4297- Animação e
desenvolvimento comunitário-
25H
Objetivos
• Reconhecer o papel do animador sociocultural na organização e
gestão da intervenção na comunidade.
• Desenhar e implementar projetos em diferentes contexto
comunitários.
• Intervir enquanto agente no desenvolvimento partilhado das
comunidades.
Conteúdos Programáticos
• Delimitação das áreas de intervenção comunitária em animação social,
cultural e educativa
• O território como março delimitador da ação na animação comunitária
• A comunidade como espaço privilegiado de desenvolvimento na animação
• A animação comunitária: princípios e métodos segundo diferentes autores
• Metodologias subjacentes à intervenção com diferentes comunidades
identificadas e delimitadas.
• Técnicas transversais à intervenção comunitária
• Os projetos comunitários como forma de mudança / resolução de problemas
• Percursos" de trabalho de projeto em animação social, educativa ou cultural
com diferentes comunidades
«O animador atual há de saber estar com o grupo, como um deles, criando
relações de amizade, confiança e diálogo. Da sua parte há de saber distribuir as
tarefas e responsabilidades que fazem crescer os componentes do grupo. Tem
sentido social e concebe seu papel como ‘animador’ ou ‘facilitador’ criando um
ambiente distendido e favorável ao trabalho. Esforça-se por conhecer as
pessoas e trabalha como um dos elementos do grupo. Exerce um tipo de
liderança distributiva, na qual as decisões não se tomam senão por consenso».
Badesa(p. 183)
Conceito de Animação Comunitária
Designa um conjunto de ações destinado a gerar processos de
participação das pessoas tendentes à dinamização do corpo social. (…)
Uma técnica sócio-pedagógica que se propõe uma ação de estímulo,
mobilização e organização de indivíduos, grupos e coletivos, tendente a
criar uma dinamização do tecido social. (…) A Animação Sócio-cultural é
uma tecnologia social que, baseada numa pedagogia participativa, tem
por finalidade atuar em diferentes âmbitos da qualidade de vida,
promovendo, estimulando e canalizando a participação das pessoas
para que alcancem o seu próprio desenvolvimento sócio-cultural.
Ander-Egg
Animação e desenvolvimento comunitário
Animação Sociocultural tem como estratégia de intervenção
o desenvolvimento comunitário, com a finalidade de
promover a participação e dinamização social, através do
processo de responsabilização de indivíduos na gestão e
direção dos seus próprios recursos.
Animação e desenvolvimento comunitário
É um desenvolvimento integral e “endógeno”( cresce para
dentro, tem origem no interior), integral, visto que é capaz de
unir entre si, os progressos económicos, sociais, culturais,
morais.
Sendo a animação Sociocultural um instrumento de motivação
e participação da mudança pessoal e estrutural, sendo um
processo dinâmico entre a administração, os técnicos e a
população, organizado através de associações, movimentos
sociais, partidos políticos, instituições e redes inter-
associativas.
Animação e desenvolvimento comunitário
O desenvolvimento comunitário surge das
necessidades de uma articulação da sociedade, e o ser
humano ao nível da adaptação, inovação e as
mudanças quantitativas.
Animação e desenvolvimento comunitário
1. Desenvolvimento Comunitário como Fortalecimento da Sociedade
Civil
O Desenvolvimento Comunitário tem como objetivo
proporcionar aos agentes o desenvolvimento pessoal, social e cultural,
sendo eles as pessoas fundamentais na interação e na potencialização
social.
Animação e desenvolvimento comunitário
• Consciencialização das carências e necessidades.
• Motivação para procurar as respostas necessárias
• Associar-se para levar a cabo as mudanças e as transformações
• Revelação e comparação para uma divisão adequada e socialização
do poder.
Tendo como objetivo as mudanças e a transformação das
estruturas políticas, económicas, sociais, educativas e culturais.
Animação e desenvolvimento comunitário
Segundo “Touraine” a democracia é o meio político de
salvaguardar a diversidade, de fazer viver juntos indivíduos e
grupos cada vez mais diferentes uns dos outros numa sociedade
que deve funcionar também como uma unidade “Touraine”.
