Rapport d’information Comission des Affaires Culturelles  sur  la crise de la presse (Outubro de 2007)
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La presse quotidienne est en crise! <ul><li>Verifica-se a  mesma tendência  nos  diários regionais </li></ul><ul><li>Mesmo...
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Propostas da comissão <ul><li>La presse quotidienne est en danger et quelques propositions (…) peuvent l’aider à stopper l...
Propostas da comissão <ul><li>2.   Seduzir o leitor </li></ul><ul><li>- Reflectir sobre a  abordagem editorial  para criar...
Propostas da comissão <ul><li>3. Sensibilizar as gerações jovens </li></ul>Aproximar os jovens dos 11 aos 18 anos da impre...
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  1. 1. Rapport d’information Comission des Affaires Culturelles sur la crise de la presse (Outubro de 2007)
  2. 2. La presse quotidienne est en crise! <ul><li>Redução drástica das receitas: </li></ul><ul><li>Perda de leitores nos diários generalistas : </li></ul><ul><li>menos de 160 exemplares por 1000 habitantes </li></ul><ul><li>- Ocupa o 12.º no ranking europeu e o 31.º no mund ial </li></ul>249,9 n.d. 263,2 EUA 633,7 644,2 646,9 Japão 67,4 67,7 67,1 Grécia 68,6 68,6 65,6 Portugal 113,3 122,8 122,2 Espanha 114,3 114,5 157,9 Itália 137,4 126,2 127,6 Polónia 159,6 160,3 167,0 França 169,5 172,5 172,8 Bélgica 201,2 190,1 193,6 Rep. Checa 232,3 233,7 249,8 Irlanda 294,2 302,5 318,9 Holanda 293,6 300,5 436,6 Dinamarca 305,2 313,0 321,9 Alemanha 314,4 372,2 377,5 Áustria 348,0 331,6 393,4 Reino Unido 481,2 489,4 590,0 Suécia 518,4 522,1 524,2 Finlândia 626,3 650,7 684,0 Noruega 2005 2004 2003 PAÍS TIRAGEM POR MIL HABITANTES
  3. 3. La presse quotidienne est en crise! <ul><li>Verifica-se a mesma tendência nos diários regionais </li></ul><ul><li>Mesmo durante as eleições presidenciais (que agitaram bastante a opinião pública) a tiragem dos jornais pouco aumentou </li></ul><ul><li>Menos de um em cada dois franceses lê jornais diários </li></ul><ul><li>vs. </li></ul><ul><li>quase todos os lares dispõem de rádio, TV e, por vezes, ligação à Net (banda larga) </li></ul>
  4. 4. La presse quotidienne est en crise! <ul><li>Redução das receitas publicitárias (que migraram para outros media): </li></ul>+ 42% Internet + 4,5% Televisão + 1,5% Rádio + 7,9% Imprensa gratuita - 1,5% Revistas + 1% Diários regionais - 3,5% Diários nacionais + 1,7% Imprensa (total) EVOLUÇÃO 2006/2005 MEDIA
  5. 5. La presse quotidienne est en crise! <ul><li>A imprensa diária sofre de 3 handicaps em matéria publicitária: </li></ul><ul><li>O mercado publicitário que se lhe dirige é reduzido </li></ul><ul><li>Tem de o partilhar com vários e dinâmicos concorrentes </li></ul><ul><li>Comparando com os homólogos europeus, capta uma fraca fatia do investimento publicitário </li></ul><ul><li>Exemplo: os pequenos anúncios adaptam-se melhor aos jornais regionais do que aos generalistas. </li></ul><ul><li>Há uma migração para os jornais gratuitos ou para a Net . </li></ul>
  6. 6. La presse quotidienne est en crise! <ul><li>Custos elevados </li></ul><ul><li>- leitores - custos do papel, </li></ul><ul><li>- publicidade produção e </li></ul><ul><li>distribuição </li></ul><ul><li>impressão e distribuição </li></ul><ul><li>metade do preço de venda </li></ul><ul><li>de um jornal </li></ul><ul><li>Sector pouco rentável: perdas anuais entre € 56 e 175 milhões </li></ul>
  7. 7. Responsabilidades partilhadas <ul><li>Novos concorrentes: multiplicação de medias e sua especialização (saturação do mercado) </li></ul><ul><li>1. Diários gratuitos </li></ul><ul><li>Grandes tiragens 20 minutes (749 mil); Metro (732 mil) </li></ul><ul><li>vs. Monde (462 mil); Figaro (430 mil) </li></ul><ul><li>Neutralidade editorial: os diários pagos (opinião) vs. os gratuitos (informação bruta – hard news ) </li></ul><ul><li>Distribuição adaptada ao público alvo (jovem, urbano e activo) – determinam horários e locais de entrega </li></ul><ul><li>Nota: não interferem nas vendas dos jornais pagos </li></ul>
