Argumentos Anatómicos
Osargumentos anatómicos baseiam-se em estudos de
anatomia comparada, a qual realça as semelhanças e as
diferenças das estruturas anatómicas dos indivíduos.
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– Dados da anatomia comparada
4.
Órgãos Homólogos
Osórgãos ou estruturas homólogas são órgãos que:
Desempenham uma função diferente;
Apresentam um plano estrutural semelhante (o grau de
desenvolvimento é que pode ser diferente);
Apresentam a mesma posição relativa;
Apresentam uma origem embrionária idêntica.
Exemplo:
Estruturas homólogas de mamíferos –
Esqueletos dos membros anteriores
do homem; gato; baleia e morcego.
5.
Os membros anteriorespossuem:
- Funções distintas e aparentemente são muito diferentes;
- Ossos semelhantes;
- Esses ossos ocupam a mesma posição relativa;
- Têm origem embrionária comum.
6.
Evolução Divergente
A existênciade órgãos homólogos permite-nos
concluir que existiu uma
EVOLUÇÃO DIVERGENTE.
Indivíduos de um grupo ancestral
comum colonizam diferentes habitats.
Atuação de pressões
seletivas distintas.
Para cada meio são selecionados os
indivíduos que apresentam
características vantajosas nesse
meio.
7.
Evolução Divergente
Radiação Adaptativa– várias espécies foram formadas a partir de um
ancestral comum, devido ao facto de terem ocupado habitats/nichos ecológicos
diferentes. Ocorrem fenómenos de evolução divergente.
8.
Séries Filogenéticas
Asestruturas homólogas possibilitam a construção de SÉRIES
FILOGENÉTICAS que traduzem a evolução dessas estruturas
nos vários organismos.
Séries Filogenéticas
Progressivas
Séries Filogenéticas
Regressivas
Os órgãos homólogos apresentam
um desenvolvimento e
complexidade crescente. A partir
de um órgão ancestral simples,
foram surgindo órgãos cada vez
mais complexos.
Os órgãos homólogos tornam-se
progressivamente, mais simples.
A partir de um órgão ancestral
mais complexo foram surgindo
órgãos rudimentares.
Órgãos Análogos
Estruturasque não apresentam qualquer tipo de organização
interna semelhante;
Têm uma origem embrionária diferente;
No entanto, a sua forma e função são semelhantes.
Exemplo:
As asas dos insetos e das aves;
A cauda da baleia e a barbatana
caudal dos peixes;
Os caules e folhas dos catos e das
eufórbias.
12.
Evolução Convergente
A existênciade órgãos análogos permite-nos
concluir que existiu uma
EVOLUÇÃO CONVERGENTE.
Indivíduos de diferentes grupos (sem
ancestral comum) colonizam
habitats/nichos ecológicos semelhantes.
Atuação de pressões seletivas
idênticas.
A seleção natural favorece os indivíduos
que apresentam estruturas que, apesar de
anatomicamente diferentes,
desempenham funções semelhantes em
ambientes semelhantes.
13.
Órgãos Análogos
A formafusiforme do corpo dos mamíferos aquáticos e dos peixes
corresponde a uma evolução convergente, com diversos órgãos análogos.
14.
Órgãos Análogos
Os catose as eufórbias separaram-se
filogeneticamente há muitos milhares de anos.
Os catos evoluíram nos desertos da América e
algumas eufórbias nas regiões da Ásia e da
África. Apesar de pertencerem a famílias
diferentes, apresentam alguns aspetos
morfológicos idênticos (folhas reduzida a
espinhos, caules carnudos…) que lhes
permitem sobreviver nos desertos.
15.
Órgãos Vestigiais
Órgãosatrofiados e não funcionais em alguns seres vivos
mas são desenvolvidos e funcionais em outros organismos.
Indicam ancestralidade comum.
Argumentos Paleontológicos
A existênciade fósseis de organismos
que não habitam atualmente o nosso
planeta é um argumento a favor da
evolução das espécies ao longo do tempo,
e que apoia o evolucionismo.
Argumentos Paleontológicos
Um doscasos mais bem estudados é o do cavalo.
Ao longo da evolução
desta espécie, verifica-
se um aumento das
dimensões corporais,
um desenvolvimento
dos dentes molares e
uma redução do
número de dedos que
se apoiam no solo.
21.
Argumentos Paleontológicos
Formas Intermédiasou Sintéticas
• Correspondem a fósseis de indivíduos que apresentavam
caraterísticas de dois ou mais grupos atualmente distintas.
• Permite concluir que esses grupos tiveram um ancestral comum e que
sofreram um processo de evolução divergente.
22.
