitado, pare
um instante e respire fundo para saber o que realmen-
te está acontecendo com você. Observe e pecialmen-
te se está inquieto ou ente medo por cau a de alguma
coisa e tente perceber como a velocidade de seu pen-
amentos o afasta do contato com e ses entimento .
Quando percebe que a mente dispara e começa a fazer a ociaçõe livres, é uma boa
hora de perguntar- e o que de fato e tá acontecendo. a maioria das veze , você es-
tará mascarando algum tipo de an iedade. A palavra chato é uma boa dica: sempr
que recear "chatear- e", pare para de cobrir o que está evitando.
~ eu problema não é tanto ignorar os entimentos negativos quanto as imi-
lá-los de forma incompleta. Você os percebe mais ou menos bem, mas quer logo pas-
ar por cima dele . Permitir que as coisas realmente o af tem, que tenham impacto
obre você num mvel mai profundo, não é o me mo que atolar-se em negativi mo.
Pelo contrário, e deixar que os fatos - mesmo o que magoam - o toquem profun-
damente, estara enriquecendo sua própria experiência e tornando sua alegria mai
verdadeira e ignificativa. Ob erve como o entimento e expressam em eu cor-
po. Como é a en a ão da tri teza? Onde você a itua - no e tõmago, no peito ou
no rosto? E a voracidade? Identificar um entimento - dizer a si mesmo: "E tou tri -
le" ou "I s!Ou <II'gl ," J<l' um om 'ço, mas nao . o m' mo que o vivencIar plena-
m 111 d i 'ar- e afetar por el .
~ Aprenda a detectar ua impaciência e de cobrir de onde ela vem. orno re-
pre entante de eu tipo, você pode ficar muito impaciente com o ritmo e o l1lvel de
energia dos outros, mas também consigo mesmo. Como tem talento para muita
área ,tende a não cultivar plenamente nenhuma. Você é injusto con igo próprio pe-
la impaciência não só em relação a i me mo como também ao processo de apren-
dizagem e aqui ição de uma técnica ou habilidade. Cuidado também com a síndro-
me do "expert instantãneo". A noção bá ica de um tema ou uma certa de treza,
juntamente com eu charme e fanfarronada, certam nte podem abrir-lhe porta .
Mas se você não ouber do que e tá falando, e não tiver feito o dever de casa, e
deixar as idéia alinhavada, o outros logo e darão conta, e ua reputação - mal-
grado todo o eus dote - ofrerá. A pe oa do Tipo ete dete tam er tachadas
de uperficiai ,ma a culpa é de ua impaciência e os outro o vêem as imo Esfor-
ce- e para cultivar seu talento.
~ Descubra a alegria das coisa imple. Como a pes oa do Tipo Quatro,
você tende a amplificar a realidade - go ta que a coi as ejam extraordinárias, fa-
bulo a e excitante. Porém o fantá tico é que, quando e tamo pre ente, todas as
tIOS a experiência são extraordinárias. rrumar o quarto ou chupar uma laranja po-
dem er experiência altamente gratificante quando e está 100% nela. ada in -
tante é uma fonte unica de prazer e a sombro. O medo da privação e o de ejo de di-
vertir- e o impedem de encontrar a ati fa ão que bu ca. Pense no momentos mai
pleno e gratificantes que já viveu - o na cimento de um filho, o ca amento, um pi-
quenique com colega de faculdade, um põr-do- oi perfeito. O que o torna tão sa-
ti fatório ? Ob erve que, mbora po am não dar en ejo a grande relato, e e mo-
mento pos uem outra coi a que o torna gratificante. a medida em que
conseguir de cobrir O que é, ua vida mudará.
~ A meditação pode ajudar muito a pe oa do Tipo ete, em especial por
tranqüilizar a mente. e come ar a meditar, logo perceberá a inten idade de sua ta-
garelice mental. O e for o para relaxar e identificar- e mais com sua pre ença no
momento será grande. Além di o,ob erve como vo ê tennina a meditação. A pe-
soa de eu tipo co tumam air da meditação ao tombo, como e a per onalidade
não pudesse e perar nem doi egundos para voltar à agitação. on cientize- e de
estar finalizando a es ão e tente levar a tranqüilidade interior a tudo que fizer. A
medita ão de pouco valerá para tran formar-nos e e tiver re tringida aos pouco
minuto diários que re ervamos à no sa vida interior.
~ ocê de fato tende a ser mai alegre e exuberante que a maioria das pes-
soas. Ob erve o que acontece quando você consegue compartilhar i o em fazer
pre ão e sem "demon trá-lo". Você erá mai eficiente e profundo quando e tiver
centrado e eguro - em tai ocasiões, sua alegria será evidente e a todo afetará.
Além di o, se for autêntica, não precisará "1 vantar a galera" e não poderá ser di-
minuída nem perdida se o outro não reagirem a ela.
"O mundo é a minha (1//1"
Avida é um grande parque de diversões. Tudo é interessante. Avida me des-
perta uma espécie de alegria e curiosidade espontâneas. Sinto-me ampara-
da pelo universo, como se tivesse a certeza de que tudo vai dar certo. Mes-
mo quando as coisas estão pretas, algo dentro de mim mpre acredita que
Mesmo na faixa média, as pe oa do Tip te
tendem a er criativa . Mas, quando ão mais centrada
e equilibradas, ela podem ser brilhantes, polivalente ,
capazes de intetizar as várias áreas que dominam. Gra-
ças às suas diversas habilidades e interesses, a seu pra-
zer no trabalho e a sua extroversão, e as pessoas muitas vezes obtêm ucesso.
Como costumam dizer ela me mas, são pessoas que têm o p no chao. .ll
ão fantasistas nem ociosas - ão ligadas à realidade e à vida prática. Ela nt 'nd 111
que precisam ser reali tas, produtivas e trabalhadoras e qui erem obter o m 'lOS
financeiro para realizar seus muitos sonhos.
Assim, os repre entantes saudáveis do Tipo Sete não se conformam em SII1I
pie mente consumir o trabalho alheio, seja ele um hambúrguer ou a roupa de UI1l
e tilista. Eles sabem que seu maior prazer na vida vem de contribuir com algul1I,'
coisa para o mundo e, por isso, prefeririam desenhar um vestido a comprá-lo, fazll
um filme a a sistir o de outrem - afinal, as im poderiam fazê-los exatamente do irl-
to que querem.
Uma maneira construtiva de abordar sua ver a-
tilidade e eu desejo de diferentes experiência e tá
em cumprir vária tarefas ao mesmo tempo. Dessa for-
ma, essas pessoas con eguem satisfazer o gosto pela variedade, fazer u o de di l'l-
as habilidades e, ao me mo tempo, ver como e tas se relacionam. Es a técnica cos
tuma agradar muito às pessoa do Tipo Sete e, contanto que se estabeleçam limll S
e prioridades, em geral atinge excelentes resultado.
Além disso, elas têm o dom de gerar idéias rápida e espontaneamente. ão p 'S
oas com visão de conjunto que gostam de dar o pontapé inicial nos projetos e Sl'
obressaem na de coberta de oluções originais para os problemas. ua mente qu"
se transborda de conceitos e possibilidades criativa, o que as habilita a con idel.1I
opções que os outros poderiam nem perceber. Quando saudáveis, elas são capazr ..•
também de manter a disciplina neces ária à concretização de suas idéias.
Talvez o maior dom das pessoas do Tipo Sete seja a capacidade de manter a
vi ão positiva e a certeza da abundância. Quando essa visão é temperada pelo rea·
li mo e pela di po ição de enfrentar os entimentos mai difíceis, ela demonstram
um entu ia mo contagiante, qualquer que seja a ituação. Longe de ser tímida, ela
vivem a vida plenamente e convidam todos a fazer o mesmo. C" ó se vive uma vez. ")
Além dis o, sua abertura a novas experiências pode muito bem torná-las culta
bem-informadas. ão pessoas que de fato se sentem em casa no mundo e gostam de
compartilhar a riquezas que descobrem em suas incursões.
Tara continua:
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALIDADE EM
ESSÊNCIA
O CAMINHO DA
INTEGRAÇÃO: O TIPO SETE
PASSA AO CINCO
As pe oas do Tipo ete concretizam eu poten-
cial e se mantêm na faixa saudável quando aprendem
a de acelerar a sua mente rápida para que uas impres-
sões possam afetá-Ias mais profundamente, como a
que estão na faixa saudável do Tipo Cinco. Quando
rumam à integração, não mai viciada em di traçõe
e expenencia extraordinária, elas con eguem conviver com o fruto de ua ob er-
vação o ba tante para de cobrir as coi amai incrívei a re peito do ambiente em
que vivem e de i mesmas. I o não só lhe dá a orientação que bu cam, ma tam-
bém enriquece ua produtividade e criatividade. Além di o, tudo aquilo que pro-
duzem ganha mais res onãncia e significação para o outro.
Cultivando mai a tranquilidade e a concentração, a pes oa do Tipo ete es-
tabelecem um maior ontato com sua própria orientação E sencial. A im, tor-
nam- e capaze de reconhecer quais a experiência que realmente terão valor pa-
ra ela. ão mai ujeita a an iedade de fazer opçõe erradas e deixar de eguir o
melhor rumo, ela imple mente sabem o que fazer. A e ploração mai profunda
da realidade não faz aquele que e tão em proces o de integração perderem a es-
pontaneidade ou o entu ia mo - pelo contrario, torna-o mais livre para aborear
cada momento.
Todavia, a imitação da caractenstica llpicas do Tipo Cinco não ajudará mui-
to as pe oas do Tipo ete. O exce so de p n amento ,o di tanciamento emocional
e a an iedade para lidar com as nece sidades alheias só servirão para exacerbar o
circo que é o cérebro des a pe oa. A tentativa de obrigar- e a e concentrar tam-
pouco terá re ultados, poi e baseia na repre ão. Porém, a medida que con egui-
rem tranquilizar a mente e tolerar a an iedade, elas gradual e naturalmente apren-
derão a abrir- e para a lucidez, a inova ão, a percepção e a abedoria do
repre entante audáveis do Tipo Cinco.
no fim tudo v id r l riO. mau, t rrív I, ma acho que
não me é p ssoalm nt ho til. Gr ças a e a sensaçao de segurança, sou
mais curiosa e estou mais disposta a abrir-me para as coisas.
e há uma coisa que a pes oas do Tipo ete pre-
i am entender é que, enquanto estiverem per eguin-
do diretamente a felicidade e a atisfação,jamai as ob-
terão. A realização não decorre de "obter" nada: é um
e tado que surge quando permitimos que a riqueza do
momento pre ente nos toque. Quando compreende-
rem isso e con eguirem deixar de lado a condições que impõem à ua própria feli-
cidade, elas verão o de abrochar de uma va tidão interior e, com ela, o do imples
prazer de existir. Compreenderão então que o próprio er, pura exi tência, e praze-
ro o. Assim, pa arão a apreciar profundamente a própria vida.
MELODY BEATII
JULlAN OF NORWI H
"A plenitude da alegria é v r
Deus em tudo."
<tA gratidão revela a plenitud
da vida."
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
Comecei a compreender que a vida nem sempre é diversão. Redefini o que
é divertido e o que não é e percebi que essas idéias geralmente são falsas.
Muito do que eu não julgava divertido - como lavar pratos - na verdade es-
tá bem; não é diferente nem pior do que outras atividades que eu conside-
rava divertidas.
Quando meu enteado estava morrendo de AIDS, tomei-o nos braços e per-
guntei a mim mesma: "Qual é a melhor opção agora~ O q~e de mais m.ara-
vilhoso poderia ele viver neste momento?" Então o onentel em seu caminho
para a paz e o alívio do outro lado. Gregory conseguiu libertar-se suavemen-
te do aspecto físico da vida, sentiu que esta havia chegado ao fim e na ver-
dade escolheu o momento de seu último suspiro. Tudo se havia completa-
do, estava perfeito, e todos estávamos ali com ele.
pós anos de trabalho interior, Tara de cobriu i o por i ó:
Os hindu dizem que Deus criou o univer o co-
mo dança para poder gozar o prazer de ver refletida
nele ua própria criação. É e a ensação de maravilha
e a ombro diante da beleza da vida que e tá infundi-
da nas pessoas do Tipo Sete.
Certamente não há nada de errado em pensar no
futuro, ma , no caso do Tipo ete, isso se torna um dos
principai meios de perder o contato com a Presença.
A parte mai diflcil de eu processo de transformação
recai na capacidade de permanecer em contato com a
realidade pre ente. I o e deve ao fato de que, estando mais despertos e pr ent s,
nó acabamo por trazer a consciência o ofrimento e a privação, justamente as c i-
sa de que fogem as pe oas do Tipo ete. es as ocasiõe , elas poderão lembrar- ('
de que o ofrimento que temem já ocorreu - e elas obreviveram. Com o apoio da
Pre en a, então, erão capaze de permanecer com esse sofrimento o suficiente para
realmente metabolizá-Io. O pe ar, como qualquer proce o orgânico, tem um ciclo e
requer um determinado período - não pode er precipitado. Além disso, se não con-
eguirmo conviver com a tristeza, não con eguiremos conviver com a felicidade ..
Quando esse trabalho chega ao fim, as pessoas do Tipo ete conseguem sall -
fazer- e com muito pouco, pois percebem que empre haverá o suficiente para elas
e todos os demais. Talvez eu maior dom eja a capacidade de ver o mundo espiritual
/1 0 material - perceber o Divino nas coi a mai comuns.
Jes ie, a terapeuta que conhecemos anteriormente, conta-nos um momento
em que essa capacidade lhe valeu muito:
Dl SSl'POlllll til vista [:5S 'IlClal, o Iipo 't' rcpr nta o jubilo, atado final-
lllcnt d stinatlo ao r humano. Jubilo é uma exp riência que urge e pon-
tan amente quando vivenciamos em nó o er - quando no libertamos da tagare-
li e do projeto interminávei da mente egóica. Do ponto de vi ta cristão, os sere
humano foram criado para ir ao éu e gozar da Vi ão Beatífica - pa sar a eterni-
dade contemplando Deu em uprema e completa felicidade. Assim, o êXtase é nos-
o estado por direito. Quando relembram e a verdade, a pe oa do Tipo ete, ven-
do na alegria eu estado e sencial, a per onificam e difundem.
jessie continua:
Aprendi a recentrar-me por meio de momentos tranqüilos de contempla-
ção e reflexão. Descobri todo um mundo dentro de mim. O espfrito que eu
sou é livre e me mostrou tanto com que regalar-me. Meu mundo interior
transcende meus atos exteriores, mas também transborda e lhe dá cor. O
júbilo que sinto às vezes borbulha e torna a vida um deleite. Sei que não pre-
ciso de muito e, no entanto, minha vida está cheia. Em meus melhores mo-
mentos, sou tomada pelo assombro e pela gratidão. Vivo o momento e te-
nho a certeza de que todas as minhas necessidades serão satisfeitas.
Acima de tudo, a pc oa do Tipo ete percebem no mais profundo nível de
con ciência que a vida realmente é um dom. Uma da maiore liçõe que o Tipo e-
tc tem a dar é que não há nada de errado com a vida, nada de errado om o mundo
material. Ela é uma dádiva do riador. e não e perá ema nada, eríamo toma-
do de júbilo e gratidão o tempo inteiro. Quando não exigimos nada da vida, tudo
c torna uma dádiva Divina capaz de no arrebatar em êxta e. E ta é a luta do Tipo
ete: lembrar qual a verdadeira fonte do júbilo e viver de acordo com e sa verdade.
~ 15-30 Vo ê provavelmente não pertence ao
Tipo ete.
~ 30-45 É muito provável que você tenha pro-
blemas comun ao Tipo ete ou que
um de eu pais seja do Tipo ete.
~ 45-60 t muito provável que você tenha al-
gum componente do Tipo ete.
~ 60-75 muito provável que você pertença
ao Tipo ete (ma ainda poderá per-
tencer a outro se tiver uma concepção
dema iado limitada de te tipo).
orne os pontos
da qumze
afirmaçõe para
o Tipo etc.
O resultado
e tará entre
15 e 75.
As instruçõe ao
lado o ajudarão a
descobrir ou
confirmar eu
tipo de
personalidade.
~ 15 Você provavelmente não pertence a
um do tipo a ertívo (Trê, ete e
Oito).
As pessoas do Tipo
Sete costumam
identificar-se
erroneamente corno
pertencentes ao
Tipo Dois, Quatro
ou Três. As dos
Tipos ave, Três e
Dois costumam
identificar-se
erroneamente corno
pertencetlte ao
Tipo Sete.
C A P íT U L O 1 4
TIPO OITO:
O DESAFIADOR
" asce dar esta qt~estão debatida: se será melhor ser
amado que temido ou vice-versa. Responder- e-á que e
desejaria ser uma coisa e outra; mas como é difícil reu-
nir ao mesmo tempo as qualidade que dão aqueles resul-
tados, é muito mais eguro ser temido que amado, quan-
do se tenha que optar por uma das duas ...
MAQUIAVEL, O PRl C IP E
O LÍDER
O PROTETOR
O PROVEDOR
"Entrar numa guerra sem o desejo de vencer é fatal."
DOUGLA MACARTHUR
"O poder não tem de se exibir. O poder é confiante e e-
guro, tem em i o inrcio e ofim, ustenta- e e ju tifica-se.
Quem o tem, sabe."
RALPH ELUSO
"O homem precisa criar um método para o conflitos hu-
manos que repudie a vingança, a agressividade e a reta-
liação. A base desse método é o amor."
MARTI LUTHER KI G,jR.
O EMPREE DEDOR
O I CO FORMI TA
O ROCHEDO
f 
l. Sou extremamente independente e não gosto de
precisar de ninguém para as coisas realmente im-
portantes.
4. Sei como conseguir as coisa - sei como recom-
pensar e como pressionar as pessoas para que fa-
çam o que precisa ser feito.
5. ão tenho muita simpatia pelos fracos e vacilante
- a fraqueza sempre é um convite aos problemas.
6. ou muito determinado e não sou de recuar nem
desistir facilmente.
7. ada me deixa mai orgulhoso que ver alguém que
acolhi ob a minha asa conseguir vencer sozinho.
8. Tenho um lado terno, até um pouco sentimental,
que demon tro para muito pouca gente.
9. Aspessoas que me conhecem apreciam o fato de eu
er objetivo e dizer exatamente o que penso.
___ 10. Tivede trabalhar muito para conseguir tudo que te-
nho - acho que batalhar é muito bom porque nos dá
resistência e nos faz ter certeza do que queremos.
___ 11. Vejo-me como um desafiador, alguém que faz as
pessoas abandonarem a comodidade para dar o
melhor de si.
2.. ou da opinião de que "é preciso quebrar alguns
ovos quando se quer fazer uma omelete".
3. Quando gosto das pessoas, geralmente penso ne-
las como "minha gente" e acho que devo estar
atento aos seus interesses.
___ 12. Meu senso de humor é direto, às vezes até um pou-
co rude, embora eu ache que a maioria das pessoa
é demasiado pudica e su cetive.
___ 13. Meus acessos de raiva ão monumentais, mas logo
se dissipam.
___ 14. Sinto-me mais vivo quando faço o que os OUlros
julgam impossível: gosto de ir até o limite e ver se
consigo desafiar as probabilidades.
___ 15. A corda sempre tem de estourar de um lado - e eu
não quero que seja do meu.
Classificação
Tipo lógica
Segundo
a Atitude
Classifique as afirmações
ao lado conforme sua apli-
cabilidade com base na se-
guinte escala:
1 ..... unca e
verdadeira
2 ..... Raramente e
verdadeira
3 ..... Em parte e
verdadeira
4 ..... Geralmente e
verdadeira
5 ..... Sempre e
verdadeira
Verifique a análise da
pontuação na página 323.
TIP
TIPO OITO DE P E R S O N A L ID A D E : O DE AFIADOR
Grande parte de minha resistência e tenacidade vem do meu pai. Ele sem-
pre me dizia que jamais deixasse alguém me dar ordens. Chorar era errado.
Aprendi muito cedo a dominar meu lado mais fraco. Aos 8 anos, durante
um passeio, o cavalo que eu montava se desgovernou. Quando finalmente
alguém conseguiu fazê-lo parar, eu apeei sem uma lágrima. Via-se sem som-
bra de dúvida o quanto meu pai estava orgulhoso de mim.
CARLOS CASTANEDA
GO: "Você estará num bom
caminho se for forte e con t'
guir dominar as situações."
> DESEJO FUNDAMENTAL:
Proteger-se; determinar o cur
so de sua própria vida.
mesmo."
"Podemos tornar-nos derro
tistas ou fortes. O trabalho é o
> MENSAGEM DO SUPERl
> MEDO FUNDAMENTAL: O
de ser magoado ou contr I
do; medo de ser invadido.
o Tipo Forte e Dominador: Autoconfiante, Decidido,
Obstinado e Provocador
As pessoas do Tipo Oito não gostam de ser con-
troladas e fazem de tudo para não deixar que ninguém
as domine (seu Medo Fundamental), seja pelo poder
psicológico, sexual, oeial ou financeiro. Muita de
suas atitudes decorrem do desejo de reter e aumentar
ao máximo todo o poder que porventura possuam.
Nâo importa se sâo generais ou jardineiro , pequeno empre ano ou magnatas,
mâes de família ou chefes de uma comunidade religio a: er quem manda e deixar
sua marca no círculo em que vivem é sua maior cara t rística.
Chamamos este tipo de personalidade de o Desa-
fiador não só porque, dentre os nove do Eneagrama,
ele é o que mais gosta de enfrentar pessoalmente de-
afios, mas também porque o Tipo Oito é o que mais
proporciona às outras pe soas oportunidades que pa-
ra elas representam um de afio a superar-se de alguma
forma. Seus repre entante são carismáticos e dotado
do requisitos físicos e p icológico para persuadir os
outros a acompanhá-lo em qualquer coisa a que se
dediquem - abrir uma empre a, reconstruir uma cidade, administrar o lar, declarar
a guerra e declarar a paz.
Dotadas de imensa vitalidade e for a de vontade, as pe soa do Tipo Oito não
se entem viva quando não as utilizam. Elas aplicam-se com ine gotável energia a
promover mudanças no ambiente em que vivem - um desejo de deixar nele a sua
marca, mas também de impedir que este e o que nele se encontram possam causar
algum prejuízo a seus entes queridos. Desde cedo, descobrem que i so exige força,
determinação, persi tência e muita resistência - qualidade que cultivam em si mes-
ma e buscam no demais.
Thayer é uma corretora da bolsa de valores que se dedicou muito ao estudo
do seu próprio tipo de personalidade. Aqui ela relembra um incidente da infância
no qual esse padrão se evidencia claramente:
"Sou o senhor do meu proprio
destino. "
Slll'" Il'PIl"'llll,lIllr" UlIl",lIl11Cmo•.•vcrdadllro •.•'lIldividuali ta!>inqucbranta-
'rI •.•.do ('ncagrama porqll ,mai!> qu o de qualquer outro tipo, prezam a autono-
mia. Qu r ndo r independente e não dever nada a ninguém, essas pessoas mui-
tas veze e recusam a ceder às convençõe sociais, já que são capazes de pa ar por
cima do medo, da vergonha e da preocupação que seu atos po am provocar. Em-
bora geralmente saibam o que o outro pen am a eu re peito, não deixam que is-
o a inOuencie e cuidam da própria vida com determina ão exemplar e, às vezes,
intimidante.
Embora até certo ponto receiem as ameaça físi-
cas, para a pessoa do Tipo Oito é muito mais impor-
tante o medo da impotência e do controle, seja e te
qual for. Dotadas de um extraordinário poder de resis-
tência, ela são capazes de suportar sem queixa grande provações físicas. I o, po-
rém, é uma faca de doi gumes, já que geralmente acabam negligenciando não ó a
própria aude e o bem-e tar como também o dos demais. o entanto, como têm
um medo tremendo do ofrimento emocional, ela u am toda a força de que ão do-
tadas para proteger os próprios entimentos e manter os outro a uma distância se-
gura do ponto de vista emocional. Todavia, por trás da armadura que criam para de-
fender-se e tá a vulnerabilidade.
A im, para er tão diligente como ão, a pe oa do Tipo Oito pagam o pre-
ço da falta de contato emocional com muito daqueles com quem convivem. O
mais próximos podem reagir a isso demonstrando uma insatisfação cada vez maior,
o que a confunde. (" ão entendo por que minha família está reclamando. Eu dou
duro para on eguir pagar as contas. Por que e tão tâo decepcionado comigo?")
Quando i o acontece, as pe oa do Tipo Oito julgam-se incompreendidas e
podem tornar- e ainda mais di tantes. a verdade, por trás da fachada intocável,
elas sentem- e muitas vezes magoadas e rejeitadas, embora raramente toquem no
as unto, pois têm dificuldade de admitir ua vulnerabilidade até para si me mas.
Como receiam a rejeição ( er de alguma maneira humilhadas, criticadas, repreen-
dida ou magoada ), tentam d fender- e rejeitando o outro primeiro. Com i so,
o repre entante típico do Tipo Oito bloqueiam sua capacidade de amar e relacio-
nar- e, já que o amor confere ao outro poderes sobre ele, redespertando seu Medo
Fundamental.
Quanto mai inve tem no ego para proteger-se, mais sen íveis se mostram a
qualquer de con ideração, real ou imaginária, ao seu amor-próprio, autoridade ou
preeminên ia. E quanto mais procuram tornar-se impermeáveis aos ofrimentos e
às mágoa , físico ou emocionais, mais se fecham emocionalmente - e, assim, en-
durecem- e como verdadeiras rochas.
Quando são emocionalmente audáveis, porém, as pessoas do Tipo Oito mos-
tram-se mais abertas e confiantes nos próprio recursos. A estabilidade de sua for-
a interior as faz tomar iniciativas e realizar coisas com uma grande paixão pela vi-
da. ua pr en a po ui uma autoridade que impõe respeito, tornando-as líderes
natas. Seu equilíbriO as dota de bom sen o e capacidade de decisão em fartas doses.
'abcndo qu n nhuma d 'Clao pode agradar a todo!>, las •.•
· di"'pl cm .1 r ·•.•
poll ••
ahl
lizar- e por ua op õe . Além di o, na medida do p IV I, t ntam scr imparciai ••
na on ideraçâo dos intere e das pe oas ob ua re pon abilidad ,poi d sCJam
con truir um mundo melhor para todo.
Favor ob ervar que o padre/()
da infância aqui de crito não
provoca o tipo de per ana/idade
Em vez di o, ele descreve
tendência observáveis na tem"
infância que têm grande
impacto sobre o
relacionamentos que o tipo
estabelece na vida adulla.
Ainda joven , a pe oas do Tipo Oito começam a pen ar que nâo é eguro er
meigo ou conciliador. Tais atitudes lhes parecem coi a de "fraco" e "inseguros" e
ó podem trazer rejeição, traição e dor. Por conseguinte, acham melhor não baixar
a guarda - e tiver de ha er carinho e afeto em ua vida, terá que ser por obra de al-
guma outra pes oa.
É comum as pessoa do Tipo Oito afirmarem haver lutado contra fortes sen-
a ões de rejei ão ou traição quando eram crianças. Por serem curio as e a sertiva ,
entravam freqüentemente em "encrenca " que lhe valiam punições. Em vez de de-
fender- e da rejeição di tanciando-se ou mo trando- e indiferentes diante dos qu
À medida que eu ia crescendo, o fato de fazer testa a meu pai criou, por ta-
bela, uma relação com minha mãe. Ela sempre queria que eu transmitisse a
ele os pedidos relativos aos passeios da família, ir ao cinema, coisas assim:
"Você pede a seu pai; se eu o fizer, ele dirá que não", era o que ela me di-
zia. Por um lado, eu me orgulhava de que ela achasse que eu era forte o bas-
tante para lidar com ele. Mas, por outro, eu me ressentia porque, apesar do
respeito que havia entre n6s, eu sempre tive medo de meu pai. Afinal, era
apenas uma menina. Mas eu sabia que não podia demonstrar e nem sequer
admitir isso.
A maioria da pes oa do Tipo Oito relata haver
entido de de muito cedo que preci ava tornar- e
"adulta". Muita veze, isso foi nece ario devido a
grave problema no lar - a falta do pai, por exemplo,
pode tê-Ia obrigado a ajudar no u tento da família.
Além di o, ela podem ter ido forçada a viver num
ambiente perigo o (como o do traficante de droga,
gangues de rua etc.). Embora o problema po a ter si-
do outro, me mo aquele que cre ceram em família
relativamente normai acabaram tendo a nece idade de proteger eu entimento
Em re umo, a pe oa do Tipo Oito tendem a cre c r rápido, e a que tõe relati-
va à sobrevivência adquirem para ela importância capital. . como e perguntas-
em:" orno pos o, ao lado da poucas pe soas que me interessam, obreviver ne -
te mundo tão cruel e inó pito?"
Ro eann recorda a pre ão criada pela condiçõe de sua infância:
o PADRÃO DA INFÂNCIA
Quando eu tinha dois anos e meio, minha irmã nasceu. Um dia, quando mi-
nha mãe estava deitada com ela, insisti em subir na cama, pois também
queria ficar ao lado de minha mãe. Ela me disse várias vezes que pedisse à
minha tia para pôr-me no colo, pois tinha medo que eu machucasse a mi-
nha irmã. Mas eu era teimosa e sara do colo da minha tia para voltar a ten-
tar subir à cama. Minha mãe finalmente me pôs para fora da cama e, quan-
do isso aconteceu, acho que pensei: "Vou dar o troco!" Depois, quando já
estava maior, decidi que sairia de casa para um convento ap6s completar a
oitava série, mesmo que isso magoasse muito toda a famma. Mas eu não
pensei na vontade de meus pais e simplesmente o fiz.
Às veze ,a criança do Tipo Oito aprendem a repre entar o papel do Bode
Expiatório (Ovelha egra ou riança-problema). gundo a teoria do si temas fa-
miliares, o "bodes expiatório" empre tornam explícito o problema da família,
eja falando ou agindo. Quando adulta, elas tornam- e inconformi tas, rebelando-
e contra a re triçõe e contra o i tema empre que podem.
Às veze , a "deci ão" de tornar- e tão dura quanto o ferro urge quando a
criança e sente tralda por um dos pais ou por um adulto importante para ela. Essa
traição pode ser, por exemplo, a ida para um internato, para a ca a de parente ou
a privação inju ta de ua economias ou de algum objeto que para ela tenha valor.
lém dis o, pode er a ujeição a maus-tratos ou abu o sexual. Porém, de ido ao
extremo de equilíbrio de poder entre ela e os que a tratam com injustiça, a criança
pouco ou nada pode fazer, exceto tomar a decisão de jamais permitir que isso vol-
te a ocorrer.
Kit é uma empre aria bem- ucedida do ramo da moda. Aqui ela no conta a
memorável decisão que tomou quando era menina:
os castigavam, las PI:IIS,I,l11 QU vao para o m( 'mo Qucm p. 'usa drl 's? in-
gucm manda em mim!" omo todo mundo, a pe oas do Tipo no naturalmente
queriam er amada, ma quanto mais eram rejeitada e tratada como in onv nien-
te ,mai eu coração se endurecia.
Arlene pertence a uma ordem religiosa e empre apoiou e ajudou as pes oa
de ua comunidade. Ela relembra um infeliz incidente da infãncia que contribuiu
para fazer desabrochar sua defesa :
A morte repentina de minha babá, uma mulher negra, quando eu tinha 7
anos, foi o estopim de uma importante decisão na minha vida. Sem que meus
pais soubessem, ela me consolava e apoiava de várias formas quando eles me
castigavam. Mas quando de repente ela morreu, eu me senti verdadeiramen-
te s6. Fiquei furiosa com eles por não me deixarem ir ao enterro, zangada com
meus irmãos por causa de sua evidente indiferença e com raiva dela por me
haver abandonado assim. No entanto, não derramei uma lágrima sequer. Re-
solvi que estaria mesmo sozinha e que não precisaria de ninguém.
Exemplos
OS SUBTIPOS CONFORME
AS ASAS
TIPO OITO COM ASA SETE: O INDEPENDENTE
Franklin D. Roosevelt
Mikhail Gorbachev
Donald Trump
Barbara Walters
Don Imus
Frank Sinatra
Courtney Love
Susan Sarandon
Bette Davis
Joan Crawford
Faixa saudável Dotada de mente ágil e de vi ão
das possibilidade concreta ,a pessoas deste ubtipo
geralmente são cari máticas o bastante para angariar
apoio e adesão ao seu projetos. Elas pautam-se pela
ação e querem deixar sua marca no mundo. Além dis-
o, e a pe oa con eguem de afiar os outro a supe-
rar-se para melhorar a própria vida de alguma manei-
ra concreta. Este subtipo é o mais independente,
buscando a auto-suficiência em tudo o que faz.
Faixa média As pe oas deste subtipo ão defen-
oras do risco e da aventura; tendem a nutrir "gran-
des planos" e a fazer grandes promes as, exagerando
eus potenciais para recrutar o apoio do outro. Além
disso, estão entre as mai sociáveis de seu tipo, mos-
trando- e muito falantes, extrovertidas e autoconfian-
te . São pes oa prática, pragmática e competitivas
que não se preocupam muito em agradar os outro
nem em tolerar o que julgam ser fraqueza ou inefi-
ciência. Elas podem tornar-se impaciente e impul ivas, deixando-se levar pelo
sentimentos mais que a do outro subtipo. endo mai abertamente agressiva e pro-
vocadora , tendem me no a fugir das brigas.
s p oa do Tipo ito on id ram a trai ao um lem 'nto fundamllll,l1llll
ua vida porque ela marca a morte de ua bondade e inocên ia. Ao cr m traldas 1)(11
alguém importante no que po suem de mais íntimo, elas decidem que jamais se IWI-
mitirão er inocentes e vulneráveis de novo, jamai baixarão a guarda. Durantc "I·
gum tempo, podem secretamente lamentar a perda dessa inocência, ma por fim
aceitam que is o é o que devem fazer para enfrentar o de afio da vida. d pen
der do mal que lhes houver cau ado o ambiente da infãncia e da juventud , las po
dem tornar-se tão implacáveis consigo mesmas como o são com o outro. Depol"
de enterrado o coração, até a dor da inocência perdida pode ser esquecida.
TIPO OITO COM ASA NOVE: O URSO
Faixa saudável A pe soas deste subtipo aliam a força, a auto onfiança e a de-
terminação ao equilíbrio e a um certo relaxamento. Solomaio, con tantes na bu ca
dos próprios objetivo e meno agre iva e pcrtlll'h,l'l'" lIU o demais repre en·
tante do Tipo Oito. Além di o, ão mais carinho Is voltadas para a famliia, d •
I ('ItlI'/O
Toni Morrison
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
Martin Luther King,Jr.
Golda Meir
John Wayne
Sean Connery
Sigourney Weaver
Paul Newman
Indira Gandhi
Glenn Close
Norman Mailer
O obrevivente. O típicos Autopreservacionis-
tas do Tipo Oito ão o que mai prezam a en atez.
o intuito de ter dinheiro c poder ufi iente para ga-
rantir eu bem-e tar e o de eu ente querido , con-
centram- e na questõe prática e no "ganha-pão".
Amante da privacidade do lar, ão ele o mai doméstico dentre o repre entan-
tes de u tipo. Porém, independentemente de erem homen ou mulhere ,e a
pessoas fazem que tão de er quem "veste as calça ". Elas tendem a er mais mate-
riali ta que o repre entante da outra dua Variante Instintiva: de ejam o di-
nheiro pelo poder que confere, ma também go tam de adquirir ben (como carro
ou imóvei ) que imbolizem eu de taque e importância. ão também a que mai
tend rn a viciar-se no trabalho, podendo ter vários emprego ou trabalhar longa
hora para con eguir uma renda que lhe dê ati fação e proteção.
O Autopre erva ioni tas do Tipo Oito tendem a preocupar- e em proteger
ua po es e inve timento . Com efeito, indu ive no lar, ão em geral extremamen-
te zelo o de eu território. (" inguém entra na garagem em minha permi ão! ")
entem- e eguro quando abem onde e tão sua coi a e têm certeza de que ela
e tão a alvo. Portanto, eslâo empre certificando-se de que suas finança, ua po-
sição pe oal e profis ional e ua po es não correm nenhum ri co.
a faixa não-saudável, o Autopreservacionistas do Tipo Oito podem revelar-
se tirano e até ladrões, ju tificando seu comportamento destrutivo com a alegação
O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO OITO
1ll0n"lr,II1UO POUl'1 l' ItUCI,IIl(Ll P -lo U "'JO U prot-
ça . lia m ua con titul ao men '> lugar para "astu-
cia ": ela querem er independente, ma a ua ma-
neira. A capacidade de confortar e tranquilizar os
outros aumenta ua capacidade de liderança.
F a ix a m é d ia E a pe oas parecem dotada de
natureza dupla, manife tando- e de maneiras di tin-
ta em diferente área da vida. As im, podem er mui-
to carinho a em ca a, ma extremamente agres ivas e
determinada no trabalho, por exemplo. Ela go tam
de viver com di rição e tranqüilidade, preferindo agir
no ba tidore . Além dis o, tendem a falar devagar e a
pre tar muita aten ão às men agen não-verba i e a
linguag m corporal da pe oa, mo trando- e afavei ,mas tomando nota de todo
o detalhe. E trategi ta e ob ervadora ,ela praticamente convidam o outros a
sube limá-Ia. A pe oa de te subtipo ão a vezes teimo a ,impa Ivei e vclada-
mente arnea adora. Quando perdem a cabeça, a expio ão é repentina e violenta,
ma termina rápido.
As umindo a Re ponsabilidade. Os tlpicos rerre eOlante exuai do Tipo Oi-
to ão o mai inten os e cari mático de todo o de te tipo. Eles reagem com pai-
xão a tudo aquilo que lhe interessa e querem cau ar rande impacto na vida daque-
o INSTINTO SOCIAL NO TIPO OITO
O INSTINTO SEXUAL NO TIPO OITO
Entu iasmo e Camaradagem. A inten idade do In tinto ocial se manife la
no Tipo Oito por fortes laços que seus representante criam com as pes oas. A hon·
ra e a confiança são muito importantes para eles, que gostam de testar os amigos
fazer pacto com aquele que se mo tram confiáveis, criando a sim sólidas amiza·
des. A en ação de inadequação e rejeição é minorada quando se cercam de amigos
seguros que os aceitam como são. ( em todos são aceitos em seu círculo mais inti·
mo, mas, para os que passam no teste demonstrando lealdade e firmeza, o céu é o
limite.) As noitadas, excursões de fim de semana e recepções para os amigos ão a
maneira de relaxar que mai agrada às pessoas desta Variante Instintiva, as quais fa-
zem qualquer coi a pelos seu poucos eleitos. Elas gostam de promover reuniõ 5
ociais, comer e beber com os amigos e compartilhar aventuras com "gente boa".
Além disso, gostam de debater - o mais acaloradamente po sível - que tões como
política, e porte ou religião.
os íveis inferiores, o representantes Sociais do Tipo Oito correm o ri o
de negligenciar os amigos ou rejeitá-los após qualquer de avença. Sentem-se tral-
dos com facilidade e tendem a guardar rancor por mais tempo que a maioria da
pessoas. Quando banem alguém de eu círculo mais íntimo, dificilmente o deixam
aproximar-se de novo, preferindo mantê-lo para sempre "na geladeira". Além di -
o, eu pendor para criar histórias pode degenerar em Oagrantes exageros: tornam-
e tratantes e enroladores, cheio de encanto e promessas, mas pouco dispostos a
realmente ajudar as pe soas.
a faixa não-saudável, devido à sen ação de rejeição e traição, essas pessoa
podem tornar- e olitárias e extremamente anti-sociais. Tornam- e irre pon ávei e
autode trutivas, além de particularmente propen as ao abuso de drogas. A mistura
entre a raiva e as drogas poderá destruir rapidamente tudo que há de bom em ua
vida. Uma vez nesse stado, es a pessoa mostram- e incapazes de compreender o
mal que fazem a si mesmas e aos outros.
d - star 'ontnbuindo para tornar o outro "mai fort ", final, o mundo c uma "li
va. o mlOimo, ele vêem razão em eu egoísmo e procuram ati faz r ua nec "SI
dade - geralmente financeiras e sexuais - sem a mínima con idera ao p lo senIl-
mento alheios. ão hesitam em atacar e fragilizar as pes oas para proteg r os
próprio interes e e garantir que ninguém venha a amea ar sua segurança material.
Temendo não dispor dos recursos necessarios para levar a cabo seu
projetos ou cumprir o papel de provedoras, as pessoas do Tipo Oi-
to dedIcam-se com diligência e per picacia a obte-Ios. Seu caráter V
mais empreendedor e competllivo as torna mais reervadas quanto
aos sentimento. E
I
S
A pes oas do Tipo Oito receiam não er respeitadas ou receber o
que lhe é devido. Por conseguinte. tentam convencer os outro de
sua importância: v'angloriam-se, blefam e fazem grandes promessas
para conseguir adesão aos u plano. Orgulhosas e obstinada. O
querem que todos saibam que ão ela que mandam.
E
As pessoas do Tipo Oito temem perder o controle da situaçao e o
apoio dos demai . Assim. recorrem à opressão e a ameaça para con-
eguír o que querem, mostrando-se mal-humorada e irresponsa- O
veis perante as suas obrigações. E
5
E
As I ssoas do Tipo Oilo temem que os outro e teiam contra 1'1 ,o
que pode r 'erdade. nundo-sc traldas e in(,;apaze de confiar em
quem quer que seja, deCIdem proteger- a qualquer custo. endo-sc
como pro mas, eomportam- d modo socialm nte intolemvel, po-
dendo mo Irar- prcdatona! ,vlllgativa e violent.a.~.
De<;esperadilspor proteger- e e apavoradas com a possibilidade de O
retahaçao contra seu próprios atos. as p soas do 1ipo Oito par- L
tem para o ataque de eus suposto rivais ames mesmo que lhes
V
façam alguma ameaça. ão respeitam nenhum limite e, assim, ra-
pidamente perdem qualqu r escmpulo. A ilusao de invulnerabtli- I
dade pod leva-Ias a cololar em risco a <;imesma<;e aos demai . M
Convencida de haver cnado tnlllllgos capaze de derrota.las, as E
pes<;o menos saudaveLSdo TIpo Ono preferem destruir IInplaca-
'elm nte a deixar que algu m triunfe e' enha a ontrola-las. sim,
podem deI ar atras de I um rol tro de d tfUlção qu inchll ate a T
po'iSlbilidade de homiddlo. O
.h P ·~'iO.I~
do 11(1O 0110 d I .Im d .ItI dll.1I qu' prC'U'i.lml·~t.lr
~empre no comando de toda •.•
a•.• ituaçO .•.••
o que Ihe~ pcrmllC baI-
xar a guarda e urar seu cora ao A Im, parado.alm nte realizam
eu De eJo fundamental: protegem-se e. ao m mo lempo. e en-
tregam. tornando-se magnãnima •generosas e. por vezes, herÓI as.
A pessoas do Tipo 0110 empenham- e com IOda a energia e for a
de vontade em IOrnar-se independente e em controlar a pr pria vi-
da. ão dotada de muito vigor e voltadas para a ação. Auto-ima-
gem:" ou uma pessoa assertiva. direta e cheia de recm os". O
A pesoas do Tipo 0110 reforçam ua auto-imagem enfrentando de-
afios Provam sua força por meio da ação e da realização, mas tam-
bém procuram proteger os outro e dar-lhe chan e de cultivar a
próprias forças. ·trategistas e decidida. gostam de encabeçar pro-
jetos construtivo.
Irllll<l d!(lH·.
[n l/e g a
IIC lO ls m o
Dilator ialisrno
C,ucldade
In llln id a (a o
Prol'oCClCclo
Dominacdo
A u /o -c x a lta c d o
Aulo-sujicitncia
F o rc a
A u lo « )n jia n c a
3 L J d e ra n c a
:-"1 rg a lo m ,m ia
8 1 rltim id a (a o
ivcl In ic ia tiv a
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9 Drstr ui,clo
I.
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A
u
O
M
É
DESAFIOS PARA
O CRESCIMENTO
DO TIPO OITO
qu O rodeiam. (Tal impa to pode er p sitivo ou negativo, a dep '11(1(1 nallll.d
m nte de eu ível de D envolvimento.) orno o eu oi ga da anant( SOll.d.
ele go tam de diver ão e agitação, embora tenham uma veia mais r beld . Dotado •..
de um malício o en o de humor, ele gostam de ser "mau ". Ap ar de apazes d
profundo amor e devoção, podem ver na intimidade uma luta pelo poder e uma opor
tunidade de aumentar ua aULO-etima. A im, talvez go tem de di cu õe e e mos·
trem ríspido com o mai íntimo: reagem a gentileza com impaciência. orno 05
Autopre ervacionistas, podem er competitivo, porém mais pelo prazer da compe-
tição que para obter egurança. a verdade, perdem o intere se quando ganham ra-
pido demai , e i o se aplica também ao r la ionamento mtimo .
o Iveis inferiore ,a ariante exual pode levar e a pe soa a exigir aten-
ção, coerência e fidelidade e a mo trar- e pouco tolerante diante de qualquer he i-
ta ão do outro. o fundo, ela e vêem no papel de mentoras e re pon ávei e que-
rem moldar o outro da forma que mai e adapte ao eu plano e nece idade.
O fato de terem empre uma opinião sobre qualquer a peClo da vida do parceiro di-
ficulta-lhes a manutenção de uma relação de igualdade.
a faixas meno saudáveis, essas pe oa poderão tentar controlar e dominar
completamente o parceiro. A im, demon trarão muito ciúme e verão o outro co-
mo uma po se ua, além de poderem querer i olá-lo dos amigo e conhecidos. o
ca o mai graves, é po Ivel ocorrerem epi ódio de agre ão e vingança e crime
pa ionai.
A eguir, alguns do problemas mai freqüen-
tes no caminho da maioria das pes oa do Tipo Oi-
to. Identificando esse padrões, "pegando-no com a
boca na botija" e simple mente observando quais as
nossas reações habituai diante da vida, e taremos
dando um grande passo para libertar-no do a pec-
tos negativos de nosso tipo.
o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO OITO:
A LUTA PELA AUTO-SUFICIÊNCIA
As pe oas do Tipo ito sentem uma nece idad de proteger- e que pode
transformar- e em medo de qualquer tipo de dependência. (" ão me sinto eguro,
então preci o defender-me buscando mai recurso para proteger-me.") orno não
acreditam poder recorrer ao apoio ou au ílio do outro em perder a própria auto-
nomia, e a pe oas co tumam sentir- e como c e ti e em em guerra contra o
mundo. Tudo na vida é difl il, uma verdadeira luta, o qu a leva a e forçar- e con -
tantemente para e impor num ambiente que on id ram de favorável e até ho til.
("Tive de lutar por tudo que tenho."" el'o ê nao e defender, vão comê-lo vivo. ")
I-1n geral. a..•p '"'''0.''' do Ilpo 110 IMO gostam de trabalhar ubordinadas a nin-
gucm, preferindo o ris o e a aventura de a umir sua própria atividade. Muita
dela ão ladina empreendedora que e tão empre de olho num novo projeto.
Além disso, são muita veze competitivas, não exatamente para mostrar- e supe-
riore ,mas im para garantir a posse dos recurso nece sários à ua segurança e
bem-e tar. Es a pe soa ó con eguem relaxar na medida em que tomam o coman-
do da ituação.
Evidentemente, ninguém na vida é auto- uficiente de verdade. Todo, inclu-
sive as pessoas do Tipo Oito, preci am do outro para viver e atingir objetivos co-
mun. e anali as em sua vida objetivamente, veriam que na verdade dependem
de muita gente para realizar o que de ejam. o entanto, devido ao medo da depen-
dência e da traição, não querem admitir i o nem dividir os louro com ninguém,
per uadindo- e de que ó ela dão duro e de que preci am pre ionar o outros a
egui-Ia .
a o e aco tumem a e se ponto de vi ta, ignorando o inal de Alerta, e a
pe oa correm o risco de perder- e ainda mais em sua fixação. Quando come am
a sentir que os outro preci am ser controlado e que a vida preci a er conqui ta-
da, e tão tomando a direção errada. Is o pode manifestar- e por meio de conOitos
em ca a e no trabalho - ou imple mente de xingamentos diante de um pote de ge-
léia que não quer abrir.
Observe se não está pondo mai energia que o necessário na coisas que faz. Quando
abrir uma porta ou egurar algo, procure ver se não o faz com dema iada força. Independen-
temente do que eja, erá que você não poderia empregar menos força e, me mo as im, man-
ter a eficiencia? Quando estiver falando. escute sua própria voz. Qual a quantidade de ener-
gia economicamente ideal para dizer o que quer?
o Papel Social: O Rochedo
O repre entante mai típico do Tipo Oito vêem- e como um Rochedo, o
mais forte e inde trutlvel, a ba e para o outro , eja na família ou no círculo pro-
fis ional. (" ou duro. É de mim que todos têm de depender.") A identificação, eja
con ciente ou inconsciente, com a for a e a inamovibilidade de uma rocha tem van-
tagen : refor a a autoconfiança e a iniciativa. Ma , por outro lado, implica a nece -
idade de suprimir a própria fragilidades, duvida e receio . Além di o, como os
repre entante do demai tipo ,os do Tipo Oito come am a ficar pouco a vontade
na presença da pe soa , a meno que interajam a partir de eu Papel ocial.
Transformando- e num rochedo, a pe oa do Tipo Oito acreditam que con-
seguirão defender-se e evitar as mágoa. Infelizmente, i o a leva a defender-e con-
tra muita da boa coisas que exi tem na vida - o carinho, a ternura, a intimidade
IPO OITO: O D
a abn 'gaçao, por exemplo. la preci am er empre fria e imp rmeavcls.II so
friment e a dificuldades, ejam o eu ou o do outro.
Arlene, a quem já conhecemos, vê tudo i o como imple fato.:
Sou uma pessoa instintiva. A cabeça demora a seguir o instinto. Euvivo mui-
to no futuro. Além disso, consigo facilmente negar ou obliterar meus senti-
mentos e simplesmente levar a vida em frente quando surge alguma perda.
Quanto maior o stre s, mais duras e agres iva se tornam as pes oa de!'>l 11-
po. As que se encontram no ívei médio-inferiores acham que é perfeitamente
justo adotar a linha dura com os demais - como e dissessem: "Quero ver o que vil
cês vão fazer!" -, pois e vêem como lutadoras que só tentam sobreviver num mun-
do frio e inóspito.
Kit relembra a dificuldade que i so lhe cnou na infância:
Não é que eu quisesse desobedecer. Eu teria gostado de ser uma garota
"boazinha" ou, pelo menos, aceitável. Mas eu era impulsiva, queria me im-
por a qualquer preço e me sentia impelida a seguir meu coração e defen-
der a mim mesma e às minhas convicções. Sempre respondia aos meus pais
e era considerada muito impertinente. Quando criança, ficava louca quan-
do minhas intenções eram mal-interpretadas e vistas negativamente. En-
tão, desde cedo comecei a isolar meus sentimentos e a fingir que nada me
atingia.
O RESGATE DA I TIMIDADE
Especifique ao menos uma área de ua vida - um relacionamento, um local, um m
mento - na qual não se ente obrigado a ser duro. Procure transportar- c ate ela. Como
área o faz entir-se? De que forma ela difere de outra áreas de sua vida?
Luxúria e "Intensidade"
As pes oa do Tipo Oito querementir-se fortes e autônoma - em outra pa-
lavras, querem sentir-se viva e reais. A im, a Paixão da luxúria (seu "Pecado Capi-
tal") as impulsiona a agir de maneira a e timular a sensação de e tar vivas, a viver
inten amente. O relacionamentos, o trabalho e a diver ão preci am er intensos, co-
mo se elas tive em de impor- e constantemente obre a própria vida.
Porém, a depender do quanto cedam à Paixão da luxúria, es a pessoas ficam
presa a um padrão segundo o qual preci am impor a própria vontade sobre o meio
(e inclusive as pe oa) para obter a intensidade que tanto de ejam. Ironicamente,
quanto mais e impõem, me no energia lhes sobra para conectar- e a si mesma ou
a quem quer que seja. Em última análise, quanto mai e impõem, menor a sensa-
I NI M.RAMA
(C/() c/c cl(// Icu/mcnlr vivu. O., outros - C ela., m '5mas - tornam-sc numcro." obJc-
tos que devem er manipulado. re ultado . um entorpecim nto interior que 'i-
g um e forço de uperação ainda maior. A inten idade só a faz nece itar d mai
inten idade.
Além di o, há algo de temerário no repre entante típico do Tipo Oito. Ele
podem não er pilotos de automobili mo nem jogadore profi sionais, ma todo
ão viciado na intensidade e na adrenalina pre entes na vitória contra o desafios.
A princípio, isso pode er emocionante, ma ,com o tempo, e torna e gotante e, afi-
nal, prejudicial à aúde. Para alguma de a pessoas, o ri co e tá em imple men-
te ignorar a advertência contra o maus hábito alimentares, o cigarro e o álcool.
("Is o não acontecerá comigo. ou forte demai para que e e tipo de coisa me afe-
te.") A auto-afirmação e tran forma então num vício - quanto mais vencem, maior
se torna a fal a ensação de onipotência que pode levar a tragicos erro de cálculo.
Outra ironia está na relação que se e tabelece entre a luxuria e o controle. Co-
mo vimo ,a pe soas do Tipo Oito querem sentir- e no comando da situa ão. Mas
estar sob o domínio da luxúria é a anUte e do controle: a luxúria é uma rea ão do
eu a algo exterior que o inspira. obiçar uma pessoa ou um objeto - eja ele o di-
nheiro, o poder ou outra coisa - é e tar ob eu domínio. orno ocorre com os de-
mai tipo, a Paixão é uma di tor ão que afinal provoca o opo to daquilo que o ti-
po realm nte de eja.
AUME TA DO A EXCITAÇAO
Em parte, você gosta de ri cos e competiçõe porque aumentam sua sensação de e tar
vivo. Qual a diferença entre e a sensação e a que você obtém quando relaxa? Vocêé capaz
de relaxar mais ne te momento? De que forma isso contribui para sua no ão de eu?
o Preço do Controle
endo dotado de mentalidade pragmática, os repre entante lIpico do Tipo
Oito geralmente nutrem algum onho, na maioria das veze ligado a alguma manei-
ra de ganhar dinheiro, um investimento no comércio ou na boi a. E e onho pode
variar do sim pie (jogar na loteria regularmente) ao complexo (abrir e admini trar
seu próprio negócio). Nem todas as pessoas do Tipo Oito têm fortuna, ma a maio-
ria está em busca de alguma e pécie de "sorte grande" que lhes dê a independência,
o re peito e o poder de barganha que tipicamente desejam.
Ed, um terapeuta, relembra o precoce desenvolvimento de seu e pírito em-
preendedor:
Lembro-me de haver ido a um terreno baldio catar sementes quando tinha
5 anos. Dali eu fui à casa de nossa senhoria, que ficava em frente à nossa,
"Sou eu o re pon. av('/
pelo ganha-poo. "
flPO OITO: O I>
e as vendi por cinco centavos, dizendo-lhe que eram excelente raçao p ra
passarinhos. Peguei o dinheiro e fui à delicatessen mais próxima, comprar
dois bolinhos. Então fui à quadra de tênis da cidade e vendi cada bolinho
por cinco centavos. Com os dez centavos arrecadados, voltei à delicatessen
e comprei quatro bolinhos. E ar acaba a história porque, quando voltei à
quadra, o dono da cantina me pôs para fora aos berros.
A depender da inten idade de eu medo da de-
pendência, a pe oa do Tipo Oito de ejarão certifi-
car-se de que quem manda são elas. Apesar da atisfa-
ção que lhe dá o controle, com is o ela jogam no
próprios ombro a pe ada obriga ão de admini trar tudo. e tiverem filho, cuida
rão dos problema prático da obrevivência deles, fornecendo-lhe boa comida,
abrigo, roupa e educação. Quando dispõem de dinheiro, podem achar que lhe a
be dar carros e ca as ao filho, além de arranjar-lhes um bom emprego. (" eu
'velho' cuidará de tudo para você.") Essas pes oa de pendem uma incrível quanti
dade de energia elaborando planos, tomando todas a decisões e iniciativa e inci
tando os outro a implementá-Ia. ssim, criam em torno de i uma espécie de cam
po de força que pode ser energético e protetor para uns, intimidante para outros,
mas empre e gotante para ela próprias.
Portanto, a intimidade e torna um problema para o repre entantes típico do
Tipo Oito. Ele muita vezes go tariam de aproximar-se das pessoas e manife tar
seus forte entimentos, mas não sabem como relaxar a defe as, principalmente a
nece idade de controle. Em virtude de ua incapacidade de manter um contato
emocional mais direto, pa am a relacionar- e pela competitividade, pelo de afio c
pela fisicidade. O conl1ito os e timula e isso acaba se tornando uma fonte de mal-
entendido. As pessoa do Tipo Oito gostam de entrar em di cussõe acalorada -
indu ive briga - para terem a chance de provar que não levam desaforo para ca-
sa, mas à vezes mo tram-se urpresas ao aber que sua contundência magoa mui-
to eu interlocutore . Muitas delas manife tam o quanto e sentem próxima de al-
guém por meio da exualidade e do contato físico. Ou então demonstram ua
afeição por meio de altercações e outros atos violento.
Porém e as pessoa não querem que os outros percebam o quanto e tão s-
tre adas. Por i o, tentam resolver todos os problemas em contar nada - ou tudo
EGANDO A PRÓPRIA TER URA
As pessoas do Tipo Oito submetem-se a tremendas pressões para sustentar os out
ser fortes ejamais chorar, demonstrar debilidade, dúvida ou indecisão.
Anati e as varias circunstâncias em que já se colocou sob esse tipo de pressão. Em n
me de quem você o fez? O resultado compensou o esforço? O que acha que teria acontecid
se você não tive e exigido tanto de si mesmo?
"Quero ver vocês
lidarem comigo."
a ningucm lias t 'nd 'm a trabalhal d 'maIS, viciando ,>eno s/lcss e na adr 11<lina
e a nao mudar enquanto nao ejam obrigada p r algum problema de aude. em~
pre ga tando a própria energia até esgotar- e, expõem- e muitas vez e a problema
como ataques do coração, derrames, hipertensão e cãncer.
A Presunção de Ser "M aior que a Própria Realidade"
Quando suspeitam que as pessoas não reconhe-
cem o quanto lhes custa "administrar" tudo, os repre-
sentantes típico do Tipo Oito fazem questão de re-
lembrar quem é que tem a última palavra. Assim,
mostram quem é mais importante fazendo muito barulho - na maior parte, bazófia
e bravata -, como fazem, no mundo animal, os machos alfa quando querem demar-
car seu território, pois go tam de mostrar que são os "manda-chuvas". ("Conheço
uma pes oa que pode ajudá-lo. Falarei com ela por você.") Eles podem recorrer a
aparentes expressões de generosidade para convencer as pessoas a cooperar com
seus objetivos, na base do velho método da cenoura pendurada na ponta da vara _
ou fazer tratos do tipo: "Faça isso para mim que eu cuido de você depois". Embora
normalmente prefiram u ar de estímulo e persuasão para induzir as pessoas a fazer
o que eles querem, não hesitarão em tentar abordagens mais agressivas para domi-
ná-las se encontrarem re istência.
Encontrar meio de fazer favores torna-se essencial. em alguma espécie de
trunfo, entem-se em de vantagem para lidar com o outro . Ou, pior ainda, podem
acabar em débito com alguém sem ter condi ões de pagá-lo - algo que pode defla-
grar seu Medo Fundamental.
Além disso, essas pessoas procuram aumentar sempre sua esfera de influência
- de certa forma, aumentar os limites de eu ego. ("Este é meu castelo, minha pro-
priedade, minha empresa, minha mulher, meus filhos - tudo é um reflexo meu.")
Conceber projetos e levá-los a cabo é uma forma de ganhar um pouco de imortali-
dade, de anunciar ao mundo: "Eu estive aqui". O tamanho de seu império não é tão
importante quanto o fato de er seu - e de serem eles os que controlam tudo. Se ti-
verem muito sucesso financeiro, gostam de manter uma entourage e viajar como ver-
dadeiros reis, esperando deferência, obediência e respeito. Quando dão uma ordem,
querem que eja cumprida imediatamente e sem questionamentos.
APOSE TA DO O MA DA-CHUVA
Vocêse orgulha de ser sincero e direto. Qual o cu grau de sinceridade quando lenla
impressionar ou subjugar os outros? Como se ente ao colocar as pessoas "nos eixos" de sa
forma: mais à vontade consigo mesmo ou menos? Vocêconsegue imaginar alguma maneira
mais eficaz de angariar o apoio e a colaboraçao das pessoas?
Inlpor- e X Agredir
As pessoas do Tipo Oito gostam de abordagens diretas e desconfiam quando
acham que alguém está fazendo rodeios - por isso, o estilo de comunicaçao de ai
guns dos outros tipos pode representar um problema para elas: não con egu m 'n
tender por que não é tão objetivo quanto o seu. Ao mesmo tempo, certo tipo pu
dem ficar perplexos com a audácia e a contundência demonstrada pelo Tipo Oito
A razão para isso é que as pessoas do Tipo Oito
necessitam de limites muito claros: querem saber em "De que você efeito?"
que pé estão com os outros e, num plano mais instin-
tivo, onde elas terminam e onde começam eles. Essas
pessoas querem saber o limite de tolerância dos outros e o descobrem testando-o. S'
aquele com quem e relacionam não reagir, elas continuarão forçando esse limite
até obter uma reação. Às vezes isso implica em alfinetar ou pirraçar o outro. À ve
zes a pressão é sexual, mas também pode ser simplesmente a de obter uma re p S
ta imediata.
Devido à contundência de sua vontade de afirmação, muitas vezes intimidam
o demais. Por mais que afirmem estar apenas tentando chamar a atenção das pe,>,
soas e mostrar-lhes qual a sua posição, não é raro que seu tom direto seja interpre·
tado como raiva ou crítica. Parte do problema está no fato de as pessoas do Tipo
Oito não saberem a força que possuem. Como já vimos, elas tendem a empregar
mais energia que o necessário em quase tudo que fazem. E, quanto mais inseguras
e tiverem, maior a probabilidade de impor-se agressivamente. A ironia disso é que,
assim, acabam por despertar mais resistência que espírito de cooperação.
Arlene comenta seu estilo, típico do Tipo Oito:
Dou a impressão de ser invulnerável, ou assim me dizem. Em geral, confio
em mim mesma e assumo riscos com facilidade. Muitas vezes, "improviso"
antes de conhecer os detalhes da situação. Quase sempre, saio-me bem. Por
dentro, porém, nem sempre me sinto tão segura quanto aparento. Isso di-
ficulta as coisas, pois me transforma numa "ameaça" para as pessoas.
Quando se sentem inseguras ou ameaçadas, as pessoas do Tipo Oito podem
tornar-se irritáveis e imprevisíveis. Para os que as cercam, é difícil saber o que as fa-
rá explodir: pode ser simplesmente uma refeição que não ficou pronta na hora, uma
sala que não foi arrumada do jeito que elas queriam ou um tom de voz. Temendo
ser desafiadas ou passadas para trás, as mais problemáticas dentre es a pessoas co-
meçam a impor indiscriminadamente a própria vontade. ("É do jeito que eu quero
ou rua!" "Faça a sim porque eu mandei!")
Outras estratégias típicas que adotam para conseguir o que querem sem recor-
rer ostensivamente à agressividade são as de debilitar a seguran a alheia e dividir
para conquistar. Além disso, podem usar de violência verbal, gritando na cara dos
outros quando estão zangadas ou frustradas. Evid nt m nt ,S continuarem assim,
,ll"lhar,() fazl'ndo tom que 'ks S' r'unam llll11a 'Ias - justo uma das coisas que
mais temem Quando s d i am levar pelo m do da rejeiçao ou da inva ào, a p _
soa do Tipo ito não con eguem di criminar entre o que de fato a magoaram no
pa ado e aquele com quem convivem no pre ente. Ela agem como e ele certa-
mente as fo em tratar com inju tiça e decidem usar toda a sua força para im-
pedir que isso aconteça.
SE TI DO A FORÇA DE SUA E ERGIA I STI TIVA
Da próxima vez que sentir vontade de reagir a uma ituaçào, tente fazer uma experiên-
cia. Em vez de agir ob a força do impulso, pare, respire fundo e tente perceber como e a for-
ça age dentro de você. Tente eguir-Ihe o percurso. Qual a sua duração? Ela muda ao longo
do tempo? Prestando-lhe atenção, você ente de penarem outros entimento ? Com uma das
màos, toque suavemente a area em que essa energia mai se concentra. O que acontece?
o Controle e os Relacionamentos
O medo de er controlada que têm a p oa do Tipo Oito é muito fácil de
deOagrar. Por con eguinte, ela podem entir- e controlada me mo quando não
lhe e tejam pedindo nada de extraordinário. ão é de admirar que i o lhe crie
grande problema no relacionamento profi ionai e Intimo. Ela têm, por
exemplo, muita dificuldade de acatar in truçõe , quanto mai orden . (" inguém
vai me dizer o que devo fazer!") A im, eu maiores recur o - a energia e a força
de vontade - acabam endo de perdi ados em conOito de neces ário .
Quanto mai desaju tado o ambiente da infância, mai controle es a pe oas
nece itam ter para sentir-se protegidas. E, à medida que decre cem na e cala dos
Iveis, preci am de cada vez mai "prova" de ua própria força e capacidade de
dommio.
O ex-piloto comercialIan fala com franqueza de ua nece idade de controlar
a famllia, principalmente a mulher:
"É como eu quero ou ,'ua." Hoje isso não me deixa à vontade, mas, quando
era mais jovem, precisava provar para mim mesmo
que era o rei da cocada preta em todos os aspec-
tos. Fazia meus filhos acordarem cedo como se fosse um sargento no quar-
tel e controlava inteiramente o orçamento de casa. Minha mulher tinha de
me pedir cada centavo, e eu fazia tudo para que ela não tivesse renda pró-
pria, tentando impedir que tivesse qualquer liberdade para divertir-se. Sem
dinheiro, ela não poderia deixar-me.
A tendência a lutar pelo controle pode levar ao conOito aberto quando essas
pessoas acharem que os outro ganharão vantagem inju ta obre elas. A im, reú-
f1P
nem a determinação férrea à ine gotável energia para d marcar linhas no hao l d(
afiar quem quer que se di ponha a cruzá-Ia. (" ão havera aumento algum l" "('
você não go tar, pode pedir demis ão agora mesmo!") Infelizmente, após dar s 'us
ultimato - me mo que no calor da hora -, elas acham que devem ir at' o fim R -
cuar ou moderar- e lhe parece demonstração de fraqueza, além de tornar provav ,I
a perda da independência e do controle.
Se não fizerem alguma coisa, a sede de controle pode levar as pes oa do Tipo
Oito a ver o entes querido como po se. ua lógica é a eguinte: se dependem d '
las, é porque ão fraco e pouco diligente. Por con eguinte, não merecem r r s-
peitado nem tratado como iguai . Havendo pas ado por cima de sua própria en
ibilidade e de ua nece idade emocionai, ela ão capazes de ridicularizar ou
ignorar a dore alheia. O mais perturbados sentem- e ameaçado também pelos
ubordinado que demon trarem alguma força e podem debilitá-lo minando-Ih s
o equilíbrio e a egurança com ordens arbitrária e, quando e e expediente falha·
rem, por meio de ataque verbai fulminante.
E E ALGUÉM FIZE SE ISSO COMIGO?
Lembre-se de alguma ocasião em que pressionou alguém a fazer algo contra a própn
vontade. Vocêagora pode imaginar uma outra forma de onseguir o que precisava ou quen
O que você desejava era legitimo? Como seriam as coisas se essa pe soa tivesse simple m n
te dado o que você queria sem que preci a e pre ioná-Ia? Da mesma fomla, procure I m
brar-se de situaçõe em que alguém tentou pre sioná-Io. De que forma os método de sa pe
soa innuiram sobre seu de ejo de colaborar com ela?
Desafio e Rebeldia
Como meio de impor- e e de de afiar a autoridade, a pessoas do Tipo Oito po-
dem ca ar- edema iado joven ou com alguém que ua família não aprove ou recu-
ar- e a pro eguir no e tudo - ou realizar qualquer outro ato de de afio. Me mo
quando ainda criança, ela ão capaze de uma incrível re i tência à autoridade.
Ed relembra:
Um de meus problemas quando criança era o gênio terrível. O que mais me
enfurecia era ver alguém tentando mandar em mim. Lembro-me de um dia
em que, voltando da escola, vi uma equipe fazendo reparos na rua. Curio-
so, fui até lá. Um policial mandou que me afastasse. Eu só tinha uns 8 anos,
mas respondi que não sairia dali de jeito nenhum. Ele me levou para casa e
disse aos meus pais que eu era "o guri mais abusado que elejá tinha visto".
O repre entante mai problemáticos de te tipo
são rancoro os e tendem a provocar e intimidar de vá-
" inguém manda em mim'"
NI AG~AMA
REAÇÃO AO STRESS:
O TIPO OITO PASSA
AO CINCO
I ia~ forma~ o~ qUl' ~l' alI aVl'~~arem cm scu caminho. p rando encontrar rejeiçao
c antagoni mo, le criam rivalidade me mo entre antigo amigo e aliado e po-
dem inadvertidamente fazer os próprios familiare voltarem-se contra eles. Então,
p rgunlam-se por que de pertam tanta rejeição e ressentimento. egundo seu pon-
to de vista, ó agiram pelo bem dos outros; eles acabarão vendo isso - algum dia.
eu próprio rancor lhe parece suficiente para ju tificar a mágoa que causam ou a
pressão que exercem.
Geralmente, não querem briga, mas estão dispostos a seguir até o fim para fa-
zer o outro recuar, inclusive recorrendo a amea as do tipo "o pior ainda está por
vir". ("Vo ê realmente e tá pedindo que eu lhe faça isso! Você n ã o quer que eu saia
do sério!")
Kit exemplifica a força de vontade e o espírito desafiador do Tipo Oito:
Eu estava sempre sendo castigada enquanto o resto da família tinha privi-
légios. Determinada a ganhar a batalha das vontades, eu suportava todos
os castigos, pensando que "Ninguém pode me fazer nada que eu não quei-
ra!". Assim, ria quando tomava uma surra para não demonstrar fraqueza e
preferia ficar trancada horas e horas no quarto a ceder.
Quando as pre sõe se acumulam, as pe oas do
Tipo Oito empregam com afinco redobrado o méto-
dos de re olu ão de problemas que vinham utilizando
até então. Por fim, sua postura provocadora e as erti-
va as leva a situaçõe que estão acima de ua forças.
Quando mordem mais do que podem engolir, podem
passar ao Tipo Cinco, buscando uma trégua nos con-
Oitos para traçar estratégia, ganhar tempo e reunir uas forças.
Em tais momentos, essas pessoas se tornam figuras solitárias, que pa am ho-
ras a fio remoendo o fatos, lendo e colhendo informa ões para avaliar melhor a i-
tuação, fazendo questão de dispor do tempo, do espaço e da privacidade para estu-
dar a coisas antes de voltar à a ão. Como as pessoas do Tipo Cinco, elas se deixarão
Muitos dos problemas de saúde e de relacionamento da pes oas do Tipo Oito devem-
se à sua intransigência em voltar atrá , ceder ou demonstrar receio. Re ponda as seguintes
perguntas em seu Diário do Trabalho Interior:
Quai as suas primeiras lembranças de negar- e a negociar ou ceder? Voc consegue re-
cordar algum incidente dos tempos de escola? Algum incidente maIS recente? Como eles o
fizeram sentir- e fisicamente? E psicológica e emocionalmente? ( eja o mais detalhado pos-
Ivel.) O que foi preciso para que você oubesse que havia "ganho" a batalha? O que a outra
pessoa teve de fazer? Como isso o fez entir-se? Por quanto tempo?
17
absorver por seus planos e projetos, passando a trabalhar até tarde da noitl', a l'VI-
tar o outro e a fazer segredo de uas atividades. Além di so, poderao parl'cer .~
tranhamente quietas e distantes, surpreendendo os que conhecem bem uas «ual-
terística mais assertiva e apaixonadas.
Como no caso dos repre entantes típicos do Tipo Cinco, o stress também tor
na as pessoas do Tipo Oito mais nervosas. Elas passam a minimizar seu conforto c
suas necessidades e a cuidar mal de si me mas. ão é rara a presen a de in õnia
nem a manuten ão de dietas pouco saudáveis.
A sensação de rejei ão também pode induzi-las a demonstrar alguns do as-
pectos mais sombrio do Tipo Cinco. Assim, poderão mo trar-se extremamente CI-
nicas e desprezar as crenças e os valores dos outros. o ca o mais graves, correm
o ri co de tornar-se niilistas e de ligadas de tudo, com pouca chance de relacionar-
se com os outros ou de encontrar algo de positivo em si e no mundo.
A BANDEIRA VERMELHA:
PROBLEMAS PARA
OTIPOOITO
> ensação paranóica de e tar sendo traldo por gente "do
outro lado"
> Isolamento e amargura cre cente
> Falta de consciência e empatia; dureza cruel de coração
> Epi ódio de cólera, violência e destrutividade fi ica
> Elaboração de planos de vingança e retaliação contra
"inimigos"
> Visão de si me mo como "fora-da-Iei"; omportamentos
crimino o
> Epi ódio de contra-ataque à ociedade (sociopatia)
ADVERT ClAS
POTE ClAL PATOL6GI O:
Distúrbio de Personalidade
Anti- ocial, comportamento
ádico, violência física, para-
nóia, i olamento.
Se tiverem ofrido uma crise grave sem contar
com apoio adequado ou sem outro recursos com que
enfrentá-la, ou se tiverem sido vítimas constantes de
violência e outros abu os na infância, as pessoas do Ti-
po Oito poderão cruzar o ponto de choque e mergu-
lhar nos a pecto não-saudáveis de eu tipo. Por me-
no que queiram, i o poderá forçá-Ias a admitir que sua atitude desafiadora e sua
tentativas de controlar os outros na verdade lhe criaram mais riscos - elas torna-
ram-se menos, e não mai , eguras. Isso poderá ser vivenciado como um medo d
que os outros, inclusive as pessoas de quem mais gostam, queiram deixá-las ou vol-
tar-se contra elas. E, com efeito, alguns desses receios podem ter fundamento.
Por mais difícil que seja, essa conclusão pode representar o início de uma re-
viravolta na vida dessas pe oas. e reconhecerem a verdade desse fatos, elas po-
derão, por um lado, mudar sua vida e dar o primeiro passo rumo à aúde e à liber-
tação. Por outro, poderão tornar- e ainda mais beligerantes, desafiadora e
intimidadoras, tentando de esperadamente aferrar-se ao controle de que dispõem.
("É o mundo contra mim." "Que ninguém nem sonhe em procurar confu ão comi-
PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM
PARA O DESENVOLVIMENTO
DOTIPOOITO
>- A suge tão de entrar em contato com seus
próprio entimento pode er um clichê da p icolo-
gia, ma ,no eu ca o, é útil. inguém duvida da pai-
xão de uma pe oa do Tipo Oito e ninguém melhor
que você ab o quanto, no fundo, quer e tar mai per-
to da pe oa. Mas só você pode aprender a deixar
que e e ntimentos venham à tona. A vulnerabili-
dade diz às pe oa que ela ão importante, que você se intere a por elas. in-
guém e tá dizendo que é para você entregar seu coração de bandeja, ma negar a
mágoa ou atuá-Ia não será a olução.
>- A elaboração do luto é muito importante para a pessoas do Tipo Oito. Vo-
cê não é dc ficar parado entindo pena de i me mo por muito tempo, porém, quan-
do e tiver ofrendo, tente encontrar uma forma con trutiva de lamentar ua per-
das e mágoa. E sa ua carapaça não e tá ai à toa: talvez seja hora de de cobrir
alguma da razõe .
>- A pessoa do Tipo Oito pos uem um autêntico in tinto de camaradagem
e go tam de divertir-se em companhia do outros, ma i o não é o me mo que in-
timidade. Procure encontrar pe oa em quem pos a realmente confiar e conver e
com ela obre aquilo que o con orne. e já tiver alguém a im, tente abrir- e mai
e dar-lhe a chance de fazer o mesmo. ão parta do principio de que ninguém quer
aber de eu entimento ou de eu problema. Além di o, procure ouvir o que
lhe dizem quando e tiver de afogando ua mágoa . Atente para o fato de e tar en-
do ouvido e faça o me mo com o outro .
>- Procure dar algum tempo para que ua alma po a re tabelecer- e com
tranquilidade. I o não quer dizer a i tir televi ão, comer nem beber - re erve es-
e tempo para e tar realmente con igo me mo e apreciar a coi a imple. In pire-
e em eu vizinho do Tipo ove e deixe que a natureza revitalize eu entido.
Embora o eu tipo não seja o primeiro da fila para a aula de meditação, a prática
que objetivam a paz e a quietude ão muito útei na redução de eu níveis de stre ss.
>- O trabalho é importante, e ua família e eu amigo de fato preci am de
você e apreciam tudo que você faz para o bem dele. Por is o me mo, vo ê não de-
ve se matar de trabalhar. me mo e aplica à ua falta de modera ão no "vício ":
a pe oa do Tipo Oito co tumam entrar de cabe a tanto no trabalho quanto na di-
ver ão. Um pouco de comedimento em termo de intensidade numa coi a e noutra
pode garantir-lhe mais tempo para gozar a vida de forma mai util e profunda.
Que tione e a sua necessidade de inten idade. De onde ela vem? O que acontece-
ria se você ou sua vida fo sem um pouco meno agitado ?
go 'U ,I<:abocom qualqu r um que fizer isso!") p r i tir m n ssa atitude, elas
se arnscam a ultrapaar a linha divi ória que a epara do Ivei não- audá ei .
e eu comportamento ou o de alguém que você conhece e enquadrarem no que
d cr vem a advertência da página anterior por um período longo - acima de dua
ou trê emana, digamo -, é mai do que recomendável buscar acon elhamento,
terapia ou algum outro tipo de apoio.
" E u p o s o d e fe n d ê -lo ."
REFORÇANDO OS PONT S
FORTES DOTIPO OIT
É bom ser do Tipo Oito: como somos fortes e capazes de assumir respon-
sabilidade em qualquer situação, as pessoas nos respeitam e nos querem
perto delas. Lembro-me de uma sensação muito boa quando cheguei cor-
s pe oa do Tipo Oito ão gente de a ão e in-
tui ão prática. Dotada de vi ão, ati fazem- e imen-
amente endo con trutivas - tanto no sentido literal
quanto no figurado. Um el mento crucial em ua lide-
ran a é a criatividade prática: ela go tam de con truir
as coi a do zero, tran formando material pouco promissor em algo grandio o. SOlO
capaze de ver a po ibilidades das pessoas e da itua ões: uma garagem cheia de
traste pode tornar- e uma loja; o adolescente problemático pode ser o líder. ua
di po ição de incentivar e in tigar, para que a pe oas dêem o melhor de si, a faz
ajudá-Ia a de cobrir recur o jamais onhado . Portanto, uma de suas palavra -cha
ve é "capacitação". A pe oa mai audavei de te tipo concordam com a pala
vra : "Dê a alguém um peixe e ele comera por um dia. Mas ensine-o a pe car e ele
e alimentará a vida inteira". Ias abem que ão verdadeira porque já ensinaram
a i me mas a "pe car".
A honra também ê importante para a pe oa audaveis do Tipo Oito: sua pa-
lavra é ua garantia. Quando dizem: "Você tem minha palavra", e tão falando ério
Ela falam diretamente, em ubterfúgio ,e bu cam o me mo nos outro , entindo
e gratificada quando ão reconhecidas por i o - embora não mudem quando ua
hone tidade não é apreciada.
lêm di o, querem er re sp e ita d a s. e e tiverem
na faixa saudá el, re peitam a dignidade de toda e
qualquer criatura, entindo- e pe oalmente ferida
por qualquer violação ao direito e às nece idade alheio. A inju ti a provoca-
lhes reaçõe e atitude vi cerai : são capaze de meter- e em brigas para defender o
mai fraco e o que se entem injustiçados. Forte e corajo a ,mas também humil-
des e genti ,a pe oas do Tipo Oito são capaze de colocar-se em perigo pelo bem
da justiça. A que e tão nos íveis uperiore têm a vi ão, a ompaixão e a força pa-
ra deixar no mundo uma marca indelével.
Diz Ro eann, a quem já conhecemo:
>- Anali e ua expectativas de rejeição. Você abe quanta veze e p 'la 1I1U
a pe oa não go tem de você? ente que preci a comportar-se de forma a rv ilill ••
rejeição? Essas expectativa estão por trás de ua ensação de isolamento , 011 ()
tempo, tornaram- e re pon ávei por ua raiva. Qualquer um tem raiva e ate mllll
quando e ente continuamente rejeitado. Talvez você e teja tran mitindo sin,lI"
que a pe oa decodificam como rejeição de ua parte, não ó por cau a de probl '.
ma específico dela ,ma também por cau a de ua autoproteção. I so no leva di
volta à questão da vulnerabilidade: o entimento bon que você almeja só pOdl'.
rão tocá-lo na medida em que você me mo o permitir.
O CAMINHO
DA INTEGRAÇÃO:
O TIPO OITO PASSA AO DOIS
o controle, nas pessoas saudáveis, assume a forma do autodomínio. Elas sa-
bem que, na verdade, é contraproducente "declarar guerra ao mundo" todo dia. Num
nível mais profundo, o controle não constitui uma meta importante para essas pes-
oas; em vez disso, ele é o desejo de exercer uma influência benéfica sobre as pes-
oas e sobre o mundo. eu equilíbrio as faz compreender que esse tipo de influência
decorre da fortaleza interior, e não da contundência, da imposi ão da própria von-
tade nem, muito menos, da queda-de-braço. Elas reconhecem que controlar pessoas
e situações é, no fundo, uma forma de prisão. A verdadeira liberdade e independên-
cia vêm por meio de uma relação mais simples e relaxada com o mundo.
Finalmente, os representantes saudáveis do Tipo Oito são magnãnimos, pos-
suindo uma generosidade que lhes permite transcender seus próprios interesses.
Eles sentem-se eguro o bastante para demonstrar um pouco ua vulnerabilidade,
o que os torna capazes de admitir o quanto se importam com os outros. Isso tran -
parece em sua atitude protetora, defendendo os amigo contra as amea as do valen-
tão da e cola ou os colega de trabalho contra uma política injusta. Eles e tão em-
pre dispo tos a assumir pres õe e crítica, fazendo o que é preciso para proteger
aquele que e tão ob sua responsabilidade.
Quando isso acontece, o representantes do Tipo Oito atingem um grau ain-
da maior de grandeza em tudo aquilo que fazem para o bem de sua família, da na-
ção e do mundo, o que o torna muito respeitado e honrados. Assim, atingem uma
espécie de imortalidade que os eleva à qualidade de heróis. A História registra di-
versos representantes da faixa audável deste tipo que a sumiram a defesa de algo
superior a si mesmo - às vezes até superior à sua compreen ão imediata. O legado
de sua determina ão e de ua luta persiste até nosso dia em grande parte do bem
que exi te no mundo.
r ndo à ca a duma amig que me pedira ajuda, pois estava sendo perse-
guida por um ex: "Graças a Deus você veio. Tenho a sensação de que a pró-
pria Marinha acabou de aportar!", disse ela.
A pessoa do Tipo Oito concretizam eu poten-
cial e e mantêm na faixa audável quando aprendem
a abrir eu coração para os outros, como as que estão
na faixa audável do Tipo Doi. Elas não precisam ad-
quirir nenhuma nova qualidade para que isso ocorra;
preci am simplesmente retomar o contato com o pró-
prio coração para perceber quanto carinho e interesse lhes inspiram os demais. Mui-
tas veze ,e sa pessoas de cobrem em si e se lado por meio do amor das crianças e
dos animais. A crianças conseguem fazer muitas pes oa do Tipo Oito mostrarem
o que têm de melhor, pois prezam a inocência infantil e de ejam protegê-la. Ao la-
do dela e do animais, conseguem baixar a própria guarda e deixar que tran pare-
ça um pouco de ua ternura.
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALIDADE EM
ESSÊNCIA
À medida que conseguem aceitar a própria vul-
nerabilidade, a pe soas do Tipo Oito de cobrem o ca-
minho de volta a Presen a, abandonando gradual-
mente aquela auto-imagem segundo a qual precisam
empre demonstrar força e capacidade de controle. e
persi tirem, terminarão por enfrentar seu Medo Fun-
damental de ser magoada ou controlada pelo outro e compreender como ele ur-
giu em ua vida. Vencendo-o, tornam- e me no pre a ao Desejo Fundamental de
proteger- e a qualquer custo.
Quando alguem e liberta do Medo e do De ejo Fundamentai , o que sucede
é o opo to do que acontece nos lvei de De envolvimento inferiores. O desejo de
auto-suficiência e de afirma ão inerente a e trutura de per onalidade do Tipo Oito
e de mancha, dando lugar à verdadeira for a E encia. I o permite a pe oas des-
te tipo colocar- e a ervi o de au a que transcendem o pes oa. Quando o con e-
guem, ela podem demonstrar e plrito extraordinariamente heróico, como é o ca-
so de Martin Luther King,jr., el on Mandela e Franklin Roo evell. Esse homens
renunciaram à preocupação com sua própria sobrevivência para tornar-se veiculo
de uma cau a sublime. C" e me matarem, matarão ap nas um ser humano - cedo
minha vida para que a visão continue viva.") Algo profundamente nobre e inspira-
dor urge da liberdade decorrente da superação do Medo Fundamenta.
TI P
Para estar à altura de ua própria grandeza de coração, a pessoas do Tipo Oi-
to preci am primeiro ter coragem de revelá-la. I so exige que confiem em algo al'm
de sua inteligência e seu poder - o que, naturalmente, requer que abandonem mui-
tas de suas defesas clás icas. ão importa quão rancorosa e fechada po a haver- e
tornado uma pe oa do Tipo Oito, a crian a ensível que decidiu proteger- e ainda
está lá dentro, à espera da oportunidade de rever a luz do dia.
Todavia, é importante ob ervar que a pa agem ao Tipo Dois não significa a
mera imita ão de suas caracterí ticas típica. A tentativa forçada de agradar ou li-
sonjear as pe oas não con eguirá muito, a não ser revelar seu artificiali mo. Em vez
disso, a pessoas do Tipo Oito devem procurar renunciar à uas defesa e ouvir
mais eu próprio coração. aturalmente, surgirá de imediato o medo da vulnerabi-
lidade. Porém, à medida que o admitirem e o deixarem esvair- e, come arão a en-
tir- e mais à vontade diante de seus entimento mais ternos.
Quando eguem o caminho da integração, as pe soas do Tipo Oito podem tor-
nar-se grandes lidere, poi conseguem tran mitir claramente o profundo re peito
e a e tima que sentem pelos seu emelhantes. Além di o, ão muito eficiente por-
que, como as pe soa saudáveis do Tipo Doi, reconhecem eu próprio limite . À
medida que aprendem a cultivar-se, cuidar- e e aceitar ua vulnerabilidade, contri-
buem para melhorar ua aude e seu bem-e tar: podem trabalhar muito, ma sabem
quando é chegada a hora de parar para re tabelecer as forças. Além di o, me mo
na diver ão, dão preferência a atividades que realmente as enriqueçam, e não sim-
pie mente ati façam eu apetite de inten idade.
JESUS DE NAZARÉ
o íntimo, as pe oa do Tipo Oito recordam a alegria simple de viver: a in-
comparável ali fação de e tar vivo, principalmente no plano mai vi ceral e in tin-
livo. Ela ainda mantêm algum contato com a pureza e a força das rea ões instinti-
vas, lembrando-nos a todo que estas também são parte da ordem Divina. e não
estivermos ligados a nosso próprio in tintos, ficaremo privados do principal
combu tivel da transformação.
O reflexo da Es ência na pessoas do Tipo Oito não se deixa levar pela pala-
vras bela e fal as que a per onalidade engendra, ma fomenta o surgimento de re-
pre entaçõ mai imple e impe soai da verdade. lchazo chamou a i o "Inocên-
cia" e, de certa forma, as pes oas do Tipo Oito anseiam por reaver a inocência que
conheceram quando crianças - uma inocência que se entiram obrigada a abando-
nar para tornar-se forte .
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
As pes oas do Tipo Oito manife tam também a
inocência da ordem natural, aquela na qual todas a
criatura do universo manifestam a própria natureza.
Um gato inocentemente age como gato, inclusive
quando e preita a presa. Um pás aro inocentemente
age como pá saro, e um peixe, como peixe. ó a hu-
manidade é que parece haver perdido es a capacidade
nata. Podenamo dizer que a natureza E encial do Ti-
po Oito no relembra o que é er inteiramente humano, vivo, parte de uma ordem
natural va ta e perfeitamente equilibrada.
Quando deixam de lado sua voluntariosidade, a pe oa do Tipo Oito desco-
brem a Vontade Divina. Em vez de procurar o poder pela impo ição do próprio ego,
elas se alinham ao Poder Divino. Em vez de agir como e e tivessem contra o mun-
do, elas vêem que têm nele um papel a cumprir - o qual, se de empenhado com in-
ceridade, pode garantir-lhe um lugar no panteão da imortalidade, entre o grande
herói e anto da Hi tária. libertação lhes confere o poder de in pirar o outro
a também agir com heroí mo, o que pode ignificar uma influência que perdura por
éculo.
A pe oa do Tipo Oito recordam ainda a força e a onipotência de participar
da realidade Divina. A vontade Divina não é o me mo que voluntariosidade. Quan-
do entendem i o, ela ce am sua guerra contra o mundo e descobrem que a inte-
gridade, o poder e a independência que vinham procurando já lhes pertenciam. Ele
fazem parte de sua verdadeira natureza; da mesma forma que ão da verdadeira na-
tureza de todo os ere humanos. Quando vivenciam e a verdade em toda a sua
profundidade, es as pe soa conseguem simple mente er, sentindo- e em harmo-
nia com o univer o e com o ince ante mi tério da vida.
"Em verdade vos digo que se
não vos converterdes e não vos fi-
zerdes como crianças, de modo
algum entrareis no reino dos
céus."
A p e s s o a s (lo "I'"
O ito c o s tU " U lIII
id e n tific a r - e
e r r m le a m e n te [(/1,11I
p e r te n c e " te a o
T ip o e te , eis (111
Q u a tr o . A d o 
T ip o s e i. Tr  ('
e te c o tum alll
id e n tific a r - e
e r r o n e a m e n te (0"11I
p e r te n c e n te s
a o Tipo Oito.
Você provavelmente não pertence a
um dos tipo a ertivo (Três, ete e
Oito).
>- 15-30 Você provavelmente não pertence ao
Tipo Oito.
>- 30-45 É muito provável que você tenha pro-
blemas comuns ao Tipo Oito ou que
um de eu pai seja do Tipo Oito.
>- 45-60 É muito provável que você tenha al-
gum componente do Tipo Oito.
>- 60-75 É muito provável que você pertença ao
Tipo Oito (ma ainda poderá perten-
cer a outro e tiver uma concepção de-
ma iado limitada deste tipo).
>- 15
orne os pontos
das quinze
afirmaçàe para
o Tipo Oito.
O resultado
estará entre
15 e 75.
As instruções ao
lado o ajudarão a
des abrir ou
confirmar eu
tipo de
per onalidade.
"A m a io r ia d a s p e s o a s acha q u e p a z é q u a n d o a d a d e
M a u A c o n te c e o u P o u c a C o is a A c o n te c e . o e n ta n to , p a -
r a s e n n o s to m a d o s p e la p a z e p o r e la tr a n s fo r m a d o s e m
d á d iv a d e s e r e n id a d e e b e m -e s ta r ; te r á d e s e r A lg o d e B o m
q u e A c o n te c e ."
E. B. WHITE
TIPO NOVE:
O PACIFISTA
C A P íT U LO 1 5
" E x is te u m p r e ç o q u e é a lto d e m a is a p a g a r p e la p a z , e
e le p o d e s e r d ito e m u m a p a la v r a : o d a d ig n id a d e . "
WOODROW WILSO
*
o OTIMISTA
o QUE CURA
OCO CIUADOR
O CO FORTADOR
O TOPI TA " O h o m e m p r e c is a d e a lg u m tip o d e a tiv id a d e e x te r io r ;
p o is in te r io n n e n te é in a tiv o ."
CHOPE HAUER
MA PESSOA COMO TODO
M DO "A in d o lê n c ia é u m d e le ite , p o r é m é ta m b é m u m a a fliç ã o :
p r e c i a m o s e s ta r fa z e n d o a lg u m a c o is a p a r a s e r fe liz e s ."
WILLIAM HAZLITT
4 .....G e r a /m e n t
v e r d a d e ir a
C la s s ific a a o
T ip o ló g ic a
S e g u n d o
a A titu d e
5 ..... S e m p r e
v e r d a d e ir a
2 ..... R a r a m e n te
v e r d a d e ir a
I .....u n e a e
v e r d a d e ir a
3 ..... Em p a r te t
v e r d a d e ir a
___ 10. A maioria das pessoas parece excitar- e muito facil;
eu sou muito mais estável.
9. ão me acho particularmente obstinado, mas as pes-
soa dizem que eu à veze ou teimoso quando to-
mo uma deci ão.
___ 11. É preciso aceitar o que a vida nos dá; afinal, não há
mesmo muito que fazer!
8. Já me dis eram que sou distraído e alheio às coisas -
o fato é que eu a entendo, mas simplesmente não
quero reagir.
7. Sou uma pes.oa fácil de agradar e geralmente me
contento com o que tenho.
3. Encontrei um certo equilíbrio na vida e não vejo
razão para perturbá-lo.
4. E tar "a vontade", em todos os sentido da expres-
são, é algo que me agrada muito.
5. Prefiro concordar que criar uma cena.
2. ão me incomodo de estar com as pe soas nem de
e tar só - para mim, tanto faz, contanto que esteja
em paz comigo me mo.
1. O que a pe oas gostam em mim é a sensação de
segurança que lhe transmito.
6. ão ei exatamente como, mas não deixo que a coi-
sas me atinjam.
___ 12. Sou capaz de entender diferentes p ntos de vi ta e
geralmente concordo com as pessoas mais que dis-
cordo delas.
___ 13. Acredito que se devem realçar os fatore positivos,
em vez de ficar martelando o negativos.
___ 14. Tenho uma espécie de filosofia de vida que me orien-
ta e conforta muito em épocas difíceis.
___ 15. Durante o dia, faço tudo que precisa er feito, mas
quando o dia acaba, eu relaxo mesmo.
o T ip o D e s c o m p lic a d o , D is c r e to : R e c e p tiv o ,
T r a n q ü iliz a d o r , A g r a d á v e l e C o m p la c e n te
" D e ix o -m e levar
p e la c o r r e n te z a . "
rem."
>- MEDO FUNDAMENTAL: O
da perda e da separação; o da
aniquilação.
>- DESEJO FUNDAMENTAl: Chamamo e te tipo de personalidade de o P a c i-
Manter o equilfbrio interior e fis ta porque nenhum outro é mais dedicado à bu ca da
a paz de espfrito. paz interior e exterior, para i e para o demai. eus
repre entantes muitas veze abrigam um an eio de
>- MENSAGEM DO SUPERE-
busca espiritual, de ligação com o co mo e com a pes-
GO: "Você estará bem se os
soas. Ele se esforçam por manter sua paz de e plrito
que o rodeiam também estive-
tanto quanto para e tabelecer a paz e a harmonia no
mundo em que vivem. A que tõe mai vivenciada
por e te tipo ão fundamentai a todo trabalho inte-
rior: de pertar x adorme er para a nossa verdadeira natureza, pre ença x transe,
tensão x relaxamento, paz X ofrimento, união X separação.
Ironicamente, endo um tipo tão voltado para o mundo espiritual, o ove es-
tá no centro da Tríade do In tinto e é aquele que potencialmente e tá mai ligado
ao mundo fi ico e ao próprio corpo. A contradi ão se re olve quando atentamo pa-
ra o fato de que cus repre entante ou estão em contato com eu in tinto e pos-
suem uma tremenda for a primitiva, um forte magneti mo pes oal, ou e ab traem
deles e tornam- e alheios e di tantes, até superficiais.
Para compen ar a perda de contato com a ener-
gia do in tinto ,as pe soa do Tipo ove também se
recolhem à imaginação e às fantasia. (Por i o, eu
repre entantes à vezes identificam- e erroneamente
como pertencente ao Tipo Cinco e ete, regido pela mente, ou ao Tipo Dois e
Quatro, regido pelos sentimentos.) Além di o, quando uas energias instintiva
entram em de equilíbrio, ele as acabam usando contra si próprios, reprimindo sua
própria força até tornar- e p iquicamente inerte. Quando essa energia não é utili-
zada, e tagna-se como um lago que tran borda até repre ar a nascente que o alimen-
ta. Porém, quando e tão em harmonia com seu Centro In tintivo e a energia que lhe
é própria, ele tornam- e como um grande rio que a tudo transporta em eu leito.
O Tipo ove já foi denominado a c o r o a d o E n e a g r a m a porque está no alto do
símbolo e parece abarcar tudo que ele contém. eus repre entantes são capazes de
exibir a força do Tipo Oito, o e pírito brincalhão e aventureiro do Tipo ete, o ca-
ráter con ciencioo do Tipo eis, o intelectualismo do Tipo Cinco, a criatividade do
Tipo Quatro, o poder de atração do Tipo Três, a genero idade do Tipo Dois e o idea-
lismo do Tipo Um. Entretanto, o que ele geralmente não demonstram e e tar den-
tro de i mesmo - u m a n o ç ã o m a is fo r te d e s u a p r ó p r ia id e n tid a d e .
Ironicamente, portanto, o Tipo Nove só não é como ele mesmo. A idéia de ser
um eu à parte, um indivíduo que preci a se impor diante do demais, apavora seus
TIPO
TI PO NO V
F a v o r o b s e r v a r qu o
p a d r ã O d a in fã n c ia aqUI
d e s c r ito n ã o provoca o tip o C/.
p e r a n a /id a d e . Em v e z d is s o ,
e le d e s c r e v e te n d ê n c ia s
o b s e r v á v e is na te n r a
in fa n c ia q u e U m g r a n d e
Impacto s o b r e o
r e la c io n a m e n to s q u e o tip o
e ta b e le c e na vida a d u lta .
Muitas da pe oas do Tipo ove relatam haver
tido uma infãncia feliz, mas esse nem empre é o ca-
so. Quando a infância é mais conturbada, as crianças
deste tipo aprendem a defender-se d is s o c ia n d o -s e d a s
a m e a ç a e tr a u m a s q u e a a flig e m , adotando o papel do
Pacifista ou Mediador no conflito familiare. Ela
aprendem que a melhor maneira de manter a harmo-
nia no lar é "de aparecer" e não criar problema para
ninguém e que, e não fizerem exigências nem tiv rem
expectativas - em resumo, se não derem trabalho -
o PADRÃO DA INFÂNCIA
Estou consciente de que me concentro nas pessoas, quero saber como elas
são, onde e como vivem etc. Nos relacionamentos, geralmente abro mão de
meus planos em favor dos planos do outro. Tenho de estar sempre alerta
quanto a ceder às exigências alheias em detrimento de minhas próprias ne-
cessidades.
A pessoa do Tipo ove demon tram a tentação universal de ignorar o as
pecto mai perturbadores da vida e bu car um pouco de paz pelo adormecimento
Elas reagem à dor e ao sofnmento tentando atingir um e tado prematuro de paz,
ja ele uma falsa conquista da espiri.tualidade ou uma negação maior. Es as pe oas
demonstram, mais do que a maioria, a tendência de fugir às tensões e aos parado
xos da vida pela tentativa de transcendê-los ou de buscar olu õe imples e indo-
lores para os problemas.
Pensar no que a vida tem de bom naturalmente não e mau - só que é uma
abordagem limitada e limitante da vida. e as pessoa do Tipo ove procuram r
o lado bom das coisas para se proteger da vici situdes da vida, os outros tipo tam-
bém têm suas própria distorções. O Quatro, por exemplo, concentra-se em ua,>
próprias feridas e em seu papel de vítima; o Um, no que há de errado nas coisas r
assim por diante. Já o ove se prende ao lado bom da vida, de forma a não deixar
que ua paz de e pírito se abale. Porém, em vez de negar o lado sombrio da vida,
eus representantes deveriam compreender que to d a s a p e r s p e c tiv a s p r o p o ta s p e lo s
o u tr o s tip o s ta m b é m s ã o v e r d a d e ir a s . Ele preci am resi tir ao impul o de fugir do
mundo real para um "prematuro estado zen" ou para a "branca luz" do Divin
lembrar- e que a unica saída passa por uma coisa e pela outra.
representante - ele preferem fundir- e com outra pes oa ou entregar-se Slkn lO
amente aos eu idílico devaneios.
Red, um consultor de mercado nacionalmente conhecido, comenta e sa H n-
dência:
lOIl"rgulI ,10 acllm.I 1.11I1.ll
r Papal, .Ikm dl protegl r se ( o contc LO de um SIS
tl'ma familiar inad 'quado, o tClmo quc mal se aplica nC'itc caso c o do filho Per-
dido.) A 'cnsa ao é a eguinte:" e eu aparecer c me impu er, vou acabar riando
ainda mai problemas. Portanto, e não atrapalhar, a famllia permanecerá unida".
Georgia, uma famo a terapeuta, vem e dedicando ao Trabalho Interior há vá-
rio ano:
Minha mãe era alcoólatra e tinha temperamento instável. Então, quando eu
era criança, esforçava-me por não atrapalhar nem criar problemas. Dessa
forma, aprendi a ficar à margem da vida e a ser complacente com as neces-
sidades alheias. Eu tinha medo de não ser amada se me impusesse. Optei
por viver minha vida de uma forma mais interiorizada, que na verdade me
enriquecia muito, e por não enfrentar as pessoas.
As criança do Tipo ove crescem pensando que não é permitido ter necessida-
de , impor- e, entir raiva ou criar dificuldad para o pai . Por conseguinte, elas ja-
mai aprendem a impor- c adequadamente ou, por exten ão, a re a liza r-se in d e p e n d e n -
tc m c n te de eu pai e entes querido . Essas criança aprendem a permanecer em
segundo plano, onde as coisas não podem atingi-las. a vida adulta, eu e paço p Iqui-
co é tão ocupado pelo problema e planos daqueles a quem tentam atender que, mui-
ta vezes, e a p oas não con eguem di tinguir eu próprios d ejo e nec idades.
AI m di o, ela aprendem a reprimir tão ompletamente a raiva e a própria
vontade que perdem a con ciência de nem equer tê-la. Aprendendo a aju tar- e a
tudo aquilo que lhes é apre entado, raramente ocorre a es as pe oa perguntar-se
o que de ejam, p n am ou entem. Em decorrência di o, geralmente preci am de
algum e forço para de cobrir o que querem para i me ma .
Red pa ou ano trabalhando as que tõe da discrição e da raiva reprimida:
Tenho a clara noção de haver sido deixado de lado por ser um "menino tão
bonzinho". Minha mãe costuma elogiar o "anjo" que eu era, pois podia ser
deixado sozinho horas a fio e, ainda assim, me distraía. Acho que minha
mãe é do Tipo Nove e que eu captei muito de sua filosofia de vida. (... )
Quando havia conflitos com meu pai, ela dizia-lhe coisas como: "Não vire
o barco" e "Se não tem nada a dizer, não diga nada". Outra coisa que ela
sempre dizia era: "Quando um não quer, dois não brigam" - o que era sua
forma de me dizer que podia acabar uma briga evitando discutir.
Em família muito de aju tadas, a crianças de te tipo podem haver sofrido
trauma emocional, fi ico ou exual. e e ca o, ela aprendem a proteger- e contra
os entimentos mai intoleráveis dissociando- e ou fechando- e. De um certo mo-
do, é bom que elas não e tejam conscientes da lembranças traumática ou da rai-
va, mas, por outro lado, is o acarreta um déficit na capacidade de deixar-se afetar
profundamente pela realidade. Tais indivíduo poderão perder-se em fantasia ou
OS SUBTIPO
CONFORME AS A A
Ronald H. I 11I
Gerald I ••, .I
Lady Bird J. 111I I
Kevin o t" I
Sophia I ••, "
Walter 1011111
Whoopi 01.11 I
JanetJ k ••"
Ringo SI,."
Ingrid B r '11I "
concentrar- e exclu ivamente no que for po itivo e pacifico - por mais ti u...
o I 10 lI"1
i o po a revelar- e d poi .
André é um bem-sucedido corretor imobiliário que atua numa grallde 1111110
pole. Boa parte do eu uce o e deve ao fato de er natural e d prctell ...
ioso. 11.1
ço comuns ao Tipo ove, embora aprendido a um cu to muito alto:
Minha mãe passou grande parte da minha infância deprimida. Eu sabia
que, quanto menos trabalho lhe desse, mais seguro estaria. Assim, tentava
ajustar-me o mais que podia. Ia muito ao quintal da casa da minha avó, fi·
car entre as árvores enormes e todos os animais que lá havia.
TIPO NOVE COM ASA OITO: O ÁRBITRO
F a ix a s a u d á v e l A pe oa de te subtipo aliam a
capa idade de agradar e confortar à for a e resistência.
Forte e agradávei , elas facilmente e entrosam com
a pe oa e a coi as que a cercam, ervindo de me-
diadora e atenuando conOito . Muitas veze , bu am
novo projeto para air um pouco da rotina normal.
Além dis o, ão praticas e costumam preocupar- e
com ua nece sidade imediata e ua situação fí ica
e financeira. Mai ociávei que as pe oas do outro
ubtipo, elas geralmente preferem trabalhar em equi-
pe. obre aem-se na profi ões ligada à área da a -
i tência e consultoria e podem dar-se muito bem no
comércio, principalmente na área de negociaçõc e
recur o humano.
F a ix a m é d ia E a pe oa go tam de ocializar-
e e divertir- e, e tando propen as a exces os que in-
terferem com a capacidade d concentrar-se em metas
mai ignificativa. Ela podem ser defensiva e teimo a , tendendo a emp.H 11 I 11
cusar- e a dar ouvido aos outros. pe soas de te ubtipo ão muitas veZl '(1111)
a , embora dificilmente e possa prever o que a provocará - em geral, am ..1 li'
que consideram seu bem-estar pes oal ou à sua famllia, cmprego ou crença"', ,
zes e mostram expio ivas e cortante, ma logo recuperam a calma habitual.
TIPO NOVE COM ASA UM : O SONHADOR
F a ix a s a u d á v e l Imaginativas e criativas, a pl· O"•.•
dl l' •.•
ubl1po mUita 'l'ZI
são capazes de sintetizar diferentes e colas de pell .llllllto ou pontos dl vi"t.1 1111
" (''''1 '/0 
AS VARIANTES
INSTINTIVAS
Abraham Lincoln
Rainha Elizabeth 11
CarlJung
George Lucas
Audrey Hepburn
Margot Fonteyn
Rose Kennedy
W alt Disney
Garrison Keillor
Norman Rockwell
ma •.,ao d ' um mundo ideal. Elas sao panicularm 'n
te háb i na comunica ão nao-vcrbal (arte, musi a
in trumental, dan a, e portes ou trabalho com o ani-
mais e a natureza) e podem dar-se muito bem em
grandes instituições. São tipicamente amigávei e
tranqüilizadoras, mas po suem uma noção muito de-
finida de seus objetivos e, em especial, de seus ideais.
Geralmente dão bons terapeutas, conselheiro ou pas-
tores, pois aliam a capacidade de ouvir sem julgar ao
de ejo de ajudar aos outros.
F a ix a m é d ia As pessoas deste subtipo querem
que a ordem externa seja um meio de ordenar o mun-
do interior. Apesar disso, tendem a perder-se em ocu-
pações e atividade de pouca importância. Ela podem er enérgicas, mas de uma
maneira distante, que interfere com a capacidade de levar adiante os objetivos de
longo prazo ou de cooptar colaboradore . Mais re ervadas que a pessoas do outro
ubtipo, ela demonstram a raiva com comedimento e ardente indigna ão. Além
di so, preo upam- e com a questão da respeitabilidade e muita vezes entem-se
moralmente superiore à pessoas de classes, culturas e estilos de vida diferentes
do eus. Pode haver nela um veio um tanto puritano, que dá ao eu estilo pe soai
um toque correto e formal.
o INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO NOVE
o Que Busca o Conforto. Os típico Autopre er-
vacioni ta do Tipo ove ão pessoa agradávei, de
trato fácil, que nâo pedem muito da vida. Elas prefe-
rem os prazeres simple e de fácil obtenção: comer no
restaurante fa st-fo o d mais próximo, ver a reprise de
um clás ico na TV e "apagar" numa poltrona confortável. Embora po sam ser mui-
to talento a ,em geral são pouco ambiciosas. Sua forma caracterí tica de lidar com
an iedade é envolver-se na rotina, podendo valer-se de afazere corriqueiros para
evitar lidar com grandes planos e de afios. Essas pessoas às veze se deixam atrair
cada vez mai por pequena recompensas como forma de compensar a incapacida-
de de realizar o seus verdadeiro desejos - mas sempre com alguma ansiedade re-
primida por não sati fazer suas verdadeiras necessidades.
A inércia característica de te tipo transparece mais visivelmente nesta varian-
te. A apatia e o desleixo podem dificultar a essa pessoas a iniciativa para obter o
que realmente desejam ou cuidar de suas neces idades básica. Elas podem recor-
rer cada vez mais à comida e à bebida como meio de suprimir a raiva e a ansiedade
e, como geralmente têm bom apetite, há uma propensão ao vício. Essas pessoas não
A Família Feliz. O repre entante ociais típicos do Tipo ove são o que
mais se intere sam em aproximar as pessoa e promover a paz. Eles gostam de en-
volver-se com o outros, de tomar parte no que acontece, mas também resistem a
idéia de atender a demasiadas expectativas. Assim, podem estar fisicamente presen
tes, mas mental e emocionalmente distantes. Eles geralmente têm um alto nível de
energia e gostam de atividade, contanto que dentro de estruturas familiares, prede
finidas. Embora não se neguem a colaborar com a pessoa ,gostam de saber exata-
mente o que se espera dele. Surpreendentemente, essas pessoas podem ser muito
convencionai e conformistas, no sentido de cumprir as expectativas de seu círcu-
lo social, mas também se mostram ansio as diante da possibilidade de perder a pró-
pria identidade, de tornar-se um apêndice ou "clone" de outrem.
A in egurança quanto ao seu próprio valor, juntamente com o de ejo de agra-
dar e adaptar-se, leva essas pessoas a ter dificuldade em dizer "não". Todavia, elas
normalmente acabam resistindo de alguma maneira, em geral passivo-agressiva. A
tentativa de agradar a diversas pessoas e grupos sociais de sua vida pode levá-la a
disper ão e ao desencantamento, como no caso do Tipo Sete. Essas pes oas muitas
vezes têm problemas quando precisam traçar metas pes oais e levá-las a cabo.
Na faixa não- audável, o representantes Sociais do Tipo Nove podem mos-
trar-se re ignados e deprimidos diante de sua falta de desenvolvimento. Sua grande
insegurança e carência em geral sâo mascaradas pela insipidez no plano emocional.
As demonstra ôes de raiva e indignação poderão afastar os demais, aumentando a -
sim a sensação de isolamento.
Fusão. Os típicos representantes Sexuais do Tipo ove querem assumir as
qualidades mais enérgicas do outro, e is o os leva a gravitar cm torno de tipos agres-
sivos, Assim, poderão eles próprios também demon trar alguns tra os ace sório dl'
agressividade. Tendem a ser mais atrevidos que os representante da demais varian-
tes, e sua ira é facilmente despertada quando pre ent 'm ameaça ao eu relacio-
O INSTINTO SEXUAL NO TIPO NOVE
TIl'
O INSTINTO SOCIAL NO TIPO NOVE
querem que ninguém perturbe sua agradável di po i ão d esplrito ' muitas Vl'Zl S
resistem às interferências mantendo-se teimosamente caladas.
a faixa não- audável, os Autopreservacionistas do Tipo Nove caem m pIO
funda apatia diante da vida e podem sofrer de fadiga e baixo índice de de empenho
esse caso, tornam-se edentária crônicas, fecham-se emocionalmente e, ao pou
cos, vão desperdiçando a saúde, os relacionamentos e as oportunidades. Vício e de
pendências são comuns.
o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO NOVE:
DIZER "AM ÉM " A TUDO
A eguir, alguns dos problemas mais freqüen-
tes no caminho da maioria da pessoas do Tipo
ove. Identificando esse padrões, "pegando-nos
com a boca na botija" e simplesmente observando
quais as nossas reações habituais diante da vida,
estaremos dando um grande passo para libertar-
nos do aspectos negativos de nosso tipo.
DESAFIOS PARA
O CRESCIMENTO
DO TIPO NOVE
1l.lIlH·I1(l~ I'k~ hll~t.1I1l 1I11l.l parcnla complcta, pensando n 'Ia como "nossa" cm
vez d' "minha" . vida I como ~e qui s em qu o outro int gra e a cl s. Mui
las vez o idealizam, em querer enxergar seu defeito, mas podem tamb' m tor-
nar- e cntico e exigentes, principalmente e tiverem Asa Um. Os elogio que o ou-
tro merece são elogios ao eu; o mesmo vale para as ofensas e decepções.
O outro torna-se o centro de gravidade, o eixo da identidade dos repre entan-
te exuais do Tipo ove. Por conseguinte, podem não conseguir desenvolver uma
identidade própria e estabelecer sua independência. Eles podem ser criaturas de um
extremo romantismo, lembrando a im os representantes do Tipo Quatro. o qua-
dro final podem entrar fanta ia irreali ta de alvação - o "complexo de Cindere-
la" -, i1usõe , e apego exce sivo ao entes queridos.
a faixa não- audável, sa pe oas tornam-se extremamente dissociadas e de-
primidas, aparentando não pos uir um eu central. Incapaze de fundir-se adequada-
mente ao outro, entem- e perdida. Fanta ias com o outro me clam-se a fantasias
de raiva e vingança, embora raramente atuadas. Elas acabam tendo relacionamentos
cuja tônica é a dependência ou lutando ozinha ,à e pera de um. Há também a po -
sibilidade de o eu tornar-se uma função de antigo relacionamento. ("Meg e eu éra-
mo o mai perfeito do ca ais. into tanto a sua falta desde que ela morreu.")
A partir dos Níveis médios, as pessoa do Tipo
ove sofrem a tenta ão de er demasiado condescen-
dentes por temer que, entrando em choque com o
outros, perderão areia ão que têm com eles. Por
exemplo, e o parceiro lhes pergunta aonde gostariam de ir jantar, elas bem podem
responder: "Tanto faz, amor - qualquer lugar que você queira está bom para mim".
Dito de modo simple , es as pessoas podem criar o hábito de dizer "amém" a
coisa que na verdade não querem fazer. Essa estratégia pode evitar discordância de
imediato, mas inevitavelmente levará a ressentimentos de parte a parte. Além disso,
no caso de te tipo o ressentimento geralmente reverte em comportamento pa sivo-
agressivo - concordar em fazer alguma coisa e depoi não cumprir o trato -, o que
por fim gera onOito e mal-entendidos muito maiores. A acomoda ão também as
sujeita a ser exploradas, já que estão sempre di po tas a pagar caro para manter a paz.
" ã o im p o r ta . P a r a mim,
ta llto fa z ."
TI PO N
As pessoas do Tipo ove deixam d e acreditar que sua participaç<lll
no mundo é inde ejável ou pouco importante. A im, conseguem
realmente estabelecer contato consigo mesmas e com o demal~.
Além di o, paradoxalmente realizam eu Desejo Fundamental
ter equilIbrio interior e paz de espírito - e e mo tram dona de SI,
dinâmicas, tranquila e pre entes.
A pe oas do Tipo ove concentram- e no ambiente ou no rela
cionamento como um todo, desejando manter um equilIbrio har-
monioso entre e tes e eu próprio eu. Auto-imagem:" ou uma pes
soa equilibrada, gentil e de complicada".
As pe soa do Tipo ove reforçam sua auto-imagem estabelecen-
do e mantendo a paz e a harmonia em seu mundo. Aplicam ua pa-
ciência e en atez na mediação de conOito e no aUXIlio aos de-
mais. Em geral, es as pe oa ão cheias de imaginação, in pirando
a todo com ua vi ão da vida, que é positiva e dotada de poten-
cial de cura.
Temendo que os conOitos possam pôr em risco 'ua paz de esplrito,
as pessoas do Tipo ove começam a evitar potenciais desavença~
concordando com o demais. Julgam que não vale a pena discutir
sobre certas questões, mas assim começam a dizer "sim" a muilas
coisa que, na verdade, não querem fazer.
As pessoa do Tipo o v e receiam que qualquer mudança significati-
va em seu mundo ou qualquer sentimento mais forte possa pertur-
bar sua frágil paz. Por con eguinte, estabelecem sua vida de maneira
a evitar que a coisas as atinjam. Elas perdem-se em habitos e rotinas
cômoda. , inventam afazeres e "de. sintonizam" os problemas.
As pessoas do Tipo ove temem que lhe exijam reaçôes que pos-
sam despertar a ansiedade e acabar com sua paz de espírito. Assim.
minimizam a importância d e certo problemas e tentam evitar ou-
tros. Cheia de estoicismo, marcham penosamente vida afora, afer-
rando-se a ilusões e suprimindo a raiva.
As pessoas do Tipo ove temem que a realidade as obrigue a lidar
com seus problemas. o que pode ser verdade. ASSIm,podem reagir
apegando-se a ilusão de que está tudo certo e resistindo teimosa
mente a qualquer tentativa de enfrentar os problema . São pessoas
deprimidas, scm energia e com baixo nlvel de desempenho.
Desesperadas por apegar-se a qualquer farrapo d e paz interior qu
lhes possa tcr restado, as pessoas do Tipo ove temem reconhecer
a realidade. Elas tentam bloquear da COnsei nCla tudo que as possa
afetar pela dissociação e pela nega o M tram se desoladas, d
sensibilizadas e desamparadas so~ nd multas veze de amné la
As pessoas muito pouco saudá
mente incapaze de enfrentar
mas, tomam-se compl tam
quear a percepçAo para
em ubpersonahdad
Ivel Is e n ç ã o
5 C o m p la c ê n c ia
ível D e p r e n d im e lilo
3 C a p a c id a d e d e
R e c o n fo r ta r
A u to d o m (n io
1 E s p lr ito Indômito
T e r m o s -c h a v e :
ível a tu r a lid a d e
2 e r e n id a d e
ivel R e s ig n a ç ã o
6 A p a z ig u a m e n to
ível D is c r iç ã o
4 T r a to A g r a d llv e l
ível Rrprrssao
7 r g lig t'n l" ia
ível Dissociaçao
8 Drsorientaçdo
ível A u to -a b a n d o n o
9 " A p a g a m e n to '
A
o
M
É
D
S
A
U
D
A
V
E
l
tlop" uma dlCi nt' terap uta, rl'conh 'c ' esse padrao em si mesma:
Sempre fui apaziguadora demais, comedida demais, uma "mosca morta".
Lembro-me de várias vezes em que devia defender-me, defender alguém, e
não o consegui. Geralmente a causa era uma mistura do medo de conflitos,
do medo de que a situação piorasse e do desejo de que "todos se dessem
bem uns com os outros". Em grande parte de minha vida, subestimei mi-
nha capacidade, fosse nos esportes ou na profissão, a fim de ficar em se-
gundo plano e não sobressair. O importante era ajudar os outros a chegar
à linha de frente, não a mim mesma.
A acomodação e a discrição marcam o imcio do "ato de de aparecimento" do
Tipo ove. Em vez de impor- e e correr o ri co de afa tar as pe oas, eu repre en-
tante começam a umir adotando papéis convencionais e a e conder-se por trás de
s lo g a n s e lugares-comun. e a an iedade e o conflito aumentarem, ele tornam-
se qua e invi Ivei . Isso se deve ao fato de estarem tentando adaptar-se a circuns-
tãncia ,"não er um problema" - ó que e acabam perdendo no proce so.
Hope fala a re peito de um de se momentos:
Quando estava no primeiro grau, ainda afirmando minha independência,
disse à professora que não copiaria o que estava escrito no quadro. Elaveio
até onde eu estava e sacudiu meu queixo com toda a força. Jamais voltei a
criar problemas na escola ou na igreja. Tornei-me uma "boa menina" que
fazia tudo o que lhe mandavam.
DO SE QUER DIZER" Ao"
Pense nas ocasiôe em que concordou em eguir o planos e a prefercncias alheios, em
vez de ficar com uas próprias opções. O que i so representou para sua ensação de participa-
çao? E para seu contato consigo mesmo e com sua própria experiência? Voce e re entiu por
aquiescer? Como você prescindiu de sua opção? O que esperava ganhar fazendo isso?
o P a p e l S o c ia l: U m a P e s s o a C o m o T o d o M u n d o
o repre entantes típicos do Tipo ove começam a criar um certo Papel 0-
cial ao ver- e como Uma Pe soa orno Todo Mundo, aquele indivíduo mode to que
se contenta em ficar em egundo plano e não causar problemas a ninguém. (" ão
preci a me comprar um presente de aniver ário. Sei que você go ta de mim. ") Ele
acham que sua pre ença, ua opiniõe e ua participação na verdade não importam
e não trazem nenhuma con eqüência e pecia. Por mai limitante que i o eja de
um certo ponto de vista, e as pe oa sentem- e bem dentro de a autodefinição -
ela lhe permite minimizar as próprias esperan as e expectativa ,de maneira a não
se expor ao ri co da frustração, rejeição, raiva e decep ão.
Papel ocial do Tipo ove é um pouco difícil de per eb r a princIpIo, 1Il.l
torna- e palpável a partir do instante em que é vivenciado. A ua id ntid, de ( lOlllll
a garra que sustenta a pedra de um anelou a moldura de um quadro. ua ,1( 11,lO
e volta para a pedra ou a pintura, não para si, e a identidade e auto-e tima Slllgl'lIl
por meio da relação (mesmo que apena imaginária) com aquele que apar nt 'mell-
te têm maior valor.
Identificando- e como Uma Pe oa Como Todo Mundo, o repre entantes do
Tipo ove ganham uma certa camuflagem, uma capacidade de mimetizar o ambie n-
te que lhes garantirá não er perturbados. Esse Papel ociallhes dá também a e'>pl'
rança de que, se não cuidarem de i mesmos, o outros percebam ua discreta hu
mildade e corram para ajudá-los. Além di o, e sa pe oa imaginam que, cndo
discretas e humildes, a vida a poupará da tri teza e dos revese . Infelizmente, nem
empre as coi a correm des a maneira e, colocando- e em último plano, ela ten-
dem a atrair a si um certo grau de olidão e depre ão. A oportunidade jamai lhes
sorriem e os outros começam a não a levar a ério.
Philip é um di tinto profes or universitário cuja ativa vida acadêmica não ne-
ga a noção que ele tem de si mesmo:
Sempre achei que não era importante e sempre presumi que as pessoas con-
tassem mais que eu, que deveriam ser consideradas primeiro, que suas ne-
cessidades eram mais procedentes que as minhas. Um bom exemplo está
na minha reação aos problemas de saúde. Quando surge algum sintoma,
eu geralmente convivo com ele por um bom tempo até tomar alguma pro-
vidência. Por outro lado, quando meus filhos eram pequenos, mal pegavam
um resfriado e eu imediatamente os levava ao médico.
Quando não é reconhecido e anali ado, e e papel pode levar as pes oa do 11
po ove a perder a energia e a confiança em sua capacidade de enfrentar a ida. [1,1
se deprimem e can am- e facilmente, neces itando de frequente cochilo e muit,l"
hora de ono. Torna- e então cada vez mai difícil tomar alguma atitude em sell
próprio benefício.
EU MEREÇO
Faça uma lista das coisas que o estimulam e entusiasmam. ão censure nem re
da. Que tipo de pessoa você seria se pude se? O que pode fazer hoje para tornar-se mal
Tecidocom e sa pe soa? E esta emana? E este ano?
A P r e g u iç a e o A u to -E s q u e c im e n to
A pregui a, no caso da pe oa do Tipo Nove, esta r lacionada a não querer
envolvimento interior com aquilo que e tão fazendo. l'Ias não ão nece ariamen-
Por mais paradoxal que pareça, as pessoa do Tipo ove criam e mantêm eu
en o de identidade perdendo a consciência de si me mas, não e percebendo intei-
ramente como indivíduos. Todo os demais tipos fa z e m a lg o para criar e manter ua
noção de eu - o Tipo Quatro, por exemplo, in iste em eu entimento e di po i-
çõe de e pírito; o Tipo ito impõe- e continuamente de várias forma. O ove, ao
contrário, cria ua identidade não tendo con ciência direta de si. Em vez disso, seus
repre entante c o n c e n tr a m -s e n o s r e la c io n a m e n to s com a s p e o a s . É como e fossem
a sala em que os outros se reúnem ou a página de um álbum no qual estão coladas
as fotografias alheias. Sua noção de eu é, portanto, uma "habilidade negativa", é a
capacidade de conter o outro, e não a si.
I so permite aos representantes saudávei deste tipo prestar um apoio extraor-
dinário à pe oa. Porém o erro fundamental que cometem é acreditar que, para
manter sua rela ão com elas, precisam abrir mão da relação con igo mesmo. I o
lhe traz problema, poi a manutenção de a habilidade negativa exige que eles re -
s is ta m cada vez mais a tudo aquilo que po a perturbar seu senso de harmonia e in-
A F a lta d e C o n s c iê n c ia d o E u e a D e s s e n s ib iliz a ç ã o
"Morr r nao nada; aterrador t' pr 'guH,:o!'>a!'>
na!'>tarda do dia-a-dia pelo contra
nao viver." rio, podem er muito ativa no trabalho e no lar. ':lua
VICTOR HUGO pregui a é interior, uma preguiça e piritual que a faz
não querer que a realidade as atinja ou afete profun-
damente. Essas pessoas não querem tomar a iniciativa
por sua vida. Por causa dis o, até me mo a que se encontram na faixa média do ti-
po ligam o piloto automático, e a im a vida e torna meno urgente e menos amea-
adora - é vivida a uma distãncia egura, por as im dizer.
A preguiça é, por con eguinte, a da lembrança de i e a da autopercepção. As
pes oa do Tipo ove não e e for am por manter contato consigo mesmas, com o
outros ou om o mundo. Identifi ar- e com o corpo e eu instintos implica a cons-
ciência da mortalidade. Essas pe oas apegam-se a certa dispo i ão interior confor-
tavel ou identificam-se com algo além de si me ma , tornando s u a p e r c e p ç ã o e fe ti-
v a m e n te d ifu s a , no intuito de evitar que o impacto da mortalidade a atinja. O
mundo ganha um foco difu o e ela entem-se mai seguras, porém à custa de sua
vitalidade e vivacidade.
Ape ar de poderem bu car o espiritual, as pe oa do Tipo ove muita vezes
tentam obter o benefício p icológicos e emocionai do trabalho interior adotan-
do a atitude opo ta à de e tar pre ente. Ela adormecem, aneste iando- e para o que
realm nte entem e de intonizando a realidade, ao tempo em que esperam conti-
nuar agindo sem esforço no mundo. Ironicamente, querem entrar em união com
ele, ma acabam con eguindo apenas um ucedãneo da paz, a fal a paz do sono e
da di sociação, uma "paz" tão tênue que tudo pode abalar. omo todo o projeto
do ego, e e também e tá fadado ao fraca o.
"SUMI DO"
Sempre que perceber que "sumiu" e perdeu a consciência de si, volte atrás e tente d
tectar quais as circunstâncias que precederam essa ausência. O que lhe pareceu ameaçá-lo
ponto de fazê-lo querer fugir da situação? Essa ameaça estava no ambiente ou era um estad
ou reação seus? A medida que for se conscientizando do que estava oculto, u e es a informa
ção para criar um istema de alarme que o ajude a não voltar a se fechar no futuro.
" ã o d e ix o q u e a s c o is a s
m e a tin ja m . "
Em meus piores momentos, sinto-me anestesiado. Não é nem depressão, é
apenas dessensibilização mesmo. As menores coisas parecem exigir imenso
esforço. Pode passar um tempo enorme até que eu resolva simplesmente
olhar pela janela e pensar ou cair na frente da TV e fazer za p p in g . O tempo
simplesmente pára. É como se eu virasse um zumbi. Ainda consigo agir nor-
malmente, pois consigo ir ao trabalho e mostrar-me gentil, mas por dentro
sinto-me inteiramente fechado. Perco a esperança de encontrar um rumo
na vida.
R e fu g ia n d o -s e n o S a n tu á r io In te r io r
tegra ão. Sua noção de eu depende de manter- e longe de diver a impr 'SSOl'S. J-1r"
precisam resistir especialmente a tudo que possa con cientizá-lo da raiva, da ft us-
tra ão, do sofrimento e de qualquer outro sentimento negativo.
Exteriormente, essas pessoas podem fazer muita coisa, mas boa part d sua
atividade é constituída de afazeres os mais prosaicos. Elas arranjam mil in umbcn
cias, mas adiam a resolução de problemas mais criticos. Enquanto e tão a voltas
com esse tipo de ocupação, não conseguem entender por que os outros ficam cha
teados com elas. Se não estão incomodando em nada, por que alguém se aborr c'
ria? O que elas não vêem é o quanto sua falta de reação pode ser frustrante para os
outros. Além disso, não percebem que estão lançando as bases para uma profecia
que traz em si seu cumprimento: a falta de participação dos representantes que c
encontram entre as faixas média e não-saudável acabará por promover o que el s
mais temem - a perda e a separação das pessoas.
É importante que essas pessoas reconhe am que e n to r p e c im e n to n ã o é r e la x a -
m e n to . Com efeito, o entorpecimento requer a manutenção da tensão física. Quan-
do estamos relaxados, estamos perfeitamente conscientes da respiração, das sen a-
ções corporais e do ambiente que nos cerca. A verdadeira paz tem um quê d
vivacidade e energia que nada tem a ver com o insosso desapego que aqui vemo
André prossegue:
Apesar das aparências, as pessoas do Tipo ove
são na verdade as mais reservada do Eneagrama. A
confusão está em que, pelo fato de não ser física, ua re-
A maior parte do tempo, sinto-me sereno e tranqüilo - um sentimento con-
tido e seguro. Gosto dessa característica de meu tipo. Por exemplo, num re-
cente terremoto, quando minha casa parecia estar sendo partida em duas,
não senti nenhum medo especial. Eu estava recebendo hóspedes de Nova
York e ouvia seus gritos na sala, mas tinha a sensação de estar observando
o terremoto de algum outro plano. Na verdade, achei-o bem interessante.
Parecia-me inútil ficar aflito; eu não podia controlar o que estava aconte-
cendo, então por que me preocupar?
Quanto mai e refugiam em seu antuário Interior, mai a pe oa do Tipo
ove e perdem em devaneios. O e quecimento do que e tá acontecendo ao eu re-
dor lhe da a ilu ão de paz e harmonia, mas ela e tornam cada vez mai distraída ,
o que só deixa os outros fru trado e a torna menos capazes e produtivas. Caso e
entreguem a e e tran e, poderão entir empatia pelos entes queridos e até por es-
tranhos e animai em perigo, mas eu sentimento não terão relação com nenhu-
ma ação efetiva. Cada vez mais, os relacionamento ocorrerão na imaginação.
11. ao IMOc tao 'vld 'nt quanto cm outros tipos [55as p '550as continuam a partiei
par nquanto abstra m d qualqu r nvolvim nto ativo com o mundo. -Ias t n-
tam c tab I cer e manter um antuário Interior, um local particular na m nt ao qual
ninguém mai tenha ac o. ("Estou aqui, e tou eguro; ninguém vai me dar ordens.")
p oa recolhem-se a e antuário Interior quando estão ansiosas e afli-
ta ou implesmente quando há ameaça de conflito . Ela o povoam com fanta ias e
lembran a idealizadas; o mundo e as pessoas reais não são permitidos. Ele é o único
lugar em que as pessoas do Tipo ove conseguem libertar- e da exigências alheias.
o aspecto positivo, isso lhes pennite manter a calma numa crise, mas também pode
trazer-lhes problemas interpes oais e impedir-lhes o autodesenvolvimento.
o níveis mais elevados, isso pode manife tar- e mediante uma re erva inte-
rior de tranqüilidade, conforme no diz André:
eu antuario Interior é um lugar de paz e egurança, mas você precisa pagar multo ca-
ro para viver lá, como provavelmente está começando a perceber. Você é capaz de detectar
quando se volta para ele? A seu ver, quais as características que o tornam um refugIO eguro?
Quais delas ão pouco realistas? Procure discernir com lucidez o quanto ganharia se pudes-
e permanecer mais no mundo real, em vez de buscar abrigo em seu antuário Interior.
A Id e a liz a ç ã o d o O u tr o n o s R e la c io n a m e n to s
As pe oas do Tipo ove idealizam o outro e vivem por intermédio de uma
rede de identificações primárias, em geral om a família e os amigos mais íntimo.
empre que perceber e tar idealizando alguém, observe a qualidades em que ma
concentra. Você acha que não as po sui? Lembre-'e que, em ua natureza Essencial, o
pos ui tais qualidades - c, de se ponto de vi ta, o outro funciona imple mente como um I m
brete daquilo que você bloqueou em si me mo. A sim, a idealização pode funcionar como um
bom guia no Trabalho Interior de descobrir e reapropriar- e de uma maior porção dt' 5U
qualidade po itiva .
orno di se um representante do tipo," ão preciso e tar em on tante contato lOIll
alguém se sei que posso contar com ele". À medida que i o se acentua, cs as pc,>
soas come am a relacionar-se com a idéia do outro, em vez de relacionar- om c,>
te como ele realmente é. Por exemplo, se um do filhos tiver um problema com dro
gas ou outra cri e grave, elas terão muita dificuldade em lidar com e a realidad ,
pois idealizam a família.
A idealização permite-lhe concentrar-se em outra pessoa, ao invé de em SI
me ma . Além disso, permite-lhes ainda ter uma rea ão emocionalmente po illva
aos demais, atendendo ao superego. ("Você e tará bem se os que o rodeiam tamb 'm
e tiverem.") Ela muitas veze ão atraídas por pes oas mai fortes e agres iva ,qu'
possam criar o "molho" do relacionamento. O relacionamento com pes oas mai di
nãmicas e enérgicas fornece-lhes a vitalidade que tendem a suprimir em si mesmas
Esse acordo tácito muita vez e funciona bem, já que o tipos mai as ertivo geral
mente procuram quem os siga em seu planos e aventuras. A idealização, além dis-
o, indiretamente mantém (ou até intensifica) ua auto-estima: e uma pe oa tao
destacada tem um relacionamento com ela , eu amor-próprio aumenta.
Porém há três grande riscos nesse trato. Em primeiro lugar, a pessoas do 1i
po ove podem ser exploradas por seus interlocutore mais assertivos, independcn
te e agressivos. Em segundo, ao cabo de algum tempo, este geralmente perdem o
intere se pelos convencionai e complacentes repre entantes do Tipo ove. Final
mente, o mais importante é que, enquanto estiverem tentando ganhar vitalidade
pela fusão com outrem, as pessoas deste tipo dificilmente farão o necessário à recu
peração da que lhe é inerente.
Viver d e A c o r d o C o m F ó r m u la s o u U m a " F ilo s o fia d e V id a "
O repre entante típicos do Tipo ove co tu- " U m d ia a s o r te m e SOl/ira ••
mam agir de acordo com uma "filo ofia de vida" qu ,
em geral, é uma mistura de provérbios e afori mos do-
mésticos, bom senso e textos das escrituras, além dc llitos populare e cita õe de
toda sorte. Tais fórmulas lhes fornecem um meio dl lidar . m a pessoa e com ,"
itua ões potencialmente problemáticas. EI tem 1l'''I)()''tas pronta para o pr hll
ma •.•
da vida. So 'lu " mbora po am apli 'ar-s' 'm c rta ir 'un tancia , s as uI' -
posta " t nd m a impli mo e não dão coma da parti ularidade do ca o indi-
viduai. problema é que e a pe oa valem- e des a filo ofia inconte távei
mai para defender- e da inquietações que para chegar a verdades mai profundas
ou a uma real compreen ão. Além disso, muitas des as suas filosofias proporcio-
nam-lhes con 010. ("Eu ou Deus", "Tudo é uno", "Tudo é amor".) em muito es-
forço, ela podem tornar-se de culpas para aprofundar o di tanciamento e a passi-
vidade.
a faixa menos saudável, essas pessoas poderão u ar a e pirilUalidade para de-
fender um determinado tipo de fatalismo, para aceitar situações de favoráveis ou
me mo prejudiciai como se não houve e nada que pudes em fazer. (uÉ a vontade
de Deus. ") A mai defendidas vão além e de cartam suas própria imui àe , bom
en o, percepção en orial e até a experiência pe soaI e profi sional para dar lugar
ao que de ejam que eja verdade. É como se pude em fingir que podem não dar
ouvidos a seus alarmes interiore sem maiores conseqüência . Tornam-se emão pre-
maturamente re ignada ,no inlUito de conven er a todo e a si mesma de que não
é preciso preocupar-se nem aOigir-se com nada. o fim, os anjos cuidarão de lUdo.
FILO OFIAS A TODA PROVA
Toda vez que se pegar repelindo ou pensando num provcrbio ou aforismo, faça dua
coí a . Em primeIro lugar, observe contra que enlimento de agradável você o e tá usando.
oc é capaz de pre tal' atenção ao eu corpo e con cientizar-se do que está sentindo? Em e-
gundo lugar, como exercício, imagine uma ituação em que o provérbio não é verdadeiro -
uma situação na qual valha seu extremo oposto. Talvez a verdade e tcja no meio-termo.
T e im o s ia e R e s is tê n c ia
As pe soa do Tipo ave podem aber muito bem que é preci o empenho e
atenção para o autodesenvolvimento, para a resolução de problema e para o rela-
cionamento significativo com a pe oas. Mas entem
" R e s o lv o i so d e p o is ." uma indefimvel he itação, como e fos e nece sário
um esforço extraordinário para participar mai plena-
mente da própria vida. Tudo parece ser muito compli-
cado. Quase todos já nos levantamo da cama onde sonhávamo agradavelmente
para enfrentar o de afio que o dia no r ervava. Muita veze temos vontade de des-
ligar o despertador para sonhar uns pouco minutos mais. Muitas veze o fazemo
- e perdemo a hora. O repre entante upi o do Tipo ave po uem na pique
um mecani mo imilar que o leva a adiar o de pertar.
Quanto mai pre ionado a de pertar reagir, mai e retraem. orno que-
rem cr "deixado em paz", ele apaziguam as p oa, bu cando a paz a qualquer
cu to.
André fala obre a inutilidade da temativa d d fender-se das t. IgIIH 1,1'id,
mãe:
Aparentemente, a única coisa que dava prazer à minha mãe era decorar
casa. Como é do Tipo Quatro, ela fazia de tudo para personalizar no
prosaica casinha de subúrbio, Na hora de decorar o meu quarto, ela tirou
todos os meus põsteres e os substituiu por papel de parede em tons pa t I.
Senti como se tivesse sido apagado. Por mais que eu detestasse aquilo,
bia que ela não mudaria nada e, assim, não me aborreci. Seria perda de t m-
po até tentar discutir o caso com ela.
Ape ar da tendência a acomodação, a pessoas do Tipo ove têm d nllo dI I
uma teimosia e uma re i tência; uma e pécie de de ejo de não se deixar af~lal POI
nada que pos a ameaçar sua paz. mbora po sam er vi tas como pa iva'i, ela•..•
11
li I
gam uma grande força e determinação - empregadas na tentativa de nao "'1' dI I I
abalar. Por trá da calma aparente, es a pessoas ão verdadeiro muros dI 1H"(Ii,
além de certo ponto, ela não negociarão.
Embora muita dela não queiram deixar-se mudar ou influenCIar P' lo O"
tro ,a meno saudávei tampouco querem deixar-se afetar por ua•.•proPll,1 1,
ções às coi a , temendo qualquer coi a que possa entornar o caldo. Irollll.1II11111<
,
i o se aplica não apena à emoçàe negativas, mas também à POslll',I'i  111I
podem ver no entu ia mo um verdadeiro de a tre, pois ele pod pr I"dll I ("
equilibrio emocional.
E tranhamente, por mai de agradávei que sejam a circunstância •..d, "I 1
da, os repre entantes menos audávei deste tipo resistem com toda a fOI pl
sibilidade de melhorá-las. ua paciência se transforma em OlUrna resiSll'lH 1,1 I I
da é algo que se deve agüentar, não viver nem, muito menos, gozar. O pm ,'1 lIu
porventura e permitem ervem para fazê-la e quecer da crescente falta d, 11,I
dade interior. Ma as merenda durante a reprises de TV, os papos com O'i.1111
'11
ou a vivência vicária das qualidade que desejam pos uir não contrabalançam 11I11
I
ramente a dor de perceber que ua vida estancou.
PARE DE ADIAR SUA VIDA
Dedique alguns instantes a analisar os diferentes meios de que se vale para adiar
participação mais plena em sua própria vida. Quando e como costuma desligar o alann
seu despertador interior? Há alguma situação específica que deflagre e e comportamen
em casa, no trabalho; determinada pe soas ou circunstâncias? O que é preciso para qu
cé desperte?
" Q u a n to m a is voei! fa la r n is s o ,
m e n o p e n s a r e i e m fa z i!-Io ."
R a iv a ' Ira R e p r im id a
a faixas médio-inferiore ,a pe oa do Tipo ove aparentam nâo ter o ml-
nimo traço de agres ividade (ou sequer de de ejo de
afirmação). Porém, por trás da fachada de contenta-
mento e neutralidade, muitas vezes estão ocultas boas
do e de raiva e ressentimento que elas e recusam a
admitir ou, muito meno ,enfrentar.
A raiva é uma reação instintiva que, e não for a similada, transforma-se por
fim em ira. Quando esta não encontra vazão, impede que vário outro forte en-
timento - e até a capacidade de amar - e manifestem. Os repre entante típico
do Tipo ove temem que, e deixarem a ira vir à tona, obrevenha a perda das dua
coisas qu consideram mai importantes na vida: sua paz de e pírito e eus relacio-
namentos. a verdade, é justamente o contrário. Uma vez conscientes da ira repri-
mida, es a pessoas poderão tran formá-Ia no combu tível de que preci am para sair
de sua inércia.
As pe soa do Tipo Nove podem ter diversos motivo para entir raiva (ira,
negativi mo) e nem todo âo evidente. ubconscientemente, têm raiva por achar
que não di põem de "espaço" para ter sua própria vida. Estâo tão ocupadas tentan-
do manter a harmonia e apaziguar a todos que acumulam muito re entimento.
Além dis o, têm raiva por achar que o outro estão sempre perturbando seu equi-
líbrio, tentando forçá-Ias a agir quando ó querem ficar em paz ou lembrando-lhes
os problemas que prefeririam e quecer. Por último, têm raiva porque a pe soas po-
dem haver abusado ou tirado vantagem de sua passividade - e elas se entiram im-
potente para reagir.
Ameno audávei dentre e a pe oa tendem ao capachi ,mo, ofrendo
passivamente tudo que lhes é ervido. A típica parali am- e empTe que preci am
reagir in tintivamente para proteger- e. Ela acham- e incapazes de defender- e
adequadamente, falar por i ou agir oportunamente em benefício próprio. A en a-
ção de impotência é uma das maiore cau a da ira reprimida.
Geralmente pensamo na raiva como algo negativo. Ma o eu lado po itivo e
menos compreendido e tá na capacidade de de truir o bloqueio que no prendem
a antigo padrões de comportamento. Há um lado salutar na raiva que poderia ser
Vocêprecisa treinar ficar à vontade diante da raiva e vê-Ia como uma força a qual tem
direito de vivenciar e exercer. Do ponto de vi ta espiritual, a raiva geralmente nos dá a capa-
cidade de dizer "não" - de proteger-nos de algo que não queremos na vida. Portanto será útil
começar por dizer "não" aquilo que realmente não quer. Se isso o fizer sentir-se culpado ou
receoso, apenas observe es a reaçõe e permaneça calmo e centrado. Procure, todavia, dizer
nào" nas situações adequadas. Se porventura tiver de errar, que eja por excesso, ao menos
durante o período inicial e até habituar- e a fazê-lo normalmente.
'I P
REAÇÃO AO S T R E
O TIPO NOV PA A
AO SEIS
A BANDEIRA VERM fI tiA
PROBLEM AS PARA
OTIPONOV
e tiverem ofrido uma cri e grave em contar
com apoio adequado ou sem outros recur o com que
enfrentá-Ia, ou se tiverem sido vítima con tantes de
violência e outro abu o na infância, a pe oas do Ti-
po ove poderão cruzar o ponto de choque e mergu-
lhar nos aspecto não-saudáveis de seu tipo. Por me-
nos que queiram, is o poderá forçá-Ias a admitir que os
problema e conflito que têm na vida não de aparecerão - e podem, indu ive, star
piorando - gra as principalmente à sua falta de iniciativa. Além disso, a realidad po
derá obrigá-Ias a enfrentá-lo. (Ape ar da negação, o filho poderá er levado de vol
ta para ca a pela polícia, o parceiro com um "leve problema com o álcool" podera '>I'r
demitido por ir trabalhar bêbado ou o caro o no eio poderá não desaparecer con-
forme o esperado.)
e chegarem a e a constatações, poderao dar uma r viravolta na vida: por
um lado, podem dar o primeiro pa o rumo a ,>aud c a liberta ão; por outro, po-
dem teimar ainda mais em manter a cômoda ilu,>.lOde qu ta tudo bem. ("Por qUl
chamado de r a iv a a n ta - a capacidad de fazer as p 's,>oa.,colo .lIl·1l1o IH 110l h.II.
e tabelecerem limite e defenderem- e. o ca o do Tipo ov" boa part ' do II.Iha
lho de recuperação e tá no contato com a energia refreada e na capacidad de '>111
tir a própria raiva.
Como já vimos, as pessoa do Tipo ove tentam
lidar com o tre s minimizando a inten idade de eu
próprio de ejo e refugiando-se em seu antuário In-
terior. Quando i so não é o ba tante para controlar a
an iedade, elas passam ao Tipo ei. inve tindo na
idéia ou relacionamento que julgam capaze de dar-
lhes mais segurança e e tabilidade.
Quando a an iedade e preocupaçõe vêm à tona, e a pes oas concentram
se inteiramente no trabalho e nos projetos. É como se, após deixar as coi as de la
do algum tempo, achas em que é po sível cobrir tudo de uma só vez, entrando nu
ma fase de atividade frenética. Ao mesmo tempo, mostram-se muito reativa,> a•..
exigência alheias, tornando-se mais passivo-agressiva e defensivas. uas po itiva •..
"filo ofia de vida" caem por terra, revelando as dúvida e o pessimismo contra Ih
quai e vinham defendendo. Além disso - também como as pe soa do Tipo Sei•.•
-, quando estres adas, elas podem verbalizar queixas há muito guardadas obre o'"
outros e sobre eu quinhão na vida. Embora i o po sa reduzir temporariamenle o
stre ss, a vantagem em geral dura pouco porque ela continuam relutando em c1H'
gar à origem de sua infelicidade. Se o tre ss e inten ificar, essas pes oa podem IÜI
uma mentalidade de "e tado de ítio": u peita paranóide podem de cambar 1.1
pidamente em acusações de culpa aos outro por seus próprios problemas e reaçOl
desafiadoras. ua expio õe de raiva e mau humor a deixarão tão urpre as 1.11111
quanto o que a pre enciarem.
lodo IllUl1do qlH 1 III P 'I turbar?" "Qu,lIlto mai •..vo 'c 1ll~1III I11"'SO,
mai long d
lomal alguma ini iativa cu vou estar!") e per i til' m n a atitude, e a pessoa
~c arn~cam a ultrapa ar a linha dtvI ána que a epara do iveis não-saudáveis.
u comportamento ou o de alguém que você conhece e enquadrarem no que
d crevem as advertência abaixo por um período longo - acima de dua ou três se-
mana, digamo -, é mai do que recomendável buscar aconselhamento, terapia ou
algum outro tipo de apoio.
~ egação de graves prohlema de aúde, financeiros
ou pe oai
~ Ob tinação e resi tência acirrada contra qualquer
lIpOde auxIlio
~ Amortecimento e repressão da vitalidade e
percepção geral
~ ensação de inadequa ão e negligên ia
generalizada
~ Dependência de outras pe oa e falta de interesse
em evitar er explorada
~ Depre ão crônica e perda da en ação de prazer
emocional (anedonia)
~ Extrema di ociação ( en ação de e tal' perdido,
confusão, de ligamento profundo)
> Embora a verdadeira humildade eja uma ca-
racterística louvável, não é ela que você deve cultivar.
Aprenda a distinguir entre a autêntica humildade e a
tendência a diminuir a si me mo e a ua capacidade.
Em outras palavras, lembre-se do Papel ocial de eu
tipo - Uma Pe soa Como Todo Mundo - e ob erve
quando começa a representá-lo. Você pode sentir-se
obrecarregado pelo problema ou achar que tem pouco a oferecer aos demais, mas
basta uma rápida olhada na di córdia, na violência e no ofrimento que há no mun-
do para ganhar uma tranqüila sabedoria em relação ao que você p o d e fazer. e há
uma energia que é neces ária ao re tabelecimento do equilíbrio ne te mundo agita-
do, certamente é a tranqüila energia da cura e da concilia ão das pessoas saudáveis
do Tipo ove. aiba que, quando e tá realmente em contato con igo mesmo, tem
toda a força e capacidade de que precisa em qualquer situação.
> Aprenda o valor da palavra não. É natural não querer decepcionar as pes-
soas, mas, quando deparar uma proposta que não o deixa à vontade, é melhor dei-
xar seus receios claro de de o início do que concordar silenciosamente e arrepen-
der-se depois. Além disso, os outros provav Imente se aborrecerão mais se você
resistir com agressividade passiva após haver inicialmente concordado com eles. As
A D V E R T C L A S
POTE CIAL PATOLÓGICO:
Di túrbio Di ociativo, E qui-
zóide e de Dependência, de-
pressão anedônica, negação ex-
trema, desper onalização grave
c prolongada.
PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM
PARA O DESENVOLVIMENTO
DO TIPO NOVE
REFORÇANDO OS PONT •.•
FORTES DO TIPO NOVl
Um dos maiores trunfos das pes oas do Tipo 0-
ve é a imensa paciência, que muitas vezes se traduz
numa atitude que deixa os outros à vontade, permitin-
do-lhes de envolver- e à sua própria maneira. a
atitude é a mesma do bon pai: ensinam paci ntc-
mente novas habilidades aos filhos, enquanto perma-
necem a uma di tãncia respeito a porém atenta.
E sa paciência encontra seu respaldo na tranquila for 'a e na tremenda r sis-
tência caracterí ticas das pessoas do Tipo ove. LIas Ultl"'CgU m manter a calma
mesmo nas ocasiõe mais difíceis. É comum relatarclll ~illlaço em que con eguctll
pe soa querem saber qual a ua verdadeira opinião ou pr fercncia mc~mo qUI I'S
tas lhe pareçam pouco importantes.
> Aprenda a reconhecer o que você quer de uma determinada ituaç,lO.
maioria das veze ,você e tará tão o upado con iderando as posi õe e opim I·•.•d.ls
pes oas que pode acabar e quecendo as uas. Graça a es e hábito, você talvl'z 11.(1
aiba de imediato o que de eja. e necessário, não he ite em pedir à p a~ Ulll
in tante para avaliar as op ões. E não hesite em adotar aquela que realmente prrlr
re. Lembre- e de que você também tem direito a ter vontades.
> Faça como o representante saudá ei do Tipo Três e invista em eu dI
envolvimento e no cultivo de seus talentos. Ha muitas forma agradáveis e p rll i
tamente válida de pa sar o tempo, distraindo-se ou conversando com os amigo •..
ma procure ter certeza de não estar negligenciando eu próprio de envolvimenlO
O inicio pode de pertar muita de uas ansiedades e duvidas em rela ão a i mc •..
mo, mas as recompensas da per istência serão muito maiore e sati fatória . AIl111
di o, inve tindo em i me mo, você não e tará e afastando de ninguém: tod ~ lu-
crarão e você e tornar mais forte e pleno.
> Ob erve quando, em vez de relacionar-se de fato, está apenas imaginando
uma rela ão com alguém. Para a maioria da pessoas, sentar ao eu lado no fa 11
quanto você devaneia com uma viagem ou o ultimo epi ódio de sua novela favoll
ta não é a melhor coisa do mundo. e perceb r que está "desaparecendo" diantc d .
uma determinada pe oa, pergunte-se se não e tá aborrecido ou inquieto com algu
ma coisa que ela fez. Qualquer que eja a situação, falar sobre o problema p dll.1
ajudá-lo a retomar o contato consigo mesmo e com a pe soa.
> Aprenda a reconhecer e a similar a raiva. Para a maioria da pe soas do 1I
po ove, a raiva é algo muito ameaçador. De todas a emoções, parece er a qUI
mais facilmente pode destruir sua paz interior. O entanto, só por meio dela Vlllr
terá contato com ua força interior - ela é o combustível que consumirá sua illl'l
cia. aturai mente, i o não ignifica que você preci e air gritando com a pe ~oa•..
ou agredindo estranho pela rua, mas sim que, quando entir raiva, não há nada dI'
errado em dizer às pessoas que está aborrecido. Aprenda a s e n tir a raiva em seu cor
po. Como é es a en ação? Em que parte ela e mo tra com mais força? Familian
zando- e com ela enquanto en a ão, você terá menos medo.
'('11((" nvai mai visto os no trabalho no relacionam nto , ao modo da fábula
da Irbr da tartaruga. Quando audávei ,e as pe oa on eguem trabalhar com
l(lnstan ia e per i tência na obtenção de suas meta, geralmente atingindo-a. ua
lor 'a d vontade e libera e elas demonstram muita garra e pique, como convém ao
IpO qu tá no centro da Tríade do In tinto.
ra as ao seu extraordinário equilíbrio interior, o repre entante audávei
do Tipo ove ão muito eficientes em épocas de cri e. O pequeno altos e baixo
da vida não os dese tabilizam, como tampouco os grande . Quando os grande re-
ves e vicis itude deixam a todo an io o ,e a pe soas são como um baluarte
de tranqüilidade, seguindo em frente e fazendo a coi a
André abe o quanto is o é imple - e difícil:
Superar um período de mal-estar e dessensibilização é simples: basta admi-
tir para mim mesmo que algo está errado e depois contar como me sinto a
alguém em quem confio. O contato com as emoções mais "agitadas" é pe-
noso, mas é a maneira de diluí-Ias. Outra estratégia que ajuda é retomar o
contato com o corpo fazendo ginástica, massagens etc, Criar um cachorro
também tem sido fantástico nesse aspecto: ele é tão "ligado" no momento
e exige tanta atenção que é difícil eu conseguir ser um zumbi novamente,
A pessoa saudáveis do Tipo ove são extremamente inclusivas em relação
•10••d 'mai ,o que constitui um dom especialmente importante na sociedade globa-
"z.lda em que vivemos. (I o explica por que as pe oas do Tipo ei - que tendem
.10,'r exclusiva e a colocar os outros ou no grupo de "dentro" ou no grupo de "fo-
la" - preci am integrar as qualidades do Tipo ove.) Enquanto os representantes
lIplCO do Tipo ove vêem o bem no outro Cede ejam fundir-se a eles), os real-
mente audáveis vêem também o bem em si mesmos Cede ejam tornar-se mai in-
d pendentes e envolvidos com seu mundo).
Embora em dúvida queiram ajudar o outros,
 l,r s s o a s p o d e m s e d a r b e m ." ele não e identificam com o papel do alvador ou
Auxiliar. ão valorizados por escutar sem julgar, brin-
dando a todos com a liberdade e a dignidade da filo-
sofia do "viva e deixe viver". São capazes de perdoar e conceder o benefício da dú-
Vida, empre bu cando uma interpretação po itiva da situaçõe. ua capacidade de
dar espaço e ouvido ao demais os torna muito olicitado. Além di o, embora
po am considerar diver o ponto de vista, ão capazes de tomar atitudes firmes
quando nece ário. ua implicidade, objetividade, inocência e falta de malícia co-
lo am a pes oa à vontade e fazem-na confiar nele.
Para a pe oa audáveis de te tipo, confiitos, ten ões e dissen ões são per-
mitido e, inclusive, apreciados. Elas geralmente demonstram capacidade de che-
gar a uma nova ínte e que resolva de alguma maneira a contradição ou o confiito.
im, podem ser muito criativa, ape ar da tendência à modéstia. Além disso, co -
tumam gostar muito da expressão não-verbal- por meio da mú ica, da arte, da pin-
A TRANSFORMAÇÃO
DA PERSONALIDADE EM
ESSÊNCIA
O CAMINHO
DA INTEGRAÇÃO:
O TIPO NOVE PASSA AO '1{
tura ou da dan a. ão pe oas dotadas de muita imaginaçao que go ••
tam de (', plu
rar o mundo do sonho e dos símbolo. eu pen amento hoitstico, pOISdas qlll'
rem manter a ensação de união com o universo. Os mitos ão uma forma de falaI
a re peito de grande tema da natureza humana e da ordem moral da i t-nei.1
no fim, tudo é bom e funciona como deve.
As pes oas do Tipo ove concretizam eu poten-
cial e se mantêm na faixa audável quando aprendem
a reconhecer seu valor Essencial, como as que estão na
faixa audável do Tipo Trê . Com efeito, ela superam
eu Papel ocial- o de Uma Pe oa Como Todo Mun-
do - e reconhecem que merecem eu próprio tempo e
atenção. Empenham-se em seu de envolvimento e lançam- e ao mundo, mostran
do a todo o que têm a oferecer.
O maior obstáculo que têm a enfrentar para atualizar seu potencial é a tendên
cia à inércia. Quando dão início ao processo de integração, e a pe oa muita ve
ze deparam ensações de pe o e sonolência quando tentam fazer algo de bom p I
si me mas. Porém, a medida que avan am n se proce o, sua energia aumenta e
com ela, eu carisma. Após pa ar a maior parte da vida pen ando que ão invi I
vei ,elas urpreendem-se ao constatar que o outros não apenas a escutam, ma ••
também bu cam ua opinião. Quando ela reconhecem o próprio valor, os outros
também a valorizam mais. Ao reclamar a vitalidade de ua natureza instintiva, ela••
pa sam a infundir energia aos outros. Assim, ao descobrir seu valor e vê-lo refieti
do em outras pessoas, elas se urpreendem e deleitam.
aturai mente, a integração não significa a imitação das características singula
re do Tipo Trê . O ímpeto, a competitividade e a consciência da própria imagem
pouco contribuem para a criação da verdadeira auto-e tima - pelo contrário, só er
virão para manter as an iedades que e as pessoas nutrem quanto a seu valor e man
tê-Ias dis ociadas de sua verdadeira identidade. Porém, à medida que conseguirem
encontrar a energia de inve tir em eu próprio de envolvimento, o amor e a força dI'
eu coração se tran formarão num invencível fator de cura dentro de seu mundo.
Em última análise, as pe soas do Tipo ove as-
sumem sua natureza Essencial enfrentando seu Medo
Fundamental - o de perder a relação com as coi as e
as pessoa - e abandonando a idéia de que sua parti-
cipação no mundo não tem importância e de que, por
i so, não precisam "aparecer". Ela percebem quc a
única maneira de atingir realmente a união e a pl nitude que bu cam é envolven
do-se totalmente com o momento pre ente, e não "desaparecendo" na imaginação
Mas isso requer que retomem o contato com ua natur za in tintiva e vivenciem di
retamente seu lado físico. Isso muitas veze pr SUP( o confronto da raiva e da ira
reprimidas, que em geral repre entam uma amC'H,:amilIto grande a ua habitual no
W ILLlAM SLOAN COFFIN
"Não nos cabe criar a unidade;
cabe-nos apenas reconhecê-Ia."
,lOd cu. Mas, quando p 'rmancccm consigo m 'sma ••e con •• gu 'm integra-las, as
pes<,oa do ipo ove c me am a vivenciar a c nstan la a tabi1ldad que cm-
pr almejaram. Tendo e a for a interior como ba e, la ganham poder indômi-
to que e alinha à vontade Divina, como o que se vê em repre entant extraordi-
nário de te tipo como Abraham Lincoln e ua Santidade, o Dalai Lama.
É o domínio da experiência mortal que a pe-
oa do Tipo ove preci am aprender a aceitar e abra-
çar, a fim de atingir a verdadeira plenitude e união.
Embora haja muitos aspectos da realidade que estão
além do mundo manifesto, não concretizamo no o
potencial n e g a n d o esse mundo. Em outra palavra,
não con eguiremo nunca tran cender realmente a condição humana: só abraçan-
do-a inteiramente e que chegaremo a plenitude de no a verdadeira natureza.
Quando re onhecem e aceitam essa verdade, a pes oas do Tipo ove tornam-
e extremamente independente e donas de si. Ela aprendem a impor- e com maior
de envoltura e a vivenciar uma maior paz, equanimidade e contentamento. O do-
mlOio de si me mas lhe permite estabelecer relacionamento profundamente gra-
tificantes, pois elas e tão realmente em contato con igo - ão viva, de perta ,aler-
ta e exuberante, tornando- e pe oa dinãmica e cheia de alegria, que trabalham
para curar eu mundo e promover a paz.
Longe de reprimir- e ou mo trar- e indiferente, e as pessoas de cobrem o
quanto é bom e tar pre entes para a vida, conforme observa Red:
Sei exatamente o que preciso dizer e fazer e tenho a força e a coragem de
fazê-lo. Parei de querer agradar às pessoas e passei a agradar a mim mes-
mo. Por mais estranho que pareça, esse esforço para satisfazer minhas pró-
prias necessidades muitas vezes satisfaz as de todos, como se, concentran-
do-me nas minhas, eu pudesse antever as do grupo.
W ILLA CATHER
"Felicidade: dissolver-se em al-
go grande e completo."
A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
As pe oas do Tipo ove relembram a qualidade
Essencial da plenitude e completude. Ela relembram
a interliga ão de toda a coi a , abendo que nada no
universo está separado do re to da coi a exi tente.
E e conhecimento traz muita paz de e pírito, e a mi -
ão do Tipo ave é, do ponto de vi ta da E ência, ser um lembrete vivo da unida-
de subjacente de no sa verdadeira natureza.
Quando se libertam, e sa pes oas tornam- e inteiramente presente e cons-
ciente da plenitude e da unidade da exi tên ia, ao tempo em que mantêm sua no-
ção de individualidade. Ameno audávei têm a capacidade de perceber algumas
das ilimitadas qualidade da realidade, ma tendem a perder-se e confundir- e com
flPO NO V
o ambiente em que vivem. Já as que e libertam não se perdem ne e "'lado IIlIII
em fanta ia ideali ta ; elas vêem como o bem e o mal estão junto ("Dcus m.lIlll.
a chuva tanto para os justo quanto para os injustos") e aceitam a paradoxalulll. 1
de opostos - aceitam que o prazer e a dor, a tri teza e a felicidade, a aúde e a dmll
ça, a união e a perda, o bem e o mal, a vida e a morte, a clareza e o mi tério, a p,
e a ansiedade estão inextricavelmente ligados.
E a é uma conclu ão a que Martin, um con ultor de mercado, he '1111
ozinho:
Quando minha mulher morreu o ano passado, fiquei arrasado até perceber
que sua vida e sua morte eram parte de um evento maior. Talvez seja uma
coisa que eu não entenda, mas parece ser uma peça pertencente a um con-
junto maior. Quando aceitei a plenitude da vida dela, sua morte tornou-se
apenas uma parte do todo maior, e eu consegui aceitá-Ia.
Outra qualidade Essencial do Tipo ove é aquela que O car lchazo denollll
nou "Amor anto". Cumpre, porém, entendê-lo adequadamente: o amor Es em 1.11
a que no referimos é uma característica dinâmica do er que Oui, transforma e rom
pe todas a barreira que encontra. Ele supera qualquer sen ação de eparação e i••
o
lamento dentro dos limites do ego, problemas que a olam a Tríade do Instinto I
por is o que o verdadeiro amor amedronta - ele traz con igo a dissolu ão do 1Iml-
tes e a morte do ego. o entanto, quando no rendemos à a âo do Amor anto,!l'
tomamos o contato com o oceano do er e percebemos que, no fundo do coraçao.
omos e se Amor. omos es a infinita, dinâmica e transformadora Pre en a de COIl"
ciência amorosa, e as im empre foi.
Some os pontos
da quinze
afirmaçõcs para
o Tipo ave.
Ore ultado
estará cntre
15 e 75.
As in truçõe ao
lado o ajudarão a
descobrir ou
confirmar Clt
tipo de
personalidadc.
~ 15 ocê provavelmente não pertence a
um do tipo retraldo (Quatro, in-
ca e ave).
~ 15-30 Vo ê provavelmente não pertence ao
Tipo ave.
~ 30-45 . muito provável que você tenha pro-
blema comun ao Tipo ove ou que
um de eu pai eja do Tipo ove.
~ 45-60 É muito provável que voce tenha al-
gum componente do Tipo ovc.
~ 60-75 É muito provável que von pertença
ao Tipo ave (ma ainda podem pcr-
tencer a outro e tiver lima l'olll'l'pçao
dema iado limitada dr"'[( I1pO).
As p e s s o a s d o I i/m
o v e c o s tu m a m
id e n tific a r -s e
e r r o n e a m e n te ((11I11I
p e r te n c e n te s a o
T ip o D o is , Cinw
o u Q u a tr o . As c1 m
T ip o e is , D oÍ I'
e te co tu m a m
id e n tific a r -s e
e r r o n e a m e n te ((11I11I
pertencente
a o T ip o ove.
