INFORMATIVO TRÂNSITO EM FOCO - NOVEMBRO DE 2010 - ANO 1 - NÚMERO 1
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  1. 1. INFORMATIVO TRÂNSITO EM FOCO - NOVEMBRO DE 2010 - ANO 1 - NÚMERO 1 pág. 8 Homem x Mulher:Estatísticas revelam quem é o verdadeiro vilão e o mocinho da história pág. 6 Educação infantil: É de criança que se aprende. pág. 5 Motocicletas: Aumenta o número da frota e em consequência também o de acidentes Blitz em Cascavel para conscientizar, pag. 7 Desrespeito com os idosos, pag. 10 Foto: Eder Oelinton
  2. 2. EDITORIAL Sumário Nem sempre nos preparamos adequadamen- te para os acontecimentos que estão por vir no nosso dia a dia. Estamos ocupados demais pensando na nos- sa vida, no trabalho, na família..., ao ponto de deixar que coisas simples como por o cinto de segurança ao sentar-se no veículo, passam des- percebidos. Notamos isso apenas quando somos multados ou quando, na pior das hipóteses, acontece algum tipo de acidente. O informativo Trânsito em Foco nasce a par- tir dessa necessidade. Informar sobre os prin- cipais assuntos relacionados às leis de trânsito e sobre o que acontece nas ruas da cidade e do país, e principalmente alertar sobre os cuidados necessários à preservação da vida nas ruas. Não adianta somente informar, mas também educar de maneira correta e simplificada. Esta primeira edição já coloca o leitor a par de algumas estatísticas importantes: o número de veículos nas ruas em todo país aumenta cada dia mais e isso afeta diretamente na organização das ruas, pois é necessário o aumento do núme- ro do efetivo de agentes de trânsito e até a refor- mulação dos sentidos das vias, é o que acontece em Cascavel na implantação dos binários, com a intenção de amenizar o fluxo de veículos nos horários de pico. Sempre buscamos maneiras de economizar. No trânsito não é diferente, uma vez que é possí- vel utilizar um meio de transporte mais barato, veículos de duas rodas são a melhor opção. Por outro lado, vem a insegurança, pois o número de acidentes envolvendo este tipo de veículo aumenta a cada dia, seja pela imprudência dos condutores ou pela falta de atenção. A educação nas ruas e avenidas é importante, e é de pequeno que se aprende as regras de con- duta para evitar acidentes. Em Cascavel é na es- colinha Pedrinho e Rafa que encontramos uma iniciativa nobre de educação para as crianças. E ainda nesta edição falamos sobre o compor- tamento do homem e da mulher, afinal, quem é o maior culpado pelas barbeiragens nas ruas? Para finalizar abordamos a falta de respeito que existe contra os idosos. É isso. Esperamos que gostem e, boa leitura! O Informativo Trânsito em Foco é apresentado como requisito para obtenção do grau de bacharel em Jornalismo no curso de Comunicação Social, pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Cascavel - UNIVEL. Periodicamente mensal com tiragem de 5.000 exem- plares. Impresso por Gráfica Styllograph Coordenação: Cezar Versa Orientação: Lurdes Tirelli Guerra Diagramação e arte final: Eder Oelinton. Fotografia: Aline Pereira, Cristiane Souza, Eder Oelinton, Jociane Prestes, Patrícia Limas, Rafael Marcante. Reportagem e Edição: Cristiane Souza, Eder Oelinton, Jociane Prestes, Patrícia Sepka. Rua Osvaldo Cruz 1259, Neva, Telefone (45) 33241274 CEP:85802-160 - Cascavel/PR 2 3 Imprudência: Acidente de trânsito em Cascavel 4 Binários: Cettrans dá continuidade na implantação do sistema 5 Motocicletas: Aumenta o numero da frota e em consequencia tambem o de acidentes 6 Educação infantil: É de criança que se aprende. 7 Cadeirinhas: Prazo é adiado por falta de equipamentos 8 Homem x Mulher: Estatisticas revelam quem é o verdadeiro vilão e o mocinho da história 10 Idosos: A falta de paciência e o desrespeito com os idosos nas vias 11 Imprudência: Tragédia que o tempo não conseguiu apagar da memória Educação e conscientização para a vida!
