Tupiak slideshare

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Texto produzido para uma trabalho desenvolvidos junto à Mães do PIM Esteio, tendo como referência a importância do aleitamento materno.

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  1. 1. Do lado de fora dastendas, somente ouvia-se o som estridente eforte dos ventos quearremessavam asfolhas das árvorescontra o ar e tudo maisque estivesse pelafrente.Ninguém circulavado lado de fora, asfogueirascrepitavam o fogo,tentando aquecerum pouco aquelelugar inerte.Era uma tardesombria naqueleinverno onde tudoparecia triste emKnot.Os animais pareciam estarrecolhidos e amedrontados. Emum canto dos montes escutava-se o pio da coruja lânguido equase sem forças para alcançaros ouvidos dos moradores daaldeia.
  2. 2. Havia outras aldeias próximas dali, mas diziam que Knot eraconhecida por suas histórias e lendas onde nenhuma semente podiagerminar durante o inverno, nenhuma fruta ou flor nascia, enquanto ofrio permanecesse, nenhum peixe sobrevivia em seu lago e o povo daaldeia amargava a escassez de alimentos do corpo e da alma durantetodo este período.As chuvas e tempestades ali em Knot eram sempremais violentas, e contornar os momentos difíceisficava cada vez mais doloroso.
  3. 3. Uma das lendas do lugar era sobre ahistória de Kaolói, uma adolescente quevivia na aldeia. Era órfã, sem um pai esem uma mãe que pudessem contar suahistória.Quando a menina fora encontrada, em meio aos arbustospróximos ao lago, parecia um animalzinho assustado. Avelha feiticeira da aldeia a levou para sua tenda e cuidou damenina, contra a vontade dos moradores.
  4. 4. Kaolói não falava, apenas emitia sons que somente eramcompreendidos pela feiticeira, não brincava com as outras criançase seus alimentos eram sempre os preparados, que sua mãeadotiva fazia, com ervas e outros ingredientes.Assim, a indiazinha cresceu,sem conviver com outrosmembros da aldeia, sem rir ouchorar, sem palavras a dizer,sem nada que a identificassecomo alguém pertencenteàquele povoado.
  5. 5. Antes da chegada deKaolói na aldeia, a vida eratranqüila, e independenteda estação do ano todossempre tiveram alimentoem abundância. Com opassar do tempo econforme a meninacrescia, os invernospassaram a ser maisrigorosos, trazendo fomeaos moradores peladificuldade de obterem osfrutos e alimentos da terrae do lago que estavamhabituados.A cada ano, maior era amiséria e mais forte era o frioque se apropriava do lugar,impedindo as pessoas desaírem de suas tendas embusca da sobrevivência maissimples. Quase sempre,passavam os meses queantecediam ao frio,arrecadando mantimentospara aquele período cruel.Todos atribuíam à órfã atristeza e aridez do local, jáque fora recolhida em um diacomo todos os invernospassaram a se apresentar.
  6. 6. Certo dia, a menina órfã, percebe em seu ventre um volume queantes não existia, e via que a medida que o tempo passava o ventredilatava mais e mais.A feiticeira não sabia explicar para o povo da aldeia o que acontecera,pois Kaolói quase não saía da tenda e nem mantinha contato comoutras pessoas. Os moradores diziam que só poderia se tratar dasfeitiçarias que ela preparara para a orfã.
  7. 7. Meses depois, em pleno furor do inverno, o ventre de Kaolói serompe e dele vem à aldeia Tupiak, uma menina linda, clara como oleite e de olhos felizes que pareciam sorrir e aquecer a todos como osol. O povo da aldeia estava surpreso com a beleza da menina ecom o fato de a mesma ser tão diferente.
  8. 8. No primeiro instante em que Kaolói teve a menina nos braços,um sol brilhante tomou conta do céu, aquecendo eaconchegando toda a aldeia. E, ao aproximar Tupiak de seu seiopara amamentá-la, flores começaram a brotar onde a terra eraárida, transformando o solo em um tapete esverdeado com asflores mais claras, mais brancas que alguém já teria visto,ornamentando toda região.
  9. 9. Os habitantes da aldeia nada falavam, apenas olhavam tudo comadmiração.Ao terminar de amamentar, Kaolói afasta suavemente Tupiak deseu seio, beija seu rosto e vê a menina transformar-se pouco apouco em uma linda flor branca com seu miolo dourado.
  10. 10. TupiakTupiakA linda flor junta-se a todas asdemais que estão sobre o tapeteverde no solo da aldeia. Desdeentão, nunca mais os invernosforam tristes e toda vez que umamãe com filhos recém-nascidosamamenta, nasce uma florbranca, com um saboradocicado, que alimenta e traztranqüilidade ao povo da aldeiae que todos chamam de…A linda flor junta-se a todas asdemais que estão sobre o tapeteverde no solo da aldeia. Desdeentão, nunca mais os invernosforam tristes e toda vez que umamãe com filhos recém-nascidosamamenta, nasce uma florbranca, com um saboradocicado, que alimenta e traztranqüilidade ao povo da aldeiae que todos chamam de…PaTTi Cruz

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