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Faculdade de Engenharia de Alimentos
Unicamp ortega@fea.unicamp.br
Ciência e Tecnologia na América Latina
A Universidade como promotora da Sustentabilidade
30 de julho de 2004
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Energia
1000
T = 1
1000
100
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10
10
1000
1000
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Acumulação
de recursos
Materiais
reciclados
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recursos
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0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800 3200
Tempo
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Recursos dos acumuladores
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Pulsos médios
Energia
10000
T = 1
10000
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10000
100
100
10000
10000
10000
Acumulação
de recursos
Materiais
reciclados
Nível 2
Consumo de
recursos 0
4
8
12
16
20
0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800 3200
Tempo
Emergia,
sej
Recursos dos acumuladores
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Pulsos grandes
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8
12
16
20
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Tempo
Emergia,
sej
Recursos dos acumuladores
Recursos dos consumidores
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C D
Energia
100000
T = 1
100000
10000
100000
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Acumulação
de recursos
Materiais
reciclados
Nível 3
Consumo de
recursos
Etapa Produtores Consumidores
A Acumulação lenta Retorno
B Climax Consumo intenso
C Degradação Senescência
D Recomposição Hibernação ou ausencia
Sumidouro de Energia
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Fontes externas
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(limitadas)
Etapa inicial de desenvolvimento humano
Produtores
Estoques da
biosfera:
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Estoques
biológicos
Estoques
energéticos
fósseis
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sustentável
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anualmente
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Estoques da
biosfera:
atmosfera,
minerais,
sedimentos
Estoques
biológicos
Estoques
energéticos
fósseis
Consumidor
sustentável
Renováveis
anualmente
Minerais
Materiais
de fora
Saída de materiais
Renováveis
em centenas
ou milhares
de anos
Consumidor
não- sustentável
Fluxos
Estoques
Fluxos de energia e
materiais na Biosfera
Fontes externas
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Sumidouro de Energia
Sistema da Biosfera
Civilização atual
Produtores
Estoques da
biosfera:
atmosfera,
minerais,
sedimentos
Estoques
biológicos
Estoques
energéticos
fósseis
Consumidor
sustentável
Renováveis
anualmente
Minerais
Materiais
de fora
Emissões
e
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Saída de materiais
Renováveis
em centenas
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Consumidor
não- sustentável
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Estoques da
biosfera:
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minerais,
sedimentos
Estoques
biológicos
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Consumidor
sustentável
Renováveis
anualmente
Minerais
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de fora
Emissões
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Resíduos
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Não
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Fluxos
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Transferência de
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Transição
Recuperação
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Crescimento
humano em
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de energéticos
fósseis
Crescimento
industrial
Ajuste da
população e
mudança dos
sistemas de
produção e
consumo
opções
12
Energia usada
(b) Caçadores e recoletores
Energia usada
(c) Economia Agraria
Meio ambiente
Recursos
energéticos
locais
Agricultura Indústria
Pessoas
nas urbes
Informação
Combustíveis
e minerais
(a) Modelo de ocupação do espaço
Energia usada
(d) Revolução Industrial
Energia usada
(e) Explosão Populacional
Energia usada
(f) Tormenta Global de Informações
Figura adaptada do livro
The Prosperous Way Down
de H.T. Odum & E.C. Odum (2001)
13
Meio ambiente
Recursos
energéticos
locais
Agricultura Indústria
Pessoas
nas urbes
Informação
Combustíveis
e minerais
Modelo de ocupação do espaço
Figura adaptada do livro
The Prosperous Way Down
de H.T. Odum & E.C. Odum (2001)
Caçadores
e recoletores
Economia
Agraria
Revolução
Industrial
Explosão
Populacional
Tormenta
Global de
Informações
14
Meio ambiente
Recursos
energéticos
locais
Agricultura Indústria
Pessoas
nas urbes
Informação
Combustíveis
e minerais
Modelo de ocupação do espaço
Figura adaptada do livro
The Prosperous Way Down
de H.T. Odum & E.C. Odum (2001)
Tempo
Crescimento com recursos não renováveis
População e bens
15
Meio ambiente
Recursos
energéticos
locais
Agricultura Indústria
Pessoas
nas urbes
Informação
Combustíveis
e minerais
Modelo de ocupação do espaço
Figura adaptada do livro
The Prosperous Way Down
de H.T. Odum & E.C. Odum (2001)
População e bens
Tempo
Transição ao sistema sustentável
Sistemas rurais
agroecológicos
Sistemas urbanos com
base no petróleo
16
Situação atual
 A atmosfera foi danificada, a biodiversidade está
sendo extinta, os recursos hídricos foram
exauridos. Existe excesso populacional em muitas
regiões. As mudanças climáticas podem ser
catastróficas!