  3. 3. Mesmo com todos os alertas, feitos através das campanhas de conscientização, com todos os exemplos das tragédias que des- troem famílias e ceifam vidas de crianças, jovens e adultos? A cada dia a sensação que se tem, é que, ao invés de as pessoas ‘acordar’ para a necessidade urgente de cuida- dos e, principalmente respeito aos demais, ainda mais quando se fala em trânsito, condução de veículos e viagens, é que existe um sentimen- to de auto suficiência e a certeza de que ‘comigo, ou com meus amigos e familiares’, isso nunca vai acon- tecer. Em Cascavel nos 12 meses de 2009, foram registrados 3.527 acidentes contra 3.619 em 2008. Uma queda de 2,54%. O número de acidentes com vítimas também foi menor em 2008: 1..629 contra 1.700. Já o número de veículos circulando pela cidade aumentou em mais de 9%, no ultimo ano, quando casca- vel tinha 120 mil carros, passando de 131 mil ano passado. Nos últimos Acidentes de Trânsito em Cascavel IMPRUDÊNCIA Jociane Prestes O comandante do PPTran ( Pe- lotão de Policiamento de Trânsito) do 6º Batalhão, Roberto Tavares, faz uma avaliação das estatísticas. “Observamos uma queda acentu- ada no número de acidentes com vitimas, com óbitos e no total em virtude das constantes operações realizadas pelo Gotran, motivo este da crescente estatística de notifica- ções, veículos e CNHs recolhidas e embriagues aovolante. Alcançando, assim o objetivo de diminuir os ele- vados índices de acidentes e crimes de trânsito na cidade”. Os policias prometem aumentar a fiscalização com etilômetro, já que os dois equipamentos estão sendo utilizados pelas equipes para verifi- car o consumo de álcool por moto- ristas. Em todo o ano de 2009, 172 pessoas foram presas em Cascavel por estarem dirigindo embriagadas. Resposta à sociedade Informativo Trânsito em Foco - Novembro de 2010 3 Cada vez, cresce mais o número de vítimas no trânsito, pelo desrespeito dos motoristas nas vias. nove anos a frota de veículos quase dobrou. O crescimento significati- vo é percebido nas motocicletas. A chefe do departamento de Educação no Trânsito da Cet- trans ( Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito), Vânia Muetzemberg, explica que a fiscali- zação está sendo feita, no entanto, falta conscientização dos motoris- tas para que os números diminuam mais. “Infelizmente ainda existem muitos motoristas imprudentes, principalmente em nossa cidade, onde se tem o costume de andar rápido e não se respeitar as leis de trânsito. foto:Divulgação A maioria dos acidentes é causado pela imprudência dos motoristas e tambem pela falta de atenção dos pedestres Mais Consciência Fazemos nossa parte com cam- panhas de educação e também na fiscalização, mas dependemos ex- clusivamente do motorista para di- minuir essas estatísticas”. O número de mortes, segundo os dados da PM ( Policia Militar ), diminuiu: 46 pessoas perderam a vida no trânsito em 2009 contra 51 no ano anterior.