1994 P. 259
Animação e desenvolvimento comunitário
Para uma maior interação da sociedade civil necessita de uma real
distribuição e divisão do poder:
• Económico
• Social
• Educativo
• Cultural
• Politico
Animação e desenvolvimento comunitário
De forma organizada e associativamente para uma mudança a nível
estrutural e implica a mudança de politicas sociais de modo
comunitário na tentativa de um desenvolvimento adequado em que os
sujeitos de intervenção não sejam considerados unicamente pelas
carências, mas como portadores de potencialidade que necessitem dos
recursos adequados para se desenvolverem.
Animação e desenvolvimento comunitário
2.Praticas de Animação Comunitária a Partir dos Agentes da
Intervenção Comunitária
A Animação Cultural tem como objetivo motivar e dinamizar a
sociedade civil, com recursos os métodos, as técnicas e estilos na
promoção da participação e dinamização da comunidade.
Animação e desenvolvimento comunitário
Através:
Dos serviços oferecidos ao território (socioeducativos, socio laborais,
socioculturais, sociais.)
 Os diversos profissionais que trabalham na comunidade (serviços
sociais, educação, cultura, saúde).
As associações de voluntários
Animação e desenvolvimento comunitário
2.1. Os Profissionais que Trabalham na Comunidade
Os agentes sociais, educadores sociais, monitores, dirigentes de
clubes de tempos livres e ócio, centros abertos, profissionais,
educadores desportivos de adultos pedagogos, trabalhadores sociais,
sociólogos, gestores culturais, psicólogos.
Animação e desenvolvimento comunitário
Deve-se efetuar algumas perguntas na medida de intervenção sob uma perspetiva
comunitária, com intuito de uma visão de um profissional diferente.
• Onde e de que maneiras vão executar o trabalho?
• Sob a visão de desenvolvimento da comunidade vão atuar?
• Que processos participativos tentarão criar e desenvolver?
• A favor de quem e de que?
• Que estratégia e que processos de desenvolvimento pessoal e comunitário vão
executar?
• Como vão levar a cabo esta tarefa coordenada dentro de uma comunidade nos
seus projetos, ações e avaliações?
Animação e desenvolvimento comunitário
Sendo por isso necessária uma formação adequada para uma melhoria
qualitativa da comunidade.
o Uma nova visão das suas formações e reciclagem, tendo em conta
uma perspetiva comunitária e preventiva, em ordem à programação,
execução e avaliação.
oConhecimento da sua intervenção específica, saiba por em prática o
trabalho em equipa, a colaboração e coordenação, o intercâmbio de
experiências, a comunicação interdisciplinar e intersectorial.
oCoordenação comunitária de profissionais e serviços
oNecessidade de voluntariado
o Aquisição formativa e, aptidões de habilitação relacional
Animação e desenvolvimento comunitário
Nos projetos comunitários é necessário profissionais com uma visão definida e
programática dos fins, método e ações da intervenção que torne possível a
cooperação, interação entre os participantes, voluntários e utente, contudo a
animação sócio cultural necessita:
• Criação de equipas
• Favorecer um clima de responsabilidade, de pensamento crítico e de
comunicação.
• Profissional – animador
Delimitação das áreas de intervenção comunitária
Falar em âmbitos de Animação Sociocultural significa ter presente a
perspetiva tridimensional respeitante às suas estratégias de intervenção:
 dimensão etária: infantil, juvenil, adultos e terceira idade;
 espaço de intervenção: animação urbana, animação rural;
pluralidades de âmbitos ligados a sectores de áreas temáticas, como
sejam: a educação, o teatro, os tempos livres, a saúde, o ambiente, o
turismo, a comunidade, o comércio, o trabalho...
Todos estes âmbitos implicam o recurso a um vasto conjunto de termos compostos, para designar as suas múltiplas atualizações e
formas concretas de atuação, tais como:
Animação socioeducativa
 Animação cultural
 Animação teatral
Animação dos tempos livres
 Animação sociolaboral
 Animação comunitária
 Animação rural
Animação turística
 Animação terapêutica
 Animação infantil
 Animação juvenil
Animação na terceira idade
Animação escolar
 Animação de adultos
 Animação de grupos em situações de risco
Animação em hospitais
 Animação em prisões
 Animação económica
Animação comercial
 Animação termal
 Animação desportiva
 Animação musical
 Animação cinematográfica
 Animação de bibliotecas
 Animação de museus
etc
Campos da ASC (Quintana Cabanas, 1992)
I. Grupos Naturais: famílias; jovens; terceira idade...
II. Coletivos organizados: associações; grupos de pais...
III. Grupos marginados: desempregados; deficientes;
toxicodependentes; reclusos...
