Uma prenda de natal

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Uma prenda de natal

  1. 1. Uma prenda de Natal UmaM. Christina Butler Ilustrado por Tina Macnaughton
  2. 2. O vento geladoacordou o PequenoOuriço-Cacheiro doseu profundo sonode Inverno.À sua volta, asfolhas esvoaçavampelo ar e um imensomanto de nevecobria a clareira.Cheia de frio, tentouadormecernovamente, mas emvão.Subitamente, algocaiu do céu…
  3. 3. … e aterrou mesmo à sua frente.Era uma linda prenda! E tinha o seu nome escrito naetiqueta!
  4. 4. O pequeno Ouriço-Cacheiro abriucom entusiasmo oembrulho.Que surpresa! Umlindo gorro de lãvermelho… mesmodo seu tamanho!
  5. 5. Enfiou-o logo na cabeça.Puxou-o para trás.Puxou-o para a frente.Puxou-o para um lado, edepois, para o outro…
  6. 6. Que estranho! O pompom ficava sempre virado para o ladoerrado. Talvez, o gorro fosse demasiado grande para umouriço-cacheiro ainda tão pequenino.Tirou-o e decidiu guardá-lo.Até que teve uma brilhante ideia…
  7. 7. Embrulhou novamente o gorro e fez um bonito laço.Rasgou uma parte da etiqueta e escreveu na outra umaspalavras misteriosas.
  8. 8. De seguida, dirigiu-se a casa do seuamigo Coelhinho.Como ele não estava, deixou a prenda àfrente da sua porta.
  9. 9. Um forte nevão começou acair.O Pequeno Ouriço-Cacheirotentou encontrar o caminhode regresso à sua casa.Os flocos de neve caíamcada vez mais. Perdido, jánão sabia por onde ir.– Oh, meu Deus! Eu nãodevia ter saído com estetempo tão frio! – murmurou.– Mas, tenho a certeza que omeu amigo Coelhinho vaificar muito feliz com o lindogorro de lã que lhe ofereci.
  10. 10. – Que mau tempo!– resmungou oCoelhinho deregresso a casa.Viu a prendapousada na soleirada porta e ficouradiante.– O que será! –exclamou. Abriu oembrulho e gritou:– Um gorro de lã!Para MIM!
  11. 11. Entusiasmado, experimentou-o.Primeiro, com as orelhas dentro e depois com elas de fora.Puxou-o para um lado, para o outro…De todas as maneiras, as suas grandes orelhas ficavamsempre MAL!
  12. 12. O gorro estavaagora muito maior.Tornara-sedemasiado grandepara um coelho tãopequeno.Por isso…
  13. 13. … o Coelhinho voltou aembrulhar o gorro e escreveualgo no canto da etiqueta.Depois, saiu e dirigiu-se acasa do seu amigo Texugo.Com o frio, este ficava muitoresmungão.– Feliz Natal, amigo! –exclamou o Coelhinho,alegremente.– Quem está aí! – perguntou,intrigado, o Texugo.– Feliz Natal! – repetiu oCoelhinho. E, com carinho,entregou o misteriosoembrulho ao seu amigo.
  14. 14. – Uma prenda de Natal?– exclamou o Texugo,muito admirado.– Para MIM?
  15. 15. Feliz, o texugo colocou o gorro nacabeça, mas as suas orelhas ficaramcompletamente tapadas.– Que tal? Fica-me BEM? – perguntou,olhando-se ao espelho.– Muito bem! – respondeu o seu amigo.– Como? Que disseste? – perguntou oTexugo.– Muito bem! – gritou o Coelhinho,saindo aos saltos.
  16. 16. – Não gostas dele?– perguntou oTexugo, voltando-separa trás.Contudo, oCoelhinho já tinhapartido.– Este gorro não meserve! – disse ele,tirando-o.– Não consigo ouvirnada. Que pena!Tem uma cor tãobonita!
  17. 17. O texugo tornoua embrulhar ogorro, sem sepreocupar com aetiqueta.Dirigiu-se a casada sua amigaRaposa.
  18. 18. A Raposa estava a sair para o seupasseio habitual.– Que bom, estás aqui! – disse oTexugo. – Tenho uma prenda deNatal para ti.
  19. 19. – Uma prenda de Natal? – perguntou aRaposa, intrigada.– Sim, de Natal! – confirmou o Texugo.– É uma época muito especial que noslembra que devemos ser todos amigos!– respondeu afastando-se.
  20. 20. – Um gorro? –exclamou a Raposa,sorrindo.– Para que preciso eude um gorro?Pensativa, observou-ode novo.
  21. 21. Fez dois buracospara as suasorelhas e enfiou-o.Feliz, prosseguiu oseu caminho.
  22. 22. As planícies esbranquiçadasbrilhavam sob a luz do luar.
  23. 23. A Raposa farejava à sua volta, quando de repente,descobriu um pequeno trilho. Seguiu-o por um lado,depois por outro…De súbito, parou.Alguma coisa estava debaixo da neve!
  24. 24. A Raposa começou a escavar, aescavar… até que encontrou umpequeno ouriço-cacheiro.
  25. 25. Ele estava gelado enão se mexia.– Pobrezinho! –exclamou a Raposa.Colocou opequenino dentrodo gorro de lã elevou-o, comcuidado, até à casado Coelhinho.
  26. 26. Ele e o seu amigo Texugoestavam a lanchar.– Vejam o que eu encontrei naneve! – exclamou a Raposa.Ambos espreitaram para dentrodo gorro.
  27. 27. – Um ouriço-cacheiro? Como épossível teresencontrado umouriço-cacheirocom este frio? –perguntou oTexugo. – Ele temde ser reanimadoimediatamente!
  28. 28. – É o meu amigo, oPequeno Ouriço-Cacheiro! – gritou ocoelhinho. – talvez setenha perdido quandotentava regressar acasa!O Pequeno Ouriço-Cacheiro abriu osolhos.– Olá! – balbuciou,sonolento. – Quebom! Este cobertor étão quentinho!
  29. 29. Os amigos olharam unspara os outros.O Coelhinho riu-se e araposa abanou a cabeça.
  30. 30. – Hummm! – disse oTexugo. – Penso que estegorro de lã é mesmoperfeito para o nossoPequeno Ouriço-Cacheiro!
  31. 31. – Feliz Natal, amigo! – gritaram todos…mas o Pequeno Ouriço-Cacheiro, feliz, jácaíra num profundo sono.

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