  4. 4. Para amenizar os problemas no trânsito de Cascavel e o grande número de acidentes a Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) dá seqüên- cia aos trabalhos para implanta- ção dos binários. Os binários são ruas paralelas que operam em sentido oposto, assim como o modelo existente nas Ruas São Paulo e Rio Gran- de do Sul. Em Cascavel devido ao aumento da frota de veículos esta foi uma solução encontrada pela companhia de trânsito para desa- fogar o tráfego. O binário II, nas ruas Reci- fe e Presidente Kennedy foi im- plantado em dezembro de 2009. Com a mudança, as Ruas Recife e Minas Gerais estão no sentido Oeste/Leste e as Ruas Antonina e Presidente Kennedy no sentido contrário. Outra mudança signifi- cativa no trânsito da cidade foi na Rua Souza Naves, que a partir da Rua Antonina passou a ter sentido único Norte/Sul. No início das alterações estes locais estavam visivelmente si- nalizados, mas a falta de atenção dos motoristas rendeu vários re- gistros de acidentes, muitos com gravidade. Para o comerciante Aguinaldo Xavier a mudança trouxe agilida- de: “moro de um lado da cidade e trabalho do outro, em horário de pico fazer esse trajeto não é fácil, o sistema fez com que eu faça o percurso em menos tempo”. BINÁRIOS Cettrans dá continuidade à implantação do sistema Cristiane Souza Agilizar, desafogar o tráfego de veículos e organizar o trânsito. Esta é a finalidade das alterações 4 Os binários são ruas paralelas que operam em sentido oposto. Fluxo de veículo mais organizado diminui consideravelmente as estatísticas de acidentes Foto:CristianeSouza Recentemente no mês de agos- to a Cettrans implantou o binário Novos Sentidos III, desta vez nas Ruas Jorge La- cerda e Nereu Ramos. Com a mu- dança a Rua Jorge Lacerda agora tem sentido único sentido BR- 467/ Centro, a partir da Rua Alcir da Motta, e a Nereu Ramos até a Alcir da Motta sentido contrá- rio. Mas muitos motoristas es- tão sendo pegos trafegando na contramão. “Os agentes fazem rondas cons- tantes, os locais estão bem sinalizados, mas em muitos casos é falta de atenção, no início os trabalhos eram de orientação a partir de agora o motorista que trafegar na contra- mão será multado de multa”, res- salta o supervisor de trânsito da Cettrans Augusto Cezar Villaca. Muitos motoristas não fo- ram favoráveis à mudança, as- sim como a auxiliar de enferma- gem Mariana Hooster, “uma Rua como a Jorge Lacerda, que fica em frente de uma escola, não pode ser via rápida, aqui passam crianças a todo o momento, um enorme perigo”. “Esta é uma forma para orga- nizar melhor o trânsito do mu- nicípio. O Biná- rio III completa um trabalho de ligação de vias rápidas na região norte da Aveni- da Brasil”, reitera o presidente da Cettrans Jorge Lange. A companhia estuda a implan- tação de novos sistemas que pos- teriormente serão implantados nas Ruas Cuiabá e Vitória e nas Ruas Erechim e Rua da Bandeira . “O Objetivo é melhorar o trá- fego para o trânsito na entrada de Cascavel e depois esses binários serão ligados aos do lado sul da Avenida Brasil”, completa o pre- sidente da Cettrans.