IV. Grupos emergentes: ecologistas; consumidores; moradores;
sindicatos
O que é um projeto?
꙳ É um método de trabalho orientado para a identificação e resolução
de problemas ou necessidades, por intermédio da elaboração e
concretização de um projeto, que visa a definição dos objetivos a
atingir e a planificação das estratégias (atividades) para os alcançar.
Conceitos de Trabalho de Projeto
O conceito de trabalho de projeto assenta nos seguintes aspetos:
• Elaboração e concretização de um projeto;
• Planificação de objetivos a alcançar visando a resolução de um problema;
• É, normalmente, realizado em grupo, cabendo a estes elementos a escolha do
tema/problema a tratar;
• As tarefas são planeadas e dirigidas para os objetivos definidos;
• Implica um trabalho de interdisciplinaridade, ou seja, a conjugação de diferentes áreas do
conhecimento, teórico e prático.
Conceitos de Trabalho de Projeto
• Um projeto é sempre baseado na resolução de problemas, e tem que:
• Concentrar-se num único tópico, podendo existir sub-temas;
• Decorrer durante um tempo limitado;
• Privilegiar uma situação de aprendizagem centrada nos destinatários,
envolvendo-os no projeto desde o seu início;
• Ser alvo de avaliação.
• No entanto, muitas vezes, o possível é o contrário do ideal!
Clarificação dos conceitos:
• Plano
• Programa
• Projeto
enquanto “instrumentos” de intervenção
social
• Plano: Longo prazo, carácter global e fixa metas e objetivos gerais;
• Programa: Médio prazo, é mais específico, fixa metas e objetivos mais
concretos e é composto por vários projetos;
• Projeto: é uma unidade mais concreta, fixa metas e objetivos
específicos a curto prazo, e é composto por ações/atividades através
das quais se concretizam os objetivos.
Intervenção social
• Processo metodológico de atuação sobre a realidade social, cuja
finalidade é desenvolver, transformar ou melhorar, situações coletivas
e individuais de pessoas com determinados problemas.
• Estes podem ser carências, desejos, exigências, interesses,
competências, atitudes e valores; ou do foro educativo, económico,
político, geográfico, social, etc….
Condições para Projeto
• Ser possível investigá-lo;
• Apontar caminhos para resolver problemas;
• Alternativas de solução;
• Não deve exceder os limites da capacidade de cada um;
• Não deve exceder os seus conhecimentos prévios e tempo disponível;
• Não ser demasiado geral e abstrato;
• Tratar de problemas reais;
• Integrar teoria e prática.
As fases de um projeto:
ꙬDiagnóstico (ou fase do conhecimento da realidade)
ꙬDesenho ou Planeamento (ou fase de preparação),
ꙬExecução e Monitorização ( ou fase do desenvolvimento)
ꙬAvaliação (ou fase do aperfeiçoamento).
Antes de se iniciar o desenho de qualquer projeto, é imprescindível efetuar
uma Análise de Necessidades e Potencialidades, ou seja, o Diagnóstico.
As fases de um projeto- Diagnóstico
• Deve recolher-se o máximo de informação sobre a realidade social
onde se pretende intervir. Esta informação não deve conter apenas
“as desgraças”, mas também os recursos ou potencialidades que
possam vir a ser aproveitados e rentabilizados.
• Esta informação é depois analisada e tratada estatisticamente, e
servirá de base e fundamentação para o avançar do projeto.
As fases de um projeto- Diagnóstico
Elementos a estudar:
• Dados descritivos: localização do centro, existência de outros
projetos, semelhantes ou não, localização física das famílias, infra-
estruturas existentes…
• Dados estruturais: organigrama do centro…
• Dados estatísticos: demografia, nível económico, educativo, cultural,
sucesso…
• Dados conflituosos: existem problemas psicológicos, muitas
desistências…
• Dados históricos: evolução dos participantes…
• Dados culturais: diferentes culturas, racismo…
Diagnóstico
Implica:
• Determinar objetivos,
• Selecionar e organizar conteúdos e informações,
• Selecionar estratégias
• Selecionar recursos
• Definir procedimentos de avaliação
objetivos
Definição dos objetivos
É a discrição de um conjunto de comportamentos ou
atuações, que o beneficiário deve ser capaz de realizar ou
demonstrar, no final do projeto.
