História
1o bimestre – Aula 26
Ensino Fundamental: Anos Finais
A Greve Geral de 1917
● Contexto socioeconômico no
Brasil em 1917;
● A Greve Geral de 1917;
● Consequências da Greve Geral
de 1917.
● Compreender o contexto que
levou à Greve Geral de 1917;
● Analisar os desdobramentos e
a extensão da Greve de 1917;
● Refletir sobre as consequências
da Greve Geral de 1917.
Vamos analisar um trecho do poema
Operário em Construção, escrito
em 1959 por Vinicius de Moraes.
" (...)
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção
(...)"
Agora, com base nos questionamentos propostos, vire-se e converse
com o seu colega:
a) O que vocês acham que motivou o operário a começar a dizer “não”?
b) Como a escuta entre os operários pode ter impactado essa
mudança?
c) Qual tipo de transformação o operário parece ter experimentado?
Provavelmente, o operário começou a dizer “não” devido a uma
mudança em sua percepção sobre suas condições de trabalho ou
sobre as questões sociais às quais estava submetido. A troca de
ideias entre colegas permitiu que percebessem, em conjunto, a
necessidade de mudanças, fortalecendo o movimento de
resistência. O operário parece ter observado detalhes antes
negligenciados por ele, indicando uma mudança de mentalidade e
uma mobilização para mudar a sua realidade.
Correção
Dentre os grupos sociais que viviam em São Paulo no início do período
republicano, cabe citar alguns: a aristocracia cafeeira, formada pelos
cafeicultores e comerciantes de café, que financiava o crescimento da
indústria; os negros libertos e seus descendentes, que após a abolição,
em 1888, foram para a cidade em busca de trabalho; e uma grande
massa de imigrantes europeus, principalmente espanhóis e italianos.
As fábricas nesse período eram ambientes insalubres e perigosos, onde
os acidentes relacionados às máquinas eram comuns.
A cidade de São Paulo e as indústrias
Os operários recebiam salários
muito baixos e cumpriam longas
jornadas de trabalho, de 12 a 16
horas diárias. Além disso,
mulheres e crianças recebiam
salários inferiores aos dos
homens. Essas condições de
trabalho geraram insatisfações,
que culminaram em greves e em
campanhas em defesa de uma
série de reivindicações.
Nesse sentido, ideias relacionadas ao anarquismo, opondo-se às
hierarquias sociais e à dominação entre as pessoas, se difundiram entre
os trabalhadores urbanos e rurais. Surgiram, assim, os sindicatos de
orientação anarquista, que apoiaram os operários na busca de melhores
condições de vida, além de proporem a articulação entre os
trabalhadores do campo e os da cidade. Publicações de manifestos,
panfletos, jornais, manifestações públicas e organização de greves eram
as principais ações desses grupos.
O papel do anarquismo
Ficou famosa a participação
anarquista na Greve Geral de 1917,
em que os trabalhadores das
fábricas e do comércio organizaram
manifestações em diversos estados
brasileiros, reivindicando melhores
condições laborais, como jornadas
de 8 horas diárias e a proibição do
trabalho infantil nas fábricas.
A Greve Geral de 1917
Contexto geral
• A greve fez parte de um contexto internacional de revoltas, motins e
mobilizações grevistas que ocorreu na segunda metade de 1917,
agravado pela Primeira Guerra Mundial;
• No cenário brasileiro, especialmente em São Paulo, a greve foi uma
reação dos trabalhadores às condições precárias de trabalho, ao
aumento dos preços dos produtos e à estagnação salarial;
• Para entender a greve de 1917, cabe problematizar se ela foi um
movimento espontâneo, causado pelas más condições de trabalho e
pelas influências do cenário externo, ou se foi fruto de um movimento
organizado. Cabe também pensar qual teria sido o papel dos
militantes anarquistas e socialistas durante o movimento.
Os impactos da Primeira Guerra
• Com o início da Primeira Guerra Mundial, o Brasil passou a exportar
produtos para os países da Tríplice Entente, e a oferta de produtos
para o mercado interno diminuiu;
• A desestruturação das redes comerciais e a reorientação da produção
devido à guerra resultaram na substituição dos produtos importados
pelos manufaturados brasileiros;
• Isso levou a um aumento de preços e a uma intensificação do
trabalho, especialmente manual, devido à dificuldade em importar
maquinário rapidamente;
• O crescimento econômico não se refletiu nos salários, que não
acompanharam o aumento dos custos de vida.