  5. 5. MOTOCICLETAS Por conta do bai- xo custo e pelo veí- culo se econômico, o programador Mag- no Costa optou por uma motocicleta, para uso particular e também para o tra- balho. Já se envolveu em dois acidentes. Depois disso está ciente de que todo o cuidado é pouco. “Normalmente o que acontece é um mo- toqueiro cortar na sua frente sem pres- tar atenção. Quanto aos carros se você andar sempre cuidando, prevendo o que o outro está fazendo, você nunca vai bater. Também é preciso andar devagar”. Nelson é entregador, usa a moto apenas para trabalho e é sobre duas rodas que passa boa parte do dia, das oito da manhã às seis ho- ras da tarde. Ele afirma ser um mo- tociclista cuidadoso. Em seis anos conduzindo o veículo, não se en- volveu em nenhum acidente. “Fico sempre atento à sinalização, den- tro dos limites; mas esses números de acidentes que acontecem em nossa cidade me assustam, penso em parar em bre- ve, no momento não posso porque é o sustento da minha família”. O fácil acesso ao veículo torna-o cada vez mais popular e em consequência o au- mento da frota em circulação. Em 2008 eram 28.453 motoci- cletas em Cascavel, em 2009 o nú- mero chegou a 30.808, e este ano já passam de 32.000. Aumenta o número da frota e em consequência os acidentes Cristiane Souza Informativo Trânsito em Foco - novembro de 2010 50% dos acidentes registrados em Cascavel envolvem motociclistas, a maioria com gravidade 5 50% dos acidentes de trânsito tem o envolvimento de motocicletas Motociclistas são os que mais pagam caro pelo descuido no trânsito Foto:RafaelMarcnte A evolução de motos em cir- culação tem sido grande, elas re- presentam 21,33% da frota de ve- ículos na cidade. Esse aumento também está nas estatísticas 50% dos acidentes de trânsito tem en- volvimento de motociclistas. Para a Diretora de trânsito da Cettrans, “estes números resultam do abuso da velocidade, im- prudência, falta de respeito à sina- lização e aos usu- ários do trânsito”. De janeiro a junho de 2009 fo- ram registrados 520 acidentes, com 479 vítimas e 13 pessoas mortas. No mesmo período deste ano As vilãs foram 669 acidentes, 502 pessoas feridas e sete perderam a vida. Blitz educativas são realizadas com freqüência pela companhia de trânsito, o foco é coibir a circulação de motos irregulares e motoristas que dirigem sem a carteira nacio- nal de habilitação, além disso, o re- colhimento dos veículos e multas, faz com que os motoristas estejam mais atentos ao trânsito e o resul- tado reflete na redução do número de óbitos decorrentes de acidentes que envolvem motos. Pelo veículo ser veloz muitos não têm paciência e andam em zig e zag pelas ruas, de acordo com a diretora de trânsito da Cettrans Vânia Müetzemberg, a moto deve ocupar na via o lugar de um ou- tro veículo qualquer, o condutor precisa estar atento, para evitar os imprevistos“ respeitando toda a sinalização, os limites de veloci- dade, não avançando o sinal ver- melho e sendo prudente”, afirma a diretora de trânsito da Cettrans.
  6. 6. É de criança que se aprende Uma verdadeira cidade: ruas, canteiros, faixas de pedestres, placas, semáforos, pontos de ônibus e ainda outros adereços para que as crianças se sintam inseridas na realidade diária do trânsito. Assim é o espaço de- dicado ao projeto Escolinha de Trânsito Pedrinho e Rafa. Inau- gurada em 2003, foi a maneira encontrada pelo Departamento de Educação para o Trânsito da Cettrans (Companhia de Enge- nharia de Transporte e Trânsito) para difundir conceitos éticos e regras básicas de circulação com segurança. “É uma forma de prepará-las para agir agora e também como futuros condu- tores”, afirma a professora do departamento, Luciane R. dos Santos de Moura, que vê nessas aulas um meio de orientar tam- bém os pais. “Tudo o que elas aprendem aqui, levam para casa e, além de comentar, irão cobrar dos pais, quando ver algo erra- do”, conclui Luciane. São duas etapas, uma teórica e outra prática. Primeiramente as crianças acompanham nos slides historinhas e músicas educativas, só então começam as discussões. São analisados item a item, tudo o que é passado por meio do vídeo. Mas as crianças não vão apenas para ouvir. Elas pergun- tam, analisam as imagens, contam suas experiências e até relatam os erros dos pais. “Meu pai bebe quan- do esta