PARTE III
Instrumentos
para a
Transformação
C A P íT U LO 1 6
o ENEAGRAMA
E A PRÁTICA ESPIRITUAL
EM SI, o Eneagrama não é um caminho espiritual. Ele é, im, um instrumento ex-
cepcional, além de um grande auxilio, qualquer que seja o caminho que estejamo e-
guindo. Todavia, a percep ão que ele no po ibilita deve er combinada a algum tipo
de prálica diária. A pralica aplica a informação fornecida pelo Eneagrama à experiên-
cia do dia-a-dia e ajuda-no a retornar a verdades fundamemai que ele nos revela.
combinação enlre o conhecimemo provenienle do Eneagrama e a prálica e -
pirilual con i te em:
~ Toma r- e pre ente e con cienle o máximo po ivel ao longo do dia
~ Ver a per onalidade em ação
~ ão agir a partir de eu impulsos
E e trê elemento ubjazem a toda adernai ferramenlas e prática que in-
legram este livro. empre que nos con cientizarmo da ação de uma determinada fa-
ceta de nossa per onalidade, podemo lembrar de re pirar fundo e relaxar o mai que
pudermo . Ao mesmo lempo, devemos continuar a ob ervar e conter os impul o
até que algo se altere e nosso eSlado mude. A análi e do que observarmos não im-
porta lamo quanlo a con cienLização, o relaxamento do orpo e a não-atua ão.
Ainda que não seja em si me mo um caminho e piritual completo, o Eneagra-
ma oferece grande revelaçõe a qualquer pe oa que e teja trilhando o caminho da
lerapia ou o do e pirito. O insights obre a natureza humana que ele propicia - prin-
cipalmente quando se leva em conta a especificidade do Ivei de De envolvimen-
lO- ão tão "na mo ca" que dificilmente deixarão de funcionar como catali adore
de no o crescimento.
DOGEN
JOSEPH CAMPBELL
Em primeiro lugar, devemo perguntar-no e
es a prática contribui para tornar-no mai con cien-
te , de perto e abertos para a vida ou e, na verdade,
está servindo apena para re paldar a mai caras - e
me mo negativa - ilusõe a no o próprio re peito.
Ela propicia o cultivo da Pre ença e fri a a importân-
cia de no o contato com a vida aqui e agora?
Em egundo, devemos perguntar-no e ela no
ampara na explora ão de certa limitaçõe e faceta in-
cômoda de nos a personalidade. ão ão pouco os caminho que oferecem uma
e pécie de "glamour e piritual", incutindo no adeptos a ideia de que ão, de algu-
ma forma, di tinto do re to da humanidade (ou eja, melhore) e acenando com a
prome a de grandio o poderes có micos em pouco tempo. Embora empre se po _
sam atingir podere extraordinários, ele geralmente ão mai um de vio que uma
marca de autêntica realização. (Por outro lado, é provável que qualquer caminho
que no culpe ou julgue constantemente também eja de equilibrado.)
Em terceiro, devemo perguntar-no e e e caminho nos encoraja a pen ar
por nó me mo . O crescimento vem do de ejo de ver mai a fundo não Ó a no a
natureza, como também a da realidade. A re po tas prontas de guru ou doutrina
retrógrada de e timulam e e proce o. Tai "re posta " podem acalmar-no tran-
itoriamente a per onalidade, encobrindo a ferida e an iedade mais profunda ,
ma ua limitação em geral se revela a im que urge uma cri e de verdade.
om efeito, a vida é no a maior me lra. Tudo que fizermo pode er in truti-
vo, e tejamos trabalhando, conversando com o parcei-
ro ou dirigindo o carro. e estivermos pre entes para
nos as experiências, as impressões de no sas ativida-
des terão vida e fre cor, pos ibilitando-nos empre
aprender alguma coisa nova. Porém, e não estiver-
mo pre entes, o momentos erão iguais un aos ou-
tro , e nada da riqueza da vida no tocará.
ão há uma prática espiritual ou técnica p ico-
lógica que eja empre certa para todo. os o dife-
rente e tado e siluaçõe co tumam exigir diferente opções. As vezes, temo a
mente e o coração tranqüilos, podendo facilmente dedicar-no a meditação, con-
A grande religiões do mundo deram-nos um sem-número de prática que vi-
sam a tran formação pe soai; o mesmo fizeram a moderna p icologia, o movimen-
to de auto-ajuda e os pen adores e pirituai contemporâneos. Independentemente
da prática que e colhermos - seja ela a medita ão, a oração, a yoga, a leitura de li-
vro in piradores ou qualquer outra -, há três critérios para avaliar ua utilidade do
ponto de vi ta da transformação.
A ESCOLHA DE UMA PRÁTICA
"Um dos problemas que en-
frentamos na atualidade é a falta
de familiaridade com a literatura
sobre o espírito. Estamos interes-
sados nos fatos do dia e nos pro-
blemas do momento."
"A meditação não é um cami-
lho para a iluminação nem um
nétodo para atingir nada especí-
ico - é a própria paz e a própria
>em-aventurança."
BUDA
GANDHI
JESUS DE NAZAR .
"Conhecereis a verdade, e a
verdade vos libertará."
"A liberdade interior não é
guiada por nossos esforços; ela
vem da visão do que é verdadeiro."
"A prece não é divertimento d
senhoras idosas. Quando ade-
quadamente compreendida e
usada, ela é o mais potente do
instrumentos de ação."
e qui ermo utilizar o Eneagrama em no a jornada de autodescoberta, pre-
cisaremos de algo além de mformações intere antes sobre os nove tipo. E e
verdadeiro mapa da alma só pode tornar-se util quando o aliamo a outro ingre-
diente -chave. Para tanto, sugerimos ete in trumento que con ideramo indis-
pensáveis à jornada espiritual.
1. Bu ca da Verdade. e estivermo realmente interessados na tran forma-
ão, não há nada mai importante que cultivar o amor
da verdade. A busca da verdade implica a curiosidade
em relação ao que ocorre dentro de nó e ao nos o re-
dor, O inconformi mo diante da respo ta automática
que a per onalidade no empurra. e no ob ervarmo ,
veremo que muita das explicações batidas que nos
damos por no o comportamento ou pelo ato alheio
são uma forma de re istência. Elas representam um
meio de evitar er melhor no so e tado atual. ma res-
o
SETE INSTRUMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO
templação ou visualização. Em outros momentos, estamo can ado nao cons '.
guimos meditar. es e caso, talvez a oração, a música ou a meditação peripat·tica
ejam mais recomendáveis.
o o tipo e pecífico provavelmente também inOuenciará nas prática que 5-
colhermo. O tipo retraído (Quatro, Cinco e ove), por exemplo, que não têm
muito contato com o próprio corpo, e beneficiarão muito optando pela meditação
peripatética,yoga, alongamento ou me mo jogging. Porém, como normalmente pre-
ferem práticas mai edentárias, as pessoa de e tipo co tumam justificar- e ale-
gando que e a abordagens não contam.
o caso do tipo a ertivos - Trê, ete e Oito
-, embora pos a não corresponder à sua idéia de prá-
tica e piritual, o contato com o coração por meio da
meditação e do ato de caridade é de valor inestimá-
vel. Além dis o, eus repre entantes - voltado para a
ação - podem achar que a meditação é imple mente
"ficar sentado em fazer nada".
Já o tipo aquie centes - Um, Dois e Seis - podem não achar que participar
de um retiro de ilêncio ou tomar uma massagem seja e piritual. Para eles, tão mo-
vidos pela consciên ia do dever como são, a contemplação parece o opo to da de-
vida preocupação com o bem-e tar alheio. o entanto, tudo que eja feito com aten-
ção pode tornar- e a ba e da prática espiritual e no centrar no corpo, no acalmar
a mente e nos abrir o coração. As prática e abordagen que de crevemo em egui-
da ajudam-no a encontrar em nós mesmo o equihbrio.
MARIANNE WllLlAMSON
"Quando perguntaram a Mi-
helângelo como criava uma es-
ultura, ele disse que a estátua já
)(istia dentro do mármore (00.).
m sua opinião, cabia-lhe apenas
~tirar o excesso que recobria a
riação de Deus.
O mesmo acontece com você.
eu eu perfeito não precisa ser
riado, pois Deus já o criou (00.).
abe-Ihe apenas deixar que o Es-
frito Santo remova o terrfvel mo-
o de raciocinar que recobre seu
J perfeito."
po'>la batida pod' s r,pOI cmplo: "Estou COIllIlluita raiva d m u pai". Mas a v'r-
dade mais profunda pode er:" u adoro m u pai e quero de esperadament r ama-
do por ele". Ambo os níveis de verdade aí podem ser difíceis de aceitar para no a
p r onalidade. Poderíamos precisar de muito tempo para admitir que estamos com
raiva do pai - e mais tempo ainda para reconhecer o amor por trás da raiva.
A medida que aceitamos o que é real no momento presente, tornamo-nos mais
capazes de aceitar tudo que possa urgir, pois sabemos que não somos apena isso.
A verdade abrange tanto as nos as rea ões de temor quanto os maiores recursos de
que dispomo na alma. Se no sas rea õe automáticas nos desviam de no a busca
da verdade, o reconhecimento de ua existência no aproxima dela. Quando nos di -
pomos a aceitar toda a verdade - seja ela qual for -. dispomos de mais recurso in-
teriore para lidar com as situações que enfrentamo.
2." ão fazer." O processo de transforma ão às
veze no parece paradoxal porque falamos tanto de
luta e esfor o quanto de permitir, aceitar, renunciar. A
resolu ão dessa aparente opo i ão está no conceito de
"não fazer". Quando o entendemos, vemos que a ver-
dadeira luta é relaxar até con eguir obter uma maior
percep ão, de maneira a detectar as manifestações da
personalidade. Não agindo conforme no so impulsos
automáticos nem os suprimindo, come amos a com-
preender o que os provoca. (Um exemplo está na hi -
tória que Don conta no Prefácio.) ão agindo confor-
me ditam o impul o ,criamo abertura atravé da
quais conseguimos vi lumbrar o que realmente esta-
mo querendo fazer. Essas revela õe tornam-se mui-
tas veze liçõe de grande importãncia para nó .
3. A Disposição para a Abertura. Uma da prin-
cipai funçõe da personalidade é separar-no de vá-
rio a pecto de no sa verdadeira natureza. Ela no faz limitar a experiência do eu,
bloqueando o acesso à con ciência de todas a faceta que não e encaixam em no -
sa auto-imagem. Relaxando o corpo, ilenciando a tagarelice da mente e deixando
~ue o coração se torne mais en ível à ituação, abrimo-nos ju tamente para a qua-
lidades e os recur o interiores que mais no ajudam acre cer.
ada momento tem a po sibilidade de no dar prazer, no alimentar, no ampa-
rar - e e tivermo aqui para percebê-lo. A vida é uma grande dádiva, mas a maioria
de nós a deixa e capar porque prefere assistir ao filme da vida, projetado dentro da ca-
beça de cada um. À medida que aprendemos a confiar no momento e a valorizar a per-
cep ão, aprendemo também a desligar o projetor desse filme e a viver uma vida mui-
to mai interessante - uma vida na qual os protagonista realmente somos nós.
4. A Busca do Apoio Adequado. Quanto mais apoio tivermos em nosso Traba-
lho Interior, mais fácil será o processo. e vivermos ou trabalharmos em ambientes
inadequados, o Trabalho Interior não será impossível, mas será mais difícil. A maio-
o
GEORGE lEONARD
SHEIKTOSUN BAYRAK
Al-JERRAHI Al-HAlVETI
"No fundo, a maestria é práti-
ca. A maestria é permanecer no
caminho."
"Cada objeto manifesta algum
poder de Alá. Seu júbilo e Sua ira,
Seu amor e Sua magnificência
emanam por meio dos objetos.
por isso que somos atrafdos ou
repelidos. Tais manifestações não
terão fim enquanto o processo da
criação existir."
ria não pode abandonar o emprego nem a família assim tão facilmente, me mo qu
e teja tendo problemas com eles. O que normalmente podemos fazer é procurar pe -
soas que nos estimulem e funcionem como testemunhas de nosso crescimento. Além
disso, podemos participar de grupos, workshops e situações que fomentem nosso de-
senvolvimento. A busca de apoio, além disso, permite que programemos nossos ho-
rários de modo a deixar tempo para as práticas que alimentam a alma.
5. Aprender com Todas as Coisas. Uma vez en-
volvidos com o processo de transformação, com-
preendemos que tudo que ocorre no momento pre en-
te é o que preci amo enfrentar de imediato. E tudo o
que nos surge na mente e no coração é a matéria-pri-
ma que podemos usar para o crescimento. É muito
comum a tendência a abandonar aquilo que de fato te-
mos diante de nós em favor da imaginação. Começa-
mos então a idealizar ou dramatizar a situação, justi-
ficando-nos ou até fugindo para a "e piritualidade".
Se permanecermos com a vivência real de nós mesmos
e da itua ão, saberemos exatamente o que precisa-
mos saber para crescer.
6. Cultivar um Verdadeiro Amor do Eu. Já se disse muitas vezes que não po-
demos amar aos outros se não amarmos a nós me mo . Mas o que quer dizer isso?
Geralmente pensamos que tenha algo que ver com a obtenção de auto-e tima ou de
guloseimas emocionais para compensar nossa sensação de carência. Talvez, mas um
dos aspectos fundamentais do amor maduro que se tem por si mesmo é a preocu-
pação em não evitar a dor e o sofrimento que possa haver na real situação de vida
de cada um. Assim não se pode crescer. Precisamos amar-nos o bastante para não
nos abandonarmos - e nós nos abandonamos quando não estamos plenamente pre-
sentes na vida. Quando nos deixamos levar pelas preocupações, fantasias, tensões
e ansiedades, dissociamo-nos do corpo, dos sentimentos e, em última análise, de
nossa verdadeira natureza.
Além disso, o verdadeiro amor do eu acarreta uma profunda aceitação de si
mesmo - um retorno à Presença e uma adaptação a si próprio como realmente se é,
sem tentar mudar o que se vive. Para tanto, vale também buscar a companhia de
pessoas que tenham em si um pouco dessa qualidade.
7. A Adoção de Uma Prática. A maioria do en-
sinamentos espirituais frisa a importância de algum ti-
po de prática, seja ela a meditação, a prece, a yoga, o
relaxamento ou o movimento. O importante é reser-
var algum tempo diariamente para restabelecer o con-
tato mais profundo com a nossa verdadeira natureza.
A prática regular (juntamente com a participação em
algum grupo) serve para lembrar-nos sempre do quanto estamos hipnotizados pe-
la personalidade. A prática espiritual interfere com os hábitos mais arraigados e dá-
nos a oporlunidad . de dcsp 'rlar cada vez mais I' )r m<lls t mI'O de nosso tran
Por fim, 'ompr ender mo que apr ndemo algo novo cada vez qu no dedicamo
a no a práti a - e que perdemos uma oportunidade de deixar que a vida e tran -
forme cada vez que no afastamos dela.
Um dos maiores obstáculos à prática regular está na expectativa de chegar a
um determinado resultado. Ironicamente, esse obstáculo se torna um problema
principalmente quando a prática nos leva a bons avanços. A personalidade e apo-
dera deles e tenta recriá-los a seu bel-prazer. Acontece que isso não é possível, pois
os avanços só se verificam quando e tamos inteiramente aberto para o momento
presente. Quando come amos a prevê-lo e a contar com sua ocorrência, afastamos
sua po ibilidade. e e momento, receberemos uma nova dádiva ou seremo ca-
pazes de vislumbrar algo novo - que, muito provavelmente, não será em nada pa-
recido ao que con eguimo na emana anterior. Além di o, a personalidade pode
usar esses avanço para justificar a interrup ão da prática, dizendo: "Genial! Como
você avançou! Agora já 'fixou' o que precisava e não precisa continuar".
Além da prática diária, a própria vida no dá muitas oportunidades de ver a
per onalidade em ação, permitindo que a nos a natureza es encial venha à tona e a
transforme. Ma não basta pen ar na tran formação nem falar ou ler obre ela. A
procra tinação é uma das grande defe a do ego. A unica hora de u ar os instru-
mento da tran formação é agora.
Se levarmos a sério o trilhar de um caminho espiritual, preci amos imbuir-nos das ver-
dades que compreendemos a cada dia - de fato. a cada momento de cada dia. Precisamos
aprender a "seguir nosso caminho" em todas as áreas da vida. Porém como devemos fazê-lo?
Como todo mundo (principalmente no início do Trabalho), estamos cheio de maus háhitos,
antigas feridas e problemas malre olvidos. Apenas a intenção de trilhar um caminho espiri-
tual não será o bastante.
Devido a esse problema, os mestres espirituais vêm apre entando diretrizes aos seus se-
guidores ao longo da História. Buda recomendou que as pessoa segui em aquilo que e co-
nhece omo o "Caminho Óctuplo": Compreensão Correta, Pensamentos orretos, Falar or-
reto, Ação Correta, ustento Correto, Esforço Correto, Ob ervação Correta e Concentração
orreta. Moisés apresentou os Dez mandamentos para que o povo judeu vivesse conforme a
vontade de Deus. Cri to corroborou os Dez Mandamentos, ma exigiu a seus seguidores que
cumprissem seus dois mandamentos bá icos: "Ama a Deus obre toda as coisas e a teu pró-
ximo como a ti me mo". Já que não tem nenhum caráter confessional, o Eneagrama não im-
plica a obediência a mandamentos teístas nem a codigos de ética espeCíficos. Entretanto, a
questão permanece. "O que queremo dizer quando dizemos estar num caminho espiritual?"
Es reva acerca do que es a questão representa para você em seu Diario do Trabalho In-
terior. Qual é o seu "mínimo nível de dedicação diária" para que o seu trabalho e piritual efe-
tivamente funcione? Quais os seus ideai pessoais no que se refere a e sa questão? Honesta-
mente, o que você exige de i me mo? Com que você realmente se compromete quando
"segue o caminho" da transformação e da libertação?
GURDJllI I
"Um dos meios que mai fun
cionam para despertar o d s jn
de trabalhar em você mesmo
perceber que pode morrer a qu ,I
quer momento."
"Tiver atingido integridade e equilíbriO perfeito. não cometer mais erros e estiver COIll
minha vida organizada. Quando tiver atingido a perfeição, eu o farei."
2 "For amado incondicionalmente e sentir esse amor. Quando a pessoas derem valor a
meu afeto e aos meus sacrifício e quando atenderem a todas as minhas necessidad
emocionais. eu o farei."
7 "Estiver inteiramente feliz e realizado, certo de haver de coberto o que devo fazer de n1l
nha vida. Quando estiver inteiramente ati feito, eu o farei."
8 "for inteiramente independente e não tiver de recorrer a ninguém para nada. Quand
estiver no controle de tudo e quando minha vontade for sempre obedecida, eu o faret
9 "Estiver totalmente em paz, sem conOitos nem problemas. Quando nada no mundo n1l
aOigirou incomodar e quando todos os meus conhecido estiverem felizes e em paz, cu
o farei."
Uma das desculpas mais comuns entre as pessoa que empreendem essa jor
nada é não ter pique suficiente para cuidar da vida e dedicar-se a um trabalho d'
transformação ao mesmo tempo. Ora, na verdade nós temos mais energia do qu
precisamos para tran formar nossa vida a cada dia, só
que em 98% dos casos a empregamo em tensões, rea-
ções emocionais que nada têm a ver com o que de fa-
to está acontecendo, devaneios e tagarelice mental. O
fato é que es a energia pode ser canalizada para duas
coisa: a manutenção das estruturas da personalidade
ou o desenvolvimento e o cre cimento, se deixarmos
de identificar-nos com es as e truturas. Quando che-
gamos a essa conclusão por experiência própria, com-
3 "Tiver realizado o ba tante para sentir-me bem-sucedido e valoro o. Quando tiver IOd.,
a atenção e admiração que desejo e quando sentir que alcan ei de taque, eu o farei."
4 "Tiver resolvido todos os meus problemas afetivos e de coberto o quanto a minha p
soa realmente importa. Quando for completamente livre para expressar todos os m u
sentimentos a quem e quando cu quiser, eu o farei."
5 "entir-me inteiramente confiante e capaz de lidar com o mundo. Quando tiver apf('1I
dido e dominado completamente tudo que devo aber, eu o farei."
6 "Tiver apoio uficiente para sentir-me inteiramente seguro e estabilizado. Quando toda
as áreas de minha vida estiverem administradas e nada puder pegar-me de surpresa, U
o farei."
Desculpas e Mais Desculpas
2 Auto-respeito
3 Autenticidade
AÇOE DA PRATICA
Vitalidade
9
A COMPE
PIt'l'lIdl'IllO'" a IIl·cl'•..•..
idadt· dl' ti tal lIos•..
a COlllahan aria spiritual, mant ndo algu-
Illa r •..'rva de força vital para dar n ejo a tran forma ão.
utra da principai de culpa para adiar o trabalho interior se deve ao fato
de a per onalidade no impor toda sorte de "condições" e "requisitos" que interfe-
rem com a prática regular. ("Vou levar a meditação a sério assim que re olver todo
os demai problemas de minha vida, quando a temperatura estiver perfeita, quan-
do houver silêncio total e quando todo mundo me deixar em paz.")
As condições e os requisitos são apenas uma forma de procrastinação espiri-
tual. Se dermos ouvidos a essa voz interior, talvez tenhamos pela frente uma lon-
ga espera, pois as circun tância jamais serão ideais. Por mais que quisés emos,
não poderíamos contrblar todas as situa õe externas da vida. Porém há uma coisa
que podemos fazer: comparecer com
Presen a e percep ão - justamente
aquilo que temos mais resistência em
fazer.
onforme você provavelmente
sabe, a maioria de nossas condições à
Presen a jamais serão atendidas, pelo
meno não como desejamo . A ironia é
que, quando de fato e tamo pre ente,
encontramo todas as qualidades que
estávamos procurando. Isso é porque
elas fazem parte do mundo da Essên-
cia, e não da personalidade - e a Essên-
cia só pode ser vivenciada quando nos
colocamos no momento presente.
Finalmente, muitos de nós resistimos a uma maior abertura para a vida por-
que receamos que, se nos tomarmos dema iado saudáveis, as pessoas não saberão o
quanto nos magoaram. e nos tornarmos saudáveis, não podemos continuar a punir
nos os pais (nem outras figuras importantes de nosso pas ado) por haver-nos feito
sofrer. Quando sentimo raiva do pai, da mãe ou do parceiro, acabamos comendo
demai , bebendo além da conta ou fumando para mo trar-lhe o quanto estamos in-
felizes. e deixarmos que es es sentimentos orientem nossos atos, con eguiremo
apena fazer mal a nós mesmos.
a li d e z 7
As "Compensações" da Prática
As qualidades listadas em torno do Eneagrama que vemos nesta página estão
entre as mais importantes compensações, digamos assim, do trabalho que fizermo
por nós. O ego não é, por natureza, dotado de nenhuma dessas qualidades (ou "vir-
tude ", em termos mais tradicionais). Elas representam, com efeito, o contrário da-
quilo que normalmente somos quando nos identificamos com a personalidade. Mas
U tNtAlJKAMA ~ A t"KA II A t:""'I~11 U I" .,.
JACK KORNFIIIII
"Há muitas áreas d (tI II
mento (fracasso e outros r1l'~(
cios inacabados, comunicaç.1O
relacionamentos maduros,
xualidade e intimidade, carr 'Ir.1 I
êxito no trabalho, certos m di
fobias, feridas antigas e mais) UII
de a boa terapia ocidental 01110
um todo é mais rápida e m.1I
bem-sucedida do que a medlt.1
ção. Esses aspectos cruciaiS do
seu ser não podem ser só d 'SI II
tos como 'natureza da per OIl.rl
dade'. Freud disse que ele qu '11
ajudar as pessoas a amar e 11.'
balhar. Se você não pode m.1
bem e dar uma contribuiçao I '
nificativa à Terra, então para <]1
serve seu trabalho espiritu I? 1
meditação pode ajudar n S .1
áreas. Mas se, depois de wt.1I
por alguns momentos, você di'
cobrir que ainda tem trabalho
fazer, encontre um bom ter pl'lI
ta e alguns outros caminho p 11
comunicar efetivamente es tI
sultados."
Se abusannos de medicamentos, álcool ou drogas,
o trabalho de transformação que vimos discutindo não
será possível. e tivermo alguma dependência, preci-
samos voltar à "sobriedade" se quisermos aprofundar
o questionamento a respeito de nossa verdadeira na-
tureza. Se dificultarmos o funcionamento do organis-
mo, seja por excesso ou carência, será praticamente
impossível cultivar a sensibilidade e a atenção neces-
sária à lucidez de nossa auto-observação.
Felizmente, dispomos de muitos recursos para
romper com as dependências, entre os quai e incluem
livros, worhshops, grupos de apoio, terapia e até interna-
mento. O Eneagrama não pretende substituir nenhum
des es recursos. Porém, quando u ado em conjunção
com eles, pode ser de grande utilidade na compreensão
das origens de um padrão de dependência.
Os nove tipos podem criar dependências e co-depen-
dências. Entretanto, como se verificam entre eles determinadas tendências, apresen
tamos as correlações a seguir como ponto de partida. Elas não pretendem ser exten
sivas nem representar uma discussão exaustiva des e complexo problema. (Voc'
será suscetível, além dis o, às dependências e aos distúrbios alimentares mostrado,>
no quadro da página 362 conforme o tipo que se encontra na Direção de Desint
gração, ou stress, do seu.)
Como Enfrentar as Dependências
quando aprendemos a estar presentes para os blo-
queios à nossa Essência, essas qualidades come am a
emergir espontaneamente, tornando-se disponívei
para nós à medida que necessitamos delas - o ego não
influi em seu surgimento. ão precisamos (e, na ver-
dade, não podemo ) fazer nada, a não er observar o
que impede que isso ocorra.
TRABALHO COM O SUPEREGO
O superego é a voz interior que está sempre nos
censurando por não agir conforme certos padrões ou
recompensar o ego quando atendemo às suas exigên-
cias. Quando obedecemos ao superego, ele nos dá ta-
"O impressionante é que nú
realmente amamos o próximo co
mo a nós mesmos: fazemos ,l
outros aquilo que fazemos a nÓ
Nós os odiamos quando no
odiamos. Nós somos toleranll
com eles quando toleramos a n
mesmos."
ERIC HO Fll
A DEPE D CIA E DISTÚRBIOS ALlME TARES DOS TIPOS
3 Ênfase excessiva no corpo com vistas ao reconhecimento. Exerclcio fi icos até a exau -
tão. Dieta de fome VIcio em trabalho. Ingestão e Tessiva de café, e timulante ,anfeta-
mmas, cocama ou esteróides ou excesso de cirurgia' pIá tica para melhoria cosmética.
Exces o de dietas, vitaminas e técnicas de depuração (jejum, comprimidos dietético e
enemas) Alimcntação insuficiente com vistas ao autocontrole: em ca os extremo ,ano-
rexia e buli mia Alcool para alIVIOda ten ão.
2 Excesso de alimentos e medicamentos não sujeitos a receitas médicas. Farras, principal-
mente de doces e carboidratos. uperalimentação para compensar "carências afetivas".
Hipocondria para provocar reaçõe solidárias.
4 Exce o de doces e gordura . U o de álcool para alterar o humor, facilitar o entrosamen-
to social c ohter alivio emocional. Falta de atividade física. Bulimia. Calmantes. Tabaco,
medicamentos ou heroína contra a ansiedade social. Cirurgia plástica para remoção de
traços indesejáveis.
5 Maus hahitos no comer e no dormir graças a mmimização das necessidades. De leixo
com a higien e a nutrição. ralta de atiVIdade fI ica. P Icotróplcos para fuga e estllllula-
çào mental; nan:otlco e alcool para a anSiedade.
pinhas nas tostas, dlz( ndo: "Bom m 'nino!/Boa menina! Era is o mesmo que tinha
de faz 'r!" Ma , quando fazemo algo que o uper o reprova, ele n condena - e
sempr na primeira pe soa. ("Mas o que fui fazer? Já imagino o que a pe oa vão
pen ar de mim agora!" " e tentar de novo, certamente vou falhar mai uma vez.")
e refizermo essa crítica ub tituindo "eu" por "você", reconheceremo nela
a palavra ri pida que no foram dirigidas pela primeira vez na infância. Com efei-
6 RIgidez na dieta provoca desequilíhrios nutricionais. (" ão gosto de verduras.") Exces-
o de trabalho. afeína e anfetaminas para estimulação, mas também álcool e calmantes
para amortecer a ansiedade. Maior suscetibilidade ao alcoolismo que os demais tipos.
7 O tipO maIs propenso a criar dependência: e timulantes (cafema, coca ma e anfetami-
nas), [cstas}", psicotrópicos, narcóticos e álcool. Tendência a evitar outras ub tãncia
calmante. De ga te fí ico no intuito de "ficar lIgado". Exce o de cirurgia pIá tiea ,
analgésico .
9 Exce o ou carência na alimentação devido à falta de con ciência de i e a repre ão da
raiva. ralta de atividade fi ica. U o de calmantes e p icotrópi o ,álcool, maconha e nar-
cóticos para aliviar a solidão e a an iedade.
8 eglig ncia de problemas e necessidades físicas; propensão a evitar visita ao médico e
exames de rotina. Exeesso de gorduras, álcool e tabaco, associado a desgaste físico, po-
dendo acarretar estafas, doenças cardíacas e derrame cerebrais. Os problemas relacio-
nados a questão do controle a sumem importãncia central, embora haja possibilidade
de dependência de álcool e narcóticos.
o
ConLradiçao
Parece razoável, mas como aber o que c "certo"? Sl'U
drõe ão objetivo ou ubjetivos? De onde vêm l'ss.IS ui
A pes oas do Tipo m lutam para er boa , mas j.UH.IISlOIl
eguem er boas o ba tante para eu uperego.
Por que seu valor depende do amor de algu m e com
teza de que é amado? Mesmo que não o seja, o que t
ver com você? As pessoas do Tipo Dois lutam para
mar dos outros, mas ainda assim sentem-se pouco a
O que o faz pensar que uma determinada atividade aumllll
eu valor? Por que preci a fazer alguma coisa para sentlr- l I
loro o? Quanto preci a realizar para i o? As pe oas do 1II I
Trê co tumam fazer uces o, ma entir- e vazias por dcnlTII
"O que significa ser fiel a si mesmo"? Qual é o eu ao q
guma outra parte é "fiel"? Significa apegar-se a velhas
e sentimentos? As pessoas do Tipo Quatro esforçam
por ser únicas que acabam descartando muita das opç
a vida lhe dá.
orno você sabe que atingiu o dom mio completo de alguma lUl
sa? Quand é que e chega ao fim de processo? Qual a rda II
entre ua área e sua verdadeiras nec idades? As pessoas do 1I
po inca concentram- e ano e ano em aprender o maximo I
bre um determinado assunto e continuam em autoconfian
Como voc espera poder cobrir todas as frentes? ua
e preocupação o tornam mais seguro? Você realment
importante fazer o que esperam que faça? As pesso d
-eis lutam tanto pela segurança e, no entanto, sentem
da ansiosas e receosas.
Você sabe a diferença entre uma necessidade e uma vontadc7
cé c sentiria bem se uma dcterminada nec Idade sua não fll
e satisfeita? .csse caso, ela é mesmo uma neces idade? s pr
oas do Tipo Sete procuram aquilo que crêem que lhes trar
sati fação, ma continuam e entlndo insati feitas e frustra
Como você sabe que está sendo forte e que está protegido
quanto controle precisa? ua motivação para dominar rea
te aumenta seu bem-estar? As pe oas do Tipo Oito que
da vez mais controle e, apesar disso, não se sentem segu
O que você pode fazer para que o outro fiquem bem? om
pode ter certeza de que todo realmente e tão bem? Por qu
eu bem-estar depende antes do bem-estar e da felicidade d
outro? orno i o é impo Ivel, a pe oa do Tipo o
"dessintonizam" o problema.
AS"ORDE
Ordem-U/lida
"Você estará num bom cami-
nho e fizer o que é 'certo'?"
8 "Você estará num bom ca-
minho se for forte e conse-
guir dominar as situações."
7 "Você estará num bom ca-
minho e obtiver o que
precisa."
6 "Você estará num bom ca-
minho se fizer o que se es-
pera que faça."
9 "Você e tará bem e o que
o rodeiam também estive-
rem. "
5 "Você e tará num bom ca-
minho e conseguIr domi-
nar algo."
4 "Você estará num bom cami-
nho se for fiel a si mesmo."
3 "Você e tara num bom ca-
minho e for bem- ucedido
e respeitado pelo outro ."
2 .. ocê estará num bom ca-
minho se for amado pelos
outros e estiver perto deles."
lO, O ">lIpl'ICgO
lavo I1I1l'Il011ada' dc 110">">0">
pai">c outras figura' de autoridade,
antiga,,>e atuai..,. "lIa 11I1I
'ao original ra fazer-no agir da maneira que pen ávamo
que faria n o pai conLJnuar m no amando e protegendo. Incon cientemente no
identificamos com essa voze e a incorporamos para não correr o risco de perder o
amor e o apoio de nos os pais. Em vez de deixá-los nos punir (e, assim, ter de lidar
com o sofrimento que i so causaria), aprendemo a punir-nos nós mesmos.
O problema é que mesmo as partes do superego que foram úteis quando tí-
nhamos 2 anos de idade provavelmente já não o são hoje em dia. Apesar disso, es-
sas vozes são tão fortes agora quanto eram então - e geralmente nos trazem mais
prejuízos que benefício, alienando-nos cada vez mais de nossa verdadeira nature-
za. De fato, o uperego é um do principais agentes da personalidade: ele é o "críti-
co interior" que restringe a possibilidades de que di pomos.
Grande parte de no o trabalho inicial de transforma ão consiste em cons-
cientizar-no mai da "voz" do superego em seus vários disfarce, sejam positivos
ou negativo . Ela age todo o tempo no sentido de promover nossa identificação com
a personalidade e nossa atua ão das maneira mai contraproducentes que há.
Quando e tamo pre ente, con eguimos ouvir a vozes do superego sem nos iden-
tificar com elas; conseguimos ver as atitudes e posições do superego como se fo _
sem o per onagens de uma peça, e perando nas coxias para entrar no palco e con-
trolar-no ou atacar-nos mais uma vez. Quando e tamo pre entes, escutamos a voz
do uperego, ma não lhe damos nenhuma for a: essa voz "todo-poderosa" torna-
se então apenas mais um aspecto do momento.
Porém precisamos também estar alertas contra a formação de novas camadas
de uperego após o início do trabalho psicológico e espiritual. Poderíamo chamá-
la de superego espiritual ou superego terapêutico. Em vez de repreender-nos com as
voze de nossos pais, pás amos a fazê-lo com as vozes de Buda,jesus, Maomé, Freud
ou do próprio terapeuta! Com efeito, um dos maiores ri cos que enfrentamos ao
utilizar o Eneagrama é que o superego "as uma" nosso trabalho e comece a criticar-
nos por não ascender na escala de Nívei de Desenvolvimento ou não tomar logo o
Rumo da Integra ão, por exemplo. Entretanto, quanto mais presentes estivermos,
mais facilidade teremos em perceber a irrelevância dessas voze e em negar-lhes o
controle, Por fim, elas acabam perdendo a for a e nós podemo recobrar o espaço e
a tranqüilidade que precisamo para estar receptivo a forças interiore mai propí-
cia à vida.
As "Ordens-Unidas" do Superego
Antes que isso aconteça, precisamos atentar para a "ordens-unidas" do supe-
rego. Elas repre entam o básico de nossa vida mental, ditando a maioria de nossas
atividades rotineira, Inicialmente, algumas dessas men agens parecem bem sensa-
tas. (Uma das principais características das mensagens do superego é sua capacida-
o EN EAG RAMA E A PRÁTICA ESPI RITUAL 365
de de fazer-nos sentir "normais", apesar de inibidos.) Todavia, se pre tarmo ma i,,>
atenção, veremos que elas são não apenas arbitrárias e subjetivas, mas também Ol'r
civas e prejudiciais. Essas mensagens nos impõem padrões cada vez mais difíc is de
atingir, pelos quais sempre pagamos muito caro. Se nos sentirmo an io os, tem TO
o ,arra ado ou fraco, podemo ter certeza de que o superego e tá no comando.
Atitudes que Curam
Outra maneira de nos libertarmos do superego está em uma maior con cien-
tiza ão de nossas reações automáticas diante de problemas e conflitos, seguida de
uma "atitude que cura". Já mencionamos algumas dela, específicas para cada tipo,
Durante uma semana, teste a atitude curadora e pecífica de eu tipo. Ob ervc
o que ela lhe traz nos relacionamentos, no trabalho, no lar etc. Vale a pena anotar
suas ob ervações em seu Diário do Trabalho Interior. Posteriormente, você podera
testar as dos demais tipos.
AS ATITUDES CURATIVAS DE CADA TIPO
Talvez os outros estejam certos, Talvez alguém tenha uma idéia melhor. Talvez a pc'"
oa aprendam por i me ma . Talvez eu tenha feito tudo que é possível fazer.
2 Talvezeu pude se deixar alguém fazer isso. Talvezessa pe soa na verdade esteja demon
trando afeto por mim, só que a eu próprio modo. Talvez eu também pudes e fazer algo
de bom por mim.
3 Talvez eu não tenha de ser o melhor. Talvez as pe oas me aceitem do jeito que eu sou
Talvez o que pensem a meu re peito não seja tão importante,
4 Talvez não haja nada de errado comigo. Talvezas pes oas de fato me entendam e me am
parem. Talvez eu não seja o único a me sentir assim.
5 Talvez eu possa confiar na pessoas e dizer-lhe o que preciso, Talvez eu po sa ser fell:
no mundo, Talvez meu futuro seja bom.
6 Talvez isso dê certo. Talvez eu não preci e prever todos os problemas po íveis. Talv z
eu po a confiar em mim e no meus julgamentos.
7 Talvez o que eu tenha já seja suficiente. Talvezeu não preci e e tal'em nenhum outro lu
gar agora, Talvez eu não esteja perdendo nada de interessante.
S Talvez es a pe soa não esteja querendo tirar vantagem de mim, Talvez eu po a bai ar
um pouco mais a guarda. Talvez eu possa deixar meu coração ser tocado mai profunda
mente.
9 Talvez eu faça diferença, Talvez eu preci e criar coragem e me envolver. Talvez eu seja
mais forte do que penso.
MA
TRABALHO ORPORAL
corpo é extremamente importante para o Trabalho Interior, pois põe a rea-
lidade a prova de uma forma que a mente e a emoçõe (o outros doi centros) não
podem fazer. Como já mencionamo ,i o se deve ao fato de que o corpo está sem-
pre aqui, no momento pre ente. A mente e o entimento podem e tar em qualquer
lugar-imaginando o futuro, vivendo no pa ado ou ruminando uma fanta ia-, mas
o corpo e ta empre no aqui e agora. Portanto, e e tivermo con cientes das en-
açõe corporai , teremos um bom indício de que e tamo pre ente.
Alimentação Criteriosa
A maioria da pes oa abe que uma boa dieta e exer Icio praticados com fre-
quên ia c regularidade ão e enciai a uma vida audável. o entanto, muita ve-
ze no c quecemo di O quando falamo obre o crescimento p icológico ou es-
piritual. Quando no alimentamo bem e nos exercitamo e de cansamo o
bastante, a emoçõe e tornam mai equilibrada e a mente, mai lucida, permitin-
do que o proces o da tran formação nua com mais facilidade.
em sempre é fácil termo con ciência e controle de no o hábitos alimen-
tare. om efeito, no o modo de comer repre enta um do a pecto mai automá-
tico c incon ciente da personalidade. Ape ar di o, quando prc tamo mais aten-
ção a ele, geralmente chegamo à conclusão de que a per onalidade no faz comer
muito mai (ou menos) do que o corpo preci a. Podemo comer depre adernai,
em aborear a comida, ou remanchar para comer. Além di o, podemo comer coi-
a que no fazem mal e go tarde alimento que não promovam noo bem-estar.
Embora haja inúmera dieta e regime que e propõem melhorar a aude da pe-
soa, e tá claro que é preci o re peitar o organi mo e a individualidade de cada um.
Algun e dão bem com uma dieta vegetariana, outros preci am de uma dieta com
alto percentual de proteína. Como em toda a coisas, a percep ão pode dar mais
inteligência c en atez ao no o padrõe alimentare.
Relaxamento
Talvez a té nica que mai promova o contato com o corpo e suas energias e-
ja o relaxamento total. Relaxar não é apena algo que fazemo quando c tamo pra-
ticando yoga ou meditando - podemos fazer tudo com relaxamento. Podemo fazer
tudo que fazemo centrado e relaxados ou ten os e confuso. Basicamente, o rela-
xamento con ciente é uma questão de aprendermos como voltar empre ao aqui e
agora, abrindo-nos a uma impre ão cada vez mai profunda da realidade.
Muita gente confunde entorpe imento com relaxamento, quando na verdade
ão extremo opo to . A pe oa podem achar que, se não sentirem dor nem ten-
o ENEAGRAMA A PRÁTICA
ão, e tão relaxada. Entretanto, quando o corpo é ubmetido a tensão muscular fOI
te e prolongada, lida com ela adormecendo os mu culos afetados. A maioria das pc"
soas ofre ten õe há tanto tempo que grande parte do corpo adormece - elas cln-
xam de sentir o próprio corpo. A maioria literalmente po ui nós por todo o orpo.
mas o entorpecimento camuna o incõmodo que ele cau amo Porem, enquanto n,1O
percebermo e a ten õe , não poderemo liberá-Ia . Por fim, ela poderão acabaI
com nos a aúde e vitalidade.
TRABALH DO O CORPO
Exi tem inumera abordagens corporais valida . como ma agem, acupuntura, YOKa
dança, tai c/li e anes marciais. Qualquer uma pode er util, mas, para efeitos duradouros, rr
ci o con iderar duas coisas:
~ Como seu corpo reage a ela? Você e ente mais a vontade dentro dele? Ganhou mai n(
xibilidade? Tem maior facilidade em e tar presente para si me mo e para o ambiente l1l
que e ta?
~ Vocêpode comprometer-se a praticá-Ia por algum tempo - ao meno o tempo de obter ai
gum benefIcio efetivo?
Paradoxalmente, quanto mais relaxado ficarmo. mai perceberemos o quan
to nos o corpo na verdade é tenso. Is o pode deixar-no confuso ,poi 1 1 0 a P/'
meiras vivêllcias do relaxamento nos farão elltir aillda mai illcômodo. Portanto, no -
sa primeira reação erá querer voltar ao entorpecimento, ma a libertação requer
que estejamo pre ente a tudo que de cobrirmo , inclusive nossas tensõe. e for-
mos persistente, veremos que a ten õe começam a di solver- e milagro amente,
tornando a per onalidade mai leve e nexível.
Tendo em vista o quanto é fácil cairmo no entorpecimento, como saber e es-
tamo realmente relaxado? A respo ta é incrivelmente imples: estaremos relaxados
lia medida em que pudermos experimentar ellsaçõe em todas as partes do corpo 1 1 0 mo-
mento presente. a medida em que não con eguirmo experimentar a en açõe do
corpo, estaremos ten o - não estaremos presentes. O relaxamento implica um nu-
xo ininterrupto de sensação pelo corpo, da cabeça aos pés. Ele permite a total per-
cep ão do eu e do ambiente - é estar no rio da Presen a e do Ser. Ocupamos plena-
mente o corpo que 1 1 0 pertellce: sentimos sua parte dianteira e traseira e tudo que ha
entre elas. Ma que não haja enganos: es e tipo de liberdade, relaxamento e nuxo
ão o resultado de muito anos de prática regular.
O CULTIVO DA MENTE TRANQÜILA
e nos conscientizarmos só um pouco mai de nós mesmos, perceberemos
uma con tante realidade: no a mente e lá empre tagarelando! Qua e não há um
NISARGADATTA
ROBERT AITKIN ROSHI
nHlm 'lHO em ql( 11.10tI 1I1"'l 011a algum tipo d •Jul1amento, comentario ou dialogo
intenor. Mas quem ·•..
t,1{,llando com quem por quê?
ma da maiore razoe para a conver a interior é a deci ão do que fazer em
guida. Falamo com no os próprios botõe para avaliar a situação em que e ta-
mo , en aiar re postas a futura pergunta ou repri ar fato do passado. Porém, com
a atenção inteiramente ocupada por essa ininterrupta tagarelice interior, não pode-
mos e cutar a voz de no a própria sabedoria. A per onalidade a abafa. É um pou-
co como procurar freneticamente a chave dando voltas em torno da ca a e, de re-
pente, ver que e tão em no o boi o.
Ape ar di o, a idéia de ilenciar a mente inicial-
mente nos parece e tranha. Podemo pensar que erá
chato interromper no o fluxo de a ociaçõ mentai,
que tudo ficara igual e aborrecido. Todavia, o que ocor-
re é o contrário dis o. O que torna o mundo aborrecido,
chato e em vida é a repetitividade de no os padrõe ha-
bituais de raciocmio e a previ ibilidade de no a preo-
cupaçõe . Além disso, a tagarelice mental bloqueia jus-
tamente a impre õe de vida de que preci amo para
cre cer e realizar-no. Por i o, é importante di tinguir
entre e a "mente de macaco" -tagarelice interior, preo-
cupação, imaginação futil, centramento no pa ado ou
no futuro - e a mente tranqüila, o mi terio o e pa o de
ond urge o aber.
Quando no tornamo mai relaxado e con -
ciente, compreendemos que o modo "normal" de
operação da mente é como um tran e, caótico e de focado, ao passo que a mente
tranqllila po ui sobriedade, lucidez e equilIbrio. Em re umo, quando a mente se
torna mai tranqüila e ilencio a, a inteligência alinha- e a uma inteligência maior,
que interpreta a ituação com objetividade e vê claramente o que preci amo e não
preci amo fazer. Tornamo-no perceptivo e alerta a tudo que e tá à no a volta.
O entido e aguçam, a core e o on tornam- e mai l1Itido - tudo parece ga-
nhar vida e fre cor.
Muitas prática de medita ão de tinam- c a ilen-
ciar a tagarelice interior e dar ensejo a uma mente mais
tranqllila e expan iva. Há éculos, os praticante budis-
ta detectaram doi tipos de medita ão para acalmar a
mente. O primeiro chama-se v ip a s s a n a , ou medita ão
da percepção intuitiva, a qual de envolve no a habili-
dade de conscientizar-no de no a experiência com
abertura e em julgamentos, permitindo que a percep-
ção regi tre o pensamento e impre ões em prender-se a eles.
O segundo tipo é a meditação chamada s a m a la , que de envolve o foco e a ca-
pacidade de concentração. Com ua prática, aprendemo a concentrar-nos em on
"Não preste atenção [aos seus
pensamentos l. Não lute contra
eles. Simplesmente não faça na-
da, aceite-os como são, sejam
eles quais forem. O próprio ato
de lutar contra eles lhes dá vida.
Simplesmente ignore-os. Dê só
uma olhada neles. Não precisa
parar de pensar, basta parar de
interessar-se. Pare com a rotina
de voracidade, com o hábito de
buscar resultados, e a liberdade
do universo será sua."
"É preciso paciência e bom hu-
Tlor para lidar não só com crian-
;as travessas como também com
;ua própria mente."
o ENEAGRAMA E A PRÁTI A SPIRITUAL
LEONARDO DA VIN
"A maior das ilusões do ho
mem está em suas próprias op'
niões."
Abaixo fornecemo um exemplo do e tHo perceptivo da meditação consciente. la
baseia em diretrizes muito simples - permanecer com as impressõe e sensações do mam n
to, acompanhar are piraçao e manter conlalO com o ambiente enquanto se permanece em I
lêncio. Fique a vontade para experimentar e de cobrir o que funciona melhor para voe .
Escolha um local onde se inta relaxado, aberto e cômodo. A postura faz diferença, j
que você quer pennanecer silenciosamente atento - portanto, a postura tensa dificultará i
Muitas vezes, basta sentar-se apoiando os pes confortavelmente no chão e manter o pescoço
as costas ereta sem tensiona-Ios. e quiser, feche os olho, solte os ombro.~ e deixe os brQ(o
penderem livremente. É recomendável procurar sentar-se de acordo com a milenar tradiçdo da
meditação, que ocupa lugar de IlOnra em todos os caminhos religiosos do mundo e na vida de
todos os grandes espíritos que embarcaram nessa jornada.
Apos descobrir qual a postura (/ue mais o deixa relaxado, aberto I' atento, respire fUR
do uma ou duas vezes, inspirando o ar o mais (/ue puder, at/.' encher a balTiga, e expirando leR
tamente. Inspire - deixando o peito enchcr- e de ar- e expire várias vezes -liberando a t R
ão pre.~a no corpo. Enquanto esta nesse processo, o tre s e a ansiedade começam a ced r,
tornando-o interionnentr mais tr-alll/üilo.
A medida que voc vai ficando mais tranqüilo e que a  o:;::esintcriore silcnciam, oc
começara a perceber' coisas diferentes a rnpcito de i t· do (lm1licnte em ,/ue esta. Você pode
conscienti:;::ar-se mais de t'stlll nesse local nesse instante; da lemlJeratura, dos sons e (ldo~
Um do principai instrumentos para chegar às
imediaçõe da mente tranqüila é o "não aber". o a
mente em geral está repleta de opiniõe acerca de
quem somos, do que fazemos, do que é importante, do
que é certo ou errado e de como as coisas precisam ser.
Por e tar assim cheia de antigas opiniões e pensamen-
tos, não po sui espaço para uma nova impressão do mundo real. Já não aprend -
mos nada de novo. Isso também nos impede de ver realmente os outros, principal-
mente a pe oa a quem amamos. Achamos que realmente conhecemo a pe oa•.•
e até sabemo o que pen amo Muito sabemos por experiência que vivenciar alguel11
A Arte de" ão Saber"
ou sílaba repetidos (m a n tra ) ou na vi ualização interior de um diagrama ou ima
gem sagrada (m a n d a la ). O praticante aprende a disciplinar a mente concentrando
se no som ou imagem em detrimento de todos os outros pen amento. mhora am
bas essas abordagens po am ser muito úteis no cultivo da mente tranquila,
acreditamos que a v ip a s a n a funcione particularmente bem em combinaçao com o
Eneagrama como modo de observar em julgar a personalidade em ação.
I) /I'S I'II/n . Ali'm (/isso,lm(/l' ((Iml'((1/ li wnsciI'lJli::ar·sc clt' SUIIprcsC'n(1ICdI' a/~1I quC' dCl pos-
sui. PW(UIC siml,/("mC'nlC'"sC'nli,~' II",i.s pmfun(/lIm('nIC o que cs/cl vivell(/O, 1111
hClnC'nhum
/U~Clr,n('nhun", IinhClde chegada a atingir. Você não precisa adotar um clt'lC'","ilado modo de
St'l nl'm ter nC'nhuma inspiração, nenhuma .• C'lIsação espirilual" especifica. implcsmC'lIlC'
wlISíÍC'nlizC'- e de si mesmo lIes e momC'nto. e estiH'r cansado, atente para li CCIIIaço. C'es-
IhC'I agitado, atente para a agitaçao.
Que ellsaçõe e impressõe o seu corpo recebe agora? Você con. egue perceber- e ai sell-
lado na cadeira? Percebe os seus pés pousados no chão? Qual a sell açelo de ell. pés neste exa-
lo momento? Esteio frios ou aquecidos, len os ou relaxados, fomligando ou domlente ? Como
dC'finiria sua presença agora - acelerada e desordenada ou expansiva e trallqüila? Densa e pe-
aela ou leve e fluindo?
Enquanlo colltinua relaxando, (e rIas lensôe que você pode ler abrigado no corpo come-
çarão a revelar-se, lalvez na expressão do eu emblante, talvez em uma certa fonna de pôr a
(a beça ou o pescoço de lado. Os ombros podem C'star encolhido ou desalinhados. ertas par-
te do COlPOpodem ficar domIente . A meelida que observa esse tipo de coisa, Ilão faça lIada.
ão lenle muclar; simplesmente conscienlize-se mai do que percebe.
Continue senlado el/1 silêncio, observando a si mesmo e a seus pensamentos, aprofulI-
dando sua capacidade de adaptar-se a si mesmo, vivendo plenamente o momenlO e sentindo
plenCl/l1ellle ua presença para permitir o surgimento de algo /I1ai profundo e essencial denlro
de você.
KRI5HNAMURTI
"56 quando a mente está tran-
qüila - pelo autoconhecimento, e
não pela imposição de autodisci-
plina - é que a realidade ganha vi-
da. 56 então, nessa tranqüilidade,
nesse silêncio, é que pode ter lu-
gar o êxtase, a ação criativa."
e for novato na medita ão, comece praticando dez minuto diariamente, de preferên-
cia de manhã cedo, antes de começar o dia. A medida que e vai familiarizando com o pro-
cesso, pode aumentar o numero de minuto dedicados a prática. om efeito, é provável que
quanto mais a meditação diária se tornar um hábito, mai você queira aumentar o tempo que
lhe dedica, ja que o contato mllmo com a natureza Essencial e profundamente restaurador,
além d lançar as bases para maiore avanço pe oai. A meditação torna- e entao como uma
tregua na labuta diaria, um oa is que qUC'IUIIO visitar, em vez de uma obngaçao.
que conhecemo de uma nova forma pode tran formar in tantaneamente nos o es-
tado e o do outro. Em certo ca o ,i o pode alvar um relacionamento.
.. ão aber" requer a u pen ão da opiniões e a lideran a da curio idade que
provém da mente tranqüila. Pa amo a confiar numa
abedoria interior mais profunda, sabendo que conhe-
ceremo o que precisamos aber e permanecermos
curio o e receptivos. Todos já pa amos pela expe-
riência frustrante de tentar re olver um problema
p n ando sobre ele. No fim, acabamo de i tindo e fa-
zendo outra coisa e então, quando relaxamos e já dei-
xamo de quebrar a cabeça com ele, a solu ão nos apa-
rece. O mesmo se aplica à in piração criadora. De
onde vêm e se illsights? Da mente tranqüila. Quando
deixamo de depender da e tratégia mentai adotadas pelo ego para sobreviver, o
"não aber" e torna um convite - um Imã que atrai para nós um conhecimento mai
elevado, de uma forma que pode tran formar-no rapidamente.
A Cura da Dor
ABRINDO O CORAÇÃO
EMMANUII
o ENEAGRAMA
A mudan a e a tran formação não ocorrem - nem podem ocorrer - s m Imn ••
formação emocional, em que o coração eja tocado. Ouvimos o apelo da tran ••lol-
mação com o coração, e ó ele pode atender a e e chamado. O que no move e .
"Emoção", o movimento da Essência, o movimento do amor. e o cora ao c,>tinl
fechado, não con eguiremo re ponder ao chamado, por maior que eja no so co-
nhecimento e piritual (e, nesse caso, ele pouco importará para nós).
O coração aberto no permite participar plena-
mente de nossas experiências e estabelecer um verda-
deiro contato com a pessoa que no cercam. om o
coração, " aboreamo "no as experiências e con e-
guimo di cernir o que é verdadeiro e valio o. e e
sentido, poderíamos afirmar que é o coração, e não a
mente, que sabe.
"Parece impossrvel am r
pessoas qüe nos magoam d
cepcionam. No entanto, nao h
outra espécie de pessoas."
O proces o de tran formação do coração pode er difícil porque, quando de
e abre, é impo stvel evitar nossa própria dor e deixar de perceber melhor a dOI
alheia. Com efeito, uma das principai funçõe da personalidade é impedir-no a vi-
vência de e ofrimento. Estancamo a ensibilidade do coração a fim de bloquear
a dor e continuar a viver, mas nunca temos êxito total ne a empre a. Muita vezc!->,
percebemo no o próprio ofrimento o ba tante para arruinar no a própria vida
e a vida do outro. A famo a afirmação deJung de que "a neurose é a sub tituta de
um ofrimento legítimo" aponta em direção a e a verdade. Mas e não e tivermo!->
disposto a viver no a dor e no a mágoa, ela jamais erão curada . Deixando
de lado um ofrimento que é real, tornamo-nos incapazes de sentir alegria, compaI-
xão, amor ou qualquer das emo õe do coração.
O importante ni so é não nos deixarmos atolar
em no sas tri tezas. O trabalho espiritual não e des-
tina a transformar-nos em masoqui tas: a id ia é
tran formar o sofrimento, não prolongá-lo. ão pre-
cisamo sofrer ainda mais; precisamo ,i o im, ana-
lisar as origens do sofrimento de que já padecemos.
Preci amo ver além da defe as da per onalidade e
anali ar os medo e a mágoa que nos impulsionam. Como já vimo ,quanto maior
o sofrimento que trazemo do passado, mais rígidas e coercitiva as estrutura da
per onalidade. Porém ela não ão invencíveis. E, ape ar do que po samo pen ar,
por maior que eja a dor, ela pode er tran formada e e tivermos di postos a ana-
li á-Ia ao pouco.
RABI SHMELKE
DE NIKOLSBURG
"Você não sabe que o espfrito
original provém da essência de
Deus nem que todas as almas hu-
manas são parte d'Ele? Acaso
não terá você misericórdia d'Ele
ao ver que uma de Suas centelhas
agradas se perdeu em meio a um
labirinto e está quase sufocada?"
I e1izm 'ntc, nossa I'sscn ia nos ampara n 'ss' difll'il prol' 'sso de anahsl d,1dor
e do medo qu stão scondido em no a p r onalidade. empr que n s dispo-
mo a e piorar a verdade da experiência imediata emjulgar nem impor ondlçôe ,
a qualidade Essencial da compaixão naturalment ur-
ge e traz con igo a cura.
A compaixão não é o me mo que entimentalis-
mo, olidariedade ou autocomiseração. Ela é uma fa-
ceta do amor Divino que dis olve toda a defesa e to-
das as re istências quando o ofrimento realmente é
visto. ão há nada que a per onalidade pos a fazer pa-
ra gerar a compaixão, ma quando e tamos di po tos
a er sincero e abertos para o que realmente entimos,
ela urge naturalmente e alivia no o ofrimento. (Po-
de riamo dizer que a verdade em com pai ão não é
verdade, da me ma forma que a compaixão em ver-
dade não é compaixão.)
O amor Divino que busca expre ar- e no mundo por no o intermédio é uma
força podero a que pode romper com toda a antiga barreira e inverdade que se
acumularam em nó . Ape ar de estarmo fadado a encontrar muita dor e muita tri -
teza durante o processo do Trabalho Interior, e muito importante lembrarmo que
o amor está por tra de tudo, não ó como energia motivadora, ma também como o
fim para o qual orno atraldo .
JESUS DE NAZARÉ
Do Perdão
"Amai a vossos inimigos,
bençoai-os por vos maldizerem,
fazei-Ihes o bem por vos odiarem
e orai por eles por vos usarem e
persegu irem. "
Um do elemento mal Importante do progre o e piritual é a di po ição e
a capacidade de renunciar ao pa sado - o que inevitavelmente implica o perdão
àquele que nos magoaram. Ma como podemo renunciar a mágoa e ao re en-
timcnto que no e cravizam a nossas velhas identidade e no impedem de eguir
adiante na vida? ão podemo imple mente "re olver" perdoar, da mesma forma
que não podemo "re olver" amar. Em vez di o, o perdão vem da natureza en-
cial, de uma compreen ão mai profunda da verdade da ituação. le permite reco-
nhecer o que e tá acontecendo cono co e com o outro num plano mais profundo
do que o que havíamo percebido ante. Ele r quer que vivenciemo plenamente o
re sentimento, o ódio e o desejo de vingança em toda a sua profundidade - sem, to-
davia, atuar esse impulso. Anali ando o pano de
fundo do entimento negati o que uma determina-
da pe oa nos provoca e vendo preci amente como
ele e manife tam em nó n te momento, começa-
mo a abalar a estrutura que ustentam e e. enti-
mento . A Pre ença no preenche e hberta da e cravi-
dão ao pa ado.
Estou disl,osto a e tar disposto a renunciar a minha dor e ao sofrimento.
Estou di posto a renunciar a minha dor e ao ofrimento.
Eu renuncio a minha dor e ao sofrimento.
Vejo-os como locai em que meu coração e mostra abnto e vivo.
AgrQ(leço a vida por dotar-me de um coraçcio en IVel e aberto.
E DE PERDAO
Estou dispo to a e tar disposto a perdoar meus pais.
Estou disposto a perdoar meu pais.
Eu "erdôo meus pais.
Vejo-o como meus mestres e gllÍas.
Agradeço à vida por dar-me mestres tão bons para meu desenvolvimento.
Estou dísposto a estar disposto a perdoar-me por meus erros.
Estou disposto a perdoar-me por meus erros.
Eu me perdOo por meus erros.
ejo-os fOmo oportunidade de aprender o discernimento e a paciência.
Agradc'(o a vida por dar-me oportunidades de tomar-me mais sabio e aceitar mais.
Estou di posto a estar disposto a perdoar aqueles que me magoaram. *
Estou disposto a perdoar aquele que me magoaram.
Eu perdoo aquele que me magoaram.
Vejo as mágoas que sofri como oportunidades de aprender a compaixão.
Agradeço a vida por dotar-me de um esplrito que perdoa e é capaz de compaixão.
Estou disposto a estar disposto a renunciar ClS limitações do meu passado.
Estou di posto a renunciar as limitaçõe do meu passado.
Eu renuncio a limitações do meu passado.
Vejo meu pus ado como o que tinha de acontecer para que eu me tomasse quem sou.
Agradeço à vida por permitir-me ser quem sou por meio de meu passado.
* Voce pode, evidentemente. ubslituir e se trecho por um nome específico. Por e empl
"Estou dispo lO a estar disposto a perdoar __ ". Além disso, pode compor sua pr p
afimlaçõe conforme a necessidade. Comece cada estrofe com a palavras "Estou di po t
estar disposto a... ," Em seguida, vá eliminando sucessivamente o caráter condicional d
da afirmação ate renunciar, na terceira, à coi a que o prendia. 'a quarta afirmação, mdtq
algo que a situação tenha de po itivo c, na quinta, agradeça por isso haver acontecido
cê. o quadro mais amplo, ela pode ter sido uma bcnçãodisfarçada ou uma das mais Impor
tantes experiências formadoras de ua vida.
o ENEAGRAMA DA RENÚNCIA
Apó ano de reflexão sobre o pro essa da transformação, nós doi começamos
a ver que espontaneamente seguíamo uma deterl11ll1ada sequência empre que 011-
eguíamos ob ervar uma reação defensiva ou um padrao limitante e r nunciar a el s,
e lltir
ClA
2 Dizer
e 1l1lClano ponto ove, ao qual atribuímos a qualidade
da Presen a. Sem um mínimo de Pre en-
a, não conseguiremo passar da primei-
ra etapa. Ela nos permite, antes de mais
nada, ver que e tamos identificados com
alguma coisa.
Ob erve que precisamo chegar ao
fim de cada etapa antes de passar a eguin-
te. Com a prática, o processo de renúncia
e acelera à medida que vamo cumprindo
a etapa iniciai. A im, quando temo
Pre ença uficiente para ver que e tamo
identificados com um estado negativo ou
inde ejável, podemos pa sar à etapa Um.
o ponto Um, com o apoio da Pre-
ença, omos capaz e de "ver". Vemo
que estamos identificados com algo - um ponto de vis-
ta, uma rea ão, a nece idade de e tar certo , um deva-
neio agradável, um entimento doloro o, uma po tura.
Pode er qualquer coisa. Admitimo estar preso a al-
gum mecani mo da per onalidade. Admitimos e tar pre-
o a um tran e. Es e é o fenõmeno que vínhamo cha-
mando de pegar-nos com a boca na botija. Em geral, ele
no faz sentir como se despertá semos e "voltássemos à
con ciência".
o ponto Doi, nomeamo conscientemente o es-
tado que acabamo de identificar. ós o "dizemos" - "Es-
tou com raiva", "E tou irritado", "Estou com fome", "Es-
tou entediado", "Estou 'de saco cheio' com isso"," ão
gosto disso". Simple mente verbalizamos com franqueza
o que sentimos, sem analisar nem julgar nada.
4 M a lltc r
2 D iz e r
P IC e llç a
9
R e la x a I 5
o E EAGRAMA DA RE
imo" que a r 'IlUllll,1 n,Il "l dava Ilnpl 5111nte p la int nça de livrar-nos de um
hahllo probl maU o. ao era uma que tão de força de vontade. pe ar di o, mUI-
tas veze o habito e as reações ce savam e pontaneamente - ou a im no parecia.
-ntào tentamos de cobrir o que tornava mai fácil renunciar a eles. Graça a Gurd-
jieff, sabíamo que o Eneagrama também poderia ser usado como um modelo de pro-
cessamento. Então organizamo as ob ervaçõe que fizemos em torno do símbolo do
-neagrama e criamos aquilo que chamamos de Eneagrama da Renúncia.
O "Eneagrama da Renúncia" con i te numa prática que pode ser utilizada a
qualquer momento que se queira. Ela pre supõe nove etapa correspondentes aos
nove pontos em torno da circunferência do Eneagrama, embora tais etapas não este-
jam diretamente relacionadas ao tipos de per onalidade. O diagrama à e querda
ilustram e e proce so de nove etapa. (Ob erve que o egundo grupo de quatro co-
meça com a letra "r".)
O proce o empre
R c c o lle c ta r 7
o ENEAGRAMA E A PRATI A
Máxima dos Program.1
de Doze Pa (I
5 R e la x a r
"A única sarda está em ir 1 (I
fim."
o ponto Tr- ,o proce o e tran põe da mente
ao corpo. Ó" entimo ". Todo e tado mental ou emo-
cionai inten o provoca alguma reação fi ica, algum ti-
po de ten ão. Alguma pe oa podem, por exemplo,
trancar a mandíbula e ten ionar o ombro quando bri-
gam com o parceiro. Outra, quando estão com raiva,
sentem um ardor no estõmago. Já outra apertam o
olho quando e tão falando con igo me ma . O medo
pode fazer-no prender o fõlego, apertar o dedo do
pé ou entir uma de carga el trica, como um choque.
o ponto Trê , nós sentimos a tensão - não pen amo
obre ela nem a visualizamo. implesmente entimo
o que se passa no momento.
o ponto Quatro, nó "mantemo" a en ação
da ten ão ou energia que localizamo no corpo, quer
dizer, permanecemo com ela. Apesar da tentação de
dizer: "Muito bem, e tou com raiva e minha mandí-
bula e tá travada. Entendi!", precisamos manter a ten ão, do contrário não con
guiremos air desse estado. Além dis o, e permanecermo nele, daremo en ejo ao
surgimento de entimentos ocultos de ansiedade ou sofrimento emocional. e isso
acontecer, preci amo er compa sivo para conseguir manter-nos pre ente a e s s
entimentos.
Preci amo de algum tempo para no intere ar
por vivenciar-nos de a forma imple . Queremo que
o proce o de crescimento eja mai intere ante e efi-
caz, mas não queremos deter-no na dor de nossas ten-
ões. Todavia, se não o fizermos, pouco poderemos in-
l1uir sobre nosso modo de viver.
o ponto Cinco, apó atrave armo a quatro
primeira~ etapa, entiremo que algo se abre em nós,
fazendo a tensõe cederem. ós "relaxamos". enti-
mo-no mai leve e de pertos. ão no forçamo a re-
laxar; porém, mantendo a ten õe e en açõe na
quarta etapa, permitimo que o proce so de relaxa-
mento e de enrole em nó .
O relaxamento não significa adormecimento
nem entorpecimento. abemo que e tamo relaxados quando sentimo mais pro-
fundamente o corpo e os sentimentos. Quando relaxamo , descobrimos camada
mai profunda de no o eu, o que muita veze gera an iedade. A an iedade pode
tornar-no ten o de novo, ma e con eguirmo relaxar e enti-la, a coi as que nos
prendiam começarão a perder a força.
Da mesma forma que as tensõe fí icas e dissipam quando as sentimos, man-
temo e relaxamos, o padrõe emocionai que a criam também. O ato de ver as tell-
"<AMA
oe e o padrõc 'l'mocionais a luz da percepção o di.-
olve.
o ponto ei, lembramo-no de "re pirar". I o
não quer dizer que precisemo ofegar como se e LÍv -
semos praticando o método Lamaze; quer dizer sim-
pie mente que devemo con cientizar-nos mai da
respiração e deixar que o relaxamento obtido no pon-
to Cinco "toque" no a re piração. I o é importante
porque quanto mais envolvido com o interes es da personalidade, menos profunda e
tranqüila é a respiração. (Podemos concluir, por exemplo, que quando estamo nu-
ma situação muito estres ante, a re piração fica entrecortada, "curta".) A respiração
nos centra e permite-nos liberar os bloqueios da energia emocional. A medida que
ela se torna mais relaxada e profunda, o padrão das ten õe continua a alterar- e.
ão queremos mai fugir dos nosso problema emocionai, mas im enfrentá-los
e continuar re pirando. Fazendo is o, começaremo a vivenciar uma expan ão, a
entir-no mai centrados, mai "reai ".
o ponto ete, retomamo o contato com uma
noção mai abrangente, mai plena do mundo e de nós
mesmos. ós no "reconectamo", deixando que ou-
tra impre õe ensoriai nos penetrem a con ciência.
Podemo de repente perceber a luz do oi na parede, a
temperatura, abri a. Podemo perceber a textura e a
cor da roupa que vesLÍmos.
s a reconexão implica abertura para todos os
fragmento de experiência no a que negávamos. De cobrimos que quando real-
mente mantemo contato com no a experiência, ela não dá lugar a no a habi-
tuai a ociaçõe. o a meta, motiva õe e cripts interiores caem por terra. De
repente, vemos e ouvimo, sentimos - interior e exteriormente - com mai clareza.
e tivermos um problema com alguém, não conLÍnuaremos reagindo da ma-
neira que no o hábito no faziam reagir. Quando nos entregamo ao tran e da
per onalidade, acreditamo saber como as pe oas "sempre são" e agem. Porém,
quando retomamo o contato com ela, percebemos o quanto ignorávamo a eu res-
peito. Pa amo a apreciar e respeitar o mi tério de seu er porque e lamo em
maior contato com o no o. Quando no permitimos "não saber" o que o outro fa-
rá ou dirá, ou o que e tá pen ando, torna- e po slvel um relacionamento muito mais
verdadeiro e imediato.
o ponto Oito, "reenquadramos" a ituação que
pen ávamo e tar cau ando nossos problemas. ós
conseguimos então ver a situação toda com maior ob-
jeLÍvidade e assim, com mais equilíbriO e lucidez, des-
cobrimos uma forma melhor de lidar com ela.
e esLÍvermos com raiva de alguém, por exem-
plo, conseguiremos ver a mágoa e o medo dessa pes-
W llc c ta r 7
o
P rc . C II(II
9
soa, d modo a falar com ela com maior compaixão e aceitação. e e ti ermos no..,
entindo oprimido por um problema, a retomada de contato com algo mai real cIII
nó dá-no a capacidade de ver que de fato temos condiçõe de enfrentá-lo. u po-
deremo concluir que colocamo o chapéu mais alto do que a mão alcan a 'Im
preci amos de ajuda. De qualquer forma, o reenquadramento nos coloca os probk
mas (e a nós me mos) numa per pecLÍva mai ampla.
Finalmente, retomamo ao ponto ove, tornan-
do-nos ainda mai abertos a Pre ença e, a sim, ganha-
mos maior percep ão. A partir dai, era mai fácil per-
correr novamente a nove etapa quando precisarmo .
Apó havermo começado a utilizar o "Eneagra-
ma da Renúncia", perceberemo que empre "empa-
camos" em algum ponto do proce so. Podemo, por
exemplo, ver alguma coisa e não air dis o. Podemo
perceber que e tamos ten os, mas não con eguir
manter a tensão o bastante para libera-la. erá muito
útil detectar o ponto em que nos desviamos do proce o para podermos concen-
trar-no nele.
À medida que conLÍnuarmo a utilizá-lo, ua prática ganhará momentum, tor-
nando- e cada vez mais fácil e rápida. Além di o, quanto mai longe formo na e-
qüência, mais difícil será eparar a etapas conforme a ordem. Talvez preci emo
nos esforçar mais na primeira parte do proces o. Porém, uma vez iniciado o movi-
mento rumo à Presença, ela respaldará cada vez mais nossas atividades.
Praticando o "Eneagrama da Renúncia", a experiência que temo de nó mes-
mos aprofunda e amplia. Tomamo-no mais relaxado ,mai vivo e ligado ao
nosso er e ao nos O meio, além de mai aberto para a graça. Poderemos ficar e -
pantado com a diferença na experiência do eu em relação a que tínhamo antes de
dar início a este proce so. Partimos dos refugo da per onalidade e, em cooperação
com algo além de nós, con eguimos tran formá-lo em ouro.
RUMI
(Traduzido a partir da tradução
de Coleman Barks para o inglês)
C A P íT U L O 1 7
o costume do amor não é a sutil
discussão.
Lá a porta é devastação.
Os pássaros fazem de sua liber-
dade grandes drculos no céu.
Como aprendem a fazê-los?
les caem e, ao cair, ganham asas.
AJORNADA ESPIRITUAL
SEMPRE AGORA
APÓS HAVERMOS trabalhado com e e material por algum tempo, em duvi-
da veremo - como todo tambem verão - mudança em nó . Provavelmente e ta-
remo mai em paz cono co, mai centrado e mai capaze de perdoar a nó e ao
outro . Todavia, poderemo de vez em quando que tionar a realidade de no a ex-
periência ,perguntando-no e o progre o que conseguimos não é mai uma ilu-
ão. Haverá oca iõe em que no perguntaremo : "E tou realmente progredindo em
meu caminho?"
O lvei de De envolvimento repre entam uma boa maneira de responder
a e sa pergunta. e verifi armo que deixamos de adotar o comportamento e as
atitude de ante e que e tamo agindo de forma compatível com um Ivel mais
elevado, e taremos razoavelmente eguro de e tal' no rumo certo. uponhamos
que uma pe oa do Tipo Quatro, por exemplo, nota que andou retraída, tempera-
mental, dema iado inibida e u cetível a ntica (comportamento do Ivel 5),
ma que, no momento, e tá mai ociável, além de capaz de revelar- e mai e de
não levar tanto a coi a para o terreno pes oal. e,
além di o, ela tiver mai en rgia, criatividade e con-
centração no exterior (comportamento do Ivel 3)
-, poderá e tal' razoavelmente egura de uma mu-
dança em seu centro de gravidade e de um progres-
o. Da me ma forma, e alguém do Tipo ete perce-
ber que está menos dispersivo e impu I ivo, mais
concentrado e mais em contato com as própria ex-
periência ,além de achar a vida mais agradável pelo
fato de e tal' mai eletivo, então algum progre o de
fato haverá ocorrido.
A JORNADA SPIRITUAL
HERÁ lll(
ma."
"Por mais longe que vo
jamais descobrirá os limite d I II
Porém algumas que tões mais sutis ainda podem permanec r. Podemo'> ,Il !l,1I
que e tamo mai felize e capaze de lidar com os altos e baixo da vida • nOl'1I
tanto, talvez estejamos apenas mais hábei na di ocia ão do ambient na "e"')ll
ritualização" da experiência. Qual é a verdade? Estamo melhor agora qu ante •..011
não?
A re po ta está em ob ervar nossas reações espon-
tâneas em vária circunstância, principalmente nas
que ante nos provocavam reaçõe negativas. Se as
pes oa e a itua ões que nos faziam mostrar o que
temos de pior deixarem de funcionar de sa maneira,
poderemo ter certeza de haver feito um verdadeiro
progre o. e ante perdíamo a paciência ou a com-
paixão empre que tínhamos de lidar com uma determinada pe oa ou circun t,m-
cia e agora isso não acontece mais, poderemos ter certeza de haver feito um verda-
deiro progresso. Se a vida se tornar mais fácil, mais expansiva e cheia de ab r; "'l'
ela se tornar uma aventura infinita, em vez de algo por que devemo 'Opa ar" all
que chegue ao fim, poderemos ter certeza de haver feito um verdadeiro progresso
Se virmos que omo capazes de colocar toda a força de nosso Ser na atividade. do
dia-a-dia, com o envolvimento de uma crian a curiosa e o desapego de uma te (
munha de interes ada, permanecendo centrados e com o coração aberto, pod rc
mos ter certeza de haver feito um verdadeiro progre so.
Além di o, o próprio Eneagrama aponta indica-
dores eguros do verdadeiro progres o: a qualidade
de alto grau de eficácia - na verdade, as virtudes - que
encontramos no ívell de cada tipo são as chaves que
nos abrem a portas do caminho espiritual. Possuir
uma delas é suficiente - mas ter a pos e de todas é ter
ace so à E ência em todos os momento e em todas
as circunstâncias. Por con eguinte, e aceitarmos as nossas limitações e a limita-
çõe alheia (caracterí tica do Tipo Um), cuidarmo bem de nós me mos e afirmar
mo incondicionalmente o valor de toda a coi a (caracterí tica do Tipo Dois)
formo nó mesmos com autenticidade e humildade (caracterí tica do Tipo Três),
nos renovarmos e melhorarmos não ó a nos a qualidade de vida, ma também a
dos outros (característica do Tipo Quatro), virmos o contexto e o entido mais pro-
fundo de todos os no os atos e pen amentos (característica do Tipo Cinco), e ti-
vermos centrados na realidade e formo capazes de ter coragem para lidar com ()
que vier (característica do Tipo Seis), mo trarmo júbilo e gratidão diante da mor-
te, da perda e da mudan a (caracterí tica do Tipo ete), soubermo perdoar e tiver
mos grandeza de coração (característica do Tipo Oito) e abarcarmo a tudo, man-
tendo a paz de espírito independente do que a vida no trouxer (característica do
Tipo ove), poderemos ter certeza de haver feito progres o em no o caminho.
M
>mecei a procurar por ti, sem
ber
o instante em que ouvi minha
imeira história de amor
rraduzido a partir da tradução
! Coleman Barks para o inglês)
Rumi
C,urdji ff di e algo e tranho e paradoxal - que a úlLima coi a a que o ere
humano renunciam é ao seu próprio ofrimento. erá que i o é correto? Em ca o
afirmativo, por quê?
Em primeiro lugar, e tamo familiarizado com no o sofrimento. Ele é o que
conhecemo e, ponanto, no parece mai eguro que outra iluaçõe que de co-
nhecemos. Talvez tenhamo medo de que, renunciando ao no o próprio ofrimen-
to, no obrevenha outro, novo e pior. egunda razão, provavelmente mai impor-
tante, não deve er ube timada. Boa parte de no a identidad provém do apego ao
ofrimento, da queixa, ten õe ,conflito, culpas, drama, racionalizaçõe , proje-
çõe ,ju tifi ativa e "energia" que ele permite. Poderíamos indu ive dizer que ele
é a raiz da per onalidade. e no o sofrimento - e tudo que o cerca - de aparece _
e, quem nó inamos er?
e nada estive e errado cono co, teríamo de enfrentar o m do de permane-
cer ó no pre ente e de a sumir a re pon abilidade por nós m mo. Teríamos de
e tar di po to a fazer opçõe e levá-Ia a abo. ão teríamo que ou quem culpar,
não haveria mai hi tória obre o pa sado nem e quema para o futuro. Iríamos
no tornar imple ere humano diante do va to mistério da exi tência. De fato,
iriamo no tornar o que já omos, com a diferença que então tenamos plena cons-
ciência di so e vivenamo conforme es a verdade.
nquanto não atingirmo a realiza ão, a per onalidade no manterá até ceno
ponto i olado . E imponante que pos amo prever i o; do contrário, perderemos
a coragem e de i tiremo. Porém e per i tirmo e no fizermo pre ente, me mo
abendo que e taremo muita veze adormecido para o que orno ,a ilua ão mu-
dará. A cada de penar, algo de no o erá revelado, até que o quadro mude radical-
mente. Gurdjieff en inou que e e proce o é análogo ao ato de deitar ai a um co-
po d'água: aparentemente, nada ocorre por um bom tempo até que, de repente, e
hega ao ponto de aturação e um novo cri tal e for-
ma na agua.
e evitarmo a pa ividade diante do mecanis-
mo da per onalidade, nos abriremo para a graça Di-
vina, que an eia por agir em nó . À medida que nos o
er reúne forças, tornamo-no mai disposto a renun-
ciar ao ofrimento desnecessário e a con cientizar-nos
cada vez mai de a espantosa dádiva da vida. Em re-
umo, quanto mais renunciarmo ao apego e aos 0-
frimento que o acompanham, maior erá nos a ca-
pacidade de alegria e de vida.
Uma vez atingido e se estado, compreendemos a
grande poe ia do místicos - no sa jornada parece me-
no uma luta e mai uma paixão. De fato, o ufi tas a
A R NÚNCIA AO OFRIMENTO
quanto estava cego.
; amantes não acabam afinal se
contrando em algum lugar
!s estão um no outro o tempo
do.
AJORNADA
A Triade do Instinto (Tipos Oíto, ave e U m ):
~_e baixar a guarda e seguir o fluxo da vida, desaparecerei. O 'eu' familiar deixará d
eXI tiro 'ão po so protegê-lo se realmente me abrir. e realmente deixar o mundo entrar em
afetar, serei esmagado por ele, perdendo minha liberdade e minha independência. erei am
quilado".
razão que está por trás do medo que muitos de nós temos de estar presentes e o f"lo
de intuitivamente abermo que, com isso, estaremos menos pre os aos intere c do ego.
A sim, cada uma da Triades pos ui uma determinada crença - falacio a - acerca da 11('
ce idade de continuar com o projeto do ego, juntamente com um medo ub on ciente do
que poderá ocorrer e e e projeto forem interrompidos. E a renças e temore urgem I(
petidamente ob a forma de ob tácul0 a Pre ença, como "razõe " para não abandonar algo
com que no identincamo. Abaixo, algun do temore ubcon ciente as ociado a cad.1
Triade:
A Tnade do enUmento (Tipo Doi , Três e Quatro):
" e deixar de identificar-me com es a auto-imagem, minha falta de valor se revelara e
perderei a chance de experimentar o amor. o fundo, su peito er alguem hornvel, indigno
de er amado e, por i o, 6 mantendo e e projeto do ego terei alguma e perança de er bem
recebido no mundo ou de entir-me bem comigo mesmo",
A Tnacle do RacioClnio (TilJOS Cinco, Seis e e tc ):
"Se eu parar de usar esta estratégia, se parar de Imaginar o que preciso fazer, perde
o chão. I 'ão se pode connar no mundo - em minha .111 idade mental, ncarei vulneravel. Tu
do caira por terra - e cu também. Ficarei perdido. minh" mente não continuar nadando
eu me afogarl"i"
De modo geral, 99% do tempo, a vida se mo tra benevolente e amparadora O
ego no compele a fi ar-no no 1% quando ele é peno o, trágico e sombrio - muito
embora, me mo ne a oca iõe ,ele só eja peno o e trágico para nó . ( o a tragc-
dia pode er a one de outro.) Embora imaginemo a piore po ibilidades - como
acidente de carro -, a vida, em ua maior pane, não e compõe dela. e anali ar-
mos no sa própria vida mai objetivamente, veremo que a realidade de fato no am-
descrevem como a volta ao Bem-amado. ada na vida on guira satisfazn-nos SI
não tivermo aberto o coração para no sa verdadeira natureza. Por 'm, S 'Ie StlVlr
aberto, tudo nos preenche e realiza. Então vivenciamo o mundo como uma c. P!"l'S
ão de amor infinito.
A Vida nos Ampara
ESCAVAÇÃO E RESGATE DO
VERDADEI RO EU
Certa vez, num võo tarde da noite, indo para a
alifórnia dar um treinamento, começamos a reOetir
sobre os vário e tágios de crescimento que havíamos
BUDA
CARLJUNG
JESUS DE NAZARÉ
nte .."
para ba"lanle - o que e um milagre, p nsarmo m
como a cOisas sao. univer o é muito mai g n ro o
do que nó reconhecemo e, diante de tão ava alado-
ra abundância, de pertar e abrir-no para toda e a ge-
nerosidade parece simple mente ornai en ato a fazer.
Toda a grandes religiõe pregam que não estamo ó e que somo ampara-
do por meio invisíveis de modo tão profundo que nem equer poderíamos imagi-
nar. egundo a religião cri tã, há uma "comunhão dos anto "- a comunidade ce-
Ie te que con tantemente intercede em favor do que ainda estão na Terra. O
hindu vêem a manifestaçõe de Deu em toda parte, na árvores, no lago e na
montanha - como tambem na tempestade e no vulcõe -, da me ma forma que
o budi ta vêem a infinita forma da natureza do Buda. A imagen do anto
cri tão e do inúmero bodhi attvas ão como lembre-
le de ta profunda verdade e pirilual: não e tamo Ó
e omos amparados em no o caminho de infinita
maneiras.
Um dos mais famo o templos do Japão é o an-
ju angendo (O alão da Trinta e Três Baías), dedica-
do a Kannon, o Buda da Divina ompaixão. O que dá a e e templo eu incompa-
rável impaclo ão a 1.001 e tátuas dourada de Kannon que estão em eu interior,
arrumada em dez fileira ao longo de uma exten ão equivalente a dois campo de
futebol. O local- de uma imponência tranqüila e im-
pre ionante, repleto de rara for a e delicadeza - lem-
bra ao vi itante que Deus, o Ab oluto, envia continua-
mente incontávei ajudante, banhando a cada ser
humano em onda apó onda de gra as e de bên ãos
proveniente da Divina compaixão. O visitante é sub-
jugado por e a multidão dourada de portadore da
graça e da boa vontade do mundo que e lá logo além da no a percepção ordinária.
Lenta ma inexoravelmente nos con cientizamo des a benevolência: quando
no abrimo para o momento pre ente, tudo e lorna para nós um mestre, poi tu-
do na vida no ampara a pre ença e o cre cimento. O Eneagrama no mo tra como
dizemo "não" à vida, com damos as co ta a riqueza que nos rodeiam o tempo
lodo. Porém, como no lembram as 1.001 e látua de Kannon, o que verdadeira-
mente quercmos e bu camo fora de nós e tá empre di ponível aqui e agora.
"Anun iado ou nao, D u
Pr
"Pedi e recebereis; buscai e en-
contrareis; batei e a porta se vos
abrirá."
"Os que estão despertos vi-
vem em estado de constante as-
sombro."
"Quanto mais se penetra na
verdade, mais profunda ela se
toma."
BANKEI, MESTRE ZEN
A JORNADA ESPIRITUAL
"O verdadeiro valor de um
humano pode ser visto no gr 11 d
libertação do eu que ele c n
guiu atingir,"
O primeiro e trato compõe- e de idéias e imagen do que gostaríamos d s r
e de como automaticamente nos vemo. Ele geralmente contém um cerlo grau d'
grandio idade e i1u ão. Por exemplo, podemos pen ar que jamai mentimo, que
jamais no atrasamo para no o compromi o ou que empre pen amo primci-
ro nos outros e por ai vai. Podemos também nutrir vi õe negativas de nó me mos:
que omo desintere ante, pouco inteligente ou pouco atlético. o tran e da
per onalidade, raramente questionamo e e pre upo tos trancado a ete chavc
e quase sempre reagimo instantânea e violentamente contra os que que tionam Oll
deixam de apoiar nossa (ilusória) visão de nó m mo.
Primeiro Estrato: ossa Auto-Imagem Habitual
atraves ado em no Opróprio trabalho interior. Parte de no a di cu a Sla a  01
tada para a avaliação da po ibilidade da proverbial "luz no fim do luncl" s 'r Hill
ou não, já que ambo ofnamo ba lante ao de cobrir um novo hábito ncuroliro,
uma nova que tão malre olvida do pa ado. Além di o, nos perguntávamos se o
proce o de de ca car a " ebola" da pique era individual ou poderia cr gcncrali.
zado. entados no avião, passamos hora anotando ob erva õe e omparando L'
periência . Quando aterrissamos, já havíamos elaborado o modelo eguinlc, que VI
mo anali ando e refinando ao longo do anos.
A re posta a que finalmente chegamo naquela
noite em que estávamo no ar foi um retumbante
" im!" o a convicção de que a "e cavação de no o
verdadeiro eu" é uma descrição preci a do proce o de
tran formação ó fez cre cer com o tempo. Embora e -
cavar o vario e trato da pique implica e atrave -
ar camada de ofrimento e negativi mo, a con cien-
tização do velho lixo p lquico acumulado que queríamo evitar valia o csforço
Afinal, eria possível de cobrir no so er Essencial, no o "recõndilo aureo", que
não ó e p rara, mas mesmo an iara por nós.
O lrabalho teria de er feito camada a camada, à medida que CSCaa"SL'IllOS
a••
e trutura exteriore da per onalidade e atingí emo a qualidadcs VI"UI ,11" mais
profunda da no a verdadeira natureza. Trabalhando pe oalmentc nl••••
o por mui-
to ano, detectamo nove e trato diferentes no processo de resgate do ('/f I ""l'" 'slra-
to não corre pondem nem ao nove tipo de per onalidade nem ao••1111 I I,eis
de De envolvimento de cada tipo. É melhor pensar nele como "mundo ••
" ddl'l' n-
te que encontramo ao explorar cada vez mai profundamente o. aspn lo••I ••••
'n-
ciais de no a natureza e piritual - como nove camadas de uma ccbol,
Após reOetir mai detidamente sobre e ses estrato e dar cursos SOhll' des pOl
vários ano, nós não ó nos convencemo de ua verdade e utilidad , Illas 1,lInbém
verificamo que certa parte deles foram de coberta por outras pe soas, pnll'nccn
tes a outras tradições. Este mapa do proce so de tran formação reün rc'ehll;ocs que
todo encontram quando enfrentam a barreira univer ai ao Trabalho inlellor.
para
m n·
NIETZSCHE
omum d
tipo maí o prim iro 'strato, a p s,>oa 'sta entre a fai 'a
media e a nao- audavel (em t rmo d Ivei de De-
nvolvim mo, do ível 4 para baixo). A me no que
tenha meio de despertar (em geral, exteriore a si
me ma), e a pe oa tem pouca chance de mudar, já
que está tão imer a no transe da identificação com a
personalidade que não consegue despertar-se a si mesma. Se tivermos identificado
erradamente no o tipo ( e, por exemplo, formos na verdade do Tipo ove, e não
do Tipo Cinco, como pen ávamo ), e taremo automaticamente operando dentro
do reino da auto-imagem habitual e erá praticamente impo Slvel usar o Eneagrama
para algllm trabalho significativo de transformação. É por i o que é fundamental
identificar corretamente o no o tipo de per onalidade e entender perfeitamente o
qu murmuramo
me mos."
tIra
n
eu mecani mo imerior.
Segundo Estrato: osso Real Comportamento
e iniciarmo o caminho do Trabalho Interior e mantivermos o proce o de au-
to-ob ervação, começaremo a notar que muito de no o comportamento ao 111-
compatlvei com no a auto-imagem habitual. Es a constata ão no permite chegar
ao egundo e trato, no qual começamo a "pegar-no com a boca na botija". o a
auto-imagem pode er a de que empre dizemos a verdade, ma de repente percebe-
mo o quanto ontamo mentira boba para evitar confiito ou agradar a pe oas.
Felizmente, todos nós temo momentos de despertar e pontâneo para a ver-
dade de no a condição e para a no sa maiore po sibilidade . Porém, para expan-
dir e e momento, preci amo valorizá-los o bastante para procurar maneiras de
ficar mai desperto. I o implica a bu ca de apoio para no o trabalho interior _
por meio de livro, prática, amigo ou guia mai formai, como me tre c terapeu-
ta . Para permane er ne te e trato - e mai ainda para pa sar a c tratos ub eqllen-
te - é preciso que cultivemo cada vez mai a capacidade de e tar pre ente. Quan-
to mai avançarmo, de mai pre ença nece itaremos.
Terceiro Estrato: ossas Atitudes e Motivações Interiores
e per I tlrmo no caminho, começaremo a notar a atitudes e motivações
que jazem por trás de no o comportamento. O que nos leva a fazer o que fazemo?
A nece idade d atenção? raiva da mãe? Ou o de ejo de de carregar no a pró-
pna vergonha e ofrimemo? A p icanáli e e vária outra forma de terapia vi am
trazer a con ciência e a camada do eu, de forma a evitar que o comportamento e-
ja dominado por Impul o incon ciente. Quanto mais aprofundarmo a que-
tõe ,mai amblgua e tornarão a re po ta ,ja que muita veze não é po IVeldi-
zer preci amente o que "cau a" um determinado comportamento.
A JORNADA SPIRITUAL-
Quarto Estrato: ossos Afetos e Tensões Latentes
e te estrato vemos o quanto ão arraigados os hábito e comportam ntos qUI
aprendemo e também quanto remontam a gerações dentro da famllia ou da cuhu-
ra. O centro da motivaçõe inerentes ao no o tipo (indu ive e principalmente nos-
so Medo e De ejo Fundamentais) é um elemento importante na manutenção do,>
hábito e reaçõe automática da per onalidade. Ao compreendermos no a moti
va ões, come amos também a vislumbrar o que a alma realmente de eja. o sa,>
motiva ões revelam o que achamos que não temo e, portanto, sempre buscamo,>
de uma maneira ou de outra.
GEORGE LEONARD
"A resistência a mudar ger
mente atinge o máximo quando
alguma mudança significativa
iminente."
À medida que no tornamos mai con ciente de nós me mo no momento
presente, de cobrimos qual a nos a experiência sentida ne te momento. Por exem-
plo, podemo descobrir no e trato 2 que e tamos fingindo intere se numa conver-
sa durante uma festa. o e trato 3, podemo admitir que na verdade queremos ir
embora de a festa e, no estrato 4, podemos conscientizar-nos de uma ensa ão de
embrulho no estômago ou de tensão no ombro e no pe coço.
e con eguirmos desenvolver no a capacidade de auto-ob ervação o ba tan-
te, perceberemo camadas uti de ten ões mu culares e energética no corpo, bem
como área onde a energia e tá bloqueada ou ausente. A re piração e o relaxamen-
to tornam- e mai importantes aqui. E te e trato requer que estejamo con idera-
velmeme mai pre ente para a en açõe do corpo que qualquer do e tratos an-
teriore .
Quinto Estrato: Nossa Raiva, Vergonha e Medo
e as Energias Libidinais
e con eguirmo dar cominuidade aos proce sos
que de cobrirmo no e trato 4, encomraremo esta-
dos emocionais mai primitivo - e po ivelmente
mai perturbadore - a medida que formos pros e-
guindo. Emre ele , e tão a três "emoções dominan-
te " do ego: raiva, vergonha e medo, a quais regem a
Tríades do Instinto, do entimento e do Raciocínio,
respectivamente.
É também ne te e trato que encontramos as energias instintiva primitiva (a
ba e das ariantes In timiva ) em ua forma bruta - o impul o de autopre ervação,
o de entro amento ocial com nos os emelhante e o exual. Afeto primário de
apego, fru tração e rejeição também podem ser vi to aqui. E te e trato em geral
no deixa muito pouco à vontade, razão pela qual preci amos de técnica de rela-
xamento e, acima de tudo, de uma atitude impar ial, que e ab tem de julgamento,
RAM OASS
SIMONEWEIL
Sétimo Estrato: Vazio, o Vácuo
e to Estrato: ossa Dor, Remorso e Deficiência de Ego
E te estrato nada tem a ver com a culpa e as ha-
bituais ensações de perda e tristeza que experimenta-
mos no dia-a-dia. O remorso e a tristeza pungente que
encontramos aqui vêm, ao contrário, de uma nítida
percepção de no a profunda e completa eparação da
natureza E encial.
Portanto, ele acarreta um con iderável " ofri-
mento con ciente", o qual devemo permitir-nos vi-
venciar plenamente em nome não apenas do progresso, mas também da verdade. Es-
e sofrimento - que é purgatório no mais puro sentido da palavra - po ibilita o
esvaziamento da ilu õe remane centes do ego, na medida em que as apresenta à
luz da Essência e da verdade. Não existem mocinhos nem vilões, portanto não há a
quem culpar pelo nosso estado. o fim de tudo, este estrato é vivenciado como um
profundo pe ar pela condição humana, manifesto como uma ensação inten a e ar-
dente, principalmente no coração. A tradições espirituais associam e te e trato à Es-
cura oite da Alma.
Muita das tradiçõe religio a orientai, e pecialmente o budismo, de crevem
e te e trato. qui, percebemo claramente que a per onaliclade não é enão uma in-
venção tran itória, uma história que no contamos por muito tempo. Porém aban-
donar a familiar identidade do ego é como pi ar no nada, cair num ermo abismo.
Portanto, é preci o alguma fé para neutralizar o de e pero e o terror que co tumam
marcar e te e trato.
dianll' do lIU' d 'S 'obnrmos m nó ao trabalharmo o problema d I ctado . A
p•.•
iu>lcrapia lradi i nal tend a acabar n te e trato.
O e trato 7 é vivenciado pela personalidade co-
mo o fim, a morte. Entretanto, e contarmo com
apoio e fé para per everar e dar es e salto, encontrare-
mo algo completamente inesperado. m vez da ago-
nia que a per onalidade antecipa, o que ela vê como
"nada" revela- e como tudo, o "Vazio brilhante" (cha-
mado unyata pelo zen) do qual tudo emana. Tudo
que conhecemo provém de e vácuo; ele é completa-
mente vazio e, no entanto, repleto de potencialidade. Ele é a liberdade e a fonte da
vida. distinção entre o ob ervador e o ob ervado deixa de existir: a experiência e
o experimentador tornam-se um ó.
" inconcebfvel que a espiritua-
l de morra dentro de n6s. Mas
nela uma morte, e as pessoas
. nlutam por ela. Ocorre um lu-
I quando quem você pensava
Je era começa a desaparecer."
"A graça preenche os espaços
lZios, mas s6 pode entrar onde
~ um vácuo para acolhê-Ia, e é a
r6pria graça que cria esse vácuo."
A JORNADA ESPIRITUAL
ABU YAZIO AL-BISTAMI
"Livrei-me de meu eu como
uma cobra muda de pele. nt o
olhei dentro de mim e vi que ou
Ele."
Pouco e pode falar obre este e tado, já que ele não pode er descrito em pa-
lavras; todo os fenômeno, não importa quão suti ou exaltados, provêm dele.
aquele que empreende a jornada tiver sido abençoado com a persistência em ua
busca do Divino, a alma terá encontrado seu de tino na união mí tica em Deus, ou
o que certas tradi õe denominam o Supremo ou o Absoluto. Ele repre enta a obten-
ção da percepção completamente não-duali ta, a fu ão total da consciência indivi
dual em Deu, de modo que ó há a con ciência de Deu . O eu individual e o DiVI-
no tornam- e uma ó coisa. Es e e tado de con ciência e tá além de toda no ão d
exi tência individual e manifesta- e como percepção E encial não-pes oal, o er
ilimitado do qual de abrocha o univer o manife to.
Es e é o de tino final prometido pelas grande tradições mística. Porém é ex-
tremamente raro manter- e e se estado de con ciência de forma permanente. Ape-
nas algun anto e ml ticos extraordinário realmente viveram a vida a partir de -
e e tado de profunda percepção. Mas a maioria de nós pode ao meno
experimenta-lo, e i o já é o bastante. Experimentar
es a realidade, ainda que uma só vez, pode mudar no -
a vida de uma maneira muito profunda. Depois que
conhecemo a unidade da existência como verdadeira
experiência, jamai podemo voltar a ver a pe oa,
nós mesmo ou a dádiva da vicia da mesma forma.
ono Estrato: o Ser Não Individual, Universal
O Continuum da Consciência
e anali armo esses nove estratos, v r mo que eles formam um continuum
de de o reino do imaginário (com pouca rela ao om a realidade), pa ando pelo
Paradoxalmente, dentro desse vazio ainda nos vivenciamos como er indIvI-
duais que atuam com eficiência no mundo, porém a identidade está centrada na h
ência. o o atos guiam-se pela consciência Divina, e não pelos projeto e pr ocu-
pações da per onalidade. Ainda há uma certa percepção pe oal, individualizada,
mas ela se alia a um tran bordamento de amor, gratidão, assombro e exalta ão p ~
oai da alma em direção ao er e sua infinita manife tações. Este é o estrato m
que passamo a per onificar plenamente no o er E sencial pessoal, ao qual algu
mas tradiçõe agrada referem- e como o e tado do "eu sou". o ufi mo, ele é mar-
cado pela identificação com a Pérola pe oal, o Eu Es encial, como expre ão indi-
viduai do Divino. o cri tianismo, este e trato marca o prenúncio da Vi ão Beatifica,
na qual as experiência individuais do eu são uma con tatação extática do Divino.
Oitavo Estrato: o Ser Verdadeiramente Individual
JESUS DE NAZARÉ
"P is o reino de Deus está
KEN WILBER
r ino do pUlanH'llll p"irol( gico, ,llc o Illllll dOl"PIII
tua. trato" dl I a 3 sao ha"llam '111 ' p"lt'ologl
co . O de 4 a 6 < pr s ntam I m ntos P"1l0IÓgICOS
(principalmente o que provêm da p icologla profun-
da), ma também contêm elemento qu ,d modo ge-
rai, coloca na mo na categoria e piritual. Ele ão psicoespirituai ; no o progr o
atraves dele exige uma abordagem que integre p icologia e e piritualidade. emo
que o e trato de 7 a 9 concentram- e principalmente no domínio do e pirito.
O Eneagrama é de utilidade in onte tavel nos e -
trato que vão de 1 a 5 e de extrema utilidade nos três
primeiro deles, Es e estratos nos ajudam a pa sar à
faixa audavel do íveis de De envolvimento. Os e -
trato de 4 a 6 ajudam-nos a con olidar uma per ona-
lidade audável e a dar início ao proces o de tran fe-
rên ia da identifi a ão da per onalidade a Es ência. Os
e tratos de 7 a 9 requerem a percep ão e o amadureci-
mento do eu Essencial e dizem re peito às questões
pertinente ao ívell (dos íveis de De envolvimen-
to) e também à que vão além.
o sa jornada nos levará a grande de afios, mas devemos lembrar que tu-
do aquilo por que nos o coração realmente anseia está à no a espera no fim de -
a jornada.
ntro de vós."
do o universo."
"O remapeamento ou mudan-
t mais radical do limite [do eu]
processa nas experiências da
Iprema identidade, pois aqui o
divrduo expande o limite de sua
entidade com o eu até abarcar
ALÉM DA PERSONALIDADE
RAMANA MAHARSHI
A Essência Está Diante de ós
U( ... ) A autopercepção [é]
'enas a percepção da verdadei-
natureza. A pessoa que está
Iscando a libertação percebe,
m dúvidas nem erros, a sua
rdadeira natureza pela distin-
o entre o eterno e o transitório
leixa de desviar-se de seu esta-
Embora realmente preci emo er pacientes e
per i tente ao longo do proces o de tran formação,
a vivência da E ência não é tão diflcil quanto geral-
mente pen amo. om efeito, uma da maiores defe-
a do ego contra ela é a crença de que a e pirituali-
dade eja algo rarefeito, pouco prático e muito
remoto. a verdade, como nos garantem os místicos,
ela e tá mai perto do que achamo ; não temo de ir
a lugar algum ou fazer o que quer que eja. unica
coisa que preci amo é parar de fugir de nós me mos.
Quando nos vemos como realmente orno - tanto
em no a verdade quanto em nos a fal idade -, come-
o de dcsaprender o habito de nos abandonar e viver de ilu õe ,rea-
çamos o proce
çõe e defe a .
, natural."
MEISTER ECKHAR'
U( ... ) Quando Deus o encon
traI' pronto, ele simplesmente t
rá de agir e derramar-se em vo
da mesma forma que, quando (
ar é claro e puro, o sol tem de p
netrá-Io e não o pode evitar."
A JORNADA ESPIRITUAL - SEMPR AGORA 389
A boa notícia é que você já está aqui: sua E ência já existe em toda a ua in-
teireza e perfeição. A pe oa que lê esta página não preci a fazer nada para tormu-
se verdadeira ou "espiritual". Quando começamo a perceber os motivo por que
no abandonamo e deixamos de lado o momento, ficamos sem razões para fazê-lo.
O conhecimento de no o tipo de per onalidade ajuda-no na conscientiza ão dcs-
a "razõe n. Quando paramos de tentar er quem não omos, nossa verdadeira na-
tureza emerge: "ob ervamos e renunciamo", ce ando de interferir com no o d -
senvolvimento; paramo de defender uma determinada autodefinição.
ão preci amo aprender nada de novo nem
acrescentar nada a no a Verdadeira atureza. O pro-
gre so e piritual requer que vejamo o que e tá bem
debaixo de nos o nariz - na verdade, e tá ob a cama-
da da per onalidade. Portanto, o trabalho e piritual é
uma que tão de ubtração, de renúncia, em vez de
uma questão de acré cimo ao que já existe. De um cer-
to ponto de vista, isso é extremamente difícil, pois os
padrões da personalidade estão profundamente in-
cru tados no er. Porém, vendo de outro ãngulo, temos o apoio de todo o univer o
nessa Obra. A Consciência Divina quer que nós a realizemo e ampara-no no pro-
cesso. Portanto, presenciar o desenrolar do Trabalho Interior em nó e no outro é
um perene mistêrio e uma maravilha. Lembre-se sempre, porém, de que, e não po-
demos empreendê-lo sozinhos, por outro lado, em nó , ele não pode realizar-se.
Momentos que Persistem
LEWIS MUMFORD
UA suprema dádiva da vid
consciente é a sensação do misté-
rio que a abarca."
Os budi ta dizem que "não há pe oa nem lugare agrados, apena momen-
to agrado" - momento de graça. Todo nó já vivemos momento assim. O mo-
mentos de verdadeira gra a, quando e tamo plenamente vivos e de perto, têm al-
go de inteiramente diver o, me mo na lembrança, de outros fatos que po samo
recordar. Os momento E senciais são muito mai vívido e reais porque permane-
cem cono co; ele po suem imediaticidade porque o impacto da vida penetra o tor-
por da consciência e no de perta. Percebemo que, renunciando ao medo, a resi -
tência e à auto-imagem, tornamo-nos mais disponíveis para esses momentos
transformadore que nos alimentam o espírito. Assim, embora ainda não pos amos
gerar tai momento à no sa vontade, podemos criar em nós as condições que nos
facilitam vivenciá-los.
O mais impre sionante desses "momentos que per istem" é que ele não exi-
gem nada de extraordinário para surgir - ele imple-
mente ocorrem, geralmente de modo tranquilo e im-
previsto, enquanto e tamo tomando o café da manhã,
pegando o metrõ, andando pela rua ou conversando
com um amigo. Ó, o autores, tivemo pe oalmen-
MA
JOHN MACQUARRIE
Rumo à Maturidade Espiritual
"Não há nada mais compen-
,ador nem mais difícil que a nos-
,a tarefa humana fundamental de
ornar-nos simplesmente huma-
lOS."
Para muito de nós, os e tágio iniciai da jorna-
da e piritual con i tem na bu ca de experiências pro-
funda e de lumbradora . Queremos er intimados
por Deu , queremos ter prova de tudo que e pera mos
ou aprendemo. E, se formo sincero, teremo mui-
ta de sa experiência. Conheceremos diretamente a
compaixão, o júbilo, a paz interior, a força e a deter-
minação, entre outras verdadeiras qualidade da alma.
Poderemo afinal compreender o que o budi ta querem dizer quando falam de va-
zio ou a que o poeta ufi ta e referem quando falam no Bem-amado; poderemo
compreender o mi tério da re urrei ão de ri to de um modo inteiramente novo
e pe oal. Porém, a meno que tai exp riên ia e integrem à no a vida diária, per-
manecerão como aga lembrança - a unto para conver a ou, pior ainda, um
meio de impre ionar o amigo com no O e tado mais "evoIUldo".
Todavia, e per i tirmo na prática e continuarmo a bu ca da verdade da i-
tuação, p r eberemo que e e e tado ublimes não ão extraordinário nem in-
dicam que ejamo mai "e peciai " que os demai sere humano. m vez di so,
começaremo a compreender que estamos simplesmente vislumbrando a realidade.
Trata- e de algo tão fundamental quanto o céu e o mar; algo inextricavelmente li-
gado à vida humana. Perceberemo que nossa visão começa a ganhar foco e permi-
te-no vivenciar a realidade tal qual de fato é. Porém, como e sa realidade no per-
le alguma,> da,>mal'> gl,IlJillallll'> '.pen n ia spJrltuai nquanto nada fazlamo
ai 'm de ob rvar uma maçan 'ta ou ver de fato o ro to de uma pe oa conhecida. A
b I za d e tipo de experiência é ava aladora e pode mudar uma vida. As im, não
o que fazemos que faz a diferença, ma a qualidade da percep ão que empregamo
no momento.
Poucas coi as na vida são mais extraordinária que um momento em que real-
mente no encontramos cara a cara com outra pe soa. É maravilho o e, à vezes, de-
masiado con eguirmo estar aberto e pre ente para outro er humano. O e tar por
inteiro com outra pes oa nos ajuda a lembrar de que empre e tamo na pre ença
do Divino.
Reserve 30 minuto para escrever em seu Diário do Trabalho Interior sobre o momen-
lOS de sua vida que mais lhe pareceram reais. Como eram eles? Como era voce em tais mo-
mento ? Eles eram constitUldo de fatos importantes ou corriqueiro 7 De que forma diferem
de suas demais lembrança ?
RAMANA MAHAR""
"Se pudéssemos ver claraml I
te o milagre de uma única flor, II
da a nossa vida mudaria."
mite vivenciar o amor, o valor, a sabedoria e a for a di-
retamente, vemo que já não precisamo lutar por es-
sas coi a . A sim, já não nos apegamo a bens nem a
re ultados. Podemos apo entar os projeto do ego
com gratidão por no haverem levado tão longe. e-
te estágio, e tamo livres para viver como ere huma-
nos maduro ,que agem no mundo com respon abili-
dade e compaixão. É esse o verdadeiro entido da
expres ão "e tar no mundo mas não er dele".
Há pouco tempo, eu, Russ, constatei de forma
muito profunda e a verdade. a época, participa a
de um retiro e piritual. Estávamo em período de tra-
balho e, como Don de creve no início deste livro, ca-
da participante tinha uma tarefa a cumprir - a minha naquela tarde era a de lavaI
as vidra as. Àquela altura, eu já havia participado de dezenas de períodos de traba
lho semelhantes; portanto, a relutância e a re i tência que antes me dominavam n s
as situa ões já não eram o principal problema. Por mais difíceis que tenham sido,
aprendi a apreciar tais períodos como oportunidades muito rica de perceber-me
com maior preci ão e de re taurar ou ampliar meu equilíbrio interior.
Eu estava lavando, lenta e con cienciosamente,
as janelas de um dormitório no segundo andar. Como
e sa atividade não tinha nada a ver com o interesses
habituai de meu ego, eu fiquei livre para a i tir de
camarote ao funcionamento dos mecani mo de mi-
nha per onalidade enquanto tentava estar pre ente na
minha tarefa. Perguntava-me se estava fazendo um
bom trabalho, e perava que meu me tre nota e o meu empenho, reOetia obre a
importância do momento - e e e outro pen amento e fantasia brincavam-me
na mente. Porém afinal percebi algo mais importante: percebi que algo em mim pre-
cisava "acompanhar" tudo. Percebi que minha mente dominava o espetáculo, regis
trando fato, anotando observa ões para u o po terior e, num nível mai profundo,
orientando minha experiência de um modo que parecia não apenas familiar, mas
neces ário. om efeito, eu era a orientação.
esse momento, algo notável ocorreu. Vi que na
verdade não preci ava manter es a orienta ão vigilan-
te, que podia relaxar e renunciar - e as janela eriam
lavadas da me ma forma. Alguma ten ão interior ce-
deu e, de repente, minha experiência se tornou ime-
diata, não mediada por minha atividade mental. Eu
implesmente e tava ali, mo Presença: a lavag m
da vidraça e tava acontecendo, meu corpo e movia
e respirava, as folha da arvores balançavam- la fo
ra, tudo Ouía - mas nao havia sensação de epara ao. O mundo - e, dentro dele, eu
o Heroísmo do Trabalho
'( ... ) A abertura espiritual não
ma retirada para um reino
.ginado ou uma caverna segu-
Ela não é um arrancar, mas
afetar de toda a experiência
,ida pela sabedoria e pela bon-
le do coração, sem separação
JACK KORNFIELD
ma da cai a mai e panto a que de cobrimo ao explorar nos o habito ,
reaçõe e vaze interiores é o quanto ele nos foram legados por no o pai. Em-
bora muito prefens ema ver-no como totalmente diferentes de no os genitores,
quanto mai detidamente anali amos no a atitude e comportamento, mai per-
cebemo o quanto eu problema p icológico e suas "saiu ões" nos foram trans-
mitido. o o pai, por sua vez, herdaram muito
dos problemas e rea ões de seu próprios pai ,e assim
por gera ões e gerações.
A partir de sa per pectiva, vemo que, quando
nos conscientizamos de nos a personalidade habitual,
e tamos curando não ó nossos próprio problemas,
mas também padrõe destrutivos que podem vi.r afe-
tando gerações, talvez por muitos séculos, dentro de
nos a família. Por conseguinte, quando no trabalha-
mos, redimimo tanto nossas luta e sofrimentos
- 1I. Ulmo um unlUl hl'lo l Illagnlhco lksahrochar que pro guia interminavcl-
1I1l'ntl o 'ntallto, tlIdo 1'>'>0 tran orria em meio a uma va ta e pacífica quietude,
. qual nao 5 d ixava perturbar por e e jogo da realidade que Oui e e tran forma.
( que eu pre umia er a base da realidade - o mundo cotidiano - era mesmo real,
mas parecia- e mai ao brincar da luz do 01 obre a superfície do mar: eu podia ver
os r Oexo brilhantes na ondas, mas também tinha consciência da profundidade
que Jaz abaixo deles e sabia que eu mesmo e tava imer o nela.
o terminar minha tarefa, a ligação que e e tabelecera entre mim e e sa face-
ta da realidade permaneceu e inten ificou- e de tal forma que con egui interagir
com as pe oa a partir de a noção expandida de mim me mo. ão senti nece i-
dade alguma de impre ionar ninguém com e e "feito", pai via que não era um
feito, ma im apena uma experiência da verdadeira natureza do mundo. Além di -
o, podia ver que todo o demai eram imple mente aspecto de a me ma natu-
reza; portanto, a quem eu impre ionaria?
O mai a ombro o de a experiência foi que vi que era perfeitamente po í-
vel ter con ciência de mim me mo enquanto parte da profundidade do er e, ao
mesmo tempo, agir normalmente no mundo - comer, conversar, trabalhar, descan-
ar. O amor e o respeito pelo outros surgiram de modo muito natural porque, na
verdade, eu vivenciei a verdadeira natureza da itua ão. Em outras palavras, a per-
cepção de no a verdadeira natureza liberta-no dos anseio e da ilusões da per 0-
nalidade, de forma que tornamo-no capaze de interagir com implicidade, graça
e inabalável paz interior a cada momento. abemos quem e o que somos, e a infin-
dável inquietude interior ce a. Tornamo-no livre para aceitar a maior e mai pre-
cio a de toda a dádiva: o in ondável mi té,rio do ~r, a no a própria existência.
Jma."
A JORNADA ESPIRITUAL -
CH RISTOPH ER FREEMANTLE
"Nossa maior necessidade é
consagrar a vida pela fidelidade a
uma realidade mais profunda em
nós. Podemos ver agora que nos-
sa prece é por nosso direito inato,
há muito esquecido, embora não
de todo, pois a memória de seu
sabor permanece, incitando-me,
lembrando-me."
quanto os de no sos ancestrais. É o mesmo que ocorre quando as pe oa se tornam
livre apó muita geraçõe de e cravidão e percebem que es a liberdade dá ntido
e dignidade à lutas de todas as gerações que as precederam.
Uma outra razão, talvez mais convincente, para realizar este trabalho é im p c -
dir que haja transmissão de padrõe destrutivo à futura geração. Por exemplo, sta·
mo no con cientizando de que muito hábito e atitude incon ciente em rela·
ção ao meio ambiente e ao raci mo atingiram um ponto crítico. Por con eguintc,
muitos joven pais estão fazendo o possível para per onificar novos vaiare de cons·
ciência social e ambiental, de modo que eus filho não dêem continuidade à me •
mas po tura de trutivas. As im, tanto do ponto de vi ta do indivíduo quanto do da
coletividade, trabalhar-nos a nós mesmos é um ato de nobreza e a educação de um
filho é um apelo ao de pertar - para que vejamo, reajamos e demos de coração. A
educação de um filho é para a maioria das pe oas como estar numa escola e piri-
tual, pois e trata de uma tarefa que acaba trazendo à tona todo o problemas que
elas própria tiveram na infância. Muitas veze ,eles ão transmitidos por repeti ão
ou por reação, a meno que u emas a oportunidade para trabalhar-nos, superar no -
as limitações e redimir nosso passado.
Com efeito, a tarefa de renunciar ao hábitos do passado é um e for o herói-
co. Ela requer de nó uma tremenda coragem de enfrentar a mágoa, perda , rai-
vas e fru traçõe ; é preciso muita compaixão para não fugirmos do ofrimento.
Além dis o, quando constatamos o caráter transgenerativo do padrões da per ona-
lidade, vemos claramente que nossa transformação pessoal tem con eqüência de
longo alcance, a quai nem sempre podemos prever. Quando nos trabalhamo, e -
tamo tomando parte na evolução da con ciência humana de uma maneira muito
palpável.
Todos sabem que algo de importância capital está acontecendo hoje no mun-
do. Embora muita de uas manifestações possam er apena reaçõe ao milênio,
muita gente acha que elas reOetem algo de mai importante: o despertar do con -
ciente coletivo. abemos que, como espécie, não podemo continuar vivendo da
forma que vivemos até hoje e obreviver por muito tempo. O tempo do egOl mo de-
senfreado, do con uma irresponsável e do individualismo ganancio o chegou ao
fim. Ele já eguiram eu cur o, e hoje vemos o prejUlzo que no deixaram em e -
cala global. Talvez o Eneagrama tenha surgido em
nossa era para dar à humanidade um instrumento que
possa acelerar a transformação do eu egóico de cada
um. O me tres espirituais de todo o mundo e tão fa-
lando sobre a nece sidade de uma mudança na con -
ciência em nível planetário, e a duas cai as podem es-
tar ligadas.
Talvez ainda não eja po sivel saber para onde
vai a humanidade, ma o Eneagrama acelerar no -
so despertar, terá efeito profundos e de longo alcan-
ce. Mesmo que algumas pou as centenas de pe oas
ti sperLassel11 'passa,>sl'1I1 ,I IV 'r '0111pl 'na 'onscl 'neta, a hisLOria d mundo 'm
duvida mudaria.
A tran f rma ão e dá quando nossa per pectiva habitual muda e atingimo
uma nova compreensão de quem realmente somos. Entretanto, precisamos lembrar
que a percep ão de quem realmente somos ocorre - como todos os momentos de
gra a - apenas sempre agora. No fim das contas, essa é a sabedoria do Eneagrama.
OS E S T A G IO S DO T R A B A L H O
Se realmente nos observáSsemos,
nos conscientizaríamos de nossos hábitos e tensões.
Se nos con cientizássemos de nossos hábitos e tensões,
renuncianamos e relaxaríamos.
Se renlHlciássemos e relaxássemos,
nos conscientizaríamos das sen ações.
Se nos conscientizássemos das sensações,
receberíamos impressões.
Se recebêssemos impressões,
desperta na mos para o momento.
Se despertássemos para o momento,
vivenciar/amos a realidade.
Se vivenciássemos a realidade,
veríamos que não somos a personalidade.
e víssemos que não somos a personalidade,
lembraríamos de nos.
e lembráS emos de nos,
renuncianamos ao medo e aos apegos.
e renunciassemos ao medo e aos apegos,
senamos tocados por Deus.
Se fõssemos tocados por Deus,
buscaríamos a lmião com Deus.
Se buscássemos a união com Deus,
iríamos querer o que Deus quer.
Se quiséssemos o que Deus quer,
senamos trallsfonnados.
e fõs emos transfonnados,
o mundo se transformaria.
e o mlmdo se transformasse,
tudo retomaria a Deus.
AGRADECIMENTOS
Me mo os me tre têm mestre ,e não somo exce ões. Algun não são muito
conhecidos, outro ão conhecidos de todos. eria impossível e crever algum agra-
decimento sem lembrar os Grande Me tres que mais nos influenciaram - Buda,
Cristo e Maomé - bem como me tres mai contemporâneo - Gurdjieff, Krishna-
murti, Dogen, jellaludin Rumi, ri Aurobindo e ri i argadatta Maharaj. Espera-
mos que seu e pirita, que influenciou este livro, ecoe através de suas páginas.
Gostaríamo também de agradecer ao nossos me tre pessoais da Grande
Obra da transformação humana - jerry Brewster, Alia johnson e Hameed Ali (que
escreve ob o pseudõnimo de A. H. Almaas) - pela orienta ão que nos forneceram
todos e es anos. Sua integridade pe soai, sua sabedoria e seu humor foram para
nós uma in pira ão e uma bênção. Acima de tudo, ua humanidade e sua profunda
c autêntica espiritualidade foram um constante exemplo de como "estar no mun-
do, ma não ser dele".
om sua perguntas, suge tões e neces idade, nosso alunos e amigos foram
colaboradores diretos neste projeta. Ao longo dos três últimos anos em que escre-
vemos, pedimo a vário dele que no mandassem relatos de suas experiência,
para que o livro ressoa se com as voze de pessoa de verdade. Gostaríamos de
agradecer aos seguintes por sua genero idade: Brenda Abdilla, arah Aschenbach,
Annie Baehr, Barbara Bennett, Ann-Lynn Best, Bryann Bethune, ancy Boddeker,
Marion Booth, jane Bronson, Katherine Chernick, Mona Coates, Les Cole, Katc
Corbin, Manha rampton, Ginny Cusack,jack De antis, Alice Downs, Robin Du-
laney, Arlene Einwalter, Dianc Ellsworth, David Fauvre, Rod Ferris, Peg Fi cher,
athie Flanigan, Li a Gain r, Belinda Gore, Brian Grodner,joe Hall, Anita Hamm,
Paul Hanneman, Roben llarni h, Helen Hecken, jane Hollisler, john Howe, An-
drea lsaac , Ed jacob ,Jim jennings, joan jennings, Dan johnston, Michelle juri-
k,I, (,(org Kawash, Irb', K 'n Kucin, Tomar Le ine, ori Mauro, I ons
M{ anh, il Mc rary, 011 n McDonald, Damon Miller, Maurice Mon tt ,les-
li Mo 'S, Tal Par on, onnie Pate, jame Peck, Gillette Piper, Marie-Anne Quen-
neville, Jorre Rawling -Davies, Richard Ree e, joan Rhoade , john Richard ,
ylvia Roeloff ,Tony chwartz, Marin Shealy, ynthia mith,Dan tryk, Loi e Bob
Tallon, Vane a Thornton, Kathleen Tomich, Terri Waite e Gloria White. ua his-
toria ão vendicas, ma mudamo eus nome (e, em algun ca o ,certo deta-
lhes) para proteger ua privacidade. gradecemos também ao membros dajapan
Enneagram As ociation, e pecialmente ao r. Hayashi, bem como a Tim McLean e
Yoshiko Takaoka. Agradecemo e pecialmente também ao nos o aluno e colega
Carl Dyer, que no in pirou a de envolver o QUESTIONÁRIO RI O-HUD O
(O Te te la ificatório Rapido do Eneagrama).
Go taríamo ainda de agradecer a Dan apolitano e a Brian Taylor, diretor de
operaçõe e advogado do The Enneagram In titute, re pectivamente, por eu apoio
e seu incan ávei e forço durante o anos que levamos e crevendo este livro. Em
vária oca iõe não pudemo cuidar do assuntos do Instituto, e ambo nos ub ti-
tuíram pacientemente, tirando de no a costa um grande fardo. Agradecemos
também a Ampara Molina, Karl Goodman e Rocky KnulSen, que, cada um à ua ma-
neira, no ajudaram a manter a aude e o bem-e tar.
Brian Taylor e u a Maal deram-no a ambo um tremendo apoio, além de va-
lio o con elho . Da me ma forma, e tamos gratos pelo apoio de no a agente, Su-
an Le cher, e de nossa editora con ultiva, Linda Kahn, por sua ine timável ajuda
na e trutura ão do material. Gostaríamos de agradecer ainda a Toni Burbank, nos-
a editora na Bantam Books, por compartilhar nos a vi ão e levar o Eneagrama ao
mundo por meio de um livro prático que ajudaria a pe oas a mudar ua vida.
Ru go taria de agradecer ao eus pais, AI e Honey Hudson, bem como a ua
irmã, Lorraine Mauro e famllia e Meredith Van Withrow e família. Eu agradeço de
coração ao amigo Laura Lau Kenti , Ru sell Maynor, Steve Varnum, Molly Mac-
Millan, Karen Miller, Maggi ullen, tacey Ivey, Tucker Baldwin, Peter e jamie
Fau t, Mark icol on,joan lark, Richard Porter,janet Levine, ancy Lunney,ju-
lia onnor, Li a Morphopoulo , Butch e Wendy Taylor, jerry e Vivian Bird ali,
Paula Phillip ,Randy icker on, Tony chwartz, Deborah Pine , Lee e a equipe do
Mana Re taurant, Mark Kudlo, David antiago, Alan e Kathy For, Franc D'Am-
bro io, D. C. Walton e Mindi McAIi ter. Go taria também de regi trar minha grati-
dão à orienta ão compa iva que recebi de jeanne Hay, cott Layton, Rennie Mo-
ran, Morton Letof ky e Michael Gruber. Um grande "obrigado" vai para meus
amigo da Ridhwan chool, pelos incontáveis momentos que dividimos ao longo
do Caminho. Obrigado também ao meus amigos do La Rosita Re taurant por me
deixarem sentar diariamente com mil manu critos à me a. Go taria também de
agradecer à minha avó, Meredith Eaton, que e colheu meu nome e me trouxe ao
mundo. Ela faleceu enquanto este livro era escrito, mas sua bondade e gentileza se-
rão sempre lembrados por aqueles que a conheceram.
Exi lem atualmente vário livros acerca do Eneagrama. Entretanto, o leitore vêm se mos-
trando confu o diante da incoerência e contradições entre ele. É no a convicção que os
livro que aplicam o Eneagrama a relacionamentos, negócio , e piritualidade etc. erão de
pouca utilidade e e tiverem ba eado em noçõe distorcida acerca do tipo do Eneagrama
como um todo.
eja como for, "o Eneagrama" não exi te. O que exi te ão diferente interpretações de
diferente autore . Portanto, in tamo o que e interes arem pelo i tema a ler criticamente
todos os livro obre o assunto (indu ivc o no o). pensando por i me mo e empre jul-
gando tudo com bae em ua própria experiência.
Finalmente, gostaria de agradecer especialmente pela bênção extraordinaria
de contar com a amizade de Don, que sempre marca sua pre ença em minha vida
com apoio e carinho incontestávei. eu brilho, ua eloqüência e seu humor mara-
vilham-me a cada dia, e ua genero idade de espírito e dedicação a eu Trabalho to-
cam-me profundamente.
Don gostaria de agradecer a todos os eu alunos, familiare e amigo pelo
con tante amor e apoio. orno já foram mencionado em livro anteriore, não o
farei mai uma vez. Eles abem quem ão. ( ário inclusive já foram citado acima
como colaboradore .) Entretanto, go taria de lembrar Ruben t. Germain, GeoffEd-
holm, Charles Aalto, Rick Horton e Anthony a sis particularmente.
Finalmente, embora eu também haja agradecido a Ru s em livro anteriore
por sua amizade, go taria mai uma vez de fri ar o quanto sou grato pela bênção
des a amizade e de dizer que e tou convencido de que não ó minha vida seria mui-
to diferente e não fo e por Ru - também o futuro do Eneagrama. Acredito que
ele é um e pírito extraordinário, enviado não apenas a mim, ma ao mundo para er
um importante me tre espiritual.
Acima de tudo, ambos gostaríamos de agradecer ao E pirito Divino que, acre-
ditamo, manteve a Presença ao longo dos anos de e forço que e te livro exigiu pa-
ra er e crito. Pelo apoio e orientação que recebemos e tamo grato e dedicamos
mai uma vez no o trabalho, no a vida e no o er à Grande Obra de libertação e
tran formação humana.
OTA OBRE LIVRO A ER A D I:ACrRAMA
Don Richard Ri o
Russ Hud on
Agosto de 1998
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PARA MAl I FORMA ÕE
A livraria poderão fornecer-lhe exemplares do outros livro de Don Rlchard Ri
nality Types (1996, revisado, com Ru Hud on), Understanding the l:nneagram (19
covering Your Personality Type: The ew Enneagram Que tionnaire (1995, contendo
f1udson Enneagram Type Indicator, que tionário RHETVIndicadol Tipologico via En
Riso-Hudson, que lionário ITERH) e Enneagram Transfonnations (1993). Para pedi
damente o RHETI com lábua de re po las ou obter uma interpretação de seu re ulta
oai feita por um me tre do Eneagrama treinado e cenificado por Don Ri o e Ru
favor entrar em contaLO com The Enneagram Institute por meio do endereço abaixo
ferên ia em compromi o a me tre re idente em ua área.
Don Richard Ri o e Ru lIud on ministram um Programa de TreinamenLO
nal para o Eneagrama muito abrangente e dividido em três pane. O treinamento d
a preparar e tudio o do Eneagrama para en inar o i tema e aplicá-lo a área dive
mo: rescimento pe oal, educação, terapia, acon elhamenLO e a i tência ocial, e
dade, negócio e relacionamenLO . Favor entrar em contaLO com The Enneagram In
ra maiores informações.
Para entrar em contaLO com Don Richard Riso e Ru Hudson e obter informaçõ
ca de seus eminário e worh hop obre o Eneagrama, novas publicaçõe e fitas de
acrescentar seu nome a lI1ailing li t para receber informe obre WOIhsIlOp em ua re
tre em contaLO com:
The Enneagram In titute"
222 River ide Drive, uite 10
ew York, Y 10025
Telefone: 212932-3306
rax: 212 865-0962
e-mail: ennpenype®aol.com
Pagina Web: www.Enneagramlntitute.com
Ru ' HUD O é um do - mai inova,
dore e de tacado e tudio o do Enea,
grama na atualidade. É diretor-executivo
da Enneagram Per onality Type , Inc., e
co-fundador do The Enneagram In ti,
tute, onde vem mini trando pr grama
de treinamento profi -i nal de d 1991.
Diretor-fundador e vice-pre idente da In,
ternational Enneagram A ociati n, foi
i tente de Don Ri o na elaboração de
divero livro. Diplomou- e com di tinção
em e tudo orientai na Columbia Uni,
ver 'ity, ova York.
Peç.l c,mílllgll gratuito à
EDITORA CULTRlX
Rua Dr. M.írill Vicente, 36 Iplr<lI1ga
04270- iio Paulo, 'P
E-mail: penamento(acultnx.com.nr
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A_Sabedoria_do_Eneagrama um livro muito legal

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  • 3.
    D O NR I C H A R D R I S O é , a tu a lm e n te , u m d o s m a is e m in e n te s e s c r ito r e s e d iv u lg a - d o r e s m u n d ia is d o E n e a g r a m a . A u to r q u e m a is p u b lic a e v e n d e n a á r e a , é p r e s id e n - te d a E n n e a g r a m P e r s o n a lity T y p e s , I n c ., e c o - f u n d a d o r d o T h e E n n e a g r a m I n s titu te . D o n R is o v e m m in is tr a n d o c u r s o s s o b r e o E n e a g r a m a h á m a is d e v in te a n o s e é d ir e - to r f u n d a d o r d a I n te m a tio n a l E n n e a g r a m A s s o c ia tio n . S e u s liv r o s e s tã o d is p o n ív e is e m in g lê s , a le m ã o , ita lia n o , ja p o n ê s , c h i- n ê s , c o r e a n o , e s p a n h o l e p o r tu g u ê s . J e s u í- ta d u r a n te 1 3 a n o s , d ip lo m a d o e m in g lê s e f ilo s o f ia , f o i e le ito p a r a a J e s u it H o n o r S o c ie ty , A lp h a S ig m a N u , e p r o f e s s o r d e c o m u n ic a ç ã o ( p s ic o lo g ia s o c ia l) d a F o r d F o u n d a tio n F e llo w , e m S ta n f o r d .
  • 4.
  • 6.
    A Sabedoria do Eneagrama G u ia c o m p le to p a ra o c re sc im e n to p sic o ló g ic o e e sp iritu a l d o s n o v e tip o s d e p e rso n a lid a d e Don Richard Riso Russ Hudson T ra d u ç ã o MARTA ROSAS DE OLIVEIRA EDITORA CULTRIX São Paulo
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    I I lU I L l l l l ig illa l: lh e V ise/o m o I lh e E n n ea g ra m . Copyright © 1999 Don Richard Riso e Russ Hudson. Publicado mediante acordo com The Bantam DeU Publishing Group, uma divisão da Random House, Inc. lodos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecãnico, inclusive fotocópias, gravaçôes ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas. A Editora Pensamento-Cultrix Ltda. não se responsabiliza por eventuais mudanças ocorridas nos endereços convencionais ou eletrônicos citados neste livro. o primeiro número à esquerda indica a edição, ou reedição, desta obra. A primeira dezena à direita indica o ano em que esta edição, ou reedição foi publicada. Direitos de tradução para o Brasil adquiridos com exclusividade pela EDITORAPENSAMENTO-CULTRIX LTDA. Rua DL MárioVicente, 368 - 04270-000 - São Paulo, SP Fone: 2066-9000 - Fax: 2066-9008 E-mail:pensamento@cultrix.com.br http://www.pensamento-cultrix.com.br que se reserva a propriedade literária desta tradução. Foi feito o depósito legal. Edição 6-7-8-9-10-11-12-13-14-15 Ano 11-12-13-14-15-16-17 -18
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    Nove tipos distintosde personalidade . Nove maneiras diferentes de ver a vida . Nove modos de estar no mundo ... CADA TIPO POSSUI EXTRAORDINÁRIOS DOTES - E CORRE RISCOS PREViSíVEIS 1. O REFORMISTA Pode liderar pela integridade e pelo bom senso OU sucumbir ao perfeccionismo e ao ressentimento 2. O AJUDANTE Pode brilhar pela generosidade e pelo poder de cura OU ver-se obrigado a lutar contra a adulação e a possessividade 3. O REALIZADOR Pode tornar-se um inspirador exemplo de excelência e autenticidade OU buscar o sucesso e o sta tu s a qualquer custo 4. O INDIVIDUALISTA Pode ser um modelo de criatividade e intuição OU cair na irritabilidade e na afetação 5. O INVESTIGADOR Pode demonstrar inventividade e intelecto visionário OU tornar-se cada vez mais isolado e excêntrico 6. O PARTIDÁRIO Pode ser um exemplo de coragem e lealdade OU ter de lutar contra a ansiedade e a rebeldia 7. O ENTUSIASTA Pode ser um indivíduo ardente e realizado OU deixar-se deter pela impaciência e impulsividade 8. O DESAFIADOR Pode ser um líder forte e magnânimo OU controlar e intimidar as pessoas 9. O PACIFISTA Pode aglutinar as pessoas e sanar conflitos OU ver-se preso na passividade e na teimosia COMECE S U A JORNADA DE AUTO CONHECIMENTO FAZENDO O TESTE DA PÁGINA 24.
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    oed ica mo s este livro à R a zã o d e to d o S er, À q u ele d e Q u em viem o s, e a q u em reto rn a rem o s, a F o n te d e sa b ed o ria e L u z d a s lu zes, A q u ele q u e cria , ren o va e m a n tém to d a s a s co isa s. Q u e este livro , vin d o d e n o sso co ra çã o , p o ssa fa la r a o co ra çã o d e ca d a leito r.
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    SUMÁRIO Prefácio - Seresde Luz 11 I . • . AJORNADA INTERIOR 1. Descobrindo seu Tipo de Personalidade............................... 19 A p re se n ta ç ã o d o s N o v e T ip o s 2l O Q u e stio n á rio R iso -H u d so n 2 4 2. Origens Antigas, Novas Revelações 29 3. Essência e Personalidade 37 4. O Cultivo da Percepção 46 5. O Eu Triádico........................................................................ 59 A s T ría d e s.. 59 O E stilo S o c ia l- Os G ru p o s H o m e v ia n o s............................ 7 0 O E stilo d e C o n fro n to d a s D ific u ld a d e s - Os G ru p o s H a rm ô n ic o s.......................................................................... 74 6. Dinãmica e Variações 79 A s A sa s.. 7 9 A s V a ria n te s In stin tiv a s......................................................... 8 0 Os N ív e is d e D e se n v o lv im e n to ............................................... 8 5 A s T e n d ê n c ia s R u m o à In te g ra ç ã o e à D e sin te g ra ç ã o 9 7
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    11 T OSNOVE TIPOS DE PERSONALIDADE 7 . T ip o U m : O REFORMISTA.................................................. 107 8 . T ip o D o is: O AJUDANTE 135 9 . T ip o T rê s: O REALIZADOR................................................. 161 1 0 . T ip o Q u a tro : O INDIVIDUALISTA 188 ll. T ip o C in c o : O INVESTIGADOR.......................................... 216 1 2 . T ip o S e is: O PARTIDÁRIO................................................... 243 1 3 . T ip o S e te : O ENTUSIASTA 270 1 4 . T ip o O ito : O DESAFIADOR 297 1 5 . T ip o N o v e : O PACIFISTA 324 111 T INSTRUMENTOS PARA A TRANSFORMAÇÃO 16. O Eneagrama e a Prática Espiritual.................................... 353 17. A Jornada Espiritual- Sempre Agora 378 Agradecimentos................................................................... 395 Bibliografia.......................................................................... 398 Para Mais Informações 400
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    PREFÁCIO Seres de Luz TODOSNÓS SOMOS MOVIDOS por uma profunda inquietude interior. Podemos descrevê-la como a sensação de que algo nos falta, algo que geralmente difícil de definir com exatidão. Temos mil idéias acerca do que pensamos que pre- cisamos ou queremos - um relacionamento melhor, um emprego melhor, um car- ro melhor e por aí vai. Acreditamos que, se adquirirmos o relacionamento, o em- prego ou o novo "brinquedo" perfeitos, a inquietude cessará, deixando-nos satisfeitos e completos. Mas a experiência nos ensina que o carro novo só nos faz sentir melhor por pouco tempo. O novo relacionamento pode ser fantástico, ma jamais nos preenche da maneira que pensávamos. Então o que re a lm e n te buscamos? Se refletirmos por um instante, perceberemos que o anseio de nosso coração é sa b e r q u e m so m o s e p o r q u e e sta m o s a q u i. Porém, nossa cultura pouco nos estimu- la a procurar respostas para essas questões tão importantes. Ensinaram-nos que a nossa qualidade de vida depende da melhoria de nossa riqueza exterior. Entretan- to, mais cedo ou mais tarde, descobrimos que, apesar de seu valor, as coisas exter- nas não podem falar à profunda inquietude de nossa alma. Então, onde podemos buscar respostas? Vários dos livros sobre transformação pessoal hoje disponíveis discorrem com eloqüência acerca do tipo de pessoa que todos nós gostaríamos de ser. Eles reconhecem a importância vi- tal da compaixão, do espírito comunitário, da comu- nicação e da criatividade. Porém, por mais belas e de- sejáveis que essas (e outras) qualidades possam ser, é para nós muito difícil adotá-las ou praticá-las em nos- sa vida cotidiana. Nosso coração anseia por asas, mas quase sempre entramos em parafuso e nos chocamos
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    "Independentemente de sua dde, criação e educação, a maior )Mte daquilo que você é consiste Im potencial não aproveitado." "PM m qu, antes de co- lU '" rm a viagem em busca da '1,llidad ,em busca de Deus, an- 1' d agirmos ou podermos ter lu,llquer relação uns com os ou- (... ), é essencial que comece- 11 por compreender-nos a nós K R IS H N A M U R T I G E O R G E L E O N A R D contra as rochas do medo, do hábito e da ignorância. Demasiadas vezes nossas boas intenções e nobres es- peranças tornam-se simplesmente novas fontes de de- cepção. Desistimos de tudo, voltamos às nossas velhas distrações e tentamos esquecer a história toda. Então a maioria dos atuais livros de psicologia es- tá equivocada? Os seres humanos serão de fato incapa- zes de viver uma vida mais plena e satisfatória? Os gran- des mestres da moral e do espírito sempre insistiram em que temos o potencial que nos permite atingir a gran- deza - que, na verdade, somos criaturas divinas num sentido concreto. Então por que temos tanta dificuldade em admitir essa verdade e viver de acordo com ela? Não acreditamos que a maioria dos livros de auto-ajuda esteja necessariamen- te errada, m a s a p e n a s in c o m p le ta . Tomemos como exemplo um tema mais simples, como a perda de peso. Há várias possíveis razões para alguém ter problemas com o peso ou com a comida: suscetibilidade ao açúcar, excesso de gordura na dieta, uso da comida para minorar a ansiedade ou diversas outras razões ligadas ao fator emo- cional. Sem identificar qual a razão que está causando o problema, será impossível solucioná-lo, por maior que seja o empenho. Ao sugerir alguma coisa, o autor ou autora do livro de auto-ajuda se baseia normalmente em métodos que funcionaram para eles e que têm que ver com seu próprio caráter e sua maneira de ser. Se o leitor coincidir nisso com o autor, o mé- todo pode funcionar para ele. Mas, quando eles não "combinarem", em vez de con- seguir auxílio, o leitor poderá ser induzido a erro. Por isso, para funcionar, qualquer tentativa de crescimento deverá levar em conta o fato de que existem diferentes tipos de pessoa - d ife re n te s tip o s d e p e rso n a - lid a d e . Historicamente, vários sistemas psicológicos e espirituais tentaram incorpo- rar essa idéia-chave: a astrologia, a numerologia, os quatro temperamentos clássi- cos (fleumático, colérico, melancólico e sangüíneo), o sistema junguiano de tipos psicológicos (orientação extroversa ou introversa v e rsu s as funções da sensação, in- tuição, sentimento e raciocínio) e vários outros. Além disso, recentes estudos sobre o cérebro e o desenvolvimento infantil indicam que as diferenças mais marcantes de temperamento entre diferentes tipos de pessoas têm uma base biológica. Essa diversidade explica por que um bom conselho para uma pessoa pode ser desastroso para outra. Dizer a certos tipos que se concentrem mais em seus senti- mentos é como jogar água em quem está se afogando. Dizer a outros que precisam afirmar-se mais é tão insensato quanto mandar um anoréxico fazer dieta. Ao nos compreendermos e compreendermos os relaciona- mentos, o crescimento espiritual e diversas outras questões importantes, veremos que é o tipo - e não o gênero, a cultura ou as diferenças de geração - o fa- tor crucial. Acreditamos que em muitas áreas - na educa- n mos."
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    S U RY A ()N, "Espiritualmente ~ I n to , 111 do aquilo que se quer, alml'j '( 11' cessita está sempre p n '~ ( '1 1 1I • acessível aqui e agora P ,II I aqueles que têm olhos par, VI', " Uma das coisas mais importantes de minha vida aconteceu há muitos anos, quando eu, Don, estava fazendo um retiro espiritual de uma semana de duração no norte do Estado de Nova York. Éramos cerca de cinqüenta pessoas e estávamos hos- pedados num hotel da virada do século, pertencente ao nosso mestre. Já que tanto o terreno quanto o interior da antiga casa sempre precisavam de manutenção, a si- tuação se prestava maravilhosamente bem a que nos dedicássemos com todo afin- co ao trabalho braçal- e a que observássemos nossas reações e resistências duran- te esse trabalho. O calor do verão era intenso; os chuveiros, poucos; as filas para os banheiros comuns, longas; e quase não havia períodos de descanso. Como bem sa- bíamos, nosso mestre havia maquinado todas aquelas situações para que os "traços" de nossas personalidades se evidenciassem, permitindo-nos a observação mais de- talhada em meio à intensidade daquele laboratório de vida. Uma bela tarde, tivemos a rara oportunidade de descansar 45 minutos entre uma tarefa e outra. Eu havia sido encarregado de raspar a pintura das paredes ex- ternas do velho hotel e estava coberto, da cabeça aos pés, de pequenos pedaços de reboco e tinta. No fim daquela sessão de trabalho, eu estava tão suado e exausto que nem me importava estar tão imundo - precisava dar um cochilo e, assim que fo- mos dispensados, fui o primeiro a subir e deitar-me na cama. A maioria das pessoas SERES DE LUZ ção, nas ciências, nos negócios, nas humanidades e na terapia e, acima de tudo, na espiritualidade e na trans- formação - é preciso conhecimento dos tipos de per- sonalidade. Embora nossos incansáveis anseios pos- sam ser universais, a forma como os expressamos é muito particular e, de fato, é uma função do "filtro" através do qual vemos a vida. Nosso principal filtro- aquele que usamos para entender a nós mesmos e ao mundo que nos cerca, para ex pressar-nos, defender-nos, lidar com o passado e antecipar o futuro, para aprendel, para alegrar-nos e para nos apaixonar - é o nosso tipo de personalidade. E se houvesse um sistema que nos permitisse ver e entender melhor quem o mos e quem são os outros? E se esse sistema nos ajudasse a discernir melhor no~ sos filtros e levá-los em conta dentro de uma perspectiva mais adequada? E se ele pudesse mostrar-nos nossas principais questões psicológicas e nossos pontos fracos e fortes nas relações interpessoais? E se esse sistema não dependesse do veredicto de gurus ou especialistas, de nossa data de nascimento ou de nossa ordem de apa- rição na família, mas sim dos padrões de nossa personalidade e de nossa disposição para a auto-análise honesta? E se esse sistema não só nos mostrasse nossos princi- pais problemas, mas também indicasse como lidar satisfatoriamente com eles? E se ele também nos fizesse voltar-nos para as profundezas de nossa alma? Esse sistema existe e é chamado de "Eneagrama".
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    p f rit o ( o r ç a in v is f v e l que dividiam o quarto comigo também subiu logo em 'lU v n a v id a . " eguida e, em menos de cinco minutos, estávamos to- M A Y A A N G E L O U dos prestes a cair no sono. Justo nesse momento, o companheiro que falta- va, Alan, entrou ruidosamente no quarto. Ele havia fi- cado encarregado de tomar conta dos filhos dos participantes do encontro e, pelo modo como jogava coisas em cima dos móveis, estava furioso por não poder aban- donar seu serviço e dormir como nós. Entretanto, deu um jeito de subir e fazer tan- to barulho que ninguém mais pôde descansar também. Porém, logo após Alan haver feito sua aparição ruidosa, algo incrível me ocor- reu: vi as reaçôes negativas que ele havia despertado em mim crescerem em meu corpo como um trem que entra na estação e e u n ã o e m b a rq u e i n e sse tre m . Num ins- tante de lucidez, vi Alan com sua raiva e frustração - vi seu comportamento pelo que era, sem maiores elaborações - e vi minha raiva "acumulando-se" para revi- dar - e não reagi a nada daquilo. Simplesmente observando minhas reações - a raiva e autojustificação - sem as pôr em prática, senti como se um véu tivesse sido retirado de cima de meus olhos e m e a b ri. Algo que normalmente bloqueava minha percepção se diluiu num átimo, e o mundo inteiro ganhou vida. Alan de repente era digno de amor e as outras pes- soas eram perfeitas em suas reações, independentemente de quais estas fossem. De modo igualmente espantoso, quando virei a cabeça e olhei pela janela, vi tudo em torno de mim resplandecer numa luz que vinha de dentro. A luz do sol nas árvores, o balanço das folhas ao vento, o leve tremor das vidraças da velha janela, tudo era belo demais para ser dito em palavras. Estava maravilhado por tudo ser um mila- gre. Tudo, sem exceção, era belo. Eu ainda estava atônito, imerso nesse êxtase, quando me juntei ao resto do grupo para uma meditação de fim de tarde. Enquanto a meditação se aprofundava, eu abri os olhos e olhei em torno, caindo em algo que só posso chamar de visão in- terior, algo cuja impressão permanece comigo há anos. O que vi foi que cada um dos presentes era um "ser iluminado". Vi claramen- te que todos somos feitos de luz - que somos como formas luminosas. Mas sobre nós se forma uma crosta. Essa crosta é negra e viscosa como breu e obscurece a luz interior que é o eu verdadeiro de cada um. Algumas partes são muito espessas; ou- tras são mais ralas e transparentes. Os que se trabalham há mais tempo têm menos breu e irradiam mais de sua luz interior. Devido a suas histórias pessoais, outros es- tão cobertos por uma maior quantidade de breu e precisam de muito trabalho para conseguir livrar-se dela. Após cerca de uma hora, a visão se esvaiu e acabou por desaparecer. Quando a meditação chegou ao fim, mais trabalho nos aguardava e eu me apressei a ofere- cer-me para uma das tarefas mais evitadas: lavar pratos na abafada cozinha. Mas, co- mo os resquícios do êxtase que sentira eram ainda palpáveis, também aquela tarefa foi um momento de felicidade. Conto e sa história não só pela importância que tem para mim, mas também
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    porque ela memostrou vividamente que as coisas de que falamo n ste livro ( ', 'i tem mesmo. Se nos observarmos com sinceridade e sem julgamento , vendo ( '1 I l ação os mecanismos de nossa personalidade, p o d e re m o s d e sp e rta r, e n o ssa vicia podr rá to m a r-se u m a m a ra v ilh o sa su c e ssã o d e b e le za s e a le g ria s. COMO USAR ESTE LIVRO O Eneagrama só pode ajudar-nos se formos sinceros. Assim, os elemento~ do sistema - e este livro - encontram sua melhor aplicação como guia de auto observação e autoquestionamento. Conforme foi planejado, este livro possui diwl sos tópicos práticos que o ajudarão a usá-lo dessa forma, entre os quais: >- Dons, atitudes propícias à cura e processo de transformação específico dl' cada tipo >- Como "detectar e abandonar" hábitos e reações problemáticos >- Como trabalhar com as motivações de cada tipo >- Mensagens inconscientes da infância >- Estratégias terapêuticas para cada tipo >- "Empurrões espirituais" , Sinais de Alerta e Bandeiras Vermelhas para cada tipo >- Como cultivar a percepção no dia-a-dia >- Sessões e práticas de trabalho interior para cada tipo >- Como usar o sistema para contínuo crescimento espiritual Já que é aconselhável fazer os exercícios deste livro como se fossem uma e - pécie de diário, seria bom reservar um caderno ou classificador para eles. Sugeri- mos que você use seu Diário de Trabalho Interior para registrar as idéias que forem surgindo à medida que você ler não só o material a respeito de seu tipo de persona- lidade, bem como aquele dedicado aos demais tipos. Para a maioria das pessoas, is- so trará consigo associações relacionadas a vários tipos de problemas, lembranças e inspirações criativas. Como primeiro exercício de seu Diário de Trabalho Interior, sugerimos que você escreva uma biografia sua - observe que não é uma autobiografia: escreva a seu respeito na terceira péssoa, isto é, como "ele" ou "ela", em vez de "eu". Conte a história de sua vida, começando pelos primeiros anos de sua infância (ou antes, se souber algo da história de sua família) e vindo até o presente, como se estivesse falando de outra pessoa. Se possível, dedique pelo menos uma página a cada déca- da - assim, haverá espaço para acrescentar lembranças e observações oportunas à medida que você recordar mais coisas. Não se preocupe em ser literário nem "cor- reto". O importante é ver sua vida como um todo e como se estivesse sendo conta- da por uma outra pessoa.
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    Quais foram O1 1 1 0 1 1 1 nto d C I I V O - eus trauma e triunfos, aquele mo- mento m que você teve a certeza de que sua vida jamais voltaria a ser a mesma, acontecesse o que acontecesse? Quais foram as pessoas mais importantes de sua vi- da - aquelas que serviram de "testemunhas" de suas lutas e conquistas, as que o magoaram e as que o compreenderam, que foram suas mentoras e amigas? Seja o mais detalhado possível. Volte à sua biografia sempre - quando quiser acrescentar alguma coisa e quando, ao prosseguir a leitura deste livro, for adquirindo uma melhor perspectiva de si mesmo. Sua história será mais rica e mais cheia de sentido na medida em que você se compreender melhor.
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    PARTE I A Jo rn a d a Interior
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    CAPíTULO 1 DESCOBRINDO SEUTIPO DE PERSONALIDADE 9 SAM K IN "As grandes metáforas d til das as tradições espirituais W,I ça, libertação, nascer de n VO, despertar da ilusão - prov,ulI que é possível transcender o 0 1 1 dicionamento de meu passado " fazer algo novo." o ENEAGRAMA é uma figura geométrica que representa graficamente o n o ve tipos essenciais de personalidade presentes na natureza hu- mana e suas complexas inter-relações. Ele é resultante da evo- lução da psicologia moderna, que tem suas raízes na sabedoria espiritual de diversas tradições antigas. A palavra E n e a g r a m a vem do grego e n n e a , que significa "nove", e g r a m m o s , que sig- 7 nifica "figura, desenho"; assim, a palavra representa uma "figu- ra de nove pontas". O atual Eneagrama de tipos de personalidade foi obtido a partir de muitas tradições espirituais e religiosas distintas. Boa parte dele é resultante da condensação da sabedoria universal, a filosofia perene acumulada em milhares de anos por cristãos, budistas, muçulmanos (especialmente os sufistas) e judeus (na Cabala). O cora ao do Eneagrama é a revelação universal de que os seres humanos são presenças espi rituais encarnadas no mundo material que misteriosamente personificam a mesma vida e o mesmo espírito do Criador. Por trás das diferenças e semelhanças superfi- ciais, por trás dos véus da ilusão, a luz da Divindade brilha em cada indivíduo. Porém, várias forças obscu- recem essa luz, o que levou cada tradição espiritual aos mitos e doutrinas que buscam explicar como a hu- manidade perdeu sua ligação com o Divino. Um dos pontos fortes do Eneagrama está em sua transcendência das diferenças entre doutrinas. Ele vem ajudando pessoas de praticamente todos os maiores credos a redescobrir sua unidade fundamen-
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    S P INO Z A T H O M A S M E R T O N "N o chore; não fique indig- nado. Entenda." tal como seres espirituais. Portanto, o Eneagrama tem imensa valia no mundo de hoje: ele pode mostrar a negros e brancos, mulheres e homens, protestantes e católicos, judeus e árabes, homossexuais e heterosse- xuais, pobres e ricos que, se forem além das distin- ções superficiais que os separam, encontrarão um nível inteiramente novo de co- munhão em sua humanidade. Com a ajuda do Eneagrama, veremos que uma pessoa que pertence ao Tipo Seis é como todos os seus colegas de tipo, comparti- lhando com eles os mesmos valores. Os negros pertencentes ao Tipo Um são mui- to mais parecidos aos brancos desse tipo do que poderiam imaginar e assim por diante. Surge um novo nível de compaixão e comunhão que oblitera o antigo me- do e a antiga ignorância. Entretanto, o Eneagrama não é uma religião nem interfere com a orientação religiosa. Ele não pretende ser um caminho espiritual em si. Todavia, ocupa-se de um elemento fundamental a todos os caminhos espirituais: o a u to c o n h e c im e n to . Sem autoconhecimento, não iremos muito longe em nossa jornada espiritual nem seremos capazes de manter o progresso obtido. Um dos maiores riscos do tra- balho de transformação é que o ego tenta esquivar-se do trabalho psicológico mais profundo lançando-se cedo demais ao transcendente. Isso ocorre porque ele sem- pre se julga muito mais "avançado" do que realmente é. Quantos noviços já não se persuadiram, no primeiro ano, de que estavam prontinhos para ser canonizados? Quantos alunos de meditação não acharam que haviam chegado à iluminação em tempo recorde? O autêntico autoconhecimento é de valor inestimável contra esse tipo de en- gano. O Eneagrama nos permite ir em frente (e possibilita um verdadeiro progres- so) porque parte de onde nós realmente estamos. Da mesma forma que nos revela os píncaros espirituais que somos capazes de atingir, ele lança luz clara e imparcial sobre os aspectos sombrios e intransponíveis de nossa vida. Se quisermos viver co- mo seres espirituais no mundo material, devemos saber de antemão que essas são as áreas que mais precisamos explorar. P r e s e n ç a (percepção alerta, consciência), p r á tic a d e a u to -o b s e r v a ç ã o (adquirida por meio do autoconhe- cimento) e c o m p r e e n s ã o d o s ig n ific a d o d a s p r ó p r ia s e x - p e r iê n c ia s (uma interpretação precisa fornecida por um contexto mais amplo como a comunidade ou o sis- tema espiritual) são os três elementos básicos do tra- balho de transformação. O s e r fornece o primeiro, v o - c ê fornece o segundo e o E n e a g r a m a fornece o terceiro. Quando esses três elementos estão juntos, as coisas acontecem rápido. "O que ganhamos com a ida à Lua se não conseguimos transpor o abismo que nos separa de nós mesmos?"
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    1)1 P A SA I 2 O A ju d a llll' 3 O R e a liz a d O l 4 O In d iv id u a lis ta o P a c ifis ta 9 "Se os homens se conhe ~ sem, Deus lhes daria a mão e o perdoaria." 5 O In v e s tig a d o r O E EAGRAMA COM A TIPOLOGIA RISO-HUDSO o E n tu s ia s ta 7 APRESENTAÇÃO DOS N O V E T IP O S Você pode começar a trabalhar com o Eneagrama quando identificar qual o seu tipo e compreender quais as suas principais questões. Embora possamos identificar em nós mesmos comportamentos de cada Ulll dos nove tipos, as características que mais nos definem provêm de apena um de leso Na página 24 você encontrará o Questionário Riso-Hudson, que o ajudará a dcs cartar os tipos que não lhe correspondem e determinar qual o seu tipo básico. No início dos capítulos dedicados a cada tipo há um se- gundo teste, o Classificador Tipológico por Atitude ou CTA Riso-Hudson, para que você confirme suas con- clusões. Usando esses dois testes e as descrições e os exercícios dos capítulos dedicados a cada tipo, você poderá descobrir qual o seu tipo com alto grau de pre- cisão. Por enquanto, leia a rápida descrição de cada tipo para chegar às duas ou três que mais lhe parecem adequadas a você mesmo. Lembre-se que as característica aqui relacionadas são apenas os traços mais marcantes - o quadro completo con- tém muito mais detalhes. T ip o U m : O R e fo r m is ta . Tipo idealista, seguidor de princípios. Éticas e conscien- ciosas, as pessoas do Tipo Um têm um senso muito claro do que é certo ou errado. São professores e cruzados que sempre lutam para melhorar as coisas, mas têm medo de errar. Organizadas, ordeiras e meticulosas, elas tentam viver conforme altos pa- drões, mas podem resvalar para a crítica e o perfeccionismo. Costumam ter proble- mas com a impaciência e a raiva reprimida. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, essas pessoas são criteriosas, ponderadas, realistas e no- bres, além de moralmente heróicas. T ip o D o is : O A ju d a n te . Tipo compreensivo, voltado para o lado interpessoal. As pessoas do Tipo Dois são amigáveis, generosas, empáticas, sinceras e afetuosas, mas podem ser também sentimentalis- tas e aduladoras, esforçando-se para agradar os outros a qualquer preço. Sua maior motivação é chegar perto dos de- mais e, por isso, muitas vezes tentam tornar-se necessárias. Costumam ter di- ficuldade em cuidar de si mesmas e re- conhecer suas próprias necessidades. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, são pes- soas altruístas e desprendidas que amam a si mesmas e aos demais incon- dicionalmente.
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    22 1 S1 111 Il O lU 1 I> o 1 N 1 1 (,1 { 1 M 1 T ip o T r ê s : O R e a liz a d o r . Tipo adaptável, movido pelo sucesso. As pessoas do Tipo Três são seguras de si, atraentes e encantadoras. Ambiciosas, competentes e sempre prontas a agir, elas podem deixar-se orientar muito também pelo s ta tu s e pe- la idéia de progredir na vida. Muitas vezes preocupam-se com a própria imagem e com o que os outros pensam a seu respeito. Seus problemas geralmente são a pai- xão excessiva pelo trabalho e a competitividade. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quan- do se encontram na faixa saudável, são pessoas autênticas, que se aceitam como são e de fato representam tudo aquilo que parecem ser: modelos que a todos inspiram. T ip o Q u a tr o : O In d iv id u a lis ta . Tipo romãntico, introspectivo. As pessoas do Tipo Quatro são atentas a si mesmas, sensíveis, calmas e reservadas. São emocional- mente honestas e não têm medo de revelar-se como são, mas estão sujeitas a flutua- ções de humor e inibições. Podem mostrar-se desdenhosas e agir como se não esti- vessem sujeitas às mesmas leis que os demais, ao mesmo tempo que se esquivam das pessoas por sentir-se vulneráveis e cheias de defeitos. Seus problemas mais co- muns são o comodismo e a autocomiseração. E r r t s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, são pessoas muito criativas e inspiradas, capazes de renovar-se e transformar as próprias experiências. T ip o C in c o : O In v e s tig a d o r . Tipo concentrado, cerebral. As pessoas do Tipo Cin- co são alertas, perspicazes e curiosas. Conseguem abstrair-se de tudo e concentrar-se no cultivo de idéias e dons os mais complexos. Independentes e inovadoras, quando excessivamente dedicadas a seus pensamentos e construtos imaginários, podem mos- trar-se distantes e irritadiças. Em geral, seus maiores problemas são o isolamento, a excentricidade e o niilismo. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na fai- xa saudável, as pessoas do Tipo Cinco são como pioneiros e visionários que vivem adiante de seu tempo e vêem o mundo de uma forma inteiramente nova. T ip o S e is : O P a r tid á r io . Tipo dedicado, que valoriza a segurança. As pessoas do Tipo Seis são esforçadas, responsáveis e dignas de confiança, mas podem ser de- fensivas, evasivas e muito ansiosas, estressando-se só de reclamar do s tr e s s . Costu- mam ser indecisas e cautelosas, mas podem mostrar-se reativas, desafiadoras e re- beldes. Seus problemas mais comuns são a insegurança e a desconfiança. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, as pessoas deste tipo são dotadas de muita estabilidade e autoconfiança, defendendo corajosamente os mais necessitados. T ip o S e te : O E n tu s ia s ta . Tipo produtivo, sempre ocupado. As pessoas do Tipo Sete são versáteis, espontâneas e otimistas. Práticas, brincalhonas e joviais, podem mostrar-se também dispersivas e pouco disciplinadas, tendendo a assumir mais res- ponsabilidades do que poderiam dar conta. Sua eterna busca de novas emoções po- de levá-las a não terminar o que começaram, exaustas pelo excesso de atividade. Seus maiores problemas são geralmente a superficialidade e a impulsividade. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, as pessoas do Tipo Sete mostram-se capazes de concentrar-se em metas louváveis, realizando-se e tor- nando-se cheias de alegria e gratidão.
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    1>1 T ip oO ito : O D e s a fia d o r . Tipo forte e dominador. As pessoas pertencentes ao Tipo Oito são seguras de si, firmes e assertivas. Protetoras, talentosas e decidida , po dem ser também orgulhosas e dominadoras. Por achar que precisam controlar o meio em que vivem, as pessoas deste tipo mostram-se muitas vezes contenciosas e intimi- dadoras. Seu maior problema é a dificuldade de compartilhar a intimidade. Em seu a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, as pessoas deste tipo são mestras do autodominio - usam sua força para melhorar a vida dos outros, mo - trando-se heróicas, magnânimas e, às vezes, deixando sua marca na História. T ip o N o v e : O P a c ifis ta . Tipo descomplicado, de fácil convivência. As pessoa deste tipo são constantes, crédulas e receptivas. Têm bom gênio, bom coração e são fáceis de contentar, mas podem ir longe demais na disposição de ceder para manter a paz. Em sua ânsia de evitar conflitos, podem exagerar na complacência, minimi- zando todos os entraves que surgirem. Seus maiores problemas são a passividade e a teimosia. Em s e u a s p e c to m a is p o s itiv o , quando se encontram na faixa saudável, a pessoas do Tipo Nove são incansáveis em sua dedicação a aproximar os demais e resolver mal-entendidos. OS QUESTIONÁRIOS O primeiro questionário, apresentado à página 24, é o Questionário Riso-Hud- son, um teste que o ajudará a identificar seu tipo em menos de cinco minutos e com precisão de cerca de 70%. Na pior das hipóteses, você conseguirá identificar as duas ou três maiores possibilidades relacionadas ao seu tipo. O segundo grupo de questionários é o Classificador Tipológico por Atitude ou CTA Riso-Hudson. No início de cada um dos nove capítulos há 15 afirmações ca- racterísticas do tipo descrito. Se tiver interesse, você poderá fazer um Teste do Enea- grama em nossa página na Internet: www.EnneagramInstitute.com. Esse teste, cha- mado RHETI (Riso-Hudson Enneagram Type Indicator, Versão 2.5)/ITERH (Indicador Tipológico via Eneagrama Riso-Hudson, Versão 2.5), consta de 144 afir- mativas e tem cerca de 80% de precisão. Além de indicar o tipo principal, ele cria um perfil que mostra os pontos fortes de cada um dos nove tipos presentes em sua personalidade. Esse teste geralmente leva 45 minutos para ser respondido. Se esta for a primeira vez que utiliza o Eneagrama, responda primeiro ao Ques- tionário e depois ao CTA Riso-Hudson para ver se há coincidência. Suponhamos que o Questionário indique que seu tipo é o Seis. Leia as quinze afirmativas do CTA para o Tipo Seis (Capítulo 12) - se sua pontuação aí for alta, você provavelmente estará na trilha certa. Todavia, insistimos em que você mantenha a cabeça aberta e leia todo o capí- tulo dedicado ao Tipo Seis (para continuar com o exemplo apresentado acima) até que mais peças se encaixem. Se a descrição e os exercícios lhe causarem forte im- pressão, você poderá dizer com certeza quase absoluta que pertence ao Tipo Seis.
