Sinopse protegidos

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Sinopse protegidos

  1. 1. Arte: Raphael Soares CONTESTADO – 100 ANOS DA INSURREIÇÃO XUCRA SINOPSEEm uma aquarela de divinas cores um lindo visual na passarela vai surgir... O véuda noite será o cenário, onde a coroa que impera em nosso pavilhão verde,vermelho e branco vai girar e reluzir.Sua luz vai nos levar ao Oeste de Santa Catarina em busca dos personagens ehistórias do Contestado. E assim vamos lembrar reviver e sentir em plena folia umdos episódios mais marcantes da nossa história. Um dos mais importantesmovimentos sociais do País, que na verdade foi uma Guerra Civil.Esse é nosso enredo! E nele vamos homenagear o Profeta João Maria de Agostinho,que de 1844- a 1870, peregrinou e agrupou milhares de crentes, reforçando oMessianismo coletivo, e que até hoje é tido como Santo Milagreiro. Vamos recriar ouniverso da época de um episódio bélico de sangrentos combates entre a populaçãocabocla, os poderes estadual, federal dos estados do PR e SC, no começo do século20.
  2. 2. Voltar ao ano de 1912. Quando a Vila de Lages e os municípios de Curitibanos,Campos Novos e Canoinhas, estavam sob autoridades Catarinenses, e Rio NegroVitória e Palmas, sob as autoridades Paranaenses. As estações ao longo da ferroviaficavam em Nova Galícia, Calmon, São João, Rio Caçador e Rio das Antas. Apopulação urbana era pouca, as atividades eram nas fazendas, latifúndios doplanalto.Numerosas famílias de caboclos se concentravam em torno dos fazendeiros ecoronéis, nas matas, onde o homem de pele-parda aceitava o desafio da natureza,se dedicava as pequenas lavouras e a extração da madeira e erva-mate. Até a“colonização”, chegar...Onde anda o som alegre do caboclo?Cadê as crianças brincando?As cabanas estão vazias...E as mulheres lutando na guerra.São os órfãos da Serra...Crianças que estavam sem pai nem mãe.Abandonadas a própria sorte.Nada mais restava...A rebeldia das massas brasileiras encontra no seu patrimônio cultural formasarcaicas de expressão, sempre estão acompanhadas de uma afeição messiânica.Era uma vez...Um lugar onde vivia um povo miserável que a terra não lhe pertencia legalmente. Omessianismo reinava, na verdade como expressão da cultura de uma novareordenação social, através de ação pela soberania. Na verdade esta religiosidadevem acompanhada de crenças populares praticadas desde sempre e que foram asfontes de inspiração as novas lideranças na guerra Santa a fazer uma sociedademais igualitária.A atitude revolucionária assim Identificada pelos latifundiários e as autoridadesregionais que logo vem interceder.A demora da legalização desenhava movimentos populares de ocupar as terras deninguém pela população cabocla e fazendeiros.A construção de uma ferrovia e de uma multinacional madeireira provoca aexpulsão deste povo da “sua” terra. O dragão vem surgindo sobre os trilhos.Derrubaram suas matas, humilharam sua gente querendo matar seus sonhos eainda os enxotaram de seu lugar.Ocorre que esta gente, não é manada, de gados muares, era um povo bravo capazde exigir respeito e dignidade, mais que isso um povo capaz de lutar com muita fé.
  3. 3. Sua grande arma era a fé e não lutaram só pela terra, os caboclos do Contestadodefendiam um modo de vida alternativa que construíam vivendo e trabalhandonesta terra, sem dinheiro, sem polícia e sem ladrão, mas também sem fome e semprostituição.Estas coisas ruins já estavam logo ali, na vizinhança, na casa dos endinheirados.A região povoou rapidamente, muitas clareiras na mata, famílias queriam umpedaço de terra e organizar uma forma econômica independente de viver, masforam jogados na ilegalidade, eles diziam que clamavam a monarquia e omessianismo, mas porque era republicano o privilégio latifundiário que levantava abandeira feita a ferro e fogo.O messianismo reina...O imigrante era bem- vindo e as terras só a eles ceder, para banir o caboclo.A reencarnação de São Sebastião e os Doze Pares de France eram seus escudos enão tinha cowboy americano nem exército que lhe tirasse a vontade de lutar eacreditar em dias melhores.A araucária é o templo, eles podem derrubar a madeira, mas não derrubam a fé docaboclo corta a árvore, mas a raiz representa a crença popular.Fofoca, intriga de coronéis. Se eles podiam ir de trem e de avião o caboclo ia comfé, andando ou de mula, mas não era fácil de derrubar.Os caboclos eram gente destribalizada, se juntaram brancos, pretos e índios quenão sendo nada formaram o Homem do Contestado, caboclo firme, guerreirodecidido a matar e a morrer para seu chão defender, pois aquela extensão de terra,suja de sangue era uma exuberância e mistério que fizeram com que o Contestadoentrasse na história como um reino e seus mitos, onde tinha espaço para aslendárias mulheres guerreiras que faziam curas batizados, casamentos e vidênciassobre o futuro, gente anônima e de grande importância na história.Raízes históricas...Santa Catarina carrega com orgulho a memória desta grande revolta cabocla.Mostrou a bravura de um povo que lutou com fé e esperança, acreditando que aquise poderia viver com paz, justiça e alegria.São criados os quatro primeiros e grandes municípios: Cruzeiro, Chapecó, PortoUnião e Mafra. E agora um Oeste com seu brilhante futuro, um verdadeiroEldorado, celeiro deste estado que faz sua gente feliz. E a Insurreição Xucra, 100anos depois com Os Protegidos da Princesa se transformará neste carnaval.MARTHA FERNANDEZ GONZAGA (Autora do Enredo)RAPHAEL SOARES (Carnavalesco)

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