Resenha do livro a arte de fazer um jornal diário - ricardo noblat (2)

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Resenha do livro a arte de fazer um jornal diário - ricardo noblat (2)

  1. 1. Resenha da obra: “A arte de fazer um jornal diário” de Ricardo Noblat Aluna: Jéssica Santos. Apresentação da Obra/ Introdução “A Arte de fazer um Jornal Diário” é uma obra de leitura fácil e fluida. Destinada nãosomente a estudantes ou jornalistas mais experientes, pode também despertar o interesse depessoas comuns que se interessem por saber mais como funciona a rotina de trabalho dejornalistas e quais as suas funções e deveres pré-estabelecidos pela ética profissional e pelasnecessidades de sua empresa. A obra também funciona como um manual repleto de importantes recomendações aosprofissionais da área, com bastante exemplos ilustrativos e experiências do próprio autor. Ricardo Noblat é um experiente jornalista e nesta obra nos transmite essa sua bagagemseguida de algumas posturas críticas e, em alguns momentos até pessimistas, diante do processode produção jornalística. Seu trabalho pode ser interpretado também como uma ferrenha defesade um jornalismo de qualidade e de uma postura mais critica por parte dos jornalistas. Com uma linguagem simples e clara, o autor nos prende até o final da obra, ondechegaremos, sem dúvida, mais críticos e observadores da rotina jornalística.Capítulo I – Assim é, se lhe parece O autor inicia o primeiro capítulo de sua obra com uma conversa protagonizada por umcidadão comum e um jornalista em uma banca de revistas. O cidadão dirige ao jornalista diversasindagações a respeito da forma como são escolhidas as notícias, da similar aparência dos jornais,de quem realiza a escolha do que virá publicado em suas páginas, dos tipos de notícias que maisdespertam o interesse do público, chegando, por fim, ao ponto que serve de objeto de reflexão aocapítulo inicial do livro, o futuro dos jornais diante do contínuo desinteresse manifestado pelosjovens à leitura de jornais. Ricardo Noblat passa, a partir daí, a descrever uma série de aspectos e argumentos quedevem ser levados em consideração na análise da atual crise pela qual passa a imprensa e nadiscussão a respeito de seu futuro como meio de difusão de informações. Dentre esses aspectos estão a má administração dos jornais pelos seus proprietários; oserviço de pouca qualidade realizado pelos jornalistas; as péssimas condições de trabalho a queestão submetidos os profissionais; os baixos salários e sobrecarga de funções, devido aoenxugamento realizado nas redações; a decrescente atração de receitas publicitárias para osjornais comparados aos demais veículos de comunicação como internet e televisão que atraemcada vez mais investimentos; o não atendimento dos reais interesses e necessidades do seupúblico, causado pela falta de interesse por parte das empresas jornalísticas em conhecê-lo; omodelo ultrapassado de fazer jornalismo impresso no qual os donos de jornais e jornalistas
  2. 2. insistem em realizar. E é nesse ponto que o autor expõe sua opinião ao escrever: “É o conteúdoque vende jornal. Somente uma mudança radical de conteúdo, aqui e em qualquer outro lugar,será capaz de prolongar a lenta agonia dos jornais.” A partir desse momento, Noblat insere alguns argumentos para sustentar sua tese de queos jornais devem investir recursos na contratação de pessoal especializado e preparado pararealizar transformações que atinjam o conteúdo apresentado por eles, e assim, consigam revertero quadro de crise e possam atrair maior público leitor, direcionando especial atenção aos jovens,que pouco têm se interessado pela leitura de jornais. Ao fim do capítulo, o autor convida o leitor que desejar contribuir de alguma forma natentativa de reversão da crise da imprensa a continuar a leitura dos próximos capítulos, em queele irá expor outras séries de ideias pertinentes para a análise do atual momento vivido pelosjornais no Brasil e no mundo.Capítulo II – Sem olhar para a TV(Reflexões sobre ética, valores e vida privada) Jornal não é apenas local físico repleto de máquinas modernas. Não é apenas um conjuntode registros importantes à orientação das pessoas. Menos ainda deveria ser oportunidade denegócio. É assim que o autor dá inicio ao segundo capítulo de sua obra, dizendo o que o jornal nãodeveria ser, para só então