A Crise de 1929
 
Durante a Primeira Guerra Mundial, a economia norte-americana estava em pleno desenvolvimento. As indústrias dos EUA produziam e exportavam em grandes quantidades, principalmente, para os países europeus.  No final da Primeira Guerra, a indústria dos EUA era responsável por quase 50% da produção mundial.
Após a guerra o quadro não mudou, pois os países europeus estavam voltados para a reconstrução das indústrias e cidades, necessitando manter suas importações, principalmente dos EUA.
Este  período de euforia na economia dos Estados Unidos foi chamado de “The American Way of life”, que pode ser traduzido como: o modo americano de viver. Mas trata-se de um comportamento social da época, não somente de uma frase de propaganda.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A situação começou a mudar no final da década de 1920. Reconstruídas, as nações européias diminuíram drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos. 
Com a diminuição das exportações para a Europa, as indústrias norte-americanas começaram a aumentar os estoques de produtos, pois já não conseguiam mais vender como antes.
Grande parte destas empresas possuíam ações na Bolsa de Valores de Nova York e milhões de norte-americanos tinham investimentos nestas ações.
Por sua vez, Inglaterra, França e Alemanha foram atualizando rapidamente seus métodos industriais. Isso colaborou para aumentar o desequilíbrio entre o excesso de mercadorias produzidas e o escasso poder aquisitivo dos consumidores. Configurava-se assim uma conjuntura econômica de  superprodução capitalista .
Em outubro de 1929, percebendo a desvalorizando das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias.
 
 
O  crack  da Bolsa de Valores de Nova York: A crise de superprodução teve como um de seus grandes marcos o dia 29 de outubro de 1929, dia do  crack da Bolsa de Valores de Nova York , que representava o grande termômetro econômico do mundo capitalista. As ações das grandes empresas sofreram uma queda imensa, perdendo quase todo o seu valor financeiro.
As empresas foram forçadas a reduzir o ritmo de sua produção. Em função disso, promoveram a demissão em massa de seus funcionários. Terminava o sonho do  american way of life . Durante a crise somou-se 15 milhões de desempregados.
Pessoas muito ricas passaram, da noite para o dia, para a classe pobre. O número de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.
O  crack  da Bolsa de Valores de Nova York abalou o mundo inteiro. Os Estados Unidos não podendo vender também deixaram de comprar e isso afetou também o Brasil, que dependia das exportações de café para os Estados Unidos.
 
A quinta-feira Negra:
A Bolsa de Valores em 29 de outubro:
 
 
 
 
 
 
A crise de 1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. E também queimou o café estocado em armazéns.
 
 
 
Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, aumentando a indústria brasileira.
 
 
 
O New Deal: a reação à crise  Nos primeiros anos do governo do presidente  Franklin Delano Roosevelt , os Estados Unidos adotaram o  New Deal , um conjunto de medidas destinadas à superação da crise. O New Deal foi inspirado nas idéias do inglês  John Keynes.
Dentre as principais medidas adotadas pela política econômica do New Deal,  destacam-se: Controle governamental dos preços de diversos produtos industriais e agrícolas. Concessão de empréstimos aos proprietários agrícolas.
Realização de um grande programa de obras públicas. (estradas, aeroportos, ferrovias, energia elétrica etc)  Criação de um seguro-desemprego. Recuperação industrial. O programa foi tão bem sucedido que em 1939 a economia norte-americana já havia melhorado bastante; mas a recuperação total só acontece com a  2ª GUERRA MUNDIAL .
 
 
 
 
Reflorestamento:
 
 
 

A crise de 1929 prof nélia

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    Durante a PrimeiraGuerra Mundial, a economia norte-americana estava em pleno desenvolvimento. As indústrias dos EUA produziam e exportavam em grandes quantidades, principalmente, para os países europeus.  No final da Primeira Guerra, a indústria dos EUA era responsável por quase 50% da produção mundial.
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    Após a guerrao quadro não mudou, pois os países europeus estavam voltados para a reconstrução das indústrias e cidades, necessitando manter suas importações, principalmente dos EUA.
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    Este períodode euforia na economia dos Estados Unidos foi chamado de “The American Way of life”, que pode ser traduzido como: o modo americano de viver. Mas trata-se de um comportamento social da época, não somente de uma frase de propaganda.
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    A situação começoua mudar no final da década de 1920. Reconstruídas, as nações européias diminuíram drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos. 
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    Com a diminuiçãodas exportações para a Europa, as indústrias norte-americanas começaram a aumentar os estoques de produtos, pois já não conseguiam mais vender como antes.
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    Grande parte destasempresas possuíam ações na Bolsa de Valores de Nova York e milhões de norte-americanos tinham investimentos nestas ações.
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    Por sua vez,Inglaterra, França e Alemanha foram atualizando rapidamente seus métodos industriais. Isso colaborou para aumentar o desequilíbrio entre o excesso de mercadorias produzidas e o escasso poder aquisitivo dos consumidores. Configurava-se assim uma conjuntura econômica de superprodução capitalista .
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    Em outubro de1929, percebendo a desvalorizando das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias.
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    As empresas foramforçadas a reduzir o ritmo de sua produção. Em função disso, promoveram a demissão em massa de seus funcionários. Terminava o sonho do american way of life . Durante a crise somou-se 15 milhões de desempregados.
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    Pessoas muito ricaspassaram, da noite para o dia, para a classe pobre. O número de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.
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    O crack da Bolsa de Valores de Nova York abalou o mundo inteiro. Os Estados Unidos não podendo vender também deixaram de comprar e isso afetou também o Brasil, que dependia das exportações de café para os Estados Unidos.
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    A crise de1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. E também queimou o café estocado em armazéns.
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    Desta forma, diminuiua oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, aumentando a indústria brasileira.
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    O New Deal:a reação à crise Nos primeiros anos do governo do presidente Franklin Delano Roosevelt , os Estados Unidos adotaram o New Deal , um conjunto de medidas destinadas à superação da crise. O New Deal foi inspirado nas idéias do inglês John Keynes.
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    Dentre as principaismedidas adotadas pela política econômica do New Deal, destacam-se: Controle governamental dos preços de diversos produtos industriais e agrícolas. Concessão de empréstimos aos proprietários agrícolas.
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    Realização de umgrande programa de obras públicas. (estradas, aeroportos, ferrovias, energia elétrica etc) Criação de um seguro-desemprego. Recuperação industrial. O programa foi tão bem sucedido que em 1939 a economia norte-americana já havia melhorado bastante; mas a recuperação total só acontece com a 2ª GUERRA MUNDIAL .
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