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FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS

                  DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REFERENTES AOS
               EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
                   E PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES




A BDO International é uma rede mundial de empresas de auditoria denominadas firmas-membro BDO. Cada firma-membro é uma
entidade juridicamente independente em seu próprio país. A rede é coordenada pela BDO Global Coordination B.V., constituída na
Holanda, com sua sede estatutária em Eindhoven (número de registro comercial 33205251) e com um escritório na Boulevard de la
Woluwe 60, 1200 Bruxelas, Bélgica, onde está situado o Escritório Executivo Internacional.
FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
REFERENTES AOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

CONTEÚDO


Parecer dos auditores independentes

Quadro 1 - Balanços patrimoniais

Quadro 2 - Demonstração do superávit (déficit)

Quadro 3 - Demonstração das mutações do patrimônio líquido

Quadro 4 - Demonstração dos fluxos de caixa

Notas explicativas às demonstrações contábeis
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

Aos Conselheiros e Administradores
Fundo Cristão para Crianças


1.Examinamos os balanços patrimoniais do Fundo Cristão para Crianças, levantados em 31 de
dezembro de 2008 e 2007, e as respectivas demonstrações dos resultados, das mutações do
patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes aos exercícios findos nestas datas,
elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é expressar
uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.

2.Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil
e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o
volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Entidade; b) a
constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as
informações contábeis divulgadas; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis
mais representativas, adotadas pela Administração da Entidade, bem como da apresentação
das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

3.Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e a financeira do
Fundo Cristão para Crianças em 31 de dezembro de 2008 e 2007, os resultados de suas
operações, as mutações de seu patrimônio líquido e os fluxos de caixa referentes aos
exercícios findos nestas datas, de acordo com as práticas contábeis aplicáveis no Brasil.



Belo Horizonte, 13 de março de 2009




Antônio de Pádua Soares Pelicarpo
Sócio-contador
CRC 1MG027739/O-3
BDO Trevisan Auditores Independentes
CRC 2SP013439/O-5 "S" MG
FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
REFERENTES AOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
(Valores expressos em reais)


1.   CONTEXTO OPERACIONAL

     O Fundo Cristão para Crianças é uma sociedade civil de caráter filantrópico e sem fins
     lucrativos, reconhecida de utilidade pública em âmbitos Federal, Estadual e Municipal. Iniciou
     suas atividades no Brasil em 1966.

     Com atuação em quatro estados (Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do
     Norte), apóia técnica e financeiramente, entidades que desenvolvem programas de
     atendimento a crianças, adolescentes, famílias e comunidades carentes e/ou em situação de
     risco, urbanas e rurais, creches, escolas e centro de serviços de acordo com as políticas
     básicas de atendimento determinadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e
     Convenção Internacional dos Direitos da Criança. A ênfase maior do trabalho do FCC está
     no processo de educação, com a participação da família e da comunidade.

     O FCC atua em 883 comunidades, sediadas em 56 municípios. Assiste 120 mil crianças,
     totalizando mais de 48 mil famílias em 102 entidades conveniadas, beneficiando um público
     de mais de 233 mil pessoas entre crianças, adolescentes e suas famílias. É mantido
     exclusivamente pelo sistema de apadrinhamento e de doações especiais de grupos de
     pessoas ou empresas. Em 2008 foram investidos R$ 27 milhões em programas sociais e
     atualmente conta com 5.500 voluntários.

     O Fundo Cristão é uma Entidade que não faz distinção de raça, cor, credo religioso ou
     político.

     Sua Administração é composta por uma Assembléia Deliberativa, por um Conselho Fiscal e
     por um Órgão de Direção Geral.

     A Entidade, em conformidade com o seu estatuto social, não distribui qualquer parcela de
     seu patrimônio ou de seu superávit como lucro ou participação em resultados, aplicando
     integralmente os seus recursos no País, na manutenção e no desenvolvimento de seus
     objetivos refletidos, devidamente, em seus demonstrativos contábeis.


2.   APRESENTAÇÃO E ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

     As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com a Norma Brasileira de
     Contabilidade NBCT 10.19 - Entidades Sem Finalidade de Lucros, aprovada pela Resolução
     nº 877/00 de 18 de abril de 2000, do Conselho Federal de Contabilidade.

     Na elaboração das demonstrações contábeis de 2008, a Entidade adotou pela primeira vez
     as alterações na legislação societária introduzidas pela Lei nº 11.638, aprovada em 28 de
Fundo Cristão para Crianças




      dezembro de 2007 e as respectivas modificações introduzidas pela Medida Provisória nº 449
      de 3 de dezembro de 2008.

      Em decorrência das mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil, durante 2008, e
      mudanças de prática contábil quanto à contabilização de bens de pequeno valor, as
      demonstrações contábeis referentes ao exercício anterior, apresentadas para fins de
      comparação, foram ajustadas e estão sendo reapresentadas como previsto na NPC 12 -
      Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros.

      As demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2007, referente à mudança de prática
      quanto ao registro dos bens de pequeno valor e outros ajustes de exercícios anteriores,
      foram ajustadas para fins de comparabilidade conforme detalhado a seguir:

                                                                  Saldos                     Saldos
       Ajustes para comparabilidade das                          originais                Ajustados
       demonstrações de 31/12/2007                               de 2007       Ajustes      de 2007

       Imobilizados                                            5.574.686     (297.614)   5.277.072
       Intangíveis                                               160.753      (14.267)     146.486

       Ativo                                                   5.735.439     (311.881)   5.423.558

       Reserva de reavaliação                                  5.162.960     (184.465)    4.978.495
       Déficit acumulado                                        (945.867)    (127.416)   (1.073.283)

       Patrimônio Social                                       4.217.093     (311.881)   3.905.212

       Despesas com depreciação                                 (268.733)      35.364     (233.369)
       Alienação ou baixas de bens ativo imobilizado             (41.555)    (346.845)    (388.400)

       Resultado                                                (310.288)    (311.481)    (621.769)



      Os aspectos relativos à adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08
      estão detalhados na nota explicativa nº 3.

      Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação
      ocorrer, provavelmente, nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como
      não circulantes.

      A Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC não era requerida pelas práticas contábeis
      adotadas no Brasil até o exercício findo em 31 de dezembro de 2007, mas a partir do
      exercício findo em 31 de dezembro de 2008 foi elaborada pelo método indireto para fins de
      sua apresentação comparativa.




                                                                                                   2
Fundo Cristão para Crianças




3.    RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

      3.1. Adoção inicial da Lei nº 11.638/07

      A Administração da Entidade optou por elaborar suas demonstrações contábeis de transição
      em 1º de janeiro de 2007, que é o ponto de partida para o levantamento de demonstrações
      contábeis de acordo com as novas disposições trazidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Medida
      Provisória nº 449/08.

      As modificações introduzidas pelos referidos normativos caracterizam-se como mudança de
      prática contábil; entretanto, conforme facultado pelo Pronunciamento Técnico CPC nº 13 -
      Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 -, aprovado pela
      Deliberação CVM nº 565 de 17 de dezembro de 2008, os eventuais ajustes decorrentes com
      impacto no resultado poderiam ser efetuados na data de transição contra a conta de lucros e
      prejuízos acumulados, no patrimônio líquido, nos termos do art. 186 da Lei nº 6.404/76, sem
      efeitos retrospectivos sobre as demonstrações contábeis.


      3.2. Sumário das principais práticas contábeis modificadas pela adoção inicial da Lei nº
           11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08

      3.2.1. Ativo intangível

      Registra os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da
      Entidade ou exercidos com essa finalidade.

      A Entidade procedeu, na data da transição, à reclassificação de determinados bens do ativo
      imobilizado para o ativo intangível, de acordo com as disposições previstas no
      Pronunciamento Técnico CPC nº 04 - Ativo Intangível, aprovado pela Deliberação CVM nº
      553, com base no disposto na Lei nº 11.638/07 e MP nº 449/08. O montante reclassificado
      em 2008 foi de R$114.330 (R$146.486 em 2007).


      3.2.2. Ajustes a valor presente

      Determinadas contas do ativo e passivo não circulante, bem como do ativo e passivo
      circulante, quando relevantes, devem ser ajustadas ao valor presente nas datas das
      respectivas transações, com base em taxas que refletem o custo do dinheiro no tempo para
      a Entidade, bem como os riscos específicos relacionados aos fluxos de caixa programados
      para as contas em questão.

      Atualmente, a Entidade não possui nenhuma operação que gere efeito significativo de ajuste
      a valor presente.




                                                                                                   3
Fundo Cristão para Crianças




      3.2.3. Valor recuperável dos ativos

      Obrigatoriedade de a Entidade analisar, periodicamente, a capacidade de recuperação dos
      valores registrados no ativo imobilizado e intangível, com o objetivo de assegurar que:

      i.    A perda por não-recuperação desses ativos é registrada como resultado de decisões
            para descontinuar as atividades relativas aos referidos ativos ou quando há evidência de
            que os resultados das operações não serão suficientes para assegurar a realização de
            referidos ativos.

      ii.   O critério utilizado para determinar a estimativa de vida útil remanescente de tais ativos
            com o objetivo de registrar a depreciação e amortização, é revisado e ajustado.

      A Entidade realizou essa análise e não identificou nenhum ajuste.


      3.2.4. Eliminação da reserva de reavaliação

      Os saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva
      realização ou estornados até o fim do exercício social em que a Lei entrar em vigor.

      Em 31 de dezembro de 2008 a Entidade possuía reservas de reavaliação no valor de
      R$4.734.158 (R$4.978.495 em 2007) que serão mantidas até sua efetiva realização
      conforme definido pela Administração.


      3.3. Sumário das principais práticas contábeis

      3.3.1. Aplicações financeiras

      São demonstradas ao valor de aplicação, acrescidas dos rendimentos auferidos “pro rata
      temporis” até a data do balanço.


      3.3.2. Imobilizado

      Até outubro de 2006, registrado ao custo de aquisição, formação ou construção e corrigido
      monetariamente até 31 de dezembro de 1995. A depreciação é calculada pelo método linear.

      Os bens imobilizados da Entidade foram reavaliados a valor de mercado, conforme Laudo de
      Reavaliação nº 481 de 31 de outubro de 2006. A partir da reavaliação os bens seguem
      demonstrados pelos seus valores líquidos de depreciação acumulada até outubro de 2006,
      adicionados da reavaliação indicada em laudo. A depreciação dos ativos reavaliados passou
      a ser calculada conforme a vida útil remanescente indicada em laudo.




                                                                                                         4
Fundo Cristão para Crianças




      Conforme aprovado em Assembleia Geral Ordinária e Diretoria Nacional em 6 de junho de
      2006 a Entidade passou a manter registrados em seu Ativo Imobilizado apenas os bens cujo
      valor de custo de aquisição for igual ou superior a R$1.000 (mil reais), sendo os bens
      inferiores tratados como despesas do exercício e controlados administrativamente.


      3.3.3. Passivo circulante

      Estão registrados pelos valores conhecidos e atualizados até a data dos balanços.


      3.3.4. Doações

      As doações são provenientes do exterior e locais, as quais são apropriadas no momento da
      disponibilização do recurso em conta corrente bancária, ou quando do recebimento do bem,
      no caso de doações.


      3.3.5. Apuração do déficit e superávit

      O déficit ou superávit do período é apurado pelo regime contábil de competência.


4.    DISPONIBILIDADES

      Os saldos das disponibilidades estão representados pelos valores de realização, acrescidos,
      quando aplicável, dos rendimentos auferidos até a data do balanço patrimonial. As
      aplicações financeiras referem-se a investimentos em CDB. As disponibilidades da Entidade
      podem ser assim demonstradas.

