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Daniel Mol.  Segundo ele,  o projeto nu...
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revista Balde Branco "Propriedade Agroecológica Família Derlam"

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A família Derlam, que vive em uma pequena propriedade de 7ha, localizada em Toledo PR, desde 2013 vem implementando um projeto de leite em sistema agroecológico de produção, baseado no sistema de manejo PRV - Pastoreio Racional Voisin, projetado e acompanhado pelo grupo de profissionais da Biolabore Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná. Além das orientação sobre o manejo, o projeto consta do levantamento do custo de produção e rentabilidade da atividade, através da ferramenta ADM Potencialidades (de domínio da Biolabore), bem como dos índices de produtividade, graças a presença do projeto Redes de Referencia do Iapar, parceiros no projeto, que mensalmente registra os dados das despesas e receitas das atividades. Que contribui também com a inserção de materiais forrageiro e auxilia nas orientações.
Os bons resultados observados indicam que estamos no caminho de validar o sistema PRV na região, como tecnologia viável, em custo e produtividade.

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revista Balde Branco "Propriedade Agroecológica Família Derlam"

  1. 1. .Rio de Janeiro. wviiciurg* pós-graduação em Botucatu SP. Na oca- 1 sião, ele propôs uma mudança de modelo de produção, e uma das primeiras medi- das foi o cruzamento do rebanho Holan- dês com Gir, adaptado ao clima tropical, mais resistente *as condições da Caatinga. “A medida reduziu os riscos de es- tresse e a propagação de doenças no rebanho e contribuiu para o aumento da produtividade de leite", conta. O rebanho Girolando atual, com cerca de 600 ani- mais, é manejado no sistema voisín, e também em pastagens nativas extensivas. “Estamos antenados em várias frentes e buscamos tecnologias acessíveis à pecuária orgânica, tais como adubos permitidos, uso de sêmen sexado, equi- pamentos que dinamizem a produção de forragens, como a primeira piantadeira de palma forrageira, que Iançaremos no ano que vem", detalha. A produção, em torno de 1.800 Iitros/ dia, é processada em laticínio próprio, uma ideia surgida a partir da não valori- zação do leite orgânico pelos laticínios. Atualmente, beneficia 45 t de produtos orgânicos - do leite integral e desnatado, manteiga, creme de leite fresco aos iogur- tes -, com a marca Timbauba Orgânicos. Os produtos, antes só comercializados em Alagoas, agora podem ser encontrados no Já em Itirapina, interior paulista, de janeiro de 2013 a junho deste ano, a Fazenda da Toca reduziu os custos em 42%, aumentou a produção em 43% e pretende crescer mais 32% até o final de 2014, segundo o dono, Junior Saldanha, que começou a produção de leite orgânico em 2010, com um rebanho Girolando. Atu- almente, são 460 animais, manejados em pasto rotacionado de mombaça e jiggs, irrigado e adubado, e sobressemeadura de aveia com azevém no inverno. "O leite orgânico, com alto padrão de qualidade, e processado para se transformar em iogurte, queijo. ricota, requeijão e manteiga, comercializados no varejo com as marcas Taeq e Fruto do Sol. Todo o produto acabado tem rastreabilidade. A atividade é auditada e certificada por uma empresa cre- denciada pelo Ministério da Agricultura e recebe inspeções regulares com a frequência de três vezes ao ano, uma delas, de surpresa", acrescenta. Atualmente, Saldanha realiza um projeto para incentivar a conversão de produtores de leite convencional em produtores de orgânico. Os interessados recebem assistência técnica e ajuda nos custos da certificação. São auditados pela certificadora orgânica e pela área de qua- lidade da Fazenda da Toca, que fornece ração orgânica, e recebem um prêmio de até 35% pela qualidade do leite. O projeto tem a supervisão e capacitação da equipe da Embrapa Pecuária Sudeste. i Balde Branco - dezembro 20114 Fotos L Guerra ,4 Lê" . 'ri x_ . L- q v' ' ___. Vilson e Beatrlzviêm nptamtn nordersey nela melhor resposta à alimentação natural -1/ rf» ~ r É . i- | jiíl . x l Propriedade familiar de Tole i, liÍÍÍ, í;i agroeçológico na produção de leite e viabiliza o negocio ao reduzir custos de produçao e assegurar bonificação por qualidade lunnss Guam¡ f ' om uma pequena propriedade j de apenas 7,2 ha de área total, a família Derlan, de Toledo-PR, produzia leite e hortaliças em i_ sistema convencional, mas es- tava sempre preocupada com os custos, considerados altos para a sustentabilidade do negócio. Em busca de uma alternativa que revertesse tal quadro, surgiu a agroecologia como op- ção para assegurar equilíbrio financeiro. instruída pelos técnicos da Emater, responsáveis pela propriedade na épo- ca, a família iniciou com a produção de hortaliças sob o novo sistema e logo passou para a produção de leite. Era 2012 quando um curso de produção de leite agroecológico associado à orienta- ção da Biolabore, uma cooperativa de assistência técnica especializada em 35 ta:
