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processo simples e rotineiro de elaboração da sopa, alimento típico e fundamental dapovoação, que como foi dito anteriorme...
em que as operações realizadas por vários operadores eram agora substituídas poruma única máquina, o computador. No entant...
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Comentário ao texto "Caldero grande...caldero pequeno", retirado do livro do autor de 1982, “Le défi informatique”.

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  1. 1. Comentário ao texto de Bruno Lussato: “Caldero grande… caldero pequeno” Carlos LeãoO autor do texto intitulado “Caldero grande…caldero pequeno”, Bruno Lussato,apresenta-nos uma parábola que retrata e discute alegoricamente um problema quevem sendo debatido nos meios académicos à alguns anos. Após uma leitura cuidadado mesmo, conseguimos identificar a questão da centralização da informação e doconhecimento como a opção que vem sendo desenvolvida para a repartição e adistribuição dos dados.No entanto, uma crítica inicial que podemos fazer ao texto e à sua forma metafórica éa sua extraordinária possibilidade em se transformar em ruído, no âmbito de umapesquisa documental numa base de dados, o que levantaria problemáticas de seleçãode documentação nessa mesma pesquisa. A capacidade de um artigo de relevância ecariz científico se tornar “invisível” aos olhos do investigador fica aqui bem patente.Talvez numa pesquisa acerca de culinária o investigador tivesse mais sorte, pelo quese conclui que o título não contém os referentes conceptuais que o corpo do textopretende transmitir. Chamo também a atenção para o facto deste texto mostrarclaramente, que o uso de metáforas definitivamente não é a melhor forma de transmitirinformação científica. Esta forma de escrita torna as ideias dúbias e de interpretaçãopessoal variada, isto quando se pretende isenção e rigor.Mas voltando à metáfora usada por Bruno Lussato.O autor apresenta-nos o quotidiano de vida do povo de uma aldeia imaginária. Osseus hábitos rotineiros e a sua organização, pequenos lugares, lares, que comungamda mesma ideia, neste caso a confeção da sopa, mas que apesar de tudo têm as suascaracterísticas individuais, o sabor de cada uma.Estas rotinas e esta organização simples e repartida será modificada pela chegada deum misterioso personagem que não é mais que a representação simbólica emetafórica da chegada de uma revolução industrial, com consequências sociais, aoTexto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
  2. 2. processo simples e rotineiro de elaboração da sopa, alimento típico e fundamental dapovoação, que como foi dito anteriormente, apresenta características individuais.Ao analisarmos profundamente estas transformações vemos que as consequênciascriadas servirão de base para o autor apresentar uma segunda grande revolução, ainformática.Assim, vemos a sopa como a representação metafórica do conhecimento, e que nanossa história se apresenta distribuído pelos vários lares. Com o surgir dapersonagem, revolucionando e centralizando a sopa num grande caldeirão, fazemosuma ponte com a realidade e observamos o que na vida real o computador, pormotivos económicos, trouxe de centralização de informação ao mundo. O caldeirãogrande poderá então ser visto como a metáfora dos primeiros grande computadoresque ocupavam salas enormes e pesavam toneladas.Mas foi precisamente a argumentação com fatores económicos que o visitantemisterioso usou para levar a bom termo a sua ideia para ajudar a aldeia. O facto decozinhar todas aquelas sopas individuais num só grande caldeirão pouparia milharesde fósforos, pois só necessitariam de um, poupariam viagens às fontes para ir buscarágua pois só precisariam de uma e o facto de contratarem o melhor cozinheiro desopas de todo o mundo pouparia às suas mulheres a difícil tarefa de aprender a fazera melhor sopa. No entanto, as dificuldades rapidamente surgiram. A construção de talcaldeirão trouxe a necessidade de contratar os melhores engenheiros de materiaispara desenvolver o caldeirão adequado à “obra”, isto se o queriam resistente eduradouro. O que levou a nova problemática, desta vez presa à dimensão da colherpara mexer a sopa. Tiveram pois de encontrar especialistas capazes de desenvolverum sistema mecânico eficaz e formar o cozinheiro para poder usar tal máquina demanivelas complexas e sistemáticas.Mas os problemas estavam só no início. Como fazer com que toneladas de alimentosmantivessem a frescura e a qualidade igual à das sopas individuais? Como poderiamlimpar o gigante caldeirão? Rapidamente soluções exigentes foram surgindo para darresposta a problemas complicados de manutenção e funcionamento da referidamáquina.O nosso caldeirão, que não é mais que o nosso grande primeiro computador, queocupava o tempo dos engenheiros e técnicos especializados, era também uma gigantecentral de processamento de informação. Os dados eram pois introduzidos lentamentee lentamente a máquina lá ia processando e trazendo novas problemáticas a resolverpelo Homem. Podemos pois imaginar as dificuldades que enfrentavam as empresasTexto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