A mão de obra
• A mão de obra paulistana era
predominantemente composta por
estrangeiros, especialmente italianos;
• As fábricas têxteis, o principal ramo
industrial, tinham uma presença
significativa de imigrantes europeus;
• A situação foi agravada pela tensão
étnica entre a burguesia e o
proletariado de origem europeia,
especialmente durante a Grande
Guerra.
As mobilizaçōes iniciais
• Em março de 1917, iniciou-se um
movimento contra a “carestia da
vida“” (alta de preços), focando no
excessivo aumento do trabalho
infantil nas fábricas;
• Houve campanhas e protestos em
diversos bairros operários,
culminando em comícios gerais;
• O movimento coincidiu com a
reorganização sindical e com a
fundação de ligas operárias.
O início da greve
• A greve teve características próprias,
originando-se de um movimento
popular contra a alta de preços;
• A primeira grande paralisação fabril
ocorreu em junho de 1917, com
operários do Cotonifício Crespi, na
Mooca, em São Paulo;
• Aproximadamente 400 operários,
sendo boa parte mulheres, paralisaram
as atividades da fábrica têxtil.
As demandas
Os grevistas lutavam por:
• Fim do trabalho noturno para
mulheres;
• Fim do trabalho infantil;
• Estabelecimento de uma jornada de
8 horas de trabalho;
• Aumento salarial;
• Congelamento dos preços dos
alimentos;
• Diminuição dos preços dos aluguéis.
O alastrameno da greve
• Em 9 de julho de 1917, a morte
do operário José Martinez,
durante uma ação policial para
acabar com um protesto, causou
comoção pública, e cerca de 70
mil pessoas aderiram à greve;
• A greve se estendeu
rapidamente a outras fábricas,
atingindo um ponto crítico em 11
de julho.
• Durante a greve, armazéns foram saqueados, bondes foram
incendiados, barricadas foram erguidas nas ruas, e foram registrados
diversos confrontos e mortes;
• De acordo com os jornais da época, a cidade de São Paulo ficou
quase ingovernável, com manifestações, saques e confrontos de rua;
• Iniciada em São Paulo, a greve irradiou-se para várias partes do país,
incluindo Porto Alegre, Curitiba e outras cidades;
• Foram 109 greves em São Paulo, 32 no interior do estado, 63 no Rio
de Janeiro, entre outras.
Acordos:
• Em 9 de julho, foi criado o Comitê de Defesa Proletária para
coordenar o movimento;
• Após negociações, em 14 de julho, foi assinado um acordo
estabelecendo o direito de reunião, aumentos salariais e a libertação
de militantes presos.
Consequências:
• Apesar de ter sido criticada pela opinião pública, a greve gerou uma
aproximação entre os grupos sindicalizados e a sociedade civil, em
resposta à violência e às condições de trabalho;
• A greve resultou na reorganização sindical e na criação da
Federação Operária de São Paulo (FOSP).
Se quiser se aprofundar no assunto, assista ao vídeo Senado na História
fala sobre a greve que parou São Paulo em julho de 1917, produzido
pela TV Senado sobre a Greve de 1917:
https://www.youtube.com/watch?v=9SCfzzW4jvw
Para verificar se você compreendeu os
conteúdos trabalhados durante as duas
últimas aulas, formule um parágrafo que
relacione o grande crescimento populacional e
imigratório ocorrido no início do século XX na
cidade de São Paulo com as conquistas dos
movimentos operários na Greve de 1917,
explicando também as críticas feitas às
mobilizações grevistas.
Se você fosse um operário em uma fábrica de São Paulo em 1917,
como se posicionaria em relação às condições de trabalho?
• Você deverá criar duas frases que expressem quais eram as
reivindicações dos grevistas de 1917;
• As frases deverão ser curtas, diretas e impactantes, buscando
transmitir a essência dessas demandas;
• Após a criação das frases, cada um deverá compartilhar as suas
produções com o restante da classe.