objetivos
• Deve-se utilizar verbos de ação
• Devem ser claros, curtos e concisos, demonstrando com uma breve
leitura, o que se espera daquela atividade
• Devem ser formulados em função dos beneficiários e não dos
educadores
• Uma Análise de projeto, é portanto, uma análise da realidade social
num determinado contexto social, espacial e temporal, e pode
respeitar a uma ou várias situações problemáticas;
• Proporciona dados e informação acerca da realidade sobre a qual se
pretende intervir e se quer transformar:
• Qual é a realidade atual e qual é a alternativa?
• Fichas de caracterização
Âmbitos de Investigação
Individual
Organizacional
Sociocomunitário
Este processo deve:
• Incluir a participação dos agentes sociais;
• O autodiagnóstico deve ser coletivo;
• Identificação dos problemas, mas principalmente das causas dos problemas;
• Desenvolver uma consciência crítica sobre a realidade.
Objetivos do diagnóstico:
• Recolher o máximo de informação para documentar o estado do
sistema/meio social envolvente, face ao problemas identificados;
• Determinar a magnitude destes e as potenciais causas e estabelecer
prioridades e critérios para as soluções e para a melhor gestão dos
recursos disponíveis.
• Identificar questões-chave, que conduzam a ações apropriadas aos
problemas.
• As grelhas de caracterização, ajudam a clarificar e a aprofundar todas
as problemáticas que envolvem um processo de intervenção.
• Tudo isto deve conduzir à ação, à mudança, à melhoria da
comunidade/grupo.
• Para tal é preciso identificar e distinguir os problemas cujas causas
são de âmbito local ou nacional.
Estratégias metodológicas para recolha da informação:
• Observação direta;
• Análise documental/ Pesquisa bibliográfica
• Contactos informais com a população;
• Informantes privilegiados;
• Inquérito por entrevista/questionário
• Histórias de vida;
• Fóruns comunitários…
Resumo-Diagnóstico
• Orientações para a elaboração do diagnóstico:
• Introdução (quais os objetivos do trabalho, com uma breve
apresentação da estrutura do relatório;
• Breve apresentação do campo de estudo (se é uma instituição, uma
comunidade, uma organização…)
• Metodologia utilizada para a recolha e análise da informação
(técnicas utilizadas, fontes consultadas e informantes-chave).
Resumo-Diagnóstico
• Delimitação física e geográfica do campo de estudo (análise social,
comunitária e institucional)
• Delimitação da população alvo e caracterização (beneficiários diretos
e indiretos)
• Identificação dos projetos existentes e dos âmbitos de intervenção do
estudo.
Resumo-Diagnóstico
• Identificação das necessidades, problemas ou interesses específicos dos
beneficiários
• Análise de causas e efeitos.
• Proposta de resolução do problema ou necessidade encontrada
• Definição dos objetivos sociais e educativos da futura intervenção
• Conclusão final
• Bibliografia ou documentos de apoio
Planeamento
• Operacionalização/execução da intervenção:
• Qual a metodologia/estratégia que vou adoptar para responder
ao/aos problema (s) de forma mais eficaz e eficiente?
• As metodologias devem ser participativas, favorecer a animação de
grupos, a comunicação, a criatividade, a horizontalidade, a inclusão,
em suma, assentam num pressuposto de democracia participativa.
Execução
• Escolhida e fundamentada a metodologia, deve seguir-se a descrição
de cada atividade e dos resultados esperados. ( Fazer cronograma)
• Identificar os recursos humanos, materiais, logísticos e financeiros
necessários;
• Referenciar a equipa, o lugar e o tempo;
• Planificar a avaliação contínua.
Perspetivas fundamentais na conceção, implementação e
avaliação de um projeto em ASC, segundo Sempere, 2004
 processo de reflexão que permite a concretização das
intencionalidades da intervenção;
 capacidade de previsão e antecipação de uma situação diagnosticada;
ferramenta de gestão da organização e execução das ações;
 instrumento de trabalho em equipa
 instrumento de avaliação dos resultados alcançados

4297 - Animação e desenvolvimento comunitário- 25H.pptx

  • 1.