  3. 3. em que as operações realizadas por vários operadores eram agora substituídas poruma única máquina, o computador. No entanto, os indivíduos tiveram de se adaptar ese no início a velocidade de processamento era lenta onde cada um levava os seusdados e só no final do dia obtinha resultados, agora temos o reverso da medalha,onde as velocidades são tais na divulgação da informação que a nossa dificuldadeagora é gerir o fluxo da mesma.Assim como na realidade destes primeiros computadores, na metáfora de Lussato, osindivíduos eram de tal forma especializados que perante a impossibilidade dedesempenharem a sua função era condição suficiente para que todo o sistema deabastecimento de sopa falhasse.Outra questão surge entre os aldeões, pois já não conseguiam comer a sopa quecontinha os sabores que mais gostavam. A diversidade dos gostos e a impossibilidadede o grande caldeirão os satisfazer também se tornou uma problemática. Aqui vemosrefletida a noção de que a centralização elimina por vezes características individuaisem prol da unificação de ideias comuns, e para que isso não acontecesse de formatão perentória tiveram de ser desenvolvidos novos algoritmos, novos softwares, novassoluções cada vez mais exigentes, fazendo com que a relação custos/benefícios fosseanalisada continuamente.Parece que um dos pontos fulcrais da metáfora prende-se com a dificuldade dosaldeãos em se deslocarem ao mesmo tempo para ir buscar a sopa, trazendo umalonga demora e fazendo com que a sopa chegue a casa fria. Aqui vejo novamente umgrande paralelismo às problemáticas da centralização, na nossa realidade. O facto dea informação no início estar condicionada a poucos sítios, devido ao preço e dimensãodos computadores, trouxe a dificuldade de acesso aos mesmos. A soluçãoencontrada, nesta aldeia, para o problema da partilha da sopa e sua distribuição foi ainstalação de uma rede de tubagens que transportariam a sopa a todas as habitações.A solução pareceu inteligente mas pouco eficaz, uma vez que o povo não deixou porisso de querer comer à mesma hora. O tráfego também afetava a rede. O facto detodos abrirem a torneira ao mesmo tempo levava muitas vezes à não obtenção doprecioso bem ou a que este aparecesse frio novamente e ainda em casos de avariaficavam sem sopa durante dias.Também na realidade passou pela criação de uma rede (as origens da world wide webou rede de alcance mundial, mais conhecida como internet), a solução da nossadistribuição e divulgação de informação. As problemáticas que observamos na históriatambém se repetem na nossa vida. Ainda hoje nos debatemos com dificuldades deTexto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
  4. 4. tráfego na internet quando o fluxo de utilizadores numa página se torna elevado. Ascentrais de processamento têm pois de ser cada vez mais poderosas, paraconseguirem fazer todos estes processamentos, dando resultados fidedignos e semproblemas de distribuição para as origens certas em tempos recorde. Estaproblemática tem sido um dos grandes cavalos de batalhas dos nossos investigadorese técnicos da atualidade, na tentativa de fazer chegar a informação a cada um dosutilizadores a qualquer hora e em qualquer lugar sem haver variações de velocidadesde transmissão de dados. Não só a nível de hardware mas também ao nível desoftware vão sendo pois melhoradas as bases de dados sempre que as problemáticassurgem. As capacidades destes sistemas operativos e softwares de gestão de dadostêm também desenvolvido capacidades de autogestão, num claro objetivo de mater arelação custo/benefício equilibrada.Na história que o autor nos conta podemos ver pois o grande caldeirão e as torneirasem cada casa como um sistema centralizado de informação, que veio reunir toda ainformação num só lugar, podendo ser acedido de um terminal, uma clara analogia aomodelo de distribuição, largamente utilizado na sociedade atual pela maioria das redesinformáticas. Quanto aos caldeirões pequenos podemos facilmente encontrar a suaanalogia com o modelo de repartição, em que a informação se encontra repartida porvariadas fontes, vários lugares distintos de uma mesma empresa, cidade, país.No entanto, esta mesma história vem alertar-nos para vários fenómenos problemáticosda utilização massiva do primeiro modelo, o de centralização: a uniformização dainformação, onde dificilmente obteremos variadas escolhas, tendendo invariavelmentepara uma igualdade algo exagerada, e onde pode sobressair alguma perda deidentidade e informação. A escolha das maiorias faz lentamente desaparecer asescolhas ou identidades individuais. Outra das problemáticas que aqui observamosmetaforizadas na história é a dificuldade nas comunicações quando os fluxos atingemníveis elevados de utilização pelos internautas. Estas dificuldades podem mesmooriginar percas de tempo infindáveis e mesmo percas de informação. E finalmente asavarias ou falhas dos sistemas centrais que além de fazerem todo o processo parar eaté ficar irremediavelmente perdido, podem também fazer aumentar drasticamente oscustos de manutenção e desenvolvimento desses mesmos sistemas. Aqui ressalta ofacto de que, se o computador central avariar todo o sistema é penalizado.Com o uso normalizado da Internet encontramo-nos hoje numa sociedade deinformação que nos leva a um novo conceito, o de globalização da informação. É hojefácil aceder a infindáveis fontes com esforços mínimos, não fazendo sentidosobrecarregar os nossos computadores pessoais com tanta informação. A ligação emTexto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