A arte da frase!
● Compreendemos as demandas operárias da Greve
de 1917, clamando por melhores condições e
direitos fundamentais;
● Analisamos a impactante mobilização operária em
1917, revelando resistência e conquistas perante
condições adversas;
● Relacionamos o contexto histórico da Greve de
1917 às transformações sociais, evidenciando a
força e união dos trabalhadores em São Paulo.
COSTA, C. T. O que é Anarquismo? São Paulo: Brasiliense, 1980.
DULLES, J. W. F. Anarchists and communists in Brazil:1900-1935. Austin: University of Texas
Press, 1973.
DECCA, M. A. G. Indústria, Trabalho e Cotidiano: Brasil (1889-1930). Editora Atual, 1991
FELICI, I. A verdadeira história da Colônia Cecília de Giovanni Rossi. Cadernos do Arquivo Edgard
Edgard Leuenroth. Disponível em:
http://segall.ifch.unicamp.br/publicacoes_ael/index.php/cadernos_ael/article/viewFile/104/110. Acesso
em: 11 jan. 2023.
LEMOV, D. Aula nota 10 2.0: 62 técnicas para melhorar a gestão da sala
de aula. Porto Alegre: Penso, 2018.
MORAES, V. Operário em Construção. Letras. Disponível em: https://www.letras.mus.br/vinicius-de-
moraes/87332/ . Acesso em: 12 jan. 2024.
PROUDHON, P.J. Diálogo com um Filisteu. O que é a Propriedade? ou Pesquisa sobre o
Princípio do Direito e do
Governo. 1840. Tradução livre de obra em Domínio Público. Disponível em: http://www.dominiopublico.
gov.br/download/texto/gu000360.pdf. Acesso em 12 jan. 2023.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Currículo
Paulista: Etapas Educação Infantil e Ensino Fundamental. São Paulo, 2019.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo em Ação. Coordenadoria Pedagógica –
COPED. São Paulo, 2023.
Lista de imagens e vídeos
Slide 7 – SmartArt elaborada especialmente para esse material com dados presentes em: DECCA, M.
A. G. Indústria, Trabalho e Cotidiano: Brasil (1889-1930). Editora Atual, 1991.
Slide 9 – Wikimedia Commons. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Anarchism_in_Brazil#/media/File:Greve-porto-alegre-1917.jpg. Acesso em:
12 jan. 2024.
Slide 10 – Resumo Fotográfico. Disponível em: https://www.resumofotografico.com/2017/07/fotos-
historicas-greve-geral-de-1917.html. Acesso em: 12 jan. 2024.
Slide 13 – Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal
Fluminense. Disponível em: http://www.labhoi.uff.br/sites/default/files/styles/grande_960/public/images/g
aleria/212/serie4-foto02.jpg?itok=RWFQAzZq . Acesso em: 12 jan. 2024.
Slide 14 – Wikimedia Commons. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Greve_geral_de_1917#/media/Ficheiro:S%C3%A3o_Paulo_(Greve_de_191
7).jpg. Acesso em: 12 jan. 2024.
Lista de imagens e vídeos
Slide 15 – Wikimedia Commons. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cotonif%C3%ADcio_Rodolfo_Crespi#/media/Ficheiro:Cotonif%C3%ADcio_R
odolfo_Crespi_01.jpg. Acesso em: 12 jan. 2024.
Slide 16 – Hemeroteca Digital. Disponível em:
https://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=083712&pasta=ano%20191&pesq=trabalhadoras
&pagfis=18375. Acesso em: 10 jan. 2023.
Slide 17 – Biblioteca Digital da UNESP. Disponível em:
https://bibdig.biblioteca.unesp.br/server/api/core/bitstreams/fd5d1677-ca0c-4147-83f7-
589ede8882f9/content. Acesso em: 12 jan. 2024.
Slide 20 – TV Senado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9SCfzzW4jvw.
Acesso em: 12 jan. 2024.
Slide 21 – Hemeroteca Digital. Disponível em:
https://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=083712&pasta=ano%20191&pesq=trabalhadoras
&pagfis=18375. Acesso em: 10 jan. 2023
640ppppppppppppppppppppppppppppppp08.pdf

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  • 1.
