Acidentes na infância

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Acidentes na infância

  1. 1. Acidentes na Infância Accidents in Children Luiz Antonio Del Ciampo1 , Rubens Garcia Ricco2 Departamento de Puericultura e Pediatria F.M. R. Preto U.S.P. Unitermos: Acidentes, Puericultura, Prevenção de Acidentes Keywords: Accidents, Child Care programs, Accident prevention 1 - Doutor em Pediatria. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -USP 2 - Professor Associado. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP RESUMO os acidentes têm se tornado, ao longo dos últimos anos, um importante problema da saúde pública, ocupando papel de destaque nas estatísticas de morbidade e mortalidade infantil em todo o mundo. Principalmente nos países subdesenvolvidos o tema "Prevenção de Acidentes "deve ser conside- rado como prioritário, exigindo maior discussão e divulgação desse importante agravo à saúde infantil. Acidentes na Infância A incidência dos acidentes de um modo geral e, na infância em particular,tem sido o objeto de muitos es- tudos em diversas partes do mundo. A despeito de sua ocorrência ser tão antiga quanto o aparecimento do próprio homem e sua repetição ocorrer incessante- mente através de milhares de anos, os acidentes ape- nas passaram a ser encarados como "problema" para a saúde do homem a partir de 1830, com a publicação de uma obra chamada "O Livro dos Acidentes", de CONE JR., que se destinava principalmente às crianças, visto que antes do século XX muito poucas referências faziam menção ao assunto9 . A então chamada "epidemia do século 20" começava a ganhar destaque entre as publicações científicas em todo o mundo. Enquanto a Medicina progride e vai avançando no conhecimento sobre a doenças infecto-contagiosas e degenerativas, os acidentes permanecem como uma importante e pouco estudada causa de morbidade in- fantil, incapacidade permanente e morte 821 '23 . Inicialmente é preciso definir o fenômeno acidente e procurar dissociá-lo da imagem sensacionalista e violenta criada através da mídia e que nos chega a to- do momento. Dependendo das circunstâncias, o aci- dente pode passar desapercebido ou ser entendido co- mo um acontecimento normal. Para as ciências hu- manas, o acidente é tido como "todo fenômeno inde- pendente da vontade do homem, causado por uma força externa <de ação rápida, que se expressa por uma lesão do corpo ou da mente"7 ou, segundo a OMS (1985): "um acidente pode ser definido como um acontecimento fortuito, geralmente danoso ou ainda como um acontecimento independente da vontade humana provocado por uma força exterior que atua rapidamente e que se manifesta por um dano corporal ou mental"12 . Com o conceito de acidente bem definido, podemos reconhecer a importância do seu estudo avaliando os inúmeros dados obtidos em trabalhos na- cionais e estrangeiros, que mostram os acidentes entre as cinco principais causas de mortalidade geral, sendo que apenas em 1980,morreram em todo o mundo cer- ca de 2.665.000 pessoas devido a acidentes, o que cor- responde a 5,2%da mortalidade total25 . Em Cuba, os acidentes constituem grande proble- ma de saúde e são a primeira causa de morte no grupo etário de l a 14 anos12 ; nos Estados Unidos, em1986, mais de 22.000 crianças de Oa 19 anos morreram de- vido a acidentes. A cada ano aproximadamente 600.000 crianças são hospitalizadas e quase 16.000.000 são atendidas em pronto-socorros, resultando também em 30.000 crianças com incapacidade permanente de- vido a acidentes13 . Na Noruega os acidentes causam a morte de 70 a 80 crianças no grupo etário de l a 14 anos, ao ano, enquanto que cerca de 150.000 crianças acidentadas necessitam atendimento médico16 . O
  2. 2. Canadá apresentava cerca de 1.000 mortes na faixa etária pediátríca e cerca de 120.000 hospitalizações de- vido a acidentes no ano de 198522 : na Suécia é a primeira causa de morte na faixa etária de Oa 15 anos, com cerca de 44 crianças entre cada 100.000 que mor- rem por ano27 , sendo que no ano de 1988, ocorreram 88 mortes devido a acidentes. Nos estados Unidos acontece um acidente fatal a cada 5 minutos e um aci- dente não fatal a cada 3 segundos17 . Galcula-se que, para cada acidente com morte, existam 45 lesões que necessitam de internação hos- pitalar, 1.300 lesões que exigem tratamento médico ambulatorial em sala de emergência e quase 