As primeiras moedas portuguesas terão sido
     produzidas ainda no reinado de D. Afonso
Henriques, certamente depois de em 1179 ter sido
  reconhecido pelo Papa como rei. São pequenos
espécimes feitos de bolhão, uma liga de cobre e de
prata: o dinheiro e a medalha, esta valendo metade
 de um dinheiro. O dinheiro continua a tradição do
denário romano, que servira de união monetária do
   vasto Império e que os Bárbaros mantiveram
     depois da queda de Roma, em espécimes
            profundamente adulterados.
Com Pedro II ainda Regente, as moedas começaram a ser
serrilhadas por cunhagem mecânica. Procurou-se assim evitar que as
moedas de prata e de ouro fossem cerceadas. Como o seu corte era
irregular, os agiotas limavam-nas, retirando-lhes a prata, ou ouro em
pó, reduzindo o seu valor intrínseco.
  O cruzado de prata distingue-se como uma das mais belas moedas
portuguesas, quer pelos cunhos quer pelas dimensões. As faces
mostram, no anverso, as armas reais e, no reverso, a cruz de Cristo
com a legenda adoptada já desde o tempo de D. João III
No reinado de D. João V continuaram a cunhar-se
moedas de cobre e de prata por processos mecânicos.
Nessa altura aparece a maior e mais pesada moeda
portuguesa de ouro, o dobrão que valia 24.000 réis e se
subdividia no meio dobrão. Estava ornamentada com a
cruz de Cristo, canhonada por quatro MM (Minas Gerais).
Cunhou também moedas do Rio de Janeiro, Baía, Lisboa e
Porto: cruzadinhos de ouro, os escudos, os meios escudos,
meias peças, peças e dobras. A execução dos cunhos da
série de escudos, que acompanham estas moedas, é de
grande perfeição e beleza.
D. José I continuou com a cunhagem de cobre e prata, limitado a de
ouro às peças, meias peças, escudos, quartinhos e cruzados novos de
ouro, conhecidos por pintos, que são as mais pequenas moedas de ouro
daquele tempo.
  A sua filha, D. Maria I, continuou a bater algumas destas moedas de
ouro, a mais pequena o cruzado de ouro e a maior a peça. Porém, a
decadência aurífera tinha começado. As séries de prata prosseguem
limitadas aos tostões, vinténs e cruzados de prata. Dos vinténs, o mais
falado foi a pequena moeda de três vinténs, que, pela sua dimensão
levou a ser comparado na linguagem popular à virgindade feminina.
Perdê-la era perder os três vinténs.
Com a adesão de Portugal ao Euro, em 1999,
consequência da entrada de Portugal na União
Europeia, morreu a moeda portuguesa, como se
tivéssemos regressado ao tempo dos romanos
quando uma única moeda circulava no vasto
império... As últimas emissões de 1998, incluem
uma moeda consagrada à EXPO no valor de 200
escudos e outra à Ponte Vasco da Gama no valor de
500 escudos.
Moeda euro, chegou a Portugal em 2002, no
qual foi uma moeda que se espalhou quase por
toda a União Europeia.

A história das moedas

  • 2.
    As primeiras moedasportuguesas terão sido produzidas ainda no reinado de D. Afonso Henriques, certamente depois de em 1179 ter sido reconhecido pelo Papa como rei. São pequenos espécimes feitos de bolhão, uma liga de cobre e de prata: o dinheiro e a medalha, esta valendo metade de um dinheiro. O dinheiro continua a tradição do denário romano, que servira de união monetária do vasto Império e que os Bárbaros mantiveram depois da queda de Roma, em espécimes profundamente adulterados.
  • 3.
    Com Pedro IIainda Regente, as moedas começaram a ser serrilhadas por cunhagem mecânica. Procurou-se assim evitar que as moedas de prata e de ouro fossem cerceadas. Como o seu corte era irregular, os agiotas limavam-nas, retirando-lhes a prata, ou ouro em pó, reduzindo o seu valor intrínseco. O cruzado de prata distingue-se como uma das mais belas moedas portuguesas, quer pelos cunhos quer pelas dimensões. As faces mostram, no anverso, as armas reais e, no reverso, a cruz de Cristo com a legenda adoptada já desde o tempo de D. João III
  • 4.
    No reinado deD. João V continuaram a cunhar-se moedas de cobre e de prata por processos mecânicos. Nessa altura aparece a maior e mais pesada moeda portuguesa de ouro, o dobrão que valia 24.000 réis e se subdividia no meio dobrão. Estava ornamentada com a cruz de Cristo, canhonada por quatro MM (Minas Gerais). Cunhou também moedas do Rio de Janeiro, Baía, Lisboa e Porto: cruzadinhos de ouro, os escudos, os meios escudos, meias peças, peças e dobras. A execução dos cunhos da série de escudos, que acompanham estas moedas, é de grande perfeição e beleza.
  • 5.
    D. José Icontinuou com a cunhagem de cobre e prata, limitado a de ouro às peças, meias peças, escudos, quartinhos e cruzados novos de ouro, conhecidos por pintos, que são as mais pequenas moedas de ouro daquele tempo. A sua filha, D. Maria I, continuou a bater algumas destas moedas de ouro, a mais pequena o cruzado de ouro e a maior a peça. Porém, a decadência aurífera tinha começado. As séries de prata prosseguem limitadas aos tostões, vinténs e cruzados de prata. Dos vinténs, o mais falado foi a pequena moeda de três vinténs, que, pela sua dimensão levou a ser comparado na linguagem popular à virgindade feminina. Perdê-la era perder os três vinténs.
  • 6.
    Com a adesãode Portugal ao Euro, em 1999, consequência da entrada de Portugal na União Europeia, morreu a moeda portuguesa, como se tivéssemos regressado ao tempo dos romanos quando uma única moeda circulava no vasto império... As últimas emissões de 1998, incluem uma moeda consagrada à EXPO no valor de 200 escudos e outra à Ponte Vasco da Gama no valor de 500 escudos.
  • 7.
    Moeda euro, chegoua Portugal em 2002, no qual foi uma moeda que se espalhou quase por toda a União Europeia.