Brasília/DF, Julho de 2015
Ano XIII - Edição 110
Publicação mensal
A Crise na Grécia.
Página 3
Ronda Rousey,
que mulher é
...
Diretor Responsável:
José Natal
Edição:
Kátia Maia
Projeto gráfico e diagramação:
Evaldo Gomes de Abreu
Impressão:
Alpha G...
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ocê tem algum parente, ou conhece alguém
que tenha depressão na família? Pode ser
também outras doenças como síndrome do...
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mas das paisagens naturais de Brasília
mais admiradas são os coloridos Ipês que
atraem olhares e cliques dos mais variad...
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3% do total de acidentes ocorridos em
rodovias fe...
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cuja função é proteger, defender e atacar
os invasores que se apresentam na forma
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um aumento de 5,38%
no primeiro semestre de 2015, de
acordo com o ind...
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PROMOÇÃO DE CFTV!
Na aquisição de um Circuito Fechado de Televisão
com até 6 câmeras digitais, rece...
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passou pela experiência de armazenar
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Behavioral
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em Sociologia/
UNB, Doutoranda
em Psic...
Às margens do LagoJosé
Natal
jnatal@uol.com.br
DROPS
Os taxistas estão em pé de guerra com O UBER,
sistema de taxi moderno...
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Coelho
Maraísa
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Educador,
palestrante em
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série de reportagens Tráfico Internacional
de Drogas, de autoria de Diego Amorim,
Edson Luiz e Beatriz Ferrari, publicad...
Felippo
Principe
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e fundador
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especializada em
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Francisco
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Engenheiro Civil
e Mestre em
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Solos, Fundações
e Geotecnia e
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...
Senador (PMDB-
AL), presidente
do Congresso
Nacional
Renan
Calheiros
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a reabertura do Congresso Nacional,  no
segundo sem...
estratégia que oriente os rumos e que, por sua vez,
promova um alinhamento entre os níveis estratégico,
tático e operacion...
Eventos que agitaram BrasíliaOswaldo
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  1. 1. Brasília/DF, Julho de 2015 Ano XIII - Edição 110 Publicação mensal A Crise na Grécia. Página 3 Ronda Rousey, que mulher é essa? A lutadora americana veio ao Brasil, atropelou a brasileira Beth Correia em 34 segundos de luta e mostrou por que é a melhor do mundo. Página 17 Rollemberg promete recuperar a economia do DF Em reunião com empresários o Governador anuncia, e promete, que vai achar a saída para a crise economica do DF. Página 37 Andre Gustavo Stumpf As floresde agosto encantam Brasília
  2. 2. Diretor Responsável: José Natal Edição: Kátia Maia Projeto gráfico e diagramação: Evaldo Gomes de Abreu Impressão: Alpha Gráfica Colaboradores: Alexandre Garcia, Luís Natal, Ricardo Noblat, José Fonseca, Sheila D´Amorim, Wilson Ibiapina, Milton Seligman, MônicaWaldvolgel, Mayrluce Vilella, Paulo Pestana, Silvestre Gorgulho, Heraldo Pereira, Gilnei Rampazzo, Fernando Guedes, Christiane Samarco, Greicy Pessoa e Silvia Caetano. CHRIS NASCIMENTO/SÃO PAULO FABIANA FERNANDES/CURITIBA ENTRE LAGOS/RIO Editora: Dayse Nascimento (02121 7854 4428) Colaboradores: Carlos Sampaio, Cássia Olival, Ronsangela Alvarenga, Paulo César Feital, Daisy Nascimento e Luis Augusto Gollo. www.revistaentrelagos.com.br Expediente Rio Grande Comunicação S/S Ltda • SHCN CL quadra 211 Bloco A, Nº 10 - Sala 218 - Brasília - DF. CNPJ: 33.459.231/0001-17 • Tel.: (61) 8170.3702 - 3366.2393 A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO André Gustavo Stumpf Jornalista Anuncie aqui! A Revista Entre Lagos possui 10 anos de tradição. É distribuída gratuitamente em pontos comerciais e órgãos públicos.61 8170 3702 www.revistaentrelagos.com.br AMARGO REGRESSO Julgado e condenado como responsável pelo mensalão o ex-Ministro do Governo Lula, José Dirceu cumpria prisão domiciliar e esperava ser liberado integralmente ano que vem. Pretendia morar em Portugal. Não deu certo. A justiça descobriu que mesmo trancafiado Dirceu continuava a operar, liderava grupos que atuavam na ilegalidade e a propina continuava pingando todo mes na conta dele. O mito José Dirceu acabou, e ele foi novamente preso e agora, como já não é reú primário, terá dificuldades pra sair de novo da cadeia. Triste fim de um reinado cujo o rei tinha os pés de barro. P aíses passam por crises financeiras, maiores ou menores, e se encontram com seu destino. Os Estados Unidos viveram a grande depressão dos anos trinta e reuniram forças para aparecer depois da Segunda Grande Guerra como a maior potência do planeta. Antes do conflito, era um país desarmado, praticamente sem Marinha organizada, que permitiu o passeio dos submarinos alemães no Atlântico Norte. A Argentina já figurou entre as dez maiores economias do mundo. Hoje, depende do Brasil. Cada um encontra o seu destino. A Grécia, re- centemente, jogou um pôquer internacional pesado. Aparentemente conseguiu bons resultados. Não pa- gou a dívida de 1,6 bilhão de euros com o Fundo Mo- netário Internacional. Era parcela pequena destinada apenas a manter o fluxo de outros empréstimos no valor de total de 240 bilhões de euros. No entanto, Poderesabersem realizar aquele pagamento, todos os demais em- préstimos ficariam suspensos. O primeiro-ministro Alexis Tsipras vislumbrou sua única chance: convocou o plebiscito e fez campanha pelo voto não. Venceu. Legitimou-se com o representante dos gregos. E ne- gociou com a FMI, o Banco Central Europeu e os cre- dores privados. A solução para a crise grega apareceu depois de uma inteligente manobra política. Aposta pesada, de bilhões de dólares, em que nenhum dirigente teve a coragem de pedir a exclusão da Grécia da União Europeia. Qual deles gostaria de ter essa marca em seu currículo pessoal? Tsipras jogou e venceu. A di- retora geral do FMI, Cristine Lagarde diz agora que a situação financeira da Europa é melhor. A crise grega saiu das manchetes de jornal. O governo brasileiro poderia prestar mais atenção nesta incrível modificação de cenário. Foi a negociação polí- tica que concedeu oxigênio necessário para os gregos 2 3JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  3. 