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Anexo ao artigo sobe jogo da imitação de Turing

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Como explicar que o artigo “COMPUTING MACHINERY AND INTELLIGENCE”, escrito por Turing em 1950, onde este simplesmente conjecturava a possibilidade das máquinas poderem pensar no ano 2000, tenha sido objecto de tanta polémica e de tanta controvérsia, que continua inclusive ainda nos nossos dias? O pequeno artigo com este anexo pretende discutir a proposta de Turing, a sua importância, as suas fragilidades e o impacto científico e mediático que ainda hoje se mantém.

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  1. 1. Anexo – A Máquina de Turing para decidir se as máquinas pensam.Quem vai decidir se os homens pensam?1. Porquê este anexo?Perante uma regra estabelecida há três reacções possíveis: a) Aceitá-la b) Combatê-la, chegando mesmo a desrespeitá-la c) Aceitá-la, mas utilizar possibilidades que sempre somos capazes de descobrir para, como se diz, dar a volta ao texto.A primeira será talvez a atitude a esperar na maioria das situações numa sociedadedemocrática, ainda que tenhamos de reconhecer que sempre na história os grandesavanços sociais resultaram de desrespeito a normas estabelecidas. Mas como é óbvio taldeverá acontecer em situações de ruptura e perante regras claramente injustas oudesadequadas. A terceira é uma solução de compromisso que muitas vezes permiteultrapassar os condicionalismos colocados por regras que achamos por bem noessencial respeitar.Tudo isto a propósito do constrangimento imposto que nos obriga a um trabalho finalque não ultrapasse os 7000 caracteres, constrangimento que compreendemos, pois opoder de síntese é fundamental quando pretendemos escrever um artigo. Mas há namáquina de Turing uma componente lúdica, que se não compadece com esseconstrangimento, e que se calhar foi a que realmente nos motivou a escolher esta opçãode trabalho. Como forma de ultrapassar este dilema decidimos colocar num anexo abrincadeira que desenvolvemos a partir do tema, construindo uma máquina de Turingpara decidir se afinal as máquinas podem ou não pensar. Respeitamos assim as regras,mas2. Cenários alternativos ao cenário proposto por TuringCenário1 – cenário inicialEste é o cenário inicial para o jogo da imitação. Um jogador interroga um homem (A) euma mulher (B) e tem de ser capaz de descobrir, tão rápido quanto possível, qual é ohomem e qual é a mulher. A mulher fala verdade, o homem procura enganá-lo e elesabe disso. Para impedir a identificação, no cenário proposto, a comunicação era porescrito ou, em alternativa, as vozes podem ser distorcidas. Figura 1 – Jogo da imitação com humanos
  2. 2. Cenário2 – cenário proposto por TuringNo cenário proposto por Turing para resolver a questão "as máquinas pensam?" umcomputador digital substitui no jogo da imitação o homem, e o objectivo é de verificarse o computador – a máquina portanto – é bem sucedida a enganar o interrogador,pelo menos tão bem sucedida como o homem no cenário inicial. Figura 2 – Jogo da imitação com uma máquinaCenário3 – cenário que propomos para alargar o cenário de Turing,substituindo o juiz por uma MdTNeste cenário temos uma Maquina de Turing para decidir se o Computador pensa. Paraisso imaginamos um cenário onde os resultados dos jogos em que utilizámos oscenários 1 e 2 alimentam uma MdT que terá de decidir, com base nesses