 Esta na hora de questionar o modelo de
desenvolvimento atual! ... E propor alternativas!
17
Alternativas consideradas
 O conhecimento da situação da Biosfera e dos
enormes desafios sociais motivam grupos a se
organizar para discutir alternativas.
 Nos últimos meses, a Unicamp foi sede de muitos
encontros para discutir o futuro.
 Colocarei aqui as Conclusões do IV Workshop
Internacional sobe Estudos Avançados em Energia.
18
IV Biennial
International
Workshop
Advances in
Energy Studies
19
Um outro consenso, além do de
Washington, é possível!
O Comitê Organizador do Workshop “Advances in
Energy Studies” promoveu um seminário no Brasil e
também participou de um encontro na Itália sobre a
Civilização do Hidrogênio, ambos realizados em
fevereiro de 2004, para obter subsídios para redigir
sugestões que foram oferecidas aos participantes
para facilitar a obtenção das conclusões do
Workshop. O texto tomou muitas idéias de Porfírio
Muñoz Ledo, o redator das conclusões do evento
realizado na Itália.
20
EM BUSCA DE UM CONSENSO LATINOAMERICAN0
Auto-organização da
sociedade a procura do
Desenvolvimento Sustentável
Conclusões preliminares do
Workshop Internacional Estudos
Avançados em Energia.
Unicamp 16-19 junho 2004.
21
1. Esgotamento de recursos
Perante o esgotamento do petróleo em um prazo
curto de tempo, torna-se imprescindível contar
com fontes de energia renováveis que:
(a) não produzam danos irreversíveis à natureza
(b) não possam ser monopolizadas.
22
2. Descartar as opções de alto risco
Descartadas a fissão nuclear pelo perigo das
suas instalações e resíduos e a fusão nuclear
pelo custo e pela incerteza de suas
tecnologias, as energias renováveis aparecem
como a opção viável para conseguir o acesso a
um novo patamar de civilização, na qual a
União Européia e América Latina poderiam
assumir um papel condutor de primeira ordem.
23
3. Fim do petróleo
Se o petróleo abriu caminho e sustentou uma
das etapas mais inovadoras para o progresso
da humanidade e o desenvolvimento das
nações, também é notável seu impacto
negativo na Biosfera e no desequilíbrio da
sociedade mundial.
24
4. Preservação do patrimônio natural
A conservação do patrimônio natural é sem
dúvida um dos valores centrais que o
homem deve defender e promover.
A transição energética deverá ter como
perspectiva a recuperação da biodiversidade
e a qualidade ambiental.
25
5. Civilização Pós-Petróleo
Um projeto mundial visando a civilização
pós-petróleo, se afirmar o direito a energia,
abriria o caminho de uma nova ética social
objetiva que permitiria a democratização não
somente da energia, mais a gestação de um
modelo econômico e social destinado a saldar
as diferenças históricas entre o Norte e o Sul.
26
6. Projeto energético do futuro
Pensa-se em um amplo projeto de colaboração
com conseqüências econômicas importantes,
com uma estratégia que aborde a produção, o
transporte, a distribuição e o uso das novas
fontes de energia. Também, devem-se
considerar as etapas necessárias para eliminar
as barreiras sócio-econômicas, tecnológicas,
políticas e culturais.
27
7. Visão de longo-prazo
Europa e América Latina podem se
comprometer tendo como marco de referência
uma visão de longo prazo, para estabelecer um
sistema adequado de investigação e um plano
de ação que permita o acesso conjunto a uma
nova civilização pós-petróleo. Esse marco
poderia integrar os esforços similares de outras
regiões do planeta.
28
8. Novos modelos de produção e consumo
Agricultura ecológica;
Recuperação da biodiversidade para obter nutrientes
do solo, recuperar a água do subsolo e serviços
biológicos;
Reciclagem de nutrientes após uso urbano;
Produção de biomassa para diversos fins;
Aproveitamento da força do sol e do vento como fontes
de energia.