3. V ocê tem algum parente, ou conhece alguém que tenha depressão na família? Pode ser também outras doenças como síndrome do pânico, bipolaridade, esquizofrenia, fibromialgia, TOC, entre outras. Você conhece? Com certeza sua resposta será sim, porque se não tiver uma pessoa com esse tipo e doenças dentro de sua casa, certamente terá na família mais distante ou na de algum amigo. O  resultado  também será o mesmo se você trabalhar em grandes cidades e, principalmente, se for colaborador de uma grande empresa. Fa- talmente, saberá de casos de colegas que estão com essas doenças, inclusive alguns estão afasta- dos do trabalho porque não têm condições de executar suas funções. O interessante é que se trata de uma doença que não é limitante porque fisicamente a pessoa não fica incapacitada. E por esta razão é o tipo de patologia que demora muito para se chegar a um diagnóstico. Justamente porque não foram apresentadas difi- culdades físicas aparentes, as pessoas que convi- vem com o doente e ele próprio não percebem com facilidade que se trata de uma doença. Dessa forma,  quem tem os sintomas leva muito tempo para decidir consultar um mé- dico especialista para entender o que se passa. E nesse sentido, compreendemos que o pre- conceito que existe em buscar ajuda profissional de um psiquiatra é difícil de vencer, porque afinal de con- tas ninguém quer se considerado como “louco” e essa especialidade trata de apenas de malucos. E quando o psiquiatra conclui o diagnóstico? O que pode fazer para ajudar o doente? Quase nada... A medicina atual admite o fato de que não há cura para esse tipo de doenças e com a medicação disponível só consegue controlar os sintomas. Ainda há o fato que é muito difícil ao médico especialista definir um diagnóstico preciso, porque não pode contar com exames laboratoriais que defi- nam com precisão a lesão ou área afetada pela doença no corpo físico como se faz em outras especialidades, como gastrenterologia, ortopedia, entre outras, que inclusive, podem comprovar a anomalia por meio de exames e até fotografias. O psiquiatra depende de análises subjetivas e, portanto, seu diagnóstico poderá não ser conclusivo. Assim, é possível iniciar a posologia de uma medica- ção e, pouco tempo depois, há a necessidade de tro- car o remédio, uma vez que o primeiro não teve o efeito desejado. Da mesma forma, é comum um paciente que consulte vários psiquiatras encontrarem diagnósticos diferentes apresentando os mesmos sintomas. E isto é deficiência do médico? Não! O problema está na formação do médico psi- quiatra por uma distorção na visão das doenças em si. Não há no conteúdo programático das faculdades de medicina em qualquer lugar do mundo qualquer refe- rência ao espírito do ser humano. A medicina atual é dedicada e voltada exclusivamente para o corpo físi- co. E, portanto, nas escolas, o médico só aprende as funções e reações do corpo físico. Ora, é o mesmo que desejar ir de automóvel para o Rio de Janeiro a partir de São Paulo e não usar a rodovia Dutra... A origem dessas doenças está na “alma” (es- pirito) e não no corpo físico. Por isso, é impossível obter-se um resultado satisfatório nesses casos tra- tando o corpo e não o espírito. É como o exemplo da viagem ao Rio de Janeiro. O SISE – Sistema Imunológico de Saúde Espiri- Dárcio Cavallini tual, é um tratamento energético que atua no campo espiritual, que é a origem dos sintomas que o paciente apresenta. Com técnicas simples, não invasivas e sem me- dicamentos, o paciente encontra a cura de seus males em poucos meses, mesmo que já esteja sob efeito de medicação a longo período de tempo. E isto, já está comprovado em milhares de casos que são tratados pelo SISE. Isso porque somos um espírito milenar, que já viveu e viverá ainda várias encarnações utilizando- -se de um corpo físico para aprender a evoluir neste planeta. O aprendizado que não conseguimos numa encarnação fica registrado em nossa memória espi- ritual e se torna um bloqueio de energia magnética, que se apresenta na memória do corpo atual de for- ma silenciosa e inconsciente e motiva o paciente a se comportar de determinada forma contrariando suas próprias vontades. Por esta razão é alarmante o nú- mero de suicídios praticados por pessoas com esses diagnósticos. Um trauma não resolvido em outras vidas, torna-se uma massa de energia magnética que blo- queia o fluxo de energia vital no campo físico do pa- ciente, promovendo os sintomas desconfortáveis que se apresentam e que o desmotivam a viver de forma feliz. Nosso corpo físico, que é uma massa eletro- magnética, tem estrutura suficiente para resolver qualquer questão traumática que possa ser desta en- carnação. Os traumas registrados em outras encar- nações anteriores são massas de eletromagnetismo vivas e atuam por ressonância magnética na memória física do corpo atual. Assim por sintonia, cada vez que passamos pelo mesmo tipo de trauma emocional, o corpo resolve a carga da presente encarnação, mas não tem estrutura molecular para “digerir” a carga emocional inconsciente excedente e, por essa razão, acaba atuando na memória presente, motivando o paciente a determinados comportamentos mesmo contra sua vontade. Quem vive esse tipo de situação sabe do que estamos falando. É difícil até de compreender, por- que desejamos fazer uma coisa e fazemos totalmente o contrário e, dessa forma, nos tornamos