resultados, seaquele computador pensa. Assumimos por exemplo que os resultados traduzem ocomportamento médio de um interrogador humano num cenário 1 e num cenário 2,este último com um computador , permitindo dessa forma comparar os resultadosdesse computador com os resultados médios dos humanos.Alfabeto de símbolos utilizado: • P1 – Pergunta a A • P2 – Pergunta a B • DC – Decisão correcta • DI – Decisão incorrectaA figura representa uma máquina de Turing com os resultados de um exemplo de 2testes, o primeiro num cenário 1, o segundo num cenário 2. Figura 3 – A MdT para decidir se a máquina pensa
  3. 3. A figura representa o cenário 3, onde os 2 cenários anteriores alimentam a MdT Figura 4 – Jogo da imitação com uma máquina, julgado por uma MdTPara compreender as regras a adoptar e a sequência de estados na MdT, tal comoTuring fez, pensamos na forma como se pode realizar passo a passo a comparação entreos resultados, contabilizando as respostas de cada cenário – 1 ª fase – e depoiscortando-as duas a duas, para ver em qual cenário o interrogador necessitou de maisperguntas, tal como se poderia de uma forma elementar comparar a dimensão de doisgrandes conjuntos. A tabela lista os estados identificados nessa operação. O algoritmoconsidera as respostas uma a uma e vai eliminando-as aos pares, para decidir qualobteve melhor resultado, o homem ou a máquina.Tabela de EstadosEstado Interpretação Comentários 1. SI Estado inicial 2. S1 Lê resultados do cenário 1 3. S2 Lê resultados do cenário 2 4. S3 Inicia comparação Inicia 2ª fase de resultados 5. S4 Procura resposta Se não houver, máquina pensa melhor que os cenário 1 para humanos! marcar 6. S5 Procura nova Se não houver pode haver empate resposta cenário 2 para marcar 7. S6 Verifica se houve Se encontrar mais respostas do cenário 1 a máquina empate não pensa tão bem como o humano
  4. 4. Estado Interpretação Comentários 8. SF1 Estado final A máquina pensa melhor que os humanos! 9. SF2 Estado final A máquina pensa tão bem como os humanos! 10. SF3 Estado final A máquina não pensa!A tabela de decisão lista as regras de decisão da MdT, para conseguir obter o resultadosobre se a máquina pensa ou nãoTabela de DecisãoEstado Símbolo Símbolo Movimento Estado Descrição: descreve a funçãoinicial Lido Escrito final desempenhada por cada estadoSI P1 X D S1 Estado inicial, inicia contabilidade, cenário 1SI P2 X D S1 Estado inicial, inicia contabilidade, cenário 1SI DI D S2 Termina contabilidade de nº perguntas no cenário 1SI DC D S2 Termina contabilidade de nº perguntas no cenário 1S1 P1 X D S1 Continua contabilidade, cenário 1S1 P2 X D S1 Continua contabilidade, cenário 1S1 DI D S2 Termina contabilidade de nº perguntas no cenário 1, passa a cenário 2S1 DC D S2 Termina contabilidade de nº perguntas no cenário 1, passa a cenário 2S2 P1 Y D S2 Contabilidade, cenário 2S2 P2 Y D S2 Contabilidade, cenário 2S2 DI D S3 Termina contabilidade de nº perguntas no cenário 2, vai eliminar um parS2 DC E S3 Termina contabilidade de nº perguntas no cenário 2, vai eliminar um parS3 DC E S3 Inicia primeiro procura de Y para comparar os dois cenáriosS3 Y Z E S4 Indico que este Y já foi contabilizado e inicio procura de XS3 X E S3 Continuo procura de YS3 Z E S3 Continuo procura de YS4 Z E S4 Continuo procura de XS4 Y E S4 Continuo procura de XS4 X Z D S5 Indico que este X já foi contabilizado e reinicio procura de YS4 null SF1 A máquina pensa! Melhor que o humano!!