  • 2.
    Objetivos • Reconhecer opapel do animador sociocultural na organização e gestão da intervenção na comunidade. • Desenhar e implementar projetos em diferentes contexto comunitários. • Intervir enquanto agente no desenvolvimento partilhado das comunidades.
  • 3.
    Conteúdos Programáticos • Delimitaçãodas áreas de intervenção comunitária em animação social, cultural e educativa • O território como março delimitador da ação na animação comunitária • A comunidade como espaço privilegiado de desenvolvimento na animação • A animação comunitária: princípios e métodos segundo diferentes autores • Metodologias subjacentes à intervenção com diferentes comunidades identificadas e delimitadas. • Técnicas transversais à intervenção comunitária • Os projetos comunitários como forma de mudança / resolução de problemas • Percursos" de trabalho de projeto em animação social, educativa ou cultural com diferentes comunidades
  • 4.
    «O animador atualhá de saber estar com o grupo, como um deles, criando relações de amizade, confiança e diálogo. Da sua parte há de saber distribuir as tarefas e responsabilidades que fazem crescer os componentes do grupo. Tem sentido social e concebe seu papel como ‘animador’ ou ‘facilitador’ criando um ambiente distendido e favorável ao trabalho. Esforça-se por conhecer as pessoas e trabalha como um dos elementos do grupo. Exerce um tipo de liderança distributiva, na qual as decisões não se tomam senão por consenso». Badesa(p. 183)
  • 5.
    Conceito de AnimaçãoComunitária Designa um conjunto de ações destinado a gerar processos de participação das pessoas tendentes à dinamização do corpo social. (…) Uma técnica sócio-pedagógica que se propõe uma ação de estímulo, mobilização e organização de indivíduos, grupos e coletivos, tendente a criar uma dinamização do tecido social. (…) A Animação Sócio-cultural é uma tecnologia social que, baseada numa pedagogia participativa, tem por finalidade atuar em diferentes âmbitos da qualidade de vida, promovendo, estimulando e canalizando a participação das pessoas para que alcancem o seu próprio desenvolvimento sócio-cultural. Ander-Egg
  • 6.
    Animação e desenvolvimentocomunitário Animação Sociocultural tem como estratégia de intervenção o desenvolvimento comunitário, com a finalidade de promover a participação e dinamização social, através do processo de responsabilização de indivíduos na gestão e direção dos seus próprios recursos.
  • 7.
    Animação e desenvolvimentocomunitário É um desenvolvimento integral e “endógeno”( cresce para dentro, tem origem no interior), integral, visto que é capaz de unir entre si, os progressos económicos, sociais, culturais, morais. Sendo a animação Sociocultural um instrumento de motivação e participação da mudança pessoal e estrutural, sendo um processo dinâmico entre a administração, os técnicos e a população, organizado através de associações, movimentos sociais, partidos políticos, instituições e redes inter- associativas.
  • 8.
    Animação e desenvolvimentocomunitário O desenvolvimento comunitário surge das necessidades de uma articulação da sociedade, e o ser humano ao nível da adaptação, inovação e as mudanças quantitativas.
  • 9.
    Animação e desenvolvimentocomunitário 1. Desenvolvimento Comunitário como Fortalecimento da Sociedade Civil O Desenvolvimento Comunitário tem como objetivo proporcionar aos agentes o desenvolvimento pessoal, social e cultural, sendo eles as pessoas fundamentais na interação e na potencialização social.
  • 10.
    Animação e desenvolvimentocomunitário • Consciencialização das carências e necessidades. • Motivação para procurar as respostas necessárias • Associar-se para levar a cabo as mudanças e as transformações • Revelação e comparação para uma divisão adequada e socialização do poder. Tendo como objetivo as mudanças e a transformação das estruturas políticas, económicas, sociais, educativas e culturais.
  • 11.
    Animação e desenvolvimentocomunitário Segundo “Touraine” a democracia é o meio político de salvaguardar a diversidade, de fazer viver juntos indivíduos e grupos cada vez mais diferentes uns dos outros numa sociedade que deve funcionar também como uma unidade “Touraine”. 1994 P. 259
  • 12.
    Animação e desenvolvimentocomunitário Para uma maior interação da sociedade civil necessita de uma real distribuição e divisão do poder: • Económico • Social • Educativo • Cultural • Politico
  • 13.