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    OpçÃO REFERENTE AO GRUPO I Fazemose sa ligeiras ressalva porque sempre é possível errar no autodiag- nó tico - da mesma forma que também é possível ser erradamente diagnosticado e classificado por um "especialista em Eneagrama". Portanto, não se precipite em de- terminar o seu tipo. Leia atentamente este livro e, principalmente, p r o c u r e a c o s tu m a r - s e com o r e s u lta d o p o r a lg u m te m p o . Fale sobre ele com as pessoas que o conhecem bem. Lembre-se que a autodescoberta é um processo que não termina com a identi- ficação do tipo a que se pertence - na verdade, ela constitui apenas o começo. Quando descobrir seu tipo, você saberá. Provavelmente vai sentir-se aliviado e constrangido, eufórico e preocupado. Coisas que inconscientemente sempre sou- be a seu próprio respeito de repente se tornarão claras, fazendo surgir padrões em ação na sua vida. Pode ter a certeza de que, quando isso acontecer, você terá iden- tificado corretamente seu tipo de personalidade. Para que o resultado seja preciso, é importante que você siga as instruções abaixo: INSTRUÇÕES: ~ Selecione u m parágrafo em cada um dos dois gru- pos de afirmações. Ele deverá ser aquele que melhor espe- lha suas atitudes e comportamentos até o momento. ~ Não é preciso concordar inteiramente com cada palavra ou afirmativa no parágrafo escolhido! Você pode concordar só em 80 ou 90% com o que se afirma nele e, ain- da assim, considerá-lo preferível aos outros dois do grupo. Porém, é preciso que você concorde com o tom geral e com a "filosofia" em que ele se baseia. Provavelmente você dis- cordará de alguma parte de cada um dos parágrafos escolhi- dos. Não rejeite um parágrafo por causa de uma palavrinha ou frase! Lembre-se: o importante é a visão geral. ~ Não analise excessivamente suas escolhas. Escolha o parágra- fo que você "sente" que é o mais certo para você, mesmo que não con- corde 100% com ele. A motivação e a idéia geral do parágrafo como um todo são mais importantes que suas partes individualmente. Siga sua intuição. ~ Se não conseguir decidir qual o parágrafo que melhor o des- creve em qualquer dos dois grupos, p o d e e s c o lh e r d o is , mas s6 em u m d o s g r u p o s : por exemplo, C no grupo I e X e Y no grupo lI. ~ Escreva a letra correspondente ao parágrafo selecionado no lugar indicado. D o T e s te C la s s ific a tó r io R á p id o d o E n e a g r a m a o QUESTIONÁRIO RISO-HUDSON
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    U I 2 OpçÃO REFERENTE AOGRUPO 11 D P a r a in te r p r e ta r s u a s r e s p o s ta s , v e ja a p á g in a 2 8 . X. Sou uma pessoa que geralmente procura ter uma visão positiva e achar que as roi sas correrão da melhor forma possível. Sempre encontro alguma coisa que me entusiasme (' atividades diferentes com que me ocupar. Gosto de companhia e de ajudar os outros a serem felizes - gosto de compartilhar o bem-estar que sinto. (Nem sempre estou tão bem, mas tell to não deixar transparecer!) Porém, para manter essa visão positiva, às vezes tive de adiar de mais a resolução de alguns problemas pessoais. Y. Sou uma pessoa que não esconde o que sente - todo mundo sabe quando não gos to de alguma coisa. Posso ser reservado, mas no fundo sou mais sensível do que deixo trans parecer. Quero saber como as pessoas me julgam e com quem ou o que eu posso contar - minha opinião sobre elas quase sempre é bem clara. Quando alguma coisa me aborrece, que ro que os outros reajam e se afetem tanto quanto eu. Sei quais são as regras, mas não gosto que ninguém me diga o que fazer. Quero decidir por mim mesmo. Z. Sou uma pessoa lógica e auto controlada - não fico à vontade com os sentimentos. Sou competente - até perfeccionista - e prefiro trabalhar sozinho. Quando surgem conflitos ou problemas pessoais, procuro não en- volver meus sentimentos. Há quem me considere muito frio e distante, mas não quero que minhas reações emocionais me afastem do que realmente me importa. Geralmente não demonstro minhas reações quando alguém me "incomoda" . GRUPO /I A. Até hoje, tendi a ser bastante independente e assertivo: para mim, a vida fUlldoll' melhor quando você a encara de frente. Defino minhas próprias metas, envolvo-me com ,I coisas e quero fazê-las acontecer. Não gosto de ficar de braços cruzados - quero realizar 1-1,111 des coisas e causar impacto. Não ando em busca de confrontos, mas também não deixo q lll ninguém me pressione. Na maioria das vezes, sei o que quero e procuro consegui-lo. (jel 11 mente entro de cabeça tanto no trabalho quanto na diversão. B. Até hoje, tenho sido uma pessoa tranqüila e estou acostumado a "me virar" sozinho Em sociedade, normalmente não chamo a atenção, e é raro que me imponha a qualquer r ll~ to. Não me sinto à vontade em posições de liderança nem em competições, como tanta g l'll te. É provável que me julguem um tanto sonhador - é na imaginação que se alimenta ho.1 parte da emoção que sinto. Não me incomodo se não tiver de ser ativo o tempo inteiro. C. Até hoje, tenho sido extremamente responsável e dedicado. Para mim é terrível n.o poder honrar meus compromissos ou colocar-me à altura das expectativas. Quero que as PI'~ soas saibam que desejo ajudá-las e fazer o que acredito ser melhor para elas. Já fiz grandes SiI crifícios para o bem dos outros, estivessem eles sabendo ou não. Muitas vezes esqueço de 1111111 mesmo; faço o que tenho que fazer e depois - se sobrar tempo - relaxo (e faço o que IT a l mente queria). GRUPO I
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    26 A SA IIIIIO I{lA 1 > 0 I N I A lo llA M A HERMANN HESSE > Embora todos tenhamos uma mistura de vá- rios tipos em nossa personalidade como um todo, há um determinado padrão ou estilo que é nossa "base" e ao qual retornamos sempre. Nosso tipo básico permanece o mesmo no decorrer da vida. As pessoas podem mudar e desenvolver-se de muitas maneiras, mas não passam de um tipo de personalidade a outro. > As descrições dos tipos de personalidade são universais e aplicam-se tan- to a homens quanto a mulheres. Evidentemente, as pessoas expressam os mesmos traços, atitudes e tendências de modo um tanto diferente, mas as questões básicas do tipo permanecem as mesmas. > Nem tudo na descrição do seu tipo básico se aplicará a você to d o o te m p o . Isso ocorre porque nós constantemente transitamos entre os traços saudáveis, mé- dios e não-saudáveis que compõem nosso tipo de personalidade, conforme veremos no Capítulo 6 (Os Níveis de Desenvolvimento). Veremos ainda como o amadureci- mento ou o s tr e s s podem influir significativamente sobre nossa forma de expressar o tipo a que pertencemos. > Embora tenhamos atribuído a cada tipo um título descritivo (como Refor- mista, Ajudante etc.), na prática preferimos utilizar o número correspondente no Eneagrama. Os números são neutros - são um modo de referência rápida e não preconceituosa aos tipos. Além disso, a seqüência numérica dos tipos não é signifi- cativa: tanto faz pertencer a um tipo de número menor quanto a um de número maior. (Por exemplo, não é melhor ser do Tipo Nove que do Tipo Um.) > Nenhum dos tipos de personalidade é melhor ou pior que os demais - to- dos têm pontos fortes e fracos, todos têm trunfos e desvantagens específicos. O que pode acontecer é que determinados tipos sejam mais valorizados que outros numa dada cultura ou grupo. À medida que você aprender mais sobre todos eles, verá que, da mesma forma que cada um tem qualidades intrínsecas, tem também limitações características. > Independentemente de qual seja o seu tipo, v o c ê te m e m s i, a té c e r to p o n to , a lg o d o s n o v e tip o s . Cultivá-los e colocá-los em ação é ver em si mesmo tudo que po- de haver na natureza humana. Essa conscientização o levará a uma maior com- preensão e compaixão pelos seus semelhantes, pois o fará reconhecer em si próprio várias facetas dos hábitos e reações deles. Será mais difícil condenarmos a agressi- vidade do Tipo Oito ou a carência disfarçada do Tipo Dois, por exemplo, se estiver- mos atentos à agressividade e à carência que existem em nós mesmos. Investigan- do os nove tipos que há em você, você verá que eles são tão interdependentes quanto o símbolo do Eneagrama que os representa. COISAS A LEMBRAR EM RELAÇÃO AOS TIPOS "Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda."
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    I I IS ( O Ill{l N I> ( I 27 O OBJETIVO MAIS PROFUNDO DO ENEAGRAMA L A O 1 < '" "Aquele que conhcc 0 011 tros é culto. Aquele que conh('( (,,I si mesmo é sábio." Descobrir qual dentre os nove tipos de personalidade nos pertence pode ser como uma revolução. Pela primeira vez na vida, temos a oportunidade de conhecer o padrão e a lógica subjacente ao modo como vivemos e agimos. Porém, ao chegar a determinado ponto, o conhecimento de nosso tipo se incorpora à nossa auto-ima- gem e pode transformar-se em obstáculo à continuação de nosso crescimento. Com efeito, alguns estudiosos do Eneagrama ficam presos demais ao seu tipo de personalidade, dizendo: "Claro que eu entro em paranóia! Afinal, sou do Tipo Seis" ou "Você sabe como somos nós do Tipo Sete; não conseguimos ficar parados!" Justificar atitudes questionáveis ou adotar uma identidade mais rígida é usar maio Eneagrama. Porém, ajudando-nos a ver como estamos presos a nossas ilusões e o quanto nos afastamos de nossa natureza Essencial, o E n e a g r a m a n o s c o n v id a a d e s v e n d a r o m is té r io d e n o s s a v e r d a d e ir a id e n tid a d e . Ele se destina a iniciar um processo de ques- tionamento que pode levar-nos a uma verdade mais profunda sobre nós e sobre nos- so lugar no mundo. Entretanto, se usarmos o Eneagrama simplesmente para atin- gir uma auto-imagem melhor, interromperemos o processo de descoberta (ou, melhor, de resgate) de nossa verdadeira natureza. Se conhecendo nosso tipo obte- mos informações importantes, elas devem ser apenas o ponto de partida para uma jornada muito maior. Em resumo, s a b e r q u a l o n o s s o tip o n ã o é o n o s s o d e s tin o fin a l. Estamos convictos de que sempre é mais proble- mático usar o Eneagrama para classificar outras pes- soas que para descobrir o nosso próprio tipo. Todos temos pontos cegos e há tan tas possíveis variações entre os tipos que simplesmente não podemos conhecer todas. Devido aos nossos preconceitos, também é provável que tenhamos absoluta aversão a certos tipos. Lembre-se que o Eneagrama deve ser utilizado essencialmen te para a autodescoberta e a autocompreensão. Além disso, o fato de sabermos qual o nosso tipo ou o de outra pessoa pode nos revelar coisas muito importantes, mas não nos diz tudo - como o fato de sa- ber qual a raça ou a nacionalidade de alguém tampouco nos diria. O tipo em si não diz nada da história, da inteligência, do talento, da honestidade, da integridade, do caráter da pessoa nem muitos outros fatores referentes a ela. Por outro lado, ele no diz muita coisa acerca da forma como vemos o mundo, nossas escolhas mais pro- váveis, nossos valores, nossas motivações, nossas reações, nosso comportamento em situações de s tr e s s e várias outras coisas importantes. Quanto mais conhecermo os padrões de personalidade revelados por este sistema, mais facilmente apreciare- mos as perspectivas diferentes das nossas. A CLASSIFICA ÃO TIPOLÓGICA DE TERCEIROS
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    o obj tivod stc Trabalho é interromper as reações automáticas da personali- dade por meio da conscientização. Só distinguindo e compreendendo os mecanis- mos da personalidade poderemos despertar - que é a razão de havermos escrito este livro. Quanto mais percebermos as reações mecânicas de nossa personalidade, menor a nossa identificação com elas e maior a nossa liberdade. É disso que trata o Eneagrama. INTERPRETAÇÃO DAS RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO (páginas 24 e 25) Juntas, as duas letrasselecionadas formam um código.Por exemplo, escolhendoo parágrafoC do gru- po I eo parágrafoYdo gru- po 11, tem-seo có- digodigramático C Y . Para saber qual o tipo de personalidade que lhe atribui o Questionário, confira os códigos ao lado: C ó d ig o T ip o N o m e e C a r a c te r is tic a s P r in c ip a is D ig r a m á tic o do T ip o AX 7 O Entusiasta: Otimista, talentoso, impulsivo AY 8 O Desafiador: Confiante, decidido, dominador AZ 3 O Realizador: Adaptável, ambicioso, consciente da própria imagem BX 9 O Pacifista: Receptivo, apaziguador, complacente BY 4 O Individualista: Intuitivo, esteta, absorto em si mesmo BZ 5 O Investigador: Perceptivo, inovador, distante CX 2 O Ajudante: Afetuoso, generoso, possessivo CY 6 O Partidário: Leal, responsável, defensivo CZ 1 O Reformista: Racional, escrupuloso, autocontrolado
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    CAPíTULO 2 ORIGENS ANTIGAS, - NOVASREVELAÇOES "Descubra o que você ja-o." o MODERNO ENEAGRAMA de tipos de per- sonalidade não provém de uma única fonte. Ele é um produto híbrido, um amálgama atual de diversas anti- gas tradições de sabedoria e da moderna psicologia. Vários autores já se indagaram acerca das origens do Eneagrama e seus entusiasta,> contribuíram para criar muito folclore sobre sua história e desenvolvimento, ma a verdade é que, infelizmente, muito do que se diz é fruto de má interpretação. Vá- rios dos primeiros pesquisadores do tema atribuíram-no aos mestres sufistas, o que não é o caso, como hoje se sabe. Para entender a história do Eneagrama, é preciso traçar uma distinção entre o s ím b o lo do Eneagrama e os n o v e tip o s d e p e r s o n a lid a d e . É verdade que o símbolo do Eneagrama é muito antigo, tendo pelo menos 2.500 anos. Da mesma maneira, a origens das idéias que por fim levaram ao desenvolvimento da psicologia dos nove tipos remonta ao século IV d.C., talvez antes. Porém foi apenas há algumas décadas que essas duas fontes de conhecimento foram reunidas. As origens exatas do s ím b o lo do Eneagrama se perderam na História; não sabe- mos de onde ele vem, da mesma forma que não sabemos quem inventou a roda ou a escrita. Diz-se que surgiu na Babilõnia por volta do ano 2500 a.c., mas há poucas provas em favor dessa hipótese. Muitas das idéias abstratas relacionadas ao Eneagra- ma, para não falar em sua geometria e derivação matemática, sugerem que ele pode ter origem no pensamento grego clássico. As teorias a ele subjacentes podem ser en- contradas nas idéias de Pitágoras, Platão e alguns dos filósofos neoplatõnicos. Seja como for, ele certamente pertence à tradição ocidental que deu origem ao judaísmo, ao cristianismo e ao islamismo, bem como à filosofia hermética e gnóstica, cujos in- dícios podem ser vistos em todas essas três grandes religiões proféticas.
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    I' L mbre-sea todo momento e to I 111. NilOha duvld'I, POI '111, de que o r 'spon avel pe- la Inll'(lduçao do s/m IJolo do n agrama no mundo moderno foi George lvanovich Gurdjidf, um greco- URDJI FF armênio nascido por volta de 1875. O jovem Gurd- jidr, interessado pelo esoterismo, estava convencido ,li' que os antigo haviam criado uma ciência capaz de transformar a psique huma- na. Fssa ciên ia se teria perdido ao longo dos séculos. Junto com alguns amigos Igualmente apaixonados pela idéia de resgatar a ciência perdida da transformação hUl1lana, Gurdjidf passou a juventude tentando reconstituir as relações que havia ('nHe os ensinamentos da antiga sabedoria que ia descobrindo. Juntos, eles criaram UI1lgrupo chamado "Os que Buscam a Verdade" e resolveram que cada um explo- I,UIa independentemente diferentes ensinamentos e sistemas de pensamento e pe- I(),hcamente se reuniriam para compartilhar suas descobertas. Correram mundo, vl'lJaram pelo Egito, Afeganistão, Grécia, Pérsia, Índia e Tibete, conhecendo monas- (('rios e santuários remotos, aprendendo tudo que podiam acerca das antigas tradi- ~.() '<; de sabedoria. Numa de suas viagens, possivelmente ao Afeganistão ou à Turquia, Gurdjierr ,'Il(:ontrou o símbolo do Eneagrama. A partir daí, elaborou uma síntese de tudo que de e eu grupo haviam pesquisado. Gurdjierr concluiu seus muitos anos de busca pouco antes da IGuerra Mundial e começou a ensinar em São Petersburgo e Mos- ('ou, atraindo imediatamente uma ávida platéia. O sistema que Gurdjidf ensinava era um com- plexo estudo de psicologia, espiritualidade e cosmolo- gia que visava ajudar os discípulos a discernir seu lu- GURDJIEFF gar no universo e seu propósito objetivo na vida. Ele ensinou também que o Eneagrama era o símbolo cen- Iral e mais importante em sua filosofia. A seu ver, ninguém podia compreender na- da completamente se não o fizesse em termos do Eneagrama, isto é, se não colocas- ,>e orretamente os elementos de um processo nos pontos corretos do Eneagrama, vendo assim a interdependência e o apoio existentes entre as partes do todo. O I'neagrama ensinado por Gurdjidf era, portanto, basicamente um modelo de proces- sos naturais e não uma tipologia psicológica. Gurdjierr explicou que o símbolo do Eneagrama tem três partes que represen- tam as três leis Divinas, as quais regem toda a existência. A primeira delas é o cír- (ulo, uma mandala universal, presente em quase todas as culturas. O círculo diz res- peito à unidade, integridade e identidade e simboliza a idéia de que Deus é uno, 'ompartilhada pelas três maiores religiões ocidentais: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Dentro do círculo, encontramos o símbolo seguinte, o triângulo. No cristianis- mo, ele tradicionalmente se rdere à Trindade do Pai, Filho e Espírito Santo. Da mes- ma forma, a Cabala, um ensinamento esotérico do judaísmo, prega que Deus ini- 1 do lugar de você mesmo." 10
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    AS TRÊS PARTESDO SÍMBOLO DO ENEAGRAMA cialmcntc c manifesta no universo como três emanações ou "esferas", os 511/101 (Kcther, Binah e Hokmah), designado pelo principal símbolo da Cabala, a Arvore da Vida. Podem-se ver reflexos da idéia da trindade em outras religiões: os budistas falam de Buda, Dharma e Sangha; os hindus, de Vishnu, Brahma e Shiva; o taols tas, de Céu, Terra e Homem. Surpreendentemente, quase todas as grandes religiões pregam que o univer o não é a manifestação de uma dualidade, como ensina a lógica ocidental, mas sim de uma trindade. Nossa forma usual de ver a realidade baseia-se em pares de opostos, co- mo bom e mau, preto e branco, macho e fêmea, introvertido e extrovertido, e assim por diante. As antigas tradições, por sua vez, não vêem homem e mulher, mas homem, mulher e criança. As coisas não são classificáveis segundo o preto ou o branco, mas segundo o preto, o branco e o cinza. Gurdjidf chamava a esse fenômeno "a Lei da Trindade" e dizia que tudo que existe resulta da interação de três forças (sejam elas quais forem numa determina- da situação ou dimensão). Até as descobertas da física moderna parecem respaldar a idéia da Lei da Trindade. Na escala subatômica, os átomos são feitos de prótons, elétrons e nêutrons e, em vez das quatro forças fundamentais que julgávamos ha- ver na natureza, a física descobriu que só existem três: a força forte, a fraca e o ele- tromagnetismo. A terceira parte desse símbolo tríplice chama-se héxade (a figura que interliga os números 1-4-2-8-5-7). Essa figura simboliza o que Gurdjierr chamava de "a Lei do Sete", que diz respeito a processos e desenvolvimento ao longo do tempo. Ela afirma que nada é estático; tudo está em movimento e no processo de tornar-se ou- tra coisa. Mesmo as rochas e as estrelas por fim se transformam. Tudo está em mu- dança, recicla-se e evolui ou involui - embora de maneira previsível e de acordo com uma lei, segundo sua natureza e as forças que estejam atuando. Os dias da se- mana, a Tabela Periódica e a oitava musical ocidental baseiam-se na Lei do Sete. Quando juntamos estes três elementos - o círculo, o triângulo e a héxade -, temos o Eneagrama. Ele é um símbolo que demonstra a integridade de algo (Círcu- lo), cuja identidade resulta da interação de três coisas (triângulo) e evolui ou mu- da ao longo do tempo (héxade).
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    o ENEAGRAMA DASPAIXÕES (PECADOS CAPITAIS) DE OSCAR ICHAZO 2 Soberba 4 Inveja P,cgulça 9 5 Avareza Gurdjieff ensinava o Eneagrama mediante uma série de danças sagradas, explicando que ele deveria ser concebido, não como um sím- bolo estático, mas sim como vivo, mutável e di- nãmico. Contudo, nem nas suas publicações nem nas de seus discípulos, encontra-se men- ção ao Eneagrama de tipos de personalidade. As origens deste são mais recentes e têm duas fontes modernas principais. A primeira é Oscar lchazo. Assim como Gurdjieff, quando jovem lchazo era fascinado pela idéia de recuperar conhecimentos perdi- dos. Na infância, ele aplicou sua notável inte- ligência à absorção de informação na vasta biblioteca de filosofia e metafísica de um tio. Ainda muito jovem, viajou da Bolívia para Buenos Aires, na Argentina, e depois para outros países em busca da antiga sabedoria. Após viajar pelo Oriente Médio e por outros lugares, voltou à América do Sul e começou a depurar o que havia aprendido. Ichazo pesquisou e sintetizou os vários elementos do Eneagrama até que, no início da década de 50, descobriu qual a relação entre o símbolo e os tipos de per- sonalidade. Os nove tipos que ele ligou ao símbolo do Eneagrama provêm de uma antiga tradição que lembrava os nove atributos Divinos conforme se refletem na natu- reza humana. Essas idéias começaram com os neoplatõnicos, se não antes, e apare- cem, no terceiro século d.C, nas Enéadas de Plotino. Elas penetraram na tradição cristã como seu contrário: a distorção dos atributos Divinos deu origem aos Sete Pe- cados Capitais (ou "Pecados Mortais" ou "Paixões"), acrescidos de mais dois (me- do e ilusão). Comum tanto ao Eneagrama quanto aos Sete Pecados Capitais é a idéia de que, embora tenhamos em nós todos eles, um especificamente se avulta. Ele é a origem de nosso desequilíbrio e de nosso apego ao ego. Conforme as pesquisas de Ichazo, as primeiras idéias sobre os nove atributos Divinos remontam à Grécia e aos pais do deserto do século IV,que foram os que primeiro elaboraram o conceito dos Sete Pe- cados Capitais. Daí, introduziram-se na literatura medieval, por meio dos Contos de Canterbury, de Chaucer, e do Purgatório, de Dante. Ichazo estudou ainda a antiga tradição judaica da Cabala. Esse ensinamento místico surgiu em comunidades judias da França e da Espanha entre os séculos XII e XIV de nossa era, embora tivesse antecedentes em antigas tradições místicas ju- daicas, bem como no gnosticismo e na filosofia neoplatõnica. De importância cen- tral na filosofia cabalística é o símbolo conhecido como a Árvore da Vida (Etz Ha- yim ), o qual, como o Eneagrama, contém as idéias de unidade, trindade e de um processo de desenvolvimento que implica sete partes. Gula 7
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    AS NOVE PAIXÕES Compreenderemosmelhor a idéia dos Pecados Capitais (também chamados "PaI ( se pensarmos na palavra pecado não como algo errado ou ruim, mas sim como a Irnd n "falhar, errar o alvo" de alguma forma. As Paixões representam as nove principai man ir de perder o equilíbrio e incorrer em distorções de raciocínio, sentimento e açao. 1 IRA Esta paixão estaria mais bem descrita pela palavra Ressentimento, , I I em si não é problema, mas no Tipo Um ela é reprimida, I'',lIldo I constantes frustrações e dissabores em relação a si e ao mundo, 2 SOBERBA A soberba consiste numa incapacidade ou falta de disposiçao par r conhecer o próprio sofrimenlo. Enquanto procura "ajudar" os oUlro o Tipo Dois nega muitas de suas próprias necessidades. Esta IMi ( também poderia ser descrita como Vanglória - orgulho das proprl virtudes. 3 ILUSÃO A ilusão consiste em pensar que somos apenas o ego. Quando a("I ('(I1 tamos nisso, esforçamo-nos para desenvolver o ego, em vez da nos ,I verdadeira natureza. Também poderíamos chamar esta paixão de Vell dade, uma tentativa de fazer o ego sentir-se importante sem rC(OIII"I,I fonte espiritual. 4 INVEJA A inveja baseia-se na sensação de que algo fundamental nos falia I II leva o Tipo Quatro a pensar que os outros têm qualidades que cil' n ( possui. As pessoas desejam o que está ausente, esquecendo-se multI vezes de ver as dádivas com que foram abençoadas. 5 AVAREZA O Tipo Cinco acredita que, por ter poucos recursos interiores, a Inl, ração com as pessoas o levará a uma catastrófica redução ou csgoLI mento. Esta paixão leva as pessoas a esquivar-se do contato conl li mundo e a minimizar suas necessidades para garantir a presena ,11 de seus recursos. 6 MEDO Esta paixão estaria mais bem descrila pela palavra Ansiedade, pois ta nos faz recear coisas que na verdade não estão acontecendo. O r I po Seis vive a vida em constante estado de apreensão e preocupa • o com possíveis eventos futuros. 7 GULA A gula aqui se refere ao desejo insaciável de "encher-se" de eXpCl1l"1I cias. O Tipo Sete tenta superar a sensação de vazio interior dedic'llI do-se a inúmeras idéias e atividades estimulantes e positivas, lllólS nunca acha que tem o bastante. 8 LUXÚRIA A luxúria não se aplica apenas ao desejo sexual; o Tipo Oito tem lu xúria no sentido de deixar-se mover por uma constante necessidad( de intensidade, controle e quanlidade. A luxúria leva o Tipo Oito a tentar controlar tudo em sua vida - a afirmar-se com obstinaçao. 9 PREGUIÇA A preguiça não significa apenas inação, já que o Tipo ove pode SI"I bem ativo e realizador. Aqui, ela se refere mais ao desejo de não SI"I afetado pelas coisas, uma falta de disposição para entregar-se plena mente ã vida.
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    (SHEKHINAH) A ÁRVORE DAVIDA (ETZ HAYIM) Num lampcjo de gcnialidade, foi lchazo quem conseguiu pela pri- meira vez, em meados dos anos 50, dar a esse material a seqüência ade- quada no símbolo do Eneagrama. Só então as diferentes correntes de trans- missão se juntaram para formar o pa- drão básico do Eneagrama conforme hoje o conhecemos. Em 1970, o eminente psiquiatra Claudio Naranjo, que estava elabo- rando um método de gestalt-terapia no Esalen Institute, em Big Sur, na Califórnia, juntamente com um gru- po de pensadores do movimento do potencial humano, viajou para Arica, no Chile, para estudar com lchazo. Este estava ministrando um curso in- tensivo de quarenta dias, criado para ajudar seus discípulos a encontrar a auto-realização. Um dos primeiros itens abordados nesse curso foi o Eneagrama e os nove tipos ou, como ele os chamava, "fixações do ego". O Eneagrama imediatamente cativou várias pessoas do grupo, par- ticularmente Naranjo, que voltou a Califórnia e começou a aplicá-lo aos sistemas psicológicos que havia estu- dado. Naranjo interessou-se em cor- relacionar os tipos do Eneagrama às categorias psiquiátricas que conhecia e, assim, começou a expandir as resu- midas descrições que lchazo inicialmente fizera dos tipos. A forma que encontrou para demonstrar a validade do sistema foi reunir grupos de pessoas que se identifi- cavam com um determinado tipo, ou cujas categorias psiquiátricas eram conheci- das, entrevistando-as para destacar as semelhanças entre elas e obter informações adicionais. Ele reunia, por exemplo, todas as pessoas de seu grupo que tinham per- sonalidade obsessivo-compulsiva e observava como suas reações se encaixavam nas descrições do Tipo Um de personalidade, e assim por diante. O método de Naranjo - usar grupos para estudar os tipos - não faz parte, como já se afirmou, de nenhuma antiga tradição oral. Tampouco o Eneagrama da
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    pcr onalidade provcmde um corpo de conhecimcnto quc tcnha -;ido transnlllldo oralmente a nossos dias. O uso de grupos começou com Naranjo no imcio dos ano,> 70 e constitui apenas uma forma de estudar e esclarecer o Eneagrama. Naranjo começou a divulgar uma versão preliminar do sistema a pequcno'> grupos de estudantes em Berkeley, na Califórnia, e, a partir daí, houve uma rápida disseminação. O Eneagrama ganhQu mestres entusiastas na área metropolitana dl' San Francisco e em retiros jesuítas de todo o território norte-americano, num do,> quais um de nós, Don, então um seminarista jesuíta, teve contato com o novo m<l teria L Desde o surgimento da obra fundamental de lchazo e Naranjo, várias pessoa,>, entre as quais nos incluímos, vêm desenvolvendo o Eneagrama e descobrindo nclr muitas novas facetas. Nosso trabalho consistia principalmente no desenvolvimento da base psico lógica dos tipos, pela ampliação das resumidas descrições originais e pela demon,> tração da forma como o Eneagrama se relaciona com outros sistemas psicológico,> e espirituais. Don sempre teve certeza de que, se as descrições dos tipos não fosscm plena e precisamente resolvidas, o Eneagrama teria pouca utilidade e, de fato, po deria tornar-se uma fonte de informações errôneas e tentativas equivocadas de crc,> cimento. Um avanço de grande importãncia verificou-se em 1977, quando ele desco briu os Níveis de Desenvolvimento. Os Níveis revelaram as gradações de crescimen to e decadência realmente encontradas pelas pessoas no decorrer de suas vidas. Ele'> mostraram quais os traços e motivações inerentes a cada tipo e o porquê. Mas o mais importante é que eles indicaram o grau de nossa identificação com a persona lidade e nossa conseqüente falta de liberdade. Don também chamou a atenção pa ra as motivações psicológicas de cada tipo, de uma maneira muito distinta das des- crições impressionistas que prevaleciam quando começou sua pesquisa. Ele desenvolveu essa e outras idéias, tal como a das correlações com outras tipologias psicológicas, e apresentou suas conclusões em Personality Types (1987) e Unders- tanding the Enneagram (1990). Russ juntou-se a Don em 1991, inicialmente para ajudar na elaboração de um questionário sobre os tipos do Eneagrama - que veio a ser o Riso-Hudson Ennea- gram Type Indicator (RHETI)/Indicador Tipológico via Eneagrama Riso-Hudson (ITERH) -, e posteriormente nas revisões de Personality Types (1996). Russ trou- xe sua experiência e compreensão das tradições e práticas por trás do Eneagrama para o trabalho. Subseqüentemente, ele desenvolveu as idéias inicialmente apresen- tadas por Don, revelando as estruturas profundas dos tipos e as várias implicações do sistema em relação ao crescimento pessoal. Desde 1991, ambos temos ministra- do workshops e seminários em todo o mundo. Grande parte das revelações contidas neste livro vem dessa nossa experiência de trabalho com alunos. Tivemos o privilé- gio de trabalhar com pessoas dos cinco continentes e de todas as principais reli- giões. Continuamos surpresos e impressionados com a universalidade e a utilidade do Eneagrama.
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    A H IST Ó R IA D O S E R R A LH E IR O : U M A P A R Á B O LA S U F IS T A Era uma vez um serralheiro que, acusado de crimes que não cometera, foi condenado a viver encerrado numa prisão escura. Decorrido algum tempo da sentença, sua mulher, que muito o amava, foi ao Rei e suplicou-lhe que a deixasse ao menos enviar ao marido um tape- te para que ele pudesse observar as cinco prostrações diárias para a oração. O Rei acedeu e permitiu-lhe que mandasse ao marido o tal tapete. O prisioneiro, agradecido pelo presente que ganhara da mulher, passou a cumprir fielmente suas prostrações diárias no tapete. Muito tempo depois, ele fugiu da prisão. Quando as pessoas lhe perguntavam como ha- via conseguido sair, o serralheiro explicava que, após anos e anos cumprindo as prostrações e orando para ser libertado, percebera o que estava bem diante de seu nariz. Um dia ele viu subitamente que a forma que sua mulher havia bordado naquele tapete não era outra coisa senão o mecanismo da fechadura que o separava da liberdade. Ao perceber isso e compreen- der que possuía todas as informações de que precisava para fugir, começou a fazer amizade com os guardas. Persuadiu-os de que todos teriam uma vida melhor se colaborassem e fugis- sem juntos da prisão. Eles concordaram porque, embora fossem guardas, se deram conta de que também viviam presos. Queriam sair dali, mas não tinham como. Então o prisioneiro e seus guardiães elaboraram o seguinte plano: eles lhe trariam pe- daços de metal, e o serralheiro confeccionaria utensílios que poderiam ser vendidos no mer- cado. Juntos acumulariam recursos para a fuga e, com o pedaço de metal mais resistente que encontrassem, o serralheiro faria uma chave. Uma noite, quando tudo estava preparado, o prisioneiro e seus guardiães abriram o por- tão e saíram para o frescor da noite. O serralheiro deixou o tapete na prisão para que, assim, outros prisioneiros astutos o bastante para interpretar o que nele estava bordado pudessem fugir também. Desse modo, o serralheiro voltou para a mulher que o amava, seus antigos guardiães tornaram-se seus amigos e todos viveram em paz. O amor e a habilidade venceram. Essa tradicional parábola sufista de ldries Shah pode simbolizar nosso estudo do Enea- grama: a fechadura é nossa personalidade, o tapete é o Eneagrama e a chave é o Trabalho. Ob- serve que, embora a mulher tenha enviado o tapete, para conseguir os instrumentos o serra- lheiro teve de criar algo útil para seus guardiães. Ele não podia sair dali sozinho e precisava dar-lhes algo em troca. Além disso, enquanto orava por sua própria libertação, o meio de que precisava estava literalmente "bem embaixo de seu nariz", apesar de ele não ter visto o me- canismo da fechadura no tapete nem entendido o que significava. Um dia, porém, ele desper- tou, viu-o e ficou pronto para sair da prisão. A moral da história é evidente: todos estamos numa prisãO. Precisamos apenas desper- tar para "ler" o mecanismo da fechadura que nos permitirá ganhar a liberdade.
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    CAPíTULO 3 cfc R) ROBERTOASSAGIOLl "O espírito é o verdadeiro eu t não a figura física que podemo, apontar com o dedo." "O desenvolvimento espiritual é uma viagem longa e árdua, uma aventura através de terras estra nhas e cheias de surpresas, ale- gria, beleza, dificuldades e até pe- rigos." A ESSENCIA E PERSONALIDADE A VERDADE MAIS PROFU N DA que há no Eneagrama é que somos muito mais que a nossa perso- nalidade. Esta não é senão as partes familiares e con- dicionadas de um leque muito mais amplo de poten- ciais que todos possuímos. Além das limitações de nossa personalidade, somos um vasto e pouco reconhecido atributo do Ser ou Pre- sença - aquilo que se chama nossa Essência. Em termos espirituais, poderíamos dizer que dentro de cada um há uma centelha do Divino, apesar de havermos es- quecido essa verdade fundamental, pois adormecemos para nossa verdadeira nature- za. Não vivenciamos nossa própria natureza Divina nem os outros como manifes- tações do Divino. Em vez disso, tornamo-nos duros e até cínicos, tratando os demais como objetos contra os quais devemos defender-nos ou que devem ser usados pa- ra que obtenhamos satisfação. A maioria das pessoas tem alguma noção do que é a personalidade, mas a idéia de Essência provavelmente é menos conhecida. Quando falamos de Essência, refe- rimo-nos ao seu sentido literal- àquilo que no fundo somos, nosso eu Essencial, a base do Ser que há em nós. (Espíríto é outra palavra adequada.) É importante traçar uma distinção entre Essência, ou espírito, e "alma". A base fundamental de nosso Ser é Essência ou Espírito, mas ela assume uma forma di- nãmica à qual denominamos "alma". Nossa personali- dade é apenas uma faceta da alma. Esta é "feita" de Es- sência ou Espírito. Se o Espírito fosse água, a alma seria um rio ou lago e a personalidade seria os pedaços de ge- lo ou as ondas que se formam em sua superfície.
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    8 A SA111I) O lU A IH) I N I A ( oIt A M A A PSICOLOGIA SAGRADA Em geral, não vivenciamos nossa Essência em seus diversos aspectos porque nossa percepção está muito dominada pela personalidade. Mas, à medida que nos- sa personalidade se conscientiza, ela se torna mais transparente e nos possibilita a vivência mais direta de nossa Essência. Continuamos a agir no mundo, mas com uma percepção cada vez maior de nossa ligação com a Divindade. Conscientizamo- nos de que somos parte de uma Divina Presença que a tudo cerca e a tudo preen- che, em constante e maravilhosa multiplicação. O Eneagrama pode ajudar-nos a vero que nos impede de lembrar essa profun- da verdade sobre quem realmente somos, a verdade de nossa natureza espiritual. Ele o faz por meio de suas precisas revelações acerca de nossa estrutura psicológica e espiritual. O Eneagrama pode ajudar-nos também a descobrir o rumo em que deve- mos trabalhar, mas só se lembrarmos que ele não conta quem somos, mas sim co- mo limitamos aquilo que somos. Lembre-se: o Eneagrama não nos prende num cubí- culo; ele simplesmente mostra o cubículo em que estamos encerrados e a saída que devemos tomar. Uma das mais profundas lições do Eneagrama é que a integração psicológica e a realização espiritual não são processos separados. Sem a espiritualidade, a psi- cologia não nos liberta nem nos conduz às mais profundas verdades que existem sobre nós. Sem a psicologia, a espiritualidade pode representar uma ilusão e uma tentativa de fuga da realidade. O Eneagrama não é nem psicologia árida nem misti- cismo confuso, mas sim um instrumento de transformação que usa a lucidez e a pre- cisão da psicologia como ponto de partida para uma espiritualidade profunda e uni- versal. Desse modo, num sentido bastante literal, o Eneagrama representa "a ponte entre a psicologia e a espiritualidade TM". O fulcro dessa psicologia sagrada é que nosso tipo básico revela os mecanismos psicológicos pelos quais esquecemos nossa verdadeira natureza - nossa Essência Divi- na - e o modo como nos abandonamos. Nossa personalidade se vale de nossa capa- cidade inata de erguer defesas e compensações para o que nos magoou na infância. A fim de sobreviver às dificuldades que encontramos nessa época, inconsciente- mente adotamos um repertório finito de estratégias, auto-imagens e comportamen- tos que nos permitiram resistir e sobreviver aos primeiros desafios de nosso meio ambiente. Portanto, cada um se torna "perito" numa determinada forma de com- portamento que, quando excessivamente utilizada, se torna a base da área desestru- turada da nossa personalidade. À medida que se tornam mais estruturadas, as defesas e estratégias de nossa personalidade nos afas- tam da vivência direta de nós mesmos, de nossa Essên- cia. A personalidade torna-se a nossa fonte de identi- dade, em vez de ser o nosso contato com o Ser. A "O homem quer ser feliz mes- mo quando vive de modo a im- possibilitar a felicidade." SANTO AGOSTINHO
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    DOSTOIÉVSKI KAREN HORN Y "Amaior felicidade é conhecer a fonte da infelicidade." ciais que possuímos, esse ps u do-eu." "( ... ) O processo neuróti () (...) é um problema do eu. Trat. se de um processo de abandono do verdadeiro eu em favor de um eu idealizado; de uma tentativil de atualizar, em vez dos pot n forma como no vcmos e baseia cada vez mais cm Icmbran 'a,>,IIl1agcn,>Inl -riort''> e comportamentos aprendidos, em vez de ba ear-se na expr's 'ao 'spon tânca de nossa verdadeira natureza. Essa falta de contato com a Essência provoca muita an- siedade, assumindo a forma de uma das nove Paixões. Uma vez estabelecidas, essa Paixões - geralmente inconscientes e invisíveis a nossos próprios olhos - come- çam a dirigir a personalidade. Por conseguinte, a compreensão do tipo de per- sonalidade e de sua dinâmica representa um modo de abordagem muito eficaz do inconsciente, de nossas fe- ridas e compensações e, em última análise, da cura e da transformação. O Eneagrama mostra onde a persona- lidade mais nos "puxa o tapete". Ele destaca não só o que podemos conseguir como também o quanto são desnecessários - e por vezes prejudiciais a nosso de- senvolvimento - tantos de nossos velhos comporta- mentos e reações. É por isso que, quando nos identifi- camos com a personalidade, fadamo-nos a ser muito menos do que realmente somos. É como se ganhássemos uma mansão ricamente mo- biliada e cercada de belos jardins para morar, mas nos confinássemos a um cubícu- lo escuro no porão. A maioria das pessoas esquece que o resto da mansão existe e a quem ela de fato pertence. Como assinalaram muitos mestres espirituais através dos séculos, adormece- mos para aquilo que somos e para o que é nossa vida. Boa parte do tempo corremos de um lado para o outro, consumidos por idéias, ansiedades, preocupações e ima- gens mentais. Raramente estamos presentes para nós mesmos e nossa experiência imediata. Porém, à medida que começamos a nos trabalhar, começamos a ver que· nossa atenção foi tomada ou "atraída" pelas preocupações e pelos traços de nossa personalidade e que, na verdade, atravessamos a vida quase toda como sonâmbu- los. Essa forma de ver as coisas é contrária ao senso comum e muitas vezes parece ofensiva ao modo como nos vemos: pessoas conscientes e determinadas que têm controle sobre as coisas. Ao mesmo tempo, nossa personalidade não é "má". Ela é importante para nos- so desenvolvimento e necessária para o refinamento de nossa natureza Essencial. O problema é que nos prendemos a ela e ficamos sem saber como passar à fase seguin- te. Essa atrofia no desenvolvimento não se deve a alguma falha nossa, mas ocorre porque, nos anos de formação, as pessoas geralmente não estão conscientes de que é possível desenvolver- se mais. Nossos pais e professores podem ter tido lam- pejos quanto a sua verdadeira natureza, mas, como nós, não os reconheceram nem, muito menos, vive- ram como se fossem sua expressão. Assim, uma das revelações mais propícias à transformação que nos pode fazer o Eneagrama é que não somos nossa personalidade. Captar essa idéia leva a uma transformação da noção de eu. Quando finalmente compreendemos que não somos
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    HENRI TRACOL A PERSONALIDADENÃO DESAPARECE Seria um erro, porém, sugerir que uma experiên- cia de despertar - ou mesmo várias delas - nos li- bertaria da identificação com a personalidade. Embo- ra cada momento de auto-realização até certo ponto nos transforme, em geral é preciso ter várias dessas ex- periências para que a percepção se amplie. À medida que elas vão se acumulando, a identidade gradual- mente se expande, passando a abarcar mais e mais da natureza Essencial. Surge a capacidade de viver expe- riências mais profundas e tornamo-nos transmissores mais constantes do Divino. Nossa luz interior torna-se mais forte e brilha no mundo com maior firmeza. nossa personalidad " percebemos que somo ere espirituais que têm uma perso- nalidade por intermédio da qual se manifestam. Quando deixamos de nos identifi- car com ela e de defendê-la, ocorre um milagre: nossa natureza Essencial esponta- neamente surge e nos transforma. o objetivo do En~agrama não é livrar-nos de nossa personalidade. Mesmo que pudéssemos, isso não nos ajudaria muito. Isso talvez tranqüilize aqueles que re- ceiam que, se deixarem de lado a personalidade, perderão a identidade ou se torna- rão menos capazes e competentes. Na verdade, o contrário é que vale. Quando nos aproximamos de nossa Essên- cia, não perdemos a personalidade. Ela se torna mais transparente e flexível, algo que nos auxilia a viver, em vez de dominar nossa vida. Quando estamos mais pre- sentes e conscientes - qualidades da Essência -, sobrevêm momentos de "fluxo" e de "desempenho máximo", ao passo que as manifestações da personalidade cos- tumam levar-nos a ignorar coisas, cometer erros e criar problemas de toda espécie. Se estivermos muito ansiosos por causa de uma viagem, por exemplo, provavelmen- te colocaremos na mala as roupas erradas ou esqueceremos de levar objetos impor- tantes. Aprendendo a permanecer relaxados e presentes em meio às pressões do dia- a-dia, tornaremos a vida mais fácil. Quando conseguimos nos identificar menos com a personalidade, ela se tor- na uma parte menor da totalidade que somos. A personalidade ainda existe, mas há uma inteligência mais ativa, uma sensibilidade e uma Presença por trás dela que a utilizam como veículo, em vez de deixar-se guiar por ela. Quanto mais nos identi- ficarmos com a Essência, mais veremos que não perdemos a identidade - nós na verdade a encontramos. "Quando um homem desper- ta, ele desperta do falso pressu- posto de haver estado sempre desperto e, assim, de haver sido senhor de seus pensamentos, sentimentos e atos."
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    JAMES THUlllll Il ANDREWIIAIlVI "As mesmas coisas que di' I I mos evitar e esquecer revl'l.llll ," a 'prima materia' da qual PIOVI'" o verdadeiro crescimento." "Antes de morrer, todo dl'vl ríamos lutar para saber o qlH I'VI tamos, para onde vamo l' 1'01 quê." O MEDO E O DESEJO FUNDAMENTAIS o mecanismo da personalidade é acionado pelo que denominamos o M edo Fundamental de cada tipo. Esse medo surge em decorrência da inevitável perda de contato com a natureza Essencial na primeira in- fância. Várias são as razões para isso. Como recém-nascidos, chegamos ao mundo com necessidades naturais, inatas, que precisavam de satisfação para que nos to, nássemos seres humanos maduros. Todavia, mesmo nas circunstâncias mais 1,o ráveis, nossos pais não puderam - nem poderiam - atender perfeitamente a lo das as nossas necessidades de desenvolvimento. Por mais bem-intencionados ((lU' fossem, eles enfrentaram problemas ao satisfazer nossas necessidades, prinCIpal mente aquelas que eles próprios tiveram e foram inadequadamente atendidas. I próprio dos bebês manifestar uma grande variedade de emoções e estados de espl rito. Se essa manifestação tiver sido bloqueada em nossos pais, eles provavelmentl' ficarão ansiosos e pouco à vontade quando nós o fizermos, assim tornando nosso eu infantil igualmente ansioso e insatisfeito. Quando um bebê manifesta sua alegria e seu pra- zer de viver e a mãe está deprimida, é pouco provável que ela se sinta à vontade diante da efusão do filho. Assim, esse bebê aprende a suprimir sua alegria para não perturbar mais a mãe. Outro bebê, de tempera- mento diferente, pode chorar ou tentar de outras ma- neiras obter uma reação da mãe, mas de qualquer modo não vê nela um reflexo (k sua alegria. É importante notar que essas reações não se devem ao fato de no 50S pais serem "maus", mas sim ao de eles só poderem refletir aquilo que neles não ti ver sido bloqueado. Essa gama limitada - e muitas vezes desestruturada - de ati tudes e comportamentos grava-se na alma receptiva da criança como o pano de fun- do que ela usará na vida e em todos os relacionamentos futuros. Em decorrência de necessidades infantis não satisfeitas e subseqüentes blo- queios, começamos a sentir logo no início da vida que certos elementos-chave es- tão faltando em nós. Naturalmente, essa sensação cria uma profunda ansiedade. É provável que nosso temperamento inato determine nossa reação à ansiedade. Seja como for, independente de nosso futuro tipo de personalidade, acabamos chegan- do à conclusão de que há algo fundamentalmente errado conosco. Mesmo que não consigamos verbalizar o que isso é, sentimos o puxão de uma ansiedade muito for- te e inconsciente - nosso Medo Fundamental. Cada tipo possui um Medo Fundamental característico, embora todos esses Medos sejam universais. (De um ponto de vista mais sutil, cada Medo Fundallll'n tal é uma reação ao medo universal da morte e da aniquilação - o medo ((I!' 110"
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    MENSAGENS INCO SCIENTESDA INFÁ CIA "Nao con eguimos mudar as coisas conforme desejamos. Nosso desejo é que gradualmente muda." Todosrecebemos de nossos pais (bem como de outras figuras importantes) várias men- sagens inconscientes durante a infãncia. Elas têm um profundo efeito sobre nossa identida- de em formação e sobre o quanto nos permitiram ser plenamente o que somos. A menos que nossos pais fossem eles próprios seres humanos muito desenvolvidos e conscientes, o brilho expansivo de nossa alma teve de reduzir-se em graus variáveis. Embora possamos ter recebido várias das mensagens abaixo, uma delas tende sempre a ser mais importante para um tipo. Quais o afetam particularmente? PROUST "Errar não é bom." "Ter necessidades próprias não é bom." "Ter sentimentos e identidade próprios não é bom." "Estar bem ou feliz demais não é bom." "Estar à vontade no mundo não é bom." "Confiar em si mesmo não é bom." "Depender dos outros para alguma coisa não é bom." "Ser vulnerável e confiar nos outros não é bom." "Impor-se não é bom." TipOUm: Tipo Dois: Tipo Três: Tipo Quatro: Tipo Cinco: Tipo Seis: Tipo Sete: Tipo Oito: Tipo Nove: sa personalidade tem do nada.) Veremos em nós mes- mos os Medos Fundamentais de todos os nove tipos, embora o que é inerente ao nosso tipo nos motive o comportamento muito mais que os outros. Para compensar o Medo Fundamental, surge um Desejo Fundamental. Ele é o meio que encontramos de proteger-nos do Medo Fun- damental para de alguma forma continuar a agir. O Desejo Fundamental é aquilo que acreditamos que nos fará bem; é como se nos disséssemos: "Se eu tivesse X OS MEDOS FUNDAMENTAISDE CADA TIPO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Medo de ser mau, corrupto, malvado ou falho Medo de não merecer ser amado Medo de ser desprezível, de não valer nada Medo de não ter identidade ou importância Medo de ser inútil, incapaz ou incompetente Medo de não contar com apoio ou orientação Medo de sofrer dor ou privação Medo de ser machucado ou controlado pelos outros Medo de fragmentar-se, de perder o vínculo com os outros
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    (amor, seguran a,paz etc.), tudo entraria no eixos". Podenamo., chama lo dc (li ia ridade do ego, pois esse desejo sempre nos revela o que o ego s cmpcnha 'm obter Os Desejos Fundamentais representam necessidades humanas lInivcr ai e lc gítimas, embora a idealização e a importãncia que cada tipo dá ao seu desejo e pc- cífico sejam tantas que afetam outras necessidades. Contudo, é importante fri ar que não há nada de errado com nosso Desejo Fundamental. O probl ma é que, ao tentar satisfazê-lo, podemos tomar caminhos errados que acabam por levar-nos a improdutividade. Por exemplo, o Desejo Fundamental do Tipo Seis é encontrar segurança. Con- forme veremos, as pessoas desse tipo podem buscá-la com tanta ãnsia que acabam por arruinar tudo em sua vida, inclusive, ironicamente, sua própria segurança. Da mesma forma, todos os tipos são capazes de tornar-se autodestrutivos se persegui- rem cega e demasiadamente seu Desejo Fundamental. Acabamos perseguindo sem- pre a mesma coisa, usando as mesmas estratégias, mesmo que elas não nos tragam os resultados pretendidos. Nosso Desejo Fundamental pode também levar-nos a um bloqueio incons- ciente de nossa natureza Essencial porque a personalidade não abrirá mão de seu controle enquanto não acreditar que o Desejo Fundamental está satisfeito. O Tipo Seis, por exemplo, não relaxará enquanto não tiver certeza de que seu mundo está em absoluta segurança. Da mesma forma, o Tipo Um não relaxará nem se fará mais presente enquanto tudo em seu mundo não estiver perfeito. Evidentemente, essas coisas jamais se concretizarão. Entender o Medo e o Desejo Fundamentais ajuda a compreender melhor o mi- lenar ensinamento universal de que a natureza humana é movida pelo medo e pe- lo desejo. Assim, poderíamos dizer que a estrutura de nossa personalidade é cons- tituída por um movimento de fuga do Medo Fundamental e outro de busca do Desejo Fundamental. O tom geral de nossa personalidade surge dessa dinâmica, a qual se torna a base de nossa noção de eu. OS DESEJOS FUNDAMENTAISE SUAS DISTORÇOES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 O desejo de ter integridade (descamba em perfeccionismo e crítica) O desejo de ser amado (descamba em necessidade de fazer-se necessário) O desejo de ter valor (descamba em busca de sucesso) O desejo de ser quem é (descamba em autocomplacência) O desejo de ser competente (descamba em especializações inúteis) O desejo de ter segurança (descamba em apego a convicções) O desejo de ser feliz (descamba em escapismo frenético) O desejo de proteger-se (descamba em briga constante) O desejo de estar em paz (descamba em teimosa negligência)
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    MENSAGENS PERDIDAS DAINFÂNCIA "Vocêé bom." "Vocêé querido." "Vocêé amado pelo que é." "Vocêé visto como é." "Suas necessidades não são problema." "Vocêestá seguro." "Vocênão será abandonado." "Vocênão será traído." "Sua presença é importante." Tipo Um: Tipo Dois: Tipo Três: Tipo Quatro: Tipo Cinco: Tipo Seis: Tipo Sete: Tipo Oito: Tipo Nove: A psicologia sugere que nossa capacidade de agir como adultos maduros e in- tegrados é, em grande parte, determinada pelo modo como nossas necessidades es- pecíficas de desenvolvimento foram satisfeitas na primeira infância. As necessida- des que nâo tiverem sido adequadamente atendidas podem ser vistas como "lacunas" que interferem em nossa capacidade de vivenciar a plenitude Essencial. A tradiçâo espiritual sugere, além disso, que a estrutura de nossa personalidade se forma buscando compensar essas lacunas de desenvolvimento. A personalidade é como o gesso que protege um braço ou perna quebrados. Quanto maiores as fratu- ras originais, mais gesso terá de ser usado. Sem dúvida, o gesso é necessário para que o membro se recupere e volte a funcionar como antes. Mas, se jamais o retirar- mos, ele limitará terrivelmente o uso do membro atingido e impedirá seu desenvol- vimento. Algumas pessoas são obrigadas a desenvolver uma personalidade equiva- lente a um molde de gesso que recobre o corpo todo. Ninguém atravessa a infância sem alguma necessidade de proteger-se contra futuras mágoas. Vista como um molde temporário, a personalidade é um recurso útil e essen- cial porque protege as áreas da alma que mais necessitam. Esse molde de gesso é mais reforçado onde nós somos mais vulneráveis. Assim, a personalidade nâo só nos aju- dou a sobreviver psicologicamente como também pode, a partir de agora, orientar- nos quanto ao que mais precisamos fazer em nosso trabalho de transformação. A ESSÊNCIA É RESTRINGIDA PELA PERSONALIDADE Serecebemos na infância muitas mensagens que nos limitam, existem também mensa- gens que toda criança precisa ouvir. É possível que tenhamos recebido pelo menos algumas delas, mas certamente não todas. A Mensagem Perdida, aquela que não foi ouvida (mesmo que tenha sido emitida), geralmente se torna o problema principal da criança e o cerne de seu Medo Fundamental. Assim, a estrutura da personalidade adulta faz tudo que pode para levar os outros a dar-nos a Mensagem Perdida que jamais chegamos a receber como deveríamos. Leia as seguintes Mensagens Perdidas e observe qual o impacto que provocam em vo- cê. Qual delas mais precisava receber? Qual o efeito que tem o reconhecimento dessa neces- sidade sobre você?
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    CYRIL CONN )11Y "Todos estamo cumprllld •• uma sentença de prisão perp lu na masmorra do eu." Independentemente de seu passado, pode ter certeza de que mesmo as mais traumáticas experiências de infância não podem danificar nem destruir sua Essência. Ela continua pura e imaculada, mesmo que tenha sido constrangida e obscurecida pelas estruturas da personalidade. Se nossa família for muito desajustada, essa es- trutura será extremamente rígida e restritiva. Se nossa família for mais ajustada, a estrutura de nossa personalidade será mais leve e flexível. Os que provêm de famílias muito desajustadas podem animar-se ao saber que o eu Essencial que há em nós permanece intato e à procura de meios de manifestar- se. No início, talvez tenhamos que empenhar muito tempo e esforçar-nos para su- prir as lacunas de nosso desenvolvimento, mas o âmago de nosso Ser sempre nos apoiará. É bom repetir: por mais sofridas que sejam as experiências da infância, nossa Essência não é afetada. Ela está à espera de uma oportunidade de manifestar-se. A verdade é que nós sempre estamos esperando a oportunidade de ser quem somos. Nosso espírito almeja libertar-se, expressar-se, voltar à vida, estar no mundo da for- ma como deveria. E, no entanto, ironicamente receamos abrir-nos àquilo que é mais verdadeiro em nós e resistimos a essa idéia. Porém, quando confiamos no processo e nos en- tregamos a ele, nossa verdadeira natureza vem à tona. O resultado é verdadeira in- tegridade, amor, autenticidade, criatividade, compreensâo, orientação, alegria, for- ça e serenidade - todas as qualidades que sempre exigimos da personalidade. A Essência Não Pode Ser Perdida Nem Danificada Todavia, como a maior parte da personalidade e ~Imple mente um conjunto de crenças, medos e rea- ções condicionados e nâo o nosso verdadeiro Eu, a identificaçâo com ela provoca um profundo auto-aban- dono. A vivência da identidade deixa de ter seu objeto na nossa verdadeira natureza e passa a fixar-se na cou- raça de defesas que tivemos de criar. Enquanto acreditarmos que somos nossa per sonalidade, continuaremos identificados com ela. Uma das maiores razões para a nossa resistência à mudança é que a volta à Essência sempre implica a dor do auto abandono. Quando nos dispusermos a dizer: "Quero ser quem realmente sou, que ro viver na verdade", o processo de resgate de nós mesmos terá começado. Por isso, ao trabalhar com esse material, estamos sujeitos a descobrir verda des a nosso respeito de que jamais suspeitamos e a reviver antigas mágoas, medo~ e raivas. É por essa razão que é importante cultivar a compaixão em relação a nós mesmos: temos de amar-nos o bastante para saber que valemos o esforço de conhe- cer-nos como realmente somos. Temos de amar-nos o bastante para saber que, mes- mo que fiquemos ansiosos ou deprimidos, não nos abandonaremos de novo. Quan- do queremos viver a verdade de quem fomos e quem somos agora e quando queremos curar-nos, nossa verdadeira natureza emerge. O resultado é garantido: só precisamos revelar-nos.
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    CAPíTULO 4 o CULTIVO - DAPERCEPÇAO COMO PODEMOS nos aproximar de nossa verdadeira natureza - a centelha divina que há dentro de cada um de nós? Como podemos livrar-nos das sucessivas camadas de defesas e identificações que acreditamos ser nosso eu e aprender a con- fiar no apoio e na orientação de nossa Essência? Como podemos fazê-lo, não ape- nas num workshop ou num tranqüilo retiro nas montanhas, mas em nossa vida diá- ria? Como podemos deixar de lado o reconhecimento intelectual do que é verdadeiro e passar a viver nossa verdade em todos os momentos? Como podemos fazer da vida nossa prática? O Eneagrama nos ajuda a abandonar os mecanismos limitadores da persona- lidade para que possamos vivenciar mais profundamente quem e o que realmente somos. Mas isso não acontece de forma automática. Entender claramente os tipos de personalidade é o pré-requisito, embora a informação sozinha não baste para li- bertar-nos. Por mais que assim desejemos, não podemos dispor de nosso caminho rumo à transformação - não podemos criá-lo ou "maquiná-lo". Apesar disso, nos- sa participação é imprescindível: sem ela, nada acontecerá. Então, qual é o papel que temos em nossa própria transformação? "COM A BOCA NA BOTIJA" As tradições sagradas do mundo inteiro concordam em frisar a importância de sermos testemunhas de nossa própria transformação. Devemos estar vigilantes, ob- servando com atenção nossas atitudes e atividades. Se quisermos algum benefício desse mapa da alma, precisamos cultivar a arte da percepção e aprender a estar aler-
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    1,1" '111lodo" osmomenlos da vida, s '111 julg,1I nel11juslificar. Precisamos aprcnde. a "pegar- nos com a boca na botija", ou eja, a perceb r quando e lamo agindo COIl forme os dilames da personalidade, a ver como nos manifestamos mecanicam nll', abrindo mão da opção a cada instante. Quando conseguirmos notar o que estamo" fazendo e apreender completamente e sem julgamentos nosso atual estado, o vc lhos padrões começarão a ruir. A percepção é de importância vital para o trabalho de transformação porqu{ os hábitos da personalidade são mais evidentes quando os vemos no momento em que se manifestam. Analisar as atitudes passadas é útil, mas não tanto quanto obscl var-nos como somos no momento presente. Por exemplo, certamente vale a pena entender por que tivemos uma discussão terrível com o parceiro ou ficamos irrita dos com um colega ou com um filho. Mas se nos "pegarmos com a boca na botija" enquanto estamos discutindo ou sentindo a irritação, pode acontecer uma coisa ex- traordinária. Nesse momento de conscientização, talvez possamos perceber que na verdade não queremos manter a atitude questionável à qual segundos antes estáva- mos tão aferrados. Talvez consigamos ver uma verdade mais profunda sobre aque- la situação - por exemplo, que aquilo que tanto queríamos provar era apenas uma tentativa de justificar-nos ou, pior ainda, um pretexto para vingar-nos de alguém. Ou que as "piadinhas" com que tanto nos divertíamos eram apenas uma tentativa de evitar a tristeza e a solidão. Se conseguirmos levar em frente essa decisão, nossa percepção vai continuar a aumentar. Talvez no início fiquemos constrangidos ou envergonhados; talvez queiramos a todo custo parar no meio do caminho ou distrair-nos de alguma for- ma. Mas, se atentarmos para o desconforto, veremos que surge algo mais: algo mais verdadeiro, capaz de fazer-nos sentir com extraordinária força a nós mesmos e o que está à nossa volta. Esse "algo mais" tem força e compaixão, paciência e sabedoria, liberdade e valor: ele é quem nós na verdade somos. Ele é o "Eu" que vai além do nome, que não tem personalidade, que é nossa verdadeira natureza. O DESPERTAR A percepção pode não apenas mudar sua vida; ela pode salvá-la. Muitos anos atrás, uma grande ponte de uma importante rodovia interestadual ruiu numa noite de tempestade. Vários trechos da ponte caíram no rio, deixando os motoristas, des- prevenidos, expostos a risco de vida em meio à chuva torrencial e à confusão da tempestade. Um motorista atento viu o que ocorrera e conseguiu parar a poucos metros da cabeceira da ponte, salvando-se da morte certa no rio que corria a mais de 100 me- tros abaixo de seus pés. Ele arriscou a própria vida correndo em direção aos carros que se aproximavam, tentando freneticamente avisar os demais motoristas acerca do perigo que corriam. Nesse momento, um carro com cinco rapazes passou. Eles
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    despertar." U M CU R S O D E M ILA G R E S A VISÃO CONSCIENTE viram o 110m l1ltlu ' gC'>lIlulava Icito louco cm ,>uadircc;ao, mas c rtamcntc pensa- ram quc el estava buscando ajuda para seu próprio carro que quebrara. Rindo, fi- zeram-lhe um gesto pouco gentil e arrancaram a toda velocidade. Segundos mais tarde, lançavam-se ao rio e morriam, todos os cinco. Do nosso ponto de vista, poderíamos dizer que a personalidade os matou. Des- prezo, hostilidade, bravata, jactância, falta de desejo de ouvir ou falta de compaixão - qualquer um de vários impulsos poderia ter sido a razão da decisão do motoris- ta de não parar. Algum hábito, alguma característica de sua personalidade, falou mais alto num momento decisivo, com trágicos resultados. Entender até que ponto confiamos nossa vida aos mecanismos de nossa per- sonalidade e o risco que corremos fazendo-o já é um grande progresso. Muitas ve- zes, é como se um bebê de 3 anos de idade tomasse por nós decisões cruciais. Quan- do entendemos a natureza dos mecanismos da personalidade, passamos a ter uma opção quanto a identificar-nos com eles ou não. Se não temos consciência deles, lo- gicamente não há possibilidade de optar. Porém, ao percebermos o quanto somos integrantes do Tipo Cinco, ou Dois, ou Oito, temos a oportunidade de não agir ir- refletidamente, como um simples autômato do tipo. Gurdjieff e outros mestres espirituais disseram repetidas vezes que nosso estado de consciência nor- mal é uma espécie de "sono". Isso pode parecer estra- nho, mas, no que diz respeito ao nível de consciência que podemos atingir, nosso estado normal está tão distante da vivência direta da realidade quanto o sono está da vigília. Entretanto, sabemos o quanto os so- nhos nos parecem reais enquanto estamos dormindo. Quando acordamos e percebemos que estávamos sonhando, nossa relação com a realidade se altera. A noção de quem somos ganha outro foco. O despertar do transe da personalidade se processa de forma muito parecida. Perguntamo-nos: "O que é isso, afinal? Onde é que eu estava há um minuto?" É pos- sível que fiquemos surpresos ao constatar o quanto estávamos perdidos, mesmo que não nos apercebêssemos disso. Se alguém nos tivesse perguntado se estávamos des- pertos naquele momento, teríamos respondido que sim. Mas, desta nova perspecti- va, vemos que não. Talvez descubramos aí que passamos partes inteiras de nossa vi- da "dormindo". Pare um instante para olhar o local em que se encontra neste exato momento. O que você havia registrado dele? Há alguma coisa que nunca tenha visto antes? Olhe de verdade. ão parta do prinCipio de que já sabe tudo que há nele. Enquanto olha ao seu redor, consegue sentir seu pró- prio corpo? Pode sentir qual é sua postura enquanto observa? Percebe alguma diferença entre a no- ção que tem de si agora c a que tcm normalmente? "A Bíblia diz que um sono pro- fundo caiu sobre Adão, mas não há nenhuma referência ao seu
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    ~ Quando relaxamose deixamos que a percepção aumente, ficamos menos presos ao que quer que seja que possa atrair-nos a atenção. Se sentíamos medo ou ansiedade ou estávamos perdidos em fantasias e devaneios, ganharemos objetivida- de e perspectiva em relação ao que estamos fazendo. Por conseguinte, sofreremos menos. Usamos muito a palavra percepção, e ela de fato é muito importante cm vario.., métodos que visam ao crescimento psicológico e espiritual. Apesar disso, e diheil dar-lhe uma definição adequada. Talvez seja mais fácil defini-la pelo que ela tlClO (' do que pelo que é. Por exemplo, podemos dizer que a percepção não é raciocmio, não é sentimento, não é ação, não é intuição e não é instinto, embora possa abarcar uma ou todas essas coisas. Mesmo o raciocínio mais ativo e concentrado não é a mesma coisa que a per- cepção. Por exemplo, podemos estar pensando sem parar no que escrever neste ca- pítulo e, ao mesmo tempo, perceber nossos próprios processos de raciocínio. Em outra ocasião, podemos perceber que estamos pensando numa reunião de trabalho que está para ocorrer ou ensaiando mentalmente uma conversa com alguém en- quanto caminhamos pela rua. Em geral nossa percepção está tão voltada para nos- sa conversa interior que não nos damos conta de que somos algo à parte dela. Com um pouco mais de percepção, porém, conseguiremos sair de nossa conversa imagi- nária e observá-la. Da mesma forma, podemos perceber melhor nossos sentimentos e conscien- tizar-nos deles. Podemos "ver-nos" justo no momento em que nos sentimos irrita- dos, entediados ou solitários. Quando não estamos tão atentos, identificamo-no com um sentimento e não vemos que ele é de natureza temporária: pensamos que somos e não que estamos frustrados ou deprimidos. Quando a tempestade passa, percebemos que aquele sentimento na verdade era transitório, mesmo que ele tives- se sido para nós a própria realidade enquanto estávamos entregues a ele. Por outro lado, quando estamos conscientes de nossos sentimentos, observamos claramente seu surgimento, seu impacto sobre nós e seu desvanecimento. Podemos também ter uma maior percepção do que estamos fazendo - das próprias sensações do corpo em ação e em repouso. Independentemente de isso po- der ser bom ou mau, nosso corpo aprendeu a fazer muitas coisas no piloto automá- tico. Por exemplo, somos capazes de dirigir e conversar ao mesmo tempo. Podemos estar pensando no que vamos dizer em seguida enquanto nos preocupamos com o horário de chegada. Enquanto isso, o corpo empreende todas as complicadas ações necessárias à direção do carro. Tudo isso pode se processar automaticamente e sem muita percepção, ou com percepção de uma parte ou de tudo que ocorre. Cada momento nos coloca diante da possibilidade de expandir nossa percep- ção - com muitos benefícios: o que c percep (lO ?
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    APRENDER A "OBSERVARE DEIXAR DE LADO" ~ Uma maior I' 're 'I' 'ao nos permite colocar mais de nós - e, as im, mai recur o - no proble- mas e dificuldades que possamos estar enfrentando. Se- remos capazes de novas soluções, em vez de velhas rea- ções baseadas nos mecanismos de nossa personalidade. Além disso, usamos com muita freqüência a palavra ver, como, por exemplo, na frase: "É importante que vejamos os mecanismos de nossa personalidade". Con- tudo, é preciso esclarecer o que queremos dizer com essa palavra, da mesma forma que com a palavra percepção. Particularmente, é vital que compreendamos o que é que "vê" em n6s. Todos sabemos muito bem tecer comentários a nosso próprio respeito e analisar nossas experiências. Nesses casos, uma parte de nossa personalidade es- tá criticando ou comentando outra parte, como se dissesse: "Não gosto dessa parte de mim" ou "Acabo de fazer um belo comentário", e assim por diante. Esse tipo de comentário interior não costuma levar a nada além de inflação, esvaziamento e em- pobrecimento da estrutura do ego - e, finalmente, a uma guerra interior. Não é es- se tipo de "visão" que queremos cultivar. "Ver" não é tampouco uma compreensão puramente intelectual. O intelecto certamente tem sua parte; não queremos insinuar que não precisamos da mente no processo de transformação. Mas a parte de nós que vê é algo mais onipresente e, no entanto, fugidio. É algo que às vezes é chamado de testemunha ou observador inte- rior: nossa percepção plena, viva, aqui e agora, capaz de apreender experiências em vários níveis diferentes. ~ Uma maior percepção nos abre para um verdadeiro relacionamento com as pessoas e com o mundo que nos cerca. O prazer e a surpresa de cada novo mo- mento passam a alimentar-nos e enriquecer-nos. Mesmo as experiências que nor- malmente consideraríamos desagradáveis ganham um novo sabor quando as viven- ciamos com percepção. Uma das habilidades mais importantes que precisamos cultivar ao embarcar na jornada interior é a de "observar e deixar de lado" os hábitos e mecanismos da personalidade que nos aprisionam. Nossa máxima é enganosamente simples. Ela significa que precisamos apren- der a observar-nos, vendo o que surge em nós a cada momento, bem como o que nos distrai do aqui e agora. Devemos simplesmente observar o que encontrarmos, seja ele agradável ou não. Não devemos mudá-lo nem criticar-nos pelo que foi des- coberto. Quanto mais plenamente presentes estivermos em relação a tudo que en- contrarmos em nós, mais flexíveis se tornarão as restrições impostas pela persona- lidade e mais a nossa Essência poderá manifestar-se. THICH NHAT HANH "À luz da percepção, c da pensamento, cada ato se torna sagrado."
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    BUDA JACK KORNFIIII) "O mundosurge por meio do sentidos. Por meio de nossas re. ções, criamos ilusões vãs. Sem rea ções, o mundo torna-se claro." "Não temo d melhorar nu • temos apenas de abandonar aqUi lo que nos bloqueia o coraçao." Ao contrário do que pode crer o ego, nao eab a nós reparar-nos nem transformar-nos. Com efeito, um dos maiores obstáculos à transformação é a idéia de que podemos "consertar-nos". Ela naturalmente le- vanta algumas questões interessantes. O que achamos que precisa ser consertado e que parte de nós se arro- ga o direito de consertar a outra parte? Que partes são o juiz, o júri e o réu, respec- tivamente? Quais os instrumentos de punição ou reabilitação e que partes de nós os aplicarão a que partes? Somos programados desde a mais tenra infância a acreditar que precisamos nos superar, nos esforçar mais e desconsiderar as partes de nós mesmos que as de- mais partes não aceitam. Nossa cultura e nossa educação lembram-nos constante- mente que poderíamos ser mais bem-sucedidos, desejáveis, seguros ou espirituali- zados se mudássemos alguma coisa em nós. Em resumo, aprendemos que devemos ser diferentes do que realmente somos, com base em alguma fórmula recebida pela mente. A idéia de que basta descobrirmos e aceitarmos quem na verdade somos con- tradiz quase tudo que nos ensinaram. Sem dúvida, se estivermos fazendo alguma coisa prejudicial - como abu- sando de álcool e drogas, estabelecendo relacionamentos destrutivos ou dedicando- nos a atividades criminosas -, será necessário parar para que possamos dar início ao trabalho da transformação. Mas o que geralmente nos permite mudar não é aren- ga nem punição e sim o cultivo da percepção, tranqüi- la e concentrada, para que possamos ver o que nos está induzindo ao que é prejudicial. Quando percebe- mos não só os maus hábitos, mas também as partes de nós que gostariam de ver-nos pelas costas, algo intei- ramente novo entra em jogo. Quando aprendemos a estar presentes na vida e a abrir-nos para o momento, começam a acontecer milagres. Um dos maiores é a possibilidade de abandonar num minuto um hábito que nos atazanou a vida intei- ra. Quando estamos realmente presentes, podemos renunciar a velhos hábitos por- que já não somos os mesmos. O milagre que podemos ter por certo é o milagre de ver a cura de nossas mais antigas e profundas feridas pela ação da percepção. Se usar- mos este mapa da alma para seguir até o fundo do coração, o ódio se transformará em compaixão; a rejeição, em aceitação; e o medo, em maravilhamento. Lembre-se sempre que, além de ser um direito, é seu estado natural ser sábio e no- bre, amoroso e generoso, estimar a si mesmo e aos outros, ser criativo e renovar-se cons- tantemente, ter com o mundo um compromisso de reverência e entrega, ter coragem e contar consigo mesmo, regozijar-se e realizar-se, ser forte e potente, gozar de paz de es- pírito e presenciar o eterno mistério da pr6pria vida.
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    KRISHNAMURTI A IDENTIFICAÇÃO EO OBSERVADOR INTERIOR >- Fazer juízos de valor, condenar a si e aos outros (Um) >- Entregar aos outros o que para si tem mais valor (Dois) >- Tentar ser diferente do que realmente é (Três) >- Fazer comparações negativas (Quatro) >- Interpretar demasiadamente a própria experiência (Cinco) >- Depender do apoio de algo exterior a si mesmo (Seis) >- Prever o que fará em seguida (Sete) >- Tentar forçar ou controlar a própria vida (Oito) >- Insistir em não se deixar afetar pelas próprias experiências (Nove) À medida que ganharmos experiência de presença e auto-observação, notare- mos o desenvolvimento de uma faceta aparentemente nova de nossa percepção: uma profunda capacidade de "testemunhar" mais objetivamente nossa própria ex- periência. Como já dissemos, essa faceta da percepção é denominada de observador interior, a qual nos permite observar - simultaneamente e sem comentários ou jul- gamentos - o que está ocorrendo dentro de nós e à nossa volta. O observador interior é necessário à transformação devido a um mecanismo psicológico que Gurdjieff chamou de "identificação", o qual é um dos meios prin- cipais de que dispõe a personalidade para criar e sustentar sua realidade. A personalidade pode identificar-se com pratica- mente qualquer coisa - uma idéia, um corpo, um an- seio, um põr-do-sol, um filho, uma canção. Ou seja, em qualquer momento no qual não estejamos plena- mente despertos e no presente, nosso senso de identi- dade provém daquilo a que estejamos atentos. Por exemplo, se estivermos preocu- pados, concentrando-nos numa reunião que está por acontecer, é como se já estivéssemos vivendo a reunião (embora seja uma reunião imaginária), em vez de viver o que realmente está acontecendo no momento. Ou, se estivermos identifica- dos com uma reação emocional- por exemplo, a atração por uma pessoa -, é co- mo se nos tomássemos essa atração. Ou, se nos sentirmos traídos por uma crítica voz interior, não podemos nos separar dessa voz. EMPURRÕES ESPIRITUAIS Independentemente de seu tipo, há determinadas coisas que você pode fazer para dar um "empurrão" em seu crescimento pessoal e espiritual. Abaixo, uma lista de áreas proble- máticas relacionadas a cada tipo, embora todos nós nos vejamos diante delas de vez em quan- do. Portanto, se quiser avançar em seu trabalho interior, atente o mais que puder para os se- guintes padrões: "A identificação (... ) é uma forma de fuga do eu."
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    JONATHAN WII I tempo." Como tempo, a identificação com um determinado conjunto de qualidades (como a força, a empatia, a tranqüilidade ou a espontaneidade, para citar apenas al- gumas) se fixa e a noção de eu característica de nosso tipo se estabelece. Os senti- mentos e estados que constituem nossa noção de eu são aqueles que acreditamos necessários à realização de nosso Desejo Fundamental. Quanto mais identificados com essa noção de eu, mais presos nela ficamos e mais esquecidos de que existem outras opções e outros modos de ser. Começamos a crer que somos esse padrão. Concentramo-nos apenas em determinadas qualidades do total de nosso potencial humano, como se disséssemos: "Estas qualidades são minhas, mas aquelas não. Sou assim, não assado". Dessa forma, criamos uma auto-imagem, uma autodefinição- um tipo de personalidade previsível. II Para este exercício, você precisará de um relógio e, se possível, um gravador. Escolha um local onde possa sentar-se confortavelmente e observe-o. Por cinco minutos, acompanh{ o melhor que puder sua própria atenção, dizendo o nome de todas as coisas em que reparar. Você poderia dizer, por exemplo: "Estou percebendo a forma como a luz incide sobre a part'- de. Agora observo que gostaria de saber por que olhei para a parede. Percebo que estou con traindo meu ombro direito e que estou me sentindo nervoso" e assim por diante. Você pode gravar suas observações ou fazer este exercício com outra pessoa. Seja como for, mesmo que não faça nem uma coisa nem outra, veja se consegue discernir algum padrão específico em sua forma de perceber. Você se concentra mais nos pensamentos? No ambien- te? Nas sensações? Nos sentimentos e reações? Há recorrência de algum tema? C O N T IN U U M DE PERCEPÇÃO Quando tranqüilizamos a mcnl " mesmo que se- ja só um pouco, percebemos o quanto nossos estados fluluam de um momento para o outro. Num instante eSlamos pensando sobre o trabalho, no outro vemos alguém cruzar a rua que nos faz lembrar um antigo amor. Momentos depois, estamos lembrando de uma canção dos tempos de colégio, até que passa um carro e faz espirrar em cima de no a água de uma poça. Imediatamente sentimos raiva do idiota que estava dirigindo c não pensamos em outra coisa até que percebemos que só um chocolate nos fará sen tir melhor. E por aí vai. A única coisa que não muda é a tendência da personalida- de a identificar-se com cada um dos sucessivos estados. A percepção se expande e contrai como um balão, mas a identificação sempre nos torna menores. Talvez já tenhamos percebido que, quando estamos identifica- dos com alguma coisa, nossa percepção do ambiente imediato diminui enormemen- te. Temos menos consciência dos outros, do meio ambiente e do nosso próprio es- tado de espírito. Simplificando, quanto mais identificados estivermos, mais contraída estará nossa percepção - e mais distantes estaremos da realidade.
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    IDENTlFICAÇOES BÁSICAS DOSTIPOS llpo Forte identificação com: Para manter a seguinte auto-imagem: 1 O superego, com a capacidade de acessível moderado "bom" avaliar, comparar, medir e discernir sensato prudente racional coisas e experiências. Resistência ao objetivo dotado de reconhecimento de tensões moral motivadas pela raiva. 2 Sentimentos motivados pelos outros amoroso atencioso carinhoso e sentimentos baseados nas reações afetuoso solícito compassivo que despertam nas pessoas. desinteressado gentil Resistência ao reconhecimento dos próprios sentimentos e necessidades. 3 Uma auto-imagem criada em reação admirável incomparável dotado de ao que percebe como admiração da desejável bem-ajustado "potencial parte das pessoas. Resistência ao atraente eficiente ilimitado" reconhecimento de sentimentos de vazio e de auto-rejeição. 4 A sensação de alteridade e a de sensível consciente de tranqüilo e possuir defeitos e com as reações diferente si mesmo profundo emocionais. Resistência ao singular delicado honesto reconhecimento de qualidades intuitivo consigo positivas autênticas em si mesmo mesmo e a tornar-se como os outros. 5 A sensação de ser um observador frio perspicaz auto-suficiente alerta e distante do mundo, e não parte "esperto" observador objetivo dele. Resistência ao reconhecimento curioso invulgar da presença e do estado físicos, a sentimentos e necessidades. 6 A necessidade de responder e reagir confiável digno de previdente à ansiedade interior diante de uma responsável amor questionador falta de apoio percebida. Resistência digno de "normal" ao reconhecimento de apoio e da confiança cuidadoso própria orientação interior. 7 A sensação da emoção proveniente entusiasta alegre cheio de da antecipação de futuras experiências dono de ávido energia positivas. Resistência ao espírito livre sociável positivo reconhecimento do próprio sofrimento espontãneo e da ansiedade. S A sensação de intensidade decorrente forte hábil resistente da resistência ou desafio às pessoas assertivo ativo independente e ao meio. Resistência ao direto tenaz reconhecimento da própria vulnerabilidade e necessidade de cuidados. 9 A sensação de estabilidade interior tranqüilo constante fácil de decorrente do distanciamento relaxado delicado agradar de impulsos e sentimentos intensos. estável natural amigável Resistência ao reconhecimento da própria força e capacidade.
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    RUMI OTALMUDI "E se nãoagora, quando?" "Se você se irrita com qualquer atrito, como é que vai limpar seu espelho?" É inevitável que fiquemos ansiosos, pressentin- do que algo incõmodo possa surgir, quando nos man- temos abertos para nós mesmos. Isso ocorre porque estamos "abrindo o invólucro" de nossa personalida- de. Não devemos desanimar, pois um certo grau de ansiedade ao longo do proces- so de transformação é um bom sinal. Quando deixamos para trás nossas velhas de- fesas, começamos a vivenciar diretamente os sentimentos que evitamos a vida toda. Isso explica por que é possível viver experiências espirituais gratificantes e, em seguida, voltar a estados reativos, negativos ou receosos. O processo de cresci- mento implica um movimento constante entre o abandono de antigos bloqueios, a aber- tura para novas possibilidades e o encontro de níveis de bloqueio mais profundos. Em- bora pudéssemos desejar que o crescimento espiritual fosse mais linear e pudesse ser obtido com um ou dois grandes progressos, a verdade é que se trata de um pro- cesso ao qual nos devemos submeter muitas vezes e em várias situações até que to- da a nossa psique se reorganize. O crescimento espiritual é também um processo que requer que sejamos delicados e pacientes. São co- muns as reações de frustração, as expectativas prees- tabelecidas quanto ao crescimento e o estabelecimen- to de cronogramas para medir o progresso espiritual, mas nada disso adianta. levamos muitos anos para construir as defesas do ego e não podemos esperar desmontá-las da noite para o dia. A alma tem sua própria sabedoria e não permitirá que vejamos nada a nosso respei- to (muito menos que renunciemos ao que quer que seja) antes de estarmos real- mente preparados para tal. Quando se começa um trabalho como esse, é comum o receio de que estar pre- sente seja simplesmente ficar parado, "olhando o próprio umbigo" ou olhando pa- ra o teto. Temos a idéia de que estar mais presentes nos impede de lidar com os pro- blemas importantes da vida - seremos "aéreos", inúteis e incompetentes. Na verdade, o que ocorre é o contrário: ficamos mais atentos e nossos julgamentos e percepções, mais precisos. o MEDO DE ESTAR PRESENTE o Medo hlndamcntal do 'I ipo OitO, )lOI •. (:11I1'10, e o ti ' s'r magoado OIll'OIl trolado por outras p soa ou pela vida e o sc u Desejo Fundamental o dc protegeI ·c dcfend r- e. Proteger-se e contar consigo mesmo são necessidade humanas uni ver ai , já que todos precisamos proteger-nos física e emocionalmente, me mo qu . não sejamos do Tipo Oito. Os jovens desse tipo, porém, começam a concentrar-se nas qualidades que encontram em si que os ajudarão nessa tentativa de prote ão. ·lcs descobrem então sua força, sua perseverança, sua firmeza e sua força de vontade e começam a usá-las para desenvolver e reforçar a identidade de seu ego.
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    /I S/111 I)O '{ I/I I) () I N I /I ( til /I M /I A PERCEPÇÃO LEVA À PRESENÇA Se continuarmos com esse processo, atentando para o que é verdadeiro - para o que está acontecen- do neste exato momento -, começamos a notar que uma sutil Presença permeia todo o espaço que existe dentro e fora de nós. Ela é leve, delicada e prazerosa e pode dar ensejo ao surgimento de muita coisa boa. As- sim, quando nos concentramos na vivência do mo- mento presente, somos preenchidos pela Presença. E, na verdade, veremos que essa Presença é o que essen- cialmente somos. O mais impressionante é que essa Presença sem- pre nos diz o que em nós nos impede de estar mais pre- sentes. Quanto mais presentes estivermos, mais nos aperceberemos das partes de nós que não se relaxam, partes que ainda não ocupamos plenamente. Quanto mais conseguimos relaxar, mais conscientes ficamos do sutil movimento da Presença, preenchendo-nos e JUNG ANTHONY DEMELLO, T H E W A Y T O LO V E Da mesma forma, muita gente pensa quc, se es- tivermos mais presentes, perderemos toda a maturida- de ou a qualificação profissional duramente conquis- tada. Mais uma vez, o que ocorre é o oposto: quando estamos presentes, podemos fazer tudo melhor que nunca; além disso, adquirimos novas capacitações muito mais facilmente porque nossa concentração au- menta. Quando estamos atentos, a inteligência age de maneiras surpreendentes, fa- zendo-nos ir direto à informação ou habilidade necessárias à resolução do proble- ma que temos à nossa frente. Num nível ainda mais profundo, temos medo de estar presentes e de revelar- nos na vida porque pensamos que isso nos fará reviver todas as feridas da infãncia. Temos medo de que, se ousarmos revelar nossa verdadeira natureza, ela não seja re- conhecida ou amada, que ela possa ser rejeitada e humilhada, fazendo-nos vulne- ráveis ou levando as pessoas a temer-nos ou trair-nos. Temos medo de ser abando- nados. Temos medo de que nossa preciosa alma seja desconsiderada ou machucada mais uma vez. E, no entanto, quando nos revelamos completamente, ganhamos paz e espaço imensos, além de tranqüilidade para viver. Descobrimos que estamos inteiros, vivos e ligados ao mundo que nos cerca. Não há por que não viver assim, a não ser pelas razões que a personalidade nos dá - razões com certeza parciais e interessadas. " m última análise, valemos para alguma coisa simplesmente pelo que de essencial incorpora- mos em nós, e se não o incorpo- ramos, a vida é um desperdício." "Se apenas você acendesse a luz da percepção e observasse a si mesmo e tudo que o cerca ao lon- go do dia, se você se visse refleti- do no espelho da percepção da forma que vê seu próprio rosto re- fletido no espelho de sua casa, ou seja, exatamente como ele é, sem o menor acréscimo ou distorção, e se você observasse esse reflexo sem julgamentos nem condena- ções, veria um sem-número de mudanças maravilhosas se pro- cessar em você. Só que você não poderá controlá-Ias nem planejá- las com antecedência; não é você quem resolve como e quando elas devem ocorrer. Somente essa per- cep(.io que não julga pode curar, mudar e fazer alguém crescer. Mas a seu próprio modo e em seu próprio ritmo."
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    7 L Vivenciamos plenamentenossa Presença enquanto seres vivos, aqui e agora. Sabemos que alguém está aqui; sentimos nossa substancialidade, nosso "ser", e as- sim cravamos os pés no momento. Além disso, isso ocorre não por estarmos imagi- nando-nos de um ponto de vista exterior, mas sim porque estamos "dentro" da ex- periência, totalmente ligados às sensações do corpo, desde a cabeça até os pés. Não há nenhuma resistência à realidade do momento. 2. Absorvemos as impressões do ambiente externo e interno completamente e sem julgamentos nem reações emocionais. Somos capazes de observar os vários pen- samentos e sentimentos que passam por nossa percepção sem nos prender a ne- nhum deles. Interagimos com a vida a partir da tranqüilidade interior, não da an- siedade. Nossa atenção volta-se para o que está acontecendo no momento, sem sonhar com o passado nem fantasiar com o futuro ou qualquer outra coisa. 3. Participamos plenamente do momento, deixando-nos tocar pelas impressões à nossa volta, vivenciando intensamente a riqueza e a sutileza da vida. Somos sin- ceros, sem artifícios nem inibições. A cada instante, vivemos a identidade como al- go inteiramente novo. Estamos sempre em busca de alguma fórmula, regra ou ora- ção que resolva os problemas. Mas não há nada que substitua a Presença. Sem ela, rod ando nos. J alvcz o melhor cJa PCI nlall('ll"1 Ullll ssa imprc ao scm rotula la ncm pensar dema iado a seu respeito. om o tempo, o que é vago e sutil tornar-se- á mai claro e nítido, à medida que novas camadas do Ser se revelarem a no . A Presença irrompe em nossos devaneios e identificações o tempo todo. Porém, devido às estruturas criadas pela personalidade, não conseguimos fincar pé e per ma necer presentes. Quanto mais fundo entrarmos no transe do ego, mais "carregados" se tornam os mecanismos de nossa personalidade, como se fossem ímãs dotado dc feroz e desesperada atração. Todavia, se nos sintonizarmos com a vibrante natureza da Presença e virmos o enorme investimento de energia de vida que fazemos nos "projetos" da personalidade, teremos uma saída. Ao mesmo tempo que não podemos simplesmente resolver estar presentes, sem essa resolução a Presença é impossível. Então como pode alguém que está imerso em transe sair do próprio transe? É evidente que uma empresa tão heróica é quase impossível sem o apoio e os instrumentos adequados. Em capítulos subseqüentes, veremos como um sistema de compreensão profunda como o Eneagrama e, mais que isso, a prática diária do cul- tivo da percepção e da Presença, podem contribuir para o despertar de uma pessoa. Além disso, nesses capítulos sugeriremos vários instrumentos e várias formas de apoio que podem funcionar como "despertadores" para o nosso transe. Quanto mais escutarmos esses "chamados", mais Presença teremos Cemais provável será que nos despertemos). Mas isso requer muita prática. Não se engane: esse é um trabalho para a vida inteira. Porém, quanto mais mo- mentos de despertar conseguirmos ter, mais momentum terá nosso processo de des- pertar: algo estará depositado em nós - um grão de areia, o núcleo de uma pérola - que não se perde quando retornamos ao estado normal. Para saber quando esta- mos despertos, há três características para as quais podemos atentar:
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    O Eneagrama noslembra os diferentes elementos ou qualidades que compõem um ser huma- no inteiro. Cada um dos convites seguintes se baseia nas virtudes simbolizadas pelos nove ti- pos; independentemente de qual seja o nosso, podemos aceitar todos eles. nao ha ncnhuma ora ao, mcditaçào, mestre nem técnica neste mundo que possam nos transformar. É por isso que podemos passar anos e anos observando as práticas de nossa religião e, ainda assim, não conseguir personificar as nossas convicções. Podemos ter experiências extraordinárias e momentos em que nos sentimos livres dos grilhões da personalidade, porém, mais cedo ou mais tarde - e, em geral, mui- to mais cedo do que gostaríamos -, voltamos a viver como antes. Isso é assim por- que não entendemos a importância vital da Presença: ela não é, nem pode ser, par- te da personalidade ou de sua ordem do dia. A boa notícia é que a Presença já está aí, mesmo que a percepção que temos dela tenha sido limitada por nossa preocupação com os estreitos interesses da personalidade. Quanto mais valorizarmos, cultivar- mos e fortalecermos a percepção, mais claramente as qualidades mais profundas de nossa natureza Essen- cial se manifestarão. I NI A(.t{AMA Viva por um Objetivo Mais Sublime Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser sábio e ponderado. Cuidar de si mesmo e dos outros Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser bom consigo mesmo e ter boa von- tade e compaixão para com seus semelhantes. Desenvolver-se e dar aos demais um exemplo Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ter prazer na própria vida e estimar e valorizar as pessoas. Abandonar o passado e renovar-se com as próprias experiências Lembre-se que é de sua verdadeira natureza perdoar e usar tudo que estiver ao seu alcance para seu crescimento e renovação. Observar a si mesmo e aos outros sem julgamentos nem expectativas Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ter os pés na realidade, contemplando as infinitas riquezas do mundo. Ter fé em si mesmo e confiar na bondade da vida Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser corajoso e capaz de lidar com a vi- da sob quaisquer circunstâncias. Celebrar com alegria a existência e compartilhar sua felicidade Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser feliz e contribuir para que a expe- riência de todos seja rica. Defender-se e defenda aquilo em que acredita Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser forte e capaz de influir sobre o mundo de várias formas positivas. Levar ao seu mundo a paz e a cura Lembre-se que é de sua verdadeira natureza ser uma fonte inesgotável de serenida- de, aceitação e bondade. Convite 2 Convite Convite 4 UM CO VITE À ABUNDÂNCIA Convite 9 Convite 3 Convite 6 Convite 5 DAN MILLMAN Convite 7 Convite 8 "O Espírito sempre está pre- sente, assim como o sol sempre brilha por trás das nuvens."
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    O primeiro agrupamentode tipos diz respeito aos três componentes básicos da psique humana: instinto, sentimento e raciocínio. De acordo com a teoria do Ene~- grama, essas três funções relacionam-se a "Centros" sutis do corpo huma~o, e a fI- xação da personalidade associa-se basicamente a um desses Centros. Os TIpOSOltO, CAPíTULO 5 As Tríades são importantes para o trabalho de AS TRíADES transformação porque indicam onde está nosso prin- cipal desequilíbriO. Elas representam os três maio- res grupos de problemas e defesas do ego e revelam os principais meios pelos quais reduzimos a percepção e nos limitamos. o EU TRIÁDICO SE OS SERES HUMANOS conseguissem permanecer centrados em sua uni- dade Essencial, não haveria necessidade do Eneagrama. É universalmente reconhe- cido por todas as grandes tradições espirituais que a natureza humana é dividida - é contrária a si mesma e ao Divino. ossa falta de unidade é, de fato, mais caracte- rística de nossa realidade "normal" que nossa unidade Essencial. Surpreendentemente, o símbolo do Eneagrama representa ambos os aspectos da natureza humana, em sua unidade (círculo) e na forma como se divide (triângu- lo e héxade). Cada parte do Eneagrama revela verdades psicológicas e espirituai acerca de quem somos, aprofundando a compreensão de nossa difícil condição, ao tempo em que sugere soluções para que a superemos. . . _ Neste capítulo, analisaremos as principais formas assumidas pela dIvIsa0 da unidade original da psique humana - as Tríades, diferentes grupos de três. Os no- ve tipos não são categorias isoladas, mas apresentam ricas e profundas inter-rela- ções cujos sentidos ultrapassam os meros tipos psicológicos.
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    A T RtA D E DO S E N T lM E T O 4 9 5 A IR IA D E D O IN S IIN IO Nove e Um constituem a Tnad do Instinto; os Tipos Dois, Três e Quatro formam a Tría- de do Sentimento; e os Tipos Cinco, Seis e Sete são a Tríade do Raciocínio. Vale observar que a medicina atual também divide o cérebro humano em três partes principais: o bulbo cerebral- a par- te do cérebro que rege os instintos; o siste- ma límbico - a parte responsável pelas emoções; e o córtex cerebral- a parte res- ponsável pelo raciocínio. Alguns dos mes- tres do Eneagrama referem-se aos três Cen- tros como cabeça, coração e vísceras ou como os Centros do raciocínio, sentimento e ação, respectivamente. Independentemente do tipo, a personalidade contém os três componentes: instinto, sentimento e raciocínio. Como os três estão em interação, não podemos trabalhar um sem afetar os outros dois. Porém, para a maioria das pessoas - presa no mundo da personalidade, como quase todos nós - é difícil distinguir esses com- ponentes. Nada na moderna educação nos ensina como fazer isso. Cada uma dessas Tríades representa um leque de capacidades ou funções Es- senciais que foram bloqueadas ou distorcidas. A personalidade então procura preencher as lacunas onde nossa Essência foi bloqueada - a Tríade a que pertence nosso tipo indica onde estão as maiores limitações à Essência e onde é mais forte o recheio artificial da personalidade. Se pertencermos ao Tipo Oito, por exemplo, a qualidade Essencial bloqueada é a força. Assim, a personalidade tomou a frente e tentou imitar a verdadeira força, fazendo-nos agir com rispidez e afirmar-nos de for- ma às vezes inadequada. A falsa força da personalidade assume o controle e disfar- ça o bloqueio da verdadeira força diante até de nossos próprios olhos. Se não reco- nhecermos esse fato, não poderemos reconhecer nem recuperar nossa força autêntica, Essencial. Da mesma forma, cada tipo de personalidade substitui determinadas qualida- des Essenciais por imitações com as quais nos identificamos e das quais buscamos extrair o máximo. Paradoxalmente, o fato de um tipo se inserir na Tríade do Sentimento não quer dizer que as pessoas desse tipo tenham mais sentimentos que as outras. O mesmo vale para os demais tipos: o fato de pertencer à Tríade do Raciocínio não significa que uma pessoa seja mais inteligente que as de outras Tríades. Na verdade, a fun- ção primordial de cada Tríade (instinto, sentimento ou raciocínio) é aquela em tor- no da qual o ego se fortaleceu mais e, por isso, ela é o componente da psique que me- nos livremente pode funcionar. A T R ÍA D E DO R A C IO C ÍN IO
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    e Repressão ~ PROBLEMAS:Agressividadt ~ BUSCA: Autonomia ~ SENTIMENTO SUBJAC N TE: RAIVA ~ PREOCUPAÇÕES: Resi I 11 cia e Controle do Ambien((' A TRíADE DO INSTINTO Os Tipos Cinco, Seis e Sete preocupam-se com a ansiedade (sentem algo como uma ralta dI' apoio ou orientação). Eles adotam comportamentos que acham que aumentarão sua própllil segurança. Por trás das defesas do ego, há bastante m edo. Os Tipos Oito, ove e Um preocupam-se em oferecer resistência à realidade (criar 11l11l1l-~ p_I ra o eu baseados em tensões físicas). Esses tipos tendem a ter problemas com a agrcsslvld.ltil e a repressão. Por trás das defesas do ego, há bastante raiva. Os Tipos Dois, Três e Quatro preocupam-se com a auto-imágem (prendem-se ao falso cu d personalidade). Eles crêem que as supostas qualidades da personalidade são sua vcrdadt Ir I identidade. Por trás das defesas do ego, há bastante vergonha. A T rfade do R aciocínio A T rfade do Instinto A T rfade do S entim ento OS PRINCIPAIS TEMAS DAS TRíADES A formação dos Tipos Oito, Nove e Um dá-se em torno a distorções nos instintos, a base de nossa força vitaL A Tríade do Instinto preocupa-se com a inteli- gência do corpo, com a sobrevivência e a continuação da vida em seu sentido mais básico. O corpo tem papel crucial em todas as formas de trabalho espiritual autêntico, pois, quando se leva a percepção até ele, tem-se a base da Presença. A razão é óbvia: enquanto nossa men- te e nossos sentimentos podem vagar pelo passado e pelo futuro, o corpo só pode existir no aqui e agora, no momento presente. Essa é uma das maiores razões para que praticamente qualquer trabalho espiritual significativo comece pela volta ao corpo e pela maior conexão com ele. Além disso, os instintos do corpo são as energias mais potentes com que pode- mos trabalhar. Qualquer transformação que se pretenda verdadeira deve obrigatoria- mente incluí-los e, se não o fizer, certamente haverá problemas. O corpo possui in- críveis inteligência e sensibilidade, além de linguagem e conhecimento próprios. As sociedades autóctones, como as tribos aborígenes australianas, mantêm uma relação mais aberta com a inteligência do corpo. Há registro de casos em que membros des- sas sociedades foram capazes de saber, por meio de seu próprio corpo, que um pa- rente a quilômetros de distância havia sofrido um acidente. Esse conhecimento pro- porcionado pelo corpo lhes permite ir diretamente à pessoa ferida e ajudá-la.
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    A 111 11()III A I11) I N I A ( ,,~ A M A GEORGE SANTAYANA Porem, nas sociedades modernas, a maioria das p ssoa e tá quase que inteiramente separada da sabe- doria do corpo. O termo que a psicologia dá a esse fe- nõmeno é dissociação; em linguagem coloquial, o cha- mamos de alienação. Num dia tenso e movimentado, é provável que só notemos o corpo se sentirmos alguma dor. Por exemplo, normalmente nem lembramos que temos pés, a menos que os sa- patos estejam apertados. Mesmo que a região das costas seja muito sensível, quase nunca nos damos conta dela, a não ser que estejamos recebendo uma massagem, exa- geremos na exposição ao solou soframos alguma lesão - e, às vezes, nem assim. Quando de fato nos assenhoreamos do Centro do Instinto, ocupando plena- mente o corpo, ele nos dá uma profunda sensação de plenitude, estabilidade e auto- nomia ou independência. Quando nos afastamos da Essência, a personalidade tenta preencher o vazio deixado por ela, dando-nos uma falsa sensação de autonomia. Para conseguir isso, a personalidade cria aquilo que a psicologia chama de li- mites do ego. Com eles, somos capazes de dizer: "Isso sou eu e aquilo não é. Aquilo lá fora não é eu, mas esta sensação (ou pensamento ou sentimento) aqui sou eu". Em geral, pensamos que esses limites coincidem com a própria pele e, por isso, com as dimensões de nosso corpo físico, mas isso nem sempre se aplica. Isso porque quase sempre estamos sentindo tensões habituais, e não necessa- riamente os verdadeiros contornos do corpo. Podemos perceber também que qua- se não temos sensações em certas partes do corpo: elas nos parecem ausentes ou va- zias. A verdade é que arrastamos conosco uma noção de eu baseada na sensação, a qual tem pouco que ver com a forma que o corpo realmente tem, como se coloca ou o que estamos fazendo. O conjunto de tensões interiores que gera nossa noção in- consciente de eu é a base da personalidade, a primeira camada. Embora todos os tipos recorram aos limites do ego, o Oito, o Nove e o Um o fazem por uma razão específica - eles tentam empregar sua vontade para afetar o mundo sem serem afetados por ele. Eles procuram influir no ambiente, recriá-lo, con- trolá-lo, detê-lo, sem que sua noção de eu seja influenciada. Em outras palavras, to- dos esses três tipos resistem à idéia de deixar-se influenciar pela realidade, cada um à sua maneira. Eles tentam criar uma sensação de completude e autonomia criando um "muro" entre aquilo que consideram o eu e o não-eu, embora a localização de tal muro varie conforme cada tipo e conforme cada pessoa. PRESENTE NO PRÓPRIO CORPO Neste momento, enquanto lê as palavras impressas nesta página, você é capaz de sen- tir seu corpo? Qual a posição em que ele se encontra neste exato instante? Quanto dele você é capaz de sentir? O que contribui para que você o sinta mais profundamente? "Todo o int res e PIrI- tuais são mantidos pela vida ani- maI."
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    TIPO UM: EERGIA VOLTAD, PARA DENTRO, CO TRA 0<" IMPULSOS INTERNOS KEN WILBII{ PONTOS DE REFERÊNCIA 00<" LIMITES DO EGO NA TRIADI' DO INSTINTO "Quando você se descr V(' (111 explica ou simplesmente S( rHI seu 'eu', o que na verdade e l,l f.1 zendo - saiba você disso ou n, (l - é traçar uma linha ou linllll mental ao longo de toda a SII I área de experiência, e tudo qlll está dentro desse limite você n te ou chama de 'eu', enquanto (11 do que está fora você consid r.l 'não-eu'. Em outras palavras, li I auto-identidade depende inteir.1 mente de onde você traça es li nha ou limite (...)." TIPO OITO: ENERGIA VOLTADA PARA FORA, CONTRA O MIIO AMBIENTE O limites do ego dividem-se em duas catego- ria . A primeira refere-se ao que está fora. Ela geral- mente corresponde ao corpo físico, embora nem sempre. Quando cortamos o cabelo ou as unhas ou quando extraímos um dente, não os consideramos mais parte de nós. Por outro lado, podemos subcons- cientemente considerar determinadas pessoas ou coisas como parte de nós - a casa, o parceiro, os filhos -, embora, evidentemente, eles não o sejam. A segunda categoria refere-se ao que está dentro. Por exemplo, dizemos que "tivemos um sonho", mas não achamos que somos o sonho. Alguns de nossos pensamentos e sentimentos também podem ser vistos como distintos de nossa identidade, enquanto nos identificamos claramente com outros. Sem dúvida, pessoas diferentes se identificarão com diferentes sen- timentos e pensamentos. Alguém pode vivenciar a rai- va como parte de si mesmo, ao passo que outra pessoa a verá como estranha a si mesma. Em todo caso, vale lembrar que essas divisões são arbitrárias e resultam de hábitos mentais. No Tipo Oito, o limite do ego está voltado basicamen- te para o que está fora, contrasta com o meio ambiente. A atenção também se concentra no que está fora. O re- sultado é uma expansão e um transbordamento da vita- lidade do Tipo Oito no mundo. Seus representantes es- tão sempre empregando sua energia para impedir que algo se aproxime demais e os machuque. Sua forma de ver a vida é como se eles dissessem: "Nada vai me con- trolar. Ninguém atravessará minhas defesas para ma- chucar-me. Manterei a guarda levantada". Quanto mais ferido na infância, mais inflexível o limite do ego e mais difícil a aproximação de alguém do Tipo Oito. As pessoas do Tipo Um também mantêm um li- mite que as separa do mundo exterior, mas elas estão muito mais preocupadas em manter seu limite interior. Todos temos facetas que reprovamos, que nos fazem sentir ansiosos e querer defender-nos contra elas. O Tipo Um investe uma grande energia tentando deter certos impulsos inconscientes, no intuito de impedi- los de chegar à consciência. É como se seus represen- tantes dissessem: "Não quero esse sentimento! Não quero ter essa reação ou aquele impulso!" Eles criam
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    64 / /1I 11li ItI/ I)() I N I / ( .!l/ M / 111'0NOVI I NIIH.I.' VOI '''1), 1A 10 PARA "AMI A( A'> 1)1 DE TRO QUANTO DL fORA ,Issim uma I<lzoavel tensao flsica para mantn seu li- mites interiores e manter determinadas facetas de ua própria natureza interior a distância, O Tipo Nove, o tipo central da Tríade (o tipo lo- calizado no triângulo eqüilátero), tenta controlar seus limites do ego em ambas as áreas, tanto a interior quan- to a exterior. No que diz respeito à interior, seus re- presentantes não querem que certos sentimentos ou estados perturbem seu equilíbrio, Eles criam um mu- ro contra partes de si mesmos, da mesma forma que os do Tipo Um, suprimindo fortes impulsos e emo- ções instintivos, Ao mesmo tempo, demarcam um rí- gido limite egóico contra o mundo exterior para não se machucarem, como as pessoas do Tipo Oito, Mui- tas vezes, adotam atitudes passivo-agressivas e fazem vista grossa para tudo que possa ameaçar-lhes a paz, Não é de admirar que muitas vezes aleguem cansaço, pois é preciso uma incrível quantidade de energia para re- sistir à realidade em ambas as "frentes", Se eles empregam a maior parte de sua vi- talidade para manter esses limites, ela não estará disponível para um maior investi- mento no mundo, Todos esses três tipos têm problemas com a agressividade. (Apesar de todos os nove tipos de personalidade serem agressivos de diferentes maneiras, a energia da agressividade é um componente-chave nas estruturas do ego dos tipos Instintivos,) Às vezes a agressividade é dirigida para o próprio eu; às vezes, contra os outros. No curso do trabalho psicológico ou espiritual, essa energia agressiva muitas vezes emerge como uma forte sensação de raiva, A raiva é a reação instintiva contra a ne- cessidade de suprimir-nos - a necessidade de fechar e restringir nossa vitalidade. O Tipo Oito tende a atuar a raiva; o Nove, a negá-la; e o Um, a reprimi-la, Podemos entender melhor a função da raiva por meio da experiência de uma criança, Todos nós, consciente ou inconscientemente, achamos que, quando crian- ças, não tivemos o espaço de que precisávamos para nos desenvolver plenamente. Quando começamos a explorar essa área, descobrimos que, sob o verniz do adulto, estamos suprimindo (ou até mais que isso: reprimindo) uma intensa raiva por esse abuso contra nossa integridade Essencial. (No aspecto positivo, a raiva é um meio de dizer: "Fiquem longe de mim para que eu tenha meu espaço! Eu quero e preci- so ser pleno e independente".) O problema é que, se trouxermos esses problemas da infância para a vida adulta, continuaremos a pensar que precisamos proteger nos- so "espaço pessoal" mesmo quando não há nenhuma ameaça real. Uma vez resol- vidos esses problemas, a energia que impulsiona a raiva - bem como a que a man- tém suprimida - pode ser liberada e redirecionada para outros objetivos mais gratificantes, inclusive a transformação.
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    o I UI ItI A III (li 6. Agora mesmo, enquanto lê o que está impresso nesta página, concentre-se em seu co- ração. Respire fundo, tente relaxar e procure sentir o próprio peito. Que sensações você iden- tifica nessa área? O que sente no coração? Suavidade? Adormecimento? Dor? Qual o exato sentimento que tem agora? Se esse sentimento tivesse uma cor, uma forma ou um sabor, qual seria? Que efeito provoca este exercício na noção que você tem de si mesmo? ~ PROBLEMAS: Identidadl' I' IN· Hostilidade ~ BUSCA: Atenção ~ SENTIMENTO SUBJA TE: VERGON HA ~ PREOCUPAÇÓ : Amor ,111 Falso Eu e à Auto-imagt'l11 o CENTRO DO SENTIMENTO Assim, os três tipos da Tríade do Sentimento preocupam-se basicamente com o desenvolvimento da auto-imagem. Eles compensam a falta de uma relação mais profunda com as qualidades Essenciais do coração construindo uma falsa identida- de e identificando-se com ela. Então apresentam essa imagem ao mundo (e a si mes- mos) na esperança de que ela lhes traga amor, atenção, aprovação e valorização. Em termos psicológicos, o Dois, o Três e o Quatro são os tipos que mais se preocupam com a "ferida narcísica", isto é, com o fato de não terem sido valoriza- dos pelo que eram quando crianças. Como não se pode deixar a infância sem algum tipo de ferida assim, quando adultos temos muita dificuldade em ser autênticos pe- A TRíADE DO SENTIMENTO Na Tríade do Instinto, vimos como na verdade pouco ocupamos o corpo e estamos realmente presen- tes com toda a vitalidade. Da mesma forma, raramen- te ousamos estar inteiramente no coração, Quando o fazemos, é quase sempre algo avassalado r, Assim, tro- camos a força dos verdadeiros sentimentos por todo tipo de reação, Esse é o dilema central da Tríade do Sentimento: Tipos Dois, Três e Quatro, No nível mais profundo, a fonte de nossa identidade está nas qualidades do co ração. Quando ele se abre, sabemos quem somos e que "quem somos" não tem na da a ver com o que as pessoas pensam de nós nem com nosso passado. Sentimos um quê, um sabor único, algo que é íntima e indiscutivelmente nós mesmos, É por meio do coração que reconhecemos e apreciamos nossa verdadeira natureza, Quando estamos perto do coração, sentimo-nos amados e valorizados, Além disso, como pregam as grandes tradições religiosas, o coração revela que somos amor e valor. Nosso quinhão na natureza Divina significa não só que somos amados por Deus, mas que a presença do amor reside em nós - somos o conduto através do qual o amor vem ao mundo, Quando o coração se fecha e se bloqueia, não apenas nos afastamos de nossa verdadeira identidade, mas também deixamos de sentir-nos amados e valorizados, Essa perda é intolerável, e aí entra a personalidade, criando uma identidade substituta e procurando em outras coisas o senso de valor, geral- mente buscando atenção e afirmação diante das pessoas,
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    rante nossos semelhantes.Há sempre o 111 do de que, no fim das contas, sejamos mesmo vazios e indignos. O resultado trágico é que nós quase nunca realmente nos vemos uns aos outros ou nos deixamos ver, inde- pendentemente de qual seja nosso tipo. Em vez disso, mostramos uma imagem, como se disséssemos ao mundo: "Eis aqui quem sou - não é? Você gosta de mim, não?" As pessoas podem confirmar o que afirma- mos (isto é, a nossa imagem), mas, enquanto nos iden- tificarmos com a personalidade, algo que está num lo- cal mais profundo continuará sem confirmação. Os tipos da Tríade do Sentimento fornecem-nos três diferentes soluções para esse dilema: dedicar-se a agradar os outros para que eles gostem de você (Tipo Dois); conquistar coisas e destacar-se de alguma ma- neira para que as pessoas o admirem e aprovem (Tipo Três); ou criar uma história elaborada sobre si mesmo e dar uma importância tremenda a todas as suas pró- prias características (Tipo Quatro). Dois dos temas centrais nesta Tríade envolvem problemas de identidade ("Quem sou eu?") e problemas com a hostilidade ("Eu odeio você por não me amar da forma que eu quero!"). Como as pessoas dos tipos Dois, Três e Quatro inconscientemente sabem que sua identidade não é uma expressão de quem elas real- mente são, reagem com hostilidade sempre que sua personalidade-identidade não é validada. A hostilida- de serve não apenas para desviar aqueles que pode- riam questionar ou não legitimar essa identidade co- mo também para defendê-las contra sentimentos de vergonha e humilhação mais profundos. O Tipo Dois busca ser valorizado perante os olhos dos outros. Ele quer ser querido; tenta obter rea- ções favoráveis dando sua atenção e sua energia às pessoas. As pessoas deste tipo buscam reações positi- vas às suas tentativas de aproximação e, no intuito de aumentar sua própria auto-estima, mostram-se amigá- veis, solícitas e bondosas. O foco de seus sentimentos é externo, está nos outros. Porém, em decorrência dis- so, elas costumam ter dificuldade em discernir seus próprios sentimentos e distingui-los dos dos demais. RAMANA MAHARSH I TIPO QUATRO: AUTO- IMAGEM APRESENTADA PARA DENTRO, PARA SI MESMOS FOCO DA AUTO-IMAGEM NA TRíADE DO SENTIMENTO TIPO DOIS: AUTO-IMAGEM APRESENTADA PARA FORA, PARA OS OUTROS <tA única coisa de que preci a· mos é abandonar o hábito que te- mos de considerar real aquilo que é irreal. Todas as práticas religio- sas destinam-se unicamente a aju- dar-nos a conseguir isso. Quando deixamos de considerar real o que é irreal, então só a realidade fica e é o que nós seremos."
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    TIPO TRÊS: AUTO-IMAGEM APRESENTADATANTO PARA SI QUANTO PARA OS OUTRO Além disso, sentem-se freqüentemente pouco reconhecidas, embora tentem, na m ' dida do possível, esconder a hostilidade que isso provoca. O Tipo Quatro é o oposto: sua energia e sua atenção voltam-se para dentro a fim de manter uma auto-imagem baseada em sentimentos, fantasias e histórias do passado. Sua personalidade-identidade concentra-se em ser "diferente", distinto de todo mundo e, por conseguinte, esse tipo costuma sentir-se distanciado das outra pessoas. Seus representantes tendem a criar e manter "climas", em vez de deixar que os sentimentos que os motivam venham à tona. Em seu aspecto menos saudável, eles se vêem como vítimas e prisioneiros do passado, acreditando que não há esp rança de mudar por causa de todas as tragédias e ofensas de que são alvo. Essa também sua forma de chamar a atenção dos outros e despertar pena e, assim, obter uma certa validação. O Tipo Três, o tipo central desta Tríade (aquele que está situado no triângulo eqüilátero), dirige sua atenção e sua energia tanto para dentro quanto para fora. Co- mo o Tipo Dois, o Três também precisa da reação favorável e da confirmação dos outros. As pessoas deste tipo buscam a valorização essencialmente pela realização: elas criam idéias sobre como seria uma pessoa de valor e então tentam tornar-se es- sa pessoa. Mas também se entregam a muita "conversa com os próprios botões", na tentativa de criar e manter um retrato interior coerente de si mesmas, como as do Tipo Quatro. Elas estão sempre sob o risco de "acreditar em seus próprios informes" mais que na verdade. Apesar das várias imagens apresentadas, no fundo esses tipos não acham que têm valor. Entre as prioridades de suas personalidades, está a tentativa de esconder isso deles e dos demais. O Tipo Dois ex- trai seu amor-próprio de afirmações como: "Sei que tenho valor porque há quem me ame e valorize. Fa- ço o bem para os outros e eles me apreciam". O Dois é um tipo composto de salvadores. No extremo opos- to, está o Tipo Quatro, de "salvados". Eles dizem a si mesmos: "Sei que tenho valor porque sou único e di- ferente de todos. Se alguém se preocupa em aliviar- me a aflição, é porque devo valer a pena". O Tipo Três é o exemplo, o que não precisa de salvamento, como se dissesse: "Sei que tenho valor porque faço tudo co- mo manda o figurino - não há nada de errado co- migo. Tenho valor por causa de minhas realizações". Apesar de seus diferentes mé- todos para "criar auto-estima", todos três carecem de um amor apropriado ao eu. Se os tipos da Tríade do Instinto estão tentando administrar a raiva, os da Tría- de do Sentimento estão tentando administrar a vergonha. Quando não encontramos espelho para nossas qualidades autênticas, Essenciais, na tenra infância, chegamos à conclusão de que há algo errado conosco. O sentimento que resulta é a vergonha. Tentando usar a auto-imagem para sentir que têm valor, esses tipos esperam conse-
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    Estraté- JOSEPH CAMPBELL Se aTríade do Instinto concentra-se em manter uma noção sentida do eu e a do Sentimento, em man- ter uma identidade pessoal, a do Raciocínio dedica-se a encontrar algo que lhe dê apoio e orientação interior. Os sentimentos predominantes nos Tipos Cinco, Seis e Sete são a ansiedade e a insegurança. Dito de outra forma, os tipos da Tríade do Instinto estão preocupa- dos em oferecer resistência contra aspectos do pre- sente; os da Tríade do Sentimento voltam-se para o passado porque a auto-imagem se constrói de lembranças e interpretações do pas- sado; e os da Tríade do Raciocínio estão mais preocupados com o futuro, como se perguntassem: "O que vai acontecer comigo? Como vou sobreviver? Como posso impedir os reveses? Como sigo adiante na vida? O que tenho de fazer para enfren- tar os problemas?" A Tríade do Raciocínio distanciou-se daquela fa- ceta de nossa verdadeira natureza que algumas tradi- ções espirituais chamam de mente tranqüila. Ela é a fon- te de orientação interior que nos permite perceber a realidade exatamente como é e tornar-nos receptivos para o saber interior que pode guiar nossos atos. Mas, da mesma forma que raras vezes estamos plenamente em nosso corpo e em nosso coração, raras vezes temos acesso ao caráter tranqüilo e vasto da mente. Pelo contrário: para a maioria das pessoas, a mente é uma grande ta- garela interna, razão pela qual é preciso passar anos a fio em monastérios e retiros pa- ra que consigam acalmar a mente irrequieta. Na personalidade, a mente não é tran- gias e Convicções Procure relaxar e aproximar-se mais das sensações e impressões que tem neste exato momento. Tente captar realmente a sensação de estar vivo dentro de seu próprio corpo nes- te instante. Não visualize - apenas deixe-se vivenciar o que isso lhe proporciona. À medida que vai serenando, você provavelmente perceberá que sua mente se torna menos "barulhen- ta". Continue por alguns minutos com esse processo. Permaneça com suas sensações e im- pressões imediatas e veja qual o efeito sobre seu raciocínio. À medida que sua mente se acal- ma, como você classifica sua percepção: mais clara ou mais confusa? Sua mente parece-lhe mais aguçada ou obnubilada? O CENTRO DO RACIOCÍNIO guir fugir de ntimcnlOS dc vcrgonha: o Dois torna-se ultrabondo o, bu ando ser carinhoso e útil para LOdos;o Três se torna perfeito em seu desempenho e em suas realizações; o Quatro dramatiza suas perdas e mágoas e vê-se como vítima. A TRíADE DO RACiOcíNIO >- PREOCUPAÇÕES: >- PROBLEMAS:Insegurança e Ansiedade >- BUSCA:Segurança >- SENTIMENTO SUBJACEN- TE: MEDO "Precisamos dispor-nos não só a nos livrar da vida que plane- jamos, como também a levar a vi- da que nos espera."
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    SENTIDOS DA "FUGA"NA TRÍADE DO RACIOclNIO TIPO CINCO: FOGE PARA DENTRO DEVIDO AO MI·I () DO MUNDO EXTERIOR TIPO SETE: FOGE PARA FORA DEVIDO AO MEDO DO MUNDO INTERIOR qüila nem naturalmcnte "sábia" - ela está sempre tcntando descobrir alguma -"tra tégia ou fórmula para poder fazer o que quer que seja que julgue melhor para nós As pessoas dos Tipos Cinco, Seis e Sete não conseguem deixar a mentc a 'al mar-se. Isso representa um problema porque a mente tranqüila nos permite cmil um profundo apoio; a certeza e a orientação interior provêm da mente tranqüila (' dão-nos confiança para atuar no mundo. Quando surge aí algum bloqueio, senti mos medo. Os tipos que pertencem à Tríade do raciocínio distinguem-se por suas reações ao medo. O Tipo Cinco reage fugindo da vida e reduzindo suas necessidades pessoais. Seus representantes se crêem demasiado frágeis para viver sãos e salvos. Como, para eles, o único lugar seguro é a mente, acumulam tu- do que acham que os ajudará a sobreviver até que este- jam prontos a voltar ao mundo. Além disso, acreditam não ter recursos suficientes com que atender às deman- das da vida prática. Assim, batem em retirada até conse- guir aprender e dominar algo que lhes permita sentir-se seguros o bastante para sair de seu esconderijo. O Tipo Sete, ao contrário, se joga de cabeça na vida e não parece ter medo de nada. A princípio, pa- rece estranho que este tipo esteja na Tríade cujo sen- timento predominante é o medo, já que exteriormen- te ele é tão intrépido. Apesar das aparências, contudo, seus representantes estão cheios de medo, só que não do mundo exterior: eles têm medo de seu mundo in- terior - de ver-se presos a dores e sofrimentos emo- cionais e, especialmente, à ansiedade. Assim, buscam uma válvula de escape na atividade e na antecipação dessa atividade. Eles inconscientemente tentam man- ter a mente ocupada para que suas mágoas e ansieda- des não venham à tona. No Tipo Seis, o tipo central desta Tríade (aquele que ocupa o triãngulo eqüilátero), a atenção e a ener- gia dirigem-se tanto para dentro quanto para fora. Os representantes deste tipo sentem-se ansiosos por den- tro e, assim, lançam-se à ação e à antecipação do futu- ro como os do Tipo Sete. Porém, depois que o fazem, acabam receando cometer erros e ser punidos ou não conseguir atender às expectativas despertadas - e, as- sim, como os do Tipo Cinco, "pulam de novo para dentro de si mesmos". Voltam a ter medo dos próprios sentimentos e então o ciclo reativo continua, com a ansiedade levando-lhes a atenção a ir de um lado pa- ra o outro como uma bola de pingue-pongue.
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    Os Grupos Hornevianosindicam o estilo social de cada tipo, bem como a maneira como eles tentam sa- tisfazer suas necessidades fundamentais (conforme indicado pelo Centro da Tríade). Perceber as formas com que inconscientemente buscamos satisfazer nossos desejos ajuda-nos a li- vrar-nos de fortes identificações e despertar. s tipos da Tríade do Raciocínio tendem a ter problemas relacionados com o que os psicólogos denominam "fase da separação" no desenvolvimento do ego. Essa é a fase, em tomo dos 2-4 anos, quando as crianças começam a se perguntar: "Como posso deixar o aconchego e a segurança de Mamãe? O que é seguro e o que é perigo- so?" Em circunstâncias ideais, a figura paterna se toma o apoio e o guia, aquela pes- soa que ajuda a criança a desenvolver suas capacidades e tomar-se independente. Os tipos desta Tríade representam as três possi- bilidades a que as crianças recorrem para negociar a fase da separação e superar a dependência. O Tipo Seis busca alguém como a figura paterna, alguém for- te, confiável e dotado de autoridade. Assim, lida com a perda de orientação interior buscando-a nos outros. Está à espera de algum apoio para tomar-se indepen- dente, embora, ironicamente, tenda a depender da pessoa ou do sistema usado para encontrar a inde- pendência. O Tipo Cinco está certo de que não se po- de contar com esse apoio ou confiar nele, então pro- cura compensar a perda de orientação interior calculando e resolvendo tudo sozinho, mentalmente. Mas, como faz tudo "por sua própria conta", o Tipo Cinco crê que precisa reduzir a necessidade e o ape- go às pessoas se quiser conquistar a independência. O Tipo Sete tenta libertar-se procurando substitutivos para a proteção da mãe. Ele busca tudo aquilo que acredita poder fazê-lo sentir-se mais satisfeito e segu- ro. Ao mesmo tempo, reage à falta de orientação interior tentando todas as opções - como se, pelo processo de eliminação, pudesse descobrir a fonte de apoio e abri- go que secretamente procura. Além das três Tríades, há outro importante agrupamento (de três em três) dos tipos: os Grupos Hornevianos, que assim chamamos em homenagem a Karen Hor- ney, psiquiatra que desenvolveu a teoria freudiana identificando as três principais maneiras pelas quais as pessoas tentam resolver os conflitos interiores. Poderíamos dizer também que os Grupos Hornevianos indicam o "estilo social" de cada tipo: o assertivo, o retraído e o aquiescente (em relação ao superego, ou seja, "obediente"). Os nove tipos se encaixam dentro desses três estilos principais. o ESTI LO SOCIAL - OS GRUPOS HORNEVIANOS TIPO SEIS: FOGE PARA DENTRO PARA EVITAR AMEAÇAS EXTERNAS E PARA FORA PARA EVITAR MEDOS INTERIORES
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    2 9 5 4 Os Retraídos 7 OSGRUPOS HORNEVIANOS Ligação com a vida Relaxamento, abertura, sensibilidade Força interior Centramento Aceitação (Aqui e agora) Essência (Desperta) Os Assertivos CENTRO DO SENTIMENTO Autenticidade Verdade Compaixão Perdão e fluxo Foco no próprio interior (Visa o aqui e agora) CENTRO DO INSTINTO Auto-imagem Histórias Emocionalismo "Climas" Adaptação para afetar terceiros (Visa o passado) Limites Tensão, adormecimento Defesa Dissociação Irritação (Resistência ao presente) Personalidade (Adormecida) CENTRO DO RACIOCÍNIO Tagarelice mental Mente tranqüila Cálculos Orientação Estratégias, dúvida Certeza, lucidez Ansiedade e medo Apoio e estabilidade Antecipação Abertura para o presente (Visa o futuro) (Visa o aqui e agora) PERSONALIDADE E ESSfNCIA: QUALIDADES CONTRASTANTES - Os assertivos (segundo Horney, aqueles que "vão contra as pessoas") são os Tipos Três, Sete e Oito. Eles são volta- dos para o ego e buscam expandi-lo. Rea- gem ao stress e às dificuldades aumentan- do, reforçando ou inflando o ego. Diante dos obstáculos, em vez de recuar, retrair- se ou buscar proteção em outras pessoas, procuram expandir o próprio ego. Todos esses três tipos têm problemas no proces- samento dos próprios sentimentos. Cada um dos Grupos Hornevianos tem uma noção do eu própria em relação às pessoas. Reconhecer e entender que essa "noção do eu" é falsa é muito impor- tante para a percepção das principais características do ego. Um exemplo tomará isso mais claro: se você entrar numa sala cheia de gente, sentirá a si mesmo de uma
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    AIIII)()IIIA IHl INI AldlAMA dl'tl'lllllllada manl'II,, SI (I(r pl'Ilrnn'l ,li glupo a""I'ltlvo, ua rea 'ão imediata "era ""u "OU o centro Sou o qUl' Impolla aquI Agora que heguei, algo vai acon- t'ccr". Os ass nivos autOl11alllamente sentcm 'lu tudo o que importa ocorre em fun ào dei As pessoas dos Tipo et c ito sentem-se assim naturalmente. Os que per- tencem ao Tipo Sete entram numa sala cheia e ubconscientemente pensam: "Che- guei, pessoal! Agora as coisas vao 'c quentar'!" Os que são do Tipo Oito subcons- cientemente pensam: "Pois b 111, aqui estou. Quero ver como vocês lidarão comigo". Eles "ocupam" o e pa o c peram que os outros reajam à sua presença. Já as pessoas do Tipo Três não têm tanta facilidade ou o hábito de sentir-se o cen- tro porque, como já 'vimos, ecretal11cnte dependem da atençào alheia para sentir- se valorizadas. Na medida do po IV I, elas tentarão sutilmente fazer com que os outros as vejam com bons olho, de modo a sentir-se no centro, como se dissessem: "Vejam o que consegui. Digam-mc se não tenho valor". Os aquiescentes (segundo Ilorney, aqueles que "vão ao encontro das pessoas") são os Tipos Um, Dois e Seis, Os tres compartilham a necessidade de ser úteis aos outros, Eles são os advogados, defcn ores, servidores públicos e trabalhadores de- dicados. Os três reagem ao stress e a dificuldades consultando o superego para sa- ber qual a atitude certa, perguntando-se: "Como posso atender às expectativas dos outros? Como posso ser uma pessoa responsável?" É importante entender que os tipos aquiescentes não obedecem necessaria- mente aos outros, mas sim ao que manda seu superego. Esses três tipos procuram seguir as regras, os principios e os ditames interiorizados, aprendidos na infãncia. Por isso, costumam tornar-se - principalmente os Tipos Seis e Um - figuras de autoridade. (Às vezes, o Tipo Dois também se torna figura de autoridade, mas ge- ralmente quando tenta ser uma figura paterna/materna boa ou aquela pessoa con- fiável, que aconselha os outros.) Quando entram numa sala cheia, as pessoas cujo tipo se insere no grupo dos aquiescentes pensam em si como sendo "melhores" que os outros, embora o expres- sem de maneira geralmente muito sutil. Quando entram na sala, os representantes do Tipo Um podem subconscientemente pensar: "Isto aqui está tão descuidado e desor- ganizado. Se eu fosse o encarregado, as coisas não estariam assim tão bagunçadas". Quando entram na sala, os do Tipo Dois pensam: "Coitada dessa gente! Ah se eu pudesse dar atenção a todos! Não me parece que estejam bem - precisam de mim!" Aproximando-se dos outros a partir da posição da "pessoa carinhosa" que se preocupa em ajudá-los, os representantes do Tipo Dois colocam-se automaticamen- te num papel superior: são "melhores" que todo mundo. Os do Tipo Seis já têm mais sentimentos de inferioridade que os dos Tipos Um e Dois, mas sentem-se "melhores" por suas identificações, afiliações e conta- tos sociais ("Nós, democratas, somos melhores que os republicanos." "Moro em Nova York, que é uma cidade melhor que Los Angeles." "Não há time melhor que o meu.")
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    s I('I/llItio (conformeHomey, aquele 'lu "vao para longe das Pl'''''O,h'') ".10 os Tipo uatro, inco e Nove. Esses tipos não distinguem muito o 'U 'on'>III'lIlr dos pensamentos, sentimentos e impulsos inconscientes, não proce ado". 'U 111 consciente está sempre aflorando à consciência por meio de fantasia e d van 'lO" Todos esses três tipos reagem ao stress fugindo da relação com o mundo pal,l um "espaço interior" dentro da imaginação. As pessoas do Tipo Nove fogem paI.! um Santuário Interior seguro e livre de preocupações; as do Tipo Quatro, para UIII Eu Fantasioso romãntico e idealizado; as do Tipo Cinco, para um complexo e cere bral Brinquedo Interior. Em outras palavras, todos eles conseguem facilmente "ba ter em retirada" e refugiar-se na imaginação. Esses tipos têm problemas em fixar-'>l' no físico e em passar da imaginação à ação. A noção de eu que imediatamente lhes vem quando entram numa sala é: "Nall tenho nada a ver com o que está acontecendo. Não sou como essas pessoas. Não 1111' encaixo aqui". Os Tipos Quatro e Cinco são os que mais distantes dos outros se cn tem. Reforçam sua noção de eu mantendo-se a distância e sendo diferentes. Numa sala cheia de gente, os do Tipo Quatro pareceriam tipicamente distantes e inacessl veis, agindo sempre de alguma forma "misteriosa". Por outro lado, se não estives sem com a disposição propícia, poderiam simplesmente ir embora, já que seu sen tido de obrigação social é tênue. ("Isso é demais para mim. Simplesmente não estou disposto a tanto.") Os do Tipo Cinco possivelmente não se importariam de estar lá, mas estariam igualmente bem em casa lendo um livro ou cuidando de suas coisas. Se permane cessem na sala, eles provavelmente se sentariam nas laterais e ficariam observando os demais. Seria mais fácil que se socializassem nessa situação se houvesse algul11 pretexto - por exemplo, o de fotografar o encontro. Os do Tipo Nove bem poderiam apreciar a reunião e até participar, mas a men te permaneceria longe. Eles talvez sorrissem e assentissem com a cabeça e, enquan to isso, estariam pensando numa pescaria. Poderiam também "dessintonizar-se" quase inteiramente e apenas acompanhar alguém que se encarregasse da interação social quase toda, enquanto eles permaneceriam benevolamente silenciosos ou bem-humoradamente passivos. Neste mesmo capítulo, vimos que as Tríades nos dizem o que cada tipo mai queria na infância. O que os tipos da Tríade do Instinto mais desejavam era a auto- nomia: eles buscavam a independência, a capacidade de afirmar a própria vontade e dirigir a própria vida. Os tipos da Tríade do Sentimento, por sua vez, queriam aten- ção: ser vistos e validados pelos pais. Finalmente, os tipos da Tríade do Raciocínio almejavam basicamente a segurança: ter a certeza de que o ambiente em que viviam era estável e seguro. Os Grupos Homevianos nos revelam qual a estratégia que cada tipo emprega pa- ra satisfazer suas necessidades. Os tipos assertivos (Três, Sete e Oito) insistem em obter o que querem - ou até mesmo o exigem. Sua atitude é ativa e direta quando vão em busca do que crêem necessitar. Os tipos aquiescentes (Um, Dois e Seis) ten-
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    2, 3 e4 querem A T E N Ç A o Os Grupos Harmônicos são úteis ao trabalho de transformação porque indicam como cada pessoa se comporta quando não obtém o que quer (confor- me indica a Tríade a que pertence). Assim, eles reve- lam a principal forma de defesa da personalidade contra a perda e a decepção. 4 Retrai-se Retrai-se 11 I li) I N I 1 ( d~1 M1 8, 9 e 1 querem A U T O N O M IA 5 Retrai-se 1 lam conquistar algo, para is o apaziguando o superego. Eles se esfor am em ser "bonzinhos" para ver satisfeitas suas necessidades. Os tipos retraídos (Quatro, Cin- co e Nove) fogem para obter o que querem. Eles se afastam dos outros para lidar com as próprias necessidades. Tomando o Eneagrama, podemos arrumar esses grupos de uma forma que ca- racteriza sucintamente o estilo e a motivação fundamental de cada tipo. Partindo dos tipos pertencentes à Tríade do Instinto, vemos que o Tipo Oito exige autono- mia, o Nove se retrai para obtê-la (ter seu próprio espaço) e o Um tenta ganhá-la (achando que, se for perfeito, ninguém irá interferir em sua vida). Passando à Tríade do Sentimento, vemos que o Dois, um tipo aquiescente, ten- ta ganhar atenção (servindo aos outros e fazendo-lhes gentilezas). O Três, sendo um tipo assertivo, exige atenção (fazendo tudo que possa ga- rantir-lhe o reconhecimen- to). E o Quatro, retrai-se em busca de atenção (na espe- rança de que alguém o des- cubra). Na Tríade do Raciocí- nio, o Tipo Cinco se retrai para obter segurança ("Esta- rei a salvo se me mantiver a distãncia"), o Seis tenta ga- nhá-la ("Estarei a salvo se fi- zer o que esperam de mim") e o Sete a exige ("Irei em busca do que for preciso pa- ra sentir-me seguro"). OS GRUPOS HORNEVIANOS COM AS MOTIVAÇÕES E OBJETIVOS DAS TRÍADES Descobrimos ainda uma terceira maneira importante de agrupar os nove ti- pos. A esses agrupamentos denominamos Grupos Harmônicos. Cada um dos tipos primários (aqueles que se localizam no triângulo eqüilátero: Três, Seis e Nove) pos- sui dois tipos secundários que se parecem bastante com ele em diversos aspectos _ e as pessoas muitas vezes se identificam erradamente devido às suas similaridades. Por exemplo, as pessoas do Tipo Nove, quando erram, costumam identificar-se co- mo pertencentes ao Tipo Dois ou Sete; as do Tipo Três, como sendo do Tipo Um ou o ESTILO DE CONFRONTO DAS DIFICULDADES - OS GRUPOS HARMÔNICOS 5, 6 e 7 querem S E G U R A N Ç A
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    4 5 7 O PADRÃO HARMON1CO1-3 'i O GRUPO DA COMPETÊNCIA O PADRÃO HARMÕNICO 9 1. 7 O GRUPO DA ATITUDE PO III V o I U I lU fi. I> I «() 7 inca; e as do Tipo eis notoriamente erram classificando-se como perlcnCt'1111 .111 Tipo Quatro ou Oito. Mesmo que não haja linhas que conectem esses tipos no símbolo do EIH'i'g1,I ma, temas e problemas comuns os unem. Os Grupos Harmônicos nos dizem <iU,tI .1 atitude adotada pelo tipo quando não consegue atender à sua necessidade domin,1I1 te. Em outras palavras, os Grupos Harmônicos nos dizem como lidamos com os ((1//11/ tos e as dificuldades: como reagimos quando não obtemos o que desejamos. O Grupo da Atitude Positiva compõe-se dos Tipos Nove, Dois e Sete. Todo" ( II reagem aOS obstáculos adotando, na medida do possível, uma "atitude POSltlv" " reenquadrando a decepção de alguma maneira favorável. Esses tipos querem I" ,11 os aspectos mais animadores da vida e ver o lado bom das coisas: são pessoa" qlll gostam de levantar o moral e ajudar os outros a sentir-se bem porque também qlll rem continuar bem ("Não tenho nenhum problema"). Esses tipos têm dificuldade de ver seu lado mais sombrio; eles não quer m VI I em si nada que seja doloroso ou negativo. Além disso, a depender do tipo, h UI1I,1 certa dificuldade em equilibrar as próprias necessidades em relação às dos outros. ( 1 Tipo Dois concentra-se mais nas necessidades alheias; o Sete, nas suas próprias; e o Nove procura pensar em ambas, embora muitas vezes isso o impe- ça de satisfazer adequadamente a qualquer das duas. O Grupo da Competência se compõe dos Tipos Três, Um e Cinco. Todos eles aprenderam a lidar com as dificuldades colocando de lado os próprios sentimentos e lutando para ser objetivos, eficientes e competentes. Eles colocam seus sentimentos e ne- cessidades subjetivas em segundo plano; tentam re- solver logicamente os problemas e esperam que to- do mundo aja da mesma forma. Esses três tipos também têm problemas rela- cionados ao funcionamento dentro dos limites de uma estrutura ou sistema. ("Como funciono dentro de um sistema? Posso usá-lo em meu benefício? Ele me impedirá de fazer o que quero?") A atitude des- ses tipos em relação aos sistemas provém de sua re- lação com a família. Eles não sabem até que ponto querem render-se aos valores do sistema nem até que ponto querem ficar fora dele. O Tipo Um age conforme as regras, cumprindo-as tão bem que nin- guém ousaria questionar-lhes a integridade. O Tipo Cinco, ao contrário, tende a não considerar as re- gras. O Tipo Três quer fazer ambas as coisas: ter o benefício das regras e estruturas sem as correspon- dentes restrições.
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    Problemas com as necessidades: Ênfaseexcessiva nas necessidades dos outros; negligência das próprias. Ênfase excessiva nas próprias necessidades; as alheias o fazem sentir-se logo sobrecarregado. Sente-se subjugado pelas próprias necessidades e pelas dos outros. Não quer lidar com elas. Evita ver: o sofrimento e o próprio vazio; a responsabilidade pelo próprio sofrimento e o alheio. As próprias carências, frustrações e ressentimentos. Os problemas com as pessoas queridas e o ambiente, além de sua própria falta de desenvolvimento. 2 PRINCIPAIS TEMAS DO GRUPO DA ATITUDE POSITIVA A 11 1)( 1I11 A I J() I N I A (" A M A Valoriza: Auto-imagem positiva: "Sou uma pessoa atenciosa, afetuosa". Concentra-se nas boas intenções. Experiências positivas, prazer, atividade, emoção e diversão. As qualidades positivas dos demais e do ambiente. Idealiza seu mundo. 0(,/ upo Reativo compoe 'do ipos is, Quatro e Oito. s tipos reagem emo ionalmente ao problemas e conOitos e têm dificuldade em saber o quanto confiar nas pessoas: "Preciso de você para saber como me sinto com relação a isto". Quando surgem problemas, eles buscam nos outros uma reação emocional que re- Oita sua preocupação. Em caso de conOito, os tipos reativos querem que as pessoas espelhem seu próprio estado emocional: "Se isto me perturba, deveria perturbá-lo também!" Os tipos deste grupo têm fortes simpatias e antipatias. Quando há algum problema, logo se sabe. Nos conOitos, eles precisam lidar primeiro com seus senti- mentos e, feito isso, geralmente as coisas se dissipam rápido e de uma vez por to- das. Se não conseguirem dar vazão ao que sentem, po- rém, esses tipos podem tornar-se cada vez mais ressentidos e vingativos. Os tipos do Grupo Reativo também têm dificul- dade em encontrar o equilíbrio entre a determinação e a necessidade de independência e a necessidade de ser apoiados e cuidados pelos outros. Eles, ao mesmo tempo, confiam e desconfiam das pessoas: aceitar o apoio e o afeto das pessoas é um dos grandes desejos desses tipos, mas eles acham que isso seria o mesmo que perder o controle sobre si mesmos e as circunstân- cias. Eles têm medo de ser traídos, mas precisam de 2 7 9 o PADRÃO HARMONICO 4-6-8: O GRUPO REATIVO
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    77 Rejeita o sistemae quer trabalhar por si, fora dele. Tem pouca paciênl"l, com regras ou trãmites. Lida com os outros: Limitando-lhes o acesso para mantê-los interessados; bancando o "exigente" e aferrando- e aos que o apóiam. Mostrando-se comprometido e confiável e, ao mesmo tempo, mantendo a independência; entrega-sI', mas também se defende. Mantendo-se em guarda, impedindo que as pessoa~ se aproximem demais e protegendo-se das mágoa~ e da necessidade que tem dos outros. Relação com 1 1 ('1 1 "" Quer trabalhar COIll(l sistema. Ele lenta ~CI um "bom menino" e se irrita com os qu ' desconsideram as regras. Quer trabalhar com (l sistema. Mas tambelll gosta de estar fora dele, rompendo regra~ (' buscando atalhos. Tem medo: Do abandono - que ninguém se incomode com ele; de não encontrar apoio suficiente para tornar-se o que é. De ser abandonado e não ter apoio, mas também de depender demais dos outros. De ser controlado e dominado pelos outros. Assim, teme a intimidade e a vulnerabilidade decorrentes do excesso de confiança e afeto. Lida com os sentimentos: Reprimindo-os e negando-os. Os sentimentos são canalizados para a atividade, para a perfeição, e também podem traduzir- se como rigidez no corpo. Reprimindo-os e esforçando-se por manter-se em atividade constante. A realização compensa sentimentos dolorosos. Busca em terceiros indicações quanto ao que deve sentir. Abstraindo-os e distanciando-se deles - assim, mantém-se ocupado e cerebral, como se seus próprios sentimentos fossem de outra pessoa. PRI CIPAIS TEMAS DO GRUPO REATIVO Tanto independência quanto apoio. Quer alguém a quem recorrer, mas precisa ser "o mais forte". Busca: Um salvador, alguém que o compreenda e dê apoio à sua vida e aos seus sonhos. Quer ser visto. Independência e auto- segurança. Quer depender o mínimo possível de alguém e contar sempre consigo mesmo. O fato de ser eficiente, capaz e brilhante. Concentra-se em metas e tenta ser pragmático e apresentar-se muito bem. Valoriza: O fato de ser correto, organizado e sensato. Concentra-se em padrões, em aperfeiçoar-se e conhecer as regras. PRINCIPAIS TEMAS DO GRUPO DA OMPETf:NCIA 5 O fato de ser experiente e ter as melhores informações. Concentra-se no processo, em fatos objetivos e em manter a lucidez e o distanciamento. 3 1 4 6 8
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    78 A A111 Il () lU A I)() I N I A l 011A M A VISÃO RÁPIDA DOS GRUPOS HARMONICOS "Que problema? Não vejo problema algum." "Vocêtem um problema. Estou aqui para ajudar você." "Pode ser que haja algum problema, mas comigo está tudo bem." "Sinto-me muito pressionado; preciso dar vazão a um pouco dessa pressão!" "Estou muito magoado e preciso expressar-me." "Estou muito aborrecido com isso e agora vocês vão me ouvir!" "Há uma ótima solução para isso - precisamos apenas pôr mãos à obra." "Tenho certeza de que podemos resolver isso como adultos sensatos e maduros." "Por trás disso há vários outros problemas - deixe-me pensar a respeito." - Jecdback da pessoa para aber qual a posição que elas lhes dão. Assim, estão sem- pre à procura de aconselhamento e orientação (em busca de "pais") ou desafiando essa necessidade (mostrando-se "rebeldes"). Subconscientemente, os do Tipo Qua- tro querem ser tratados como filhos, ao passo que os do Tipo Oito querem o papel de pai/mãe e provedor. Os do Tipo Seis querem ambas as coisas, às vezes compor- tando-se como pais; às vezes, como filhos. Três: Um: Cinco: O Grupo da Atitude Positiva: Nega ter problemas O Grupo da Competência: Dissocia-se dos sentimentos e resolve os problemas logicamente O Grupo Reativo: Reage com veemência e exige uma reação dos demais Seis: Quatro: Oito: Nove: Dois: Sete:
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    ASASAS 4 r 9 ~Nove com asa (1/tI AS ASAS DO TIPO OVE 7 2 Nove com asa Oito Como os nove tipos arrumam- se em torno de um círculo, qualquer que seja seu tipo básico, haverá sem- pre dois outros tipos ao lado dele. Um desses dois tipos será a sua asa. Ela mistura-se ao tipo básico e modifica- As asas permitem-nos individualizar os nove tipos (mais gerais) do Eneagrama. Cada asa é um subtipo do tipo geral. Conhecendo a asa, po- demos concentrar-nos nos proble- mas que devemos enfrentar no ca- minho espiritual. Ao DINAMICA E - VARIAÇOES CAPíTULO 6 o ENEAGRAMA não é vago. Ele pode ajudar-nos a situar e personalizar nos- sa compreensão por meio de um conjunto ainda mais detalhado de distinções do que os nove tipos básicos. Cada tipo possui duas Asas e três Variantes Instintivas. Essas duas "lentes" permitem-nos concentrar-nos em nossos traços de personali- dade com maior precisão e especificidade. Mas não é só isso: o Eneagrama é úni- co entre as tipologias de personalidade pelo fato de apontar caminhos para o de- senvolvimento. Ele assinala com precisão não apenas os padrões de nosso crescimento como também aqueles que nos criam problemas. Por meio dos Níveis de Desenvolvimento e das Tendências rumo à Integração e à Desintegração, podemos compreender a dinâmica de nossa personalidade - as formas como mudamos ao longo do tempo.
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    80 1 S1111I H) lU 1 I)() I N I I{, Il 1 M 1 OS NOMES DOS 18 SUBTIPOS RISO-HUDSON CONFORME AS ASAS 4asa5: O Boêmio lasa2: O Advogado 2asal: O Servidor 2 2asa3: O Anfitrião 3asa2: O Sedutor 3 3asa4: O Profissional 4 4asa3: O Aristocrata 2 9 (/(1 8 : () A I /li I lO 9m(l i: 8(1sa9: O Urso 9 8asa7: O independente 8 7asa8: O Realista 7asa6: O Animador 7 o, ressaltando certas ten- dências. Por exemplo, se seu tipo básico é o Nove, sua asa será Oito ou Um. Não existem tipos puros e, em alguns casos, en- contramos tipos com ambas as asas. Na maio- ria das vezes, porém, as pessoas possuem uma asa predominante. Quando se leva em consideração essa asa predominante, produz-se um subtipo característico, reconhecível no dia-a-dia. Por exemplo, observando as pessoas do Tipo Sete, vemos que umas têm asa Oito e outras têm asa Seis. Esses dois subtipos possuem características bem peculiares. As combinações entre tipos e asas produzem dezoito subtipos, a depender da asa de cada um. Eles são des- critos nos capítulos atribuídos a cada tipo específico. Talvez fique mais fácil pensar nas diferenças in- dividuais se imaginarmos que a circunferência do Eneagrama é uma cartela de cores que mostra toda a escala de matizes disponíveis. Assim, os tipos podem ser vistos como uma família de tons inter-relaciona- dos. Dizer que alguém é do Tipo Seis, por exemplo, seria o mesmo que dizer que é da "família dos azuis". Embora isso não indique precisamente qual o tom exa- to de azul (azul-marinho, azul-celeste, azul real, azul-turquesa etc.), certamente já permite a distinção entre o azul e o vermelho ou entre o azul e o laranja, por exemplo. Essa maneira de ver os tipos mostra que existe um continuum na expressão hu- mana, da mesma forma que há um continuum no espectro das cores. Não existem reais divisões entre os vários tipos de personalidade, da mesma forma que não as há entre as cores do arco-íris. As diferenças particulares são tão singulares quanto os diferentes tons, matizes e intensidades de cor. Os nove pontos do Eneagrama são simplesmente "nomes de família", como sobrenomes que usamos para referir-nos a diferenças de personalidade; modos de falar a respeito de características importan- tes sem perder-nos em detalhes. A GAMA DE CARACTERÍSTICAS DO TIPO 2 6asa7: O Camarada 6 6asa5: O Defensor 5asa6: O Que Soluciona Problemas 5 5asa4: O Iconoclasta AS VARIANTES INSTINTIVAS As Variantes Instintivas indicam quais dos três ins- tintos básicos foram mais distorcidos na infância, acarretando preocupações e comportamentos carac- terísticos através de toda a gama de tipos de personalidade.
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    A VARIANTE AUTOPRESERVACIONISTA Alémdos dois subtipos fornecidos pelas asas, cada tipo do Eneagrama po ui três Variantes Instintivas que indicam as diferentes áreas onde se concentram o in teresses particulares de cada tipo. A Variante Instintiva de uma determinada pessoa representa o campo no qual os problemas de seu tipo mais se apresentarão. Da mesma forma que todos os nove tipos do Eneagrama, todas as três Varian- tes também estão contidas em nós, embora uma delas sempre predomine. Os trê instintos podem ser arrumados como as camadas de um bolo, com o predominan- te ocupando a camada de cima, outro na intermediária e o mais fraco na de baixo. Ademais, isso pode ser feito sem que se saiba qual o tipo a que pertence a pessoa - os instintos são claramente definidos e observáveis e representam uma variável que funciona independentemente do tipo, não sendo, portanto, um "subtipo" no sentido da palavra. As Variantes Instintivas baseiam-se nos três instintos primários que motivam o comportamento humano: o Instinto de Autopreservação, o Instinto Social e o Instin- to Sexual. Assim, cada tipo do Eneagrama possui três variantes com base nos três possíveis instintos dominantes. Alguém do Tipo Seis, por exemplo, poderá ser um Tipo Seis Autopreservacionista, Social ou Sexual. Cada uma dessas variantes teria interesses e preocupações sensivelmente diversos. Portanto, as pessoas podem ser descritas como sendo uma combinação entre um tipo básico, uma asa e uma Variante Instintiva - por exemplo, Tipo Um Auto- preservacionista com Asa Dois ou Tipo Oito Sexual com Asa Nove. Já que as Varian- tes Instintivas e as asas não são diretamente relacionadas, geralmente é mais fácil exa- minar um tipo através da "lente" da asa ou da Variante Instintiva. Todavia, a combinação dessas duas referências diferentes produz seis variações para cada tipo, totalizando 54 importantes possibilidades em termos do Eneagrama como um todo. Levar em consideração essa dimensão da personalidade representa exigir um grau de detalhe muito maior do que exigiria a maioria das pessoas, mas, para o tra- balho de transformação, as Variantes Instintivas são importantes. Além disso, elas têm interesse pelo fato de desempenharem um papel crucial nos relacionamentos. As pessoas que se inserem na mesma Variante tendem a compartilhar valores e com- preender-se, ao passo que os casais que apresentam Variantes diversas (por exem- plo, Autopreservacionista x Sexual) tendem a ter mais conflitos por seus valores mais importantes serem tão díspares. A maioria das pessoas identifica facilmente esta Variante Instintiva. Os Auto- preservacionistas preocupam-se em obter e manter a segurança e o conforto físicos, o que geralmente se traduz na preocupação com a alimentação, o vestuário, o dinhei- ro, a moradia e a saúde. Esses itens constituem sua maior prioridade e, na sua de- dicação em obtê-los, outras áreas da vida podem ficar relegadas a segundo plano.
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    82 1 S1111 I H) lU 1 I li) I N I 1 (. R1 M 1 Podemos det ctar e a Variante Instintiva em nós mesmos ou no outros ob- ervando aquilo que se nota assim que se entra numa sala. Os Autopreservacionis- tas tendem a concentrar-se no conforto do ambiente e na capacidade que este tem de dar-lhes ou manter-lhes o bem-estar. Eles logo percebem a iluminação insuficiente, as cadeiras desconfortáveis e a temperatura desagradável e sempre reagem procuran- do dar um jeito nessas coisas. Podem ficar pensando quando será o próximo inter- valo ou refeição e preocupar-se com a quantidade ou o tipo de comida que será ser- vido, isto é, se será a que eles gostam ou a que atende aos requisitos de sua dieta. Quando esse instinto funciona em harmonia com o tipo de personalidade, es- sas pessoas mostram-se simples e práticas. Empregam suas energias no atendimen- to das necessidades básicas da vida - criar um ambiente seguro, comprar provisões, manter a casa e o local de trabalho, pagar as contas e adquirir habilidades práticas que lhes permitam agir sem interromper a ordem do fluxo da vida. Porém, quando se mostra pouco saudável, a personalidade distorce o instinto, levando essas pessoas a não cuidarem bem de si mesmas e, muitas vezes, a apresentarem distúrbios de ali- mentação e de sono. Elas podem estocar demasiadas coisas - comprando e comen- do em excesso - e sobrecarregar-se com todo tipo de "bagagem" supérflua. Os Autopreservacionistas menos saudáveis podem descuidar da parte física ou tornar-se obsessivos com relação à saúde e à comida - ou ambas as coisas. Além disso, seu instinto prático e seu tino financeiro podem distorcer-se, resultando em problemas com dinheiro e com a organização das tarefas. Quando o instinto de Au- topreservação é completamente subjugado pelos problemas inerentes à personali- dade, as pessoas podem partir para comportamentos autodestrutivos, nos quais o instinto se volta contra si mesmo. Quando os outros dois instintos predominam sobre o instinto de Autopreser- vação, colocando-o na posição de ser o menos desenvolvido, o atendimento das ne- cessidades primárias da vida passa a não ser uma atitude natural. As pessoas esque- cem-se de que precisam comer e dormir adequadamente. Os fatores ambientais tornam-se apenas relativamente significativos e as pessoas tendem a perder a moti- vação para acumular riqueza e propriedades, ou mesmo para importar-se com essa questão. Dentro desse quadro, é típica a negligência da administração do tempo e dos recursos, quase sempre com efeitos perniciosos para a carreira, a vida social e o bem-estar material dessas pessoas. A VARIANTE SOCIAL A maioria percebe que todas as pessoas possuem um componente social, mas tende a vê-lo como um desejo de ter uma vida social ativa, participar de festas e reu- niões, pertencer a grupos etc. Entretanto, o instinto Social é, na verdade, algo bem mais primário: ele é um desejo muito forte, presente em todos os seres humanos, de ser apreciado, aceito e sentir-se seguro ao lado dos outros. Sozinhos, somos bem
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    lra'o vulneráveis eestamos à mercê da hostilidade do meio ambiente. omo nall l 'mos as garras, as presas nem as carapaças que têm outros animais, se não nos agIU pá semos e cooperássemos uns com os outros, dificilmente nossa espécie - ou no•.• mesmos, enquanto indivíduos - poderíamos sobreviver. A capacidade de convivel com os outros e de ser aceito por eles é um instinto humano fundamental, baseado na sobrevivência. As pessoas cujo instinto predominante é o Social preocupam-se em ser a tas e necessárias em seu mundo. Elas se empenham em alimentar a sensação dt' importãncia que obtêm pela participação em atividades com outras pessoas, sejam essas atividades familiares, grupais, comunitárias, nacionais ou globais. Os tipo •.• Sociais gostam de envolver-se e interagir com os demais em função de objetivo~ comuns. Ao entrar numa sala, os tipos Sociais imediatamente se apercebem das estru LUrasde poder e das sutis "políticas" existentes entre as pessoas e os grupos diver· sos. Eles concentram-se subconscientemente nas reações que provocam nos outros, principalmente no que se refere ao fato de serem aceitos ou não. Além disso, aju - tam-se à noção de "lugar" dentro de uma hierarquia social, não só em relação a si mesmos como aos demais. Isso pode manifestar-se de diversas maneiras, tais como a busca de atenção, sucesso, fama, reconhecimento, honrarias, liderança e aprecia- ção, bem como a segurança de fazer parte de algo que é maior que sua simples pes- soa. De todas as Variantes Instintivas, a Social é que mais se sintoniza ao que se pas- sa no mundo em torno; os tipos Sociais necessitam do contato com os outros para sentir-se seguros, vivos e cheios de energia. Esse contato pode variar desde um in- teresse pela política do local de trabalho ou pelas fofocas do bairro até as notícias do mundo e a diplomacia internacional. Poderíamos dizer que o instinto Social é uma espécie de inteligência contextual: ele nos proporciona a capacidade de ver nossas atitudes e seus efeitos dentro de um contexto mais amplo. Em geral, os tipos Sociais gostam de interagir com as pessoas, embora, ironi- camente, tendam a evitar a intimidade. Como ocorre com todos os instintos, quan- do o indivíduo não está saudável, o instinto se manifesta como seu oposto. Os ti- pos Sociais pouco saudáveis podem tornar-se extremamente anti-sociais, detestando as pessoas e ressentindo-se contra a sociedade e, por isso, apresentar habilidades so- ciais pouco ou maldesenvolvidas. Ao mesmo tempo que têm medo e desconfiança dos outros e não conseguem conviver com ninguém, eles não sabem viver sem man- ter relações sociais. Em resumo, os tipos Sociais concentram-se e m interagir com as pessoas de modo que os ajude a construir seu valor pessoal, sua noção de realiza- ção e seu lugar na sociedade. Quando os outros dois instintos predominam sobre o instinto Social, colocan- do-o na posição de ser o menos desenvolvido, o empenho e os compromissos sociais passam a não ser uma atitude natural. Tais indivíduos têm dificuldade em chegar a criar e manter relações sociais, muitas vezes desconsiderando o impacto que pos- sui a opinião dos demais. Sua sensação de envolvimento com a comunidade, em llINAMI( 1 I VIRIAc,: 83
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    84 A qualquer nível,pode ser a mínima. Eles quase sempre têm pouca ligação com as ou- tras pessoas, agindo como se não precisassem delas ou como se elas não precisas- sem deles. Assim, pode haver freqüentes mal-entendidos com colegas e admirado- res, bem como com amigos e familiares. A VARIANTE SEXUAL A prin~ípio, muita gente quer identificar-se como pertencente a esta Variante, talvez porque ache que isso significa ser sexy ou gostar de sexo. Mas o fato é que a definição do que é sexy é altamente subjetiva e, além disso, há gente "sexy" em qual- quer das três Variantes. Se quisermos pertencer a esta Variante em vez de àquela, é bom lembrarmos que a personalidade tende a interferir no instinto predominante e dis- torcê-lo. Assim, as pessoas que pertencem à Variante Sexual costumam apresentar recorrentes problemas na área dos relacionamentos íntimos. Assim como ocorre com as demais Variantes, é preciso ver como o instinto se manifesta de uma forma mais ampla. Nos tipos Sexuais, há uma busca constante de conexão e uma atração por ex- periências intensas - não apenas experiências sexuais, mas qualquer situação em que haja a promessa de uma carga semelhante. Eles são os "junkies da intimidade" dentre os tipos das Variantes Instintivas, buscando contato intenso em todas as coi- sas: um salto de esqui, uma conversa séria, um filme cheio de emoções. No lado po- sitivo, são dotados de uma abordagem exploratória e variada da vida; no negativo, têm dificuldade em perceber quais as suas verdadeiras necessidades e prioridades. Ao entrar numa sala, os tipos Sexuais concentram-se rapidamente em descobrir onde estão as pessoas mais interessantes e tendem a seguir os ditames da atração. (Os tipos Sociais, por sua vez, observam quem está falando com o anfitrião, quem tem poder e prestígio ou poderia ser-lhes útil. Já os Autopreservacionistas observarão qual a temperatura ambiente, onde estão os drinques e qual seria o lugar mais confortável para se sentar.) Eles gravitam em torno das pessoas que os atraem, independen- temente da posição social que tenham ou de sua potencial utilidade. É como se per- guntassem: "Onde está a vida nesta sala? Quem tem mais energia e intensidade?" Os tipos Sexuais costumam ter dificuldade em levar adiante os próprios pro- jetos e cuidar bem de si mesmos porque subconscientemente estão sempre buscan- do a pessoa ou situação que os completará. São como uma tomada em busca de um soquete e podem desenvolver uma obsessão quando acham que encontraram a pes- soa certa para eles. Podem descurar obrigações e até suas próprias necessidades ca- so se deixem levar por algo ou alguém que os cative. Quando não são saudáveis, os tipos Sexuais podem mostrar-se profundamen- te dispersivos e incapazes de concentrar-se. Eles poderão manifestar promiscuida- de sexual ou apresentar uma atitude receosa e inadequada em relação ao sexo e à intimidade. Quando se pautam pela segunda possibilidade, demonstram igual in- tensidade naquilo que evitam.
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    OS NíVEIS DE DESENVOLVIMENTO [)I N Á M I ALVA R I A ç I 'i as Quando os outros dois instintos predominam sobre o instinto Sexual, 010 'ando-o na posição de ser o menos desenvolvido, o atendimento das questõ s r lati va à intimidade e à estimulação - mental ou emocional - passa a não ser uma 'atitude natural. Essas pessoas sabem do que gostam, mas geralmente têm dificulda- de em emocionar-se ou entusiasmar-se muito com qualquer coisa. Tais indivíduo também têm dificuldade em partilhar a intimidade com outras pessoas, podendo in- clusive chegar a evitá-la inteiramente. Além disso, eles tendem a apegar-se a roti- nas, sentindo-se pouco à vontade quando as coisas não lhe são muito familiares. Às vezes, sentem-se socialmente envolvidos com as pessoas, mas, curiosamente, dis- tantes até de seus parceiros, amigos e familiares. Os Níveis de Desenvolvimento constituem um meio de observar e medir nosso grau de identificação com as estruturas da personalidade. Além disso, eles pos- sibilitam distinções cruciais entre os tipos, acrescentando, dentro de cada tipo, uma dimensão "vertical" a um sistema de categorização que, de outro modo, se- ria "horizontal", Evidentemente, há pessoas cujo nível de funcionamento é muito alto: elas são abertas, equilibradas, estáveis e capazes de lidar bem com o stress. Outras, por seu tur- no, são mais complicadas, reativas, emocionalmente bloqueadas e incapazes de rea- gir bem ao stress. Além disso, é provável que a maioria das pessoas - inclusive nós mesmos - tenha vivido diversos estados no decorrer da vida, desde aqueles em que há liberdade e vitalidade até aqueles em que há sofrimento, falta de visão e neurose. Sozinhos, os nove tipos de personalidade são simplesmente um conjunto de categorias "horizontais", por mais minuciosas que elas sejam. Mas, se deve refletir com exatidão a natureza humana e os estados em constante mudança inerentes aos tipos, o sistema deve também dar conta do desenvolvimento e do movimento "ver- tical" dentro de cada tipo. Os Níveis de Desenvolvimento e as Tendências Rumo à Integração e à Desintegração atendem a essa necessidade. Para Ken Wilber, pioneiro no desenvolvimento de modelos da consciência hu- mana, todo sistema psicológico completo deve dar conta tanto da dimensão hori- zontal quanto da vertical. A dimensão horizontal descreve apenas as características dos tipos; porém, para ser completo, um sistema deve levar em conta o elemento vertical, o que é feito por meio dos Níveis de Desenvolvimento. Por mais óbvio que isso pareça agora e por mais utilizada que venha sendo es- sa distinção, nada disso havia sido feito até que Don começasse a elaborar a dimen- são vertical dos tipos do Eneagrama (pela distinção entre as faixas saudável, média e não-saudável). Quando ele propôs os ainda mais detalhados nove Níveis de De- senvolvimento, o Eneagrama tornou-se um modelo bidimensional perfeitamente acabado, muito mais capaz de representar a complexidade da natureza humana. Es- sas duas dimensões podem ser representadas, até certo ponto, como um bolo de no- ve camadas.