refém dos pensamentos produzidos no mental de certa forma involuntários. Curar esses males é muito mais fácil e simples do que se imagina. Basta atuar na origem, que é a alma, a qual se manifesta pela mente. Um trabalho elaborado em parceria entre a medicina psiquiátrica e o SISE tem gerado milhares de auto curas. Um não substitui o outro, mas os dois métodos podem e devem fazer parte do protocolo de tratamento de doenças da psiquiatria. Quem tem depressão?voltarem a respirar sem aparelhos. Nada está diferente do que era antes. Apenas as duas partes perceberam que tinham que manter a convivência. Expulsar a Grécia, museu a céu aberto da civilização ocidental, não é tarefa simples. E nenhum cidadão da Alemanha, país que desorganizou a Europa duas vezes em um século, tem capacidade para solicitar tamanho sacrifício. As crises são políticas. As consequências são econômicas e financeiras. A presidente Dilma Rousseff comprometeu as contas nacionais para se reeleger. Se tivesse tido visão de estadista teria aberto o caminho para seu antecessor, que esfregava as mãos na expectativa de concorrer. A crise ficaria para Lula e ela estaria des- cansando numa bela praia do nordeste. Não fez isso e herdou seu próprio prejuízo. O ministro Joaquim Levy é competente e trabalhador. Co- meçou a negociar com congressistas e descobriu que não é fácil. É preciso ter história, competência e muito tempo disposto à conversa. A inflação sobe, as universidades param, o desemprego acelera e as expectativas pioram. Não adianta tentar corrigir os problemas econômicos ouvindo economistas. Eles não são capazes de enxergar amanhã, raciocinam com o over night. A denúncia da advogada Beatriz Catta Preta de que foi ameaçado por integrantes da CPI da Petrobrás é algo muito sério. Se for confirmada, estará caracterizada ação no sentido de dificul- tar o trabalho da justiça. É preciso lembrar que o procurador geral da República, Rodrigo Janot anunciou, recentemente, que estava sendo ameaçado. Não fez maiores declarações sobre o assunto. Mas anda, agora, cercado por seguranças da Polícia Federal. A questão brasileira é muito menos séria que a grega. As soluções possíveis são de natureza política, embora não sempre os políticos estejam dispostos a auxiliar. É necessário ter liderança e capacidade de agir. Cara feia não ajuda em nada. Gritar, humi- lhar e destratar auxiliares também não concorre para o sucesso do empreendimento. Resta a oportunidade de negociar, conversar e buscar entendimento. Talvez com governadores. Não se faz polí- tica com o fígado. Caso contrário, vencerá a sentença terrível de Ulysses Guimarães sobre os militares, que pode perfeitamente ser aplicada hoje. Ele dizia que existem líderes que podem mais do que sabem. 4 5JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  4. 4. U mas das paisagens naturais de Brasília mais admiradas são os coloridos Ipês que atraem olhares e cliques dos mais variados expectadores. É só começar a surgir a primeira leva de flores começa no mês de junho e pouco a pouco vão tomando conta do dia a dia do brasiliense e enfeitam a capital até o final do ano. A ordem das florações é ditada pela pró- pria natureza e obedece a um colorido que começa com o roxo, passando pelo amarelo, rosa, branco e finalmente: verde. Sim, existe ipê verde! Eles estão no parque da cidade, mas são quase imperceptíveis quando florescem porque apesar de serem da cor das folhas, sua flor, quando aparece fica debaixo da fo- lhagem, num verde amarelado que se confunde com toda a planta. Os amarelos e roxos são plantas mais vigoro- sas e resistentes e atingem entre 15-18 metros. No caso dos ipês rosa a altura fica entre 12-15 metros e os brancos, em torno de dez metros. Os Ipês de uma forma geral atingem o estágio adulto em aproximada- Brasíliatomada de flores mente dez anos. A duração das flores é de quinze dias em mé- dia, sendo que uma árvore pode florir mais de uma vez durante o mesmo período seco. Mas como as ár- vores não florescem todas ao mesmo tempo, a uma mesma cor pode durar até dois meses, dependendo das condições climáticas. O Ipê Branco tem uma flo- ração mais rápida (de uma semana a dez dias numa mesma árvore). Eu vejo flores em Brasília No Distrito Federal existem cerca de 600 mil pés plantados, entre árvores de porte maior e mudas acima de dois metros. Somente no Plano Pi- loto são aproximadamente 200 mil  exemplares da espécie. A Novacap é responsável pelo plantio da plan- ta nas áreas verdes das quadras e ao longo das vias como a W3, o Eixo Monumental e a L4, existindo maior concentração nos Eixos Norte/Sul. As mudas de Ipê são plantadas nas áreas verdes em período chuvoso do ano, sendo nativas e adapta- das ao clima do cerrado. Todas as mudas de árvores e flores plantadas pela Novacap no DF são provenien- tes dos viveiros da Companhia. A Novacap dispõe de mudas de cores variadas e comercializa apenas o excedente.  O interessado em adquirir mudas de ipês pode se informar pelo te- lefone (61) 3403-2460 para saber se há disponibilida- de de venda. O preço depende do tamanho da muda e do tipo de acondicionamento, podendo variar entre doze a cem reais. Veja as cores das florações por época do ano: Ipê-roxo: Junho e setembro Ipê-amarelo: Julho e setembro Ipê-rosa: Agosto e setembro Ipê-branco: Agosto e outubro Ipê-verde: Dezembro e março Foto: http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2014/09/28/lnipe15.jpg Fotos: de F. Gualberto Kátia Maia Colaboração de Karol Ribeiro 6 7JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  5. 5. A s colisões frontais (comuns em ultrapassagens), apesar de serem apenas 3% do total de acidentes ocorridos em rodovias federaisrepresentaram 34% das mortes, no período de agosto de 2013 a julho de 2014, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal. Para evitar comportamentos de risco, o motorista deve conhecer as dicas de segurança e motivos que levam motoristas a se envolveram em acidentes.   