passar a anunciar qual deveria ser o real papel deste na sociedade: “Umjornal é ou deveria ser um espelho da consciência crítica de uma comunidade em determinadoespaço de tempo.” Ao dizer que o papel do jornal deveria ser o de “um espelho da consciênciacrítica de uma comunidade”, o autor coloca implicitamente a função que cabe não apenas aosjornalistas de participar do processo de construção do jornalismo como também dos leitores e,portanto, dos cidadãos, que detêm o poder de decisão de consumir um jornal em detrimento deoutro, ou simplesmente de não consumir jornal algum. Noblat também enumera aqueles que são para ele os deveres mais importantes dosjornalistas, principalmente no atual cenário de conglomerados de mídia. Figura como devernúmero um do jornalista trabalhar sempre a serviço da verdade, número dois, do jornalismoindependente; três, dos cidadãos e por fim de sua própria consciência. Ainda no que diz respeito àconcentração de veículos de comunicação sob o domínio de poucos, o autor coloca que essa éuma tendência que “conspira contra o jornalismo de qualidade e é uma séria ameaça aopluralismo de opinião.” Ao iniciar o texto com o título “Quem matou Tim Lopes”, o autor nos convida a refletirsobre alguns fundamentos do jornalismo que nos deixam claros exemplos de não seremcumpridos nem pelos profissionais como também pelas empresas de comunicação. Noblat atentapara o fato de que se quisermos realizar um jornalismo de qualidade devemos, antes de qualquercoisa, olhar para dentro do sistema de produção jornalístico e enxergar nele as deficiências quegritam por reformas, para só a partir de suas soluções passarmos nos preocupar com problemas
  3. 3. de caráter mais técnico e metodológico, como é, por exemplo, a reforma de apresentação deconteúdo de um jornal. No texto seguinte, “Valores preservados”, Noblat faz um alerta e levanta uma questãoimportante a respeito do papel do jornal comparado ao papel da televisão, enquanto veículospropagadores de informações. Com o surgimento da televisão, o jornal perde parte de seu caráterde “produtor de acontecimento”, a partir de então, os fatos só ocorrem quando aquela lhesconfere repecursão. Neste ponto, o autor chama a atenção para o fato de que nem tudo que atelevisão torna de conhecimento público era de fato interesse público, tendo sido nesse casoatendidas as suas necessidades de espetacularização do acontecimento buscando atingir maioraudiência. Noblat chega a afirmar que “a função social do jornalismo é exercida com maispropriedade pelos veículos de comunicação impressos”, logo fazendo a ressalva de que “emboranem sempre por todos eles.” O objetivo do autor neste texto é alertar aos novos jornalistas e indicar aos já maisexperientes que um dos grandes erros de muitos jornais é tentar, equivocadamente, acompanharo ritmo de produção e abordagem que faz a televisão dos acontecimentos que julga importante ede interesse. Quando na verdade temos dois veículos de comunicação com diferentescaracterísticas de produção, difusão e possibilidades de enfoque. No texto seguinte “Jornalista não é Deus”, Noblat se detém a analisar alguns casos em quejornalistas se julgam dispensados de respeitar os critérios éticos da profissão para terem acesso ainformações sigilosas ou realizarem denúncias de atos criminosos, sem levar em consideração queestão, portanto, cometendo crime contra o regime que regula a prática profissional, pois deixamde levar em consideração que a ética tem de prevalecer sobre o dever do jornal de revelar fatosque podem interessar ao público. Em “De olho na História”, o autor chama a atenção dos novos jornalistas para anecessidade de se tentar inserir na produção de notícias a temática histórica, que compreende emsituar o leitor no contexto do acontecimento para que sua compreensão possa ser assim maisclara e precisa. Para Noblat, esse é um recurso que agrada e prende o público na leitura dasmatérias. No último texto do segundo capítulo, “Boa notícia vende”, Ricardo Noblat nos lembra que apreferência do público converge para as notícias de tragédia, para aquilo que é curioso, que abalaas estruturas da sociedade, enfim, fatos que tenham um caráter negativo. Não que o público nãose interesse por notícias positivas, mas é evidente que as notícias que mais vendem são aquelasque trazem em seu íntimo fatos que vão de encontro com a normalidade.Capítulo III – Sobre a arte de apurar Noblat inicia o capítulo falando da necessidade de que os novos jornalistas têm de seremprofissionais completos, ou seja, de estarem aptos a realizar diversas tarefas que antes eramdivididas entre mais pessoas. Atualmente, um bom jornalista deve conhecer um númerosignificativo de ferramentas que lhe possibilite acrescentar dados ao seu texto, sendo a maioria