  2. 2. agricultura sustentável, mudou de vez os conceitos de produção e a perspectiva econômica da atividade. Conduzida pelo engenheiro agrô- nomo Daniel José de Souza Mol, a equipe viu ali uma oportunidade para desenvolver o sistema de produção de leite a pasto em sistema agroeco- lógico e a está transformando em uma unidade demonstrativa para os demais produtores da região. inclusive, para estudantes. A Biolabore presta serviços à Itaipu Binacional, por meio do projeto comprometido com os princípios de produção da agricultura orgânica e agroecológica. Paralelamente à decisão da família de mudar o sistema de produção de leite, os técnicos montaram um plano de acordo com o tamanho da área. “Após ingressar no formato agroecológico, o produtor precisa de cinco anos para es- tabilizar a produção", diz Daniel Mol, ao salientar que, apesar de pouco tempo, a familia já apresenta uma boa evolução em termos de redução de custos e de rentabilidade. Após fazer um diagnóstico da área, com análise das suas caracteristicas, foram estabelecidos dois pontos impor- tantes: o mapeamento e o planejamento alimentar, com foco no meio ambiente. A base da dieta é composta de pastagens tendo diferentes espécies forrageiras, porém não ultrapassando a 15% em componentes processados. tais como rações e concentrados. Embora alguns hibridos de milho sejam cultivados como complemento, os transgênicos não são permitidos. Daniel Mol diz que “o foco do novo . ç_i_. x fi' Àá ” . .life '- . ihêâñw. , '-33 "f M* : :s-i'm Ver, sistema de produção está no bem-estar, de forma que o ambiente e o animal estejam em har- monia e promovam um estado de completa saú- de física e mental". As vacas não podem sentir sede ou fome e devem . ser mantidas em clima agradável, na pastagem. _ Para atender a esses ç , r , .- principios, é necessária ' ' uma diversificação de '. ,j, ." vegetais para alimenta- -las, sombra adequada e água de qualidade e à vontade. *-~ @à Culinário viiiiiiioo rio msm - Para os 3o animais que a familia possui, a área de pastagem foi dividida em 64 piquetes. "E primordial a diversificação da pastagem, com a inclusão de consórcios de gramí- neas e leguminosas", salienta o técnico. Segundo ele, o produtor fez o plantio consorciado de amendoim forrageiro, com capim pioneiro e mombaça, que vem dando bons resultados. As gramí- neas tifton, hermathria e africana roxa estão distribuidas entre os piquetes, para que os animais possam variar o cardápio. No inverno e feita a sobressemeadu- ra de aveia e azevem em tifton, o que garante alimento na seca. Para fazer a sobressemeadura, o produtor Vilson Derlan entrou com um grupo de vacas mais exigentes no tifton para consumir a ponta da pastagem, que contém maior concentração de nutrientes. Depois __ ç . .m_. ,~'r. ~ . j at: .z f-. e*s; +.. =-= :L': J&« . Lil são tecnica definiu os novos rumos do proleto de producao leiteira Mol: sistema exige 5 an_ns para estabilizar producao distribuiu as sementes a lanço, em quantidade 30% acima do que se utiliza em monocultivo. Em seguida, entrou com outro grupo de vacas (grupo de repasse) para baixar a gramínea bem rente ao solo. Ô "Enquanto isso, as j vacas pisoteavam a se- ~ mente e a empurravam para o solo, favorecendo a germinação", explica o produtor. Segundo ele, - a sobra de pastagem foi roçada para que a palhada protegesse a semente e a fizesse brotar com mais facilidade. "Normalmente nesta época do ano a produtividade cai, mas tivemos um aumento na curva de produção, justa- mente devido a essa sobressemeadura". Como o sistema é todo natural, a adu- bação do solo também é orgânica, sendo realizada a partir de fosfatos naturais e cal- cário, de acordo com análise de solo. “Para manutenção da fertilidade e boa resposta da sobressemeadura, os componentes mais importantes são o fósforo e o cálcio, que ajudam a manter o equilibrio do pH". explica Daniel, citando que se o projeto for bem montado e o rebanho adequado à área, somente a urina e o esterco são suficientes para se obter homogeneidade da fertilidade do solo ao longo do tempo. Mas há outras plantas que compõem o sistema, tais como a leucena, a amoreira e a gliricídia. Curiosamente essas árvores são