Ultrapassagem, segundo o anexo I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): “é o movimento de pas- sar à frente de outro veículo que se desloca no mes- mo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de ori- gem”. A especialista em trânsito da Perkons, Idaura Lobo Dias, lembra que o ato demanda prudência, pa- ciência e respeito pelos demais ocupantes da via para ser realizado com segurança. “Antes de iniciar uma ultrapassagem garanta que nenhum condutor atrás ou à sua frente está começando ou sinalizando que irá fazer o mesmo. Sempre dê a preferência nesses casos. Também tenha certeza que a faixa de trânsito Colisões frontais são principal causa de morte nas rodovias 34% das mortes nas rodovias federais foram causadas por este tipo de acidente Mariana Simino que você utilizará está livre numa extensão suficiente para que essa manobra seja feita em segurança”, orien- ta. Confirmada a possi- bilidade de realizar a ultra- passagem, Idaura explica que, para dar início à mano- bra, o motorista deve sinalizar com antecedência sua intenção, através da luz indicadora de direção (pis- ca ou seta); afastar-se do veículo a ser ultrapassado, mantendo distância dianteira e lateral; e, ao concluir a ultrapassagem, sinalizar antes de voltar à faixa de origem. “Não ultrapasse em locais proibidos, como pontes, travessias de pedestres, trechos sem visibili- dade suficiente ou em áreas urbanas.”, completa. Há regras de segurança para quem é ultrapas- sado também. A especialista da Perkons diz que o condutor não deve acelerar, como já determina a lei. “Utilize a faixa da esquerda somente para ultrapassar, depois retorne para a direita. Deixe passagem para quem está mais rápido que você. Se há um veículo à sua frente em menor velocidade, reduza a marcha e mantenha distância dele até que possa ultrapassá-lo e seguir seu caminho”, sugere.   Acaso ou imprudência? Israel de Moura Farias Júnior, Tenente Coronel da Polícia Militar de Pernambuco, afirma que os acidentes por ultrapassagem não ocorrem por acaso e sim por imprudência. Em rodovias, é comum os condutores abusarem da confiança e da velocidade quando há pavimento de qualidade, boas condições climáticas, veículo novo, excesso de autoconfiança e a sensação de impunidade. “Por excesso de confiança, muitos motoristas tentam fazer a ultrapassagem sabendo que não tem espaço suficiente para isso e criam uma condição de perigo para si e para os demais que trafegam na rodovia”, avalia. Para o Tenente Coronel, é preciso sempre seguir o que o CTB determina e ele é claro quanto às ultrapassagens. O artigo 29 determina que a ação deverá ser feita sempre pela esquerda, exceto quan- do o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda. Ainda de acordo com o artigo, quando a pista comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, as da direita são desti- nadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassa- gem e ao deslocamento dos veículos de maior velo- cidade. “Quando a pista tem três faixas aquele que está na esquerda e notar que o veículo de trás deseja ultrapassar é obrigado a se deslocar para a faixa da direita (chegando à faixa central). Caso esteja na fai- xa do centro ou da direita, não é preciso se mover”, complementa. Os caminhões, por serem veículos mais lentos, têm regras específicas. Por exemplo, quando transitar em fila, deixar espaço entre um caminhão e outro para que o carro possa intercalar-se entre esses veículos com segurança, conforme determina o artigo 30. T odos estão cansados de saber que fazer exercícios é essencial, simplesmente pela melhoria do metabolismo e de várias funções motoras, além de, claro, melhorar a aparência física. Mas, parece que essa ideia ainda não repercutiu no Brasil, ou todos fecharam os ouvidos para não escutar. O país possui um dos maiores índices de obesidade do mundo. Segundo estudos do Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) da Universidade de Washington, 52,5% dos homens e 58,4% das mulhe- res acima de 20 anos tem sobrepeso ou obesidade. O Ministério do Esporte di- vulgou que 45,9% da p o p u l a ç ã o em geral é sedentária e não praticou nenhuma ati- vidade física Levante do sofá O sedentarismo está em alta e os índices são preocupantes. ao longo do ano. O ideal seria praticar esportes três vezes por semana, com duração mínima de 30 minutos. Carlos Vidal, personal trainer atuante no Rio de Janeiro, afir- ma que fazer essas atividades, alternando com uma musculação duas vezes por semana trará resultados mais rápido. O sedentarismo está entre os dez principais fa- tores de risco que ameaçam a saúde. Carlos preparou algumas dicas para você sair do sofá e se exercitar: 1- Faça uma avaliação física. Teste a sua fle- xibilidade, força e fôlego, isso pode ser feito por um profissional de Educação Física na própria academia que vai frequentar; 2- Trace objetivos realistas. Isso pode ser mo- tivador, desde que mantenha os pés no chão, almeje metas possíveis; 3- Escolha uma atividade com que tenha afini- dade. Experimente diferentes modalidades até achar a certa para você; 4- Comece aos poucos. Os exercícios não po- dem exigir muito, respeite seus limites; 5- Persista. É comum se desanimar, às vezes pela monotonia ou por não conseguir ver os resulta- dos imediatamente, mas no longo prazo vale a pena. Carlos Henrique Vidal 8 9JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  6. 6. O corpohumanotemumsistemaimunológico cuja função é proteger, defender e atacar os invasores que se apresentam na forma de bactérias, vírus, fungos, entre outros, e que causam as doenças físicas. No campo espiritual temos um sistema imu- nológico semelhante ao físico e que também defen- de o ser humano contra os invasores, que causam a doenças emocionais. Podemos citar inveja, ódio, vin- gança, mentes perturbadas e todo tipo de distúrbio emocional.  