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    I A lHAMA nnllII AS DIMENSÕES HORIZONTAL E VERTICAL DO E EAGRAMA F A IX A M É D IA F A IX A N A O - S A U D A vE L Os Nlvei de De envolvimento po - suem muitas implicações profundas, tan- to práticas quanto terapêuticas, conforme veremos ao longo deste livro. Eles consti- tuem parâmetros que tornam claros o movimento, o crescimento e a decadência dentro de cada tipo; ajudam na previsão de comportamentos e, no mínimo, forne- cem um critério de avaliação da saúde mental e e~ocional de uma pessoa. Dentro de cada tipo, os Níveis são distintos, apesar de inter-relacionados; eles nos permitem pensar em termos de "onde" está uma pessoa, segundo uma faixa de traços saudáveis, médios e não-sau- dáveis, dentro de cada tipo e qual a "direção" da tendência pela qual ela se orienta. Do ponto de vista da terapia e da auto-ajuda, os Níveis têm a virtude de permitir de- terminar quais os problemas fundamentais no trabalho de transformação de uma pessoa num determinado momento. Além disso, eles nos permitem compreender que traços e motivações correspondem a cada tipo e, por conseguinte, as causas dos erros de classificação tipo lógica e outras confusões. Por exemplo, o Tipo Oito é mui- tas vezes caracterizado como "agressivo" e o Dois, como "sedutor", embora todos os demais tipos possam ser agressivos e sedutores a seu próprio modo. Os Níveis nos permitem ver como e quando uma pessoa do Tipo Oito poderia ser agressiva, por exemplo, e - principalmente - por quê. Mas talvez o mais importante seja o fato de que os Níveis nos dêem uma medida do grau de identificação de uma pessoa com sua personalidade, isto é, o quanto ela é defendida e fechada ou liberada e aberta É praticamente impossível fazer generalizações acerca dos tipos sem levar ~m conta os Níveis de Desenvolvimento, pois, à medida que cada tipo se deteriora e cai de Nível, muitas de suas características passam a ser seu exato oposto. Por exem- plo, as pessoas do Tipo Oito que estão na faixa saudável estão entre as mais gene- rosas e construtivas de todos os tipos. Elas propiciam as circunstâncias em que os demais podem florescer e fortalecer-se. Mas o contrário se aplica às pessoas do Ti- po Oito que estão na faixa não-saudável: cheias de rancor e convencidas de que o mundo está contra elas, são extremamente destrutivas e impiedosas. Assim, a pes- soa que está na faixa não-saudável será tão diferente da que está na saudável que, mesmo pertencendo ao mesmo Tipo Oito, parecerá pertencer a um tipo distinto. Além disso, como as pessoas variam dentro dos Níveis de seu tipo, não há um traço que sempre se aplique a um tipo. Portanto, não adianta fazer classificações tipológi- cas com base num grupo de características, já que todos os comportamentos pró- prios de cada tipo mudam conforme o Nível de Desenvolvimento em que se encon- tra o indivíduo. Embora aparentemente o tipo seja inato, resultante de fatores hereditários e pré-natais que incluem o padrão genético, o principal fator na determinação do Ní- vel de Desenvolvimento em que operamos é o ambiente da primeira infância. Por
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    A ESTRUTURA DOSNíVEIS Cada tipo possui três faixas principais: saudável, média e não-saudável, cada uma abarcando três Níveis. A faixa saudável (Níveis 1-3) representa os aspectos com alto grau de funcionamento do tipo. A faixa média (Níveis 4-6) representa os com- portamentos "normais" do tipo. Essa é a faixa na qual estamos a maior parte do tem- po e também onde está a maioria das pessoas. A faixa não-saudável (Níveis 7-9) re- presenta as manifestações mais desestruturadas de cada tipo. Podemos entender os Níveis também como uma medida de nosso grau de li- berdade e conscientização. Na faixa saudável, estamos cada vez mais livres das res- trições impostas pelas estruturas da personalidade, bem como dos hábitos e meca- nismos do ego. Somos livres para estar no presente, para escolher e para agir com sabedoria, força e compaixão espontâneas, entre outras qualidades positivas. Todavia, à medida que descrevemos uma espiral descendente pelos Nívei , nossa liberdade se restringe cada vez mais. Passamos a identificar-nos tanto com os mecanismos da personalidade que começamos a ser inteiramente dirigidos por ele~, meio de entrevistas com participantes dos workshops e cur o de tr inallll'nlO 1110 fissional que ministramos, confirmamos a previsível conclu ão de qu a dedll"a~,IO dos pais e outros fatores ambientais relacionados (tais como saúde, ducaçao, lU trição e disponibilidade de outros recursos) exercem um tremendo impacto sollll o subseqüente nível com que o filho desempenhará suas funções. Isso é assim porque cada Nível representa uma camada cada vez maior de Illl' do e defesa. Porém, é importante lembrar que todos esses medos e defesa surgelll na infância e são transmitidos à vida adulta por hábitos automáticos e crenças e con vicções não revisadas. Podemos ver também como o grau de disfunção que tivemo" de enfrentar na infância determina a quantidade de camadas de defesas que tivemos de adotar. Quanto mais tóxico o ambiente da infância, maior o medo que no 101 instilado e mais limitados e rígidos os meios que empregamos para lidar com a si tuação. Os Níveis convidam-nos a pensar sobre o desenvolvimento dos tipos não co mo um mero interruptor que se pode ligar e desligar, mas sim como um continuulll de crescimento. Eles nos fornecem advertências que nos permitem saber - a tem po de intervir - quando estamos começando a cruzar a linha dos comportamen tos antes que os maus hábitos se instalem definitivamente. Nos capítulos dedicados aos tipos, indicaremos "Sinais de Alerta", "Papéis Sociais" e "Bandeiras Vermelha " específicos, além de outras dicas que o ajudarão a conscientizar-se mais de seu pro- gresso ou decadência ao longo dos Níveis de seu tipo. À medida que os vai conhe- cendo e vendo em operação em si mesmo e nos outros, você se dará conta de que eles representam um instrumento para a percepção que só perde em importância para o próprio Eneagrama.
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    A AMPLITUDE DEBANDA E O CENTRO DE GRAVIDADE A Amplitude de BalJda o que acarreta mais sofrimento para nós mesmos e para os outros. Perdemos cada vez mais o contato com a realidade e a capacidade de fazer avaliações equilibradas e de interromper a avalanche das compulsões do ego. E, se decairmos para a faixa não-saudável, perdemos praticamente toda a liberdade de opção. Talvez a única li- berdade que reste nos Níveis inferiores seja a de escolher seguir com os mesmos pa- drões destrutivos ou procurar ajuda - dizer "não" ou "sim" à vida. Pessoa A N fvell Nlvel9 Embora o tipo básico não mude, o Nível em que operamos muda o tempo to- do. Podemos subir ou descer vários Níveis do tipo num só dia, dentro dos limites de uma determinada "amplitude de banda" ou faixa de comportamentos habituais. Podemos acordar num estado equilibrado, saudável, mas ter uma discussão feia com um colega e descer dois ou três Níveis. Embora nosso estado possa mudar ra- dicalmente em pouco tempo, não é que o tipo de personalidade tenha mudado - estamos simplesmente demonstrando comportamentos diferentes em diferentes Ní- veis de nosso tipo. Podemos visualizar os nove Níveis de cada tipo como um tabuleiro de madei- ra com nove furos, um para cada Nível. Temos um pino de madeira num desses no- ve furos. A localização de nosso pino representa o "centro de gravidade" de nossa personalidade. Ao mesmo tempo, temos um elástico preso ao pino, que sobe quan- do estamos mais relaxados e desce quando estamos estressados. Quando as coisas estão dentro da normalidade, nossa tendência é voltar ao Nível onde está o pino, que é o nosso centro de gravidade. O que devemos compreender é que não é o mo- vimento do elástico que denota a verdadeira transformação, mas sim o movimento do pino. Quando nosso centro de gravidade se altera, pressupõe-se uma profunda mudança em todo o nosso modo de ser. Nosso humor ou estado muda todo o tempo, ao passo que nosso centro de gravidade muda muito mais devagar, geralmente em de- corrência de graves crises de vida ou de um tra- balho de transformação de longo prazo. Quan- do o centro de gravidade sobe, mesmo que seja só um Nível, a gente olha para trás, vê os esta- dos em que vivia e se pergunta como conse- guia. Podemos ver nossos antigos comporta- mentos e atitudes de Níveis inferiores como realmente eram, com suas restrições e compen- sações, coisa que não era possível quando está- vamos ainda identificados com eles.
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    IIINAMI A EVARIAÇ A ilustração servirá para tornar essas idéias mais claras. A amplitude de ban da da pessoa A varia entre os Níveis 2 e 5, ao passo que a da pessoa B está entre os Níveis 5 e 8. Embora pertençam ao mesmo tipo, essas duas pessoas teriam diferen- ças marcantes em suas motivações, atitudes e comportamentos, bem como na esta- bilidade emocional e na qualidade de seus relacionamentos. As setas indicam onde está o "pino" ou centro de gravidade de cada uma. Conforme se vê, o da pessoa A está no Nível 3, enquanto o da pessoa B está no 6, o que, mais uma vez, justifica grandes diferenças na expressão da estrutura da personalidade de cada uma. Se quisermos que o trabalho interior dê certo, é importante reconhecer uma verdade inquietante: independentemente do Nível em que realmente operemos (ou seja, de onde esteja nosso centro de gravidade), tendemos a situar nossas motiva- ções na faixa saudável. As defesas do ego são tamanhas que sempre nos vemos co- mo a auto-imagem idealizada, mesmo quando estamos dentro da média ou até do patológico. Por exemplo, nosso comportamento de fato pode estar no Nível 6 ou 7, mas isso não nos impedirá de pensar que estamos num Nível muito mais saudável (geralmente, o nível 2). Portanto, talvez o primeiro passo que de fato possamos dar em nossa jornada interior é identificar com precisão não só o nosso tipo, mas a fai- xa de Níveis na qual normalmente transitamos e, também, onde está no momento o nosso centro de gravidade. O Eneagrama não nos ajudará em nada se nos iludir- mos pensando que somos mais saudáveis do que realmente somos. Humor x Nível Vale ressaltar também que o movimento ascendente através dos Níveis não é o mesmo que uma simples mudança de humor. O bom humor não indica necessa- riamente um Nível mais alto de Desenvolvimento. O Nível é, na verdade, uma fun- ção da liberdade e da conscientização, não do humor. Assim, o fato de estarmos num Nível mais alto não implica que estaremos sempre de bom humor, da mesma forma que estando num Nível inferior não estaremos sempre de mau humor. A pessoa po- de estar refestelada no Nível 6 e ser completamente identificada com sua persona- lidade e muito reativa. Suponhamos que ela tenha acabado de fechar um contrato que massacra um semelhante e, mesmo assim, sinta-se ótima por ter feito isso. A alegria desse tipo de reação não equivale à liberdade interior nem à verdadeira ale- gria. Quando alguma coisa dá errado, essa pessoa volta a ser reativa e negativa, es- tando mais uma vez à mercê de fatores externos. Por outro lado, a serenidade, a vitalidade e o compromisso com o mundo real - ao contrário de nossos erros e ilusões - em meio às dificuldades são sinais de cres- cimento espiritual. Quando estamos centrados e ancorados, ligados em nós mesmos e em nosso Ser Essencial, vivenciamos uma alegria tranqüila que é sensivelmente dis- tinta do simples bom humor. Assim, no que têm de mais profundo, os Níveis são, na verdade, uma medida do grau de conexão que temos com nossa verdadeira natureza.
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    Ânah,>aremo,>a '>l'gllll ,dgllma,>da~ principais caractensticas da~ faixas média, nao-audavcl c ~audavcl dos Nlvci de Desenvolvimento e sua relevância para o tra- balho interior. Adotamos essa seqüência porque os capítulos dedicados aos tipos es- tão assim estruturados e porque a maioria das pessoas se verá na faixa média ao co- meçar seu trabalho de transformação. A FAIXA MÉDIA Nessa faixa, embora as pessoas funcionem e se comportem de maneiras que os demais considerariam normais, elas estão muito identificadas com o ego. Por conseguinte, são conscientes e capazes de atualizar apenas uma gama relativamen- te estreita de seu pleno potencial humano. Com efeito, à medida que as pessoas se movem em espiral descendente dentro da faixa média, os tipos manifestam graus crescentes de egocentrismo, já que a manutenção do ego se torna a prioridade da personalidade. Além disso, a vida e os relacionamentos apresentam muitas situa- ções que não respaldam a auto-imagem, o que dá ensejo a manipulações e automa- nipulações e a inevitáveis conflitos interpessoais. o Sinal de Alerta O Sinal de Alerta serve para indicar que estamos prestes a deixar a faixa sau- dável de nosso tipo rumo à faixa média, onde o desenvolvimento é mais lento. Ele vale como indício de que estamos ficando mais identificados com o ego e de que conflitos e outros problemas certamente surgirão. Por exemplo, o Sinal de Alerta para o Tipo Nove é a tendência a evitar conflitos concordando com as pessoas. À medida que se identificam mais com a estrutura específica de seu ego, as pessoas OS SINAIS DE ALERTA I 2 3 4 5 6 7 8 9 A sensação de ter a obrigação de cuidar de tudo sozinho A convicção de que precisa convencer os outros de que está certo O surgimento do impulso de buscar status e atenção Apego aos sentimentos e sua intensificação pela imaginação Fuga da realidade e refúgio em mundos e conceitos mentais Dependência de algo exterior ao eu para orientação A sensação de que existe algo melhor em algum outro lugar A sensação de precisar pressionar e lutar para que as coisas aconteçam Acomodação exterior aos outros
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    desse tipo dizem"sim" a coisas que não querem fazer, reprimindo a si m smas e , necessidades e desejos legítimos até que os conflitos se tornam inevitáveis. Discutiremos mais detalhada mente os Sinais de Alerta para os nove tipos no,> capítulos especificamente dedicados a eles. Uma das formas mais eficazes de u 'ar o Eneagrama é observar até que ponto o seu comportamento corresponde aos Sinais de Alerta descritos. o Papel Social Quando estamos na faixa média, temos a sensação cada vez mais forte de pre- cisar ser de uma determinada forma e necessitar que as pessoas reajam ao fato de sermos assim. Dependemos muito mais dos mecanismos de que dispõe nosso tipo para enfrentar as situações e fixamo-nos também mais em satisfazer nosso Desejo Fundamental por meio desses mecanismos. Embora ainda possamos dar conta de nossas funções e ser agradáveis o suficiente, entra em cena uma certa mesmice ou repetição. Na teoria dos sistemas familiares, é aqui que a criança começa a desem- penhar um determinado papel, como, por exemplo, o do Herói Familiar, o do Fi- lho Perdido ou o do Bode Expiatório. O Papel Social de cada um dos tipos será dis- cutido adiante, nos capítulos a eles dedicados. Uma das formas mais práticas e eficazes de transformar a vida num palco para a prática da transformação está em observar-se no momento em que você entra e sai de seu Papel Social. o Papel Social e os Relacionamentos Quando ficamos presos a nossos Papéis Sociais, queremos que o ambiente - basicamente, as pessoas COMO CADA TIPO MA IPULA OS OUTROS "Aquele que não consegul mudar a estrutura de seu própri ) pensamento jamais será capaz d mudar a realidade." ANUAR AL SADAl I 2 3 4 5 6 7 8 9 Corrigindo os demais e insistindo em que adotem seus padrões Descobrindo as necessidades e desejos alheios e, assim, criando dependências Cativando os outros e adotando qualquer imagem que "funcione" Sendo temperamental e fazendo os outros "pisarem em ovos" Preocupando-se e distanciando-se emocionalmente dos demais Queixando-se e pondo à prova os compromissos que os outros assumiram com ele Entretendo as pessoas e insistindo em que atendam a suas exigências Dominando os demais e exigindo que façam o que manda "Vivendo no mundo da lua" e oferecendo resistência passivo-agressiva
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    A 111 I)O lU A IlI) I N I A ( ofl A M A r palde no o ego ' ua prioridades, o que geralmente resulta em conflitos. Quando i o ocorre, sabemos que estamos nos identificando mais com as priorida- des da nossa personalidade. Exigimos que os outros interajam conosco apenas de maneira que reforce nossa auto-imagem. Os conflitos surgem porque cada tipo usa as pessoas para obter o que é preciso para subornar o ego. As pessoas que se iden- tificam com seu Papel Social podem ficar presas a uma dança frustrante em que as recompensas e as rejeições se alternam de parte a parte, sempre o bastante para man- ter o parceiro na dança. Em relacionamentos desse tipo, a neurose de um se encai- xa na do outro, criando um equilíbrio estático muitas vezes difícil de romper. Podemos também manipular as pessoas para levá-las a satisfazer nosso Dese- jo Fundamental mediante várias estratégias impróprias que, a longo prazo, nos sai- rão como tiros pela culatra. Muitas de nossas relações fracassadas ou conturbadas são testemunhas do quanto essas estratégias são frustrantes. Uma vez presos ao pa- drão de defesa da auto-imagem e manipulação para que os outros a respaldem, um verdadeiro relacionamento torna-se, se não impossível, difícil. , REGRADE CHUMBO DE CADA TIPO Temendo ser, de algum modo, mau, corrupto ou falho, o Tipo Um aponta a maldade, a corrupção e a falibilidade no outro. Temendo não ser querido ou amado, o Tipo Dois faz o outro sentir-se indigno de seu amor, generosidade ou atenção. Temendo não valer nada, o Tipo Três faz o outro sentir-se desvalorizado tratando-o com arrogãncia ou desprezo. Temendo não ter uma identidade ou importãncia como pessoa, o Tipo Quatro trata o outro com desdém, como se não fosse "ninguém" ou não valesse nada. Temendo ser inútil, incapaz e incompetente, o Tipo Cinco faz o outro sentir-se inútil, incapaz, incompetente e burro. Temendo não contar com apoio e orientação, o Tipo Seis solapa os sistemas em que o outro se apóia, tentando isolá-lo de alguma forma. Temendo sofrer algum tipo de dor ou privação, o Tipo Sete impõe ao outro a dor e o faz sentir-se privado de várias formas. Temendo ser magoado ou controlado pelo outro, o Tipo Oito o faz temer ser magoado ou controlado por meio de ameaças beligerantes e intimidadoras. Temendo perder a conexão com o outro, o Tipo Nove o faz sentir que perdeu a conexão que possuía com ele "dessintonizando-o" de várias maneiras.
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    A Regra deChumbo Quando essas manipulações não conseguem garantir a satisfação de nossas ne cessidades, nós muitas vezes intensificamos a campanha. Sem a conscientização, em vez de parar com o comportamento contraproducente, tendemos a adotá-lo com ainda mais agressividade. Quando chegamos a esse ponto, já não estamos simple - mente buscando o apoio dos outros para as prioridades de nosso ego; estamos im- pondo-lhes essas prioridades. A inflação do ego atinge o máximo, levando-nos a atuar as ansiedades e buscar agressivamente o nosso Desejo Fundamental, seja aber- ta ou dissimuladamente. Descobrimos uma característica dos tipos que se verifica na parte inferior da faixa média. Nós a denominamos Regra de Chumbo, por ser ela o oposto da famosa Regra de Ouro. Se a Regra de Ouro é: "Faça aos outros o que gostaria que lhe fizes- sem", a Regra de Chumbo diz: "Faça aos outros o que mais teme que lhe façam". A Regra de Chumbo afirma que cada tipo tem sua maneira particular de debi- litar os outros para reforçar o próprio ego. A crença errõnea é a de que, fazendo al- guém descer um degrau, se sobe outro. Assim, cada tipo passa a infligir aos demais seu próprio Medo Fundamental. Por exemplo, se as pessoas do Tipo Oito teme~ ser magoadas ou controladas, começam a ameaçar controlar e magoar os outros. ("E melhor fazer o que estou mandando, senão você vai se arrepender. Se eu me abor- recer, você já sabe o que vai acontecer!") Elas se tornam intimidadoras, beligeran- tes e extremamente provocadoras. Se o Medo Fundamental dos representantes do Tipo Quatro é o de não ter nenhuma importãncia como pessoas, eles podem come- çar a descartar os outros com a maior indiferença, tratando-os como se não vales- sem nada. Assim, podem ser ríspidos com garçons e porteiros ou isolar os amigos completamente, tratando-os como se eles não existissem ou não tivessem nenhum sentimento. A Bandeira Vermelha Antes que um tipo entre na faixa não-saudável, encontra o que chamamos o medo da Bandeira Vermelha. Se o Sinal de Alerta era um convite a que despertásse- mos antes de chegar a embrenhar-nos mais nos Níveis médios, no "sono" crescen- te e na fixação, a Bandeira Vermelha constitui um alarme muito mais grave, que pre- nuncia uma crise iminente. A Bandeira Vermelha é um medo, embora seja realista e precise ser levado em conta caso queiramos resistir às forças destrutivas que ameaçam fazer-nos descer mais e mais ao longo da escala dos Níveis. Se esse medo conseguir chocar-nos a pon- to de fazer-nos perceber o que está acontecendo, seremos capazes de parar de atuar os comportamentos e atitudes que nos levaram a essa perigosa situação. Porém, se não conseguirmos ou não quisermos dar-lhe ouvidos, talvez insistamos no compor-
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    OS MEDOS DABANDEIRA VERMELHA 1 De seus ideais serem, na verdade, errados e contraproducentes 2 De estar afastando de si os amigos e entes queridos 3 De estar fracassando, de que suas pretensões sejam vazias e infundadas 4 De estar arruinando a própria vida e desperdiçando as oportunidades 5 De jamais chegar a encontrar um lugar no mundo ou entre as pessoas 6 De que seus próprios atos tenham posto sua segurança em risco 7 De que suas atividades lhes estejam trazendo sofrimento e infelicidade 8 De que os outros estejam se voltando contra ele e queiram vingar-se 9 De que a realidade o force a enfrentar seus problemas tamento inadequado, tendo como provável resultado a queda em estados cada vez mais destrutivos. A FAIXA NÃO-SAU DÁ VEL Por inúmeras razões, as pessoas podem entrar na faixa não-saudável, mas, fe- lizmente, não é tão fácil ficar preso nela para sempre. Podemos adotar temporaria- mente atitudes não-saudáveis, mas é raro que nosso centro de gravidade se fixe na faixa não-saudável. Isso porque a zona entre as faixas média e não-saudável parece funcionar como uma espécie de freio na decadência da personalidade. Assim, mui- ta gente pode ficar anos na faixa média sem tornar-se não-saudável. Chamamos a essa zona-limite entre os Níveis de ponto de choque. Como é preciso um "choque" ou input de energia extra para que se entre nos Níveis não-saudáveis, a maioria das pessoas não chega a isso sem que ocorra uma de duas coisas. A primeira é uma grande crise de vida - a perda do emprego ou do cônjuge por divórcio ou morte, um problema grave de saúde ou uma catástrofe fi- nanceira. Se não estivermos psicológica e espiritualmente prontos para lidar com esse tipo de crise, podemos de repente entrar na faixa não-saudável e não conseguir mais sair. Felizmente, em tais circunstâncias, muitas pessoas percebem que estão "caindo" e precisam de terapia ou de algum tipo de programa de recuperação. A segunda razão para se entrar na faixa não-saudável é o estabelecimento de padrões não-saudáveis na infância. As pessoas regridem a um comportamento ini- cial, mais primitivo, quando as condições ficam pesadas demais. Os que foram ma- goados e sofreram abusos (emocionais, mentais, sexuais ou físicos) quando crian- ças tiveram de erguer imensas defesas para proteger-se. Sendo tais as circunstâncias, eles jamais tiveram a oportunidade de aprender a lidar com as situações de forma
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    saudável e mostram-seextremamente vulneráveis à possibilidade de descambar mais uma vez para padrões destrutivos. Quando agimos de modo não-saudável, perde- mos cada vez mais o contato com nossa verdadeira na- tureza e com a realidade. Vemo-nos presos num labi- rinto de reações e ilusões, perdemos o controle e não conseguimos ver as soluções para nossos medos e conflitos cada vez mais intensos nem para qualquer problema prático que enfren- temos. A única coisa que conseguimos fazer é reagir ainda com mais força e pre,> sionar ainda mais os outros para que resolvam por nós os nossos problemas. Iden tificamo-nos tão completamente com os limitados mecanismos da personalidade que não nos ocorrem outras soluções - ou, mesmo que ocorram, percebemos que não conseguiremos implementá-las sem um esforço extraordinário. Naturalmente, não é que nós desejemos ser não-saudáveis, mas caímos nesses estados por igno rância ou porque as circunstâncias iniciais de nossa vida não nos mostraram forma,> mais saudáveis de lidar com os problemas. Ao fim de tudo, a faixa não-saudável representa um profundo auto-abandono, embora este nos tenha sido imposto pelas circunstâncias. Apesar de não podermo~ mudar o que aconteceu na infância nem impedir que os revezes aconteçam, nós po demos fortalecer nossos recursos interiores para não deixar que os problemas no~ destruam. Além disso, podemos encurtar o período de recuperação quando há di ficuldades. Nosso trabalho de transformação pode trazer-nos por fim muita sereni dade, aceitação, compaixão e uma perspectiva mais ampla da vida. A FAIXA SAUDÁVEL Nessa faixa, embora exista identificação com o ego, ela transcorre sem alar- de, por assim dizer, e se manifesta de modo benéfico. Cada tipo tem sua maneira saudável de personificar as qualidades com que mais se identifica. A pessoa que age dentro da faixa saudável é vista dentro da cultura a que pertence como extre- mamente equilibrada, madura e eficiente, embora ainda aja com base no ego, bus- cando compensar seu Desejo e seu Medo Fundamentais, mesmo estando entre os Níveis 2 e 3. Por exemplo, as pessoas do Tipo Oito definem-se como fortes, competentes, enérgicas e assertivas. Elas têm necessidade de provar que são assim para si mesmas e para os demais, então aceitam os desafios e dedicam-se a atividades construtivas que exijam força e decisão. Tornam-se então líderes magnânimos, criando condi- ções para que os outros também cresçam. As pessoas do Tipo Dois definem-se como afetuosas, atenciosas e desprendi- das, mas as que agem na faixa saudável reforçam ainda mais essa auto-imagem por darem ao mundo incontestáveis provas de amor, interesse e generosidade. Elas se
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    JACK ENGLER "Temos deser alguém antes de podermos ser ninguém." tornam amigas e benfeitoras que compartilham seus dons e recursos, pois essa ati- tude reforça sua autodefinição. Se houvesse mais gente agindo dentro da faixa saudável, o mundo seria um lugar muito melhor. Embora quase todos nós já tenhamos tido a oportunidade de saber como é agir nessa faixa, o meio, a cultura e talvez a própria família a que per- tencemos em geral não apóiam esse tipo de abertura. Assim, poucos conseguem manter esse grau de liberdade por muito tempo. Os medos aparecem com muita fre- qüência, levando-nos a permanecer na faixa média. Entretanto, para continuar na faixa saudável, precisamos ter a intenção de ser saudáveis, o que exi- ge a intenção de estarmos presentes e despertos. Isso significa que precisamos fazer uso das práticas e dos instrumentos de que dispomos para cultivar a percep- ção. À medida que nossa percepção cresce, conscien- tizamo-nos da existência de outro "ponto de choque" entre as faixas média e sau- dável (Níveis 3 e 4). Podemos passar por esse "ponto de choque" e seguir em qualquer das direções: cair nas faixas média ou não-saudável devido a crises ou cir- cunstâncias de vida ou subir na escala dos Níveis, trabalhando conscientemente os problemas existentes. o NíVEL DE LIBERAÇÃO No momento em que tivermos resolvido nossos problemas (mais ou menos Nível a Nível) e atingido plenamente a faixa saudável, o ego terá alcançado um grau notável de equilíbrio e transparência, deixando-nos prontos para dar o passo que falta para que possamos viver da nossa natureza Essencial. Dito de maneira simples, a liberação ocorre na medida em que já não nos identificamos com o ego. Podem exis- tir ainda alguns aspectos do ego, mas eles já nâo constituem o fulcro da identidade. Entretanto, o ego deve recuperar seu equilíbrio e funcionamento naturais para que se possa atingir a liberaçâo verdadeira e duradoura. Nesse estágio, a pessoa já abriu mão de uma determinada auto-imagem, resolveu seu Medo Fundamental e ampliou sua percepçâo para agir conforme o Desejo Fundamental. Todos esses processos exi- gem equilíbrio, sabedoria, coragem, força e integridade psicológica suficientes pa- ra suportar a ansiedade gerada pela dissolução da identificação com o ego. Quando chegamos ao Nível de Liberação, geralmente ficamos muito surpre- sos ao perceber que já temos todas as qualidades que buscávamos. Tomamos cons- ciência de que elas já estavam presentes em nós todo o tempo, mas nós as procurá- vamos da forma errada. Como Dorothy no final de O mágico de Oz, descobrimos que estávamos mais perto de realizar nosso objetivo do que imaginávamos. Tudo que precisamos para a transformaçâo, tudo que queremos para sermos seres huma- nos completos, está e sempre esteve à nossa disposição em nossa natureza Essen- cial. Na realidade, no Nível 1, nós de fato realizamos nosso Desejo Fundamental.
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    I> I Ni M I ( i I V i lU i <, I s 97 AS TENDÊNCIAS RUMO À INTEGRAÇÃO E À DESINTEGRAÇÃO 2 9 A TENDÊNCIA RUMO À DESINTEGRAÇÃO 7 As Tendências Rumo à Integração e à Desintegração ajudam-nos a definir se estamos progredindo ou re- gredindo em nosso desenvolvimento. A Integração nos fornece indicadores objetivos de crescimento. A Desintegração mostra-nos como agimos sob stress, quais os nossos comportamentos e motivações inconscientes e, paradoxalmente, quais as qualidades que mais precisamos integrar. Quando compreendemos isso, nossa questão mais importante passa a ser como po der manter esse estado mais vibrante e aberto - ou, na verdade, como permitir qUl' ele se mantenha em nós. Como podemos continuar nos abrindo para que a grac,:a atue em nós? Se observarmos o Eneagrama, veremos que a cada um dos números em torno do círculo estão ligadas duas linhas internas. O Oito, por exemplo, está ligado ao Dois e ao Cinco. O Nove está ligado ao Três e ao Seis, e assim com todos os tipos. Uma dessas linhas representa a Tendência à Integração, ou seja, é a linha do de- senvolvimento natural rumo à plenitude, enquanto a outra linha representa a Ten- dência à Desintegração do tipo, a qual mostra os comportamentos que adotamos quando levamos a extremos as atitudes características de nosso tipo. O movimento em direção a qualquer dessas tendências é um processo que ocorre naturalmente, pois o Eneagrama prevê o que será cada tipo à medida que se torna mais saudável (menos restrito ou fixado) ou, ao contrário, mais identificado, tenso e desajustado. (O movimento em direção às Tendências Rumo à Integração e à Desintegração é dis- tinto do movimento de ascensão e descenso ao longo da escala de Níveis, embora esteja a ele relacionado. Sobre isso, teremos mais a dizer posteriormente.) Para sermos exatos, não podemos dizer que uma Tendência seja "inteiramen- te positiva" e que a outra seja necessariamente "intei- ramente negativa". A natureza humana possui meca- nismos de atuação que se inserem em ambas as Tendências, e o Eneagrama é capaz de determinar as mudanças nesses sutis mecanismos como nenhum ou- tro sistema. Se compreendermos esses movimentos e pudermos identificá-los em nosso dia-a-dia, podere- mos acelerar o nosso desenvolvimento. As setas no Eneagrama ao lado indicam as Ten- dências Rumo à Desintegração de cada tipo. Por exemplo, o Tipo Oito representa a Tendência Rumo à Desintegração do Tipo Dois. Como as setas para a Tendência Rumo à Integra- ção seguem a ordem contrária, a Tendência Rumo à Integração do Tipo Oito está no Tipo Dois e assim por diante com relação aos de- mais tipos.
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    AldlA MA Não-saudável A o TipoTendência Rumo Básico ã Desintegração Nfvell X -+ X Nfvel 2 X -+ X Saudável NCvel3 X-+ X Nfvel4 X-+ X Nível 5 X -+ X Médio Nfvel6 X-+ X A TENDÊNCIA RUMO À DESINTEGRAÇÃO Se a d"""ilILI~,IO llJ)ologi ." tiver ido bem feita, o Eneagrama pode prever o omportam nto futuro. Ele indica como o tipo se tornará se continuar a decair em seu padrão de identificações, defesas e comportamentos contraproducentes. Ele prevê também quais as qualidades saudáveis que surgirão quando a pessoa se iden- tificar menos com os padrões, estruturas e defesas de seu tipo. A TENDÊNCIA RUMO À DESINTEGRAÇÃO A Tendência Rumo à Desintegração em geral se manifesta quando vivemos um perío- do de stress ou insegurança crescentes. Quan- do levamos a estratégia característica de nosso tipo o mais longe possível (sem, contudo, che- gar a decair para um Nível inferior) e ela não melhora a situação nem nos dá o que quere- mos, nós inconscientemente começamos a agir como o tipo que representa a nossa Tendência Rumo à Desintegração. Em psicologia, isso é conhecido como atuação (acting out), pois es- sas atitudes e comportamentos costumam ser inconscientes e compulsivos, embora não se- jam necessariamente destrutivos de imediato. Na maioria das vezes, nós nos veremos (ou à outra pessoa) atuando mais ou menos no mesmo Nível em que estamos den- tro de nosso tipo básico. Isso ajuda a explicar todas aquelas desconcertantes "in- versões" de comportamento que notamos nas pessoas. Além disso, explica ainda por que não saltamos de repente do comportamento médio de nosso tipo para o comportamento patológico de nossa Tendência à Desintegração e por que não pre- cisamos estar na faixa não-saudável de nosso tipo para seguir a Tendência Rumo à Desintegração. As pessoas do Tipo Dois, por exemplo, acham que devem ser sempre gentis e amáveis e que precisam levar em conta as necessidades dos outros, em vez das suas próprias. Mas, na verdade, elas também querem que suas necessidades sejam leva- das em conta e pensam que, sendo afetuosas o bastante, receberão dos outros gene- rosidade à altura da sua. Se continuarem a dar sem receber nada em troca - ou sem receber o que consideram carinho -, essas pessoas tentarão satisfazer suas neces- sidades de modo ainda mais enérgico e rancoroso. É isso que constitui a passagem do Tipo Dois ao Tipo Oito: elas começam a atuar a raiva reprimida com ímpeto e agressividade. Em vez de continuar a suprimir a carência e a elogiar os outros, elas se tornam assertivas e diretas. Quanto mais negam a raiva e as próprias necessida- des, mais explosiva e destrutiva é a sua atuação. Saudável Nível 7 X -+ X Não-saudável Nível 8 X -+ X Nfvel9 X-+ X Médio
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    Os atirados representantesdo Tipo Três de repente se mostram apáticos e desinteressa dos no Nove. 3 8 Os autoconfiantes representantes do Tipo Oito de repente se tornam reservados e inse- guros no Cinco. 9 Os condescendentes representantes do Tipo Nove de repente se mostram ansiosos e preocupados no Seis. 4 Os distantes representantes do Tipo Quatro de repente se mostram excessivamente en volvidos e apegados no Dois. 5 Os objetivos representantes do Tipo Cinco de repente se tornam hiperativos e disper i vos no Sete. 6 Os conscienciosos representantes do Tipo Seis de repente mostram-se competitivos e arrogantes no Três. 7 Os dispersivos representantes do Tipo Sete de repente se mostram perfeccionistas e crí- ticos no Um. 1 Os metódicos representantes do Tipo Um de repente se mostram temperamentai c in a- cionais no Quatro. 2 Os carentes representantes do Tipo Dois de repente tornam-se agressivos e dominado res no Oito. A TENDt:NCIA RUMO À DESINTEGRAÇÃO (COM INVERSÃO) O princípio seguinte se aplica a todos os tipos: aquilo que é reprimido por um determinado tipo será atuado quando houver pressão da maneira indicada pela Tendên- cia Rumo à Desintegração própria desse tipo. O quadro acima fornece um esboço des- se processo; os capítulos dedicados aos tipos o descrevem mais detalhadamente. Vale observar que, de uma certa perspectiva, a adoção da Tendência Rumo à Desintegração é simplesmente mais um mecanismo de sobrevivência. A natureza nos dotou a psique de várias "saídas de emergência", de modo que não é tão fácil descambarmos para o patológico. A Tendência Rumo à Desintegração é, assim, uma espécie de válvula de escape para a pressão. A atuação proporciona alívio temporá- rio e desacelera uma descida potencialmente mais grave à faixa não-saudável de nosso tipo básico. Porém, é evidente que isso não nos resolve os problemas. A atua- ção nos faz despender uma grande quantidade de energia e, depois, ainda temos que enfrentar os problemas que tínhamos antes. Ela apenas nos permite adiar a resolu- ção desses problemas. Quando a personalidade é submetida a um longo período de stress, nosso comportamento pode mudar a ponto de fazer-nos parecer pertencer ao tipo para o qual aponta nossa Tendência Rumo à Desintegração. Por isso, é comum que as pessoas que atravessam crises importantes e dificuldades emocionais errem e pensem que pertencem ao tipo para o qual aponta sua Tendência Rumo à Desinte- gração, e não ao seu verdadeiro tipo.
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    111 I IN rA ( .lI A M A A ATlJA( o Qual é a diferença entre sentir uma emoção e atuá-la? Quando sentimos raiva, pode- mos atuá-Ia num acesso ou resistir ao impulso e guardar o que sentimos conosco, observan- do as sensações que a raiva provoca em nós. Quando o fazemos, temos a oportunidade de ver mais profundamente os nossos sentimentos. Isso não quer dizer que os estejamos suprimin- do. Pelo contrário, significa que os sentimos de fato, em vez de permitir-lhes conduzir-nos a comportamentos compulsivos. Como exercício de Trabalho Interior, na próxima vez que se pegar atuando conforme dita sua Tendência Rumo à Desintegração, procure parar de fazê-lo, mesmo que já tenha co- meçado. Pare no meio de uma frase, se necessário, e procure sentir seu corpo. Verifique qual a sensação provocada por não atuar e em que lugar do corpo está a energia. Vejao que acon- tece com ela ao vivenciá-Ia diretamente, em vez de descarregá-la. Como você consegue fazer isso? Procure identificar as possíveis "histórias" que está contando a si mesmo sobre a situa- ção. O que acontece se você continuar a atuar? Observe-se semjulgamentos, conseguindo ou não realizar bem este exercício. Os representantes do Tipo Um, por exemplo, quando sujeitos a longos perío- dos de stress, podem achar que são do Tipo Quatro por estarem atuando sistemati- camente diversas das características médias c/ou não-saudáveis desse tipo. Da mes- ma forma, os do Tipo Nove podem, sob extrema tensão, parecer representantes médios do Tipo Seis. Além disso, esse processo se vai acelerando à medida que des- cemos na escala dos Níveis, assumindo intensidade máxima na faixa entre o médio- inferior e o não-saudável. Observamos ainda que as pessoas que apresentam distúrbio de stress pós-trau- mático ou características fronteiriças de personalidade tendem a adotar sua Tendên- cia Rumo à Desintegração com mais facilidade e mais freqüência. Suas personalida- des são mais voláteis e menos centradas no tipo básico e, por conseguinte, elas transitam mais entre o tipo básico e o tipo para o qual aponta sua Tendência Rumo à Desintegração. 9 7 2 A T E N D tN C IA R U M O A IN T E G R A Ç A O A TENDÊNCIA RUMO À INTEGRAÇÃO A Tendência Rumo à Desintegração é inconsciente e compulsiva; é a maneira que o ego encontra de com- pensar automaticamente os nossos desequilíbriOS psíqui- cos. A transformação para a Tendência Rumo à Integra- ção é algo completamente diferente, pois requer opção consciente. Quando estamos no caminho da integração, estamos dizendo a nós mesmos: "Quero estar mais ple- namente em minha vida. Quero abandonar meus antigos
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    101 hábitos e histórias.Estou disposto a apoiar a verdade de tudo aquilo que aprende I a meu respeito. Independentemente do que sentir e do que descobrir, quero 'r li vre e estar vivo de verdade". Assim, a Tendência Rumo à Integração começa a se fazer sentir por volta do Nível 4, mas se torna mais acessível a partir do Nível 3. Quando começamos a abandonar a bagagem da personalidade, há crescimen- to e desenvolvimento numa determinada "direção" - a da cura de nossas questões mais essenciais, conforme simboliza o tipo para o qual aponta a nossa Tendência Rumo à Integração. As próprias qualidades que precisamos para crescer tornam- e mais acessíveis e, quanto mais nos valemos delas, mais elas aceleram o progresso da libertação das limitações da personalidade. Por exemplo, quando as pessoas do Ti- po Oito começam a libertar-se dos problemas que têm com a autoproteção (que as levam a vestir uma armadura e não baixar jamais a guarda), automaticamente en- tram em contato com sua vulnerabilidade e sua mágoa. Elas começam a entender por que a armadura vinha em primeiro lugar. Quanto mais se libertam dessas defe- sas, mais percebem o quanto é bom ter afeto e interesse pelos outros, como demons- tram as pessoas do Tipo Dois quando na faixa saudável. As pessoas do tipo Oito sa- bem que estão no caminho certo quando começam a dar-se conta de que realmente gostam de relacionar-se com os outros e fazer-lhes o bem. À medida que aprendemos a estar mais presentes, as qualidades positivas do tipo para o qual aponta a nossa Tendência Rumo à Integração começam a surgir na- turalmente. Quando isso acontece, fica difícil não admitir as limitações da faixa mé- dia de nosso próprio tipo. Isso nos estimula ainda mais a continuar com a prática e a reconhecer quando descambamos para as compulsões automáticas de nosso tipo. Assim, poderíamos dizer que a Tendência Rumo à Integração representa o antído- to contra as fixações inerentes ao tipo. o Ponto de Segurança Existem determinadas - e poucas - circunstâncias em que é possível ado- tarmos comportamentos próprios dos Níveis médios do tipo que constitui nossa Tendência Rumo à Integração. Como regra geral, tendemos a atuar esses compor- tamentos quando estamos seguros a respeito de nossa posição numa certa situação. Quando nos sentimos seguros da força de um relacionamento, às vezes adotamos comportamentos que nos pareceriam demasiado arriscados com alguém a quem não conhecemos tão bem. Por isso, chamamos a esse fenômeno ponto de segurança. Por exemplo, as pessoas do Tipo Um que estão na faixa média às vezes se com- portam como se fossem pessoas do Tipo Sete (também nessa mesma faixa). Mas não tão freqüentemente quanto tendem a atuar os problemas situados entre as faixas média e não-saudável do Tipo Quatro. A menos que se sintam seguras, elas não agi- rão como se estivessem na faixa média do Tipo Sete. Da mesma forma, as pessoas
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    A TENDt:NCIA RUMOÀ INTEGRAÇAO SURYA DAS "A conscientização tem o po- :rde curar." do Tipo Cinco podem muitas vezes atuar comportamentos médios do Tipo Sete, deixando a mente sobrecarregar-se e mostrando-se dispersivas. Porém, em condi- ções de maior segurança, elas também podem agir como se estivessem na faixa mé- dia do Tipo Oito, impondo-se vigorosamente. Tudo vai depender de seu grau de se- gurança diante do relacionamento com o outro. O ponto de segurança, portanto, não é o mesmo que a Tendência Rumo à Integração: como a Tendên- cia Rumo à Desintegração, ele é mais uma válvula de escape; é mais uma forma de atuação, apesar de exigir condições especiais. As pessoas que estão entre os Ní- veis médio e não-saudável de seus respectivos tipos podem saber que precisam das qualidades próprias do tipo que representa a Tendência Rumo à Integração. Porém, quando reagem compulsiva e automaticamente, não são capazes de integrar real- mente os aspectos mais saudáveis daquele tipo. A passagem ao ponto de segurança não é um autêntico processo de integração, mas um exemplo de substituição ou su- plementação de uma parte da personalidade por outra. Isso não é o mesmo que ser mais livre e conscientizado. Por definição, o recurso ao ponto de segurança é pró- prio dos Níveis médios. I Os irritáveis e críticos representantes do Tipo Um tornam-se maisjoviais e espontâneos, como os representantes saudáveis do Tipo Sete. 2 Os arrogantes e fantasistas representantes do Tipo Dois tornam-se emocionalmente mais perceptivos e mais condescendentes consigo mesmos, como os representantes saudáveis do Tipo Quatro. 3 Os esquivos e vaidosos representantes do Tipo Três tornam-se mais cooperativos e de- dicados aos demais, como os representantes saudáveis do Tipo Seis. 4 Os invejosos e emocionalmente turbulentos representantes do Tipo Quatro tornam-se mais objetivos e escrupulosos, como os representantes saudáveis do Tipo Um. 5 Os avaros e inacessíveis representantes do Tipo Cinco tornam-se mais decididos e segu- ros de si, como os representantes saudáveis do Tipo Oito. 6 Os medrosos e pessimistas representantes do Tipo Seis tornam-se mais relaxados e oti- mistas, como os representantes saudáveis do Tipo Nove. 7 Os vorazes e dispersivos representantes do Tipo Sete tornam-se mais concentrados e profundos, como os representantes saudáveis do Tipo Cinco. 8 Os voluptuosos e dominadores representantes do Tipo Oito tornam-se mais afetuosos e generosos, como os representantes saudáveis do Tipo Dois. 9 Os indolentes e desleixados representantes do Tipo Nove tornam-se mais ativos e em- penhados, como os representantes saudáveis do Tipo Três.
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    103 o Verdadeiro Sentidoda Integração ALBERT EINSTEIN "Há somente dois modos de vivera vida. Um é pensar que na- da é um milagre. Outro é pensar que tudo é um milagre." Embora a adoção da Tendência Rumo à Integração exija opção consciente, ela não surtirá efeito se as atitudes e os comportamentos do tipo em questão forem sim- plesmente imitados, especialmente no que se refere às características médias. Se vo- cê for do Tipo Oito, por exemplo, não adianta começar a agir como se fosse do Ti- po Dois, fazendo docinhos e abrindo portas para os outros. Na verdade, isso só tornará a personalidade ainda mais "densa", já que a verdadeira transformação re- quer o abandono, e não a adoção, de novos padrões e defesas do ego. Esse tipo de comportamento está fadado ao fracasso. Devemos lembrar-nos sempre que a personalidade não pode resolver os proble- mas da personalidade. Enquanto não conseguirmos sentir profundamente nossa Es- sência e não deixarmos que nossas atividades sejam guiadas por ela, a personalida- de pouco pode fazer além de "não usar" seus velhos truques. O processo de integração não tem nada a ver com o que "deveríamos" fazer - ele requer o abandono consciente das características de nosso tipo que nos blo- queiam. Quando deixamos para trás os medos e as defesas, vivenciamos um equi- líbrio e um desdobramento orgânico tão naturais quanto o desabrochar de uma flor. A planta não precisa fazer nada para passar de botão a flor e daí a fruto: trata-se de um processo natural, orgânico. A alma deseja desdobrar-se da mesma maneira. O Eneagrama descreve o funcionamento desse processo orgânico em cada tipo. O ti- po para o qual aponta a Tendência Rumo à Integração nos fornece indicações acer- ca do momento em que isso ocorre e ajuda-nos a compreender e iniciar esse pro- cesso com mais facilidade. A adoção da Tendência Rumo à Integração enriquece profundamente todas as nossas atividades porque o tipo que a representa nos orienta em relação ao que real- mente nos satisfaz e ajuda-nos a concretizar plenamente o potencial de nosso tipo básico. A pessoa do Tipo Quatro, por exemplo, que quiser expressar-se por meio da música será autodisciplinada e se dedicará com regularidade à pratica como se es- tivesse na faixa saudável do Tipo Um, pois isso a ajudará a atualizar seu potencial. "Passar ao Tipo Um" é o meio que a pessoa do Tipo Quatro encontra de ser a repre- sentante mais eficiente possível de seu próprio tipo. Quando vemos, compreendemos e vivenciamos plenamente todos os impro- dutivos bloqueios que recobrem nossas qualidades Essenciais, eles caem como fo- lhas secas de uma planta que cresce, e a plenitude de nossa alma surge naturalmen- te. Essa alma, com todos os magníficos dons que encontramos na faixa saudável, está onde sempre esteve. Só precisamos parar de acre- ditar nas defesas da personalidade - na resistência, na auto-imagem e nas estratégias originárias do medo próprias de nosso tipo - e livrar-nos do apego que te- mos a elas para reclamar e assumir esse que é um di- reito nato.
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    , PARTE II Os Nove Tiposde Personalidade
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    CAPíTULO 7 TIPO UM: OREFORMISTA "Aprendi a dura pena uma suprema lição: conservar minha raiva e, como o calor que é con ervado e tran - muta em energia, assim a raiva que é controlada se trans- muta numa força que pode mover o mundo." MOHANDAS K. GANDHI "A mente que não despertou tende a declarar guerra con- tra a forma como são as coi as." JACK KORNFIELD ''jamais teremo amigo e e perarmo ql~e não tenham defeitos." THOMAS FULLER "A verdadeira vantagem qlU tem a verdade con iste nis- to: quando l~ma opinião é verdadeira, ela pode er venci- da uma, duas ou muitas veze . M as, mesmo ql~e decor- ram século, geralmente haverei quem a rede cubra." JOHN STUART MILL o MESTRE OATI I TA O CRUZADO o MORALI TA o PERFE CIO I T O ORGA IZADOR
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    108 A 9. scoi as dependem tanto de mim para ser feitas que tenho de er mais organizado e metódico que todo mundo . __ 10. Tenho a impressão de pos uir uma missão, talvez ate uma vocação para algo mai sublime, e acho que posso atingir alguma coisa extraordinária na vida. 11 Dete to erros c, por i so, geralmente sou extrema- mente rigoro o para certificar-me de que as coisas e - tao sendo feitas como devem. __ 12. Em pouca palavras, há muito tempo venho acredi- tando que o certo é certo e o errado e errado. __ 13. Para mim é difictl contentar-me com a coi as do jei- to que ão; nao tenho m do que piorem com minha interferência. __ 7. Meus principios e ideai in piram-me a realizações maiore e dão entido e valor a minha vida. __ 8.• ao entendo como tanta gente tem padrões tão las- sos. 1. A maioria das pesoa me vê como alguém serio e ensato - e, no fim das contas, creio que ou a im me mo. 2.empre procurei er honesto e objetivo com relação a mim mesmo e estou decidido a eguir minha con - ci ncia, não importa a que preço. 3 Emoora eu po sa ler um lado desregrado, de modo ge- rai ele nunca foi a tonica de meu esttlo. __ 4. Parece que ha um juiz dentro de minha mente: as ve- zes ele é ponderado e sabio, ma em muitas ocasiõe é simple mente ngido e evero. 5. Acho que paguei um preço muito alto por tentar er perfeito. __ 6. Gosto de rir como qualquer pes oa - deveria rir mais! __ 14. Tenho obre o omoro muita respon abilidades; Deu abe o que aconteceria se cu não estive e a al- tura da expectativa. __ 15. Manter a elegância e a nobreza mc mo sob pre ào e algo que empre me comove. ..... unw é verdadeira Classificação Tipológica Segundo a Atitude rifique a análise da pon- çao na página 134 . o CTA SO-HUDSO ..... Em parte é vcrdadeira ..... Raramentc é vcrdadeira ..... G eralm ente é verda- deira ..... rml'rr é verdadeira lassifique a afirmaçõe lado conforme ua apli- lbilidade com ba e na e- llinte escala:
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    "Tenho uma missão na vida, .. nho se fizer o que é cert ." 1111I FUNDAM NTAI de ser "mau", corrupt , p r verso, falfvel. Ser bom, virtuoso, equilibr, do - ter integridade. "Você estará num bom ~ DESEJO ~ MEDO FUNDAMENTAI: O ~ MENSAGEM DOSUPERI (, ) o Tipo Racional e Idealista: Resoluto, Dotado de Princípio, Autocontrolado e PerJeccionista hamamo este tipo de per onalidade de o Re- JO l'111i ta porque eu repre entante agem como obedecessem a uma mi 'ào que o leva a querer me- lhorar o mundo de vária maneira, u ando para i o tod o eu poder de innuência. le lutam para upe- rar a adversidade - principalmente a morai -, de forma que o e pIrita humano pos a brilhar e exercer eu impacto, e por vaIare mai ublimes, me mo que i o implique um grande acrifício pe oal. A Hi tória está cheia de regi tro de pes oa do Tipo Um que abriram mão do conforto para fazer coisas extraordinárias porque entiam qu deviam atender ao chamado de algo uperior. Durante a egunda Guerra Mundial, Raoul Wallenberg abandonou ua cômoda vida de ela e média para ajudar a proteger milhares de ju- deu contra o nazi ta que o per eguiam. a lndia, Gandhi deixou para trá mu- lher e filho e a bem- ucedida carreira de bacharel em direito para percorrer eu pai'> advogando em favor da independência e de mudança ociai não-violenta. Joana D'Ar dei 'ou ua aldeia na França para lutar pela expul ão do ingle e e pela de volução do trono ao delfim. O ideali mo de e repre entante do Tipo Um até ho- je vem in pirando milhões de pessoa. A pe oa do Tipo m e tão voltada para a ação prática - ela querem er u/eis no melhor entido da pa- lavra. s a pe oas sentem po uir uma "mi ão" a cumprir na vida, mesmo que eja apenas a de fazer o maximo para reduzir a d 01- dem que êem em eu meio e me mo que não e tejam totalmente con ciente dela Embora empre tenham em mente objetivo definido, e comum pen arem que preci am ju tificar eu ato ,não ó para i como também para o outro. I 50 a leva a pa ar muito tempo pen ando na con equência de eus ato e em como não agir contrariamente a ua convic õe . Por is o, a pe soa do Tipo Um co tu- mam conv nc r- e de que ão apenas" érebros", racionalistas que e ba eiam ape- nas na lógica e na verdade objetiva. Ma o verdadeiro quadro é um tanto diferente elas sao, /la verdade, alivi tas em busca de uma razão aceitável para o que entem ob,;- gação de Jazer. ão gente de paixão e in tinto, que u a o julgamento e a comi(- çôe para controlar e dirigir a i me ma e ao eu ato _ o empenho de er fiéi a eu prinCipio, a pe oa do Tipo Um re i t m ao impul o do in tinto, procurando on cientemente não ceder a eles nem ma- nife tá-los muito abertamente. O resultado é um tipo de per onalidade que t m T IP O UM DE P E R S a A L ID A D E : o REFORMI
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    MA plOhll m.l'>com aIl'pr~,>•• ,to, a rCSlst'nCla e a agre Ividad. ormalmente e a pe _ ~(l<I" ••ao vist,ls P ,[os outro como muito autocontrolada ,até rígida, embora elas m '•• mas nao e vejam a imo . como se tive em a impres ão de e tar sobre um cal- dClrao de de jo e paixõe cuja tampa tem de e tar empre fechada para que não aconteça o pior. as andra, terapeuta com prática em con ultório particular, relembra a difi- culdade que isso lhe trouxe na juventude: Lembro-me de que, no curso secundário, era vista como uma pessoa insen- sfvel. Por dentro, vivia meus sentimentos intensamente e, no entanto, não podia extravasá-los com essa intensidade. Mesmo agora, se discordar de um amigo ou tiver de abordar um problema, eu ensaio antes como mani- festar claramente o que quero, preciso e vejo, sem ser rfspida nem lamentar a raiva que sinto, a qual quase sempre é terrfvel. A pe oa do Tipo m acham que, sendo rigorosas consigo me ma (até por fim atingir a "perfei ão"), con eguirão ju tificar eu comportamento diante de i me mas e dos demais. Porém, ao tentar põr em prática sua própria vi ão da perfei- ção, ela costumam criar também eu inferno particular. Em vez de concordar com o Gêne i quando afirma que Deu viu o que criara "e era bom", es a pes oas e - tão inteiramente convencida de que "não era - há certamente algun erro aqui!" E e tipo de convic ão dificulta-lhe confiar em ua orientação interior - e até me - mo na vida. A im, habituam- e a confiar muito no uperego, uma voz aprendida na infãncia, para que a oriente no caminho do bem maior que tanto bu cam. Quan- do e enredam completamente na própria per onalidade, a pes oa do Tipo Um não di tinguem muito bem entre e a voz evera e implacável e a ua própria voz. o seu ca o, o cre cimento con i te em eparar- e de sa voz e ver quais os seu ver- dadeiro ponto fracos e forte. "avol obscrvar quc o J1adrao da injdncia aqui dcsCl ito não provoca o tipo dc 1Cfsonalidadc. Em vcz disso, elc dcsncvc tcndências ,bservávcis na tenra injância 'lJC têm grande impacto sobrc 'S relacionamento quc o tipo cstabelccc na vida adulta o PADRÃO DA INFÂNCIA A pe oa do Tipo m e e forçaram muito pa- ra er boa: relatam frequentemente haver sentido, na infãncia, que precisavam ju tificar a própria exi tên- cia. er crian a implesmente não ba tava, e por i o muito jovens de te tipo riam de de cedo um en o adulto de seriedade e re pon abilidade. Essa pe oa agiam orno se o pai e pera em muito dela c, co- mo a do Tipo Trê , muitas veze repre entaram, com toda a eriedade, o papel de Herói da Família. Jeanne, líder e piritual feminina do Quebec, ain- da se lembra da pre ão que entia para re peitar e de- fender o valore familiares:
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    '" u tinha abundantese freqüentes sangramentos nasais. Nessas oc 10 , Papai me dizia que eu certamente não estava orando o bastante. Saber o que era "o bastante" é que era difícil, mas eu suspeitava que mais seria me- lhor. (... ) Papai esperava que eu orasse e pedisse por ele e por toda a famf- lia. Não é preciso dizer que eu sempre dava um jeito de ir à missa diaria- mente: tinha uma missão muito séria a cumprir; o bem-estar da famrJia podia estar em jogo. Por razõe várias, as pessoas do Tipo Um têm a sen ação de estar "de ligada" de ua figura protetora (que é geralmente, embora nem empre, o pai biológico). pre ença con tante de outra figura adulta que po a tomar como modelo e com a qual pos a identificar- e dá a criança a capacidade de abandonar a dependência da mãe e entir ada vez mais a própria individualidade e autonomia. Porém, se es a figura protetora não cumprir adequadamente o eu papel, a criança do Tipo Um intuem a falta de algo fundamental: sintonia entre eu próprio temperamento e ua nece idade e o pai verdadeiro ou simbólico. I o não ignifica nece ariamente que essa figura a maltrate, ma im que, por uma razão qualquer, não e cria um determinado vinculo natural. O resultado para e a criança é a fru tração e a en ação de ter de "adotar" a i própria. Em algun ca o ,elas reagem ao reveze ofrido no ambiente fami- liar tornando- e uper-re pon áveis, a "voz da razão" dentro da farTIllia. De se mo- do, con eguem e tabelecer uma certa autonomia e certo limite - a que tõe prin- cipais do Tipo m. Ju tine é uma con ultora de mercado que teve de criar uma érie de rigoro a defesas egóica em razão da infância difícil: Já que havia muitos problemas na famrJia em que cresci, senti que tinha de intervir de alguma forma para acabar com eles. Isso provavelmente acen- tuou meu temperamento já controlador. Como não tinha uma noção mui- to clara de limites, pois minha mãe era muito agressiva e dominadora, eu me identifiquei muito com o seu questionável comportamento para me pro- teger. Cresci muito crftica, cheia de jufzos e opiniões. Tratava minhas irmãs mais novas como ela nos tratava; era muito exigente e mandona. De fato, a crian a e diz: "Vou ria r minha diretrize. erei minha própria fi- gura de pai e meu próprio guia moral. Vou me policiar para que ninguém me poli- cie; vou me punir para que ninguém me puna". A pe oa do Tipo Um tentam su- perar a expectativas aderindo de tal forma a regra que ninguém jamai po a pegá-Ia num erro, conqui tando as im a independência. Leo, um bem-sucedido con ultor de mercado, relembra a difícei exigência a que teve de adaptar- e na infância: Quando criança, logo aprendi que havia uma e apenas uma maneira certa de fazer as coisas - a do meu pai. Essa maneira às vezes mudava - ele era
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    Exemp/os OS SUBTIPOS CONFORME ASASAS TIPO UM COM ASA NOVE: O IDEALISTA Platão Gandhi Sandra Day O'Connor George Harrison Henry David Thoreau Martha Stewart Katharine Hepburn AI Gore George F. Will Noam Chomsky In o r nl ma era sempre a certa. ( ... ) Então, reagindo contra as incoe- rências do meu pai, criei uma consciência que me lançou na busca da "ver- dadeira" maneira certa, uma maneira de fazer as coisas que eu mesmo pu- desse adotar. De certa forma, a criança do Tipo Um acham que devem uperar a expec- tativa de ua figura protetora. Ela acham que preci am encontrar um onjunto de regra melhor para si mesma; elas decidem o que é certo e o que é errado. Ma , fa- zendo i so, elas entem- e culpada por julgar (e implicitamente condenar) e a fi- gura. Para e capar à culpa de a ituação, constroem uma idcntidadc que lhe per- mite ver-se como boa e re pon ávei , enquanto que o demais ão preguiço o , ele leixado ou, no mínimo, meno correto e "maduros" que ela. E a autoju tifi- cativa e torna a ba e ela identidade do Tipo m e o padrão emocional que era reen- cenado ao longo de ua vida . F a ix a a u d á v e l A pe oas de te subtipo são ex- tremamente ponderadas, sabias e civilizadas. Podem er culta e eruditas, mantendo uma postura filo ófi- ca que e concentra em interesses de longo prazo - no "grande" quadro. Talvez tenham um quê de introver- ão e bu quem refúgio contra a "loucura da turba" em ambiente tranqüilo e naturai. ão emocionalmente reservada , porém genero a ,genti e afáveis, em ge- ral amante da natureza, do animais e da inocência onde quer que os en ontrem. la querem melhorar a coisa, ma com di po ição mai uave e imparcial que a dos demais repre entante do tipo. F a ix a M é d ia Ideali ta e meno propen as a en- volver- e na política e no "trabalho sujo" necessário à reforma em que a reditam, a pe oa que e tão na fai- xa média de te ubtipo preferem explicar seus ideai a per uadir pe oalmente o demais ele ua ju teza. A rai- va inerente ao Tipo Um é mais difícil de detectar neste subtipo que nos outro e tende a traduzir-se em rigidez, impaclencia e arca mo. E as pe soas preferem ficar sós e bu car ituações em que possam trabalhar por conta própria a fim de evitar a decep ionante confusão do re- lacionamentos humano. Elas podem er mai di tantes, etéreas e impes oais que a do outro subtipo, arri cando- e a adotar atitude desdenhosas, elitistas e conde cen- dente em relação a seus semelhante .
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    cmp/os AS VARIANTES INSTINTIVAS Jerry Brown HillaryClinton Celine Dion John Bradshaw Emma Thompson Jane Fonda Joan Baez Vanessa Redgrave Ralph Nader João Paulo 11 Autocontrole. O Autopre ervacionistas típicos do Tipo Um tendem a preocupar-se com o bem-e tar material, tanto em termos de finanças quanto de saú- de, e co tumam ca tigar- e por não trabalhar duro O bastante (como fazem o repre entantes mais lípico do Tipo Sei ). O instinto de Autopre ervação lhes dá também um forte impul o para a satisfação, porém seu superego pode reagir seve- ramente contra ele. O con eqüente conl1ito interior é a fonte do stre , da tensão fí- ica e da postura "ou tudo ou nada" que ele adotam com relação a seus desejo e prazeres. Assim, pode haver alternãncia de penodo de indulgência, em que atis- fazem todos os desejos, e outro de a cetismo, nos quai o uprimem ao máximo. À medida que se identificam mai com o ditame do uperego, o erro lhe parecem ainda mai catastrófico, impedimento ao eu bem-e tar, o que à veze o torna ba tante exigentes e difícei de ati fazer. ( orno o f'elix Unger de O e tra- nllO c a s a l.) Valorizam a limpeza, a higiene, a organização e a e tética, preocupando- O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO UM F a ix a S a u d á v e l As pessoas deste subtipo mes- clam sua busca de ideais e princípio sublimes com empatia e compaixão pelo demais. Menos idealistas que as do outro subtipo, seu genuíno interesse em me- lhorar o quinhão da humanidade as torna também mais disposta a rumar às trincheiras para de enca- dear a mudan as que advogam. Além disso, são mais abertamente ardorosas e interpessoai , apreciando o dar e o receber do envolvimento "político". A pe oas de te ubtipo são persuasivas e capazes de deixar eus intere e de lado para fazer as pes oas se intere arem pela au a e convicçõe que defendem. F a ix a M é d ia Extremamente ativa e ociáveis, as pes oa que estão na faixa média de te subtipo podem er bastante agressivas e vee· mente na busca dos ideai e reforma que pregam. Apesar de estarem à vontade 0- zinha e de precisarem de tempo e olidão para recarregar as baterias e pensar, elas também e energizam entro ando- e com o outro, principalmente debatendo e re- finando-lhe a idéias. Isso as torna naturalmente boa na política, qualquer que se- ja o eu grau de envolvimento. e sentirem que sua a ão é importante, o foco de seu altruí mo e tará na nece sidade dos outro. Podem tornar- e ríticas e irritáveis quando frustradas, ocasião em que fazem suas queixas com todas a letras. Além dis o, são mai exaltadas e ativa que as do outro subtipo, o que aumenta sua pro- babilidade de frustrar-se com fato e pessoa. TIPO UM COM ASA DOIS: O ADVOGADO
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    AI'I>Ol(lA 1» NIA("~AMA I p T O D As pessoas do TIpo Um temem que os outros perturbem a ordem c o E equihbrio que conseguiram atingir c Irritam·~e quando os outros nao lcvam seus ideais tao a sério. Reagcm corrigindo-os c recrimlllando- os por n<iocorrcsponderem aos seus padro s. Sao pcrfeccionistas. dogmallcas e sarcasticas. pes as do npo m SI,o tão dcsesperad,ls por ddender- con- tra cus de )0 e impul o IrraClonalSque tornam ob SI'aSjlC - lamcmc lom a partes de si que qu rem controlar. (ome am a r 111- ur em segn'do todo Osdesejo ri primido rnquanto, publicam me, nllltlJ1Uallla ((llIdená-l"s. , ao on eguem controlar- ,s pessoas do TIpo Um receiam ser condenadas por qualquer de - io de ~eus ideais. Após c por ~eu ponto de vbta, entem- e obriga. das a íver eternamente de acordo com ele e, por i, o, tentam orga- nizar tudo que e~ta em ~uas mao, da forma mai~ ngorosa posslvel. ao pontual~ e melO,hcas, ma~ tambem tensas e ímtadiças. A pes oas do Tipo m recorrem ao ditames de seu superego pa- ra orientá-Ias na vida e proteger- e contra o eu lado "de ordena- O do". Auto-imagem: " ou sensato, moderado e objetivo". As pe soas do Tipo m rdorçam sua auto-Imagem tentando viver conforme sua consciência e a razáo. ão profundamente éticas e au- todisciplllladas, possullldo forte enso de obJellvo e convicçao. Ver- dadeiras e bem-falantes, ensinam pelo exemplo, deixando de lado seus desejos pe~soals em favor do bem da comullldade. Temendo que os outros sejam indiferente aos seu princlpios, a pessoas do flpo Um querem convenc' -los da correção de seus pontos de ·ista. Tornam·se impulsivas e atiradas, envolvendo-se em querelas e olucionando problema •ao tempo em que avaliam seu mundo e apontam o que esta errado. ,~ p,'~~'KI~ do Ilpo m d iam d acreditar que t m condiçoes de Julgar algo obJellvamente e conseguem vIver a vida sem reagIr emo- cionalmente contra ela. Paradoxalmente, as Im atingem tambem T eu De eJo Fundamental: ter integridade e er boa. Em decorr n- cia da concretiza ão de eu potencial, tornam-o e sábia, pondera- da ,aceitadom., otimí tas c, multa veze . generoas e nobre .. J u lg a lllC lH o IltiCll O b lig a ç (1 O 1 Ula c lls a lc z A v a lia ç ã o Accilaçclo a b c d o n a C o n d e lla , o Puni (j( uto((l/ll/(Il., O rg a lliZ ll(a O 11'1111(l'( lime P, illClpios R c s p o ll. a llllu la d r 5 3 IVel 6 1 c1 I'n IC II d o 7 111/1 Ihllrelade 'Ivc1 O bs.s ao 8 COlll/lIlli((/(1 L
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    1 11' 117 ABILlDADE Pertencerao Tipo Um significa estar sobrecarregado quase que o tempo intei- ro - sobrecarregado com a necessidade de fazer o certo a cada momento, po- liciar os próprios pensamentos e sentimentos para que não venham à tona ou, quando isso é impossível, manifestá-los não só na forma adequada, mas tam- bém na quantidade "certa". Tenho de lutar contra o ressentimento quando as pessoas não querem me ouvir ou, pior, quando elas chegam às mesmas con- clusões que eu após haverem cometido os piores erros, erros que prejudicam a elas mesmas e a todos. Ainda não encontrei o equilíbrio nessa área. o repre entantes upicos do Tipo m emem-se obrigados não s6 a "fazer a coisa c r ta", mas também a compensar as tolices e os de cuido alheio. ocê reconhece esse padr o em si próprio? Que sÍluaçõe e~pecíricas o induzem a agir assim? Quando i o acontece, qual a sua opiniao a re peito dos outro ? Como você e sente em r laça0 a ele ? E em relação a vo- cê me mo? Papel Sodal: O Educador o repre cntante llpi o do Tipo m definem- "Eu sei com o as coi as devem SeI c conforme o Papel ocial de ducador ou Me tre, feitas." aquela pe oa cuja função é in tilar abedoria no ig- norante , levantar os que caem e mo trar ao outros como fazer algo de util e pro- dutivo com a própria vida. entem- e impelido a in trul-Io acerca da melhor ma- pe oa do Tipo Um podem cre cer muito se apena admitirem 5 CO11"'- cientizarem de eu inal de Alerta e peClfico: a sen ação opre iva e constantc dI uma obrigação pessoal. Ela come am a achar que lhes cabe resolver todo 05 pro blema que encontram. Cu e eu não arregaçar a mangas, ninguém o fara!") Alem di so, e tão convencidas de que, me mo que o outro e tejam disposto a enfrcll tar os problema, ninguém vai con eguir um resultado tão perfeito quanto ela. ror conseguinte, ficam cada vez mai obcecada com a correção, a organiza ão c o con· trole do ambiente em que visem. Além di o, tornam- c ten a e éria ,concentran- do- e automaticamente no que há de errado na coi a . Quando come arem a entir como e o p o do mundo inteiro e tive e obre cu ombro, o repre entante upico do Tipo Um terão um bom indicio de que es tão entrando no tran e caracten tico de eu tipo. a andra, a terapeuta que onheccmo antes, revela o quanto foi difí il rc- nunciar a e sa tendência: o SINAL DE ALERTA PARAOTIPO UM: A SENSAÇÃO D UMA IMENSA OBRIGAÇÃO PESSOAL
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    A irritabilidade é,sem dúvida, um sinal de que estou começando a descer a ladeira. Percebi que quando fico irritada é porque deixei de satisfazer algu- ma necessidade, a qual pode ser simples, como comer, ou complexa, como abordar um problema que passou despercebido a um amigo. Estou apren- dendo, em vez de me "culpar" por estar irritada, a tomar uma atitude antes que a irritação se transforme em rispidez ou depressão. li 11a P(h". I para r 'alizar at ,IS coi amai imple, como lavar prato ou dobrar o Jornal após a I 'Ilum. * Inconcientemente, e a pe soa vêem- e como adulto maduros cercados de criança irracionai que não fazem idéia do que é respon abilidade. Es a postura pa- t rnali ta, por veze tran mitida aos demais de forma pouco util e indireta, geral- mente os predispõe contra sua ajuda e uas opiniões, me mo que em princípio con- cordem com tudo. E sa re i tência costuma deixar a pes oa do Tipo Um ainda mais frustrada . O papel de Me tre também pode levar a pe oa do Tipo Um a ficar impacien- te com a reaçõe do outro. Embora possam reconhecer que ele e tão e e for- çando, perguntam- e se e ses e forço ão suficientes. lrritam- e com o fato de as pes oa perderem tempo precio o que tionando-lhe a maneira de fazer a coi as. Ela acham que preci am trabalhar dobrado para compen ar o de leixo e a pregui- ça dos outro e, a im, co tumam deixar de cuidar- e bem. Porém a irritação e a im- paciência do repre entante upico de te tipo dificultam-lhes muito comunicar-se com os outros sem parecer que o estão ameaçando. Felizmente, e e é justamente um dos indícios de que e tão pre te a meter- e em encrenca . Ca andra aprendeu a ver na fru tração um inal de que e tá ficando mai pre- a a per onalidade: À medida que se tornam meno saudáveis, o repre entantes do Tipo Um abor- recem-se muito mai facilmente com o padrõe diferentes - e, para eles, la o _ do outro. ("Por que ninguém neste e critório é tão organizado quanto eu?" "Até as crian a con eguem deixar o quarto arrumado.") O que ele não conseguem en- tender é que, embora eu métodos e hábito po am er muito eficazes para eles m e m os, nem empre são adequados ao outro. Es as pessoas não con eguem en- tender que os outro queiram dedicar o próprio tempo a coi a e projetos diferen- te dos eu . ( em todo mundo e aborrece e a prateleira de tempero não estiver arrumada por ordem alfabética.) * A pe oas do Tipo Cinco também "ensinam", ma partem de ua própria perícia e experiência. As do Tipo Um, no entanto, ão pessoa de a ão, enquanto que a do Tipo Cin- co, cerebrai ,geralmente e intere sam meno pela aplicação prática de ua idéia .
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    "T o do ã o tã o p re g u i« (I(I ( irre p o n s a v e is ." Raiva, Ressentim ento e Frustração A a n a lis e lran a c io n a I, um campo da p icologia, identificou quatro modo de com cação largamente incon ciente . Podemo comunicar-no com os outros segumdo o pad adulto-adulto, riança-adulto, cnança-criança ou adulto-criança. As pessoas do TIpo m tumam criar problemas em seu relacionamentos por e colherem o último dei : adult criança. Os psicólogos descobriram que essa é a m e n o s eficaz dentre as formas de comun ção. Observe quando inconscientemente adota e e padrão. Qual a reação que ele p nos outro? orno ele o faz entir- e? O que você obtém comunicando- e com os out e modo? A raiva da pe oa do Tipo Um dirige- e contra i própria , por não on eguirem corresponder a eu próprio ideai ,e contra os outros, pela preguiça e ir- re pon abilidade que lhes atribuem. A medida que e tornam me no saudável", ela de locam uma maior parte de a raiva contra o demai , já que se ar oram , er o unico jUlze do que é certo ou errado. Além di o, irritam- e mai com o•.• outro pelo fato de ele parecerem esquivar- e a uas re pon abilidade - la•.• acham que o eu quinhão é maior e mai pesado, enquanto os outros estão e di vertindo. ("Por que eu tenho de fazer tudo e ser tão re ponsável enquanto todo mundo está brincando?") A raiva, em si, não é má. Ela urge naturalmente quando há algo que não aprt' ciamos ou não queremo em nos a vida. A raiva é um meio de resistir a um ataqu(' à no sa integridade, eja ela física, moral ou espiritual. A raiva, quando plenamcn te vivenciada (e não atuada, reprimida ou "engolida"), é uma emoção rápida, fui minante. Quando lhe damo vazão em re i tir a ela, em geral a raiva surge como uma onda e pas a por nós num minuto. Quando lhe oferecemo resistência ou a r(' moemos (por razões e tratégicas do ego), ela se perpetua ob a forma de raciocmio cada vez mai ob e ivo, cre cente con trição emocional e ten ão fí ica. Me mo quando e a reaçõe já tiverem cedido, a raiva permanece armazenada no corpo, travada em ten õe mu culares e tiques nervoso como roer unha , ranger dente •.. etc. O Tipo Um pode crescer muito se aprender a entir a própria raiva em tentar uprimi-la nem justificá-Ia. Falar abertamente sobre ela com a p oa mais pró i- mas, além de muito audável, pode er um pa o po itivo no entido de aprender a assimilar ores entimento . Porém, ironicamente, o do Tipo Um nem sempre e dão conta de a raiva. Ele raramente a vivenciam como tal porque o superego geralmente os proíbe lk er "tão emocionais". Ter raiva é perder o controle, ser meno que perfeito, entao ele co tumam negá-la entre dente'" ão e tou om raiva! Só quero que i to h· que certo!"
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    "H a sempre um a m aneira sensata de Jazer as coisas." I.uta Pelo lcital Os representant lIpl o do Tipo m lutam por eu ideai porque i o o faz sentir valoro o , alem de repre entar uma maneira de uprimir voze negativa do superego. Entretanto, quanto mai querem o ideal, mais fru trada e a pe oa fi- cam com o real, tornando- e dificil para ela ver o que a coi as têm de bom, eja um relacionamento, o de empenho de um colega de trabalho ou o comportamento de um filho. O fanta ma do ideal começa a ob curecer também seu próprio de em- penho e a ati fação que obtêm com o trabalho. Tudo - eja o trabalho, a ajuda ao filho com o dever de ca a ou até e crever uma carta - e torna pe ado, já que tem de er feito com toda a perfeição posslvel. Como todo o tipo, o Tipo m pos ui uma contradição intrín eca no cen- tro da e trutura de sua per onalidade. Ele quer encontrar a integridade e a en ação de plenitude, ma o con tante julgamento fazem o uperego dividi-lo em uma parte "boa" e uma parte "má". A im, ele perde a integridade e a plenitude que al- meja. A facçõe interiore entram em guerra - con igo me ma , com o outro e com o mundo. Quando e as pes oa chegam perto do padrõe que e tabelecem, o upere- go o eleva. (Por definição, um ideal não pode er atingido e, a sim, o Tipo m re- define e e ideal cada vez que e aproxima dele, empenhando- e mais e mai .) A lu- ta con tante pela perfeição ignifica er duro con igo me mo, o que inevitavelmente provoca ten ao e fru tra ão cont1l1ua . DE EP ÃO Procure ver quantas veze por dia você se dec peiona consigo mesmo ou com os ou- tros. faça anotaçôes durante alguns dias em eu Diario do Trabalho Interior. Quais ào os pa- drões que você usa para medir as coisas? Quesllone e analise a natureza dele e o efeito que provocam obre você me mo e obre as pessoas. D ecididos a Progredir O caráter altrUlsta pre ente na seriedade e na re- solu ão da pe soa do Tipo Um que e encontram na faixa audável torna- e compul ivo e ela acharem que precisam ju tificar eternamente a própria exi tên- cia. Quando i o ocorre, a autodi ciplina audável e equilibrada degringola em in- ilexibilidade e até em Vicio pelo trabalho. Torna- e então cada vez mai difícil rela- xar, poi pa a a er preci o conqui lar o direito a diver ão. onvencida de que não devem perder tempo com frivolidade, até a féria ganham uma aura de re ponsa- bilidade: não e deve de perdiçar o tempo ("Meno praias e mais museu !"), não e deve ceder ao apelo do ócio ("Mente vazia, oficina do diabo!"). As im e sa pes oas
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    ,cabam por acharqu estao perdendo tempo e não e lIverem de algulIl, IlWI111 'i' ap rf I oando ou melhorando o ambiente em que vivem. nne fala a re peito da ansiedade que ua "determina ão" Ih callsou: Eu provavelmente nunca tiraria férias de um mês se não fosse por meu ma· rido. 56 quando estou longe é que percebo o quanto preciso descansar e mudar de cenário. Mas eu nem sonharia ir aonde quer que fosse sem ter ao menos um livro sério e instrutivo. Como para ela o progre o é tão importante, a pes oas do Tipo m tamh,'m valorizam muito a eficiência e o trabalho feito egundo métodos, si tema e crOlO grama. E tão eternamente criando e de envolvendo procedimentos, bu cando . maneira mai eficaz de fazer a coi a no menor tempo po í el. e e a pecto, (l.I ão como a do Tipo ei: ambas criam protocolo - iluxogramas, fórmula, regr.1 - para abordar os problema. O Tipo ei prefere trabalhar dentro de parâmetro" preestabelecido e geralmente não go ta de urpre as nem perturba õe ao que "l tende que eja o "si tema". O Tipo Um, por ua vez, guia-se por seu pr prio julga mento e mo tra-se reticente diante de linhas definida con ensualmente, achando que seu próprio método eria melhor. As pe soas do Tipo Um não e incomodam nem um pouco em aber e alguém concorda com ela nem se contam com pr (('- dente ou convençõe ociai a seu favor. Quando você per eber que esta ficando louco com algum objetivo que e tabelec u p re e pergunte a si me mo o que é que realmente e tá em jogo. É o I11vcl de fru tração qu tá vivenciando proporcional ao problema que enfrenta? ote especialmente o seu diálogo In terior. O que você está dizendo a si me mo? A quem esta tentando satisfazer? Estar Sem pre Certo e Apontar Problem as A pe soa do Tipo Um aprenderam que, para ser amada, preci am er boas e que, para ser boas, precisam estar certa. I so se manifesta como uma nece ida de constante de apontar erro ou melhore forma de fazer as coisas. Geralmente, entem- e impelidas a discutir milhares de questõe com o outros, de de avisa0 política e religio a, até preferências em arte e música. Ap ar de elas poderem ter razão em vários aspec- "Certo é certo e errado é rI 11/1111 to , O outro as veze entem que, fazendo i o, as pe - não há exceções. " oas do Tipo Um estão reforçando inconscientemente o próprio ego e, a sim, justificando dis imuladamente eu comportamento. É como se estivessem empre demonstrando ao superego seu próprio valor. ("Vê como estou trabalhando duro? Vê como acabo de perceber aquI'
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    AIH DORIA D) I NI A(,J{AMA I· (llOhlulla7 lu I1ll',>.Inll:lhor do que os outro, não?") Ma ha um outro problema: apesar de poderem ter algo imp rtante a dizer, e a pes oa geralmente e expre am d modo tão veemente (a veze , indu ive de agradável) que os outro não conse- guem a imitar ua men agem. E tar certo é outra tentativa de ficar do lado bom do uperego - identificar- e com ele, diminuindo as im a força de eus ataque e o ofrimento que ele provoca. O preço dessa e tratégia, porém, é alto: ela cria alienação, ten ão e uma profunda falta de ligação tanto com o exterior quanto com o interior. A implista vi ão de cer- to ou errado é um duali mo que raramente traz alguma olução ati fatória ou du- radoura para a di cordãncia . Sou tão séria e tensa. Simplesmente não consigo relaxar! Tenho uma neces- sidade tão premente de que tudo esteja certo e em seu devido lugar, seja um evento, uma situação, uma conversa ou a arrumação de uma sala, de uma O rganiza ão, Coerência e Pontualidade 19un repre entante do Tipo m ão organizado a ponto de ser compul i- vo ; outro programam meticulo ameme eu tempo; e outros ainda acompanham cuidado amente a própria aúde e a dieta. Há o que não se incomodam muito com a organização, ma ão exigentís imos com a po tura no local de trabalho. A preo- cupação com a organização exterior parece aumentar na proporção em que aumen- ta uma preocupação com uma da grande u peita do Tipo Um: a de po uir uma de ordem interior. E sa pe soa ão particularmente su cellvei à incoerência, seja ela percebi- da em i me ma ou no demai . Por is o, tentam agir de forma compalivel, en- ata e ju tificavel. (É como e a criança do Tipo m, ao criar um modelo de alto nível de coerência, tenta e provocar igual reação em um dos pai ou em ambos.) Isso contribui para cristalizar ainda mai seu apego aos método e procedimento que demon traram funcionar no passado - e as cega para outra po sívei soluçõe ou ponto de vista. justine conhece bem e e problema: AMPLIE SUA VI AO Pense numa postura que seja o oposto da ua habitual e descubra uma maneira de de- fendê·la convincentemente. Faça-o como exercI io. Por exemplo, se voce acha a programa- ção da TV aberta terrível, tente elaborar uma tese convincente declarando as virtudes da TV aberta. Apó consegui-lo, você pode tentar tema mai in tigantes: moralidade, sexualidade, religião etc. a pior da hipóle es. você entendera melhor o ponto de vista do outro, toman- do-se mai tolerante e compassivo. 'o início pode er diflcil, ma ao fim você estam go tan- do muito deste joguinho, que poderá contribuir ba tante para libertá-lo do uper go.
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    ORGA IZAÇAO COMPULSIVA Tire15 minutos para fazer uma li ta, em seu Diário do Trabalho Interior, das áreas d sua vida em que exige e espera organização e controle e daquelas em que is o não ocorre. ja honesto consigo mesmo, pois pode haver mai áreas em ambos os grupos do que voc una ginaria. Você espera que haja organização em coi as e pe oas, nas situações do lar e do t balho? Que tipo de desorganização mais o irrita? Como e sa irritação e manife ta? Ao fim destl.'exercício, faça uma lista, com duas coluna ,da vantagen e desvantag de ser organizado nas areas que identificou. O que é mai importante para você: a organ ção e a previsibilidade ou as pe oas e os relacionamentos? Algun tipos de relacionament Vo ê por acaso inconscientemente trata a i mesmo e ao demai com impe oalidade, com .e fossem objeto ou máquina ? viagem, de um workshop. Sou terrível com os treinadores ou palestrant achar que a informação que eles estão transmitindo está errada ou incom- pleta. É tão difrcil concordar com o ditado: "Viva e deixe viver." Tudo tem de ser feito corretamente, independentemente da importância ou da prio- ridade. É fácil não ter ou perder a perspectiva do que é ou não importante o suficiente para merecer atenção. Fico com dor de cabeça sempre que me atraso, mesmo que seja a um en- contro com alguém que jamais é pontual. Anos atrás, na minha terapia de grupo, o terapeuta - que sempre queria que as pessoas chegassem no ho- rário - passou-me a tarefa de chegar dez ou quinze minutos atrasada. Ele sabia que eu não iria conseguir. Todos os dias têm um cronograma - den- tro da minha cabeça. Fico ansiosa se não consigo cumpri-lo até perceber, de repente, que posso fazer a maioria das coisas no dia seguinte ou, talvez, Deus me livre, pedir a outra pessoa que as faça. Fico muito ressentida quan- do penso: "Aqui quem tem de fazer tudo sempre sou eu" - e aí eu vejo que a única pessoa que está exigindo isso sou eu mesma. E típico das pe oas do Tipo Um pen ar que o dia - ou ua própria vida, na verdade - só tem 24 horas e que ela preci am de todas para cumprir sua "mis õe ". aturalmente, como em outra área, ela podem ter boas idéia acerca d,1 gestão do tempo, ma ,quando e tornam ob e siva ,a pontualidade pode tornar-'>r uma fonte de ten ão e stress onstantes. Elas prontamente e recriminam por d1l' gar um pouquinho atrasada ao trabalho ou a um compromi o, ma ão incapazr,> de pe ar ua di po ição de fazer horas extras para acabar uma tarefa começada. Anne enfrentou a rigidez de ua pontualidade ao longo da terapia de grupo: Para manter a coerência interior e não se deixar afetar pelo ambiente, as p s- soas do Tipo Um acreditam que preci am controlar- e escrupulo amente. A partir Autocontrole e Auto-restrição
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    BUDA "Um dia gastoem julgar o ou- tro é um dia penoso. Um dia gas- to em julgar a si próprio é um dia penoso." I}UKIA 110 1 N A .RAMA "'(,11111I I/lU' (/1111I;1 () (UIII/ole d (' dai, têm d lutar cada vcz mai contra a re istcncia que 11Ii11I IIIC S IIIO." encontram no outro e em i me ma . Ela ntcm que há partes de si que não têm o menor interesse em seu projetos de auto-aperfei oamento. Mas, ape ar disso, se não con eguem viver de acordo com o padrõe que profes am, ficam à mercê de intensos sentimentos de culpa. ubconscientemente, o representantes típico do Tipo Um costumam ter pro- blemas (culpa, vergonha, an iedade) em rela ão ao orpo e sua necessidade. Des- de criança, aprenderam que não tinham modo ,que o corpo e seus instintos eram algo sujo, de que deviam envergonhar-se. A im, ele têm de er uperlimpo, u- percuidadosos e super-e crupulosos. Em muitas das pessoas de te tipo, i o se ma- nife ta como pudor exagerado ou nervo ismo diante de que tõe como a alimenta- ão, a dejeção ou o sexo. uma reação à exigência de autocontrole do superego, e sas pes oas começam a permitir- e "e apatórias", ou aquilo que chamamo de safdas de emergência. Ela então ecretamente adotam comportamento mais indulgente, permitindo-se fazer o que querem de uma forma que lhes parece segura e pas ível de racionalização. uas aídas de em rgência representam uma rebelião parcial contra o superego, uma for- ma de liberar um pouco de pre ão em destituir inteiramente o uperego. A im, o sóbrio gerente do e critório faz viagens ecretas nos fin de semana para La Vegas; o pa tor, condenando o humani mo ímpio, a portas fechada é entu ia ta da porno- grafia; e o ativi ta dos direitos humanos em casa maltrata a namorada. DETECTANDO SAÍDAS DE EMERG~ CIA Você possui alguma aída de emergência? Qual ou quais? De que ela(s) o ajuda(m) a fugir? O que ela(s) lhe diz(em) acerca das proihições do seu próprio superego? Críticas eJulgam entos À medida que e tornam mais rigoro os consigo mesmos e implacáveis com eus próprio erro ,o re- presentantes típico do Tipo Um con eguem deixar de concentrar- e na própria deficiência. Algun de eus "defeito "- os mais difíceis de aceitar - são rapi- damente reprimido. Assim, eles se preocupam com outras infra õe ,menores, e raramente têm alguma folga do crítico juiz que trazem dentro de si. O máximo que podem fazer é lutar ainda mais para er "bons", mas também podem tornar-se mai críticos e inquisitoriais em rela ão aos outros. Se examinarmo a função do julgamento na per onalidade, veremo que ele erve para refor ar a no ão do eu, eparando-no daquilo que estamos julgando. Ele
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    llro UM: oRF.~ORMI lA con titui um dos meios mais poderoso de que dispõe o ser humano para tra ai 11 mite e eximir- e do contato direto com a própria experiência. Quando no" julg•• mo , criamos um estado de guerra interior. Como a guerra, o julgamento c IllUlto dispendio o em termos de energia, tempo e e for o. Em vez de servir para abrir no ou liberar-no , nossos julgamentos nos exaurem e limitam. O eu Essencial exerce o di cernimento, ob~erva as diferen as e toma deci"(ll'" acerca do que faremos. Já o julgamento baseado no ego sempre traz em i uma (('I ta carga emocional negativa. Sua função primária não é discernir, ma criar di"tall ciamento (ou limite). A principal caracterfstica do julgamento é que, ao contraI ja <lo saber Essencial, ele é divisivo. O julgamento do ego contém ainda um outro elemento: ele nos torna "mdho re "que o que está sendo julgado. Mesmo quando julgamo uma faceta no a, ullla parte de nó e tá dizendo a outra: " ou melhor que você!" Essa posição é conniti va e paradoxal porque, já que e trata de uma única pes oa, quem e tá julgando quem? Ted é um carpinteiro que e orgulha de sua arte, mas e ta con ciente do pn' ço de seu rigoro os padrões: Sei que, quando estou envolvido com o trabalho, às vezes sou muito seve- ro com as pessoas. O pior é que, por mais exigente que seja com os outros, sou sempre dez vezes mais exigente comigo mesmo. Quando eu paro e es- cuto as coisas que estou me dizendo, quase não consigo acreditar. Eu não falaria assim nem com meu pior inimigo! Anote em seu Diário do Trabalho Interior todos os julgamentos (bons ou maus) qu em relação a ()ulras pes oas nas ultimas três hora . VO ê julgou alguém que ouviu no rádl ou na TV ou viu em casa, no condom1l1io, na rua, a caminho do trabalho? gora faça o me mo em rclaçao a si próprio. Você se julgou na ultima três horas? E I te algum tema comum em eus julgamento ? o Crítico Interior e o Perfeecionism o A pe oa do Tipo Um ão extremamente senSI- veis a ritica. I o não chega a ser urpre a: dada a ua hi"tória de con tantes autocritica , qualquer feedback negativo representará mai uma ameaça. Por agirem como e preci a em de toda a força e concentração de que são capazes para poder e tar a altura do implaca- veis padroes de seu próprio ntico Interior, es as pes oa e vêem com poucos I"l cur os para lidar até me mo com o menor indicio de critica da parte do outros.
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    Â REAÇÃO AO STRESS: OTIPOUM PASSA AO QUATRO Por mai que o Crítico Interior s ja destrutivo e pernicio o para a ua auto- confian a, a pes oas do Tipo Um acham que a voz dele é a própria vozda razão, a trela-guia que as levará à salvação. Ela fariam muito por i mesma e reconhe- ce em que as voze de seu uperego e tão, na verdade, de truindo sua integridade, maltratando-as e prejudicando seu relacionamentos. Porém, uma vezidentificada com e e rítico Interior, ela ganham uma ensação de autoconfiança que, embo- ra vulnerável, lhe parece difícil de questionar ou mudar - i to é, até que vejam o quanto ela é de trutiva. , IIl11l.llollllól qllt' l'lIUlllllam dt' lugll a auLOcnlll:a e 'o mio pC/frit"" I vlden- IlllH IItl, is•• o l pl.llil,llllt'nte illlpossn:cl - embora elas e forc m ao máximo, já qut' paltt'lll do pnnClpio d 'lU só a perfeiçao é aceitável, eja para ime ma , pa- 1.10'0outros (que 'o decepcionariam m no do que ela) ou para eu padrõe . Com base n ssa premis a, ela a ham que não podem tirar um dia de folga, pora im di- z I, para nao fi ar na linha de ataque de eu evero juiz interior. Morton, um bem- ucedido arquiteto, aborda es a questão: Há muitos anos, ganhei um prestigioso prêmio internacional na áreade ar- quitetura. Mas o problema é que foi apenas o segundo lugar. A questãonão era que eu não tinha ganho o primeiro lugar porque queria o "primeiroprê- mio", mas muito mais o fato de que eu me censurava pelos erros doproje- to. Fiquei dando voltas por dias e mais dias, redesenhando tudo naminha cabeça. Fui tão crítico, negativo e duro comigo mesmo que nem pudego- zar o fato de ter ganho o segundo prêmio! Nada mau para alguém quemal havia saído da faculdade - mas não bom o bastante para meu superego, acho eu. Quando estão ob stress, o de ejo delivrar-se de sua carga e de ua obrigações pode levara pe soa de te tipo a fantasiar com romances e fuga para luga- res exóticos, como costumam fazer as do TipoQuatro. Além di o, elas podem ver-se invadidas porum súbi- to romantismo e nutrir desejo proibido por pe oa conhecidas. Porém, como repre entante doTipo Um, geralmente ão inibidas demais para informar o objeto de seus desejos quanto a eus verdadeiros sentimento e, muito meno , agir de acordo com eles. Seresolve sem arri car demonstrar seu interesse pelo protagonista de sua fantasias e fossemrejei- tadas ou ridicularizadas, essas pe oa sentiriam uma profunda vergonha. Sua de- ci ão de manter o máximo controle sobre os impulsos se reafirmaria e a culpa pela irrespon abilidade as faria redobrar o rigor con igo mesmas. A pas agem do Tipo Um ao Quatro pode ser vista como uma indicaçãode cres- cente de encanto e alienação. Quando is o ocorre, a pessoas do Tipo Umcome am a achar que ninguém as compreende e que eu afinco no trabalho não é reconheci- do e tornam-se irritáveis, melancólica e retraídas. A di ciplina e o autocontrole dão
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    A BANDEIRA VERMLHA: PROBLEMAS PARA OTIPO UM e tiverem sofrido uma cri e grave em contar com apoio adequado ou em outro recur os com que enfrentá-la, ou e tiverem ido vítima con tante de violência e outro abu o na infãncia, a pes oa do Ti- po Um poderão cruzar o ponto de choque e mergulhar no aspectos não-saudávei de eu tipo. I o poderá le- vá-la ao aterrador reconhecimento de que eu ponto de vista, método e po IÇO S talvez e tejam errados - ou sejam, no mmimo, limitado , falhos ou exagerados, Além di o, tendo ido empre tão veementes na expre ão de eus padrõe , ela po- dem temer que o outro lhe cobrem saLi fa õe pelo eu erros. E, com efeito, ai· gun de e receio podem ter fundamento. Perceber e e fato pode ser o início de uma reviravolta na vida des a p s- soas. e admitirem a verdade de e medos, ela podem dar o primeiro pa o rumo à aúde e à liberta ão. Por outro lado, podem tornar- e ainda mais inflexív i pre- tensio as. ("O certo é o certo e não há exceções."" e não concordam comigo é por- que são corruptos.") e persistirem ne a atitude, elas e arri cam a ultrapa sar a li- nha que as separa dos níveis não- audáveis. e seu comportamento ou o de algu m que conhece e enquadrarem no que descrevem as advertência a eguir por um p - ríodo longo - mais de duas ou três semanas, digamo -, é mais do que recomendá- vel buscar acon elhamento, terapia ou outro tipo de apoio. lugar a violentas sensaçoe d inv ja e ressentimento. ("lodo mundo Illll 11111.' I da m lhor 'lu a minha.") e e ca o, o geralm nte sta eIs r 'prcs nt,llItl'" dll I1 po Um começam a comportar- e de forma dramática ar tada, fazendo be iLillho ••l mu oxo que não combinam em nada com seu comportamento habitual I.. pill"Ol S mocionai , mau humor, hostilidade e retra ão ocial podem entrar na composl .10 do quadro. Quando que tionada acerca de qualquer de as coi a , reagem COIll1111 bição e autocontrole redobrado. os ivei inferiores, a pa agem ao Tipo Quatro pode levar o repr se ntall te do Tipo Um à autocomplacência e à di po i ão de permitir-se exce o s dlantl de suas própria regra. Afinal, ninguém trabalha tanto e tão dedicadament qu,1Il to eles. Quem o condenaria por tomar algun drinque ou manter um tórrido ro· mance ilícito? Em i me ma , e sas coisa poderiam não er particularment pr ')U- diciai , ma porque vão contra o ditame de eu uperego, tornam- e para a•• pessoas do Tipo Um uma fonte a mai de pre ão e an iedade. Além di o, uas op çõe de di tração costumam ser mai autocomplacente que verdadeiramente pro dutivas. Portanto, pouco contribuem para aliviar a tensão e a fru trações. À m 'lli da que se tornam meno audávei, eu superego e torna tão severo qu ssa •• pessoa podem acabar incon cientemente buscando válvulas de escape mai de. tru tivas para neutralizá-lo.
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    ~ Adoça0 deposturas ngidas e mllelvels ~ Tendencia acentuada à pr unção e a julgamento onlUndente ~ Racionalização e justificação dos próprios ato ~ Forte sensação de de encanto e depre ão ~ ExpIo õe de cólera, intolerância e condenação ~ Raciocmio ob e sivo e comportamentos compul ivo ~ urtos de autopunição e masoqui mo > Ante de mai nada, procure conhecer bem eu superego, o seu juiz interior. Aprenda a distingui- lo de eu próprio eu, a reconhecer-lhe a voz e o efeito que provoca em você. Pre te aten ão à maneira como ele afeta eu bem-estar e sua rela ão com o ambiente. omece a pen ar em sua voz de comando como "ele", não como "eu". Lembre- e que sua voz apena parece a voz de Deus. > Atente para a tendência a ultrapa ar eu limite. Independentemente da importância de eu projeto, você não pode ser eficiente se não conseguir de can- sar nem refre car a cabeça. eu trabalho não airá perdendo com e sa "folga "- na verdade, ela lhe fornecerão melhores condições de abordar ua tarefa. Re erve al- gum tempo para a diver ão. Você verá que muita de uas maiores in piraçõe vi- rao quando você e tiver di po to a brincar. > Você tende a crer que a coi as e tão toda obre seus ombros, e is o é mui- to e tre ante. Deixe que o outros o ajudem e procure entender que, embora a abor- dagem dele po sa não er tão bem pen ada e elaborada quanto a sua, a contribui- ção que fizerem pode indu ive enriquecer ua própria per pectiva. Além di o, você pode abrir em ua vida um e pa o para a erenidade acentuando aquilo que há de po itivo no que eles fazem. e você e do Tipo Um, é provável que o outro aibam qu você é capaz de fazer cntica con trutiva e até lhe peçam con elho . Porém não tenha medo de manife tar eu apreço pelas pe soas e pelo que ela fazem. Ela não p n arão menos dc você e, ja que é bem provável que eja conhecido por sua objetividade e franqueza, um elogio eu valerá muito para elas. > A veze você demora a perceber que preci a de alguma coi a, principalmen- te na área da emoções. Ma , quandQ identificar uma nece idade, faça o po ível e o impo Ivel para verbalizá-Ia. ua integridade não ofrerá se o outro ouberem que você e tá magoado ou preocupado. Pelo contrário, er aberto e incero quanto a ua vulnerabilidade é um do elemento e enciai ao de envolvimento de uma verda- deira integridade. Ao me mo tempo, cuidado com a tendência a falar as pe oa, ao invés de falar com ela. Quando e entir fru trado ou irritado, procure olhar para eu interlocutore , evitando a sim que se tornem mera ab tra ões para você. > Admita que não con eguirá livrar- e das parte de si me mo que não o agra- dam. a melhor da hipótese, você con eguiria reprimi-Ia por algum tempo, mas isso apena adiaria e aumentaria seus problemas. Enquanto e tiver convencido de 1 AD VLRT· (lA rOl L: IA PATOLOGI o: I Isturbio b ivo-compulsivo, Dlsturbio Depre ivoda Per ona- lidade, di turbios alimentares, culpa desesperadora e comporta- mento autodestrutivos. PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO DO TIPO UM
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    REFORÇANDO OS PON10 FORTESDOTIPO UM OS DONS DO TIPO UM Independentemente de no so tipo, todos nós te- mo pontos fracos e forte , embora nem empre aiba- mo reconhecê-los. É importante lembrar que nos a qualidade po itivas não preci am er nem adquirida nem acre centada - elas já existem e ão um recurso de que podemo lançar mão em qualquer momento. enhuma pessoa saudável, qualquer que seja o tipo, e ente à vontade dian te da fal idade. Entretanto, a pe oa do Tipo Um são espe ialmente motivadas a er honesta em toda as situações. Para ela, falar com sinceridade não é o ba tan te. a medida do possível, ela querem er coerente tanto nas palavra quanto no" ato. Iludir alguém ou alegar possuir algo que não pos uem é para ela imple mcn te inconcebível: dizem o que realmente querem dizer e fazem o que dizem. Es ti po de integridade é muito tocante e inspirador. Trata- e de um apelo à excelência que atinge a todo. jeanne, a líder e piritual que já conhecemo, de creve o prazer que lhe dá CUI- dar dessa integridade: que vo e eleve ser d uma determinada forma, nao con cguira CI aquilo que l' Il'.iI ml'nt . Procure con cientizar- e mais des a parte de i me mo, nt nd '·Ia" 11 H' Ihor, em vez de tentar mudá-Ia. Você não pode transformar-se - ningucm ()(le lc Dl') xc de lado eu projeto de auto-aperfei oamento e aprenda a e tar con igo ml'''llIo I o é um de afio muito mai difícil do que esfor ar-se para caber num modelo Idea Iizado do que deve er uma boa pessoa. > Aprenda a reconhecer e assimilar sua raiva. Me mo que não a alUe nem lill ja que ela não exi te, você a armazena no próprio corpo. ls o torna a ma ot rapia e o trabalho com a energia especialmente benéfico em seu caso. Da mesma forma. a yoga e o exercício de alongamento também podem fazer maravilha por "l'lI bem-estar fí ico e emo ional. Além disso, você poderá identificar certas po turas ill conscientemente adotada, que o fazem forçar o mú culos mais do que o nece"sa rio, me mo nos movimento mai simples. Tudo que e faz - de de escrever UIll.1 carta a dirigir um automóvel - pode er feito com relaxamento e atenção ou mlll resi tên ia e tensão. Como diretora de uma escola, era minha obrigação fazer tudo para que as crianças estivessem sempre em primeiro lugar, Nada poderia estar além desse dever moral. Sempre tinha muita satisfação transcendendo minhas próprias necessidades pelo bem do sistema como um todo, Fazer o melhor era o mesmo que não tomar atalhos nem procurar as saídas mais fáceis pa- ra as situações.
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    Finalmente descobri umacoisa que realmente adoro: dançar. Agora que danço sempre, descobri que posso entregar-me inteiramente a essa ativida- de. Quando estou dançando, surge um lado brincalhão, sensual e paquera- O" Il'Pll'"l'ntantl''' ",lud,lvl'j" do 111'0 m r forçam "ua "cn"a ',10 d ' Int gnda de vivendo conform' um 'onJunlO d principio muito dar . -ntr 'Ie, tem d - taque a no ao d equanimidad, d ej d que todos jam tratado com ju tiça. [SC;' prin Ipio con tituem o parâmetro objetivos pelo quais avaliam a própria e p riên ia e definem cur o en ato para eus empreendimento . Ma eles utili- zam padrõe J1extvei e estão empre dispostos a aperfeiçoá-lo. lém dis o, essas pessoas não e tão interessadas em vantagen nem ganhos pe oais. Elas conseguem deixar de lado eu conforto e eus interes e por algo que repre ente o bem final de todos. Ela eriam capaze , por exemplo, de votar a favor de um imposto para a manutenção das e colas de sua cidade. I o não significa que gostem de impo tos, mas que e di põem a apertar o próprio cinto em prol do bem da comunidade. Além di o, provavelmente não ficariam aí: tentariam convencer os outro dos problemas que afinal urgiriam e as escola não melhora em. (Ade- rnai , endo mai Oexívei em ua po içõe ,a pe oa que e tão na faixa audável tran mitem o que pen am de forma que os outros conseguem ouvir.) em esse tipo de vi ão e acrifício, o mundo certamente eria um lugar mais pobre. ,de fato, em nossa atual "cultura do de cartáveln , de con umo de massa, bifes onoro e perda e lucro medidos num ó dia, e a caracterí ticas ão mai importante que nunca. Embora o repre entante mai audávei do Tipo Um e incomodem muito com determinada questõe e procurem abordar racionalmente o problema que encontram, eus princípios, método e padrões ético ão para sua própria orienta- ção. Ele não tentam "con ertar" o outro, nem recorrem a pregaçõe ou pro eli- ti mos - em vez di o, o in piram pelo extraordinário exemplo que lhe dão. A - im, a pe oa e tão di po ta a ouvir - a veze com avidez - o que ele têm a dizer. Alem di o, por aceitarem melhor ua própria condição humana e compreen- derem a fraqueza alheia, ele podem er ba tante eloqüente e eficaze na trans- mi ão da verdade e da sabedoria de ua vi ão. a faixa audável, o repre entante do Tipo Um ão capaze de realizar mui- tos dos seus objetivos porque mantêm o equihbrio e a autodi ciplina. Ele traba- lham com afinco e fazem bom u o do eu tempo, ma também abem quando Uéo ba tante" e e tempo de de can ar ou brincar. ompreendem que uma parte impor- tante de sua eficácia vem do cuidado e da dedicação a i me mo ,do repou o ufi- ciente e da não exau tão no trabalho. Me mo no prazere , tendem a ser eletivos, bu cando féria, pa atempo e diver õe qu ejam tão agradávei quanto enrique- cedore . ( a faixa audável, as pe oas do Tipo m também COI eguem er leve e, aveze, até e permitem tolice .) Poder- e-ia dizer que ua autodi ciplina baseia- e na "moderação em toda a coi a n. Ca andra acabou percebendo que o nece sário é o equillbrio, e não a perfeição:
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    O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO:O TIPO UM PASSA AO SETE dor que eu adoro! Ele me permite expressar-me mais plenamente e de m . neira sadia. Acho que a dança contrabalançou maravilhosamente bem a u· perseriedade do meu tipo. A pe oa do Tipo Um e atualizam e permane- cem audávei quando permitem o urgimento e pon- tâneo de ua rea ão mai in tintiva diante da vida, co- mo no ca o da pe oa audáveis do Tipo ete. Ela de cobrem que podem deixar-se afetar pela realidade em preci ar re i tir contra ela. ls o se aplica e pecial- mente a ua realidade interior - ela gradualmente aprendem a baixar a guarda e a ficar mai a vontade com o que entem. Também orno a pes oa audávei do Tipo ete, a do Tipo Um em pro es- o de integra ão tornam- e meno dogmática e mais aberta. eu leque de po ibi- lidade aumenta: ela e tornam mais curio a ,mai otimista, mai intere ada em aprender e, principalmente, mai intere ada em conhecer ponto de vi ta diferen- te dos eu . Ao de cobrir que, em vez de ferir sua integridade, e sa forma de abor· dar a vida aprofunda e amplia ua própria visão, ela e tornam mais capaze de ac i· tar a vi õe do outro. o pro e o de integrar as qualidade mai audáveis do Tipo ete, a pe oas do Tipo Um talvez tenham de enfrentar o medo de perder o controle sobre si me . mas. eu superego dará illlcio a um ataque feroz, dizendo-lhe que, ca o relaxem e e permitam maior liberdade, indu ive para aceitar- e, era o fim do mundo. E e ataque geralm nte e manife ta como um medo da própria raiva. As pe oa do Ti· po Um têm pavor da idéia de entir a raiva em ua plenitude, acreditando que i so a levará a ato ternveis. Ma ,quando audávei o uficiente para e tar on cientes de eu impul o , é muito pou o provável que venham a atuá-lo. a verdade, é CJ falta de con cielltização e de auto-aceitação que leva CJ atuação de ellfreada. Em re umo, as pes oas do Tipo Um querem muito ser boas e ão imp lidas.1 ação pelo fato de querer fazer algo para re olver os problemas que vêem a sua vol ta. Ela go tariam de mo trar que ninguém preci a e conformar com a condlç( l" injusta e terrí ei que às vezes há no mundo. Como os representante audáv I do Tipo Oito, ela aceitam de afios e acreditam que podem marcar sua pre en a. h tejam trabalhando contra a falta de moradia, a corrup ão na profis ão, o probk mas do si tema du acionai, o mau hábito de aúde e alimentação ou a demon" trações de falta de ética no ambiente em que vivem, elas estão certa de que l po ível mudar e querem er parte da olução. As im, a pes oa do Tipo Um que atingiram o Ivei superiores são uma fon- te de discernimento e sabedoria ne te mundo amblguo. Elas têm a extraordinána capacidade de saber fazer a coisa certa, principalmente no que e refere a valor '" morais. ,graças ao seu grande realismo e objetividade, conseguem deixar de lado seu próprio intere se e preferência - e até me mo eu pa ado e sua forma ao para ponderar qual a melhor op ão numa dada itua ão.
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    A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADE EMESSÊNCIA MARCUS BORG AIIIIl()I~IA IH) I NI AlollAMA allllallllcnlC, a., P -.,.,oa.,do Ilpo m nao alingirao a int gra 'ao ~llllplc"lllcn te Illlltando as qualidades ttpi a~ da· do Tip ete. De nada adiantaria para la tor- nar s' hip rativas ou hedoni ta . Ela preci am reconhecer a repre são e a tri teza que fazem parle da e trutura de ua per onalidade. À medida que e con cientizarem mai das ngida regra de eu uperego e não confundirem mai a "voz" dele com a do eu próprio eu, elas começarão a manifestar naturalmente as qualidade que caracteri- zam a faixa saudável do Tipo ete: alegria, entu iasmo, urio idade e aberlura. o de afio para a pe soa do Tipo Um é estabe- lecer uma trégua em ua guerra interior - e i o Ó onseguirão se aceitarem em julgar todas as parles de i me ma como ão. Tudo que existe na natureza hu- mana tem uma função (pre umivelmente Divina). e os seres humano· na cem com impulso sexuai , de- ejo de prazer, entimento, impul o irracionai e a capacidade de perceber e julgar (acerlada ou errada- mente), não faz muito sentido ondená-Io, poi e a é a maneira como ele ão feito. Temos apena dua opçõe : reclamar com o fabricante, por a im dizer, e tentar receber outro modelo ou aprender a c tar no mundo com o que temo . O que a pe soas do Tipo Um na verdade bu cam não é o julgamento, mas aqu la qualidade que se cha- ma discernimento. O di cernimento é a percep ão de que a coisas po uem diferen- te qualidade .Já o julgamento pressupõe uma reação emocional que, na realidade, interfere com o di cernimento. Uma coi a é dizer que o tapete e a parede têm core diferente . Outra é dizer que o tapete é melhor, mais imp0rlante ou mai ju to que a parede. m outra palavras, uma te temunha e um juiz não são a me ma coisa. O di ernimento exige que ejamo te temunha . Ob erve-se que não e tamos falando de ética da itua ão nem de relativi mo ético, mas im da capacidade de ver que, omo as situaçõe e os fatos mudam, a im também aquilo que pode er e perado como seu melhor de fecho. A abedoria no permite ver a realidade exatamente como é, não como go taríamos que fosse. A a- bedoria não ignora o cerlO e o errado nem nega que a opçõe que uma pessoa fez poderiam er melhores ou piores. Em vez disso, a abedoria observa as opções que foram feitas, a ilUação em que no encontramo agora e contempla a melhor po i- bilidade. sabedoria sempre vê o que é verdadeiramente nece sário e melhor - em- bora ela só possa surgir no momento presente e brotar da ausência de valores, opi- niõe e julgamento preconcebidos. Mesmo que tenhamos con eguido criar um inferno, a abedoria nos pode mo trar uma aída - e e tivermos di postos a u pen- der o julgamentos acerca do que "deveríamo " fazer ou como "temos" de reagir. Apena quando não obcecados com o fato de estarmo cerlOS poderemos en ontrar a verdadeira correção - que é, afinal, encontrar o verdadeiro equilíbrio. "A sabedoria não diz respeito • penas à atitude moral, mas tam- b m ao 'centro', o lugar de onde fluem a percepção e a atitude morais."
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    CARL RO ,EI~ "Ocurioso paradoxo que, me aceito do modo qu sou, aI que consigo mudar." A palavra-chave para a cura, no caso do Tipo m, é aceitação. Ela não quer dizer permis ividade; ela ignifica que, se quero realmente colocar-me a ser- vi o do bem, devo trabalhar com aquilo que é. Para a pessoa do Tipo Um aceitarem a realidade, precisam também aceitar-se, aprendendo a permitir - permitir que as pes oas, inclusive elas próprias; sejam o que ão. Assim, permitirão qu lO- dos conhe am a verdade por si sós, em eu próprio ritmo e de sua própria manei ra. A aceitação não reduz no a capacidade de di cernir ou fazer opções ábia , pc lo contrário: ela a aumenta infinitamente. A aceitação abre porlas dentro e fora. A pessoas instintivamente reagem b m ao representantes saudávei do Tipo Um porque e te a fazem entir que ão acei tas, que seu interesse ão compreendido. Vários programas de doze passos termi- nam sua reuniões com uma ora ão chamada Prece da Serenidade. As pessoas do Ti- po Um que estão em bu ca do cre cimento interior fariam bem em reOetir sobre ela: o fundo, a pessoa do Tipo Um se lembram da qualidade essencial da per- feição. Ela abem que, num nível profundo, o univer o está girando exatamente co- mo deve. (Como na famosa máxima deJulian de orwich, "Tudo estará bem. Toda SOrle de coisas estará bem. ") Es a idéia de perfeição está relacionada à idéia de ple- nitude e completude que vimos nos Tipo Oito e ove. As pessoas do Tipo Um vi- venciam s a unidade perfeita como integridade. o estado de integridade, toda a parles do todo e juntam à perfei ão para criar algo mais que a soma da parles. Sentimo uma profunda paz e uma aceitação da vida que no dão a capacidade de aber exatamente o que é preciso em cada si- tua ão e em cada momento. Sabemos exatamente qual a energia necessária para rea- lizar uma tarefa, eja ela a de limpar uma vidra a ou verbalizar um lampejo intuiti- vo. Agimos e vivemo sem esforço e, no entanto, conseguimos realizar muito mai do que quando temo o corpo tenso. Ganhamos força mediante o conhecimento di- reto de que somo parte do de dobrar perfeito de algo que vai muito além da con - ciência do ego. A percep ão libera uma inteligência profundamente sábia e discernente que ilumina tudo aquilo em que nos detemos. Quando as pessoas do Tipo Um, abrin- do-se e aceitando-se pacientemente, conseguirem relaxar o bastante para reconhe- cer que isso está e empre esteve ao seu alcance, elas se tornam os verdadeiros in - trumento da vontade Divina que sempre ansiaram ser. Deus me dê a serenidade de aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem de mudar as coisas que posso e a abedoria de discernir a diferença. 'I P A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA
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    11.1/ OIllC O~ pontos da~quinzl' lIhrmaçôcs para (l Ilpo m. O r ultado c t.lrá entre 15 7 . As instruções •10 lado o aJudarão a descobrir ou confirmar eu tipo de personalidade. ~ 15 oc provavelm nte nao pertence a um do tipo aquie cente ( m, Dois ei ). ~ 15-30 Você provavelmente não pertence ao Tipo Um. ~ 30-45 É muito provável que você tenha pro- blema comun ao Tipo m ou que um de eu pais eja do Tipo Um . ~ 45-60 É muito provável que você tenha um componente do Tipo m. ~ 60-75 É muito provável que você pertença ao Tipo m (mas ainda poderá pertencer a outro e tiver uma concepção demasiado limitada d te tipo). As pes oas do Tipo U m costum am identificar-se erroneam ente com o pertencentes ao Tipo Cinco, Q uatro ou eis. As do Tipos Três, eis c Sete costum am identificar-se erroneam ente corno pertencente ao Tipo m.
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    CAPíTULO 8 TIPO DOIS: OAJUDANTE "Amar é admirar e valorizar as amávei qualidades da pe soa amada, com a condição de que seja você o objeto de ua ação." AMUEL TAYLOR COLERlDGE " ão podemos amar-no a não ser que amemos os outro e não podemos amar os outro se não nos amarmos. M as o amor egolsta por n6s me mos nos toma incapaze de amar alguém." THOMA MERTO "Que um er humano ame a outro: essa é talvez a mais difrcil de nossas tarefas, a tarefa suprema, a última pro- va e a evidência, a obra para a qual todas a outras não ão senão a preparação." RAI ER MARIA RILKE "Amar uma coisa significa querer que ela viva." CO FÚCIO o LTR i TA OAMA TE o PROTETOR O COMPRAZEDOR O FACILlTADOR O AMIGO E PECIAL
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    6. ao soude alegar o bem que faço as pe oas, ma fico muito chateado se elas não reconhecerem ou não se importarem com i so. s. O fato de ser uma pe soa atenciosa e generosa me faz sentir bem. 7. verdade que muitas vezes faço mai pelos outro do que deveria - dou demais e não penso muito em mim mesmo. 8. Quase sempre me vejo tentando conquistar as pe - oas, especialmente e, a prinCIpio, elas parecem in- diferente. <). Tenho um prazer especial em receb r e entreter meus amigos e toda a minha "grande família". 3. De cobri que as pe oas reagem com afeto quando lhes dou atençao e incentivo. 4. ão po so ver um cachorro sem dono que já quero levar para ca a 2. Para mim, ser amigável é natural: puxo conversa fa- cilmente e chamo todo mundo pelo prenome. I. Mlll IIltl'rl'~~l' pelas pl'~~oas 1C'a·ml' a envoln:r·me profundam nte com elas - com seus sonhos, espe- ranças e necessidades. I ..... 1I11(c/ e verdC/deim Classificação Tipológica Segundo a Atitude 2 ..... RC/m/llel1te e vere/C/deira la ifique a afirmaçõe ao lado conforme sua apli- abilidade com ba e na e- guinte e cala: 3 ..... E m p C /r/c é vere/C/e/eira 4 ..... Geralmen/e e vere/adeira 5 ..... e /lll}rc é vere/C/deira Verifique a anali e da pontuação na página 160. ___ 10. Posso er afetuo o e ajudar as pessoa, ma ou mai forte do que pareço. ___ 11. onsigo manifestar meus sentimento mai aberta- mente que a maioria. 12 ou capaz de sair de meu caminho para saber o que e ta acontecendo com as pessoa de quem cu go to. ___ 13. Vejo a mim mesmo como um "reparador de cora- çôes partidos". ___ 14. Minha saude e meu boi o já ofreram muitas veze por eu ter colocado a nece idade e os intere se dos outro acima do meu . ___ 15. Adoro me de dobrar para fazer a pe oas e enti- rem bem-vindas e querida .
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    '11'0 DOI TIPO DO IS DE PER O ALlD AD E: O AJU D A TE FUNDAM NIAI GO: "Você estará num hOIll caminho se for amado p.'I" outros e estiver perto di." de não ser amado ou qUl rui" simplesmente pelo qu Sentir-se amado. ~ MENSAGEM DO SUPtlU ~ MEDO FUNDAM NTAI: () ~ DESEJO Não consigo imaginar-me pertencendo a outro tipo nem gostaria disso. Gosto de envolver-me com a vida das pessoas. Gosto de ser compassiva, in- teressada, carinhosa. Gosto de culinária e de trabalhos domésticos. Gosto de ter a certeza de que posso ouvir qualquer coisa que as pessoas me dis- serem sobre si próprias e continuar a amá-Ias. ( ... ) Realmente, tenho orgu- lho de mim mesma e me amo por ser capaz de estar com os outros onde eles estiverem. Sei como amar de verdade as pessoas, as coisas e os animais. E sou uma grande cozinheira! Chamamo e te tipo de per onalidade de o Aju- c/ante porque há dua po ibilidade: eu repre en- tante ou ão de fato o que mai ajudam o outro ou, quando meno audávei, ão a pe oa que mai in- vestem em ver-se como útei. endo genero o e sain- do de eu aminho por cau a dos outro, eles entem que po uem a forma de viver mai ri a e cheia de en- tido que existe. eu amor e interesse - e o autêntico bem que fazem - aquecem-lhe o coração e o fazem entir- e digno. eu maior intere e e tá naquilo que ele on ideram as melhores coi as da vida: o amor, a intimidade, o carinho, a família e a amizade. Louise, uma mini tra, fala aqui da sua alegria em pertencer ao Tipo Doi o Tipo Afetuoso e Interpessoa/: Generoso, Demonstra- tivo, Comprazedor e Posse sivo Quando audáveis e equilibrada, as pe oa do Tipo Doi realmente são amo- rosas, solícitas, genero as e atencio as, atraindo a i o outro como o mel atrai as abelhas. Com o calor de seu ora ão, a todos aquecem. om ua e tima e aten ão, a todo animam, ajudando-o a ver a qualidade po itiva que po uem e de co- nheciam. Em re umo, e a pe oa ão a per onificação do bom pai ou da boa mãe que todo go tariam de ter: alguém que o vê como são, compreende com imen a compaixao, ajuda e incentiva com infinita paciên ia e está sempre di po to a aju- dar, abendo exatamente como e quando já não ão ne e ário. O repre entantes audávei do Tipo Dois abrem-no o coração porque o seu já está aberto. Ele no mostram como podemos tornar-no mais profundamente humano . Loui e pro segue: Sempre trabalhei ajudando as pessoas. Fui uma professora que queria ser sensível às crianças e ajudá-Ias a ter um bom início. Fui responsável pela educação religiosa de várias paróquias. Eu achava que, se as pessoas apren- dessem mais sobre a vida espiritual, seriam mais felizes. ( ... ) A parte mais
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    importante de minhavida é a espiritual. Vivi por dez anos numa comunida- de religiosa. Casei-me com um ex-sacerdote, com o qual tenho uma vida ba- seada na espiritualidade. "Importo-me com as pessoas." Porém, o lado sombra das pessoa do Tipo Doi oberba, auto-engano, tendência a envolver-se de- ma iadamente na vida alheia e a manipular o outros para ati fazer a própria nece idade emocionai - pode cercear eu de envolvi- mento interior. O trabalho de transformação pre supõe a vi ita ao nos o recôndi- to mais ombrios, e i o vai radicalmente de encontro à estrutura da per onalida- de do Tipo Doi, que prefere ver- e apena nos termos mai po itivo e favoráveis. Talvez o maior ob táculo que a pes oa dos Tipo Doi , Trê e Quatro tenham pela frente em rela ão ao trabalho interior eja enfrentar o medo correspondente à sua Tnade, que é o de não ter nenhum mérito. o fundo, todos o trê tipo temem não ter valor e, por isso, crêem preci ar er ou fazer algo de extraordinário para con- qui tar o amor e a aceita ão do outros. O íveis inferiore , a pessoas do Tipo Doi apre entam uma auto-imagem fal a, segundo a qual são ab olutamente de in- tere ada e genero a e não querem nada em troca do que dão, quando na verdade podem ter grandes expectativa e nece idade emocionais de que não se apercebem. O repre entantes meno audávei do Tipo Dois buscam legitimar o próprio valor Jazendo o que manda o superego: acriJicar-se pelo outro. Ele acreditam que devem colocar as pe soas empre em primeiro lugar e ser afetuosos e desprendidos e qui erem er amado. O problema é que dar essa prioridade ao outros torna es- a p oa ecretamente re entidas e rancorosa. Apesar d e forçar- e por negar ou reprimir o rancor e o re entimento, ele invariavelmente vêm à tona de manei- ra a mai di er a , desestabilizando o relacionamentos e revelando a inautenti- cidade pre ente em muita da alega õe de vários dos representante menos sau- dávei do Tipo Doi, eja acerca de i me mo ou da profundidade do eu amor. Porém, na faixa saudável, o quadro é completamente diferente. O próprio Don tem em ua família um exemplo que repre enta o arquétipo do Tipo Doi: sua avó materna. Durante a egunda Guerra Mundial, ela foi uma "mãezona" para metade do contingente da Força Aérea ba eado em Biloxi, Mi i sipi: dava comida aos ra- pazes; colocava a ca a à di po ição deles, como se fosse eu egundo lar; dava con- elhos e con 010 aos que e entiam ó ou tinham medo de ir para a guerra. Em- bora o marido não fo e rico e o ca altives e dois filhos adole cente ,ela cozinhava refeiçõe para o recrutas, dava-lhes pouso à noite e cuidava de seus uniformes, pas- ando-o e pregando-lhes botõe . Viveu até o 80, lembrando sempre daqueles anos como ornai felize e gratificantes de sua vida - provavelmente por ter tido aí a chance d pôr em prática as qualidade audáveis do Tipo Dois.
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    Desde que melembro, sentia que era meu dever cuidar das pessoas da mi- nha família. Achava que precisava ajudar meu pai e minha mãe a aliviar o stress. Eu sou a segunda de seis filhos e ajudei a criar minhas irmãs gêmeas, onze anos mais novas. Lembro-me de sentir muitas vezes que tudo depen- dia de mim. Passei a maior parte da infância cozinhando, limpando e lavan- do para ajudar minha mãe, que parecia estar eternamente sobrecarregada com seu próprio quinhão. Entretanto, e e tipo de orienta ão cria um grave problema para a pes oa do Tipo Doi. Para identificar- e inteiramente com o papel de arrimo e manter os en- timentos positivo que ele lhes traz, e sa pes oa precisam reprimir muito as pro- prias neces idade, mágoa e dúvidas. Quando i o acontece, elas têm cada vez mais dificuldade em reconhecer suas carências e ofrimento e deixam- e atrair automa- ticamente pelo dos outros. um nível psicológico mais profundo, ela tentam re- olver para o outros o problema e as mágoa que não são capaze de perceber in- teiramente em i. Maggie é uma talento a terapeuta que devotou a vida a ajudar a curar a feri- das da infãncia de eus cliente. Aqui ela fala obre eu precoce auto-abandono: Favor obscrvtll que o "(1(/' "<I da infilncia aqUI de'e 1 1 1 0 1 1 ,1 1 ' provo a o tipo de per onalidade 111 /u~1lI dis o, ele de CI evc Icmlrlll /li observáveis na tcnta m je l/H III que têm grande impacto oh" os relacionamento que () 111'" e tabelece lia vida adultll a infãncia, a pes oas do Tipo Dois começam a acreditar em trê coisas: primeiro, que preci am colo- car a nece sidade alheias acima da suas próprias; egundo, que preci am ceder para obter; e terceiro, que precisam conquistar a afeição dos outro porque o amor não lhe erá implesmente dado. Ela entiam que a unica forma de erem amadas era reprimindo a suas nece idad e ati fazendo as do outro, de do- brando- e em atenções e gentilezas para serem queri- da . A depender do grau de desestruturação do am- biente que tiveram na infãncia, ela poderão haver aprendido ainda que reconheccl as própria nece sidade era uma forma de egoísmo expres amente proibida p lo uperego. ("As pe oa boa não têm neces idades. Devotar muito tempo a i mes mo é egoísmo. ") As im, o Tipo Dois aprendeu a agir dentro do i tema familiar - e em todas a relações ubseqüentes - como o ajudante, o amigo de interessado, aquele que que I agradar e dar atenção e apoio a todos os demai . Quando joven ,os repre entant s do Tipo Doi podem con eguir um lugar dentro da família cuidando do irmão, fa zendo a tarefa da casa ou ocupando-se dos pai de várias maneiras. Ele ão pro fundamente condicionado a pensar que, sacrificando- e, serão recompen ados com o que a famtlia considera amor. Lois, educadora e administradora com va ta experiência, fala-no um pouco acerca das obriga ões que a crianças do Tipo Doi entem como ua : o PADRÃO DA INFÂNCIA
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    OS SUBTIPOS CONFORME ASASAS TIPO DOIS COM ASA UM: O SERVIDOR F a ix a a u d á v e l As pes oa de te ubtipo aliam o afeto a eriedade de propó iLO enquanto bu cam er boa e colocar- e a erviço do outro. A combinação da moralidade do Tipo Um com a empatia do Tipo Doi leva a um forte de ejo de aliviar o ofrimenLO hu- mano. E a pe oa ão muita vezes como o Bom a- maritano, poi e di põem a a umir as tarefa meno reconhe ida e glamouro a , geralmente evitada pe- lo outro. Mai cria que o repre entante do outro ubtipo, dedicam- e mais abertamente à pe soa e ão frequentemente encontrada no en ino, no ervi- ço publico, na profis õe da área da aúde e da reli- gião e naquela que envolvem o trabalho com os des- valido ou com o deficiente fí icos ou mentais. F a ix a M é d ia As pessoas de te ubtipo entem-se obrigadas a lutar contra sua atitudes e entimento "egOlsta ", pois e julgam re pon avei pelo bem-estar do demai . Costumam er óbria ,severa consigo me ma e cumpridoras de seus deveres. Ape ar de emocionais, tendem a dificuldades na expres ão da emoções, poi não e entem à vontade chamando a aten ão - me mo que de ejem er impor- tante na vida do outros, preferem trabalhar no bastidore . E a pe oa vivem um conflito entre os princípio e a nece idade emocionai que, em geral, a leva N prim iro dia d aula da primeira s rie, vi várias crianças brincando no pátio da escola. Ias gritavam, corriam, empurravam-se. Eu tive a impres- são de estar no inferno, já que não estava acostumada a estar com outras crianças e aquelas me pareciam "fora de si". Que fazer? Vi de repente, no lado oposto do pátio, uma garotinha. Ela chorava sem parar, estava toda desarrumada, o cabelo uma bagunça, os sapatos desamarrados - precisa- va de ajuda! Bingo, tracei uma reta até ela, abracei-a e lhe disse que não ti- vesse medo, eu cuidaria dela. Foi co-dependência instantânea. Senti-me se- gura e necessária. Só muitos anos depois é que vim perceber como eu também estava amedrontada e como aquela criança era meu espelho. Em razão de a dinãmica, a pe oa do Tipo Doi aprendem a lidar com eu entim nto mai negativos concentrando- e no outro, e forçando- e por agrada- lo ajuda-lo. Todavia, quanto mai de e truturado for o seu ambi nte familiar, mai ela e perarão a rejeição e mai an io a tarão por provocar reaçõe po iti- va. m ulLima análi e, acabarão fazendo qualquer coi a para obter um sinal, uma prova de qu ão amadas. Exemplos Madre Teresa de Calcutá Eleanor Roosevelt Desmond Tutu Danny Thomas Ann Landers Barbara Bush Lewis Carroll Florence Nightingale Albert Schweitzer
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    Exemplo jack Paar Anne jackson DeltaBurke Merv Griffin john Denver AS VARIANTES INSTINTIVAS Luciano Pavarotti Sammy Davis,jr. Sally jesse Raphael Arsenio Hall Anne Meara Tenho "Direito". O Autopre ervacioni ta do Tipo Doi reprimem o próprio instinto de Autopre er- vação para concentrar- e na ati fação da nece ida- des alheia. As pe soa que se classificam conforme e ta ariante In tintiva ão a que provavelmente mais e dedicam aos outro em detrimento de ua próprias ne e idade, tendo a im pou o de can o ou tempo para si. Geralmente go tam de receber e cozinhar, mas podem não e alimentar bem ou não con eguir divertir-se nas reuniõe que promo- vem. Embora ubcon cientemente e perem que a pe oa cuidem de ua própria O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO DOIS F a ix a a u d a v e l A pe oa deste ubtipo ão mais ociávei : bu cam o amor pelo e tabelecimento de rela õe pe oai com o demai e de ato que os fa- çam entir- e bem. ua auto-e tima e tá a ociada a ua própria qualidade e não ao erviço em prol da comunidade. ncantadora, falante e adaptáveis, têm muita "per onalidade" ego tam de brindar o amigo e familiare com o que têm de melhor - o talento na culinária, na conver ação, na mu ica ou a capacidade de aber e cutar - como forma de partilhar ua rique- za interior. F a ix a M é d ia Embora amigávei e bem-humora- da ,e a pe oa ão ambicio a e deliberada. ormalmente não e dedicam mui· to a cuidar do outro; c mai facil que con iderem ua amizade e ua atenção uma dádiva uficiente para eles. Ia podem ter uma faceta edutora, bem como uma maior oncentração no relacionamento, que a leve a er dema iado amigá eis, exageradamente entimentai e dada a hi trioni mos, re ulLado da mi tura entre o de ejo de aceitação do Tipo Trê e o impul o para a intimidade do Tipo Doi. Me- no cria e mai voltada para o cumprimenLO de tarefa que a do outro ubtipo, e a pe oa geralmente ão também meno dada a autoque tionamentos e auto- cnticas. Ela ão objetiva quanLO ao que querem, chamando a atenção para o que são capaze de oferecer. Podem er pre unço as, arbitraria e, por veze ,arrogante a envolver-se com algum tipo de en inamento moral ou religio o. LIas pod '11l 101 nar- e 'tremamente autocrítica e negligenciar a aude, negando a propna •..IH sidad e muita veze a umindo o papel de mártire . TIPO DOIS COM ASA TRÊS: O ANFITRIÃO
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    Illn,>,>id,ld ''>de Autopreervaçao, raram nte ao apaz d p di-lo de forma dlr - la Por 15 o, e tão e pe ialmente propen a a sentir- e como mártire ,achando qu os outro lhe "devem" uma paga por eu erviços, como se dis e em: "Tenho di- reito a qualquer coisa de que precise por ter feito tanto por todo mundo". A medida que a ansiedade aumenta, o Autopre ervacionistas do Tipo Doi começam a ati fazer sua necessidade de modo indireto. Ao me mo tempo, seu in tinto de Autopreservação e distorce pela tendência a reprimir o entimentos e impulso. Além dis o, ele podem tornar- e pre unço os, vangloriar- e de eu a- crifício e sentir- e cada vez mai no direito de fazer tudo aquilo que julguem com- pen ar uficientemente o eu ofrimento. reivindicação de privilégio e peciais pas a a coexi tir om os exce o na alimentação e o recurso a medicamento para suprimir a agres ividade. A negação do problemas se alterna à queixa: é "Eu não preciso de ajuda" ou" inguém liga para m inha nece sidade ". Ele pa am a re- correr cada vez mai à manipula ão emocional, levando os outro a entir- e culpa- do para ati fazer ua nece idade. a faixa não- audável, os Autopre ervacioni tas do Tipo Doi tornam-se pre- unço os e caem no extremo de negligen iar ou abu ar do próprio bem-estar físi- co .. comum a ob e ão com a comida ou com intoma fí i O. urgem distúrbio pico omáticos e sinai de hipocondria. Porém a supressão de neces idades emo- cionai ou de entimento de agre ividade pode criar problema de saude reai . O INSTINTO SOCIAL NO TIPO DOIS O Amigo de Todos. a faixa média, o in tinto ocial e manife ta no Tipo Doi por um forte de ejo de er querido e aceito por todo de eu círculo ocial. Como o do Tipo ete, geralmente têm agenda cheia e go tam de apre entar pe oa, fazer contato e receber. Muito e urpreendem com ua facilidade em lratar qua e todo mundo pelo prenome. Eles go tam de er o centro de eu grupo ocial, poi têm muita nece idade de er notado e lembrado para afa tar o medo tremendo de er exclUldos ou de con iderado . A medida que ua nece idade de amor e atenção aumenta, o repre entantes ociai do Tipo Doi come am a buscar legitimação por meio da popularidade ou do contato mais tntimo com pe oa bem- ucedidas ou bem-vi ta em eu grupo. la bem podem ter ua própria ambiçõe ,ma estas são ba icamente in onscien- te e indireta. I o pode levá-la a agir vi ando tornar-se indi pen ávei àqueles que julgam ter suce o: "Uma mão lava a outra". e e tiverem insegura de sua aceita- ção ocial, podem cultivar eu dote para aumentar o próprio valor e, a im, ter mai a oferecer (por exemplo, a medi unidade). s as pe oa tentam impre ionar o outro dando con elho - e pirituai , finan eiro ou médico -, ma também ci- tando di plicentemente o nome das pe oa importante e famo a que conhecem. E a ultima caracterí tica muita veze lhe traz problema, poi seu de ejo de mo -
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    trar qu aoamigas de VIP geralmente a faz ometer indiscriçõ 5 c rc chll '>t'gl( do . O repre entantes do Tipo Dois que e tão na faixa m dio-inferior arn'>C.II11 '>( a fru trar eu ente queridos por disper ar-se entre inúmero contato SOCIal'>, '>tIII fixar- e muito em nenhum. Tamanha é sua nece idade de aprova à que eles p '1- seguirão mesmo o menor indício de atenção. a faixa não- audável, e sas pe oa correm o ri co de er extremam nt pa- ternalista , de tacando con tantemente sua "boa açõe "e exigindo-lhe re onhc cimento: "Onde você e taria em mim?". Da me ma forma, podem mo trar- e "boa zinhas", encobrindo o erros daqueles que e timam para mantê-lo em eu poder', assim, tê-los empre por perto. o INSTINTO SEXUAL NO TIPO DOIS Ânsia de Intimidade. a faixa média, o repre entantes exuais do Tipo DOI'" constituem os verdadeiro viciados em intimidade do Eneagrama. Eles agem con forme o impu I o de aproximar- e, tanto emocional quanto fisicamente, dos outro •.• , I so os leva a empenhar-se em conquistar a pes oa que o atraem, principalmen- te quando ela parecem indiferentes e representam um de afio. e, no ca o do Tipo Dois, a Variante ocial leva as pes oa a querer er amigas de todos, a ariante c xual a leva a querer er as melhores amiga de alguém: concentram- e em pouco •.• ego tam do papel de confidente e amigo e pecial, único. Ela apreciam a conv r- a a ó ,em que e trocam egredos e se fala "do relacionamento", e go tam de d 5- cobrir quai a coi as que o parceiro valoriza, endo capaze de pe qui a-la para aproximar- e ainda mai . ("Uau, eu também tenho ouvido muito o di co que i- natra gravou no ano 40!") palavra sedução tem ido muito as ociada ao Tipo Doi em geral, ma e apli- ca principalmente ao eu repre entante exuai. O nove tipo têm ua própria forma de eduzir. de ta Variante exual do Tipo Doi con iste principalmente em cumular o outro de atençõe . Es as pe oa e di põem a conver ar obre o proble- mas do outro para aproximá-lo mais. A atividade exual propriamente dita pode também entrar em jogo, ma nem empre é algo con ciente. medida que a an iedade quanto ao de ejo que de pertam aumenta, o repre- sentantes exuai do Tipo Dois come am a perseguir o outro, temendo que e te não lhes desse eu tempo e ele não se esfor a em em con egui-Io. o íveis inferio- res, e a pe oa começam a fazer pre ões e exigências, não aceitando um "não" como resposta. Mesmo que possuam a afei ão do outro, não e sentem próxima o ba tante. nquanto o repre entantes da Variante ocial go tam de fazer muitos contato e apre entar a pe oa umas à outra, o da Variante exual querem man- ter os amigo di tante , temendo que e de cubram e o excluam da relação. variante e ual dota a pe oas menos saudávei do Tipo Dois de exce ivo ciume, po e ividade e uperproteção. O medo de perder o objeto de eu de ejos
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    As pe soado Tipo Dois reforçam sua auto-imagem fazendo o bem. São g neroas com eu tempo e . ua energia, e timando, incentivan- do e apoiando os outros. Alem (li o,ão emocionalmente expres- sivas e gostam de partilhar eus dote com todos. Temendo que o que fazem não baste, as pes oas do Tipo Dois ten- Í tam aproximar-se mais do outros para convencer- e de que . ão V querida. Empenham-se em cultivar amizade. e conquistar a pes- E soas fazendo o que podem para agradar, adular e ajudar. I S A pe oas do Tipo Doi concentram-se nos entimento alheio com carinho o intere e como forma de ddender-se de seu Me- D do Fundamental. Auto-imagem: " ou afetuoo, ohcito e des- O prendido". I S As pessoas do Tipo Dois ressentem-se porque os outros não as va- lorizam segundo ela acham que merecem, mas não conseguem D manifestar livremente a sua magoa. Reagem queixando-se da sau- de, chamando a atenção para suas boas ações e lembrando às pes- E soa o quanto lhes devem. entimemo. reprimido começam a cau- S sar problemas flsicos. E As pessoas do Tipo Dois estão tão desesperadas por obter amor que começam a busca-lo obsessivamente. Julgam-se no direito de ter o ] que quer que seja por haverem sofrido tanto, chegando a atuar a M necessidade de afeto das formas mais impróprias e perigo. as. E A percepção de que foram "egoístas" ou fizeram alguem sofrer e in- suportável para os representanles menos saudáveis do Tipo Dois. T Eles ficam arrasados física e emOCIOnalmente, passando a agir co- mo vítimas e martirizando-se a ponto de obrigar as pessoas a inler- O ferir para cuidar dcles. As pessoas do ltpo Dois deixam de acreditar que nao t 'm o ditei to de cuidar de si e, assim, assumem seus sentimentos e necessi- T dades, tornando- e livre para amar o outros em expectativas. Ao I atingir eu De ejo Fundamental, libertam- e também para amar incondicionalmente a si mesmas ao demai. ão alegre, amá- P vei e humildes. O As pe soas do Tipo Dois recetam que seus entes queridos as amem menos que aos outros e, por i. so, querem tornar- e impre ell1di- veis. Tentam ganhar direitos sobre as pessoas colocando as nece - sidades alheias a ima das própria'. Soberbas porém carentes, elas D não querem perder os outros de vista um in tante sequer. E ,s pe 'soas do ] ipo Dois temem estar afastando de si os outros, o que, de fato, pode ser verdade. Para salvar a auto-imagem, raciona- V lizam o próprio comportamento acusando-os de "egOlstas e lI1gra- O tos". rentam despertar a piedade alheia para substituir o amor e manter as pessoas em sua dependência para impedir que se afastem. L V A p o io D o C /(c io E m p a tia A fe to Pre 'un(do A u /o rita ri m o V itim iz a (a o Opresscio PrftfllScio C o e rç ã o il'llll() (/IC IW P o s s e s iv id C /d e lntlllsao B o a s intenções C o m p ra z im e llio Au/(Uu ti{ic a (c io :i1 a llip u la (a o ApoIO C/si lIIesmo A m a I IIlcondicional 4 M
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    TI P DESAFIOS PARA OCRESCIMENTO DO TIPO DOIS "P o s s o ja z e r q u a lq u e r um g o s /l/I de m im ." Como vimos, as pessoas do Tipo Dois tendem a ser muito generosas, mas também a ter in eguran a quanto ao afeto que despertam. Quando começam a recear que o que fazem por todo não ba ta, arriscam-se a tentar "agradá-los" - a procurar dizer e fazer coisas que os fa am gostar delas. É muito difícil que, uma vez assumido esse comportamento, essas pessoas consigam evitar abordar os outros ou deixá-lo ter seu próprios sentimentos e experiências: elas tendem a lan ar-se em seu encal o e praticamente sufocá-lo . Essa atitude pode manifestar-se de diver as forma ,desde a demon tra ão for- çada de amizade até o exce so de solicitude para promover o bem-estar do outros, passando pela generosidade exagerada e pela bajulação ostensiva. Além disso, essas pessoas entem-se impelidas a relacionar-se indiscriminadamente, tornando-se a melhores amigas do carteiro e praticamente adotando todas a crian a da vizinhan- ça porque sua auto-estima depende da proximidade dos outros. Elas estão tentan- do preencher um vazio no cora ão com os entimento positivos de outra pessoa. Como a maioria dos projeto do ego, e e também está fadado ao fracasso. No fundo, as pessoas do Tipo Dois não abem se os outros estariam tão perto delas se para sem de ser tão generosas e incentivadoras. Assim, por mais que suas gentilezas sejam reconhecidas, seu cora ão permanece intacto: a gratidão não pode curar o desvalor que no fundo sentem. Além disso, os outros percebem que há se- gunda intenções nessa "generosidade" do Tipo Dois, podendo com o tempo afa - tar-se e por fim rejeitar as tentativa de aproxima ão. A seguir, alguns dos problemas mais freqüen- tes no caminho da maioria das pessoas do Tipo Dois. Identificando esses padrões, "pegando-nos com a boca na botija" e simplesmente observando quais as nossas rea ões habituais diante da vida, estaremos dando um grande passo para libertar-nos dos aspec- tos negativos de nosso tipo. o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO DOIS: "AGRADAR" AS PESSOAS a I va a rondá-lo, temendo que se afaste. Por con eguinte, p derao transformar (l outro numa obsessão, passando a interrogá-lo compulsivamente e a não a irar t1(' nhuma rejeição nem qualquer reação que considerem inadequada. Além di o, po- derão assediar a pe oa com quem estão romanticamente obcecadas ou agir preda- toriamente com aquelas que não conseguem resistir às suas tentativa de aproximação.
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    Eu tinha uns4 ou 5 anos de idade e queria ser amigo de uma garota que vi- via na minha rua, embora ela pouco se interessasse por mim. Havia um tren- zinho de corda que era um de meus brinquedos favoritos e pensei em dá-lo a ela para que gostasse de mim. Então fui com ele até sua casa e a vi brin- cando na varanda. Mas,justo quando ia dá-lo de presente, percebi (sem sa- ber ainda qual a palavra) que aquilo era suborno. Mesmo assim, foi uma lu- ta, pois tudo em mim me fazia querer dá-lo para que ela gostasse de mim e se tornasse minha amiga. RIC h, um c~uitor d 40 ano, ca ado, rccorda uma ocorr 'ncla da infanda que ilu •.• tra () •.• ofnmcnto p r d tra de comportamento: " ão é m aravilhoso o fato de erm os tão próxim os?" Re erve uma página em seu Diário do Trabalho Interior para fazer anotaçõe sobre o meios que emprega para tentar agradar as pe oas. Vocêtenta elogiar os outros para fazê-los gostar de você? Dá ou empresta dinheiro, faz favore e peciai ? Como você chama a atenção para o que faz por eles, por mai sutilmente que ache que seja? Vocêja e viu alguma vez ne- gando ou justificando uas tentativa de agradar? Vocêtem orgulho ou vergonha di o? E co- mo reagiria e alguém lhe perguntas e algo a re peito? orno e ente ao pensar ne a coi- sas? Como se ente quando a coi a e na direção opo ta, ou eja, quando ão o outro que tentam adula-lo ou agradá-lo? Papel Social: O Am igo Especial o representantes típicos do Tipo Dois definem- e como o Confidente ou Amigo E pecial. Eles que- rem que o outros os vejam como O seu melhor ami- go e que os procurem para pedir con elhos e contar egredo . Ocupar um lugar e pecial entre os familiares e amigos para ter informa- çõe confidenciai - aber pequenas coisas que ninguém mais abe -torna-se então uma "prova" de sua intimidade. Ele devotam boa parte de eu tempo a fazer novos amigos e manter contato com os antigos, querendo er informados de tudo e con- ultados em todas as deci ões importantes. Es as pessoas querem que os que estão de fora da relação aibam o quanto são íntimas de seu amigos. Tal postura as leva muitas vezes a fazer fofocas para com- provar es a intimidade e, as im, acabam "soltando" detalhe que não deveriam so- bre a vida dos amigos. Para elas, es e tipo de indiscrição demonstra o quanto se preocupam com os outros. C"Jack e Mary estão com problemas no casamento - de novo. E agora, para piorar, o coitado do Jack não está muito bem no trabalho.") A pes oas do Tipo Dois também se empenham muito em encontrar formas de ter mais a oferecer aos outros. Para isso podem, por exemplo, dedicar-se a apren-
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    , 11' Observe oque faz pessoalmente para garantir o contato com o outros. Vocêfaz servI ços e favores especiais? Fala muito sobre a relação? Precisa que a pessoa c tejam emprc reafirmando a e tima que entem por você? Como você e ente em relação a elas? E em re lação a voc mesmo? d r lOt a omo leitura das carta do tarõ, mas agem, ura cncrgéti a, nutri ao, cu- Imaria, cuidado de bebês e arte anato, no intuito de pre tar rvi o fazcr os ou tro e entirem melhor consigo me mo - e com ela , as pessoa do Tipo Dois. o fundo, acham que, se tiverem algum tipo de dom ou poder e piritual C aber I r a aura ou mini trar os acramento, por exemplo), o outro sempre de ejarão tê-Ias por perto. JOHN DONN "Aquele que sabe onde está como se chama a sua própria vir· tude não tem nenhuma." Soberba, Adulação e Satisfação Própria Quando o ego tenta ver- e como fonte de amor e valor na ida do outro ,o re- ultado é a soberba, a Paixão ou "Pecado apitai" do Tipo Dois. C" e não fosse por mim, onde você e taria agora?") O verdadeiro amor e o verdadeiro valor fazem parte de no a natureza E encial e urgem e pontaneamente quando e tamo realmente li- gados ao nos o coração. Quando não o fazemos, entimo-no indigno e vazios, e a soberba é a estratégia que o ego encontra para encobrir e es penosos entimento . A soberba geralmente e manife ta ob a forma de adulação. ob ua influência, as pe soa do Tipo Dois entem- e impelidas a elogiar o outro, ó que com o de ejo incon ciente de ter em troca es e mes- mo tipo de atenção. Ela e peram que o outro per- cebam como estão sendo genero as e carinhosas e pa- guem-lhes na me ma moeda. Quanto mais in eguras estiverem, maior a tendência a elogiar e bajular, na esperança de serem também apreciadas e elogiada e conta- rem com a gratidão dos outro . Qualquer que seja o tipo, a soberba empre é uma expre ão da indispo ição para reconhecer a no a própria magoa e pedir ajuda; ela é a incapacidade de admi- tir a gravidade de no o próprio sofrimento, carência e vazio. Por cau a da ober- ba, as pessoa do Tipo Dois e ocupam das mágoa de todo mundo, ma se esque- cem da ua. C" ão preciso de nada! Estou bem! Estou aqui para cuidar de v o a ." ) A oberba e trai na rea ão defensiva que surge quando e tem a audácia de ugerir que alguém do Tipo Dois também tem mágoas e necessidade. Como o demais tipos da Tríade do entimento, a auto-imagem amoro a do Tipo Doi esconde profundos sentimento de vergonha, dor e hostilidade. Enquan- to esses sentimentos não forem proce sados, seus representantes não conseguirão expressar tudo o que sentem. Assim, a soberba não só os impede de receber amor e
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    ,1(JOIO dos outro."como tambl.'m o., distanCIa da po ibilidad dc mar a., propria feridas, camunadas por sua apar nt abn ga ào. Em Busca de Expressões de Carinho Quanto menos dignas de amor se sentem, mais as pe soa do Tipo Doi e con- centram nas coisas que para elas significam que são amadas. Entretanto, essa "pro- va " vão variar de pessoa para pessoa: podem er de de um abraço até um ato se- xual, pa ando por um determinado tom de voz, o agradecimento por um favor pre tado ou um teldonema. Chamamo e as provas de expre õe de carinho. As pe oas do Tipo Doi ten- dem a concluir que não ão amadas, a meno que o outro lhe diga determinadas pa- lavras, como, por exemplo: "Eu te amo" - e i o com o tom de voz e o olhar e pe- rados. Se o outro qui er demonstrar seu amor de outra forma que não eja a expre são de arinho específica, não adianta nada. Com deito, ela incon iente- mente julgam as rea õe do outros e ó algumas pa am pelo nitro de eu upere- go. ("Jdf me cumprimentou e perguntou como eu ia, ma e ele realmente e impor- ta e comigo, teria parado para tomarmo um café junto. ") aturalm nte, quanto mai in egura e tiverem, mai difícil erá para e sa pe oa aceitar como provas até me mo a mai evidente demon tra õe de amor. Para sati fazer ua ne e idade de expre õe de carinho, a pe oa do Tipo Doi co tumam dar dica a erca do que a fará entir- e amada. (" eu aniver ário é em 16 de janeiro, não é? O meu também e tá perto.") e para um repre entante do Tipo Doi o amor significa receber nore ,ele irá dar nores no aniver ário de um ente queri.do, esperando qu o pre enteado lhe retribua da me ma forma. Infeliz- mente, aí entra em cena um elemento ddil1lvel como "dar para receber em tro a". A depender do quanto nece itemos de expre ões de carinho, poderemo dei- xar de perceber boa parte do amor que no é oferecido. E, ja que uas expre õe de carinho ão em boa parte moldada pelo que vivenciaram como amor na infância, o que a pe oa do Tipo Dois con ideram "amor" podera er ba tante peculiar, em função da agre sõe que po am ter ofrido. Além di o, quanto mai rejeitada e entirem em decorrência de problema de infância, mai difícil erá convencerem- e de que alguém realmente as ama. Ao final, ela podem julgar inadequada ou ne- gativa até as expre õe mai onvencionalmente aceitas como amor. Em seu Diario do Trabalho Interior, anali e a questao "Como ei que ou amado?" O que para você conta como amor? De quem é o amor que você busca? QUaiSsão o indicio de que e a(s) pessoa(s) o ama(m)? Como você sabe ou saberia que e ta sendo amado?
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    1 com o resposta." "ão aceitarei um 'não' Intim idade e Perda de Lim ites Aprovar, elogiar, aplaudir e adular podem seduzir muito as p oa, s rl.'- presentante típicos do Tipo Dois abem di o. Eles conhecem o poder da aten ao e não ignoram o quanto a maioria da p oa está ávida por ela. Sua dispo i ão dl.' dar aten ão e interes ar- e pelos assunto das pessoas pode rapidamente criar um grau de intimidade imprevisto e incomum para a maioria. Muitas vezes sem perce- ber, ela e vêem "numa rela ão" com alguém do Tipo Dois e têm de reagir às uas expectativa . Quando e se alguém está na faixa saudável, aceita a reação que o ou- tro pode oferecer. Porém, a depender da própria carência, a pes oa do Tipo Dois vai e perar que o outro reaja de determinada maneira. Qua e empre, as p oas do Tipo Dois querem estar fisicamente próximas da- queles com quem desejam compartilhar ua intimidade. Abraçam e beijam com espon- taneidade; para elas é fácil pa sar o braço pelo ombro dos outros e dar-lhes tapinha na costa . A im, estão qua e empre e arri cando a mo trar-se demasiado familiare em sua linguagem corporal, ua fala e sua maneiras, o que é fácil de er mal interpre- tado no trabalho e em outra situa ões sociais. Quanto mai empenhada em e tabelecer um re- lacionamento, mai difícil para as pes oas do Tipo Dois reconhecerem limite. Por isso, ão capazes de fazer pergunta altamente indi eretas, seja sobre a aú- de, a situação financeira ou a vida sexual dos outros. Além di o, podem dar opiniõe e con elho não solicitados. ("Mary simple men- te não é a namorada certa para você.") Quando não encontram uma nece idade ou um problema e pecífico, elas podem começar a cri.á-los, geralmente da formas mais inconveniente e desneces árias. ("Sábado eu venho e levo você ao mercado, depois a gente vai para a sua ca a, eu o ajudo a fazer a faxina e depois vamos ao cinema.") e o outros e e quivarem, achando que e tá havendo inva ão, a reação mai geral do Tipo Dois é redobrar a solicitude. A intromi são, no ca o do Tipo Doi ,pode ter matize exuai. A Variante Ins- tintiva ocial e exual ão capazes de levar eus repre entante a demonstrar clara- mente - e até a impor - suas nece sidade emocionai e exuai ,queira o outro ou não envolver- e com ela . Uma faceta mai inocente de a caracteri. tica - mas, ain- da a im, problemática - é a tendência a e tar empre pre ente, seguindo a pe soas, inclusive ao anitário. ("Por que você fechou a porta?") aturalmente, e e tipo de coi a em geral provoca o deito contrário ao de ejado, i to é, afa ta as pe oas. o EQUILÍBRIO A SATISFAÇAO DAS ECESSIDADES lembre- e de perguntar as pessoas querida o que preci am e o que não precisam de vo- c ê . Di ponha-se a e cutà-Ias e aceitar-lhe o limites. Além disso, observe as vezes em que não consegue fazer algo para i me mo porque teve de desdobrar-se para fazer um favor a alguém Faça uma lista de coisas que precisa fazer por si diariamente e cumpra-a! Deixe-a num lugar bem visível.
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    "D eixe queeu faço is o para você." (// ('tlc ia D is J (//( cuia "Dr a um abra O ." A pe oas do Tipo Doi aprenderam que não podem expres ar ua nece sidade e exigência dire- tamente - têm de fazê-lo de forma indireta, na e pe- rança de que o outro captem ua dica e lhe dêem o troco de ejado. Como a pes oa do Tipo Um, elas também têm um forte superego, ó que em seu ca o ele e tá sempre julgando o que elas devem fazer para ser amada , o que "conta como amor" na atitude dos outro, o tipo de acriflcio que fazem etc. Ter nece idade e tentar sati fazê-Ia abertamente (como fazem o tipo a ertivo) parece egoí mo ao repre entante caracten tico do Tipo Dois. Maria é uma educadora que há muito vem trabalhando para re olver eus pro- blema do Tipo Doi: Para ser direta e clara com as pessoas, eu tive de treinar - o que, no meu ca- so, representou uma espécie de compensação. O problema surge quando tenho de estabelecer limites, verbalizar uma recusa ou pedir a uma pessoa importante para mim que me faça um favor difícil. Para mim, antes é pre- ciso criar coragem se tiver de recusar alguma coisa ou pedir um favor sem uma justificativa - e é terrível esperar a resposta. A maioria da pe soa do Tipo Doi receia que, tendo problema e nece ida- de , os outro e afastem. a verdade, ela podem acabar e convencendo de que não têm nenhum e que exi tem ó para ervir os outro Ape ar de ter um cargo religio o e, por is o, vária pes oa que dependem de- la, Louise ainda "preci a er imprescindível": Uma das coisas de que mais tenho consciência é que acordo de manhã já pensando nas pessoas que estão em minha vida, para saber de antemão o que elas precisarão que eu faça durante o dia. Fiz isso com meus filhos até eles irem para a universidade. Sempre lhes dizia onde estava "para o caso de precisarem de mim". Quando e e comportamento e torna habitual, urge algo de compulsivo ne a pe oa: ela não con eguem n ã o ajudar. Torna-se uma obrigação adian- tar- e para alvar os outro . Isso os coloca no papel de "filho carente " e, ao me _ mo tempo, con agra a pe soa do Tipo Doi como o pai ou mães fortes e capa- ze . Porém, alvando os outro de a forma, ela lhe roubam a oportunidade de re olver seus próprios problemas e con truir sua própria dignidade e auto-e tima. É possível que as im se criem res entimentos de ambo os lados: os que ão ajuda- do e re entem por erem tratados como criança e a pessoa do Tipo Doi , por investirem tanta energia em receber nada em troca. Freqüentemente, o que ocorre
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    quando o TipoDois ajuda alguém é que, depois de re olvido o pr blema, o alud.I do vai cuidar da própria vida e o ajudante fica com uma nova decep ao. Na faixa menos audável, as pessoas do Tipo Dois poderão tentar atisfazcl .1•• neces idades não admitidas forçando ou constrangendo o outro a fazerem coi'ia'i que não querem. Como co tumam ter problemas com dinheiro (e pagamento ), ela•• podem, por exemplo, tomar $1.000 de um amigo ou parente. a data mar ada, de volvem $800, dizendo que vão zerar o débito adiante. O tempo pas a, e nada de pa gamento. O outro fica na posição de mencionar a dívida ou deixar para lá. om c•• a atitude, fazem o outro entir-se mesquinho e trouxer a questão à tona. Ma 11<10 mencioná-Ia geralmente anuvia o relacionamento ou leva-o diretamente ao fim. Tra ta-se de um ri co muito grande, mas as pessoas do Tipo Dois estão sempre di po ta'i a corrê-lo por duas razõe : se a outra pessoa não falar nada, 1) elas se sentirão de ai guma forma recompen adas e 2) e convencerão de que i so e deve ao fato de c rem impre cindívei ao outro. A sim, podem ter certeza de que ainda ão queridas Toda vez que voc~ perceber que está precisando fazer algo por alguém, pare o que ( 11 ver fazendo, acalme-se e pergunte a eu próprio cora ão o que é que precisa desta vez. o Salvador dos Carentes o lado positivo, a ligação emocional e empática que as pe oa do Tipo Dois estabelecem com os outros as faz querer sinceramente ajudar os aflitos, enquanto sua generosidade e dedicação lhes permite fazê-lo de formas tangíveis. Porém, no lado negativo, e se desejo de salvar os outros as impede de relacionar-se com eles de maneiras mais satisfatória. O papel de salvador leva o Tipo Dois a concentrar-se nos mais carente, inclu- sive nos chamados casos perdidos. A estima que esperam obter e con eguirem aju- dar os mais necessitados traz consigo a promessa da gratidão e da auto-e tima. Além di so, quanto mai carente o beneficiário, mais abnegado parecerá o representant do Tipo Dois, ao meno para eu próprio superego. Entretanto, há certos problemas intrín ecos a e sa ituação. o ca o mai ra- dicai , essas pe soa chegam a querer ajudar até quem está literalmente em coma. Já que não conseguem obter uma reação da pessoa afetada, ela e voltam para o familiare do doente e passam a atender também as necessidades destes, assim pa - ando dos limites. Elas podem lidar profissionalmente com criança pequena, ido- os, órfãos, viciados em álcool e outras drogas ou paciente terminais, numa op ão que contempla aqueles que precisam de sua ajuda, mas não têm condições de de- volver todo o seu amor e atenção. Voltar-se para os incapacitados ou os ofredores não adianta muito quando c busca deles uma rea ão emocional madura. o entanto, i o é o que os represen-
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    Quando e envolverom alguém, explicite aquilo que e pera ou de eja dele. E teja .lll nto a envolvimentos com pe oa que lhe parecem ter alguma carência. Aprenda a não e .Ipaixonar por ca os perdido. ("Ele é muito legal c, sobretudo, hone to porque me contou que e viciado em drogas e que espancou a ex-namorada. Tenho certeza que, se lhe der ba - 1,lIlteamor...•.) É ótimo ajudar a pessoas, mas só quando i o é feito sem expectativa acer- C,l do que elas poderão fazer por nó no futuro. 1.IIlIl'>do Ilpo 1 o,,>lIllOnOn,l1lll~ nl mab C,ICnll'>fazem. 111 ,>uane 'cssidad d '>l" l1l'C'l',>sanllS,'1cs s' dall a pcs 'oas qu na têm ondiçõ de corre ponder a ua seCf 'ta,>c pcctativas. u, como diz em muitos dos programa de recupera ão de doz pa os, ele tao "procurando laranjas numa loja de ferragens". I IMITES RAZO VEI Controle e Possessividade "O nde voe estaria em mim?" Quanto mai e dedicam, mai o repre entante do Tipo Doi entem que e tão fazendo um inve ti- mento na pe oas - um investimento que de ejam proteger. ó que e e de ejo de proteger o investimento é interpretado pelo outros como pos essividade e, quando não é reconhecido, o problema pode dar margem também ao ciume. Quando uma pe oa do Tipo Doi e torna po e iva, é inal ineqUlvoco de que e tá começando a temer que o outro talvez percam o intere e nela ou a aban- donem por cau a de uma relação om uma terceira pessoa. Por cau a da ansiedade que i so provoca, faz oisas que acabam abotando o próprio relacionamento, por mais que no momento es a tática lhe pareça er ju tamente a maneira de alvá-la e de demon trar melhor ua devoção. A po e ividade pode as umir diver as forma, indu ive a preocupa ão com o outro e ato que contêm toda sorte de segundas in- tençõe , por mai incon ciente que ejam. A que tão do controle é outro problema: em vez de colaborar para que o ou- tro con iga de envolver a próprias qualidade ,a pe oa do Tipo Doi podem ten- tar moldá-lo para atisfazer ua nece idade emocionais. A sim, correm o risco de aprovar ou incentivar no outro comportamento que, a longo prazo, serão prejudi- ciais, mas que na prática garantem que ele não as abandon . Para compen ar a sen a ão de não erem suficientemente amados e reconhe- cido , os repr entant do Tipo Doi que e tão nas faixas médio-inferiores podem também assumir uma postura paternalista e conde cendente em rela ão aos outro , queixando-se do quanto fizeram ou ga taram por eles: simplesmente não conse- guem entender por que não ão imediata e totalmente amados, pois estão conven- cidos de ser indi pensávei , de que não se pode viver sem eles. É típica a sensação de que os outros não os valorizam e de que estão sendo pressionados a ajudar.