                                                                              2008           2007

       Caixa                                                                 2.700          2.050
       Bancos                                                               17.273        105.136
       Aplicações Financeiras                                            1.196.980        796.307

                                                                         1.216.953        903.493




                                                                                                    5
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5.    OUTROS ATIVOS CIRCULANTES

      Os saldos da rubrica “Outros ativos circulantes”, estão representados pelos valores
      antecipados a diretores e funcionários para fins de custeio a viagens de treinamento,
      reuniões do Conselho e outros eventos, adiantamentos concedidos a funcionários em razão
      de férias programadas, despesas antecipadas com seguros e outros. Os saldos podem ser
      assim sumariados:

                                                                             2008          2007

       Adiantamentos a terceiros                                           12.463        10.598
       Adiantamentos a funcionários                                        53.134        48.180
       Impostos a recuperar                                                     -         2.147
       Despesas antecipadas                                                 5.182         5.373

                                                                           70.779        66.298



6.    INVESTIMENTOS

      Os investimentos da Entidade incluem salas do Edifício Work Center, à Av. Afonso Pena, nº
      3.111, em Belo Horizonte - MG, reavaliadas de acordo com Laudo nº 481, em 31 de outubro
      de 2006. Os referidos imóveis são alugados a terceiros conforme preços de mercado e suas
      rendas revertidas ao objeto social da Entidade.

                                                                             2008         2.007

       Ações                                                                18.373        18.373
       Imóveis                                                            743.000       743.000
       (Depreciação)                                                      (28.221)      (15.196)

                                                                          733.152       746.177




                                                                                                6
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7.    IMOBILIZADO

      Os bens imobilizados da Entidade foram reavaliados conforme Laudo de Reavaliação
      emitido pela empresa Dhisa Auditores Associados, nº 481, datado de 31 de outubro de 2006,
      quando suas taxas de depreciação, vida útil remanescente e valores foram ajustados
      conforme laudo.

                                                                                                   2008           2007


                                                                             Depreciação           Total          Total
                                                             Custo/Mercado    acumulada           líquido        líquido


       Terrenos                                        (i)      1.167.000             -       1.167.000      1.167.000
       Edificações                                     (i)      3.776.700      (272.367)      3.504.333      3.630.041
       Máquinas e equipamentos                                    105.492       (15.719)        89.773          68.479
       Móveis e utensílios                                         36.811        (6.860)        29.951          38.738
       Veículos                                                   151.000       (20.149)       130.851         158.454
       Computadores e periféricos                                 256.271       (65.613)       190.658         214.360

       Total geral                                              5.493.274      (380.708)      5.112.566      5.277.072




      (i)         Parte dos terrenos e edificações da Entidade que não constava dos registros do Ativo Imobilizado foi
                  identificada, avaliada e registrada conforme Laudo nº 481, de 31 de outubro de 2006, sendo assim
                  adicionada ao patrimônio. Esses imóveis são utilizados para fins sociais em Entidades Conveniadas ao
                  Fundo Cristão para Crianças.



      Os custos de mercado para os imóveis de propriedade da Entidade podem ser assim
      sumariados em 31 de dezembro de 2008:

       Imóveis avaliados                                                       Terrenos    Edificações Total avaliado

       Imóvel Aerolândia - Fortaleza/CE                                        465.000         925.600       1.390.600
       Imóvel - R. Luiz Guimarães, 261 – Fortaleza/CE                           70.000         482.800         552.800
       Imóvel - R. Alberto Ferreira, 564 – Fortaleza/CE                        150.000         696.000         846.000
       Imóvel Caucáia - R. Nova Alvorada, 490 - Fortaleza/CE                   155.000         476.300         631.300
       Imóvel Governador Valadares - Gov. Val./MG                               80.000         447.000         527.000
       Salas no Edifício João de Deus - BH/MG                                   98.000         392.000         490.000
       Salas no Edifício Top Center - Fortaleza/CE                             149.000         357.000         506.000

       Total                                                                  1.167.000      3.776.700       4.943.700



      Conforme Assembleia Geral Ordinária da Diretoria Nacional de 6 de junho de 2006, em 2007
      a Entidade passou a incorporar a seu ativo fixo somente os bens de valor individual superior
      a R$1.000. O montante dos bens de valor inferior, registrado no resultado do exercício de
      2008 foi de R$38.861 (R$10.959 em 2007).


                                                                                                                         7
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8.    INTANGÍVEIS

      Em 2008 a Entidade reclassificou para o Ativo Intangível os direitos que tenham por objeto
      bens incorpóreos destinados à manutenção da Entidade ou exercidos com essa finalidade. O
      saldo de seus ativos intangíveis pode ser assim demonstrado:

                                                                               2008          2007

                                                            Amortização         Total        Total
                                            Custo/Mercado    acumulada       líquido      líquido

       Softwares                                 197.568       (83.238)    114.330       146.486

       Total geral                               197.568       (83.238)    114.330       146.486



9.    PROVISÕES PARA DEMANDAS JUDICIAIS

      No exercício de 2008 a demanda judicial contra a Entidade, relativa à ação trabalhista
      conforme processo 01433-2003-106-03-017, foi encerrada, sendo revertidas as provisões
      anteriormente constituídas.

                                                                             2008            2007

       Provisão para demandas judiciais                                           -      194.675

                                                                                  -      194.675



      Quanto a esse mesmo processo os saldos de depósitos judiciais residuais referem-se a
      valores que aguardam alvará judicial para resgate por parte da Entidade.


10.   PATRIMÔNIO SOCIAL

      Os resultados dos períodos, quando positivos, são mantidos na rubrica “Superávit
      acumulado”, enquanto não aprovados pela Assembleia Deliberativa e, após a sua
      aprovação, são transferidos para a conta de Patrimônio Social.




