Objetivos
• Reconhecer opapel do animador sociocultural na organização e
gestão da intervenção na comunidade.
• Desenhar e implementar projetos em diferentes contexto
comunitários.
• Intervir enquanto agente no desenvolvimento partilhado das
comunidades.
3.
Conteúdos Programáticos
• Delimitaçãodas áreas de intervenção comunitária em animação social,
cultural e educativa
• O território como março delimitador da ação na animação comunitária
• A comunidade como espaço privilegiado de desenvolvimento na animação
• A animação comunitária: princípios e métodos segundo diferentes autores
• Metodologias subjacentes à intervenção com diferentes comunidades
identificadas e delimitadas.
• Técnicas transversais à intervenção comunitária
• Os projetos comunitários como forma de mudança / resolução de problemas
• Percursos" de trabalho de projeto em animação social, educativa ou cultural
com diferentes comunidades
4.
«O animador atualhá de saber estar com o grupo, como um deles, criando
relações de amizade, confiança e diálogo. Da sua parte há de saber distribuir as
tarefas e responsabilidades que fazem crescer os componentes do grupo. Tem
sentido social e concebe seu papel como ‘animador’ ou ‘facilitador’ criando um
ambiente distendido e favorável ao trabalho. Esforça-se por conhecer as
pessoas e trabalha como um dos elementos do grupo. Exerce um tipo de
liderança distributiva, na qual as decisões não se tomam senão por consenso».
Badesa(p. 183)
5.
Conceito de AnimaçãoComunitária
Designa um conjunto de ações destinado a gerar processos de
participação das pessoas tendentes à dinamização do corpo social. (…)
Uma técnica sócio-pedagógica que se propõe uma ação de estímulo,
mobilização e organização de indivíduos, grupos e coletivos, tendente a
criar uma dinamização do tecido social. (…) A Animação Sócio-cultural é
uma tecnologia social que, baseada numa pedagogia participativa, tem
por finalidade atuar em diferentes âmbitos da qualidade de vida,
promovendo, estimulando e canalizando a participação das pessoas
para que alcancem o seu próprio desenvolvimento sócio-cultural.
Ander-Egg
6.
Animação e desenvolvimentocomunitário
Animação Sociocultural tem como estratégia de intervenção
o desenvolvimento comunitário, com a finalidade de
promover a participação e dinamização social, através do
processo de responsabilização de indivíduos na gestão e
direção dos seus próprios recursos.
7.
Animação e desenvolvimentocomunitário
É um desenvolvimento integral e “endógeno”( cresce para
dentro, tem origem no interior), integral, visto que é capaz de
unir entre si, os progressos económicos, sociais, culturais,
morais.
Sendo a animação Sociocultural um instrumento de motivação
e participação da mudança pessoal e estrutural, sendo um
processo dinâmico entre a administração, os técnicos e a
população, organizado através de associações, movimentos
sociais, partidos políticos, instituições e redes inter-
associativas.
8.
Animação e desenvolvimentocomunitário
O desenvolvimento comunitário surge das
necessidades de uma articulação da sociedade, e o ser
humano ao nível da adaptação, inovação e as
mudanças quantitativas.
9.
Animação e desenvolvimentocomunitário
1. Desenvolvimento Comunitário como Fortalecimento da Sociedade
Civil
O Desenvolvimento Comunitário tem como objetivo
proporcionar aos agentes o desenvolvimento pessoal, social e cultural,
sendo eles as pessoas fundamentais na interação e na potencialização
social.
10.
Animação e desenvolvimentocomunitário
• Consciencialização das carências e necessidades.
• Motivação para procurar as respostas necessárias
• Associar-se para levar a cabo as mudanças e as transformações
• Revelação e comparação para uma divisão adequada e socialização
do poder.
Tendo como objetivo as mudanças e a transformação das
estruturas políticas, económicas, sociais, educativas e culturais.
11.
Animação e desenvolvimentocomunitário
Segundo “Touraine” a democracia é o meio político de
salvaguardar a diversidade, de fazer viver juntos indivíduos e
grupos cada vez mais diferentes uns dos outros numa sociedade
que deve funcionar também como uma unidade “Touraine”.
1994 P. 259
12.