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    Quando in istemem de dobrar- e para o bem do outro, a pe soas do Tipo Dois exaurem- e não ó fi ica, ma também emocional e financeiramente. A aúde inevitavelmente acaba ofrendo, poi elas e tão, ao mesmo tempo, "engolindo" eu entimento (omatizando) e podem apre entar di turbio alimentare, ganho de pe o, doenças pico omática ou abu o de droga e medicamento . O ofrimento real (como também o imaginário) possibilita-lhes sentir- e co- mo mártires que carregam a cruz da abnegação, embora muita veze upere timem o atos que praticam em nome do outro. As pes oa mais audáveis do Tipo Doi não falam muito de eu problema; a que e tão entre a faixa médio-inferior e não-saudável não fazem outra coisa. irurgias, cicatrizes, trauma e problemas de aúde de todo tipo são alardeados no intuito de provocar demon trações de amor e intere e. Indu ive a hipocondria pode entrar em jogo, como mai uma tentativa de obter olidariedade. Tudo i o pode levá-Ia a erupçõe utãnea, problema in- testinai ,artrite e outras afec ões associadas ao stress. o caso dos que e encontram nas faixa médio-inferiores, o problemas de aúde ganham o e tatuto de "prova" de eu próprio "de ga te pelo bem dos outro ", como sempre alegam. Além di o, a doença é muita vezes a única maneira de tirar uma folga das re ponsabilidade e da exigências do uperego. Harold, professor de canto lírico, reconhece em i mesmo es e padrão de com- portamento: Analise, em seu Diário do Trabalho Interior, a atitudes po sessivas que adota em r 1 ção ao amigos e familiare . Por que é difícil para você lhes dar espaço? De que maneir cê demonstra seu apego à pessoas? Vocêvê os efeito do ciúme no relacionamento? Em qu momento da infância você e apercebeu dessa emoçâo e como lidou com ela? Quando cnan ça, foi vítima de manipulação por meio da po sessividade e do ciume? Como você se sent quando alguém se mostra po e sivo? Fico ressentido, patético, me dissocio emocionalmente. Perco a noção das coisas e não consigo agir com sensatez. Grito quando me aborreço; não consigo falar sem que me tremam os lábios. Acho que faço tudo pelos ou- tros e ninguém faz nada por mim. Não consigo parar de remoer as coisas; não paro de pensar nelas um só instante. Assumo responsabilidades demais e depois, quando não consigo cumpri-Ias, fico doente. Essa é a minha ma- neira de reagir quando preciso descansar ou tirar férias. Saúde e "Sofrim ento"
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    REAÇÃO AO STRESS: OTIPODOIS PASSA AO OITO e tiverem vivido uma crise sem o devido prepa- ro ou em apoio externo, ou ainda se tiverem sido víti- mas recorrentes de abuso na infância, as pessoas do Ti- po Dois poderão ultrapassar o ponto de choque e cruzar a fronteira que as epara dos aspecto menos saudáveis deste tipo. Isso poderá fazê-las reconhecer, por menos que o queiram, que suas tentativas de aproximar-se dos outros na verdade os afa tam. E que, com efeito, alguns de seus maiores receios podem ter fundamento. Se admitirem a verdade que existe por trás desses receios, contudo, es as pes- oa poderão dar uma virada na própria vida e rumar para a libertação e para o que é sadio. Por outro lado, é possível que se iludam e se tornem ainda mais manipula- dora ,aferrando-se desesperadamente à idéia de não haverem feito nada de errado ou egoí ta. esse caso, poderão tentar agarrar- e aos outros a qualquer preço, jus- Quando o stress e a ansiedade as superam, as pessoas do Tipo Dois passam ao Oito, tornando-se mais incisivas e contundentes. Ape ar de geralmente projetarem uma imagem de desinteressada afabilida- de, elas mostram, quando is o acontece, que debaixo da luva de veludo há um punho de ferro. Sua habitual obliqüidade se transforma numa abordagem mais di- reta, levando-as a confrontar os outros quando não reagem conforme esperam, to- mando satisfações pela falta de gratidão ou da expressão de carinho desejada. Ela podem, surpreendentemente, tornar-se agre siva e provocadora , alegando com veemência haverem sido injustiçadas. ão é preci o dizer que es e tipo de queixa pega a todos de surpresa. Ao mesmo tempo, como o repre entantes da faixa média do Tipo Oito, os do Tipo Doi , quando estressados, preocupam-se com as necessidades básica e pas- am a trabalhar com afinco cada vez maior. Eles não querem, porém, que seu em- penho passe despercebido e, numa atitude também típica do Tipo Oito, deixam bem claro quem está dando as cartas. ("Espero que você tenha consciência do quanto sou importante em sua vida.") Em ca os mai graves, essa pes oas nem se dão ao trabalho de di simular o desejo de controle e domínio, passando a ameaçar e tor- nar inseguros aqueles que delas preci amo A passagem ao Tipo Oito pode er vi ta como a atua ão de sentimentos ligados à raiva e à sensa ão de traição que, em cir- cunstâncias normais, elas não teriam coragem de enfrentar. A BANDEIRA VERMELHA: PROBLEMAS PARA O TIPO DOIS Aprenda a ouvir eu corpo - especialmente quando se trata de de canso. Preste aten- ~,()se voce está comendo por motivos emocionais, em vez de por fome. Dê insistentemente um tipo de cuidado a você mesmo ou a alguém que você ama.
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    ~ Extrema tendênciaao auto-engano ~ omponamento ba eado na idéia falacio a de POSSllll "direito" de agir como age ~ Epi ódio de manipulação e coa ão ~ Epi ódios de amor ob essivo baseados em compatibilul., de de idade ou status ~ Atuação imprópria da agre ividade reprimida ~ intomas físicos de problemas emocionais (somatiza~,'ll) ADVERTI: ClAS POTE CIAL PATOLÓGICO: Distúrbio Hi triônico de Per- sonalidade, hipocondria, so- matização, distúrbios ali- mentare , comportamento exualmente coercivo gra- ve , "as édio". TIP OOISOAJLJIlANlI tificando- e com afirmativas como: "Faço isto para eu próprio bem" ou "ll1ll'I(lo eu de ejo de ir em frente e dedicar- e à sua carreira, mas o que erá de mim]" "" persistirem nes a atitude, ela e arriscam a ultrapa sar a linha que as separa dos 11 veis não-saudáveis. e seu comportamento ou o de alguém que conhece e 'nquiI drarem no que descrevem as advertências abaixo por um período longo - mais dI duas ou três semana, digamos -, é mais do que recomendável buscar aconsclhil mento, terapia ou outro tipo de apoio. ~ ão e preocupe tanto com o que os outro pen am de você e fique particularmente atento às suas próprias tentativa de conqui lá-lo . Como você prova- velmente sabe, independentemente do que fizer, quase sempre desagradará alguém. Portanto, não é possível que todos gostem de você ou sejam seus amigos todo o tempo. O mais importante é pensar em fazer o melhor que puder naquele momento e não e preocupar com o re to. ~ Aprenda a reconhecer o afeto e a boa intençõe da pessoa, mesmo quan- do não forem manife to da forma que você conhece. Embora as pe soas possam não expressar os próprios sentimento da maneira que você quer, podem estar tentando dizer-lhe o quanto o e timam. A maioria das pe oas não é tão efu iva quanto vocc nem tão pródiga com a atenção aos outros. Mas, e reconhecer o que estão lhe dando de Jato, verá com mais facilidade o quanto é querido e não e ntirá tão frustrado. ~ É vital para você estabelecer limites sensatos: eles lhe permitirão solidarizar- e sem enredar-se com os problemas alheios. Para isso, você deve aprender a "sentir- e em ua própria pele" quando os outros estiverem em dificuldades ou precisarem de você. Isso não significa que não deva ajudar ou demonstrar eu afeto. Porém ig- nifica, sim, que deve estar ligado em si mesmo quando estiver mais propen o a dei- xar eu próprios interes es para conseguir aprovação. (As práticas de meditação de - crita no Capítulo 17 são especialmente úteis ne e a pecto.) e con eguir respeitar eu limite e dizer "não" quando precisar, haverá menos probabilidade de desrespei- tar os limites alheios, o que, sem dúvida, contribuirá para melhores relacionamento .
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    1 I NIA(.t{AMA REFORÇANDO OS PONTOS FORTES DO TIPO DOIS "Alegra-m e poder com partilhar com os outros o que tenho de m e/hor." Quando na faixa audável, a pessoa do Tipo Doi fazem o que podem para ajudar o outro: ficam acordadas até tarde para tomar conta de crianças e ido- o , cruzam a cidade para levar uma refeição para um amigo doente ou tomam providên ias para que nin- guém fique em tratamento médico. Quando há algo de concreto que possam fazer pelos outros, ela e tarão lá, de corpo e alma. Para ela , o bem que repre entam sua boas a ões fala mais alto que qualquer palavra. A im, têm a extraordinária capacidade não só de interes ar-se pelo outros como também de fazer algo de efetivo que signifique muito para eles. E a pe oa têm um quê de alegria e e pontaneidade que lembra o prazer de viver exibido pelo repre entante audáveis do Tipo Sete. eu riso é fácil e elas não e levam de ma iadamente a erio, podendo imple mente gozar a coi a boas da vida ao lado de quem apreciam. Além dis o, po uem um entusiasmo pela vida que chega a ser como o da criança, levando-as a querer descobrir novas coisa sobre o mundo, obre os outros e sobre i me ma . aturalmente, e sa liberdade tem muito que ver com a capacidade de manter limite claro - dizer "não" quando preciso e ter empre presentes a uas reais motivações. Além de di tinguir a próprias ne- ce idade da alheias, es a pes oas ão capaze de manter um audável equilíbriO entre as duas. ~ era e.·tI 'mam 'IH uul detectar quand e tá li njeando a p . oas out n- lando de alguma forma cair m ua boa graça. (Geralmente, a per onalidad ado- la um tom de voz muito especial quando emprega essas táticas. Procure aprender a id ntificá-lo e ilenciá-lo quando e manifestar.) A sinceridade de eus entimentos pela pessoas é um dos eu maiores dons, mas eles de nada valerão se você for in- incero e pecar pela adulação. ~ Sua soberba erve para compensar uma outra coisa: o medo ecreto de não valer nada, de não er querido por ninguém. Procure trabalhá-lo detectando primei- ramente as vária forma em que ele sutilmente e manifesta. ão é preci o ter "pen- amento orgulho o " nem uma cara arrogante para e tar dominado pela oberba: a fal a humildade e uma expre ão de e sentimento, como também o alarde da boa ações praticada . Apenas a verdadeira humildade e a certeza de ser amado - a certe- za de er, em eu eu s encial, a própria expre ão do amor - dis 01 em a oberba. ~ A pe oa do Tipo Doi tendem a dar demais e depoi arrepender- e. Pro- cure ter a maior hone tidade po Ivel con igo mesmo em relação aos eu motivo quando fizer algo por alguém. Aprenda a duvidar de sua lógica; aprenda a ouvir o corpo e o coração: quando ambo doerem, você aberá que e tá magoado. Fazer ain- da mai pelo outro não ajudará a curar sua mágoa. Por outro lado, fechar-se e cor- tar rclaçõe com a pe oa tampouco re olverá o problema. A única coi a que fun- ciona é ter o ma imo de hone tidade quanto à suas intençõe e nece idade.
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    Loui e comenta: OCAMINHO DA INTEGRAÇÃO: OTIPO DOIS PASSAAO QUATRO Estou em minha melhor forma quando estou em paz comigo mesma. Sei o que preciso e digo-o com toda a clareza. Sinto-me tranqüila, sem pensar que tenho de cuidar de alguém. É uma sensação que me dá muita liberda- de. Deixo que as pessoas sejam como são, sem tentar controlá-Ias ou ma- nipulá-Ias. É ar que posso dar e ajudar sem ressentimentos. Quando sen ato, os limites permitem às pessoas do Tipo Dois fazer o bem também para si mesmas: ajudar o outro não as desvia de eu próprio caminho, elas não preci am preocupar- e com a vida alheia porque têm sua própria vida. 011 eguir fazer a coi as por i e conviver com seus sentimentos é um grande progrl''' so para a pe oa do Tipo Dois. Além di o, os limite sensato e o equilíbrio emocional tornam e a pe soa" me no dependente da reações alheia. Ela con eguem identificar uma maior ga ma de atitude como po itivas e afelUo a - eriam incapazes, por exemplo, de in terpretar a falta de um abra o ou outra expre ão de carinho como motivo para uma decepção. Me mo as reações negativas não a afetam a ponto de fazê-Ia perder o equilíbrio: quando alguém lhes diz: "Acordei com o pé e querdo; me deixe em paz", a pes oa que e tão na faixa audável, além de não le ar a coi a para o lado pes soai, con eguem evitar fazer pressão para obter uma rea ão positiva. Em resumo, ela têm recursos e auto-e tima uficiente para não interpretar a reaçõe alheias como ate tado de seu próprio valor. Além di o, o repre entante mai saudávei do Tipo Doi promo em a inde pendência da pe oas, incentivando ua egurança, força e capacidade, para que elas po am crescer ozinha . Eles realmente querem que o outro progridam e nao que se tornem física ou p icologicamente dependente. eu e tímulo é incero, as- sim como o valor que dão às qualidade da pes oa - algo e pecialmente útil aos que não têm uma idéia tão boa de i me mo . A pe soa do Tipo Doi concretizam eu poten- cial e e mantêm na faixa audável quando aprendem a reconhecer e aceitar todo os seu entimento em cen urá-Io , como o repre entante mai audávei do Tipo Quatro. Como naturalmente e concentram no entimento do outro, ua empatia pode tornar- e uma verdadeira antena, chegando a atingir um grau trem ndo de sensibilidade. É como e seu "corpo emocional" abarca e também o outro, permitindo- lhe captar a mudan amai uti em eu comportamento. Quando integram as qualidad positiva do Tipo Quatro, e a en ibilidade atinge também eus enti- mento e di po içõe mentai. I o não quer dizer que as pe oa do Tipo Doi precisem agir com ba e no que entem. Ela podem e tar, por exemplo, muito fru trada ou res entida com um ent querido e vivenciar a raiva interiormente, em vez de explodir ou tomar ati-
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    A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADE EMESSÊNCIA tllUC'> mai ura ltGl.,. Qllanuo con guem int grar- e, ela gradualm nt familia- rizam e e entem mai a vontade com uma va ta gama de entimento , indu ive ua nece idade ecretas e eu ódios mais ombrio . Isso lhe permite aber quan- do como preci am cuidar de si, além de dotá-las com a abedoria de verbalizar uas nece idade e receio quando e te urgirem. Da me ma forma que reagem in tantaneamente à aOição que vêem no outro, e a pe oa reagem também à que percebem em i me ma . . muito útil para essas pe oa explorar novo m io de expre ão - mú ica, dança, pintura - ou imple mente manter um diário. O problema é que, cada vez que vão em bu ca de maior autoconhecimento - eja por intermédio da arte ou do au dio que pedem a outro -, eu uperego a acu a de "egol mo". ("Por que ga - ta tanto tempo con igo me mo?") Elas poderão contrabalan ar muito e a vozes e con eguirem parar, acalmar a própria mente e distinguir entre a "voz" evera do uperego e a verdadeira orientação interior. ontudo, a pe oa do Tipo Doi não ganharão muito tentando imple men- te imitar a caracterí tica do Tipo Quatro. Para quem bu ca o verdadeiro auto 0- nhecimento, não adianta tornar- e emocionalmente mai volúvel nem ab orver- e mai em i me mo. A tendência que tem o Tipo Quatro a fanta ia românticas e a grande expectativa em relação ao outro ó ervirá para piorar a neces idade de intimidade do Tipo Doi. Ao começarem a romper a restrições contra o "egOl mo" impo ta pelo uperego, a p oa do Tipo Doi percebem que o alvo e tá nas qua- lidade que revelam a pe oa mai audávei do Tipo Quatro: ua auto-suficiên- cia, eu autoconhecimento e ua criatividade naturai . verdadeiro amor não é raro, ma a per onali- dade não abe di o. Fazemos toda orte de malabaris- mos para "ganhar amor" ou "fazer o amor urgir". Forçamo-no a orrir quando e tamo tri te , a er ge- nero o quando no sentimo vazios e a cuidar da pe oa quando quem preci a de cuidado orno nós, como se dar-no mai uma vez re olves e a que tão. Ma quem poderia amar-no de maneira que fize e todo e e e forço aler a pena? Para as pe oa do Tipo Doi é crucial perceber que a sim não con eguirão tranqüilizar eu coração, independentemente de quanto acrifi ios fizerem. O que ela podem fazer, todavia, é voltar- e para a única fonte de realização que po suí- mos: no sa própria natureza E sencial. A única pes oa que pode amar-no profun- damente e em qualquer circun tância somo nó. os a própria Essência é a fonte do amor que bu amos porque é uma expre ão do amor Divino e, assim, não po- de ofrer restriçõe nem reduçõe . Quando aprendem a cuidar de i e de ua própria nece idades, a pessoas do Tipo Doi atingem um equilíbrio no qual o relacionamento afetivo ati fató- rios ão não apenas possívei , mas certos. Ela e tornam livre para amar o outros e dar de i irrestritamente, tornando- e desprendidas, altruístas e prontas a fazer o
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    , lI' bem, aer u melhante cre cerem e o bem e fazer no mundo. o dCSlOh11lII privilégio que é fazer parte da vida de alguém, elas atingem a verdad ira hllmdd.l d e não preci am mais chamar a atençâo obre si me mas nem obr ua.., hoa,> a õ . um nível mai profundo, as pe oas do Tipo Doi crescem imen amCI1I quando percebem que o amor não é um bem que possa ser ganho, exigido, onqlll'" tado ou dado por alguém - nem dado a alguém, pois, em sua forma mais pura su- blime, não é uma função do ego. O amor não é uma ficha de põquer nem um saro de guIo eimas, que podem ser dados ou tomados. e o "amor" que buscamo for a•.• • sim, então não é o verdadeiro amor. Quando duas pe oa e tão naturalmente pre ente uma para a outra, o amOl surge naturalmente. Pouco importa que elas tenham ido amiga a vida inteira ou acabado de e conhecer. Além di o, o amor não é ba icamente um entimento, em bora muito entimento po am urgir na ua pre ença. O amor é uma coi a ql( não pode er ganha nem perdida porque está sempre à no a disposi ão - ainda qUl, para i o, pr ci emo e tar pre ente e, por conseguinte, receptivos a ele. ão podemo determinar-no a amar a nó mesmo nem a ninguém. Parado xalmente, a única coi a que podemos fazer é reconhecer a presença do amor em 110 e nas pessoas. Como já vimos, a nos a natureza Essencial é a emana ão do amor - o único problema é que ela e bloqueia com os hábito e a falácias da per onalidad O que está ao no. o alcance e con cientizar-no de e bloqueios para que nossa na tu reza e encialmente amoro a pos a voltar a se fazer entir e promover a cura em nossa vida. O amor que vivenciamo nessas condiçõe é real, profundo e sereno. Ir não chama a aten ão sobre si. Ele não faz exigência nem cobranças. Ele é duradou- ro porque não depende da mutáveis condições da personalidade. Ele é cheio de ju bilo porque nada pode decepcioná-lo nem fru trá-lo. O verdadeiro amor em a ão não pode er detido. A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA o fundo, as pessoas do Tipo Doi e lembram da qualidade e encial do amol incondicional e da sua onipresença. Quando con eguem recordar sua natureza E - sencial e o estado Divino que esta reOete, elas se apercebem da presen a onipoten- te do amor, de forma que não há literalmente nada que precisem obter de ninguém - nem nada que possam dar. As pessoas do Tipo Doi ajudam-no a ver que o amor não pertence a ninguém, muito menos à per onalidade. Poderíamos dizer que no - a mi são na vida não é "fazer o bem" nem "dar" amor a quem quer que eja, ma sim estar abertos à ação do amor. Esse amor Essencial é vivido como uma doce Ouidez - as pessoas do Tipo Doi sentem-se então leves, etéreas e em harmonia com o que as circunda. Além disso, não necessitam de ninguém para vivenciar es e amor. E, e houver alguém ao seu
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    1 lado, las naoperdem a noçao d ua pr pria id nLidade. e am r 'lU ' quili- brauo, puro timulante - traz uma grande tranqüilidade de e plrito. reconhecimento da verdadeira natureza do amor traz con igo uma tremen- da en ação de liberdade. Quando o amor deixa de ser visto como uma mercadoria para tornar- e parte de nos a verdadeira natureza, algo que não podemos perder nunca, ganhamos uma incrivel leveza. A bu ca desesperada por aten ão termina e reconhecemo que não só temos amor e valor, mas, no fundo d'alma, somos amor e valor. orne os ponto das quinze afirmações para o Tipo Dois. Ore ultado e tará entre 15 e 75. As instru ões ao lado o ajudarão a de cobrir ou confirmar eu tipo de per onalidade ~ 15 Você provavelmente não pertence a um do tipos aquie cente (Um, Doi e eis). ~ 15-30 Você provavelmente não pertence ao Tipo Doi. ~ 30-45 . muito provável que você tenha pro- blema comuns ao Tipo Dois ou que um de eu pais seja do Tipo Doi. ~ 45-60 É muito provável que você tenha um componente do Tipo Doi . ~ 60-75 É muito provável que você pertença ao Tipo Doi (mas ainda poderá per- tencer a outro se tiver uma concep ão de ma iado limitada de te tipo). A pe soas do Tipo Doi costumam identificar-se erroneamente C0ll10 pertencentes ao Tipo Quatro, ete ou Um. As dos Tipos ave, eis e Sete costumam identificar-se erroneamente como pertencentes ao Tipo Dois.
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    CAPíTULO 9 TIPO TRÊS: OREALIZADOR "O mai dif/ci/ do sucesso é mantê-lo." IR I G BERLI "A maioria das pessoas bem-sucedida deixa para diver- tir-se depois que conslluir seu patrimônio - ó que então fica tarde demais para desfrutá-lo." M L PEPY o MOTl DOR O MODELO o PARADIG. 1A "Toda a ambiçôe' ão legitima, exceto as que se valem da mi cria e da credulidade da humanidade." JO EPH O RAO DOR "O escravo tem apenas um senhor; o homem ambicio o tem tantos quanto forem aquele que puderem ser uteis aos eu propósitos." LA BRUYÉRE "Contente- e em parecer o que realmente é." MAR IAL O Q E B S A TATUS "O 1ELHOR"
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    6. eja iso bom ou mau, ei e conder minhas inse- gurança muito bem - as pessoa jamai adivinha- riam o que estou entindo! 5. Para mim é importante er bem-sucedido, me mo que ainda não tenha todQ o ucesso que desejo. 7. Quero causar empre boa impressão; por is ge- ralmente ou gentil, educado e amigável. 9. Pro uro lutar para er o melh r no que e tou ra- zendo - quando não po o destacar-me em alguma coi a, nem lhe dou atenção. 8. 'stou empre a par de como meus colegas e amigos estilo aindo e tendo a comparar-me com eles. 4. Meus entimentos me parecem e tranhos a mim mesmo - cu into a coisa com toda a força por al- gum tempo c depois as e queço. 3. Tento apresentar-me da melhor man Ira po SIVel- mas nao é is o o que todos fazem? 2. Quando a coi a vão bem, cu praticamente ~lTTa- dio" uma espécie de alegria interior em . er quem sou e ter a vida que tenho. I. cJo-I1C omo uma pe oa extremamente compe- tcnte: fico muito aborrecido se não ou, no mínI- mo, eficiente. 11 Quando me into inseguro, fi o distante e frio com as pessoas. 15. ou um pouco viCIado em trabalho - fico perdido quando nao estou realizando coisas. ___ 13. ou mai adaptável que a maioria: se a coi a não dao certo, ei mudar meu comportamento para ob- ter o re ultados que pretendo. ___ 14. empre tenho algum objetivo em mente e ei como motivar-me para atingi-lo. ___ 12. Fico muito aborrecido quando as pessoas não re- conhecem a excel ncia do que raço. ___ 10. 19umas vez e tive de implifi ar as coi a para atingir minha meta. I O- UDSO Verifique a análise da pontuação na página 187. Classificação Tipológica Segundo a Atitude 5..... empre e verdadeira 4 ..... Geralmerlle e verdadeira 3 ..... Em parte e verdadeira 2 ..... Raramente é verdadeira 1 ..... unca e verdadeira Classifique a afirmaçõe ao lado onforme ua apli- cabilidade om ba e na se- guinte e cala:
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    TIPO TREs DEPERSO ALID AD E: O REALIZAD O R ] --------- FUNDAM NIAI e aceito. caminho se for bem-su e respeitado pelos outr ." Sentir-se valorizado, d o REALIZADOR 1 ~ DESEJO ~ MENSAGEM DO SUPIIU ~ MEDO FUNDAM N IAI' t TIPO 1 R Chamamo e te tipo de per onalidade de o Rea- lizado/ porque, quando audávei , eu repre ntan- te podem atingir - e, de fato, atingem - o uce o em várias áreas. Por erem a "e trela .. da natureza hu- mana, a pe oas co tumam admirá-Ia tanto por ua gentileza quanto por sua capacidade de realiza ão. repre entante audaveis do Tipo Trê entem- e bem em de envolver- e e dar ao mundo a ua contri- buição. Alem dis o, como personificam o que há de melhor numa dada cultura, as pes oa , vendo nele um espelho de eus próprio onho e e p rança ,entem- e motivada a maiorc~ realizaçõe . A pe oa do Tipo Trê ão geralmente querida c bem- ucedidas porque, den tre todo o tipo, ão a que mai acreditam em i me ma e no de envolvimento de eu própno talento c capacIdade. Elas funCIOnam como modelo vivo por per onificarem de maneira tão marcante a qualidade ocialmente mai valoriza da . Quando audáveis, abem que vale a pena o e forço de er "o melhor naquilo que e faz", e o êxito de ua dedicação in pira o outro a inve tir em cu própno de envolvimento. A pes oa do Tipo Trê fazem tudo para que ua vida eja um suce o, on· forme o definam sua familia, ua cultura ou cu CIrculo ocia!. Em certa famílias, o uce o ignifica ter muito dinheiro, uma man ão, carro valio o e outro Im- bolo de statu . I:m outra, o uce o ignifica o de taqu no univer o a adêmico ou cientifico. E em outras ainda, ele ignifica a fama como ator, modelo, e critor ou outro tipo de figura publica, como um POlllico. Uma familia religio a pode incen- tivar um de eu membro a tornar- e pa tor, padre ou rabino, ja que e a profi- õe têm de taque em ua comunidade. Independentemente de qual a defini ão de uce 50, os representante do Tipo Trê tentarão empre·de tacar- e na família e na comunidade. les jamais se conformam em r apena "mai um". Por i o, e a pc oa definem eu objetivo e ag m de forma a angariar aten- ção e elogio. Quando criança, aprenderam a identificar a atividade valorizadas por eu pai e amigo e a dedicar- e de corpo e alma a obre sair- e nela. Além di o, apr nderam tambem a intere ar- e por tudo aquilo que pude e atrair ou im- pres ionar o outro e a de envolver a qualidade que o capacitem a dominá-lo perfeitamente. Eve é uma bem- u edida mulher de negócio: o Tipo Pragmatico e Voltado para o Stlce so: Adapta- vel, Insuperavel, M otivado e Consciente da Propria Imagem
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    ei que conseguireise me esforçar." Eu não estava consciente disso na época, mas não tinha direito a ter ne- nhum tipo de sentimento quando era criança. Os sentimentos eram o mes- mo que nada dentro da concepção de sucesso de meu padrasto. Então criei o hábito de negá-los e concentrar-me nas realizações e nas boas notas na escola. Minha mãe me treinou para a realização. Tinha uns 3 anos de idade quan- do apresentei meu primeiro solo na igreja. Fui muito afagada e reforçada por isso e daí em diante começaram minhas apresentações - como música ou debatedora - ao longo de todo o curso escolar. Até hoje, algo de místi- co acontece quando estou diante de uma platéia: é como se "me desse um clique". Sou freqüentemente convidada a fazer palestras e a falar em públi- co. Meus colegas de profissão dizem que odeiam participar de debates co- migo porque sou dura de dobrar! Todo mundo preci a de atenção, incentivo e re- forço para cre cer, e a pe oa do Tipo Trê ão o me- lhor exemplo de a nece idade humana e univer aI. las querem o suce o não tanto pelo que ele pode comprar (como a pes oas do Tipo ete) nem pelo poder e pela en ação de inde- iJendência que ele traz (como a do Tipo Oito). Ela o querem porque temem per- der-se num vácuo c não puderem contar com a atenção e a en ação de realização que o suce o traz. em i so, temem não er ninguém e não ter valor algum. a problema é que, no afã de conseguir o que pen am que a fará valoro a ,as pe oa do Tipo Trê podem alienar- e de si me mas a ponto de perder de vista o que realmente de ejam e quai o eu verdadeiros sentimentos e intere ses. De de a infância, quando aprendem a bu car o valore que o outros aprovam, elas come- çam gradualmente a perder o contato con igo me ma . Ao poucos, eu recôndito mai íntimo, aquilo que representa o "de ejo de eu coração", vai endo deixado de lado até tornar- e irreconhecível. A im, ape ar de pertencerem ao tipo bá ico da Tríade do Sentimento, a pes- oa do Tipo Trê , curio amente, não ão vistas como "sen íveis": pelo contrário, ão a ociada à ação e à realização. É como e ela coloca em o sentimento den- tro de uma caixa para poder ir em frente naquilo que querem atingir. omo apren- deram a acreditar que a emoções ão um obstáculo à realizaçõe ,ela ub tilUem o sentimentos pelo raciocínio e pela a ão. Jarvi , um executivo de suce o e excelente forma ão a adêmica, admite que e e padrão e de envolveu nele de de cedo: As pessoas do Tipo Três relatam que, quando percebem até que ponto adapta- ram a própria vida à expectativas do outros, surge a que tão: "Bem, e então o que é que eu quero?" Ela geralmente nâo sabem; trata-se de algo em que jamai haviam pen ado. A im, o grande dilema da pessoa do Tipo Três é não ter tido permissão
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    Minha vida toda,as pessoas sempre notaram aquilo que eu fazia e geral- mente buscavam minha opinião. Isso é uma faca de dois gumes porque, em- bora eu quisesse ser percebida e admirada, tinha de pagar com a perfeição - e foi muito difícil. Quando criança, eu sentia que era a favorita da minha mãe. Passávamos horas e horas juntas; ela me incentivava sempre dizendo-me que não havia nada que eu não pudesse fazer se realmente quisesse. Se, por um lado, isso foi uma bênção, por outro, foi uma maldição. Lembro-me de convencer-m e, quando menina, de que não queria alguma coisa porque, no fundo, sabia que seria muito difícil consegui-Ia. E sabia que, se fizesse alguma coisa, te- ria de ser muito bem. Quando estava na escola secundária, fingi estar doen- te no dia marcado para um concurso de oratória porque tinha medo de não me sair tão bem, e sabia que não havia outra alternativa. Até hoje sinto cul- pa por ISSO. para "er quem realmente ao manife tar ua próprias qualidades. 1 csdc bem u'· do, r cebem uma mensagem que lhes diz que não devem ter entim n(os n '111 Sl'1 ela me ma : devem, com efeito, er "outra pe oa" para er aceita . Até certo POIl to, todo os tipos de personalidade receberam esta mensagem. Porém, devido a slIa própria estrutura, as pes oas do Tipo Três não apenas a ouviram, mas também co meçaram a viver inteiramente de acordo com ela. A atenção recebida por agir dt' uma determinada maneira torna-se para ela como o próprio oxigênio. Infelizmcn te, o preço é muito alto. Marie, terapeuta respeitada, descreve a contradição - e a pre são - desse tipo de orientação: Favor observar que o padrua da infdnciu aqui descrito nuo provo a o tipo de personalidlllk Em vez disso, ele de creve tendências observávei na telll (/ infância que têm grande impa! lo sobre os relacionamentos que o lipo eSlabelece na vida adulta a infância, a pessoa do Tipo Trê não foram valorizadas por aquilo que eram - como, aliá ,a maio- ria de nó . Em vez di o, ela foram valorizada por con eguirem er e fazer determinada coi a extrema- mente bem. Aprenderam a legitimar eu valor por meio da realização e do êxito. Porém i o nunca as sa- tisfez de fato porque não legitimava o que ela são; ma im algo que haviam feito ou tentavam tornar-se. Marie continua: o PADRÃO DA INFÂNCIA As pe oa do Tipo Três criam um vinculo emocional muito forte com a pes- soa da família que para ela repre entou o provedor. Geralmente - ma nem sempre - es a pe oa é a mãe. A criança e perava que e a pes oa lhe di ses e, com efeito,
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    TI PO TRÊSCOM ASA DOIS: O SEDUTOR Como meu pai estava na índia durante a Segunda Guerra Mundial, passei meus primeiros quatorze meses de vida, juntamente com mamãe, ao lado de meus avós, um tio e uma tia. Fui o primeiro - e único - filho, neto e so- brinho! Com um ano e meio,já possufa um vastfssimo vocabulário e, aos 3 anos, sabia de cor todos os estados e suas respectivas capitais. É incrfvel que, com meu detestável vocabulário e meus recitais geográficos, ninguém me tenha jogado escada abaixo! Quando o ambiente em que crescem é muito desajustado, resta às pessoas do Tipo Três lutar contra a hostilidade e uma imen a raiva reprimida porque qua e nada do que fazem ba ta para agradar seu provedor doentio. Por mai que e c for- cem para encontrar algo que lhe garanta aprovação e aceitação, qua e nada erve. Por fim, elas se alienam (dissociam) de si me ma ,soterrando o próprios de ejos e a vida interior, e adotam atitude mais drá ticas para chamar a aten ão. O desfe- cho pode er uma vida de profunda solidão c fru tração, mesmo que tenham atin- gido algum uce o material. Faixa Saudável A pe oa de te ubtipo ão mai emotivas e espontânea que as do outro. ua vi- vaz sociabilidade às vezes lembra a do Tipo Sete. Es- OS SUBTIPOS CONFORME AS ASAS nllsas como:" ore' sensaCIonal! Gosto muito d vocc! ja bcm vindo ao mundo!" ( omo d 'icjam continuar a r aprovadas pela figura do provedor, de de bebê apren- dcm ub on ientemente a adaptar- e a fazer aquilo que e a pessoa considera bom. Muitas veze as expectativa do provedor não ão expressas diretamente, mas a pe oas do Tipo Trê podem captá-Ia e agir de acordo, sem sequer perceber que o estão fazendo. Por exemplo, se a mãe é uma profe sora que, no fundo, queria ser atriz, o filho provavelmente e sentirá atraído pelo teatro - não necessariamente por go tar de teatro, mas por sentir que é algo que tem de fazer. Me mo depoi de aca- bada a infãncia. o joven do Tipo Trê podem não aber ao certo por que resolve- ram dedicar-se a uma determinada carreira - ele só sabem que e tão fazendo o que precisam para que a família (principalmente a mãe) inta orgulho deles. A im, a pe soa do Tipo Trê aprendem a representar o papel de Herói da Família. A criança capta a men agem:" ão é bom não estar bem", por mais sutil que ela eja. A razão para i o é que, num mvel p icológico profundo, quando e tenta redimir a feridas e a vergonha da família, não e pode estar ferido nem enver- gonhado - é preci o pelo meno parecer ter tudo ob control . Hoje muito atento à ua própria nece sidade de atenção, Albert, terapeuta re- nomado, reOete sobre a promi ora infância de exibicioni ta:
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    Exemplos Barbra Streisand Oprah Winfrey TomCruise Ben Kingsley Madonna Sting Richard Gere Michael Jordan Whitney Houston F. Scott Fitzgerald Werner Erhard Bill Clinton Elvis Presley John Travolta Christopher Reeve Shania Twain Paul McCartney Sharon Stone Dick Clark Jane Pauley Kathie Lee Gifford Tony Robbins sae.,p ssoas a amigávei, olt ita e gencro a como ae., do Tipo Doi ,ao me mo tempo que mantêm o apru- m ,a auto-e tima e o alto nível de desempenho carac- terí tico de seu tipo. Elas querem er amada e en- tem- e impelida a aproximar-se dos outro, mas à vezes preferem trocar o reconhecimento que podem obter na vida pública por uma maior sati fa ão e esta- bilidade na vida particular. Faixa M édia A pes oa que e tão na faixa média deste subtipo tentam suprimir quai quer caracten tica que po am interferir com sua popularidade, pois acham que valem pelo quanto on eguem atrair e ate maravilhar o demai. Em re umo, ela querem que os outros as queiram e admirem e, para tanto, sabem co- mo impressioná-los. Porém, ca o isso se torne uma preocupação con tante, eu com- portamento ganhará um quê de artificial que prejudicará uas tentativa de mo trar- se populares e confiávei . As pe oa deste subtipo ão muitas veze extremamente competitivas, embora não o demonstrem abertamente. Elas podem usar vária ima- gens diferente para ati fazer ua relações ociais e atuar nas situações da vida particular. faixa Saudável As pessoas de te subtipo crêem que a auto-estima é algo que decorre mai do sucesso no trabalho e na profissão que de qualidade pessoais. Elas entem prazer na profissão ou "arte" que escolhe- ram e dispõem-se a grandes sacrifícios pessoais para manter sua integridade profissional. Ape ar de ua di- plomacia e encanto, elas são geralmente mais séria e voltadas para seu trabalho e sua obriga ões, lembran- do a im as do Tipo Um. faixa M édia A explosiva mistura de ambição e insegurança inevitavelmente sujeita as pessoas deste subtipo a terríveis pressõe. eu impulso para a perfei- ão é semelhante ao das pessoas do Tipo Um, porém essa perfeição visa impedir que sejam rejeitadas ou acu adas de inferioridade. Essas pessoas agem como se tudo que fize em colocas- se em jogo seu próprio valor. Embora possam er socialmente muito reservadas, elas em geral projetam uma imagem de sobriedade e competência (ao contrário da do outro subtipo, mais sociáveis e afávei ). Além di o, podem demonstrar presunção e arrogância e, ao mesmo tempo, criticar-se e menosprezar-se, o que as torna des- concertantes e às vezes contraditórias. TI PO TRÊS COM ASA QUATRO: O PROFISSIONAL
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    AS VARIANTES INSTINTIVAS O INSTINTOSOCIAL NO TIPO TRÊS o Caçador de Status. o Tipo Trê , o in tinto ocial co tuma manifestar-se pela necessidade de re onhe imento e da certeza de e tar progredindo, ubindo na vida. aturalmente, i o variará conforme a ultura, ma todos o representantes Viciados no Trabalho. O Autopreservacioni tas típico do Tipo Trê crêem que devem e for ar- e con tantemente para ter egurança e e tabilidade (co- mo o do Tipo ei) e criar eu pé-de-meia (como os do Tipo Oito). Porém, ao contrário do que pen am a pe oa do Tipo ei, para ele a segurança vem do di- nheiro, dos bens, da a a própria e n ã o da fidelidade a uma empre a, ideologia ou pe oa. le lutam pela eficiência, racionalizando sua vida ao máximo, a fim de apli- car toda a energia na realização de ua meta. E a pe oa tentam impre sionar não por eu cxappcal, ma por ua e tabilidad e eu bem-e tar material. amo os repre entantes do Tipo m, ela ob ervam muito o detalhe em tudo o que fazem. ua di po ição a a um ir re pon abilidade ,fazer acrifício e trabalhar duro é mo- tivada pela po ibilidade de avançar - ela querem recompen as con reta pelo tra- balho bem-feito: aumento ,promoçõe e relataria favoráveis. O Autopre ervacionistas do Tipo Trê talvez e cone ntrem dema iado na carreira, deixando em egundo plano a aúde e o relacionamento. Eles não con- eguem relaxar com facilidade e i so à veze o leva a tirar féria para iniciar no- vos projeto e "fazer o dever de casa". os lveis de Desenvolvimento médio-infe- riore ,ele e tornam cada vez mai an ia o quando não e tão trabalhando e talvez t nham dificuldade em manter relacionamentos lI1timo . Convencido de que a ba- e material de ua egurança pode er perdida a qualquer momento, eles acreditam que se não nadarem o tempo todo, afundarão. Interromper a cadeia de hábito e- tressante de trabalho é algo aparentemente fadado ao fraca o. A inatividade lhe parece doença ou incapacidade. ("O que há de errado comigo? Por que não e tou produzindo mai ?") Por i o, eles têm muito medo da doença, eja ela fí ica ou emo- cional, pai reduz ua eficiência e produtividade. Alguns dia de licença poderiam fazer o mundo vir abaixo. a faixa não- audável, o Autopre ervacioni tas do Tipo Trê fazem esforços titãnicos para permanecer eficiente, acrificando o relacionamento e a aúde por dinheiro e egurança no emprego. A im, ficam muito propen o a e tara e colap- o nervo o . Quando já não con eguem desin umbir- e bem de suas obrigaçõ , ele tentam desesperadamente e conder todo o problema de aúde, tanto o fí i- co quanto o emocionai. (" tá tudo bem comigo.") o INSTINTO O AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO TRÊS
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    A Presa. Osrepre entante exuais típico do Tipo Trê caracterizam- e pOl uma enorme vontade de er desejado, não ó do ponto de vi ta exual como tam- bém do da valorização o ial e afetiva. Eles tentam criar uma imagem atraente e . e dutora, que corre ponda ao ideal de eu gênero e de eu meio cultural, comprazen do- e em induzir o outros a maximizar eu poder de atração. Eles querem ser o tipo de pessoa que eu par go taria de exibir diante do amigos. ejam homen ou mu lheres, tendem a cultivar as qualidades que acreditam que fariam os outros intere., sar-se por ele: querem deslumbrá-lo. Ao contrário da pe oa do Tipo Dois, qur seduzem o outro cumulando-o de aten ões, ua edu ão con iste em chamar a aten ção para suas próprias e extraordinárias qualidades. Em certos ca o , is o pode dar en ejo à ambi ão de tornar-se arti ta de cinema, ídolo da juventude ou modelo. a O INSTINTO SEXUAL NO TIPO TRÊS oeiai do Tipo Trê preci am de indício de valoriza ao d s us pare~. (Sr lo~~r 11111 monge em um mo teiro na Tailândia, a pe oa pertencente a este tipo e a r"la .1 riante In tintiva preci aria ter a certeza de e tar meditando b m - ou 5 'ja, ~rl 11111 monge exemplar!) Título acadêmicos, cargo de de taque, excelente clllrtntlo,;. boas notas e prêmio ão importante para ele ,já que e identificam tanto '0111,, 11 papel ocial. (" ou o que faço.") Ele querem pertencer à linhagem certa, ter a" ti r denciai certa. Esse instinto manifesta-se também pelo cultivo do jargão e da indll mentária profissionai ,além do alarde de marca pre tigio as de roupa, earro!>rIr Vale lembrar, porém, que o indicador de valor ocial de uma determinada pe!>!>oa de te tipo variará conforme a cultura em que vive e eus gostos pe soai. À medida que a an iedade aumenta, o repre entante 50 iai do Tipo Tre,>co- meçam a entir uma nece idade cada vez maior de demonstrar o próprio valor. ambi ão ocial poderá tornar- e eu maior combustível, levando-o a fazer conla to e di tribuir cartõe de vi ita . Além disso, podem almejar a fama amo comprn ação de ferida narcísicas da infãncia. (" e um milhão de pe soa compram mru D é porque sou fantá tico!") O narcisi mo pode er a fonte de competição e COI11 paração ociai compul iva : nunca ser menos que o vizinho. A medida que e LOI nam mai in eguro , eles tendem a vangloriar- e, autopromover- e e exagerar a pro pria capacidade. Isso e aplica e pecialmente ao que não con eguiram atingir o qur imaginam er o suces o. a faixa não-saudável, de esperadas por atenção, e sa pessoa correm o ri,> co de ser de one ta em ua busca de reconhecimento, podendo chegar a mentir '>0 bre sua formação e uas realizaçõe não apena para con eguir emprego, ma tam bém para impres ionar. ão é raro que incorram em problema cuja olu ão e.,la acima de ua forças. Sua aOição e ua ânsia os tornam extremamente incapacita dos, ma eles recorrem ao charme e até à exploração para impedir que o outros per eebam sua real condição.
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    nlitlll,IIHlIll ,IIIHIII,lIl,' (1l1l1l·lllPOI,lll'a.eo,le tipO geralllll'll11' o,ednltla ba~lallle ,I nmlal do COIPO e Ih! ,'1""1'11 la Os lepr entanl 'S exuai do Tipo Trê em geral abem orno atrair par iro, ma co lumam não aber manter os relacionamento, receando não con eguir e lar a altura da imagem que projetam. Como seus colegas de Varianle Instintiva dos de- mai lipos, e sas pes oas de ejam muito a intimidade. Mas, como pertencem ao Ti- po Três, lemem as ligações emocionalmente mai profundas. As im, poderão lentar atingir a intimidade por meio da relação exual, porém, no íveis inferiores, as dú- vida quanto ao próprio poder de atração o fará rejeitar até as pessoas que mais lhe intere am. Em alguns casos, ele usam as conquislas sexuais como arma con- Ira o medo de não ser de ejávei . O repre entantes menos audávei deste lipo len- dem lambém ao exibi ioni mo - exibem- para eduzir o oulro ou para certificar- se de eu valor e de eu poder de atração. a faixa não- audável, a variante exual pode levar e sas pe oas à promi cui- dade. o fundo, ela ão exlremamente vulneráveis, ma lendem a alacar os que de alguma maneira põem eu valor ob questão. Qualquer golpe em seu narcisismo, eja real ou imaginario, provo a revan he , ira sexual e ciúme, em geral despropor- cionais em relação à decepção em i. DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO DO TIPO TRÊS A eguir, alguns do problemas mais freqüen- tes no caminho da maioria da pessoa do Tipo Três. Identificando csses padrõe , "pegando-nos com a boca na botija" e simplesmente observando quai a nossas rea ões habituais diante da vida, estaremos dando um grande passo para libertar-nos dos aspec- tos negativos de nosso tipo. o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO TRÊS: MEU VALOR DEPENDE DE MEU SUCESSO "A descoberta do que real- nente é bom vem da alegria pro- ocada por experiências muito imples. Não estamos nos refe- indo à alegria de ganhar um mi- ,ão de dólares nem à de conse- .uir um diploma ou uma casa ova, mas sim à alegria elementar e estarmos vivos." CHOGYAM TRUNGPA De vez em quando, pensamo'" e eu conseguis- se iSIO- e eu tive se lai ou quais credenciais, se eu me casa se com fulano, e eu pudesse fazer medicina - então eu leria certeza de meu valor e me sentiria bem comigo mesmo". o caso das pes oa do Tipo Três, quando esse tipo de raciocínio se lorna a for a motriz de sua vida, quando começam a medir o que valem de acordo com eu grau de sucesso, elas eSlão diante de seu Sinal de Alerta. O sucesso pode significar vária coisas - em ter- mo monetários, pode ser ganhar um milhão de dóla-
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    res num anoou economizar o suficiente para comprar uma nova lavadora. 00, '" preentantes típico do Tipo Três interessam-se muilO pelo sucesso e eSlao deCIdi dos a obressair pelo de empenho profis ional ou pela pos e de ímbolos de s/(/Iu (que podem ser morar numa área privilegiada, obler um diploma de uma UniVelo,l dade prestigiosa, ganhar um troféu numa competição de alleti mo, pos uir um n' Iógio ou um carro muito caro ou ler filho bonito e bem-dotado - nfim, qual quer coi a que sirva para ilustrar a afirma ão: "Sou uma pessoa que se de laca") jarvi , a quem já conhecemos, fala de sua ob essão pelo sucesso - e d 0,11,1 conscienliza ão quanto ao que ela lhe tem cu tado: Meu ponto de vista baseia-se em buscar o sucesso e evitar o fracasso em qualquer que seja a situação - no trabalho, nas relações sociais, nos hobbies, na diversão, no descanso, na ginástica, na leitura, na música que escuto (...). Minha preocupação com o sucesso significa que tenho de empenhar- me conscientemente na fruição do belo e no lazer. Não considero natural simplesmente "seguir o fluxo das coisas". Qual a garantia de sucesso que pode haver nisso? É como se a pe soas do Tipo Três e tives em empre sob o risco de lornar-se "feitos humanos", em vez de "seres humano". A cau a de seu comportamento ob· e sivo é a necessidade de reprimir qualquer pos ível traço de vergonha. Perder de qualquer maneira ou em qualquer grau - poderia deOagrar a sensa ão de não va ler nada, que para elas é intolerável. Assim, quanlo maior a vergonha, mais elas e entirão compelidas a atingir as metas que julgam capazes de torná-Ias valorosas e bem- ucedidas. DE QUEM SÃO OS OBJETIVOS? DE QUEM É O SUCESSO? O que o uce 50 significa para você? E para seu pares? O que ele significava para SI'" pais? Vocêpercebe alguma relação? "Posso jazer isso m elhor quI' qualquer um." Papel Social: "O M elhor" Por acreditar que o que valem depende do seu destaque, as pessoa do Tipo Três convencem-se de que devem brilhar sempre, sobressair sempre. Por con- eguinte, imbuem- e de tal forma do Papel Social do Melhor (ou Garolo/Garota Prodígio) que por fim ó con eguem relacionar- e com os oulros dessa maneira. Vendo-se como os melhores, compensam a inseguran a oculta acerca do próprio valor. Tipicamente, essas pessoa não apenas defendem a auto-imagem mas também, como os repre entantes de outros tipos, tentam de va·
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    11~ R s As Pc.s oasdo fipo Trcs, tem ndo não estar a altura de suas pr pnas expectali',ls, suspeit,lIn que as alcgaçoes que fazem a respeno de si mesmas ejam falsas e infundadas - o que, de fato, pode ser vcrdade. Para sahar apropria auto-lInagcm, come~'am a iludir a si e aos de- mais, dIzendo qualquer COIsaque possa impressionar ou salvá-Ias de algum apuro, Interiormentc, porem sentem-se azias e deprimidas, O As pessoas lI1enos saudaveis do 1ipo Tr s tornam-se tão desespe- radas por ,llençao que sao capazes de inventar qualquer coisa que L disfart'e sua detenoraçao interior. ao querendo que ninguém sai· V ba a que ponto chegaram, dispót'm-se a fazer de tudo para escon· I der suas ma1feitoria, e seus males emo ionais. M E , 1'" <l,I do Ilpo 1fl' dl'l .111 de a( rl'(lit.lr qUl' ,eu propno s.lIm depl'l1lk d.1oplllao dos outrlls, podendo assim descobrir qual a SU,I S'Crdadelra Identidade qual o desejo de seu coraçao, Ao allnglrseu D seJo lundamental, percebem que têm valor em si mesmas, acei- tando-se e tornando-se benevolentes e autenllcas P As pessoas do Tipo Três concentramos no que o outro prezam, O adaptando-se a eles para senllr-se mais valorosas, Auto-imagem: .. ou uma pessoa extraordinária, capaz bem-ajustada (potencial ilimitado)" T As pessoas do Tipo Três reforçam sua auto-imagem aperfeiçoando- se e cultl'ando os próprios dons, ão competente, , seguras e per- sistentes, tornando-se um exemplo em tudo aquilo que fazem, Alem disso, como são dotadas de grande poder de comunicação, tornam'se mui las s'ezes um modelo e uma fonte de In plraçao pa- ra os demaIS. Convencidas de que nao h.1nada que possam fazer para obter a 3d- miraçao daqueles CUja apro açao nel'l~ssitam as pessoas menos saudaE'ls do llpo Três poderao perder o controle sobre a ral a e a agre iS'idade que reprimem, s im podem quer r vmgar-se de seus algozrs reais ou imagmarios tentando pIsar em todo aquel T quc elas acreditam quc as rejeitaram, O Temendo que a realizaçoes alheias possam eclipsar as suas - ou S - ja, que seu esforço nao lhes traga toda a atençao que desejam -, a pes 'oas do Tipo Três tentam superar-se no que fazem para di tino gUlr-se dos outros. Assim, esforçam-e continuamente para atingir V mais e mab r alizações. E Preocupadas em não estar sendo bem-vistas, as pesoas do Tipo I Três desepm impre sionar os demais, esforçando- e por culllvar aquela que julgam a melhor imagem possls'e!. mbiciosas porem S IIlseguras, elas querem ser admiradas e desejadas. 'ão raro, têm probl 'mas nos relacionamentos mais 1Il1lmO, . D ~ pessoas do Tipo Três receiam não er percebidas se não forem extremamente bem-sucedidas e nao atingirem grande de taque. E Por consegu1l1te, temam convencer a si mesmas e aos OUlro da rea- lidade de suas faluas alegações, recorrendo à autopromoção e mos- D trando-se arrogantes e competitivas como defesa contra uas carên- cias sec retas. E 5 E (-alra clt' r'lllelpios I1usao lolloll1Qllia O b s llIla ç à o Dubirclcule Oportullisl1lo A d a p ta (c lO Adl1li,abilicladc CClIICCIUICI(aO 3 CI1I o iljc lin /s AU/(l- a p C /fc l( OClIllfll1O !'<Ivel C O IIC flllla (C 1 0 4 1 1 0 suwsso De c l1 Ip c llh o M É IVcl C O lIs C lc llc ia D 5 d a il1lagflJl I~ '< p c c lil'llc ia A Autorml1l0(CIO 6 p,cSUII(ão
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    111' 17 aturalment ,aIH e tar dentro da nu tá impl ,>mente lo MA FOLGA? Q Ilusão, Vaidade e Legitim ação Mal consigo lembrar de alguma vez na minha vida em que não tivesse a ne- cessidade de ser <tamelhor". Ser a mais bonita, ter as melhores roupas, viver na casa mais espetacular - a lista é infinita. O problema que eu enfrentava diariamente na minha busca do "melhor" era sua variabilidade conforme a pessoa com quem eu estivesse. Não importava quem fosse, Eu queria ser vis- ta da melhor forma possível, a qual consistia em minha interpretação de co- mo seria a pessoa que eles mais desejassem - um processo exaustivo, Eu sem- pre buscava uma comprovação externa de que estava tudo "certo" comigo. Especifique cinco áreas de sua vida nas quais não e ente obrigado a er o melhor cinco em que acha que precisa ser o melhor. Leia a dua listas e atente para como elas o Ca zem sentir, Que diferença de ensação Oce é capaz de Identificar? Voce se ente tenso ou r la, 'ado? Calmo ou ansioso? Pense em mal cinco areas nas quai pod ria aprender a rela ar e scr Imple mentc você. Paixão do Tipo Trê a ilusão. ma de ua' ca- " ão preciso de ninguclII." racten ti a é a tendência que têm o repre entante de te tipo a apre entar- e de uma forma que não con- diz com eu verdadeiro eu. outra, ainda mai importante, é a auto-ilu ão: para continuar agindo da forma a que e tão habituado, ele preci am convencer- e de que realmente são como a imagem idealizada que projetam. Ao me mo tempo, pre- o Papel ocial do Melhor e tá relacionado ao papel que o Tipo Trê de empe- nha como llerói da Famtlia. pe oa de te tipo condi ionam a auto-e tima à 'a· ti fação da expectativa e exigência alheia, me mo quando e ta não ão expre,> amente formulada. Porém e e é um jogo em que, no fim, empre e perde, POI" exigência e expectativa podem mudar com muita facilidade: padrõe~ de beleza e de uce o aem de moda, e qualquer coi a pode reverter o placar final. i LO a im, um derrame ou um enfarto podem transformar um "vencedor" em "perdedor" da noite para o dia. ria man ira fazer com que o demai a re paldem e apói m. ce idade de ser o melhore não lhe permite o lu o de jamai dia - ver- e (ou dei ar que alguém o veja) como um fraca o e ra de cogitação. Tawney é uma mulher inteligente e talento a, qu tem filho e um ca amenlo feliz. Ape ar de ha er con eguido aceitar muita de uas verdadeira caracteristlC<l" ela ainda e lembra da opre ão que lhe impunha a obediência ao Papel ocial:
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    n"'<lm t<lmb'm n:plll1l1la •..'ll •.. <lçaOde inad 'quaçao para mant ' o aULO-engan : te m ll1que, abandonando a Imagem, a p oas percebam eu défi it e o rejeit m- o que confirmaria ua falta de valor. A im, a ilusão leva as pe oas do Tipo Três a buscar nos outro a legitimação de ua excelência e é a razão pela qual ela preci am animar a si me mas con tan- temente. De certa forma, precisam mentir para i própria para manter a auto-esti- ma e motivar-se para maiores realizaçõe . ("Você é me mo fantástico! Um gênio! inguém jamais fez um relatório melhor que e te!") Uma forma útil de ver a ilu ão é pen ar nela como o re ultado da "preguiça para o verdadeiro autode envolvimento". O repre entantes típico do Tipo Três e - forçam-se por aperfeiçoar o ego, a auto-imagem, em vez de procurar de cobrir seu verdadeiro eu, pois crêem que o ego e o verdadeiro eu. É muito mai difícil cultivar as qualidade inerentes à E ência quando somo empre incentivado e recompen- sado e no adaptarmo e no tornarmo o que o outros e peram de nós. o D esem penho e a Perda de Contato com os Sentim entos A experiência mais significativa de minha infância foi uma briga que teste- munhei entre meu irmão mais velho - que devia ter uns 10 anos na época - e minha mãe. Na lembrança que guardei desse momento, ela está irada, gritando e jogando as coisas dele no chão. Não lembro se bateu nele ou não. Pouco importa. Fiquei aterrorizada e, por medo, resolvi ser e fazer tu- do que ela quisesse. Passei os trinta anos seguintes vivendo os resultados desse momento. Já que não querem ser mai um na multidão, a pe oas do Tipo Três preocu- pam- e muito com eu "de empenho" em todo o entido da palavra - profi io- nal, fí ico, acadêmico, social. Ela e apre entam como pes oa capaze de realizar o que se propõem com domínio perfeito e fácil. O problema é que, quanto mais identifi adas com a imagem, mai precisam reprimir o entimentos, uma vez que e te interferem com o de empenho. E, como ão recompen adas pelo que realizam, preci am re i tir ao entimento, principalmente os mais peno o . Tawney recorda um do momentos mais importantes de sua infância, aquele em que ela percebeu que precisava uprimir a si mesma e agradar à mãe para obre- viver: "Os sentimentos são como qllebra-molas: só servem para fazer-nos perder tempo." O re ultado mais comum disso é que as pe soa do Tipo Três tornam- e "máquinas de realiza ão". Ma , como seus ato não provêm do coração, eu de- sempenho se torna cada vez menos prazeroso e autên- tico. Apesar de geralmente fazerem tudo muito bem-
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    REDESPERTANDO O CORAAO 17 II P feito, las nao têm muita sati fação pe soai com o trabalho. eja omo for, 11<10 o abandonam porque é sua principal fonte de aten ão e valoriza ão. A partir dai, po de urgir um vício no trabalho que devorará qualquer alegria e liberdade emono nal que ainda lhes re tarem. O único de ejo que o repre entante menos audávei do Tipo Trê ainda COI1 eguem identificar em i me mo é o de tornar- e uma "e trela" seja em que for. () mo e tão em busca de um grande retorno em termos de popularidade, podem de •.. perdi ar os talento que realmente pos uem, jogando fora uma oportunidade atra •.. da outra. A carên ia narcí ica que e tá na ba e de eu ato é geralmente vi ta pelo •.. outros como constrangedora ou triste ( e não questionável ou detestável, a depen der do grau de autopromoção). De qualquer forma, a alienação de si me mo e de eu entimentos começa a funcionar contra ele de vária maneira. Coloque a mão sobre o peito, bem em cima do coração, e re pire fundo alguma Vt'Zt'S Concentre-se nessa área de seu corpo. O que você sente? Lembre-se de que não há uma res posta correta - não se espera que você sinta nada de espeCifico. Cabe a você de cobrir o 'Im ente ou deixa de sentir. Ob erve como as sen ações localizada ne a área mudam com II tempo. Pratique e te exercício pelo meno uma vez por dia. Com petitividade e D eliberação O repre entante típico do Tipo Três correm o ri co de entrar em competi- õe veladas a mais vária: quem e sai melhor no trabalho, quem tem a namora- da mais bonita ou os filhos mais inteligentes, quem é melhor no tênis, no compu- tador, no xadrez e a im por diante. A principal maneira de reforçar a auto-estima é ganhar na compara ão (ou na competição, quando de fato se trata de uma). Infe- lizmente, ua bu ca de superioridade pode deixá-los exausto e afastá-los da coi- a que mai de ejam atingir. ssas pessoas entram em competição não porque realmente queiram, mas por- que temem er eclip adas por alguém melhor que elas. Ela receiam ficar para trás e, a im, ser meno admirada e olicitadas que os demai . Is o as leva a reunir to- da as uas forças para realizar ainda mais - o que é um grande de perdício de tem- po e energia. ("E tou en aiando meu recital de piano horas e hora diariamente, mas Mary Lou realmente está ótima naquela peça de Chopin. Acho melhor trocar a mi- nha peça; e colher outra ainda mai difícil. ") As im, as pessoa do Tipo Três não só ompetem com eu iguai ,como tam- bém acabam por introduzir a competitividade em relacionamento nos quai ela nâo cabe e pode ser muito destrutiva: é o caso do pais que competem com o filho c dos parceiros que competem entre si. A ironia está em que, ape ar des a di posi ão
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    <"{AMA compelilla, d,l'> lfllIllll 1'1I1111l1'l'1m 'lHo ,dllmaçao das mc,>mas pc,>..,nasa lfuem tI nlam supcr,u. Lynn, uma bem- ucedida consultora de mercado, entende i o muito bem: IMP Se você conhecer a historinha infantil chamada "The Little Engine That Could" (O trenzinho que podia tudo), conseguirá entender o que é perten- cer a este tipo de personalidade que é como um dínamo. Tudo que já me propus fazer, foi com uma atitude competitiva, com muito esforço e delibe- ração. Meu combustível é a maior perfeição possível em tudo, desde que fui treinada a usar o penico com onze meses de idade. A motivação que subjaz ao meu ímpeto é o medo de não me destacar, de fracassar. O fracasso é a morte, é cair em um buraco negro. Deve ser evitado a qualquer custo. [m seu Dittrio do Trabalho Interior, anali e a seguinte questôes: De que maneiras vo- cé se vê como competitivo e movido pelo sucess01 Por que traçou as metas que está tentan- do atingir1 Yoeéjá e envolveu em algum projeto que, no fundo, não Ih interessava por au- a da necessidade de brilhar ou competir? O que acha que aconteceria se "Ilrasse o pe do acelerador" ao me no um pouco? omo você lida com o medo ou ansiedade que surge quan- do se compara a outra pe soa? omo se sente em relação ao seu competidores? Como vo- cê lidou com eu,>próprio fracasso? OLlVER WENDELL HOLMES, SR. "Sem termos consciência de es- tar usando máscaras, temos uma cara específica para cada amigo." Im agem e Auto-apre entação De de o illlcio da infânCIa, a pe oa do Tipo Treao capaze de adaptar- e ao outro para apre- entar uma imagem atraente. a faixa media, i o po- de manifetar-se tanto como um entu ia mo for ado quanto como uma frieza que parece tranmitir a men- agem: "Tenho tudo que é preci o". O mundo da pu- blicidade e da moda frequentemente promove e a imagen - e trata- e de um mundo povoado na maior parte por pe soa de te tipo. Muito polnico, treinadores, empre ária e guru do potencial humano entraram eminLOnia com e se a pecto do estilo da per onalidade do Tipo Trê , especialmen- te com seu talento inato para decodificar uma ituação e fornecer in tintivamente aquilo que é e perado. pe oa de t tipo ão capaze de ntrar numa ala e, cap- tando a força em ação entre eu ocupante, de cobrir imedialamente o que de- vem fazer. orno ão eguidamente recompen ada por e a capacidade, a pe oa do Tipo Trê aco LUmam a ela de tal forma que perdem de vi ta o eu verdadeiro eu. im, e te permanece atrofiado e fora de eu alcance a ponto de o repre entante
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    Tratando o PróprioEu Com o M ercadoria 11 PU T R Que imagem você está projetando ne te momento para si mesmo? E para seus l'ole~ de trabalho, amigos, pai, filhos, animais de estima ão? E sa imagem é a mesma em lOdos ses ca o ? Como você se vê e como acha que o outro o vêem? De que forma voce acha qu sua auto-imagem difere da imagem que projeta para as pessoa? Como você abe? A dislf pãncia entre ambas já lhe trouxe alguma esp cie de problema ou conOito? qu e lao entre a fai as m dia e não- audavcl munas vezes nao "ab 'rcm qUlm ,0 n m o que ntem fora de ua imagem. m lugar d primir o que rcalmclll SI 11 t m ou p n am, ele dizem e fazem aquilo que pre entem er aceita,' I. e e a imagem tiver êxito e aplau o, urge um ri co novo e muilo m,1I01.() fato de ter uma imagem de sucesso reafirma o desempenho da pe a do Ilpo Trê ,e não sua real identidade. Quanto mai uce o tiver, mai tentada las,> r,lO a manter e cultivar e sa imagem, em vez de de envolver eu verdadeiro u rcslll- tado é que eu coração é posto de lado e e quecido. Quem ela na verdade ao pa'> a a ser um território cada vez meno conhecido, algo que não querem enxergar por que, quando olham para dentro de i, entem um grande vazio, um imen o buraw negro. "Posso ser qualquer coi a I/IU queira." Quando e entem in eguras, as pe oa do Tipo Trê protegem- e admini trando ainda mai cuidado- amente a própria imagem. Muitas de suas atitudes e reduzem então a uma e pécie de jogo de relações pu- blicas. Por entirem que a maneira como ão percebida é tudo, ela e dedicam a admini trar a impre ão que cau am no outro, em vez de cultivar eu próprios don . Para de cobrir uma fórmula de vencer empre, ela fazem, dizem e e tornam qualquer oi a que lhe permita aproximar- e de ua meIa ou evitar potenciai hu- milhaçõe - eja demon trando (fal a) modé tia, concordãncia e conciliação ou o contrário. A sen a âo de ter a obrigação de superar- e o tempo todo é extremamente de - gastante: é corno e tar numa eterna entrevi ta de emprego. Mal é po ível imaginar- e a ansiedade e a in egurança que pessoas do Tipo Três têm de uprimir para con- tinuar agindo. Por i o, e tão con tantemente temendo dizer ou fazer a cai a errada. Como não podem baixar a guarda um o in tante, la jamai podem ser realmen- te espontânea: têm medo demai de er ridicularizada, que tio nada ou vi ta ob uma luz não muito favorável. O problema é que pe oa do Tipo Trê tratam a i me ma como uma merca- doria. ("Tenho que aber como 'vender-me'. ") amo já vimo, a criança d te tipo ão freqüentemente uma exten ão da ne e idade narCl ica de outra pe oa. Ela
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    aprenderam que Sl'USIralSSIIlllmentos e necessidades nao contam; e ist 'm apenas como obJcto a er allJl1Irado c dc ejado. I o provo a tamanho ofrim nto que c sa pc oa preci am d ligar- e do próprio coração. Porém ó o coração no p rmitc di cernir a verdade. Assim, quando no distanciamos dele, distanciamo-no também de nossa relação com a verdade. A verdade torna- e então também uma mercadoria que muda - passa a ser aquilo que funciona num determinado momento. A auto-adaptação e o distanciamento causam às pessoas do Tipo Três e a seu entes querido muito ofrimento, conforme afirma Arthur, um dedicado pastor: Sempre fui tão competitivo no trabalho que já me achei melhor que os ou- tros e transmiti a imagem do arrogante e inacessível. Em casa, tornei-me emocionalmente distante a ponto de ficar irritado com minha mulher por não estar à minha disposição sempre que eu queria - na verdade, eu não a via mesmo quando ela estava diante de mim. Sempre me preocupei demais com o que "eles" pensavam de mim sem saber quem eram "eles" - desco- bri, faz muitos anos, que me vestia para ir ao Frabalho visando impressio- nar um grupo nebuloso de pessoas que eu nem sequer conhecia! ADAPTA Ao Observe como e adapta ao que está à sua volta. Quantas veze por dia você o faz? Aten- te para as diferença entre a imagens que você projeta diante de seu amigos, colegas de traba- lho, familiare e assim por diante. Identifique quando certas entoações ou ritmos se incorporam à sua maneira habitual de falar. Quando você faz esses ajustes, qual o efeito sobre sua estabili- dade, seu eixo? E sobre a sua ligação com o coração? Quando v o c ê se adapta, sente- e mai ou meno valoro o? o M edo da Intim idade nquanto a pe oa do Tipo Trê tentarem convencer a todos (inclu ive a si própria) de que não preci am de ninguém, não deixarão que ninguém e aproxi- me um pouco mais: a intimidade permitiria que os outros vis em que, na verdade, elas não ão tão auto-suficientes, não são quem aparentam ser. No fundo, s a pe - soas percebem a di paridade existente entre o que são e o que aparentam ser e mor- rem de medo que alguém mais a perceba. Elas temem demonstrar o quanto se sen- tem sós, vazias e desprezívei ,e as im aumentar a inseguran a que já têm em relação a si mesmas. Quanto mais os, outros tentam e aproximar, mais elas receiam que, por meio da fachada, descubram seu pontos fracos e as rejeitem. Em vez de correr esse risco, o que normalmente fazem é redobrar o ímpeto de realiza ão - para que os outros fiquem satisfeitos com elas (isto é, com a imagem delas) e não ponham o relacionamento em questão.
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    "O que precisoJ a Z (" 1 '1 1 Ili im pressiona-lo?" 1I P Para manter o outros a uma distância egura - e, ao me mo tempo, n'll'l-llJl S a aten ão e a boa graças -, o representante típicos do Tipo Trê culti am um l ('I to ar de amizade, uma espécie de jovialidade profis ional, como sub titutivo da VI'I- dadeira intimidade. O medo da intimidade pode inclusive levá-lo a manll'l UIll.l certa distância até do parceiro. De fora, o casamento pode parecer perfeito, mas pa ra o parceiro faltam uma verdadeira proximidade e uma maior rela ão emocionai Es as pessoas normalmente preferem a imagem de um relacionamento b m SUl!' dido a um verdadeiro rela ionamento, principalmente quando a intimidade pressu puser o reconhecimento da própria carência e vulnerabilidade ou a possibilidade dl' rej i ão pelo fato de ela não sati fazerem as necessidade do outro. DEIXE QUE AS PESSOA O VEJAM Comente alguma vulnerabilidade sua com uma pc oa de sua confiança. Quando fiz r i' 0, concentre-se na própria ensação de vulnerabilidade. Ela lhe é de agradável? ( omo vo cê a vê? Como e que ela o faz entir- e em relação a es a pe oa? O que você tl'mia qm la oube e? Narcisism o e Exibição Quanto meno audável o ambiente em que cres- ceram, mais ferido terá sido o amor-próprio das pes- soas do Tipo Trê e mai difícil erá para ela en ontrar a verdadeira auto-e tima. A im, erão obrigadas a bu cá-Ia mediante a aceita ão e a aprovação dos outros - ape ar de que, por mais que as obtenham, jamai se sintam dignas e valorizadas. A ferida narcísica co tuma ma nife tar-se pela supercompen ação - ou, em outras palavras, exibi ão. A depender da gravidade de a ferida, a pes oas do Tipo Três podem criar ex pectativas fátuas a seu próprio respeito. er simplesmente bem-sucedidas não bas la: elas preci am ser famo as ou importante de alguma forma, "estrelas" rec nhe cida e consagradas por alguma razão. aturai mente, i o serve apena para predispô-las a freqüentes decep ãe e sentimento de humilhação. Além disso, e as pe soas podem recorrer à sedu ão e às conquistas cxuais para reforçar a auto-estima. Embora muitas vezes se vistam para chamar a atençao, costumam reagir com ho tilidade ou indiferen a fingida quando alguém a clogla. ("Quero que você olhe para mim, mas não vou lhe dar a mínima.") Preocupadas com a própria reputação e com o impacto que exercem sobre ela as pes oa com quem convivem, ela fazem que tão não só de e tar sempre atraentes e bem-arru- madas, mas também que assim estejam o parceiro, filhos, amigo e até seus animais de estimação - não e quecendo que, idealmente, não querem ter rivai . Tawney relembra:
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    REAÇÃO AO STRESS: OTIPO TR~S PASSA AO N O V E v z m qu m ntl m i i olad fOIquando mal m or I para estar "fantástica". L mbro-me de estar magérrima, com unha maravilho- sas (postiças, claro), maquiagem impecável, roupas caríssimas, na última moda, cheia de peles e diamantes (verdadeiros, claro). Lembro-me dos olhares estupefatos que provocava, e não sentia nada. Percebi que, quan- do não estou ligada em mim mesma, raramente consigo lembrar do que acontece. Acho que o que me ajudou a sair desse estado foi o fato de não me lembrar dele. Quase não lembro do dia em que me casei, por exemplo. A tentativa de juntar os pedaços de meu passado foi o que me ajudou a res- tabelecer o contato comigo mesma. Quando o s lre s aumenta, o mecani mo de de- fe a das pe oas do Tipo Trê podem pifar, levando-as a atuar alguma das qualidade característica da fai- xa inferiore do Tipo ove. orno ão concentrada, movida a realizações e identifi ada com o que fa- zem, a pa sagem ao Tipo ove erve como uma trégua em ua implacável bu ca do uce o. Por terem tanta ãn ia de deixar ua marca e provar a que vêm, inevitavelmen- t acabam criando problema em eu relacionamento. Em tai momento, ela po- dem reduzir um pouco o próprio Impeto, tornando- e mai diplomatica e conde - c nd nte., como o repre entant s upico do Tipo ove. Quando i o ocorre, ela ainda desejarão de tacar- e na multidão, ma não tanto quanto de hábito: chama- ráo me no a atenção e tentarão entro ar- e mai om o outro . orno já vimo, a bu ca do uce o muita veze leva a pe a do Tipo Trê a ituaçõe em que se vêem forçada a coi a em que não têm nenhum intere e es- pecial. -mbora po am continuar a im por algum tempo, e ficarem alienada de seu reai de ejo por um penodo mai longo - que pode er o de toda uma carrei- ra ou um relacionamento de uma vida inteira -, elas e di tan iarào e di o iarão como a pe oa do Tipo ove. Em vez de demon trar ua proverbial eficiên ia, co- meçam a preencher o tempo com toda orte de afazere in ignificante , na e peran- ça de uperar a dificuldade em e deixar abater. Embora ejam normalmente ra- pidas e eficientes em cumprir tarefas e reagir ao outro, o s lre 5 as torna e tranhamente apática e complacente. Quando estiver em silUaçõe sociais, oncentre- e primeiro na vida e nas reahzaçõe das pessoas. Descubra o que ela têm de interessante. Ob. erve como isso lhe dá a oportuni- dade de mostrar-se curio as em relação a você sem que você precise impre sioná-Ias o ten i- vamente. Considere a po sibilidade de que os outros gostem de você sem que preci e impre - sioná-Ios. orno e ente diante di o?
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    181 A BANDEIRA VERMELHA: PROBLEMASPARA OTIPOTR~S 111' ~ Auto-imagem cada vez mais falsa, de one tidade, logro ~ Falta de sentimentos e vazio interior ~ Estafa e esgotamento fí ico decorrente da ob e ao com o trabalho ~ Ocultação do grau de aflição emocional ~ Ciume e expectativa irreali tas de suce so ~ Exploração e oportuni mo ~ Episódio grave de raiva e hostilidade A D V E R T I: IA POTE lAL PATOL Gl O: Disturbio arci i ta de Per 0- nalidade, hipenensão, depre - são (geralmente não-hedõni- ca), raiva narcI ica e afã de vingança, comportamento p i- copático. r ve es e fracassos na carreira têm impacto e pecialmente grav' sobre as p oa do Tipo Trê , fazendo-as desiludir- e da vida e de i me ma. vazio qlll procuram e conder vem à tona, tornando-as e gotadas e apática. m v z de Sl' valer de ua habitual diligência para melhorar a ituação, ela tendem a evIlar a realidade e o problemas e a devanear inutilmente com o próximo ê ito qu • as aguarda. e tiverem sofrido uma crise grave em contar com apoio adequado ou em outros recur o com que enfrentá-la, ou e tiverem ido vítima con tante de violência e outro abu o na infância, as pe soas do Ti- po Três poderâo cruzar o ponto de choqu e mergu- lhar no a pecto nào- audáveis de seu tipo. e ofrerem um revé que arranhe muito ua au- toconfian a, a pe oa do Tipo Três poderão ver- e obrigada a admitir que a ba e obre a qual ua vida foi construída é fraca ou mesmo falsa. Além dis o, poderao u peitar ser de fato um fracasso, que seus êxito não tenham sentido ou que o que pensavam a respeito de i me mas não é verdade. E, com efeito, alguns de e re- ceios podem ter fundamento. Perceber o que há de verdade nele pode repre entar o início de uma reviravolta na vida de a pe oa; o primeiro passo rumo à saúde e à libertação. Por outro lado, elas poderão aferrar- e ainda mais às próprias ilu õe de grandeza e tentar negar o quanto e tão ofrendo. (" ão estou com problema al- gum! E tá tudo bem." "Farei qualquer coi a que precise para ir em frente.") e per- istirem ne a atitude, ela e arriscam a ultrapa sar a linha divi ória que a epara do íveis não- audavei. e eu comportamento ou o de alguém que conhece e enquadrarem no que de crevem a advertências abaixo por um período longo - aci- ma de duas ou trê emanas, digamos -, é mai do que recomendável bu car acon- elhamento, terapia ou outro tipo de apoio.
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    PRÁ I AQU ONTRIBULM PARA O DESENVOLVIMENTO DOTIPOTR~S ~ Ant de mai nada, apr nda a d 'tectar quan do você "aciona" ua imagem, em vez de agir c falar com autenticidade. Você verá que talvez se comporta conforme a imagem mesmo quando não há ninguém por perto! Embora po sa não haver nada de errado com a persona que você criou e você queira empregá- la de vez em quando, ó a percep ão o tornará capaz de escolher quando fazer i so. Sem ela, você fica a erviço da imagem. ~ Como as pessoas dos Tipos Oito e Um, você é um dos que mais se benefi- ciariam relaxando um pouquinho de vez em quando. endo um repre entante do Tipo Três, você não é o primeiro a perceber que está e e tressando demais - às ve- ze ,é preci o que haja um problema mai ério de aúde ou de relacionamento pa- ra que você conclua que foi longe demais. Procure parar e respirar fundo algumas vezes por dia. Passe alguns minutos longe das tarefas e projetos e perto de si mes- mo. Tente descobrir o que está sentindo: ansiedade? olidão? Raiva? Pressão? Ini- cialmente, essas interrup ões talvez o façam pensar que está se atrasando, ma , a longo prazo, elas contribuirão muito para manter seu bem-e tar físico e emocional - é provável mesmo que o ajudem a realizar suas tarefas com mai facilidade. ~ Converse obre seus receios e ansiedades com pessoas de sua confiança. As pe soas do Tipo Três normalmente não têm problemas para fazer amizades e po- dem estar sempre vendo os amigos, mas is o não é o mesmo que termos pe soa com quem falar sobre o que nos magoa, amedronta ou torna vulneráveis. Procure encontrar quem também con iga fazer isso e veja que não é preciso falar sobre tu- do de uma só vez. Come ar falando um pouco sobre o que ente o ajudará a abrir- e de uma forma egura. (Um bom p icoterapeuta também é uma excelente uge- tão.) Além di so, ao contrário do que imagina, revelando um pouco ua vulnerabilidade a um bom amigo você não o decepcionará. ~ A criatividade realmente faz muito bem às pes oas do Tipo Três, principal- mente quando não têm platéia. Tanto a pintura quanto a cerâmica, a música, a lite- ratura ou o de enho - ou imple mente a manutenção de um diário - podem ajudá- lo a entrar em contato com eus próprios sentimento e em maior intonia consigo me mo. e qui er, crie um espa o em casa ó para a criatividade e a autode coberta - nada de tarefas nem trabalho aqui! Esse espaço deve ser sagrado, um refúgio con- tra a exigências do cotidiano, principalmente a que você mesmo se impõe. ~ Embora perten a a um dos tipos menos propensos a meditar, você lucra- ria muito com a medita ão. Ficar "de braço cruzado" em fazer nada não faz en- tido para seu ego voltado para a a ão, ma faz muito para a sua alma. E meditar e - tá longe de er não fazer nada. a verdade, à exce ão da cria ão de eu filho, a meditação seja talvez o maior desafio que você pode enfrentar. A capacidade de sim- plesmente ser é uma das maiores realizações do ser humano - mas é um feito ain- da maior no caso do Tipo Três. Me mo que no início lhe pare a difícil, recorra à sua disciplina e persista: os representantes do Tipo Trê costumam fazer avan os repen- tino e consideráveis.
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    ~ De cubracomo pode ser útil participando de um grupo, mas n ã o como II d r! Aprender a cooperar e trabalhar com os outros sem ser o centro da atcnçm.., não é fácil para as pessoas do Tipo Três, mas lhes dará uma atisfa ão imen a im prevista. Você pode tentar o trabalho como voluntário em hospitai ,escolas ou asi lo . É provável que se surpreenda com o que sente trabalhando com os outro , nao Ó em termos da afinidade que is o revela, mas também do que provoca no que V() cê sente em relação a si mesmo. Talvez encontre aí um grau de auto-estima que ja mais sonhou ser pos ível. 18 À "G osto de ser eu m esm o." REFORÇANDO OS PONT .., FORTES DO TIPO TR , 11' Quando saudávei ,a pe soa do Tipo Trê go- zam da bênção da verdadeira auto-estima, que é mui- to diferente da inOa ão narcísica. Elas abem apreciar a própria vida com ju tez a e reali mo, e isso lhes dá egurança, além de uma no ão sadia de suas pos ibi- Iidades. Poderíamos dizer que essas pessoas po suem equilíbrio no amor do próprio eu, o que lhes permite amar o outros livremente e em segundas intenções. E e amor ao próprio eu não corre riscos porque se baseia não ó na avalia ão sincera d sua reais capacidades, mas também no re peito às próprias limita ões. ão é pre- ci o dizer que qualquer pe oa de fruta e e beneficia da companhia de alguém que tenha qualidades tão admiráveis. Devido à sua autêntica auto-estima, elas com- preendem o quanto vale investir em i me ma e em seu desenvolvimento: são ambiciosas, confiantes e per istentes, cuidam do físico e interessam- e em conhecer- e mai e resolver eu problema da melhor maneira. Estão empre procurando novas formas de melho- rar a própria vida e de ensinar aos outros como podem desenvolver-se. "Inve tir em i mesmo" pode ser gastar dinheiro, tempo e energia em si pró- prio em er egocêntrico nem narcisista. Se quisermos atingir alguma coisa que va- lha a pena na vida, precisamo investir em nós - procurar a melhor formação, esta- belecer nossa própria prioridades e não nos desviar de no as metas. As pessoa do Tipo Três realmente sabem como dedicar-se a cultivar sua qualidades. Além de inve tir em eus próprios talentos, elas contribuem para que os ou- tro dêem de i o que têm de melhor; u am seu dom de incitar e motivar para que eles atinjam ainda mais do que imaginavam. Como enfermeiros, médicos, profes- ore e terapeuta, a pe oa do Tipo Trê provocam um efeito realmente eletrizan- te sobre eus alunos e pacientes pela força de seu exemplo. A im, quando outro fisioterapeutas desenganarem a criança deficiente, o do Tipo Três conseguirá moti- vá-Ia a caminhar; o profe or de música inspirará os alunos a se superarem e o trei- nador dará ao time o prazer de saber que fez o melhor que podia. Os representantes saudáveis do Tipo Três também colocam sua capacidade de impre sionar a ervi o de causa nobres. Por is o, muitas vezes se destacam como exemplos em ua áreas. Muitas empre as e organiza õe recorrem a eles para re- presentá-Ias. Como são bons promotores e comunicadores e sabem apresentar a coi as de uma forma que atraia e inspire, são muito competente quando e trata de criar espírito de equipe e manter o moral alto.
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    O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO: OTIPO TR~S PASSA AO SEIS 184 A L:v' 'uma silllll.ltl(,ll· .Igladavel profissional d tr'inamcnto mpr'sarial: Quase sempre adoro ser do Tipo Três: consigo fazer tanta coisa! Há pouco tempo agi assim com uma nova meta. Motivei meu pessoal para que pen- sasse que faz parte de uma equipe invendvel. No fim, cinco das pessoas en- volvidas tiveram aumento de salário. Hoje elas são tão leais a mim que fa- riam qualquer coisa; acham que eu sou o máximo, o que me faz sentir ótima! Adoro motivar as pessoas a darem o melhor de si. os íveis mai altos, as pessoas do Tipo Trê abem voltar- e para dentro de si mesma e aceitar-se - ão tudo aquilo que aparentam ser e representam uma ho- nestidade, simplicidade e autenticidade que são extremamente inspiradoras. Elas se vêem com reali mo, aceitando seus pontos fracos e valorizando os [ortes sem se le- var dema iado a sério. São meigas, afetivas e dotadas de uma autenticidade tocante - pessoas realmente admiráveis, que apreciam a admiração de que são alvo, mas não precisam dela. Ao uperar a ferida narcísica que sofreu na infãncia, Lynn pa sou a ver a si me ma e aos outros de uma forma completamente diferente: Sinto-me imbuída de uma presença ou força interior que se irradia até as pessoas. É uma espécie de magnetismo, que atrai sem que eu tenha de rea- lizar nem atingir nada. Alguém me perguntou faz pouco: "Você sempre bri- lha assim?" Sinto-me transcendente e, ao mesmo tempo, muito humana e centrada. As pessoa do Tipo Três concretizam seu poten- cial e e mantêm saudáveis quando aprendem a com- prometer- e com as pessoas e com as metas que trans- cendam eu próprios interes es, como as que estão na faixa audável do Tipo eis. Isso desloca eu foco da neces idade de manter uma auto-imagem para o real desejo de sustentar o desenvolvimento de algo que es- tá além delas. Com i so, atingem a verdadeira auto-estima de uma forma que jamais poderiam sonhar. Quando se inicia o seu proces o de integração, a cooperação com os demai - não só na carreira como nos relacionamentos - as faz descobrir a cora- gem e a orientação interior inerentes à faixa saudável do Tipo Seis, o que lhes per- mite revelar mais as suas verdadeiras qualidades. A comunicação e torna simples, direta e sincera - não há necessidade de deslumbrar ninguém. Por mais que se esforcem, a busca de legitimação pela realização de metas que não são ditadas por seu próprio coração não compensa jamais. Para sua surpresa, porém, as pessoas do Tipo Três encontram a satisfação e a razão para a auto-estima no desprendimento e nas responsabilidades compartilhadas que advêm do compro- misso com a sinceridade. Assim, elas se deixam tocar por aquilo que criam conjun- tamente com os outros, vendo o que existe de belo e de bom no que criaram, inde-
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    A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADE EMESS~NClA TIP pendente do aplauso que possam ter recebido ou não por is o. É ne e momcntos que, sem muita reflexão, as pessoas do Tipo Três começam a vivenciar o seu vcrcla deiro valor e identidade. Os representantes típicos do Tipo Três tendem a sentir- e como olista - ca· pazes de motivar os outros e criar espírito de equipe, mas vendo-se como essencial- mente solitários. A carga de ser o Herói da Família não lhes permitiu buscar ap io nem con 010 - o herói não tem direito a precisar de ajuda. Porém, à medida quc integram as qualidades do Tipo Seis, eles passam a reconhecer e aceitar o apoio com que podem contar, além de ter a coragem de pedi-lo quando precisam. Apesar dis o, essa atitude desperta um grande medo de estar endo inadequado e de decepcionar o outro. (U e soubessem como eu realmente me sinto, todo me abandonariam.") Entretanto, ao aprender como con truir com parceiro eleto relacionamentos só- lidos, ba eados na confiança e no respeito mútuo, como fazem os que estão na fai- xa saudável do Tipo Seis, eles iniciam uma jornada mais importante: a de buscar seu próprio apoio e sua orientação interior. aturalmente, as pessoas do Tipo Trê não ganharão muito tentando simple - mente imitar as características típicas das do Tipo eis. Comprometer-se demasiada- mente e tentar criar a própria segurança e identidade a partir de afiliaçõe diversas ó serviria para refor ar sua preocupação com a auto-imagem e o desempenho. Porém, ao abrir mão da identificação com o de empenho, as pessoas do Tipo Três verão que a re istência, o compromi o incero e a coragem que revelam a pe oa mai audá- veis do Tipo Seis de abrocharão naturalmente. Para libertar-se, as pessoas do Tipo Três preci- sam deixar de acreditar que seu valor depende da aprovação dos outros, poi só assim poderão voltar-se para dentro de si e ser realmente autênticas. Por mais difícil que isso seja para elas, é o caminho mai direto que podem tomar. o início, só encontrarão o vazio no coração, mas aos poucos, com paciência e compaixão, elas conseguirão abrir- e para a mágoa e a vergonha existentes por trás dele. Quando essa dor for vista, cu- rada e liberada, elas perceberão uma mudança que se processou sem avisar quando ou como, uma mudança que lhes permite ver que são pessoas bem diferentes do que pensavam. Livres da obrigação de dançar conforme a música que os outros tocam, elas encontram a liberdade e a leveza de fazer o que lhes manda o coração. As pessoas do Tipo Três precisam entender claramente que devem deixar cair a máscara e admitir a en ação de vazio interior se quiserem a cura. A dádiva da al- vação, naturalmente, é que não há vazio interior para o eu Essencial. Quando a má - cara cai, o vazio se preenche a partir do interior. É como se a própria máscara exer- cesse uma pressão que reprimia o verdadeiro eu: uma vez removida a primeira, o segundo não pode deixar de revelar-se. Assim, elas descobrem que, em vez de serem vazias e desprezíveis, simplesmente têm algumas áreas por desenvolver (o que não
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    si 'llIh,.1 qU(.IS I1IUII.I •••111.1<; qur la <.I'senvolv 1.1111 sejam p •. <.lIdas).[pr ciso cora- g 'm " id '<11mnt . o .IPO() <.I um pare in>, migo, t rap uta ou con elheiro religio- so para qu uma pe oa do Tipo Trê embarqu ne a jornada d auto-revelação. Tawney explica a diferença que isso faz: A diferença é que agora faço opções baseadas no que realmente necessito, e não no que me tornará mais "desejável". Parei de precisar ser "a melhor", a não ser para mim mesma. Sou capaz de expressar livremente as minhas emo- ções sem me preocupar com o que podem pensar de mim e me permito pa- recer o que eu quiser sem julgar a mim mesma. Sinto-me mais tranqüila. A vida inteira fui um reflexo do meu tipo de personalidade: era uma típica re- presentante do Tipo Três. Agora, sou simplesmente eu mesma. Quando e di põem a correr o ri co de perder a aprovação alheia para eguir o próprio cora ão, a pe oa do Tipo Trê podem ganhar o de taque com que em- pre onharam. O amor e a admiração que recebem penetra até o fundo d'alma, per- mitindo que ali cre ça um novo jardim. Marie, que e tornou terapeuta depoi de empreender ua jornada, aprendeu e se importante egredo: Minha identidade estava atrelada à ação e, logicamente, ao sucesso. Antes de aprender a simplesmente ser, havia pouca chance de sinceridade e au- tenticidade (... ). Sempre fui ágil, competente e capaz. Ainda sou, mas ago- ra não acho tão importante sair-me sempre bem. É mais importante ser fiel às coisas que realmente têm valor para mim. Uma vez de locado o centro de gravidade de fora para dentro, as pessoas do Ti- po Trê podem permitir- e a exp riência inédita de deixar-se guiar por eu próprio co- ração. E, uma vez 'aboreada a en ação, não é provável que elas a troquem por nada. A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA Quando con eguem reconectar- e com o próprio coração, a pe oas do Ti- po Trê que e tão na faixa saudável per onificam mai que a de qualquer outro ti- po o dom E encial da autenticidade. eu comportamento torna-se fiel ao que elas realmente são, permitindo-lhe revelar seu verdadeiro eu com simpliCidade, hu- mildade e inceridade. A autenticidade não implica uma hone tidade brutal: ela imple mente mani- fe ta aquilo que e é num determinado momento. Além di o, e a pe oa não ne- ce itam de ninguém para vivenciar e e amor. Quando e tão pre ente, ela ão imple , ohcita e capaze de dizer a verdade que emana de eu coração .. primei- ra vi ta, i o pode não parecer uma grande realização, mas e pen armo melhor, veremos como é raro apre entar-no aos outro de a forma.
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    111' 187 À medidaque aprendem a dar lugar à própria autenticidade, ua qualida<.le I s encial começa a e manife tar. ão é fácil falar a re peito dela, não porque seja ahs trata, ma im porque e trata de algo tão fundamental em no a exi tência qu nos tornamo cego a ela. Talvez a melhor palavra para defini-la seja valor - o fato d~' termos valor por existirmo . Es a idéia é totalmente contrária ao que diz a cultura popular, para a qual nos so valor está em termo determinada renda, determinada caracterí ticas fí icas, til' terminada idade ou forma ão. Porém todo esses superficiais substitutivo do valol são criaçõe da per onalidade, a qual não está em contato com a base de seu r, a fonte de todo verdadeiro valor. e pararmos para pen ar, orno nó me mo que conferimo valor às coisas que valorizamo . Talvez a carreira de ator ou atriz no dê auto-e tima. o entanto e a carreira pode er trivial ou gratuita para outra pe oa. A auto-e tima dela po de depender de uma gorda conta bancária. O valore não apenas variam de pe 50.' para pe oa, ma também no curso de no a própria vida. Obviamente, o fio que h ga tudo i o e tá em n ó s . om efeito, projetamo no o valor Essencial obre um emprego, uma pessoa ou uma coisa e depois tentamo reavê-lo po uindo aquilo que carrega e a proje ão. Porém i o qua e nunca dá certo. Quando e tamo em contato com no o valor E encial, abemo que ele (' inerente à no a verdadeira natureza. ão é possível que não tenhamo valor; o que é po ível é que no e queçamo de sua exi tência. ão há ofrimento, humilha ao nem problema que pos a diminuir o valor E encial de uma pe soa: no máximo eles con eguem modificá-la por meio da oportunidade de cre cer, compreender r aceitar. A im, quando a pe oas do Tipo Três conseguem perceber diretamente o eu valor encial, ela e libertam da implacável bu ca egóica de auto-e tima pelo uce o. I o lhes permit o tempo e o espaço necessários para viver com grandeza de e pirito, amor à vida, riqueza e gratidão. ome o. ponto das quinze afirmações para o Tipo Três. O resultado estant en tre 15 e 75. As instruçõe ao lado o ajudarão a de cobrir ou confirmar seu tipo de per onalidade, ~ 15 ocê provavelmente não pertence a um do tipo assertivo (Três, ele e Oito). ~ 15-30 Você provavelmente não pertence ao Tipo Tr ~ 30-45 É muito provável que você tenha pro- blema comun ao Tipo Trê ou que um de cu pai seja do Tipo Trê . ~ 45-60 É muito provável que você tenha um componente do Tipo Três. ~ 60-75 É muito provável que você pertença ao Tipo Trê (ma ainda poderá per- tencer a outro e tiver uma concepção dema iado limitada de te lIpO). As pes oa do Til)(l Três costumam identificar-se erroneamente COIIIII pertencente ao Tipo Cinco, Vm ou Oito. As dos Tipos Oito, Sete e ove costumam idelltificar- e erroneamente corno pertencentn ao Tipo Três.
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    TIPO QUATRO: O INDIVIDUALISTA "o fim d a s co n ta s, ta lvez a g ra n d eza d a a rte esteja n a etem a ten ã o en tre a b eleza e a d o r; o a m o r d o h o m en s e a lo u cu ra d a cria çã o , a so lid ã o in su p o rtá vel e a m u lti- d ã o exten u a n te, a rejeiçã o e o co n sen tim en to ." ALB RT AMU JAME B LDWI C A P íT U LO 1 O "T o d a a rte é u m a e p écie d e co n fis ã o m a is ou m en o in- d ireta . T o d o s o a rtista s, e q u i erem o b reviver; ã o o b ri- g a d o s, p o r fim , a contar to d a a hi tó ria , a vo m ita r a a n - g u stia . " * OETET OARTI TA o ROMÂ TICO OMELA ÓLI O A POBRE v1TIMA "A felicid a d e fa z b em a o co rp o , m a s é a tristeza q u e d e- en vo lve o p o d eres d a m en te. " MARCEL PROU T O ESPECIAL "A n tes b eb er d o cá lice d o s p esa re p ro fu n d o q u e p ro va r d o s p ra zeres su p erficia is." WILLlAM HAZLlTT "I: p reciso ser g ên io p a ra e la m en ta r com en ca n to ." F. COTT FITZGERALD
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    C la ssijícaçllO T ip o ló g ic a C o n fo rm e a A titu d e s 5 ..... em p re é verd a d eira 4 ..... G era lm en le verd a d eira 2 ..... R a ra m en te (' verd a d eira 1 ..... 3 ..... E m p a rte é verd a d eira 9. De ejo que alguém me alve de toda e a can ativa confusão. 8. Go to de pa . ar muito tempo imaginando cenas e conver as que nem empre ocorreram de fato. 6. Geralmente não sigo regra nem correspondo a ex- pectativas porque quero dar meu toque pessoal a tu- do aquilo que faço. 3. Co turno entir-me solitário e ozinho mesmo quan- do e tou com as pessoa mais próximas. 5. Para mim é difícil envolver-me com as coisa quan- do não tenho controle criativo obre ela . 4. Quando ou criticado ou mal interpretado, costu- mo retrair-me e ficar amuado. 111' QUA1HO: O INDIVllJlJAl1 IA 1. Muita gente me acha enigmático, difícil e contra- ditório - e eu go to de ser a im! 7. egundo a maioria do padrõe , ou ba tante dramá- tico e temperamental. 2. Geralmente remôo os entimentos negativo mui- to tempo ante de conseguir livrar-me deles. ___ 10. Quando as coisas ficam dlf1ceis, geralmente ~u de aba e desisto - talvez de. i ta das coisas fácil de- mais. ___ lI. Posso perdoar qua e tudo, menos o mau go to. ___ 12. Em geral, não go to de trabalhar muito ligado a nin- guem. 13. Encontrar a mim mesmo e ser fiel a minhas nece - sidade emocionai empre foram motivações extre- mamente importantes para mim. 14. ão go to de ser nem hder nem seguidor. 15. 'empre tenho uma noção muito clara de minhas m- tui ões, mesmo que nao tenha coragem de agir de acordo com elas. Verifique a anali pontuação na págin
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    TIPO QUATRO DEPERSONALIDADE: O INDIVIDUALISTA o T ip o S en sível e R etra íd o : Expressivo, D ra m á tico , E n sim esm a d o e T em p era m en ta l Chamamos este tipo de personalidade de o Indivi- d u a lista porque seus representantes mantêm a própria identidade vendo-se como diferentes dos outros. Eles acham que ão distintos dos demais seres humanos e que, por i o, ninguém pode entendê-los ou amá-los adequadamente. Muitas veze , vêem-se como pes oa de raro talento, dotada de qualidades ímpares, ma também de defeitos ou desvantagens igualmente úni- co . Mai que qualquer outro, o Tipo Quatro percebe e concentra- e nas própria diferen as e deficiências. eu representantes mais audávei ão honesto consigo me mos: reconhe- cem eu entimentos e assumem sua próprias motivações, contradi ões e proble- mas emocionais sem negá-los nem dourá-los. em sempre ele gostam do que des- cobrem em si me mos, ma não tentam racionalizar o que sentem nem escondê-lo de si ou dos outro. São pessoas que não têm medo de ver-se como realmente são: as mais saudáveis estão dispostas, inclusive, a revelar coisas as mais particulare e até vergonhosas, poi querem conhecer a verdade de suas experiências para desco- brir quem são e aceitar ua história emocional. Es a capacidade lhes permite resis- tir ao sofrimento com uma for a serena. A familiaridade que têm com seu próprio lado sombrio torna-lhes mais fácil que para o representante de outros tipos a as- simila ão de experiências peno as. Entretanto, as pes oa do Tipo Quatro freqüentemente afirmam que sentem faltar-lhe alguma coisa, embora não saibam exatamente o que é. eria força de von- tade? Facilidade no trato social? Autoconfiança? Tranqüilidade emocional? Tudo is- so ela vêem nos outros, aparentemente até de sobra. Quando pensam mais a res- peito disso, essas pessoas geralmente reconhecem uma certa inseguran a quanto a a sp ecto d e su a a u to -im a g em - sua personalidade ou eu egóico. Ela crêem que lhe falta uma identidade clara e estável, principalmente uma p erso n a social om a qual se sintam à vontade. e, por um lado, é verdade que a pessoas do Tipo Quatro se sentem diferen- tes dos outros, por outro, elas não querem ficar sós: embora possam ficar acanha- das e entir-se socialmente inadequadas, desejam ardentemente relacionar-se com gente que as compreenda e entenda seus sentimentos. Os "romãnticos" do Eneagra- ma anseiam por encontrar alguém que saiba apreciar o eu secreto que eles cultiva- ram e esconderam do mundo. Se, com o passar do tempo, essa validação não acon- tece, eles começam então a construir sua identidade em torno de su a d essem elh a n ça em rela çã o à s o u tra s p esso a s. Assim, o "estranho" se consola tornando-se um indi- M DO FUNDAMENTAL: O de 0.10 ter nenhuma identidade, ne- huma importância pessoal. 'Você estará num bom caminho for fiel a si mesmo." ~ MENSAGEM DO SUPEREGO: ~ DESEJO FUNDAMENTAL: Ser .apaz de encontrar a si mesmo e ua importância como pessoa; ~riar uma identidade a partir de ua experiência interior.
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    Não consigo vivercomo todo mundo. Tive uma série de problemas de rela- cionamento. Odeio a bondade de minha irmã - e a bondade em geral. Pas- sei anos sem ter alegria na vida, só fingindo sorrir. Sempre desejei coisas que não posso ter. Meus desejos nunca podem se realizar porque agora eu vejo que estou presa ao desejar em si, e não a alguma coisa em concreto. viduali ta inveterado: tudo deve ser feito sozinho, à sua maneira, em eus proprios termos. O mantra das pessoas do Tipo Quatro torna-se então:" u ou U. IllgUl'1ll me entende. ou diferente e especial". Apesar disso, no fundo e a pe oas d 'se jam desfrutar da me ma facilidade e segurança que os outros parecem ter. As pe oa do Tipo Quatro geralmente têm uma auto-imagem negativa 'so frem de falta crônica de auto-estima. Sua tentativa de compensar i so con i te 'Ill cultivar um Eu Fantasio o - uma auto-imagem idealizada, con truída ba icam 'nt( na imaginação. Conhecemos um representante do Tipo Quatro que nos revelou pas ar a maior parte de seu tempo livre ouvindo mú ica clássica e fantasiando que era um piani ta tão grande como Vladimir Horowitz. Infelizmente, sua dedica ão à pra tica era muito menor que a auto-imagem fantasiada, o que o fazia reagir com cons· trangimento quando a pe soas lhe pediam que tocas e. Ape ar de não ser pouco, eu real talento tornou-se um motivo de vergonha. Ao longo da vida, a pe oas do Tipo Quatro podem experimentar diversas identidade, todas ba eadas na características, estilo e preferências que con ide· ram atraente nos outros. Porém, no fundo, continuam insegura quanto ao que realmente ão. O problema é que ua identidade e baseia muito no entimentos. Quando olham para dentro, ela vêem um caleido cópio de rea õe emocionai cm contínua sucessão. om efeito, es a pe oas captam com precisão uma grande ver- dade sobre a natureza humana: ela é dinãmica e mutável. Entretanto, como querem criar uma identidade estável a partir de uas emoções, tentam cultivar apena ccr- to entimentos: alguns são vistos como "eu", enquanto os demais são rotulado co- mo "não-eu". Tentando manter e reOetir determinado estados de espírito, crêem estar sendo fiéis a si próprias. Um do maiore de afio que e as pessoas enfrentam é o de libertar-se de en- timentos do passado. Elas tendem a lamber a próprias feridas e a cultivar sentimen- tos negativos em relação ao que as magoaram. Com efeito, podem prender-se tan- to às carência e decepções que deixam de reconhecer o quanto há de bom na própria vida. Leigh, uma mãe que trabalha, luta há muitos ano com e se problema: Há um conto sufista que fala sobre isso: é a história de um velho cão maltra- tado e qua e morto de fome. Um dia ele encontrou um os o, levou-o para um lu- gar seguro e come ou a roê-lo. Estava tão faminto que roeu o osso até tirar dele tu- do que havia. Então um velhinho bondoso o viu em sua luta com o que restava do osso e, com pena, deu-lhe um pouco de comida. Mas o pobre cão estava tão agar- rado ao osso que não conseguiu abandoná-lo e morreu de fome.
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    Em decorrência dessetipo de padrão, as pessoas do Tipo Quatro reagem in- ten amente àqueles que deflagram eu de ejo de esp lhamento, seu desejo de er vi ta e apreciadas pelo que ão. No nível mais profundo, e tão sempre bu cando a mãe e o pai que acham que não tiveram. Assim, poderão ver em tais pe soas os "sal- o PADRÃO DA INFÂNCIA As pessoas do Tipo Quatro acham que não são como seus pais. Muita delas relatam haver fantasiado que haviam sido trocadas no ho pital ou adotada. Is- so geralmente e manifesta numa en a ão de não ha- ver ido "vista " pelos pai ,de não haver tido com eles uma rela ão suficientemente próxima. Do ponto de vista psicológico, e a pe oas crêem não haver podi- do contar com espelhamento, pelo meno não o e pe- lhamento de características e qualidades reais que pu- de sem utilizar na forma ão de ua identidade. (Conforme a teoria do si tema familiares, ela e identificariam com o papel do Filho Perdido.) Por cau a di so, acreditam que há algo profundamente errado com ela ,o que a lan a a uma eterna "bu ca do próprio eu". Elas pen am:" e não ou como meu pais e não consigo ver-me nele, então quem sou eu?" Assim, acabam predispondo- e a concentrar- e naquilo que lhes falta - o que falta em i mesma ,em ua vida e em seus relacionamento. entem- e abandonada e incompreendidas pelos pai e, po teriormente, por outras pes oas importantes. Hannah trabalha no etor administrativo de uma univer idade. É muito que- rida pelo marido e pelos filhos, ma ainda ofr crises de alienação periódica, pró- pria de seu tipo: Desde cedo aprendi a não depender de minha mãe, a fazer as coisas sozi- nha e resolver meus próprios problemas. Meu pai, um homem que, antes de mais nada, tinha dúvidas quanto a querer ter filhos, começou a viajar muito quando eu estava na escola primária, o que me fez sentir ainda mais abandonada. Á~ pe~~oa~ do 1ipo Quatro padecem do m smo mal. -nquanto a r ditar m 'lu ha algo de rrado com ela, não con eguirão reconhecer nem de frutar ua muita boa qualidades. Reconhecê-las implicaria perder a própria identidade (de vnima ofredora), e não ter uma identidade relativamente consistente é seu Medo r"undamental. Es a pe soas só poderão crescer se aprenderem a ver que boa parte d ua "história" não é verdade - ou, pelo menos, já não é verdade. Os antigos sen- timento come am a esvair-se quando ela param de contá-la a si mesmas: sua ve- lha história então deixa de er importante para seu novo eu. F avO l ob ervar que o padrão da infância aqui descrito 'Ião provoca o lipo de personalidade. Em vez dis o, c/c de creve tendências ohservdveis na tenra infância cluC têm grande im pacto sobre os ,c/acionam ento que o lipo cstabelece na vida adulta.
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    E xem plos JeremyIrons Jackie Onassis Tennessee Williams OS SUBTIPOS CONFORME AS ASAS Judy Garland Vivien Leigh Sarah McLachlan O Artista (antes conhecido como "Prince") Martha Graham "Blanche Dubois" F a ix a S a u d á v e l As pe oa de te subtipo aliam criatividade e ambição, desejo de auto-aperfeiçoa- mento e tino para atingir suas meta , as quai geral- mente têm relação com o cre cimento pes oal. eu repre entante - mai ociávei que os do outro subti- po - almejam tanto o suce o quanto a distinção. ão endo dotado de e pírito propriamente científico, ele ão muita veze criadore olitários que me c1am paixão e indiferença. Como têm necessidade de comu- nicar- e e dar vazão à própria criatividade, empe- nham- e em encontrar o modo correto de expressão e em evitar qualquer coisa que pare a desagradável ou de mau go to. Criam com uma platéia em mente. F a ix a M é d ia as pessoa ão mais inibidas e preocupadas com eu próprio valor e com O modo co- mo se expre sam que as do outro subtipo. Ela que- rem ser reconhecidas pelo que são e por seu trabalho e co tumam esmerar-se em tudo aquilo que se relacio- ne a sua auto-apresentação. São mais práticas, ma também mais extravagante amam o refinamento, a cultura, a ofisticação, e, preocupadas com a aceita ão 0- eial, adoram ver- e como pes oa elegantes e de classe. Podem ser competitiva e mostrar-se desdenhosas em rela ão aos demais; o narcisismo e a pretensão aqui c revelam mais direta e abertamente. vadore " que a redimirão de eu infortúnio. Porém podem tambem dcccpt 1011.11 e ncolerizar-se com a falta de apoio e compreensão de a p oas com a mc" ma facilidade. O outro é visto como uma fonte de amor, bondade e b leza qu,lh dades que elas geralmente crêem não po uir -, o que cria o cenário tanto para ,I expectativa de er completada pelo outro quanto para terríveis medo de abando no. As pe soa que fogem à po sibilidade de enquadramento num desses papcl" normalmente têm pouco intere e para o repre entantes típicos do Tipo Quatro: c como e aquele que não lhe provocam fortes reações emocionais de certa forma não exi tissem. Como têm dúvida acerca da própria identidade, elas tendem a brincar de "c~ conde-e conde": e condem- e do outro, mas esperam que ua au ência seja nota da. A pe oas do Tipo Quatro tentam er mi teriosas e intrigante para atrair ai guém que as perceba e redima com seu amor. Mas, alternando a oculta ão a revelação de si mesmas com tanta inten idade e carência, acabam por afa tar inad vertidamente o alvador tão ansiado. Enquanto não reconhecerem e e padrão e nao virem o irrealismo das expectativas que nutrem em relação ao mais íntimos, OI' rem o ri co de deixar que ua exigência afetiva alienem os outros. TIPO QUATRO COM ASA TRÊS: O ARISTOCRATA
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    fll1 p los AS VARIANTES INSTINTIVAS Edgar Allan Poe Johnny Oepp Sylvia Plath James Oean Ingmar Bergman Bob Oylan Anne Rice Allen Ginsberg Alanis Morrisette o Sen ualista. a faixa média, os utopre erva- cioni ta do Tipo Quatro tendem a er o mais práti- co e materiali ta dentre os repre entante de eu ti- po. endo pe oa que amam a coi a boas da vida, go tam de cercar- e de objeto belo. ão muito en 1- veis à seno ualidade do mundo concreto e, por i.. o, po- dem criar um "ninho" cheio de coi a de grande apelo e tético e emocional. orno ão muito u cetiveis à apre enta ão e ao imbolismo do presentes, go tam de pre- sentear (uma ro a para o er amado, por exemplo). Além disso, tendem a er ornai introvertidos dentre os repres ntante de eu tipo: pos uir um lar onfortável bo- nito ajuda-o o atraves ar o penodos de i olamento o ial. eu grau de exigência em relação ao ambiente pode chegar à ob e ão: go tam de textura agradavei ao tato, iluminação difu a e temperatura confortável. Por fim, eu d ejo de inten idade emocional acaba por interferir com a vida normal. E as pessoas muita vezes jogam a cautela para o alto quando e tão sob IPO QUATRO COM ASA CINCO: O BOÊMIO O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO QUATRO F a ix a a u d á v e l As pe soas deste subtipo tendem a er extremamente criativa , aliando emotividade e intro pecção a per picácia e originalidade. Menos preocupada com a aceitação e o s ta tu s que as do ou- tro ubtipo, ela ão altamente personali tas e idio - sincráticas na auto-expre ão, criando mais para si que para uma platéia. E a pe soa go tam mais do proce o de criatividade e de coberta que do da apre- entação e ão dotadas de muito esplrito de inve tiga- ção. Para o bem ou para o mal, adotam em geral uma atitude de de afio diante da convençõe e da autori- dade, rompendo com as regra empre que o a unto eja a auto-expre ão. F a ix a M é d ia Mai introvertida e ocialmente retraída que as do outro ubti- po, e as pe oa tendem a viver mais na própria imagina ão. O mundo real é para ela meno intere ante que sua paisagens mentais. Atraída pelo exótico, pelo mi terio o e pelo imbólico, têm geralmente um comportamento incomum excên- trico. E a pe oas preferem coi a e ambiente menos rebu cado e um e tilo de vida minimali ta. Aveze ão extremamente re ervada , vendo a si me ma como rebeldes "fora teira ". ão capaze de brilhante lampejo intuitivo, ma têm difi- culdade de manter a con tãncia na vida prática.
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    O INSTINTO SOCIALNO TIPO QUATRO 111'0 efeito da euforia de uma emo ão qualquer. o outro xtr mo, tendcm a Sll jllllo complacente, numa tentativa de aliviar a rebordo a emocionai .. m amb(ls o l o , é seu co tume deixar que os caprichos emocionai lhe ditem o ml)lHt,IIIH11 to. A pe oa desta ariante Instintiva por vezes tentam manter um e ulo ti . Id.1 rarefeito em detrimento de ua egurança e bem-estar físico (comprand coisas l.I ras quando ainda não pagaram o aluguel, por exemplo). Como o r pre ntant s do Tipo ete, ela podem tornar-se como diva frustradas, que ó querem luxo e ban quetes. Muitas vezes, adquirem maus hábito alimentares e descuidam da allde, as- i tindo filme até tarde da noite, ouvindo música, comendo e bebendo demaIS, ((l- mo e pensa em: "Que diferença is o faz?" Es e tipo de coi a e torna UIll. compen ação pela vida não vivida. a faixa não- audável, o utopre ervacioni ta do Tipo Quatro tornam· •.. muito su ceUvei ao alcooli mo e ao uso de drogas, entindo- e atraído por situa ções que põem em risco a e tabilidade de sua vida. E a atração pelo perigo POtll levá-lo a romances ihcito ou a outro relacionamento de trutivo . Alem disso, podem tornar- e extremamente irre pon ávei ,não e incomodando em mant 10U equer em obter eu próprio u tento. Quando se entem emocionalmente sob1' carregado, podem faltar ao trabalho ou deixar de pagar as conta. É comum rc(m rerem a droga e e de leixarem de si me mo por longo período, numa atitud~ extremamente autode trutiva. o Estranho. Os representantes ociais típico do Tipo Quatro ão, em rela ção aos da demais Variante In tintiva , o que mais e vêem como diferente dos outros, como único no mundo. Ele vivem a ua ingularidade tanto como o qu~ de melhor podem oferecer ao outro como quanto à cruz que têm de carregar. ao é de urprecnder que sejam os repre entante mai ocialmente ativo do eu tipo: de ejam envolver- e com as pe oa e ser parte do mundo ocial, ma muita ve- ze não abem como. Da me ma forma que o do Tipo Três, ele comparam-s con tantemente ao demai , embora empre achem que e tão em de vantagem Ape ar de desejarem estar entre os belo~, o~ glamouro o , a elite, duvidam ter rc- cur o para tal. A en a ão de acanhamento em itua õe ociais acaba por levar o repre en- tante ociai do Tipo Quatro a acreditar que não abem agir como pe oa normais. le~ invejam a felicidade dos outro, ao me mo tempo que o rejeitam pelo que con- ideram gro cria e in en ibilidade. Muita eze, adotam uma imagem exótica c glamouro a para encobrir ua in egurança no terreno o ial e, numa tentativa dc compen ação, começam a fazer parte de grupo com e tilo alternativo de vida. ("Bu carei con 010 com outro e tranho ." Os b e a tn ifl do ano 50 e o adepto da subcultura gótica do rock no anos 80 e 90 ão exemplo di o.)
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    NI ACoIlAMA 'nos rq'Il'sl'lllillllr..•dl'sla Variam pod m lançar· se agr SSI",1111 'lHe a busca do suc sso para comp 'n"',H a on tant n a ao de inadequaçao. ("NãO vão rir d mim agora!") o lUmam ter violentas rea õe a tudo que e diz a eu respeito e ru- minar conver as pa ada em busca de indícios de desprezo na palavras alheia. Ironicamente, podem tanto defender os próprios defeitos quanto lamentá-los. (" laro que me simo distante diante de tanta gro sura e egoísmo - mas bem que eu queria que alguém me ama e!") a faixa não-saudável, o medo da rejeição pode levar es as pe soas a e qui- var-se quase completamente ao envolvimento com os outros. A vergonha e a ex- pectativas de humilhação podem cre cer a ponto de fazê-la querer até evitar er vi - tas. Ao mesmo tempo, a in eguranças as tornam incapaze de trabalhar bem. Por conseguinte, freqüememente tornam-se muito dependente da família, dos amigos ou do par eiro. O isolamento, juntam nte com as fantasias de realização, pode le- vá-Ia a desperdi ar sua vida. o INSTINTO SEXUAL NO TIPO QUATRO Paixão. O repre entante exuai típico do Tipo Quatro ão o melhor exem- plo do romantismo, da inten idade e do anseio por um alvador que caracteriza eu tipo. Essas pessoa podem er docemente vulneráveis e impre ionávei, mas tam- bém ão dinâmica e agre ivas, principalmente na auto-expre ão. Há nela algo de a ertivo e extrovertido que a faz mais apazes de realizar sua fanta ias que os repre entantes das outra dua variantes. Em geral lUrbulenta e temperamentais, ua vida emocional coslUma girar em t mo daquele que as atrai. Seu objeto de de- ejo pode provocar-lhe simultaneamente inten o entimentos de admiração, falta e ódio. edutora e en uai , es a pe oa podem ser também ciumenta e po e- iva como os representante do Tipo Doi ,pois querem er a única coi a importan- te na vida do outro. Como têm grandes dúvida a re peito de eu poder de atração, lutam por realizaçõe que a tornem aceitáveis ao olho do outro - querem ser uma estrela - e, ao me mo tempo, têm rancor daquele que atingem iguais objetivos. A inveja e torna mai vi ível nesta variante. urgem problemas de relaciona- mento porque os representantes exuai do Tipo Quatro co tumam envolver- e ro- manticamente com pe soas cuja qualidades admiram e querem po uir. Mas de- poi ele terminam invejando o er amado e ressentindo- e contra ele ju tamente por po uir essas qualidade . A idealizaçâo é então rapidamente ub tituída pela re- jeição pelos mínimo defeitos. Além disso, muitas vezes entem-se atraídos por pes- soas que, por uma razão ou outra, não estão disponívei . Assim, podem passar mui- to tempo desejando ter para si o objeto de desejo e dete tando todos aqueles que recebem a atenção de te. Na faixa não-saudável, a inten idade da inveja que entem pode levar essas pessoas a de ejar abotar os outros para vingar-se. Inconscientemente, elas vivem
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    O SINAL DEALERTA PARA O TIPO QUATRO: O USO DA IMAGINAÇÃO PARA INTENSIFICAR OS SENTIMENTOS DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO DO TIPO QUATRO • UÉ curioso ver quantas eM rentes atmosferas os sentim~nlo podem criar num s6 dia." A seguir, alguns dos problemas mais freqüen- tes no caminho da maioria das pessoas do Tipo Qua- tro. Identificando esses padrões, "pegando-nos com a boca na botija" e simplesmente observando quais a no a rea õe habituai diante da vida, estare- mos dando um grande passo para libertar-nos dos as- pectos negativos de nosso tipo. conforme o provérbio: "De graça pouca é bobagem". (" e eu tenho de sofrei, V(l( ( também ofrerá.") Os representantes exuais do Tipo Quatro criam rivalidades I' d pois se sentem no direito de de fazer de seus oponentes e magoar os que os dell'p cionaram. (É impo sível nâo lembrar da inveja que Salieri tinha de Mozan, por exemplo.) Ele estão propensos a rápidas mudanças de entimentos em relaçao ,w ..• outros, inclusive seus protetores e entes queridos. Seu caos emocional pode k iI los a atos de violência contra si mesmos ou contra aquele que acreditam haverC111 frustrado suas nece sidades emocionais. TI P A identidade das pessoas do Tipo Quatro ba eia- se em seus sentimentos e disposição interior ("Sou o que sinto"). Portanto, ela tendem a consultá-los mais que as dos demais tipos. (Geralmente, estão mais in- tonizadas às rea ões emocionais provocadas pelas ex- periências que às próprias experiências em si.) Mas a única coisa que é certa em relação aos sentimentos é que eles sempre mudam. S e a id en tid a d e d essa s p e so a s b a seia -se n o s sen tim en to s e eles estã o sem p 'C ' m u d a n d o , en tã o su a id en tid a d e ta m b ém e tá sem p re m u d a n d o . A solução que encon tram para isso é cultivar os sentimento com os quais se identificam e rejeitar aqu '- les que não lhes são tão familiares ou "verdadeiros". Em vez de deixar que os sentimentos surjam espontaneamente em cada mo- mento, essas pessoas fantasiam sobre os indivíduos, fatos e situações que lhes de - pertam emoções que po sam refletir sua identidade, mesmo que tais sentimentos sejam negativos ou penosos. Quai quer que sejam eles, as pessoas do Tipo Quatro procuram intensificá-los para refor ar sua noção de eu. Elas podem, por exemplo, escolher as músicas que mais lhes despertam associações - como as canções que as fazem lembrar um amor perdido - e tocá-Ias sem parar, a fim de manter os antigos sentimentos ou, pelo menos, um clima emocionalmente forte. Quando começam a criar e manter esses estados de espírito - o que, num cer- to sentido, é uma tentativa de manipular os próprios sentimentos -, elas tomam o caminho errado: assim, acabam por criar o hábito desanimador de viver na imagi- nação, mais do que no mundo real.
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    Quando mais jovem,Bcverly foi uma bela comi ária de bordo. onhe eu muitos homen na viagcn que fez, ma nunca se envolveu com ninguém. Como eu fazia a rota para Paris, teria sido bem fácil conhecer muitos ho- mens. Depois que as bandejas com as refeições eram recolhidas, dava para conversar e um pouco de flerte ajudava a passar o tempo. Mas eu preferia sentar-me s6 no fundo do avião e ficar pensando em alguém que vira a bor- do ou no aeroporto a falar com uma pessoa que provavelmente s6 iria me decepcionar. Durante o vôo, eu podia apaixonar-me, transar, casar, imagi- nar a casa e os filhos que terfamos. Assim, não precisaria enfrentar as de- cepções nem terminar o relacionamento. P a p el S o cia l: A P esso a E sp ecia l Os repre entante ttpico do Tipo Quatro in i tem em er ele me mo e im- pnmlr ua marca pe oal em tudo aqUIlo que fazem. ua auto-imagem começa a ba- ear- e cada vez mai na dessem elhança que observam erltre si c os OU/lO. (A men a- gem de seu uperego -" eja fiel a i me mo" - e inten ifi a a medida que adentram e c tran c.) Da me ma forma, eus e tado de e plrito geralmente contra tam mui- to com a atmo fera do ambiente. ("Se o outro e tão felize ,cu e tou tri te. c e - tão triste, tenho vontade de rir.") Manter entimento di tintos do entimento do outros reforça a identidade da pessoa do Tipo Quatro. A sim, cu Papel 0- eial caracten tico e o da Pc oa E peeial, o do Estranho Mi teria o, e elas não se sentem à vontade na interação com o demais a não er a partir des e papel. Ironicamente, quanto mai in i tem em er diferente e unica , mais entram numa cami a-de-força que a i ala de muita po ibilidades de encontrar ati fação. A pe oa do Tipo Quatro preci am entender que e a in i têneia provavelmente a levará a negar ou pas ar por cima de muita de sua qualidade po itiva ó por- que e parecem às qualidade que êem no outros, principalmente no membro s pessoas do Tipo Quatro temem que, se as emoções não forem suficientemente inten- sas, ua criatividade c até ua identidade desapareçam. Procure observar-se ao longo do dia pa- ra detectar o funcionamento de se processo de uso da imaginação para provocar sen ações. Pre te atençao as sua fantasias e aos seu comentários interiores: o que eles e tao reforçando? Para que servem? Você acha que certos sentimentos sao mais "você~ que os outro? Em geral, qual a "linha básica" de seu e tado de e plrito? Qual a sua reação e /lU O estiver naturalmente ne e e tado de espírito? Esteja atento a tendência de comentar seus sentimentos e experiên- cias, corno se estive se e perguntando: "O que essa e 'periência diz a meu respeito?" Toda vez que você fantasiar, prinCIpalmente com potenciais casos amoro os e aventu- ras sexuais ou com um eu "idealízado~, estara chegando mais perto do transe caractensttco do Tipo Quatro.
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    TIPO QUATRO: OINDIVIDUAL! As pessoas do Tipo Quatro receiam não ser reconhecidas ou ap ciada em sua singularidade. Por conseguinte, fazem-se de difl para testar os outros e saber se estão realmente interes5ados ne Distantes, acanhadas e melancolicas, mantêm os demais a distAn cia, acreditando que sua fragilidade finalmente atrairá um salvador As pessoas do TIpo Quatro temem ser forçadas pelas exig ncias vida a abrir mão de seus sonhos e jamaIs desesperam de ser salv Têm a sensação de estar deixando a vida passar e invejam a establ lidade alheia. sim, eximem-se das "regras· e tornam-se sen ua listas, pretensiosas e improdutivas. Temendo não poder confiar em seu. mutáveis sentimentos, as pe soas do Tipo Quatro recorrem à imaginaçãO para prolongar e int n sificar seus estados de espirito. Usam então a fanlasia c ()estilo pa ra reforçar a individualidade e começam a sonhar com alguém qu as alve. pessoas do TIpo Quatro temem tar despenhçando a pró da, o que pode ser verdade. Para salvar a autQ-nnagem, repud dos aqueles que discordam da visão que t m de si mesmas ou d e Igl!nctas afetivas. A raiva repnmida resulta em depressAo, apa fadtga constante. A s pessoas do TIpo Quatro, desesperadas por tomar-se aqutlo vl!em em suas fantasias, odeiam tudo em si que não correspon que é fantasiado. Detestando a t mesmas e aos outros por DAo vá-Ias, podem sabotar o que amda lhes resta de bom na Vida Convencidas de haver despenbçado a VIda buscando fantasIaS tels as pessoas nAo-saudáveis qo TIpo Quatro podem recorrer. componamentos autod trutl os para atrair salvadores ou tm pOr fim à própria VIdapara escapar ao negauV1StOode sua co CIada própria id nlldade. m cenas casos, pod m com ter c passiolWS. A pe oa do Tipo Quatro reforçam ua auto-Imagem express.1I1 do a própria individualidade pela criatividade. âo eloqüent s e 'I tis. exploram suas Impres õe e entimento e abem compartilha lo com os demaIS. Sua criatividade, ape ar de extremam nu pe oal, mui las vezes tem implicaç e univer ais. As pe oa do Tipo Quatro concentram- e em eu próprios senil menta e preferência para e tabelecer uma noçâo clara de Idc'nll dade pe soaI. Auto-Imagem:" ou en Ivel, diferente e atento a nUIll mesmo". As pes oa do Tipo Quatro deixam de acreditar que tem m.u, de feito que o outro e, a im, con eguem libertar- e da ab'(lr~.ol'lll si mesma. eu Desejo Fundamental - encontrar- e e defluir su.' própria importânCia - também é cumprido e, d e modo, se re oi vem os problema de identidade e estabilidade. E tao e renovam, e redimem e e revelam. A m a I Il V id a R evita liza çã o A u to co m p la - e neia ibaritismo ÓdIO Ahmaçilo A u to -rejtiç4 0 D ep ressilo Cltnica D e e pcro eg a çilo d a V id a R o m w llism o In d ivid u a /im o T en n o s-eh a ve: A u to -A b so rçã o 5 T cm p eru m en - ta lism o /n tro sp eeçu o 2 en sib llld a d e ivel A u to -revela çã o 3 Iia tivid a d e A D M É
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    A In ve ja e a s C o m p a ra ç õ e s N e g a tiv a s da famtlia. Desse modo, scm '1 u crcl cria m u m a id en tid a d e n eg a tiva : "Não ou a im". "Jamais con eguiria trabalhar num e critório."" unca vestiria nada de poliéster." "Pr firo morrer a ter de comprar no Kmart." Elas não entendem que "ser o que e " não r quer nenhum esforço: mesmo que e tente, não se con egue ser outra coi- a. Quando deixam de empenhar-se tanto em "ser elas me mas", a pessoa do Ti- po Quatro se libertam e encontram a beleza daquilo que realmente têm a oferecer. Riva, uma talento a artista gráfica, itua na infância as origens desse problema: Quando vai longe demais, o desejo de ser "elas mesmas" pode levar as pessoas do Tipo Quatro a acreditar que as regras e exigências da vida cotidiana não se apli- cam a elas. ("Faço o que quero como e quando quero.") entindo- e eximidas das leis da sociedade e descartando regras e conven ões, podem tornar- e ecretamen- te muito presun osa , imaginando que, gra as ao seu imenso - e ainda não de co- berto - talento, merecem ser mais bem tratadas que os outro. Por conseguinte, as pessoas do Tipo Quatro passam a ver em muitos dos as- pectos normais da vida - como ganhar o próprio su tento e ter assiduidade no tra- balho - impedimentos ã sua busca do próprio eu. Elas querem liberdade para dei- xar- e levar por sua imagina ão e eu estado de espírito, embora possam passar meses (ou anos) esperando que chegue a inspira ão. A verdade é que talvez este- jam de perdi ando eu tempo numa vida improdutiva. Riva continua: Pensar em mim mesma como superior e excepcionalmente sensível me faz acreditar que tenho direito a não fazer o que os simples mortais têm de fa- zer, principalmente quando se trata de algo de mau gosto. Mas esse direito também tem relação com o oposto - ou seja, pensar que sou inferior e in- capaz em algum sentido, que não tenho como dar conta das exigências co- muns do dia-a-dia, como ter um emprego regular ou manter um relaciona- mento estável e satisfatório. Como todas as Paixões (ou "Pecados Capitais"), a in veja surge como uma cer- ta reação à falta de contato com O eu Essencial. Porém, ao contrário da maioria dos 200 A " in g u ém m e co m p reen d e." Quando criança, meu mundo era bastante fecha- do. Eu não me revelava facilmente nem procurava tomar a iniciativa no contato com os outros. Sen- tia-me estranha e rejeitada - talvez pelo modo como era, ou falava, ou pe- lo fato de ser judia e inteligente. Não sei. Embora uma parte de mim qui- sesse ser "normal" e simplesmente divertir-se, comecei a ter orgulho de ser "especial" e mais sensível, madura e perspicaz, capaz de compreender mais profundamente as coisas. Comecei a sentir-me uma pequena adulta entre meus colegas de infância. Assim, a divisão inferioridade-superioridade co- meçou bem cedo.
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    COL~I 1i T IPO Q U A r R O: O I N () I V 11 H! A I I 'A 201 "Que vida maravilhosa u Iiv I A única coisa que eu queria r haver percebido isso antes." Apesar de ermo todos indivíduos - e dignos de mérito justamente por causa dl' no sa individualidade - temos muito em comum com o demais seres humano . Observe sua t n dência a concentrar- e automaticamente nas d iferen ça s que vê entre si mesmo e os outro Quanto isso lhe custa em termos de eu contato, sua relação com as pe oas? E sa tend n I o impede de realizar atividades que lhe eriam benéfi as? Eu tinha 2 anos de idade quando minha irmã nasceu e tornou-se o centro das atenções. Eu me senti abandonada e passei a ver-me como uma estra- nha, uma criança solitária que olhava pela janela de uma casa cheia de riso e alegria. Na escola, sentia-me intimidada e isolada. Tornei-me então estu- diosa, mas isso só contribuiu para fazer-me sentir ainda mais diferente. Sem- pre tive inveja das garotas que tinham cabelos louros e olhos azuis e odiava meus olhos e cabelos castanhos. Meu pai era frio e distante e costumava di- zer-me: "Você não sabe o que quere não será feliz enquanto não descobrir!" Sentia-me tão isolada. Via todas as outras garotas se divertindo e fazendo amizade umas com as outras, e eu não tinha a menor idéia de como conse- guir isso. Por isso, sempre me sentia distante e diferente - alguém à parte. Quando se tornam adultas, a inveja leva as pessoas do Tipo Quatro a ver to- dos como normais e equilibrado e a i mesmas como cheias de defeitos ou, na m - lhor das hipóte es, incompletas. Com efeito, sua maior queixa é nâo conseguir ca- muOar as própria falhas tão bem quanto os outros, deixando transparecer inteiramente a própria vulnerabilidade - e, por isso sentem vergonha de si mesma. Os outros lhes parecem gostar de si mesmos, ter auto-estima, saber apre entar- e e buscar o que querem da vida. ão espontâneos, felizes, desinibidos e cheios de de- envoltura - ou seja, são e possuem tudo aquilo que elas crêem não ser nem po - suir. A im, es as pessoas começam a ressentir-se de sua condi ão e a cobiçar a fa- cilidade no trato social de que os outros parecem desfrutar. Leigh, a quem já conhecemos, relembra: outro, o Tipo Quatro ainda mantém um determinado grau de consciência em rela ão a essa perda de conta- to com sua ssência. Além disso, seus representantes acreditam serem a únicas pessoas que perderam es e contato. Quando crianças, seus familiare e amigo pareciam-lhes mais completos e adequadamente valo- rizado , ao pa o que eles se sentiam ignorados. O resultado é a tendência à olidao crônica, fortes desejo de aceitação e inclusâo e inveja daqueles que as consegu m. Cass, uma atriz reconhecida, revela-nos alguns dos sentimentos que caractc- rizaram sua infância:
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    "F a çoo q u e q u ero q u a n d o e co m o q u ero ." Não me sentia superior; simplesmente me sentia absoluta e irremediavel- mente diferente, sem a menor chance de entrar no grupo e compartilhar da diversão, da amizade, da intimidade, de nada. Embora às vezes se deixem consumir pela inveja, as pessoas do Tipo Quatro geralmente têm vergonha dela e tentam escondê-la de todas as maneiras. Quase empre o fazem adotando uma atitude fria e distante. Elas oscilam entre o desejo de manifestar sua aflição - para que os outros vejam o quanto e tão decepcionadas - e o de e condê-la. (" ão lhes darei es a atisfação!") Muita das pes oa deste tipo resolvem a questão expressando indiretam ente eus sentimento mais sombrios, por meio da arte ou de alusõe. onhecemo um repre entante do Tipo Quatro que co - tu ma comunicar à namorada o que ente por meio de fita com canções que con- têm mensagen ecreta para ela. ssas pe oas co tumam e tabelecer comparações que dão en ejo a sentimen- to negativos devido à ua tendência a imaginar as reaçõe alheias, em vez de inda- gar diretamente e descobrir o que os demais de fato estão pensando. A inveja as pre- di põe a decepcionar-se consigo mesmas e a projetar es a decepção nos outro. Com i o, já esperam ser vista com mau olhos mesmo por aqueles que gostam delas. Dessa forma, a inveja é capaz de fazê-Ias perder horas em fantasia melancólicas que as envolvem num véu de tri teza e as fazem sentir- e vulneráveis, feridas e incom- preendida pelo mundo - na maioria da vezes, de neces ariamente. o R e fo rç o d o s E sta d o s d e E sp írito P o r M e io d a E sté tic a e d a S e n su a lid a d e As pessoa do Tipo Quatro mantêm seu estado de e pírito cultivando um ambiente que fomente os sentimento com que se identificam. Por conseguinte, costumam sentir- e atratdas pelo belo e pelo exótico, procurando cercar-se de beleza no objetos, na música, na luz, na textura e odo- re que reflitam sua individualidade e, ao me mo tempo, intensifiquem seu senti- mento . A atmosfera, o estilo e o "bom gosto" a sumem importância capital e as tor- nam muito meticulo a com tudo aquilo que as cerca. Assim, preci am ter a caneta certa, ó aceitam o tom exato na parede do quarto e o caimento das cortinas tem de ser o previ to, do contrário não e sentem bem. Quando não controlam esse desejo de prolongar as im seus estados de espíri- to, mesmo que sejam negativos, as pe oas do Tipo Quatro podem criar hábito des- trutivos de difícil rompimento. e, por exemplo, perderem a e perança de chegar a ter um relacionamento mais profundo e prazero o, podem buscar alívio em praze- res sub titutos: sexo casual, pornografia, alcoolismo e drogas ou noites inteira ven- do filmes antigos na TV As muitas indulgências e isenções que se permitem as fra- gilizam ainda mais. icholas é um e critor que por muito anos viveu em depressão:
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    TIPO QUATRO; Quando nãosou indulgente demais comigo mesmo, sou demasiado severo. Quando surge algum problema ou dificuldade, eu desisto logo e procuro uma sarda dormindo ou bebendo demais. Mas isso só me traz culpa e no- jo de mim mesmo. Tinha de escrever uns caprtulos para um livro há alguns anos, mas, em vez de simplesmente começar, não conseguia nem olhar pa- ra a máquina. Então, bebia, assistia TV e alugava filmes até não agüentar mais. Ar, quando "cheguei ao fim do poço", me recobrei e voltei a traba- lhar. Parecia até que tinha necessidade de criar uma crise. "DECORAÇAO DE I TERIORES" Observe com atençào o ambiente do lar e de seu trabalho e eu guarda-roupa. Qual são seus "adereços" favorito? O que você usa para criar atmosferas? Qual o seu grau de de pendência delas? Vocêfaz alguma coisa para "criar coragem" para trabalhar? Para conver ar com a pe oas? Para relaxar? Para meditar ou exercitar-se? A F u g a p a ra u m E u F a n ta sio so Todo os repre entantes da Tríade do entimento criam uma auto-imagem que acreditam er preferível ao eu verdadeiro eu. Enquanto a auto-imagem dos Tipos Doi e Três está mai em evidência, a do Tipo Quatro é mais interiorizada, uma au- to-imagem que chamamos de E u F antasioso. Conforme dito anteriormente, os representantes típicos do Tipo Quatro pa - sam o tempo a devanear com o próprio talento e as obras-primas que criarão, em vez de aperfeiçoar sua reai habilidade. aturai mente, essa auto-imagem não é to- da ela apenas um produto de sua imaginação - parte dela será posta à prova junto àqueles em quem confiam. Porém, mesmo quando revelam alguns aspectos de ua identidade interior, ele guardam para si a maior parte de seu Eu Fantasioso. Embora pos a emprestar à pe soa do Tipo Quatro uma persona ocasional, o Eu Fantasio o geralmente não tem rela ão com seus reais talentos e, por isso, ten- de a provocar a rejeição e o ridículo. O grau de presunção nele investido tende a er proporcional à profundidade da mágoa emocional sofrida: e as pessoas podem ver- se como criaturas qua e mágicas, ao passo que o outros são banais ou inferiore . O Eu Fantasio o em geral e ba eia em qualidade idealizada e praticamente im- po ívei de obter, mesmo com e forço e disciplina. A sim, ele é por natureza ina- tinglvel e está indissociavelmente ligado a rejeição que essas pessoa dedicam a ua reais qualidades e capacidade . Quando e encontram muito identificada com o Eu Fanta ioso, as pe oas do Tipo Quatro tendem a "T en h o Iml eu secreto repelir todo tipo de interferência com eu estilo de vi- q u e n in g u ém co n h ecI'. " da, interpretando as suge tõe dos outro como uma malvinda intromissão ou pura pressão. Quando é pre-
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    Para mim semprefoi muito difícil contar com algo além de mim mesma, to- mar a iniciativa de pedir o que preciso. Por um lado, espero que as pessoas leiam meus pensamentos (como esperei de minha mãe). Por outro, não es- pero encontrar quem se preocupe em querer ajudar-me, em satisfazer mi- nhas necessidades - já que elas não foram atendidas na infância. Então aprendi a usar minha fragilidade, minha hipersensibilidade, para manipu- lar meus pais e induzi-los a fazer as coisas por mim. Assim, não tinha de as- sumir a responsabilidade por mim mesma, por meus próprios erros. o con tante fantasiar, a ab orção em i mesmas e as compara ões negativas ti- ram as pessoa do Tipo Quatro da realidade e lan am-nas num crescendo de emo- tividade e in tabilidade de humor. Em função disso, a sensibilidade aumenta a pon- to de torná-la suscetíveis a qualquer ato ou comentário sem importância, cau ando tremenda reaçõe emocionais. Cass revela o turbilhão interior que seus entimentos já criaram às vezes: ci,>oagir, cntem- e desanimadas e tendem a adiar ou evitar ao máximo os ontato SOCIal e prazos profissionais. Reagem a qualquer questionamento acerca de eu comportamento com de dém, raiva e "re entimento ". Anseiam por mais aten ão e apoio, mas quase nunca conseguem aceitar os que lhe são ofertados. Riva comenta: Considero-me imprevisível e, por pensar que não havia nada entre a eufo- ria e o desespero, achava que minha capacidade de raciocínio era falha. Es- tou eternamente à mercê de influências externas que me afetam o humor e luto para manter a serenidade. (...) Infelizmente, apesar de querer divertir- me como todo mundo, acho que não fui feita para isso. À medida que se tornam mais absortas em si mesmas, as pessoas do Tipo Qua- tro buscam significados ocultos em todas as suas rea ões emocionais e em cada co- Hip e rse n sib ilid a d e ATUALIZA DO SEUS VERDADEIROS TAlE TOS Que qualidades você fantasia pos uir? Ob erve quais dela você realmente poderia cul- tivar. Por exemplo, é certo que a musica exige talento, mas e e talento não e tornará reali- dade se você não o cultivar por meio da prática e da disciplina. Da mesma maneira, para es- tar em forma é preciso exercício e dieta equilibrada. Que qualidade são inatingíveis, independente do que você fizer- ser mais alto ou possuir origen diferentes da que tem, por exemplo? O que nelas o atrai? Vocêé capaz de identificar a auto-rejeição quando deseja coi- a assim? E de reconhecer e valorizar as qualidade que de fato pos ui?
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    VERIFICA DO AREALIDADE N a rc isism o e A u to -a b so rç ã o "A s pessoas sao //lo c/UH" c' (fueis CO/ll ig o ... INIlIVIIlUAIISIA 20 I I P As pessoas do Tipo Quatro concentram-se tanto na fragilidade de seus enti- mentos que se sentem inteiramente justificadas em exigir que todas as suas nece i- Já som muito na vida por me inibir tanto e evitar ir até as pessoas que não co- nheço ou com quem não me sinto à vontade. Não consigo relaxar e ser eu mes- ma se não sentir antes que tenho sua aceitação. Isso é uma coisa que eu tento superar, agora que estou mais conscientizada, mas ainda assim é uma luta. De repente, me afasto do grupo em que estou e depois me sinto excluída. o acanhamento, a inadequa ão social e alguma formas sutis de chamar a aten- ão estão relacionados ao narcisismo que se verifica em todos os tipos da Tríade do Sentimento. os Tipo Doi e Trê ,ele e manifesta diretamente no impulso de ob- ter dos outros aten ão e legitimação. Já no Tipo Quatro, o narci i mo se expres a in- diretamente, pela absor ão em si me mo e pela enorme importância atribuída a ca- da sentimento. Essa disposição mental pode levar a uma inibi ão atroz. Carol, uma pessoa que leva a sério a própria bu ca espiritual, vem lutando com e sas ensações há muitos anos: Peça às pes oas que confirmem sua impre ão quando entir que o estão Julgando, l ri ticando ou rejeitando. Peça-lhe que e clareçam o que querem dizer e aceite a possibilidade de elas estarem dizendo exatamente o que ·entem. Evite "ler" ou "interpretar" demais cad.I gesto ou comentário alheio. É bem provável que as pe oas não estejam fazendo o mesmo l'l1 relação a você. Observe também qual o eu grau de interesse pelos outros e qual a nalllrez.t de eu próprio pensamentos e comentários a respeito dele: você os acharia accitavris 'i partissem deles para você? mcntario que os outros fa amo Repassam mentalmen- te conver as do dia ou do ano anterior, tentando che- gar ao que o outro rea lm en te estava querendo dizer, e podem considerar comentário inocentes como ofen- as veladas. Palavra como: "Você perdeu peso!" podem er interpretadas C0l110 "Deve pensar que eu era uma baleia". Um simples comentário como:" u irmao l' um jovem tão talentoso" pode ser tomado como uma acu a ão de incompetên -ia l' inadequa ão por tabela. Com e a di po i ão de espírito, os representantes típicos do Tipo Quatro mo tram-se muito ressentidos e pouco colaboradore - caracterí ticas que pouco provavelmente atrairão amizades ou facilitarão os relacionamento. E no entanto, como essas caracterí tica ão compatívei com sua auto-imagem de "sen íveis" c "diferentes", eles raramente con ideram ua hiper en ibilidade um problema.
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    RALPH WALDO EMERSON PARAQUE RETRAIR-SE? dad mo 'Ionais s jam at ndida . me mo tempo, podem e que r- e completa- mcnt dos enllmento alheio : falam hora obre cada detalhe de eu entimento, onho e problema ,ma qua e nunca e intere am em saber dos sentimento e pro- blema do outro. De fato, a ab orção em i me ma dificulta-lhes concentrar-se em qualquer coisa que não tenha relação direta com eu intere e afetivo mai ime- diatos. Elas acham que seus próprios ofrimentos já ão o bastante. Um inal inequívoco de que se estão deixando ab- orver por i me mas é a tendência a deter- e demasia- do em en açõe de agradávei . Além de exibir suas mágoa (mo trando-se amuada ou deprimida de inú- mera forma) para obter olidariedade, e a pe oas costumam entir- e profundamente inju tiçada pela vida, principalmente pelo pai ou por aquele com quem lidam no momento. Pare- ce-lhe que ninguém lhe dá o que merecem nem reconhece ua preferência , nece - idades ou ofrimento e peciai ; ninguém compreende ua profunda en ibilidade. Por con eguinte, tendem a afogar- e em autocomiseração, o que aumenta eu medo de ser incapaze de fazer a própria vida decolar. Quando afundam em uas própria rea õe e estado de e pírito, os repre en- tante típico do Tipo Quatro em geral se e quivam dos outro para evitar expor-se mai e correr o ri co da humilhação, da rejeição e do abandono. Porém, retraindo- e, têm me no chance de verificar a realidade e, a im, torna- e cada vez mai di- fícil perguntar ao outros o que pensam a re peito de ua reaçõe emocionais. Além di o, a poucas pes oa com quem se di põem a conver ar qua e nunca são a mes- mas com quem tiveram de avenças ou problemas afetivo . In v e stin d o e m "T e r P ro b le m a s" e S e r T e m p e ra m e n ta l Por mai e tranho que pos a parecer, na verdade a pes oa do Tipo Quatro acabam incon cientemente preci ando de ter problema. Entre a faixa média e não-saudável, elas normalmente re i tem a renunciar ao entimento que mais a fazem ofrer e a autocomi eração, me mo que lhes cau em torturas interminá ei . Observe quando e como e esquiva de pessoas ou situações. transformando-se num es- tranho quando não precisa sê-lo, dei. ando de participar de evento ociai e interpessoais quando poderia. Você consegue di tinguir quando is o é urna opçao legitima que e ta e. ercendo com imparcialidade e quando é uma reaçao emocionalmente carregada que provavelm nte re ul- ta de um antigo problema de infancia? • Você é capaz de analisar sua rea ao o ba tante (sem atua-la) para descobrir o que a es- ta provocando? . "Nenhum homem se crê ple- namente compreendido e apre- ciado."
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    Entretanto, apre entando-e como carente ,e a pe oas têm a oportunida- de de atrair a aten ão d alguém que e di ponha a er eu alvador - alguém que cuide da tarefas prática para que ela tenham tempo e e paço para descobrir- •.• e. Infelizmente, i o ó erve para afa tá-las da chance de adquirir uma noção ma i•.. con i tente de respon abilidade pe oal e de viver a experiência que poderiam dar-lhes uma verdadeira noção de seu próprio valor e identidade. ão é difícil per- ceber que e e padrão também tem ua origens na infância. William continua: Lembro-me que, quando criança, ficava deitado "T o d o s m e p õ e m p a ra blli (I," num cobertor em meu quarto fingindo estar ador- mecido, na esperança de que meus pais abrissem a porta e me vissem. Minha fantasia era a de que eles me achariam tão ado- rável que me dariam seu amor. Eu ansiava por contato emocional; é o meu alimento. Sempre soube que meus pais me amavam, mas raramente senti que poderiam espelhar as minhas facetas mais profundas e vulneráveis. om ua e quivez e ua intempe tiva emotividade, os repre entante do '11- po Quatro afa tam as pes oas. o entanto, pro uram obter por intermédio dt"..- Raramente minha noção de eu se mantém inalterável. Passo um tempo enorme tentando permanecer emocionalmente equilibrado, pois qualquer desequilíbrio nessa área me traz grandes sofrimentos. Seja qual for a neces- sidade emocional que sinta no momento - contato com as pessoas ou de- pressão -, preciso lidar com ela imediatamente; não posso deixá-Ia de lado. Gosto de ser do Tipo Quatro, mas acho que se trata de uma situação típi- ca de manutenção muito cara. Todavia, não é difícil compreender a origen d e omportam 'lHO. Quando crian a ,a pe oa do Tipo Quatro aprenderam a chamar a atençã na famllia por m io do problemas emocionai, mostrando- e temperamentai ou amuada. MIli- ta de a pe oas de cobrem que podem obter confirmação de que ão amada •.• fa zendo-se de difíceis e e perando que o outro tome alguma iniciativa. Porém, em Vtz de demon trar um ace o de raiva, ela preferem fazer beicinho e parar de falar pOl vário dias, recusar-se a viajar nas férias com a família ou vestir só preto a emana inteira. O mau humor mo tra a todos que ela e tão infelizes com alguma coi a sem exigir-lhes que digam o quê. Com efeito, talvez nem elas aibam, já que estão qua- se sempre as voltas com ombrias e complicadas di posiçõe de ânimo que surgem do nada. Geralmente, e a pessoas e tão tão identificada com e a di po içOt·•.. que acham que preci am, antes de mai nada, ocupar- e delas. Infelizmente, e pt' ram que todo façam o me mo. William, músico talento o e criador de iL e da Internet, comenta a turbulen· cia emocional que lhe criou dificuldade na carreira e no relacionamento:
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    "',1'" 1111•.•m,l•..loi •.. ,I•.•. lh ,111,1'" man 'ila •.. , clc,>in•.. i•.. lcm 'm impol (ula •..rcgra •.. , 0))11- gamJo 1000 •.• a ,>uavolta a 1'1•.•• 1" 'm ovo •...("E m lhor nao falar nesse as unto, senao lissa Vai ficar nervo a de novo.") ua dramática exigên ia de olidao " m i, um pedido d atenção e um convile a que o bu quem: no fundo, c peram que alguém o iga ate eu olilario covil. REAÇÃO AO S T R E S S : OTIPO QUATRO PASSAAO DOIS onforme vi to, as pes oa do Tipo Quatro ten- dem a perder- e em meio a fanta ia romãntica e a evitar o outro tanto para chamar a atenção quanto para proteger o próprio entimento. pa agem ao Tipo Dois representa sua tentativa de compen ar o problema que e e comportamento acabam inevita- velmente criando. Aim, após um penodo de retração e auto-ab or ão, ela podem pa ar ao Tipo Doi e incon cientemente tentar re 01- ver cu problema interpe oai com uma amizade um tanto quanto forçada - aca- bam exagerando um pouco. omo o repre entante do Tipo Doi ,começam a preo- cupar- e com o relacionamento e a bu ar forma de apro imar-se mais daqueles de quem go tam, preci ando de muita certeza de que a ba e da relação ão óli- da . Para tanto, manife tam eu afeto com muita freqüência e e tão empre lem- brando ao outro o quanto aquele relacionamento é importante. [m ca o extremo, a pe oa do Tipo Quatro podem riar cena emocionais para aber e o outro realmente e importam com ela. Es e tipo de comportamen- to geralmente de ga ta os demai ,fazendo-o perder o intere e ou até abandoná- la . E a pe oas podem enlão pa ar ao Tipo Doi e tentar prender o outro agar- rando- e a eles. Além di o, omo o r pre entante típico do Tipo Doi, podem também começar a dissimular a extensão da própria carência e a e conde r eu pró- prio problemas concentrando- e no problemas dos outro. (UE tou aqui para aju- dar v o c ê . ") Por fim, e a pe oa precisarão de cada vez mais apoio emocional e finan- ceiro para manter eu modo irrealista de viver. Elas temem que, em c e apoio, per- derão a po ibilidade de concretizar seu onhos. E tre ada, tentando evitar isso, começam a exagerar sua importãncia na vida do outro : lembram-no do vário benefícios que a relação com ela Ihcs trouxe, assumem a re pon abilidade pela fe- licidade deles e descobrem forma de aumentar a dependência que têm delas. Além Muilas pes,>oas do Tipo Qualro acabam adolando um padrão que con iSle em conOilo lempe IUOSOS com as pe oa eguido de realamento. Ob erve sua tendência a criar drama no principais relacionamento. O que realmente o e lá fruSlrando? Que comportamenlO vo- cê esla lentando provocar no outro? om ese padrão de comportamento, você aca o ja che- gou perto de con eguir afa lar dc falO alguem a quem ama?
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    Tlr o INDIVIDUAliSTA2 dis o, inventam nece idade e tornam-se cada vez mai ciumenta c poss '>SIV,I'> com aqu Je de quem gostam. ob a ação do stress, e a pe oa agem como ,I'"do Tipo Doi e reivindicam crédito por tudo aquilo que fizeram, enquanto reclamam de falta de gratidão. A BANDEIRA VERM LHA: PROBLEMAS PARA O TIPO QUATRO > Dependência de uma ou dua pe oas, com relacionamentos inSlávei > Exlrema u ceubilidade e in labilidade emocIOnai (não é uma reação mamaca) > en ação opre iva de alienação de i e do demai > De e perança e depre ao crônica persi lenle > Expio e de raiva, ho lilidade e ódio > Episódio de aulO- abolagem e rejeição de inOuência po iliva > Ob e ão com a morte, morbidez e ódio de i me mo IA AO ERT POTE IAL PATOL GICO: Grave depre ão, Dislurbio de Per onalidade arci i la e Fu- gidia, crimes pa sionals - a - sassinalO e suicldio. e tiverem ofrido uma crise grave em contar com apoio adequado ou em outro recur o com que enfrentá-Ia, ou e tiverem ido vítima con tante de violência e outros abu os na infância, a pe oa do Ti- po Quatro poderão cruzar o ponto de choque e mer- gulhar nos a pecto não-saudáveis de eu tipo. Por me no que queiram, i o poderá forçá-Ias a admitir que suas fanta ia e indulgência emocionai as e tão fazendo arruinar a própria vi- da e de perdiçar a oportunidades. Por mai diflcil que seja, admitir i so pode repre entar o inIcio de uma revira- volta na vida de a pe soa. e reconhecerem a verdade desses fatos, ela poderao, por um lado, mudar ua vida e dar o primeiro pa o rumo à aúde e à liberta ao. Mas também poderão, aferrando- e ainda mai às fantasias e ilu õe a re peito de si me ma , rejeitar todo aqueles que não lhe derem apoio em suas exigências emo- cionai . (U ão todo tão egoistas e gro eiro - ninguém me entende." .. ei que pre- ci o encontrar um emprego, ma agora imple mente não tenho força para i so.") e per i tirem ne sa atitude, elas e arri am a ultrapa ar a linha divi ória qu as epara do Ivei não- audavei. e seu comportamento ou o de alguém que voce conhece e enquadrar no que de crevem a advertência abaixo por um penodo lon- go - acima de dua ou trê emana, digamo -, é mai do que recomendável bu car aconselhamento, terapia ou algum outro tipo de apoio.
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    PRÁ I ASQU CONTRI BU M PARA O D SENVOLVIMENTO DO TIPO QUATRO ~ Lembre- e do dito que afirma que os senti mento não são fato. eu entimento podem er muito fortes e dar-lhe, à vezes, a chave para om- preender melhor seu próprio caráter. Porém eles nem empre fornecem informa ões precisas acerca das mo- tivaçõe e do sentimentos alheios. Muitas de nos a rea ões emocionais do pre ente são bastante influen- ciada por relacionamentos da infância, independente do tipo a que pertencemos. Fique especialmente atento à "leitura" de intenções aparentemente negativas nos comentário que as pessoa fazem a seu respeito. ~ In tabilidade no humor e nas emo ões nâo é o mesmo que sensibilidade. Além de tudo, a instabilidade é uma boa indica âo de que nosso coração está fecha- do. As qualidades inerentes ao coração ão mais utis e profunda ; não são reações a ações externas. A reações emocionais geralmente impedem que no as experiên- cias nos afetem mais profundamente. Ironicamente, elas indicam um medo ou fal- ta de vontade de explorar o entimentos mais verdadeiros, mais profundos, que as contingências presente podem despertar. ~ E force-se por detectar os aspecto de seu Eu Fanta io o que não se coa- dunam com a realidade de sua vida. Ter metas criativas é maravilho o. Procrastinar porque ente que seu "gênio" é pouco reconhecido ou porque não tem as ferramen- tas de que precisa ou porque é mais fácil devanear com o talento é contraproducen- te. Aprenda a aceitar eu verdadeiro don ,ao invés de rejeitá-lo porque são me- nos glamourosos ou desejávei do que queria. Esse tipo de inveja é o mais autode trutivo que pode haver. ~ Procure encontrar amigos inceros, que po sam ervir-lhe de espelho. Pro- cure pessoa que reconheçam uas verdadeira qualidades e o ajudem a cultivá-las - e que também pos am falar obre eu ponto cegos com compaixão e objetivida- de. Como quase todo mundo, as pessoas do Tipo Quatro Ó têm a ganhar quando os entimentos que nutrem a seu próprio respeito e os intere ses romântico se ex- põem à prova da realidade. ~ uidado com a expectativa incon ciente de que a pe oas mais íntima sirvam de amortecedor para eus tormentos emocionais. Os que gostam de você na- turalmente desejarão ajudá-lo sempre, ma você não pode e x ig ir que ele assumam sua paternidade nem que arquem com o ônus de seu traumas de infância. Lembre- se que es a pe soas também têm seu problema e podem não er capazes de lidar com sua intensas reações. ~ E tabeleça rotinas con trutivas para si me mo. As pes oa do Tipo Quatro tendem a esperar que surja a inspiração, mas a inspiração tem mais chance de "bai- xar" se sua rotina diária e seu e pa o estiverem organizados de forma a maximizar ua criatividade, ua saúde física e emocional e, acima de tudo, eu entro amento com o mundo. No seu caso, um pouco de ordem e estrutura pode fazer milagres no sentido de liberar sua criatividade.
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    REFORÇANDO OS PONT., FORTES DO TIPO QUA1R Eu sinto as coisas, mas nem sempre sou capaz de percebê-lo. Por exemplo, posso ter uma sensação incômoda em certas situações e não saber de on- de provém. Com os anos, aprendi a prestar atenção a isso (... ). Sou muito intuitiva. Sei certas coisas sem saber como. De repente me vejo sentada na cama no meio da noite e sei a solução de um determinado problema. Nes- sas ocasiões, não me resta a menor dúvida, mesmo que eu preferisse uma alternativa diferente. Em meus melhores momentos, sou capaz de levantar vôo. Vejo as coisas pa- noramicamente, sintetizo diferentes planos e posso comunicar o que vejo Ao mesmo tempo, as pessoas saudáveis do Tipo Quatro não se levam dema- siado a ério. Elas têm um util enso de humor, normalmente expresso por meio da ironia, que lhes permite ver suas próprias falhas com gra a e leveza. Tanto o sen- so de humor quanto a eloqüência que possuem podem transformar-se em grande trunfos, na cura e no trabalho, para i e para os outros. As pes oas do Tipo Quatro não são a únicas a ter criatividade, já que as pessoa de qualquer tipo po- "T e n h o d e e r eu m e sm o ." dem er criativas. Entretanto, ela po uem um tipo especial de criatividade, uma criatividade pessoal que é fundamentalmente autobiográfica. Ela consiste ba icamente na exploração de sua história e do seu mundo de sentimentos e, em particular, do efeito que lhes provo- caram a família, os amores e os incidente do passado. É por es a razão que tanto poetas, romanci tas e dramaturgo são do Tipo Quatro. Riva comenta a emoção que lhe dá a compreensão intuitiva da condi ão hu- mana e a alegria de encontrar formas de expressá-la: As pe oa do Tipo Quatro ão mergulhadoras da pique: ela vão até o ãmago da alma humana e vol- tam à uperfície para relatar o que encontraram. ão pessoas capazes de transmitir utis verdades acerca da condi ão humana de uma forma profunda, bela e to- cante. Ela nos fazem recordar o que temo de mai humano - o que há de mais pe soai, recõndito e precioso a nosso respeito e qu ,pa- radoxalmente, é também o mais universal. Gra as a sua sintonia com seus próprios estado de espírito - aos sentimentos e impul os ubconscientes -, as pe oa do Tipo Quatro são geralmente muito in- tuitiva , algo que alimenta sua criatividade e sua autodescoberta. Embora po am ter muitos dotes intelectuais, elas tendem a basear-se primeiramente no que sua in- tui ão lhes diz a seu respeito e sobre o ambiente a cada momento. Muitas veze ,ela não sabem direito como conseguem chegar a um determinado in sig h t, pois os trâ- mites de seu consciente são mi teriosos e surpreendentes. Carol, que antes falou a respeito das limitações impo tas pela sua inibi ão, aqui aborda o dom da intuição:
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    O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO: OTIPOQUATRO PASSA AO UM m linguagem po tic,l pr , qu comov a p oas e lhes permite ver o m smo tamb m. T nho capacidade de extrair das experiências princf- pios subjacentes profundos, verdades universais e nuanças sutis e transmi- ti-los com força e clareza. Em meus melhores momentos, a percepção espi- ritual é minha âncora e posso transformá-Ia numa fonte de cura e sabedoria também para as pessoas. Em meus melhores momentos, consigo expressar o inefável. s pes oas saudávei do Tipo Quatro encontram o e pelho que buscam com- partilhando as profundeza de ua própria alma. Fazendo i o, de cobrem com alí- vio que ua natureza, no fundo, não difere da de ninguém. ua relação com a vida interior não é uma forma de alienação, ma im um meio de ir até as pe soa e unir- e a ela de maneira con trutiva. A pe soa audávei do Tipo Quatro entro am- e com a realidade pela ação bem orientada. ubme- tendo- e a prinCipio e atividade que e tejam além do dommio da ua reaçõe ubjetiva, es as pe oa de cobrem não apena quem ão, ma também que o que ela ão é bom. Elas entram em maior contato com a urgência de eu instinto e aem do tran e provoca- do p lo roteiro emocionalmente carregado que ão encenado em ua mente. Quando pa am ao Tipo m, ela percebem também que a auto-expre são não implica complacência diante da in tabilidade de humor. A im, tornam- e autodi - ciplinada , e for ando-se por contrihuir om algo de ignificativo para o mundo. ão mai mero tran eunte inace Ivei que e peram er reconhecido, e a pe- oa participam plenamente da vida e cultivam uma noção mai mtida do próprio eu por meio do trabalho e do relacionamento . Todavia, i so não deve er confundido com a adoção da cntica e do perfeccio- nismo t1pico do Tipo Um. O uperego da pe soa do Tipo Quatro já é punitivo o ba tante; portanto, intimidar- e com projeto de auto-aperfeiçoamento pode levar amai auto-recriminaçõe. A im, é importante cultivar uma outra caracterí tica audável do Tipo m: a capacidade de di criminação. om ela, aberão o que já sa- bem as pe soa audávei de e tipo: que a realidade de uma itua ão e no a rea- çõe emocionai ão dua coi a diferente. A pe oa audávei do Tipo Um ilu tram também a aceitação da realidade- ela trabalham om o elemento que realmente compõem uma <;ituação, em vez de rejeitá-lo. Quando tomam o caminho da integração, a pe oa do Tipo Quatro também entendem que a aceitação é a chave para abandonar o pa ado e abraçar criativamente a vida no pre ente. om a auto-aceitação vem o perdão a antigo erro e dificuldade. Com a aceitação do outro, vem a capa idade de e tabelecer relacionamento mutuamente ati fatório . E a pes oas não preci am mai ver
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    llPO QUA R. () INDIVIDUAL! A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALlDAD EM ESS~NClA no outro o salvadore idealizados nem derrubá-lo de seu pede tais por naOl 011 eguirem colocar- e a altura de suas exagerada expectativa - ela vêem o outro lO mo outro e podem perceber melhor ua própria qualidade sem recorrer a um I 11 Fanta io o. Finalmente, a pe oa do Tipo Quatro que e encontram em proce o de ill tegração ão capaze de con truir uma noção realmente autêntica e estáv I d Ide11 tidade e auto-e tima porque ua ba e ão o fato e relacionamento da vida rcal, l não sua imaginação nem eu tran itório e tado emocionai. Ela con eguem n I em i qualidade ante invi Iveis: força, determinação e lucidez. Além di o, hav 'lI- do- e centrado no momento, ela vêem em todo o a pectos da vida op rtunida· de de criação. m vez de deixar- e levar pela intro pecção ou pelo turbulento nu- xo de rea õe emocionai ,e a pe oa e mantêm pre ente diante de i m ma •• e do mundo que a cerca e, assim, começam a de pertar para as verdade mai pro funda do ora ão humano. Ao permitir que e e proce so se desenvolva, ua ver- dadeira identidade e revela em cada momento de ua existência. o proce o de tran formação, a pe oa do Ti- po Quatro abandonam a auto-imagem egundo a qual têm mais defeito que o outro e lhe falta algo que ele possuem. Além di o, percebem que não há nada de errado com ela: ão iguai ao demais. E, e não há nada de errado com ela , ninguém precisa alvá-la; ela ão perfeitamente capaze de re ponder por i e cuidar de ua vida. a pe oa de cobrem que é quando nada fazem para cria-lo ou mantê-lo que eu verdadeiro eu mais e evidencia. Em outra palavra," er qu m ão" não lhe exige nenhum e forço e pecífico. e e ponto, a pe oa do Tipo Quatro já não p rc c i a m entir- e diferentes nem e peciais, poi vêem que, de fato, o univer o não criou duas de cada uma de- las - e que fazem parte de tudo; não e tão ó nem i oladas. A vida deixa de er uma carga, algo a er uportado. Além dis o, elas e entem, talvez pela primeira vez, gra- ta pela dore e ofrimento pa ados porque, a sua maneira, essas coi a lhe per- mitiram tornar- e a pe oa livres que hoje são. "Quem ão" continua endo mis- terio, talvez mais do que nunca. Ma , em vez de aferrar-se a idéias preconcebidas acerca de ua identidade, elas permitem- e uma abertura para o momento e para a experiência de renovação do eu que ele traz. King é um terapeuta que, apá ano de trabalho interior, aprendeu a reconhe- cer a riqueza de ua própria natureza interior: Em meus melhores momentos, estou cheio de alegria e energia e me rela- ciono com as pessoas e com a vida: estou vivo! Eu manifesto o que sinto, em vez de ruminar sozinho. Meu combustível é a disciplina da realização da- quilo que sei que precisa ser feito e não a busca de "razões" para não ter de produzir como todo mundo. Sou dotado de imaginação e criatividade, sou
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    A MANIFESTAÇÃO DAESSÊNCIA M. C. RICHARDS Uma vez libertadas de seu Medo Fundamental, as pe soas do Tipo Quatro deixam de precisar da arte para ubstituir a beleza, pois a encontram em abun- dância dentro de si. Como e tâo conscientes de seu eu Essencial e livre da turbulência das reações emocio- nais, podem entrar em contato mai profundo com a natureza mutável da realidade e deixar- e inspirar e comprazer por ela. Diane, uma engenheira, descreve muito bem e sa sensa âo de conexão com a coisas: 21 capaz de encontrar truturas, padrões e sentidos ocultos em todos os de- safios da vida. Sou livre! Em meus melhores momentos, sou desinibida e espontânea. Em vez de dei- xar-me desviar pelas minúcias de meus estados de espírito, sou livre para prestar atenção ao mundo e às pessoas à minha volta. Deixar de lado o ha- bituai e obsessivo processo de automonitoração, auto-análise e auto-inibi- ção é algo maravilhoso e libertador. Aí é como se o tempo se desacelerasse e o mundo saltasse à minha frente em toda a sua riqueza e sutileza. As coi- sas mudam - ficam mais tridimensionais, mais detalhadas, mais vivas. Con- sigo concentrar-me sem esforço nas pessoas, vibrar em ressonância com seus estados emocionais e escutar suas histórias sem me perder nas minhas. o Tipo Quatro nos revela a verdade fundamental de que n o sso verd a d eiro eu n ã o é a lg o co m a trib u to s fixo s; é u m p ro cesso em co n sta n te tra n sfo rm a çã o e ren o va çã o . As manife tações de nossa verdadeira natureza estão sempre surgindo e transfor- mando-nos em algo tão maravilhoso e inesperado quanto um caleidoscópio mági- co. O trabalho espiritual do Tipo Quatro está em não transformar esse caleido cópio num instantâneo emoldurado e pendurado na parede. A sim, seus repre entantes descobrem que realmente são um Ouxo de experiência muito mais belo, rico e sa- ti fatório do que tudo que pude sem ver na imagina ão. A experiência do contato íntimo com esse Ouxo abre-nos para um contato mais profundo com os outros e com os aspectos mais sutis da realidade e piritual. Esse contato sempre é pessoal - é precioso e momentâneo. De certa forma, as pes- soas do Tipo Quatro ajudam-nos a reconhecer a unidade do eu pessoal e outros as- pectos mais universais de nossa verdadeira natureza. Assim, a qualidade Essencial especifica do Tipo Quatro é a personificação do elemento p esso a l do Divino. Aquilo que é eterno em nós vivenda o mundo mediante nossa experiência pessoal. Um aspecto fundamental da alma é a im p ressio n a b ilid a d e UÉ verdade que todos nós, não importa o tipo de trabalho, so- mos artistas contanto que esteja- mos vivos no momento concreto e não o usemos para algum outro propósito."
