CUSTO DOS
ACIDENTES DE
TRABALHO
OBJETIVO DA AULA
 O QUE SÃO CUSTOS DE ACIDENTES DE TRABALHO?
São prejuízos financeiros que a
empresa tem decorrente de um acidente de
trabalho.
Todo e qualquer
acidente, independente
de sua gravidade,
gera prejuízos para a
empresa.
 CUSTO DOS ACIDENTES
O custo dos acidentes é composto de duas
parcelas:
a) O Custo direto ou segurado: Cd;
b) O Custo Indireto ou não segurado: Ci;
Temos, considerando Ct = Custo total a seguinte fórmula:
Ct = Cd + Ci

Cd- Custo direto
ou Segurado:

diz respeito a todas
as
despesas
diretament
e
atendiment
o
ligada
s
a
o
d
o
acidentado, as quais
são de
responsabilidade da
entidade seguradora.
 CUSTO DOS ACIDENTES
No Caso do Brasil, esta competência é do INSS -
Instituto Nacional do Seguro Social. Este custo se destina a
fazer face:
 CUSTOS DIRETOS
 CUSTO DOS ACIDENTES
•Ci - Custo Indireto ou Não Segurado: engloba
as despesas não seguradas, atribuídas aos
acidentes, ou que se manifestam como
consequência direta da ocorrência dos mesmos.
1. Salários pagos durante o tempo perdido por outros
trabalhadores,
na hora do acidente e pós o mesmo;
2.Salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras, em
virtude de acidente;
3.Salários pagos a supervisores
durante o tempo despendido em atividades
 CUSTOS INDIRETOS
4. Salários pagos ao acidentado, não cobertos pela seguradora;
5. Diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho;
6. Despesas com o treinamento do substituto do acidentado;
7. Custo de material ou equipamento danificado nos
acidentes:
(Matéria prima inutilizada, bens em processamento
ou
Material
produto
s
edifícios
,
inacabados) e equipamentos
(maquinaria, ferramentas, instalações industriais,
etc.) podem ser envolvidos num
acidente. O custo de reparação ou substituição deve ser
computado neste item;
 CUSTO DOS ACIDENTES
8.Custo eventual de interferência
na produção (retardamento da entrega, multas
contratuais) etc;
9.Custo da perda de lucros pela improdutividade do acidentado
e por máquinas Paradas;
10.Despesas médicas e com materiais de
primeiros socorros, não cobertas pela seguradora.
Para o cálculo dos prejuízos sofridos pela empresa, em decorrência
de acidentes, o estudo do Engenheiro DE CICCO sugere a seguinte
fórmula:
C = C1 + C2 + C3 – I
C = Custo efetivo dos acidentes;
C1 = Custo correspondente ao tempo de afastamento (correspondente
aos 15 primeiros dias de afastamento)
Histórico: A lei 8213/91 assegura ao trabalhador que após 15 dias
de afastamento, este fica a cargo do INSS. A MP 665 de
30/12/2014 estabeleceu o prazo de afastamento para que a
responsabilidade passasse do empregador para o INSS após 30 dias.
No entanto, em 17/06/15 a MP 665/2014 é convertida na lei 13.135/215
que mantem a regra das empresas pagarem os primeiros 15 dias de
afastamento do trabalhador e o governo federal pagar pelo período
 O CUSTO EFETIVO DE UM ACIDENTE:
Para o cálculo dos prejuízos sofridos pela empresa, em decorrência
de acidentes, o estudo do Engenheiro DE CICCO sugere a seguinte
fórmula:
C = C1 + C2 + C3 – I
C = Custo efetivo dos acidentes;
C1 = Custo correspondente ao tempo de afastamento;
C2 = Custo referente aos reparos e reposições de máquinas,
equipamentos
e materiais;
C3 = Custos complementares relativos às lesões (assistência médica e
a primeiros socorros) e aos danos a propriedade danificados;
I = Indenização e ressarcimento recebidos através de seguro ou de
terceiros
 O CUSTO EFETIVO DE UM ACIDENTE:
 O que é o FAP?
 O que é o FAP?
O SAT era o Seguro Acidentes de Trabalho que passoua se
chamar de RAT – Riscos Ambientais do Trabalho
Risco Ambientais do Trabalho – RAT
Aquelas com alta incidência de acidentes deverão arcar com aumento
de até 100% na alíquota de contribuição, pois não cabe a
todos os cidadãos via previdência a responsabilidade pelo custo
dos acidentes devido a condições insalubres e inadequadas
oferecidas por alguns segmentos econômicos. A intenção é criar a
cultura da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.