dirigindo”, “Minha mãe joga lixo pela janela”, essas são algumas das declarações que surgem duran- te a conversa. Apesar da pouca ida- de, as crianças dão show de conhe- cimento sobre o assunto. Patrícia Limas 6 EDUCAÇÃO INFANTIL Projeto municipal prepara o público infantil para enfrentar a agilidade do trânsito. Quando terminam a parte teóri- ca, começa a brincadeira. Mas brin- cadeira séria. Divididas em grupos A prática de 10, cinco se transformam em motoristas, guiando os carros de brinquedo, enquanto outras cinco fazem o papel de pedestres. Acom- panhadas por agentes, começam ali mesmo a por em prática o que aprenderam. E na mini cidade, as crianças ilustram o que seria um trânsito seguro. Parar no semáforo, dar preferência aos pedestres, que sempre devem atravessar na faixa; são regras simples, mas que ainda são negligenciadas pelos adultos. É visível a satisfação dos alu- nos e como eles absorvem o con- teúdo. “Eles gostam de participar, é algo diferente e que incentiva o aprendizado pela interatividade, eles aprendem brincando”, afirma a coordenadora pedagógica do Co- légio Nossa Sra. Auxiliadora, Silva- na Krefta e ela conclui:“os pais vem nos contar que os filhos chamam a sua atenção”. As aulas são direcionadas tanto para escolas públicas como parti- culares, para crianças de três a dez anos, e podem ser realizadas no es- paçoda Cettransou na própriaesco- la. Para agendar, é só entrar em con- tato com o Depto. de Educação para o Trânsito no fone (45) 3036-8114. As crianças houvem atentas a instrutora e prestam atençaõ em tudo ao redor Foto:AlinePereira Foto:AlinePereira Depois da lição chega hora de ver se as criaças aprenderam algo, praticando.
  7. 7. Aprovada desde 2008, a Lei que obriga o uso de equipamen- tos de segurança para o transpor- te de crianças menores de 10 anos em veículos de passeio, ainda não entrou em vigor. O seu uso come- çaria a ser cobrado a partir do dia 09 de junho, mas devido a falta dos equipamentos no comércio, foi decidido que a sua obrigatorie- dade passa a valer a partir de 1º de setembro. De acordo com a gerente co- mercial de uma loja de produtos infantis, Silvana de Bastiani, o que faltou foi uma campanha mais efetiva.“Como no Brasil as leis só existem no papel, acredito que to- dos pensaram que essa seria ape- Prazo é adiado por falta de equipamentos nas mais uma”. Silvana afirma que o problema começou com forne- cedoras de matéria-prima que não se preparam para o aumento da demanda, o que gerou um efeito dominó. “Os pedidos feitos ainda em maio, só estão chegando ago- ra, e com o adiamento da obriga- toriedade os pais estão adiando as compras, então nosso estoque está abarrotado”, finaliza a gerente. A resolução do Contran (Con- selho Nacional de Trânsito) prevê multa de R$191,54, para os pais que não estiverem de acordo com a lei. A infração é considerada gravíssi- ma, com perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e ainda a retenção do veículo até a Patrícia Limas Para conscientizar a população sobre a importância do uso destes equipamentos de segurança, a Cet- trans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) de Casca- vel realiza blitz nos principais pon- tos da cidade. Para essas operações são designados agentes de trânsito que, além da distribuição do mate- rial educativo, fazem breve expla- nação sobre o assunto. “A intenção é, com este trabalho alertar os pais e motoristas sobre a segurança das crianças e a necessidade de se criar esse costume”, afirma o supervisor dos agentes de trânsito Valdecir Martins. Nossa reportagem acompanhou uma dessas blitz, realizada na Ave- nida Brasil. Para o evento foram destacados cerca de 18 colaborado- res que, por duas horas, se dispuse- ram a conscientizar os motoristas Em Cascavel, blitz para conscientizar adaptação do acessório. O equipamento de segurança é obrigatório para crianças desde os primeirosdiasdevidaaté 10 anosde idade. Para os recém-nascidos até 1 ano de idade, é necessário o uso do chamado “Bebê Conforto” ou “Conversível”; de um a quatro anos, uso da “Cadeira de Segurança”; de quatro a sete anos e meio fica defi- nido o uso do “Assento de Elevação” ou “Booster”; e até 10 anos o cinto de segurança de três pontos. Vale ressaltar que o modelo do produto irá variar também de acordo