imprescindíveis na produção agroe- cológica de leite, pois possuem múltipla aptidão: alimentar, fazer sombra e nutrir o solo, além de poderem ser utilizadas como palanque vivo para as cercas. A amoreira, por exemplo, tem uma copa grande, o que favorece a sombra e, ao ser podada em uma altura mais baixa, permite que os animais alcancem seus galhos para comer as folhas, consideradas nutritivas, além de terem efeitos anti-inflamatórios, antibacterianos e analgésicos. A leucena, por sua vez, é uma leguminosa perene e um bom comple- mento alimentar para ser cultivada em áreas piqueteadas, pois possui elevada quantidade de proteína. Além de servir como forragem. pode ser utilizada no melhoramento da fertilidade do solo, o que acontece também com a gliricidia, que pode ser bem aproveitada na ali- mentação. já que apresenta um teor de proteina de até 23%, FDN com 45% de FDN e 1,7% de cálcio. Ilouiiinesiis não Luoriii às JEBSEY - "Na alimentação, o foco é adequar fibra e energia em equilibrio com a proteina. Buscamos isso com a diversificação de Balde Branco - dezembro 201a
  3. 3. plantas que oferecem essas caracteristi- cas aos animais de maneira natural", diz Daniel Mol. Segundo ele, o projeto nu- tricional visa à produção de 25 mil litros por ha/ ano. A propriedade é a única do municipio certificada como agroecológi- ca pela rede Ecovida. ToIedo conta com 10 familias credenciadas para produção no mesmo sistema, mas em outras ativi- dades. Em leite, os Derlan são os únicos e estão se tornando referência. No projeto implantado pela equipe da Biolabore, as vacas, anteriormente da raça Holandesa, estão sendo substitui- das por outras da raça Jersey. “Apesar da maior produção, o custo de manu- tenção é menor. A rusticidade significa menos problemas sanitários, melhor resposta à alimentação natural, e o leite tem valor agregado na industrialização", explica a produtora Beatriz Derlan. “Com apenas parte do rebanho Jersey já equi- libramos as contas", completa. Ao entrar no terceiro ano do projeto, a forragem mais bem estabelecida vai garantir melhor produtividade às atuais oito vacas que hoje rendem 2.800 litros de leite/ mês. Um ponto importante a des- tacar é que o piqueteamento está sendo completado. Até setembro de 2014 havia apenas 22, e em outubro foram forma- dos mais 28, terminando os 64 até o final deste dezembro. “Esse fator promoverá maior distribuição de forragem ao longo do tempo, com rendimentos regulares e alcance de resultados ainda melhores”, cita o técnico. “O custo tem se mostrado baixo, comparando o monitoramento do perio- do de janeiro a setembro de 2014, cerca de Fl$ 0,44, considerando a depreciação da estrutura fisica da propriedade", in- vfWW-x 'v '. v , v ', aq, As amoreira; em Liodosbs pluueles servem como forma Daniel. Como o objetivo da familia é também a qualidade de vida, a meta é alcançar uma estabilidade financeira que projete uma rentabilidade mensal de no minimo R$ 3.500, o que deverá ocorrer dentro de dois anos, segundo os planos do produtor, com o endosso do técnico da Biolabore. A redução no uso de agrotóxicos foi outro aspecto positivo, segundo Bea- triz. “Há 25 anos produzimos leite, mas tinhamos um consumo alto de insumos, medicamentos e produtos químicos. Hoje, as coisas mudaram e a gente sente mais prazer pelo trabalho, porque estamos todos mais saudáveis, tanto as pessoas da casa como as vacas", diz. Na região ainda não existe um mercado direcionado ao leite oriun- do de propriedades agroecológicas, o que leva a familia a comercializar como antes, mas com um ganho adi- ›, r . mento. sombra e remédio cional por qualidade. “O sonho agora é industrializar na propriedade para agregar valor e vender os derivados como orgânicos, assim como faz com as hortaliças que são comercializadas na feira", conta Vilson. Ele salienta, entretanto, que o sonho esbarra na mão de obra, pois o casal, que só tem um filho, mal dá conta das atividades atuais, e a contratação de fun- cionários é bastante difícil devido à falta de pessoas disponiveis e capacitadas. O filho Rodrigo ajuda nas horas vagas, mas tem estado bastante ocupado com os estudos. Ele cursa faculdade de psicologia, na qual só conseguiu ingressar devido à melhoria na renda da familia, que agora consegue pagar suas mensalidades. ' Mais informações, com Daniel Jose' Souza Mol: e-mail: n1/smol2000@gma¡I. com. LABORATÓRIO PRADO S. A. Curitiba-PR 0800 64:3 2026 www. Iaboratorioprado. com. br ® é de cow-ri a I , , _ N , e e PÉ! ? 59;), Í sua. . Endectocido poro uso injetúvel de omplo espectro à bose de ivermectina o l°/ o. : &

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