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    As IJ (,oC / do I il'" QuC/lro ("(/IUIIII//II id (,IIli/ic lII 1 " C/I(l/II'IIIIII"IIII" 111/1111 p c, /I'II( nlln (/11 Tipo DOÍ, 11/11IIU /JVI·. A 1 /1 1 11/'" V / I I , 'l/'Í I" ( "" o coslU/IIlI/II id e lllijilll' 1 " errOll(,II/II(·III(· 111I1111 p e rlc llc c llln (/1 1 Tipo Q U lltrO . >- 15 Você provavelmente não pertence a um do tipos retraído (Quatro, Cin- co e ove). >- 15-30 Você provavelmente não pertence ao Tipo Quatro. >- 30-45 É muito provável que você tenha pro- blemas comun ao Tipo Quatro ou que um dc seus pais seja do Tipo Qua- tro. >- 45-60 É muito provável que você tenha al- gum componente do Tipo Quatro. >- 60-75 É muito provávelque você pertença ao Tipo Quatro (mas ainda poderá per- tencer a outro se tiver uma concepção demasiado limitada deste tipo). orne os pontos da quinze afirmações para o Tipo Quatro. O resultado e tará entre 15 e 75. As instru ões ao lado o ajudarão a de cobrir ou confirmar seu tipo de per onalidade. II P a capacidade de deixar-se tocar pela experiência e cre ccr a partir dela. Ollalldlll"S tamo abertos e presentes, nosso coração é afetado e se transforma COI11 as IlOSS.'i I pcriências. Com efeito, cada vez que nos deixamos tocar de v rdadc pela vida, IIlIl dificamo-nos de modo profundo. E, em última análise, não é e c o objetivo (k lod. forma de auto-expres ão criativa - LOcare transformar o cora ão humano? Quando permanecem fiéis à sua verdadeira natureza, as pe oa doI ipo ()lI,l tro entram em harmonia com a incessante criatividade e transformação que sao p.1I te da dinâmica da Essência. o íntimo, elas representam a cria ão, o conslillllt transbordar do manifesto, tran formando o universo em eterno agora. imho!l.1I isso e lembrar aos demais tipos que também eles participam da criatividad Divlll,l é o que de mais profundo nos poderiam ofertar a pe oas do Tipo Quatro.
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    CAPíTULO 11 PA CAL EUDORAWELTY TIPO CINCO: O INVESTIGADOR "O p rim eiro a to d e co m p reen sã o in tu itiva co n siste em jo - g a r fo ra o s ró tu lo ." "O s co n ceito s d a física sã o cria çõ es livre d a m en te h u - m a n a e, p o r m en o s q u e p a reça , n ã o sã o d eterm in a d o s C)(- clu siva m en te p elo m u n d o exterio r." ALBERT El TEl "P a ra d o m in a r u m a á rea d o co n h ecim en to , vo cê p recisa d o m in a r a q u ela s q u e lh e sã o a d ja cen te c, a ssim , p a ra sa - b er u m a co isa , p reci a sa b er to d a s. " OLIVER WE DELL HOLME "Já q u e n ã o p o d em o s ser en ciclo p éd ico s e sa b er tu d o q u e h á p a ra a b er d e to d a s a s co isa s, d evem o s a b er u m p o u - co d e ca d a co isa . " O RADICAL * O EXPERTO o PE ADOR o I OVADOR o OBSERVADOR O E PECIALlSTA
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    1 ..... ullc a é v e rd a d e ira C la ssifica çã o T ip o ló g ica C o n fo rm e a A titu d e Verifique a análise da pontuação na página 242 Classifique as afirma çõe ao lado conform sua aplicabilidade com ba e na eguinte escala: 2 ..... R a ra m e n te é v e rd a d e ira 4 ..... G e ra lm e n te é v e rd a d e ira 3 ..... Em p a rte é v e rd a d e ira 5 .....S e m p re é v e rd a d e ira L Gosto de analisar as coisa em profundidade, estu- dando minucio amente cada detalhe, até com- preendê-Ias o mais inteiramente pos ivel. ___ 11. Há tanta gente tão ignorante que e incrível que algu- ma coisa ainda consiga dar certo! 2. ou uma pes oa extremamente reservada que não franqueia a muita gente a entrada em eu mundo. ___ 12. ei muito sobre uma série de coisas e, em alguma áreas. con idero-me um e x p e rto ___ 13. ou muito curioso e gosto de investigar o porquê das coi as - mesmo as mais óbvias deixam de sê-lo quan- do você realmente pára para analisá-Ias. 4. As pessoas pensariam que sou louco se soubessem as coisas que eu penso. IIPO {IN 3. ão me sinto particularmente grande ou podero- so, ma pequeno e invislvel: acho que daria um bom espião! ___ 10. Geralmente passo um bom tempo polindo os proje- tos em que me envolvo. 8. e você precisa resolver um problema, deixe-me traba- lhar nele ozinho e depois eu lhe dou uma resposta. 5. Só se pode tomar uma deci ão racional quando e tem informações preci a - mas, ai. a maioria das pe oa, na verdade, não é exatamente racional. 9. Quando a gente pára para pensar, vê que não há na- da mai' e tranho que o assim chamado comporta- mento normal. 6. Minha famllia me considera meio e tranho ou excên- trico - já ouvi muita veze que preci o air mais. 7. Quando quero, sou capaz de falar pelo cotovelo. Porém, na maioria das vezes, prefiro as istir de cama- rote a toda e sa loucura à minha volta. ___ 14. Minha mente trabalha tanto que às vezes acho que es- tá pegando fogo. ___ 15. Muitas vezes perco a noção do tempo, pois estou sempre muito concentrado no que faço.
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    o T ipo In ten so e C ereb ra l: P ercep tivo , In o va d o r, R e- erva d o e Iso la d o FUNDAMENTAL: Chamamo este tipo de per onalidade de o Inves- tig a d o r porque, mai que qualquer outro, é ele o que quer aber por que as coisa são como ão. eus repre- entante querem compreender como o mundo fun- ciona. E e mundo tanto pode er o co mo quanto o univer o micro cópico ou o reino animal, vegetal ou mineral- ou o mundo interior da imaginação. Eles e - tão empre pe quisando, fazendo perguntas e e cruti- nando a coi a ão aceitam doutrinas e opiniões pree tabelecida , tendo grande nece idade de verificar por i a verdade de quase toda a coi a John, arti ta gráfico, de creve es a forma de ver a vida: GO: " V o c ê estará num bom caminho se conseguir domi- nar algo." O de ser indefeso, inútil, inca- paz (desvalido). Por trá da incan ável bu ca de conhecimento, a pe oa do Tipo Cinco e - condem grande dúvida acerca de ua apacidade de agir com adequação e suces- so. E la s a ch a m q l~ e n ã o têm ca p a cid a d e d e Ja zer a s coi a tã o b em q u a n to o s o u tro s. Po- rém, em vez de dedicar-se a atividade que pudessem fortalecer ua autoconfiança, ela bu cam "refúgio" na mente, a área em que se entem mai capaze, convenci- da de que lá con eguirão afinal de cobrir orno devem agir - e um dia reintegrar- e ao mundo. Ser do Tipo Cinco significa precisar estar sempre aprendendo, sempre absor- vendo mais informações. Um dia sem aprender nada é como um dia sem sol. Como representante do meu tipo, quero entender a vida. Gosto de ter uma explicação teórica para o porquê de as coisas acontecerem como acontecem. Isso aumenta minha sensação de segurança e de domínio. Eu geralmente aprendo a uma certa distância, como observador, e não como participante. Às vezes, acho que entender a vida é tão bom quanto vivê·la. Não é fácil acei- tar que a vida também deve ser vivida e não apenas estudada. As pe oas do Tipo Cinco pa am bom tempo "O q u e e tà a c o n te c e n d o a q u i? " ob ervando e contemplando - ouvindo os sons de um sintetizador ou do vento ou tomando nota das ativida- des que e desenvolvem no formigueiro do quintal. Quando se deixam absorver pe- la observação, essa pes oas começam a interiorizar o conhecimento e a entir- e mai eguras. Além disso, assim podem descobrir por acaso informa ões inéditas ou novas e criativas combina õe (uma música baseada no rumor do vento ou da água, por exemplo). Quando comprovam sua hipóteses ou vêem que o outros en- tendem seu trabalho, obtêm confirmação da própria competência, o que torna rea- lidade o eu De ejo Fundamental. ("Eu sei do que estou falando.") ~ MENSAGEM DO SUPERE- ~ DESEJO FUNDAMENTAL: Ser capaz e competente. ~ MEDO
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    "E e ten ta rm o s fa ze t h1I d e o u tra fo n n a ? " TIPO Por con eguinte, o conhecimento, a compreen ão e a percep ao IntuItiva <;.0 por elas altamente valorizados, já que sua identidade e constrói em torno da cap •• cidade de gerar idéia e de er alguém com algo inu itado e procedente a diz r. Por isso, as pes oas do Tipo Cinco não e intere am em explorar o que já é conh '('Ido e estabelecido, ma sim o incomum, o de con iderado, o secreto, o oculto, o in•• o lito, o fantá tico, o impen ável. A familiaridade com territórios não-mapeados ",I- ber o que o outro não sabem ou criar o que o outro nem imaginam - permitl'· lhe criar para i um lugar que não pode er ocupado por mai ninguém. EhI•• acreditam que cultivá-lo é a melhor maneira de obter egurança e independência im, para ua própria egurança e auto-e tima, as pessoas do Tipo Cinco Ilt- ce itam ter pelo me no uma área na qual eu grau de perícia lhes permita entir- •• ~ capaze e ligada ao mundo. ua lógica é: "Encontrando alguma coi a que po a la zer muito bem, e tarei pronto para enfrentar o de afios da vida. Mas não po so dei xar que outra coisas me distraiam e atrapalhem". Por is o, concentram- e com tan to fervor naquilo em que podem atingir a excelência: pode ser, por exemplo, II mundo da matemática, do ro ck'n 'ro ll, da música clá sica, da ficção científica, da li teratura de terror ou um mundo criado inteiramente em sua imagina ão. em to da a pe soas do Tipo inco são erudita ou têm Ph.D. Todavia, dependendo dl' ua inteligência e do recursos de que di põem, todas e empenham arduament '111 obre sair naquilo que lhes interes a. Para o bem ou para o mal, e a pe oa e co- lhem a áreas a que e dedicam independentemente de ua validação ocial. a verdade, quando uas idéias encontram aprovação muito fácil ou rápida, ela des- confiam de ter sido dema iado convencionai . A história e tá repleta de repre en tante famo o do Tipo Cinco, gente que lançou por terra os modo convencionai •• de compreender e fazer a coi as (Darwin, Ein tein, ietz che). Entretanto, muito •• mais e perderam em meio às bizantina complexidades de eu próprio racio mio, tornando- e afinal mero e quisitões socialmente isolados. ua profunda capacidade de concentra ão pode, portanto, levá-lo a notavei<; inovaçõe e de coberta , ma também pode cau ar problemas verdadeiramente de animadore quando a per onalidade está mai fixada. Isso porque a concentraçao serve para di traí-lo , sem que o percebam, dos problemas de ordem prática. Qual- quer que seja a fonte de suas ansiedades - os relacionamentos, a falta de boa dis- po i ão física, a incapacidade de arrumar um emprego -, os representante típico •• do Tipo Cinco tendem a evitar abordá-la. Em vez di so, buscam outra coi a que lhes permita sentir- e mais competentes para fazer. A ironia é que, por maior que seja o grau de excelência que tenham em sua área, i o não resolve ua dúvidas l' inseguranças quanto ao seu funcionamento no mundo. Por exemplo, e for uma bióloga marinha, a representante do Tipo Cinco poderá chegar a aber tudo que e possível obre um determinado molu co. Ma e seu medo for o de jamai conse- guir administrar ati fatoriamente o lar, ela não terá com is o solucionado a SU,I ansiedade.
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    220 A o PADRÃODA INFÂNCIA FavOl observar que o padrão c/a infância aqui descrito não pros'oca o lipo de pC /sonalidade Im sc::: diSSO, c/c c/csC/ese tenc/ências observaseis na tenra infancia que Um grande im pacto sobre o. re/lICiOnWllentos q u e o tipo estabelece rUI vida adulta. I id,n obj~ tiv,lIlll'nte (om () elcmcnto flsico pode tornar-sc uma tarefa de pro- porçocs gigantcscas para a p oa do Tipo inco. Lloyd é um cienti ta que traba- lha num importante laboratório de pe qui a médica: Desde criança eu fujo dos esportes e de qualquer atividade física mais pe- sada sempre que possfvel.Jamais conseguia pular corda nas aulas de ginás- tica, parei de fazer aulas de esporte assim que pude e até hoje não me sin- to à vontade nem com o cheiro de um ginásio. Ao mesmo tempo, sempre tive uma vida mental muito ativa. Aprendi a ler com 3 anos de idade e, na escola, sempre fui um dos alunos que mais se destacavam nas disciplinas teóricas. im, CS. a pe oa de otam boa parte de eu tempo a coletar e de cnvolver a Idéia c habilidade que Julgam capaze de fazê-la enllr- e egura e prepara- das. É como e qui e em reter tudo que aprenderam e tran portá-lo na abe a. O problema é que, enquanto e tão mergulhada ne se proce 50, deixam de interagir com o outro e de cultivar muita outra habilidade, principalmente a prática e ociai . Dedicando cada vez mai tempo a acumular informaçõe e de trinchá-la , evitam tocar em qualquer coisa relacionada a ua reai nece idade. O de afio do Tipo Cinco é, portanto, entender que é po IVeldedicar- e a tu- do aquilo que incendeia a imaginação c manter relacionamento , cuidar bem de i fazer todas as coi a caracten tica de uma vida adia. Muita da pessoa do Tipo inco relatam não haver entido egurança no ambiente familiar da in- fância; ela sentiam- e muito indefe a diante do pai e, por i 50, começaram a bu car uma maneIra de en- tir- e mai egura e confiantes. Em primeiro lugar, fu- gIram da famllia e refugiaram- e - mental, fi ica e emocionalmente - em eu próprio e paço. Em egun- do, deixaram de lado uas nece sidade pe oai e emocionais e concentraram- e em algo "objetivo". a infância, a pe oa do Tipo inco co tumam pas ar a maior parte do tempo ozinha; ão criança umida que não brincam mui- to com a outra. Ela preferem o upar a mente e a imagina ão lendo um livro, tocan- do um instrumento, u ando o computador, coletando planta e inseto ou brincando com jogo tipo tabuleiro ou "O Pequeno QUlmico". ão é raro que e a criança e- jam excepcionalmente dotada em alguma área (ortografia e matematica, por exem- plo), ma nâo queiram nem tentar outras atividade típica da infância (como andar de bicicleta ou p car). ão raro o familiar - principalmente o pai mai an io o ,
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    TIPO qu' qu rm que o filho eja mai "normal" - tentam pre i na-las a ngajar.s 'llll ,111 vidad ociais. Tais tentativa geralmente encontram ~ rte re . tên ia. mbora brHhante, Michael era uma criança muito i olada quc foi, d ccrt,I for ma, penalizada - inclu ive pelos próprio pai - por eu dotes int lcctuai<,: Até os 8 anos, eu tinha alergias e muitas infecções respiratórias, o que fre- qüentemente me impedia de ir à escola. Por causa disso, tinha muito tem- po para ficar em casa lendo e pouco brincava com outras crianças. Minha coordenação não era muito boa e eu não queria fazer o que a maioria dos meus colegas faziam, de qualquer forma. Então fiquei conhecido como o cê-dê-efe bobalhão que vivia com o nariz escorrendo. Embora a imagina ão po a er para a pe oa do Tipo inco uma fonte di criatividade e auto-e tima, ua dedicação qua e que integral a ela alimenta a an..,(' dade que nutrem a eu próprio re peito e obre o mundo. ão e trata imple m~1l te da capacidade que e as criança têm de ver o mundo ao eu redor com uma ela reza e panto a; ela têm também a de explicá-lo a si me mas - faculdade e a qUI terá po teriormente profunda repercu oe, para o bem ou para o mal. Ma on, arquiteto e urbani ta, relembra o infelize eventos que acabaram POI levá-lo a refugiar- e na própria mente: Eu era o caçula de cinco filhos de um pai cego e uma mãe carinhosa que es- tava sempre ocupada demais com marido e filhos para dar-me um pouco de seu tempo. Minha irmã mais velha, enciumada, não parava de dizer-me que eu era um equfvoco, que ninguém gostava de mim e que eu devia sim- plesmente morrer ou ir embora. Eu vivia como se aquilo fosse verdade e ti- nha relações ambivalentes com meus pais e meus irmãos. Simplesmente me encolhi e criei meu próprio mundo, um mundo fantasioso no qual eu era o Ifder. A im, a criança do Tipo in o começam a não e perar nada de ninguém, ,I não er que a deixem em paz para dedicar- e ao eu próprio intere e, em tel de preocupar- e com a exigência e nece sidades alheia, principalmente a emo cionai. como e di e em:" ão lhe pedirei muito e ocê tampouco me pedir muito". A independência - ou, talvez mai exatamente, a n â o -in tru â o - é o que las procuram como forma de obter eguran a e controle obre ua própria vida. Quando não há intromi õe, ela ganham tempo para cultivar algo que "por na me a" quando por fim e entirem pronta para e tabelecer contato com as pc..,· oas. Por exemplo, podem aprender piano principalmente porque go tam e porqUl' a im ficam muito tempo a ó ,e i o também serve para refor ar ua auto-e tima e garantir um lugar na famllia. A mu ica é potencialmente uma ponte até o outros, ma também é um meio de de aparecer: em vez de conver ar, ela podem tocar pia· no para as pe oas.
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    I A("~AMA Não consigolembrar de me haver sentido ligado à minha mãe. Por duas ve- zes ela ficou arrasada antes de meu nascimento: primeiro, casou-se com um homem que não conseguiu consumar a união e colocou a culpa na aparên- cia e na falta de atrativos dela; posteriormente se soube que ele era um ho- mossexual reprimido. Depois disso, casou-se com meu pai (que afinal era um homem no sentido convencional, muito confiável e pouco dado a novi- dades) e o primeiro filho morreu com três dias de nascido. Dois anos e dois abortos espontâneos depois, eu nasci. Acho que minha mãe não tinha con- dições de entregar-se a mim de coração depois de tudo isso. A" )ll'''''O,I'' do 111)0 (II1CO cstao psicologicamcntc pr sa" a la,>( Illlanlll da '>(- para ao o pcnodo entre o dois e o tr ano e meio -, quando a crian a aprcll de a agir independentemente da mãe. Por alguma razão, as crian a de te tipo con- cluem que a única maneira de tornar- e independente é o b rig a r-se a n ã o q u ercI o a feto e a lig a çã o em o cio n a l p ro p o rcio n a d o s p ela m ã e. Assim, desde cedo aprendem a desligar- e das sensações penosas de carência e desejo refugiando-se na mente. Uoyd especula sobre a cau a dessa sensação de distanciamento: OS SUBTIPOS CONFORME AS ASAS Desligar- e do afeto - e até deixar de desejá-lo - torna-se sua defesa contra no- va mágoas e frustraçõe . Isso é muito importante na vida adulta da pessoas do Ti- po Cinco, pois explica a ua relutãncia em envolver-se mais afetivamente com os outros. Deixar a eguran a da mente e reocupar o corpo e os sentimentos implicam experimentar de novo a fru tra ão e a angústia primais da infância. Tais sentimen- tos destroem completamente a sua capacidade da concentração - a ba e de sua au- toconfiança - e ão, por conseguinte, algo contra o qual se defendem com todas as for a . Me mo o desejar demais algo corriqueiro pode perturbar sua seguran a in- terior; por is o, o adulto deste tipo passam a vida evitando o que mais querem, re- primindo seus de ejos e buscando prazeres substitutos em seus interesses, eu h o b - b ic e sua criatividade. F a ixa S a u d á vel este ubtipo, a curiosidade se alia à perspicácia para a expre ão de uma vi ão muito pe oal e singular. Seus representantes - mais emocio- nais, introspectivos e criativos que os da Asa Seis - bus- cam um nicho ainda não explorado, algo que pos am realmente chamar de seu. ão sendo dotados de espí- rito propriamente científico, eles são muitas vezes criadores solitário que me clam paixão e indiferen a. Caprichosos e inventivo ,brincando com formas familiares são capazes de chegar a inova ões verdadeiramente urpreendentes. Geralmente atraí- dos pelas artes, usam mais a imagina ão que o raciocínio analítico e istemático. TIPO CINCO COM ASA QUATRO: O ICONOCLASTA
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    David Lynch Stephen King GlennGould Georgia O'Keeffe Joyce Carol Oates Sinead O'Connor Merce Cunningham LilyTomlin Tim Burton Kurt Cobain Vincent Van Gogh F a ixa M éd ia mbora identificada em primeiro lugar com a mente, as pessoas deste subtipo lutam com entimentos intensos que podem criar-lhes pro- blemas quando trabalham em equipe. Elas são mais independentes que a do outro subtipo e resistem a aceitar imposições. Como podem facilmente perder- e em meio a uas paisagens mentais, seus interesses ten- dem mais ao surrealismo e ao fantástico que ao racio- nal e ao romântico. A dispersão e a dificuldade de cen- tramento podem roubar-lhe o enso prático na hora de concretizar seus interes es. É possível que e as pessoas se sintam atraídas por temas grote co , proi- bidos ou lúgubres. TIPO CINCO COM ASA SEIS: O QUE SOLUCIONA PROBLEMAS E xem p lo s Jane Goodall Isaac Asimov Amelia Earhart Charles Darwin Stephen Hawking Bill Gates Doris Lessing Bobby Fischer Laurie Anderson Brian Eno F a ixa S a u d á vel Observadoras, organizadas e de- talhi ta ,a pessoas deste subtipo são capazes de tirar conclusõe procedentes de fatos diver os e, a partir dela , fazer previsões acertada . Elas buscam para si um nicho que lhes dê eguran a e que se encaixe num contexto mai amplo, geralmente sentindo-se atraídas pela técnica: engenharia, ciências e filosofia, além de inven õe e reparos. A capacidade de coopera ão, a disciplina e a persistência as tornam mais práticas que as do outro subtipo. Es as pessoas podem aliar o ta- lento para a inova ão ao tino comercial, às vezes com resultados muito lucrativos. F a ixa M éd ia Talvez as mais genuinamente intelectuais entre a de todo os subtipo, essas pes oa intere sam- e pelas teorias, pela tecnologia e pela aquisi ão de informa ões. Analista e catalogadoras do meio em que vivem, elas gostam de dis ecar os elementos de um problema para descobrir o eu funcionamento. Extre- mamente re ervada quanto aos próprio sentimento ,concentram-se mai nas coi- sas que nas pes oas, apesar da grande identifica ão que os representantes deste sub- tipo têm com as pessoas mais importantes de ua vida. ão sendo particularmente introspectivos, preferem ob ervar e compreender o mundo que os cerca. Eles po- dem go tar mais de discussõe e defender eu ponto de vi ta com mais veemên- cia que as pessoas do outro subtipo, tendendo a er agre ivos e antagonizar forte- mente os que deles discordam.
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    AS VARIANTES INSTINTIVAS O INSTINTOSOCIAL NO TIPO CINCO Isolamento e Armazenagem. a faixa média, os Autopreservacionistas do Tipo Cinco tentam atingir a eparação e a independência reduzindo as próprias ne- cessidade. endo pessoas extremamente conscientes de seu próprio di pêndio de energia, elas ponderam quai a atividades a adotar, perguntando-se se possui- rão os recur os interiores nece ários. Em ca o negativo, rejeitarão a po ibilidade. eja como for, ela também pre ervam ua energia e eu recursos para evitar depen- der dema iado dos outro, tentando tirar do meio o mínimo po ível. Por isso, po- dem ser muito re ervadas, além de zelo as do local onde vivem ou trabalham. O Autopre ervacioni ta do Tipo Cinco são o verdadeiros solitário do Enea- grama: amam a solidão e em geral evitam o contato ocial com as pe oas - princi- palmente quando e trata de grupo . Apesar de poderem mostrar-se amigávei e fa- lante ,ele demoram a entro ar- e com o outros e muitas vezes entem- e esgotado pela interaçõe sociai . Quando i o ocorre, precisam passar algum tem- po em ca a para recarregar as bateria. Além disso, ressentem-se muito das expec- tativa que po sam er criadas a seu re peito. a maioria da vezes, procuram mi- nimizar a própria necessidade para conseguir viver com menos dinheiro e evitar que interfiram com sua independência e privacidade. Embora po am ser afetuo o para com o mais mtimo, endo o repre entantes da Variante emo ionalmente mais fria do Tipo Cinco, ele em geral se mostram mai distantes e têm maior difi- culdade de manifestar o que sentem pelo outro . a faixa não-saudável, o Autopreservacioni ta do Tipo Cinco podem trans- formar- e em reclu os excêntrico, capazes de qualquer coisa para evitar o contato ocial. O i olamento pode levá-los a distor õe de raciocínio e a idéias ilusórias. ão e tá de cartado o urgimento de traço paranóides, principalmente no caso dos re- pre entantes do Tipo inco com Asa Sei . o INSTIN o o AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO CINCO O Especialista. Os repre entante ociais típico do Tipo Cinco abem entro- sar- e e conqui tar um lugar para i pelo eu saber e por sua qualificação. Eles gos- tam de ver- e como o Me tres da abedoria e de valer- e de sua área de domínio para tornar- e indispen áveis ( er os únicos no e cri tório que abem consertar um computad r, por exemplo). endo o mais intelectuais dentre o repre entantes de eu tipo, eles são muita vezes atraídos pelas ciências. Além di o, representam o papel social do xamã, o sábio que vive na margem de ua tribo, o senhor de conhe- cimento ecretos. Eles go tam de conver ar obre questões érias e teorias comple- xa , tendo pouco interesse por brincadeira. ua interação ocial e pauta pelo de- bate de idéia, pela crítica da sociedade e pela análise de tendên ias.
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    O INSTINTO SEXUALNO TIPO CINCO "Este é o Meu Mundo." Aqui exi te um choque entre o di tanciamento e a e - quivan a típicos do Tipo Cinco e o desejo de inten a proximidade que confere a Va- riante Sexual. Essas pessoa go tam de compartilhar segredo com o mai íntimo. (" unca contei i o a ninguém"), porém e tão sempre um pouco divididas entre lu- tar pelos que as atraem e ceder à falta de confiança nos próprios dotes sociais. Por isso, sentem-se impelidas a entrosar-se com os outros, embora sempre com alguma an iedade e uma erta tendência a retroceder de uma hora para a outra. Elas ão mais afáveis e extrovertidas que as pe soas das outras duas Variantes, mas surpreen- dem e deixam a todos perplexos quando inopinadamente desaparecem por tempo. Por um lado, são como os representantes do Tipo ove: quando se interessam por alguém, mostram-se extremamente abertas e acessíveis. Por outro, quando não se entem estimada ou compreendidas, logo se di tanciam emocionalmente. A im, alternam fa es de muita freqüência e intensidade e longos períodos de isolamento no relacionamento . Mesclado ao intelecto, o instinto exual produz uma fértil imagina ão. Os re- pre entante exuai do Tipo inco criam realidade alternativas - "mundos" par- ticulare de vários tipo - que ó apresentam ao mais íntimos. Essas pes oas bus- cam o parceiro ideal, o parceiro para a vida inteira, aquele que não se deixará desanimar por sua estranheza. ("Você tem medo da minha intensidade?") A forte sexualidade lhes dá o ímpeto de arri car-se ao contato emocional, além de aliviar um pouco a ua con tante atividade mental, tornando-se um meio de centramento. Porém, no meno saudáveis, a mi tura entre sexualidade e imagina ão pode ga- nhar matizes sombrios e fetichistas, fazendo-os perder- e em meio a sonhos e fan- tasia inquietantes. a faixa menos saudável, a audade de um amor perdido e o entimento de rejei ão podem levar essas pe soas a i olar- e e agir de modo autodestrutivo. Mui- tas vezes o voyeurismo a induz a viver de forma perigo a e a aproximar- e do ub- mundo. Os repre entantes Sociais menos saudávei do Tipo inco mostram-se Inca pazes de relacionar-se com a pes oa enão mediante ua área de dommio. I ks la zem do cabedal de informação que recolheram seu trunfo, seu meio de ace so ao poder. As im, são socialmente ambiciosos no sentido de querer fazer parte da elill' intelectual ou artística - preferem não "perder seu tempo" com os que não cons '. guem entender seu trabalho. a faixa não-saudável, essas pes oas co tumam manifestar pontos de vi ta po lêmico e radicais. Muitas vezes, ão anarqui tas e anti- ociai : escarnecendo da raça humana, vêem o mundo como uma nau de insen atos. Além disso, podem criar bi- zarra teorias obre a sociedade e a realidade. Mas, ao contrário dos Autopreservacio- nistas de te tipo, estarão dispostas a apresentá-las aos outro de qualquer maneira.
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    s guir, algunsdo problema mai frequen- t s no caminho da maioria da pe oa do Tipo in- co. Identificando esses padrõe ,"pegando-no com a boca na botija" e simplesmente ob ervando quai as no a rea ões habituai diante da vida, e tare- mo dando um grande passo para libertar-no dos as- pecto negativos de no o tipo. D AF-I PAM o CRESClM NTO DO llPO CINCO ••• empre que e sentem e gotada pela circun tãncia ou pelo contato com o demai ,a pes oa do Tipo inco imediata e in tintivamente e de ligam de seus entido emoçõe e bu cam refugio na mente. o fundo', o que tão bu cando com i o é um ponto eguro de onde po am avaliar mai objetivamente a situação. Quando i o ocorre, es a pe oa in terro m p em a rela çã o d ireta co m o q u e estã o viven d o e ctlJro n h a m -sc em scu p ró p rio co m cn tá rio m en ta l d c sa C X P C I iên cia . Assim, transformam as experiência em conceito e procuram então ver omo ele se en- caixam na ua compreen ão anterior da realidade. Por exemplo, um p icólogo do Tipo inco e tá onver ando animadamente com um amigo e, de repente, em vez de cuta-Io, começa a analisar a idéia e o entimento de e amigo a luz de uma determinada teoria p icológica. ma e critora do Tipo inco faz uma viagem e, em vez de relaxar e imple mente fazer turi mo, pa a o tempo qua e todo fazendo ano- taçõe. obre o lugar para o romance que e ta e crevendo. om o tempo, a idéia, os comentano mentai e a a oCla õe livres dessas pe oas começam a juntar- e para formar aquilo que chamamo de B rin q u ed o In te- riO /. e brinquedo pode vir a tornar- para ela a própria realidade - o filtro atra- v"c do qual ela vivem o mundo. ssim, acrescentar nova. idelas,recon truir a an- o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO CINCO: A FUGA PARA A PRÓPRIA MENTE Ob 'Ive o lo aI em que e el1t:omra agora e fLH;a,em ~eu Diario do lrabalho (menor, uma li~ta de todas as coisas que nao hav ia observado até este momento, Verihque o que havia dei- xado de notar. Quantas coisas, core, defeitos ou caractensticas novas voce e capaz de encon- trar agora? Quando eSlamos pres ntes, somos capazes de observ ar tudo Mas, quando esta- mos d ntro de nossa cabeça. nao podemos observar muita coisa. Voce pode praticar este e, erclcio sempre que entrar num lugar desconheCido Primeiro, po- rem, você tt'm de estar presente - procure resplfar e sentir a i mesmo, l~m seguida, olhe em torno de si como sc jamais estive~se estado ah. e você for do fipo Cinco, podera usar cste e. 'erClcio para retomar seu contato com o mundo c "ativar" seu inal de Alerta; se nao o for, tera con •.• eguido uma ide ia melhor do que é er um representante desse tipo,
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    INV"S' I(.AUOf{ A peoa do Tipo inco deixam de acredllar na possilllhd,ld, d, cxi tir à parte do meio - de ob ervar do exterior - e, a"'Slm, lOll , guem confiar na vida. Dessa forma, paradoxalmente reahz.lI11 ,H De eJo Fundamental: ter capacidade e competência para r"lal 110 mundo. Entào, LOrnam- e lucidas, sábia, profunda e compa",sl.1 tb pessoas do Tipo inco concentram-se no meio m qu VI'( III com o intullo de ganhar egurança e de envolver recursos com qUl defender- e de eu Medo Fundamental. Auto-imagem'" u int h· gente, cu rio o e independentc". As pe oa do Tipo Cinco reforçam ua auto-imagem dominando um conjunto de conhecimentos ou habilidade que po a torna-),I fortes e competente. ão querendo competir com ninguém, pn'· ferem dedicar-se a nova idéia e meio. "Brincando· podem ch~- gar a Idéias, II1vençõe e obras de arte profundamente onginais. Temendo não dispor de qualidades suficientes e 1'1''cisar preparar e mais para conquistar seu lugar ao sol, a pe oas do lipo Cin o sentem-se pouco seguras de si em muitas areas. Preferem então a segurança de sua própna mente: estudam, praticam e acumulam mais conhecimentos, recursos e qualificaçóe , A. P ssoas do Tipo inco receiam que as nece sidades alheIas pos sam desviá-Ias de seus próprios projetos. Por conseguinte, tentam manter os "intrusos" a distância II1tensihcando a atividade m~nt.11 A tental1'a de milllmizar as propnas necessidades a~ torna irntalh ça ,cerebrinas e hermeticas. Além disso, tendem a passar mais I m po a so ,especulando c elaborando reahdades alternatia . pe soa do Tipo Cinco temem perder o lugar que conqui tanlm e, assim, começam a rechaçar qualquer apro. 'imaç o. r m ran oI' da calma e da egurança que Os outros po am demonstrar e com praz m-se em atacar sua cr n as e convI oe •.•.Embora suas pr pnas idéias pos am ser e traagante e perturbadoras, elas dcsllf zanl os que nao conseguem comprccnd ·las. 5 pcs oa do rlpo Cin o sentem e tao pequen.ls r impotentes qu lome am a Cf mau pns aglUs em quase ludo. ( heias de estnl nh,ls e lugubre5 fantaSia r sistem a qu,lIqucr tentativa de ajuda fugindo uas p soas e mergulh.lIldo na IIlsônia Ja n o conseguem cOllllOlar a ment feblil. onCCnlla(aO ln o v a (a o CalatcI Visionário O b crva(clo Pcrspicacia /-Im/ipl/lIl1l0 D e /I/lO Bu ca d o que IllIcn/O uto-aniqUlla do 1111 /lIO r (enll iCldad 3 F L lVel onccilLW(aO 4 P rC p a la (1 1 0 M É lvel Distllnciamcnto D 5 P lc o c u p a (c lo A Rllclllllll~m() PW()flll (W
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    À medida quea in egurança aumenta, é cada vez mai difícil para as pessoa do Tipo Cinco relacionar-se com os outros, a não ser por intermédio do papel de Ex- perto Gra a ao seu Medo Fundamental (não ter recursos e er impotentes e incapa- zes), elas condicionam a autoconfiança à conquista de um lugar só seu. Isso ela con- eguem pelo domínio de conhecimentos e informa ões aos quais ninguém mais tem ace o (como, por exemplo, o gambito do xadrez e o aspectos mais ar anos da a - trologia ou mesmo do Eneagrama). Além di o, procuram dedicar-se também a al- guma atividade criativa com o objetivo de torná-la ua marca registrada. Entretanto, conhecer o jogo de xadrez a fundo não adianta se as pe oas de seu círculo também souberem jogar muito bem. Os representantes típicos do Ti- po inco precisam superar a todos na compreensão do xadrez ou encontrar ou- tro jogo: talvez um ob curo jogo dos antigo Incas ou um g a m e diabolicamente complicado. Embora dediquem a maior parte do tempo ao tema que escolheram, as pe - soas do Tipo Cinco e tão consciente da várias outra áreas de ua vida que não dominam. O fato de ser um físico brilhante ou um bem-sucedido e critor de terror não compensa inteiramente a falta de jeito na cozinha, a incapacidade de dirigir um automóvel ou de manter um relacionamento. As atividades físicas costumam ser pa- ra ela motivo de muita vergonha: funcionam como provas de algo que não conse- guiram dominar. A atividades sociais e outro aspectos dos relacionamentos tam- bém podem ser descartados. Se uma pessoa do Tipo Cinco tiver más recorda ões de um namoro, talvez leve anos até arriscar-se a namorar novamente. e esse padrão per istir, eu mundo e reduzirá à pouca atividades que a deixam à vontade. P a p e l S o c ia l; O E x p e rt ligas e tentar descoblll 'omo as dif relll parl' de a estrutura mental pod 'riam 'ncaixar- pa am a er o principal pa atempo das pes oa do Tipo inco. omo empre conseguem inventar novas idéias o tempo todo, isso e torna um meio mui- to eficaz de aumentar sua auto-estima e defender o eu. Ma ,concentrando- e tanto nesse brinquedo, ela ab traem e conceituam o mundo, em vez de vivenciá-lo dire- tamente, o que por fim provoca a perda de contato com a orientação Essencial. Em outra palavra, brincar com as idéias pode dar-lhe uma sensação temporária de segurança, mas não traz a solução para o problema reais do mundo real. 228 A Observe sua própria dependência de certa área de interes e. Qual a sen ação que elas lhe dão? Como você se sente relacionando-se com as pessoa sem tocar na sua área de domí- nio? Existem outras áreas em sua vida que você negligencia porque lhe provocam vergonha ou ansiedade? Vocêestá se concentrando no nicho que conquistou em detrimento des as ou- tras áreas? o QUE REALME TE TRARÁ SEGURANÇA?
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    A A va re za e a S e n sa ç ã o d e P e q u e n e z A In c a p a c id a d e d e C h e g a r a o F im : a F a se d e P re p a ra ç ã o "É p re c iso e n c h e r toLa/mOI/I' o d isc o rlg id o ." II P O repre entantes típicos do Tipo Cinco geralmente ficam presos àquilo quc chamamos de fase de preparação: recolhem cada vez mais informações e praticam Minha mãe teve dois filhos antes de mim; um com problemas congênitos de pele e o outro morto num acidente antes de chegar à adolescência. Quando eu nasci, nasceu também a idéia de que eu precisava ser superpro- tegido. Infelizmente, nada podia ser só meu: meus pais tinham de saber on- de eu estava, o que fazia, o que queria fazer, o que havia em meu quarto etc. Então aprendi desde cedo a fugir para minha mente. Lá eu me liberta- va das intrusões que faziam parte de meu cotidiano. Ninguém podia ir até lá, a menos que eu deixasse - e isso jamais acontecia. No início da adoles- cência, comecei a dar mostras evidentes de resistência tornando-me mais indiferente, inacessível e frio. Até hoje, continuo distante emocionalmente de meus pais e dos outros. A Paixão do Tipo Cinco (seu "Pecado Capital") é a avareza, uma erta di!'>101 ção emocional resultante de sua sensação de pequenez e incapacidade de def ndcl se no mundo. O medo faz eus representantes recolher-se a si mesmos, e a avarcza o faz procurar armazenar os mmimos recursos. Como as neces idade alheias po dem esgotá-los com muita facilidade, eles sentem-se como se não di pu e em do suficiente para a demanda. a verdade, as pessoas do Tipo Cinco pertencem a um dos tipos meno materialistas do Eneagrama e se satisfazem com poucos confortos. Porém são avaras em relação ao seu tempo, sua energia e seus recursos. Têm voracidade para adquirir conhecimentos e meios de aperfei oar sua perícia e sua habilidades. Além disso, por acharem que pre i am dedicar a maior parte do tempo ao cultivo de suas idéias e interesses, não quc rem que ninguém lhes exija muito tempo ou atenção. Como se sentem impotentc!'> e incapazes, crêem que devem acumular e manter tudo aquilo que possa torná-Ia!'> fortes e capazes. Assim, podem fazer coleção de números atrasados de jornai ou rc vistas, compilar exaustivamente recortes e livros das áreas que lhes interessam Oll acumular discos e CDs até não terem mais onde guardá-los. Essas pessoas geralmente se sentem sobrecarregadas e oprimidas pelas expec tativas alheias. Além disso, como é fácil sentir- e invadidas, ela aprendem a prote ger- e retraindo-se emocionalmente. Mark, especiali ta em computadores, é dotado de um simpático senso de hu mor e de uma sinceridade tocante. É casado e feliz há muitos anos, mas ainda luta com es es problemas:
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    Batalhei anos eanos para tornar-me compositor e, em retrospecto, vejo que muita gente achava que minhas canções eram muito boas. Mas eu nunca me convencia disso. Mexia nelas sem parar: esta melodia não é muito inte- ressante; o mote é cafona demais; este verso parece mais coisa de fulano. O pior é que eu não compunha nada e passava o tempo todo "fazendo pesquisa", escutando outras músicas para ganhar experiência e inspiração. Mesmo quando estava em contato com outros músicos que poderiam aju- dar-me na criação, eu hesitava em apresentar-lhes o que havia feito ou pe- dir-lhes que o tocassem. Tentava consolar-me dizendo que assim estaria me tornando um músico melhor, que aquilo fazia parte do processo e que um dia eu seria bom de verdade. Com isso perdi muitos anos. ,>cmparar, mas jalll,us s s ntcm preparado· o ba tante para partir para a a ao. 'i- cam tão enredados no detalhe da análise e do ajustes finai que não con eguem ver a fioresta por cau a das árvores. Assim, nunca se entem pronto para arri car- e, como o pintor que reluta em fazer uma expo ição ou o aluno que faz mil cursos mas não quer formar-se em nenhum. As pe soas do Tipo Cinco não estão necessariamente conscientes de sua an- siedade. Geralmente, acham apenas que não terminaram o que haviam planejado e precisam de mai tempo para o aprimoramento. Já que ua auto-e tima está tão con- dicionada aos eu projeto, e a pessoas preocupam-se muito com a possibilida- de de seu trabalho ser riticado ou rejeitado. Porém a eterna ensação de preci ar preparar- e mai pode deixá-Ias parali adas por mui- "P reciso d e m a is tem p o ." tos ano. Assim, podem acordar um belo dia e perce- ber que não viveram a vida - e tiveram simplesmente preparando- e para vivê-Ia. Ba icamente, o que parali a as pe soa do Tipo inco é a recorrente men a- gem do uperego, que diz: "Para ser bom, você preci a atingir a excelência em al- guma coisa". Ma ,afinal, de quanto conhecimento elas preci am? O que - ou quem - lhe dirá que atingiram domínio perfeito daquilo a que se propunham e e tão pronta para a a ão? orno esse domínio pode er mantido? Morgan reconhe e o quanto lhe cu tou e se tipo de comportamento: Sua maior demonstração de eficiência está em parar de refinar conceitos e partir para pô-los em prática. Procure encontrar pe oas com as quai po sa compartilhar sua idéias: um grupo de amigos criativos ou intelectuais que se interesse por seu trabalho pode ajudá-lo a manter-se em atividade. Além di so, embora você não seja muito afeito ao trabalho em equi- pe, isso contribuira para impedir que você fique preso à fase de preparação.
  • 232.
    Creio que boaparte da minha personalidade distante pode ser atribuída à falta de relacionamento tanto com meu pai - que, como militar, passou quase toda a minha infância fora de casa - quanto com minha mãe - que estava mais interessada na própria vida social que nas necessidades do quarto filho. A lenda na família é que eu tinha sido "um acidente" e que mi- nha mãe já tinha gasto a sua cota de dedicação com meus irmãos mais ve- lhos. Assim, aprendi desde cedo a "me virar" sozinho e tornei-me craque em passar despercebido. T1P Às vezes é difícil lidar com as pessoas e sempre é difícil lidar com as pessoas que têm expectativas. Para desespero de minha mulher, falar, agir, vestir- Como as pe soas do Tipo ove, as do Tipo Cinco têm dificuldade de perceber o próprio eu e a próprias necessidades quando se relacionam. Porém, ao contrário da pes oas do Tipo ove, a do Tipo Cinco tentam recobrá-los evitando os outros. A companhia alheia ob curece ua lucidez e implica um e for o - mesmo quando ela e tão se divertindo. Por isso, os repre entantes típicos do Tipo Cinco conside- ram a maioria das interaçõe pe oais extenuantes, sentindo que as pessoas dese- jam dele uma resposta que não têm condição de dar. Mark fala abertamente obre essa questão: Os representantes do Tipo Cinco são os mais independente e idiossincráticos dentre todo os tipos de personalidade; são aqueles que mais podem ser classificados como solitários e até desajustados. Isso não quer dizer que ele queiram sempre estar a sós ou que não sejam excelente companhia. Quando encontram alguém cuja inteli- gência e interesses re peitem, invariavelmente se mo tram extrovertidos e sociávei porque gostam de compartilhar uas descobertas e percep õe com aqueles que sa- bem apreciar o que eles têm a dizer. Sua di po ição para compartilhar seu conheci- mento, porém, não quer dizer compartilhar informações a seu próprio respeito. Ao contrário das pe soas do Tipo Quatro, que desejam er aceitas ape ar de sentir-se como estra- U ã o s e rá p e rig o s o e x p o r-m e ? " nha ,a do Tipo Cinco não têm nenhuma angú tia consciente por não relacionar-se com os outros. Estão resignada com isso e procuram concentrar-se em outras coi a, entindo que eu isolamento é inevitável - coisas da vida. (O filme E d w a rd M ã o s d e T eso u ra , de Tim Burton, descreve perfeitamente a vida interior de uma pessoa deste tipo.) Seus de- sejos e nece sidade emocionais estão profundamente reprimidos. Por trás dessas defesas, elas naturalmente sofrem, mas conseguem desligar- e dos sentimentos que a solidão provoca para continuar agindo normalmente. Richard, bem-sucedido empresário, situa as origens de sua reserva emocional na infãncia: Retraimento e Indiferença
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    " ã op reciso d e muito, m a s p reciso d e m eu esp a ço ." Quando me mudei para meu apartamento, passei meses dormindo num colchonete inflável - ou mesmo no chão - até comprar um sofá-cama. Le- vei anos sem quase nenhuma mobília que não as estantes onde guardava meus livros e LPs. Acho que as pessoas tinham pena de mim e me davam os A pessoas do Tipo Cinco podem, na verdade, ter um imenso reservatório de entimento . Mas eles foram soterrados e são mantidos a sim de propósito. Com efeito, elas evitam muito relacionamentos para impedir que esses sentimentos as tomem de a salto. A m a io ria d es a s p esso a s ta m b ém co stu m a rech a ça r os q u e p ro cu - ra m a ju d á -la s. (Qualquer auxílio aí ignificaria frisar sua incompetência e impotên- cia, reforçando as im eu Medo Fundamental.) Isso vale especialmente quando a pessoa que quer ajudá-las demonstra possuir segunda intenções ou alguma ten- dência à manipula ão: e não e entem capazes de cuidar das próprias necessida- de , que dirá das necessidade oculta dos outro . me comp rt.lr flH m públi o de forma adequada (isto é, de forma que atenda às expectativas sociais) nunca foram meus pontos fortes. É preciso esforço para conseguir aceitação social, e aí eu penso: "Para que tentar?" M in im iza n d o a s e c e ssid a d e s: a M e n te "P e rd e o C o rp o " o repre entantes da Tríade do Raciocínio ten- tam compen ar a falta de orienta ão interior desenvol- vendo estra tég ia s. A estratégia das pessoas do Tipo Cinco é não pedir muito de ninguém, esperando, ao me mo tempo, que ninguém lhe peça muito. (Incon cientemente, elas pen am muitas vezes que não têm muito a oferecer.) Essas pe soas tentam manter ua inde- pendência m in im iza n d o a p ró p ria s n ecessid a d es. ua idéia de conforto pessoal é tão elementar que pode chegar a ponto de ser primitiva. Preocupadas com ua teorias e visões, elas vivem como "mentes incorpórea ". Morgan, o compositor, fala com franqueza a respeito do minimalismo carac- terístico de seu tipo: AS ORIGE S DO ISOLAME TO Registre ua ob ervações acerca do isolamento em seu Diário do Trabalho Interior. Que tipo de ituações o fazem distanciar-se emocionalmente? Qual a sua atitude diante da pes- oas e da vida ocial ne' a o asiões? Você é capaz de recordar algum incidente da infância que tenha servido para reforçar essa tendência? Sentiu- e invadido pelas necessidade ou pe- la interferência de outras pe soas? Dapróxima vez que estiver com alguém, procure ob ervar se não está e distanciando emocionalmente. O que seria neces ário para relacionar- e com as pe soa sem abrir mão de uas próprias metas?
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    As pe oasdo Tipo Cinco precisam assumir mais o próprio corpo. A y o g a , a artes mar ciais, a ginástica, a corrida, os esporte ou uma boa caminhada pode ajudá-la a retomar o contato com seu lado físico e emocional. Escolha uma atividade que possa praticar regular mente e anote-a em seu Diário do Trabalho Interior. E creva também quantas vezes por se mana você se compromete a exercitar-se e depoi assine embaixo. ão se esqueça disso! R serve espaço para comentar esse termo de compromi so e as modificações que nota a medida que se torna mais centrado. O que você ente quando não o cumpre? O que acontece com a sua noção de eu ao realizar a atividade? Como esta afeta seu raciocínio? Após criar o mundo interior no qual se refugiam contra as inseguranças do dia-a-dia, os repre entantes típicos do Tipo Cinco tendem a preocupar-se com ele. Especulam sobre diversas idéias, preenchendo os detalhe de complexos mundos de fantasia ou desenvolvendo teorias brilhantes e convincentes, porque esse tipo de raciocínio - camuOado de análise ou criação - é o que mais se presta a afastar os problemas práticos e emocionais. Na medida em que tiverem sido feridas em sua "E se ... ? " capacidade de sentir-se fortes e capazes, as pessoas do Tipo Cinco poderão recorrer a fantasias de poder e controle. Assim, talvez se sintam atraídas por jogos baseados em temas de conqui - P e rd e n d o -se em E sp e c u la ç õ e s e R e a lid a d e s A lte rn a tiv a s TIPO móveis que não queriam mais, os quais eu aceitava satisfeito. Nada combi- nava com nada, mas eu não me importava. Eu vivia na minha cabeça - meu apartamento era só o lugar em que eu comia e dormia. Os representantes típicos do Tipo Cinco podem mo trar-se então cada vez mai distraídos e distante, não só das pessoas como também de seu próprio corpo Tornam-se nervosos e começam a ignorar a próprias neces idades, inclusive a f. sicas: trabalham a noite inteira no computador comendo apenas chocolate e b bendo refrigerantes; quando saem, não sabem onde deixaram as chaves ou os ócu- los. ua distração, ao contrário do "viver no mundo da lua" caractenstico do Tipo ove, é produto de uma inquietude mental extrema, do Ouir contínuo de energia nervo a. Quando e tão nesse estágio, as pe soas do Tipo inco também guardam muito segredo de suas atividades. Embora possam mostrar-se amigáveis e conver- adoras com os mais íntimos, mantêm-nos na ignorãncia de muita coi a de sua própria vida. Compartimentando os relacionamentos, minimizando as própria necessidades e mantendo em segredo algumas de suas atividades, elas esperam preservar a independência e manter seus projetos a salvo de interferências.
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    la, embat 'sde 1110ll'ltlO'I, dOllllnaçao do mundo e 'I 'm 'nlOs tecllO- 'l'Oti os d sa- dismo pod r. Jeff é um criador de softw are que conhece bem esse terreno: Eu costumava jogar aqueles complicados jogos de tabuleiro. Há uma infi- nidade de temas, mas a maioria é de guerra ou outro tipo de batalha. Eu passava dias para aprender as regras e depois não achava ninguém interes- sado em jogá-los. Às vezes eu jogava sozinho! E quando surgiram as versões computadorizadas - rapaz! Eu não precisava depender de ninguém. Uma partida desses g a m es leva horas para ser jogada, mas o legal neles é o deta- lhe e a sensação que a gente tem de realmente vencer uma batalha, cons- truir uma cidade ou o que seja. Você termina fantasiando que suas tropas estão marchando e derrotando o inimigo. Fiquei viciado neles até que per- cebi o tempo que exigiam e o quanto seria melhor eu aplicar toda aquela energia e estratégia à minha vida real. fantasiar, tcorizar c esp cular p dem ser agradáveis pa atempos, mas aprenda a ava- liar honestamente quando os está u ando para evitar problema mais graves na vida real. Quanta hora por dia você dedica a e as atividades cerebrais? O que você poderia fazer de seu tempo se reduzis e seu investimento nelas? Os representantes meno saudáveis deste tipo podem encerrar-se em bizarras "realidades" criadas inteiramente por eles, como sonhadore presos num pe adelo do qual não conseguem despertar. A n sie d a d e s In c o n sc ie n te s e P e n sa m e n to s A te rro riza n te s Por mais estranho que pareça, as pessoas do Tipo Cinco pen am muito sobre as coi as que mais as atemorizam. Ela ão capaze , inclusive, de tornar- e profis- ionai estudando ou criando obra de arte sobre aquilo que lhes provoca medo: as que têm medo de doenças, por exemplo, podem tornar-se patologi ta ; as que ti- nham medo de "monstros sob a cama" podem tornar-se, quando adultas, autoras de livros ou diretoras de filmes de terror ou ficção científica. Rich, hoje autor de psicologia, relembra como superou algun de seus primei- ros medos: Certa vez - eu ainda não estava nem no jardim-de-infância - uns amigos mais velhos me levaram ao cinema um sábado à tarde. O filme era sobre vikin g s e bem sangrento, pelo menos para uma criança da minha idade. Che-
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    TIP guei em casabastante abalado. A visão de sangue me apavorava e eu tive muitos pesadelos por causa disso. Mas, depois disso, queria ir a todo filme de terror que passasse. Monstros, dinossauros, extraterrestres e destruição em massa eram os meus temas favoritos. Não me cansava nunca de assis- tir a esses filmes. As pessoa do Tipo inco tentam controlar o medo concentrando-se na coisa atemorizante em i e não no entimento que ela lhe provoca. Porém, como nao conseguem evitar completamente o impacto emocional dessas idéias, acabam cons- ciente e inconscientemente ench ndo a cabe a de imagen inquietantes. Com o tempo, os sentimentos alienado podem amea ar voltar até ela em sonhos e fanta- sias ou de algum outro modo inesperado. Isso é particularmente perturbador para e sas pessoas porque os repre entan- te típico deste tipo acreditam que eu pensamentos ão o único aspecto da reali- dade no qual podem confiar inteiramente. Quando eus pen amento lhes parecem fora de controle ou atemorizante ,ele pa am a evitar a atividades que possam de- Oagrar as ociaçõe temíveis. e por exemplo já gostaram de a tronomia, podem co- meçar a ter medo de sair à noite: o vazio da abóbada ceie te o desestabiliza com- pletamente. Jane, diretora de arte e também escultora, conta-nos uma experiência desse tipo: Quando tinha cerca de 7 anos, fiquei muito interessada em estudar o cor- po humano. Adorava ler sobre os órgãos internos e ver as transparências correspondentes a eles na enciclopédia da famflia. Comecei a ler também li- vros e artigos sobre saúde e doença. Lembro-me de um dia estar lendo um artigo sobre o câncer causado pelo fumo na revista S eleçõ es d o R ea d er's D i- g esto O artigo descrevia pessoas com traqueotomias, pulmões de aço e ou- tras cirurgias radicais. Fiquei aturdida. De repente, aos 7 anos, eu entendi o que era a morte, e não era do jeito que meus pais haviam explicado. Não conseguia mais parar de pensar nisso. Fiquei taciturna, não queria comer. Todos iriam morrer. Ficava acordada à noite, pensando como seria a mor- te e se Deus existia. Quanto mais pensava, mais cética ficava. Comecei até a observar animais mortos. Isso durou muitos anos. Acho que, depois de algum tempo, acabei me acostumando. CO Ob erve sua atra ao pelo lado "sombrio" da vida. Embora ela possa ajudar na com- preensão desse aspecto da natureza humana, cuidado com a tendência à ob e ão com essa que tõe . Atente para a infiuência de tai interesses sobre seu sono. Muitas das pe soas do Ti po Cinco afirmam er útil inve tigar po sívei traumas de infãncia. Esse traumas muitas ve- zes levam ao interesse compulsivo por temas inquietantes. eu interesse por esses temas pre judica ua atuação normal?
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    REAÇÃO AO ST R E S S : OTIPOClNCO PASSAAO SETE Todos os tipo t m agre ividade. Como as idéia ão praticamente ua única fonte de segurança, a pes- soas do Tipo Cinco as postulam e defendem com ar- dor - me mo que, na verdade, nem acreditem na po- si ão que estão tomando quando o fazem. o íveis médio-inferiores, elas antagonizam tudo e todo que possam inter- ferir com eu mundo interior e ua vi ão pe oal, sentem- e ofendidas pela calma e egurança que o utros demonstram e comprazem- e em atacar e debilitar as cren- ças e convicçõe alheia. Elas podem afrontar, provocar ou chocar os demais com opiniõe intencionalmente radi ais. sse tipo de pes oa quer afugentar os outros não só para poder dedicar- e ao eu próprios interesses como também para sentir-se in- telectualmente superior à "burrice" e à "cegueira" dele. Deixando de lado o cuida- do no pen ar, elas tiram conclu õe apressadas, impõem sua radical interpreta ão dos fato e, quando encontram discordãncia, tornam-se gro eiras e cáusticas. Quan- do in i tem em comportar-se assim, de fato acabam por afastar a todo. Quando não conseguem conquistar eu próprio lugar, essas pessoas caem ra- pidamente numa cética apatia, perdendo a fé em si e na humanidade. Dentre todos o tipos do Eneagrama, o Tipo Cinco é o mais propen o à sen a ão de insignificãn- cia, o que leva muitos de seus representantes a duvidar da exi tência de forças be- nevolente no universo. O S L o p e la Vis( USS(/O, iilis m o e E Ln'/l/islllo A pe oas do Tipo Cinco tentam lidar com o stress estreitando cada vez mais o seu foco e refugian- do- e no santuário de eus próprios pensamento. Quando e e método não consegue aliviar a ansiedade, elas podem pa sar ao Tipo Sete: reagem ao isolamento lançando- e impulsivamente a toda espécie de ativida- des. Assim, tornam-se inquietas e agitadas - a mente se acelera e elas evitam pensar nos medos crescentes. Além disso, a ansiedade por en- contrar um lugar para si pode torná-las disper ivas em seu empenho. Como os re- presentantes típicos do Tipo Sete, saltam de atividade para atividade, de idéia para idéia, mas não conseguem encontrar ou levar adiante nada que as satisfaça. UÉ illcnvel o q u a llto essa s p esso a s sã o id io ta s." Quando e pegar di cutindo ou exaltando-se por qualquer razão, atente para o que seu corpo sente. Quanto realmente lhe importa fazer sua opinião prevalecer? Que efeito você es- tá tentando provocar no outro? Que inten õe ou convicções está atribuindo a ele? Do que você tem medo?
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    a que sevinham dedi uas chances de encon A BANDEIRA VERMELHA: PROBLEMAS PARA OTIPO CINCO I N V fo S I Il, A D O R 2 7 IIPO e e tiverem ob tless por períodos prolonga- do ,tiverem ofrido uma cri e grave em contar com apoio adequado ou em outros recur os com que en- frentá-la, ou se tiverem ido vítimas constantes de vio- lência e outros abuso na infância, as pessoas do Tipo Cinco poderâo cruzar o ponto de choque e mergulhar nos aspectos não- audávei de eu tipo. Por menos que queiram, isso poderá forçá-la a admitir que o projeto cando e o e tilo de vida que adotaram na verdade eliminam trar um lugar que seja só eu. Por mais difícil que seja, admitir isso pode representar o início de uma revira- volta na vida dessas pe oas. e reconhecerem a verdade desses fatos, elas poderão, por um lado, mudar ua vida e dar o primeiro passo rumo à saúde e à libertação. Mas também poderão cortar rela ões com os demai , num ato que equivale a dar as costas ao mundo para resguardar-se ainda mais das "intromissões" e poder, as im, eguir eu raciocínio até a "conclusão lógica" - geralmente uma conclusão sombria e autode trutiva. ("Que vão todos para o inferno! inguém vai me maltratar de no- vo!") aturalmente, e a fuga só pode contribuir para apagar qualquer resquício dt' seguran a que ainda pos am ter. e per istirem nessa atitude, ela e arris am a ul- trapassar a linha divisória que as epara do íveis não- audáveis. Se seu compor- tamento ou o de alguém que você conhece se enquadrar no que descrevem a!-t advertências a seguir por um período longo - acima de dua ou três semanas, diga- mos -, é mais do que recomendável buscar aconselhamento, terapia ou algum ou- tro tipo de apoio. Apó o desligamento das necessidades, principalmente as sensoriai aI"'liva ..• , a passagem ao Tipo Sete culmina na atuação da busca indi criminada de estimulo" e experiência . Geralmente, es as diversões pouco têm que ver com eu prOJ(lO..• profissionais - elas podem deixar- e ab orver por filmes, bebidas, droga ou avt'1l turas sexuais. Podem também come ar a freqüentar bare secretos, clube de troca de casais ou "cenários" ainda mai e tranho e pouco habituais, o que UrprcCJl(k ria todos aqueles que acreditam conhecê-las - se é que conseguiriam de cobrir isso algum dia. as situa õe mais estressante ,a pe oa do Tipo Cinco defendem- e COIl- tra ua an iedade tornando-se insensíveis e agressivas na busca daquilo qu jul gam desejar, como o repre entantes menos saudáveis do Tipo ete. Além di o, po dem buscar consolo no abuso de droga .
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    ~ egligência físicacrônica, auto-abandono ~ In ônia crônica grave, pesadelo e disturbio do sono ~ Excentricidade cre cente - perda de intere e nos dons ociai ~ I ndencia resccnte ao Isolamento ~ Re haço ou ho tilidade diante da oferta de ajuda ~ Percepção di torcida, alucina ôes ~ Menção ao suicídio ~ Lembre-se de que sua mente é mais lúcida e potente quando está tranqüila. Procure cultivar em si e sa tranquilidade e não a confunda com o silenciar de eu mundo exterior. Aprenda a observar os comentá- rios ininterruptos que ua mente faz obre tudo aqui- lo que você vivencia. O que acontece quando você imple mente vive o momento em relacioná-lo ao que acha que já sabe? Estando mai atento às sen ações fi ica , você terá mai facilidade de acalmar a mente. ~ U e seu corpo! O Tipo Cinco é provavelmente o que mai acha que pode pre cindir do próprio corpo - para eus repre entantes, é fácil ficar hora diante do computador, lendo ou ouvindo musica. Embora não haja nada de errado com e a atividade, eu equiltbrio requer mai exerClcio fi ico. Experimente a corrida, a yoga, a dança, a artes marciai ,a giná tica ou mesmo a caminhada. Quando o corpo está desperto e o angue flui, a mente e apura e os seus recursos interiores aumentam. ~ E force- e por procurar as pessoa ,principalmente quando e sentir teme- ro o ou vulnerável. Como repre entante de eu tipo, você foi condicionado a não esperar apoio de ninguém e ate a uspeitar da ajuda que lhe oferecem. Mas essa cren- ça provavelmente não se aplica a sua atual ituação. U e ua inteligência para de - cobrir quem é suficientemente con tante para dar-lhe apoio quando você precisar. Fale - manife te sua nece sidade e talvez se surpreenda. ua tendência ao i ola- mento só serve para prendê-lo ainda mais em sua própria armadilha. ~ Procure refletir obre a área que mais debilitam sua autoconfiança. tu- dar geografia mundial não adianta e você e sente fisicamente fraco, mas giná tica e musculação, sim. ompor outra mu ica não adianta e o que realmente quer é co- nhecer pes oas. Você pode continuar trabalhando em tudo aquilo que lhe intere - sa, mas também erá multo bom explorar mai diretamente alguma das áreas que excluiu de ~ua vida. ~ Arri que-se a sentir ua própria dor. A maioria da pes oas do Tipo inco di - socia-se da percepção de suas mágoa e ofrimento , principalmente os que envolvem a en ação de rejeição. Você abe quando e es entimentos e tão pre te a vir à tona ão os engula imple mente. um local apropriado, permita-se entir o ~eu coração e o entimento nele encerrados. ls o urtirá ainda mai efeito e vivido ao lado de A D V E R T < IA POTE CIAL PATOLÓGICO: Distúrbio de Per onalidade - quizóide, Esquizollpica e Fugidia, surto p icóticos, dis- ociação, depre ão e suicidio. PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO DO TIPO CINCO
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    11 GEORGE WASHINGTON CARV( I{ REFORÇANDOOS PONTO FORTES DOTIPO INC "Quando você ama o bast.lnt. , qualquer coisa lhe fala de perto." uma testemunha: um amigo, o terapeuta ou qualqu r p soa em quem vou ((1II11l Peça a essa pessoa que não fa a nada: apenas pre encie sua luta e eu sOfnllH'lllo. ~ A medida que e torna mai equilibrado e centrado em eu corpo, dl i l que a impressão que tem dos outros e do mundo ao seu redor o af t m - del."l' qUl o mundo entre em você. Você não vai se perder; vai encontrar o mundo. 1. so IH'da rá a sensa ão de eguran a e bem-e tar que tanto vem buscando - além de IllUllll" novos insight no proce so. Lembre-se apena de não se perder em ua analt"e l' dl voltar à terra. Lembre-se: esta é sua vida. Você não é uma abstração e ua pre"rll a aqui pode fazer - e faz - diferença. Sem e quecer a e pecialidade da qual têm pleno domínio, o que as pessoas do Tipo Cinco têm a ofere- cer ao mundo é principalmente sua tremenda percep- ção e com preensão. Com es e dom, elas são capazes de entender vários ponto de vista ao mesmo tempo, abarcando o todo e a parte . Amai audávei dentre ela podem considerar va rias perspectivas diferentes sem se prender a nenhuma delas. ão capaze de dCl'( minar qual o melhor ângulo para analisar um problema, tendo em vista um dCll'( minado conjunto de ircunstâncias. As pe soas do Tipo Cinco são extraordinariamente observadora e per picazrs. en íveis ao ambiente, captam mudanças e incongruência suti que poderiam pas ar de percebidas a muita gente. Muitas dela têm um ou doi dos cinco entido" mai de envolvidos que a média, podendo apre entar, por exemplo, extrema acullb de vi ual em relação a core ou grande facilidade em reconhecer ton e ritmos. E sas pessoas nâo perdem a curiosidade llpica da infância - continuam fazen- do pergunta como: "Por que o céu é azul?" ou "Por que as coi as caem para bai. o e não para cima?" Ela não tomam nada por garantido - se querem aber o que e" tá debaixo de um rochedo, pegam uma pá, cavam o chão e olham. Além di so, sao dotadas de uma extraordinária capacidade de concentração e atenção, e podem apli cá-la por longo penodo . Para completar, ão extremamente paciente na explora çâo de tudo aquilo que lhe interessa. paciência e a concentração lhes permitelll eguir com eus projeto até conseguir extrair deles o ouro. Graças a sua abertura e curio idade, as pe oa saudaveis de te tipo ão muito inventivas e inovado- ras. Sua capacidade de explorar e brincar com a idéias pode render de cobertas e trabalhos valiosos, práticos e originais - desde paradigmas na medicina e na ciên- cia e surpreendentes avanços no terreno das artes a novas formas de empilhar caixas velhas na garagem. ão satisfeito com o som dc um violoncelo, um repre entante do Tipo Cinco erá capaz de gravá-lo e tocar a fI- ta de tra para a frente, alem de alterar o tom da gravação. O que têm vocação ciell- tífica fazem descoberta preci amente porque e intere am pela exceções a rcgIC I. Ele e concentram nas áreas em que a regra não e aplicam ou na pequena in- coerência que aos outros parecem pouco importante.
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    240 A!> A1 I n(lIU O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO: OTIPO CINCO PASSA AO OITO As pe oa do Tipo Cinco concretizam eu poten- cial e e mantêm na faixa saudável quando, como a que estão na faixa audável do Tipo Oito, aprendem a reclamar e ocupar sua presença física e ua energia in - tintiva. Isso porque a ba e da egurança - a en ação de plenitude, força e capacidade - surge da energia instin- tiva do corpo, não de e truturas mentai . As im, aque- las que e tão no caminho da integra ão crescem quando "de cem" da cabeça e en- tram em maior contato com o corpo e sua vitalidade. A perspectiva de um maior contato com a vida do corpo costuma gerar gran- de ansiedade ne sa pes oas. Elas temem perder sua única defe a: o antuário da mente. A mente parece-lhe egura, confiável e inexpugnável; o corpo, fraco, us- peito e vulnerável. Além disso, o contato mai profundo com o corpo dá ensejo à con cientização de forte entimento de dor e pe ar pelo longo isolamento que e impu eram. o entanto, só o centramento no corpo lhe dará o apoio interior ne- ces ário à a imilação desses sentimentos longamente uprimido . À medida que e sentem mais à vontade diante de ua energia instintiva, as pe soa do Tipo Cinco come am a participar mais plenamente do mundo em que vi- vem e a aplicar eu conhecimento e habilidade ao problema práticos imediatos. Em vez de evadir- e da responsabilidade fugindo das pessoas, elas sentem-se capacita- das a a umir grandes de afios e, muitas vezes, papéis de liderança. Os demai intui- tivamente percebem que ela e tão bu cando olu ões positivas e não agindo por in- teres e próprio; portanto, unem-se para apoiá-la em eus projetos. Entrando no mundo real, as pessoa do Tipo inco não perdem eus dotes mentais nem a espe- cialidade cujo domínio cultivaram em i olamento; em vez dis o, utilizam-no estra- tégica e construtivamente como os repre entante mais saudávei do Tipo Oito. Porém, a pe oa do Tipo Cinco não con eguirão muito tentando imitar as características do repre entante típicos do Tipo Oito. Concentrando- e na auto- proteção, di sociando-se da própria vulnerabilidade e vendo os relacionamento co- mo confronto, pouco conseguirão no sentido de uperar a en a ão de di tancia- mento e o i olamento ocial. Entretanto, à medida que come am a perceber e trabalhar sua identifica ão com a mente, a for a, a determina ão e a confiança que con tituem os trunfos característico dos representantes saudáveis do Tipo Oito na- turalmente entram em jogo. s pessoas do 11110 ( II1CO gostam d' compartilhar suas descoberta e costu mam apr 'sentar suas ohs 'rvaçO 's das contradi o s da vida com um en o de humor muito peculiar. A eterna tranheza da vida não es a de diverti-la - e horrorizá- las, e ela con eguem transmitir isso aos outro com leve alterações na dispo i ão do quadro, expondo ab urdo antes invisíveis. Elas gostam de brincar com as coi- as, o que pode manife tar-se pelo humor negro, por trocadilhos e por jogos de pa- lavras. Há nessas pe oa algo de trave so, vivaz e, ao mesmo tempo, delicado. Elas go tam de incitar as pe oas a pensar mai profundamente a respeito da vida, e o humor muitas vezes é um excelente meio de comunicar idéias que, de outro modo, seriam dcma iado perigosas.
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    TIP G.K. CHESTERTON A TRANSFORMAA DA PERSONALlDA IM ESS N IA "No fundo da mente, há, po, assim dizer, um esplendor 011 eclosão de maravilhamento di,lf1 te da própria existência e qu 'OI esquecido. O objetivo da vid. tfstica e espiritual é buscar . Ir rupção desse maravilhamenlo que ficou submerso." A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA Quando realmente estamos presentes para a vi- da, quando relaxamo e no entrosamos com o corpo, come amo a vivenciar um saber ou orienta ão inte- rior. omos conduzidos exatamente ao que precisa- mos aber e nossas opções se ba eiam ne a abedoria interior. Mas, quando perdemos a ba e da Presença - da qual urge e a orienta ão Essencial-, a personalidade se levanta e tenta tomal a dianteira. O "passo em falso" das pessoas do Tipo Cinco é identificar-se com a obscl V e I- ção da experiências, não com a próprias experiências. Elas são o tipo de gente qlH' procura aprender a dançar observando os outros dançarem. ("Vejamo ,ela d u dOI..• pa os à e querda, um à frente e uma voltinha. Depois balan a os bra os ...") o fim, podem até aprender a tal dança - mas, quando o fazem, o baile já terminou. aturai mente, as p oas de te tipo enfrentam o mesmo dilema a vida intei- ra: tentam descobrir como viver a vida em realmente vivê-la. Quando estão pre- entes e centrada, porém, as pe oas do Tipo Cinco abem exatamente o que pre ci am aber e quando precisam saber. A resposta a uma questão não vem da m ntl tagarela, mas da mente lúcida, sintonizada com a realidade. A percep ão urge co., pontaneamente conforme o requeiram as circunstâncias específicas. O verdadeiro apoio e orienta ão interior podem, assim, ser recuperado se elas deixarem de lado uma determinada auto-imagem - a de que têm exi tência à parte do meio em qUl vivem, como meras moscas na parede - e começarem a engajar-se à realidade. Uma vez libertadas, a pessoas do Tipo inco abem que não devem temer a realidade porque ão parte dela. Além disso, há um novo imediatismo em suas percep ões que as torna capazes de compreender a própria experiência sem o habitual comentário mental. Cheias de lucidez e confiança no univer o, ela e dei- xam maravilhar diante da grandeza da realidade. Eins- tein di e certa vez: "A única pergunta que vale a pena fazer é: 'O univer o é amigo?'" As mais evoluídas den- tre as pes oa do Tipo Cinco têm uma re posta. Em vez de mortas de medo, ela entem- e cativada pelo que vêem, podendo tornar-se verdadeiramente vi ionárias, capazes de introduzir mudança revolucionária no campo a que e dedicarem. O impul O do Tipo in o para o conhecimento e a excelência é a tentativa da personalidade d recriar uma qualidade da Essência que podenamos chamar de lu- cidez ou aber interior. Com ela vem a qualidade encial do de prendimento, que
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    nao di~lanclanH nlO1H'l1lr 'prcssao 'mO<:lOnal, ma a falta d idcntlficaçao com um d terminado ponto de vi ta. A peoa do Tipo inco ab m 'lu uma po i ào, uma idéia, ão uteis apena num conjunto limitado de circun tãn ia , talvez apena no conjunto específico em que surgiram. A orientação interior lhes permite Ouir de um modo de ver a coisas a outro sem fixar- e em nenhum deles. Quando e libertam, a pe oa do Tipo Cinco relembram a va tidão e a luci- dez da Mente Divina, aquilo que o budi ta chamam de" azio brilhante" ou S u n - ya ta : a amplidão imperturbável e tranqüila da qual tudo provém, indu ive o aber e a criati idade. Ela querem voltar a ivenciar o ácuo porque ele um dia foi eu lar, já que é (da per pectiva budi ta) a origem de toda a coi a obre a terra. Po- rém e e an eio de retorno ao Vácuo requer uma compreen ão adequada,já que não é o vazio do e quecimento, ma o" azio" de um copo d'água pura ou do c~u de um azul perfeito: tudo que exi te é po IVelgraça a ele. Quando atingem e e e lado, ela e libertam da crença de er i olada de tudo e de todo e ivenciam diretamen- te a ua conexão com toda a coi a que a cercam. Além di 50, e se de prendimcnto e e se vazio não implicam que a pe oa do Tipo inco e tejam di tante de cus cntimento. Pelo contrário, elas se deixam tocar profundamente por um pôr-do-sol, pelo fre cor de uma bri a ou pela beleza de um ro lO; c tão livre para entir e viv r tudo, enquanto reconhecem que o que prc enciam é temporário - dádiva fugaz de um universo cuja prodigalidade é infi- nita. Ao ver mai a fundo a verdade da condição humana, e a pe oa e tornam capaze de uma grande compaixão pelo ofrimento de seu emelhante e e di - pôem a compartilhar a riqueza não Ó de ua mente, ma também de eu coração. omc o pontos das quinze afirmações para o Tipo inca. Ore ultado e tará entre 15 e 75. As instruções ao lado o ajudarãO a de cobrir ou confirmar eu tipo de personalidade. ~ 15 Vocc provavelmentc não pertence a um do tipo retraldo (Quatro, in- ca e ave). ~ 15-30 ocê provavelmente não pertence ao Tipo inca. ~ 30-45 É muito provável que você tenha pro- blema comun ao Tipo inca ou que um de cus pai eja do Tipo Ci.nco. ~ 45-60 É muito provável que vo ê tenha al- gum componente do Tipo Cinco. ~ 60-75 É muito provável que você pertença ao Tipo inca (ma ainda poderá per- tencer a outro e tiver uma concepção de ma iado limitada de te tipo). A p esso a d o T ip o C in co co stu m a m id en tifica r-se erro n ea m en te co m o p erten cen tes a o T ip o Q u a tro , eis ou U m . As d o s T ip o s o ve, T rês e U m costlWlQm id en tifica r-~ e errO tlea m en te co m o p erten cen tes a o T ip o Cinco.
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    CAPíTULO 12 TIPO SEIS: OPARTIDÁRIO " o ssa im a g in a çã o e n o sso p o d er d e ra cio cm io fa cilita m a a n sied a d e. A sen sa çã o d e a n sied a d e é p recip ita d a n ã o p o r u m a p o d ero sa a m ea ça im in en te - co m o a p reo cu p a - çã o com u m exa m e, u m p ro n u n cia m en to , u m a via g em - m a s sim p ela rep resen ta çõ es sim b ó lica e m u ita s vezes in co n scien tes. " WILLARD GAYLI O GUARDIÃO O CORRELlGIO ÁRIO O CÉTICO " en h u m h o m em crê d e fa to em o u tro . P o d e- e a cred ita r d e fo rm a a b so lu ta n u m a id éia , m a s n ã o n u m h o m em ." H. L ME KE "A q u ele q u e n ã o co n fia em i n ã o p o d e co n fia r d e verd a - d e em n in g u ém ." CARDEAL DE RETZ "P a ra d o xa lm en te, ó no crescim en to , n a refo rm a e n a m u - d a n ça é q u e e p o d e en co n tra r a verd a d eira eg u ra n ça ." A E MORROW LI DBERGH O MEDIADOR O TRADlCIO ALISTA O QUE DÁ POIO I CO DlCIO Al
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    244 A ___ 10.elo quanto cu po o estragar as coisa; ponanto, suspeitar do que os outros estao "aprontando" tem muito sentido para mim. . :'v1ellsobrenome de"Cri,l er AllSlulade. 9. Algumas pe oas consideram-me nervoso e irre- quieto - mas não sabem da missa a metade! 8. ao gosto de tomar decl oes importantes, ma tampouco quero que alguem as tome por mim! 6. A primeira impressão que as pessoa me causam geralmente é muito forte c diflcil de mudar. 7. s poucas pe oas a quem admiro são para mim meu herói. 4. 'into-me mais eguro fazendo o que. e espera de mim que trabalhando por conta própria. 3 e cometo um erro, tenho medo que todo pulem na minha garganta. S. Posso não concordar sempre com as regras - c nem sempre segui-Ias - ma quero aber em que con is- tem! 1. into-me atraldo pela autoridade e, ao mesmo tem- po, de crente dela. 2. ou muito afetivo, ape ar de quase nunca demon - trar o que sinto - a não ser para os mai mtimos e, mesmo a im, nem s mpre ___ 11. Quero confiar na pe oas, mas muitas vcze vejo- me questionando suas intenções. ___ 12. ou de trabalhar duro: vou batalhando ate fazer o que tem de ser feito. ___ 13. ondo a opinião daqueles em quem confio antes de tomar uma grande decisao. ___ 14. E realmente curioso: sou muitas vezes cético, ate CI- nico, em relação a muitas coisas c, de repente, mu- do c começo a acreditar complet<inll'nte em tudo. C ISO-HUDSO Verifique a análise da ponluaçao na pagina 269. Classificação Tipológica Segundo a Atitude 5 ..... Selllpre é venlae/eira 2 ..... Rarcllllenle e verdadei ra Cla ifique a afirmações ao lado conforme ua apli- cabilidade com base na e- guintc escala: I .....unca e verdadeira 3 ..... [:11I parle é verdadeira 4 ..... Geralmenle é verdadeira
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    TIPO SEIS DEPERSa ALIDADE: a PARTIDARla contrar apoio e segur n .1. não contar com apoio nrl" cação, o de ser incap, ~ d li breviver sozinho. "Você estará num b m ( 1111I nho se fizer o que s 1'1" que faça." >- MENSAGEM DO SUPE.l~1 (.( >- MEDO FUNDAMEN AL: >- DESEJOFUNDAM N1AI: I" o Tipo Dedicado, Que Bu ca a Segurança: Encantador, Responsavel, Ansioso e Desconfiado Chamamo e te tipo de personalidade de o Par- lidario porque, dentre todo o tipo ,ele e o mai leal ao eu amigo e a ua convicçõe. eu repre en- tantes não abandonam o navio pre te a afundar e mantêm- e fiéi ao eu relacionamento muito mai que o demai tipo. Além di so, ão fiéi a idéia, si - tema e convicçõe - inclusive à de que todas as idéia e autoridades deveriam er questionada. om efeito, nem todo ele concordam com o tatus quo: ua con- vicçõe podem ser rebelde e antiautoritária ,até revolucionária. De qualqu '( li(I do, e a pe oa empre lutam mais por sua convicçõe que por si m mas l' dl' fendem a faml1ia ou a comunidade antes de tudo. A razão de serem tão leai ao outro e que e a pe oas não querem s r aball donadas nem perder o apoio de que dispõem - eu Medo Fundamental. •..•.. 1111. o problema crucial da pe oa do Tipo eis con iste numa falha de auto 'oll!Jall ',1' não acreditando possuir os recur os interiores para enfrentar ozinhas o•..lks.lIllls, capricho da vida, ela pa am a recorrer cada vez mai a e truturas, all,ldo , lOIl vicçõe e arrimo exteriore, no intuito de obter orientação. Quando nao l I 11111 e trutura adequada, ela procuram criá-Ia e mantê-la. O Tipo eis é o tipo primário da Tnade do Raeioclllio, o que igni!Jl,l qllt I I, é o que tem mai dificuldade para entrar em contato com ua própria orienl.l 'li 111 terior. Por con eguinte, cus repre enlante não confiam em seu er6prio racioClIllfI/I, 11I em eus julgamento. I o não ignifica que não pen em. Pelo contrário, pens,'1I1 preocupam-se - muito! Além di o, tendem a recear tomar deci õe impOtl.1I11l • embora, ao me mo tempo, re i tam à idéia de deixar que alguém a tome elll Slll lugar. Ele querem evitar er controlados, mas têm medo de a umir re pon •.. abl1l dade de modo a colocar-se na frente da linha de fogo. (O antigo provérbio JapolH "Grama que re cc demai acaba endo cortada" tem rela ão com essa idéia.) A pc oa do Tipo ei estão sempre con ciente de ua ansiedade e •.. elll- pre bu cando formas de con truir baluarte de" egurança social" contra ela•... Quando acham que têm re paldo uficiente, ela eguem em frente entindo- e mai •.. seguras. Ma quando i so falha, ela tornam-se ansiosas e duvidam de i mesma •.. , (l que redesperta eu Medo Fundamental. ("E tou ó! O que vou fazer agora?") s- im, uma boa pergunta para elas é: "Como posso saber que disponho de seguran(;a uficiente?" Ou, para ir direto ao ponto, "O que é egurança?" Sem a orienta ão in- terior Es encial e sem a profunda en ação de apoio que ela traz, a pe oa do 1i- po eis estão empre lutando por encontrar terreno firme para pi ar.
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    Agora que minhaansiedade está sob controle, o mesmo acontece com mi- nha necessidade de verificar tudo com meus amigos. Eu precisava sempre da aprovação de milhares (brincadeira!) de "autoridades". Quase todas as minhas decisões passavam por um comitê de amigos. Eu geralmente ia per- guntando de um a um: "O que acha, Mary? Se eu fizer isso, então pode acontecer aquilo. Por favor, decida por mim!" (... ) Ultimamente, restringi minhas autoridades a um ou dois amigos em quem tenho mais confiança e, às vezes, eu mesma tomo minhas decisões! Enquanto não têm a esso à ua própria orientação interior, as pessoas do Ti- po Seis ficam como bola de pingue-pongue: vão de um lado para o outro, confor- me a influência que bate mais forte num determinado momento. Por causa disso, não importa o que di sermos a re peito do Tipo Seis, o oposto geralmente também é verdade: seus representantes são, ao mesmo tempo, fortes e fraco, temerosos e co- rajosos, confiantes e desconfiado, defen ore e provocadores, doces e amargos, agressivos e pas ivo , intimidadores e frágeis, defensivo e ofen ivo , pensadores e empreendedores, gregário e olitários, crentes e céticos, cooperadore e ob truto- res, meigos e hostis, genero o e mesquinhos - e assim ucessivamente. É a contra- dição - o fato de serem um feixe de opo to - a sua "marca registrada". O maior problema das pe oas do Tipo Seis é que elas tentam criar seguran a no meio em que vivem sem re olver uas inseguran as emocionais. Porém, ao aprender a enfrentar sua an iedade , elas entendem que, apesar de o mundo estar sempre mudando e er por natureza incerto, podem ter serenidade e coragem em todas as circunstãncias. E podem atingir a maior dádiva de todas, que é a en ação de paz interior a despeito das incertezas da vida. Fias tentam con truir uma rede de onfian a obre um fundo de in tabilida- de c medo. Y-em- pre a muitas veze de uma ansiedade difusa e então qu r m de obrir ou criar motivos para ela. a tentativa de sentir algo de firme e concreto em ua vida, elas podem aferrar-se a explica ões e atitudes que visam explicar sua itua ão. Como a "cren a" (confiança, fé, convic ão, posi ões) é para elas algo di- fícil de atingir - e como é também tão importante para sua noção de estabilidade-, essas pessoas não costumam questioná-la nem deixar que os outros o façam. O mes- mo se aplica àqueles em quem adquiriram confian a: quando is o acontece, elas são capazes de muita coisa para manter relaçõe com eles, pois funcionam como con- selheiros, mentores, ou reguladore de seu próprio comportamento e de suas rea- ões emocionai. Portanto, fazem tudo que e tiver ao seu alcance para manter essa afilia ão. ("Se não confio em mim mesmo, preciso encontrar alguém no mundo em quem possa confiar. ") Apesar de inteligente e realizada, Connie ainda luta contra as dúvidas a eu próprio respeito, características de seu tipo:
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    Lembro-me de acordare ficar de pé no berço, segurando nas grades. Ouvia meus pais rirem e conversarem com os vizinhos enquanto jogavam cartas na sala. Ouvia até o barulho das cartas sendo distribuídas na mesa. Cha- mei minha mãe várias vezes, para que ela viesse até o meu quarto em pe- numbra. A cada vez, meu medo aumentava. Desesperado, chamei várias ve- zes por meu pai. Ninguém veio ver o que eu queria e, finalmente, acabei dormindo de novo. Até os 11 anos, eu não perdia meus pais de vista cada vez que safamos de casa. Tinha medo que eles me abandonassem. Favol obscrvCII C/u(, o I'(/C//lIO da infância aC/ui c/CS(/ l/O 111I0 provoca o tipo de pnsvncI1Ic/CIC/c' Em vez dis o, c/I' c/esc /l'VI" /endtncia observáveis n(/ 1 ('1 1 1 1 I infância que têm grande iml'cu lo sobre os relacionamelltos c/lu' o tipo estabelece na vida adul/(/ o PADRÃO DA INFÂNCIA O Medo Fundamental das pessoas do Tipo eis (o de não contar com apoio e orienta ão e não conse- guir sobreviver sozinhas) é um temor muito real e universal para todas as crianças. Um bebê não sobre- vive em o pai e a mãe; é absolutamente dependente deles. As lembranças do terror que infunde essa de- pendência e tão reprimida na maioria das pessoa . Mas, às vezes, intensificam-se o bastante para vir à to- na, como no ca o de Ralph, um consultor que está na faixa dos 50: Em determinado ponto de seu desenvolvimento, todavia, os bebê fazem algo notável. Ape ar de sua tremenda dependência, eles come am a afastar- e da mãe, impondo sua independência e autonomia. Em psicologia infantil, es a é a chamada fase da eparação. Um dos elementos mai importantes que possibilitam à crian a ter coragem de separar-se da mãe é a presen a da figura do pai. (Este nem sempre é o pai bioló- gico, embora na maioria das vezes o seja. Trata-se da pe oa que re ponde pela di - ciplina, estruturação e autoridade no seio da família.) Estando pre ente de modo forte e consistente, essa figura proporciona à criança orientação e apoio em sua de- manda de independência, en inando-Ihe como é o mundo - o que é eguro e o que não é - e espelhando o apoio e a orientação Essencial da própria criança. atural- mente, no caso da maioria da pessoas, esse proces o não transcorre nunca da for- ma ideal, o que resulta em inseguranças levadas à vida adulta. Entretanto, embora todos nós até certo ponto e tejamos sujeitos a problemas decorrente dessa fase, a pessoas do Tipo eis estão particularmente fixadas nela. Além disso, quando a criança do Tipo ei percebe que o apoio do pai para a independência é insuficiente, pode sentir o risco de ser sobrepujado pela mãe e tu- do aquilo que ela representa. Isso aumenta a sua neces idade de levantar a guarda e leva à profunda ambivalência e ansiedade do Tipo eis em relação à confian a, ao apoio e à intimidade. Assim, as pessoas desse tipo de ejam a aprovação e a intimi- dade, mas, ao mesmo tempo, têm necessidade de defender-se delas. Elas querem er apoiadas, mas não sentir-se pressionada por e se apoio.
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    pia Joseph, jornalista nafaixa do 40, piorou algumas dessas questo 5 na t 'm- Faixa audável O repre entante de te ubtipo geralmente e obre saem em diver o tipo de área técnica, o que a toma excelente anali ta OClal, profe ore e formadores de opinião. lém di o, como e entem atraldo por i tema de conhecimento cu- jas regra e parâmetros sejam bem claro e definidos, como a matemática, a lei e a ciência ,co tumam air- e muito bem na solução de problema prático. m- bora eu intere e po sam er mai limitado, eles têm normalmente maior poder de concentração que as pe oa do outro ubtipo. As causa política e o servi- o comunitário costumam interes á-los, levando-os muita veze a servir de porta-voze e defen ore de pe oa e grupos em ituação de de vantagem ocial. Faixa Média Essas pe oa ão mai indepen- dente e éria que a do outro subtipo, além de me- no propen a a bu car conselho ou con 010 no ou- tro . Geralmente olitária, ela buscam a segurança Robert Kennedy Malcolm X Tom Clancy Bruce Springsteen Michelle Pfeiffer Diane Keaton Gloria Steinem Candice Bergen Mel Gibson Janet Reno Richard Nixon Exemplo Tive uma mãe muito forte, controladora e impressionante. Ela era capaz de retirar-me seu amor de uma hora para a outra, com muita zanga e, em ge- rai, sem explicações. Esse amor era extremamente condicional e dependia, acima de tudo, de uma lealdade absoluta - aos seus valores, convicções e julgamentos. Eu achava que me cabia confrontá-Ia, lutar por minha própria sobrevivência. O problema é que minha abordagem foi negativa: eu resisti a ela e sobrevivi, mas nunca tive certeza de que havia ganho. Jamais seria possfvel conquistar a aprovação das pessoas (principalmente de minha mãe) e, ao mesmo tempo, manter minha independência e criar uma noção de identidade própria. Para resolver es e dilema, as pe oa do Tipo eis tentam criar uma aliança com a figura do pai. Ma isso geralmente leva à ambivalência - a autoridade/figura do pai parece ou dema iado evera e controladora ou de ma iado de intere ada e pouco dispo ta a apoiar. Muitas dessas pe soas acabam chegando então a um incô- modo acordo: prestam- e exteriormente a obedecer, ma , no entanto, mantêm inte- riormente a sen ação de independência pela rebeldia e pelo ceLici mo, além de ato diver o de agre ividade pas iva. TIPO SEIS COM ASA CINCO: O DEFENSOR OS SUBTIPOS CONFORME AS ASAS Á
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    E emplos Princesa Diana TomHanks Meg Ryan Julia Roberts Jay Leno Ellen DeGeneres Gilda Radner Katie Couric Jack Lemmon Rush limbaugh "George Costanz.l" III'U Respon abilidade. a faixa média, o ULopre ervacioni ta do Tipo ei tcn- tam dissipar a an iedade pela obrevivência e forçando- e para e tabelecer a egu- O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO SEIS Faixa Saudável Divertida e amigávei ,a pe- oa de te ubtipo são me no éria que a do outro: tendem a evitar tema "pe ado " e concentram-se em uas necessidade de segurança (impo to , conta , política no trabalho e coisa assim). Entretanto, ela levam os compromi sos a ério e, e preci o, fazem acrifício para garantir o bem-estar do amigo e fa- miliares. Além di o, go tam de companhia, brincam e valorizam o relacionamento. A pe oa de te subtipo po ucm energia, humor e uma alegre di po- nibilidade para a experiência, além de qualidade interpe oai. Podem também er autocrítica , tran - formando o próprio receio em pretexto para fazer bri.ncadeira e aproximar- e do outro . Faixa M édia Ape ar de ávida por erem querida e aceitas, e a pe oas IH itam mai em falar de i e de eu problema. ão ociavei , mas visivelmentc in egura ,dependendo do ente querido para tomar deci õe importante. Elas Clh tumam ter dificuldade para tomar iniciativa, poi procra tinam. Tendem . di trair- e e procurar diver õe - como praticar e porte , fazer compra e "andal- com os outro - para acalmar a an iedade. É po I el que por vezes recorram ao c cesso de comida e bebida e ao u o de droga. Embora não ejam particularm ntc politizada ,podem er dogmática e inci iva em relação a suas preferência e an tipatias. A an iedade quanto ao suce so pes oal e no relacionamentos pode provo car depre ão. por meio de i t ma de crença, ao me mo t mpo que p 'ImanClCIll uI il,I'" (01110 co tumamjulgar o mundo perigoso, e sa pe oa podcm acabar adol,lndo PO"'lll ra partidária e reacionária. A re erva pode dar margem a u p nas, ela...IllUIt.l'i veze vêem- e como rebeld e antiautoritária , enquanto ironi am nt S,IO .111.1 das por i tema, aliança e convicçõe que contêm elemento fortcmcnLt' autoll tari ta . A pes oa que pertencem a e te ubtipo ão reativa e agr sivas, se ndo tI pico de eu comportamento atribuir a culpa di o ao que julgam amcaças a su .• eguran a. TIPO SEIS COM ASA SETE: O CAMARADA
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    AS VARIANTES INSTINTIVAS ran amediante re pon abilidade mútua: oferecem compromisso e solicitude, na e - peran a de receber o mesmo em troca. Embora busquem relacionamentos seguro , tendem a fazer amizade devagar: observam as pe soa longamente para saber se são confiáveis e e de fato estão "do seu lado". ão mai doméstico que os representan- te da outra variantes e costumam preocupar- e com a estabilidade da vida no lar, sendo qua e empre os responsáveis pelos impo to , contas, seguros etc. da casa. Essa pes oa não di farçam facilmente sua carência e an iedade. a verdade, podem inclusive usá-la para angariar respaldo e alian as - a vulnerabilidade pode fomentar iniciativa de auxílio. A tendência a inquietar- e com pequenas coisas po- de levá-la a raciocínio cata trófi os e pes imi tas. ("O aluguel e tá cinco dias atra- ado? Então com certeza vamos ser despejados! ") ão pessoa em geral frugais, que e preocupam muito com as que tõe financeira. É comum di cutirem por cau a dos recur o . a faixa não-saudável, os Autopre ervacioni ta do Tipo eis tornam-se ex- tremamente pegajo os, dependentes e nervo o . Permanecem em situa õe puniti- va - maus casamento ou emprego dema iado estre santes - porque têm pavor de ficar sem apoio. Podem agarrar-se com tal ansiedade aos relacionamento que a a- bam alienando a pe oa com quem mai queriam e tar. A paranóia pode torná-lo mai agre iva: exageram os perigo e atacam o "inimigo" para impedir que pos- am amea á-los. Ironicamente, i so geralmente termina por destruir seus istemas de segurança. O INSTINTO SOCIAL NO TIPO SEIS Angariando Apoio. Os representantes ociais tí- picos do Tipo eis lidam com a an iedade recorrendo aos amigo e aliado para obter apoio e segurança. ão muito amigáveis e procuram criar vínculo com a pes oa ,desarmando-as com o afeto e o humor. omo muita vezes riem de i me mo e oferecem com desenvoltura eu apoio e afeição, podem er confundido com os repre entantes do Tipo Doi. ão o repre entantes desta variante os que mais e preocupam em adaptar- e. ão relativamente idealis- ta e, como gostam da sensação de fazer parte de algo maior - uma causa, uma em- pre a, um movimento ou um grupo -, di põem-se a grandes sacrifícios em nome de ua afilia ões. A ade ão a protocolos e procedimentos às vezes os faz parecer com o repre- sentantes do Tipo Um. Eles buscam segurança por meio de acordos, obriga õe e contratos, para garantir que não se aproveitem de seu esforço. Quando se entem in eguros, procuram locais onde possam encontrar pessoas que pensam igual e se ajudam mutuamente (como Vigilantes do Peso, Alcoólicos Anônimos etc.) Embora capazes de grandes sacrifícios pelas pessoas e pelo grupo a que per- tencem, eles costumam ter dificuldade em trabalhar por seu próprio sucesso ou de-
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    envolvimento. A ansiedadepode levá-los a bu car con,>en,>oanIl''> dl' agil e 1 0 1 1 1 .1 1 deci õe e a imaginar as prováveis rea ões das pe oas. A própna Indt'tl,>ao o'>ahol rece e provoca ambivalência diante da dependência de aliados ou aUloridadl''> I k temem perder o apoio de que di põem, mas irritam- e om as r slriçoe" qUl' 1'i'iO implica. A fru tração pode levá-los a atitudes passivo-agre iva diante de amIgo,> I autoridades. Quando estressados, sentem-se facilmente pressionado, explorado ( ubestimados. essas ocasiões, mostram-se pe simistas e negativo. a faixa não-saudável, essas pessoas podem tornar-se fanáti a por crrn .1 cau a e grupo. e se caso, desenvolvem uma mentalidade do tipo "nós conlt.1 o mundo", sentindo-se acossadas por um ambiente hostil (um pouco à maneira do representante menos saudáveis do Tipo Oito). Podem julgar as próprias convI!' çõe inque tionáveis (mesmo que os outros lhes mostrem o contrário) e e craviz.1 e a uma determinada autoridade, enquanto se mostram paranóides em r la "ao .I'i autoridade que não se enquadrem em seus próprios sistemas de crença. o INSTI NTO SEXUAL NO TI PO SEIS Símbolos de Poder e Associação. O representantes Sexuais típico do Iipo eis cultivam a força física, o poder e/ou a atração física para sentir-se seguro,>. () mais agre ivos recorrem à for a e a demonstrações de valentia parecida às do I, po Oito (" ão se meta comigo"), ao passo que o mais fóbicos usam o coqu li'>lllo e a exualidade para desarmar as pessoas e angariar apoio, à maneira do Tipo Qla tra. Eles mascaram as inseguranças recorrendo à auto-afirmação ostensiva e ao de afio da autoridade ou ao Oerte e à sedu ão. Muito con cientes de seus atributos, essas pes oas cuidam do fí ico, não 1'01 uma questão de saúde, mas sim para aumentar sua for a e atração sexual. on1ll querem ter um parceiro forte e capaz, testam-no freqüentemente a fim de verificar se continuarão com elas e ganhar tempo para avaliar-lhes o caráter e a força. Os representantes exuais do Tipo ei desafiam mais abertamente a autoll dade que os das demais Variantes In tintivas, principalmente quando se entem all siosos. Além disso, são os que mais duvidam dos outros e de si mesmos. Eles '>ao capazes de violentas explosões emocionais quando suas inseguranças são exposla'> ou eus relacionamentos correm perigo. Quando ansiosos, podem voltar- e conllil terceiros e até contra seus próprios defensores, em vez de atacar a verdadeira razao de suas ansiedades. São típicas as tentativas de desqualificar as pessoas ou manchai lhe a reputação, especialmente pela difusão de boatos. a faixa não-saudável, essas pessoas se tornam depressivas e imprevi ivri,>. principalmente se suas reações tiverem afetado negativamente os relacionamento'> mais íntimos. O comportamento impulsivo e autodestrutivo alterna-se com ataqul''> irracionais. A paranóia pode fazer parte do quadro, em geral caracterizada pela oh sessão e pela concentração em determinados inimigos pessoais.
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    !>eguir, algun •.•doproblema mai frequen- te no aminho da maioria da pe oa do Tip ei. Identificando e e padrõe, "pegando-no com a boca na botija" e imple mente ob ervando quai a no a reaçõe habituai diante da vida, estaremo dando um grande passo para libertar-no do a pec- to negativo de no o tipo. Dl Arl PARA O R IM NTO DO TIPO SEIS Â o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO SEIS: A BUSCA DA CERTEZA (ORIENTAÇÃO E APOIO) NO EXTERIOR Os repre enlanLe upico do Tipo ei co tumam preocupar- e com o fUluro. orno lêm érias dúvida are peilo de i e do mundo, começam a bu car "ceneza " qu Ih garanLam egurança - por meio do ca amenLO, do emprego, de um i tema d crença, de um grupo de amigo, de um livro de aUla-ajuda. A maioria de a pes- oa lem mai de uma des as ceneza ,pai acredila que se deve poupar para o maus dias e inve lir no fUluro e er fiéis a mpre a para garanlir a apo enladoria. m lermo imples, a pe oa do Tipo ei bus- "[/li que posso acreditar?" cal11segurança e um eguro: lenlam cobrir- e de loda a forma . las acham que a vida é repleta de perigo e incerleza ; ponanlo, deve er abordada com caulela e pouca expectaliva. E a pes oa naturalmenle têm anho e de ejo ,ma te- mem agir de forma a colocar ua egurança em ri co. ("Adoraria er alar, ma é pre- ci o ler algo a que recorrer.") im, ela preocupam mai em criar e manLer sua red s de eguran a que per eguir ua verdadeiras mela e aspiraçõe . Por con eguinte, recorrem cada vez mai a apo la egura e a rolina e méto- dos le lado e aprovado. Fazer a cai a como empre foram feila dá-lhe a en- ação de e lar no caminho cena: com o re paldo de outra pe oa ou da lradição, enLem- e egura para ir em frenle. la podem, por exemplo, he ilar em lrabalhar As pes oas do Tipo ei tendem a pecar por exce so de caulela, perdendo assim vária oportunidades de cre cer e rcalizar-se. 'm cu Diario do Trabalho Il1lerior, registre as oca- siõe em que deixou de aprovei lar boas oportunidades. Por que resolveu deixü-las pa ar? e acredita se em sua própria capacidade, o resultado teria sido diferente? Recorde quando re olveu de afiar o bom sen o e arriscar .• ão nos referimo a atuaçào impul iva, mas as vezes em que você conscientcmente decidiu tel1lar superar-se. Qual foi o de fecho? Como você e senlÍu? Existem área de sua vida em que você resistc aos eus ver- dadeiro desejo por medo ou duvida em relaçao a si me mo? O que você poderia fazer pa- ra agir de outra forma?
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    PARII()AI~I() 2 TIP A peoa do Tipo eis concentram- e no meio em que 'I'cm p.II.1 conseguir apoio c prcvcnir-se contra posslvei risco ao amlgall~. confiavei e encantadoras. desejando estabilidade e relacionam, n tos em eu mundo. Auto-imagem" u persistente, atencioso e cllg no de confiança". As pes oa do Tipo Sei reforçam sua auto-Imagem e. forçando , diligentementc para criar e manter sistemas que beneficiem a lO dos. a aliança qu estab leccm, elas contnbuem com mUlln trabalho, par imõnia e atcnção aos detalhe. Práticas e disciplln.1 da , frequentemente são capazes de antever os problemas muno ame de eu urgimento. Temendo perder a própria independência, mas, ao mesmo H'mp", Julgando necessitar de mais apoio. as pessoas do Tipo Seis ir1V( tem nas pes oas e orgamzações que julgam capaze de ajuda-I •• embora nao se sintam a vontade com isso. Elas buscam onenta~ " e egurança nas rotina, regras, autoridades e filosofias. is pes oas do TIpo is receiam nao poder atender as e,'igencias lOn traditorias de seus diver~os compromissos, Por conseguinte, telllam evitar sofrer mais pressoes, sem contudo alienar seus defensorc. ua an iedade, seu pes imismo e sua suspeitas as tomam mais Glul lo sas, impulsÍ"as e indecisas, A pessoa do ripo eis temem perder o apoio de seus aliados c tremamente insegura de si, buscam as causa da ua an iedade ao amargas, ceticas e reauva ,pois acham que sua boa fe foi logra da. Acusam os demai e entram em lutas pelo poder. pc oas do TIpo ~I temem que eu atos coloqucm em rISco U propna scguran a o que pod r erdade. ·u comportamento uvo pode haH'r provo ado cn ,1 ando-as a confiar ainda men em i me mas. ntem- e nervosa , deprimidas e impotent e SIm, buscam algo que as livre dos apuros em que se encontram A pessoas do Tipo is, inseguras e desesperada, <:orne am a pen sar que os outros vão deslruir os farrapos de segurança que am lhes restam. utrindo medos paranokos e idcias ilusorias a re pc to do mundo ela arengam a propo ilOde seus temore obscs I e atacam I1il1ig"~IC.tisou imagin.lrius. Convencida de haver cometido aIOs pelos quais certo mente serA pUnida ,IS pe oa n.lo-s.lUda el~ do i1po el, senundo- e uI pada e chel.IS de ódio por i me ma partem panl a ,lUtopum ão Fom ntando a desgm ',1 e rra ando ludo aqUIlo que aunglfam n. o r,lro recorrem a tentallva de 1Iludio para prOo ar rea de ahamento, Encanto orifiabilidadc Compromis, o C o o p n a ('c w /flClepcnd,'nClCI C O l'C Ig c m 1 u IO d c g ra d a do A U lo d c lrul do Autor i/culsltlo 6 fnlUlpa('ao , nQ~ls,"o O 7 fnstclb,lidadc 5 l'cu Clnoia Ataque Corlscitncia dos 4 Dcvncs M l,caldcule É Altlbl'alrncia 5 Defcn'i idade
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    numa cmpre aJovemou pouco convencional- preferem a qu já e con agraram. Porem, ironicamente, quando não estão seguras da situação, e a pe oa podem agir impulsivamente ó para pôr fim à ansiedades. ls o às veze funciona - mas, à veze ,debilita ua egurança. Papel Social: O Que Presta Apoio Incondicional "Pode confiar em mim." O repre entante lIpicos do Tipo ei querem reforçar eu i tema de apoio, sua aliança c/ou sua posição em rela áo a autoridade. Para tanto, inve tem a maior parte de eu tempo e de ua energia no com- promi o que firmam, e perando que o sacrificio eja recompen ado com o aumen- to da egurança e do apoio mutuo. De igual modo, como defe a contra a an iedade e a incerteza, ele inve tem em ua convicçõe pes oai , ejam elas pohtica , filo- Mica ou e pirituai . s as pe oa prontificam- e incan avelmente a er a "re pon ávei ". Traba- lham horas a fio para garantir que o relacionamento ou o emprego ou a convicção nos quai inve tem continuem a pro perar e servir-lhe de apoio. Isso inevitavel- mente levanta dúvida em ua mente predi po ta: "Estarão e aproveitando de mim?" "Querem-me por perto ó por cau a de meu empenho e confiabilidade?" "Continuaria endo querido e não trabalha e tanto?" A im, o de empenho de seu Papel Social ironicamente come a a criar inseguranças ociais. A pe oas do Tipo ei gostariam de uma garantia de que, e fize sem tudo que e e pera, Deu (ou a empre a ou a família) cuidaria delas. Acreditam que, e ela e eu aliado de em conta de uas tarefa, todo o ri co eriam evitados ou controlado. Ma até impériOS têm a cen ão e queda; me mo a maiore empre as abrem falência ou pa sam por ciclo de cre cimento e rece são. ão há nada que po am fazer exteriormente que as torne egura e não e sentirem segura inte- riormente. o Q E LHE PROPORCIO A APOIO? Anali e os i lemas de .. egurança social" que voci' criou. Eles realmente o tornaram mais seguro? Quanto lhe cu laram? O que faria se não conta e com um deles? Além de se investimentos de tempo e energia, con idere também toda a demais fontes de apoio que en- contra na vida. (Dica: voe plantou, processou e embalou o alimento que ingeriu hoje?) O M edo, a Ansiedade e a Dúvida Embora não seja um dos sete "Pecados apitai" clássicos, o medo é conside- rado a "Paixão" (ou distor ão emocional ubjacente) do Tipo ei, já que a origem
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    111'0 "Fico ansio oe então P IO ( lI/li razões para e tar ansioo ... de boa part • de u comportament s ba la na insegurança e m rcaço's ao IlIl do. O m do do Tipo i pode er vi to não só na preo upaçao com a s guran <Il com futuro problema, ma também na duvida e ansiedade crôni a qu "'l'lI" rcpr entantes nutrem a re peito do outro e de i mesmo. mbora na Uperfl(ll' sejam extremamente amigávei e intere ados pela pe oa, ele co tumam tenH'. que ela o abandonem, rejeitem ou magoem. Ele temem que um erro venha a <11- ruinar eu relacionamentos e que os outros de repente se voltem contra el s. ..- im, muito de ua atitude amigável vem do de ejo de "certificar-se" de que tudo con- tinua bem. Ao contrário das pes oas de outros tipos, que re- primem eu medo e an iedades ou, ao me no , evi- tam pen ar neles, a do Tipo eis estão empre cons- ciente do eus. À vezes, ele lhes dão energia, ma geralmente a al1igem e confundem. Entretanto, por fora podem não parecer tao nervo o , pois a maior parte des a ansiedade é interior. Quem vê Laura, uma pr parada e bem- u edida advogada, não imagina o ter rore que lhe pa am pela cabeça: Preocupo-me com tudo - com a possibilidade de surgirem goteiras no telha- do, de os pneus de meu carro furarem de repente - e sei que a maioria des- sas coisas dificilmente aconteceria, se é que não é impossível. O medo é al- go com que convivo diariamente, a cada hora, a cada minuto. Ele se revela no nervosismo, na ansiedade e na preocupação, e raramente como pavor ou medo simplesmente. Eu diria que a excitação, a ansiedade e a antecipação acabam tomando-se uma s6 coisa. Considero-me uma pessoa em geral po- sitiva - mas o terror e o pessimismo volta e meia surgem e me derrubam. pe oa do Tipo eis aprendem a lidar com o medo reagindo a favor ou con- tra ele. Algumas dela se expre sam com mai agre ividade, ao pa o que outras ão vi ivelmente mai tímidas. Isso não quer dizer que aí haja dois tipos: em vez di - o, vemo que alguma des a pe oa co tumam e expre ar contrafobicament e que i o provavelmente decorre de men agen do uperego aprendida na infãncia. Iguma dela foram in truída a demon trar re i tência e de cobriram que pode- riam proteger- e mostrando uma certa agres ividade; outra aprenderam a evitar problemas e dar a outra face. aturaI mente, na maioria dos representante do Tipo ei ,essa dua tendên- cia coexi tem e se alternam, conforme abe muito bem Connie: Sinto-me como um coelhinho assustado que não sabe para onde ir. Preci- so criar coragem para agir. Por outro lado, quando há uma crise, eu me comporto muito bem. Não tenho medo nenhum. Cuidado comigo se as pessoas de quem eu gosto forem atacadas! Eu ligo o piloto automático e vou em frente para defender e salvar quem precisa de mim. Mas assumir a
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    A SIEDADE lid rançae a responsabilidade por outras pessoas me dá pânico quando te- nho de pensar e decidir sozinha. Embora queiram entir- e apoiada, a pc soas do Tipo ei não querem entir- se invadida: elas não e entem a vontade diante do exce o de atenção ou intimida- de; querem um pouco de di tãncia, ma abendo que podem contar com os outro , Paradoxalmente, para encontrar a independência, " ma mão lava a outra." das CO/Tem o risco de tornar-se dependentes de algllem, . o ca o da jovem que, de e perada para air da ca a do pais que a vigiam, e ca a com um homem contro- lador e po e ivo, A an iedade muita veze faz e a pc oa precipitarem- e no que parece uma olução, como o homem que larga o emprego para tornar- e em- presario e acaba e entindo mai pre ionado que ante, tendo de cumprir norma governamentai e enfrentar inve tidore e igente , A ironia é que, quanto mai in gura, mai preci am de apoio externo e me- no independente e tornam, e a autoconfiança estiver muito arranhada, a depen- dência de uma pe oa ou de um i tema de cren a torna- e tão forte e profunda que ela podem não con eguir nem imaginar viver em ela, m determinado ca- o , quando acham que o outro querem explorá-la ou magoá-la, a pc oa do Tipo ei podem de envolver uma mentalidade ba cada num "e tado de lio" eter- no. e tipo de uspeita pode levar ao i olamento social. A Busca de Apoio para a Independência 2 "oce é capaz de li tar em seu Diário do Trabalho Interior dez ou mais e.'emplo de i- tll.I~'oes ou ar as em que o medo, a ansiedad ou a duvida normalmente surgem? Você pode identificar as época ,pe oas, locai ou outros tipo de dcnagradore que lllstumam provocar-lhe ten ões e ansiedades? Apesar do elemento claramente negativo, há n I '5 alguma recompensa positiva que vo ê possa estar buscando em perceber - digamos, a soltdariedade ou a proteção das pessoa? orno você costuma reclamar ou mostrar de agra- do? orno seria se você não agi e a sim? O que acha que ganharia? E o que perderia? A Você e muito mai eapaz do que imagina, Todos precisam de apoio e ajuda de vez em quando, mas você as veze subestima o apoio que proporciona aos outros. Pare um instante para anotar de que modos você ja ajudou as pessoas importantes de sua 'ida dando· lhes eu apoio, D pOIS faça uma lista dos meios que p usou para apoiar a I mesmo. Inclua nessa e- gunda IbtJ as coisas realizadas que o fIzeram sentir-se bem consigo mesmo. Qual e a mais longa? 01110se sente em relaçao a cada uma delas?
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    tempo," "Não é nadafácil tornar·t consciente. Minha vida era muito mais fácil antes de eu conhecer o verdadeiro significado da opçao, o poder de opção que acomp.1 nha a responsabilidade. Abrir mão da responsabilidade em fa vor de uma fonte externa pare • ao menos de imediato, tão mais fácil. Porém, quando você sab um pouco mais, não pode comi nuar se enganando por muito A pe oa do Tipo ei geralmente procuram re- CAROLlNE MY 5 solver a que tão de encontrar a rI.' po ta "certa" ali- nhando- e a diver a autoridade e si tema , im, podem crer num i tema religio o, ter convicçõe politica bem-definida, levar em conta a opinião do parceiro, eguir o programa do instrutor de giná tica e ler livro de auto-ajuda para acon elhar- e melhor. Quando a men agen de cada um dele e contradizem, ela voltam ao ponto de partida - à incômoda nece sidade de deci- dir por si me ma . A im, a pc oa do Tipo ei ão cautelo a e cética quando e trata de ado- tar novas crença ou relacionamento. I o se deve ao fato de e tarem con ciente da inten idade do compromissos que assumem e do fato de não quererem come- ter erros, e têm alguma razão para suspeitar de que ua autoridade é injusta ou pouco sábia, suas dúvida podem rapidamente derivar em rebeldia ou rejei ão, a- turalmente, não há relacionamento nem i tema de cren a que possam sempre pro- piciar o apoio e a orientação perfeitas. Enquanto não se con cientizam de e padrão, e a pes oas vão o cilar eternamente entre a confiança e a dúvida, TIPO S I O PARTIDÁRIO 27 Como não confiam em sua própria orientação interior, a pc oa do Tipo Sei'> co tumam buscar re po ta nas idéias e percepçõe alheias. Ma ela nao as adotam implesmente: primeiro a anali am e testam e, por fim, podem até ub titul-las por outras. As mai in egura tendem a aceitá-la diretamente, ma , me mo neste aso, não em re i tência e grande questionamentos, eja como for, ua reação natural con iste em primeiro bu car fora de i me ma algo em que acreditar e, e i o nao der certo, rejeita-lo e procurar outra coisa, A duvida, o que tionamento, a fé, a bus- ca, o cetici mo e a re I tência empre fazem parte de a reação, Em geral, e a pc oa tendem a de confiar da autoridade até certificar- e de que ela é benevolente e .. abe do que e ta falando". Porém, uma vez certa de haver encontrado uma "boa" autoridade, identificam- e muito com ela, interiorizando eus valores e en i- namentos, ( e o chefe as aprecia, sentem- e o máxi- mo, Se en ontram um mentor ábio e olicito, ficam radiante, e descobrem um lider ou um i tema poli- tico digno de confiança, podem envolver-se completa- mente,) Ma nunca e convencem inteiramente: em- pre nutrem certa duvida e, na tentativa de uprimi-las, manife tam o pontos de vi ta adotado com ainda mai veemência, A Busca de Respostas
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    Sou uma criaturade hábitos e rotinas. Cada vez que crio um hábito, é co- mo se tivesse uma coisa a menos para pensar, sabe? Quando não faço isso, minha energia vai embora: fico pensando demais. Detesto mudanças. Te- nho uma reação instintivamente negativa diante da mudança: ela significa que o futuro será diferente. A vantagem é que eu consigo me adaptar assim que o futuro volta a ser previs(vel ou assim que consigo re-situar meus sis- temas e minhas explicações. Por exemplo, sempre abasteço meu carro no mesmo posto. Se não tivesse esse hábito, ficaria dando voltas na cabeça até definir quando e onde parar para colocar gasolina. As pessoas do Tipo Seis não gostam de ter demasiadas op ões; sentem-se mais seguras nas situações em que há regras, rotinas e diretrizes preestabelecidas, como no caso do direito, da contabilidade e da vida acadêmica. Porém, quando as exigên- cias que têm de cumprir ão claras, elas são muito eficientes na criação de organi- zação e e trutura, em geral como chefes de um grupo ou empresa que governa por consenso. Entretanto, nem todas elas se sentem à vontade diante de organizações, dada a ambivalência que costumam nutrir diante da autoridade. Muitas das pes oas do Tipo eis são capaze de flexibilidade e criatividade dentro da segurança proporcionada pelos limites estabelecidos. Para elas, agir con- forme as regras de uma organização não implica mais restrições que jogar tênis com rede ou ler um livro a partir do início. Es as pes oa acham que as coisa seguem uma ordem natural e e sentem bem dentro dela - contanto que tenham a alterna- tiva de ignorá-la, e quiserem. (Mesmo que jamais a utilizem, querem saber que exi te.) O artistas, escritores e terapeutas do Tipo eis go tam de trabalhar com for- mas estabelecidas (blues, country, onatas, haihu), nelas encontrando liberdade pa- ra dar expres ão à ua criatividade. Como se sentem mais seguras quando têm uma idéia do que esperar, es as pes- soas não gostam de mudan as repentinas: um pouco de previ ibilidade é fundamen- tai para acalmar sua mente an io a. A terapeuta Annabelle observa: A Busca de Estrutura e Diretrizes Quais os fundamentos de seu sistema de crença? Eles provêm de sua própria experiên- cia ou da autoridade de amigos, mentores, livros ou ensinamentos? Como você avalia a ver- dade ou a falsidade de uma convicção? QU
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    "Se correr, obicho pega; se fil 11I, o bicho come. " Determine quais as áreas de sua vida em que tende a assumir demasiados compromi sos. Qual a razão para fazer isso? O que o impediu de dizer "nào" quando estava assoberba- do) Qual o Te ultado disso para você? E para o outros? ATE DE DO A TODAS AS SOLlCITAÇOES Excesso de Compromissos e "Cobertura de Todas as Bases" Observe as ocasiões em que você ou outra pessoa duvida do que fazer numa d t I nada situação. Es a dúvida pode ser, por exemplo, como abordar um problema no trab Ih Ou pode ser um amigo que o procura para pedir-lhe conselhos sobre seu casamento. O ve como chega a uma decisão: você se baseia nos precedentes (~A pohtica da companhia n se caso é...•• ou ~Oensinamento espiritual que aprendi diz.....) ou recorre à sua própria mt ligência - e, principalmente, à inteligência do coração e dos instintos? As pessoas do Tipo Sei sempre tentam honrar seus compromis os em todas as circunstâncias, mas é impos ível ati fazer a todo mundo. Elas então começam a agir como o garotinho da lenda holandesa - que teve de colocar os dedos na ra- chaduras do dique para impedi-lo de estourar e inundar o país - e acabam sentin- do-se exploradas. Imagine-se a eguinte situação: a mulher do repre entante do Tipo Seis liga para ele no trabalho e diz que reservou uma me a para aquela noite - ~ ó para nós dois" - num restaurante chique. Querendo reforçar a seguran a que obtém no ca sarnento, ele concorda e pensa no quanto aquela noite de exta-feira será agradável esse momento, o chefe entra na sala e, sabendo que aquele funcionario é perseverante e digno de confian- ça, pergunta-lhe se pode ficar até tarde aquela noite para terminar um erviço com prazo para segunda-fei- ra. em querer decepcionar o chefe - nem meter-se em encrenca -, ele concorda em ficar e já come a a pensar, apavorado, no que vai di- zer à mulher. Logo depois, seu melhor amigo liga para lembrar-lhe o encontro que haviam marcado, na semana anterior, para jogar cartas aquela me ma noite. Pron- to: o pobre representante do Tipo eis agora e tá num dilema atroz. Por haver assu- mido excesso de compromissos - tentando cobrir todas a base :-' ele não tem ou- tra alternativa senão decepcionar alguém. A pessoa desse exemplo ficará morta de medo de que o outro se zanguem, embora po sa não verificar se es e de fato é o caso. Para ela não importa; sua an ie- dade e encarregará de preencher as lacunas com proje ões terríveis e queixas e re- provações imaginárias. Ele se ente pre ionado -" e correr, o bicho pega; e ficar, o bicho come" - e irritado com o fato de as pe soas esperarem demasiado dele; não pode fazer tudo que elas querem!
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    o omitê Interior ea pe oas do Tipo Um têm na cabeça um podero o crítico interior, a do Tipo ei têm um comitê interior, o qual co tumam con ultar, imaginando qual e- rá ua respo ta a uma dada situação. ("Ih, não ei e devo aceitar e e emprego. O que erá que j ulie acha? Ela certamente será a favor, mas meu pai realmente não concordará. Por outro lado, aquele livro de auto-ajuda diz que ...") Assim, quando têm de tomar uma deci ão, ela ficam indeci as em meio a vária vozes interiore que defendem diferentes atitude e re pon abilidades. Às veze a que ganha é a que fala mai alto; à vezes há um impa e e procrastinação. Essas pessoas podem tor- nar- e incapazes de chegar a uma de i ão definitiva porque não con eguem parar de con ultar- e a si mesmas. Por cs a razão, as pe oa do Tipo ei co tumam entir- e indeci a . Embora possam ter opiniõe firme obre a coi a , não têm certeza de qual o melhor rumo a tomar. Cada opção pre upõe prévia deliberação do comitê interior, o que pode fazê- la girar em círculos. Por outro lado, na questõ mai importante (onde morar ou que religião professar), elas geralmente têm ponto de vista definido e bem infiexíveis porque já re olveram as próprias dúvidas e chegaram a uma condu ão à qual podem aferrar-se ob tinadamente. urpreendentemente, é nas pequena dcci ões da vida que elas tendem a oscilar e perder tempo. ("Peço o hambúrguer ou o cachorro-quente?") ua interminável conver a interior impede a tranqüilidade mental e bloqueia a orien- tação interior da E sência. Ela preci am de tituir o comitê interior. DEMITI DO O COMITt: I TERIOR Vocêe ta con ciente de seu comitê interior? Quem faz parte dele? Qual o seu próprio lIlclicede acerto nas vezes em que tentou prever a reações de eus aliados e de autoridade? Estado de Alerta, Suspeitas e Pensamento Catastrófico Devido à en ação de não contar com apoio, as pe oas do Tipo eis desenvol- vem uma extraordinária en ibilidade aos inais de perigo. Is o é ainda mais apli- cável quando elas provêm de um ambiente inseguro ou in tável ou ofreram algum tipo de trauma. Embora e se tipo de en ibilidade po a ser um trunfo e indu ive salvar a vida de uma pessoa, no ca o do Tipo eis ela é um tanto problemática, pois eus representantes permanecem obre altado, em con tante e tado de alerta, mesmo quando não há ri co pre ente. Eles não conseguem relaxar nunca, nunca se sentem seguros. eus olhos relampejam nervosamente em toda as dire ões, em busca de potenciais problema e ameaça. (Muitos dele relatam e tar empre cons- ciente de certificar-se das saída existentes no ambiente em que e encontram, bem como dos obstáculos existente para que possam ter aces o a elas.) Esse tipo de re- lação com o mundo é extremamente estres ante e pode, com o tempo, até provocar
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    TIPO alteraçoe na qUlmicado cérebro. Além di o, ela pode ainda moldar a imagina~, 0, provocando a constante expectativa de percalço Ol~ perigo. joseph conhece bem e se estado: Ser do Tipo Seis é como sentir que o céu está sem- "O que ele e tão IrclIIILlIII/O,''' pre prestes a desabar. Minha visão do mundo é ma- tizada pela constante sensação de que algo vai dar errado. Começo a esmiuçar o ambiente em que me encontro - por dentro e por fora - desde a hora em que acordo, à espreita de problemas (... ). É co- mo se a vida fosse um acidente que espera a hora de acontecer. Mesmo nos melhores momentos, a única coisa em que penso é quando vão acabar. Os repre entante típico do Tipo Seis podem, assim, tornar-se muito p si- mistas e amargos, com pouca auto-estima e "amné ia" em relação aos próprios êxi to e realizaçõe . É como e nada em seu passado pudes e convencê-los de que rão capazes de lidar sati fatoriamente com os problema atuais - e ele vêem problemas em tudo. Annabelle de creve precisamente a tensão que isso provoca: Quando pego uma carona, olho em frente para ver o que os outros carros estão fazendo. Considero sempre a possibilidade de algo de mau aconte- cer e imagino logo um desastre. O coração se acelera, a pulsação também, a respiração fica entrecortada, a imaginação dispara - pronto, não temos saída! Nada acontece. Então eu passo à possibilidade seguinte. Imagino desastres automaticamente. Passo horas assim, até ver o que estou fazen- do e me obrigar a parar, mas dali a pouco já estou fazendo a mesma coi- sa novamente. As pe soas do Tipo eis acham que qualquer pequeno contratempo pode er sua ruína. Fazem tempestades em copos d'água e sempre conseguem fazer uma li - ta de razões para alguma coi a não dar certo. aturalmente, isso acaba afetando ua atitude no trabalho e no relacionamentos. Os menores mal-entendidos e divergên- cias de opinião podem levá-Ias a pensar que e tão na iminência de ser abandonada ou que os amigos e aliados se voltaram contra elas. Quando não é controlada, es a tendência pode estragar importantes relacionamentos ou defiagrar reaçõe paranói- des diante do que percebem como injustiças especialmente dirigidas contra elas. SUPERA DO O PESSIMISMO Aprenda a di cernir os perigos reais dos potenciais. Quantas vezes espera maus desfe- chos? Tem dificuldade em imaginar que as coisas correrão bem? Vocêpensa deliberadamen te nos problema ou se trata de um reflexo? Embora prever futuro problemas tenha alguma utilidade, no seu caso isso costuma impedir que voc lide com a realidade do aqui e agora - a única em que pode encontrar equilíbrio e orientação para viver cada momento.
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    NF.A(.RAMA REAÇÃO AO STRESS: OTI PO SEIS PASSA AO TRÊS a vida adulta, a pessoas do Tipo Seis normal- mente descarregam a ansiedade queixando-se daque- le com quem estão frustradas junto a terceiros. Para muitas dessas pessoas, a mesa de refeiçõe é o lugar preferido para desabafar sobre as decep õe no trabalho e a incompetência alheia. Mas o me mo pode ocorrer junto à máquina de cafezinho do escritório ou em uma mesa de bar na happy hour. A verdade é que, quando e sentem exploradas ou ludi- briadas, essas pe soas costumam vitimizar-se e criar o hábito de reclamar sem tomar nenhuma atitude para mudar a situação. Com o passar do tempo, isso acaba inten i- ficando sua auto-imagem de vítimas, o que muitas vezes leva a paranóias e aos des- trutivos padrões de "solução de problemas" verificado na faixa não- audável. Conforme vimos, as pessoa do Tipo Seis inves- tem incansavelmente tempo e energia em seus "siste- mas de egurança". Quando o stress vai além dos limi- tes suportáveis, ela pas am ao Tipo Três, podendo motivar-se ainda mais para o trabalho. Além disso, es- as pessoas se esfor am ainda mais para adaptar-se ao meio e lutam para tornar-se modelos de sucesso social e financeiro. Assim, tornan- do-as mais conscientes da própria imagem, a passagem ao Tipo Três faz as pessoas do Tipo Seis procurarem o olhar, os gestos, a postura e o jargão certos para serem aceitas por seus pares. Com isso, esperam conquistar os demais e evitar a rejeição. Porém, como adotam um profissionalismo e uma atitude amigável visivelmente for- çados, as pessoas começam a desconfiar do que elas estão realmente querendo. A depender do quanto se sintam impotente para fazer algo de construtivo, a pessoa~ do Tipo eis podem atuar suas ansiedades queixando-se e culpando os ou- tros. Isso se aplica especialmente quando temem ser censuradas ou punidas por uma figura de autoridade pelos erros cometidos. O hábito de culpabilizar os outros bem pode ter sua origem na infância - é co- mum a situaçâo em que os pais chegam em casa e, encontrando alguma coisa que- brada, perguntam: "Quem foi?" A criança do Tipo eis, sentindo-se culpada, entâo responde: "Foi a Debbie! E sabe o que mais? Ela desarrumou tudo lá em cima e me disse um palavrâo!" Vitimizar-se e Culpar os Outros POR QUE TODO MU DO QUER ATRAPALHAR MI HA VIDA? Quantas de suas conversas são para se queixar - do emprego, dos relacionamento , do filhos, dos pais, do time, da política, da cidade ou mesmo do tempo? Antes de queixar-se de alguém, você discute a questão com a própria pe oa? Em que ou quem você está jogando a culpa pelo problema de ua vida? "Estou furioso e não vou mais tolerar nada disso!"
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    A BANDEIRA VERMELHA: PROBLEMASPARA OTIPO SEIS >- Su peitas extremas e paranóia >- Ataques hi téricos a inimigos percebidos >- Intensa ansiedade e ataques de pãnico >- Aguda sensação de inferioridade e depressão crõnica >- Medo constante de perder o apoio da pessoas >- Alternãncia de independência e demonstrações impulsivas de desafio >- Manutenção de "más companhias" e apego a relacionamentos abusivos ADVERTt CIAS POTE CIAL PATOLÓGICO: Distúrbios de Personalidade Paranóide, Dependente e li- mítrofe, Distúrbios Dissociati- vo e componamentos passi- vo-agressivo , inten os ataques de ansiedade. TIPO S I e estiverem sob stress prolongado, tiverem so- frido uma cri e grave sem contar com apoio adequa- do ou sem outro recur os com que enfrentá-la, ou se tiverem ido vítimas constantes de violência e outros abusos na infância, as pessoas do Tipo eis poderão cruzar o ponto de choque e mergulhar nos aspecto não- audáveis de seu tipo. Por menos que queiram, isso poderá forçá-las a admitir que seus atos de beligerância e suas reações defensivas estão, na verdade, amea an- do sua própria segurança. Por mais difícil que seja, admitir isso pode representar o início de uma revi- ravolta na vida dessas pessoas. Se reconhecerem a verdade desses fatos, elas po- derão, por um lado, mudar sua vida e dar o primeiro passo rumo à saúde e à li- bertação. Mas, por outro, também poderão tornar-se ainda mais nervo as e reativas: "Farei qualquer coisa por você! ão me abandone!" ou o extremo opos- to: "Eles vão se arrepender de haver procurado encrenca comigo!" Se persistirem nessa atitude, arriscam-se a ultrapassar a linha divisória que as separa dos Nívei não-saudáveis. Se seu comportamento ou o de alguém que você conhece se enquadrar no que descrevem a advertências abaixo por um período longo - acima de duas ou três se- orno a pessoas do Tipo Três, as do Tipo Seis tornam-se competitiva ,em ge- rai P 'Ia identificação com crenças ou grupos (pode ser um time de futebol, a el11- pr sa para a qual trabalham, sua escola, nacionalidade ou religião). Além disso, po- dem tornar-se gabolas e, para se autopromover, adotar atitudes condescendentes, de prezar os demais e superestimar a própria superioridade, numa tentativa de es~ perada de defender-se da baixa auto-estima e dos sentimentos de inferioridad . F po sível também que comecem a mentir sobre suas origens e forma ão, explorem a si mesmas e aos outros e que o desejo de triunfar sobre grupos e ideologias rivais adquira laivos de fanatismo.
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    PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM PARAO DESENVOLVIMENTO DO TIPO SEIS ~ Ob erve quanto tempo pa a tentando imagi- nar como re olver po ívei problemas futuro. a ver- dade, quanta veze o que você imagina de fato acon- tece? Além di o, observe que essa atividade mental acaba por fazê-lo lidar com os problemas reai de mo- do menos eficiente. e você e tá preocupado e obceca- do com uma reunião que terá amanhã ou na emana que vem, é bem provável que acabe e que endo- e de fazer uma importante ligação hoje, ou me mo que deixe de perceber um verdadeiro sinal de perigo. Tranquilizar a mente pela pratica di iplinada da meditação - principalmente quando e concentra no corpo - ajuda a pe oa uo Tipo Seis a ilenciar o coro da voz e que e tão em ua cabeça. Lembre- e: a certeza interior geralmente não fala com palavra. ~ Você tende a ter dificuldade em apreciar devidamente os momento em que atinge eu objetivos sem cair imediatamente na an iedade - você é capaz de preo- cupar-se até com o rancor qu pos am entir por suas realiza õe ! Quando atingir uma meta, seja grande ou pequena, pare para relaxar, re pirar profundamente e a- borear o momento. Tente ab orver e guardar a impressão que lhe provo a ua pró- pria competência. Ela o ajuuará a ver orno você de fato pode apoiar o outro e também en ontrar apoio em i me mo. Es a lembrança o ajudará quando voltar a duvidar de ua capacidade. ~ Pro ure con cientizar- e daquilo em que confia e do modo como hega a uas decisõe . Ob erve principalmente o métodos ou aliado a que automatica- mente recorre quando não e ente eguro de i. Por que acha que os outros abem mais o que fazer que você? Atente ainda para a raiva e arejei ão que as pes oas lhe despertam quando de cobre que ela não têm a respostas que você busca. É possí- vel evitar i o ouvindo mai o que eu coração e seus in tintos lhe dizem. Deixe que a voze interiore e levantem: entenda que ela repre entam apena projeções do medo e do uperego. Quanto mai reconhecer a verdade di o, mai perto e tara da mente tranqüila e do caminho certo para você. ~ Embora queira er re ponsável e ajudar a todo, você tende a er injusto con igo me mo, não acreditando que eu próprio autode envolvimento valha a pe- na. I o pode er exacerbado pelo medo da mudança, da entrada em território des- conhecido. orra riscos, principalmente quando se tratar de abandonar o padrões mais seguros e conhecidos. O apoio de que você preci a para analisar os problemas mais difícei pode ser fornecido por um terapeuta ou um grupo espiritual em que você confie. Mas lembre-se quc, para e a análise, o fundamental é contar com sua própria força e coragem. ~ Procure diver idade e variedade. Certo, você go ta de hambúrguer, ma ex- perimente tambem o filé de frango. ocê adora basquete, ma talvez con iga achar interes ante outro esporte ou atividade. O mesmo vale para seus interlocutores. ln- teragindo oca ionalmente com pessoas de diferentes formações e per pectiva , vo- mana'i, digamos -, ' mais uo que recom nua' 1bu car a on~ Ihamcnto, terapia ou algum outro tipo u apoio.
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    cc ap. nu'ra mai obre i e obre o mundo. Longe de er perigo o, i o contribuI- rá para aumentar muito ua rede de apoio e eu bem-e tar. ~ Aprenda a re ervar algum tempo para cultivar ua tranquilidade. I o nao ignifica pa ar hora na frente da T , ma im algum tempo em que po a e tar im- plesmente consigo me mo. O contato com a natureza lhe é muito benéfico. Fa a ca- minhada ,jardinagem, natação, meditação e, acima de tudo, não u e e a oca iõe~ para preo upar-se nem traçar estratégia para o trabalho ou os relacionamento . Pense nessas ocasiões como momentos em que Ser se torna mais fácil. Um maior contato com o meio ambiente e com as en ações do corpo fará maravilha no en- tido de acalmar essa sua mente agitada. REFORÇANDO OS PONTO FORTES DO TIPO SEIS f1P As pe oas saudávei do Tipo ei ão dotadas de uma tremenda capacidade de resistência, atingin- do eu objetivo pela con tãncia e pela per i tência de eu e forço. Meno exuberante que a de outro tipo, ela agem conforme o ditado "O uce o é 10% in piração e 90% transpiração". Atenta aos detalhe, tendem a abordar os problema cuidadosa e metodicamente: gerenciam o recur- o , organizam a tarefa conforme a prioridade e cuidam da execução dos proje- to , sentindo que seu valor pes oal está em ua confiabilidade e na qualidade de eu trabalho. A mai eficientes dentre e as pessoas valorizam a re pon abilidade e a competência - e é i o que ela empre e e for am para mo trar. Devido ao eu e plrito sempre vigilante e a ua en ibilidade ao inai de p - rigo, a pe oa do Tipo ei ão capaze de antever o problema e "cortá-lo pela raiz". Como ão mediadora natas, elas co tumam poupar a i e aos demai , seja em ca a ou no trabalho, muitas dores de cabeça, pois têm olho clinico para detectar po- tenciais irregularidade e problemas. Es as pessoas costumam encarregar- e das coi- as porque querem que sua vida corra da melhor maneira possível: contratar segu- ro e pagar a contas com antecedência ão atitudes típica do Tipo ei. Es as pe oa gostam de aprender e pen ar obre a coi a ,ma dentro de ca- tegoria conhecidas e conhecivei . Por permitirem re po ta definitiva, o si te- ma auto-suficiente - como o direito, a contabilidade, a engenharia, a línguas e a ciência - as atraem. Por conseguinte, elas tendem a obressair-se em todo tra- balho que requeira análi e cuidadosa e consideração de variáveis. ua diligência a torna alerta para as discrepâncias dos istemas e para os problemas, imprecisõe e contradições na declarações que ouvem. O univer o acadêmico, por exemplo, tem muito dos valore defendidos pelo Tipo ei: ob ervância de boa e trutura e forma, referência a autoridade por meio de citaçõe e nota, análise meticulo a e raciocínio i temático. As pe soa do Tipo ei brilham na capacidade de trabalhar pelo bem comum sem preci ar "aparecer". Ela procuram aber o que tem de ser feito e o fazem, com a . en ação de participar de algo que tran cende seu interesse pessoal, mostrando- nos o quanto é bom comprometer-se, servir e cooperar. ão pe soas que acreditam
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    O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO: OTIPO SEIS PASSA AO NOVE As pessoas do Tipo Seis concretizam seu poten- cial e se mantêm na faixa saudável quando mantêm o equilíbrio nos instintos e centram-se no corpo, como as que estão na faixa saudável do Tipo ove. Para en- contrar a estabilidade que buscam, elas precisam re- correr ao apoio e à constãncia de sua presença física: centrar-se no aqui e agora. Muitas das pessoas deste tipo são ativas, até mesmo atlé- na máxima que diz: "Uma andorinha ó não faz verão", principalm~nl' quando a ilUa ão exige que as pe soas se agreguem para sobreviver: produzir alim 'lllO!'> e roupas, construir uma casa, melhorar o bairro ou as condições de trabalho, dd'n der uma cidade ou um país. Embora capazes de profunda lealdade e dedica ão aos demais, os mais integra- dos dentre os representantes do Tipo eis também se devotam a aprender mai sobre si mesmos. esse processo, muitas vezes descobrem um grande e insuspeitado talen- to para a criatividade na auto-expressão. O compromisso com o próprio aperfeiçoa- mento os ajuda a cultivar a auto-e tima e a ver que estão em condi ões de igualdade com quem quer que seja - são igualmente competentes, dignos de respeito e louvor, capaze de assumir responsabilidades e defender- e em qualquer área da vida. Para Connie, o caminho do crescimento passa pela capacidade de centrar-se em i me ma: As pessoas saudáveis do Tipo Seis são seguras de si porque aprenderam a re- conhecer sua própria orienta ão interior e a confiar nela. Sua fé em si mesmas ge- ralmente se manifesta numa grande coragem e capacidade de liderança, as quais provêm de uma profunda compreensão das inseguranças e fraquezas alheias. Assim, vendo sua sinceridade e boa vontade em aceitar as próprias fraquezas, as pessoas reagem bem à sua liderança. Ela nutrem um e pírito igualitário, que se baseia na noção de que na verdade não há líderes nem seguidores, mas sim pessoas diferen- tes com diferentes qualidades que buscam uma maneira de reunir-se em prol do bem comum. E se desejo de participar, de encontrar um terreno comum e de tra- balhar para o bem e a seguran a de todos é uma dádiva de que nossa espécie preci- sa para sobreviver. "Podemos ser amigos?" Provavelmente, a característica de minha persona- lidade que mais mudou é a capacidade de defen- der meus pontos de vista. Agora tenho a certeza interior de estar bem, de que as coisas também estão. Em meus melhores momentos, sou forte e posso cuidar não apenas de mim, mas também dos outros. Em vez de ter quinze figuras de autoridade, tenho um ou dois ami- gos em quem confio mais - e escuto também a mim mesma. Na verdade, agora há coisas que não conto a ninguém. Antes, minha vida era um livro aberto. Hoje dou a mim e às pessoas o devido respeito.
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    A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADE EMESS~NClA Todos os ere humanos necessitam de apoio e seguran a para obreviver e, principalmente, Oorescer, mas raramente percebem o quanto ão de fato apoiados. Além do apoio que temos dos amigos e entes queridos, nós temo o das pessoas que cultivaram o alimento que comeremo hoje à noite, o dos desconhecidos operá- rios que fizeram no sas roupas, o das pessoas que tra- balham nas companhias de gás e eletricidade e por aí vai. enhum dos leitores dc!'> te livro já e viu verdadeiramente sem apoio, mas nossa per onalidade, baseada como é em defesas contra o medo e os sentimentos de deficiência, não consegue reconhl' cer i o. A capacidade de reconhecer e reagir com inteligência ao apoio que encon tramo no mundo, bem como ao apoio e orientação interior do Ser, só pode ser atin gida por meio da Presença - pelo acatamento de nos a verdadeira natureza. ticas, mas i o não ignifi a que e tejam necessariamente m contato com a!'> !'>lll.1 ões que o corpo vivencia a cada instante. A atenção às impre õe nsoriais 11111 cio na como compensação para o ininterrupto pensar dessas pessoa, dando-lhl'!'>.11 go mais com que se identificar. A princípio, o centramento nas sensações físicas pode provocar pãnico ou h'l ror, principalmente se sofreram algum tipo de trauma no passado. Não raro, venfr cam-se tremores quando as pessoas deste tipo que foram criada em ambientcs VIO lentos começam a ocupar mais plenamente o próprio corpo. Nessa o a ioe!'> , I importante que elas percebam que essas reações físicas são a forma que o corpo l'lI- contra de assimilar medos e mágoa pa sados, não sendo necessariamente indl ios (k perigos presentes. e conseguirem sentir a si mesmas e a uas sensações de ansicda de sem reagir, começarão a viver uma experiência mais aberta e confiante da vida. Entretanto, as pessoas do Tipo eis não conseguirão atingir essa e tabilidadl' simplesmente imitando as características dos representantes típicos do Tipo ovc. complacência, a tentativa de apagar-se e a adoção de rotinas cômodas não anulamo suas ansiedades, antes pelo contrário. Porém, acostumando-se a estar mais consIgo mesmas sem reagir a essas ansiedades, elas começam a sentir-se mai eguras do apoio não apenas das pes oa mais importante em ua vida ou do trabalho, mas tam- bém de er. Elas então reconhecem a benevolência da vida e vêem que o chão nao lhes vai fugir. E isso não e deve a uma cren a nem a algum truque mental, mas "im a uma tranqüila certeza interior que não exige explicação nem respaldo externo. Com essa equilibrada abertura, essa pessoas reconhecem os vínculos que tcm em comum com a humanidade. Sentem-se inclusivas e aceitam os outro , indep~n dente de conhecerem ou não seus pontos de vista e seus e tilos de vida. Ela sao cheias de coragem, uma coragem que é uma força em si me ma, e não uma reaçao contrafóbica ao medo. Essa coragem provém de uma sensa ão de integridade inlc rior e de uma profunda liga ão consigo mesma e com lUdo que as cerca. As im, co mo as pessoa saudáveis do Tipo ove, as pessoa do Tipo eis que e encontram em processo de integração são capazes de enfrentar tremendos de afio e até tragl dias e ameaças com equilíbriO e equanimidade.
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    KRISHNAMURTI PROVÉRBIO VIETNAMITA "Quando comeruma fruta, pense na pessoa que plantou a árvore." As P S oa do lipo eis dao um "pa o em falo" quando recorrem ao go 'lu tem duvida para aber onde encontrar o verdadeiro apoio e a verdadeira orienta- ção. Ironicamente, quanto mais questionam e criam estratégias, menos segura e entem. Em vez de dar-lhes a eguran a que buscam, a identificação com a en a- ção de an iedade as torna pequenas, indefesas e de orientadas. ó quando percebem seus padrões de raciocínio sob a influência do medo elas começam a retomar o con- tato com sua natureza essencial. Quando o fazem, rede cobrem sua própria autori- dade interior e reconhe.cem que o apoio que estavam procurando e tá em toda parte e sempre disponível. Jenny, terapeuta na faixa dos 50 ano que recen- temente sofreu uma ma tectomia, de creve muito bem es a transforma ão: Acho que me tornei minha própria autoridade com essa experiência da mas- tectomia. Consegui reconhecer e aceitar o amor de minha família e de meus amigos, coisa que nunca havia acontecido antes. Que coisa maravilhosa! Eu tinha de ser minha própria autoridade porque minha sobrevivência es- tava em jogo e ninguém melhor que eu sabe o que é melhor para mim! Que sensação fantástica a de ser saudável! Recentemente, venho me concen- trando em plantar flores, em vez de arrancar ervas daninhas o tempo todo. Minhas "vozes interiores" - coisas do meu antigo superego - só querem que eu veja as ervas daninhas. A pessoa do Tipo eis se transformam quando enfrentam seu Medo Fundamental de não ter apoio e orientação. Ao fazê-lo, começam a vivenciar um am- plo e vazio espaço interior, no qual às vezes têm me- do de cair. Se con eguirem tolerar e a sensação, e e espaço mudará, preenchendo-se de luz ou transfor- mando-se de vária outras forma. Essas pes oas en- tão passam a reconhecer que, na verdade, o apoio que vinham buscando está justa- mente nes e e paço repleto de liberdade, abertura, sabedoria e paciência. Quando o encontram, as pessoas do Tipo Seis sentem-se egura , corajosas e inteligentes - em resumo, demonstram todas as qualidade que desejavam. o fundo, as pessoas do Tipo Seis lembram que o universo é benevolente e lhes dá apoio integral. Elas sabem que estão centradas no Ser, que fazem parte da Natureza Divina e que têm direito à graça. Quando ua mente e tá tranqüila, a pe soas do Tipo Seis vivenciam a vastidão interior que é a Base do Ser. Elas percebem então que a Essência é real, não simples- A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA "Você não pode depender de ninguém. Não há guias, mestres, autoridades. Há apenas você - sua relação com os outros e com o mundo - e nada além disso."
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    I IS: oPAI{' IIlAIHO 2 As pessoas c/o I il'/l eis costullJallJ identificar-.sc erroneallJCllt(' (lIlIJ/l pertencentcs (/(1 Tipo Quatro, O itll ou Um. As l/OS Tipos Dois, ( ;/1(/l f Um costumam identificar-sc erroneamentc (lIlIJ/l pertencentes llCl Tipo Seis. > 15 Você provavelmente não pertence a um dos tipos aquie centes (Um, Dois e Sei ). > 15-30 Vocêprovavelmente não pertence ao Tipo eis. > 30-45 É muito provável que você tenha problema comun ao Tipo Seis ou que um de seus pais seja do Tipo Seis. > 45-60 É muito provável que você tenha al- gum componente do Tipo eis. > 60-75 É muito provável que você pertença ao Tipo eis (mas ainda poderá per- tencer a outro se tiver uma concep- ção demasiado limitada deste tipo). orne o pontos da quinze afirmações para o Tipo eis. Ore ultado e tará entre 15 e 75. As in truções ao lado o ajudarão a de cobrir ou confirmar seu tipo de personalidade. mente uma idéia: com efeito, ela é o que de mai real ha na c 'istencia, c'"('11 plOpll1l fundamento. Comumente se associa essa paz interior a presença de DeUS, l(1I(' S( m,1 nifesta a cada instante. Quando vivenciam es a verdade, e a pessoas sC'l111mS( apoiadas, constantes e fortes, como se fo em um monolito. Ela percebcm qll(' ('S",I base constitui a verdadeira seguran a, e é isso que lhes dá uma imensa coragcm, Esse é o verdadeiro significado da fé, sua qualidade Es encial esp 'clltca l( não é uma cren a, mas a certeza imediata que decorre da experiência. m esta, a I( é simples crença, mas com a experiência, a fé nos traz a orienta ão egura. Boa p.1I te da personalidade do Tipo eis pode er descrita como uma tentativa de imitai Oll recriar a fé em termos de crenças e de encontrar um sub tituto para a cert za dc' l-I contar com a segurança que provém do Divino. Porém, quando a ência se ma nifesta, essas pessoas verificam que eu centramento no er é absoluto e imu!avr! O Ser lhes dá apoio porque ela ão parte dele: ua própria existência esta no •..• (·1 porque eria impossível n ã o ser dessa forma.
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    O DI). TATE VOLTAIRE TIPO SETE: O ENTUSIASTA C A P íT U LO 1 3 EPICURO "Como se pode di cuti r a questão de adquirir ou po suil, quando a unica cai a de que um homem preci a é tornar- e - er, afinal, e morrer na plenitude de eu er." AI T-EX PÉRY "O prazer é o objeto, o devCI e a meta de toda as criatu- ras racionais." "Com a captura, acaba o prazer da caça." ABRAHAM LI COl " enlwm prazer é mau em i mesmo, porém os meios pe- lo quai cnto prazere ão atingido trazem dare mui- ta vcze maiores qlU ele ." A PRODíGIO O DI AMO o VER ATlL OGE ERAU T O CO OIS EUR A RI
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    ela sifica CIO Tipológiw Segundo a Atitude Verifique a análise da pontuação na página 2 5 ..... eml,re c verdadeira 4 ..... Gera/menle verdadeira 2 ..... Rammcn/t' verdadeira 3 ..... Em parle e verdadeira 1 ..... unea é verdadeira Classifique as afirm ções ao lado conform ua aplicabilidade () base na seguinte e cal 7. ou curio o e aventureiro - geralmente sou o primei- ro a experimentar coisas nova e mtere santcs. 8. Quando ja nao go to de fazer alguma coisa, cu paro de faz -la. 2. Minha agenda normalmente é cheia c cu go tOque eja assim: nao quero que a grama cre ça debaixo de meus pe . 4. Minha mente e tá empre tagarelando - as vezes parece que penso dez coi a de uma vez! 5. Se tem uma coisa que não uporto é entediar-me - procuro dar um jeito de não me aborrecer nunca. flPO 3. Para mim o que importa é a emo ão e a variedade, mais que o conforto e a egurança - que cu, alia , nao desprezo quando encontro. 9. ão sou ó uma p s oa "divertida": tenho um lado erio, ate ombrio, só que nao gostO de me. 'er muito com ele. 6. 'ou de entrar de cabeça nos relacionamentos - mas quando acabam, acabam. ___ 15. cho ótimo estar com as p soas - contanto que elas queiram ir aonde eu quero. 1. Adoro viajar e de cobrir diferente tipos de pratos, de pessoa ,de experiência - todo o fantástico tur- bilhão da vida! ___ 12. De vez em quando entro em "baixo astral", mas em- pr aio logo dele. ___ 13. Um de meus maiores problemas é que sou muito dis- traído e as vezes me disperso demais. ___ 14. Tenho tend ncia a ga tar mais do que deveria. ___ 10. ou bom no geral, ma não tanto nos pequenos deta- lhes: gosto mais de pensar para chegar a nova Idéias que me envolver com sua execu ao. ___ 11. Quando realmente quero uma coisa, qua e sempre descubro um meio de con egui-Ia.
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    o Tipo Ocupado,que Gosta de Divertir-se: Espontâ- neo, Versátil, Voraz e Dispersivo Chamamos este tipo de personalidade de o Entu- siasta porque ele está sempre se entusiasmando com tudo que lhe chama a aten ão. Seus representantes vêem a vida com curiosidade, otimismo e espírito de aventura. Como crian as numa doceria, eles vêem o mundo com olhos escancarado , antevendo embeve- cidos toda as boas coi as de que desfrutarão. Arroja- dos e cheios de vivacidade, com alegre determina ão vão em busca do que querem da vida. A palavra iídiche chutzpah - uma espécie de atrevido desembara o - des- creve muito bem uma de ua maiores caracterí ticas. mbora perten am à Tríade do Raciocínio, as pessoa do Tipo Sete não o tu- mam dar essa impressão, pois tendem a ser bem práticas e a envolver-se com mi- lhare de projeto ao mesmo tempo. eu raciocínio é antecipatório: elas prevêem a coi as e geram idéia às carreira , preferindo as atividades que lhes e timulem a mente - o que, por sua vez, gera mai coisas a fazer e pensar. Embora po sam não ser necessariamente intelectuai ou e tudiosas segundo a definição padrão, essa pessoa co tumam ser inteligentes, ler bastante e expressar- e verbalmente muito bem. Ela pas am rapidamente de uma idéia a outra, saindo-se bem nos brain torms e na sínte e de informa õe . São o tipo de gente que se deixa arrebatar pelo nuxo rápido e contínuo da idéias e pelo prazer da espontaneidade, preferindo a vi ão pa- norãmica e a excita ão dos e tágio iniciais do processo criativo à análise detalha- da de um determinado tópico. Devon, uma bem-sucedida executiva, fala-nos um pouco aqui obre a dinâmi- ca de funcionamento da mente de uma pe oa de seu tipo: 272 A 5 A 111Il O f{ I A Il O I N r A (.I{ A M A TIPO SETE DE PERSO ALlDADE: O E TU lASTA Não tem jeito: sou a mulher das listas. Não é por causa da memória, pois a minha é ótima. É mais para descarregar as informações e evitar continuar pensando nas coisas. Outro dia, por exemplo, fui a um concerto cujos in- gressos, além de caros, haviam sido diffceis de conseguir. Mas não conse- gui ficar até o fim. Minha mente me torturava com as coisas que tinha de fazer. Acabei não agüentando - levantei-me e fui embora. A pessoa com quem eu estava ficou muito chateada e eu perdi uma boa apresentação. As pessoas do Tipo ete muitas vezes são dotadas de mentes ágeis, tornando- se alunas capazes de aprender extremamente rápido. Isso se aplica não apenas à sua capacidade de absorver informa ão (línguas, fato, métodos), ma também à de rea- lizar trabalhos manuais. Elas tendem a apresentar excelente coordenaçâo mente-cor- zar-se. "Você estará num bom cami- nho se obtiver o que precisa." ~ DESEJO FUNDAMENTAL: Ser feliz, satisfazer-se, reali- ~ MEDO FUNDAMENTAL: O de sofrer dores e privações. ~ MENSAGEM DO SUPEREGO:
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    "Ainda não seio que quero f, quando crescer." TIPO Sou de uma produtividade absolutamente incrível. Quando estou no escri- tório, fico alegre e minha mente funciona às mil maravilhas. Sou capaz de criar várias campanhas de marketing para um cliente, fazer o esquema de uma palestra que vou dar num seminário, destrinchar um problema com um cliente pelo telefone, fechar dois negócios, ditar algumas cartas e, quando olho para o relógio, ainda são 9h30 da manhã e minha assistente está aca- bando de chegar para darmos início ao trabalho do dia. po e d str za manual (datilografia, tênis, piano). Quando aliam . as duas apa( Ida d· ,e a pes oas podem er a encarna âo do verdadeiro mod lo do RenaSClllIclltO. Ironicamente, a grande curiosidade e a capacidade de aprender muito rapldo podem criar problemas para as pessoas do Tipo Sete. Por serem capaz d' d 'S('Il- volver diferentes habilidades com relativa facilidade, torna-se difícil para las dc( i· dir o que fazer. Por isso, nem sempre valorizam o que possuem como fariam sc li- ve em tido de lutar para obtê-lo. Quando mais equilibradas, porém, es a p ssoas ão capazes de empregar sua versatilidade, curiosidade e capacidade de apr ndiza- gem para chegar a grandes realizações. A origem de eu problema é comum a todos os tipos da Tríade do Ra iocl1110: a perda de contato com a orienta ão interior e o apoio da natureza Essencial. Isso causa-lhes grande ansiedade, poi não lhes dá a seguran a de estar fazendo OpÇ(cs que beneficiem a si mesmas e aos demais. As pes oa do Tipo Sete lidam eom essa ansiedade de duas formas: em primeiro lugar, tentam manter a mente ocupada (l tempo todo, principalmente com projetos e idéias positivas para o futuro, poi as sim con eguem, até certo ponto, manter a ansiedade e os sentimentos negativo fo ra do consciente. Além disso, como em seu ca o a atividade estimula o racioc1l1io, ela são impelidas a permanecer sempre em movimento, indo de uma exp ri -ncia a outra em busca de estímulo. Isso não quer dizer que fiquem marcando pa o: 111 geral são pe soas práticas, que gostam de ver as coisas serem feitas. Frances, uma bem-sucedida consultora de mercado, parece ter mais energIa que o resto dos seres humanos - algo típico do Tipo Sete: Em egundo lugar, as pe oas do Tipo ete lidam com a perda da orientação Es encial por meio do mé- todo de tentativa e erro: fazem tudo para certificar-se de aber qual a melhor opção. um nível muito pro- fundo, elas não se acham capazes de descobrir o que realmente querem da vida. Por conseguinte, tendem a experimentar de tudo - e, por fim, podem acabar experimen- tando qualquer coisa para ubstituir aquilo que realmente estão bu cando. (" e não pos o ter aquilo que realmente me satisfaria, vou me divertir de qualquer maneira. Terei toda orte de exp riências - as im, não me sentirei mal por não ter o que real- mente quero.") I so pode ser visto nas mínima coisas do cotidiano de sa pessoas. Incapazes de decidir e querem orvete de baunilha, chocolate ou morango, elas vão pedir o
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    274 A SAIlII>OIUA IH) I NI A "{AMA " e a vida lhe der limões, fa a limonada." tr S sabore , O para ter certeza de não perder a op ào "certa". e tiverem duas se· mana de férias e vontade de ir à Europa, será o me mo dilema: qu pai e e cida- des visitar? Que pontos turí ticos conhecer? A maneira que as pes oa do Tipo e- te encontram para re olver isso é incluir o maior número de paí e ,cidade e atra ões turísticas no roteiro. Enquanto correm atrás de experiências estimulante, o que seu coração realmente quer vai endo tão enterrado no inconsciente que elas nunca podem saber exatamente o que é. Além di so, quanto mai inten ificam a busca de liberdade e satisfa ão, maior a tendência a fazer opções piores e menor a satisfação, pois tudo é vivenciado indi- retamente, através do filtro da atividade mental acelerada. O re ultado é que essas pe soa acabam ansiosas, frustradas e com raiva, diminuindo assim eus próprio recur os físico , emocionais e financeiros. Elas podem acabar destruindo a aúde, o relacionamento e as finanças em sua busca de felicidade. Gertrude agora e tá tentando se e tabelecer na carreira e na família, mas, fa- zendo um retro pecto, anali a como es a tendência contribuiu para dificultar seu início de vida: Não havia nada que fazer nem em casa nem na cidadezinha do sul em que cresci. Eu morria de vontade de sair de lá e ir para algum lugar mais inte- ressante. Quando fiz 16 anos, comecei a namorar e logo fiquei grávida, mas o pai de meu filho não quis casar-se comigo - o que, para mim, não foi problema, já que eu tampouco queria casar-me com ele. Não demorei a conhecer outro homem, casamo-nos e então me mudei para uma cidade maior. Mas a coisa não funcionou como eu queria porque nos separamos depois que eu dei à luz o meu filho e tive de voltar para casa. Fiquei lá por uns dois anos, até colocar meus pés no chão novamente. Quando as coi- sas pioraram, casei-me de novo. Agora, aos 19 anos, acho que já fiz mui- ta coisa. Porém O lado bom é que a pessoas do Tipo e- te ão extremamente otimi tas, exuberantes, "para ci- ma". Dotada de uma enorme vitalidade e de um de- sejo de viver plenamente cada dia, elas são alegres e bem-humorada por natureza, não levando nada - nem a si me mas - muito a sé- rio. Quando ão interiormente equilibradas, conseguem contaminar todo os que a cercam com seu entusiasmo e alegria de viver, fazendo-no relembrar o simples prazer de existir - a maior de todas as dádivas. o PADRÃO DA INFÂNCIA A infância da pessoas do Tipo ete é matizada por uma sensação em grande par- te inconsciente de desligamento da figura materna (que é muitas vezes, mas nem sem-
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    r I PO FavOlo/}scrvCll quc o Jl(/(II ellI da infclncia aqui c/C C 11111 não provoca o Lil)() c/f personalidade. Em vez c/ISO. ele descreve tene/encim observávei na tenlCl illfelnc lei que têm grande impacto llh'f os relacionamentos que o tlll(l c tabelcce na vida adulta pre, a mãe biológica). De modo geral, es as pe oa ão muito suscetíveis a uma profunda frustração resultante da sensa ão de serem prematuramente apartadas da li- ga ão com a mãe, como se tive em sido desmamadas cedo demais (o que pode ser fato em alguns casos). u- ma rea ão a i o, as crianças do Tipo Sete inconsciente- mente "decidem" cuidar de si mesmas. (" ão vou ficar parado com pena de mim me mo, esperando que al- guém se encarregue de tomar conta de mim. Eu mesmo o farei! ") Esse padrão não implica que as pes oas de te tipo não tenham tido intimidade nem proximidade com a mãe na infãncia. Porém, no plano emocional, elas de- cidiram inconscientemente que teriam de cuidar de suas próprias nece sidades. As razões para is o podem variar muito. Talvez a chegada de um irmãozinho tenha feito a criança do Tipo Sete perder de repente a atenção exclusiva da mãe. Tal- vez uma enfermidade (da própria criança ou da mãe) tenha impedido o contato mais próximo entre elas. Devon, a executiva que já conhecemo, relembra: Um incidente acontecido quando eu tinha 3 anos me impressionou tanto que me lembro dele como se tivesse ocorrido ontem. Meu irmão, recém- nascido, estava tendo uma convulsão. Minha mãe não parava de gritar e li- teralmente arrancar os cabelos, negros e longos. Lembro-me de seu cabelo caindo no tapete bege e rosa. Era tarde da noite, e a ambulância levou con- sigo meu irmão, minha mãe e meu pai também. Sei que, até um ano e meio, fui muito bem cuidada por minha mãe. Ar ela ficou grávida e enjoava mui- to até meu irmão nascer. Ele, por sua vez, tem saúde frágil desde bebê e, as- sim, é o meio que perdi minha mãe por tabela. As pe soas do Tipo Sete são também muito influenciadas pela "fase da sepa- ra ão" do proces o de de envolvimento do ego, quando aprendem a tornar-se mais independentes da mãe. Uma das maneiras que as crianças normalmente encontram de lidar com o difícil processo de separa ão está em ligar- e ao que o psicólogos denominam objetos transicionais: os brinquedos, jogos, coleguinhas e outras distra- ões que ajudam as crian as a suportar a ansiedade dessa fase. As pes oas do Tipo Sete dão a impressão de ainda e tar em busca de objetos transicionai . Enquanto puderem de cobrir e deixar-se levar por idéias, experiên- cia ,pessoas e "brinquedo" interessantes, elas con eguem reprimir a sensação sub- jacente de frustração, medo e mágoa. Mas se, por alguma razão, não encontrarem os objetos transicionais adequados, a ansiedade e o conflitos emocionais atingem o patamar consciente. Então essas pessoas tentam encontrar outra distração o mais rápido possível, a fim de controlar a sen ação de pãnico. Naturalmente, quanto maiores a privação e a frustração realmente vividas pela criança, maior a necessida- de do adulto de "ocupar a mente" com toda sorte de di trações.