29
9. O papel do hidrogênio
O hidrogênio pode ser uma energia renovável
de alta qualidade porém sempre dentro de uma
base energética renovável diversificada.
Um acordo entre a União Européia e a América
Latina deve considerar que existe o hidrogênio
“verde” que usa fontes de energia renováveis.
Também existe o hidrogênio “negro” que usa
energia fóssil.
30
10. Energia limpa
O projeto europeu de hidrogênio assume hoje
um compromisso com um conceito renovado
de mundo e de relações democráticas. Através
da produção de energia limpa e tendo o cuidado
devido com os resíduos este vetor energético
seria posto a serviço de um desenvolvimento
mais sustentável e a humanidade poderá entrar
na Civilização Pós-Petróleo.
31
11. Condições para ser uma utopia real
Longe de converter-se em uma utopia “a
Economia do Hidrogênio”, uma boa idéia
proposta por Jeremy Rifkin, pode constituir-se
em uma enorme falácia se não considerar o
contexto social dos países do terceiro mundo,
onde prevalecem as desigualdades econômicas
e sociais, que mantêm a maioria da população
desprovida de uma vida digna.
32
12. Mudanças sociais e culturais
Não se conseguirá melhorar as estruturas
econômicas, políticas e sociais da América
Latina se considerarmos apenas um fator de
mudança: a tecnologia.
A transformação das estruturas sociais e
culturais (internas e externas) é o fator
limitante.
33
13. Interesses prioritários
É necessário que o ser humano consiga
estabelecer um relacionamento harmônico com
seu meio, antepondo a dignidade humana e o
respeito pela Terra aos interesses econômicos.
O poder de empresas e governos centrais (grupos
relativamente pequenos) causa um enorme dano
a Biosfera e amplia o abismo entre pessoas e
países.
34
14. Urgem estudos!
Um alerta importante é feito aqui para impedir
a imposição de um modelo tecnológico (mesmo
que seja ecológico) sem estudos de boa
qualidade e sem que a população conheça,
discuta e absorva os novos paradigmas
culturais e os novos compromissos sociais.
35
15. Cuidados especiais
Um modelo “dito alternativo” sem estudos
suficientes e sem discussão ampla pode gerar
maiores problemas que os que se propõe
solucionar. Pois inadvertidamente se estaria
contribuindo ao fortalecimento dos grupos
hegemônicos que sempre tiveram acesso à
tecnologia para explorar recursos e populações.
36
16. Inovações locais prioritárias:
(a) Sistemas agrosilvipastoris ecológicos;
(b) Mini-usinas de álcool com co-geração de
eletricidade e alimentos;
(c) Novos métodos de contabilidade de empresas
que levem em conta as contribuições da
natureza e as externalidades negativas;
37
17. As inovações estão surgindo.
(d) Certificação da qualidade, da sustentabilidade e
da intensidade de uso de energia não-renovável
de matérias-primas agropecuárias agrícolas e
produtos industriais;
(e) Métodos de análise emergética de propriedades
rurais em bacias hidrográficas;
(f) Novos indicadores e métodos de apresentação do
desempenho ecológico-energético;
38
18. Apoio as inovações locais.
(g) Modelagem e simulação de ecossistemas;
(h) Represas permeáveis para otimizar o
aproveitamento da chuva no semi-árido;
(i) Bases científicas para o manejo sustentável
da floresta Amazônica; etc.
39
19. Problemas e enfoques do Hemisfério Sul
j) Sistemas super-intensivos de produção de
carne de suínos no Sul do Brasil;
k) Discussão das idéias dos pequenos
agricultores e dos sindicatos perante as
questões do meio ambiente e a energia;
40
20. Problemas do Hemisfério Sul:
l) Discussão da dívida social e a inclusão social no
novo desenvolvimento;
m) Análise do impacto dos transgênicos na Argentina
e no Brasil, uma tecnologia imposta pelo lobby da
Monsanto, a revelia dos interesses dos
agricultores familiares ecológicos comprometidos
com o Desenvolvimento Sustentável.