    História 1o bimestre –Aula 26 Ensino Fundamental: Anos Finais A Greve Geral de 1917
  • 2.
    ● Contexto socioeconômicono Brasil em 1917; ● A Greve Geral de 1917; ● Consequências da Greve Geral de 1917. ● Compreender o contexto que levou à Greve Geral de 1917; ● Analisar os desdobramentos e a extensão da Greve de 1917; ● Refletir sobre as consequências da Greve Geral de 1917.
  • 3.
    Vamos analisar umtrecho do poema Operário em Construção, escrito em 1959 por Vinicius de Moraes. " (...) E um fato novo se viu Que a todos admirava: O que o operário dizia Outro operário escutava. E foi assim que o operário Do edifício em construção Que sempre dizia sim Começou a dizer não E aprendeu a notar coisas A que não dava atenção (...)"
  • 4.
    Agora, com basenos questionamentos propostos, vire-se e converse com o seu colega: a) O que vocês acham que motivou o operário a começar a dizer “não”? b) Como a escuta entre os operários pode ter impactado essa mudança? c) Qual tipo de transformação o operário parece ter experimentado?
  • 5.
    Provavelmente, o operáriocomeçou a dizer “não” devido a uma mudança em sua percepção sobre suas condições de trabalho ou sobre as questões sociais às quais estava submetido. A troca de ideias entre colegas permitiu que percebessem, em conjunto, a necessidade de mudanças, fortalecendo o movimento de resistência. O operário parece ter observado detalhes antes negligenciados por ele, indicando uma mudança de mentalidade e uma mobilização para mudar a sua realidade. Correção
  • 6.
    Dentre os grupossociais que viviam em São Paulo no início do período republicano, cabe citar alguns: a aristocracia cafeeira, formada pelos cafeicultores e comerciantes de café, que financiava o crescimento da indústria; os negros libertos e seus descendentes, que após a abolição, em 1888, foram para a cidade em busca de trabalho; e uma grande massa de imigrantes europeus, principalmente espanhóis e italianos. As fábricas nesse período eram ambientes insalubres e perigosos, onde os acidentes relacionados às máquinas eram comuns. A cidade de São Paulo e as indústrias
  • 7.
    Os operários recebiamsalários muito baixos e cumpriam longas jornadas de trabalho, de 12 a 16 horas diárias. Além disso, mulheres e crianças recebiam salários inferiores aos dos homens. Essas condições de trabalho geraram insatisfações, que culminaram em greves e em campanhas em defesa de uma série de reivindicações.
  • 8.
    Nesse sentido, ideiasrelacionadas ao anarquismo, opondo-se às hierarquias sociais e à dominação entre as pessoas, se difundiram entre os trabalhadores urbanos e rurais. Surgiram, assim, os sindicatos de orientação anarquista, que apoiaram os operários na busca de melhores condições de vida, além de proporem a articulação entre os trabalhadores do campo e os da cidade. Publicações de manifestos, panfletos, jornais, manifestações públicas e organização de greves eram as principais ações desses grupos. O papel do anarquismo
  • 9.
    Ficou famosa aparticipação anarquista na Greve Geral de 1917, em que os trabalhadores das fábricas e do comércio organizaram manifestações em diversos estados brasileiros, reivindicando melhores condições laborais, como jornadas de 8 horas diárias e a proibição do trabalho infantil nas fábricas.
  • 10.
  • 11.
    Contexto geral • Agreve fez parte de um contexto internacional de revoltas, motins e mobilizações grevistas que ocorreu na segunda metade de 1917, agravado pela Primeira Guerra Mundial; • No cenário brasileiro, especialmente em São Paulo, a greve foi uma reação dos trabalhadores às condições precárias de trabalho, ao aumento dos preços dos produtos e à estagnação salarial; • Para entender a greve de 1917, cabe problematizar se ela foi um movimento espontâneo, causado pelas más condições de trabalho e pelas influências do cenário externo, ou se foi fruto de um movimento organizado. Cabe também pensar qual teria sido o papel dos militantes anarquistas e socialistas durante o movimento.
  • 12.