  5. 5. Estado Símbolo Símbolo Movimento Estado Descrição: descreve a funçãoinicial Lido Escrito final desempenhada por cada estadoS5 X D S5 Continuo procura de YS5 Y Z E S4 Indico que este Y já foi contabilizado e reinicio procura de XS5 Z D Continuo procura de YS5 DC D Continuo procura de YS5 null E S6 Já não há YsS6 Z E S6 Não há Ys. Procuro X para ver se houve empateS6 Y ERROS6 X SF3 A máquina não pensaS6 DC E S6 Não há Ys. Procuro X para ver se houve empateS6 null SF2 A máquina pensa! Tão bem como o humano!!Para o exemplo apresentado na figura 3, vejamos qual seria a sequência defuncionamento da MdT, representado em cada passo o estado e a posição da cabeça nafita. A decisão a tomar e o novo estado obtêm-se da tabela de decisão acima.Passo Estado Fita 1. SI 0 P1 P2 P1 DC P1 P2 P1 P2 DC 2. S1 0 X P2 P1 DC P1 P2 P1 P2 DC 3. S1 0 X X P1 DC P1 P2 P1 P2 DC 4. S1 0 X X X DC P1 P2 P1 P2 DC 5. S2 0 X X X DC P1 P2 P1 P2 DC 6. S2 0 X X X DC Y P2 P1 P2 DC 7. S2 0 X X X DC Y Y P1 P2 DC 8. S2 0 X X X DC Y Y Y P2 DC 9. S2 0 X X X DC Y Y Y Y DC 10. S3 0 X X X DC Y Y Y Y DC 11. S4 0 X X X DC Y Y Y Z DC 12. S4 0 X X X DC Y Y Y Z DC 13. S4 0 X X X DC Y Y Y Z DC 14. S4 0 X X X DC Y Y Y Z DC
  6. 6. Passo Estado Fita 15. S4 0 X X X DC Y Y Y Z DC 16. S5 0 X X Z DC Y Y Y Z DC 17. S5 0 X X Z DC Y Y Y Z DC 18. S4 0 X X Z DC Z Y Y Z DC 19. S4 0 X X Z DC Z Y Y Z DC 20. S4 0 X X Z DC Z Y Y Z DC 21. S5 0 X Z Z DC Z Y Y Z DC 22. S5 0 X Z Z DC Z Y Y Z DC 23. S5 0 X Z Z DC Z Y Y Z DC 24. S5 0 X Z Z DC Z Y Y Z DC 25. S4 0 X Z Z DC Z Z Y Z DC 26. S4 0 X Z Z DC Z Z Y Z DC 27. S4 0 X Z Z DC Z Z Y Z DC 28. S4 0 X Z Z DC Z Z Y Z DC 29. S4 0 X Z Z DC Z Z Y Z DC 30. S5 0 Z Z Z DC Z Z Y Z DC 31. S5 0 Z Z Z DC Z Z Y Z DC 32. S5 0 Z Z Z DC Z Z Y Z DC 33. S5 0 Z Z Z DC Z Z Y Z DC 34. S5 0 Z Z Z DC Z Z Y Z DC 35. S5 0 Z Z Z DC Z Z Y Z DC 36. S4 0 Z Z Z DC Z Z Z Z DC 37. S4 0 Z Z Z DC Z Z Z Z DC 38. S4 0 Z Z Z DC Z Z Z Z DC 39. S4 0 Z Z Z DC Z Z Z Z DC
  7. 7. Passo Estado Fita 40. S4 0 Z Z Z DC Z Z Z Z DC 41. S4 0 Z Z Z DC Z Z Z Z DC 42. S4 0 Z Z Z DC Z Z Z Z DC 43. SF1Conclusão: a máquina decidiria ao fim de 43 passos que a máquina aconcurso era mais inteligente que os humanos (QED)Cenário4 – uma variante do cenário anteriorNeste cenário temos uma situação aparentemente paradoxal em que uma máquina deTuring decide se outra máquina de Turing pensa. Mas esta situação é afinal a mesma docenário 3, pois Turing demonstrou uma equivalência entre qualquer computador e umaMdT, que lhe equivale. Figura 5 – Jogo da imitação com uma MdT, julgada por uma MdTE afinal é a situações paradoxais destas que assistimos todos os dias. Ou não vai ser umhumano a decidir qual o valor a dar a este artigo, que foi produzido também porhumanos?Uma pergunta óbvia seria. A MdT juiz também pensa? Pode alguém que não pensadecidir que outro alguém pensa? Se se exigir que o juiz passe na prova do jogo deimitação para poder ser juiz, quem vai avaliar o primeiro juiz?Perguntas para um próximo artigo ou para um próximo anexo.Nota final: as ilustrações utilizadas foram adaptadas a partir dehttp://en.wikipedia.org/wiki/Turing_test

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