  8. 8. Responsabilidades partilhadas <ul><li>2. Internet (revelador das fraquezas dos diários) </li></ul><ul><li>Global, interactivo , inovador na relação do cidadão com a informação </li></ul><ul><li>Difusão: “monopolizador de atenção” e gratuito </li></ul><ul><li>Utilizadores crescentes atraem publicidade crescente </li></ul><ul><li>Sem limites físicos do papel : assuntos limitados, constrangimentos de paginação ou timings de publicação </li></ul><ul><li>Informação quase instantânea e actualizada permanente/ </li></ul><ul><li>Vasta e variada: blogs , informação e opinião, factos e rumores, análises fundamentadas e opiniões fantasiadas </li></ul><ul><li>“ Jornalismo participativo” </li></ul>
  9. 9. Responsabilidades partilhadas <ul><li>3. Responsabilidades sindicais </li></ul><ul><li>Quase monopólio do Syndicat du Livre em matéria de contratação do pessoal de impressão </li></ul><ul><li>Custos elevados: salários elevados dos seus membros, planos sociais de pré-reforma e reforma, formação </li></ul><ul><li>Herança pesada: custos de fabrico elevados, organização improdutiva do trabalho, etc. </li></ul><ul><li>Mesmo com o mercado publicitário em depressão, </li></ul><ul><li>foi necessário aumentar o preço de capa dos jornais </li></ul>
  10. 10. Responsabilidades partilhadas <ul><li>4. Responsabilidade dos editores </li></ul><ul><li>Dificuldade de difusão e distribuição : vendas dependem quase unicamente dos pontos de venda (assinaturas escassas) </li></ul><ul><li>Desaparecimento de pontos de venda </li></ul><ul><li>Conteúdo oferecido não vai ao encontro do leitor num mundo onde a informação está disponível gratuitamente </li></ul><ul><li>Esforços para seduzir o leitor: criação de suplementos temáticos e produtos (como DVDs ou livros) </li></ul><ul><li>generalistas sem grandes possibilidades de sobreviver </li></ul>
  11. 11. Responsabilidades partilhadas <ul><li>5. Responsabilidade dos poder públicos </li></ul><ul><li>Regime económico da imprensa não se desenvolveu em função das suas necessidades </li></ul><ul><li>Racionalização das ajudas directas: permitem apenas manter os jornais em pior situação </li></ul><ul><li>Em contrapartida, os meios de difusão continuam a beneficiar de subsídios relativamente elevados </li></ul>
  12. 12. Responsabilidades partilhadas <ul><li>6. Responsabilidade dos jornalistas </li></ul><ul><li>Profissão vitimada pela situação financeira </li></ul><ul><li>Falta de meios: Atentados à sua </li></ul><ul><li>“ jornalismo independência/ </li></ul><ul><li>de secretária” censura </li></ul><ul><li>Perda de credibilidade </li></ul>
  13. 13. Propostas da comissão <ul><li>La presse quotidienne est en danger et quelques propositions (…) peuvent l’aider à stopper l’hémorragie des lecteurs et annonceurs. </li></ul><ul><li>Reencontrar e fidelizar o leitor </li></ul><ul><li>Rever as ajudas ao transporte de modo a redinamizar a distribuição </li></ul><ul><li>Criar e melhorar pontos de venda : no centro das cidades, diferenciados e especializados </li></ul><ul><li>Fazer algumas alterações à lei Bichet (relativa à distribuição) </li></ul>
  14. 14. Propostas da comissão <ul><li>2. Seduzir o leitor </li></ul><ul><li>- Reflectir sobre a abordagem editorial para criar no leitor a vontade de comprar o jornal </li></ul><ul><li>- “Médiamétrie” da imprensa : entidade independente para medir cientificamente as audiências dos diferentes jornais e conhecer com precisão os hábitos de leitura </li></ul><ul><li>- Renovar a oferta editorial : evitar confundir qualidade com elitismo ou catástrofe, por exemplo </li></ul>
  15. 15. Propostas da comissão <ul><li>3. Sensibilizar as gerações jovens </li></ul>Aproximar os jovens dos 11 aos 18 anos da imprensa Permitir que os estudantes tenham acesso aos jornais diários para fins pedagógicos Financiar uma assinatura de um jornal diário a cada aluno que entre no ensino secundário Instalar pontos de venda nos liceus
  16. 16. Propostas da comissão <ul><li>4. Definir um novo modelo económico </li></ul><ul><li>- Favorecer a criação de grupos “plurimédias” (repensando as leis de anticoncentração) </li></ul><ul><li>- Pôr fim à insegurança jurídica relativa aos direitos de autor dos jornalistas </li></ul><ul><li>5. Fortalecer o estatuto dos jornalistas </li></ul><ul><li>- Introduzir uma carta ética e deontológica nas normas que regulam a profissão </li></ul><ul><li>- Definir com precisão a protecção das fontes no direito francês </li></ul>

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