    Os impactos daPrimeira Guerra • Com o início da Primeira Guerra Mundial, o Brasil passou a exportar produtos para os países da Tríplice Entente, e a oferta de produtos para o mercado interno diminuiu; • A desestruturação das redes comerciais e a reorientação da produção devido à guerra resultaram na substituição dos produtos importados pelos manufaturados brasileiros; • Isso levou a um aumento de preços e a uma intensificação do trabalho, especialmente manual, devido à dificuldade em importar maquinário rapidamente; • O crescimento econômico não se refletiu nos salários, que não acompanharam o aumento dos custos de vida.
  • 13.
    A mão deobra • A mão de obra paulistana era predominantemente composta por estrangeiros, especialmente italianos; • As fábricas têxteis, o principal ramo industrial, tinham uma presença significativa de imigrantes europeus; • A situação foi agravada pela tensão étnica entre a burguesia e o proletariado de origem europeia, especialmente durante a Grande Guerra.
  • 14.
    As mobilizaçōes iniciais •Em março de 1917, iniciou-se um movimento contra a “carestia da vida“” (alta de preços), focando no excessivo aumento do trabalho infantil nas fábricas; • Houve campanhas e protestos em diversos bairros operários, culminando em comícios gerais; • O movimento coincidiu com a reorganização sindical e com a fundação de ligas operárias.
  • 15.
    O início dagreve • A greve teve características próprias, originando-se de um movimento popular contra a alta de preços; • A primeira grande paralisação fabril ocorreu em junho de 1917, com operários do Cotonifício Crespi, na Mooca, em São Paulo; • Aproximadamente 400 operários, sendo boa parte mulheres, paralisaram as atividades da fábrica têxtil.
  • 16.
    As demandas Os grevistaslutavam por: • Fim do trabalho noturno para mulheres; • Fim do trabalho infantil; • Estabelecimento de uma jornada de 8 horas de trabalho; • Aumento salarial; • Congelamento dos preços dos alimentos; • Diminuição dos preços dos aluguéis.
  • 17.
    O alastrameno dagreve • Em 9 de julho de 1917, a morte do operário José Martinez, durante uma ação policial para acabar com um protesto, causou comoção pública, e cerca de 70 mil pessoas aderiram à greve; • A greve se estendeu rapidamente a outras fábricas, atingindo um ponto crítico em 11 de julho.
  • 18.
    • Durante agreve, armazéns foram saqueados, bondes foram incendiados, barricadas foram erguidas nas ruas, e foram registrados diversos confrontos e mortes; • De acordo com os jornais da época, a cidade de São Paulo ficou quase ingovernável, com manifestações, saques e confrontos de rua; • Iniciada em São Paulo, a greve irradiou-se para várias partes do país, incluindo Porto Alegre, Curitiba e outras cidades; • Foram 109 greves em São Paulo, 32 no interior do estado, 63 no Rio de Janeiro, entre outras.
  • 19.
    Acordos: • Em 9de julho, foi criado o Comitê de Defesa Proletária para coordenar o movimento; • Após negociações, em 14 de julho, foi assinado um acordo estabelecendo o direito de reunião, aumentos salariais e a libertação de militantes presos. Consequências: • Apesar de ter sido criticada pela opinião pública, a greve gerou uma aproximação entre os grupos sindicalizados e a sociedade civil, em resposta à violência e às condições de trabalho; • A greve resultou na reorganização sindical e na criação da Federação Operária de São Paulo (FOSP).
  • 20.
    Se quiser seaprofundar no assunto, assista ao vídeo Senado na História fala sobre a greve que parou São Paulo em julho de 1917, produzido pela TV Senado sobre a Greve de 1917: https://www.youtube.com/watch?v=9SCfzzW4jvw
  • 21.
    Para verificar sevocê compreendeu os conteúdos trabalhados durante as duas últimas aulas, formule um parágrafo que relacione o grande crescimento populacional e imigratório ocorrido no início do século XX na cidade de São Paulo com as conquistas dos movimentos operários na Greve de 1917, explicando também as críticas feitas às mobilizações grevistas.
  • 22.