    Animação e desenvolvimentocomunitário De forma organizada e associativamente para uma mudança a nível estrutural e implica a mudança de politicas sociais de modo comunitário na tentativa de um desenvolvimento adequado em que os sujeitos de intervenção não sejam considerados unicamente pelas carências, mas como portadores de potencialidade que necessitem dos recursos adequados para se desenvolverem.
  • 14.
    Animação e desenvolvimentocomunitário 2.Praticas de Animação Comunitária a Partir dos Agentes da Intervenção Comunitária A Animação Cultural tem como objetivo motivar e dinamizar a sociedade civil, com recursos os métodos, as técnicas e estilos na promoção da participação e dinamização da comunidade.
  • 15.
    Animação e desenvolvimentocomunitário Através: Dos serviços oferecidos ao território (socioeducativos, socio laborais, socioculturais, sociais.)  Os diversos profissionais que trabalham na comunidade (serviços sociais, educação, cultura, saúde). As associações de voluntários
  • 16.
    Animação e desenvolvimentocomunitário 2.1. Os Profissionais que Trabalham na Comunidade Os agentes sociais, educadores sociais, monitores, dirigentes de clubes de tempos livres e ócio, centros abertos, profissionais, educadores desportivos de adultos pedagogos, trabalhadores sociais, sociólogos, gestores culturais, psicólogos.
  • 17.
    Animação e desenvolvimentocomunitário Deve-se efetuar algumas perguntas na medida de intervenção sob uma perspetiva comunitária, com intuito de uma visão de um profissional diferente. • Onde e de que maneiras vão executar o trabalho? • Sob a visão de desenvolvimento da comunidade vão atuar? • Que processos participativos tentarão criar e desenvolver? • A favor de quem e de que? • Que estratégia e que processos de desenvolvimento pessoal e comunitário vão executar? • Como vão levar a cabo esta tarefa coordenada dentro de uma comunidade nos seus projetos, ações e avaliações?
  • 18.
    Animação e desenvolvimentocomunitário Sendo por isso necessária uma formação adequada para uma melhoria qualitativa da comunidade. o Uma nova visão das suas formações e reciclagem, tendo em conta uma perspetiva comunitária e preventiva, em ordem à programação, execução e avaliação. oConhecimento da sua intervenção específica, saiba por em prática o trabalho em equipa, a colaboração e coordenação, o intercâmbio de experiências, a comunicação interdisciplinar e intersectorial. oCoordenação comunitária de profissionais e serviços oNecessidade de voluntariado o Aquisição formativa e, aptidões de habilitação relacional
  • 19.
    Animação e desenvolvimentocomunitário Nos projetos comunitários é necessário profissionais com uma visão definida e programática dos fins, método e ações da intervenção que torne possível a cooperação, interação entre os participantes, voluntários e utente, contudo a animação sócio cultural necessita: • Criação de equipas • Favorecer um clima de responsabilidade, de pensamento crítico e de comunicação. • Profissional – animador
  • 20.
    Delimitação das áreasde intervenção comunitária Falar em âmbitos de Animação Sociocultural significa ter presente a perspetiva tridimensional respeitante às suas estratégias de intervenção:  dimensão etária: infantil, juvenil, adultos e terceira idade;  espaço de intervenção: animação urbana, animação rural; pluralidades de âmbitos ligados a sectores de áreas temáticas, como sejam: a educação, o teatro, os tempos livres, a saúde, o ambiente, o turismo, a comunidade, o comércio, o trabalho...
  • 21.
    Todos estes âmbitosimplicam o recurso a um vasto conjunto de termos compostos, para designar as suas múltiplas atualizações e formas concretas de atuação, tais como: Animação socioeducativa  Animação cultural  Animação teatral Animação dos tempos livres  Animação sociolaboral  Animação comunitária  Animação rural Animação turística  Animação terapêutica  Animação infantil  Animação juvenil Animação na terceira idade Animação escolar  Animação de adultos  Animação de grupos em situações de risco Animação em hospitais  Animação em prisões  Animação económica Animação comercial  Animação termal  Animação desportiva  Animação musical  Animação cinematográfica  Animação de bibliotecas  Animação de museus etc
  • 22.
