Paragem aLer+_ dezembro.2012

845 visualizações

Publicada em

Paragem aLer+_ dezembro.2012

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
845
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
562
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Paragem aLer+_ dezembro.2012

  1. 1. É NatalÉ Natal e por esse Mundo, Pedirei Paz para o MundoQuantos Corações sem Esperança Muito Amor para osQuantas Lágrimas Rolando PequeninosNum Rostinho de Criança Alegria para os que Choram E Pão para os PobrezinhosQuanta Criança Descalça,Rotinha, Magra, Faminta, E Ajudando os que SofremApelando para o Mundo A Cada um Dando a MãoNa Rua Estende a Mãozita... Passaremos um Natal Com mais Paz no CoraçãoAh se eu fosse PoderosaBem Mais do que um Simples Ser,Não Haveria no Mundo Maria da Luz PedrosaUma Criança a SofrerPor isso meu Bom JesusQuando o Sino BadalarVou fazer uma OraçãoTua Imagem Adorar
  2. 2. Hoje é dia de Natal Mas o Menino Jesus Nem sequer tem uma cama,Dia de Natal Dorme na palha onde o pus. Recebi cinco brinquedos Mais um casaco comprido. Pobre Menino Jesus, Faz anos e está despido. Comi bacalhau e bolos, Peru, pinhões e pudim. Só ele não comeu nada Do que me deram a mim. Os reis de longe lhe trazem Tesouro, incenso e mirra. Se me dessem tais presentes, Eu cá fazia uma birra. Às escondidas de todos Vou pegar-lhe pela mão E sentá-lo no meu colo Para ver televisão. Luísa Ducla Soares
  3. 3. É Natal É dia de ser bom. Pedido de NatalÉ dia de passar a mão pelo rosto das crianças,de falar e de ouvir com mavioso tom, No Pinheirinho de Natal de abraçar toda a gente e de Com estrelinhas a brilhar oferecer lembranças. Tantas, tantas prendinhas É dia de pensar nos outros e, O Natal está a chegar também, nos que padecem, Coloco o sapatinho Junto Árvore de Natalde perdoar aos nossos inimigos, Pedi para ser um bom menino mesmo aos que não merecem. E não me portar mal. António Gedeão
  4. 4. A palavra mais bela Fui ver ao dicionário de sinónimos A palavra mais bela sem igual Perfeita como a nave dos Jerónimos... E o dicionário disse-me NATAL. Perguntei aos poetas que releio: Gabriela, Régio, Goethe, Poe, Quental, Lorca, Olegário... e a resposta veio: Christmas... Noel... Natividad...Natal... Interroguei o firmamento todo! Cobras, formigas, pássaros, chacal! O aço em chispa, o «pipe-line», o lodo! E a voz das coisas respondeu NATAL. Cânticos, sinos, lágrimas e versos: Um N, um A, um T, um A, um L... Perguntei a mim próprio e fiquei mudo... Qual a mais bela das palavras, qual? Para que perguntar se tudo, tudo, Diz Natal, diz Natal, e diz Natal?! Adolfo Simões Muller
  5. 5. Noite de Natal Noite de natal chego à porta e bato vou meter prendinhas, no vosso sapato Pus o sapatinho, junto à chaminéE o Pai Natal deu-me um chimpanzé. Mas para alegrar o meu caracol O Pai Natal, deu-me um guarda sol Zangou-se comigo, levou-se da breca Puxou-me os cabelos, e eu fiquei careca.
  6. 6. Natal AfricanoNão há pinheiros nem há neve, Nem luz, nem cores, nem lembrançasNada do que é convencional, Da hora única e imortal.Nada daquilo que se escreve Somente o riso das crianças Que em toda a parte é sempre igual.Ou que se diz... Mas é Natal.Que ar abafado! A chuva banha Não há pastores nem ovelhas,A terra, morna e vertical. Nada do que é tradicional.Plantas da flora mais estranha, As orações, porém, são velhasAves da fauna tropical. E a noite é Noite de Natal. Cabral do Nascimento
  7. 7. «Quando a gente desta casa.Fios brilhantes Estiver toda deitada. Aranhas, tendes licença.O Natal já vinha perto. De ir ver a árvore enfeitada.»E, em casa, que confusão.Toda a gente atarefada. As aranhas, uma a uma.Com a vassoura na mão. Saíram lá do seu canto.E as aranhas perseguidas. E foram ver o pinheiro.Fugiam a oito patas. Que estava mesmo um encanto.E iam esconder-se no sótão. Mas, ao andarem pelos ramos,Com os ratos e as baratas. As pobres aranhas feiasLá em cima, muito tristes. Deixavam atrás de siLamentavam o seu mal: Os fios cinzentos das teias! O Deus Menino, porém.- Ai, se ao menos nos deixassem. Estendeu sua mão bendita.Ver a árvore de Natal! Transformando em fios de prata.Mas, o Menino Jesus. Os sinais dessa visita.Mandou-lhes este recado, Dizem que foi desde então,Por uma estrela que brilhava. Que se tornou habitual.Entre as frestas do telhado. Enfeitar com fios brilhantes. As árvores de Natal. Maria Isabel Mendonça Soares
  8. 8. A noite de NatalEm a noite de NatalAlegram-se os pequenitos;Pois sabem que o bom JesusCostuma dar-lhes bonitos.Vão se deitar os lindinhosMas nem dormem de contentes .E somente às dez horasAdormecem inocentes.Perguntam logo à criadaQuando acorde de manhãSe Jesus lhes não deu nada– Deu-lhes sim, muitos bonitos.– Queremo-nos já levantarRespondem os pequenitos. Mário de Sá-Carneiro
  9. 9. NATALÉ urgente o amorÉ urgente um barco no marÉ urgente destruir certas palavras,Ódio, solidão e crueldade,Alguns lamentos,Muitas espadas.É urgente inventar alegria,Multiplicar os beijos, as searas,É urgente descobrir rosas e riosE manhãs claras.Cai o silêncio nos ombros e a luzImpura, até doer.É urgente o amor, é urgentePermanecer. Eugénio de Andrade

×