O FAP é um multiplicador a ser aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou
3% incidentes sobre a folha de salários, para financiar os Riscos
Ambientais do Trabalho (RAT). Ele varia de 0,5 a 2,0, o que significa
que a alíquota de contribuição da empresa pode ser reduzida à
metade ou dobrar.
 O que é o FAP?
Antes da criação do FAP, havia três alíquotas de contribuição aos
riscos ambientais do trabalho (RAT), de 1%, de 2% e de 3%. Elas eram
aplicadas de acordo com o grau de risco do ramo de atividade, cabendo
aos setores com maior incidência de doenças e acidentes uma
contribuição maior. Com a instituição do FAP, a alíquota passou
a ser definida pelo desempenho de cada empresa.
ESTATÍSTICA DOS ACIDENTES DE TRABALHO
PRESTAçÕES POR ACIDENTE DO TRABALHO OU DOENçA
OCUPACIONAL
Benefício por
incapacidade
temporária
Aposentadoria
por incapacidade
permanente
Obs.:
a) O valor da renda mensal da aposentadoria por
invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento)
desse valor, quando comprovado através de avaliação
médico pericial que o acidentado necessita de
acompanhante;
de benefício consiste na média
aritmética
b) O
salário
simples
de
todos os últimossalários de
contribuição
relativos aos meses imediatamente anteriores
ao do afastamento da atividade ou da data de
entrada do requerimento, até o máximo de 36 (trinta e
seis), apurados em período não superior a 48 (quarenta
e oito) meses.
Indicadores utilizados para medir o risco no trabalho
A OIT utiliza três indicadores para medir e comparar a
periculosidade entre diferentes setores de atividade
econômica de um país (ILO, 1971):
Indicadores utilizados para medir o risco no trabalho
Já a NBR nº 14.280/2001, sugere a construção dos
seguintes indicadores:
taxas de freqüência (total, com perda de
tempo e sem perda de tempo de atividade);
 taxa de gravidade;
e medidas de avaliação da gravidade (número
médio de dias perdidos em conseqüência de
incapacidade temporária total, número médio de
dias perdidos em conseqüência de incapacidade
permanente, e tempo médio computado).
O coeficiente de freqüência (CF) - indica o número
de acidentes do trabalho com perda de tempo
(com afastamento) possível de ocorrer a cada um
milhão de horas-homem trabalhadas.
O Coeficiente de Gravidade (CG) - representa a
estimativa da gravidade dos acidentes ocorridos
pela perda de tempo total (Dias perdidos e dias
debitados).
Para estatística e análise de acidentes, consideram-
se elementos essenciais:
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DA FREQÜÊNCIA E
GRAVIDADE DOS ACIDENTES
A verificação dos dados estatísticos referentes à taxa
de freqüência e gravidade de uma unidade
(empresa) é realizada em função dos seguintes
elementos:
Para o cálculo da taxa de freqüência utiliza-se o Número
de acidentes e hht, enquanto que na taxa de gravidade
utiliza-se, além do hht, os dias perdidos e debitados.
Definição: É o somatório das horas durante as quais
os empregados ficam à disposição do empregador,
em determinado período. As horas-homem são
calculadas pelo somatório das horas de trabalho de cada
empregado.
Numa empresa podemos ter diversas situações para
cálculo de horas-homem de exposição ao risco.
Veremos cada situação:
I - Horas-homem, em um certo período, se todos
trabalham o mesmo número de horas, é o produto do
número de homens pelo número de horas.
Horas-homem de exposição ao risco –
hht
Por exemplo:
25 homens trabalhando, cada um,
200 horas por mês, totalizam 5.000
horas- homem.
25 x 200 = 5.000 hht /mês
Horas-homem de exposição ao risco –
hht
II - Quando o número de horas trabalhadas varia
de grupo para grupo, calculam-se os vários
produtos, que devem ser somados para obtenção
do resultado final.
Por exemplo:
25 homens, dos quais 18 trabalham, cada um,
200 horas por mês, 4 trabalham 182 horas por
mês e 3, apenas, 160 horas por mês, totalizam 4
808 horas- homem, como abaixo indicado:
18 x 200 = 3600
4 x 182 = 728
3 x 160 = 480
Total = 4808
hht/mês
III – Quando a empresa tem diversos setores /
gerências, devemos calcular o hht separadamente
por cada setor/gerência e o hht da empresa como um
todo.