    Se você fosseum operário em uma fábrica de São Paulo em 1917, como se posicionaria em relação às condições de trabalho? • Você deverá criar duas frases que expressem quais eram as reivindicações dos grevistas de 1917; • As frases deverão ser curtas, diretas e impactantes, buscando transmitir a essência dessas demandas; • Após a criação das frases, cada um deverá compartilhar as suas produções com o restante da classe. A arte da frase!
  • 23.
    ● Compreendemos asdemandas operárias da Greve de 1917, clamando por melhores condições e direitos fundamentais; ● Analisamos a impactante mobilização operária em 1917, revelando resistência e conquistas perante condições adversas; ● Relacionamos o contexto histórico da Greve de 1917 às transformações sociais, evidenciando a força e união dos trabalhadores em São Paulo.
  • 24.
    COSTA, C. T.O que é Anarquismo? São Paulo: Brasiliense, 1980. DULLES, J. W. F. Anarchists and communists in Brazil:1900-1935. Austin: University of Texas Press, 1973. DECCA, M. A. G. Indústria, Trabalho e Cotidiano: Brasil (1889-1930). Editora Atual, 1991 FELICI, I. A verdadeira história da Colônia Cecília de Giovanni Rossi. Cadernos do Arquivo Edgard Edgard Leuenroth. Disponível em: http://segall.ifch.unicamp.br/publicacoes_ael/index.php/cadernos_ael/article/viewFile/104/110. Acesso em: 11 jan. 2023. LEMOV, D. Aula nota 10 2.0: 62 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2018. MORAES, V. Operário em Construção. Letras. Disponível em: https://www.letras.mus.br/vinicius-de- moraes/87332/ . Acesso em: 12 jan. 2024. PROUDHON, P.J. Diálogo com um Filisteu. O que é a Propriedade? ou Pesquisa sobre o Princípio do Direito e do Governo. 1840. Tradução livre de obra em Domínio Público. Disponível em: http://www.dominiopublico. gov.br/download/texto/gu000360.pdf. Acesso em 12 jan. 2023. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Currículo Paulista: Etapas Educação Infantil e Ensino Fundamental. São Paulo, 2019. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo em Ação. Coordenadoria Pedagógica – COPED. São Paulo, 2023.
  • 25.
    Lista de imagense vídeos Slide 7 – SmartArt elaborada especialmente para esse material com dados presentes em: DECCA, M. A. G. Indústria, Trabalho e Cotidiano: Brasil (1889-1930). Editora Atual, 1991. Slide 9 – Wikimedia Commons. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Anarchism_in_Brazil#/media/File:Greve-porto-alegre-1917.jpg. Acesso em: 12 jan. 2024. Slide 10 – Resumo Fotográfico. Disponível em: https://www.resumofotografico.com/2017/07/fotos- historicas-greve-geral-de-1917.html. Acesso em: 12 jan. 2024. Slide 13 – Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense. Disponível em: http://www.labhoi.uff.br/sites/default/files/styles/grande_960/public/images/g aleria/212/serie4-foto02.jpg?itok=RWFQAzZq . Acesso em: 12 jan. 2024. Slide 14 – Wikimedia Commons. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Greve_geral_de_1917#/media/Ficheiro:S%C3%A3o_Paulo_(Greve_de_191 7).jpg. Acesso em: 12 jan. 2024.
  • 26.
    Lista de imagense vídeos Slide 15 – Wikimedia Commons. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cotonif%C3%ADcio_Rodolfo_Crespi#/media/Ficheiro:Cotonif%C3%ADcio_R odolfo_Crespi_01.jpg. Acesso em: 12 jan. 2024. Slide 16 – Hemeroteca Digital. Disponível em: https://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=083712&pasta=ano%20191&pesq=trabalhadoras &pagfis=18375. Acesso em: 10 jan. 2023. Slide 17 – Biblioteca Digital da UNESP. Disponível em: https://bibdig.biblioteca.unesp.br/server/api/core/bitstreams/fd5d1677-ca0c-4147-83f7- 589ede8882f9/content. Acesso em: 12 jan. 2024. Slide 20 – TV Senado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9SCfzzW4jvw. Acesso em: 12 jan. 2024. Slide 21 – Hemeroteca Digital. Disponível em: https://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=083712&pasta=ano%20191&pesq=trabalhadoras &pagfis=18375. Acesso em: 10 jan. 2023