2.500 lesões que sequer chegam ao conhecimento dos serviços médicos14 . Desse modo pode-se claramente observar que os acidentes são um problema universal, não somente ocorrendo em países desenvolvidos (sinônimo de in- dustrialização, tecnologia avançada, urbanização e motorização), como também em países subdesen- volvidos (ambiente hostil, explosão urbana, rápidas al- terações sócio-econômicas, equipamento industrial obsoleto e inadequado, além da falta de serviços es- pecializados)25 . Devido" a todos esses fatores e à im- portância crescente dos acidentes como causa de mor- bi-mortalidade em geral é que, durante a 80a Assem- bléia Mundial de Saúde realizada em Genebra em 1955, o governo sueco propôs, pela primeira vez, que a luta contra os acidentes fosse considerada como problema de saúde pública4 . Segundo a OMS,45% dos acidentes com a popu- lação mundial ocorrem no lar, 30% nos locais públi- cos, 14% nos locais de trabalho e 10% nas auto- estradas2 . De acordo com BULL (1965), a maior parte dos acidentes se relaciona a transportes, trabalho e vi- da doméstica e, na Inglaterra,cerca de metade dos aci- dentes mortais ocorrem no lar, enquanto que nos Es- tados Unidos, o ambiente doméstico acolhe cerca de 1/3 de todas as lesões acidentais e quase 1/4 de todas as mortes por acidentes6 . Os acidentes, assim como as doenças, resultam de uma interação desfavorável entre um agente etiológi- co e um hospedeiro susceptível, ocorrendo dentro de um determinado ambiente. Atualmente,os estudos en- volvendo acidentes são realizados de modo a enfocar todos os elementos necessários para a sua ocorrência (agente-hospedeiro-ambiente), podendo-se ainda es- tabelecer parâmetros para avaliar o acidente como um fenômeno que possa ser subdividido em fases de: a) pré-dano, b) dano propriamente dito e c) pós-dano, tornando esses estudos mais completos dentro de uma visão epidemiológica clássica. Assim como as doenças, os acidentes não são distribuídos ao acaso entre as populações, onde a interação entre sses três fatores determina a probabilidade e a natureza do acidente, considerando-se ainda que os eventos concomitantes ao acidente são tão importantes quanto o próprio aci- dente23 . Vários fatores são reconhecidos como desen- cadeantes de acidentes, tais como: as condições ambi- entais físicas, sociais e culturais; o amadurecimento físico e psíquico, aíém do perfeito controle dos impul- sos e emoções3 '15 . Em relação aos elementos do hos- pedeiro, podemos ressaltar que as crianças possuem características próprias que as tornam mais propensas ao acidente. Assim, dentro do conhecimento de suas várias etapas de desenvolvimento neuro-psico-motor temos a destacar a sua imaturidade física e mental, a inexperiência e incapacidade para prever e evitar situações de perigo, grande curiosidade, motivação em realizar tarefas, tendências a imitar e repetir comporta- mentos, falta de preocupação corporal, ignorância,im- paciência, incoordenação motora, além de particulari- dades orgânicas ou anatômicas como a desproporção crânio-corpo e as pequenas dimensões das vias aéreas superiores que podem predispor a acidentes mais es- pecíficos15 . Além disso, as crianças muitas vezes vivem em meios sociais desfavoráveis, principalmente em níveis sócio-econômicos inferiores, devido a super- população, miséria, educação e vigilância insufi- cientes, necessitando adaptar-se ao mundo dos adul- tos, que lhes é hostil e desconhecido, tendo que fre- qüentemente adquirir conhecimento pelo método de tentativa e erro4 . Ainda dentro da faixa etária pediátrica pode-se iso- lar um grupo de crianças em que os acidentes são mais freqüentes, ou seja, as crianças fatigadas, conva- lescentes de enfermidades ou no seu período de in- cubação, crianças excepcionais ou portadoras de de- feitos físicos e aquelas instáveis emocionalmente4 , bem como identificar as crianças que assumem comporta- mentos de risco para acidentes15 . Crianças que tenham tido 3 ou mais acidentes por ano e que requerem atenção médica são consideradas como "repetidoras de acidentes" e, freqüentemente pertencem a famílias cujo comportamento é socialmente mal ajustado18 . A investigação em acidentes é um campo de tra- balho muito amplo, pouco definido e multidisciplinar