  4. 4. delas de recursos visuais. Já não é suficiente que o jornalista apenas apure e escreva bem, mastambém que saiba editar tudo que produzir. A convergência de tantas habilidades a um único profissional se deve a tendência deredução de pessoal nas redações, causada pelas periódicas crises enfrentadas pela imprensa emtodo o mundo. O autor também reserva um espaço para falar um pouco sobre a “pressa” que é, emmuitos casos ou na maioria deles, a inimiga na busca da perfeição na produção das notícias pelosjornalistas. Pois um texto bem redigido, editado, enfim, uma boa notícia demanda um tempoconsiderável para ficar pronta. Noblat acrescenta, “A pressa é a culpada, nas redações, peloaniquilamento de muitas verdades, pela quantidade vergonhosa de pequenos e grandes erros queborram as páginas dos jornais e pela superficialidade de textos que desestimulam a reflexão.” Para ele, as notícias em tempo real devem ficar a cargo do rádio, televisão e internet,cabendo aos jornais o papel de veículos que se preocupem mais com a informação completa ecom enfoque diversos, buscando uma maior e melhor compreensão do conteúdo por parte doleitor. O autor também enfatiza que a credibilidade de um jornal não se obtém apenas pelaveracidade de suas notícias, mas também pela sua postura de responsabilidade ao errar e retratarseu erro junto aos seus leitores. Em “Um por todos, todos por um”, Noblat aborda a questão da semelhança dos jornais noque diz respeito às notícias que vêm publicadas diariamente em suas páginas. São na maior partedos casos, as mesmas, apenas com uma leve diferença de abordagem. Essa é uma tendência quese deve também ao momento de crise pelo qual passa a imprensa mundial, e pela qual asredações se vêem obrigadas a reduzir suas equipes. Assim, os jornalistas deixam de sair para a ruaem busca de boas notícias para serem publicadas e os jornais perdem, certamente, em conteúdo. No texto seguinte, “Quanto vale um detalhe”, o autor recomenda aos novos e experientesjornalistas que não tenham preguiça de apurar os detalhes de um fato, pois eles serão muito úteispara a construção de uma notícia com mais credibilidade, pois é muito mais convincente umahistória contada em seus mínimos detalhes. Em “Só para quem tem faro”, Noblat diz que ojornalista tem de estar atento a tudo que acontece a sua volta e possuir um faro para identificarnotícia em todas as situações, sejam elas as mais corriqueiras. O autor também comenta e defende que “investigar é apurar” e que sem um bom trabalhode investigação não se alcança um jornalismo de qualidade. No texto “Na mira da polícia”, Ricardo Noblat nos conta o caso da prisão do piloto dotesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello, PC Farias. Neste caso, o repórter LuizAlberto Weber deu um show de profissionalismo e determinação na busca pela melhor notíciapara os seus leitores. Noblat faz uso do caso para nos explicar o que um bom jornalista deve ter,persistência e determinação, na busca pela informação. Para o autor, “o determinado vence otalentoso”. Em “Quando o melhor é parar”, Noblat atenta para a necessidade de que o jornalista saibaa hora certa de finalizar sua apuração de um fato e de se sentar para escrever a matéria,
  5. 5. lembrando que o excesso de informações é prejudicial à qualidade da notícia. O autor tambémnos lembra que o papel do jornalista é investigar bem para obter respostas, não devendo,portanto, transferir dúvidas aos seus leitores. Cabe ao jornalista ouvir os dois lados de um fato,mas é importante que ele não se deixe errar e publique versões contraditórias, que causarãodéficit de compreensão e entendimento do fato por parte dos leitores. Outra importante característica que o bom jornalista deve possuir é a sensibilidade de nãose deixar acreditar na primeira versão de um fato, nem mesmo na segunda, seja ele qual for. Épreciso que o jornalista duvide de tudo e de todos. Inclusive é pouco recomendado que oprofissional