Por exemplo:
•Gerência de produção (GP) - 20 homens a 150 horas /mês
•Gerência de armazenagem (GA) – 10 homens a
140 horas/mês
•Gerência de embalagem (GE) – 5 homens a 160 horas/mês
•Gerência de manutenção (GM) – 4 homens a 165
horas/mês
IV – Quando é fornecido o número de horas
trabalhadas diárias, para sabermos qual o valor de
hht do mês, devemos multiplicar estas horas por
22, pois devemos considerar somente os dias úteis no
mês. De 30 dias, em média, 8 são de folgas. Se
precisarmos calcular o hht no ano, então devemos
multiplicar 22 por 12 = 264 dias de hht.
Exemplo: 600 empregados trabalhando 8 horas por
dia. Calcule o hht do mês, semestre e do ano:
Responda:
1) HORAS DE TRABALHO DE EMPREGADO RESIDENTE EM PROPRIEDADE
DA EMPRESA
Resposta: Só devem ser computadas as horas
durante as quais o empregado estiver realmente a serviço do
empregador.
2) HORAS DE TRABALHO DE PLANTONISTA
Resposta: Para empregados de plantão nas instalações do empregador
devem ser consideradas as horas de plantão.
Dias perdidos - DP
São dias corridos de afastamento do empregado ao
trabalho em virtude de lesão, exceto o dia do acidente e
o dia da volta ao trabalho. São os dias de incapacidade
que impedem o empregado de retornar ao trabalho.
Por exemplo:
Um empregado acidentou-se no dia 15/05/2022 e
retornou ao trabalho no dia 29/05/2022. Como NÃO são
computáveis o dia do acidente e o dia de retorno ao
trabalho, registra-se 13 dias perdidos.
15/05/22 29/05/22
São dias de incapacidade definidos em função
da lesão sofrida pelo acidentado, onde se avalia um
valor descrito em tabela oficial (Quadro 1 da NBR
14280).
Para cada parte do corpo perdida, debita-se
uma quantidade de dias de acordo com o quadro I
da NBR 14280.
de morte;
incapacidad
e
São dias debitados as
situações incapacidade
permanente total ou
permanente parcial.
Dias Debitados – DD
ALGUNS EXEMPLOS DE DÉBITOS:
1 amputação da 1° falange proximal do 4°
quirodáctilo
(anular): 240 dias;
2amputação do 5° quirodáctilo (mínimo) atingindo
parte do metacarpo: 400 dias;
ALGUNS EXEMPLOS DE DÉBITOS:
1 amputação da 1° falangeproximaldo 4°
quirodáctilo
(anular): 240 dias;
2amputação do 5° quirodáctilo (mínimo) atingindo
parte do metacarpo: 400 dias;
Se ambas decorrerem do mesmo acidente, o total de
dias a debitar deve ser de 240 + 400 (640 dias).
NOTA:
Nota 1: O total de dias a debitar deve ser a soma dos dias a debitar
por parte lesada. Se a soma exceder 6 000 dias, deve ser
desprezado o excesso.
Nota 2: Os dias a debitar por lesão permanente não constante
no quadro I (tal como lesão de órgão interno, ou perda de função)
devem ser uma percentagem de 6.000 dias, determinada de
acordo com parecer médico, que se deve basear nas tabelas
atuariais de avaliação de incapacidade utilizadas por entidades
seguradoras.
É o tempo contado em "dias perdidos,
pelos acidentados, com incapacidade temporária
total" mais os "dias debitados pelos acidentados
vítimas de morte ou incapacidade permanente, total
ou parcial.
Ou seja, é o somatório dos dias perdidos e os
dias debitados.
Tempo computado
DIAS PERDIDOS + DIAS DEBITADOS = TEMPO COMPUTADO
TAXA DE FREQUÊNCIA E DE GRAVIDADE DE ACIDENTES
 Taxa de Freqüência
A taxa de freqüência mede o número de acidentes ocorrido
para cada 1 milhão de horas-homem de exposição ao risco,
em determinado período.