  3. 3. por princípio, que requer investigadores preparados e experientes, com formação científica suficiente para entender os diferentes fenômenos envolvidos. O conhecíftlento epidemiológico dos acidentes na infân- cia ainda é incompleto e parcial, sendo que predomi- nam as estatísticas de mortalidade ou casos que ne- cessitam de hospitalização, em detrimento de dados relativos à morbidade28 '29 . No Brasil, a preocupação com acidentes na infân- cia é relativamente recente e foi inicialmente focaliza- da por Orlando V. Orlandi e Elísio de Almeida, que publicaram um trabalho em setembro de 1951, sobre o tema, na revista "O Brasil Médico"3 . A partir daí várias outras publicações como as de Carvalho Pinto (1953), Russo (1954), Costa (1954), Moraes (1954), Ro- drigues et al.(1956) e Rodrigues (1956) definitivamente incorporaram este importante capítulo sobre os cuida- dos da criança à Pediatria Brasileira, culminando com a criação do Comitê de Prevenção de Acidentes na in- fância pela Sociedade Brasileira de Pediatria no ano de 1966, que merecidamente ficou sob a presidência de Orlando V. Orlandi8 '10 '24 '26 . Em 1950, nas cidades de Belo Horizonte, Niterói e Porto Alegre, os acidentes eram a principal causa de mortalidade na faixa etária de 5 a 9 anos e, em Vitória (ES), ocupava o 2- lugar. No ano de 1954 já ocupavam o primeiro lugar como causa de morte em crianças de 5 a 14 anos na cidade do Rio de Janeiro. De 1955 a 1958, Belo Horizonte apresentou os acidentes como a primeira causa de morte entre as crianças de 5 a 9 anos; enquanto que em São Paulo, no ano de 1964, a mortalidade do grupo etário de O a 15 anos teve os acidentes como sua principal causa20 . Nas décadas de 60 e 70 o assunto ganhou maior interesse e repercussão, pois inúmeros trabalhos foram publicados, principalmente estudos epidemi- ológicos, onde já se caracterizavam melhor os aci- dentes, agora classificados e especificados, demon- strando um avanço em torno do tema, fortalecido ain- da pelo seu aparecimento em encontros científicos e teses desenvolvidas em diferentes locais do país1 -29 , o que levou o Conselho Federal de Educação e o Minis- tério da Educação a incluir na Disciplina de Educação Moral e Cívica, o tema "Prevenção de Acidentes". Mesmo estando claramente identificado como um problema de saúde pública, em nosso país ainda fal- tam estudos que possam reconhecer, no mínimo, os acidentes mais freqüentes, de modo a direcionar me- lhor os esforços no sentido de agir preventivamente em cada situação identificada. Especial atenção deve também ser dada a um fato muito freqüente em nosso meio, fruto do seu próprio subdesenvolvimento, que é a ocorrência de acidentes de trabalho na faixa etária de 10 a 14 anos, onde as crianças expostas aos riscos ocupacionais diversos, principalmente no meio rural e nas pequenas e médias industrias, quase sempre estão desenvolvendo trabalho ilegal e clandestino5 . O estágio atual de desenvolvimento da Medicina permite que o atendimento aos pacientes acidentados seja eficiente e, muitas vezes, decisivo para o seu prognóstico de sobrevivência. Porém, ainda se obser- va que as taxas de mortalidade são elevadas e os cus- tos sociais e financeiros altíssimos. Particularmente para as crianças, o significado dos anos potenciais de vida perdidos devido a acidentes torna o problema dramático. Inicialmente, devemos assumir que acidente é um mal endêmico e requer um plano de ação permanente. Desse modo entenderemos que a educação preventi- va é fundamental. A predisposição aos acidentes na criança somente pode ser neutralizada pelos adultos responsáveis pela sua segurança e educação. Através de estudos epidemiológicos deve-se fazer o diagnósti- co da situação dos acidentes no seus diferentes aspec- tos, definindo-se então a dimensão do problema. A partir dai, é possível elaborar-se programas ou planos educacionais preventivos que devem ser enfocados de forma regionalizada, de acordo com as diversas carac- terísticas do acidente (nos seus aspectos relativos ao agente causai, hospedeiro e ambiente), diferentemente do tratamento que pode ser de aspecto universal, não se deixando de considerar que o acidente é uma con- seqüência da ação do homem, da sua imprudência e negligência11 -19 . O pediatra, cuja formação e prática leva ao conhe- cimento de particularidades do desenvolvimento da criança, de seu ambiente familiar e de seus hábitos e atitudes, encontra-se em uma posição privilegiada para exercer a medicina preventiva, incorporando à sua conduta habitual, os princípios básicos de segu- rança domiciliar e prevenção de acidentes, que serão transmitidos sob a forma de orientações e conselhos durante as consultas médicas realizadas, principal- mente ao longo de um seguimento rotineiro de Pueri- cultura, que também aqui demonstra sua importância como ação básica em programas de saúde infantil. In- corporando a importância dos acidentes à sua prática rotineira e conhecendo bem o problema, o pediatra