Os agentes desse sistema são os chackras e os corpos sutis que fazem parte do condomínio es- piritual de cada ser humano. Uma empresa, seja ele pequena ou grande, sente e reflete seus sentimentos nos resultados dos trabalhos a que se propõe para o mercado. Esses sentimentos são o campo energético criado pela somatória das pessoas que compõem a empresa, sejam seus diretores, membros de adminis- tração, produção, vendas, entre outros. Assim, se tivermos uma equipe bem treinada e motivada, o campo emocional de cada membro vibra com toda sua capacidade de realizar e se concentra com facilidade no foco de sua tarefa, contribuindo as- sim para o bom desempenho do negócio. No corpo físico, quando uma célula é atacada e dominada por uma bactéria, por exemplo, todas as outras células devem trabalhar redobradamente para repor a falta do padrão vibratório daquela que está doente no sistema e, assim, deixa de funcionar em Dárcio Cavallini toda sua plenitude. No campo energético o processo é o mesmo. Quando um indivíduo entra em estado de desequi- líbrio emocional constante, significa que seu sistema imunológico espiritual foi agredido e invadido pelas “bactérias astrais”, que são formas pensamento que passam a interferir na elaboração dos pensamentos das pessoas. E o que isso tem a ver com uma empresa? A alma de uma empresa é a somatória do conjunto de pensamentos de seus colaboradores de todos os níveis. Todos interferem no “humor”  e, na medida em que os pensamentos convergem para o mesmo padrão, fica mais fácil formar a “egrégora” que determina a qualidade da performance da em- presa. Inclusive, essa reação emocional do grupo é mais frequente do que se imagina. Quantas coisas acontecem num setor de produção, por exemplo, que não se explicam e no entretanto acontecem. Maquinas que quebram, sistemas elétricos que entram em pane, lotes de produção recusados pelo controle de qualidade e tantos outros acontecimentos que interferem no produto final e na produtividade. Quantos colaboradores treinados, qualificados e de boa vontade acabam cometendo erros primários e incompreensíveis, que alteram o humor de todos e, consequentemente, o desempenho do grupo. Muitos são os problemas que acontecem sem explicação... Na maioria das vezes, tratam-se de problemas causados pela falta de saúde espiritual dos membros da equipe, que provocam o clima energético favorá- vel para desestabilizar o sistema imunológico espiri- tual da empresa. Em uma ocasião, fiz um atendimento numa ótica de médio porte. Em razão do crescimento foi necessário contratar mais uma colaboradora para atender os clientes no balcão. Era uma jovem com excelentes atributos, tanto que nos dois primeiros meses fez a diferença no faturamento. O proprietário desejando expandir ainda mais seus negócios, colocou na porta da loja, um desses bonecos coloridos “malucos” que se movimentam o tempo todo inflados por um ventilador na sua base. A partir desse fato, as vendas iniciaram um ca- minho inverso ao desejado. De repente, elas caíram vertiginosamente. Feita a varredura identificamos que o medo da moça em relação ao boneco impedia a entrada de clientes na loja. Seu trauma causava-lhe verdadeiro pavor que trazia de um acontecimento intrauterino. Identificado o problema, tratamos a jovem adequadamente e também foi necessária a devida lim- peza energética no ambiente, que já estava impregna- do com formas pensamentos negativos. Pouco tempo depois, uma nova filial foi inau- gurada e a moça tornou-se gerente e, assim, uma im- portante colaboradora para o desenvolvimento dos negócios para a ótica, que tornou-se uma rede na região. Claro que, regularmente, fazemos a devida varredura nas lojas e ainda contribuímos para avaliar o local antes da abertura das filiais. Quantos são os negócios que se instalam num determinado prédio e não giram? Quantos são ainda Empresário e Terapeuta, além de fundador do Instituto BioSegredo (www.instituto biosegredo.com.br) Saúde espiritual nas empresas aqueles que ficam meses ou anos sem que ninguém se interesse em alugar apesar de todas as qualidades que o prédio aparentemente apresente? Lembro-me de um caso interessante. No bair- ro do Jabaquara, em São Paulo, um excelente prédio comercial não conseguia ser alugado, apesar de todos os esforços da proprietária, inclusive com uma sensí- vel redução de preço no aluguel. Feita a avaliação foi constatado que havia mor- rido ali uma pessoa que era o gerente do antigo negó- cio. Vítima de um assalto ao tentar proteger o “caixa” foi baleado e não resistiu. A partir desse episódio o próprio negócio não deslanchou mais e o dono acabou entregando o pré- dio, que estava pronto para ser habitado, com todas as instalações; enfim uma excelente oportunidade. Entretanto, todos que ali visitavam para co- nhecer, gostavam, mas o aluguel não se concretizava. Feita a limpeza energética necessária e o tra- tamento das pessoas envolvidas com o processo em pouco tempo foi alugado e a empresa continua explo- rando com sucesso o ponto até os dias de hoje. Quantos bons colaboradores faltam com fre- quência ao trabalho por apresentarem sintomas de doenças que acabam não sendo diagnosticadas por- que só se identificam os sintomas? Quanto o absen- tismo interfere na qualidade da produção de uma empresa? Quantos são os motivos que aparentemente não se explicam? Quando aparecer um problema na sua empre- sa que aparentemente não tem solução pelos meios “normais”, que tal pensar em diagnosticar como está o ambiente energeticamente e os colaboradores? Anuncie aqui! 61 8170 3702 www.revistaentrelagos.com.br linhas ouvidos vistas tenimentosamigos lagos Entre outras coisas, o melhor! 10 11JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  7. 7. O volume de empresas com dívidas atrasadas registrou um aumento de 5,38% no primeiro semestre de 2015, de acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).  No mesmo período do ano passado, a variação foi de 4,86%. Em junho, o aumento no número de empre- sas inadimplentes aumentou 8,05% na comparação com o mesmo mês do ano passado, sendo o segundo maior crescimento desde agosto de 2013. Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o ritmo ace- lerado do crescimento da inadimplência entre empre- sas é reflexo da forte deterioração da economia ao longo do ano. “O ajuste monetário que visa a redução da inflação, ainda que importante, tem fortes efeitos sobre o faturamento das empresas e sobre o custo do capital”, diz Pinheiro. Na comparação com o mês anterior, o indica- dor se manteve praticamente estável, com variação de 0,09%, mas sucedendo três meses de fortes altas, desde março.   Inadimplência das empresas do setor de Serviços cresce 12,85% O número de empresas devedoras cresceu em todos os setores, na comparação com junho de Número de empresas inadimplentes aumenta 5,38% no primeiro semestre, diz SPC Brasil 2014. O destaque ficou por conta do setor de Serviços, englobando Bancos e Financeiras, e que, como nos meses anteriores, liderou o avanço da ina- dimplência, com um crescimento de 12,56%. A segunda maior alta ficou por conta da Indústria, com crescimento 8,71% das empresas devedoras. O indicador mostra que quase metade das empresas devedoras está concentrada no setor de Comércio (49,39%). O setor de Serviços também concentra boa parcela, com 37,22%. Já sobre os setores credores que concentram a maior parte das dívidas de pessoas jurídicas, Ser- viços, com grande participação de Bancos e Finan- ceiras, têm expressivos 70,35% do total, seguido de Comércio, com 16,21%.   Quantidade de dívidas em atraso sobe 8,13% em junho Além do aumento no número de empresas inadimplentes, a aceleração atingiu também a quan- tidade de dívidas em atraso de pessoas jurídicas, que teve um crescimento de 5,41% no primeiro semestre de 2015, contra 3,77% no mesmo período de 2014. Em junho, a quantidade de dívidas subiu 8,13%, em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação mensal, o número de dívidas se man- teve praticamente estável, com variação negativa de 0,03%. Região Sudeste lidera o crescimento anual, com aumento de 11,38% Já o número de dívidas cresce 5,41% nos primeiros seis meses de 2015. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que a dificuldade dos empresários em manter os compromissos financeiros em dia está relacionada ao baixo crescimento da economia, com quedas da produção in- dustrial, elevada inflação e altas taxas juros. “Com maior restrição ao crédito e desaceleração do ambiente econômico, a capacidade de pagamento das empresas é afetada.”   Dívidas com 3 a 5 anos de atraso cres- cem 13,82% A abertura dos dados por tempo de atraso das dívidas revela que, em junho, o número de devedores com dívidas mais antigas, de 3 a 5 anos, teve cresci- mento expressivo de 13,82% na variação anual. Já o número de devedores com pendências mais recentes, com até 90 dias de atraso, registraram variação de 2,30%. Número de dívidas no Sudeste cresce acima de média nacional Enquanto no Brasil o número de dívidas ficou praticamente estagnado, com variação de -0,03%, na região Sudeste o crescimento foi de 3,45% em junho, na comparação com maio - a segunda maior variação mensal da série histórica. Na comparação com junho de 2014, o Sudeste lidera o crescimento no número de pendências em atraso de empresas, com uma variação de 11,38%, acima da média nacional de 8,13%. A segunda maior variação é do Nordeste, com 10,77%. É justamente nessas regiões que estão as maiores concentrações de dívidas ainda não pagas: o Sudeste corresponde a 44,84% do total, enquanto o Nordeste representa 19,53%. 12 13JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  8. 8. www.tassalarmes.com.br PROMOÇÃO DE CFTV! Na aquisição de um Circuito Fechado de Televisão com até 6 câmeras digitais, receba GRÁTIS: - um sistema de alarme monitorado, ou - um rastreador veicular. Acesse www.tassalarmes.com.br para obter os detalhes desta promoção da TASS. O senador Benedito de Lira (PP-AL) defendeu, datribunadoSenado,umanovasistemática na distribuição dos recursos do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza  (ISS)  incidente sobre as aquisições de material de construção, nas compras por meio dos cartões de crédito e débito, e nas operações realizadas no sistema de leasing . Originalmente, o PLS 65/2012 tratava apenas da redução de 5% para 3% da alíquota do ISS sobre o turismo rural. Benedito de Lira apresentou sugestões de mu- danças no texto para que a proposta aborde também a repartição do ISS em operações de administração de cartão de crédito ou débito, arrendamento mercantil — leasing — e planos de saúde. A ideia do senador é redividir o imposto decorrente deste tipo de opera- ção. — Vou dar um exemplo. Se eu, que sou de Ala- goas, fizer uma compra com cartão de crédito no Rio Grande do Sul, dos 5% cobrados de imposto, 2,5% ficam em Porto Alegre e os outros 2,5% vão para São Paulo. Nada vai para a cidade onde eu moro. Precisa- mos mudar essa realidade. O Rio Grande do Sul, onde fiz a compra, recebe, e o outro restante vai para a cidade onde eu vivo — explicou Benedito. Benedito de Lira disse que a sistemática atual está causando perda de receita de 11 bilhões de reais aos municípios brasileiros. Como no exemplo nos cartões de crédito, ainda existe o agravante de a repartição do produto tributário acaba beneficiando as cidades onde funcionam as empresas operadoras, coincidentemente quase todas no município paulista de Barueri. Benedito apresentou a proposta confiante de ela resultará na  justiça tributária por meio da equali- zação tributária dessas três atividades:   Construção civil: Atualmente, a cobrança é sobre o valor total da obra, sem a dedução de mate- Benedito de Lira propõe mudanças na sistemática do ISS Com melhor distribuição dos recursos arrecadados, municípios brasileiros podem ter ganho de receita de 11 bilhões riais. Segundo as pesquisas da Confederação Nacional de Municípios, se essa atividade tivesse o recolhimen- to do ISS na forma devida, representaria um acrés- cimo de R$ 5 bilhões ao ano para os Municípios. A t i v i d a d e s das Administrado- ras de cartão de crédito e débito: possibilitar o recolhimen- to onde está domiciliado o tomador de serviços, o que trará uma justiça fis- cal na exigência do tribu- to desta atividade. Nesse caso, tomador é o lojista, o restaurante, o posto, dentre outros. Se essa atividade fosse recolhida nesses mol- des, representaria um ganho médio de R$ 2 bilhões ao ano para os Municípios (dados constantes do estudo da CNM). Leasing  – arrendamento mercantil: a proposta é alterar o local de recolhimento para o tomador de serviço. Essa medida promoverá a justiça fiscal e poderá representar um ganho médio de R$ 4 bilhões ao ano aos cofres locais (informações do estudo da CNM). Fotos: Moreira Mariz / Agência Senado 14 Revista Entre Lagos JUL / 2015