Esta taxa deve ser expressa com aproximação de
centésimos e calculada pela seguinte fórmula:
TF = (N x 1000.000) / HHT
•A base de cálculo de 1.000.000 de horas surgiu em
função de um cálculo baseado num empregado que
trabalha 2.000 horas aproximadamente por ano (8h/dia).
Desta forma, este valor de 1.000.000 representa o
trabalho anual de 500 empregados (500 x 2000 hs =
1.000.000).
•Em outras palavras, quando achamos uma taxa
de freqüência de 10,00, significa que ocorreram
10 acidentes, estatisticamente, para cada grupo de
500 trabalhadores.
•Conclui-se que, independente do número
de empregados da empresa, a base de cálculo será
sempre de 500 trabalhadores.
TF = Taxa de freqüência
N = Número de acidentes
HHT = Horas-homem de exposição ao risco
1.000.000 = um milhão de horas de exposição ao risco
(utilizado, internacionalmente, como a base de cálculo).
1 - A empresa de produção têxtil “bons alunos” possui no
seu quadro 300 empregados, cumprindo cada um 150
horas por mês. Houve dois acidentes no mês de
Janeiro de 2022. Calcule a taxa de frequência do mês.
HHT – 300 x 150 = 45.000
N – 2
acidentes TF =
?
TF = (N x 1.000.000) / HHT
TF = (2 x 1.000.000) / 45.000
TF = 44,44
Interpretando o resultado: O valor de 44,44 nos
mostra que para cada 1.000.000 de horas de exposição ao
risco a empresa está tendo 44 acidentes.
A empresa de produção têxtil “bons alunos” possui
no seu quadro 300 empregados, cumprindo cada
um 150 horas por mês. Houve dois acidentes no
ano de 2022. Calcule a taxa de frequência do ano
(acumulado).
HHT – 300 x 150 = 45.000
45.000 x 12 = 540.000
N – 2
acidentes TF
= ?
Neste caso, como está pedindo a taxa de frequência do ano
de 2022, ou seja, o acumulado, então devemos multiplicar o
valor do HHT do mês por 12 (Um ano = 12 meses), o que nos
leva a chegar ao resultado de 540.000 de hht durante todo o
ano.
TF = (N x 1.000.000) / HHT
TF = (2 x 1.000.000) / 540.000
TF = 3,7
A taxa de gravidade significa o tempo computado
(em dias) de afastamento ocorrido para cada 1
milhão de horas-homem de exposição ao risco, em
determinado período.
A taxa de gravidade mede o nível de gravidade de
cada acidente a partir da duração do
afastamento do trabalho, permitindo avaliar a
perda laborativa devido a incapacidade.
Esta taxa deve ser expressa em números inteiros
e calculada pela seguinte fórmula:
Taxa de
Gravidade
Taxa de
Gravidade
Exemplo I:
1 - A empresa de energia “Luz alta” possui no seu quadro
1500 empregados, cumprindo cada um 202 horas por mês.
Houve 1 acidente com afastamento no mês de Março de
2022, sendo 90 dias perdidos e 200 dias debitados. Calcule a
taxa de gravidade do mês.
Exemplo
I:
Calcule a taxa de gravidade acumulado até o mês de
Março.
Calcule a projeção do ano de
2022.
Exemplo
I:
O acidente de trajeto
deve ser tratado à
parte, não
send
o
usual
incluído no
cálculo das
taxasde
frequência e de gravidade.
NOTA:
Classificação pela OIT - Organização Internacional
do Trabalho, da situação das Empresas de acordo
com as taxas “TF” e “TG”:
Ex. 1 – Em determinada empresa, durante o mês de outubro de
2022, ocorreram três acidentes do trabalho, dos quais um
resultou na morte imediata do trabalhador, ao passo que os
outros dois trabalhadores se acidentaram no dia 10 e
retornaram ao trabalho no dia 26 do mesmo mês, sem maiores
sequelas. Sabe-se, ainda, que o total de horas trabalhadas por
todos os empregados durante o cotado mês foi de 100.000 (cem
mil). Pede-se calcular a Taxa de Frequência (TF) e a Taxa de
Gravidade (TG).
Dados:
NA = 3
acidentados
DP = 2 X 15 = 30
dias perdidos
DD = 6.000 dias
debitados
HHT = 100.000
horas
Solução:
TF = (NA x 1.000.000)/HHER = (3 X 1.000.000)/100.000 = 30,00
TF = 30,00
TG = [(DP + DD) x 1.000.000]/HHER = [(30 + 6.000) x
1.000.000]/100.000 =
TG = 60.300
OBRIGADO!