    Campos da ASC(Quintana Cabanas, 1992) I. Grupos Naturais: famílias; jovens; terceira idade... II. Coletivos organizados: associações; grupos de pais... III. Grupos marginados: desempregados; deficientes; toxicodependentes; reclusos... IV. Grupos emergentes: ecologistas; consumidores; moradores; sindicatos
  • 23.
    O que éum projeto? ꙳ É um método de trabalho orientado para a identificação e resolução de problemas ou necessidades, por intermédio da elaboração e concretização de um projeto, que visa a definição dos objetivos a atingir e a planificação das estratégias (atividades) para os alcançar.
  • 24.
    Conceitos de Trabalhode Projeto O conceito de trabalho de projeto assenta nos seguintes aspetos: • Elaboração e concretização de um projeto; • Planificação de objetivos a alcançar visando a resolução de um problema; • É, normalmente, realizado em grupo, cabendo a estes elementos a escolha do tema/problema a tratar; • As tarefas são planeadas e dirigidas para os objetivos definidos; • Implica um trabalho de interdisciplinaridade, ou seja, a conjugação de diferentes áreas do conhecimento, teórico e prático.
  • 25.
    Conceitos de Trabalhode Projeto • Um projeto é sempre baseado na resolução de problemas, e tem que: • Concentrar-se num único tópico, podendo existir sub-temas; • Decorrer durante um tempo limitado; • Privilegiar uma situação de aprendizagem centrada nos destinatários, envolvendo-os no projeto desde o seu início; • Ser alvo de avaliação. • No entanto, muitas vezes, o possível é o contrário do ideal!
  • 26.
    Clarificação dos conceitos: •Plano • Programa • Projeto enquanto “instrumentos” de intervenção social
  • 27.
    • Plano: Longoprazo, carácter global e fixa metas e objetivos gerais; • Programa: Médio prazo, é mais específico, fixa metas e objetivos mais concretos e é composto por vários projetos; • Projeto: é uma unidade mais concreta, fixa metas e objetivos específicos a curto prazo, e é composto por ações/atividades através das quais se concretizam os objetivos.
  • 28.
    Intervenção social • Processometodológico de atuação sobre a realidade social, cuja finalidade é desenvolver, transformar ou melhorar, situações coletivas e individuais de pessoas com determinados problemas. • Estes podem ser carências, desejos, exigências, interesses, competências, atitudes e valores; ou do foro educativo, económico, político, geográfico, social, etc….
  • 29.
    Condições para Projeto •Ser possível investigá-lo; • Apontar caminhos para resolver problemas; • Alternativas de solução; • Não deve exceder os limites da capacidade de cada um; • Não deve exceder os seus conhecimentos prévios e tempo disponível; • Não ser demasiado geral e abstrato; • Tratar de problemas reais; • Integrar teoria e prática.
  • 30.
    As fases deum projeto: ꙬDiagnóstico (ou fase do conhecimento da realidade) ꙬDesenho ou Planeamento (ou fase de preparação), ꙬExecução e Monitorização ( ou fase do desenvolvimento) ꙬAvaliação (ou fase do aperfeiçoamento). Antes de se iniciar o desenho de qualquer projeto, é imprescindível efetuar uma Análise de Necessidades e Potencialidades, ou seja, o Diagnóstico.
  • 31.
    As fases deum projeto- Diagnóstico • Deve recolher-se o máximo de informação sobre a realidade social onde se pretende intervir. Esta informação não deve conter apenas “as desgraças”, mas também os recursos ou potencialidades que possam vir a ser aproveitados e rentabilizados. • Esta informação é depois analisada e tratada estatisticamente, e servirá de base e fundamentação para o avançar do projeto.
  • 32.
    As fases deum projeto- Diagnóstico Elementos a estudar: • Dados descritivos: localização do centro, existência de outros projetos, semelhantes ou não, localização física das famílias, infra- estruturas existentes… • Dados estruturais: organigrama do centro… • Dados estatísticos: demografia, nível económico, educativo, cultural, sucesso… • Dados conflituosos: existem problemas psicológicos, muitas desistências… • Dados históricos: evolução dos participantes… • Dados culturais: diferentes culturas, racismo…
  • 33.