confie apenas em sua memória, fazendo-se necessário uma boa apuração e arealização de anotações pessoais. Portanto, o jornalista deve sempre duvidar e só passar aacreditar em uma versão de um fato quando não lhe restar alternativa e se esgotarem todas asdúvidas. Também nos alerta Noblat sobre a raiva que muitos jornalistas causam aos seus leitores,quando começam a narrar uma história e, de repente, param de publicar a continuação desseacontecimento. Noblat ainda nos dá outra dica, é importante que tenhamos um bom relacionamento comnossas fontes e que cuidemos delas, até mesmo com uma simples conversa sem compromisso, sópara manter a amizade e o contato. O autor chega a classificar esse comportamento como umtreinamento ao qual sujeitamos nossas fontes e de acordo com ele é esse de estrema importância. O autor chama nossa atenção para entrevista em Off, que são aquelas em que osentrevistados tem a segurança de que sua identidade não será revelada. De acordo com Noblat,sem o recurso do Off seria impossível realizarmos nosso trabalho. Mas ele também chama nossaatenção para o fato de que só devemos considerar o Off quando o entrevistado nos derinformações nessas condições. Para conseguir o maior número de informações possíveis e pertinentes para a construçãode matérias noticiosas, Noblat recomenda que sejamos muito questionadores e que nãotenhamos vergonha de perguntar. Devemos retornar para a redação com todas as dúvidasesclarecidas, para conseguirmos assim explicar de forma clara e direta as informações para oleitor. Com isso, estaremos evitando a passagem de dúvidas ou dados errados para o público. Ao fim do capítulo, o autor ainda nos lembra que durante uma entrevista o entrevistado équem deve chamar a atenção dos leitores e não o repórter. Além de que as perguntas devem serfeitas, sem que o entrevistado fique nervoso, e que em casos como esse, devemos mudar deassunto e retomá-lo quando aquele já estiver mais tranqüilo. Mas não devemos nunca sair deuma entrevista sem antes conseguirmos saber do entrevistado tudo o que precisamos paraescrever uma boa matéria.Capítulo IV – Sobre a arte de escrever Noblat inicia este capítulo relembrando e alertando aos novos jornalistas algunsimportantes aspectos para a produção de notícias. O primeiro deles diz respeito ao conhecimentoe domínio da língua portuguesa como uma das obrigações do profissional. Logo em seguida, oautor se detém a falar sobre a habilidade da escrita que não possui uma receita básica a ser
  6. 6. seguida, mas sim é fruto de empenho e dedicação árdua do jornalista. O autor chega a aconselharque a melhor, e talvez, única opção a ser seguida é ler muito, de tudo e sempre. Outro importanteponto em que toca o autor é sobre a clareza e simplicidade em que deve se estruturar todaprodução noticiosa de um jornalista, pois seu público é muito diverso, e acima de tudo se devebuscar a compreensão do maior número de pessoas possível. No texto “Livrem-se deles”, nos é chamada a atenção para o uso de adjetivos, que deve serevitado, cabendo apenas e unicamente em comentários, opiniões, artigos e editoriais. Tambématenta que todo texto pode ser melhorado ou até reescrito para se ter ao final, um trabalho maisclaro e menos redundante. Outra importante dica é a de que leiamos o que escrevemos em vozalta, para assim tentarmos descobrir defeitos que nos escapam aos olhos, como palavras querimam e frases muito longas. Em “Somente uma bala”, Noblat atenta para o fato de que o jornalista tem apenas umachance de prender a atenção e, assim, manter o interesse do leitor até o final da notícia. E paraisso deve aquele escrever um excelente lide, que responda as principais e imediatas curiosidadesdo leitor, sem que este se detenha a ler somente o primeiro parágrafo da notícia. Para auxiliarnossa compreensão do que seria um bom lide o autor seleciona alguns e os dispõem logo emseguida ao texto nomeado acima. Fechando o capítulo, nos dois últimos textos, Noblat apresenta mais duas dicas aosjornalistas: que busquem boas ideias para construir a abordagem que farão de determinadoassunto e que produzam textos de leitura leve e fluida.Capítulo V – Sobre tantas outras artes Logo no primeiro texto do capítulo, Noblat aborda mais uma vez a função que dever serdesempenhada pelo jornal e ainda faz um alerta, “ter muita informação é diferente de ser