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    AH ()O~IA DQI NI AC.RAMA Exemplos Robin Williams Steven Spielberg W. A. Mozart Jim Carrey Goldie Hawn Carol Burnett Sarah Ferguson Benjamin Franklin Timothy Leary TomWolfe Faixa saudavel A p soa de te ubtipo realmente apreciam o mundo, endo "materialistas" no entido mai amplo do termo. Ela aliam a rapidez ao lmpeto - o que, mulla veze ,lhes angaria uce o material e cargo de poder e importãncia. Determinadas a obter da vida o que de ejam, elas pensam e trategicamentc e ão ca- paze de organizar rapidamente o recur o interiore e extcnore para realizar seus de ejo. ão prática ,pragmática e ob tinada. eu sen o de humor e expre a pelo arca mo e pelo atrevimento. Faixa média Ver átei ,as pe oa de te ubtipo dirigcm ua energia em vá- rias direçõe , podendo ter di er a profi õ . Podem demonstrar dctcrminação, Impeto e agre iidade na bu ca da atisfação de ua nece idade. eu forte de e- Faixa saudável A pe oa de te ubtipo ao brincalhona e produtiva. Curio a e criativa , al-m de dotada de um excelente enso de humor e de uma vi ão mai po itiva que a do outro subtipo, elas man- têm a certeza de que a vida é uma coisa boa e alegre. Por sua rapidez mental, eu e pirito de cooperação e ua capacidade de organiza- ção, e a pe oa ão capaze de realizar muita coi a, aparentemente em grande e forço. Ela go tam de variedade e têm facilidade para entro ar- e com o outro, o que faz da atividade ligada ao ramo do e petáculo ,relaçõe pública, publi- cidade, mldia e diver õe eu elemento. Faixa média E perta, intere ada em novida- de ,falante e amigávei ,a pe oa de te ubtipo têm uma grande re erva de energia e podem proporcionar momentos muito animado aos que e tão a ua volta. Ape ar de erem geralmente produtivas, ela podem perder a concentração com mais facilidade que a do outro ubtipo. A depender de eu grau de inseguran- ça, poderão demon trar um certo nervo ismo, uma aceleração meio frenética. Como go tam de emoçõe forte, e tão sempre em olvida em relacionamento ou em bu ca de um. pe ar de não go tarem de ficar os, e peram mUllO do mai Intimo. Co tumam ficar dividida entre o de ejo de arri car- e a encontrar me- lhores opçõ e o medo de perder o que têm. Há uma po ibilidade de abu o de droga no ca o d te ubtipo devido à an iedade e a ocul- to entimento de inferioridade. TIPO SETE COM ASA OITO: O REALISTA TIPO SETE COM ASA SEIS: O ANIMADOR OS SUBTIPOS CONFORME AS ASAS
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    AS VARIANTES INSTINTIVAS Jaek Nieholson LueilleBall Joan Rivers Howard Stern Leonard Bernstein Lauren Baeall Bette Midler Malcolm Forbes John F. Kennedy "Searlett O'Hara" in d ' acumular posscs c.·p 'ri ncias a torna mais vi· clada no trabalho que a pe soa do outro c;ubtip . ("Eu mer o!") Além di o, como eu intere maior re ai na atividade ,mai do que na pe oa, ela ten- dem a er pragmática quanto aos relacionamentos: bu cam parceiro e não figura romântica idealiza- da . E a pes oa não têm medo da solidão e conhe- cem muito bem uas próprias expectativa e limite. Para obter o que de ejam, ão capaze de uma objeti- vidade que beira a rispidez e, em algun ca o ,a pres- são. Ao contrário do repre entante do Tipo ete com a ei, cujo entu iasmo é tanto que chega a er in- fantil, o de te ubtipo podem mo trar- e muito blasés e In en Ivei . O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO SETE Garantindo o Meu. O lípico Autopre ervacio- ni ta do Tipo ete ão pe oa cheia de energia e de- terminação, principalmente quando e trata de garan- tlr que eus prazeres e necessidade ejam empre ati feito. eus intere e e preocupaçõe tendem a relacionar- e ao prático e ao material (ou, na palavras imortai de carlett O'Hara, "Juro por Deu quejamai passarei fome novamente!"). E a pes oas tendem a seI ambiciosa c a dar duro para poder dispor de várias opçõe . Alcm di o, os Autopre ervacionista do Tipo Sete ão consumi tas no entido clá sico da expres ão: go tam de fazer compra, viajar e mimar-se, empenhando-sl' sempre em de cobrir novas po ibilidade de prazer (catálogos e guia de espetácu- los, viagen e re taurante ). E a pe oa e tão empre atentas a pechincha e liqui- dações e go tam de conver ar a re peito com os amigo . ("De cobri umas gracinha •• de caneca numa loja que abriu há pouco tempo." "Puxa, es e monitor é excelentc. Por quanto você o comprou?") Embora go tem de air e conver ar, temem depender do outros ou que este dependam delas. Os Autopreservacioni ta meno audáveis do Tipo ete podem demonstrar impaciência e nervosi mo quando sua nece idades não ão logo atendidas. Preo- cupado em não ofrer privações, muitas veze ficam an io os quando perdem al- gum conforto ou apoio material. ( ão raro, têm medo de pa sar fome.) Eas pes- oa podem tornar-se extremamente exigente e mal-humorada quando são frustradas, pois e peram que o outro lhe ati façam a nece idades as im que ela as manife tem - ou até ante di o. a faixa não- audável,ob tinada com ua própria ne e idade de egurança. e as pes oa mo tram- e de corte e e de atenta perante o demai. em tolerar
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    Inlerfcre IH: ia.,.lan ·am·.,t' agressivam 'llIC a busca de Illdo aquilo que reem que as IlHn,lIa muis segura e m no an io a . A irre pon abilidad e o de comedim nt em relaçao a próprio recur o podem levá-Ia a de barará-lo , e tragando a au- d ,jogando a dinheiro ou ga tando em dema ia. A im, podem pa ar do limite e permitir- e todo tipo de exce so. o INSTINTO SOCIAL NO TIPO SETE o Que Estarei Perdendo. O repre entante ociai lLpicos do Tipo ete co - tumam cultivar um grupo de amigo e "con elheiros" que partilham de eu in- tere se e entu ia mo . Por meio de e grupo, ele e informam da novidades e obtêm o e lImulo e a variedade que apreciam. Como são idealista, go tam de en- volver- e com cau a ociai. Porém, depois que o fazem, a vezes entem-se ata- do ,poi eu ritmo é mais rápido do que o do outro. e a oca iõe , vêem a re pon abilidade social como um estorvo, poi ficam divididos entre o de ejo de honrar eus compromi sos e o de largar tudo e cuidar de ua vida. Além di o, os repre entante ociai de te tipo e tão empre em busca de algo mai intere an- te ("E a fe ta de ano-novo parece que vai er boa, ma apo to que a do Ted vai pegar fogo depois da meia-noite! "). Ele e re sentem diante da autoridade, ven- do-a como arbitrária e de nece ária - mai uma fonte de re trição ocial. Os repre entante ociai meno audávei do Tipo ete tendem a di persar ua energia no que podenamos chamar de meios compromi o: go tam de ter a agenda empre cheia, mas e tão sempre anotando também algumas "alternativas". A im, colocam muitos ferro no fogo, ma não e peram que nenhum fique em bra- sa. ão pes oa amigáveis e mesmo encantadoras, ma muito arisca, podendo fa- ilmente cancelar seus compromisso e a ansiedade ou uma op ão mai promi o- ra urgirem. a faixa não-saudável, e a pe oa tendem a di ipar ua energia e eu ta- lento numa interminável uce ão de fe tinhas, encontro ociais ou "reuniõe de planejamento" que nunca acabam em nada. Deixando atra de i uma trilha de ini- ciativas interrompida e cora õe partido, ão como ave de arribação, inquieta e inquietante ,poi a fuga da an iedade a torna irrespon ávei e conduz a "cenário sociais" potencialmente arriscados e de trutivos. O INSTINTO SEXUAL NO TIPO SETE O eófilo. O típico representante exuais do Tipo ete estão em constante bu ca de coisa novas, que fujam do ordinário. orno o do Tipo Quatro, ele tendem a rechaçar o mundano - ão pes oa que querem viver a vida inten amente em todas as uas atividades e interaçõe . Vendo-a através da lente da imaginação, ela ideali-
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    I , t'., OSINAL DE ALERTA PARA O TIPO SETE: "ADIANTE A GRAMA SEMPRE ESTÁ MAIS VERDE" A tenta ão caracterí tica das pessoas do Tipo ete é a propen ão a perder o go to por aquilo que estão fazendo ou vivendo. A grama empre e tá mai verde em algum outro lugar, e a im ela começam a de ejar o futuro, como e um outro fa- to ou atividade fo e a olução para eu problemas. ("E ta noite vou jantar com uns amigos, mas quem estará no vemissage? Quem abe, e eu comer depre sa, con- zam a i m ma, ao r aCIonamentos e a realtdade f'rt'qm'nle 111(111l', ('''''',1''' 1)(' •••••• (1;1 d 'mon tram curio idade em r la ão a uma ampla gama d ' coisas, d i. ando "'l 1,1 I nar por idéia e a unto que e tão na cri ta da onda. atração que une os repr •.• 'n- lante e uai do Tipo ete àquele que con ideram inter ante é magnéti 'a. Quan do o radar de eu in tinto exual detecta alguém a sim, não h itam em apro.imar ." uando de todo o seu charme e intere se. Da m ma forma que o objeto de ua cUrJO idade temporariamente o de lumbra e hipnotiza, eles são capazes de induzir nsa ções semelhante nos demai . Essas pes oa gostam da emo ão de fanta iar om seu novo objeto de de ejo, imaginando futura aventura e intere e comun. la amam idéia louca, humor e plrito - eu raciocínio é ba tante rápido, ma i o p d tra zer inquietação não ó a elas ma também aos eus relacionamento . o lveis me no audavei, es as pes oa podem tornar- e voluveis no inte- resses e também no afeto. la temem o compromis o ,preferindo a inten a paixao das fa es iniciais de um relacionamento. (Amam o amor.) O romance e o proces o de de coberta mútua as deleita, mas, assim que o entimento e tornam familiare, la., partem em bu ca de nova po ibilidades. A inquietude a faz perder o di cernimen to e envolver- e com modismos e idéias e petaculares que, ape ar da embalagem gla- mourosa, ão pouco mais que distra ões temporárias. Logo vem a decep ão. a fai a não-saudávei ,os repre entantes exuais do Tipo Sete podem bus- car emoçõe com ainda meno prudência. Assim, poderão envolver-se em projeto., maluco e ca o amoro o pouco viávei e perigo o , tornando- e caçadore de emo õe que bu cam cada vez mai fonte de prazer e diver ão porque cada vez me- nos conseguem gozá-la. Viver no limiar a torna pe oa duras e dis olutas, que muitas veze e e gotam ou se prejudicam irreversivelmente com eu exces o _ DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO DO TIPO SETE A seguir, alguns dos problemas mais freqüen- tes no caminho da maioria das pessoa do Tipo Se- te. Identificando esses padrões, "pegando-no com a boca na botija" e simplesmente observando quais as nossas rea õe habituai diante da vida, e ta remo dando um grande pas o para libertar-nos dos aspec- to negativo de nos o tipo.
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    " ão queroperder oportunidade. " E e tipo de atenção errante tem érias conse- qüências para a pessoa do Tipo ete, já que sua vida e baseia tanto nele. Pensar torna-se o me mo que ante- ver, e isso as leva a não ficar com nada o uficlente pa- ra conhecê-lo profundamente ou obter alguma verda- deira sati fação. Quando não dão ouvidos ao eu inal de Alerta, deixam- e atrair por outra coi a, independentemente do que quer que estejam fazendo. ua atenção errante as faz pular e ligar a TV, abrir a geladeira em bu ca de algo que merendar, telefonar a um amigo ou rabiscar num bloco, em vez de começar a trabalhar - ou me mo continuar a ler o livro de que estavam go tando! o Papel Social: O Dínamo sIga daI uma pass.lda la lambem!") e elas Ignorar m S'U Sinal de Alerta - dei. ar- Sl' le ar pelas po sibilidade do momento guint, em vez de viver totalm nte o pres nt -, com çarao a eguir o rumo errado. uponha que e tá conver ando com um amigo num re taurante lotado e de r pente começa a e cutar a conver a ao lado. Você presta atenção a ela enquanto fin- ge que está atento a palavras do amigo? e a re posta é" im", você sucumbe à ten- tação do Tipo ete. O resultado é que acabaria não apreciando devidamente nenhu- ma das duas conversas e, de quebra, indiretamente ofenderia seu amigo, que provavelmente perceberia tudo. Os representante mai lIpico do Tipo ete definem-se como "Dtnamos": aqueles que preci am injetar energia e emo ão na situa õe para que todo se ani- mem - e, as im, eles mesmos também fiquem animados. Como ão pessoa de mui- ta energia, para ela é fácil representar esse papel. Porem, omo com todos o Pa- péis ociais, uma vez que o individuo se identifica com eles, torna- e cada vez mais difícil deixar de agir da maneira que ele preconiza. O papel de Dínamo, Catali ador ou Vela de Ignição - bem como o de con pira- dor e aliciador - permite às pe oa do Tipo ete tornar-se o centro das atençõe. ua companhia é muitas vezes di putada porque sua alegria levanta o moral da pes oas. Escolha uma atividade qualquer e concentre-se nela. Ao fazer i so, observe quando e distrai e pensa em outra coisa. Volte a conccntrar-sc no que estava fazendo e, caso se distraia novamcnte, tente retomar à atividade que escolheu. Repita o procedimento, tentando sem- pre pcrmanecer concentrado no que está fazendo. a maioria das vezes, será difícil conseguir concentrar-se, principalmente no início. Mas, se persistir e conseguir identificar o que o distrai da atividade, conseguirá entender me- lhor os fatores que deflagram o seu inal de Alerta. A tensão física é um deles? A fome, o can- saço e a ansiedade também têm alguma inflUência?
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    As pessoas doTipo Sete receiam o surgimento de sentimentos pcn 50 e a po 'sibilidade de frustrar-se ou entediar-se. Por consegumt tentam manter-se ocupadas e animadas. Elas procuram criar ener gia em torno de si falando, fazendo brincadeiras e buscando no aventuras, mas muitas vezes se di traem e pcrdem a concentração As pessoas do Tipo ele temem ser impOSSíveldispor suficient mente do que crêem que precisam. Assim, tornam-se impaclent em sua busca de gratificação instantânea. Apesar de muito exigen tes, elas quase nunca se mostram satisfeitas quando suas exigêncl são atendidas. Perdulárias e blasérs, mostram-se displicentes em rt lação aos próprios hábitos, jamais aceitando a culpa por eles. pessoas do TIpo te temem que seus atos lhes tragam sof to e mfeliCldade, o que pode ser verdade. Assim entram em co e Vltam o própno sofnmento a qualqu r custo Compona com Impulsivl(lade e irresponsablhdade fazendo tudo aquilo prom ta alíViOtempol'llrio contra a ansiedade mas no fundo tem alegna nessa busca Desesperadas por fugir • ansiedade, as pessoas do TIpo te o controle atuando o sofrim nto em vez de senti-lo medida tornam cada vez maIS InstáveIS e imprevisíveIS, penodo de vidacl frentuca altemam-se a profundas depressões lnsenslb das temenlnas, faz m qualqu r coisa para suprimir o sofrimem Con nClllas da possibilidade de haver arrumado a própna sa1de vida e alegna d viver pessoas menos sau<lllv do TIpo p ntem Jll nAo ter alternauvas para o sofnmento. Parahsadas ch de pAnlco m vezes cometem e qu acane gra problemas fmanceuos e físico • indu ive do crOmcas s pe soas do fipo "elc dClxam tt: aernhl.lr qU( prn I :1111 d. d'l r mmado obJcto ou experiências para estar "',IlI •.• klt,1 , o qu' Ih permite assimtlar plenamente suas propnas p ncnll,l'" ( llr r proveito dela. Alem di o, parado. almcnte r ahz.tm •.. ( u D( (10 Fundamental- ter sali fação e alegria, atender a•..propn'l'" 1('( ( I dade - e se mOSlram gratas, reconhecidas e extatica •... As pessoa do Tipo ele concentram-se nas possibtlidade •...enlllllO nando- e com a antevi ão de IOdas as coi as que farao. Auto 11I1, gem: " ou uma pes oa feliz, e pontãnea e sociável". As pes oa do Tipo ele reforçam sua aUlo-imagem mergulhando de cabeça na vida e fazendo IUdo aquilo que lhes garallla ter o qUl precisam. O goslO e a paixão que sentem pela vida as torna multo versátei e prohfica "Ape ar de arrojada e olimi ta., sao pe•..•.. o,1 pratlea e ensatas. Temendo estar perdendo experiências mais interessantes, as pes soas do Tipo te tornam-se inquietas e buscam cada vez mai op- ções. Mantêm- e eternamente ocupada ,fazendo malabarismo pa ra dar conta de diferentes tarefas e planos, além de lutar par manter-se informadas sobre as mais recentes tendências. 111"0 Mania (D q m s s lv a ) T~ Tennos-chave: Acabrunhamento Paralisia 9 ível Expectativa 2 Entusia mo IVel Realismo 3 Produrividade Ivel Alegria alisfação E L ível Voracidade 4 Consumismo M É ível Distração O 5 Dispersão A Egocentrismo Intemperança
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    "Vamos lá, pesoal! Vamos agitar essa parada!" Quando criança, sentia-me livre, desinibida, cheia de vida. Sabia que con- seguia fazer as pessoas rirem. As outras crianças disputavam minha com- panhia porque eu era divertida. Quando adolescente, queria ser levada mais a sério, principalmente pela minha famflia, mas nunca achava que o conse- guia. Então eu reagia às expectativas atuando ou sendo boba, engraçada ou dramática (em vez de autêntica) para chamar a atenção. É gostoso saber que você pode afetar a vida das pessoas com sua energia. Muitas vezes vejo as pessoas se animarem bem diante dos meus olhos. Gos- to de fazer todo mundo sentir-se feliz. Às vezes, isso é um problema, pois sinto que atraio muita gente que é meio "deprê". Para dizer a verdade, não acho que essas pessoas queiram melhorar. Estou tentando deixá-Ias seguir seu caminho e poupar minha energia para melhores investimentos, nos quais ela seja realmente apreciada. A capacidade de levantar naturalmente o moral das pessoas é de fato um grande dom. Kansas c uma atnz talentosa qu • tambem se proflsslOnalizou como I11pr'saria: o problema começa quando os repre entante típico do Tipo Sete come am a agir apena como o superdínamos que precisam falar, chocar, in tigar e de lumbrar o tempo todo. Isso inevitavelmente as so- brecarrega demais, além de tornar-se cansativo para todos também. Quase todo mundo, indu ive outras pessoas do Tipo ete, acha que e sa energia excessiva aca- ba se tornando unidimensional e extenuante. e o outro não con eguem acompa- nhar eu ritmo, essas pessoas aem em busca de novas oportunidades e platéias, in- terpretando essa rea ão como uma forma de rejei ão ou abandono que provoca raiva e fru tra ão. Porém ela podem entir-se também cada vez mais identificadas com seu papel, em aber omo rela ionar- e ou ati fazer-se de outra maneira. Velma, ver átil educadora e consultora de mercado, conheceu essa frustra ão no início da adolescência: A Gula e a Eterna Insatisfação o vício característico das pe soas do Tipo Sete é a gula - literalmente, o de e- jo de empanturrar-se de comida. Em muitos casos, elas bem poderiam ser acusada MEXE DO O CALDElRÁO Quando se pegar distraindo a pessoas - animando a festa, por as im dizer -, procure ob- servar para quem e tá fazendo i so. Qual o efeito que e. a excita ão provoca sobre o seu conta- to consigo me mo? E obre o seu contato com os outros? Você e sente satisfeito? O que você acha que aconteceria se não assumisse are ponsabilidade de animar o ambiente em que está?
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    SAMUELJOHNS(lN "A vida éuma progre ao ti necessidades, não de prazen ." A Busca de Estímulos e de Novas Experiências A despeito de qual seja o no so tipo, nós geralmente buscamos aquilo que pen- samos que nos fará felizes, sem considerar se nossas opções têm a possibilidade de trazer-nos felicidade. Que circunstâncias propiciam a felicidade? O que a faz durar mais que um breve instante? Como podemos aumentá-la sem correr o risco de exa- gerar em alguma coisa? Esse tipo de questão constitui o tema do Tipo Sete. Os típico representantes do Tipo ete são sofisticados, colecionadores e COtl- noisseurs - são aqueles que sabem qual o melhor joalheiro, conhaque ou restauran- te francês, quais dos filmes recentes vale a pena ver e quais as últimas novidades e tendências porque não querem perder nada. Uma das distinções mais nítidas entre os representantes que estão na faixa sau- dável e os que estão na média é que os primeiros se sentem mai gratificados quan- do sâo capazes de concentração e produtividade - assim, eles contribuem com algo de novo e válido para o mundo; já os que estão na faixa média tornam-se meno de comer ou beber demai , da mesma forma que fazer em de ma ia tudo aqudo ql!' lhes traga ati fação física. Embora às vezes a gula pos a aplicar- e literall11l'1lH'.10 Tipo Sete, é mai produtivo entender e a Paixão metaforicamente, como a tenlala va de preencher um vazio interior com coisas e experiências. A gula é a reação emocional de querer cumular o eu com gratifica ões ICI- nas diante da experiência da frustra ão, do vazio e da carência. Em lugar de vivcn ciar diretamente o vazio e a carência, as pessoas do Tipo Sete tentam fugir 11 ansil' dade distraindo-se tanto com o prazeres da carne quanto com estímulos m ntat •.. Quanto mais profundas as distorções emocionais da infância, menor a probabilida de de es as pessoas se conformarem com a própria experiências - ela precisam de mais para encher-se completamente, cedendo assim à "Paixão" da gula. Por manter a mente ocupada para defender-se da ansiedade, essas pessoas têm dificuldade de perceber e processar a informações provenientes dos sentidos, a meno que lhes cau em uma impressâo muito forte. sim, sua identidade e baseia no fato de pennanecer mentalmente excitadas; o que está na cabeça - os pen- samento em si - não é tão importante quanto o estímulo e a promessa de gratifica- ção produzidos. As pessoas do Tipo Sete buscam estímulos fortes para que a il11 pres ões que forem filtradas sejam registradas pela mente e as atisfaçam. Como ua identidade se baseia no fato de permanecer estimuladas, essas pessoas normalmen- te impõem- e poucos limites e não gostam de restri ões. Elas querem ser livres pa ra reagir aos impulsos e desejos tão logo eles surjam, sem demora. Como toda as Paixõe , a longo prazo a gula está fadada ao fracas o, pois quanto mais es as p s- oas " e entopem" indi criminadamente, tentando encontrar o alimento de que fo- ram privada na infância, mais insatisfeitas se tornam.
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    GEORGE LEONARD DESCOBRI DOA DÁDIVA o Tédio e a Diversidade de Opções Eu preferia a variedade em tudo. Tinha determinados amigos para meu la- do intelectual, outros para meu lado emocional e outros para meu lado se- produtivos porquc a an,>i-dad - o., faz conccntrar-,>c maÍ'> m tlivcrtir-,>c c entreter o,>tlcmai.,. ua crialivitlatle é uplantatla por um de ejo cada vez maior d adquIrir e con umir. A cinea ta Tara reconhece em i e e padrão: Infelizmente, é verdade que tendo a me entusiasmar com as novidades e de- pois perder o interesse e deixar para lá. Para mim, a variedade é o sal da vi- da. Falar em fazer algo "interessante" me faz sentir bem, mesmo que depois não faça nada. Gosto de aprender coisas novas. Adoro aulas - de culinária, dança de salão, patins, qualquer coisa. Compro pelo menos dez revistas di- ferentes. Também gosto de fazer pesquisa de preços antes de comprar por- que acho importante verificar todas as opções e escolher a que mais valo- riza meu dinheiro. Para mim é difícil assumir compromissos num relacionamento porque também aí estou sempre em dúvida se não há algo melhor, se já verifiquei todas as opções ao meu dispor. A pessoas do Tipo ete freqüentemente recla- mam do tédio e do quanto odete tam, embora o que chamem de tédio seja a an iedade que sentem quando o ambiente não lhe propicia o e tímulo necessário para manter longe o sofrimento e os entimento ne- gativo . Da mesma forma, as restri ões e a incapacida- de de seguir em frente provocam nes a pes oas não apena tédio, ma até pãnico. Elas não querem situações que a "prendam" nem forcem a enfrentar sentimentos penoso antes de e tar prontas para tal. Para defender-se do tédio e das sensações que o acompanham, essas pessoas querem manter a cabe a cheia de fascinantes possibilidades e certificar-se de e tar empre em dia com tudo que é novo, elegante e emocionante. Velma, que já conhecemos, explica: Observe como a antecipação e o desejo de novas experiências o impede de saborear o que está vivendo no momento. Para analisar isso melhor, você pode fazer um joguinho: pare um instante e tente de cobrir alguma coisa extraordinária em sua experiência imediata. Qual a dádiva que recebe neste exato momento? "A essência do tédio é desco- brir-se na busca obsessiva da no- vidade."
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    "Por que nã o encontro ninglll /li que consiga manter o mesmo ritmo que eu?" Analise aquilo que e tá chamando de tédio. Como você o ente em seu próprio co Como você descreveria a ensação de t dio? Depois que conseguir identifiCá-lo, procur d terminar quai as lembranças e as ociações que lhe provoca. xual. Sentia-me impelida a buscar satisfação em todos esses lados meu. Era impossível resistir. Quanto mais experiências tinha, mais queria t r , daí, passei a precisar delas cada vez mais. Minha energia dependia da varie- dade de minhas experiências. Conseguia fazer várias coisas diferentes sem me exaurir - via-me impelida a "fazer" tudo e tinha energia para isso.Jamais quis nada do jeito tradicional. Cada coisa nova e diferente que eu experi- mentava alimentava meu desejo de continuar a buscar o novo e o diferen- te. Um círculo vicioso. Para o repre entante típico do Tipo ete, é muito fácil perder a noção tias prioridades: eles estão em atividade constante e, muitas vezes, exagerada. Indepen dentemente da situação financeira, e sas pe oa tendem a de perdiçar dinheiro: c comum que vivam a grande, eja morando numa metrópole com farta oferta de la- zer e conveniências, ou numa cidadezinha do interior, na qual tenham de confor- mar- e com a pouca loja e diver ões locai. e não con eguirem air dela, e as pes oa podem pa sar o dia inteiro fumando e vendo TV, falando ao telefone, visi- tando amigo ou batendo papo no bar da praça. O exagero também se aplica a idéias, pois quan- do se entusiasmam com alguma coisa, vão até às últi- mas conseqüências. Mas o contrário também é verda- de: à medida que se tornam menos audáveis, elas TÉDIO, ESSA PALAVRA TEMIDA flPO A Falta de Discriminação e o Excesso de Atividades em orientação interior, a peoa do Tipo ete preci am fazer tudo pelo ml- todo de tentaliva e erro - provavelmente, sem dar ouvidos a conselho, pois sem pre querem ver tudo com eus próprio olhos. Elas acham que, viven iando o maiol número de ituaçõe, aberão quais as farão mais felizes. Ma é humanamente im po sível experimentar tudo: há demasiados lugares a visitar, pratos a provar, roupas a ve tir, experiência a viver. eriam precisos séculos para que elas tives em todas a experiência que precisariam para orientar-se apenas com ba e nisso. Experimen tar de tudo para aber como é levaria muitas vidas e, ainda assim, as po sibilidades ão quase infinitas. Além disso, há experiências que provavelmente seriam p rigo sas e prejudiciais, já que há cai as na vida que é preciso evitar ou que, pelo menos, demandam muita cautela. Porém, para o bem ou para o mal, a pessoa do Tipo Se- te em geral têm de aprender as coisas por experiência própria.
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    p '!"d'111 aconccntraçao c a capacl(lad ' d ' kvat as lOtsaS a cabo, d 'Ixando at ras d' si muita coi a come ada não terminadas. fato de que muitas deua boas ( à veze brilhantes) idéias jamai e realizam e torna mais uma font d fru tra ão para ela. e não lidarem com as ansiedades ocultas que as levam a fugir de si me - ma ,acabarão por jogar fora suas melhores in pira ões e oportunidades. ua agilidade de raciocínio e sua eloqüência podem degenerar em superricia- lidade e lábia, muito embora elas pensem que isso é o mesmo que capacidade de improvi ar. a faixa média, e a pessoas tendem a considerar-se verdadeiros sabe- tudo - o que, à vez e ,a mete em encrenca que, depois, tentam resolver na ba e da "enrolação". LA ROCHEFOUCAULD PROGRAMAS REALISTAS Como Evitar a Ansiedade e os Sentimentos Penosos "O homem que não se satisfaz consigo mesmo procurará em vão pela satisfação em outras coisas." Da mesma forma que, em tempo de guerra, um inimigo pode bloquear sinais de rádio transmitindo um inal mais forte, as pessoas do Tipo Sete "blo- queiam" ua própria percep 'ão da dor, tristeza e pri- va ão mantendo a mente con tantemente ocupada com possibilidades novas e interessantes. Porém isso não quer dizer que elas não sofram, sintam dor ou tenham depressão - a percepção dc cu próprio sofrimento no rim vence sua defesas. Ma tão logo possam, e sa pe oa tocam o barco para a frente. De forma semelhante, tornam-se peritas em u ar a mente ágil para reenquadrar as suas experiências, sempre de cobrindo uma maneira de ressaltar o que elas têm de positivo e desviar os sentimentos mais pro- fundos, mesmo no caso de grandes tragédias. jessie, uma terapeuta que per onifica várias das exuberantes qualidades do Ti- po ete, relembra o reenquadramento de uma grande perda que sofreu: Durante alguns dias, tome nota de quanto tempo leva para fazer as cai a : quanto de- mora para ir ao trabalho, fazer compras, ver um amigo etc. Compare o resultado ao progra- ma que havia feito inicialmente. É possível cortar uma ou duas atividades por dia para ganhar um pouco de tempo para respirar e para conseguir de frutar plenamente da atividade que se comprometeu a fazer? Quando eu tinha 11 anos, meu pai morreu subitamente de infarto do mio- cárdio. Lembro-me de haver pensado: "Quais são as minhas opções? Qual a melhor coisa que posso fazer agora? Minha mãe está em choque, com idéias suicidas, e minha irmã menor está atuando. Eu vou crescer". Decidi ser o mais alegre, animada e útil que pudesse. Não se deve perder tempo sofrendo. Essa é a minha única maneira de ser livre- livre da depressão e do desespero.
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    Frustração, Impaciência eEgocentrismo Como tarefa de Trabalho Interior, pare um in tante e vivencíe mais profundaml'ntc SlU próprios entimentos. Pen e em uma pes oa ou situação que lhe provoque sentimentos forl ate que estes comec m a surgir. Ob erve o que acontece e verinque por quanto tempo ('(Ins guc concentrar- e no que sente. Ao perceber que sua atenção mudou de rumo, procun' idl n tincar o que o impediu de continuar pensando no que entia. O que o levou a distrair-se? , 11'0 Quando eu era criança, gostava de ficar conversando com mamãe na cama dela. Ela me fazia umas gracinhas e depois tentava livrar-se de mim. Dizia- me que eu não tinha problemas. Ela esperava que eu continuasse a ser a mesma garotinha alegre de sempre. Comecei a sentir desdém por minha mãe e hoje me pego fazendo o mesmo com todos aqueles com quem não tenho paciência. As pessoa do Tipo ete podem ser extremamen- "Quero e quero já!" te exigente: quanto mais ansiosas, mai impaciente com os outros e consigo mesmas. ada acontece rápi- do o ba tante. ada lhes atisfaz as necessidades. em dar- e conta, elas podem se- guir pela vida afora projetando em todas a suas experiência uma en ação subja- cente de frustra ão. Além di o, podem tornar-se profundamente frustradas e impacientes con i- go mesmas. E sas pes oa podem conseguir evitar enfrentar o próprio sofrimento, ma ão geralmente alertas demais para não perceber que e tão desperdiçando seu recur o e talentos. Muitas de sua idéia aproveitáveis ricam na gaveta porque ela se tornam impacientes demais con igo mesmas para deixar que eus projetos che- guem à fase rinal. Essa frustra ão subjacente as torna altamente intolerantes diante dos defeito alheio, além de incapazes de suportar a expectativas, não só as que o outros criam em relação a elas como também a incapacidade deles de atender às expectativas de- las. ua impaciência pode também manifestar-se pela exaspera ão e por uma atitu- de ferina e desdenho a. Velma, a consultora de mercado, continua: Dentre o três tipos cuja base é a frustração (Quatro, Um e ete), este é o que expressa mai abertamente seu desprazer, pois é também um tipo a sertivo. eus re- presentantes são capazes de manifestar diretamente a frustra ão e a infelicidade com relação a tudo que não lhes agrada. O pensamento subconsciente que está por trá de a atitude é: "Se eu tiver um ataque de raiva, conseguirei fazer a mamãe cuidar de mim". Atuando de maneira tão exigente, eles geralmente conseguem o que querem.
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    A impacicllua d,l'"pe..•..• oa..•do Ilpo ':>ctcC VIVCII iada pelos outros como ('go- c 'ntrismo d enfrcado. I mbora ela go tem d chamar a aten ão, nao o faz m por- que quer m er estimada e admirada, uma motiva ão narci i ta aracteri tica do tipo pertencentes à Tríade do entimento. Com efeito, em certas situaçõe , e as pe soas não se incomodam de parecer bobas se isso mantiver a energia Ouindo e im- pedir que se vejam diante de sua ansiedade. As pessoas do Tipo Três, por exemplo, jamais mostrariam suas fraquezas e imperfei ões da maneira que tantas vezes fazem as do Tipo Sete. TRAÇA0 Observe como a energia da frustração age obre você. Ao perceber que está fru trado, pare e respire fundo algumas veze. omo e a verdadeira ensaçao de frustraçao? O que acon- tece quando você a vivencia, em vez de atuá-la? Impulsividade e Falta de Sensibilidade " ão é problema meu." Já que manter o momentum é um de eu valore elementare ,a pe soa do Tipo ete podem adotar uma abordagem do tipo "acertar um golpe e fugir", o que deixa os outro magoado e confu o . Para manter- e em movimento, e sas pes- oa suprimem a culpa e o remorso por eu ato . Embora em geral não queiram magoar ninguém, sua defesas dificultam-lhe reconhecer o ofrimento que provo- cam - ou até percebê-lo. Para evitar a an iedade, e a pe oas tornam- e também cada vez mais impul- iva . A constante bu ca de e lImulo - por meio do abu o de álcool, alimentos pre- judi iai e cigarro ou imple mente da pres âo que se impõem - poderá cau ar- lhe grave problema fi ico . Em eus piore momento , e sas pe soas podem re- correr à agre âo verbal, mo trando- e excessivamente exigente, prepotente e cruéis. Devon fala com franqueza sobre sua forma de lidar com o problemas: Algumas vezes, expulsei as pessoas da minha vida sem aviso prévio. Num dia, elas pensavam que viveríamos felizes para sempre e, no dia seguinte, eu estava dizendo adeus. Na época, não senti remorso nenhum. Elas simples- mente me haviam obrigado a deixá-Ias. Hoje me sinto muito mal por ter ti- do tão pouca consideração por seus sentimentos, mas o principal era que, se eu tivesse de sofrer, não acreditava que seria capaz de sobreviver ao so- frimento. Então eu fugia dele e saía em busca de novo prazer em outro lu- gar. Você podia apostar que, se eu estivesse deprimida, me levantaria, po- ria meu melhor vestido, saltos altos e sairia para dançar.
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    'I P "O quequer que leve vou' durante a noite." Pes oa que conhecem você sabem que você não tem a intenção de magoá-Ias, cmho ra po sa tê-lo feito inadvertidamente, em penodos mais carregados de slrrss. Quando for apropriado, converse com um amigo ou uma pessoa querida a quem po a ter magoado. Peça-lhe antes permissão para conversar c, depois que tiver se desculpado, ouça o que ele ou ela tem a lhe dizer. Compartilhe com essa pessoa seus sentimentos sob quaisquer aspecto que continuam irre olvidos. Isso talvez não seja facil para voc ,mas a1l viar assim a ituação pode reduzir muito ua própria mágoa e ansiedade - bem como sua n cessidade de sufocá-las debaixo de um excesso de atividades. Escapismo, Excessos e Vícios Os repre entantes típicos do Tipo Sete vêem- e como pessoas e pontãneas que apreciam as diversões e adotam a filosofia de viver para o momento pre en- te. Porém, eles nem sempre e apercebem do quanto e a atitude pode e conder uma abordagem cada vez mai e capi ta da vida. A de- pender do quanto e deixem levar por medos e ansiedades, não serão tão livres e e - pontãneo quanto imaginam. Assim, podem ir impulsiva e cegamente em bu ca de tudo aquilo que lhes prometer satisfa ão imediata sem con iderar o quanto isso po- de lhes custar. ua filosofia é: "Desfrute agora e pague depoi ". Essa pessoas podem achar excitante mesmo as experiências mais negativa e peno as, pois elas servem de máscara a um sofri.mento ainda mai profundo. O so- frimento do alcoolismo ou do vício em drogas, por exemplo, é algo terrível. Ma , para os representantes deste tipo que se encontrarem em processo de degradação, é um sofrimento preferível ao que sobreviria do pânico e do pe ar mai profundos. As pessoas do Tipo Sete estão presa a um ciclo de antecipação, de ejo arden- te e exce o que chamamos de índrome do chocolate. Uma das coi as mais delicio- sa que há quando se ganha uma caixa de chocolates fino é a antecipação da pri.- meira mordida. Para as pe oas deste tipo é assim: não conta tanto a experiência em i; o que mais as estimula é a prelibação dessa experiência. E, como sabe todo mundo (menos as pes oas do Tipo ete), um prazer levado a extremo pode tornar- e rapi- damente uma fonte de de prazer. Depois de comer vário chocolate ,come amos a entir o oposto do prazer: repugnância e dor. o caso de sa pe soas, a busca da gratificação pode assumir um caráter de vício: elas passam a exigir dose cada vez maiores de tudo aquilo que lhes agrada para manter-se estimulada e eufórica. Até o perigo pode come ar a não provocar rea âo. Tara fala com franqueza sobre seu passado nesse a pecto: Evitar as coisas gera ansiedade. E, à medida que a intensidade vai se tor- nando intolerável, a necessidade de distração se torna cada vez maior. A dis-
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    traça0 pr cisaser "maior" que a ansiedade para reprimi-Ia. Acho que foi por isso que tantas vezes perdi o controle na vida. Em vez de render-me ao medo e ao sofrimento, eu fugia deles. Evitava-os a qualquer preço até que ficou impossível continuar fugindo. Eu poderia ter morrido de overdose ou de acidente de trânsito, dirigindo sempre a 220km/h. Faça duas listas em seu Diário do Trabalho Interior: na primeira, coloque os principai projetos que você iniciou e não conseguiu terminar; na segunda, cite os que voc de fato levou a cabo. Vocêé capaz de distinguir um padrão em cada uma das listas? O que o entu iasma mais: ter novos planos e po ibilidadcs ou acompanhar o processo e sua finalização? Até que ponto você é ·viciado~ na movimentação, em detrimento de realizar de fato algo importante para si mesmo? Atrás de que você acha que tem corrido até agora - e de que tem corrido? e estiverem submetidas a stress por períodos prolongados, tiverem sofrido uma crise grave sem con- tar com apoio adequado ou sem outros recur os com que enfrentá-la, ou se tiverem ido vítima constante de violência e outros abu os na infância, as pessoas do Tipo ete poderão cruzar o ponto de choque e mergu- REAÇÃO AO STRESS: OTIPOSETE PASSAAO UM Quando o stress aumenta, a pes oas do Tipo Se- te se dão conta de que precisam concentrar as energias se quiserem realizar seus planos. Assim, como os re- pre entante típico do Tipo Um, ela come am a sen- tir que precisam restringir-se: pa am a trabalhar com mai afinco, achando que podem resolver tudo sozi- nha , e a tentar impor limite ao eu próprio comportamento. Com efeito, obrigam- e a permanecer no eixos, ape ar de logo e fru trarem com eu limite e estrutu- ra . Daí, podem tornar- e mai inquietas e di persivas ou mai rígidas e autocontroladas, quando sua habitual vivacidade pode dar lugar a uma eriedade implaca el. Também como o repre entante do Tipo Um, quando estre sadas, es as pes- soa tentam educar os outro - ugerindo de de um bom livro ou curso a um bom lugar para fazer compras, pa sando por um determinado ponto de vista político ou e piritual. O entusiasmo por sua próprias opiniões pode rapidamente transformar- e numa tendência a debater ou criticar a do demais. Assim, elas acabam tornan- do- e extr mamente impaciente com o mínimo indício de incompetência, em si ou nos outros. Em situações de muito stress, a raiva e o ressentimento vêm à tona, le- vando-as a dar vazão à frustração mediante a busca de defeitos em tudo e de repri- menda e comentários sarcasticamente cruéis. A BANDEIRA VERMELHA: PROBLEMAS PARA O TIPO SETE Â
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    TIPO lhar nos apectos nâo- audáveis de eu tipo. Por meno que queiram, isso poder ••(m- çá-la a admitir que ua vida lhes está fugindo ao controle e que us atos • oI' .( n. na verdade lhes trazem mais sofrimento. e reconhecerem a verdade desses medos, elas poderão, por um lado, mudaI ua vida e dar o primeiro pa o rumo à saúde e à libertação. Por outro, podemo tor- nar-se ainda mais di persiva , impulsivas e maníacas, envolvendo- e de e perada- mente em riscos para evitar o ofrimento a qualquer custo. C"Vale qualquer coisa para chegar ao dia seguinte.") e persistirem ne a atitude, essa pessoa arris- cam a ultrapa ar a linha divi ória que as separa do íveis nào-saudávei. e cu comportamento ou o de alguém que você conhece e enquadrarem no que de cr - vem as advertência abaixo por um período longo - acima de duas ou trê emana. digamo -, é mai do que recomendável buscar acon elhamento, terapia ou algum outro tipo de apoio. PRÁTICAS QUE CONTRIBU M PARA O DESENVOLVIMENT DOTlPO SETE ~ Dispersão extrema e tentativas de fuga da an iedade ~ Vício crônicos graves e debilitantes ~ Impul ividade, agre ividade e reações infantis ~ Atividade compul iva e humor eufórico ~ Penodo de perda de controle ~ Mania, depressão e extrema instabilidade de humor ~ Período de pânico e terror parali ante ADVERT IA POTE IAL PATOLOGI O: ~ Quando se sentir mentalmente agitado, pare um instante e respire fundo para saber o que realmen- te está acontecendo com você. Observe e pecialmen- te se está inquieto ou ente medo por cau a de alguma coisa e tente perceber como a velocidade de seu pen- amentos o afasta do contato com e ses entimento . Quando percebe que a mente dispara e começa a fazer a ociaçõe livres, é uma boa hora de perguntar- e o que de fato e tá acontecendo. a maioria das veze , você es- tará mascarando algum tipo de an iedade. A palavra chato é uma boa dica: sempr que recear "chatear- e", pare para de cobrir o que está evitando. ~ eu problema não é tanto ignorar os entimentos negativos quanto as imi- lá-los de forma incompleta. Você os percebe mais ou menos bem, mas quer logo pas- ar por cima dele . Permitir que as coisas realmente o af tem, que tenham impacto obre você num mvel mai profundo, não é o me mo que atolar-se em negativi mo. Pelo contrário, e deixar que os fatos - mesmo o que magoam - o toquem profun- damente, estara enriquecendo sua própria experiência e tornando sua alegria mai verdadeira e ignificativa. Ob erve como o entimento e expressam em eu cor- po. Como é a en a ão da tri teza? Onde você a itua - no e tõmago, no peito ou no rosto? E a voracidade? Identificar um entimento - dizer a si mesmo: "E tou tri -
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    le" ou "Is!Ou <II'gl ," J<l' um om 'ço, mas nao . o m' mo que o vivencIar plena- m 111 d i 'ar- e afetar por el . ~ Aprenda a detectar ua impaciência e de cobrir de onde ela vem. orno re- pre entante de eu tipo, você pode ficar muito impaciente com o ritmo e o l1lvel de energia dos outros, mas também consigo mesmo. Como tem talento para muita área ,tende a não cultivar plenamente nenhuma. Você é injusto con igo próprio pe- la impaciência não só em relação a i me mo como também ao processo de apren- dizagem e aqui ição de uma técnica ou habilidade. Cuidado também com a síndro- me do "expert instantãneo". A noção bá ica de um tema ou uma certa de treza, juntamente com eu charme e fanfarronada, certam nte podem abrir-lhe porta . Mas se você não ouber do que e tá falando, e não tiver feito o dever de casa, e deixar as idéia alinhavada, o outros logo e darão conta, e ua reputação - mal- grado todo o eus dote - ofrerá. A pe oa do Tipo ete dete tam er tachadas de uperficiai ,ma a culpa é de ua impaciência e os outro o vêem as imo Esfor- ce- e para cultivar seu talento. ~ Descubra a alegria das coisa imple. Como a pes oa do Tipo Quatro, você tende a amplificar a realidade - go ta que a coi as ejam extraordinárias, fa- bulo a e excitante. Porém o fantá tico é que, quando e tamo pre ente, todas as tIOS a experiência são extraordinárias. rrumar o quarto ou chupar uma laranja po- dem er experiência altamente gratificante quando e está 100% nela. ada in - tante é uma fonte unica de prazer e a sombro. O medo da privação e o de ejo de di- vertir- e o impedem de encontrar a ati fa ão que bu ca. Pense no momentos mai pleno e gratificantes que já viveu - o na cimento de um filho, o ca amento, um pi- quenique com colega de faculdade, um põr-do- oi perfeito. O que o torna tão sa- ti fatório ? Ob erve que, mbora po am não dar en ejo a grande relato, e e mo- mento pos uem outra coi a que o torna gratificante. a medida em que conseguir de cobrir O que é, ua vida mudará. ~ A meditação pode ajudar muito a pe oa do Tipo ete, em especial por tranqüilizar a mente. e come ar a meditar, logo perceberá a inten idade de sua ta- garelice mental. O e for o para relaxar e identificar- e mais com sua pre ença no momento será grande. Além di o,ob erve como vo ê tennina a meditação. A pe- soa de eu tipo co tumam air da meditação ao tombo, como e a per onalidade não pudesse e perar nem doi egundos para voltar à agitação. on cientize- e de estar finalizando a es ão e tente levar a tranqüilidade interior a tudo que fizer. A medita ão de pouco valerá para tran formar-nos e e tiver re tringida aos pouco minuto diários que re ervamos à no sa vida interior. ~ ocê de fato tende a ser mai alegre e exuberante que a maioria das pes- soas. Ob erve o que acontece quando você consegue compartilhar i o em fazer pre ão e sem "demon trá-lo". Você erá mai eficiente e profundo quando e tiver centrado e eguro - em tai ocasiões, sua alegria será evidente e a todo afetará. Além di o, se for autêntica, não precisará "1 vantar a galera" e não poderá ser di- minuída nem perdida se o outro não reagirem a ela.
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    "O mundo éa minha (1//1" Avida é um grande parque de diversões. Tudo é interessante. Avida me des- perta uma espécie de alegria e curiosidade espontâneas. Sinto-me ampara- da pelo universo, como se tivesse a certeza de que tudo vai dar certo. Mes- mo quando as coisas estão pretas, algo dentro de mim mpre acredita que Mesmo na faixa média, as pe oa do Tip te tendem a er criativa . Mas, quando ão mais centrada e equilibradas, ela podem ser brilhantes, polivalente , capazes de intetizar as várias áreas que dominam. Gra- ças às suas diversas habilidades e interesses, a seu pra- zer no trabalho e a sua extroversão, e as pessoas muitas vezes obtêm ucesso. Como costumam dizer ela me mas, são pessoas que têm o p no chao. .ll ão fantasistas nem ociosas - ão ligadas à realidade e à vida prática. Ela nt 'nd 111 que precisam ser reali tas, produtivas e trabalhadoras e qui erem obter o m 'lOS financeiro para realizar seus muitos sonhos. Assim, os repre entantes saudáveis do Tipo Sete não se conformam em SII1I pie mente consumir o trabalho alheio, seja ele um hambúrguer ou a roupa de UI1l e tilista. Eles sabem que seu maior prazer na vida vem de contribuir com algul1I,' coisa para o mundo e, por isso, prefeririam desenhar um vestido a comprá-lo, fazll um filme a a sistir o de outrem - afinal, as im poderiam fazê-los exatamente do irl- to que querem. Uma maneira construtiva de abordar sua ver a- tilidade e eu desejo de diferentes experiência e tá em cumprir vária tarefas ao mesmo tempo. Dessa for- ma, essas pessoas con eguem satisfazer o gosto pela variedade, fazer u o de di l'l- as habilidades e, ao me mo tempo, ver como e tas se relacionam. Es a técnica cos tuma agradar muito às pessoa do Tipo Sete e, contanto que se estabeleçam limll S e prioridades, em geral atinge excelentes resultado. Além disso, elas têm o dom de gerar idéias rápida e espontaneamente. ão p 'S oas com visão de conjunto que gostam de dar o pontapé inicial nos projetos e Sl' obressaem na de coberta de oluções originais para os problemas. ua mente qu" se transborda de conceitos e possibilidades criativa, o que as habilita a con idel.1I opções que os outros poderiam nem perceber. Quando saudáveis, elas são capazr ..• também de manter a disciplina neces ária à concretização de suas idéias. Talvez o maior dom das pessoas do Tipo Sete seja a capacidade de manter a vi ão positiva e a certeza da abundância. Quando essa visão é temperada pelo rea· li mo e pela di po ição de enfrentar os entimentos mai difíceis, ela demonstram um entu ia mo contagiante, qualquer que seja a ituação. Longe de ser tímida, ela vivem a vida plenamente e convidam todos a fazer o mesmo. C" ó se vive uma vez. ") Além dis o, sua abertura a novas experiências pode muito bem torná-las culta bem-informadas. ão pessoas que de fato se sentem em casa no mundo e gostam de compartilhar a riquezas que descobrem em suas incursões. Tara continua:
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    A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADEEM ESSÊNCIA O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO: O TIPO SETE PASSA AO CINCO As pe oas do Tipo ete concretizam eu poten- cial e se mantêm na faixa saudável quando aprendem a de acelerar a sua mente rápida para que uas impres- sões possam afetá-Ias mais profundamente, como a que estão na faixa saudável do Tipo Cinco. Quando rumam à integração, não mai viciada em di traçõe e expenencia extraordinária, elas con eguem conviver com o fruto de ua ob er- vação o ba tante para de cobrir as coi amai incrívei a re peito do ambiente em que vivem e de i mesmas. I o não só lhe dá a orientação que bu cam, ma tam- bém enriquece ua produtividade e criatividade. Além di o, tudo aquilo que pro- duzem ganha mais res onãncia e significação para o outro. Cultivando mai a tranquilidade e a concentração, a pes oa do Tipo ete es- tabelecem um maior ontato com sua própria orientação E sencial. A im, tor- nam- e capaze de reconhecer quais a experiência que realmente terão valor pa- ra ela. ão mai ujeita a an iedade de fazer opçõe erradas e deixar de eguir o melhor rumo, ela imple mente sabem o que fazer. A e ploração mai profunda da realidade não faz aquele que e tão em proces o de integração perderem a es- pontaneidade ou o entu ia mo - pelo contrario, torna-o mais livre para aborear cada momento. Todavia, a imitação da caractenstica llpicas do Tipo Cinco não ajudará mui- to as pe oas do Tipo ete. O exce so de p n amento ,o di tanciamento emocional e a an iedade para lidar com as nece sidades alheias só servirão para exacerbar o circo que é o cérebro des a pe oa. A tentativa de obrigar- e a e concentrar tam- pouco terá re ultados, poi e baseia na repre ão. Porém, a medida que con egui- rem tranquilizar a mente e tolerar a an iedade, elas gradual e naturalmente apren- derão a abrir- e para a lucidez, a inova ão, a percepção e a abedoria do repre entante audáveis do Tipo Cinco. no fim tudo v id r l riO. mau, t rrív I, ma acho que não me é p ssoalm nt ho til. Gr ças a e a sensaçao de segurança, sou mais curiosa e estou mais disposta a abrir-me para as coisas. e há uma coisa que a pes oas do Tipo ete pre- i am entender é que, enquanto estiverem per eguin- do diretamente a felicidade e a atisfação,jamai as ob- terão. A realização não decorre de "obter" nada: é um e tado que surge quando permitimos que a riqueza do momento pre ente nos toque. Quando compreende- rem isso e con eguirem deixar de lado a condições que impõem à ua própria feli- cidade, elas verão o de abrochar de uma va tidão interior e, com ela, o do imples prazer de existir. Compreenderão então que o próprio er, pura exi tência, e praze- ro o. Assim, pa arão a apreciar profundamente a própria vida.
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    MELODY BEATII JULlAN OFNORWI H "A plenitude da alegria é v r Deus em tudo." <tA gratidão revela a plenitud da vida." A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA Comecei a compreender que a vida nem sempre é diversão. Redefini o que é divertido e o que não é e percebi que essas idéias geralmente são falsas. Muito do que eu não julgava divertido - como lavar pratos - na verdade es- tá bem; não é diferente nem pior do que outras atividades que eu conside- rava divertidas. Quando meu enteado estava morrendo de AIDS, tomei-o nos braços e per- guntei a mim mesma: "Qual é a melhor opção agora~ O q~e de mais m.ara- vilhoso poderia ele viver neste momento?" Então o onentel em seu caminho para a paz e o alívio do outro lado. Gregory conseguiu libertar-se suavemen- te do aspecto físico da vida, sentiu que esta havia chegado ao fim e na ver- dade escolheu o momento de seu último suspiro. Tudo se havia completa- do, estava perfeito, e todos estávamos ali com ele. pós anos de trabalho interior, Tara de cobriu i o por i ó: Os hindu dizem que Deus criou o univer o co- mo dança para poder gozar o prazer de ver refletida nele ua própria criação. É e a ensação de maravilha e a ombro diante da beleza da vida que e tá infundi- da nas pessoas do Tipo Sete. Certamente não há nada de errado em pensar no futuro, ma , no caso do Tipo ete, isso se torna um dos principai meios de perder o contato com a Presença. A parte mai diflcil de eu processo de transformação recai na capacidade de permanecer em contato com a realidade pre ente. I o e deve ao fato de que, estando mais despertos e pr ent s, nó acabamo por trazer a consciência o ofrimento e a privação, justamente as c i- sa de que fogem as pe oas do Tipo ete. es as ocasiõe , elas poderão lembrar- (' de que o ofrimento que temem já ocorreu - e elas obreviveram. Com o apoio da Pre en a, então, erão capaze de permanecer com esse sofrimento o suficiente para realmente metabolizá-Io. O pe ar, como qualquer proce o orgânico, tem um ciclo e requer um determinado período - não pode er precipitado. Além disso, se não con- eguirmo conviver com a tristeza, não con eguiremos conviver com a felicidade .. Quando esse trabalho chega ao fim, as pessoas do Tipo ete conseguem sall - fazer- e com muito pouco, pois percebem que empre haverá o suficiente para elas e todos os demais. Talvez eu maior dom eja a capacidade de ver o mundo espiritual /1 0 material - perceber o Divino nas coi a mai comuns. Jes ie, a terapeuta que conhecemos anteriormente, conta-nos um momento em que essa capacidade lhe valeu muito:
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    Dl SSl'POlllll tilvista [:5S 'IlClal, o Iipo 't' rcpr nta o jubilo, atado final- lllcnt d stinatlo ao r humano. Jubilo é uma exp riência que urge e pon- tan amente quando vivenciamos em nó o er - quando no libertamos da tagare- li e do projeto interminávei da mente egóica. Do ponto de vi ta cristão, os sere humano foram criado para ir ao éu e gozar da Vi ão Beatífica - pa sar a eterni- dade contemplando Deu em uprema e completa felicidade. Assim, o êXtase é nos- o estado por direito. Quando relembram e a verdade, a pe oa do Tipo ete, ven- do na alegria eu estado e sencial, a per onificam e difundem. jessie continua: Aprendi a recentrar-me por meio de momentos tranqüilos de contempla- ção e reflexão. Descobri todo um mundo dentro de mim. O espfrito que eu sou é livre e me mostrou tanto com que regalar-me. Meu mundo interior transcende meus atos exteriores, mas também transborda e lhe dá cor. O júbilo que sinto às vezes borbulha e torna a vida um deleite. Sei que não pre- ciso de muito e, no entanto, minha vida está cheia. Em meus melhores mo- mentos, sou tomada pelo assombro e pela gratidão. Vivo o momento e te- nho a certeza de que todas as minhas necessidades serão satisfeitas. Acima de tudo, a pc oa do Tipo ete percebem no mais profundo nível de con ciência que a vida realmente é um dom. Uma da maiore liçõe que o Tipo e- tc tem a dar é que não há nada de errado com a vida, nada de errado om o mundo material. Ela é uma dádiva do riador. e não e perá ema nada, eríamo toma- do de júbilo e gratidão o tempo inteiro. Quando não exigimos nada da vida, tudo c torna uma dádiva Divina capaz de no arrebatar em êxta e. E ta é a luta do Tipo ete: lembrar qual a verdadeira fonte do júbilo e viver de acordo com e sa verdade. ~ 15-30 Vo ê provavelmente não pertence ao Tipo ete. ~ 30-45 É muito provável que você tenha pro- blemas comun ao Tipo ete ou que um de eu pais seja do Tipo ete. ~ 45-60 t muito provável que você tenha al- gum componente do Tipo ete. ~ 60-75 muito provável que você pertença ao Tipo ete (ma ainda poderá per- tencer a outro se tiver uma concepção dema iado limitada de te tipo). orne os pontos da qumze afirmaçõe para o Tipo etc. O resultado e tará entre 15 e 75. As instruçõe ao lado o ajudarão a descobrir ou confirmar eu tipo de personalidade. ~ 15 Você provavelmente não pertence a um do tipo a ertívo (Trê, ete e Oito). As pessoas do Tipo Sete costumam identificar-se erroneamente corno pertencentes ao Tipo Dois, Quatro ou Três. As dos Tipos ave, Três e Dois costumam identificar-se erroneamente corno pertencetlte ao Tipo Sete.
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    C A PíT U L O 1 4 TIPO OITO: O DESAFIADOR " asce dar esta qt~estão debatida: se será melhor ser amado que temido ou vice-versa. Responder- e-á que e desejaria ser uma coisa e outra; mas como é difícil reu- nir ao mesmo tempo as qualidade que dão aqueles resul- tados, é muito mais eguro ser temido que amado, quan- do se tenha que optar por uma das duas ... MAQUIAVEL, O PRl C IP E O LÍDER O PROTETOR O PROVEDOR "Entrar numa guerra sem o desejo de vencer é fatal." DOUGLA MACARTHUR "O poder não tem de se exibir. O poder é confiante e e- guro, tem em i o inrcio e ofim, ustenta- e e ju tifica-se. Quem o tem, sabe." RALPH ELUSO "O homem precisa criar um método para o conflitos hu- manos que repudie a vingança, a agressividade e a reta- liação. A base desse método é o amor." MARTI LUTHER KI G,jR. O EMPREE DEDOR O I CO FORMI TA O ROCHEDO
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    f l. Souextremamente independente e não gosto de precisar de ninguém para as coisas realmente im- portantes. 4. Sei como conseguir as coisa - sei como recom- pensar e como pressionar as pessoas para que fa- çam o que precisa ser feito. 5. ão tenho muita simpatia pelos fracos e vacilante - a fraqueza sempre é um convite aos problemas. 6. ou muito determinado e não sou de recuar nem desistir facilmente. 7. ada me deixa mai orgulhoso que ver alguém que acolhi ob a minha asa conseguir vencer sozinho. 8. Tenho um lado terno, até um pouco sentimental, que demon tro para muito pouca gente. 9. Aspessoas que me conhecem apreciam o fato de eu er objetivo e dizer exatamente o que penso. ___ 10. Tivede trabalhar muito para conseguir tudo que te- nho - acho que batalhar é muito bom porque nos dá resistência e nos faz ter certeza do que queremos. ___ 11. Vejo-me como um desafiador, alguém que faz as pessoas abandonarem a comodidade para dar o melhor de si. 2.. ou da opinião de que "é preciso quebrar alguns ovos quando se quer fazer uma omelete". 3. Quando gosto das pessoas, geralmente penso ne- las como "minha gente" e acho que devo estar atento aos seus interesses. ___ 12. Meu senso de humor é direto, às vezes até um pou- co rude, embora eu ache que a maioria das pessoa é demasiado pudica e su cetive. ___ 13. Meus acessos de raiva ão monumentais, mas logo se dissipam. ___ 14. Sinto-me mais vivo quando faço o que os OUlros julgam impossível: gosto de ir até o limite e ver se consigo desafiar as probabilidades. ___ 15. A corda sempre tem de estourar de um lado - e eu não quero que seja do meu. Classificação Tipo lógica Segundo a Atitude Classifique as afirmações ao lado conforme sua apli- cabilidade com base na se- guinte escala: 1 ..... unca e verdadeira 2 ..... Raramente e verdadeira 3 ..... Em parte e verdadeira 4 ..... Geralmente e verdadeira 5 ..... Sempre e verdadeira Verifique a análise da pontuação na página 323.
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    TIP TIPO OITO DEP E R S O N A L ID A D E : O DE AFIADOR Grande parte de minha resistência e tenacidade vem do meu pai. Ele sem- pre me dizia que jamais deixasse alguém me dar ordens. Chorar era errado. Aprendi muito cedo a dominar meu lado mais fraco. Aos 8 anos, durante um passeio, o cavalo que eu montava se desgovernou. Quando finalmente alguém conseguiu fazê-lo parar, eu apeei sem uma lágrima. Via-se sem som- bra de dúvida o quanto meu pai estava orgulhoso de mim. CARLOS CASTANEDA GO: "Você estará num bom caminho se for forte e con t' guir dominar as situações." > DESEJO FUNDAMENTAL: Proteger-se; determinar o cur so de sua própria vida. mesmo." "Podemos tornar-nos derro tistas ou fortes. O trabalho é o > MENSAGEM DO SUPERl > MEDO FUNDAMENTAL: O de ser magoado ou contr I do; medo de ser invadido. o Tipo Forte e Dominador: Autoconfiante, Decidido, Obstinado e Provocador As pessoas do Tipo Oito não gostam de ser con- troladas e fazem de tudo para não deixar que ninguém as domine (seu Medo Fundamental), seja pelo poder psicológico, sexual, oeial ou financeiro. Muita de suas atitudes decorrem do desejo de reter e aumentar ao máximo todo o poder que porventura possuam. Nâo importa se sâo generais ou jardineiro , pequeno empre ano ou magnatas, mâes de família ou chefes de uma comunidade religio a: er quem manda e deixar sua marca no círculo em que vivem é sua maior cara t rística. Chamamos este tipo de personalidade de o Desa- fiador não só porque, dentre os nove do Eneagrama, ele é o que mais gosta de enfrentar pessoalmente de- afios, mas também porque o Tipo Oito é o que mais proporciona às outras pe soas oportunidades que pa- ra elas representam um de afio a superar-se de alguma forma. Seus repre entante são carismáticos e dotado do requisitos físicos e p icológico para persuadir os outros a acompanhá-lo em qualquer coisa a que se dediquem - abrir uma empre a, reconstruir uma cidade, administrar o lar, declarar a guerra e declarar a paz. Dotadas de imensa vitalidade e for a de vontade, as pe soa do Tipo Oito não se entem viva quando não as utilizam. Elas aplicam-se com ine gotável energia a promover mudanças no ambiente em que vivem - um desejo de deixar nele a sua marca, mas também de impedir que este e o que nele se encontram possam causar algum prejuízo a seus entes queridos. Desde cedo, descobrem que i so exige força, determinação, persi tência e muita resistência - qualidade que cultivam em si mes- ma e buscam no demais. Thayer é uma corretora da bolsa de valores que se dedicou muito ao estudo do seu próprio tipo de personalidade. Aqui ela relembra um incidente da infância no qual esse padrão se evidencia claramente:
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    "Sou o senhordo meu proprio destino. " Slll'" Il'PIl"'llll,lIllr" UlIl",lIl11Cmo•.•vcrdadllro •.•'lIldividuali ta!>inqucbranta- 'rI •.•.do ('ncagrama porqll ,mai!> qu o de qualquer outro tipo, prezam a autono- mia. Qu r ndo r independente e não dever nada a ninguém, essas pessoas mui- tas veze e recusam a ceder às convençõe sociais, já que são capazes de pa ar por cima do medo, da vergonha e da preocupação que seu atos po am provocar. Em- bora geralmente saibam o que o outro pen am a eu re peito, não deixam que is- o a inOuencie e cuidam da própria vida com determina ão exemplar e, às vezes, intimidante. Embora até certo ponto receiem as ameaça físi- cas, para a pessoa do Tipo Oito é muito mais impor- tante o medo da impotência e do controle, seja e te qual for. Dotadas de um extraordinário poder de resis- tência, ela são capazes de suportar sem queixa grande provações físicas. I o, po- rém, é uma faca de doi gumes, já que geralmente acabam negligenciando não ó a própria aude e o bem-e tar como também o dos demais. o entanto, como têm um medo tremendo do ofrimento emocional, ela u am toda a força de que ão do- tadas para proteger os próprios entimentos e manter os outro a uma distância se- gura do ponto de vista emocional. Todavia, por trás da armadura que criam para de- fender-se e tá a vulnerabilidade. A im, para er tão diligente como ão, a pe oa do Tipo Oito pagam o pre- ço da falta de contato emocional com muito daqueles com quem convivem. O mais próximos podem reagir a isso demonstrando uma insatisfação cada vez maior, o que a confunde. (" ão entendo por que minha família está reclamando. Eu dou duro para on eguir pagar as contas. Por que e tão tâo decepcionado comigo?") Quando i o acontece, as pe oa do Tipo Oito julgam-se incompreendidas e podem tornar- e ainda mais di tantes. a verdade, por trás da fachada intocável, elas sentem- e muitas vezes magoadas e rejeitadas, embora raramente toquem no as unto, pois têm dificuldade de admitir ua vulnerabilidade até para si me mas. Como receiam a rejeição ( er de alguma maneira humilhadas, criticadas, repreen- dida ou magoada ), tentam d fender- e rejeitando o outro primeiro. Com i so, o repre entante típico do Tipo Oito bloqueiam sua capacidade de amar e relacio- nar- e, já que o amor confere ao outro poderes sobre ele, redespertando seu Medo Fundamental. Quanto mai inve tem no ego para proteger-se, mais sen íveis se mostram a qualquer de con ideração, real ou imaginária, ao seu amor-próprio, autoridade ou preeminên ia. E quanto mais procuram tornar-se impermeáveis aos ofrimentos e às mágoa , físico ou emocionais, mais se fecham emocionalmente - e, assim, en- durecem- e como verdadeiras rochas. Quando são emocionalmente audáveis, porém, as pessoas do Tipo Oito mos- tram-se mais abertas e confiantes nos próprio recursos. A estabilidade de sua for- a interior as faz tomar iniciativas e realizar coisas com uma grande paixão pela vi- da. ua pr en a po ui uma autoridade que impõe respeito, tornando-as líderes natas. Seu equilíbriO as dota de bom sen o e capacidade de decisão em fartas doses.
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    'abcndo qu nnhuma d 'Clao pode agradar a todo!>, las •.• · di"'pl cm .1 r ·•.• poll •• ahl lizar- e por ua op õe . Além di o, na medida do p IV I, t ntam scr imparciai •• na on ideraçâo dos intere e das pe oas ob ua re pon abilidad ,poi d sCJam con truir um mundo melhor para todo. Favor ob ervar que o padre/() da infância aqui de crito não provoca o tipo de per ana/idade Em vez di o, ele descreve tendência observáveis na tem" infância que têm grande impacto sobre o relacionamentos que o tipo estabelece na vida adulla. Ainda joven , a pe oas do Tipo Oito começam a pen ar que nâo é eguro er meigo ou conciliador. Tais atitudes lhes parecem coi a de "fraco" e "inseguros" e ó podem trazer rejeição, traição e dor. Por conseguinte, acham melhor não baixar a guarda - e tiver de ha er carinho e afeto em ua vida, terá que ser por obra de al- guma outra pes oa. É comum as pessoa do Tipo Oito afirmarem haver lutado contra fortes sen- a ões de rejei ão ou traição quando eram crianças. Por serem curio as e a sertiva , entravam freqüentemente em "encrenca " que lhe valiam punições. Em vez de de- fender- e da rejeição di tanciando-se ou mo trando- e indiferentes diante dos qu À medida que eu ia crescendo, o fato de fazer testa a meu pai criou, por ta- bela, uma relação com minha mãe. Ela sempre queria que eu transmitisse a ele os pedidos relativos aos passeios da família, ir ao cinema, coisas assim: "Você pede a seu pai; se eu o fizer, ele dirá que não", era o que ela me di- zia. Por um lado, eu me orgulhava de que ela achasse que eu era forte o bas- tante para lidar com ele. Mas, por outro, eu me ressentia porque, apesar do respeito que havia entre n6s, eu sempre tive medo de meu pai. Afinal, era apenas uma menina. Mas eu sabia que não podia demonstrar e nem sequer admitir isso. A maioria da pes oa do Tipo Oito relata haver entido de de muito cedo que preci ava tornar- e "adulta". Muita veze, isso foi nece ario devido a grave problema no lar - a falta do pai, por exemplo, pode tê-Ia obrigado a ajudar no u tento da família. Além di o, ela podem ter ido forçada a viver num ambiente perigo o (como o do traficante de droga, gangues de rua etc.). Embora o problema po a ter si- do outro, me mo aquele que cre ceram em família relativamente normai acabaram tendo a nece idade de proteger eu entimento Em re umo, a pe oa do Tipo Oito tendem a cre c r rápido, e a que tõe relati- va à sobrevivência adquirem para ela importância capital. . como e perguntas- em:" orno pos o, ao lado da poucas pe soas que me interessam, obreviver ne - te mundo tão cruel e inó pito?" Ro eann recorda a pre ão criada pela condiçõe de sua infância: o PADRÃO DA INFÂNCIA
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    Quando eu tinhadois anos e meio, minha irmã nasceu. Um dia, quando mi- nha mãe estava deitada com ela, insisti em subir na cama, pois também queria ficar ao lado de minha mãe. Ela me disse várias vezes que pedisse à minha tia para pôr-me no colo, pois tinha medo que eu machucasse a mi- nha irmã. Mas eu era teimosa e sara do colo da minha tia para voltar a ten- tar subir à cama. Minha mãe finalmente me pôs para fora da cama e, quan- do isso aconteceu, acho que pensei: "Vou dar o troco!" Depois, quando já estava maior, decidi que sairia de casa para um convento ap6s completar a oitava série, mesmo que isso magoasse muito toda a famma. Mas eu não pensei na vontade de meus pais e simplesmente o fiz. Às veze ,a criança do Tipo Oito aprendem a repre entar o papel do Bode Expiatório (Ovelha egra ou riança-problema). gundo a teoria do si temas fa- miliares, o "bodes expiatório" empre tornam explícito o problema da família, eja falando ou agindo. Quando adulta, elas tornam- e inconformi tas, rebelando- e contra a re triçõe e contra o i tema empre que podem. Às veze , a "deci ão" de tornar- e tão dura quanto o ferro urge quando a criança e sente tralda por um dos pais ou por um adulto importante para ela. Essa traição pode ser, por exemplo, a ida para um internato, para a ca a de parente ou a privação inju ta de ua economias ou de algum objeto que para ela tenha valor. lém dis o, pode er a ujeição a maus-tratos ou abu o sexual. Porém, de ido ao extremo de equilíbrio de poder entre ela e os que a tratam com injustiça, a criança pouco ou nada pode fazer, exceto tomar a decisão de jamais permitir que isso vol- te a ocorrer. Kit é uma empre aria bem- ucedida do ramo da moda. Aqui ela no conta a memorável decisão que tomou quando era menina: os castigavam, las PI:IIS,I,l11 QU vao para o m( 'mo Qucm p. 'usa drl 's? in- gucm manda em mim!" omo todo mundo, a pe oas do Tipo no naturalmente queriam er amada, ma quanto mais eram rejeitada e tratada como in onv nien- te ,mai eu coração se endurecia. Arlene pertence a uma ordem religiosa e empre apoiou e ajudou as pes oa de ua comunidade. Ela relembra um infeliz incidente da infãncia que contribuiu para fazer desabrochar sua defesa : A morte repentina de minha babá, uma mulher negra, quando eu tinha 7 anos, foi o estopim de uma importante decisão na minha vida. Sem que meus pais soubessem, ela me consolava e apoiava de várias formas quando eles me castigavam. Mas quando de repente ela morreu, eu me senti verdadeiramen- te s6. Fiquei furiosa com eles por não me deixarem ir ao enterro, zangada com meus irmãos por causa de sua evidente indiferença e com raiva dela por me haver abandonado assim. No entanto, não derramei uma lágrima sequer. Re- solvi que estaria mesmo sozinha e que não precisaria de ninguém.
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    Exemplos OS SUBTIPOS CONFORME ASASAS TIPO OITO COM ASA SETE: O INDEPENDENTE Franklin D. Roosevelt Mikhail Gorbachev Donald Trump Barbara Walters Don Imus Frank Sinatra Courtney Love Susan Sarandon Bette Davis Joan Crawford Faixa saudável Dotada de mente ágil e de vi ão das possibilidade concreta ,a pessoas deste ubtipo geralmente são cari máticas o bastante para angariar apoio e adesão ao seu projetos. Elas pautam-se pela ação e querem deixar sua marca no mundo. Além dis- o, e a pe oa con eguem de afiar os outro a supe- rar-se para melhorar a própria vida de alguma manei- ra concreta. Este subtipo é o mais independente, buscando a auto-suficiência em tudo o que faz. Faixa média As pe oas deste subtipo ão defen- oras do risco e da aventura; tendem a nutrir "gran- des planos" e a fazer grandes promes as, exagerando eus potenciais para recrutar o apoio do outro. Além disso, estão entre as mai sociáveis de seu tipo, mos- trando- e muito falantes, extrovertidas e autoconfian- te . São pes oa prática, pragmática e competitivas que não se preocupam muito em agradar os outro nem em tolerar o que julgam ser fraqueza ou inefi- ciência. Elas podem tornar-se impaciente e impul ivas, deixando-se levar pelo sentimentos mais que a do outro subtipo. endo mai abertamente agressiva e pro- vocadora , tendem me no a fugir das brigas. s p oa do Tipo ito on id ram a trai ao um lem 'nto fundamllll,l1llll ua vida porque ela marca a morte de ua bondade e inocên ia. Ao cr m traldas 1)(11 alguém importante no que po suem de mais íntimo, elas decidem que jamais se IWI- mitirão er inocentes e vulneráveis de novo, jamai baixarão a guarda. Durantc "I· gum tempo, podem secretamente lamentar a perda dessa inocência, ma por fim aceitam que is o é o que devem fazer para enfrentar o de afio da vida. d pen der do mal que lhes houver cau ado o ambiente da infãncia e da juventud , las po dem tornar-se tão implacáveis consigo mesmas como o são com o outro. Depol" de enterrado o coração, até a dor da inocência perdida pode ser esquecida. TIPO OITO COM ASA NOVE: O URSO Faixa saudável A pe soas deste subtipo aliam a força, a auto onfiança e a de- terminação ao equilíbrio e a um certo relaxamento. Solomaio, con tantes na bu ca dos próprios objetivo e meno agre iva e pcrtlll'h,l'l'" lIU o demais repre en· tante do Tipo Oito. Além di o, ão mais carinho Is voltadas para a famliia, d •
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    I ('ItlI'/O Toni Morrison ASVARIANTES INSTINTIVAS Martin Luther King,Jr. Golda Meir John Wayne Sean Connery Sigourney Weaver Paul Newman Indira Gandhi Glenn Close Norman Mailer O obrevivente. O típicos Autopreservacionis- tas do Tipo Oito ão o que mai prezam a en atez. o intuito de ter dinheiro c poder ufi iente para ga- rantir eu bem-e tar e o de eu ente querido , con- centram- e na questõe prática e no "ganha-pão". Amante da privacidade do lar, ão ele o mai doméstico dentre o repre entan- tes de u tipo. Porém, independentemente de erem homen ou mulhere ,e a pessoas fazem que tão de er quem "veste as calça ". Elas tendem a er mais mate- riali ta que o repre entante da outra dua Variante Instintiva: de ejam o di- nheiro pelo poder que confere, ma também go tam de adquirir ben (como carro ou imóvei ) que imbolizem eu de taque e importância. ão também a que mai tend rn a viciar-se no trabalho, podendo ter vários emprego ou trabalhar longa hora para con eguir uma renda que lhe dê ati fação e proteção. O Autopre erva ioni tas do Tipo Oito tendem a preocupar- e em proteger ua po es e inve timento . Com efeito, indu ive no lar, ão em geral extremamen- te zelo o de eu território. (" inguém entra na garagem em minha permi ão! ") entem- e eguro quando abem onde e tão sua coi a e têm certeza de que ela e tão a alvo. Portanto, eslâo empre certificando-se de que suas finança, ua po- sição pe oal e profis ional e ua po es não correm nenhum ri co. a faixa não-saudável, o Autopreservacionistas do Tipo Oito podem revelar- se tirano e até ladrões, ju tificando seu comportamento destrutivo com a alegação O INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO OITO 1ll0n"lr,II1UO POUl'1 l' ItUCI,IIl(Ll P -lo U "'JO U prot- ça . lia m ua con titul ao men '> lugar para "astu- cia ": ela querem er independente, ma a ua ma- neira. A capacidade de confortar e tranquilizar os outros aumenta ua capacidade de liderança. F a ix a m é d ia E a pe oas parecem dotada de natureza dupla, manife tando- e de maneiras di tin- ta em diferente área da vida. As im, podem er mui- to carinho a em ca a, ma extremamente agres ivas e determinada no trabalho, por exemplo. Ela go tam de viver com di rição e tranqüilidade, preferindo agir no ba tidore . Além dis o, tendem a falar devagar e a pre tar muita aten ão às men agen não-verba i e a linguag m corporal da pe oa, mo trando- e afavei ,mas tomando nota de todo o detalhe. E trategi ta e ob ervadora ,ela praticamente convidam o outros a sube limá-Ia. A pe oa de te subtipo ão a vezes teimo a ,impa Ivei e vclada- mente arnea adora. Quando perdem a cabeça, a expio ão é repentina e violenta, ma termina rápido.
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    As umindo aRe ponsabilidade. Os tlpicos rerre eOlante exuai do Tipo Oi- to ão o mai inten os e cari mático de todo o de te tipo. Eles reagem com pai- xão a tudo aquilo que lhe interessa e querem cau ar rande impacto na vida daque- o INSTINTO SOCIAL NO TIPO OITO O INSTINTO SEXUAL NO TIPO OITO Entu iasmo e Camaradagem. A inten idade do In tinto ocial se manife la no Tipo Oito por fortes laços que seus representante criam com as pes oas. A hon· ra e a confiança são muito importantes para eles, que gostam de testar os amigos fazer pacto com aquele que se mo tram confiáveis, criando a sim sólidas amiza· des. A en ação de inadequação e rejeição é minorada quando se cercam de amigos seguros que os aceitam como são. ( em todos são aceitos em seu círculo mais inti· mo, mas, para os que passam no teste demonstrando lealdade e firmeza, o céu é o limite.) As noitadas, excursões de fim de semana e recepções para os amigos ão a maneira de relaxar que mai agrada às pessoas desta Variante Instintiva, as quais fa- zem qualquer coi a pelos seu poucos eleitos. Elas gostam de promover reuniõ 5 ociais, comer e beber com os amigos e compartilhar aventuras com "gente boa". Além disso, gostam de debater - o mais acaloradamente po sível - que tões como política, e porte ou religião. os íveis inferiores, o representantes Sociais do Tipo Oito correm o ri o de negligenciar os amigos ou rejeitá-los após qualquer de avença. Sentem-se tral- dos com facilidade e tendem a guardar rancor por mais tempo que a maioria da pessoas. Quando banem alguém de eu círculo mais íntimo, dificilmente o deixam aproximar-se de novo, preferindo mantê-lo para sempre "na geladeira". Além di - o, eu pendor para criar histórias pode degenerar em Oagrantes exageros: tornam- e tratantes e enroladores, cheio de encanto e promessas, mas pouco dispostos a realmente ajudar as pe soas. a faixa não-saudável, devido à sen ação de rejeição e traição, essas pessoa podem tornar- e olitárias e extremamente anti-sociais. Tornam- e irre pon ávei e autode trutivas, além de particularmente propen as ao abuso de drogas. A mistura entre a raiva e as drogas poderá destruir rapidamente tudo que há de bom em ua vida. Uma vez nesse stado, es a pessoa mostram- e incapazes de compreender o mal que fazem a si mesmas e aos outros. d - star 'ontnbuindo para tornar o outro "mai fort ", final, o mundo c uma "li va. o mlOimo, ele vêem razão em eu egoísmo e procuram ati faz r ua nec "SI dade - geralmente financeiras e sexuais - sem a mínima con idera ao p lo senIl- mento alheios. ão hesitam em atacar e fragilizar as pes oas para proteg r os próprio interes e e garantir que ninguém venha a amea ar sua segurança material.
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    Temendo não dispordos recursos necessarios para levar a cabo seu projetos ou cumprir o papel de provedoras, as pessoas do Tipo Oi- to dedIcam-se com diligência e per picacia a obte-Ios. Seu caráter V mais empreendedor e competllivo as torna mais reervadas quanto aos sentimento. E I S A pes oas do Tipo Oito receiam não er respeitadas ou receber o que lhe é devido. Por conseguinte. tentam convencer os outro de sua importância: v'angloriam-se, blefam e fazem grandes promessas para conseguir adesão aos u plano. Orgulhosas e obstinada. O querem que todos saibam que ão ela que mandam. E As pessoas do Tipo Oito temem perder o controle da situaçao e o apoio dos demai . Assim. recorrem à opressão e a ameaça para con- eguír o que querem, mostrando-se mal-humorada e irresponsa- O veis perante as suas obrigações. E 5 E As I ssoas do Tipo Oilo temem que os outro e teiam contra 1'1 ,o que pode r 'erdade. nundo-sc traldas e in(,;apaze de confiar em quem quer que seja, deCIdem proteger- a qualquer custo. endo-sc como pro mas, eomportam- d modo socialm nte intolemvel, po- dendo mo Irar- prcdatona! ,vlllgativa e violent.a.~. De<;esperadilspor proteger- e e apavoradas com a possibilidade de O retahaçao contra seu próprios atos. as p soas do 1ipo Oito par- L tem para o ataque de eus suposto rivais ames mesmo que lhes V façam alguma ameaça. ão respeitam nenhum limite e, assim, ra- pidamente perdem qualqu r escmpulo. A ilusao de invulnerabtli- I dade pod leva-Ias a cololar em risco a <;imesma<;e aos demai . M Convencida de haver cnado tnlllllgos capaze de derrota.las, as E pes<;o menos saudaveLSdo TIpo Ono preferem destruir IInplaca- 'elm nte a deixar que algu m triunfe e' enha a ontrola-las. sim, podem deI ar atras de I um rol tro de d tfUlção qu inchll ate a T po'iSlbilidade de homiddlo. O .h P ·~'iO.I~ do 11(1O 0110 d I .Im d .ItI dll.1I qu' prC'U'i.lml·~t.lr ~empre no comando de toda •.• a•.• ituaçO .•.•• o que Ihe~ pcrmllC baI- xar a guarda e urar seu cora ao A Im, parado.alm nte realizam eu De eJo fundamental: protegem-se e. ao m mo lempo. e en- tregam. tornando-se magnãnima •generosas e. por vezes, herÓI as. A pessoas do Tipo 0110 empenham- e com IOda a energia e for a de vontade em IOrnar-se independente e em controlar a pr pria vi- da. ão dotada de muito vigor e voltadas para a ação. Auto-ima- gem:" ou uma pessoa assertiva. direta e cheia de recm os". O A pesoas do Tipo 0110 reforçam ua auto-imagem enfrentando de- afios Provam sua força por meio da ação e da realização, mas tam- bém procuram proteger os outro e dar-lhe chan e de cultivar a próprias forças. ·trategistas e decidida. gostam de encabeçar pro- jetos construtivo. Irllll<l d!(lH·. [n l/e g a IIC lO ls m o Dilator ialisrno C,ucldade In llln id a (a o Prol'oCClCclo Dominacdo A u /o -c x a lta c d o Aulo-sujicitncia F o rc a A u lo « )n jia n c a 3 L J d e ra n c a :-"1 rg a lo m ,m ia 8 1 rltim id a (a o ivcl In ic ia tiv a 4 P ra g m a tis m o Ivel 50' IOl'allCl 9 Drstr ui,clo I. ' A u O M É
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    DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO DOTIPO OITO qu O rodeiam. (Tal impa to pode er p sitivo ou negativo, a dep '11(1(1 nallll.d m nte de eu ível de D envolvimento.) orno o eu oi ga da anant( SOll.d. ele go tam de diver ão e agitação, embora tenham uma veia mais r beld . Dotado •.. de um malício o en o de humor, ele gostam de ser "mau ". Ap ar de apazes d profundo amor e devoção, podem ver na intimidade uma luta pelo poder e uma opor tunidade de aumentar ua aULO-etima. A im, talvez go tem de di cu õe e e mos· trem ríspido com o mai íntimo: reagem a gentileza com impaciência. orno 05 Autopre ervacionistas, podem er competitivo, porém mais pelo prazer da compe- tição que para obter egurança. a verdade, perdem o intere se quando ganham ra- pido demai , e i o se aplica também ao r la ionamento mtimo . o Iveis inferiore ,a ariante exual pode levar e a pe soa a exigir aten- ção, coerência e fidelidade e a mo trar- e pouco tolerante diante de qualquer he i- ta ão do outro. o fundo, ela e vêem no papel de mentoras e re pon ávei e que- rem moldar o outro da forma que mai e adapte ao eu plano e nece idade. O fato de terem empre uma opinião sobre qualquer a peClo da vida do parceiro di- ficulta-lhes a manutenção de uma relação de igualdade. a faixas meno saudáveis, essas pe oa poderão tentar controlar e dominar completamente o parceiro. A im, demon trarão muito ciúme e verão o outro co- mo uma po se ua, além de poderem querer i olá-lo dos amigo e conhecidos. o ca o mai graves, é po Ivel ocorrerem epi ódio de agre ão e vingança e crime pa ionai. A eguir, alguns do problemas mai freqüen- tes no caminho da maioria das pes oa do Tipo Oi- to. Identificando esse padrões, "pegando-no com a boca na botija" e simple mente observando quais as nossas reações habituai diante da vida, e taremos dando um grande passo para libertar-no do a pec- tos negativos de nosso tipo. o SINAL DE ALERTA PARA O TIPO OITO: A LUTA PELA AUTO-SUFICIÊNCIA As pe oas do Tipo ito sentem uma nece idad de proteger- e que pode transformar- e em medo de qualquer tipo de dependência. (" ão me sinto eguro, então preci o defender-me buscando mai recurso para proteger-me.") orno não acreditam poder recorrer ao apoio ou au ílio do outro em perder a própria auto- nomia, e a pe oas co tumam sentir- e como c e ti e em em guerra contra o mundo. Tudo na vida é difl il, uma verdadeira luta, o qu a leva a e forçar- e con - tantemente para e impor num ambiente que on id ram de favorável e até ho til. ("Tive de lutar por tudo que tenho."" el'o ê nao e defender, vão comê-lo vivo. ")
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    I-1n geral. a..•p'"'''0.''' do Ilpo 110 IMO gostam de trabalhar ubordinadas a nin- gucm, preferindo o ris o e a aventura de a umir sua própria atividade. Muita dela ão ladina empreendedora que e tão empre de olho num novo projeto. Além disso, são muita veze competitivas, não exatamente para mostrar- e supe- riore ,mas im para garantir a posse dos recurso nece sários à ua segurança e bem-e tar. Es a pe soa ó con eguem relaxar na medida em que tomam o coman- do da ituação. Evidentemente, ninguém na vida é auto- uficiente de verdade. Todo, inclu- sive as pessoas do Tipo Oito, preci am do outro para viver e atingir objetivos co- mun. e anali as em sua vida objetivamente, veriam que na verdade dependem de muita gente para realizar o que de ejam. o entanto, devido ao medo da depen- dência e da traição, não querem admitir i o nem dividir os louro com ninguém, per uadindo- e de que ó ela dão duro e de que preci am pre ionar o outros a egui-Ia . a o e aco tumem a e se ponto de vi ta, ignorando o inal de Alerta, e a pe oa correm o risco de perder- e ainda mais em sua fixação. Quando come am a sentir que os outro preci am ser controlado e que a vida preci a er conqui ta- da, e tão tomando a direção errada. Is o pode manifestar- e por meio de conOitos em ca a e no trabalho - ou imple mente de xingamentos diante de um pote de ge- léia que não quer abrir. Observe se não está pondo mai energia que o necessário na coisas que faz. Quando abrir uma porta ou egurar algo, procure ver se não o faz com dema iada força. Independen- temente do que eja, erá que você não poderia empregar menos força e, me mo as im, man- ter a eficiencia? Quando estiver falando. escute sua própria voz. Qual a quantidade de ener- gia economicamente ideal para dizer o que quer? o Papel Social: O Rochedo O repre entante mai típico do Tipo Oito vêem- e como um Rochedo, o mais forte e inde trutlvel, a ba e para o outro , eja na família ou no círculo pro- fis ional. (" ou duro. É de mim que todos têm de depender.") A identificação, eja con ciente ou inconsciente, com a for a e a inamovibilidade de uma rocha tem van- tagen : refor a a autoconfiança e a iniciativa. Ma , por outro lado, implica a nece - idade de suprimir a própria fragilidades, duvida e receio . Além di o, como os repre entante do demai tipo ,os do Tipo Oito come am a ficar pouco a vontade na presença da pe soa , a meno que interajam a partir de eu Papel ocial. Transformando- e num rochedo, a pe oa do Tipo Oito acreditam que con- seguirão defender-se e evitar as mágoa. Infelizmente, i o a leva a defender-e con- tra muita da boa coisas que exi tem na vida - o carinho, a ternura, a intimidade
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    IPO OITO: OD a abn 'gaçao, por exemplo. la preci am er empre fria e imp rmeavcls.II so friment e a dificuldades, ejam o eu ou o do outro. Arlene, a quem já conhecemos, vê tudo i o como imple fato.: Sou uma pessoa instintiva. A cabeça demora a seguir o instinto. Euvivo mui- to no futuro. Além disso, consigo facilmente negar ou obliterar meus senti- mentos e simplesmente levar a vida em frente quando surge alguma perda. Quanto maior o stre s, mais duras e agres iva se tornam as pes oa de!'>l 11- po. As que se encontram no ívei médio-inferiores acham que é perfeitamente justo adotar a linha dura com os demais - como e dissessem: "Quero ver o que vil cês vão fazer!" -, pois e vêem como lutadoras que só tentam sobreviver num mun- do frio e inóspito. Kit relembra a dificuldade que i so lhe cnou na infância: Não é que eu quisesse desobedecer. Eu teria gostado de ser uma garota "boazinha" ou, pelo menos, aceitável. Mas eu era impulsiva, queria me im- por a qualquer preço e me sentia impelida a seguir meu coração e defen- der a mim mesma e às minhas convicções. Sempre respondia aos meus pais e era considerada muito impertinente. Quando criança, ficava louca quan- do minhas intenções eram mal-interpretadas e vistas negativamente. En- tão, desde cedo comecei a isolar meus sentimentos e a fingir que nada me atingia. O RESGATE DA I TIMIDADE Especifique ao menos uma área de ua vida - um relacionamento, um local, um m mento - na qual não se ente obrigado a ser duro. Procure transportar- c ate ela. Como área o faz entir-se? De que forma ela difere de outra áreas de sua vida? Luxúria e "Intensidade" As pes oa do Tipo Oito querementir-se fortes e autônoma - em outra pa- lavras, querem sentir-se viva e reais. A im, a Paixão da luxúria (seu "Pecado Capi- tal") as impulsiona a agir de maneira a e timular a sensação de e tar vivas, a viver inten amente. O relacionamentos, o trabalho e a diver ão preci am er intensos, co- mo se elas tive em de impor- e constantemente obre a própria vida. Porém, a depender do quanto cedam à Paixão da luxúria, es a pessoas ficam presa a um padrão segundo o qual preci am impor a própria vontade sobre o meio (e inclusive as pe oa) para obter a intensidade que tanto de ejam. Ironicamente, quanto mais e impõem, me no energia lhes sobra para conectar- e a si mesma ou a quem quer que seja. Em última análise, quanto mai e impõem, menor a sensa-
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    I NI M.RAMA (C/()c/c cl(// Icu/mcnlr vivu. O., outros - C ela., m '5mas - tornam-sc numcro." obJc- tos que devem er manipulado. re ultado . um entorpecim nto interior que 'i- g um e forço de uperação ainda maior. A inten idade só a faz nece itar d mai inten idade. Além di o, há algo de temerário no repre entante típico do Tipo Oito. Ele podem não er pilotos de automobili mo nem jogadore profi sionais, ma todo ão viciado na intensidade e na adrenalina pre entes na vitória contra o desafios. A princípio, isso pode er emocionante, ma ,com o tempo, e torna e gotante e, afi- nal, prejudicial à aúde. Para alguma de a pessoas, o ri co e tá em imple men- te ignorar a advertência contra o maus hábito alimentares, o cigarro e o álcool. ("Is o não acontecerá comigo. ou forte demai para que e e tipo de coisa me afe- te.") A auto-afirmação e tran forma então num vício - quanto mais vencem, maior se torna a fal a ensação de onipotência que pode levar a tragicos erro de cálculo. Outra ironia está na relação que se e tabelece entre a luxuria e o controle. Co- mo vimo ,a pe soas do Tipo Oito querem sentir- e no comando da situa ão. Mas estar sob o domínio da luxúria é a anUte e do controle: a luxúria é uma rea ão do eu a algo exterior que o inspira. obiçar uma pessoa ou um objeto - eja ele o di- nheiro, o poder ou outra coisa - é e tar ob eu domínio. orno ocorre com os de- mai tipo, a Paixão é uma di tor ão que afinal provoca o opo to daquilo que o ti- po realm nte de eja. AUME TA DO A EXCITAÇAO Em parte, você gosta de ri cos e competiçõe porque aumentam sua sensação de e tar vivo. Qual a diferença entre e a sensação e a que você obtém quando relaxa? Vocêé capaz de relaxar mais ne te momento? De que forma isso contribui para sua no ão de eu? o Preço do Controle endo dotado de mentalidade pragmática, os repre entante lIpico do Tipo Oito geralmente nutrem algum onho, na maioria das veze ligado a alguma manei- ra de ganhar dinheiro, um investimento no comércio ou na boi a. E e onho pode variar do sim pie (jogar na loteria regularmente) ao complexo (abrir e admini trar seu próprio negócio). Nem todas as pessoas do Tipo Oito têm fortuna, ma a maio- ria está em busca de alguma e pécie de "sorte grande" que lhes dê a independência, o re peito e o poder de barganha que tipicamente desejam. Ed, um terapeuta, relembra o precoce desenvolvimento de seu e pírito em- preendedor: Lembro-me de haver ido a um terreno baldio catar sementes quando tinha 5 anos. Dali eu fui à casa de nossa senhoria, que ficava em frente à nossa,
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    "Sou eu ore pon. av('/ pelo ganha-poo. " flPO OITO: O I> e as vendi por cinco centavos, dizendo-lhe que eram excelente raçao p ra passarinhos. Peguei o dinheiro e fui à delicatessen mais próxima, comprar dois bolinhos. Então fui à quadra de tênis da cidade e vendi cada bolinho por cinco centavos. Com os dez centavos arrecadados, voltei à delicatessen e comprei quatro bolinhos. E ar acaba a história porque, quando voltei à quadra, o dono da cantina me pôs para fora aos berros. A depender da inten idade de eu medo da de- pendência, a pe oa do Tipo Oito de ejarão certifi- car-se de que quem manda são elas. Apesar da atisfa- ção que lhe dá o controle, com is o ela jogam no próprios ombro a pe ada obriga ão de admini trar tudo. e tiverem filho, cuida rão dos problema prático da obrevivência deles, fornecendo-lhe boa comida, abrigo, roupa e educação. Quando dispõem de dinheiro, podem achar que lhe a be dar carros e ca as ao filho, além de arranjar-lhes um bom emprego. (" eu 'velho' cuidará de tudo para você.") Essas pes oa de pendem uma incrível quanti dade de energia elaborando planos, tomando todas a decisões e iniciativa e inci tando os outro a implementá-Ia. ssim, criam em torno de i uma espécie de cam po de força que pode ser energético e protetor para uns, intimidante para outros, mas empre e gotante para ela próprias. Portanto, a intimidade e torna um problema para o repre entantes típico do Tipo Oito. Ele muita vezes go tariam de aproximar-se das pessoas e manife tar seus forte entimentos, mas não sabem como relaxar a defe as, principalmente a nece idade de controle. Em virtude de ua incapacidade de manter um contato emocional mais direto, pa am a relacionar- e pela competitividade, pelo de afio c pela fisicidade. O conl1ito os e timula e isso acaba se tornando uma fonte de mal- entendido. As pessoa do Tipo Oito gostam de entrar em di cussõe acalorada - indu ive briga - para terem a chance de provar que não levam desaforo para ca- sa, mas à vezes mo tram-se urpresas ao aber que sua contundência magoa mui- to eu interlocutore . Muitas delas manife tam o quanto e sentem próxima de al- guém por meio da exualidade e do contato físico. Ou então demonstram ua afeição por meio de altercações e outros atos violento. Porém e as pessoa não querem que os outros percebam o quanto e tão s- tre adas. Por i o, tentam resolver todos os problemas em contar nada - ou tudo EGANDO A PRÓPRIA TER URA As pessoas do Tipo Oito submetem-se a tremendas pressões para sustentar os out ser fortes ejamais chorar, demonstrar debilidade, dúvida ou indecisão. Anati e as varias circunstâncias em que já se colocou sob esse tipo de pressão. Em n me de quem você o fez? O resultado compensou o esforço? O que acha que teria acontecid se você não tive e exigido tanto de si mesmo?
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    "Quero ver vocês lidaremcomigo." a ningucm lias t 'nd 'm a trabalhal d 'maIS, viciando ,>eno s/lcss e na adr 11<lina e a nao mudar enquanto nao ejam obrigada p r algum problema de aude. em~ pre ga tando a própria energia até esgotar- e, expõem- e muitas vez e a problema como ataques do coração, derrames, hipertensão e cãncer. A Presunção de Ser "M aior que a Própria Realidade" Quando suspeitam que as pessoas não reconhe- cem o quanto lhes custa "administrar" tudo, os repre- sentantes típico do Tipo Oito fazem questão de re- lembrar quem é que tem a última palavra. Assim, mostram quem é mais importante fazendo muito barulho - na maior parte, bazófia e bravata -, como fazem, no mundo animal, os machos alfa quando querem demar- car seu território, pois go tam de mostrar que são os "manda-chuvas". ("Conheço uma pes oa que pode ajudá-lo. Falarei com ela por você.") Eles podem recorrer a aparentes expressões de generosidade para convencer as pessoas a cooperar com seus objetivos, na base do velho método da cenoura pendurada na ponta da vara _ ou fazer tratos do tipo: "Faça isso para mim que eu cuido de você depois". Embora normalmente prefiram u ar de estímulo e persuasão para induzir as pessoas a fazer o que eles querem, não hesitarão em tentar abordagens mais agressivas para domi- ná-las se encontrarem re istência. Encontrar meio de fazer favores torna-se essencial. em alguma espécie de trunfo, entem-se em de vantagem para lidar com o outro . Ou, pior ainda, podem acabar em débito com alguém sem ter condi ões de pagá-lo - algo que pode defla- grar seu Medo Fundamental. Além disso, essas pessoas procuram aumentar sempre sua esfera de influência - de certa forma, aumentar os limites de eu ego. ("Este é meu castelo, minha pro- priedade, minha empresa, minha mulher, meus filhos - tudo é um reflexo meu.") Conceber projetos e levá-los a cabo é uma forma de ganhar um pouco de imortali- dade, de anunciar ao mundo: "Eu estive aqui". O tamanho de seu império não é tão importante quanto o fato de er seu - e de serem eles os que controlam tudo. Se ti- verem muito sucesso financeiro, gostam de manter uma entourage e viajar como ver- dadeiros reis, esperando deferência, obediência e respeito. Quando dão uma ordem, querem que eja cumprida imediatamente e sem questionamentos. APOSE TA DO O MA DA-CHUVA Vocêse orgulha de ser sincero e direto. Qual o cu grau de sinceridade quando lenla impressionar ou subjugar os outros? Como se ente ao colocar as pessoas "nos eixos" de sa forma: mais à vontade consigo mesmo ou menos? Vocêconsegue imaginar alguma maneira mais eficaz de angariar o apoio e a colaboraçao das pessoas?
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    Inlpor- e XAgredir As pessoas do Tipo Oito gostam de abordagens diretas e desconfiam quando acham que alguém está fazendo rodeios - por isso, o estilo de comunicaçao de ai guns dos outros tipos pode representar um problema para elas: não con egu m 'n tender por que não é tão objetivo quanto o seu. Ao mesmo tempo, certo tipo pu dem ficar perplexos com a audácia e a contundência demonstrada pelo Tipo Oito A razão para isso é que as pessoas do Tipo Oito necessitam de limites muito claros: querem saber em "De que você efeito?" que pé estão com os outros e, num plano mais instin- tivo, onde elas terminam e onde começam eles. Essas pessoas querem saber o limite de tolerância dos outros e o descobrem testando-o. S' aquele com quem e relacionam não reagir, elas continuarão forçando esse limite até obter uma reação. Às vezes isso implica em alfinetar ou pirraçar o outro. À ve zes a pressão é sexual, mas também pode ser simplesmente a de obter uma re p S ta imediata. Devido à contundência de sua vontade de afirmação, muitas vezes intimidam o demais. Por mais que afirmem estar apenas tentando chamar a atenção das pe,>, soas e mostrar-lhes qual a sua posição, não é raro que seu tom direto seja interpre· tado como raiva ou crítica. Parte do problema está no fato de as pessoas do Tipo Oito não saberem a força que possuem. Como já vimos, elas tendem a empregar mais energia que o necessário em quase tudo que fazem. E, quanto mais inseguras e tiverem, maior a probabilidade de impor-se agressivamente. A ironia disso é que, assim, acabam por despertar mais resistência que espírito de cooperação. Arlene comenta seu estilo, típico do Tipo Oito: Dou a impressão de ser invulnerável, ou assim me dizem. Em geral, confio em mim mesma e assumo riscos com facilidade. Muitas vezes, "improviso" antes de conhecer os detalhes da situação. Quase sempre, saio-me bem. Por dentro, porém, nem sempre me sinto tão segura quanto aparento. Isso di- ficulta as coisas, pois me transforma numa "ameaça" para as pessoas. Quando se sentem inseguras ou ameaçadas, as pessoas do Tipo Oito podem tornar-se irritáveis e imprevisíveis. Para os que as cercam, é difícil saber o que as fa- rá explodir: pode ser simplesmente uma refeição que não ficou pronta na hora, uma sala que não foi arrumada do jeito que elas queriam ou um tom de voz. Temendo ser desafiadas ou passadas para trás, as mais problemáticas dentre es a pessoas co- meçam a impor indiscriminadamente a própria vontade. ("É do jeito que eu quero ou rua!" "Faça a sim porque eu mandei!") Outras estratégias típicas que adotam para conseguir o que querem sem recor- rer ostensivamente à agressividade são as de debilitar a seguran a alheia e dividir para conquistar. Além disso, podem usar de violência verbal, gritando na cara dos outros quando estão zangadas ou frustradas. Evid nt m nt ,S continuarem assim,
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    ,ll"lhar,() fazl'ndo tomque 'ks S' r'unam llll11a 'Ias - justo uma das coisas que mais temem Quando s d i am levar pelo m do da rejeiçao ou da inva ào, a p _ soa do Tipo ito não con eguem di criminar entre o que de fato a magoaram no pa ado e aquele com quem convivem no pre ente. Ela agem como e ele certa- mente as fo em tratar com inju tiça e decidem usar toda a sua força para im- pedir que isso aconteça. SE TI DO A FORÇA DE SUA E ERGIA I STI TIVA Da próxima vez que sentir vontade de reagir a uma ituaçào, tente fazer uma experiên- cia. Em vez de agir ob a força do impulso, pare, respire fundo e tente perceber como e a for- ça age dentro de você. Tente eguir-Ihe o percurso. Qual a sua duração? Ela muda ao longo do tempo? Prestando-lhe atenção, você ente de penarem outros entimento ? Com uma das màos, toque suavemente a area em que essa energia mai se concentra. O que acontece? o Controle e os Relacionamentos O medo de er controlada que têm a p oa do Tipo Oito é muito fácil de deOagrar. Por con eguinte, ela podem entir- e controlada me mo quando não lhe e tejam pedindo nada de extraordinário. ão é de admirar que i o lhe crie grande problema no relacionamento profi ionai e Intimo. Ela têm, por exemplo, muita dificuldade de acatar in truçõe , quanto mai orden . (" inguém vai me dizer o que devo fazer!") A im, eu maiores recur o - a energia e a força de vontade - acabam endo de perdi ados em conOito de neces ário . Quanto mai desaju tado o ambiente da infância, mai controle es a pe oas nece itam ter para sentir-se protegidas. E, à medida que decre cem na e cala dos Iveis, preci am de cada vez mai "prova" de ua própria força e capacidade de dommio. O ex-piloto comercialIan fala com franqueza de ua nece idade de controlar a famllia, principalmente a mulher: "É como eu quero ou ,'ua." Hoje isso não me deixa à vontade, mas, quando era mais jovem, precisava provar para mim mesmo que era o rei da cocada preta em todos os aspec- tos. Fazia meus filhos acordarem cedo como se fosse um sargento no quar- tel e controlava inteiramente o orçamento de casa. Minha mulher tinha de me pedir cada centavo, e eu fazia tudo para que ela não tivesse renda pró- pria, tentando impedir que tivesse qualquer liberdade para divertir-se. Sem dinheiro, ela não poderia deixar-me. A tendência a lutar pelo controle pode levar ao conOito aberto quando essas pessoas acharem que os outro ganharão vantagem inju ta obre elas. A im, reú-
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    f1P nem a determinaçãoférrea à ine gotável energia para d marcar linhas no hao l d( afiar quem quer que se di ponha a cruzá-Ia. (" ão havera aumento algum l" "(' você não go tar, pode pedir demis ão agora mesmo!") Infelizmente, após dar s 'us ultimato - me mo que no calor da hora -, elas acham que devem ir at' o fim R - cuar ou moderar- e lhe parece demonstração de fraqueza, além de tornar provav ,I a perda da independência e do controle. Se não fizerem alguma coisa, a sede de controle pode levar as pes oa do Tipo Oito a ver o entes querido como po se. ua lógica é a eguinte: se dependem d ' las, é porque ão fraco e pouco diligente. Por con eguinte, não merecem r r s- peitado nem tratado como iguai . Havendo pas ado por cima de sua própria en ibilidade e de ua nece idade emocionai, ela ão capazes de ridicularizar ou ignorar a dore alheia. O mais perturbados sentem- e ameaçado também pelos ubordinado que demon trarem alguma força e podem debilitá-lo minando-Ih s o equilíbrio e a egurança com ordens arbitrária e, quando e e expediente falha· rem, por meio de ataque verbai fulminante. E E ALGUÉM FIZE SE ISSO COMIGO? Lembre-se de alguma ocasião em que pressionou alguém a fazer algo contra a própn vontade. Vocêagora pode imaginar uma outra forma de onseguir o que precisava ou quen O que você desejava era legitimo? Como seriam as coisas se essa pe soa tivesse simple m n te dado o que você queria sem que preci a e pre ioná-Ia? Da mesma fomla, procure I m brar-se de situaçõe em que alguém tentou pre sioná-Io. De que forma os método de sa pe soa innuiram sobre seu de ejo de colaborar com ela? Desafio e Rebeldia Como meio de impor- e e de de afiar a autoridade, a pessoas do Tipo Oito po- dem ca ar- edema iado joven ou com alguém que ua família não aprove ou recu- ar- e a pro eguir no e tudo - ou realizar qualquer outro ato de de afio. Me mo quando ainda criança, ela ão capaze de uma incrível re i tência à autoridade. Ed relembra: Um de meus problemas quando criança era o gênio terrível. O que mais me enfurecia era ver alguém tentando mandar em mim. Lembro-me de um dia em que, voltando da escola, vi uma equipe fazendo reparos na rua. Curio- so, fui até lá. Um policial mandou que me afastasse. Eu só tinha uns 8 anos, mas respondi que não sairia dali de jeito nenhum. Ele me levou para casa e disse aos meus pais que eu era "o guri mais abusado que elejá tinha visto". O repre entante mai problemáticos de te tipo são rancoro os e tendem a provocar e intimidar de vá- " inguém manda em mim'"
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    NI AG~AMA REAÇÃO AOSTRESS: O TIPO OITO PASSA AO CINCO I ia~ forma~ o~ qUl' ~l' alI aVl'~~arem cm scu caminho. p rando encontrar rejeiçao c antagoni mo, le criam rivalidade me mo entre antigo amigo e aliado e po- dem inadvertidamente fazer os próprios familiare voltarem-se contra eles. Então, p rgunlam-se por que de pertam tanta rejeição e ressentimento. egundo seu pon- to de vista, ó agiram pelo bem dos outros; eles acabarão vendo isso - algum dia. eu próprio rancor lhe parece suficiente para ju tificar a mágoa que causam ou a pressão que exercem. Geralmente, não querem briga, mas estão dispostos a seguir até o fim para fa- zer o outro recuar, inclusive recorrendo a amea as do tipo "o pior ainda está por vir". ("Vo ê realmente e tá pedindo que eu lhe faça isso! Você n ã o quer que eu saia do sério!") Kit exemplifica a força de vontade e o espírito desafiador do Tipo Oito: Eu estava sempre sendo castigada enquanto o resto da família tinha privi- légios. Determinada a ganhar a batalha das vontades, eu suportava todos os castigos, pensando que "Ninguém pode me fazer nada que eu não quei- ra!". Assim, ria quando tomava uma surra para não demonstrar fraqueza e preferia ficar trancada horas e horas no quarto a ceder. Quando as pre sõe se acumulam, as pe oas do Tipo Oito empregam com afinco redobrado o méto- dos de re olu ão de problemas que vinham utilizando até então. Por fim, sua postura provocadora e as erti- va as leva a situaçõe que estão acima de ua forças. Quando mordem mais do que podem engolir, podem passar ao Tipo Cinco, buscando uma trégua nos con- Oitos para traçar estratégia, ganhar tempo e reunir uas forças. Em tais momentos, essas pessoas se tornam figuras solitárias, que pa am ho- ras a fio remoendo o fatos, lendo e colhendo informa ões para avaliar melhor a i- tuação, fazendo questão de dispor do tempo, do espaço e da privacidade para estu- dar a coisas antes de voltar à a ão. Como as pessoas do Tipo Cinco, elas se deixarão Muitos dos problemas de saúde e de relacionamento da pes oas do Tipo Oito devem- se à sua intransigência em voltar atrá , ceder ou demonstrar receio. Re ponda as seguintes perguntas em seu Diário do Trabalho Interior: Quai as suas primeiras lembranças de negar- e a negociar ou ceder? Voc consegue re- cordar algum incidente dos tempos de escola? Algum incidente maIS recente? Como eles o fizeram sentir- e fisicamente? E psicológica e emocionalmente? ( eja o mais detalhado pos- Ivel.) O que foi preciso para que você oubesse que havia "ganho" a batalha? O que a outra pessoa teve de fazer? Como isso o fez entir-se? Por quanto tempo?
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    17 absorver por seusplanos e projetos, passando a trabalhar até tarde da noitl', a l'VI- tar o outro e a fazer segredo de uas atividades. Além di so, poderao parl'cer .~ tranhamente quietas e distantes, surpreendendo os que conhecem bem uas «ual- terística mais assertiva e apaixonadas. Como no caso dos repre entantes típicos do Tipo Cinco, o stress também tor na as pessoas do Tipo Oito mais nervosas. Elas passam a minimizar seu conforto c suas necessidades e a cuidar mal de si me mas. ão é rara a presen a de in õnia nem a manuten ão de dietas pouco saudáveis. A sensação de rejei ão também pode induzi-las a demonstrar alguns do as- pectos mais sombrio do Tipo Cinco. Assim, poderão mo trar-se extremamente CI- nicas e desprezar as crenças e os valores dos outros. o ca o mais graves, correm o ri co de tornar-se niilistas e de ligadas de tudo, com pouca chance de relacionar- se com os outros ou de encontrar algo de positivo em si e no mundo. A BANDEIRA VERMELHA: PROBLEMAS PARA OTIPOOITO > ensação paranóica de e tar sendo traldo por gente "do outro lado" > Isolamento e amargura cre cente > Falta de consciência e empatia; dureza cruel de coração > Epi ódio de cólera, violência e destrutividade fi ica > Elaboração de planos de vingança e retaliação contra "inimigos" > Visão de si me mo como "fora-da-Iei"; omportamentos crimino o > Epi ódio de contra-ataque à ociedade (sociopatia) ADVERT ClAS POTE ClAL PATOL6GI O: Distúrbio de Personalidade Anti- ocial, comportamento ádico, violência física, para- nóia, i olamento. Se tiverem ofrido uma crise grave sem contar com apoio adequado ou sem outro recursos com que enfrentá-la, ou se tiverem sido vítimas constantes de violência e outros abu os na infância, as pessoas do Ti- po Oito poderão cruzar o ponto de choque e mergu- lhar nos a pecto não-saudáveis de eu tipo. Por me- no que queiram, i o poderá forçá-Ias a admitir que sua atitude desafiadora e sua tentativas de controlar os outros na verdade lhe criaram mais riscos - elas torna- ram-se menos, e não mai , eguras. Isso poderá ser vivenciado como um medo d que os outros, inclusive as pessoas de quem mais gostam, queiram deixá-las ou vol- tar-se contra elas. E, com efeito, alguns desses receios podem ter fundamento. Por mais difícil que seja, essa conclusão pode representar o início de uma re- viravolta na vida dessas pe oas. e reconhecerem a verdade desse fatos, elas po- derão, por um lado, mudar sua vida e dar o primeiro passo rumo à aúde e à liber- tação. Por outro, poderão tornar- e ainda mais beligerantes, desafiadora e intimidadoras, tentando de esperadamente aferrar-se ao controle de que dispõem. ("É o mundo contra mim." "Que ninguém nem sonhe em procurar confu ão comi-
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    PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM PARAO DESENVOLVIMENTO DOTIPOOITO >- A suge tão de entrar em contato com seus próprio entimento pode er um clichê da p icolo- gia, ma ,no eu ca o, é útil. inguém duvida da pai- xão de uma pe oa do Tipo Oito e ninguém melhor que você ab o quanto, no fundo, quer e tar mai per- to da pe oa. Mas só você pode aprender a deixar que e e ntimentos venham à tona. A vulnerabili- dade diz às pe oa que ela ão importante, que você se intere a por elas. in- guém e tá dizendo que é para você entregar seu coração de bandeja, ma negar a mágoa ou atuá-Ia não será a olução. >- A elaboração do luto é muito importante para a pessoas do Tipo Oito. Vo- cê não é dc ficar parado entindo pena de i me mo por muito tempo, porém, quan- do e tiver ofrendo, tente encontrar uma forma con trutiva de lamentar ua per- das e mágoa. E sa ua carapaça não e tá ai à toa: talvez seja hora de de cobrir alguma da razõe . >- A pessoa do Tipo Oito pos uem um autêntico in tinto de camaradagem e go tam de divertir-se em companhia do outros, ma i o não é o me mo que in- timidade. Procure encontrar pe oa em quem pos a realmente confiar e conver e com ela obre aquilo que o con orne. e já tiver alguém a im, tente abrir- e mai e dar-lhe a chance de fazer o mesmo. ão parta do principio de que ninguém quer aber de eu entimento ou de eu problema. Além di o, procure ouvir o que lhe dizem quando e tiver de afogando ua mágoa . Atente para o fato de e tar en- do ouvido e faça o me mo com o outro . >- Procure dar algum tempo para que ua alma po a re tabelecer- e com tranquilidade. I o não quer dizer a i tir televi ão, comer nem beber - re erve es- e tempo para e tar realmente con igo me mo e apreciar a coi a imple. In pire- e em eu vizinho do Tipo ove e deixe que a natureza revitalize eu entido. Embora o eu tipo não seja o primeiro da fila para a aula de meditação, a prática que objetivam a paz e a quietude ão muito útei na redução de eu níveis de stre ss. >- O trabalho é importante, e ua família e eu amigo de fato preci am de você e apreciam tudo que você faz para o bem dele. Por is o me mo, vo ê não de- ve se matar de trabalhar. me mo e aplica à ua falta de modera ão no "vício ": a pe oa do Tipo Oito co tumam entrar de cabe a tanto no trabalho quanto na di- ver ão. Um pouco de comedimento em termo de intensidade numa coi a e noutra pode garantir-lhe mais tempo para gozar a vida de forma mai util e profunda. Que tione e a sua necessidade de inten idade. De onde ela vem? O que acontece- ria se você ou sua vida fo sem um pouco meno agitado ? go 'U ,I<:abocom qualqu r um que fizer isso!") p r i tir m n ssa atitude, elas se arnscam a ultrapaar a linha divi ória que a epara do Ivei não- audá ei . e eu comportamento ou o de alguém que você conhece e enquadrarem no que d cr vem a advertência da página anterior por um período longo - acima de dua ou trê emana, digamo -, é mai do que recomendável buscar acon elhamento, terapia ou algum outro tipo de apoio.
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    " E up o s o d e fe n d ê -lo ." REFORÇANDO OS PONT S FORTES DOTIPO OIT É bom ser do Tipo Oito: como somos fortes e capazes de assumir respon- sabilidade em qualquer situação, as pessoas nos respeitam e nos querem perto delas. Lembro-me de uma sensação muito boa quando cheguei cor- s pe oa do Tipo Oito ão gente de a ão e in- tui ão prática. Dotada de vi ão, ati fazem- e imen- amente endo con trutivas - tanto no sentido literal quanto no figurado. Um el mento crucial em ua lide- ran a é a criatividade prática: ela go tam de con truir as coi a do zero, tran formando material pouco promissor em algo grandio o. SOlO capaze de ver a po ibilidades das pessoas e da itua ões: uma garagem cheia de traste pode tornar- e uma loja; o adolescente problemático pode ser o líder. ua di po ição de incentivar e in tigar, para que a pe oas dêem o melhor de si, a faz ajudá-Ia a de cobrir recur o jamais onhado . Portanto, uma de suas palavra -cha ve é "capacitação". A pe oa mai audavei de te tipo concordam com a pala vra : "Dê a alguém um peixe e ele comera por um dia. Mas ensine-o a pe car e ele e alimentará a vida inteira". Ias abem que ão verdadeira porque já ensinaram a i me mas a "pe car". A honra também ê importante para a pe oa audaveis do Tipo Oito: sua pa- lavra é ua garantia. Quando dizem: "Você tem minha palavra", e tão falando ério Ela falam diretamente, em ubterfúgio ,e bu cam o me mo nos outro , entindo e gratificada quando ão reconhecidas por i o - embora não mudem quando ua hone tidade não é apreciada. lêm di o, querem er re sp e ita d a s. e e tiverem na faixa saudá el, re peitam a dignidade de toda e qualquer criatura, entindo- e pe oalmente ferida por qualquer violação ao direito e às nece idade alheio. A inju ti a provoca- lhes reaçõe e atitude vi cerai : são capaze de meter- e em brigas para defender o mai fraco e o que se entem injustiçados. Forte e corajo a ,mas também humil- des e genti ,a pe oas do Tipo Oito são capaze de colocar-se em perigo pelo bem da justiça. A que e tão nos íveis uperiore têm a vi ão, a ompaixão e a força pa- ra deixar no mundo uma marca indelével. Diz Ro eann, a quem já conhecemo: >- Anali e ua expectativas de rejeição. Você abe quanta veze e p 'la 1I1U a pe oa não go tem de você? ente que preci a comportar-se de forma a rv ilill •• rejeição? Essas expectativa estão por trás de ua ensação de isolamento , 011 () tempo, tornaram- e re pon ávei por ua raiva. Qualquer um tem raiva e ate mllll quando e ente continuamente rejeitado. Talvez você e teja tran mitindo sin,lI" que a pe oa decodificam como rejeição de ua parte, não ó por cau a de probl '. ma específico dela ,ma também por cau a de ua autoproteção. I so no leva di volta à questão da vulnerabilidade: o entimento bon que você almeja só pOdl'. rão tocá-lo na medida em que você me mo o permitir.
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    O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO: OTIPO OITO PASSA AO DOIS o controle, nas pessoas saudáveis, assume a forma do autodomínio. Elas sa- bem que, na verdade, é contraproducente "declarar guerra ao mundo" todo dia. Num nível mais profundo, o controle não constitui uma meta importante para essas pes- oas; em vez disso, ele é o desejo de exercer uma influência benéfica sobre as pes- oas e sobre o mundo. eu equilíbrio as faz compreender que esse tipo de influência decorre da fortaleza interior, e não da contundência, da imposi ão da própria von- tade nem, muito menos, da queda-de-braço. Elas reconhecem que controlar pessoas e situações é, no fundo, uma forma de prisão. A verdadeira liberdade e independên- cia vêm por meio de uma relação mais simples e relaxada com o mundo. Finalmente, os representantes saudáveis do Tipo Oito são magnãnimos, pos- suindo uma generosidade que lhes permite transcender seus próprios interesses. Eles sentem-se eguro o bastante para demonstrar um pouco ua vulnerabilidade, o que os torna capazes de admitir o quanto se importam com os outros. Isso tran - parece em sua atitude protetora, defendendo os amigo contra as amea as do valen- tão da e cola ou os colega de trabalho contra uma política injusta. Eles e tão em- pre dispo tos a assumir pres õe e crítica, fazendo o que é preciso para proteger aquele que e tão ob sua responsabilidade. Quando isso acontece, o representantes do Tipo Oito atingem um grau ain- da maior de grandeza em tudo aquilo que fazem para o bem de sua família, da na- ção e do mundo, o que o torna muito respeitado e honrados. Assim, atingem uma espécie de imortalidade que os eleva à qualidade de heróis. A História registra di- versos representantes da faixa audável deste tipo que a sumiram a defesa de algo superior a si mesmo - às vezes até superior à sua compreen ão imediata. O legado de sua determina ão e de ua luta persiste até nosso dia em grande parte do bem que exi te no mundo. r ndo à ca a duma amig que me pedira ajuda, pois estava sendo perse- guida por um ex: "Graças a Deus você veio. Tenho a sensação de que a pró- pria Marinha acabou de aportar!", disse ela. A pessoa do Tipo Oito concretizam eu poten- cial e e mantêm na faixa audável quando aprendem a abrir eu coração para os outros, como as que estão na faixa audável do Tipo Doi. Elas não precisam ad- quirir nenhuma nova qualidade para que isso ocorra; preci am simplesmente retomar o contato com o pró- prio coração para perceber quanto carinho e interesse lhes inspiram os demais. Mui- tas veze ,e sa pessoas de cobrem em si e se lado por meio do amor das crianças e dos animais. A crianças conseguem fazer muitas pes oa do Tipo Oito mostrarem o que têm de melhor, pois prezam a inocência infantil e de ejam protegê-la. Ao la- do dela e do animais, conseguem baixar a própria guarda e deixar que tran pare- ça um pouco de ua ternura.
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    A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADEEM ESSÊNCIA À medida que conseguem aceitar a própria vul- nerabilidade, a pe soas do Tipo Oito de cobrem o ca- minho de volta a Presen a, abandonando gradual- mente aquela auto-imagem segundo a qual precisam empre demonstrar força e capacidade de controle. e persi tirem, terminarão por enfrentar seu Medo Fun- damental de ser magoada ou controlada pelo outro e compreender como ele ur- giu em ua vida. Vencendo-o, tornam- e me no pre a ao Desejo Fundamental de proteger- e a qualquer custo. Quando alguem e liberta do Medo e do De ejo Fundamentai , o que sucede é o opo to do que acontece nos lvei de De envolvimento inferiores. O desejo de auto-suficiência e de afirma ão inerente a e trutura de per onalidade do Tipo Oito e de mancha, dando lugar à verdadeira for a E encia. I o permite a pe oas des- te tipo colocar- e a ervi o de au a que transcendem o pes oa. Quando o con e- guem, ela podem demonstrar e plrito extraordinariamente heróico, como é o ca- so de Martin Luther King,jr., el on Mandela e Franklin Roo evell. Esse homens renunciaram à preocupação com sua própria sobrevivência para tornar-se veiculo de uma cau a sublime. C" e me matarem, matarão ap nas um ser humano - cedo minha vida para que a visão continue viva.") Algo profundamente nobre e inspira- dor urge da liberdade decorrente da superação do Medo Fundamenta. TI P Para estar à altura de ua própria grandeza de coração, a pessoas do Tipo Oi- to preci am primeiro ter coragem de revelá-la. I so exige que confiem em algo al'm de sua inteligência e seu poder - o que, naturalmente, requer que abandonem mui- tas de suas defesas clás icas. ão importa quão rancorosa e fechada po a haver- e tornado uma pe oa do Tipo Oito, a crian a ensível que decidiu proteger- e ainda está lá dentro, à espera da oportunidade de rever a luz do dia. Todavia, é importante ob ervar que a pa agem ao Tipo Dois não significa a mera imita ão de suas caracterí ticas típica. A tentativa forçada de agradar ou li- sonjear as pe oas não con eguirá muito, a não ser revelar seu artificiali mo. Em vez disso, a pessoas do Tipo Oito devem procurar renunciar à uas defesa e ouvir mais eu próprio coração. aturalmente, surgirá de imediato o medo da vulnerabi- lidade. Porém, à medida que o admitirem e o deixarem esvair- e, come arão a en- tir- e mais à vontade diante de seus entimento mais ternos. Quando eguem o caminho da integração, as pe soas do Tipo Oito podem tor- nar-se grandes lidere, poi conseguem tran mitir claramente o profundo re peito e a e tima que sentem pelos seu emelhantes. Além di o, ão muito eficiente por- que, como as pe soa saudáveis do Tipo Doi, reconhecem eu próprio limite . À medida que aprendem a cultivar-se, cuidar- e e aceitar ua vulnerabilidade, contri- buem para melhorar ua aude e seu bem-e tar: podem trabalhar muito, ma sabem quando é chegada a hora de parar para re tabelecer as forças. Além di o, me mo na diver ão, dão preferência a atividades que realmente as enriqueçam, e não sim- pie mente ati façam eu apetite de inten idade.
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    JESUS DE NAZARÉ oíntimo, as pe oa do Tipo Oito recordam a alegria simple de viver: a in- comparável ali fação de e tar vivo, principalmente no plano mai vi ceral e in tin- livo. Ela ainda mantêm algum contato com a pureza e a força das rea ões instinti- vas, lembrando-nos a todo que estas também são parte da ordem Divina. e não estivermos ligados a nosso próprio in tintos, ficaremo privados do principal combu tivel da transformação. O reflexo da Es ência na pessoas do Tipo Oito não se deixa levar pela pala- vras bela e fal as que a per onalidade engendra, ma fomenta o surgimento de re- pre entaçõ mai imple e impe soai da verdade. lchazo chamou a i o "Inocên- cia" e, de certa forma, as pes oas do Tipo Oito anseiam por reaver a inocência que conheceram quando crianças - uma inocência que se entiram obrigada a abando- nar para tornar-se forte . A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA As pes oas do Tipo Oito manife tam também a inocência da ordem natural, aquela na qual todas a criatura do universo manifestam a própria natureza. Um gato inocentemente age como gato, inclusive quando e preita a presa. Um pás aro inocentemente age como pá saro, e um peixe, como peixe. ó a hu- manidade é que parece haver perdido es a capacidade nata. Podenamo dizer que a natureza E encial do Ti- po Oito no relembra o que é er inteiramente humano, vivo, parte de uma ordem natural va ta e perfeitamente equilibrada. Quando deixam de lado sua voluntariosidade, a pe oa do Tipo Oito desco- brem a Vontade Divina. Em vez de procurar o poder pela impo ição do próprio ego, elas se alinham ao Poder Divino. Em vez de agir como e e tivessem contra o mun- do, elas vêem que têm nele um papel a cumprir - o qual, se de empenhado com in- ceridade, pode garantir-lhe um lugar no panteão da imortalidade, entre o grande herói e anto da Hi tária. libertação lhes confere o poder de in pirar o outro a também agir com heroí mo, o que pode ignificar uma influência que perdura por éculo. A pe oa do Tipo Oito recordam ainda a força e a onipotência de participar da realidade Divina. A vontade Divina não é o me mo que voluntariosidade. Quan- do entendem i o, ela ce am sua guerra contra o mundo e descobrem que a inte- gridade, o poder e a independência que vinham procurando já lhes pertenciam. Ele fazem parte de sua verdadeira natureza; da mesma forma que ão da verdadeira na- tureza de todo os ere humanos. Quando vivenciam e a verdade em toda a sua profundidade, es as pe soa conseguem simple mente er, sentindo- e em harmo- nia com o univer o e com o ince ante mi tério da vida. "Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fi- zerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus."
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    A p es s o a s (lo "I'" O ito c o s tU " U lIII id e n tific a r - e e r r m le a m e n te [(/1,11I p e r te n c e " te a o T ip o e te , eis (111 Q u a tr o . A d o T ip o s e i. Tr (' e te c o tum alll id e n tific a r - e e r r o n e a m e n te (0"11I p e r te n c e n te s a o Tipo Oito. Você provavelmente não pertence a um dos tipo a ertivo (Três, ete e Oito). >- 15-30 Você provavelmente não pertence ao Tipo Oito. >- 30-45 É muito provável que você tenha pro- blemas comuns ao Tipo Oito ou que um de eu pai seja do Tipo Oito. >- 45-60 É muito provável que você tenha al- gum componente do Tipo Oito. >- 60-75 É muito provável que você pertença ao Tipo Oito (ma ainda poderá perten- cer a outro e tiver uma concepção de- ma iado limitada deste tipo). >- 15 orne os pontos das quinze afirmaçàe para o Tipo Oito. O resultado estará entre 15 e 75. As instruções ao lado o ajudarão a des abrir ou confirmar eu tipo de per onalidade.
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    "A m aio r ia d a s p e s o a s acha q u e p a z é q u a n d o a d a d e M a u A c o n te c e o u P o u c a C o is a A c o n te c e . o e n ta n to , p a - r a s e n n o s to m a d o s p e la p a z e p o r e la tr a n s fo r m a d o s e m d á d iv a d e s e r e n id a d e e b e m -e s ta r ; te r á d e s e r A lg o d e B o m q u e A c o n te c e ." E. B. WHITE TIPO NOVE: O PACIFISTA C A P íT U LO 1 5 " E x is te u m p r e ç o q u e é a lto d e m a is a p a g a r p e la p a z , e e le p o d e s e r d ito e m u m a p a la v r a : o d a d ig n id a d e . " WOODROW WILSO * o OTIMISTA o QUE CURA OCO CIUADOR O CO FORTADOR O TOPI TA " O h o m e m p r e c is a d e a lg u m tip o d e a tiv id a d e e x te r io r ; p o is in te r io n n e n te é in a tiv o ." CHOPE HAUER MA PESSOA COMO TODO M DO "A in d o lê n c ia é u m d e le ite , p o r é m é ta m b é m u m a a fliç ã o : p r e c i a m o s e s ta r fa z e n d o a lg u m a c o is a p a r a s e r fe liz e s ." WILLIAM HAZLITT
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    4 .....G er a /m e n t v e r d a d e ir a C la s s ific a a o T ip o ló g ic a S e g u n d o a A titu d e 5 ..... S e m p r e v e r d a d e ir a 2 ..... R a r a m e n te v e r d a d e ir a I .....u n e a e v e r d a d e ir a 3 ..... Em p a r te t v e r d a d e ir a ___ 10. A maioria das pessoas parece excitar- e muito facil; eu sou muito mais estável. 9. ão me acho particularmente obstinado, mas as pes- soa dizem que eu à veze ou teimoso quando to- mo uma deci ão. ___ 11. É preciso aceitar o que a vida nos dá; afinal, não há mesmo muito que fazer! 8. Já me dis eram que sou distraído e alheio às coisas - o fato é que eu a entendo, mas simplesmente não quero reagir. 7. Sou uma pes.oa fácil de agradar e geralmente me contento com o que tenho. 3. Encontrei um certo equilíbrio na vida e não vejo razão para perturbá-lo. 4. E tar "a vontade", em todos os sentido da expres- são, é algo que me agrada muito. 5. Prefiro concordar que criar uma cena. 2. ão me incomodo de estar com as pe soas nem de e tar só - para mim, tanto faz, contanto que esteja em paz comigo me mo. 1. O que a pe oas gostam em mim é a sensação de segurança que lhe transmito. 6. ão ei exatamente como, mas não deixo que a coi- sas me atinjam. ___ 12. Sou capaz de entender diferentes p ntos de vi ta e geralmente concordo com as pessoas mais que dis- cordo delas. ___ 13. Acredito que se devem realçar os fatore positivos, em vez de ficar martelando o negativos. ___ 14. Tenho uma espécie de filosofia de vida que me orien- ta e conforta muito em épocas difíceis. ___ 15. Durante o dia, faço tudo que precisa er feito, mas quando o dia acaba, eu relaxo mesmo.
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    o T ipo D e s c o m p lic a d o , D is c r e to : R e c e p tiv o , T r a n q ü iliz a d o r , A g r a d á v e l e C o m p la c e n te " D e ix o -m e levar p e la c o r r e n te z a . " rem." >- MEDO FUNDAMENTAL: O da perda e da separação; o da aniquilação. >- DESEJO FUNDAMENTAl: Chamamo e te tipo de personalidade de o P a c i- Manter o equilfbrio interior e fis ta porque nenhum outro é mais dedicado à bu ca da a paz de espfrito. paz interior e exterior, para i e para o demai. eus repre entantes muitas veze abrigam um an eio de >- MENSAGEM DO SUPERE- busca espiritual, de ligação com o co mo e com a pes- GO: "Você estará bem se os soas. Ele se esforçam por manter sua paz de e plrito que o rodeiam também estive- tanto quanto para e tabelecer a paz e a harmonia no mundo em que vivem. A que tõe mai vivenciada por e te tipo ão fundamentai a todo trabalho inte- rior: de pertar x adorme er para a nossa verdadeira natureza, pre ença x transe, tensão x relaxamento, paz X ofrimento, união X separação. Ironicamente, endo um tipo tão voltado para o mundo espiritual, o ove es- tá no centro da Tríade do In tinto e é aquele que potencialmente e tá mai ligado ao mundo fi ico e ao próprio corpo. A contradi ão se re olve quando atentamo pa- ra o fato de que cus repre entante ou estão em contato com eu in tinto e pos- suem uma tremenda for a primitiva, um forte magneti mo pes oal, ou e ab traem deles e tornam- e alheios e di tantes, até superficiais. Para compen ar a perda de contato com a ener- gia do in tinto ,as pe soa do Tipo ove também se recolhem à imaginação e às fantasia. (Por i o, eu repre entantes à vezes identificam- e erroneamente como pertencente ao Tipo Cinco e ete, regido pela mente, ou ao Tipo Dois e Quatro, regido pelos sentimentos.) Além di o, quando uas energias instintiva entram em de equilíbrio, ele as acabam usando contra si próprios, reprimindo sua própria força até tornar- e p iquicamente inerte. Quando essa energia não é utili- zada, e tagna-se como um lago que tran borda até repre ar a nascente que o alimen- ta. Porém, quando e tão em harmonia com seu Centro In tintivo e a energia que lhe é própria, ele tornam- e como um grande rio que a tudo transporta em eu leito. O Tipo ove já foi denominado a c o r o a d o E n e a g r a m a porque está no alto do símbolo e parece abarcar tudo que ele contém. eus repre entantes são capazes de exibir a força do Tipo Oito, o e pírito brincalhão e aventureiro do Tipo ete, o ca- ráter con ciencioo do Tipo eis, o intelectualismo do Tipo Cinco, a criatividade do Tipo Quatro, o poder de atração do Tipo Três, a genero idade do Tipo Dois e o idea- lismo do Tipo Um. Entretanto, o que ele geralmente não demonstram e e tar den- tro de i mesmo - u m a n o ç ã o m a is fo r te d e s u a p r ó p r ia id e n tid a d e . Ironicamente, portanto, o Tipo Nove só não é como ele mesmo. A idéia de ser um eu à parte, um indivíduo que preci a se impor diante do demais, apavora seus TIPO
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    TI PO NOV F a v o r o b s e r v a r qu o p a d r ã O d a in fã n c ia aqUI d e s c r ito n ã o provoca o tip o C/. p e r a n a /id a d e . Em v e z d is s o , e le d e s c r e v e te n d ê n c ia s o b s e r v á v e is na te n r a in fa n c ia q u e U m g r a n d e Impacto s o b r e o r e la c io n a m e n to s q u e o tip o e ta b e le c e na vida a d u lta . Muitas da pe oas do Tipo ove relatam haver tido uma infãncia feliz, mas esse nem empre é o ca- so. Quando a infância é mais conturbada, as crianças deste tipo aprendem a defender-se d is s o c ia n d o -s e d a s a m e a ç a e tr a u m a s q u e a a flig e m , adotando o papel do Pacifista ou Mediador no conflito familiare. Ela aprendem que a melhor maneira de manter a harmo- nia no lar é "de aparecer" e não criar problema para ninguém e que, e não fizerem exigências nem tiv rem expectativas - em resumo, se não derem trabalho - o PADRÃO DA INFÂNCIA Estou consciente de que me concentro nas pessoas, quero saber como elas são, onde e como vivem etc. Nos relacionamentos, geralmente abro mão de meus planos em favor dos planos do outro. Tenho de estar sempre alerta quanto a ceder às exigências alheias em detrimento de minhas próprias ne- cessidades. A pessoa do Tipo ove demon tram a tentação universal de ignorar o as pecto mai perturbadores da vida e bu car um pouco de paz pelo adormecimento Elas reagem à dor e ao sofnmento tentando atingir um e tado prematuro de paz, ja ele uma falsa conquista da espiri.tualidade ou uma negação maior. Es as pe oas demonstram, mais do que a maioria, a tendência de fugir às tensões e aos parado xos da vida pela tentativa de transcendê-los ou de buscar olu õe imples e indo- lores para os problemas. Pensar no que a vida tem de bom naturalmente não e mau - só que é uma abordagem limitada e limitante da vida. e as pessoa do Tipo ove procuram r o lado bom das coisas para se proteger da vici situdes da vida, os outros tipo tam- bém têm suas própria distorções. O Quatro, por exemplo, concentra-se em ua,> próprias feridas e em seu papel de vítima; o Um, no que há de errado nas coisas r assim por diante. Já o ove se prende ao lado bom da vida, de forma a não deixar que ua paz de e pírito se abale. Porém, em vez de negar o lado sombrio da vida, eus representantes deveriam compreender que to d a s a p e r s p e c tiv a s p r o p o ta s p e lo s o u tr o s tip o s ta m b é m s ã o v e r d a d e ir a s . Ele preci am resi tir ao impul o de fugir do mundo real para um "prematuro estado zen" ou para a "branca luz" do Divin lembrar- e que a unica saída passa por uma coisa e pela outra. representante - ele preferem fundir- e com outra pes oa ou entregar-se Slkn lO amente aos eu idílico devaneios. Red, um consultor de mercado nacionalmente conhecido, comenta e sa H n- dência:
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    lOIl"rgulI ,10 acllm.I1.11I1.ll r Papal, .Ikm dl protegl r se ( o contc LO de um SIS tl'ma familiar inad 'quado, o tClmo quc mal se aplica nC'itc caso c o do filho Per- dido.) A 'cnsa ao é a eguinte:" e eu aparecer c me impu er, vou acabar riando ainda mai problemas. Portanto, e não atrapalhar, a famllia permanecerá unida". Georgia, uma famo a terapeuta, vem e dedicando ao Trabalho Interior há vá- rio ano: Minha mãe era alcoólatra e tinha temperamento instável. Então, quando eu era criança, esforçava-me por não atrapalhar nem criar problemas. Dessa forma, aprendi a ficar à margem da vida e a ser complacente com as neces- sidades alheias. Eu tinha medo de não ser amada se me impusesse. Optei por viver minha vida de uma forma mais interiorizada, que na verdade me enriquecia muito, e por não enfrentar as pessoas. As criança do Tipo ove crescem pensando que não é permitido ter necessida- de , impor- e, entir raiva ou criar dificuldad para o pai . Por conseguinte, elas ja- mai aprendem a impor- c adequadamente ou, por exten ão, a re a liza r-se in d e p e n d e n - tc m c n te de eu pai e entes querido . Essas criança aprendem a permanecer em segundo plano, onde as coisas não podem atingi-las. a vida adulta, eu e paço p Iqui- co é tão ocupado pelo problema e planos daqueles a quem tentam atender que, mui- ta vezes, e a p oas não con eguem di tinguir eu próprios d ejo e nec idades. AI m di o, ela aprendem a reprimir tão ompletamente a raiva e a própria vontade que perdem a con ciência de nem equer tê-la. Aprendendo a aju tar- e a tudo aquilo que lhes é apre entado, raramente ocorre a es as pe oa perguntar-se o que de ejam, p n am ou entem. Em decorrência di o, geralmente preci am de algum e forço para de cobrir o que querem para i me ma . Red pa ou ano trabalhando as que tõe da discrição e da raiva reprimida: Tenho a clara noção de haver sido deixado de lado por ser um "menino tão bonzinho". Minha mãe costuma elogiar o "anjo" que eu era, pois podia ser deixado sozinho horas a fio e, ainda assim, me distraía. Acho que minha mãe é do Tipo Nove e que eu captei muito de sua filosofia de vida. (... ) Quando havia conflitos com meu pai, ela dizia-lhe coisas como: "Não vire o barco" e "Se não tem nada a dizer, não diga nada". Outra coisa que ela sempre dizia era: "Quando um não quer, dois não brigam" - o que era sua forma de me dizer que podia acabar uma briga evitando discutir. Em família muito de aju tadas, a crianças de te tipo podem haver sofrido trauma emocional, fi ico ou exual. e e ca o, ela aprendem a proteger- e contra os entimentos mai intoleráveis dissociando- e ou fechando- e. De um certo mo- do, é bom que elas não e tejam conscientes da lembranças traumática ou da rai- va, mas, por outro lado, is o acarreta um déficit na capacidade de deixar-se afetar profundamente pela realidade. Tais indivíduo poderão perder-se em fantasia ou
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    OS SUBTIPO CONFORME ASA A Ronald H. I 11I Gerald I ••, .I Lady Bird J. 111I I Kevin o t" I Sophia I ••, " Walter 1011111 Whoopi 01.11 I JanetJ k ••" Ringo SI,." Ingrid B r '11I " concentrar- e exclu ivamente no que for po itivo e pacifico - por mais ti u... o I 10 lI"1 i o po a revelar- e d poi . André é um bem-sucedido corretor imobiliário que atua numa grallde 1111110 pole. Boa parte do eu uce o e deve ao fato de er natural e d prctell ... ioso. 11.1 ço comuns ao Tipo ove, embora aprendido a um cu to muito alto: Minha mãe passou grande parte da minha infância deprimida. Eu sabia que, quanto menos trabalho lhe desse, mais seguro estaria. Assim, tentava ajustar-me o mais que podia. Ia muito ao quintal da casa da minha avó, fi· car entre as árvores enormes e todos os animais que lá havia. TIPO NOVE COM ASA OITO: O ÁRBITRO F a ix a s a u d á v e l A pe oa de te subtipo aliam a capa idade de agradar e confortar à for a e resistência. Forte e agradávei , elas facilmente e entrosam com a pe oa e a coi as que a cercam, ervindo de me- diadora e atenuando conOito . Muitas veze , bu am novo projeto para air um pouco da rotina normal. Além dis o, ão praticas e costumam preocupar- e com ua nece sidade imediata e ua situação fí ica e financeira. Mai ociávei que as pe oas do outro ubtipo, elas geralmente preferem trabalhar em equi- pe. obre aem-se na profi ões ligada à área da a - i tência e consultoria e podem dar-se muito bem no comércio, principalmente na área de negociaçõc e recur o humano. F a ix a m é d ia E a pe oa go tam de ocializar- e e divertir- e, e tando propen as a exces os que in- terferem com a capacidade d concentrar-se em metas mai ignificativa. Ela podem ser defensiva e teimo a , tendendo a emp.H 11 I 11 cusar- e a dar ouvido aos outros. pe soas de te ubtipo ão muitas veZl '(1111) a , embora dificilmente e possa prever o que a provocará - em geral, am ..1 li' que consideram seu bem-estar pes oal ou à sua famllia, cmprego ou crença"', , zes e mostram expio ivas e cortante, ma logo recuperam a calma habitual. TIPO NOVE COM ASA UM : O SONHADOR F a ix a s a u d á v e l Imaginativas e criativas, a pl· O"•.• dl l' •.• ubl1po mUita 'l'ZI são capazes de sintetizar diferentes e colas de pell .llllllto ou pontos dl vi"t.1 1111
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    " (''''1 '/0 AS VARIANTES INSTINTIVAS Abraham Lincoln Rainha Elizabeth 11 CarlJung George Lucas Audrey Hepburn Margot Fonteyn Rose Kennedy W alt Disney Garrison Keillor Norman Rockwell ma •.,ao d ' um mundo ideal. Elas sao panicularm 'n te háb i na comunica ão nao-vcrbal (arte, musi a in trumental, dan a, e portes ou trabalho com o ani- mais e a natureza) e podem dar-se muito bem em grandes instituições. São tipicamente amigávei e tranqüilizadoras, mas po suem uma noção muito de- finida de seus objetivos e, em especial, de seus ideais. Geralmente dão bons terapeutas, conselheiro ou pas- tores, pois aliam a capacidade de ouvir sem julgar ao de ejo de ajudar aos outros. F a ix a m é d ia As pessoas deste subtipo querem que a ordem externa seja um meio de ordenar o mun- do interior. Apesar disso, tendem a perder-se em ocu- pações e atividade de pouca importância. Ela podem er enérgicas, mas de uma maneira distante, que interfere com a capacidade de levar adiante os objetivos de longo prazo ou de cooptar colaboradore . Mais re ervadas que a pessoas do outro ubtipo, ela demonstram a raiva com comedimento e ardente indigna ão. Além di so, preo upam- e com a questão da respeitabilidade e muita vezes entem-se moralmente superiore à pessoas de classes, culturas e estilos de vida diferentes do eus. Pode haver nela um veio um tanto puritano, que dá ao eu estilo pe soai um toque correto e formal. o INSTINTO DE AUTOPRESERVAÇÃO NO TIPO NOVE o Que Busca o Conforto. Os típico Autopre er- vacioni ta do Tipo ove ão pessoa agradávei, de trato fácil, que nâo pedem muito da vida. Elas prefe- rem os prazeres simple e de fácil obtenção: comer no restaurante fa st-fo o d mais próximo, ver a reprise de um clás ico na TV e "apagar" numa poltrona confortável. Embora po sam ser mui- to talento a ,em geral são pouco ambiciosas. Sua forma caracterí tica de lidar com an iedade é envolver-se na rotina, podendo valer-se de afazere corriqueiros para evitar lidar com grandes planos e de afios. Essas pessoas às veze se deixam atrair cada vez mai por pequena recompensas como forma de compensar a incapacida- de de realizar o seus verdadeiro desejos - mas sempre com alguma ansiedade re- primida por não sati fazer suas verdadeiras necessidades. A inércia característica de te tipo transparece mais visivelmente nesta varian- te. A apatia e o desleixo podem dificultar a essa pessoas a iniciativa para obter o que realmente desejam ou cuidar de suas neces idades básica. Elas podem recor- rer cada vez mais à comida e à bebida como meio de suprimir a raiva e a ansiedade e, como geralmente têm bom apetite, há uma propensão ao vício. Essas pessoas não
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    A Família Feliz.O repre entante ociais típicos do Tipo ove são o que mais se intere sam em aproximar as pessoa e promover a paz. Eles gostam de en- volver-se com o outros, de tomar parte no que acontece, mas também resistem a idéia de atender a demasiadas expectativas. Assim, podem estar fisicamente presen tes, mas mental e emocionalmente distantes. Eles geralmente têm um alto nível de energia e gostam de atividade, contanto que dentro de estruturas familiares, prede finidas. Embora não se neguem a colaborar com a pessoa ,gostam de saber exata- mente o que se espera dele. Surpreendentemente, essas pessoas podem ser muito convencionai e conformistas, no sentido de cumprir as expectativas de seu círcu- lo social, mas também se mostram ansio as diante da possibilidade de perder a pró- pria identidade, de tornar-se um apêndice ou "clone" de outrem. A in egurança quanto ao seu próprio valor, juntamente com o de ejo de agra- dar e adaptar-se, leva essas pessoas a ter dificuldade em dizer "não". Todavia, elas normalmente acabam resistindo de alguma maneira, em geral passivo-agressiva. A tentativa de agradar a diversas pessoas e grupos sociais de sua vida pode levá-la a disper ão e ao desencantamento, como no caso do Tipo Sete. Essas pes oas muitas vezes têm problemas quando precisam traçar metas pes oais e levá-las a cabo. Na faixa não- audável, o representantes Sociais do Tipo Nove podem mos- trar-se re ignados e deprimidos diante de sua falta de desenvolvimento. Sua grande insegurança e carência em geral sâo mascaradas pela insipidez no plano emocional. As demonstra ôes de raiva e indignação poderão afastar os demais, aumentando a - sim a sensação de isolamento. Fusão. Os típicos representantes Sexuais do Tipo ove querem assumir as qualidades mais enérgicas do outro, e is o os leva a gravitar cm torno de tipos agres- sivos, Assim, poderão eles próprios também demon trar alguns tra os ace sório dl' agressividade. Tendem a ser mais atrevidos que os representante da demais varian- tes, e sua ira é facilmente despertada quando pre ent 'm ameaça ao eu relacio- O INSTINTO SEXUAL NO TIPO NOVE TIl' O INSTINTO SOCIAL NO TIPO NOVE querem que ninguém perturbe sua agradável di po i ão d esplrito ' muitas Vl'Zl S resistem às interferências mantendo-se teimosamente caladas. a faixa não- audável, os Autopreservacionistas do Tipo Nove caem m pIO funda apatia diante da vida e podem sofrer de fadiga e baixo índice de de empenho esse caso, tornam-se edentária crônicas, fecham-se emocionalmente e, ao pou cos, vão desperdiçando a saúde, os relacionamentos e as oportunidades. Vício e de pendências são comuns.
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    o SINAL DEALERTA PARA O TIPO NOVE: DIZER "AM ÉM " A TUDO A eguir, alguns dos problemas mais freqüen- tes no caminho da maioria da pessoas do Tipo ove. Identificando esse padrões, "pegando-nos com a boca na botija" e simplesmente observando quais as nossas reações habituais diante da vida, estaremos dando um grande passo para libertar- nos do aspectos negativos de nosso tipo. DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO DO TIPO NOVE 1l.lIlH·I1(l~ I'k~ hll~t.1I1l 1I11l.l parcnla complcta, pensando n 'Ia como "nossa" cm vez d' "minha" . vida I como ~e qui s em qu o outro int gra e a cl s. Mui las vez o idealizam, em querer enxergar seu defeito, mas podem tamb' m tor- nar- e cntico e exigentes, principalmente e tiverem Asa Um. Os elogio que o ou- tro merece são elogios ao eu; o mesmo vale para as ofensas e decepções. O outro torna-se o centro de gravidade, o eixo da identidade dos repre entan- te exuais do Tipo ove. Por conseguinte, podem não conseguir desenvolver uma identidade própria e estabelecer sua independência. Eles podem ser criaturas de um extremo romantismo, lembrando a im os representantes do Tipo Quatro. o qua- dro final podem entrar fanta ia irreali ta de alvação - o "complexo de Cindere- la" -, i1usõe , e apego exce sivo ao entes queridos. a faixa não- audável, sa pe oas tornam-se extremamente dissociadas e de- primidas, aparentando não pos uir um eu central. Incapaze de fundir-se adequada- mente ao outro, entem- e perdida. Fanta ias com o outro me clam-se a fantasias de raiva e vingança, embora raramente atuadas. Elas acabam tendo relacionamentos cuja tônica é a dependência ou lutando ozinha ,à e pera de um. Há também a po - sibilidade de o eu tornar-se uma função de antigo relacionamento. ("Meg e eu éra- mo o mai perfeito do ca ais. into tanto a sua falta desde que ela morreu.") A partir dos Níveis médios, as pessoa do Tipo ove sofrem a tenta ão de er demasiado condescen- dentes por temer que, entrando em choque com o outros, perderão areia ão que têm com eles. Por exemplo, e o parceiro lhes pergunta aonde gostariam de ir jantar, elas bem podem responder: "Tanto faz, amor - qualquer lugar que você queira está bom para mim". Dito de modo simple , es as pessoas podem criar o hábito de dizer "amém" a coisa que na verdade não querem fazer. Essa estratégia pode evitar discordância de imediato, mas inevitavelmente levará a ressentimentos de parte a parte. Além disso, no caso de te tipo o ressentimento geralmente reverte em comportamento pa sivo- agressivo - concordar em fazer alguma coisa e depoi não cumprir o trato -, o que por fim gera onOito e mal-entendidos muito maiores. A acomoda ão também as sujeita a ser exploradas, já que estão sempre di po tas a pagar caro para manter a paz. " ã o im p o r ta . P a r a mim, ta llto fa z ."
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    TI PO N Aspessoas do Tipo ove deixam d e acreditar que sua participaç<lll no mundo é inde ejável ou pouco importante. A im, conseguem realmente estabelecer contato consigo mesmas e com o demal~. Além di o, paradoxalmente realizam eu Desejo Fundamental ter equilIbrio interior e paz de espírito - e e mo tram dona de SI, dinâmicas, tranquila e pre entes. A pe oas do Tipo ove concentram- e no ambiente ou no rela cionamento como um todo, desejando manter um equilIbrio har- monioso entre e tes e eu próprio eu. Auto-imagem:" ou uma pes soa equilibrada, gentil e de complicada". As pe soa do Tipo ove reforçam sua auto-imagem estabelecen- do e mantendo a paz e a harmonia em seu mundo. Aplicam ua pa- ciência e en atez na mediação de conOito e no aUXIlio aos de- mais. Em geral, es as pe oa ão cheias de imaginação, in pirando a todo com ua vi ão da vida, que é positiva e dotada de poten- cial de cura. Temendo que os conOitos possam pôr em risco 'ua paz de esplrito, as pessoas do Tipo ove começam a evitar potenciais desavença~ concordando com o demais. Julgam que não vale a pena discutir sobre certas questões, mas assim começam a dizer "sim" a muilas coisa que, na verdade, não querem fazer. As pessoa do Tipo o v e receiam que qualquer mudança significati- va em seu mundo ou qualquer sentimento mais forte possa pertur- bar sua frágil paz. Por con eguinte, estabelecem sua vida de maneira a evitar que a coisas as atinjam. Elas perdem-se em habitos e rotinas cômoda. , inventam afazeres e "de. sintonizam" os problemas. As pessoas do Tipo ove temem que lhe exijam reaçôes que pos- sam despertar a ansiedade e acabar com sua paz de espírito. Assim. minimizam a importância d e certo problemas e tentam evitar ou- tros. Cheia de estoicismo, marcham penosamente vida afora, afer- rando-se a ilusões e suprimindo a raiva. As pessoas do Tipo ove temem que a realidade as obrigue a lidar com seus problemas. o que pode ser verdade. ASSIm,podem reagir apegando-se a ilusão de que está tudo certo e resistindo teimosa mente a qualquer tentativa de enfrentar os problema . São pessoas deprimidas, scm energia e com baixo nlvel de desempenho. Desesperadas por apegar-se a qualquer farrapo d e paz interior qu lhes possa tcr restado, as pessoas do Tipo ove temem reconhecer a realidade. Elas tentam bloquear da COnsei nCla tudo que as possa afetar pela dissociação e pela nega o M tram se desoladas, d sensibilizadas e desamparadas so~ nd multas veze de amné la As pessoas muito pouco saudá mente incapaze de enfrentar mas, tomam-se compl tam quear a percepçAo para em ubpersonahdad Ivel Is e n ç ã o 5 C o m p la c ê n c ia ível D e p r e n d im e lilo 3 C a p a c id a d e d e R e c o n fo r ta r A u to d o m (n io 1 E s p lr ito Indômito T e r m o s -c h a v e : ível a tu r a lid a d e 2 e r e n id a d e ivel R e s ig n a ç ã o 6 A p a z ig u a m e n to ível D is c r iç ã o 4 T r a to A g r a d llv e l ível Rrprrssao 7 r g lig t'n l" ia ível Dissociaçao 8 Drsorientaçdo ível A u to -a b a n d o n o 9 " A p a g a m e n to ' A o M É D S A U D A V E l
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    tlop" uma dlCint' terap uta, rl'conh 'c ' esse padrao em si mesma: Sempre fui apaziguadora demais, comedida demais, uma "mosca morta". Lembro-me de várias vezes em que devia defender-me, defender alguém, e não o consegui. Geralmente a causa era uma mistura do medo de conflitos, do medo de que a situação piorasse e do desejo de que "todos se dessem bem uns com os outros". Em grande parte de minha vida, subestimei mi- nha capacidade, fosse nos esportes ou na profissão, a fim de ficar em se- gundo plano e não sobressair. O importante era ajudar os outros a chegar à linha de frente, não a mim mesma. A acomodação e a discrição marcam o imcio do "ato de de aparecimento" do Tipo ove. Em vez de impor- e e correr o ri co de afa tar as pe oas, eu repre en- tante começam a umir adotando papéis convencionais e a e conder-se por trás de s lo g a n s e lugares-comun. e a an iedade e o conflito aumentarem, ele tornam- se qua e invi Ivei . Isso se deve ao fato de estarem tentando adaptar-se a circuns- tãncia ,"não er um problema" - ó que e acabam perdendo no proce so. Hope fala a re peito de um de se momentos: Quando estava no primeiro grau, ainda afirmando minha independência, disse à professora que não copiaria o que estava escrito no quadro. Elaveio até onde eu estava e sacudiu meu queixo com toda a força. Jamais voltei a criar problemas na escola ou na igreja. Tornei-me uma "boa menina" que fazia tudo o que lhe mandavam. DO SE QUER DIZER" Ao" Pense nas ocasiôe em que concordou em eguir o planos e a prefercncias alheios, em vez de ficar com uas próprias opções. O que i so representou para sua ensação de participa- çao? E para seu contato consigo mesmo e com sua própria experiência? Voce e re entiu por aquiescer? Como você prescindiu de sua opção? O que esperava ganhar fazendo isso? o P a p e l S o c ia l: U m a P e s s o a C o m o T o d o M u n d o o repre entantes típicos do Tipo ove começam a criar um certo Papel 0- cial ao ver- e como Uma Pe soa orno Todo Mundo, aquele indivíduo mode to que se contenta em ficar em egundo plano e não causar problemas a ninguém. (" ão preci a me comprar um presente de aniver ário. Sei que você go ta de mim. ") Ele acham que sua pre ença, ua opiniõe e ua participação na verdade não importam e não trazem nenhuma con eqüência e pecia. Por mai limitante que i o eja de um certo ponto de vista, e as pe oa sentem- e bem dentro de a autodefinição - ela lhe permite minimizar as próprias esperan as e expectativa ,de maneira a não se expor ao ri co da frustração, rejeição, raiva e decep ão.
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    Papel ocial doTipo ove é um pouco difícil de per eb r a princIpIo, 1Il.l torna- e palpável a partir do instante em que é vivenciado. A ua id ntid, de ( lOlllll a garra que sustenta a pedra de um anelou a moldura de um quadro. ua ,1( 11,lO e volta para a pedra ou a pintura, não para si, e a identidade e auto-e tima Slllgl'lIl por meio da relação (mesmo que apena imaginária) com aquele que apar nt 'mell- te têm maior valor. Identificando- e como Uma Pe oa Como Todo Mundo, o repre entantes do Tipo ove ganham uma certa camuflagem, uma capacidade de mimetizar o ambie n- te que lhes garantirá não er perturbados. Esse Papel ociallhes dá também a e'>pl' rança de que, se não cuidarem de i mesmos, o outros percebam ua discreta hu mildade e corram para ajudá-los. Além di o, e sa pe oa imaginam que, cndo discretas e humildes, a vida a poupará da tri teza e dos revese . Infelizmente, nem empre as coi a correm des a maneira e, colocando- e em último plano, ela ten- dem a atrair a si um certo grau de olidão e depre ão. A oportunidade jamai lhes sorriem e os outros começam a não a levar a ério. Philip é um di tinto profes or universitário cuja ativa vida acadêmica não ne- ga a noção que ele tem de si mesmo: Sempre achei que não era importante e sempre presumi que as pessoas con- tassem mais que eu, que deveriam ser consideradas primeiro, que suas ne- cessidades eram mais procedentes que as minhas. Um bom exemplo está na minha reação aos problemas de saúde. Quando surge algum sintoma, eu geralmente convivo com ele por um bom tempo até tomar alguma pro- vidência. Por outro lado, quando meus filhos eram pequenos, mal pegavam um resfriado e eu imediatamente os levava ao médico. Quando não é reconhecido e anali ado, e e papel pode levar as pes oa do 11 po ove a perder a energia e a confiança em sua capacidade de enfrentar a ida. [1,1 se deprimem e can am- e facilmente, neces itando de frequente cochilo e muit,l" hora de ono. Torna- e então cada vez mai difícil tomar alguma atitude em sell próprio benefício. EU MEREÇO Faça uma lista das coisas que o estimulam e entusiasmam. ão censure nem re da. Que tipo de pessoa você seria se pude se? O que pode fazer hoje para tornar-se mal Tecidocom e sa pe soa? E esta emana? E este ano? A P r e g u iç a e o A u to -E s q u e c im e n to A pregui a, no caso da pe oa do Tipo Nove, esta r lacionada a não querer envolvimento interior com aquilo que e tão fazendo. l'Ias não ão nece ariamen-
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    Por mais paradoxalque pareça, as pessoa do Tipo ove criam e mantêm eu en o de identidade perdendo a consciência de si me mas, não e percebendo intei- ramente como indivíduos. Todo os demais tipos fa z e m a lg o para criar e manter ua noção de eu - o Tipo Quatro, por exemplo, in iste em eu entimento e di po i- çõe de e pírito; o Tipo ito impõe- e continuamente de várias forma. O ove, ao contrário, cria ua identidade não tendo con ciência direta de si. Em vez disso, seus repre entante c o n c e n tr a m -s e n o s r e la c io n a m e n to s com a s p e o a s . É como e fossem a sala em que os outros se reúnem ou a página de um álbum no qual estão coladas as fotografias alheias. Sua noção de eu é, portanto, uma "habilidade negativa", é a capacidade de conter o outro, e não a si. I so permite aos representantes saudávei deste tipo prestar um apoio extraor- dinário à pe oa. Porém o erro fundamental que cometem é acreditar que, para manter sua rela ão com elas, precisam abrir mão da relação con igo mesmo. I o lhe traz problema, poi a manutenção de a habilidade negativa exige que eles re - s is ta m cada vez mais a tudo aquilo que po a perturbar seu senso de harmonia e in- A F a lta d e C o n s c iê n c ia d o E u e a D e s s e n s ib iliz a ç ã o "Morr r nao nada; aterrador t' pr 'guH,:o!'>a!'> na!'>tarda do dia-a-dia pelo contra nao viver." rio, podem er muito ativa no trabalho e no lar. ':lua VICTOR HUGO pregui a é interior, uma preguiça e piritual que a faz não querer que a realidade as atinja ou afete profun- damente. Essas pessoas não querem tomar a iniciativa por sua vida. Por causa dis o, até me mo a que se encontram na faixa média do ti- po ligam o piloto automático, e a im a vida e torna meno urgente e menos amea- adora - é vivida a uma distãncia egura, por as im dizer. A preguiça é, por con eguinte, a da lembrança de i e a da autopercepção. As pes oa do Tipo ove não e e for am por manter contato consigo mesmas, com o outros ou om o mundo. Identifi ar- e com o corpo e eu instintos implica a cons- ciência da mortalidade. Essas pe oas apegam-se a certa dispo i ão interior confor- tavel ou identificam-se com algo além de si me ma , tornando s u a p e r c e p ç ã o e fe ti- v a m e n te d ifu s a , no intuito de evitar que o impacto da mortalidade a atinja. O mundo ganha um foco difu o e ela entem-se mai seguras, porém à custa de sua vitalidade e vivacidade. Ape ar de poderem bu car o espiritual, as pe oa do Tipo ove muita vezes tentam obter o benefício p icológicos e emocionai do trabalho interior adotan- do a atitude opo ta à de e tar pre ente. Ela adormecem, aneste iando- e para o que realm nte entem e de intonizando a realidade, ao tempo em que esperam conti- nuar agindo sem esforço no mundo. Ironicamente, querem entrar em união com ele, ma acabam con eguindo apenas um ucedãneo da paz, a fal a paz do sono e da di sociação, uma "paz" tão tênue que tudo pode abalar. omo todo o projeto do ego, e e também e tá fadado ao fraca o.