“Trabalhar com segurança
é mais do que um ato
individual de prevenção de
acidentes: é um ato de
consigo
com seus
solidariedade
mesmo e
colegas”

_Custos_dos_acidentes_de_trabalho 1.pptx

  • 1.
  • 2.
  • 3.
     O QUESÃO CUSTOS DE ACIDENTES DE TRABALHO? São prejuízos financeiros que a empresa tem decorrente de um acidente de trabalho. Todo e qualquer acidente, independente de sua gravidade, gera prejuízos para a empresa.
  • 4.
     CUSTO DOSACIDENTES O custo dos acidentes é composto de duas parcelas: a) O Custo direto ou segurado: Cd; b) O Custo Indireto ou não segurado: Ci; Temos, considerando Ct = Custo total a seguinte fórmula: Ct = Cd + Ci
  • 5.
     Cd- Custo direto ouSegurado:  diz respeito a todas as despesas diretament e atendiment o ligada s a o d o acidentado, as quais são de responsabilidade da entidade seguradora.  CUSTO DOS ACIDENTES
  • 6.
    No Caso doBrasil, esta competência é do INSS - Instituto Nacional do Seguro Social. Este custo se destina a fazer face:  CUSTOS DIRETOS
  • 7.
     CUSTO DOSACIDENTES •Ci - Custo Indireto ou Não Segurado: engloba as despesas não seguradas, atribuídas aos acidentes, ou que se manifestam como consequência direta da ocorrência dos mesmos. 1. Salários pagos durante o tempo perdido por outros trabalhadores, na hora do acidente e pós o mesmo; 2.Salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras, em virtude de acidente; 3.Salários pagos a supervisores durante o tempo despendido em atividades
  • 8.
     CUSTOS INDIRETOS 4.Salários pagos ao acidentado, não cobertos pela seguradora; 5. Diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho; 6. Despesas com o treinamento do substituto do acidentado; 7. Custo de material ou equipamento danificado nos acidentes: (Matéria prima inutilizada, bens em processamento ou Material produto s edifícios , inacabados) e equipamentos (maquinaria, ferramentas, instalações industriais, etc.) podem ser envolvidos num acidente. O custo de reparação ou substituição deve ser computado neste item;
  • 9.
     CUSTO DOSACIDENTES 8.Custo eventual de interferência na produção (retardamento da entrega, multas contratuais) etc; 9.Custo da perda de lucros pela improdutividade do acidentado e por máquinas Paradas; 10.Despesas médicas e com materiais de primeiros socorros, não cobertas pela seguradora.
  • 10.
    Para o cálculodos prejuízos sofridos pela empresa, em decorrência de acidentes, o estudo do Engenheiro DE CICCO sugere a seguinte fórmula: C = C1 + C2 + C3 – I C = Custo efetivo dos acidentes; C1 = Custo correspondente ao tempo de afastamento (correspondente aos 15 primeiros dias de afastamento) Histórico: A lei 8213/91 assegura ao trabalhador que após 15 dias de afastamento, este fica a cargo do INSS. A MP 665 de 30/12/2014 estabeleceu o prazo de afastamento para que a responsabilidade passasse do empregador para o INSS após 30 dias. No entanto, em 17/06/15 a MP 665/2014 é convertida na lei 13.135/215 que mantem a regra das empresas pagarem os primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador e o governo federal pagar pelo período  O CUSTO EFETIVO DE UM ACIDENTE:
  • 11.
    Para o cálculodos prejuízos sofridos pela empresa, em decorrência de acidentes, o estudo do Engenheiro DE CICCO sugere a seguinte fórmula: C = C1 + C2 + C3 – I C = Custo efetivo dos acidentes; C1 = Custo correspondente ao tempo de afastamento; C2 = Custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e materiais; C3 = Custos complementares relativos às lesões (assistência médica e a primeiros socorros) e aos danos a propriedade danificados; I = Indenização e ressarcimento recebidos através de seguro ou de terceiros  O CUSTO EFETIVO DE UM ACIDENTE:
  • 12.
     O queé o FAP?
  • 13.
     O queé o FAP? O SAT era o Seguro Acidentes de Trabalho que passoua se chamar de RAT – Riscos Ambientais do Trabalho Risco Ambientais do Trabalho – RAT
  • 14.