Animação e desenvolvimentocomunitário
Para uma maior interação da sociedade civil necessita de uma real
distribuição e divisão do poder:
• Económico
• Social
• Educativo
• Cultural
• Politico
13.
Animação e desenvolvimentocomunitário
De forma organizada e associativamente para uma mudança a nível
estrutural e implica a mudança de politicas sociais de modo
comunitário na tentativa de um desenvolvimento adequado em que os
sujeitos de intervenção não sejam considerados unicamente pelas
carências, mas como portadores de potencialidade que necessitem dos
recursos adequados para se desenvolverem.
14.
Animação e desenvolvimentocomunitário
2.Praticas de Animação Comunitária a Partir dos Agentes da
Intervenção Comunitária
A Animação Cultural tem como objetivo motivar e dinamizar a
sociedade civil, com recursos os métodos, as técnicas e estilos na
promoção da participação e dinamização da comunidade.
15.
Animação e desenvolvimentocomunitário
Através:
Dos serviços oferecidos ao território (socioeducativos, socio laborais,
socioculturais, sociais.)
Os diversos profissionais que trabalham na comunidade (serviços
sociais, educação, cultura, saúde).
As associações de voluntários
16.
Animação e desenvolvimentocomunitário
2.1. Os Profissionais que Trabalham na Comunidade
Os agentes sociais, educadores sociais, monitores, dirigentes de
clubes de tempos livres e ócio, centros abertos, profissionais,
educadores desportivos de adultos pedagogos, trabalhadores sociais,
sociólogos, gestores culturais, psicólogos.
17.
Animação e desenvolvimentocomunitário
Deve-se efetuar algumas perguntas na medida de intervenção sob uma perspetiva
comunitária, com intuito de uma visão de um profissional diferente.
• Onde e de que maneiras vão executar o trabalho?
• Sob a visão de desenvolvimento da comunidade vão atuar?
• Que processos participativos tentarão criar e desenvolver?
• A favor de quem e de que?
• Que estratégia e que processos de desenvolvimento pessoal e comunitário vão
executar?
• Como vão levar a cabo esta tarefa coordenada dentro de uma comunidade nos
seus projetos, ações e avaliações?
18.
Animação e desenvolvimentocomunitário
Sendo por isso necessária uma formação adequada para uma melhoria
qualitativa da comunidade.
o Uma nova visão das suas formações e reciclagem, tendo em conta
uma perspetiva comunitária e preventiva, em ordem à programação,
execução e avaliação.
oConhecimento da sua intervenção específica, saiba por em prática o
trabalho em equipa, a colaboração e coordenação, o intercâmbio de
experiências, a comunicação interdisciplinar e intersectorial.
oCoordenação comunitária de profissionais e serviços
oNecessidade de voluntariado
o Aquisição formativa e, aptidões de habilitação relacional
19.
Animação e desenvolvimentocomunitário
Nos projetos comunitários é necessário profissionais com uma visão definida e
programática dos fins, método e ações da intervenção que torne possível a
cooperação, interação entre os participantes, voluntários e utente, contudo a
animação sócio cultural necessita:
• Criação de equipas
• Favorecer um clima de responsabilidade, de pensamento crítico e de
comunicação.
• Profissional – animador
20.
Delimitação das áreasde intervenção comunitária
Falar em âmbitos de Animação Sociocultural significa ter presente a
perspetiva tridimensional respeitante às suas estratégias de intervenção:
dimensão etária: infantil, juvenil, adultos e terceira idade;
espaço de intervenção: animação urbana, animação rural;
pluralidades de âmbitos ligados a sectores de áreas temáticas, como
sejam: a educação, o teatro, os tempos livres, a saúde, o ambiente, o
turismo, a comunidade, o comércio, o trabalho...
21.
Todos estes âmbitosimplicam o recurso a um vasto conjunto de termos compostos, para designar as suas múltiplas atualizações e
formas concretas de atuação, tais como:
Animação socioeducativa
Animação cultural
Animação teatral
Animação dos tempos livres
Animação sociolaboral
Animação comunitária
Animação rural
Animação turística
Animação terapêutica
Animação infantil
Animação juvenil
Animação na terceira idade
Animação escolar
Animação de adultos
Animação de grupos em situações de risco
Animação em hospitais
Animação em prisões
Animação económica
Animação comercial
Animação termal
Animação desportiva
Animação musical
Animação cinematográfica
Animação de bibliotecas
Animação de museus
etc
22.