41
21. Estudos do Hemisfério Norte:
o) A descentralização planejada de sistemas
urbanos (ruralização ecológica);
p) Bases metodológicas para discussão de preços
nos mercados comuns;
q) Novas disciplinas científicas para abordar as
questões da Sustentabilidade;
42
22. Estudos do Hemisfério Norte:
r) Estudos do impacto social e ambiental das
células de combustível;
s) Dependência do crescimento econômico no
petróleo;
t) Caminhos suaves para a transição ao
Desenvolvimento Sustentável.
43
Nossa visão do futuro: Interações
 Interessa interagir em torno de projetos prioritários,
por meio de redes de pesquisa e apoio.
 Interessa oferecer esclarecimentos a sociedade.
 Interessa discutir possibilidades de parceria com os
movimentos sociais, as escolas de ensino médio e
as universidades, o governo e empresas
interessadas na perspectiva apresentada.
44
Em resumo: Buscar a Auto-suficiência
 O grupo reunido no Workshop de Campinas
considerou importante concentrar esforços em
projetos rurais de auto-suficiência energética e
alimentar, estratégicos em ambos hemisférios.
 O desenvolvimento sustentável para ser viável
deve ocorrer nos dois hemisférios ao mesmo
tempo! Unindo esforços das populações
interessadas. Devem se unir as redes com
propostas convergentes!
45
http://www.fea.unicamp.br/energy/ConsensoAmericaLatina.ppt
46
Contatos futuros: via páginas web!
 Laboratório de Engenharia Ecológica da
FEA/Unicamp:
http://www.unicamp.br/fea/ortega/
 Workshop Advances in Energy Studies:
http://www.fea.unicamp.br/energy/
http://www.chim.unisi.it/portovenere/

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  • 1. 1 Um Consenso Latino-americano Enrique Ortega Rodríguez Faculdade de Engenharia de Alimentos Unicamp ortega@fea.unicamp.br Ciência e Tecnologia na América Latina A Universidade como promotora da Sustentabilidade 30 de julho de 2004
  • 4. 4 Pulsos pequenos (figuras adaptadas de texto de Daniel E. Campbell, 2004) Energia 1000 T = 1 1000 100 1000 10 10 1000 1000 1000 Acumulação de recursos Materiais reciclados Nível 1 Consumo de recursos 0 4 8 12 16 20 0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800 3200 Tempo Emergia, sej Recursos dos acumuladores Recursos dos consumidores
  • 5. 5 Pulsos médios Energia 10000 T = 1 10000 1000 10000 100 100 10000 10000 10000 Acumulação de recursos Materiais reciclados Nível 2 Consumo de recursos 0 4 8 12 16 20 0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800 3200 Tempo Emergia, sej Recursos dos acumuladores Recursos dos consumidores
  • 6. 6 Pulsos grandes 0 4 8 12 16 20 0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800 3200 Tempo Emergia, sej Recursos dos acumuladores Recursos dos consumidores A B C D Energia 100000 T = 1 100000 10000 100000 1000 1000 100000 100000 100000 Acumulação de recursos Materiais reciclados Nível 3 Consumo de recursos Etapa Produtores Consumidores A Acumulação lenta Retorno B Climax Consumo intenso C Degradação Senescência D Recomposição Hibernação ou ausencia
  • 7. Sumidouro de Energia Sistema da Biosfera Fontes externas de energia (limitadas) Etapa inicial de desenvolvimento humano Produtores Estoques da biosfera: atmosfera, minerais, sedimentos Estoques biológicos Estoques energéticos fósseis Consumidor sustentável Renováveis anualmente Minerais Materiais de fora Saída de materiais Renováveis em centenas ou milhares de anos Fluxos Estoques não- renováveis Fluxos de energia e materiais na Biosfera
  • 8. Fontes externas de energia (limitadas) Sumidouro de Energia Sistema da Biosfera Civilização urbana não industrial Produtores Estoques da biosfera: atmosfera, minerais, sedimentos Estoques biológicos Estoques energéticos fósseis Consumidor sustentável Renováveis anualmente Minerais Materiais de fora Saída de materiais Renováveis em centenas ou milhares de anos Consumidor não- sustentável Fluxos Estoques Fluxos de energia e materiais na Biosfera