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    "SUMI DO" Sempre queperceber que "sumiu" e perdeu a consciência de si, volte atrás e tente d tectar quais as circunstâncias que precederam essa ausência. O que lhe pareceu ameaçá-lo ponto de fazê-lo querer fugir da situação? Essa ameaça estava no ambiente ou era um estad ou reação seus? A medida que for se conscientizando do que estava oculto, u e es a informa ção para criar um istema de alarme que o ajude a não voltar a se fechar no futuro. " ã o d e ix o q u e a s c o is a s m e a tin ja m . " Em meus piores momentos, sinto-me anestesiado. Não é nem depressão, é apenas dessensibilização mesmo. As menores coisas parecem exigir imenso esforço. Pode passar um tempo enorme até que eu resolva simplesmente olhar pela janela e pensar ou cair na frente da TV e fazer za p p in g . O tempo simplesmente pára. É como se eu virasse um zumbi. Ainda consigo agir nor- malmente, pois consigo ir ao trabalho e mostrar-me gentil, mas por dentro sinto-me inteiramente fechado. Perco a esperança de encontrar um rumo na vida. R e fu g ia n d o -s e n o S a n tu á r io In te r io r tegra ão. Sua noção de eu depende de manter- e longe de diver a impr 'SSOl'S. J-1r" precisam resistir especialmente a tudo que possa con cientizá-lo da raiva, da ft us- tra ão, do sofrimento e de qualquer outro sentimento negativo. Exteriormente, essas pessoas podem fazer muita coisa, mas boa part d sua atividade é constituída de afazeres os mais prosaicos. Elas arranjam mil in umbcn cias, mas adiam a resolução de problemas mais criticos. Enquanto e tão a voltas com esse tipo de ocupação, não conseguem entender por que os outros ficam cha teados com elas. Se não estão incomodando em nada, por que alguém se aborr c' ria? O que elas não vêem é o quanto sua falta de reação pode ser frustrante para os outros. Além disso, não percebem que estão lançando as bases para uma profecia que traz em si seu cumprimento: a falta de participação dos representantes que c encontram entre as faixas média e não-saudável acabará por promover o que el s mais temem - a perda e a separação das pessoas. É importante que essas pessoas reconhe am que e n to r p e c im e n to n ã o é r e la x a - m e n to . Com efeito, o entorpecimento requer a manutenção da tensão física. Quan- do estamos relaxados, estamos perfeitamente conscientes da respiração, das sen a- ções corporais e do ambiente que nos cerca. A verdadeira paz tem um quê d vivacidade e energia que nada tem a ver com o insosso desapego que aqui vemo André prossegue: Apesar das aparências, as pessoas do Tipo ove são na verdade as mais reservada do Eneagrama. A confusão está em que, pelo fato de não ser física, ua re-
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    A maior partedo tempo, sinto-me sereno e tranqüilo - um sentimento con- tido e seguro. Gosto dessa característica de meu tipo. Por exemplo, num re- cente terremoto, quando minha casa parecia estar sendo partida em duas, não senti nenhum medo especial. Eu estava recebendo hóspedes de Nova York e ouvia seus gritos na sala, mas tinha a sensação de estar observando o terremoto de algum outro plano. Na verdade, achei-o bem interessante. Parecia-me inútil ficar aflito; eu não podia controlar o que estava aconte- cendo, então por que me preocupar? Quanto mai e refugiam em seu antuário Interior, mai a pe oa do Tipo ove e perdem em devaneios. O e quecimento do que e tá acontecendo ao eu re- dor lhe da a ilu ão de paz e harmonia, mas ela e tornam cada vez mai distraída , o que só deixa os outros fru trado e a torna menos capazes e produtivas. Caso e entreguem a e e tran e, poderão entir empatia pelos entes queridos e até por es- tranhos e animai em perigo, mas eu sentimento não terão relação com nenhu- ma ação efetiva. Cada vez mais, os relacionamento ocorrerão na imaginação. 11. ao IMOc tao 'vld 'nt quanto cm outros tipos [55as p '550as continuam a partiei par nquanto abstra m d qualqu r nvolvim nto ativo com o mundo. -Ias t n- tam c tab I cer e manter um antuário Interior, um local particular na m nt ao qual ninguém mai tenha ac o. ("Estou aqui, e tou eguro; ninguém vai me dar ordens.") p oa recolhem-se a e antuário Interior quando estão ansiosas e afli- ta ou implesmente quando há ameaça de conflito . Ela o povoam com fanta ias e lembran a idealizadas; o mundo e as pessoas reais não são permitidos. Ele é o único lugar em que as pessoas do Tipo ove conseguem libertar- e da exigências alheias. o aspecto positivo, isso lhes pennite manter a calma numa crise, mas também pode trazer-lhes problemas interpes oais e impedir-lhes o autodesenvolvimento. o níveis mais elevados, isso pode manife tar- e mediante uma re erva inte- rior de tranqüilidade, conforme no diz André: eu antuario Interior é um lugar de paz e egurança, mas você precisa pagar multo ca- ro para viver lá, como provavelmente está começando a perceber. Você é capaz de detectar quando se volta para ele? A seu ver, quais as características que o tornam um refugIO eguro? Quais delas ão pouco realistas? Procure discernir com lucidez o quanto ganharia se pudes- e permanecer mais no mundo real, em vez de buscar abrigo em seu antuário Interior. A Id e a liz a ç ã o d o O u tr o n o s R e la c io n a m e n to s As pe oas do Tipo ove idealizam o outro e vivem por intermédio de uma rede de identificações primárias, em geral om a família e os amigos mais íntimo.
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    empre que percebere tar idealizando alguém, observe a qualidades em que ma concentra. Você acha que não as po sui? Lembre-'e que, em ua natureza Essencial, o pos ui tais qualidades - c, de se ponto de vi ta, o outro funciona imple mente como um I m brete daquilo que você bloqueou em si me mo. A sim, a idealização pode funcionar como um bom guia no Trabalho Interior de descobrir e reapropriar- e de uma maior porção dt' 5U qualidade po itiva . orno di se um representante do tipo," ão preciso e tar em on tante contato lOIll alguém se sei que posso contar com ele". À medida que i o se acentua, cs as pc,> soas come am a relacionar-se com a idéia do outro, em vez de relacionar- om c,> te como ele realmente é. Por exemplo, se um do filhos tiver um problema com dro gas ou outra cri e grave, elas terão muita dificuldade em lidar com e a realidad , pois idealizam a família. A idealização permite-lhe concentrar-se em outra pessoa, ao invé de em SI me ma . Além disso, permite-lhes ainda ter uma rea ão emocionalmente po illva aos demais, atendendo ao superego. ("Você e tará bem se os que o rodeiam tamb 'm e tiverem.") Ela muitas veze ão atraídas por pes oas mai fortes e agres iva ,qu' possam criar o "molho" do relacionamento. O relacionamento com pes oas mai di nãmicas e enérgicas fornece-lhes a vitalidade que tendem a suprimir em si mesmas Esse acordo tácito muita vez e funciona bem, já que o tipos mai as ertivo geral mente procuram quem os siga em seu planos e aventuras. A idealização, além dis- o, indiretamente mantém (ou até intensifica) ua auto-estima: e uma pe oa tao destacada tem um relacionamento com ela , eu amor-próprio aumenta. Porém há três grande riscos nesse trato. Em primeiro lugar, a pessoas do 1i po ove podem ser exploradas por seus interlocutore mais assertivos, independcn te e agressivos. Em segundo, ao cabo de algum tempo, este geralmente perdem o intere se pelos convencionai e complacentes repre entantes do Tipo ove. Final mente, o mais importante é que, enquanto estiverem tentando ganhar vitalidade pela fusão com outrem, as pessoas deste tipo dificilmente farão o necessário à recu peração da que lhe é inerente. Viver d e A c o r d o C o m F ó r m u la s o u U m a " F ilo s o fia d e V id a " O repre entante típicos do Tipo ove co tu- " U m d ia a s o r te m e SOl/ira •• mam agir de acordo com uma "filo ofia de vida" qu , em geral, é uma mistura de provérbios e afori mos do- mésticos, bom senso e textos das escrituras, além dc llitos populare e cita õe de toda sorte. Tais fórmulas lhes fornecem um meio dl lidar . m a pessoa e com ," itua ões potencialmente problemáticas. EI tem 1l'''I)()''tas pronta para o pr hll
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    ma •.• da vida.So 'lu " mbora po am apli 'ar-s' 'm c rta ir 'un tancia , s as uI' - posta " t nd m a impli mo e não dão coma da parti ularidade do ca o indi- viduai. problema é que e a pe oa valem- e des a filo ofia inconte távei mai para defender- e da inquietações que para chegar a verdades mai profundas ou a uma real compreen ão. Além disso, muitas des as suas filosofias proporcio- nam-lhes con 010. ("Eu ou Deus", "Tudo é uno", "Tudo é amor".) em muito es- forço, ela podem tornar-se de culpas para aprofundar o di tanciamento e a passi- vidade. a faixa menos saudável, essas pessoas poderão u ar a e pirilUalidade para de- fender um determinado tipo de fatalismo, para aceitar situações de favoráveis ou me mo prejudiciai como se não houve e nada que pudes em fazer. (uÉ a vontade de Deus. ") A mai defendidas vão além e de cartam suas própria imui àe , bom en o, percepção en orial e até a experiência pe soaI e profi sional para dar lugar ao que de ejam que eja verdade. É como se pude em fingir que podem não dar ouvidos a seus alarmes interiore sem maiores conseqüência . Tornam-se emão pre- maturamente re ignada ,no inlUito de conven er a todo e a si mesma de que não é preciso preocupar-se nem aOigir-se com nada. o fim, os anjos cuidarão de lUdo. FILO OFIAS A TODA PROVA Toda vez que se pegar repelindo ou pensando num provcrbio ou aforismo, faça dua coí a . Em primeIro lugar, observe contra que enlimento de agradável você o e tá usando. oc é capaz de pre tal' atenção ao eu corpo e con cientizar-se do que está sentindo? Em e- gundo lugar, como exercício, imagine uma ituação em que o provérbio não é verdadeiro - uma situação na qual valha seu extremo oposto. Talvez a verdade e tcja no meio-termo. T e im o s ia e R e s is tê n c ia As pe soa do Tipo ave podem aber muito bem que é preci o empenho e atenção para o autodesenvolvimento, para a resolução de problema e para o rela- cionamento significativo com a pe oas. Mas entem " R e s o lv o i so d e p o is ." uma indefimvel he itação, como e fos e nece sário um esforço extraordinário para participar mai plena- mente da própria vida. Tudo parece ser muito compli- cado. Quase todos já nos levantamo da cama onde sonhávamo agradavelmente para enfrentar o de afio que o dia no r ervava. Muita veze temos vontade de des- ligar o despertador para sonhar uns pouco minutos mais. Muitas veze o fazemo - e perdemo a hora. O repre entante upi o do Tipo ave po uem na pique um mecani mo imilar que o leva a adiar o de pertar. Quanto mai pre ionado a de pertar reagir, mai e retraem. orno que- rem cr "deixado em paz", ele apaziguam as p oa, bu cando a paz a qualquer cu to.
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    André fala obrea inutilidade da temativa d d fender-se das t. IgIIH 1,1'id, mãe: Aparentemente, a única coisa que dava prazer à minha mãe era decorar casa. Como é do Tipo Quatro, ela fazia de tudo para personalizar no prosaica casinha de subúrbio, Na hora de decorar o meu quarto, ela tirou todos os meus põsteres e os substituiu por papel de parede em tons pa t I. Senti como se tivesse sido apagado. Por mais que eu detestasse aquilo, bia que ela não mudaria nada e, assim, não me aborreci. Seria perda de t m- po até tentar discutir o caso com ela. Ape ar da tendência a acomodação, a pessoas do Tipo ove têm d nllo dI I uma teimosia e uma re i tência; uma e pécie de de ejo de não se deixar af~lal POI nada que pos a ameaçar sua paz. mbora po sam er vi tas como pa iva'i, ela•..• 11 li I gam uma grande força e determinação - empregadas na tentativa de nao "'1' dI I I abalar. Por trá da calma aparente, es a pessoas ão verdadeiro muros dI 1H"(Ii, além de certo ponto, ela não negociarão. Embora muita dela não queiram deixar-se mudar ou influenCIar P' lo O" tro ,a meno saudávei tampouco querem deixar-se afetar por ua•.•proPll,1 1, ções às coi a , temendo qualquer coi a que possa entornar o caldo. Irollll.1II11111< , i o se aplica não apena à emoçàe negativas, mas também à POslll',I'i 111I podem ver no entu ia mo um verdadeiro de a tre, pois ele pod pr I"dll I (" equilibrio emocional. E tranhamente, por mai de agradávei que sejam a circunstância •..d, "I 1 da, os repre entantes menos audávei deste tipo resistem com toda a fOI pl sibilidade de melhorá-las. ua paciência se transforma em OlUrna resiSll'lH 1,1 I I da é algo que se deve agüentar, não viver nem, muito menos, gozar. O pm ,'1 lIu porventura e permitem ervem para fazê-la e quecer da crescente falta d, 11,I dade interior. Ma as merenda durante a reprises de TV, os papos com O'i.1111 '11 ou a vivência vicária das qualidade que desejam pos uir não contrabalançam 11I11 I ramente a dor de perceber que ua vida estancou. PARE DE ADIAR SUA VIDA Dedique alguns instantes a analisar os diferentes meios de que se vale para adiar participação mais plena em sua própria vida. Quando e como costuma desligar o alann seu despertador interior? Há alguma situação específica que deflagre e e comportamen em casa, no trabalho; determinada pe soas ou circunstâncias? O que é preciso para qu cé desperte?
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    " Q ua n to m a is voei! fa la r n is s o , m e n o p e n s a r e i e m fa z i!-Io ." R a iv a ' Ira R e p r im id a a faixas médio-inferiore ,a pe oa do Tipo ove aparentam nâo ter o ml- nimo traço de agres ividade (ou sequer de de ejo de afirmação). Porém, por trás da fachada de contenta- mento e neutralidade, muitas vezes estão ocultas boas do e de raiva e ressentimento que elas e recusam a admitir ou, muito meno ,enfrentar. A raiva é uma reação instintiva que, e não for a similada, transforma-se por fim em ira. Quando esta não encontra vazão, impede que vário outro forte en- timento - e até a capacidade de amar - e manifestem. Os repre entante típico do Tipo ove temem que, e deixarem a ira vir à tona, obrevenha a perda das dua coisas qu consideram mai importantes na vida: sua paz de e pírito e eus relacio- namentos. a verdade, é justamente o contrário. Uma vez conscientes da ira repri- mida, es a pessoas poderão tran formá-Ia no combu tível de que preci am para sair de sua inércia. As pe soa do Tipo Nove podem ter diversos motivo para entir raiva (ira, negativi mo) e nem todo âo evidente. ubconscientemente, têm raiva por achar que não di põem de "espaço" para ter sua própria vida. Estâo tão ocupadas tentan- do manter a harmonia e apaziguar a todos que acumulam muito re entimento. Além dis o, têm raiva por achar que o outro estão sempre perturbando seu equi- líbrio, tentando forçá-Ias a agir quando ó querem ficar em paz ou lembrando-lhes os problemas que prefeririam e quecer. Por último, têm raiva porque a pe soas po- dem haver abusado ou tirado vantagem de sua passividade - e elas se entiram im- potente para reagir. Ameno audávei dentre e a pe oa tendem ao capachi ,mo, ofrendo passivamente tudo que lhes é ervido. A típica parali am- e empTe que preci am reagir in tintivamente para proteger- e. Ela acham- e incapazes de defender- e adequadamente, falar por i ou agir oportunamente em benefício próprio. A en a- ção de impotência é uma das maiore cau a da ira reprimida. Geralmente pensamo na raiva como algo negativo. Ma o eu lado po itivo e menos compreendido e tá na capacidade de de truir o bloqueio que no prendem a antigo padrões de comportamento. Há um lado salutar na raiva que poderia ser Vocêprecisa treinar ficar à vontade diante da raiva e vê-Ia como uma força a qual tem direito de vivenciar e exercer. Do ponto de vi ta espiritual, a raiva geralmente nos dá a capa- cidade de dizer "não" - de proteger-nos de algo que não queremos na vida. Portanto será útil começar por dizer "não" aquilo que realmente não quer. Se isso o fizer sentir-se culpado ou receoso, apenas observe es a reaçõe e permaneça calmo e centrado. Procure, todavia, dizer nào" nas situações adequadas. Se porventura tiver de errar, que eja por excesso, ao menos durante o período inicial e até habituar- e a fazê-lo normalmente.
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    'I P REAÇÃO AOS T R E O TIPO NOV PA A AO SEIS A BANDEIRA VERM fI tiA PROBLEM AS PARA OTIPONOV e tiverem ofrido uma cri e grave em contar com apoio adequado ou sem outros recur o com que enfrentá-Ia, ou se tiverem sido vítima con tantes de violência e outro abu o na infância, a pe oas do Ti- po ove poderão cruzar o ponto de choque e mergu- lhar nos aspecto não-saudáveis de seu tipo. Por me- nos que queiram, is o poderá forçá-Ias a admitir que os problema e conflito que têm na vida não de aparecerão - e podem, indu ive, star piorando - gra as principalmente à sua falta de iniciativa. Além disso, a realidad po derá obrigá-Ias a enfrentá-lo. (Ape ar da negação, o filho poderá er levado de vol ta para ca a pela polícia, o parceiro com um "leve problema com o álcool" podera '>I'r demitido por ir trabalhar bêbado ou o caro o no eio poderá não desaparecer con- forme o esperado.) e chegarem a e a constatações, poderao dar uma r viravolta na vida: por um lado, podem dar o primeiro pa o rumo a ,>aud c a liberta ão; por outro, po- dem teimar ainda mais em manter a cômoda ilu,>.lOde qu ta tudo bem. ("Por qUl chamado de r a iv a a n ta - a capacidad de fazer as p 's,>oa.,colo .lIl·1l1o IH 110l h.II. e tabelecerem limite e defenderem- e. o ca o do Tipo ov" boa part ' do II.Iha lho de recuperação e tá no contato com a energia refreada e na capacidad de '>111 tir a própria raiva. Como já vimos, as pessoa do Tipo ove tentam lidar com o tre s minimizando a inten idade de eu próprio de ejo e refugiando-se em seu antuário In- terior. Quando i so não é o ba tante para controlar a an iedade, elas passam ao Tipo ei. inve tindo na idéia ou relacionamento que julgam capaze de dar- lhes mais segurança e e tabilidade. Quando a an iedade e preocupaçõe vêm à tona, e a pes oas concentram se inteiramente no trabalho e nos projetos. É como se, após deixar as coi as de la do algum tempo, achas em que é po sível cobrir tudo de uma só vez, entrando nu ma fase de atividade frenética. Ao mesmo tempo, mostram-se muito reativa,> a•.. exigência alheias, tornando-se mais passivo-agressiva e defensivas. uas po itiva •.. "filo ofia de vida" caem por terra, revelando as dúvida e o pessimismo contra Ih quai e vinham defendendo. Além disso - também como as pe soa do Tipo Sei•.• -, quando estres adas, elas podem verbalizar queixas há muito guardadas obre o'" outros e sobre eu quinhão na vida. Embora i o po sa reduzir temporariamenle o stre ss, a vantagem em geral dura pouco porque ela continuam relutando em c1H' gar à origem de sua infelicidade. Se o tre ss e inten ificar, essas pes oa podem IÜI uma mentalidade de "e tado de ítio": u peita paranóide podem de cambar 1.1 pidamente em acusações de culpa aos outro por seus próprios problemas e reaçOl desafiadoras. ua expio õe de raiva e mau humor a deixarão tão urpre as 1.11111 quanto o que a pre enciarem.
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    lodo IllUl1do qlH1 III P 'I turbar?" "Qu,lIlto mai •..vo 'c 1ll~1III I11"'SO, mai long d lomal alguma ini iativa cu vou estar!") e per i til' m n a atitude, e a pessoa ~c arn~cam a ultrapa ar a linha dtvI ána que a epara do iveis não-saudáveis. u comportamento ou o de alguém que você conhece e enquadrarem no que d crevem as advertência abaixo por um período longo - acima de dua ou três se- mana, digamo -, é mai do que recomendável buscar aconselhamento, terapia ou algum outro tipo de apoio. ~ egação de graves prohlema de aúde, financeiros ou pe oai ~ Ob tinação e resi tência acirrada contra qualquer lIpOde auxIlio ~ Amortecimento e repressão da vitalidade e percepção geral ~ ensação de inadequa ão e negligên ia generalizada ~ Dependência de outras pe oa e falta de interesse em evitar er explorada ~ Depre ão crônica e perda da en ação de prazer emocional (anedonia) ~ Extrema di ociação ( en ação de e tal' perdido, confusão, de ligamento profundo) > Embora a verdadeira humildade eja uma ca- racterística louvável, não é ela que você deve cultivar. Aprenda a distinguir entre a autêntica humildade e a tendência a diminuir a si me mo e a ua capacidade. Em outras palavras, lembre-se do Papel ocial de eu tipo - Uma Pe soa Como Todo Mundo - e ob erve quando começa a representá-lo. Você pode sentir-se obrecarregado pelo problema ou achar que tem pouco a oferecer aos demais, mas basta uma rápida olhada na di córdia, na violência e no ofrimento que há no mun- do para ganhar uma tranqüila sabedoria em relação ao que você p o d e fazer. e há uma energia que é neces ária ao re tabelecimento do equilíbrio ne te mundo agita- do, certamente é a tranqüila energia da cura e da concilia ão das pessoas saudáveis do Tipo ove. aiba que, quando e tá realmente em contato con igo mesmo, tem toda a força e capacidade de que precisa em qualquer situação. > Aprenda o valor da palavra não. É natural não querer decepcionar as pes- soas, mas, quando deparar uma proposta que não o deixa à vontade, é melhor dei- xar seus receios claro de de o início do que concordar silenciosamente e arrepen- der-se depois. Além disso, os outros provav Imente se aborrecerão mais se você resistir com agressividade passiva após haver inicialmente concordado com eles. As A D V E R T C L A S POTE CIAL PATOLÓGICO: Di túrbio Di ociativo, E qui- zóide e de Dependência, de- pressão anedônica, negação ex- trema, desper onalização grave c prolongada. PRÁTICAS QUE CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO DO TIPO NOVE
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    REFORÇANDO OS PONT•.• FORTES DO TIPO NOVl Um dos maiores trunfos das pes oas do Tipo 0- ve é a imensa paciência, que muitas vezes se traduz numa atitude que deixa os outros à vontade, permitin- do-lhes de envolver- e à sua própria maneira. a atitude é a mesma do bon pai: ensinam paci ntc- mente novas habilidades aos filhos, enquanto perma- necem a uma di tãncia respeito a porém atenta. E sa paciência encontra seu respaldo na tranquila for 'a e na tremenda r sis- tência caracterí ticas das pessoas do Tipo ove. LIas Ultl"'CgU m manter a calma mesmo nas ocasiõe mais difíceis. É comum relatarclll ~illlaço em que con eguctll pe soa querem saber qual a ua verdadeira opinião ou pr fercncia mc~mo qUI I'S tas lhe pareçam pouco importantes. > Aprenda a reconhecer o que você quer de uma determinada ituaç,lO. maioria das veze ,você e tará tão o upado con iderando as posi õe e opim I·•.•d.ls pes oas que pode acabar e quecendo as uas. Graça a es e hábito, você talvl'z 11.(1 aiba de imediato o que de eja. e necessário, não he ite em pedir à p a~ Ulll in tante para avaliar as op ões. E não hesite em adotar aquela que realmente prrlr re. Lembre- e de que você também tem direito a ter vontades. > Faça como o representante saudá ei do Tipo Três e invista em eu dI envolvimento e no cultivo de seus talentos. Ha muitas forma agradáveis e p rll i tamente válida de pa sar o tempo, distraindo-se ou conversando com os amigo •.. ma procure ter certeza de não estar negligenciando eu próprio de envolvimenlO O inicio pode de pertar muita de uas ansiedades e duvidas em rela ão a i mc •.. mo, mas as recompensas da per istência serão muito maiore e sati fatória . AIl111 di o, inve tindo em i me mo, você não e tará e afastando de ninguém: tod ~ lu- crarão e você e tornar mais forte e pleno. > Ob erve quando, em vez de relacionar-se de fato, está apenas imaginando uma rela ão com alguém. Para a maioria da pessoas, sentar ao eu lado no fa 11 quanto você devaneia com uma viagem ou o ultimo epi ódio de sua novela favoll ta não é a melhor coisa do mundo. e perceb r que está "desaparecendo" diantc d . uma determinada pe oa, pergunte-se se não e tá aborrecido ou inquieto com algu ma coisa que ela fez. Qualquer que eja a situação, falar sobre o problema p dll.1 ajudá-lo a retomar o contato consigo mesmo e com a pe soa. > Aprenda a reconhecer e a similar a raiva. Para a maioria da pe soas do 1I po ove, a raiva é algo muito ameaçador. De todas a emoções, parece er a qUI mais facilmente pode destruir sua paz interior. O entanto, só por meio dela Vlllr terá contato com ua força interior - ela é o combustível que consumirá sua illl'l cia. aturai mente, i o não ignifica que você preci e air gritando com a pe ~oa•.. ou agredindo estranho pela rua, mas sim que, quando entir raiva, não há nada dI' errado em dizer às pessoas que está aborrecido. Aprenda a s e n tir a raiva em seu cor po. Como é es a en ação? Em que parte ela e mo tra com mais força? Familian zando- e com ela enquanto en a ão, você terá menos medo.
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    '('11((" nvai maivisto os no trabalho no relacionam nto , ao modo da fábula da Irbr da tartaruga. Quando audávei ,e as pe oa on eguem trabalhar com l(lnstan ia e per i tência na obtenção de suas meta, geralmente atingindo-a. ua lor 'a d vontade e libera e elas demonstram muita garra e pique, como convém ao IpO qu tá no centro da Tríade do In tinto. ra as ao seu extraordinário equilíbrio interior, o repre entante audávei do Tipo ove ão muito eficientes em épocas de cri e. O pequeno altos e baixo da vida não os dese tabilizam, como tampouco os grande . Quando os grande re- ves e vicis itude deixam a todo an io o ,e a pe soas são como um baluarte de tranqüilidade, seguindo em frente e fazendo a coi a André abe o quanto is o é imple - e difícil: Superar um período de mal-estar e dessensibilização é simples: basta admi- tir para mim mesmo que algo está errado e depois contar como me sinto a alguém em quem confio. O contato com as emoções mais "agitadas" é pe- noso, mas é a maneira de diluí-Ias. Outra estratégia que ajuda é retomar o contato com o corpo fazendo ginástica, massagens etc, Criar um cachorro também tem sido fantástico nesse aspecto: ele é tão "ligado" no momento e exige tanta atenção que é difícil eu conseguir ser um zumbi novamente, A pessoa saudáveis do Tipo ove são extremamente inclusivas em relação •10••d 'mai ,o que constitui um dom especialmente importante na sociedade globa- "z.lda em que vivemos. (I o explica por que as pe oas do Tipo ei - que tendem .10,'r exclusiva e a colocar os outros ou no grupo de "dentro" ou no grupo de "fo- la" - preci am integrar as qualidades do Tipo ove.) Enquanto os representantes lIplCO do Tipo ove vêem o bem no outro Cede ejam fundir-se a eles), os real- mente audáveis vêem também o bem em si mesmos Cede ejam tornar-se mai in- d pendentes e envolvidos com seu mundo). Embora em dúvida queiram ajudar o outros, l,r s s o a s p o d e m s e d a r b e m ." ele não e identificam com o papel do alvador ou Auxiliar. ão valorizados por escutar sem julgar, brin- dando a todos com a liberdade e a dignidade da filo- sofia do "viva e deixe viver". São capazes de perdoar e conceder o benefício da dú- Vida, empre bu cando uma interpretação po itiva da situaçõe. ua capacidade de dar espaço e ouvido ao demais os torna muito olicitado. Além di o, embora po am considerar diver o ponto de vista, ão capazes de tomar atitudes firmes quando nece ário. ua implicidade, objetividade, inocência e falta de malícia co- lo am a pes oa à vontade e fazem-na confiar nele. Para a pe oa audáveis de te tipo, confiitos, ten ões e dissen ões são per- mitido e, inclusive, apreciados. Elas geralmente demonstram capacidade de che- gar a uma nova ínte e que resolva de alguma maneira a contradição ou o confiito. im, podem ser muito criativa, ape ar da tendência à modéstia. Além disso, co - tumam gostar muito da expressão não-verbal- por meio da mú ica, da arte, da pin-
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    A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADEEM ESSÊNCIA O CAMINHO DA INTEGRAÇÃO: O TIPO NOVE PASSA AO '1{ tura ou da dan a. ão pe oas dotadas de muita imaginaçao que go •• tam de (', plu rar o mundo do sonho e dos símbolo. eu pen amento hoitstico, pOISdas qlll' rem manter a ensação de união com o universo. Os mitos ão uma forma de falaI a re peito de grande tema da natureza humana e da ordem moral da i t-nei.1 no fim, tudo é bom e funciona como deve. As pes oas do Tipo ove concretizam eu poten- cial e se mantêm na faixa audável quando aprendem a reconhecer seu valor Essencial, como as que estão na faixa audável do Tipo Trê . Com efeito, ela superam eu Papel ocial- o de Uma Pe oa Como Todo Mun- do - e reconhecem que merecem eu próprio tempo e atenção. Empenham-se em seu de envolvimento e lançam- e ao mundo, mostran do a todo o que têm a oferecer. O maior obstáculo que têm a enfrentar para atualizar seu potencial é a tendên cia à inércia. Quando dão início ao processo de integração, e a pe oa muita ve ze deparam ensações de pe o e sonolência quando tentam fazer algo de bom p I si me mas. Porém, a medida que avan am n se proce o, sua energia aumenta e com ela, eu carisma. Após pa ar a maior parte da vida pen ando que ão invi I vei ,elas urpreendem-se ao constatar que o outros não apenas a escutam, ma •• também bu cam ua opinião. Quando ela reconhecem o próprio valor, os outros também a valorizam mais. Ao reclamar a vitalidade de ua natureza instintiva, ela•• pa sam a infundir energia aos outros. Assim, ao descobrir seu valor e vê-lo refieti do em outras pessoas, elas se urpreendem e deleitam. aturai mente, a integração não significa a imitação das características singula re do Tipo Trê . O ímpeto, a competitividade e a consciência da própria imagem pouco contribuem para a criação da verdadeira auto-e tima - pelo contrário, só er virão para manter as an iedades que e as pessoas nutrem quanto a seu valor e man tê-Ias dis ociadas de sua verdadeira identidade. Porém, à medida que conseguirem encontrar a energia de inve tir em eu próprio de envolvimento, o amor e a força dI' eu coração se tran formarão num invencível fator de cura dentro de seu mundo. Em última análise, as pe soas do Tipo ove as- sumem sua natureza Essencial enfrentando seu Medo Fundamental - o de perder a relação com as coi as e as pessoa - e abandonando a idéia de que sua parti- cipação no mundo não tem importância e de que, por i so, não precisam "aparecer". Ela percebem quc a única maneira de atingir realmente a união e a pl nitude que bu cam é envolven do-se totalmente com o momento pre ente, e não "desaparecendo" na imaginação Mas isso requer que retomem o contato com ua natur za in tintiva e vivenciem di retamente seu lado físico. Isso muitas veze pr SUP( o confronto da raiva e da ira reprimidas, que em geral repre entam uma amC'H,:amilIto grande a ua habitual no
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    W ILLlAM SLOANCOFFIN "Não nos cabe criar a unidade; cabe-nos apenas reconhecê-Ia." ,lOd cu. Mas, quando p 'rmancccm consigo m 'sma ••e con •• gu 'm integra-las, as pes<,oa do ipo ove c me am a vivenciar a c nstan la a tabi1ldad que cm- pr almejaram. Tendo e a for a interior como ba e, la ganham poder indômi- to que e alinha à vontade Divina, como o que se vê em repre entant extraordi- nário de te tipo como Abraham Lincoln e ua Santidade, o Dalai Lama. É o domínio da experiência mortal que a pe- oa do Tipo ove preci am aprender a aceitar e abra- çar, a fim de atingir a verdadeira plenitude e união. Embora haja muitos aspectos da realidade que estão além do mundo manifesto, não concretizamo no o potencial n e g a n d o esse mundo. Em outra palavra, não con eguiremo nunca tran cender realmente a condição humana: só abraçan- do-a inteiramente e que chegaremo a plenitude de no a verdadeira natureza. Quando re onhecem e aceitam essa verdade, a pes oas do Tipo ove tornam- e extremamente independente e donas de si. Ela aprendem a impor- e com maior de envoltura e a vivenciar uma maior paz, equanimidade e contentamento. O do- mlOio de si me mas lhe permite estabelecer relacionamento profundamente gra- tificantes, pois elas e tão realmente em contato con igo - ão viva, de perta ,aler- ta e exuberante, tornando- e pe oa dinãmica e cheia de alegria, que trabalham para curar eu mundo e promover a paz. Longe de reprimir- e ou mo trar- e indiferente, e as pessoas de cobrem o quanto é bom e tar pre entes para a vida, conforme observa Red: Sei exatamente o que preciso dizer e fazer e tenho a força e a coragem de fazê-lo. Parei de querer agradar às pessoas e passei a agradar a mim mes- mo. Por mais estranho que pareça, esse esforço para satisfazer minhas pró- prias necessidades muitas vezes satisfaz as de todos, como se, concentran- do-me nas minhas, eu pudesse antever as do grupo. W ILLA CATHER "Felicidade: dissolver-se em al- go grande e completo." A MANIFESTAÇÃO DA ESSÊNCIA As pe oas do Tipo ove relembram a qualidade Essencial da plenitude e completude. Ela relembram a interliga ão de toda a coi a , abendo que nada no universo está separado do re to da coi a exi tente. E e conhecimento traz muita paz de e pírito, e a mi - ão do Tipo ave é, do ponto de vi ta da E ência, ser um lembrete vivo da unida- de subjacente de no sa verdadeira natureza. Quando se libertam, e sa pes oas tornam- e inteiramente presente e cons- ciente da plenitude e da unidade da exi tên ia, ao tempo em que mantêm sua no- ção de individualidade. Ameno audávei têm a capacidade de perceber algumas das ilimitadas qualidade da realidade, ma tendem a perder-se e confundir- e com
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    flPO NO V oambiente em que vivem. Já as que e libertam não se perdem ne e "'lado IIlIII em fanta ia ideali ta ; elas vêem como o bem e o mal estão junto ("Dcus m.lIlll. a chuva tanto para os justo quanto para os injustos") e aceitam a paradoxalulll. 1 de opostos - aceitam que o prazer e a dor, a tri teza e a felicidade, a aúde e a dmll ça, a união e a perda, o bem e o mal, a vida e a morte, a clareza e o mi tério, a p, e a ansiedade estão inextricavelmente ligados. E a é uma conclu ão a que Martin, um con ultor de mercado, he '1111 ozinho: Quando minha mulher morreu o ano passado, fiquei arrasado até perceber que sua vida e sua morte eram parte de um evento maior. Talvez seja uma coisa que eu não entenda, mas parece ser uma peça pertencente a um con- junto maior. Quando aceitei a plenitude da vida dela, sua morte tornou-se apenas uma parte do todo maior, e eu consegui aceitá-Ia. Outra qualidade Essencial do Tipo ove é aquela que O car lchazo denollll nou "Amor anto". Cumpre, porém, entendê-lo adequadamente: o amor Es em 1.11 a que no referimos é uma característica dinâmica do er que Oui, transforma e rom pe todas a barreira que encontra. Ele supera qualquer sen ação de eparação e i•• o lamento dentro dos limites do ego, problemas que a olam a Tríade do Instinto I por is o que o verdadeiro amor amedronta - ele traz con igo a dissolu ão do 1Iml- tes e a morte do ego. o entanto, quando no rendemos à a âo do Amor anto,!l' tomamos o contato com o oceano do er e percebemos que, no fundo do coraçao. omos e se Amor. omos es a infinita, dinâmica e transformadora Pre en a de COIl" ciência amorosa, e as im empre foi. Some os pontos da quinze afirmaçõcs para o Tipo ave. Ore ultado estará cntre 15 e 75. As in truçõe ao lado o ajudarão a descobrir ou confirmar Clt tipo de personalidadc. ~ 15 ocê provavelmente não pertence a um do tipo retraldo (Quatro, in- ca e ave). ~ 15-30 Vo ê provavelmente não pertence ao Tipo ave. ~ 30-45 . muito provável que você tenha pro- blema comun ao Tipo ove ou que um de eu pai eja do Tipo ove. ~ 45-60 É muito provável que voce tenha al- gum componente do Tipo ovc. ~ 60-75 É muito provável que von pertença ao Tipo ave (ma ainda podem pcr- tencer a outro e tiver lima l'olll'l'pçao dema iado limitada dr"'[( I1pO). As p e s s o a s d o I i/m o v e c o s tu m a m id e n tific a r -s e e r r o n e a m e n te ((11I11I p e r te n c e n te s a o T ip o D o is , Cinw o u Q u a tr o . As c1 m T ip o e is , D oÍ I' e te co tu m a m id e n tific a r -s e e r r o n e a m e n te ((11I11I pertencente a o T ip o ove.
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    C A PíT U LO 1 6 o ENEAGRAMA E A PRÁTICA ESPIRITUAL EM SI, o Eneagrama não é um caminho espiritual. Ele é, im, um instrumento ex- cepcional, além de um grande auxilio, qualquer que seja o caminho que estejamo e- guindo. Todavia, a percep ão que ele no po ibilita deve er combinada a algum tipo de prálica diária. A pralica aplica a informação fornecida pelo Eneagrama à experiên- cia do dia-a-dia e ajuda-no a retornar a verdades fundamemai que ele nos revela. combinação enlre o conhecimemo provenienle do Eneagrama e a prálica e - pirilual con i te em: ~ Toma r- e pre ente e con cienle o máximo po ivel ao longo do dia ~ Ver a per onalidade em ação ~ ão agir a partir de eu impulsos E e trê elemento ubjazem a toda adernai ferramenlas e prática que in- legram este livro. empre que nos con cientizarmo da ação de uma determinada fa- ceta de nossa per onalidade, podemo lembrar de re pirar fundo e relaxar o mai que pudermo . Ao mesmo lempo, devemos continuar a ob ervar e conter os impul o até que algo se altere e nosso eSlado mude. A análi e do que observarmos não im- porta lamo quanlo a con cienLização, o relaxamento do orpo e a não-atua ão. Ainda que não seja em si me mo um caminho e piritual completo, o Eneagra- ma oferece grande revelaçõe a qualquer pe oa que e teja trilhando o caminho da lerapia ou o do e pirito. O insights obre a natureza humana que ele propicia - prin- cipalmente quando se leva em conta a especificidade do Ivei de De envolvimen- lO- ão tão "na mo ca" que dificilmente deixarão de funcionar como catali adore de no o crescimento.
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    DOGEN JOSEPH CAMPBELL Em primeirolugar, devemo perguntar-no e es a prática contribui para tornar-no mai con cien- te , de perto e abertos para a vida ou e, na verdade, está servindo apena para re paldar a mai caras - e me mo negativa - ilusõe a no o próprio re peito. Ela propicia o cultivo da Pre ença e fri a a importân- cia de no o contato com a vida aqui e agora? Em egundo, devemos perguntar-no e ela no ampara na explora ão de certa limitaçõe e faceta in- cômoda de nos a personalidade. ão ão pouco os caminho que oferecem uma e pécie de "glamour e piritual", incutindo no adeptos a ideia de que ão, de algu- ma forma, di tinto do re to da humanidade (ou eja, melhore) e acenando com a prome a de grandio o poderes có micos em pouco tempo. Embora empre se po _ sam atingir podere extraordinários, ele geralmente ão mai um de vio que uma marca de autêntica realização. (Por outro lado, é provável que qualquer caminho que no culpe ou julgue constantemente também eja de equilibrado.) Em terceiro, devemo perguntar-no e e e caminho nos encoraja a pen ar por nó me mo . O crescimento vem do de ejo de ver mai a fundo não Ó a no a natureza, como também a da realidade. A re po tas prontas de guru ou doutrina retrógrada de e timulam e e proce o. Tai "re posta " podem acalmar-no tran- itoriamente a per onalidade, encobrindo a ferida e an iedade mais profunda , ma ua limitação em geral se revela a im que urge uma cri e de verdade. om efeito, a vida é no a maior me lra. Tudo que fizermo pode er in truti- vo, e tejamos trabalhando, conversando com o parcei- ro ou dirigindo o carro. e estivermos pre entes para nos as experiências, as impressões de no sas ativida- des terão vida e fre cor, pos ibilitando-nos empre aprender alguma coisa nova. Porém, e não estiver- mo pre entes, o momentos erão iguais un aos ou- tro , e nada da riqueza da vida no tocará. ão há uma prática espiritual ou técnica p ico- lógica que eja empre certa para todo. os o dife- rente e tado e siluaçõe co tumam exigir diferente opções. As vezes, temo a mente e o coração tranqüilos, podendo facilmente dedicar-no a meditação, con- A grande religiões do mundo deram-nos um sem-número de prática que vi- sam a tran formação pe soai; o mesmo fizeram a moderna p icologia, o movimen- to de auto-ajuda e os pen adores e pirituai contemporâneos. Independentemente da prática que e colhermos - seja ela a medita ão, a oração, a yoga, a leitura de li- vro in piradores ou qualquer outra -, há três critérios para avaliar ua utilidade do ponto de vi ta da transformação. A ESCOLHA DE UMA PRÁTICA "Um dos problemas que en- frentamos na atualidade é a falta de familiaridade com a literatura sobre o espírito. Estamos interes- sados nos fatos do dia e nos pro- blemas do momento." "A meditação não é um cami- lho para a iluminação nem um nétodo para atingir nada especí- ico - é a própria paz e a própria >em-aventurança."
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    BUDA GANDHI JESUS DE NAZAR. "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." "A liberdade interior não é guiada por nossos esforços; ela vem da visão do que é verdadeiro." "A prece não é divertimento d senhoras idosas. Quando ade- quadamente compreendida e usada, ela é o mais potente do instrumentos de ação." e qui ermo utilizar o Eneagrama em no a jornada de autodescoberta, pre- cisaremos de algo além de mformações intere antes sobre os nove tipo. E e verdadeiro mapa da alma só pode tornar-se util quando o aliamo a outro ingre- diente -chave. Para tanto, sugerimos ete in trumento que con ideramo indis- pensáveis à jornada espiritual. 1. Bu ca da Verdade. e estivermo realmente interessados na tran forma- ão, não há nada mai importante que cultivar o amor da verdade. A busca da verdade implica a curiosidade em relação ao que ocorre dentro de nó e ao nos o re- dor, O inconformi mo diante da respo ta automática que a per onalidade no empurra. e no ob ervarmo , veremo que muita das explicações batidas que nos damos por no o comportamento ou pelo ato alheio são uma forma de re istência. Elas representam um meio de evitar er melhor no so e tado atual. ma res- o SETE INSTRUMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO templação ou visualização. Em outros momentos, estamo can ado nao cons '. guimos meditar. es e caso, talvez a oração, a música ou a meditação peripat·tica ejam mais recomendáveis. o o tipo e pecífico provavelmente também inOuenciará nas prática que 5- colhermo. O tipo retraído (Quatro, Cinco e ove), por exemplo, que não têm muito contato com o próprio corpo, e beneficiarão muito optando pela meditação peripatética,yoga, alongamento ou me mo jogging. Porém, como normalmente pre- ferem práticas mai edentárias, as pessoa de e tipo co tumam justificar- e ale- gando que e a abordagens não contam. o caso do tipo a ertivos - Trê, ete e Oito -, embora pos a não corresponder à sua idéia de prá- tica e piritual, o contato com o coração por meio da meditação e do ato de caridade é de valor inestimá- vel. Além dis o, eus repre entantes - voltado para a ação - podem achar que a meditação é imple mente "ficar sentado em fazer nada". Já o tipo aquie centes - Um, Dois e Seis - podem não achar que participar de um retiro de ilêncio ou tomar uma massagem seja e piritual. Para eles, tão mo- vidos pela consciên ia do dever como são, a contemplação parece o opo to da de- vida preocupação com o bem-e tar alheio. o entanto, tudo que eja feito com aten- ção pode tornar- e a ba e da prática espiritual e no centrar no corpo, no acalmar a mente e nos abrir o coração. As prática e abordagen que de crevemo em egui- da ajudam-no a encontrar em nós mesmo o equihbrio.
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    MARIANNE WllLlAMSON "Quando perguntarama Mi- helângelo como criava uma es- ultura, ele disse que a estátua já )(istia dentro do mármore (00.). m sua opinião, cabia-lhe apenas ~tirar o excesso que recobria a riação de Deus. O mesmo acontece com você. eu eu perfeito não precisa ser riado, pois Deus já o criou (00.). abe-Ihe apenas deixar que o Es- frito Santo remova o terrfvel mo- o de raciocinar que recobre seu J perfeito." po'>la batida pod' s r,pOI cmplo: "Estou COIllIlluita raiva d m u pai". Mas a v'r- dade mais profunda pode er:" u adoro m u pai e quero de esperadament r ama- do por ele". Ambo os níveis de verdade aí podem ser difíceis de aceitar para no a p r onalidade. Poderíamos precisar de muito tempo para admitir que estamos com raiva do pai - e mais tempo ainda para reconhecer o amor por trás da raiva. A medida que aceitamos o que é real no momento presente, tornamo-nos mais capazes de aceitar tudo que possa urgir, pois sabemos que não somos apena isso. A verdade abrange tanto as nos as rea ões de temor quanto os maiores recursos de que dispomo na alma. Se no sas rea õe automáticas nos desviam de no a busca da verdade, o reconhecimento de ua existência no aproxima dela. Quando nos di - pomos a aceitar toda a verdade - seja ela qual for -. dispomos de mais recurso in- teriore para lidar com as situações que enfrentamo. 2." ão fazer." O processo de transforma ão às veze no parece paradoxal porque falamos tanto de luta e esfor o quanto de permitir, aceitar, renunciar. A resolu ão dessa aparente opo i ão está no conceito de "não fazer". Quando o entendemos, vemos que a ver- dadeira luta é relaxar até con eguir obter uma maior percep ão, de maneira a detectar as manifestações da personalidade. Não agindo conforme no so impulsos automáticos nem os suprimindo, come amos a com- preender o que os provoca. (Um exemplo está na hi - tória que Don conta no Prefácio.) ão agindo confor- me ditam o impul o ,criamo abertura atravé da quais conseguimos vi lumbrar o que realmente esta- mo querendo fazer. Essas revela õe tornam-se mui- tas veze liçõe de grande importãncia para nó . 3. A Disposição para a Abertura. Uma da prin- cipai funçõe da personalidade é separar-no de vá- rio a pecto de no sa verdadeira natureza. Ela no faz limitar a experiência do eu, bloqueando o acesso à con ciência de todas a faceta que não e encaixam em no - sa auto-imagem. Relaxando o corpo, ilenciando a tagarelice da mente e deixando ~ue o coração se torne mais en ível à ituação, abrimo-nos ju tamente para a qua- lidades e os recur o interiores que mais no ajudam acre cer. ada momento tem a po sibilidade de no dar prazer, no alimentar, no ampa- rar - e e tivermo aqui para percebê-lo. A vida é uma grande dádiva, mas a maioria de nós a deixa e capar porque prefere assistir ao filme da vida, projetado dentro da ca- beça de cada um. À medida que aprendemos a confiar no momento e a valorizar a per- cep ão, aprendemo também a desligar o projetor desse filme e a viver uma vida mui- to mai interessante - uma vida na qual os protagonista realmente somos nós. 4. A Busca do Apoio Adequado. Quanto mais apoio tivermos em nosso Traba- lho Interior, mais fácil será o processo. e vivermos ou trabalharmos em ambientes inadequados, o Trabalho Interior não será impossível, mas será mais difícil. A maio-
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    o GEORGE lEONARD SHEIKTOSUN BAYRAK Al-JERRAHIAl-HAlVETI "No fundo, a maestria é práti- ca. A maestria é permanecer no caminho." "Cada objeto manifesta algum poder de Alá. Seu júbilo e Sua ira, Seu amor e Sua magnificência emanam por meio dos objetos. por isso que somos atrafdos ou repelidos. Tais manifestações não terão fim enquanto o processo da criação existir." ria não pode abandonar o emprego nem a família assim tão facilmente, me mo qu e teja tendo problemas com eles. O que normalmente podemos fazer é procurar pe - soas que nos estimulem e funcionem como testemunhas de nosso crescimento. Além disso, podemos participar de grupos, workshops e situações que fomentem nosso de- senvolvimento. A busca de apoio, além disso, permite que programemos nossos ho- rários de modo a deixar tempo para as práticas que alimentam a alma. 5. Aprender com Todas as Coisas. Uma vez en- volvidos com o processo de transformação, com- preendemos que tudo que ocorre no momento pre en- te é o que preci amo enfrentar de imediato. E tudo o que nos surge na mente e no coração é a matéria-pri- ma que podemos usar para o crescimento. É muito comum a tendência a abandonar aquilo que de fato te- mos diante de nós em favor da imaginação. Começa- mos então a idealizar ou dramatizar a situação, justi- ficando-nos ou até fugindo para a "e piritualidade". Se permanecermos com a vivência real de nós mesmos e da itua ão, saberemos exatamente o que precisa- mos saber para crescer. 6. Cultivar um Verdadeiro Amor do Eu. Já se disse muitas vezes que não po- demos amar aos outros se não amarmos a nós me mo . Mas o que quer dizer isso? Geralmente pensamos que tenha algo que ver com a obtenção de auto-e tima ou de guloseimas emocionais para compensar nossa sensação de carência. Talvez, mas um dos aspectos fundamentais do amor maduro que se tem por si mesmo é a preocu- pação em não evitar a dor e o sofrimento que possa haver na real situação de vida de cada um. Assim não se pode crescer. Precisamos amar-nos o bastante para não nos abandonarmos - e nós nos abandonamos quando não estamos plenamente pre- sentes na vida. Quando nos deixamos levar pelas preocupações, fantasias, tensões e ansiedades, dissociamo-nos do corpo, dos sentimentos e, em última análise, de nossa verdadeira natureza. Além disso, o verdadeiro amor do eu acarreta uma profunda aceitação de si mesmo - um retorno à Presença e uma adaptação a si próprio como realmente se é, sem tentar mudar o que se vive. Para tanto, vale também buscar a companhia de pessoas que tenham em si um pouco dessa qualidade. 7. A Adoção de Uma Prática. A maioria do en- sinamentos espirituais frisa a importância de algum ti- po de prática, seja ela a meditação, a prece, a yoga, o relaxamento ou o movimento. O importante é reser- var algum tempo diariamente para restabelecer o con- tato mais profundo com a nossa verdadeira natureza. A prática regular (juntamente com a participação em algum grupo) serve para lembrar-nos sempre do quanto estamos hipnotizados pe- la personalidade. A prática espiritual interfere com os hábitos mais arraigados e dá-
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    nos a oporlunidad. de dcsp 'rlar cada vez mais I' )r m<lls t mI'O de nosso tran Por fim, 'ompr ender mo que apr ndemo algo novo cada vez qu no dedicamo a no a práti a - e que perdemos uma oportunidade de deixar que a vida e tran - forme cada vez que no afastamos dela. Um dos maiores obstáculos à prática regular está na expectativa de chegar a um determinado resultado. Ironicamente, esse obstáculo se torna um problema principalmente quando a prática nos leva a bons avanços. A personalidade e apo- dera deles e tenta recriá-los a seu bel-prazer. Acontece que isso não é possível, pois os avanços só se verificam quando e tamos inteiramente aberto para o momento presente. Quando come amos a prevê-lo e a contar com sua ocorrência, afastamos sua po ibilidade. e e momento, receberemos uma nova dádiva ou seremo ca- pazes de vislumbrar algo novo - que, muito provavelmente, não será em nada pa- recido ao que con eguimo na emana anterior. Além di o, a personalidade pode usar esses avanço para justificar a interrup ão da prática, dizendo: "Genial! Como você avançou! Agora já 'fixou' o que precisava e não precisa continuar". Além da prática diária, a própria vida no dá muitas oportunidades de ver a per onalidade em ação, permitindo que a nos a natureza es encial venha à tona e a transforme. Ma não basta pen ar na tran formação nem falar ou ler obre ela. A procra tinação é uma das grande defe a do ego. A unica hora de u ar os instru- mento da tran formação é agora. Se levarmos a sério o trilhar de um caminho espiritual, preci amos imbuir-nos das ver- dades que compreendemos a cada dia - de fato. a cada momento de cada dia. Precisamos aprender a "seguir nosso caminho" em todas as áreas da vida. Porém como devemos fazê-lo? Como todo mundo (principalmente no início do Trabalho), estamos cheio de maus háhitos, antigas feridas e problemas malre olvidos. Apenas a intenção de trilhar um caminho espiri- tual não será o bastante. Devido a esse problema, os mestres espirituais vêm apre entando diretrizes aos seus se- guidores ao longo da História. Buda recomendou que as pessoa segui em aquilo que e co- nhece omo o "Caminho Óctuplo": Compreensão Correta, Pensamentos orretos, Falar or- reto, Ação Correta, ustento Correto, Esforço Correto, Ob ervação Correta e Concentração orreta. Moisés apresentou os Dez mandamentos para que o povo judeu vivesse conforme a vontade de Deus. Cri to corroborou os Dez Mandamentos, ma exigiu a seus seguidores que cumprissem seus dois mandamentos bá icos: "Ama a Deus obre toda as coisas e a teu pró- ximo como a ti me mo". Já que não tem nenhum caráter confessional, o Eneagrama não im- plica a obediência a mandamentos teístas nem a codigos de ética espeCíficos. Entretanto, a questão permanece. "O que queremo dizer quando dizemos estar num caminho espiritual?" Es reva acerca do que es a questão representa para você em seu Diario do Trabalho In- terior. Qual é o seu "mínimo nível de dedicação diária" para que o seu trabalho e piritual efe- tivamente funcione? Quais os seus ideai pessoais no que se refere a e sa questão? Honesta- mente, o que você exige de i me mo? Com que você realmente se compromete quando "segue o caminho" da transformação e da libertação?
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    GURDJllI I "Um dosmeios que mai fun cionam para despertar o d s jn de trabalhar em você mesmo perceber que pode morrer a qu ,I quer momento." "Tiver atingido integridade e equilíbriO perfeito. não cometer mais erros e estiver COIll minha vida organizada. Quando tiver atingido a perfeição, eu o farei." 2 "For amado incondicionalmente e sentir esse amor. Quando a pessoas derem valor a meu afeto e aos meus sacrifício e quando atenderem a todas as minhas necessidad emocionais. eu o farei." 7 "Estiver inteiramente feliz e realizado, certo de haver de coberto o que devo fazer de n1l nha vida. Quando estiver inteiramente ati feito, eu o farei." 8 "for inteiramente independente e não tiver de recorrer a ninguém para nada. Quand estiver no controle de tudo e quando minha vontade for sempre obedecida, eu o faret 9 "Estiver totalmente em paz, sem conOitos nem problemas. Quando nada no mundo n1l aOigirou incomodar e quando todos os meus conhecido estiverem felizes e em paz, cu o farei." Uma das desculpas mais comuns entre as pessoa que empreendem essa jor nada é não ter pique suficiente para cuidar da vida e dedicar-se a um trabalho d' transformação ao mesmo tempo. Ora, na verdade nós temos mais energia do qu precisamos para tran formar nossa vida a cada dia, só que em 98% dos casos a empregamo em tensões, rea- ções emocionais que nada têm a ver com o que de fa- to está acontecendo, devaneios e tagarelice mental. O fato é que es a energia pode ser canalizada para duas coisa: a manutenção das estruturas da personalidade ou o desenvolvimento e o cre cimento, se deixarmos de identificar-nos com es as e truturas. Quando che- gamos a essa conclusão por experiência própria, com- 3 "Tiver realizado o ba tante para sentir-me bem-sucedido e valoro o. Quando tiver IOd., a atenção e admiração que desejo e quando sentir que alcan ei de taque, eu o farei." 4 "Tiver resolvido todos os meus problemas afetivos e de coberto o quanto a minha p soa realmente importa. Quando for completamente livre para expressar todos os m u sentimentos a quem e quando cu quiser, eu o farei." 5 "entir-me inteiramente confiante e capaz de lidar com o mundo. Quando tiver apf('1I dido e dominado completamente tudo que devo aber, eu o farei." 6 "Tiver apoio uficiente para sentir-me inteiramente seguro e estabilizado. Quando toda as áreas de minha vida estiverem administradas e nada puder pegar-me de surpresa, U o farei." Desculpas e Mais Desculpas
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    2 Auto-respeito 3 Autenticidade AÇOEDA PRATICA Vitalidade 9 A COMPE PIt'l'lIdl'IllO'" a IIl·cl'•..•.. idadt· dl' ti tal lIos•.. a COlllahan aria spiritual, mant ndo algu- Illa r •..'rva de força vital para dar n ejo a tran forma ão. utra da principai de culpa para adiar o trabalho interior se deve ao fato de a per onalidade no impor toda sorte de "condições" e "requisitos" que interfe- rem com a prática regular. ("Vou levar a meditação a sério assim que re olver todo os demai problemas de minha vida, quando a temperatura estiver perfeita, quan- do houver silêncio total e quando todo mundo me deixar em paz.") As condições e os requisitos são apenas uma forma de procrastinação espiri- tual. Se dermos ouvidos a essa voz interior, talvez tenhamos pela frente uma lon- ga espera, pois as circun tância jamais serão ideais. Por mais que quisés emos, não poderíamos contrblar todas as situa õe externas da vida. Porém há uma coisa que podemos fazer: comparecer com Presen a e percep ão - justamente aquilo que temos mais resistência em fazer. onforme você provavelmente sabe, a maioria de nossas condições à Presen a jamais serão atendidas, pelo meno não como desejamo . A ironia é que, quando de fato e tamo pre ente, encontramo todas as qualidades que estávamos procurando. Isso é porque elas fazem parte do mundo da Essên- cia, e não da personalidade - e a Essên- cia só pode ser vivenciada quando nos colocamos no momento presente. Finalmente, muitos de nós resistimos a uma maior abertura para a vida por- que receamos que, se nos tomarmos dema iado saudáveis, as pessoas não saberão o quanto nos magoaram. e nos tornarmos saudáveis, não podemos continuar a punir nos os pais (nem outras figuras importantes de nosso pas ado) por haver-nos feito sofrer. Quando sentimo raiva do pai, da mãe ou do parceiro, acabamos comendo demai , bebendo além da conta ou fumando para mo trar-lhe o quanto estamos in- felizes. e deixarmos que es es sentimentos orientem nossos atos, con eguiremo apena fazer mal a nós mesmos. a li d e z 7 As "Compensações" da Prática As qualidades listadas em torno do Eneagrama que vemos nesta página estão entre as mais importantes compensações, digamos assim, do trabalho que fizermo por nós. O ego não é, por natureza, dotado de nenhuma dessas qualidades (ou "vir- tude ", em termos mais tradicionais). Elas representam, com efeito, o contrário da- quilo que normalmente somos quando nos identificamos com a personalidade. Mas
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    U tNtAlJKAMA ~A t"KA II A t:""'I~11 U I" .,. JACK KORNFIIIII "Há muitas áreas d (tI II mento (fracasso e outros r1l'~( cios inacabados, comunicaç.1O relacionamentos maduros, xualidade e intimidade, carr 'Ir.1 I êxito no trabalho, certos m di fobias, feridas antigas e mais) UII de a boa terapia ocidental 01110 um todo é mais rápida e m.1I bem-sucedida do que a medlt.1 ção. Esses aspectos cruciaiS do seu ser não podem ser só d 'SI II tos como 'natureza da per OIl.rl dade'. Freud disse que ele qu '11 ajudar as pessoas a amar e 11.' balhar. Se você não pode m.1 bem e dar uma contribuiçao I ' nificativa à Terra, então para <]1 serve seu trabalho espiritu I? 1 meditação pode ajudar n S .1 áreas. Mas se, depois de wt.1I por alguns momentos, você di' cobrir que ainda tem trabalho fazer, encontre um bom ter pl'lI ta e alguns outros caminho p 11 comunicar efetivamente es tI sultados." Se abusannos de medicamentos, álcool ou drogas, o trabalho de transformação que vimos discutindo não será possível. e tivermo alguma dependência, preci- samos voltar à "sobriedade" se quisermos aprofundar o questionamento a respeito de nossa verdadeira na- tureza. Se dificultarmos o funcionamento do organis- mo, seja por excesso ou carência, será praticamente impossível cultivar a sensibilidade e a atenção neces- sária à lucidez de nossa auto-observação. Felizmente, dispomos de muitos recursos para romper com as dependências, entre os quai e incluem livros, worhshops, grupos de apoio, terapia e até interna- mento. O Eneagrama não pretende substituir nenhum des es recursos. Porém, quando u ado em conjunção com eles, pode ser de grande utilidade na compreensão das origens de um padrão de dependência. Os nove tipos podem criar dependências e co-depen- dências. Entretanto, como se verificam entre eles determinadas tendências, apresen tamos as correlações a seguir como ponto de partida. Elas não pretendem ser exten sivas nem representar uma discussão exaustiva des e complexo problema. (Voc' será suscetível, além dis o, às dependências e aos distúrbios alimentares mostrado,> no quadro da página 362 conforme o tipo que se encontra na Direção de Desint gração, ou stress, do seu.) Como Enfrentar as Dependências quando aprendemos a estar presentes para os blo- queios à nossa Essência, essas qualidades come am a emergir espontaneamente, tornando-se disponívei para nós à medida que necessitamos delas - o ego não influi em seu surgimento. ão precisamos (e, na ver- dade, não podemo ) fazer nada, a não er observar o que impede que isso ocorra. TRABALHO COM O SUPEREGO O superego é a voz interior que está sempre nos censurando por não agir conforme certos padrões ou recompensar o ego quando atendemo às suas exigên- cias. Quando obedecemos ao superego, ele nos dá ta- "O impressionante é que nú realmente amamos o próximo co mo a nós mesmos: fazemos ,l outros aquilo que fazemos a nÓ Nós os odiamos quando no odiamos. Nós somos toleranll com eles quando toleramos a n mesmos." ERIC HO Fll
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    A DEPE DCIA E DISTÚRBIOS ALlME TARES DOS TIPOS 3 Ênfase excessiva no corpo com vistas ao reconhecimento. Exerclcio fi icos até a exau - tão. Dieta de fome VIcio em trabalho. Ingestão e Tessiva de café, e timulante ,anfeta- mmas, cocama ou esteróides ou excesso de cirurgia' pIá tica para melhoria cosmética. Exces o de dietas, vitaminas e técnicas de depuração (jejum, comprimidos dietético e enemas) Alimcntação insuficiente com vistas ao autocontrole: em ca os extremo ,ano- rexia e buli mia Alcool para alIVIOda ten ão. 2 Excesso de alimentos e medicamentos não sujeitos a receitas médicas. Farras, principal- mente de doces e carboidratos. uperalimentação para compensar "carências afetivas". Hipocondria para provocar reaçõe solidárias. 4 Exce o de doces e gordura . U o de álcool para alterar o humor, facilitar o entrosamen- to social c ohter alivio emocional. Falta de atividade física. Bulimia. Calmantes. Tabaco, medicamentos ou heroína contra a ansiedade social. Cirurgia plástica para remoção de traços indesejáveis. 5 Maus hahitos no comer e no dormir graças a mmimização das necessidades. De leixo com a higien e a nutrição. ralta de atiVIdade fI ica. P Icotróplcos para fuga e estllllula- çào mental; nan:otlco e alcool para a anSiedade. pinhas nas tostas, dlz( ndo: "Bom m 'nino!/Boa menina! Era is o mesmo que tinha de faz 'r!" Ma , quando fazemo algo que o uper o reprova, ele n condena - e sempr na primeira pe soa. ("Mas o que fui fazer? Já imagino o que a pe oa vão pen ar de mim agora!" " e tentar de novo, certamente vou falhar mai uma vez.") e refizermo essa crítica ub tituindo "eu" por "você", reconheceremo nela a palavra ri pida que no foram dirigidas pela primeira vez na infância. Com efei- 6 RIgidez na dieta provoca desequilíhrios nutricionais. (" ão gosto de verduras.") Exces- o de trabalho. afeína e anfetaminas para estimulação, mas também álcool e calmantes para amortecer a ansiedade. Maior suscetibilidade ao alcoolismo que os demais tipos. 7 O tipO maIs propenso a criar dependência: e timulantes (cafema, coca ma e anfetami- nas), [cstas}", psicotrópicos, narcóticos e álcool. Tendência a evitar outras ub tãncia calmante. De ga te fí ico no intuito de "ficar lIgado". Exce o de cirurgia pIá tiea , analgésico . 9 Exce o ou carência na alimentação devido à falta de con ciência de i e a repre ão da raiva. ralta de atividade fi ica. U o de calmantes e p icotrópi o ,álcool, maconha e nar- cóticos para aliviar a solidão e a an iedade. 8 eglig ncia de problemas e necessidades físicas; propensão a evitar visita ao médico e exames de rotina. Exeesso de gorduras, álcool e tabaco, associado a desgaste físico, po- dendo acarretar estafas, doenças cardíacas e derrame cerebrais. Os problemas relacio- nados a questão do controle a sumem importãncia central, embora haja possibilidade de dependência de álcool e narcóticos.
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    o ConLradiçao Parece razoável, mascomo aber o que c "certo"? Sl'U drõe ão objetivo ou ubjetivos? De onde vêm l'ss.IS ui A pes oas do Tipo m lutam para er boa , mas j.UH.IISlOIl eguem er boas o ba tante para eu uperego. Por que seu valor depende do amor de algu m e com teza de que é amado? Mesmo que não o seja, o que t ver com você? As pessoas do Tipo Dois lutam para mar dos outros, mas ainda assim sentem-se pouco a O que o faz pensar que uma determinada atividade aumllll eu valor? Por que preci a fazer alguma coisa para sentlr- l I loro o? Quanto preci a realizar para i o? As pe oas do 1II I Trê co tumam fazer uces o, ma entir- e vazias por dcnlTII "O que significa ser fiel a si mesmo"? Qual é o eu ao q guma outra parte é "fiel"? Significa apegar-se a velhas e sentimentos? As pessoas do Tipo Quatro esforçam por ser únicas que acabam descartando muita das opç a vida lhe dá. orno você sabe que atingiu o dom mio completo de alguma lUl sa? Quand é que e chega ao fim de processo? Qual a rda II entre ua área e sua verdadeiras nec idades? As pessoas do 1I po inca concentram- e ano e ano em aprender o maximo I bre um determinado assunto e continuam em autoconfian Como voc espera poder cobrir todas as frentes? ua e preocupação o tornam mais seguro? Você realment importante fazer o que esperam que faça? As pesso d -eis lutam tanto pela segurança e, no entanto, sentem da ansiosas e receosas. Você sabe a diferença entre uma necessidade e uma vontadc7 cé c sentiria bem se uma dcterminada nec Idade sua não fll e satisfeita? .csse caso, ela é mesmo uma neces idade? s pr oas do Tipo Sete procuram aquilo que crêem que lhes trar sati fação, ma continuam e entlndo insati feitas e frustra Como você sabe que está sendo forte e que está protegido quanto controle precisa? ua motivação para dominar rea te aumenta seu bem-estar? As pe oas do Tipo Oito que da vez mais controle e, apesar disso, não se sentem segu O que você pode fazer para que o outro fiquem bem? om pode ter certeza de que todo realmente e tão bem? Por qu eu bem-estar depende antes do bem-estar e da felicidade d outro? orno i o é impo Ivel, a pe oa do Tipo o "dessintonizam" o problema. AS"ORDE Ordem-U/lida "Você estará num bom cami- nho e fizer o que é 'certo'?" 8 "Você estará num bom ca- minho se for forte e conse- guir dominar as situações." 7 "Você estará num bom ca- minho e obtiver o que precisa." 6 "Você estará num bom ca- minho se fizer o que se es- pera que faça." 9 "Você e tará bem e o que o rodeiam também estive- rem. " 5 "Você e tará num bom ca- minho e conseguIr domi- nar algo." 4 "Você estará num bom cami- nho se for fiel a si mesmo." 3 "Você e tara num bom ca- minho e for bem- ucedido e respeitado pelo outro ." 2 .. ocê estará num bom ca- minho se for amado pelos outros e estiver perto deles."
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    lO, O ">lIpl'ICgO lavoI1I1l'Il011ada' dc 110">">0"> pai">c outras figura' de autoridade, antiga,,>e atuai..,. "lIa 11I1I 'ao original ra fazer-no agir da maneira que pen ávamo que faria n o pai conLJnuar m no amando e protegendo. Incon cientemente no identificamos com essa voze e a incorporamos para não correr o risco de perder o amor e o apoio de nos os pais. Em vez de deixá-los nos punir (e, assim, ter de lidar com o sofrimento que i so causaria), aprendemo a punir-nos nós mesmos. O problema é que mesmo as partes do superego que foram úteis quando tí- nhamos 2 anos de idade provavelmente já não o são hoje em dia. Apesar disso, es- sas vozes são tão fortes agora quanto eram então - e geralmente nos trazem mais prejuízos que benefício, alienando-nos cada vez mais de nossa verdadeira nature- za. De fato, o uperego é um do principais agentes da personalidade: ele é o "críti- co interior" que restringe a possibilidades de que di pomos. Grande parte de no o trabalho inicial de transforma ão consiste em cons- cientizar-no mai da "voz" do superego em seus vários disfarce, sejam positivos ou negativo . Ela age todo o tempo no sentido de promover nossa identificação com a personalidade e nossa atua ão das maneira mai contraproducentes que há. Quando e tamo pre ente, con eguimos ouvir a vozes do superego sem nos iden- tificar com elas; conseguimos ver as atitudes e posições do superego como se fo _ sem o per onagens de uma peça, e perando nas coxias para entrar no palco e con- trolar-no ou atacar-nos mais uma vez. Quando e tamo pre entes, escutamos a voz do uperego, ma não lhe damos nenhuma for a: essa voz "todo-poderosa" torna- se então apenas mais um aspecto do momento. Porém precisamos também estar alertas contra a formação de novas camadas de uperego após o início do trabalho psicológico e espiritual. Poderíamo chamá- la de superego espiritual ou superego terapêutico. Em vez de repreender-nos com as voze de nossos pais, pás amos a fazê-lo com as vozes de Buda,jesus, Maomé, Freud ou do próprio terapeuta! Com efeito, um dos maiores ri cos que enfrentamos ao utilizar o Eneagrama é que o superego "as uma" nosso trabalho e comece a criticar- nos por não ascender na escala de Nívei de Desenvolvimento ou não tomar logo o Rumo da Integra ão, por exemplo. Entretanto, quanto mais presentes estivermos, mais facilidade teremos em perceber a irrelevância dessas voze e em negar-lhes o controle, Por fim, elas acabam perdendo a for a e nós podemo recobrar o espaço e a tranqüilidade que precisamo para estar receptivo a forças interiore mai propí- cia à vida. As "Ordens-Unidas" do Superego Antes que isso aconteça, precisamos atentar para a "ordens-unidas" do supe- rego. Elas repre entam o básico de nossa vida mental, ditando a maioria de nossas atividades rotineira, Inicialmente, algumas dessas men agens parecem bem sensa- tas. (Uma das principais características das mensagens do superego é sua capacida-
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    o EN EAGRAMA E A PRÁTICA ESPI RITUAL 365 de de fazer-nos sentir "normais", apesar de inibidos.) Todavia, se pre tarmo ma i,,> atenção, veremos que elas são não apenas arbitrárias e subjetivas, mas também Ol'r civas e prejudiciais. Essas mensagens nos impõem padrões cada vez mais difíc is de atingir, pelos quais sempre pagamos muito caro. Se nos sentirmo an io os, tem TO o ,arra ado ou fraco, podemo ter certeza de que o superego e tá no comando. Atitudes que Curam Outra maneira de nos libertarmos do superego está em uma maior con cien- tiza ão de nossas reações automáticas diante de problemas e conflitos, seguida de uma "atitude que cura". Já mencionamos algumas dela, específicas para cada tipo, Durante uma semana, teste a atitude curadora e pecífica de eu tipo. Ob ervc o que ela lhe traz nos relacionamentos, no trabalho, no lar etc. Vale a pena anotar suas ob ervações em seu Diário do Trabalho Interior. Posteriormente, você podera testar as dos demais tipos. AS ATITUDES CURATIVAS DE CADA TIPO Talvez os outros estejam certos, Talvez alguém tenha uma idéia melhor. Talvez a pc'" oa aprendam por i me ma . Talvez eu tenha feito tudo que é possível fazer. 2 Talvezeu pude se deixar alguém fazer isso. Talvezessa pe soa na verdade esteja demon trando afeto por mim, só que a eu próprio modo. Talvez eu também pudes e fazer algo de bom por mim. 3 Talvez eu não tenha de ser o melhor. Talvez as pe oas me aceitem do jeito que eu sou Talvez o que pensem a meu re peito não seja tão importante, 4 Talvez não haja nada de errado comigo. Talvezas pes oas de fato me entendam e me am parem. Talvez eu não seja o único a me sentir assim. 5 Talvez eu possa confiar na pessoas e dizer-lhe o que preciso, Talvez eu po sa ser fell: no mundo, Talvez meu futuro seja bom. 6 Talvez isso dê certo. Talvez eu não preci e prever todos os problemas po íveis. Talv z eu po a confiar em mim e no meus julgamentos. 7 Talvez o que eu tenha já seja suficiente. Talvezeu não preci e e tal'em nenhum outro lu gar agora, Talvez eu não esteja perdendo nada de interessante. S Talvez es a pe soa não esteja querendo tirar vantagem de mim, Talvez eu po a bai ar um pouco mais a guarda. Talvez eu possa deixar meu coração ser tocado mai profunda mente. 9 Talvez eu faça diferença, Talvez eu preci e criar coragem e me envolver. Talvez eu seja mais forte do que penso.
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    MA TRABALHO ORPORAL corpo éextremamente importante para o Trabalho Interior, pois põe a rea- lidade a prova de uma forma que a mente e a emoçõe (o outros doi centros) não podem fazer. Como já mencionamo ,i o se deve ao fato de que o corpo está sem- pre aqui, no momento pre ente. A mente e o entimento podem e tar em qualquer lugar-imaginando o futuro, vivendo no pa ado ou ruminando uma fanta ia-, mas o corpo e ta empre no aqui e agora. Portanto, e e tivermo con cientes das en- açõe corporai , teremos um bom indício de que e tamo pre ente. Alimentação Criteriosa A maioria da pes oa abe que uma boa dieta e exer Icio praticados com fre- quên ia c regularidade ão e enciai a uma vida audável. o entanto, muita ve- ze no c quecemo di O quando falamo obre o crescimento p icológico ou es- piritual. Quando no alimentamo bem e nos exercitamo e de cansamo o bastante, a emoçõe e tornam mai equilibrada e a mente, mai lucida, permitin- do que o proces o da tran formação nua com mais facilidade. em sempre é fácil termo con ciência e controle de no o hábitos alimen- tare. om efeito, no o modo de comer repre enta um do a pecto mai automá- tico c incon ciente da personalidade. Ape ar di o, quando prc tamo mais aten- ção a ele, geralmente chegamo à conclusão de que a per onalidade no faz comer muito mai (ou menos) do que o corpo preci a. Podemo comer depre adernai, em aborear a comida, ou remanchar para comer. Além di o, podemo comer coi- a que no fazem mal e go tarde alimento que não promovam noo bem-estar. Embora haja inúmera dieta e regime que e propõem melhorar a aude da pe- soa, e tá claro que é preci o re peitar o organi mo e a individualidade de cada um. Algun e dão bem com uma dieta vegetariana, outros preci am de uma dieta com alto percentual de proteína. Como em toda a coisas, a percep ão pode dar mais inteligência c en atez ao no o padrõe alimentare. Relaxamento Talvez a té nica que mai promova o contato com o corpo e suas energias e- ja o relaxamento total. Relaxar não é apena algo que fazemo quando c tamo pra- ticando yoga ou meditando - podemos fazer tudo com relaxamento. Podemo fazer tudo que fazemo centrado e relaxados ou ten os e confuso. Basicamente, o rela- xamento con ciente é uma questão de aprendermos como voltar empre ao aqui e agora, abrindo-nos a uma impre ão cada vez mai profunda da realidade. Muita gente confunde entorpe imento com relaxamento, quando na verdade ão extremo opo to . A pe oa podem achar que, se não sentirem dor nem ten-
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    o ENEAGRAMA APRÁTICA ão, e tão relaxada. Entretanto, quando o corpo é ubmetido a tensão muscular fOI te e prolongada, lida com ela adormecendo os mu culos afetados. A maioria das pc" soas ofre ten õe há tanto tempo que grande parte do corpo adormece - elas cln- xam de sentir o próprio corpo. A maioria literalmente po ui nós por todo o orpo. mas o entorpecimento camuna o incõmodo que ele cau amo Porem, enquanto n,1O percebermo e a ten õe , não poderemo liberá-Ia . Por fim, ela poderão acabaI com nos a aúde e vitalidade. TRABALH DO O CORPO Exi tem inumera abordagens corporais valida . como ma agem, acupuntura, YOKa dança, tai c/li e anes marciais. Qualquer uma pode er util, mas, para efeitos duradouros, rr ci o con iderar duas coisas: ~ Como seu corpo reage a ela? Você e ente mais a vontade dentro dele? Ganhou mai n( xibilidade? Tem maior facilidade em e tar presente para si me mo e para o ambiente l1l que e ta? ~ Vocêpode comprometer-se a praticá-Ia por algum tempo - ao meno o tempo de obter ai gum benefIcio efetivo? Paradoxalmente, quanto mais relaxado ficarmo. mai perceberemos o quan to nos o corpo na verdade é tenso. Is o pode deixar-no confuso ,poi 1 1 0 a P/' meiras vivêllcias do relaxamento nos farão elltir aillda mai illcômodo. Portanto, no - sa primeira reação erá querer voltar ao entorpecimento, ma a libertação requer que estejamo pre ente a tudo que de cobrirmo , inclusive nossas tensõe. e for- mos persistente, veremos que a ten õe começam a di solver- e milagro amente, tornando a per onalidade mai leve e nexível. Tendo em vista o quanto é fácil cairmo no entorpecimento, como saber e es- tamo realmente relaxado? A respo ta é incrivelmente imples: estaremos relaxados lia medida em que pudermos experimentar ellsaçõe em todas as partes do corpo 1 1 0 mo- mento presente. a medida em que não con eguirmo experimentar a en açõe do corpo, estaremos ten o - não estaremos presentes. O relaxamento implica um nu- xo ininterrupto de sensação pelo corpo, da cabeça aos pés. Ele permite a total per- cep ão do eu e do ambiente - é estar no rio da Presen a e do Ser. Ocupamos plena- mente o corpo que 1 1 0 pertellce: sentimos sua parte dianteira e traseira e tudo que ha entre elas. Ma que não haja enganos: es e tipo de liberdade, relaxamento e nuxo ão o resultado de muito anos de prática regular. O CULTIVO DA MENTE TRANQÜILA e nos conscientizarmos só um pouco mai de nós mesmos, perceberemos uma con tante realidade: no a mente e lá empre tagarelando! Qua e não há um
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    NISARGADATTA ROBERT AITKIN ROSHI nHlm'lHO em ql( 11.10tI 1I1"'l 011a algum tipo d •Jul1amento, comentario ou dialogo intenor. Mas quem ·•.. t,1{,llando com quem por quê? ma da maiore razoe para a conver a interior é a deci ão do que fazer em guida. Falamo com no os próprios botõe para avaliar a situação em que e ta- mo , en aiar re postas a futura pergunta ou repri ar fato do passado. Porém, com a atenção inteiramente ocupada por essa ininterrupta tagarelice interior, não pode- mos e cutar a voz de no a própria sabedoria. A per onalidade a abafa. É um pou- co como procurar freneticamente a chave dando voltas em torno da ca a e, de re- pente, ver que e tão em no o boi o. Ape ar di o, a idéia de ilenciar a mente inicial- mente nos parece e tranha. Podemo pensar que erá chato interromper no o fluxo de a ociaçõ mentai, que tudo ficara igual e aborrecido. Todavia, o que ocor- re é o contrário dis o. O que torna o mundo aborrecido, chato e em vida é a repetitividade de no os padrõe ha- bituais de raciocmio e a previ ibilidade de no a preo- cupaçõe . Além disso, a tagarelice mental bloqueia jus- tamente a impre õe de vida de que preci amo para cre cer e realizar-no. Por i o, é importante di tinguir entre e a "mente de macaco" -tagarelice interior, preo- cupação, imaginação futil, centramento no pa ado ou no futuro - e a mente tranqüila, o mi terio o e pa o de ond urge o aber. Quando no tornamo mai relaxado e con - ciente, compreendemos que o modo "normal" de operação da mente é como um tran e, caótico e de focado, ao passo que a mente tranqllila po ui sobriedade, lucidez e equilIbrio. Em re umo, quando a mente se torna mai tranqüila e ilencio a, a inteligência alinha- e a uma inteligência maior, que interpreta a ituação com objetividade e vê claramente o que preci amo e não preci amo fazer. Tornamo-no perceptivo e alerta a tudo que e tá à no a volta. O entido e aguçam, a core e o on tornam- e mai l1Itido - tudo parece ga- nhar vida e fre cor. Muitas prática de medita ão de tinam- c a ilen- ciar a tagarelice interior e dar ensejo a uma mente mais tranqllila e expan iva. Há éculos, os praticante budis- ta detectaram doi tipos de medita ão para acalmar a mente. O primeiro chama-se v ip a s s a n a , ou medita ão da percepção intuitiva, a qual de envolve no a habili- dade de conscientizar-no de no a experiência com abertura e em julgamentos, permitindo que a percep- ção regi tre o pensamento e impre ões em prender-se a eles. O segundo tipo é a meditação chamada s a m a la , que de envolve o foco e a ca- pacidade de concentração. Com ua prática, aprendemo a concentrar-nos em on "Não preste atenção [aos seus pensamentos l. Não lute contra eles. Simplesmente não faça na- da, aceite-os como são, sejam eles quais forem. O próprio ato de lutar contra eles lhes dá vida. Simplesmente ignore-os. Dê só uma olhada neles. Não precisa parar de pensar, basta parar de interessar-se. Pare com a rotina de voracidade, com o hábito de buscar resultados, e a liberdade do universo será sua." "É preciso paciência e bom hu- Tlor para lidar não só com crian- ;as travessas como também com ;ua própria mente."
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    o ENEAGRAMA EA PRÁTI A SPIRITUAL LEONARDO DA VIN "A maior das ilusões do ho mem está em suas próprias op' niões." Abaixo fornecemo um exemplo do e tHo perceptivo da meditação consciente. la baseia em diretrizes muito simples - permanecer com as impressõe e sensações do mam n to, acompanhar are piraçao e manter conlalO com o ambiente enquanto se permanece em I lêncio. Fique a vontade para experimentar e de cobrir o que funciona melhor para voe . Escolha um local onde se inta relaxado, aberto e cômodo. A postura faz diferença, j que você quer pennanecer silenciosamente atento - portanto, a postura tensa dificultará i Muitas vezes, basta sentar-se apoiando os pes confortavelmente no chão e manter o pescoço as costas ereta sem tensiona-Ios. e quiser, feche os olho, solte os ombro.~ e deixe os brQ(o penderem livremente. É recomendável procurar sentar-se de acordo com a milenar tradiçdo da meditação, que ocupa lugar de IlOnra em todos os caminhos religiosos do mundo e na vida de todos os grandes espíritos que embarcaram nessa jornada. Apos descobrir qual a postura (/ue mais o deixa relaxado, aberto I' atento, respire fUR do uma ou duas vezes, inspirando o ar o mais (/ue puder, at/.' encher a balTiga, e expirando leR tamente. Inspire - deixando o peito enchcr- e de ar- e expire várias vezes -liberando a t R ão pre.~a no corpo. Enquanto esta nesse processo, o tre s e a ansiedade começam a ced r, tornando-o interionnentr mais tr-alll/üilo. A medida que voc vai ficando mais tranqüilo e que a o:;::esintcriore silcnciam, oc começara a perceber' coisas diferentes a rnpcito de i t· do (lm1licnte em ,/ue esta. Você pode conscienti:;::ar-se mais de t'stlll nesse local nesse instante; da lemlJeratura, dos sons e (ldo~ Um do principai instrumentos para chegar às imediaçõe da mente tranqüila é o "não aber". o a mente em geral está repleta de opiniõe acerca de quem somos, do que fazemos, do que é importante, do que é certo ou errado e de como as coisas precisam ser. Por e tar assim cheia de antigas opiniões e pensamen- tos, não po sui espaço para uma nova impressão do mundo real. Já não aprend - mos nada de novo. Isso também nos impede de ver realmente os outros, principal- mente a pe oa a quem amamos. Achamos que realmente conhecemo a pe oa•.• e até sabemo o que pen amo Muito sabemos por experiência que vivenciar alguel11 A Arte de" ão Saber" ou sílaba repetidos (m a n tra ) ou na vi ualização interior de um diagrama ou ima gem sagrada (m a n d a la ). O praticante aprende a disciplinar a mente concentrando se no som ou imagem em detrimento de todos os outros pen amento. mhora am bas essas abordagens po am ser muito úteis no cultivo da mente tranquila, acreditamos que a v ip a s a n a funcione particularmente bem em combinaçao com o Eneagrama como modo de observar em julgar a personalidade em ação.
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    I) /I'S I'II/n. Ali'm (/isso,lm(/l' ((Iml'((1/ li wnsciI'lJli::ar·sc clt' SUIIprcsC'n(1ICdI' a/~1I quC' dCl pos- sui. PW(UIC siml,/("mC'nlC'"sC'nli,~' II",i.s pmfun(/lIm('nIC o que cs/cl vivell(/O, 1111 hClnC'nhum /U~Clr,n('nhun", IinhClde chegada a atingir. Você não precisa adotar um clt'lC'","ilado modo de St'l nl'm ter nC'nhuma inspiração, nenhuma .• C'lIsação espirilual" especifica. implcsmC'lIlC' wlISíÍC'nlizC'- e de si mesmo lIes e momC'nto. e estiH'r cansado, atente para li CCIIIaço. C'es- IhC'I agitado, atente para a agitaçao. Que ellsaçõe e impressõe o seu corpo recebe agora? Você con. egue perceber- e ai sell- lado na cadeira? Percebe os seus pés pousados no chão? Qual a sell açelo de ell. pés neste exa- lo momento? Esteio frios ou aquecidos, len os ou relaxados, fomligando ou domlente ? Como dC'finiria sua presença agora - acelerada e desordenada ou expansiva e trallqüila? Densa e pe- aela ou leve e fluindo? Enquanlo colltinua relaxando, (e rIas lensôe que você pode ler abrigado no corpo come- çarão a revelar-se, lalvez na expressão do eu emblante, talvez em uma certa fonna de pôr a (a beça ou o pescoço de lado. Os ombros podem C'star encolhido ou desalinhados. ertas par- te do COlPOpodem ficar domIente . A meelida que observa esse tipo de coisa, Ilão faça lIada. ão lenle muclar; simplesmente conscienlize-se mai do que percebe. Continue senlado el/1 silêncio, observando a si mesmo e a seus pensamentos, aprofulI- dando sua capacidade de adaptar-se a si mesmo, vivendo plenamente o momenlO e sentindo plenCl/l1ellle ua presença para permitir o surgimento de algo /I1ai profundo e essencial denlro de você. KRI5HNAMURTI "56 quando a mente está tran- qüila - pelo autoconhecimento, e não pela imposição de autodisci- plina - é que a realidade ganha vi- da. 56 então, nessa tranqüilidade, nesse silêncio, é que pode ter lu- gar o êxtase, a ação criativa." e for novato na medita ão, comece praticando dez minuto diariamente, de preferên- cia de manhã cedo, antes de começar o dia. A medida que e vai familiarizando com o pro- cesso, pode aumentar o numero de minuto dedicados a prática. om efeito, é provável que quanto mais a meditação diária se tornar um hábito, mai você queira aumentar o tempo que lhe dedica, ja que o contato mllmo com a natureza Essencial e profundamente restaurador, além d lançar as bases para maiore avanço pe oai. A meditação torna- e entao como uma tregua na labuta diaria, um oa is que qUC'IUIIO visitar, em vez de uma obngaçao. que conhecemo de uma nova forma pode tran formar in tantaneamente nos o es- tado e o do outro. Em certo ca o ,i o pode alvar um relacionamento. .. ão aber" requer a u pen ão da opiniões e a lideran a da curio idade que provém da mente tranqüila. Pa amo a confiar numa abedoria interior mais profunda, sabendo que conhe- ceremo o que precisamos aber e permanecermos curio o e receptivos. Todos já pa amos pela expe- riência frustrante de tentar re olver um problema p n ando sobre ele. No fim, acabamo de i tindo e fa- zendo outra coisa e então, quando relaxamos e já dei- xamo de quebrar a cabeça com ele, a solu ão nos apa- rece. O mesmo se aplica à in piração criadora. De onde vêm e se illsights? Da mente tranqüila. Quando deixamo de depender da e tratégia mentai adotadas pelo ego para sobreviver, o "não aber" e torna um convite - um Imã que atrai para nós um conhecimento mai elevado, de uma forma que pode tran formar-no rapidamente.
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    A Cura daDor ABRINDO O CORAÇÃO EMMANUII o ENEAGRAMA A mudan a e a tran formação não ocorrem - nem podem ocorrer - s m Imn •• formação emocional, em que o coração eja tocado. Ouvimos o apelo da tran ••lol- mação com o coração, e ó ele pode atender a e e chamado. O que no move e . "Emoção", o movimento da Essência, o movimento do amor. e o cora ao c,>tinl fechado, não con eguiremo re ponder ao chamado, por maior que eja no so co- nhecimento e piritual (e, nesse caso, ele pouco importará para nós). O coração aberto no permite participar plena- mente de nossas experiências e estabelecer um verda- deiro contato com a pessoa que no cercam. om o coração, " aboreamo "no as experiências e con e- guimo di cernir o que é verdadeiro e valio o. e e sentido, poderíamos afirmar que é o coração, e não a mente, que sabe. "Parece impossrvel am r pessoas qüe nos magoam d cepcionam. No entanto, nao h outra espécie de pessoas." O proces o de tran formação do coração pode er difícil porque, quando de e abre, é impo stvel evitar nossa própria dor e deixar de perceber melhor a dOI alheia. Com efeito, uma das principai funçõe da personalidade é impedir-no a vi- vência de e ofrimento. Estancamo a ensibilidade do coração a fim de bloquear a dor e continuar a viver, mas nunca temos êxito total ne a empre a. Muita vezc!->, percebemo no o próprio ofrimento o ba tante para arruinar no a própria vida e a vida do outro. A famo a afirmação deJung de que "a neurose é a sub tituta de um ofrimento legítimo" aponta em direção a e a verdade. Mas e não e tivermo!-> disposto a viver no a dor e no a mágoa, ela jamais erão curada . Deixando de lado um ofrimento que é real, tornamo-nos incapazes de sentir alegria, compaI- xão, amor ou qualquer das emo õe do coração. O importante ni so é não nos deixarmos atolar em no sas tri tezas. O trabalho espiritual não e des- tina a transformar-nos em masoqui tas: a id ia é tran formar o sofrimento, não prolongá-lo. ão pre- cisamo sofrer ainda mais; precisamo ,i o im, ana- lisar as origens do sofrimento de que já padecemos. Preci amo ver além da defe as da per onalidade e anali ar os medo e a mágoa que nos impulsionam. Como já vimo ,quanto maior o sofrimento que trazemo do passado, mais rígidas e coercitiva as estrutura da per onalidade. Porém ela não ão invencíveis. E, ape ar do que po samo pen ar, por maior que eja a dor, ela pode er tran formada e e tivermos di postos a ana- li á-Ia ao pouco.
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    RABI SHMELKE DE NIKOLSBURG "Vocênão sabe que o espfrito original provém da essência de Deus nem que todas as almas hu- manas são parte d'Ele? Acaso não terá você misericórdia d'Ele ao ver que uma de Suas centelhas agradas se perdeu em meio a um labirinto e está quase sufocada?" I e1izm 'ntc, nossa I'sscn ia nos ampara n 'ss' difll'il prol' 'sso de anahsl d,1dor e do medo qu stão scondido em no a p r onalidade. empr que n s dispo- mo a e piorar a verdade da experiência imediata emjulgar nem impor ondlçôe , a qualidade Essencial da compaixão naturalment ur- ge e traz con igo a cura. A compaixão não é o me mo que entimentalis- mo, olidariedade ou autocomiseração. Ela é uma fa- ceta do amor Divino que dis olve toda a defesa e to- das as re istências quando o ofrimento realmente é visto. ão há nada que a per onalidade pos a fazer pa- ra gerar a compaixão, ma quando e tamos di po tos a er sincero e abertos para o que realmente entimos, ela urge naturalmente e alivia no o ofrimento. (Po- de riamo dizer que a verdade em com pai ão não é verdade, da me ma forma que a compaixão em ver- dade não é compaixão.) O amor Divino que busca expre ar- e no mundo por no o intermédio é uma força podero a que pode romper com toda a antiga barreira e inverdade que se acumularam em nó . Ape ar de estarmo fadado a encontrar muita dor e muita tri - teza durante o processo do Trabalho Interior, e muito importante lembrarmo que o amor está por tra de tudo, não ó como energia motivadora, ma também como o fim para o qual orno atraldo . JESUS DE NAZARÉ Do Perdão "Amai a vossos inimigos, bençoai-os por vos maldizerem, fazei-Ihes o bem por vos odiarem e orai por eles por vos usarem e persegu irem. " Um do elemento mal Importante do progre o e piritual é a di po ição e a capacidade de renunciar ao pa sado - o que inevitavelmente implica o perdão àquele que nos magoaram. Ma como podemo renunciar a mágoa e ao re en- timcnto que no e cravizam a nossas velhas identidade e no impedem de eguir adiante na vida? ão podemo imple mente "re olver" perdoar, da mesma forma que não podemo "re olver" amar. Em vez di o, o perdão vem da natureza en- cial, de uma compreen ão mai profunda da verdade da ituação. le permite reco- nhecer o que e tá acontecendo cono co e com o outro num plano mais profundo do que o que havíamo percebido ante. Ele r quer que vivenciemo plenamente o re sentimento, o ódio e o desejo de vingança em toda a sua profundidade - sem, to- davia, atuar esse impulso. Anali ando o pano de fundo do entimento negati o que uma determina- da pe oa nos provoca e vendo preci amente como ele e manife tam em nó n te momento, começa- mo a abalar a estrutura que ustentam e e. enti- mento . A Pre ença no preenche e hberta da e cravi- dão ao pa ado.
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    Estou disl,osto ae tar disposto a renunciar a minha dor e ao sofrimento. Estou di posto a renunciar a minha dor e ao ofrimento. Eu renuncio a minha dor e ao sofrimento. Vejo-os como locai em que meu coração e mostra abnto e vivo. AgrQ(leço a vida por dotar-me de um coraçcio en IVel e aberto. E DE PERDAO Estou dispo to a e tar disposto a perdoar meus pais. Estou disposto a perdoar meu pais. Eu "erdôo meus pais. Vejo-o como meus mestres e gllÍas. Agradeço à vida por dar-me mestres tão bons para meu desenvolvimento. Estou dísposto a estar disposto a perdoar-me por meus erros. Estou disposto a perdoar-me por meus erros. Eu me perdOo por meus erros. ejo-os fOmo oportunidade de aprender o discernimento e a paciência. Agradc'(o a vida por dar-me oportunidades de tomar-me mais sabio e aceitar mais. Estou di posto a estar disposto a perdoar aqueles que me magoaram. * Estou disposto a perdoar aquele que me magoaram. Eu perdoo aquele que me magoaram. Vejo as mágoas que sofri como oportunidades de aprender a compaixão. Agradeço a vida por dotar-me de um esplrito que perdoa e é capaz de compaixão. Estou disposto a estar disposto a renunciar ClS limitações do meu passado. Estou di posto a renunciar as limitaçõe do meu passado. Eu renuncio a limitações do meu passado. Vejo meu pus ado como o que tinha de acontecer para que eu me tomasse quem sou. Agradeço à vida por permitir-me ser quem sou por meio de meu passado. * Voce pode, evidentemente. ubslituir e se trecho por um nome específico. Por e empl "Estou dispo lO a estar disposto a perdoar __ ". Além disso, pode compor sua pr p afimlaçõe conforme a necessidade. Comece cada estrofe com a palavras "Estou di po t estar disposto a... ," Em seguida, vá eliminando sucessivamente o caráter condicional d da afirmação ate renunciar, na terceira, à coi a que o prendia. 'a quarta afirmação, mdtq algo que a situação tenha de po itivo c, na quinta, agradeça por isso haver acontecido cê. o quadro mais amplo, ela pode ter sido uma bcnçãodisfarçada ou uma das mais Impor tantes experiências formadoras de ua vida. o ENEAGRAMA DA RENÚNCIA Apó ano de reflexão sobre o pro essa da transformação, nós doi começamos a ver que espontaneamente seguíamo uma deterl11ll1ada sequência empre que 011- eguíamos ob ervar uma reação defensiva ou um padrao limitante e r nunciar a el s,
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    e lltir ClA 2 Dizer e1l1lClano ponto ove, ao qual atribuímos a qualidade da Presen a. Sem um mínimo de Pre en- a, não conseguiremo passar da primei- ra etapa. Ela nos permite, antes de mais nada, ver que e tamos identificados com alguma coisa. Ob erve que precisamo chegar ao fim de cada etapa antes de passar a eguin- te. Com a prática, o processo de renúncia e acelera à medida que vamo cumprindo a etapa iniciai. A im, quando temo Pre ença uficiente para ver que e tamo identificados com um estado negativo ou inde ejável, podemos pa sar à etapa Um. o ponto Um, com o apoio da Pre- ença, omos capaz e de "ver". Vemo que estamos identificados com algo - um ponto de vis- ta, uma rea ão, a nece idade de e tar certo , um deva- neio agradável, um entimento doloro o, uma po tura. Pode er qualquer coisa. Admitimo estar preso a al- gum mecani mo da per onalidade. Admitimos e tar pre- o a um tran e. Es e é o fenõmeno que vínhamo cha- mando de pegar-nos com a boca na botija. Em geral, ele no faz sentir como se despertá semos e "voltássemos à con ciência". o ponto Doi, nomeamo conscientemente o es- tado que acabamo de identificar. ós o "dizemos" - "Es- tou com raiva", "E tou irritado", "Estou com fome", "Es- tou entediado", "Estou 'de saco cheio' com isso"," ão gosto disso". Simple mente verbalizamos com franqueza o que sentimos, sem analisar nem julgar nada. 4 M a lltc r 2 D iz e r P IC e llç a 9 R e la x a I 5 o E EAGRAMA DA RE imo" que a r 'IlUllll,1 n,Il "l dava Ilnpl 5111nte p la int nça de livrar-nos de um hahllo probl maU o. ao era uma que tão de força de vontade. pe ar di o, mUI- tas veze o habito e as reações ce savam e pontaneamente - ou a im no parecia. -ntào tentamos de cobrir o que tornava mai fácil renunciar a eles. Graça a Gurd- jieff, sabíamo que o Eneagrama também poderia ser usado como um modelo de pro- cessamento. Então organizamo as ob ervaçõe que fizemos em torno do símbolo do -neagrama e criamos aquilo que chamamos de Eneagrama da Renúncia. O "Eneagrama da Renúncia" con i te numa prática que pode ser utilizada a qualquer momento que se queira. Ela pre supõe nove etapa correspondentes aos nove pontos em torno da circunferência do Eneagrama, embora tais etapas não este- jam diretamente relacionadas ao tipos de per onalidade. O diagrama à e querda ilustram e e proce so de nove etapa. (Ob erve que o egundo grupo de quatro co- meça com a letra "r".) O proce o empre R c c o lle c ta r 7
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    o ENEAGRAMA EA PRATI A Máxima dos Program.1 de Doze Pa (I 5 R e la x a r "A única sarda está em ir 1 (I fim." o ponto Tr- ,o proce o e tran põe da mente ao corpo. Ó" entimo ". Todo e tado mental ou emo- cionai inten o provoca alguma reação fi ica, algum ti- po de ten ão. Alguma pe oa podem, por exemplo, trancar a mandíbula e ten ionar o ombro quando bri- gam com o parceiro. Outra, quando estão com raiva, sentem um ardor no estõmago. Já outra apertam o olho quando e tão falando con igo me ma . O medo pode fazer-no prender o fõlego, apertar o dedo do pé ou entir uma de carga el trica, como um choque. o ponto Trê , nós sentimos a tensão - não pen amo obre ela nem a visualizamo. implesmente entimo o que se passa no momento. o ponto Quatro, nó "mantemo" a en ação da ten ão ou energia que localizamo no corpo, quer dizer, permanecemo com ela. Apesar da tentação de dizer: "Muito bem, e tou com raiva e minha mandí- bula e tá travada. Entendi!", precisamos manter a ten ão, do contrário não con guiremos air desse estado. Além dis o, e permanecermo nele, daremo en ejo ao surgimento de entimentos ocultos de ansiedade ou sofrimento emocional. e isso acontecer, preci amo er compa sivo para conseguir manter-nos pre ente a e s s entimentos. Preci amo de algum tempo para no intere ar por vivenciar-nos de a forma imple . Queremo que o proce o de crescimento eja mai intere ante e efi- caz, mas não queremos deter-no na dor de nossas ten- ões. Todavia, se não o fizermos, pouco poderemos in- l1uir sobre nosso modo de viver. o ponto Cinco, apó atrave armo a quatro primeira~ etapa, entiremo que algo se abre em nós, fazendo a tensõe cederem. ós "relaxamos". enti- mo-no mai leve e de pertos. ão no forçamo a re- laxar; porém, mantendo a ten õe e en açõe na quarta etapa, permitimo que o proce so de relaxa- mento e de enrole em nó . O relaxamento não significa adormecimento nem entorpecimento. abemo que e tamo relaxados quando sentimo mais pro- fundamente o corpo e os sentimentos. Quando relaxamo , descobrimos camada mai profunda de no o eu, o que muita veze gera an iedade. A an iedade pode tornar-no ten o de novo, ma e con eguirmo relaxar e enti-la, a coi as que nos prendiam começarão a perder a força. Da mesma forma que as tensõe fí icas e dissipam quando as sentimos, man- temo e relaxamos, o padrõe emocionai que a criam também. O ato de ver as tell-
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    "<AMA oe e opadrõc 'l'mocionais a luz da percepção o di.- olve. o ponto ei, lembramo-no de "re pirar". I o não quer dizer que precisemo ofegar como se e LÍv - semos praticando o método Lamaze; quer dizer sim- pie mente que devemo con cientizar-nos mai da respiração e deixar que o relaxamento obtido no pon- to Cinco "toque" no a re piração. I o é importante porque quanto mais envolvido com o interes es da personalidade, menos profunda e tranqüila é a respiração. (Podemos concluir, por exemplo, que quando estamo nu- ma situação muito estres ante, a re piração fica entrecortada, "curta".) A respiração nos centra e permite-nos liberar os bloqueios da energia emocional. A medida que ela se torna mais relaxada e profunda, o padrão das ten õe continua a alterar- e. ão queremos mai fugir dos nosso problema emocionai, mas im enfrentá-los e continuar re pirando. Fazendo is o, começaremo a vivenciar uma expan ão, a entir-no mai centrados, mai "reai ". o ponto ete, retomamo o contato com uma noção mai abrangente, mai plena do mundo e de nós mesmos. ós no "reconectamo", deixando que ou- tra impre õe ensoriai nos penetrem a con ciência. Podemo de repente perceber a luz do oi na parede, a temperatura, abri a. Podemo perceber a textura e a cor da roupa que vesLÍmos. s a reconexão implica abertura para todos os fragmento de experiência no a que negávamos. De cobrimos que quando real- mente mantemo contato com no a experiência, ela não dá lugar a no a habi- tuai a ociaçõe. o a meta, motiva õe e cripts interiores caem por terra. De repente, vemos e ouvimo, sentimos - interior e exteriormente - com mai clareza. e tivermos um problema com alguém, não conLÍnuaremos reagindo da ma- neira que no o hábito no faziam reagir. Quando nos entregamo ao tran e da per onalidade, acreditamo saber como as pe oas "sempre são" e agem. Porém, quando retomamo o contato com ela, percebemos o quanto ignorávamo a eu res- peito. Pa amo a apreciar e respeitar o mi tério de seu er porque e lamo em maior contato com o no o. Quando no permitimos "não saber" o que o outro fa- rá ou dirá, ou o que e tá pen ando, torna- e po slvel um relacionamento muito mais verdadeiro e imediato. o ponto Oito, "reenquadramos" a ituação que pen ávamo e tar cau ando nossos problemas. ós conseguimos então ver a situação toda com maior ob- jeLÍvidade e assim, com mais equilíbriO e lucidez, des- cobrimos uma forma melhor de lidar com ela. e esLÍvermos com raiva de alguém, por exem- plo, conseguiremos ver a mágoa e o medo dessa pes- W llc c ta r 7
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    o P rc .C II(II 9 soa, d modo a falar com ela com maior compaixão e aceitação. e e ti ermos no.., entindo oprimido por um problema, a retomada de contato com algo mai real cIII nó dá-no a capacidade de ver que de fato temos condiçõe de enfrentá-lo. u po- deremo concluir que colocamo o chapéu mais alto do que a mão alcan a 'Im preci amos de ajuda. De qualquer forma, o reenquadramento nos coloca os probk mas (e a nós me mos) numa per pecLÍva mai ampla. Finalmente, retomamo ao ponto ove, tornan- do-nos ainda mai abertos a Pre ença e, a sim, ganha- mos maior percep ão. A partir dai, era mai fácil per- correr novamente a nove etapa quando precisarmo . Apó havermo começado a utilizar o "Eneagra- ma da Renúncia", perceberemo que empre "empa- camos" em algum ponto do proce so. Podemo, por exemplo, ver alguma coisa e não air dis o. Podemo perceber que e tamos ten os, mas não con eguir manter a tensão o bastante para libera-la. erá muito útil detectar o ponto em que nos desviamos do proce o para podermos concen- trar-no nele. À medida que conLÍnuarmo a utilizá-lo, ua prática ganhará momentum, tor- nando- e cada vez mais fácil e rápida. Além di o, quanto mai longe formo na e- qüência, mais difícil será eparar a etapas conforme a ordem. Talvez preci emo nos esforçar mais na primeira parte do proces o. Porém, uma vez iniciado o movi- mento rumo à Presença, ela respaldará cada vez mais nossas atividades. Praticando o "Eneagrama da Renúncia", a experiência que temo de nó mes- mos aprofunda e amplia. Tomamo-no mais relaxado ,mai vivo e ligado ao nosso er e ao nos O meio, além de mai aberto para a graça. Poderemos ficar e - pantado com a diferença na experiência do eu em relação a que tínhamo antes de dar início a este proce so. Partimos dos refugo da per onalidade e, em cooperação com algo além de nós, con eguimos tran formá-lo em ouro.
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    RUMI (Traduzido a partirda tradução de Coleman Barks para o inglês) C A P íT U L O 1 7 o costume do amor não é a sutil discussão. Lá a porta é devastação. Os pássaros fazem de sua liber- dade grandes drculos no céu. Como aprendem a fazê-los? les caem e, ao cair, ganham asas. AJORNADA ESPIRITUAL SEMPRE AGORA APÓS HAVERMOS trabalhado com e e material por algum tempo, em duvi- da veremo - como todo tambem verão - mudança em nó . Provavelmente e ta- remo mai em paz cono co, mai centrado e mai capaze de perdoar a nó e ao outro . Todavia, poderemo de vez em quando que tionar a realidade de no a ex- periência ,perguntando-no e o progre o que conseguimos não é mai uma ilu- ão. Haverá oca iõe em que no perguntaremo : "E tou realmente progredindo em meu caminho?" O lvei de De envolvimento repre entam uma boa maneira de responder a e sa pergunta. e verifi armo que deixamos de adotar o comportamento e as atitude de ante e que e tamo agindo de forma compatível com um Ivel mais elevado, e taremos razoavelmente eguro de e tal' no rumo certo. uponhamos que uma pe oa do Tipo Quatro, por exemplo, nota que andou retraída, tempera- mental, dema iado inibida e u cetível a ntica (comportamento do Ivel 5), ma que, no momento, e tá mai ociável, além de capaz de revelar- e mai e de não levar tanto a coi a para o terreno pes oal. e, além di o, ela tiver mai en rgia, criatividade e con- centração no exterior (comportamento do Ivel 3) -, poderá e tal' razoavelmente egura de uma mu- dança em seu centro de gravidade e de um progres- o. Da me ma forma, e alguém do Tipo ete perce- ber que está menos dispersivo e impu I ivo, mais concentrado e mais em contato com as própria ex- periência ,além de achar a vida mais agradável pelo fato de e tal' mai eletivo, então algum progre o de fato haverá ocorrido.
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    A JORNADA SPIRITUAL HERÁlll( ma." "Por mais longe que vo jamais descobrirá os limite d I II Porém algumas que tões mais sutis ainda podem permanec r. Podemo'> ,Il !l,1I que e tamo mai felize e capaze de lidar com os altos e baixo da vida • nOl'1I tanto, talvez estejamos apenas mais hábei na di ocia ão do ambient na "e"')ll ritualização" da experiência. Qual é a verdade? Estamo melhor agora qu ante •..011 não? A re po ta está em ob ervar nossas reações espon- tâneas em vária circunstância, principalmente nas que ante nos provocavam reaçõe negativas. Se as pes oa e a itua ões que nos faziam mostrar o que temos de pior deixarem de funcionar de sa maneira, poderemo ter certeza de haver feito um verdadeiro progre o. e ante perdíamo a paciência ou a com- paixão empre que tínhamos de lidar com uma determinada pe oa ou circun t,m- cia e agora isso não acontece mais, poderemos ter certeza de haver feito um verda- deiro progresso. Se a vida se tornar mais fácil, mais expansiva e cheia de ab r; "'l' ela se tornar uma aventura infinita, em vez de algo por que devemo 'Opa ar" all que chegue ao fim, poderemos ter certeza de haver feito um verdadeiro progresso Se virmos que omo capazes de colocar toda a força de nosso Ser na atividade. do dia-a-dia, com o envolvimento de uma crian a curiosa e o desapego de uma te ( munha de interes ada, permanecendo centrados e com o coração aberto, pod rc mos ter certeza de haver feito um verdadeiro progre so. Além di o, o próprio Eneagrama aponta indica- dores eguros do verdadeiro progres o: a qualidade de alto grau de eficácia - na verdade, as virtudes - que encontramos no ívell de cada tipo são as chaves que nos abrem a portas do caminho espiritual. Possuir uma delas é suficiente - mas ter a pos e de todas é ter ace so à E ência em todos os momento e em todas as circunstâncias. Por con eguinte, e aceitarmos as nossas limitações e a limita- çõe alheia (caracterí tica do Tipo Um), cuidarmo bem de nós me mos e afirmar mo incondicionalmente o valor de toda a coi a (caracterí tica do Tipo Dois) formo nó mesmos com autenticidade e humildade (caracterí tica do Tipo Três), nos renovarmos e melhorarmos não ó a nos a qualidade de vida, ma também a dos outros (característica do Tipo Quatro), virmos o contexto e o entido mais pro- fundo de todos os no os atos e pen amentos (característica do Tipo Cinco), e ti- vermos centrados na realidade e formo capazes de ter coragem para lidar com () que vier (característica do Tipo Seis), mo trarmo júbilo e gratidão diante da mor- te, da perda e da mudan a (caracterí tica do Tipo ete), soubermo perdoar e tiver mos grandeza de coração (característica do Tipo Oito) e abarcarmo a tudo, man- tendo a paz de espírito independente do que a vida no trouxer (característica do Tipo ove), poderemos ter certeza de haver feito progres o em no o caminho.
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    M >mecei a procurarpor ti, sem ber o instante em que ouvi minha imeira história de amor rraduzido a partir da tradução ! Coleman Barks para o inglês) Rumi C,urdji ff di e algo e tranho e paradoxal - que a úlLima coi a a que o ere humano renunciam é ao seu próprio ofrimento. erá que i o é correto? Em ca o afirmativo, por quê? Em primeiro lugar, e tamo familiarizado com no o sofrimento. Ele é o que conhecemo e, ponanto, no parece mai eguro que outra iluaçõe que de co- nhecemos. Talvez tenhamo medo de que, renunciando ao no o próprio ofrimen- to, no obrevenha outro, novo e pior. egunda razão, provavelmente mai impor- tante, não deve er ube timada. Boa parte de no a identidad provém do apego ao ofrimento, da queixa, ten õe ,conflito, culpas, drama, racionalizaçõe , proje- çõe ,ju tifi ativa e "energia" que ele permite. Poderíamos indu ive dizer que ele é a raiz da per onalidade. e no o sofrimento - e tudo que o cerca - de aparece _ e, quem nó inamos er? e nada estive e errado cono co, teríamo de enfrentar o m do de permane- cer ó no pre ente e de a sumir a re pon abilidade por nós m mo. Teríamos de e tar di po to a fazer opçõe e levá-Ia a abo. ão teríamo que ou quem culpar, não haveria mai hi tória obre o pa sado nem e quema para o futuro. Iríamos no tornar imple ere humano diante do va to mistério da exi tência. De fato, iriamo no tornar o que já omos, com a diferença que então tenamos plena cons- ciência di so e vivenamo conforme es a verdade. nquanto não atingirmo a realiza ão, a per onalidade no manterá até ceno ponto i olado . E imponante que pos amo prever i o; do contrário, perderemos a coragem e de i tiremo. Porém e per i tirmo e no fizermo pre ente, me mo abendo que e taremo muita veze adormecido para o que orno ,a ilua ão mu- dará. A cada de penar, algo de no o erá revelado, até que o quadro mude radical- mente. Gurdjieff en inou que e e proce o é análogo ao ato de deitar ai a um co- po d'água: aparentemente, nada ocorre por um bom tempo até que, de repente, e hega ao ponto de aturação e um novo cri tal e for- ma na agua. e evitarmo a pa ividade diante do mecanis- mo da per onalidade, nos abriremo para a graça Di- vina, que an eia por agir em nó . À medida que nos o er reúne forças, tornamo-no mai disposto a renun- ciar ao ofrimento desnecessário e a con cientizar-nos cada vez mai de a espantosa dádiva da vida. Em re- umo, quanto mais renunciarmo ao apego e aos 0- frimento que o acompanham, maior erá nos a ca- pacidade de alegria e de vida. Uma vez atingido e se estado, compreendemos a grande poe ia do místicos - no sa jornada parece me- no uma luta e mai uma paixão. De fato, o ufi tas a A R NÚNCIA AO OFRIMENTO quanto estava cego. ; amantes não acabam afinal se contrando em algum lugar !s estão um no outro o tempo do.
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    AJORNADA A Triade doInstinto (Tipos Oíto, ave e U m ): ~_e baixar a guarda e seguir o fluxo da vida, desaparecerei. O 'eu' familiar deixará d eXI tiro 'ão po so protegê-lo se realmente me abrir. e realmente deixar o mundo entrar em afetar, serei esmagado por ele, perdendo minha liberdade e minha independência. erei am quilado". razão que está por trás do medo que muitos de nós temos de estar presentes e o f"lo de intuitivamente abermo que, com isso, estaremos menos pre os aos intere c do ego. A sim, cada uma da Triades pos ui uma determinada crença - falacio a - acerca da 11(' ce idade de continuar com o projeto do ego, juntamente com um medo ub on ciente do que poderá ocorrer e e e projeto forem interrompidos. E a renças e temore urgem I( petidamente ob a forma de ob tácul0 a Pre ença, como "razõe " para não abandonar algo com que no identincamo. Abaixo, algun do temore ubcon ciente as ociado a cad.1 Triade: A Tnade do enUmento (Tipo Doi , Três e Quatro): " e deixar de identificar-me com es a auto-imagem, minha falta de valor se revelara e perderei a chance de experimentar o amor. o fundo, su peito er alguem hornvel, indigno de er amado e, por i o, 6 mantendo e e projeto do ego terei alguma e perança de er bem recebido no mundo ou de entir-me bem comigo mesmo", A Tnacle do RacioClnio (TilJOS Cinco, Seis e e tc ): "Se eu parar de usar esta estratégia, se parar de Imaginar o que preciso fazer, perde o chão. I 'ão se pode connar no mundo - em minha .111 idade mental, ncarei vulneravel. Tu do caira por terra - e cu também. Ficarei perdido. minh" mente não continuar nadando eu me afogarl"i" De modo geral, 99% do tempo, a vida se mo tra benevolente e amparadora O ego no compele a fi ar-no no 1% quando ele é peno o, trágico e sombrio - muito embora, me mo ne a oca iõe ,ele só eja peno o e trágico para nó . ( o a tragc- dia pode er a one de outro.) Embora imaginemo a piore po ibilidades - como acidente de carro -, a vida, em ua maior pane, não e compõe dela. e anali ar- mos no sa própria vida mai objetivamente, veremo que a realidade de fato no am- descrevem como a volta ao Bem-amado. ada na vida on guira satisfazn-nos SI não tivermo aberto o coração para no sa verdadeira natureza. Por 'm, S 'Ie StlVlr aberto, tudo nos preenche e realiza. Então vivenciamo o mundo como uma c. P!"l'S ão de amor infinito. A Vida nos Ampara
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    ESCAVAÇÃO E RESGATEDO VERDADEI RO EU Certa vez, num võo tarde da noite, indo para a alifórnia dar um treinamento, começamos a reOetir sobre os vário e tágios de crescimento que havíamos BUDA CARLJUNG JESUS DE NAZARÉ nte .." para ba"lanle - o que e um milagre, p nsarmo m como a cOisas sao. univer o é muito mai g n ro o do que nó reconhecemo e, diante de tão ava alado- ra abundância, de pertar e abrir-no para toda e a ge- nerosidade parece simple mente ornai en ato a fazer. Toda a grandes religiõe pregam que não estamo ó e que somo ampara- do por meio invisíveis de modo tão profundo que nem equer poderíamos imagi- nar. egundo a religião cri tã, há uma "comunhão dos anto "- a comunidade ce- Ie te que con tantemente intercede em favor do que ainda estão na Terra. O hindu vêem a manifestaçõe de Deu em toda parte, na árvores, no lago e na montanha - como tambem na tempestade e no vulcõe -, da me ma forma que o budi ta vêem a infinita forma da natureza do Buda. A imagen do anto cri tão e do inúmero bodhi attvas ão como lembre- le de ta profunda verdade e pirilual: não e tamo Ó e omos amparados em no o caminho de infinita maneiras. Um dos mais famo o templos do Japão é o an- ju angendo (O alão da Trinta e Três Baías), dedica- do a Kannon, o Buda da Divina ompaixão. O que dá a e e templo eu incompa- rável impaclo ão a 1.001 e tátuas dourada de Kannon que estão em eu interior, arrumada em dez fileira ao longo de uma exten ão equivalente a dois campo de futebol. O local- de uma imponência tranqüila e im- pre ionante, repleto de rara for a e delicadeza - lem- bra ao vi itante que Deus, o Ab oluto, envia continua- mente incontávei ajudante, banhando a cada ser humano em onda apó onda de gra as e de bên ãos proveniente da Divina compaixão. O visitante é sub- jugado por e a multidão dourada de portadore da graça e da boa vontade do mundo que e lá logo além da no a percepção ordinária. Lenta ma inexoravelmente nos con cientizamo des a benevolência: quando no abrimo para o momento pre ente, tudo e lorna para nós um mestre, poi tu- do na vida no ampara a pre ença e o cre cimento. O Eneagrama no mo tra como dizemo "não" à vida, com damos as co ta a riqueza que nos rodeiam o tempo lodo. Porém, como no lembram as 1.001 e látua de Kannon, o que verdadeira- mente quercmos e bu camo fora de nós e tá empre di ponível aqui e agora. "Anun iado ou nao, D u Pr "Pedi e recebereis; buscai e en- contrareis; batei e a porta se vos abrirá." "Os que estão despertos vi- vem em estado de constante as- sombro." "Quanto mais se penetra na verdade, mais profunda ela se toma." BANKEI, MESTRE ZEN
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    A JORNADA ESPIRITUAL "Overdadeiro valor de um humano pode ser visto no gr 11 d libertação do eu que ele c n guiu atingir," O primeiro e trato compõe- e de idéias e imagen do que gostaríamos d s r e de como automaticamente nos vemo. Ele geralmente contém um cerlo grau d' grandio idade e i1u ão. Por exemplo, podemos pen ar que jamai mentimo, que jamais no atrasamo para no o compromi o ou que empre pen amo primci- ro nos outros e por ai vai. Podemos também nutrir vi õe negativas de nó me mos: que omo desintere ante, pouco inteligente ou pouco atlético. o tran e da per onalidade, raramente questionamo e e pre upo tos trancado a ete chavc e quase sempre reagimo instantânea e violentamente contra os que que tionam Oll deixam de apoiar nossa (ilusória) visão de nó m mo. Primeiro Estrato: ossa Auto-Imagem Habitual atraves ado em no Opróprio trabalho interior. Parte de no a di cu a Sla a 01 tada para a avaliação da po ibilidade da proverbial "luz no fim do luncl" s 'r Hill ou não, já que ambo ofnamo ba lante ao de cobrir um novo hábito ncuroliro, uma nova que tão malre olvida do pa ado. Além di o, nos perguntávamos se o proce o de de ca car a " ebola" da pique era individual ou poderia cr gcncrali. zado. entados no avião, passamos hora anotando ob erva õe e omparando L' periência . Quando aterrissamos, já havíamos elaborado o modelo eguinlc, que VI mo anali ando e refinando ao longo do anos. A re posta a que finalmente chegamo naquela noite em que estávamo no ar foi um retumbante " im!" o a convicção de que a "e cavação de no o verdadeiro eu" é uma descrição preci a do proce o de tran formação ó fez cre cer com o tempo. Embora e - cavar o vario e trato da pique implica e atrave - ar camada de ofrimento e negativi mo, a con cien- tização do velho lixo p lquico acumulado que queríamo evitar valia o csforço Afinal, eria possível de cobrir no so er Essencial, no o "recõndilo aureo", que não ó e p rara, mas mesmo an iara por nós. O lrabalho teria de er feito camada a camada, à medida que CSCaa"SL'IllOS a•• e trutura exteriore da per onalidade e atingí emo a qualidadcs VI"UI ,11" mais profunda da no a verdadeira natureza. Trabalhando pe oalmentc nl•••• o por mui- to ano, detectamo nove e trato diferentes no processo de resgate do ('/f I ""l'" 'slra- to não corre pondem nem ao nove tipo de per onalidade nem ao••1111 I I,eis de De envolvimento de cada tipo. É melhor pensar nele como "mundo •• " ddl'l' n- te que encontramo ao explorar cada vez mai profundamente o. aspn lo••I •••• 'n- ciais de no a natureza e piritual - como nove camadas de uma ccbol, Após reOetir mai detidamente sobre e ses estrato e dar cursos SOhll' des pOl vários ano, nós não ó nos convencemo de ua verdade e utilidad , Illas 1,lInbém verificamo que certa parte deles foram de coberta por outras pe soas, pnll'nccn tes a outras tradições. Este mapa do proce so de tran formação reün rc'ehll;ocs que todo encontram quando enfrentam a barreira univer ai ao Trabalho inlellor.
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    para m n· NIETZSCHE omum d tipomaí o prim iro 'strato, a p s,>oa 'sta entre a fai 'a media e a nao- audavel (em t rmo d Ivei de De- nvolvim mo, do ível 4 para baixo). A me no que tenha meio de despertar (em geral, exteriore a si me ma), e a pe oa tem pouca chance de mudar, já que está tão imer a no transe da identificação com a personalidade que não consegue despertar-se a si mesma. Se tivermos identificado erradamente no o tipo ( e, por exemplo, formos na verdade do Tipo ove, e não do Tipo Cinco, como pen ávamo ), e taremo automaticamente operando dentro do reino da auto-imagem habitual e erá praticamente impo Slvel usar o Eneagrama para algllm trabalho significativo de transformação. É por i o que é fundamental identificar corretamente o no o tipo de per onalidade e entender perfeitamente o qu murmuramo me mos." tIra n eu mecani mo imerior. Segundo Estrato: osso Real Comportamento e iniciarmo o caminho do Trabalho Interior e mantivermos o proce o de au- to-ob ervação, começaremo a notar que muito de no o comportamento ao 111- compatlvei com no a auto-imagem habitual. Es a constata ão no permite chegar ao egundo e trato, no qual começamo a "pegar-no com a boca na botija". o a auto-imagem pode er a de que empre dizemos a verdade, ma de repente percebe- mo o quanto ontamo mentira boba para evitar confiito ou agradar a pe oas. Felizmente, todos nós temo momentos de despertar e pontâneo para a ver- dade de no a condição e para a no sa maiore po sibilidade . Porém, para expan- dir e e momento, preci amo valorizá-los o bastante para procurar maneiras de ficar mai desperto. I o implica a bu ca de apoio para no o trabalho interior _ por meio de livro, prática, amigo ou guia mai formai, como me tre c terapeu- ta . Para permane er ne te e trato - e mai ainda para pa sar a c tratos ub eqllen- te - é preciso que cultivemo cada vez mai a capacidade de e tar pre ente. Quan- to mai avançarmo, de mai pre ença nece itaremos. Terceiro Estrato: ossas Atitudes e Motivações Interiores e per I tlrmo no caminho, começaremo a notar a atitudes e motivações que jazem por trás de no o comportamento. O que nos leva a fazer o que fazemo? A nece idade d atenção? raiva da mãe? Ou o de ejo de de carregar no a pró- pna vergonha e ofrimemo? A p icanáli e e vária outra forma de terapia vi am trazer a con ciência e a camada do eu, de forma a evitar que o comportamento e- ja dominado por Impul o incon ciente. Quanto mais aprofundarmo a que- tõe ,mai amblgua e tornarão a re po ta ,ja que muita veze não é po IVeldi- zer preci amente o que "cau a" um determinado comportamento.
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    A JORNADA SPIRITUAL- QuartoEstrato: ossos Afetos e Tensões Latentes e te estrato vemos o quanto ão arraigados os hábito e comportam ntos qUI aprendemo e também quanto remontam a gerações dentro da famllia ou da cuhu- ra. O centro da motivaçõe inerentes ao no o tipo (indu ive e principalmente nos- so Medo e De ejo Fundamentais) é um elemento importante na manutenção do,> hábito e reaçõe automática da per onalidade. Ao compreendermos no a moti va ões, come amos também a vislumbrar o que a alma realmente de eja. o sa,> motiva ões revelam o que achamos que não temo e, portanto, sempre buscamo,> de uma maneira ou de outra. GEORGE LEONARD "A resistência a mudar ger mente atinge o máximo quando alguma mudança significativa iminente." À medida que no tornamos mai con ciente de nós me mo no momento presente, de cobrimos qual a nos a experiência sentida ne te momento. Por exem- plo, podemo descobrir no e trato 2 que e tamos fingindo intere se numa conver- sa durante uma festa. o e trato 3, podemo admitir que na verdade queremos ir embora de a festa e, no estrato 4, podemos conscientizar-nos de uma ensa ão de embrulho no estômago ou de tensão no ombro e no pe coço. e con eguirmos desenvolver no a capacidade de auto-ob ervação o ba tan- te, perceberemo camadas uti de ten ões mu culares e energética no corpo, bem como área onde a energia e tá bloqueada ou ausente. A re piração e o relaxamen- to tornam- e mai importantes aqui. E te e trato requer que estejamo con idera- velmeme mai pre ente para a en açõe do corpo que qualquer do e tratos an- teriore . Quinto Estrato: Nossa Raiva, Vergonha e Medo e as Energias Libidinais e con eguirmo dar cominuidade aos proce sos que de cobrirmo no e trato 4, encomraremo esta- dos emocionais mai primitivo - e po ivelmente mai perturbadore - a medida que formos pros e- guindo. Emre ele , e tão a três "emoções dominan- te " do ego: raiva, vergonha e medo, a quais regem a Tríades do Instinto, do entimento e do Raciocínio, respectivamente. É também ne te e trato que encontramos as energias instintiva primitiva (a ba e das ariantes In timiva ) em ua forma bruta - o impul o de autopre ervação, o de entro amento ocial com nos os emelhante e o exual. Afeto primário de apego, fru tração e rejeição também podem ser vi to aqui. E te e trato em geral no deixa muito pouco à vontade, razão pela qual preci amos de técnica de rela- xamento e, acima de tudo, de uma atitude impar ial, que e ab tem de julgamento,
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    RAM OASS SIMONEWEIL Sétimo Estrato:Vazio, o Vácuo e to Estrato: ossa Dor, Remorso e Deficiência de Ego E te estrato nada tem a ver com a culpa e as ha- bituais ensações de perda e tristeza que experimenta- mos no dia-a-dia. O remorso e a tristeza pungente que encontramos aqui vêm, ao contrário, de uma nítida percepção de no a profunda e completa eparação da natureza E encial. Portanto, ele acarreta um con iderável " ofri- mento con ciente", o qual devemo permitir-nos vi- venciar plenamente em nome não apenas do progresso, mas também da verdade. Es- e sofrimento - que é purgatório no mais puro sentido da palavra - po ibilita o esvaziamento da ilu õe remane centes do ego, na medida em que as apresenta à luz da Essência e da verdade. Não existem mocinhos nem vilões, portanto não há a quem culpar pelo nosso estado. o fim de tudo, este estrato é vivenciado como um profundo pe ar pela condição humana, manifesto como uma ensação inten a e ar- dente, principalmente no coração. A tradições espirituais associam e te e trato à Es- cura oite da Alma. Muita das tradiçõe religio a orientai, e pecialmente o budismo, de crevem e te e trato. qui, percebemo claramente que a per onaliclade não é enão uma in- venção tran itória, uma história que no contamos por muito tempo. Porém aban- donar a familiar identidade do ego é como pi ar no nada, cair num ermo abismo. Portanto, é preci o alguma fé para neutralizar o de e pero e o terror que co tumam marcar e te e trato. dianll' do lIU' d 'S 'obnrmos m nó ao trabalharmo o problema d I ctado . A p•.• iu>lcrapia lradi i nal tend a acabar n te e trato. O e trato 7 é vivenciado pela personalidade co- mo o fim, a morte. Entretanto, e contarmo com apoio e fé para per everar e dar es e salto, encontrare- mo algo completamente inesperado. m vez da ago- nia que a per onalidade antecipa, o que ela vê como "nada" revela- e como tudo, o "Vazio brilhante" (cha- mado unyata pelo zen) do qual tudo emana. Tudo que conhecemo provém de e vácuo; ele é completa- mente vazio e, no entanto, repleto de potencialidade. Ele é a liberdade e a fonte da vida. distinção entre o ob ervador e o ob ervado deixa de existir: a experiência e o experimentador tornam-se um ó. " inconcebfvel que a espiritua- l de morra dentro de n6s. Mas nela uma morte, e as pessoas . nlutam por ela. Ocorre um lu- I quando quem você pensava Je era começa a desaparecer." "A graça preenche os espaços lZios, mas s6 pode entrar onde ~ um vácuo para acolhê-Ia, e é a r6pria graça que cria esse vácuo."
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    A JORNADA ESPIRITUAL ABUYAZIO AL-BISTAMI "Livrei-me de meu eu como uma cobra muda de pele. nt o olhei dentro de mim e vi que ou Ele." Pouco e pode falar obre este e tado, já que ele não pode er descrito em pa- lavras; todo os fenômeno, não importa quão suti ou exaltados, provêm dele. aquele que empreende a jornada tiver sido abençoado com a persistência em ua busca do Divino, a alma terá encontrado seu de tino na união mí tica em Deus, ou o que certas tradi õe denominam o Supremo ou o Absoluto. Ele repre enta a obten- ção da percepção completamente não-duali ta, a fu ão total da consciência indivi dual em Deu, de modo que ó há a con ciência de Deu . O eu individual e o DiVI- no tornam- e uma ó coisa. Es e e tado de con ciência e tá além de toda no ão d exi tência individual e manifesta- e como percepção E encial não-pes oal, o er ilimitado do qual de abrocha o univer o manife to. Es e é o de tino final prometido pelas grande tradições mística. Porém é ex- tremamente raro manter- e e se estado de con ciência de forma permanente. Ape- nas algun anto e ml ticos extraordinário realmente viveram a vida a partir de - e e tado de profunda percepção. Mas a maioria de nós pode ao meno experimenta-lo, e i o já é o bastante. Experimentar es a realidade, ainda que uma só vez, pode mudar no - a vida de uma maneira muito profunda. Depois que conhecemo a unidade da existência como verdadeira experiência, jamai podemo voltar a ver a pe oa, nós mesmo ou a dádiva da vicia da mesma forma. ono Estrato: o Ser Não Individual, Universal O Continuum da Consciência e anali armo esses nove estratos, v r mo que eles formam um continuum de de o reino do imaginário (com pouca rela ao om a realidade), pa ando pelo Paradoxalmente, dentro desse vazio ainda nos vivenciamos como er indIvI- duais que atuam com eficiência no mundo, porém a identidade está centrada na h ência. o o atos guiam-se pela consciência Divina, e não pelos projeto e pr ocu- pações da per onalidade. Ainda há uma certa percepção pe oal, individualizada, mas ela se alia a um tran bordamento de amor, gratidão, assombro e exalta ão p ~ oai da alma em direção ao er e sua infinita manife tações. Este é o estrato m que passamo a per onificar plenamente no o er E sencial pessoal, ao qual algu mas tradiçõe agrada referem- e como o e tado do "eu sou". o ufi mo, ele é mar- cado pela identificação com a Pérola pe oal, o Eu Es encial, como expre ão indi- viduai do Divino. o cri tianismo, este e trato marca o prenúncio da Vi ão Beatifica, na qual as experiência individuais do eu são uma con tatação extática do Divino. Oitavo Estrato: o Ser Verdadeiramente Individual
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    JESUS DE NAZARÉ "Pis o reino de Deus está KEN WILBER r ino do pUlanH'llll p"irol( gico, ,llc o Illllll dOl"PIII tua. trato" dl I a 3 sao ha"llam '111 ' p"lt'ologl co . O de 4 a 6 < pr s ntam I m ntos P"1l0IÓgICOS (principalmente o que provêm da p icologla profun- da), ma também contêm elemento qu ,d modo ge- rai, coloca na mo na categoria e piritual. Ele ão psicoespirituai ; no o progr o atraves dele exige uma abordagem que integre p icologia e e piritualidade. emo que o e trato de 7 a 9 concentram- e principalmente no domínio do e pirito. O Eneagrama é de utilidade in onte tavel nos e - trato que vão de 1 a 5 e de extrema utilidade nos três primeiro deles, Es e estratos nos ajudam a pa sar à faixa audavel do íveis de De envolvimento. Os e - trato de 4 a 6 ajudam-nos a con olidar uma per ona- lidade audável e a dar início ao proces o de tran fe- rên ia da identifi a ão da per onalidade a Es ência. Os e tratos de 7 a 9 requerem a percep ão e o amadureci- mento do eu Essencial e dizem re peito às questões pertinente ao ívell (dos íveis de De envolvimen- to) e também à que vão além. o sa jornada nos levará a grande de afios, mas devemos lembrar que tu- do aquilo por que nos o coração realmente anseia está à no a espera no fim de - a jornada. ntro de vós." do o universo." "O remapeamento ou mudan- t mais radical do limite [do eu] processa nas experiências da Iprema identidade, pois aqui o divrduo expande o limite de sua entidade com o eu até abarcar ALÉM DA PERSONALIDADE RAMANA MAHARSHI A Essência Está Diante de ós U( ... ) A autopercepção [é] 'enas a percepção da verdadei- natureza. A pessoa que está Iscando a libertação percebe, m dúvidas nem erros, a sua rdadeira natureza pela distin- o entre o eterno e o transitório leixa de desviar-se de seu esta- Embora realmente preci emo er pacientes e per i tente ao longo do proces o de tran formação, a vivência da E ência não é tão diflcil quanto geral- mente pen amo. om efeito, uma da maiores defe- a do ego contra ela é a crença de que a e pirituali- dade eja algo rarefeito, pouco prático e muito remoto. a verdade, como nos garantem os místicos, ela e tá mai perto do que achamo ; não temo de ir a lugar algum ou fazer o que quer que eja. unica coisa que preci amo é parar de fugir de nós me mos. Quando nos vemos como realmente orno - tanto em no a verdade quanto em nos a fal idade -, come- o de dcsaprender o habito de nos abandonar e viver de ilu õe ,rea- çamos o proce çõe e defe a . , natural."
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    MEISTER ECKHAR' U( ...) Quando Deus o encon traI' pronto, ele simplesmente t rá de agir e derramar-se em vo da mesma forma que, quando ( ar é claro e puro, o sol tem de p netrá-Io e não o pode evitar." A JORNADA ESPIRITUAL - SEMPR AGORA 389 A boa notícia é que você já está aqui: sua E ência já existe em toda a ua in- teireza e perfeição. A pe oa que lê esta página não preci a fazer nada para tormu- se verdadeira ou "espiritual". Quando começamo a perceber os motivo por que no abandonamo e deixamos de lado o momento, ficamos sem razões para fazê-lo. O conhecimento de no o tipo de per onalidade ajuda-no na conscientiza ão dcs- a "razõe n. Quando paramos de tentar er quem não omos, nossa verdadeira na- tureza emerge: "ob ervamos e renunciamo", ce ando de interferir com no o d - senvolvimento; paramo de defender uma determinada autodefinição. ão preci amo aprender nada de novo nem acrescentar nada a no a Verdadeira atureza. O pro- gre so e piritual requer que vejamo o que e tá bem debaixo de nos o nariz - na verdade, e tá ob a cama- da da per onalidade. Portanto, o trabalho e piritual é uma que tão de ubtração, de renúncia, em vez de uma questão de acré cimo ao que já existe. De um cer- to ponto de vista, isso é extremamente difícil, pois os padrões da personalidade estão profundamente in- cru tados no er. Porém, vendo de outro ãngulo, temos o apoio de todo o univer o nessa Obra. A Consciência Divina quer que nós a realizemo e ampara-no no pro- cesso. Portanto, presenciar o desenrolar do Trabalho Interior em nó e no outro é um perene mistêrio e uma maravilha. Lembre-se sempre, porém, de que, e não po- demos empreendê-lo sozinhos, por outro lado, em nó , ele não pode realizar-se. Momentos que Persistem LEWIS MUMFORD UA suprema dádiva da vid consciente é a sensação do misté- rio que a abarca." Os budi ta dizem que "não há pe oa nem lugare agrados, apena momen- to agrado" - momento de graça. Todo nó já vivemos momento assim. O mo- mentos de verdadeira gra a, quando e tamo plenamente vivos e de perto, têm al- go de inteiramente diver o, me mo na lembrança, de outros fatos que po samo recordar. Os momento E senciais são muito mai vívido e reais porque permane- cem cono co; ele po suem imediaticidade porque o impacto da vida penetra o tor- por da consciência e no de perta. Percebemo que, renunciando ao medo, a resi - tência e à auto-imagem, tornamo-nos mais disponíveis para esses momentos transformadore que nos alimentam o espírito. Assim, embora ainda não pos amos gerar tai momento à no sa vontade, podemos criar em nós as condições que nos facilitam vivenciá-los. O mais impre sionante desses "momentos que per istem" é que ele não exi- gem nada de extraordinário para surgir - ele imple- mente ocorrem, geralmente de modo tranquilo e im- previsto, enquanto e tamo tomando o café da manhã, pegando o metrõ, andando pela rua ou conversando com um amigo. Ó, o autores, tivemo pe oalmen-
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    MA JOHN MACQUARRIE Rumo àMaturidade Espiritual "Não há nada mais compen- ,ador nem mais difícil que a nos- ,a tarefa humana fundamental de ornar-nos simplesmente huma- lOS." Para muito de nós, os e tágio iniciai da jorna- da e piritual con i tem na bu ca de experiências pro- funda e de lumbradora . Queremos er intimados por Deu , queremos ter prova de tudo que e pera mos ou aprendemo. E, se formo sincero, teremo mui- ta de sa experiência. Conheceremos diretamente a compaixão, o júbilo, a paz interior, a força e a deter- minação, entre outras verdadeiras qualidade da alma. Poderemo afinal compreender o que o budi ta querem dizer quando falam de va- zio ou a que o poeta ufi ta e referem quando falam no Bem-amado; poderemo compreender o mi tério da re urrei ão de ri to de um modo inteiramente novo e pe oal. Porém, a meno que tai exp riên ia e integrem à no a vida diária, per- manecerão como aga lembrança - a unto para conver a ou, pior ainda, um meio de impre ionar o amigo com no O e tado mais "evoIUldo". Todavia, e per i tirmo na prática e continuarmo a bu ca da verdade da i- tuação, p r eberemo que e e e tado ublimes não ão extraordinário nem in- dicam que ejamo mai "e peciai " que os demai sere humano. m vez di so, começaremo a compreender que estamos simplesmente vislumbrando a realidade. Trata- e de algo tão fundamental quanto o céu e o mar; algo inextricavelmente li- gado à vida humana. Perceberemo que nossa visão começa a ganhar foco e permi- te-no vivenciar a realidade tal qual de fato é. Porém, como e sa realidade no per- le alguma,> da,>mal'> gl,IlJillallll'> '.pen n ia spJrltuai nquanto nada fazlamo ai 'm de ob rvar uma maçan 'ta ou ver de fato o ro to de uma pe oa conhecida. A b I za d e tipo de experiência é ava aladora e pode mudar uma vida. As im, não o que fazemos que faz a diferença, ma a qualidade da percep ão que empregamo no momento. Poucas coi as na vida são mais extraordinária que um momento em que real- mente no encontramos cara a cara com outra pe soa. É maravilho o e, à vezes, de- masiado con eguirmo estar aberto e pre ente para outro er humano. O e tar por inteiro com outra pes oa nos ajuda a lembrar de que empre e tamo na pre ença do Divino. Reserve 30 minuto para escrever em seu Diário do Trabalho Interior sobre o momen- lOS de sua vida que mais lhe pareceram reais. Como eram eles? Como era voce em tais mo- mento ? Eles eram constitUldo de fatos importantes ou corriqueiro 7 De que forma diferem de suas demais lembrança ?
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    RAMANA MAHAR"" "Se pudéssemosver claraml I te o milagre de uma única flor, II da a nossa vida mudaria." mite vivenciar o amor, o valor, a sabedoria e a for a di- retamente, vemo que já não precisamo lutar por es- sas coi a . A sim, já não nos apegamo a bens nem a re ultados. Podemos apo entar os projeto do ego com gratidão por no haverem levado tão longe. e- te estágio, e tamo livres para viver como ere huma- nos maduro ,que agem no mundo com respon abili- dade e compaixão. É esse o verdadeiro entido da expres ão "e tar no mundo mas não er dele". Há pouco tempo, eu, Russ, constatei de forma muito profunda e a verdade. a época, participa a de um retiro e piritual. Estávamo em período de tra- balho e, como Don de creve no início deste livro, ca- da participante tinha uma tarefa a cumprir - a minha naquela tarde era a de lavaI as vidra as. Àquela altura, eu já havia participado de dezenas de períodos de traba lho semelhantes; portanto, a relutância e a re i tência que antes me dominavam n s as situa ões já não eram o principal problema. Por mais difíceis que tenham sido, aprendi a apreciar tais períodos como oportunidades muito rica de perceber-me com maior preci ão e de re taurar ou ampliar meu equilíbrio interior. Eu estava lavando, lenta e con cienciosamente, as janelas de um dormitório no segundo andar. Como e sa atividade não tinha nada a ver com o interesses habituai de meu ego, eu fiquei livre para a i tir de camarote ao funcionamento dos mecani mo de mi- nha per onalidade enquanto tentava estar pre ente na minha tarefa. Perguntava-me se estava fazendo um bom trabalho, e perava que meu me tre nota e o meu empenho, reOetia obre a importância do momento - e e e outro pen amento e fantasia brincavam-me na mente. Porém afinal percebi algo mais importante: percebi que algo em mim pre- cisava "acompanhar" tudo. Percebi que minha mente dominava o espetáculo, regis trando fato, anotando observa ões para u o po terior e, num nível mai profundo, orientando minha experiência de um modo que parecia não apenas familiar, mas neces ário. om efeito, eu era a orientação. esse momento, algo notável ocorreu. Vi que na verdade não preci ava manter es a orienta ão vigilan- te, que podia relaxar e renunciar - e as janela eriam lavadas da me ma forma. Alguma ten ão interior ce- deu e, de repente, minha experiência se tornou ime- diata, não mediada por minha atividade mental. Eu implesmente e tava ali, mo Presença: a lavag m da vidraça e tava acontecendo, meu corpo e movia e respirava, as folha da arvores balançavam- la fo ra, tudo Ouía - mas nao havia sensação de epara ao. O mundo - e, dentro dele, eu
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    o Heroísmo doTrabalho '( ... ) A abertura espiritual não ma retirada para um reino .ginado ou uma caverna segu- Ela não é um arrancar, mas afetar de toda a experiência ,ida pela sabedoria e pela bon- le do coração, sem separação JACK KORNFIELD ma da cai a mai e panto a que de cobrimo ao explorar nos o habito , reaçõe e vaze interiores é o quanto ele nos foram legados por no o pai. Em- bora muito prefens ema ver-no como totalmente diferentes de no os genitores, quanto mai detidamente anali amos no a atitude e comportamento, mai per- cebemo o quanto eu problema p icológico e suas "saiu ões" nos foram trans- mitido. o o pai, por sua vez, herdaram muito dos problemas e rea ões de seu próprios pai ,e assim por gera ões e gerações. A partir de sa per pectiva, vemo que, quando nos conscientizamos de nos a personalidade habitual, e tamos curando não ó nossos próprio problemas, mas também padrõe destrutivos que podem vi.r afe- tando gerações, talvez por muitos séculos, dentro de nos a família. Por conseguinte, quando no trabalha- mos, redimimo tanto nossas luta e sofrimentos - 1I. Ulmo um unlUl hl'lo l Illagnlhco lksahrochar que pro guia interminavcl- 1I1l'ntl o 'ntallto, tlIdo 1'>'>0 tran orria em meio a uma va ta e pacífica quietude, . qual nao 5 d ixava perturbar por e e jogo da realidade que Oui e e tran forma. ( que eu pre umia er a base da realidade - o mundo cotidiano - era mesmo real, mas parecia- e mai ao brincar da luz do 01 obre a superfície do mar: eu podia ver os r Oexo brilhantes na ondas, mas também tinha consciência da profundidade que Jaz abaixo deles e sabia que eu mesmo e tava imer o nela. o terminar minha tarefa, a ligação que e e tabelecera entre mim e e sa face- ta da realidade permaneceu e inten ificou- e de tal forma que con egui interagir com as pe oa a partir de a noção expandida de mim me mo. ão senti nece i- dade alguma de impre ionar ninguém com e e "feito", pai via que não era um feito, ma im apena uma experiência da verdadeira natureza do mundo. Além di - o, podia ver que todo o demai eram imple mente aspecto de a me ma natu- reza; portanto, a quem eu impre ionaria? O mai a ombro o de a experiência foi que vi que era perfeitamente po í- vel ter con ciência de mim me mo enquanto parte da profundidade do er e, ao mesmo tempo, agir normalmente no mundo - comer, conversar, trabalhar, descan- ar. O amor e o respeito pelo outros surgiram de modo muito natural porque, na verdade, eu vivenciei a verdadeira natureza da itua ão. Em outras palavras, a per- cepção de no a verdadeira natureza liberta-no dos anseio e da ilusões da per 0- nalidade, de forma que tornamo-no capaze de interagir com implicidade, graça e inabalável paz interior a cada momento. abemos quem e o que somos, e a infin- dável inquietude interior ce a. Tornamo-no livre para aceitar a maior e mai pre- cio a de toda a dádiva: o in ondável mi té,rio do ~r, a no a própria existência. Jma."
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    A JORNADA ESPIRITUAL- CH RISTOPH ER FREEMANTLE "Nossa maior necessidade é consagrar a vida pela fidelidade a uma realidade mais profunda em nós. Podemos ver agora que nos- sa prece é por nosso direito inato, há muito esquecido, embora não de todo, pois a memória de seu sabor permanece, incitando-me, lembrando-me." quanto os de no sos ancestrais. É o mesmo que ocorre quando as pe oa se tornam livre apó muita geraçõe de e cravidão e percebem que es a liberdade dá ntido e dignidade à lutas de todas as gerações que as precederam. Uma outra razão, talvez mais convincente, para realizar este trabalho é im p c - dir que haja transmissão de padrõe destrutivo à futura geração. Por exemplo, sta· mo no con cientizando de que muito hábito e atitude incon ciente em rela· ção ao meio ambiente e ao raci mo atingiram um ponto crítico. Por con eguintc, muitos joven pais estão fazendo o possível para per onificar novos vaiare de cons· ciência social e ambiental, de modo que eus filho não dêem continuidade à me • mas po tura de trutivas. As im, tanto do ponto de vi ta do indivíduo quanto do da coletividade, trabalhar-nos a nós mesmos é um ato de nobreza e a educação de um filho é um apelo ao de pertar - para que vejamo, reajamos e demos de coração. A educação de um filho é para a maioria das pe oas como estar numa escola e piri- tual, pois e trata de uma tarefa que acaba trazendo à tona todo o problemas que elas própria tiveram na infância. Muitas veze ,eles ão transmitidos por repeti ão ou por reação, a meno que u emas a oportunidade para trabalhar-nos, superar no - as limitações e redimir nosso passado. Com efeito, a tarefa de renunciar ao hábitos do passado é um e for o herói- co. Ela requer de nó uma tremenda coragem de enfrentar a mágoa, perda , rai- vas e fru traçõe ; é preciso muita compaixão para não fugirmos do ofrimento. Além dis o, quando constatamos o caráter transgenerativo do padrões da per ona- lidade, vemos claramente que nossa transformação pessoal tem con eqüência de longo alcance, a quai nem sempre podemos prever. Quando nos trabalhamo, e - tamo tomando parte na evolução da con ciência humana de uma maneira muito palpável. Todos sabem que algo de importância capital está acontecendo hoje no mun- do. Embora muita de uas manifestações possam er apena reaçõe ao milênio, muita gente acha que elas reOetem algo de mai importante: o despertar do con - ciente coletivo. abemos que, como espécie, não podemo continuar vivendo da forma que vivemos até hoje e obreviver por muito tempo. O tempo do egOl mo de- senfreado, do con uma irresponsável e do individualismo ganancio o chegou ao fim. Ele já eguiram eu cur o, e hoje vemos o prejUlzo que no deixaram em e - cala global. Talvez o Eneagrama tenha surgido em nossa era para dar à humanidade um instrumento que possa acelerar a transformação do eu egóico de cada um. O me tres espirituais de todo o mundo e tão fa- lando sobre a nece sidade de uma mudança na con - ciência em nível planetário, e a duas cai as podem es- tar ligadas. Talvez ainda não eja po sivel saber para onde vai a humanidade, ma o Eneagrama acelerar no - so despertar, terá efeito profundos e de longo alcan- ce. Mesmo que algumas pou as centenas de pe oas
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    ti sperLassel11 'passa,>sl'1I1,I IV 'r '0111pl 'na 'onscl 'neta, a hisLOria d mundo 'm duvida mudaria. A tran f rma ão e dá quando nossa per pectiva habitual muda e atingimo uma nova compreensão de quem realmente somos. Entretanto, precisamos lembrar que a percep ão de quem realmente somos ocorre - como todos os momentos de gra a - apenas sempre agora. No fim das contas, essa é a sabedoria do Eneagrama. OS E S T A G IO S DO T R A B A L H O Se realmente nos observáSsemos, nos conscientizaríamos de nossos hábitos e tensões. Se nos con cientizássemos de nossos hábitos e tensões, renuncianamos e relaxaríamos. Se renlHlciássemos e relaxássemos, nos conscientizaríamos das sen ações. Se nos conscientizássemos das sensações, receberíamos impressões. Se recebêssemos impressões, desperta na mos para o momento. Se despertássemos para o momento, vivenciar/amos a realidade. Se vivenciássemos a realidade, veríamos que não somos a personalidade. e víssemos que não somos a personalidade, lembraríamos de nos. e lembráS emos de nos, renuncianamos ao medo e aos apegos. e renunciassemos ao medo e aos apegos, senamos tocados por Deus. Se fõssemos tocados por Deus, buscaríamos a lmião com Deus. Se buscássemos a união com Deus, iríamos querer o que Deus quer. Se quiséssemos o que Deus quer, senamos trallsfonnados. e fõs emos transfonnados, o mundo se transformaria. e o mlmdo se transformasse, tudo retomaria a Deus.
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    AGRADECIMENTOS Me mo osme tre têm mestre ,e não somo exce ões. Algun não são muito conhecidos, outro ão conhecidos de todos. eria impossível e crever algum agra- decimento sem lembrar os Grande Me tres que mais nos influenciaram - Buda, Cristo e Maomé - bem como me tres mai contemporâneo - Gurdjieff, Krishna- murti, Dogen, jellaludin Rumi, ri Aurobindo e ri i argadatta Maharaj. Espera- mos que seu e pirita, que influenciou este livro, ecoe através de suas páginas. Gostaríamo também de agradecer ao nossos me tre pessoais da Grande Obra da transformação humana - jerry Brewster, Alia johnson e Hameed Ali (que escreve ob o pseudõnimo de A. H. Almaas) - pela orienta ão que nos forneceram todos e es anos. Sua integridade pe soai, sua sabedoria e seu humor foram para nós uma in pira ão e uma bênção. Acima de tudo, ua humanidade e sua profunda c autêntica espiritualidade foram um constante exemplo de como "estar no mun- do, ma não ser dele". om sua perguntas, suge tões e neces idade, nosso alunos e amigos foram colaboradores diretos neste projeta. Ao longo dos três últimos anos em que escre- vemos, pedimo a vário dele que no mandassem relatos de suas experiência, para que o livro ressoa se com as voze de pessoa de verdade. Gostaríamos de agradecer aos seguintes por sua genero idade: Brenda Abdilla, arah Aschenbach, Annie Baehr, Barbara Bennett, Ann-Lynn Best, Bryann Bethune, ancy Boddeker, Marion Booth, jane Bronson, Katherine Chernick, Mona Coates, Les Cole, Katc Corbin, Manha rampton, Ginny Cusack,jack De antis, Alice Downs, Robin Du- laney, Arlene Einwalter, Dianc Ellsworth, David Fauvre, Rod Ferris, Peg Fi cher, athie Flanigan, Li a Gain r, Belinda Gore, Brian Grodner,joe Hall, Anita Hamm, Paul Hanneman, Roben llarni h, Helen Hecken, jane Hollisler, john Howe, An- drea lsaac , Ed jacob ,Jim jennings, joan jennings, Dan johnston, Michelle juri-
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    k,I, (,(org Kawash,Irb', K 'n Kucin, Tomar Le ine, ori Mauro, I ons M{ anh, il Mc rary, 011 n McDonald, Damon Miller, Maurice Mon tt ,les- li Mo 'S, Tal Par on, onnie Pate, jame Peck, Gillette Piper, Marie-Anne Quen- neville, Jorre Rawling -Davies, Richard Ree e, joan Rhoade , john Richard , ylvia Roeloff ,Tony chwartz, Marin Shealy, ynthia mith,Dan tryk, Loi e Bob Tallon, Vane a Thornton, Kathleen Tomich, Terri Waite e Gloria White. ua his- toria ão vendicas, ma mudamo eus nome (e, em algun ca o ,certo deta- lhes) para proteger ua privacidade. gradecemos também ao membros dajapan Enneagram As ociation, e pecialmente ao r. Hayashi, bem como a Tim McLean e Yoshiko Takaoka. Agradecemo e pecialmente também ao nos o aluno e colega Carl Dyer, que no in pirou a de envolver o QUESTIONÁRIO RI O-HUD O (O Te te la ificatório Rapido do Eneagrama). Go taríamo ainda de agradecer a Dan apolitano e a Brian Taylor, diretor de operaçõe e advogado do The Enneagram In titute, re pectivamente, por eu apoio e seu incan ávei e forço durante o anos que levamos e crevendo este livro. Em vária oca iõe não pudemo cuidar do assuntos do Instituto, e ambo nos ub ti- tuíram pacientemente, tirando de no a costa um grande fardo. Agradecemos também a Ampara Molina, Karl Goodman e Rocky KnulSen, que, cada um à ua ma- neira, no ajudaram a manter a aude e o bem-e tar. Brian Taylor e u a Maal deram-no a ambo um tremendo apoio, além de va- lio o con elho . Da me ma forma, e tamos gratos pelo apoio de no a agente, Su- an Le cher, e de nossa editora con ultiva, Linda Kahn, por sua ine timável ajuda na e trutura ão do material. Gostaríamos de agradecer ainda a Toni Burbank, nos- a editora na Bantam Books, por compartilhar nos a vi ão e levar o Eneagrama ao mundo por meio de um livro prático que ajudaria a pe oas a mudar ua vida. Ru go taria de agradecer ao eus pais, AI e Honey Hudson, bem como a ua irmã, Lorraine Mauro e famllia e Meredith Van Withrow e família. Eu agradeço de coração ao amigo Laura Lau Kenti , Ru sell Maynor, Steve Varnum, Molly Mac- Millan, Karen Miller, Maggi ullen, tacey Ivey, Tucker Baldwin, Peter e jamie Fau t, Mark icol on,joan lark, Richard Porter,janet Levine, ancy Lunney,ju- lia onnor, Li a Morphopoulo , Butch e Wendy Taylor, jerry e Vivian Bird ali, Paula Phillip ,Randy icker on, Tony chwartz, Deborah Pine , Lee e a equipe do Mana Re taurant, Mark Kudlo, David antiago, Alan e Kathy For, Franc D'Am- bro io, D. C. Walton e Mindi McAIi ter. Go taria também de regi trar minha grati- dão à orienta ão compa iva que recebi de jeanne Hay, cott Layton, Rennie Mo- ran, Morton Letof ky e Michael Gruber. Um grande "obrigado" vai para meus amigo da Ridhwan chool, pelos incontáveis momentos que dividimos ao longo do Caminho. Obrigado também ao meus amigos do La Rosita Re taurant por me deixarem sentar diariamente com mil manu critos à me a. Go taria também de agradecer à minha avó, Meredith Eaton, que e colheu meu nome e me trouxe ao mundo. Ela faleceu enquanto este livro era escrito, mas sua bondade e gentileza se- rão sempre lembrados por aqueles que a conheceram.
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    Exi lem atualmentevário livros acerca do Eneagrama. Entretanto, o leitore vêm se mos- trando confu o diante da incoerência e contradições entre ele. É no a convicção que os livro que aplicam o Eneagrama a relacionamentos, negócio , e piritualidade etc. erão de pouca utilidade e e tiverem ba eado em noçõe distorcida acerca do tipo do Eneagrama como um todo. eja como for, "o Eneagrama" não exi te. O que exi te ão diferente interpretações de diferente autore . Portanto, in tamo o que e interes arem pelo i tema a ler criticamente todos os livro obre o assunto (indu ivc o no o). pensando por i me mo e empre jul- gando tudo com bae em ua própria experiência. Finalmente, gostaria de agradecer especialmente pela bênção extraordinaria de contar com a amizade de Don, que sempre marca sua pre ença em minha vida com apoio e carinho incontestávei. eu brilho, ua eloqüência e seu humor mara- vilham-me a cada dia, e ua genero idade de espírito e dedicação a eu Trabalho to- cam-me profundamente. Don gostaria de agradecer a todos os eu alunos, familiare e amigo pelo con tante amor e apoio. orno já foram mencionado em livro anteriore, não o farei mai uma vez. Eles abem quem ão. ( ário inclusive já foram citado acima como colaboradore .) Entretanto, go taria de lembrar Ruben t. Germain, GeoffEd- holm, Charles Aalto, Rick Horton e Anthony a sis particularmente. Finalmente, embora eu também haja agradecido a Ru s em livro anteriore por sua amizade, go taria mai uma vez de fri ar o quanto sou grato pela bênção des a amizade e de dizer que e tou convencido de que não ó minha vida seria mui- to diferente e não fo e por Ru - também o futuro do Eneagrama. Acredito que ele é um e pírito extraordinário, enviado não apenas a mim, ma ao mundo para er um importante me tre espiritual. Acima de tudo, ambos gostaríamos de agradecer ao E pirito Divino que, acre- ditamo, manteve a Presença ao longo dos anos de e forço que e te livro exigiu pa- ra er e crito. Pelo apoio e orientação que recebemos e tamo grato e dedicamos mai uma vez no o trabalho, no a vida e no o er à Grande Obra de libertação e tran formação humana. OTA OBRE LIVRO A ER A D I:ACrRAMA Don Richard Ri o Russ Hud on Agosto de 1998
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    BIBLIOGRAFIA Almaa ,A. H.Diamond Heart. Vols. 1-4. Berkeley, CA: Diamond Book ,1987-1997. ____ o. Essence. York Beach, ME: amuei Wei er, 1986. ____ o. The Pearl Beyond Price. Berkeley, A: Diamond Books, 1988. ____ oThe Point of Existence. Berkeley, A: Diamond Book , 1996. ____ o The Void. Berkeley, A: Diamond Books, 1986. Andrews, frank. The Art and Practice of Loving. ova York:jeremy P.TarcherlPuLnam, 1991. Barks, Coleman, et aI. The Essential Rumi. an Franci co: Harper anFranci co, 1995. Beck, Charlotte. othing Special. an Franci co: Harper anFranci co, 1993. Bennett,j. G. Enneagram tudies. York Beach, ME: amuei Weiser, 1983. [O Eneagrama, pu- bli ado pela Editora Pen amento, ão Paulo, 1985.1 Brad haw, john. Bradshaw On the Family. Deerfield Beach, FL: Heallh ommunicalion, 1988. ____ oHOlllecoming. ova York: Banlam Book , 1990. Cameron, julia, e Mark Bryan. The Artists Way. ova York: jeremy P.TarcherlPulnam, 1992. DeMello, Anlhony. Awareness. ova York: Doubleday, 1990. ____ oThe Way to Love. ova York: Doubleday, 1991. Diagnostic and Statistica/ Manual of Mental Di orders, 4' ed. Wa hinglon, D : American P ychiatric A ocialion, 1994. Epslein, Mark. Thought Without a Tllinlzer. ova York: Basic Books, 1995. Ep lein, Perle. Kabbalah, The Way of the )ewish Mystic. Bo ton: hambhala, 1988. [ abala- O Caminho da Mistica)udaica, publicado pela Editora Pen amento, ão Paulo, 1991.1 Fremantle, hrislopher. On AtLention. Denville, J: Indicalion Pre ,1993. Goleman, Daniel. Emotiona/lrltelligence. ova York: Bantam Books, 1995. Greenberg,j., e lephen Milchell. OhjecI Relation in Pychoanalytic Theory. ambridge, MA: Harvard niversilY Pre ,1983. Guntrip, Ilarry. chizoid Phenomena, Object Rdation , and tlle df. Madi on, T: Internalio- nal nivcr iue Pre ,1995. GurdJierr, G. I. Beclzebub's Tales lO Ilis Grandson ova York: Viking Arkana, 1992. ____ oViewsfrom lhe Real World. ova York: Dutton, 1975. Hale , Dlanne, e Robert Hale . Ca,ingfor the Mind. ova York: Bantam Books, 1995. Halevi, Z'cv Ben himon. The Way of Kabbalah. York Beach, ME: amuei Wei er, 1976. Hanh, Thich hal. The Miracle of Mindfulne .. Bo lon: Beacon Pre ,1975. Hin ie, Leland, e Robert ampbell. Psychiatric Dictionary, 4' ed. ova York: Oxrord niver- ily Pres , 1970. Horney, Karen. cU /o i alld Hwnan GlOwth. ova York: W.W. orton, 1950. _____ .Ow Innel ConJ7ict. ova York: W.W. orton, 1945. Ichazo, O caro Between Metaphysics and Protoanalysis. ova York: Arica In litule Pre ,1982. ____ .Interview with Oca, Icltazo. ova York: rica !nSlilule Pre ,1982. I aac , Andrea e jack Labanau kas, "Inlerview with car Ichazo", Parte 1-3, Enneagram Month/y, Vol. 2, numero II e 12, 1996 e Vol. 3, numero I, 1997. john on, tephen. Character tyle. ova York: WW orton 1994. jung, C. G. Psychological Type . Princcton, J: Princeton niver ity Pre ,1974. Ka uli , T. P.Zen Action, Zen Person. Honolulu: Univer ity or Hawaii Pres , 1981. Kemberg, Ouo. Borderline Conditions and Borderline arci si m. ova York:jason Aron on, 1975.
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    Ru ' HUDO é um do - mai inova, dore e de tacado e tudio o do Enea, grama na atualidade. É diretor-executivo da Enneagram Per onality Type , Inc., e co-fundador do The Enneagram In ti, tute, onde vem mini trando pr grama de treinamento profi -i nal de d 1991. Diretor-fundador e vice-pre idente da In, ternational Enneagram A ociati n, foi i tente de Don Ri o na elaboração de divero livro. Diplomou- e com di tinção em e tudo orientai na Columbia Uni, ver 'ity, ova York. Peç.l c,mílllgll gratuito à EDITORA CULTRlX Rua Dr. M.írill Vicente, 36 Iplr<lI1ga 04270- iio Paulo, 'P E-mail: penamento(acultnx.com.nr http: ./www.pensamenm-ultrix.com.nr