Campos da ASC(Quintana Cabanas, 1992)
I. Grupos Naturais: famílias; jovens; terceira idade...
II. Coletivos organizados: associações; grupos de pais...
III. Grupos marginados: desempregados; deficientes;
toxicodependentes; reclusos...
IV. Grupos emergentes: ecologistas; consumidores; moradores;
sindicatos
23.
O que éum projeto?
꙳ É um método de trabalho orientado para a identificação e resolução
de problemas ou necessidades, por intermédio da elaboração e
concretização de um projeto, que visa a definição dos objetivos a
atingir e a planificação das estratégias (atividades) para os alcançar.
24.
Conceitos de Trabalhode Projeto
O conceito de trabalho de projeto assenta nos seguintes aspetos:
• Elaboração e concretização de um projeto;
• Planificação de objetivos a alcançar visando a resolução de um problema;
• É, normalmente, realizado em grupo, cabendo a estes elementos a escolha do
tema/problema a tratar;
• As tarefas são planeadas e dirigidas para os objetivos definidos;
• Implica um trabalho de interdisciplinaridade, ou seja, a conjugação de diferentes áreas do
conhecimento, teórico e prático.
25.
Conceitos de Trabalhode Projeto
• Um projeto é sempre baseado na resolução de problemas, e tem que:
• Concentrar-se num único tópico, podendo existir sub-temas;
• Decorrer durante um tempo limitado;
• Privilegiar uma situação de aprendizagem centrada nos destinatários,
envolvendo-os no projeto desde o seu início;
• Ser alvo de avaliação.
• No entanto, muitas vezes, o possível é o contrário do ideal!
• Plano: Longoprazo, carácter global e fixa metas e objetivos gerais;
• Programa: Médio prazo, é mais específico, fixa metas e objetivos mais
concretos e é composto por vários projetos;
• Projeto: é uma unidade mais concreta, fixa metas e objetivos
específicos a curto prazo, e é composto por ações/atividades através
das quais se concretizam os objetivos.
28.
Intervenção social
• Processometodológico de atuação sobre a realidade social, cuja
finalidade é desenvolver, transformar ou melhorar, situações coletivas
e individuais de pessoas com determinados problemas.
• Estes podem ser carências, desejos, exigências, interesses,
competências, atitudes e valores; ou do foro educativo, económico,
político, geográfico, social, etc….
29.
Condições para Projeto
•Ser possível investigá-lo;
• Apontar caminhos para resolver problemas;
• Alternativas de solução;
• Não deve exceder os limites da capacidade de cada um;
• Não deve exceder os seus conhecimentos prévios e tempo disponível;
• Não ser demasiado geral e abstrato;
• Tratar de problemas reais;
• Integrar teoria e prática.
30.
As fases deum projeto:
ꙬDiagnóstico (ou fase do conhecimento da realidade)
ꙬDesenho ou Planeamento (ou fase de preparação),
ꙬExecução e Monitorização ( ou fase do desenvolvimento)
ꙬAvaliação (ou fase do aperfeiçoamento).
Antes de se iniciar o desenho de qualquer projeto, é imprescindível efetuar
uma Análise de Necessidades e Potencialidades, ou seja, o Diagnóstico.
31.
As fases deum projeto- Diagnóstico
• Deve recolher-se o máximo de informação sobre a realidade social
onde se pretende intervir. Esta informação não deve conter apenas
“as desgraças”, mas também os recursos ou potencialidades que
possam vir a ser aproveitados e rentabilizados.
• Esta informação é depois analisada e tratada estatisticamente, e
servirá de base e fundamentação para o avançar do projeto.
32.
As fases deum projeto- Diagnóstico
Elementos a estudar:
• Dados descritivos: localização do centro, existência de outros
projetos, semelhantes ou não, localização física das famílias, infra-
estruturas existentes…
• Dados estruturais: organigrama do centro…
• Dados estatísticos: demografia, nível económico, educativo, cultural,
sucesso…
• Dados conflituosos: existem problemas psicológicos, muitas
desistências…
• Dados históricos: evolução dos participantes…
• Dados culturais: diferentes culturas, racismo…
objetivos
Definição dos objetivos
Éa discrição de um conjunto de comportamentos ou
atuações, que o beneficiário deve ser capaz de realizar ou
demonstrar, no final do projeto.