  • 9. Fontes externas de energia (limitadas) Sumidouro de Energia Sistema da Biosfera Civilização atual Produtores Estoques da biosfera: atmosfera, minerais, sedimentos Estoques biológicos Estoques energéticos fósseis Consumidor sustentável Renováveis anualmente Minerais Materiais de fora Emissões e Resíduos Saída de materiais Renováveis em centenas ou milhares de anos Consumidor não- sustentável Fluxos Estoques Fluxos de energia e materiais na Biosfera
  • 10. Fontes externas de energia (limitadas) Sumidouro de Energia Sistema da Biosfera Situação inicial do reajuste Produtores Estoques da biosfera: atmosfera, minerais, sedimentos Estoques biológicos Energias fósseis Consumidor sustentável Renováveis anualmente Minerais Materiais de fora Emissões e Resíduos Saída de materiais Não Renováveis Consumidor não- sustentável Fluxos Estoques decrescentes Fluxos de energia e materiais na Biosfera Transferência de pessoas e recursos
  • 11. Tempo Seres anaeróbicos e aeróbicos, atmosfera termo-regulada com O2 - 10 000 Desenvolvimento Sustentável De 0 até 4 bilhões de anos da Terra Gráfico das mudanças nos estoques da Biosfera Biodiversidade, imobilização de Carbono 1500 2000 2100 Transição Recuperação dos ecossistemas Crescimento humano em detrimento de outras espécies, ainda sem uso de energéticos fósseis Crescimento industrial Ajuste da população e mudança dos sistemas de produção e consumo opções
  • 12. 12 Energia usada (b) Caçadores e recoletores Energia usada (c) Economia Agraria Meio ambiente Recursos energéticos locais Agricultura Indústria Pessoas nas urbes Informação Combustíveis e minerais (a) Modelo de ocupação do espaço Energia usada (d) Revolução Industrial Energia usada (e) Explosão Populacional Energia usada (f) Tormenta Global de Informações Figura adaptada do livro The Prosperous Way Down de H.T. Odum & E.C. Odum (2001)
  • 13. 13 Meio ambiente Recursos energéticos locais Agricultura Indústria Pessoas nas urbes Informação Combustíveis e minerais Modelo de ocupação do espaço Figura adaptada do livro The Prosperous Way Down de H.T. Odum & E.C. Odum (2001) Caçadores e recoletores Economia Agraria Revolução Industrial Explosão Populacional Tormenta Global de Informações
  • 14. 14 Meio ambiente Recursos energéticos locais Agricultura Indústria Pessoas nas urbes Informação Combustíveis e minerais Modelo de ocupação do espaço Figura adaptada do livro The Prosperous Way Down de H.T. Odum & E.C. Odum (2001) Tempo Crescimento com recursos não renováveis População e bens
  • 15. 15 Meio ambiente Recursos energéticos locais Agricultura Indústria Pessoas nas urbes Informação Combustíveis e minerais Modelo de ocupação do espaço Figura adaptada do livro The Prosperous Way Down de H.T. Odum & E.C. Odum (2001) População e bens Tempo Transição ao sistema sustentável Sistemas rurais agroecológicos Sistemas urbanos com base no petróleo
  • 16. 16 Situação atual  A atmosfera foi danificada, a biodiversidade está sendo extinta, os recursos hídricos foram exauridos. Existe excesso populacional em muitas regiões. As mudanças climáticas podem ser catastróficas!  Esta na hora de questionar o modelo de desenvolvimento atual! ... E propor alternativas!
  • 17. 17 Alternativas consideradas  O conhecimento da situação da Biosfera e dos enormes desafios sociais motivam grupos a se organizar para discutir alternativas.  Nos últimos meses, a Unicamp foi sede de muitos encontros para discutir o futuro.  Colocarei aqui as Conclusões do IV Workshop Internacional sobe Estudos Avançados em Energia.
  • 19. 19 Um outro consenso, além do de Washington, é possível! O Comitê Organizador do Workshop “Advances in Energy Studies” promoveu um seminário no Brasil e também participou de um encontro na Itália sobre a Civilização do Hidrogênio, ambos realizados em fevereiro de 2004, para obter subsídios para redigir sugestões que foram oferecidas aos participantes para facilitar a obtenção das conclusões do Workshop. O texto tomou muitas idéias de Porfírio Muñoz Ledo, o redator das conclusões do evento realizado na Itália.