com o peso e altura da criança, lembrando que é exigido o selo de qualidade do Inmetro. Confira a tabela no final da reportagem. que por ali passaram e esclarecer dúvidas. Muitos dos abordados, já esta- vam cientes da nova medida de se- gurança, mas mesmo assim ainda não possuíam o equipamento, a fala se resumia: “mas é obrigatório?, a Informativo Trânsito em Foco - novembro de 2010 7 SEGURANÇA INFANTIL Lei que garante a segurança dos pequeninos, passa a valer a partir de setembro. partir de quando?, a lei já está valendo?” ou ainda “ele não para na cadeirinha”. Muitas foram as desculpas. “Mesmo já conscien- tes da necessidade do uso da ca- deirinha, poucos estão equipa- dos”, conclui o agente. Foto:EderOelinton Blitz educativa na Avenida Brasil para informar, alertar e conscientizar
  8. 8. Diz o ditado, que mulher no vo- lante é um perigo constante. A frase de efeito usada por muitos homens, é considerada puro preconceito pe- las mulheres. Para a cabeleireira Inélvis Pie- trobom, “como a mulher não tem muita noção de espaço, dirige com mais cautela, já o homem, tem auto confiança, acha que pode tudo e acaba abusando, em conseqüência comete infrações”. O aposentado Ademar de Oli- veira, acredita ser sim, o homem, o mais imprudente, “isso porque grande parte dos motoristas são homens, se o número de mulheres no volante fosse igual, com certeza elas estariam na frente na quanti- dade de acidentes.”. HOMEM X MULHER Estatísticas revelam quem é o verdadei Cristiane Souza Dentro de um comparativo de sexo e idade, as mulheres levam a melhor, o seguro do veículo para elas torna-se mais barato. “Existem algumas situações que conseguimos identificar, porém sempre sem uma regra exata, pois um determinado veículo pode apre- sentar valores totalmente diversos em razão dos condutores (idade, sexo, estado civil, tempo de habi- litação), local de maior circulação, tipo de utilização (uso particular ou comercial), tipo de residência (casa, apartamento, condomínio, com ou sem garagem), desconto de reno- vação, etc. Enfim, é extremamente difícil estabelecer um parâmetro de comparativo de valores. Inclusive, é comum na comercialização, o segu- rado comentar “eu tenho um amigo que tem um veículo igual ao meu, e o valor do seguro é diferente”. Exa- tamente em razão destas variáveis”, 8 Os conflitos entre os dois sexos sempre existiram. A disputa vista em todas as áreas também está As preferidas da Os conflitos entre o sexo mascu- lino e feminino sempre existiram, desde os tempos mais antigos, no entanto nas últimas décadas a mu- lher vem se destacando. Exercendo funções que antes eram rotuladas para homens, em busca do aperfei- çoamento, elas vem conquistando seu espaço, inclusive no volante. Em 2008, segundo dados do DETRAN/PR, em Cascavel, ao todo eram 114.493 pessoas habilita- das nas diversas categorias, sendo 77.607 homens e 36.886 mulheres. No ano passado 8.898 pessoas fizeram a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na cidade, sendo 2.811 homens e 6.087 mulheres. Nas estatísticas dos acidentes eles estão na frente, em 2008, 74,73 % das ocorrências foram provoca- das por homens, enquanto elas fi- caram com 18, 63%, sendo 6, 64 % A verdade não identificados. Em 2009, dos acidentes pro- vocados em Cascavel 70, 08 % ti- veram a participação de homens, 26, 02 % por mulheres, e 3,90 % condutores envolvidos em colisões que não foram identificados. “O número de mulheres na di- reção vem aumentando de forma considerável, mas os homens con- tinuam sendo os mais impruden- tes nas ruas. Eles se arriscam mais, abusam da velocidade. As mulhe- res são mais conscientes e cuida- dosas, a própria natureza feminina faz com que ela respeite também o trânsito” afirma a chefe do Depar- tamento de Educação de Trânsito da Cettrans ( Companhia de En- genharia de Transporte e Trânsito) Suzana Aparecida do Amarante. Para a Chefe da 7ª Ciretran Mari Besing (Circunscrição de Trân- sito), mesmo com o aumento no número de mulheres obtendo a CNH, as infrações, em sua maio- ria, são cometidas pelos homens. “Em um curso de reciclagem, por exemplo, destinado a motoristas infratores, os homens chegam achando que vão encontrar a sala cheia de mulheres, mas em média em cada turma, enquanto eles estão em 30, elas aparecem em duas ou três”.