    Diagnóstico Implica: • Determinar objetivos, •Selecionar e organizar conteúdos e informações, • Selecionar estratégias • Selecionar recursos • Definir procedimentos de avaliação
  • 34.
    objetivos Definição dos objetivos Éa discrição de um conjunto de comportamentos ou atuações, que o beneficiário deve ser capaz de realizar ou demonstrar, no final do projeto.
  • 35.
    objetivos • Deve-se utilizarverbos de ação • Devem ser claros, curtos e concisos, demonstrando com uma breve leitura, o que se espera daquela atividade • Devem ser formulados em função dos beneficiários e não dos educadores
  • 36.
    • Uma Análisede projeto, é portanto, uma análise da realidade social num determinado contexto social, espacial e temporal, e pode respeitar a uma ou várias situações problemáticas; • Proporciona dados e informação acerca da realidade sobre a qual se pretende intervir e se quer transformar: • Qual é a realidade atual e qual é a alternativa? • Fichas de caracterização
  • 37.
    Âmbitos de Investigação Individual Organizacional Sociocomunitário Esteprocesso deve: • Incluir a participação dos agentes sociais; • O autodiagnóstico deve ser coletivo; • Identificação dos problemas, mas principalmente das causas dos problemas; • Desenvolver uma consciência crítica sobre a realidade.
  • 38.
    Objetivos do diagnóstico: •Recolher o máximo de informação para documentar o estado do sistema/meio social envolvente, face ao problemas identificados; • Determinar a magnitude destes e as potenciais causas e estabelecer prioridades e critérios para as soluções e para a melhor gestão dos recursos disponíveis. • Identificar questões-chave, que conduzam a ações apropriadas aos problemas.
  • 39.
    • As grelhasde caracterização, ajudam a clarificar e a aprofundar todas as problemáticas que envolvem um processo de intervenção. • Tudo isto deve conduzir à ação, à mudança, à melhoria da comunidade/grupo. • Para tal é preciso identificar e distinguir os problemas cujas causas são de âmbito local ou nacional.
  • 40.
    Estratégias metodológicas pararecolha da informação: • Observação direta; • Análise documental/ Pesquisa bibliográfica • Contactos informais com a população; • Informantes privilegiados; • Inquérito por entrevista/questionário • Histórias de vida; • Fóruns comunitários…
  • 41.
    Resumo-Diagnóstico • Orientações paraa elaboração do diagnóstico: • Introdução (quais os objetivos do trabalho, com uma breve apresentação da estrutura do relatório; • Breve apresentação do campo de estudo (se é uma instituição, uma comunidade, uma organização…) • Metodologia utilizada para a recolha e análise da informação (técnicas utilizadas, fontes consultadas e informantes-chave).
  • 42.
    Resumo-Diagnóstico • Delimitação físicae geográfica do campo de estudo (análise social, comunitária e institucional) • Delimitação da população alvo e caracterização (beneficiários diretos e indiretos) • Identificação dos projetos existentes e dos âmbitos de intervenção do estudo.
  • 43.
    Resumo-Diagnóstico • Identificação dasnecessidades, problemas ou interesses específicos dos beneficiários • Análise de causas e efeitos. • Proposta de resolução do problema ou necessidade encontrada • Definição dos objetivos sociais e educativos da futura intervenção • Conclusão final • Bibliografia ou documentos de apoio
  • 44.
    Planeamento • Operacionalização/execução daintervenção: • Qual a metodologia/estratégia que vou adoptar para responder ao/aos problema (s) de forma mais eficaz e eficiente? • As metodologias devem ser participativas, favorecer a animação de grupos, a comunicação, a criatividade, a horizontalidade, a inclusão, em suma, assentam num pressuposto de democracia participativa.
  • 45.
    Execução • Escolhida efundamentada a metodologia, deve seguir-se a descrição de cada atividade e dos resultados esperados. ( Fazer cronograma) • Identificar os recursos humanos, materiais, logísticos e financeiros necessários; • Referenciar a equipa, o lugar e o tempo; • Planificar a avaliação contínua.
  • 46.
    Perspetivas fundamentais naconceção, implementação e avaliação de um projeto em ASC, segundo Sempere, 2004  processo de reflexão que permite a concretização das intencionalidades da intervenção;  capacidade de previsão e antecipação de uma situação diagnosticada; ferramenta de gestão da organização e execução das ações;  instrumento de trabalho em equipa  instrumento de avaliação dos resultados alcançados