Oitava categoria
Aparições de fantasmas de animais identificados
Caso 14 (Visual-coletivo)
O senhor James Coates, de quem já mencionamos um relatório, enviou à
revista Light (1915, pág. 356) a exposição deste episódio, que ocorreu
perante sua família:
“Ao longo do verão de 1887, encontrava-me em Rothesay com minha
família. Meu cunhado, George Anderson, de Glasgow, enviou-me de
presente um belo cão, da raça collie. Era um animal bastante esperto e,
infelizmente, muito indisciplinado. Não tinha muita paciência para educá-
lo e Rover, com suas traquinagens colocava-se e nos colocava em
situações embaraçosas.
Costumávamos pescar, durante a tarde, na baía de Glemburn. O
cãozinho nos acompanhava e, quando subíamos no barquinho, ele
aguardava nossa volta brincando livremente na praia. Tudo ocorreu bem
durante aproximadamente um mês, mas um dia, o delegado de polícia
me procurou informalmente para dizer que um cão igual ao meu tinha
assustado um cavalo atrelado a uma carroça, e que esta tinha capotado
com a mulher que estava dentro. Por causa disso, o delegado me pediu
para livrarmo-nos imediatamente do cão, se não quisesse sofrer as
penalidades. Impossível não acatar seu pedido; dei então o cão a um
funcionário, ordenando-lhe que o levasse até a baía e afogasse o pobre
animal.
Todos ficamos muito tristes com o destino imposto ao pequeno Rover, e
meus filhos ficaram arrasados, porque o animal tinha se apegado a eles
de maneira muito especial; porém, tivemos que obedecer à lei.
Ainda continuamos a pescar todas as tardes. Contudo, no terceiro dia
após a morte de Rover, assim que voltamos, a uma pequena distância do
portão de casa, todos os três ao mesmo tempo exclamamos: “Olha o
Rover! É ele!”. Ele estava lá, de fato, e nos esperava na soleira da casa!
Logicamente, o homem que tinha se encarregado de sacrificar o pobre
animal não tinha feito nada. Foi o que pensei de imediato, e era
completamente normal acreditar nisso, já que Rover estava diante de nós
perto do poço, balançando o rabo e nos olhando com um ar alegre. Então
abrimos o portão e fomos até ele; mas, de repente, o cão desapareceu!
Não podíamos duvidar de que o tínhamos visto efetivamente. Minha
mulher afirma que Rover parecia fosforescente, mas para mim e para
minha filha, era simplesmente o nosso Rover e ponto final.
Apesar de corrermos o risco de ser considerados ingênuos, estamos
convencidos de ter visto simultaneamente o fantasma de nosso cão
Rover; ele parecia tão natural que cheguei a supor que o funcionário a
quem tinha dado o cão tivesse desacatado minha ordem... Não tenho
explicações válidas para isso; observo somente que o fato de três
pessoas terem visto coletivamente o cão que tinha sido afogado três dias
antes constitui uma prova de sobrevivência mais convincente que muitas
outras que nós, espíritas, aceitamos como suficientes ao longo de nossas
sessões.”
Como podemos verificar, as conclusões dos percipientes que contaram o
fato coincidem entre si, afirmando assim a certeza inabalável de que eles
estiveram diante de fantasmas objetivos de animais. Não podemos dizer
que eles estão enganados, inclusive sob o ponto de vista rigorosamente
científico; principalmente no tocante aos quatro últimos casos, que são de
natureza “coletiva”, ou seja, os fantasmas animais foram percebidos por
diversas pessoas, e a despeito umas das outras. Todas as circunstâncias
servem para eliminar de maneira categórica a explicação alucinatória dos
fatos – a única hipótese que podemos opor cientificamente àquela
transcendental espiritual-telepática.

68 oitava categoria - caso 14

  • 2.
    Oitava categoria Aparições defantasmas de animais identificados Caso 14 (Visual-coletivo) O senhor James Coates, de quem já mencionamos um relatório, enviou à revista Light (1915, pág. 356) a exposição deste episódio, que ocorreu perante sua família:
  • 3.
    “Ao longo doverão de 1887, encontrava-me em Rothesay com minha família. Meu cunhado, George Anderson, de Glasgow, enviou-me de presente um belo cão, da raça collie. Era um animal bastante esperto e, infelizmente, muito indisciplinado. Não tinha muita paciência para educá- lo e Rover, com suas traquinagens colocava-se e nos colocava em situações embaraçosas.
  • 4.
    Costumávamos pescar, durantea tarde, na baía de Glemburn. O cãozinho nos acompanhava e, quando subíamos no barquinho, ele aguardava nossa volta brincando livremente na praia. Tudo ocorreu bem durante aproximadamente um mês, mas um dia, o delegado de polícia me procurou informalmente para dizer que um cão igual ao meu tinha assustado um cavalo atrelado a uma carroça, e que esta tinha capotado com a mulher que estava dentro. Por causa disso, o delegado me pediu para livrarmo-nos imediatamente do cão, se não quisesse sofrer as penalidades. Impossível não acatar seu pedido; dei então o cão a um funcionário, ordenando-lhe que o levasse até a baía e afogasse o pobre animal.
  • 5.
    Todos ficamos muitotristes com o destino imposto ao pequeno Rover, e meus filhos ficaram arrasados, porque o animal tinha se apegado a eles de maneira muito especial; porém, tivemos que obedecer à lei. Ainda continuamos a pescar todas as tardes. Contudo, no terceiro dia após a morte de Rover, assim que voltamos, a uma pequena distância do portão de casa, todos os três ao mesmo tempo exclamamos: “Olha o Rover! É ele!”. Ele estava lá, de fato, e nos esperava na soleira da casa! Logicamente, o homem que tinha se encarregado de sacrificar o pobre animal não tinha feito nada. Foi o que pensei de imediato, e era completamente normal acreditar nisso, já que Rover estava diante de nós perto do poço, balançando o rabo e nos olhando com um ar alegre. Então abrimos o portão e fomos até ele; mas, de repente, o cão desapareceu! Não podíamos duvidar de que o tínhamos visto efetivamente. Minha mulher afirma que Rover parecia fosforescente, mas para mim e para minha filha, era simplesmente o nosso Rover e ponto final.
  • 6.
    Apesar de corrermoso risco de ser considerados ingênuos, estamos convencidos de ter visto simultaneamente o fantasma de nosso cão Rover; ele parecia tão natural que cheguei a supor que o funcionário a quem tinha dado o cão tivesse desacatado minha ordem... Não tenho explicações válidas para isso; observo somente que o fato de três pessoas terem visto coletivamente o cão que tinha sido afogado três dias antes constitui uma prova de sobrevivência mais convincente que muitas outras que nós, espíritas, aceitamos como suficientes ao longo de nossas sessões.”
  • 7.
    Como podemos verificar,as conclusões dos percipientes que contaram o fato coincidem entre si, afirmando assim a certeza inabalável de que eles estiveram diante de fantasmas objetivos de animais. Não podemos dizer que eles estão enganados, inclusive sob o ponto de vista rigorosamente científico; principalmente no tocante aos quatro últimos casos, que são de natureza “coletiva”, ou seja, os fantasmas animais foram percebidos por diversas pessoas, e a despeito umas das outras. Todas as circunstâncias servem para eliminar de maneira categórica a explicação alucinatória dos fatos – a única hipótese que podemos opor cientificamente àquela transcendental espiritual-telepática.