  • 20. 20 EM BUSCA DE UM CONSENSO LATINOAMERICAN0 Auto-organização da sociedade a procura do Desenvolvimento Sustentável Conclusões preliminares do Workshop Internacional Estudos Avançados em Energia. Unicamp 16-19 junho 2004.
  • 21. 21 1. Esgotamento de recursos Perante o esgotamento do petróleo em um prazo curto de tempo, torna-se imprescindível contar com fontes de energia renováveis que: (a) não produzam danos irreversíveis à natureza (b) não possam ser monopolizadas.
  • 22. 22 2. Descartar as opções de alto risco Descartadas a fissão nuclear pelo perigo das suas instalações e resíduos e a fusão nuclear pelo custo e pela incerteza de suas tecnologias, as energias renováveis aparecem como a opção viável para conseguir o acesso a um novo patamar de civilização, na qual a União Européia e América Latina poderiam assumir um papel condutor de primeira ordem.
  • 23. 23 3. Fim do petróleo Se o petróleo abriu caminho e sustentou uma das etapas mais inovadoras para o progresso da humanidade e o desenvolvimento das nações, também é notável seu impacto negativo na Biosfera e no desequilíbrio da sociedade mundial.
  • 24. 24 4. Preservação do patrimônio natural A conservação do patrimônio natural é sem dúvida um dos valores centrais que o homem deve defender e promover. A transição energética deverá ter como perspectiva a recuperação da biodiversidade e a qualidade ambiental.
  • 25. 25 5. Civilização Pós-Petróleo Um projeto mundial visando a civilização pós-petróleo, se afirmar o direito a energia, abriria o caminho de uma nova ética social objetiva que permitiria a democratização não somente da energia, mais a gestação de um modelo econômico e social destinado a saldar as diferenças históricas entre o Norte e o Sul.
  • 26. 26 6. Projeto energético do futuro Pensa-se em um amplo projeto de colaboração com conseqüências econômicas importantes, com uma estratégia que aborde a produção, o transporte, a distribuição e o uso das novas fontes de energia. Também, devem-se considerar as etapas necessárias para eliminar as barreiras sócio-econômicas, tecnológicas, políticas e culturais.
  • 27. 27 7. Visão de longo-prazo Europa e América Latina podem se comprometer tendo como marco de referência uma visão de longo prazo, para estabelecer um sistema adequado de investigação e um plano de ação que permita o acesso conjunto a uma nova civilização pós-petróleo. Esse marco poderia integrar os esforços similares de outras regiões do planeta.
  • 28. 28 8. Novos modelos de produção e consumo Agricultura ecológica; Recuperação da biodiversidade para obter nutrientes do solo, recuperar a água do subsolo e serviços biológicos; Reciclagem de nutrientes após uso urbano; Produção de biomassa para diversos fins; Aproveitamento da força do sol e do vento como fontes de energia.
  • 29. 29 9. O papel do hidrogênio O hidrogênio pode ser uma energia renovável de alta qualidade porém sempre dentro de uma base energética renovável diversificada. Um acordo entre a União Européia e a América Latina deve considerar que existe o hidrogênio “verde” que usa fontes de energia renováveis. Também existe o hidrogênio “negro” que usa energia fóssil.
  • 30. 30 10. Energia limpa O projeto europeu de hidrogênio assume hoje um compromisso com um conceito renovado de mundo e de relações democráticas. Através da produção de energia limpa e tendo o cuidado devido com os resíduos este vetor energético seria posto a serviço de um desenvolvimento mais sustentável e a humanidade poderá entrar na Civilização Pós-Petróleo.
  • 31. 31 11. Condições para ser uma utopia real Longe de converter-se em uma utopia “a Economia do Hidrogênio”, uma boa idéia proposta por Jeremy Rifkin, pode constituir-se em uma enorme falácia se não considerar o contexto social dos países do terceiro mundo, onde prevalecem as desigualdades econômicas e sociais, que mantêm a maioria da população desprovida de uma vida digna.
  • 32. 32 12. Mudanças sociais e culturais Não se conseguirá melhorar as estruturas econômicas, políticas e sociais da América Latina se considerarmos apenas um fator de mudança: a tecnologia. A transformação das estruturas sociais e culturais (internas e externas) é o fator limitante.