Argumentos Paleontológicos
As formassintéticas são, por vezes, também
chamadas de formas de transição porque
algumas delas terão sido a transição de um
grupo para outro grupo de seres vivos.
23.
Argumentos Embriológicos
• Oestudo comparado de embriões revela semelhanças nas primeiras fases de
desenvolvimento e estruturas comuns em embriões de diferentes grupos.
• Em todos os vertebrados, desde os peixes aos mamíferos, os embriões são muito
semelhantes nas primeiras etapas do desenvolvimento e vão-se distanciando
pouco a pouco nas fases seguintes.
• Todos os embriões apresentam cabeça globosa, fossetas branquiais e cauda.
24.
Argumentos Embriológicos
• Quantomais longas forem as fases de desenvolvimento embrionário em comum
entre dois organismos, filogeneticamente mais próximos estão os indivíduos, isto é,
são mais aparentados.
• Os organismos mais complexos demoram mais tempo para adquirir a forma
definitiva.
25.
Argumentos Biogeográficos
• Asespécies tendem a ser tanto mais semelhantes quanto maior é
a sua proximidade geográfica.
• Quanto mais isoladas maiores são as diferenças entre si.
Darwin teve a oportunidade
de verificar essa situação
quando conheceu as ilhas
Galápagos e as ilhas de Cabo
Verde.
26.
Argumentos Biogeográficos
Na Austráliaos mamíferos são
significativamente diferentes dos
mamíferos dos restantes
continentes.
Os mamíferos australianos são
marsupiais, não existindo
mamíferos placentários, à exceção
dos que foram introduzidos pelo
Homem.
27.
Argumentos Biogeográficos
Há cercade 200 M.a., a Austrália
estava ligada aos restantes
continentes, formando a Pangeia.
Depois da separação dos
continentes, os mamíferos evoluíram
independentemente.
Na Austrália, os mamíferos
marsupiais resistiram e
diversificaram-se, o que não
sucedeu noutros continentes onde
sofreram uma grande competição,
que conduziu quase ao seu
desaparecimento.
28.
Argumentos Citológicos
Todos osorganismos são constituídos por células sendo a célula a sua
unidade estrutural e funcional, com vias metabólicas idênticas em
seres vivos muito diferentes.
CONCLUSÃO: sendo todos os
seres vivos constituídos por
células, que apresentam a
mesma morfologia e fisiologia,
então devem ter uma origem
comum.
29.
Argumentos Bioquímicos
Consideram-sefortes argumentos a favor de uma origem comum para
todos os seres vivos os seguintes factos:
a constituição de todos os organismos pelo mesmo tipo de
biomoléculas (prótidos, lípidos, glícidos, ácidos nucleicos, água, etc.);
a intervenção do DNA e do RNA no mecanismo global de
produção de proteínas;
a universalidade do código genético que coordena a síntese
proteica;
a energia biológica (ATP) é a mesma para todos os organismos;
as reações químicas são ativadas por enzimas em qualquer
organismo.
30.
Argumentos Bioquímicos
Os estudosefetuados mais frequentemente
são:
• Análise de sequência de aminoácidos de
proteínas (insulina, hemoglobina, etc.);
• Análise do DNA.
• Hibridação do DNA.
31.
Argumentos Bioquímicos
• BioquímicaComparada - Análise comparativa entre
biomoléculas (material genético e proteínas) de seres vivos de
diferentes espécies.
• Quanto maior a semelhança, maior o grau de parentesco.
Proteínas
Quanto maior o nº de aminoácidos
diferentes, mais afastados
filogeneticamente são os seres.
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Argumentos Bioquímicos
Hibridação doDNA – nesta
técnica misturam-se fragmentos das
cadeias de DNA desenroladas de
espécies diferentes.
Espera-se que o emparelhamento
entre as cadeias de espécies
diferentes ocorra.
Quanto mais rápida a formação de
moléculas híbridas e quanto maior
for a quantidade de bases
complementares emparelhadas,
mais próximas serão as espécies
do ponto de vista filogenético.
35.
Procedeu-se à hibridaçãodo DNA de Drosophila melanogaster com Drosophila simulans
e a Drosophila funebris, cujo resultado está esquematizado na figura seguinte.
Exercício
1. Quais as espécies que estão mais próximas filogeneticamente? Justifica.
Drosophila melanogaster e Drosophila simulans, uma vez que a hibridação do DNA destas
duas espécies apresenta um maior número de emparelhamento de bases do que entre
a Drosophila melanogaster e Drosophila funebris.
Conclusão
Quanto maior a hibridação do DNA de duas espécies, mais idêntico é o seu
DNA e como tal maior será o seu grau de parentesco.