                                                                                                   8
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11.   RECEITAS COM DOAÇÕES

                                                                             2008            2007

       Subsídios internacionais                                         18.619.367    20.206.880
       Verbas do orçamento operacional                                   3.184.099     3.677.389
       Outras doações recebidas                                                637       296.873

       Doações externas                                                 21.804.103    24.181.142

       Subsídios brasileiros                                             2.656.977      2.673.135
       Arrecadações nacionais para custeio                               1.711.925      1.638.459

       Doações locais                                                    4.368.902      4.311.594

                                                                        26.173.005    28.492.736



      As receitas com doações auferidas pela Entidade são provenientes do Brasil e do exterior,
      na forma de subsídios a projetos conveniados e verbas especiais a projetos. Não são
      registradas como receitas os presentes às crianças apadrinhadas (DFCs), que são tratados
      em contas patrimoniais até sua efetiva entrega aos destinatários.

      Essas receitas são proporcionadas pelo sistema de apadrinhamento e outras doações
      eventuais. A Entidade possui aproximadamente 9 mil crianças apadrinhadas por brasileiros e
      55 mil crianças apadrinhadas por estrangeiros.


12.   CONCESSÃO DE GRATUIDADES (REPASSE A PROJETOS CONVENIADOS)

                                                                             2008            2007

       Subsídios - Projetos conveniados                                 21.263.730     22.868.532
       Verbas especiais a projetos                                          20.611         11.697

                                                                        21.284.341     22.880.229




      As gratuidades convertidas à comunidade carente estão registradas dentro do grupo de
      despesas ordinárias.




                                                                                                  9
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      As verbas e subsídios recebidos foram aplicados em projetos conveniados à Entidade,
      firmados e lançados em conta específica de despesa, tendo as seguintes principais
      entidades conveniadas: Frente Assist. Criança Carente, APRISCO - Assoc. Prom, ARAI -
      Assoc. Rural Assistência, Grupo A. Cr. Ad. Cabana e Região, Proj. Frente Benef. para
      Criança, GEDAM, Proj. do Bem-estar Comunitário, Proj. Feliz Jornada, Projeto União,
      Associar, GEDECOM, Projeto Criança Feliz, ABITA - Assoc. Benef. de Itaporé, Projeto
      Famílias Reunidas, Assoc. Municipal de Assistência, Assoc. Municipal de Assistência, Inst.
      Educ. Fraternidade Cristã, ASCAI - Assoc. Cr. Adol. Itaobim, etc.

      A finalidade dessas Entidades conveniadas é, principalmente, a de apoiar programas sociais
      e de desenvolvimento de acordo com os planos de atividades.

      A Entidade mantém controle financeiro e realiza acompanhamento permanente sobre todas
      as verbas repassadas aos projetos conveniados. A cada repasse, a respectiva prestação de
      contas é obrigatória e, necessariamente, enviada ao FCC no prazo máximo de 20 dias do
      mês posterior ao do repasse, viabilizando o acompanhamento da coerência na aplicação das
      verbas.


13.   GRATUIDADES A REPASSAR

      Conforme Resolução nº 188, de 20 de outubro de 2005, em 2006 a Entidade passou a
      controlar em contas patrimoniais os efeitos de gratuidades com DFC (Presentes em valores
      para repasses a crianças inscritas nos projetos credenciados), mantendo no seu passivo
      circulante os valores arrecadados em 2008 para repasse no início do exercício seguinte. Em
      31 de dezembro de 2008 o saldo a repassar é de R$137.287 (R$42.424 em 31 de dezembro
      de 2007).

      O saldo de DFCs repassado no período foi:

                                                                               2008          2007

       DFCs de doações internacionais                                     4.679.005      4.598.314
       DFCs de doações locais                                             1.137.393      1.058.274

                                                                          5.816.398      5.656.588




                                                                                                   10
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14.   DESPESAS GERAIS

      O grupo de despesas gerais considera diversas despesas necessárias à operacionalidade
      da Entidade, sendo as mais relevantes:

                                                                              2008           2007

       Despesas   com viagens                                               213.157       331.257
       Despesas   com postais                                               131.731       329.151
       Despesas   com telefone                                              116.381       178.027
       Despesas   entre escritórios                                         168.041       380.627
       Outras*                                                              818.294       485.193

                                                                          1.447.604      1.704.255



      *    Consideradas pulverizadas.



15.   DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO

      Após reavaliação dos bens do ativo imobilizado, conforme laudo emitido pela empresa Dhisa
      Auditores Associados, nº 481, em 31 de outubro de 2006, a Entidade passou a registrar os
      efeitos da depreciação dos bens reavaliados no resultado do exercício, com base na vida útil
      informada no laudo, sendo a reserva correspondente simultaneamente transferida para a
      rubrica “Déficit ou Superávit acumulado no Patrimônio Líquido”. Os efeitos da depreciação
      correspondentes à reavaliação e ao custo original no resultado do exercício podem ser assim
      demonstrados:

                                                                              2008           2007

       Despesas de Depreciações (Custo líquido)                              53.924        52.493
       Despesas de Amortizações                                               5.717         1.473
       Despesas de Depreciações/Amortização (Custo reavaliado)              172.880       179.403

                                                                            232.521       233.369



16.   SEGUROS

      Em 31 de dezembro de 2008, a Entidade mantém cobertura de seguros para as edificações
      e veículos imobilizados, considerando-os suficientes para cobrir eventuais sinistros.




                                                                                                11
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17.   ISENÇÃO TRIBUTÁRIA

      Em função da isenção tributária quanto ao INSS patronal, por se tratar de Entidade sem fins
      econômicos, devidamente regularizada junto aos órgãos normativos, não foram recolhidos
      nos períodos de 2008 e 2007 os seguintes valores:

                                                                              2008           2007

         INSS Patronal-Fopag                                                394.590       373.618
         INSS Patronal-Autônomos                                             66.171        80.488
         INSS Patronal-Cooperativas                                           9.909        14.440

                                                                            470.670       468.546



18.   INSTRUMENTOS FINANCEIROS

      Os valores contábeis dos ativos financeiros da Entidade estão compatíveis com os valores
      que poderiam ser obtidos na sua negociação, ou, na ausência deles, com o valor presente
      líquido ajustado com base na taxa vigente de juros no mercado.