    Aquelas com altaincidência de acidentes deverão arcar com aumento de até 100% na alíquota de contribuição, pois não cabe a todos os cidadãos via previdência a responsabilidade pelo custo dos acidentes devido a condições insalubres e inadequadas oferecidas por alguns segmentos econômicos. A intenção é criar a cultura da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. O FAP é um multiplicador a ser aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3% incidentes sobre a folha de salários, para financiar os Riscos Ambientais do Trabalho (RAT). Ele varia de 0,5 a 2,0, o que significa que a alíquota de contribuição da empresa pode ser reduzida à metade ou dobrar.  O que é o FAP? Antes da criação do FAP, havia três alíquotas de contribuição aos riscos ambientais do trabalho (RAT), de 1%, de 2% e de 3%. Elas eram aplicadas de acordo com o grau de risco do ramo de atividade, cabendo aos setores com maior incidência de doenças e acidentes uma contribuição maior. Com a instituição do FAP, a alíquota passou a ser definida pelo desempenho de cada empresa.
  • 16.
  • 17.
    PRESTAçÕES POR ACIDENTEDO TRABALHO OU DOENçA OCUPACIONAL Benefício por incapacidade temporária Aposentadoria por incapacidade permanente
  • 18.
    Obs.: a) O valorda renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor, quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante; de benefício consiste na média aritmética b) O salário simples de todos os últimossalários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento, até o máximo de 36 (trinta e seis), apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses.
  • 19.
    Indicadores utilizados paramedir o risco no trabalho A OIT utiliza três indicadores para medir e comparar a periculosidade entre diferentes setores de atividade econômica de um país (ILO, 1971):
  • 20.
    Indicadores utilizados paramedir o risco no trabalho Já a NBR nº 14.280/2001, sugere a construção dos seguintes indicadores: taxas de freqüência (total, com perda de tempo e sem perda de tempo de atividade);  taxa de gravidade; e medidas de avaliação da gravidade (número médio de dias perdidos em conseqüência de incapacidade temporária total, número médio de dias perdidos em conseqüência de incapacidade permanente, e tempo médio computado).
  • 21.
    O coeficiente defreqüência (CF) - indica o número de acidentes do trabalho com perda de tempo (com afastamento) possível de ocorrer a cada um milhão de horas-homem trabalhadas. O Coeficiente de Gravidade (CG) - representa a estimativa da gravidade dos acidentes ocorridos pela perda de tempo total (Dias perdidos e dias debitados).
  • 23.
    Para estatística eanálise de acidentes, consideram- se elementos essenciais:
  • 24.
    CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃODA FREQÜÊNCIA E GRAVIDADE DOS ACIDENTES A verificação dos dados estatísticos referentes à taxa de freqüência e gravidade de uma unidade (empresa) é realizada em função dos seguintes elementos:
  • 25.
    Para o cálculoda taxa de freqüência utiliza-se o Número de acidentes e hht, enquanto que na taxa de gravidade utiliza-se, além do hht, os dias perdidos e debitados.
  • 26.
    Definição: É osomatório das horas durante as quais os empregados ficam à disposição do empregador, em determinado período. As horas-homem são calculadas pelo somatório das horas de trabalho de cada empregado. Numa empresa podemos ter diversas situações para cálculo de horas-homem de exposição ao risco. Veremos cada situação: I - Horas-homem, em um certo período, se todos trabalham o mesmo número de horas, é o produto do número de homens pelo número de horas. Horas-homem de exposição ao risco – hht
  • 27.
    Por exemplo: 25 homenstrabalhando, cada um, 200 horas por mês, totalizam 5.000 horas- homem. 25 x 200 = 5.000 hht /mês Horas-homem de exposição ao risco – hht
  • 28.
    II - Quandoo número de horas trabalhadas varia de grupo para grupo, calculam-se os vários produtos, que devem ser somados para obtenção do resultado final. Por exemplo: 25 homens, dos quais 18 trabalham, cada um, 200 horas por mês, 4 trabalham 182 horas por mês e 3, apenas, 160 horas por mês, totalizam 4 808 horas- homem, como abaixo indicado: 18 x 200 = 3600 4 x 182 = 728 3 x 160 = 480 Total = 4808 hht/mês
  • 29.