  9. 9. iro vilão e o mocinho da história Informativo Trânsito em Foco - novembro de 2010 Lorival Monteiro, motorista “Não é de hoje, o homem sempre foi mais imprudente; pelo seu próprio instinto. A mulher vem conquistando seu espaço e derrubando esse tabu.” Melania Fornalski, dona de casa “Com certeza o homem. Ele acha que pode tudo, que tem o domínio e acaba exagerando com esse poder em mãos.” Estudante, Denyse Andressa “O homem é mais estressado, está sempre com pressa e abusa da velocidade. A mulher tem mais medo por isso é cautelosa.” Agrimensor, Antônio Freitas “ O homem é mais impruden- te, mas isso se justifica porque é ele quem dirige mais. O número de mulheres a frente dos veículos é bastante in- ferior.” 9 á no trânsito e gera rivalidade entre homens e mulheres Quem é mais imprudente no trânsito o homem ou a mulher?afirma o Corretor de Seguros Ar- mando Hideki Junior. No caso dos homens, o valor pago pelo seguro também tem alterações quanto a idade, sendo que os mais jovens tem um custo mais alto, devi- do a maior exposição e risco de aci- dentes. Num âmbito geral eles tem uma variável de até 10% acima do valor pago por elas. O preço favorável ao sexo femi- nino está ligado ao fator utilização. Eles usufruem o serviço bem mais que elas, mas a história caminha em um rumo diferente, como afir- ma Hideki Junior, “ Os homens tem uma frequência maior de acidentes, com resultados mais desastrosos, de grande proporção. Mas este número está mudando, pois as mulheres já tem uma participação considerável na frota de condutores, o que ante- riormente era “dominada” pelos ho- mens”. as seguradoras
  10. 10. De acordo com estatísticas, o número de atropelamentos em Cascavel, reduziu em mais de 22% no período de Janeiro a Abril deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado. Apesar disto, o número de mortes decor- rentes deste tipo de acidente au- mentou em mais de 100% no mes- mo período. Dos óbitos registrados poracidentes de trânsito, 53,8% são de pedestres. “E a maior parte des- sas vitimas (57%) são pessoas ido- sas”, destaca a diretora da Cettrans Vânia Muetzemberg. Muitos idosos têm morrido em acidentes de trânsito por espera- rem que os condutores de veículos cumpram a lei, respeitando a faixa pintada nas vias, para a travessia segura de pedestres, e guiando de- fensivamente. Os muitos anos fra- gilizam o fio da vida e fazem com que os reflexos, a visão e a audição tão vívidos na juventude, se con- fundam no emaranhado da impa- ciência e agressividade deste tem- po que não pára, para observar a simplicidade das pequenas coisas. Falta da parte dos motoristas notar A Falta de paciência e o desrespeito com idosos nas vias a sua presença, um pouco lenta, cruzando as cal- çadas ou atraves- sando as ruas. A aposentada Ma- ria de Souza,62, diz que sofre ao andar pelas ruas sozinha, e tem medo, pois per- cebe o desrespei- to dos motoristas aos idosos e a falta de paciência no dia-a-dia. As principais causas dessas ocorrên- cias são a Imprudência e a Impe- rícia, tanto dos condutores de veí- culos como dos próprio pedestres. Quanto à segurança dos pedes- tres, o Código de Trânsito Brasilei- ro estabelece que “... Os veículos de maior porte serão sempre respon- sáveis pela segurançados menores, os motorizados pelos não-motori- zados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”. (Art. 