      Durante os períodos de 2008 e 2007 a Entidade não realizou operações com derivativos.


19.   INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR AO CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CNAS

      Conforme artigo 4º do Decreto nº 2.536, de 6 de abril de 1998 a Entidade deve apresentar ao
      Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS as Demonstrações das Origens e
      Aplicações de Recursos - DOAR referentes aos seus últimos exercícios, contudo essa
      demonstração não é mais requerida pelas práticas contábeis adotadas no Brasil segundo a
      Lei 11.638/07. Conforme nota explicativa nº 2 a partir do exercício findo em 31 de dezembro
      de 2008 a Entidade passou a elaborar pelo método indireto as Demonstrações dos Fluxos de
      Caixa de forma comparativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007.




                                           *    *     *


                         GERSON PACHECO – DIRETOR NACIONAL INTERINO

                 ELVIRA MARIA DO AMARAL – CONTADORA – CRC MG 085628/O-7




RA0741                                                                                         12

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Demonstrações contábeis 2007-2008

  • 1. FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REFERENTES AOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007 E PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES A BDO International é uma rede mundial de empresas de auditoria denominadas firmas-membro BDO. Cada firma-membro é uma entidade juridicamente independente em seu próprio país. A rede é coordenada pela BDO Global Coordination B.V., constituída na Holanda, com sua sede estatutária em Eindhoven (número de registro comercial 33205251) e com um escritório na Boulevard de la Woluwe 60, 1200 Bruxelas, Bélgica, onde está situado o Escritório Executivo Internacional.
  • 2. FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REFERENTES AOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007 CONTEÚDO Parecer dos auditores independentes Quadro 1 - Balanços patrimoniais Quadro 2 - Demonstração do superávit (déficit) Quadro 3 - Demonstração das mutações do patrimônio líquido Quadro 4 - Demonstração dos fluxos de caixa Notas explicativas às demonstrações contábeis
  • 3.
  • 4. PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Conselheiros e Administradores Fundo Cristão para Crianças 1.Examinamos os balanços patrimoniais do Fundo Cristão para Crianças, levantados em 31 de dezembro de 2008 e 2007, e as respectivas demonstrações dos resultados, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes aos exercícios findos nestas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. 2.Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Entidade; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgadas; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas, adotadas pela Administração da Entidade, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. 3.Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e a financeira do Fundo Cristão para Crianças em 31 de dezembro de 2008 e 2007, os resultados de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e os fluxos de caixa referentes aos exercícios findos nestas datas, de acordo com as práticas contábeis aplicáveis no Brasil. Belo Horizonte, 13 de março de 2009 Antônio de Pádua Soares Pelicarpo Sócio-contador CRC 1MG027739/O-3 BDO Trevisan Auditores Independentes CRC 2SP013439/O-5 "S" MG
  • 5. FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REFERENTES AOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007 (Valores expressos em reais) 1. CONTEXTO OPERACIONAL O Fundo Cristão para Crianças é uma sociedade civil de caráter filantrópico e sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública em âmbitos Federal, Estadual e Municipal. Iniciou suas atividades no Brasil em 1966. Com atuação em quatro estados (Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte), apóia técnica e financeiramente, entidades que desenvolvem programas de atendimento a crianças, adolescentes, famílias e comunidades carentes e/ou em situação de risco, urbanas e rurais, creches, escolas e centro de serviços de acordo com as políticas básicas de atendimento determinadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e Convenção Internacional dos Direitos da Criança. A ênfase maior do trabalho do FCC está no processo de educação, com a participação da família e da comunidade. O FCC atua em 883 comunidades, sediadas em 56 municípios. Assiste 120 mil crianças, totalizando mais de 48 mil famílias em 102 entidades conveniadas, beneficiando um público de mais de 233 mil pessoas entre crianças, adolescentes e suas famílias. É mantido exclusivamente pelo sistema de apadrinhamento e de doações especiais de grupos de pessoas ou empresas. Em 2008 foram investidos R$ 27 milhões em programas sociais e atualmente conta com 5.500 voluntários. O Fundo Cristão é uma Entidade que não faz distinção de raça, cor, credo religioso ou político. Sua Administração é composta por uma Assembléia Deliberativa, por um Conselho Fiscal e por um Órgão de Direção Geral. A Entidade, em conformidade com o seu estatuto social, não distribui qualquer parcela de seu patrimônio ou de seu superávit como lucro ou participação em resultados, aplicando integralmente os seus recursos no País, na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos refletidos, devidamente, em seus demonstrativos contábeis. 2. APRESENTAÇÃO E ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade NBCT 10.19 - Entidades Sem Finalidade de Lucros, aprovada pela Resolução nº 877/00 de 18 de abril de 2000, do Conselho Federal de Contabilidade. Na elaboração das demonstrações contábeis de 2008, a Entidade adotou pela primeira vez as alterações na legislação societária introduzidas pela Lei nº 11.638, aprovada em 28 de