  5. 5. rede pela internet permite que a informação exista distribuída e que com relativafacilidade todos tenham acesso a ela.Creio que este sistema de centralização é realmente eficaz para muitas situações,sendo por isso usado com frequência pela sociedade atual. No entanto, acarreta assuas limitações como qualquer sistema. Tentarmos fugir dele ou nem sequer tirarpartido das suas vantagens seria um erro crasso de evolução individual, colocando-nos numa situação de completa inadequação às exigências e características domundo atual.Seremos confrontados muitas vezes com situações em que outros modelos maisindividuais, apesar de mais limitados, nos serão vantajosos devido às nossasdiferenças particulares, mas esta escolha e adequação será sinal de que não nosdeixámos absorver pelos desígnios da informatização mas pelo contrário esta setornou uma poderosa aliada e sabemos usá-la em nosso partido.A tecnologia começou a entrar nas nossas vidas já vão muitos anos e jamais voltaráatrás. O facto de ainda persistentemente lhe chamarmos novas tecnologias começa aser problemático, até porque a grande franja da população que preparamos para fazera continuidade da evolução, não nasceu a conhecer outra, como as anterioresgerações.Todos os dias carregamos e descarregamos da Web novas informações, que geramconhecimentos mas também criam novas dificuldades e desafios para superar. Algunsautores já começam a falar da criação de uma inteligência coletiva, feita por cada umde nós no seu computador, como os wiki por exemplo, uma ferramenta que permite aedição coletiva de páginas Web de um modo simples. Mas mais do que criar asferramentas, teremos de organizar e estruturar este novo “paradigma”, pois seráimpossível tentar parar este “comboio informativo”.Outra questão a refletir passa pelo facto dos estudantes nos dias de hoje maisfacilmente conviverem com a Web e as tecnologias, relegando para um patamarsecundário outros suportes como livros, revistas, jornais... Alguns dados apresentadospor Michael Wesch (2007) num vídeo publicado na web revelam que um estudanteque esteja online em média 3,5 horas por dia lê 8 livros por ano e em contrapartida2300 páginas da Web. De onde podemos será que este estudante “retira” maisinformação? Claro que podemos sempre argumentar que a pertinência da informaçãodisponível da Web é relativa, o que vem de encontro ao que foi abordado de algumaforma por Bruno Lussato. Mas não nos cabe a nós, seres humanos e aindaTexto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
  6. 6. educadores , uma vez que somos nós que ensinamos a máquina como afirma Wesch,a transformar a informação “ruído” em informação “útil”?O grande desafio do professor, passa irremediavelmente por refletir sobre todas estasproblemáticas emergentes que estão longe de ser estáticas. É nosso dever descobriraté onde podemos ir com os nossos alunos, uma vez que brevemente terão de usarestas ferramentas com a facilidade e destreza com que usam o lápis para escrever efazer apontamentos, ou abrem um livro para ler. Rapidamente todas estascompetências se tornarão em processos naturais e intrínsecos ao ser humano, e talcomo no “passado”, serão os educadores a auxiliar nos primeiros passos do iníciodesta “tecno-educação”.As capacidades de pesquisa, seleção e organização da informação que se encontrana Web, com o objetivo claro de produzir novos conhecimentos é próxima etapa aalcançar num mundo inimaginável de informação que “viaja” a velocidadesextraordinárias. Estas ideias obrigam-nos a repensar as conceções do cidadão, poisainda mais terá de ser racional, crítico, flexível, recetivo a toda esta mudança e dotadode uma forte consciência ética nas abordagens que enceta a toda a informação queabsorve, o que por si nos leva a caminhos nunca antes caminhados…Lussanto, B. (1982). Le défi informatique. Editorial Planeta, S.A.: Barcelona, EspanhaWesch, M. (2007), A Vision of Students Today: [online] [consult 2008-04-11]Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o&eurlWesch, M. (2007), Web 2.0 ... The Machine is Us/ing Us: [online] [consult 2008-04-11]Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=6gmP4nk0EOETexto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.

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