    III – Quandoa empresa tem diversos setores / gerências, devemos calcular o hht separadamente por cada setor/gerência e o hht da empresa como um todo. Por exemplo: •Gerência de produção (GP) - 20 homens a 150 horas /mês •Gerência de armazenagem (GA) – 10 homens a 140 horas/mês •Gerência de embalagem (GE) – 5 homens a 160 horas/mês •Gerência de manutenção (GM) – 4 homens a 165 horas/mês
  • 30.
    IV – Quandoé fornecido o número de horas trabalhadas diárias, para sabermos qual o valor de hht do mês, devemos multiplicar estas horas por 22, pois devemos considerar somente os dias úteis no mês. De 30 dias, em média, 8 são de folgas. Se precisarmos calcular o hht no ano, então devemos multiplicar 22 por 12 = 264 dias de hht. Exemplo: 600 empregados trabalhando 8 horas por dia. Calcule o hht do mês, semestre e do ano:
  • 32.
    Responda: 1) HORAS DETRABALHO DE EMPREGADO RESIDENTE EM PROPRIEDADE DA EMPRESA Resposta: Só devem ser computadas as horas durante as quais o empregado estiver realmente a serviço do empregador. 2) HORAS DE TRABALHO DE PLANTONISTA Resposta: Para empregados de plantão nas instalações do empregador devem ser consideradas as horas de plantão.
  • 33.
    Dias perdidos -DP São dias corridos de afastamento do empregado ao trabalho em virtude de lesão, exceto o dia do acidente e o dia da volta ao trabalho. São os dias de incapacidade que impedem o empregado de retornar ao trabalho. Por exemplo: Um empregado acidentou-se no dia 15/05/2022 e retornou ao trabalho no dia 29/05/2022. Como NÃO são computáveis o dia do acidente e o dia de retorno ao trabalho, registra-se 13 dias perdidos. 15/05/22 29/05/22
  • 34.
    São dias deincapacidade definidos em função da lesão sofrida pelo acidentado, onde se avalia um valor descrito em tabela oficial (Quadro 1 da NBR 14280). Para cada parte do corpo perdida, debita-se uma quantidade de dias de acordo com o quadro I da NBR 14280. de morte; incapacidad e São dias debitados as situações incapacidade permanente total ou permanente parcial. Dias Debitados – DD
  • 38.
    ALGUNS EXEMPLOS DEDÉBITOS: 1 amputação da 1° falange proximal do 4° quirodáctilo (anular): 240 dias; 2amputação do 5° quirodáctilo (mínimo) atingindo parte do metacarpo: 400 dias;
  • 39.
    ALGUNS EXEMPLOS DEDÉBITOS: 1 amputação da 1° falangeproximaldo 4° quirodáctilo (anular): 240 dias; 2amputação do 5° quirodáctilo (mínimo) atingindo parte do metacarpo: 400 dias; Se ambas decorrerem do mesmo acidente, o total de dias a debitar deve ser de 240 + 400 (640 dias).
  • 40.
    NOTA: Nota 1: Ototal de dias a debitar deve ser a soma dos dias a debitar por parte lesada. Se a soma exceder 6 000 dias, deve ser desprezado o excesso. Nota 2: Os dias a debitar por lesão permanente não constante no quadro I (tal como lesão de órgão interno, ou perda de função) devem ser uma percentagem de 6.000 dias, determinada de acordo com parecer médico, que se deve basear nas tabelas atuariais de avaliação de incapacidade utilizadas por entidades seguradoras.
  • 41.
    É o tempocontado em "dias perdidos, pelos acidentados, com incapacidade temporária total" mais os "dias debitados pelos acidentados vítimas de morte ou incapacidade permanente, total ou parcial. Ou seja, é o somatório dos dias perdidos e os dias debitados. Tempo computado DIAS PERDIDOS + DIAS DEBITADOS = TEMPO COMPUTADO
  • 42.
    TAXA DE FREQUÊNCIAE DE GRAVIDADE DE ACIDENTES  Taxa de Freqüência A taxa de freqüência mede o número de acidentes ocorrido para cada 1 milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período. Esta taxa deve ser expressa com aproximação de centésimos e calculada pela seguinte fórmula: TF = (N x 1000.000) / HHT •A base de cálculo de 1.000.000 de horas surgiu em função de um cálculo baseado num empregado que trabalha 2.000 horas aproximadamente por ano (8h/dia). Desta forma, este valor de 1.000.000 representa o trabalho anual de 500 empregados (500 x 2000 hs = 1.000.000).