  • 6. Fundo Cristão para Crianças dezembro de 2007 e as respectivas modificações introduzidas pela Medida Provisória nº 449 de 3 de dezembro de 2008. Em decorrência das mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil, durante 2008, e mudanças de prática contábil quanto à contabilização de bens de pequeno valor, as demonstrações contábeis referentes ao exercício anterior, apresentadas para fins de comparação, foram ajustadas e estão sendo reapresentadas como previsto na NPC 12 - Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros. As demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2007, referente à mudança de prática quanto ao registro dos bens de pequeno valor e outros ajustes de exercícios anteriores, foram ajustadas para fins de comparabilidade conforme detalhado a seguir: Saldos Saldos Ajustes para comparabilidade das originais Ajustados demonstrações de 31/12/2007 de 2007 Ajustes de 2007 Imobilizados 5.574.686 (297.614) 5.277.072 Intangíveis 160.753 (14.267) 146.486 Ativo 5.735.439 (311.881) 5.423.558 Reserva de reavaliação 5.162.960 (184.465) 4.978.495 Déficit acumulado (945.867) (127.416) (1.073.283) Patrimônio Social 4.217.093 (311.881) 3.905.212 Despesas com depreciação (268.733) 35.364 (233.369) Alienação ou baixas de bens ativo imobilizado (41.555) (346.845) (388.400) Resultado (310.288) (311.481) (621.769) Os aspectos relativos à adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 estão detalhados na nota explicativa nº 3. Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação ocorrer, provavelmente, nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. A Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC não era requerida pelas práticas contábeis adotadas no Brasil até o exercício findo em 31 de dezembro de 2007, mas a partir do exercício findo em 31 de dezembro de 2008 foi elaborada pelo método indireto para fins de sua apresentação comparativa. 2
  • 7. Fundo Cristão para Crianças 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS 3.1. Adoção inicial da Lei nº 11.638/07 A Administração da Entidade optou por elaborar suas demonstrações contábeis de transição em 1º de janeiro de 2007, que é o ponto de partida para o levantamento de demonstrações contábeis de acordo com as novas disposições trazidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Medida Provisória nº 449/08. As modificações introduzidas pelos referidos normativos caracterizam-se como mudança de prática contábil; entretanto, conforme facultado pelo Pronunciamento Técnico CPC nº 13 - Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 -, aprovado pela Deliberação CVM nº 565 de 17 de dezembro de 2008, os eventuais ajustes decorrentes com impacto no resultado poderiam ser efetuados na data de transição contra a conta de lucros e prejuízos acumulados, no patrimônio líquido, nos termos do art. 186 da Lei nº 6.404/76, sem efeitos retrospectivos sobre as demonstrações contábeis. 3.2. Sumário das principais práticas contábeis modificadas pela adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 3.2.1. Ativo intangível Registra os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Entidade ou exercidos com essa finalidade. A Entidade procedeu, na data da transição, à reclassificação de determinados bens do ativo imobilizado para o ativo intangível, de acordo com as disposições previstas no Pronunciamento Técnico CPC nº 04 - Ativo Intangível, aprovado pela Deliberação CVM nº 553, com base no disposto na Lei nº 11.638/07 e MP nº 449/08. O montante reclassificado em 2008 foi de R$114.330 (R$146.486 em 2007). 3.2.2. Ajustes a valor presente Determinadas contas do ativo e passivo não circulante, bem como do ativo e passivo circulante, quando relevantes, devem ser ajustadas ao valor presente nas datas das respectivas transações, com base em taxas que refletem o custo do dinheiro no tempo para a Entidade, bem como os riscos específicos relacionados aos fluxos de caixa programados para as contas em questão. Atualmente, a Entidade não possui nenhuma operação que gere efeito significativo de ajuste a valor presente. 3
  • 8. Fundo Cristão para Crianças 3.2.3. Valor recuperável dos ativos Obrigatoriedade de a Entidade analisar, periodicamente, a capacidade de recuperação dos valores registrados no ativo imobilizado e intangível, com o objetivo de assegurar que: i. A perda por não-recuperação desses ativos é registrada como resultado de decisões para descontinuar as atividades relativas aos referidos ativos ou quando há evidência de que os resultados das operações não serão suficientes para assegurar a realização de referidos ativos. ii. O critério utilizado para determinar a estimativa de vida útil remanescente de tais ativos com o objetivo de registrar a depreciação e amortização, é revisado e ajustado. A Entidade realizou essa análise e não identificou nenhum ajuste. 3.2.4. Eliminação da reserva de reavaliação Os saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até o fim do exercício social em que a Lei entrar em vigor. Em 31 de dezembro de 2008 a Entidade possuía reservas de reavaliação no valor de R$4.734.158 (R$4.978.495 em 2007) que serão mantidas até sua efetiva realização conforme definido pela Administração. 3.3. Sumário das principais práticas contábeis 3.3.1. Aplicações financeiras São demonstradas ao valor de aplicação, acrescidas dos rendimentos auferidos “pro rata temporis” até a data do balanço. 3.3.2. Imobilizado Até outubro de 2006, registrado ao custo de aquisição, formação ou construção e corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995. A depreciação é calculada pelo método linear. Os bens imobilizados da Entidade foram reavaliados a valor de mercado, conforme Laudo de Reavaliação nº 481 de 31 de outubro de 2006. A partir da reavaliação os bens seguem demonstrados pelos seus valores líquidos de depreciação acumulada até outubro de 2006, adicionados da reavaliação indicada em laudo. A depreciação dos ativos reavaliados passou a ser calculada conforme a vida útil remanescente indicada em laudo. 4
