João Belchior 11º M




A identidade Nacional
Ainda faz sentido, nos dias de hoje, "Ser Português"?



Ser Português, nos dias que correm, é um acto de coragem! Num Mundo cada vez
mais dedicado à “aldeia global”, em que somos europeus, e pertencemos à NATO, e
vamos em missões de capacetes azuis da ONU para cenários de guerra em países
estrangeiros, afirmar-se que vale a pena ser Português, é, aparentemente, remar
contra a maré.
       No entanto, como marinheiros experimentados, estamos habituados a
enfrentar mares tenebrosos; quando o Mundo ainda não tinha os contornos
definidos, lá fomos nós, Atlântico abaixo, descobrir como era a Terra. Nessa altura,
éramos os grandes navegadores. Com o passar do tempo, ficou-nos a saudade das
glórias passadas, mas o espírito manteve-se.
       Em     pleno   século   XX,   ser   Português   passou    por    fases    difíceis:
“orgulhosamente sós”, era o lema que manteve o nosso país longe da evolução
apressada do resto da Europa, aqui, arrumadinhos no nosso jardim à beira-mar
plantado, a comer uma cabeça de sardinha e a olhar por cima do ombro, não fosse
alguém ouvir alguma queixa e denunciá-la… Não foram tempos fáceis para o orgulho
individual.
       Mas como em todas as coisas, o Português sempre foi capaz de se evidenciar
por todo o lado. Durante anos, o Galo de Barcelos, o bacalhau e o garrafão de tinto
foram imagem de marca… Nem sempre a mais desejável…             Portugal   não     ficou,
entretanto, perdido nesse tempo: hoje, rivalizamos com os melhores cientistas
(embora os nossos tenham de ir para as grandes universidades e laboratórios
estrangeiros para serem reconhecidos), e temos uma costela futebolística que faz
inchar o peito de ar quando se fala em Cristiano Ronaldo, ou José Mourinho.
       Tem sempre vivido de glórias, o Português… Mas nada há como as pequenas
vitórias do dia-a-dia. Efectivamente, não há povo desenrascado como o nosso: não
se sabe como fazer? Um Português resolve. E o nosso famoso sentido de
oportunidade (há quem ache que é oportunismo)? Um Português sabe sempre como
se “safar”.
       Se essas não são razões válidas, experimentemos estas: há mais de 800
anos que o nosso país existe, bem definido nas suas fronteiras; a nossa cultura
continua viva, assimilando as tendências dos povos que estiveram na nossa origem
e continuando a adaptar-se àqueles que nos visitam; temos mais de 500 km de
praias e paisagens belíssimas, e muito orgulho nelas; a nossa língua é das mais
ricas e faladas do Mundo.
      Ah! Que orgulho em ser-se Português! Este povo, desde sempre
ingovernável, já diziam os Romanos, nunca se deixa abater! De Viriato a D.
Sebastião, temos sempre esperança no amanhã. Afinal, “tudo vale a pena se a alma
não é pequena”…

A Identidade Nacional

  • 1.
    João Belchior 11ºM A identidade Nacional Ainda faz sentido, nos dias de hoje, "Ser Português"? Ser Português, nos dias que correm, é um acto de coragem! Num Mundo cada vez mais dedicado à “aldeia global”, em que somos europeus, e pertencemos à NATO, e vamos em missões de capacetes azuis da ONU para cenários de guerra em países estrangeiros, afirmar-se que vale a pena ser Português, é, aparentemente, remar contra a maré. No entanto, como marinheiros experimentados, estamos habituados a enfrentar mares tenebrosos; quando o Mundo ainda não tinha os contornos definidos, lá fomos nós, Atlântico abaixo, descobrir como era a Terra. Nessa altura, éramos os grandes navegadores. Com o passar do tempo, ficou-nos a saudade das glórias passadas, mas o espírito manteve-se. Em pleno século XX, ser Português passou por fases difíceis: “orgulhosamente sós”, era o lema que manteve o nosso país longe da evolução apressada do resto da Europa, aqui, arrumadinhos no nosso jardim à beira-mar plantado, a comer uma cabeça de sardinha e a olhar por cima do ombro, não fosse alguém ouvir alguma queixa e denunciá-la… Não foram tempos fáceis para o orgulho individual. Mas como em todas as coisas, o Português sempre foi capaz de se evidenciar por todo o lado. Durante anos, o Galo de Barcelos, o bacalhau e o garrafão de tinto foram imagem de marca… Nem sempre a mais desejável… Portugal não ficou, entretanto, perdido nesse tempo: hoje, rivalizamos com os melhores cientistas (embora os nossos tenham de ir para as grandes universidades e laboratórios estrangeiros para serem reconhecidos), e temos uma costela futebolística que faz inchar o peito de ar quando se fala em Cristiano Ronaldo, ou José Mourinho. Tem sempre vivido de glórias, o Português… Mas nada há como as pequenas vitórias do dia-a-dia. Efectivamente, não há povo desenrascado como o nosso: não se sabe como fazer? Um Português resolve. E o nosso famoso sentido de oportunidade (há quem ache que é oportunismo)? Um Português sabe sempre como se “safar”. Se essas não são razões válidas, experimentemos estas: há mais de 800 anos que o nosso país existe, bem definido nas suas fronteiras; a nossa cultura continua viva, assimilando as tendências dos povos que estiveram na nossa origem e continuando a adaptar-se àqueles que nos visitam; temos mais de 500 km de
  • 2.
    praias e paisagensbelíssimas, e muito orgulho nelas; a nossa língua é das mais ricas e faladas do Mundo. Ah! Que orgulho em ser-se Português! Este povo, desde sempre ingovernável, já diziam os Romanos, nunca se deixa abater! De Viriato a D. Sebastião, temos sempre esperança no amanhã. Afinal, “tudo vale a pena se a alma não é pequena”…