26, inciso XII §2º). E ain- IDOSOS Os motoristas não agüentam esperar o ritmo lento dos idosos, e não respeitam as leis Jociane Prestes 10 da: “É assegurada ao pedestre a uti- lização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para a circulação... § 2º Nas áreas urba- nas, quando não houver passeios ou quando não for possível a utili- zação dele, a circulação de pedes- tres na pista de rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila úni- ca...” (Art. 68). Foto:EderOelinton Desrespeito contra idosos é a causa de acidentes fatais
  11. 11. Informativo Trânsito em Foco - novembro de 2010 11 Todos os dias a principal fonte de informação no trânsito são os casos de vítimas de acidentes. Mui- tos destes casos chegam até o tri- bunal, ou porque não houve acordo no local e na hora do acidente, ou devido à gravidade do ocorrido. Acidentes graves que ocasio- nam mortes são os mais difíceis de lidar. Existem casos que ficam em tramite na Justiça por anos e sem solução. Essa demora pode ser atri- buída a vários fatores, estre eles a morosidade dos advogados, a falta de estimulo financeiro, até mesmo por causa do sistema judicial, na demora da análise de cada caso. Em cascavel, um exemplo disso é o caso da menina Rafaela Pires, que morreu em 2008 devido à ir- responsabilidade de um motoris- ta. Este ano completam oito anos Tempo que não apaga o sofrimento Motorista embriagado foge após acidente e deixa menina quase morta sem prestar socorro de lutas na justiça. A dona de casa Jussara Pires, mãe de Rafaela, ainda tem esperanças de que algo aconte- ça. “foram três anos de tratamento psicológico, e várias tentativas de suicídio, contidas apenas pelo de- sejo de justiça”, comenta ela. O acidente ocorreu num domin- go à tarde por volta da 17 horas. Jus- sara e o marido estavam em casa, e a menina brincava no quintal. O carro trafegava em alta velocida- de, e não conseguiu fazer a curva, derrubando o muro da família, ar- remessando Rafaela no quintal da casa ao lado. “Não havia mais o que fazer, tentamos levá-la ao hospital, mas ela já estava com poucas chan- ces de sobreviver”, conta aos pran- tos. Foi constatado por populares que o motorista estava visivelmen- te embriagado, mas não foi feito o flagrante, pois ele fugiu do local. Os anos se passaram e a senhora Jussara pires ainda sente as dores por perder a filha e também pela incapacidade perante a demora da Justiça. “Se tivéssemos dinheiro se- ria bem mais fácil. Minha filha não estaria aqui comigo, mas pelo me- nos a justiça seria feita”. Foto:AlinePereira Eder Oelinton IMPRUDÊNCIA Jussara Pires chora quando relembra o fato
  12. 12. A Kia Motors do Brasil é representante oficial e exclusiva da montadora sul-coreana Kia Motors Corporation desde 1992. Dois anos, portanto, após a abertura oficial das importações. Suas operações tiveram início em janeiro de 93 com a comercialização de utilitários e carros de passageiros. Atualmente, a Kia Motors do Brasil trabalha com uma das mais completas famílias de veículos, entre todas as montadoras locais e importadoras. Em Cascavel representante Kia é a Carelli Automotores, localizada na Av. Carlos Gomes, 1155 Telefone: 45 3324 3222 E-Mail: carelli@carelli.com.br ww.carelliautomotores.com.br Carelli

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