  • 9. Fundo Cristão para Crianças Conforme aprovado em Assembleia Geral Ordinária e Diretoria Nacional em 6 de junho de 2006 a Entidade passou a manter registrados em seu Ativo Imobilizado apenas os bens cujo valor de custo de aquisição for igual ou superior a R$1.000 (mil reais), sendo os bens inferiores tratados como despesas do exercício e controlados administrativamente. 3.3.3. Passivo circulante Estão registrados pelos valores conhecidos e atualizados até a data dos balanços. 3.3.4. Doações As doações são provenientes do exterior e locais, as quais são apropriadas no momento da disponibilização do recurso em conta corrente bancária, ou quando do recebimento do bem, no caso de doações. 3.3.5. Apuração do déficit e superávit O déficit ou superávit do período é apurado pelo regime contábil de competência. 4. DISPONIBILIDADES Os saldos das disponibilidades estão representados pelos valores de realização, acrescidos, quando aplicável, dos rendimentos auferidos até a data do balanço patrimonial. As aplicações financeiras referem-se a investimentos em CDB. As disponibilidades da Entidade podem ser assim demonstradas. 2008 2007 Caixa 2.700 2.050 Bancos 17.273 105.136 Aplicações Financeiras 1.196.980 796.307 1.216.953 903.493 5
  • 10. Fundo Cristão para Crianças 5. OUTROS ATIVOS CIRCULANTES Os saldos da rubrica “Outros ativos circulantes”, estão representados pelos valores antecipados a diretores e funcionários para fins de custeio a viagens de treinamento, reuniões do Conselho e outros eventos, adiantamentos concedidos a funcionários em razão de férias programadas, despesas antecipadas com seguros e outros. Os saldos podem ser assim sumariados: 2008 2007 Adiantamentos a terceiros 12.463 10.598 Adiantamentos a funcionários 53.134 48.180 Impostos a recuperar - 2.147 Despesas antecipadas 5.182 5.373 70.779 66.298 6. INVESTIMENTOS Os investimentos da Entidade incluem salas do Edifício Work Center, à Av. Afonso Pena, nº 3.111, em Belo Horizonte - MG, reavaliadas de acordo com Laudo nº 481, em 31 de outubro de 2006. Os referidos imóveis são alugados a terceiros conforme preços de mercado e suas rendas revertidas ao objeto social da Entidade. 2008 2.007 Ações 18.373 18.373 Imóveis 743.000 743.000 (Depreciação) (28.221) (15.196) 733.152 746.177 6
  • 11. Fundo Cristão para Crianças 7. IMOBILIZADO Os bens imobilizados da Entidade foram reavaliados conforme Laudo de Reavaliação emitido pela empresa Dhisa Auditores Associados, nº 481, datado de 31 de outubro de 2006, quando suas taxas de depreciação, vida útil remanescente e valores foram ajustados conforme laudo. 2008 2007 Depreciação Total Total Custo/Mercado acumulada líquido líquido Terrenos (i) 1.167.000 - 1.167.000 1.167.000 Edificações (i) 3.776.700 (272.367) 3.504.333 3.630.041 Máquinas e equipamentos 105.492 (15.719) 89.773 68.479 Móveis e utensílios 36.811 (6.860) 29.951 38.738 Veículos 151.000 (20.149) 130.851 158.454 Computadores e periféricos 256.271 (65.613) 190.658 214.360 Total geral 5.493.274 (380.708) 5.112.566 5.277.072 (i) Parte dos terrenos e edificações da Entidade que não constava dos registros do Ativo Imobilizado foi identificada, avaliada e registrada conforme Laudo nº 481, de 31 de outubro de 2006, sendo assim adicionada ao patrimônio. Esses imóveis são utilizados para fins sociais em Entidades Conveniadas ao Fundo Cristão para Crianças. Os custos de mercado para os imóveis de propriedade da Entidade podem ser assim sumariados em 31 de dezembro de 2008: Imóveis avaliados Terrenos Edificações Total avaliado Imóvel Aerolândia - Fortaleza/CE 465.000 925.600 1.390.600 Imóvel - R. Luiz Guimarães, 261 – Fortaleza/CE 70.000 482.800 552.800 Imóvel - R. Alberto Ferreira, 564 – Fortaleza/CE 150.000 696.000 846.000 Imóvel Caucáia - R. Nova Alvorada, 490 - Fortaleza/CE 155.000 476.300 631.300 Imóvel Governador Valadares - Gov. Val./MG 80.000 447.000 527.000 Salas no Edifício João de Deus - BH/MG 98.000 392.000 490.000 Salas no Edifício Top Center - Fortaleza/CE 149.000 357.000 506.000 Total 1.167.000 3.776.700 4.943.700 Conforme Assembleia Geral Ordinária da Diretoria Nacional de 6 de junho de 2006, em 2007 a Entidade passou a incorporar a seu ativo fixo somente os bens de valor individual superior a R$1.000. O montante dos bens de valor inferior, registrado no resultado do exercício de 2008 foi de R$38.861 (R$10.959 em 2007). 7
  • 12. Fundo Cristão para Crianças 8. INTANGÍVEIS Em 2008 a Entidade reclassificou para o Ativo Intangível os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Entidade ou exercidos com essa finalidade. O saldo de seus ativos intangíveis pode ser assim demonstrado: 2008 2007 Amortização Total Total Custo/Mercado acumulada líquido líquido Softwares 197.568 (83.238) 114.330 146.486 Total geral 197.568 (83.238) 114.330 146.486 9. PROVISÕES PARA DEMANDAS JUDICIAIS No exercício de 2008 a demanda judicial contra a Entidade, relativa à ação trabalhista conforme processo 01433-2003-106-03-017, foi encerrada, sendo revertidas as provisões anteriormente constituídas. 2008 2007 Provisão para demandas judiciais - 194.675 - 194.675 Quanto a esse mesmo processo os saldos de depósitos judiciais residuais referem-se a valores que aguardam alvará judicial para resgate por parte da Entidade. 10. PATRIMÔNIO SOCIAL Os resultados dos períodos, quando positivos, são mantidos na rubrica “Superávit acumulado”, enquanto não aprovados pela Assembleia Deliberativa e, após a sua aprovação, são transferidos para a conta de Patrimônio Social. 8