  • 33. 33 13. Interesses prioritários É necessário que o ser humano consiga estabelecer um relacionamento harmônico com seu meio, antepondo a dignidade humana e o respeito pela Terra aos interesses econômicos. O poder de empresas e governos centrais (grupos relativamente pequenos) causa um enorme dano a Biosfera e amplia o abismo entre pessoas e países.
  • 34. 34 14. Urgem estudos! Um alerta importante é feito aqui para impedir a imposição de um modelo tecnológico (mesmo que seja ecológico) sem estudos de boa qualidade e sem que a população conheça, discuta e absorva os novos paradigmas culturais e os novos compromissos sociais.
  • 35. 35 15. Cuidados especiais Um modelo “dito alternativo” sem estudos suficientes e sem discussão ampla pode gerar maiores problemas que os que se propõe solucionar. Pois inadvertidamente se estaria contribuindo ao fortalecimento dos grupos hegemônicos que sempre tiveram acesso à tecnologia para explorar recursos e populações.
  • 36. 36 16. Inovações locais prioritárias: (a) Sistemas agrosilvipastoris ecológicos; (b) Mini-usinas de álcool com co-geração de eletricidade e alimentos; (c) Novos métodos de contabilidade de empresas que levem em conta as contribuições da natureza e as externalidades negativas;
  • 37. 37 17. As inovações estão surgindo. (d) Certificação da qualidade, da sustentabilidade e da intensidade de uso de energia não-renovável de matérias-primas agropecuárias agrícolas e produtos industriais; (e) Métodos de análise emergética de propriedades rurais em bacias hidrográficas; (f) Novos indicadores e métodos de apresentação do desempenho ecológico-energético;
  • 38. 38 18. Apoio as inovações locais. (g) Modelagem e simulação de ecossistemas; (h) Represas permeáveis para otimizar o aproveitamento da chuva no semi-árido; (i) Bases científicas para o manejo sustentável da floresta Amazônica; etc.
  • 39. 39 19. Problemas e enfoques do Hemisfério Sul j) Sistemas super-intensivos de produção de carne de suínos no Sul do Brasil; k) Discussão das idéias dos pequenos agricultores e dos sindicatos perante as questões do meio ambiente e a energia;
  • 40. 40 20. Problemas do Hemisfério Sul: l) Discussão da dívida social e a inclusão social no novo desenvolvimento; m) Análise do impacto dos transgênicos na Argentina e no Brasil, uma tecnologia imposta pelo lobby da Monsanto, a revelia dos interesses dos agricultores familiares ecológicos comprometidos com o Desenvolvimento Sustentável.
  • 41. 41 21. Estudos do Hemisfério Norte: o) A descentralização planejada de sistemas urbanos (ruralização ecológica); p) Bases metodológicas para discussão de preços nos mercados comuns; q) Novas disciplinas científicas para abordar as questões da Sustentabilidade;
  • 42. 42 22. Estudos do Hemisfério Norte: r) Estudos do impacto social e ambiental das células de combustível; s) Dependência do crescimento econômico no petróleo; t) Caminhos suaves para a transição ao Desenvolvimento Sustentável.
  • 43. 43 Nossa visão do futuro: Interações  Interessa interagir em torno de projetos prioritários, por meio de redes de pesquisa e apoio.  Interessa oferecer esclarecimentos a sociedade.  Interessa discutir possibilidades de parceria com os movimentos sociais, as escolas de ensino médio e as universidades, o governo e empresas interessadas na perspectiva apresentada.
  • 44. 44 Em resumo: Buscar a Auto-suficiência  O grupo reunido no Workshop de Campinas considerou importante concentrar esforços em projetos rurais de auto-suficiência energética e alimentar, estratégicos em ambos hemisférios.  O desenvolvimento sustentável para ser viável deve ocorrer nos dois hemisférios ao mesmo tempo! Unindo esforços das populações interessadas. Devem se unir as redes com propostas convergentes!
  • 46. 46 Contatos futuros: via páginas web!  Laboratório de Engenharia Ecológica da FEA/Unicamp: http://www.unicamp.br/fea/ortega/  Workshop Advances in Energy Studies: http://www.fea.unicamp.br/energy/ http://www.chim.unisi.it/portovenere/