beminformado. Informação em excesso desinforma”. Para ele, o grande diferencial entre o jornal eoutros veículos de informação é poder aprofundar e dar relevância ao que realmente forconsistente, porém esta é uma tendência pouco verificada nos impressos em geral. No texto “O segredo do Tostines”, o autor aborda um dilema clássico dos jornalistas, aexigência de interpretação de algumas notícias para serem mais bem compreendidas pelo leitor.Daí é importante destacar que interpretar é diferente de opinar, e mais uma vez é pertinentelembrar que a opinião do jornalista não importa e não deve vir exposta em textos noticiosos,apenas em seções especialmente destinadas a sua presença. Em “Perigos a vista”, Noblat aconselha que os jornalistas não aceitem todo tipo de conviteou favores de empresas privadas ou do governo, mas apenas quando não comprometer oexercício de um jornalismo livre e crítico e também quando não causar danos posteriores a suaimagem. No final do capítulo, o autor se detém a falar um pouco do perigo de se estabelecer laçosde amizade com fontes de informação, pois uma hora ou outra teremos de falar delas empublicações, e essa ocasião causará constrangimentos ou até mágoas eternas.Capítulo VI – Em louvor de Frei Damião Neste capítulo, o autor nos convida a acompanhar os bastidores de uma reportagem feitapor ele. Nela nos são revelados os seus bastidores e ele também compartilha conosco suaexperiência de trabalho.
  7. 7. Capítulo VII – A reinvenção de um jornal(A história da reforma do Correio Braziliense) O capítulo tem início com a apresentação dos concorrentes do Correio Braziliense noDistrito Federal no ano de 1993. Mesmo possuindo o maior número de público leitor, o aumentodo número de vendas dos concorrentes se mostrou para o Correio como o momento certo parainiciar mudanças no jornal, que de que acordo com seus leitores possuía caráter conservador. O Correio iniciou sua reforma em fevereiro de 1994 e, de acordo do o autor, pode serdividida em outras duas datas, abril de 1996 e julho de 2000. No decorrer no capítulo, o Noblat discorre sobre o processo de reforma do jornal, sobresuas prioridades e objetivos. Os principais pontos da reforma foram jornal local; jornal dereferência nacional; rigor na seleção de noticias; aposta em grandes reportagens; maior empregode recursos visuais e prestação de serviços ao leitor. Por fim, também se detém o autor a comentar outros pontos que julga importante notexto que ele intitula “Princípios Gerais do Correio 2000”.Capítulo VIII – De Gutenberg aos nossos dias(Datas que marcaram a vida da imprensa) No último capítulo de sua obra, o autor se volta para a construção de uma linha do tempo,na qual estão presentes as principais datas da história da imprensa do Brasil e do mundo e, decerta forma, da vida do próprio jornalismo.Conclusão “A arte de fazer um jornal diário” é uma obra que nos apresenta de forma clara e objetivaum panorama do dia-a-dia da profissão jornalística, os desafios, regras e critérios aos quais devematender os seus profissionais e, por isso, atende as necessidades de estudantes da área decomunicação que buscam e precisam ampliar suas bases teóricas e, ao mesmo tempo, somá-las arealização de atividades práticas que em conjunto formarão bons profissionais. Nesse seu trabalho, Ricardo Noblat tenta reproduzir através da escrita a realidade do dia-a-dia de uma redação e as responsabilidades que tem um profissional de jornalismo no exercício desua profissão. Por fim, convém acrescentar que a intenção do autor, um renomado jornalista brasileiro, éa de nos transmitir a importância do jornalismo impresso em uma sociedade que já se acostumoucom a instantaneidade das informações, mas que ainda se mostra sedenta por notícias bemcontadas e apuradas. Assim, o autor tenta nos levar a uma reflexão sobre a veracidade da ideia deque o jornalismo impresso irá acabar com o crescente avanço e utilização de meios eletrônicoscomo fonte de informações. Porém, a resposta que nos resta após a leitura de sua obra e doconhecimento das técnicas e propostas de produção de um jornal, é que não, o jornalismoimpresso não poderá acabar, já que o público busca informações com qualidade eaprofundamento que o auxiliam a entender uma situação e a formar uma opinião e posição frenteaos acontecimentos.

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