  • 13. Fundo Cristão para Crianças 11. RECEITAS COM DOAÇÕES 2008 2007 Subsídios internacionais 18.619.367 20.206.880 Verbas do orçamento operacional 3.184.099 3.677.389 Outras doações recebidas 637 296.873 Doações externas 21.804.103 24.181.142 Subsídios brasileiros 2.656.977 2.673.135 Arrecadações nacionais para custeio 1.711.925 1.638.459 Doações locais 4.368.902 4.311.594 26.173.005 28.492.736 As receitas com doações auferidas pela Entidade são provenientes do Brasil e do exterior, na forma de subsídios a projetos conveniados e verbas especiais a projetos. Não são registradas como receitas os presentes às crianças apadrinhadas (DFCs), que são tratados em contas patrimoniais até sua efetiva entrega aos destinatários. Essas receitas são proporcionadas pelo sistema de apadrinhamento e outras doações eventuais. A Entidade possui aproximadamente 9 mil crianças apadrinhadas por brasileiros e 55 mil crianças apadrinhadas por estrangeiros. 12. CONCESSÃO DE GRATUIDADES (REPASSE A PROJETOS CONVENIADOS) 2008 2007 Subsídios - Projetos conveniados 21.263.730 22.868.532 Verbas especiais a projetos 20.611 11.697 21.284.341 22.880.229 As gratuidades convertidas à comunidade carente estão registradas dentro do grupo de despesas ordinárias. 9
  • 14. Fundo Cristão para Crianças As verbas e subsídios recebidos foram aplicados em projetos conveniados à Entidade, firmados e lançados em conta específica de despesa, tendo as seguintes principais entidades conveniadas: Frente Assist. Criança Carente, APRISCO - Assoc. Prom, ARAI - Assoc. Rural Assistência, Grupo A. Cr. Ad. Cabana e Região, Proj. Frente Benef. para Criança, GEDAM, Proj. do Bem-estar Comunitário, Proj. Feliz Jornada, Projeto União, Associar, GEDECOM, Projeto Criança Feliz, ABITA - Assoc. Benef. de Itaporé, Projeto Famílias Reunidas, Assoc. Municipal de Assistência, Assoc. Municipal de Assistência, Inst. Educ. Fraternidade Cristã, ASCAI - Assoc. Cr. Adol. Itaobim, etc. A finalidade dessas Entidades conveniadas é, principalmente, a de apoiar programas sociais e de desenvolvimento de acordo com os planos de atividades. A Entidade mantém controle financeiro e realiza acompanhamento permanente sobre todas as verbas repassadas aos projetos conveniados. A cada repasse, a respectiva prestação de contas é obrigatória e, necessariamente, enviada ao FCC no prazo máximo de 20 dias do mês posterior ao do repasse, viabilizando o acompanhamento da coerência na aplicação das verbas. 13. GRATUIDADES A REPASSAR Conforme Resolução nº 188, de 20 de outubro de 2005, em 2006 a Entidade passou a controlar em contas patrimoniais os efeitos de gratuidades com DFC (Presentes em valores para repasses a crianças inscritas nos projetos credenciados), mantendo no seu passivo circulante os valores arrecadados em 2008 para repasse no início do exercício seguinte. Em 31 de dezembro de 2008 o saldo a repassar é de R$137.287 (R$42.424 em 31 de dezembro de 2007). O saldo de DFCs repassado no período foi: 2008 2007 DFCs de doações internacionais 4.679.005 4.598.314 DFCs de doações locais 1.137.393 1.058.274 5.816.398 5.656.588 10
  • 15. Fundo Cristão para Crianças 14. DESPESAS GERAIS O grupo de despesas gerais considera diversas despesas necessárias à operacionalidade da Entidade, sendo as mais relevantes: 2008 2007 Despesas com viagens 213.157 331.257 Despesas com postais 131.731 329.151 Despesas com telefone 116.381 178.027 Despesas entre escritórios 168.041 380.627 Outras* 818.294 485.193 1.447.604 1.704.255 * Consideradas pulverizadas. 15. DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO Após reavaliação dos bens do ativo imobilizado, conforme laudo emitido pela empresa Dhisa Auditores Associados, nº 481, em 31 de outubro de 2006, a Entidade passou a registrar os efeitos da depreciação dos bens reavaliados no resultado do exercício, com base na vida útil informada no laudo, sendo a reserva correspondente simultaneamente transferida para a rubrica “Déficit ou Superávit acumulado no Patrimônio Líquido”. Os efeitos da depreciação correspondentes à reavaliação e ao custo original no resultado do exercício podem ser assim demonstrados: 2008 2007 Despesas de Depreciações (Custo líquido) 53.924 52.493 Despesas de Amortizações 5.717 1.473 Despesas de Depreciações/Amortização (Custo reavaliado) 172.880 179.403 232.521 233.369 16. SEGUROS Em 31 de dezembro de 2008, a Entidade mantém cobertura de seguros para as edificações e veículos imobilizados, considerando-os suficientes para cobrir eventuais sinistros. 11
  • 16. Fundo Cristão para Crianças 17. ISENÇÃO TRIBUTÁRIA Em função da isenção tributária quanto ao INSS patronal, por se tratar de Entidade sem fins econômicos, devidamente regularizada junto aos órgãos normativos, não foram recolhidos nos períodos de 2008 e 2007 os seguintes valores: 2008 2007 INSS Patronal-Fopag 394.590 373.618 INSS Patronal-Autônomos 66.171 80.488 INSS Patronal-Cooperativas 9.909 14.440 470.670 468.546 18. INSTRUMENTOS FINANCEIROS Os valores contábeis dos ativos financeiros da Entidade estão compatíveis com os valores que poderiam ser obtidos na sua negociação, ou, na ausência deles, com o valor presente líquido ajustado com base na taxa vigente de juros no mercado. Durante os períodos de 2008 e 2007 a Entidade não realizou operações com derivativos. 19. INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR AO CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CNAS Conforme artigo 4º do Decreto nº 2.536, de 6 de abril de 1998 a Entidade deve apresentar ao Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS as Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos - DOAR referentes aos seus últimos exercícios, contudo essa demonstração não é mais requerida pelas práticas contábeis adotadas no Brasil segundo a Lei 11.638/07. Conforme nota explicativa nº 2 a partir do exercício findo em 31 de dezembro de 2008 a Entidade passou a elaborar pelo método indireto as Demonstrações dos Fluxos de Caixa de forma comparativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007. * * * GERSON PACHECO – DIRETOR NACIONAL INTERINO ELVIRA MARIA DO AMARAL – CONTADORA – CRC MG 085628/O-7 RA0741 12