35.
objetivos
• Deve-se utilizarverbos de ação
• Devem ser claros, curtos e concisos, demonstrando com uma breve
leitura, o que se espera daquela atividade
• Devem ser formulados em função dos beneficiários e não dos
educadores
36.
• Uma Análisede projeto, é portanto, uma análise da realidade social
num determinado contexto social, espacial e temporal, e pode
respeitar a uma ou várias situações problemáticas;
• Proporciona dados e informação acerca da realidade sobre a qual se
pretende intervir e se quer transformar:
• Qual é a realidade atual e qual é a alternativa?
• Fichas de caracterização
37.
Âmbitos de Investigação
Individual
Organizacional
Sociocomunitário
Esteprocesso deve:
• Incluir a participação dos agentes sociais;
• O autodiagnóstico deve ser coletivo;
• Identificação dos problemas, mas principalmente das causas dos problemas;
• Desenvolver uma consciência crítica sobre a realidade.
38.
Objetivos do diagnóstico:
•Recolher o máximo de informação para documentar o estado do
sistema/meio social envolvente, face ao problemas identificados;
• Determinar a magnitude destes e as potenciais causas e estabelecer
prioridades e critérios para as soluções e para a melhor gestão dos
recursos disponíveis.
• Identificar questões-chave, que conduzam a ações apropriadas aos
problemas.
39.
• As grelhasde caracterização, ajudam a clarificar e a aprofundar todas
as problemáticas que envolvem um processo de intervenção.
• Tudo isto deve conduzir à ação, à mudança, à melhoria da
comunidade/grupo.
• Para tal é preciso identificar e distinguir os problemas cujas causas
são de âmbito local ou nacional.
40.
Estratégias metodológicas pararecolha da informação:
• Observação direta;
• Análise documental/ Pesquisa bibliográfica
• Contactos informais com a população;
• Informantes privilegiados;
• Inquérito por entrevista/questionário
• Histórias de vida;
• Fóruns comunitários…
41.
Resumo-Diagnóstico
• Orientações paraa elaboração do diagnóstico:
• Introdução (quais os objetivos do trabalho, com uma breve
apresentação da estrutura do relatório;
• Breve apresentação do campo de estudo (se é uma instituição, uma
comunidade, uma organização…)
• Metodologia utilizada para a recolha e análise da informação
(técnicas utilizadas, fontes consultadas e informantes-chave).
42.
Resumo-Diagnóstico
• Delimitação físicae geográfica do campo de estudo (análise social,
comunitária e institucional)
• Delimitação da população alvo e caracterização (beneficiários diretos
e indiretos)
• Identificação dos projetos existentes e dos âmbitos de intervenção do
estudo.
43.
Resumo-Diagnóstico
• Identificação dasnecessidades, problemas ou interesses específicos dos
beneficiários
• Análise de causas e efeitos.
• Proposta de resolução do problema ou necessidade encontrada
• Definição dos objetivos sociais e educativos da futura intervenção
• Conclusão final
• Bibliografia ou documentos de apoio
44.
Planeamento
• Operacionalização/execução daintervenção:
• Qual a metodologia/estratégia que vou adoptar para responder
ao/aos problema (s) de forma mais eficaz e eficiente?
• As metodologias devem ser participativas, favorecer a animação de
grupos, a comunicação, a criatividade, a horizontalidade, a inclusão,
em suma, assentam num pressuposto de democracia participativa.
45.
Execução
• Escolhida efundamentada a metodologia, deve seguir-se a descrição
de cada atividade e dos resultados esperados. ( Fazer cronograma)
• Identificar os recursos humanos, materiais, logísticos e financeiros
necessários;
• Referenciar a equipa, o lugar e o tempo;
• Planificar a avaliação contínua.
46.
Perspetivas fundamentais naconceção, implementação e
avaliação de um projeto em ASC, segundo Sempere, 2004
processo de reflexão que permite a concretização das
intencionalidades da intervenção;
capacidade de previsão e antecipação de uma situação diagnosticada;
ferramenta de gestão da organização e execução das ações;
instrumento de trabalho em equipa
instrumento de avaliação dos resultados alcançados