  4. 4. deve assumir claramente a função de educador e di- fusor de conhecimentos, sempre orientando a sua pre- venção, tendo em vista os riscos inerentes ao ambi- ente da criança e ao estágio de seu desenvolvimento neuro-psico-motor. Sem dúvida, esta será uma con- tribuição ponderável na busca de saúde e melhor qualidade de vida para as crianças em geral. Summary: Accidents in Children In recentyears accidents have been an important public health problem and appears in highmor- bidity and mortality causesall the world. Main in developing countries the "Accident Prevention" subject should be a priority, needing most dis- cussion of this very important health injury of children. Referências Bibliográficas 1. ABATH, G.M. Epidemiologia dos Acidentes de trânsito ocorridos no Recife, no período de 1961-1971. Recife, 1974. Tese. Fac. Medicina da Univ. Federal de Pernambuco. 2. ARRIOLA, A.F. et ai. Prevención de accidentes. Archivos Argentinos de Pediatria, 69: 1-11, 1971. 3. BAPTISTA, F.G. Acidentes nas crianças. Jornal de Pediatria, 25:562, I960. 4. BERTHET, E. La prevention des accidents chez Penfant. Revue de Pediatrie 7:437, 1971. 5. BULHÕES, I. Pediatria Social. Ed. Cultura Médica, Rio de Janeiro, 1986. 6. BULL, J.P. Accidents and their prevention. The Teo- ry and Practice of Public Health. Oxford Un. Press, 1965. 7. CABANAS, G.E. et ai. Accidentes en ei hogar. Es- túdio en menores de 15 anos. Revista Cubana de Pediatria, 60(4): 549, 1988. 8. CARVALHO PINTO, V.A. Prevenção de acidentes na infância. Pediatria Prática, 24(6): 269, 1953. 9. CONE JR., T. E. The Book of Accidents: designed for young children. New Haven, 1830. 10. COSTA, A. Pneumopatias por hidrocarbonetos do tipo querosene. Boletim Inst. Puericultura da Univ. Brasil 11: 61, 1954. 11. DAVIDSON, L.L. et al. The impact of the safe kids/ Healthy Neighborhoods Injury Prevention. Pro- gram in Harlem, 1988 trough 1991. American Journal of Public Health 84(4): 580-586, 1994. 12. DE LA HOZ, J.A.Q. & HERNANDEZ, M.T.Estúdio sobre algunas características epidemiológicas y sociales de los accidentes en los ninos y ado- lescentes. Revista Cubana de Higiene e Pueri- cultura, 22: 3, 1984. 13. DIVISION OF INJURY CONTROL (CDC): Child- hhod Injuries in the United States. American Journal of Diseases of Children, 144:627, 1190. 14. GALLAGHER, S.S. et al. The incidence of injuries among 87.000 Massachusetts children and ado- lescents. American Journal of Public Health 74: 1340, 1984. 15. GROSSMAN, D.C. & RIVARA, P.P. Controle de Aci- dentes na Infância. Clinicas Pediátricas da América do Norte, vol. 3, 1992. 16.HELSET, A. & BOTTEN, G. Local action groups in prevention of child accidents. Scarfdinavian Journal of Social Medicine 17:129, 1989. 17.JACOBZINER, H. Accidents - A major child health problem. Journal of Pediatrics, 46: 419, 1955. 18.JONES, J.G. The child accidents repeater: a review. Clinical Pediatrics, 19: 284, 1980. 19. MILLER T.R. & GALBRAITH M. Injury prevention Counseling by Pediatricians. A Benefit-Cost Comparison, pediatrics 96(1): 1-4, 1995. 20. MORAES, L.L. Medicina Preventiva. Fundo Editori- al BYK/procienx São Paulo, 1985. 21. MOSENTHAL, A.C. et al. Falls: Epidemiology and Stragie for Prevention. J. Trauma 38(5): 753- 756, 1195. 22. PLESS, I.E. national Childhood Injury Prevention Conference. Canadian Journal of Public Health, 80: 427, 1989. 23. RIVARA, P.P. Epidemiology of childhood injuries. American Journal of Diseases of Children, 136:399, 1982. 24. RODRIGUES, Y.T. et al. Acidentes na Infância (causa e prevenção das queimaduras). Jornal de Pediatria, 21: 405, 1956. 25. ROMER, C.J. & MANCIAUX, M. Accidents in child- hood and adolescence: the role of research. WHO, Geneva, 1991. 26. RUSSO, A.C. O problema das queimaduras na In- fância. Jornal de Pediatria, 19: 56, 1954.
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