  • 43.
    •Em outras palavras,quando achamos uma taxa de freqüência de 10,00, significa que ocorreram 10 acidentes, estatisticamente, para cada grupo de 500 trabalhadores. •Conclui-se que, independente do número de empregados da empresa, a base de cálculo será sempre de 500 trabalhadores. TF = Taxa de freqüência N = Número de acidentes HHT = Horas-homem de exposição ao risco 1.000.000 = um milhão de horas de exposição ao risco (utilizado, internacionalmente, como a base de cálculo).
  • 44.
    1 - Aempresa de produção têxtil “bons alunos” possui no seu quadro 300 empregados, cumprindo cada um 150 horas por mês. Houve dois acidentes no mês de Janeiro de 2022. Calcule a taxa de frequência do mês. HHT – 300 x 150 = 45.000 N – 2 acidentes TF = ? TF = (N x 1.000.000) / HHT TF = (2 x 1.000.000) / 45.000 TF = 44,44 Interpretando o resultado: O valor de 44,44 nos mostra que para cada 1.000.000 de horas de exposição ao risco a empresa está tendo 44 acidentes.
  • 45.
    A empresa deprodução têxtil “bons alunos” possui no seu quadro 300 empregados, cumprindo cada um 150 horas por mês. Houve dois acidentes no ano de 2022. Calcule a taxa de frequência do ano (acumulado). HHT – 300 x 150 = 45.000 45.000 x 12 = 540.000 N – 2 acidentes TF = ?
  • 46.
    Neste caso, comoestá pedindo a taxa de frequência do ano de 2022, ou seja, o acumulado, então devemos multiplicar o valor do HHT do mês por 12 (Um ano = 12 meses), o que nos leva a chegar ao resultado de 540.000 de hht durante todo o ano. TF = (N x 1.000.000) / HHT TF = (2 x 1.000.000) / 540.000 TF = 3,7
  • 47.
    A taxa degravidade significa o tempo computado (em dias) de afastamento ocorrido para cada 1 milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período. A taxa de gravidade mede o nível de gravidade de cada acidente a partir da duração do afastamento do trabalho, permitindo avaliar a perda laborativa devido a incapacidade. Esta taxa deve ser expressa em números inteiros e calculada pela seguinte fórmula: Taxa de Gravidade
  • 48.
  • 49.
    Exemplo I: 1 -A empresa de energia “Luz alta” possui no seu quadro 1500 empregados, cumprindo cada um 202 horas por mês. Houve 1 acidente com afastamento no mês de Março de 2022, sendo 90 dias perdidos e 200 dias debitados. Calcule a taxa de gravidade do mês.
  • 50.
    Exemplo I: Calcule a taxade gravidade acumulado até o mês de Março.
  • 51.
    Calcule a projeçãodo ano de 2022. Exemplo I:
  • 52.
    O acidente detrajeto deve ser tratado à parte, não send o usual incluído no cálculo das taxasde frequência e de gravidade. NOTA:
  • 53.
    Classificação pela OIT- Organização Internacional do Trabalho, da situação das Empresas de acordo com as taxas “TF” e “TG”:
  • 54.
    Ex. 1 –Em determinada empresa, durante o mês de outubro de 2022, ocorreram três acidentes do trabalho, dos quais um resultou na morte imediata do trabalhador, ao passo que os outros dois trabalhadores se acidentaram no dia 10 e retornaram ao trabalho no dia 26 do mesmo mês, sem maiores sequelas. Sabe-se, ainda, que o total de horas trabalhadas por todos os empregados durante o cotado mês foi de 100.000 (cem mil). Pede-se calcular a Taxa de Frequência (TF) e a Taxa de Gravidade (TG). Dados: NA = 3 acidentados DP = 2 X 15 = 30 dias perdidos DD = 6.000 dias debitados HHT = 100.000 horas Solução: TF = (NA x 1.000.000)/HHER = (3 X 1.000.000)/100.000 = 30,00 TF = 30,00 TG = [(DP + DD) x 1.000.000]/HHER = [(30 + 6.000) x 1.000.000]/100.000 = TG = 60.300
  • 55.
    OBRIGADO! “Trabalhar com segurança émais do que um ato individual de prevenção de acidentes: é um ato de consigo com seus solidariedade mesmo e colegas”