  9. 9. N ão é difícil encontrar uma mãe que passou pela experiência de armazenar leite materno quando precisou voltar a trabalhar ou se ausentar no horário das mamadas dos filhos. Para superar essa etapa sem prejudicar o bebê, as mães precisam seguir todo um ritual especial, garantindo que o leite seja guardado em um recipiente de vidro esterilizado e refrigerado para manter todas as propriedades fundamentais para o desenvolvimento do bebê. Percebendo uma oportunidade de merca- do, a empresa Embaquim Indústria e Comércio, de São Bernardo do Campo, que atua no segmento de embalagens, se cadastrou no Programa Design Ex- port, uma iniciativa da Agência Brasileira de Promo- ção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e do Centro Brasil Design (CBD), que tem por ob- jetivo apoiar empresas brasileiras a desenvolverem produtos inovadores com design diferenciado volta- dos à exportação. Dessa maneira, em parceria com o escritório de design Grupo Criativo, desenvolveu a embalagem Mãma, uma solução pioneira para manter o leite materno seguro. “Com a embalagem Mãma, eliminamos a ne- cessidade de esterilizar os potes de vidro com tampas plásticas em casa, além de permitir a correta identi- ficação do volume de leite coletado”, explica Renata Canteiro, diretora daEmbaquim Indústria e Comér- cio. Aos profissionais do Grupo Criativo, ficou a mis- são de criar um produto diferente, que conquistasse as mães. Foi nesse momento que foram realizadas pesquisas em lojas especializadas e entrevistas com mães sobre hábitos de uso e maneiras de armazena- mento. “Depois do protótipo pronto, fizemos um tra- balho em grupo com mais mulheres para a validação do produto, marca e embalagem. O projeto foi muito bem aceito e recebemos muitas sugestões válidas”, conta o designer do Grupo Criativo, Rodrigo Leme. O projeto, que faz parte do programa nacional Design Export, foi desenvolvido pela empresa paulista Embaquim Empresa brasileira cria embalagem para armazenar leite materno Sobre o Design Export Ao longo dos dois últimos anos, o Design Export levou a inovação para 60 cidades de sete diferentes estados brasileiros, auxiliando no desenvolvi- mento de 100 soluções inovadoras voltados à exportação, entre eles pro- dutos, embalagens, marcas, pontos de vendas e serviços. Realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex- -Brasil) e pelo Centro Brasil Design (CBD), a iniciativa é um programa inédito que apoia empresas brasileiras no desenvolvimento de produtos inovadores e com design diferenciado voltados ao mercado internacional. Com o objetivo de levar para a indústria nacional uma metodologia sim- ples, didática e objetiva para que as empresas insiram a inovação como parte do processo de desenvolvimento de novos produtos, o programa estimula o uso do design. Sendo assim, o Design Export funciona como uma ponte entre os empresários e os designers, valorizando o design como ferramenta para a inovação. Os participantes recebem apoio para identificar os profissionais mais adequados às suas necessidades e têm acesso a recursos financeiros para a contratação do serviço de desenvol- vimento do produto inovador. Mais informações no sitewww.designex- port.org.br. A embalagem impermeável, livre de bisfenol A (exigência deste mercado) com aditivo de hidro-re- pelente (para que todo o conteúdo seja melhor apro- veitado), possui grande capacidade de armazenamen- to, além de apresentar um bocal de fácil manuseio e resistente à queda e pressão, que evita o desperdício e com informações de uso completas. O produto re- presenta um novo mercado para a Embaquim, que sempre atuou em um segmento business to business e, com o lançamento da Mãma, passou a trabalhar com uma opção de produto que atende diretamente o consumidor final. De acordo com Rodrigo Leme, o produto de- verá conquistar as mães com facilidade. “A marca e embalagem amigáveis seduzem o consumidor. Acredi- tamos que o projeto oferece mais autonomia. O pro- duto, por ser um sachê horizontal, se auto-sustenta e não se rompe no transporte”, comenta. Além des- sas características, a solução também utiliza filme que permite o congelamento e aquecimento diretamente no microondas. Para Renata Canteiro, o programa Design Export contribui diretamente para o sucesso da ideia. “O Programa foi muito enriquecedor para entender as etapas de um processo de design e cer- tamente aplicaremos para novos desenvolvimentos e melhorias nas embalagens”, completa a empresária. Lutadora Ronda Rousey pode estrelar filme sobre sua própria vida, diz site Do UOL, em São Paulo A pós sua vitória dominante na noite de sábado (1) no Rio de Janeiro, onde ela abateu a lutadora Bethe Correia em 34 segundos, a lutadora do UFC Ronda Rousey já está fazendo outros movimentos em sua carreira, mas agora no cinema. Segundo o site Variety.com, o estúdio Para- mount Pictures garantiu os direitos para a filmagem do best-seller “My Fight/Your Fight” (“Minha Luta/Sua Luta”), a autobriografia de Ronda Rousey.  A grande surpresa é que Rousey seria a prefe- rida para estrelar o filme. Mark Bomback “Planeta dos Macacos: O Con- fronto”) seria o responsável pela adaptação do rotei- ro e Mary Parent (“Godzilla”) faria a produção junto com Rousey. “É uma verdadeira honra ser parte da adaptação da incrível história de Ronda para a tela grande”, disse Parent à Variety. Escrita por Rousey junto com sua irmã Maria Burns Ortiz, “My Fight/Your Fight” é uma história das maiores realizações de Rousey, que passou por grandes desafios na vida antes de se consagrar como lutadora. O livro foi publicado no começo deste ano e atingiu grandes números de vendas nos EUA. Por enquanto, nenhum calendário foi definido sobre quando esse filme começaria a ser produzido, já que Bomback está apenas começando a adaptação do livro. Ronda Rousey ainda deve lutar mais uma vez antes do final do ano e, em seguida, fazer uma partici- pação no filme “Mile 22” em janeiro. Ronda Rousey durante promoção de uma de suas lutas 16 17JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  10. 10. Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Behavioral Coaching Institute, Mestre em Sociologia/ UNB, Doutoranda em Psicologia Organizacional/ UNB, Tetracampeã Mundial de Karate e de Kickboxing. Email: carla@ carlaribeiro.com.br Carla Ribeiro O número de pessoas que procuram o processo de coaching porque cansaram da profissão e querem iniciar uma nova carreira impressiona. Os profissionais que estagnaram na carreira também enchem os consultórios de Coachs a procura de orientação para caminharem na trajetória ideal de carreira. Neste último grupo está Keyla*1∗ ; uma jovem senhora de 55 anos que entrou no nosso escritório. Graças a uma boa mesada mensal que lhe destinava o marido, ela nunca precisara se dedicar a nenhum ofício e passou a vida se esquivando de todo gênero de trabalho. Até o dia em que o marido faltara e, junto com ele, o generoso recurso. Se é verdade que a vida adulta começa com o início das atividades laborativas, a de Keyla começou aos 40 anos. Valendo-se de algu- mas amizades, da época em que gastava as burras o generoso mimo do companheiro, conseguiu se em- pregar e passara os últimos quinze anos razoavelmen- te empregada. Ao analisar a situação profissional de Keyla, verificamos que a carreira dela estava em descarri- lamento, isto é, havia entrado em processo de estag- nação e declínio em virtude de alguns comportamentos improdutivos. Os com- portamentos e as atitudes ade- quadas podem ser mais decisivos do que os conhecimentos e as habilidades no desen- volvimento de carreira. É claro que todos são requisitos que carac- terizam a competência do profissional. Ocorre que muitos fracassam porque tem características indesejáveis de personalidade que comprometem a *Nome fictício ascensão no trabalho. No caso de Keyla, a autoconfiança e a asser- tividade foram as qualidades que a impulsionaram na carreira. Uma vez no cargo de chefia, a arrogância e a intolerância ao erro tornaram-na uma pessoa de difícil convivência. Nesses casos, para voltar aos trilhos, a pes- soa deve investir em autoconhecimento para adotar comportamentos adequados a uma convivência social mais agradável, amena e produtiva. O desenvolvimento de novas competências e investir nas mudanças necessárias para melhorar a adaptação às demandas do ambiente organizacional podem fazer a diferença na ascensão profissional. Com o passar do tempo, as mudanças vão tra- zer resultados positivos na empresa e um evidente aumento do nível de satisfação da pessoa. Alinhar o desenvolvimento de carreira com os objetivos pessoais, com as crenças e com os valores que são importantes para a pessoa pode ser um gran- de diferencial para se experimentar mais satisfação e realização no desempenho da profissão. Duas ações são decisivas para se retomar a rota de crescimento: investir em qualificação e acei- tar novos desafios. Aqueles que se esquivam de res- ponsabilidades, invariavelmente começam a decair na carreira. Sequer percebem que há muito anos não evoluem, porque estão muito satisfeitos com o co- modismo de uma rotina comum e nada desafiadora. O profissional precisa estar atento e perceber quais as competências que serão necessárias para que a empresa alcance seus objetivos. Enxergar os vá- cuos. Propor soluções. Novas formas de enfrentar os desafios de forma mais eficiente. Ou seja, sair da zona de estagnação. Vence-se a estagnação com planejamento e foco em uma carreira em constante crescimento. Importante que o profissional saia da vala comum e invista em capacitação para ter mais eficiência do que a empresa espera. É isso aí! Viva com paixão e Seja Feliz! Duas dicas para você turbinar sua carreira A região administrativa do Lago Sul comemora 55 anos em agosto. Para celebrar a data, uma reverência ao “sonho profético” de Dom Bosco, que teria acontecido no dia 30 de agosto de 1883, haverá eventos durante todo mês. A programação começou  com abertura da Exposição Floradas e Texturas do Cerrado e uma ho- menagem ao paisagista Ney Ururahy, no Jardim Botâ- nico de Brasília. A exposição permanece no local até o dia 16. No domingo (8), será realizado passeio ci- clístico, às 9 horas. Para participar, basta comparecer ao ponto de encontro no estacionamento da Admi- nistração Regional. Nos dias 10 e 17, terá cinema e filosofia no au- ditório da administração. Filmes que retratam histó- rias da Coréia e África do Sul e com a participação das Embaixadas dos dois países. Durante os dias 12 a 16, a programaçãoficaporcontadoCineSesc,comexibição de filmes clássicos a céu aberto, no Pontão do Lago Sul. A programação foi pensada para toda a família. No dia 15, o 11º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar prepara dia de lazer com demonstrações de como evitar acidentes domésticos, muro de escalada e muito mais. O Centro Comercial Gilberto Salomão re- ceberá no dia 18, a Exposição fotográfica de Má- rio Fontenelle – fotógrafo pioneiro de Brasília. Na oportunidade a Administração Regional homena- geará pioneiros do bairro. A exposição permane- cerá no Centro Comercial até o dia 30 de agosto. Durante três dias 28, 29 e 30, será a vez do Lago Sul Venha comemorar cada ano de história, conquistas e bem-estar com a comunidade do Lago Sul. Confiraaprogramação:www.lagosul.df.gov.br oupelotelefone:3366-8300 Lago SuL 55 anoS Lago Sul, 55 anos Exposições fotográficas, eventos esportivos e cívicos, encontro de carros antigos, homenagem aos pioneiros e muito mais. receber o 27º Encontro de carros antigos do Centro- -Oeste. O evento prevê a participação de 400 car- ros reunidos em um só lugar, o Pontão do Lago Sul. No sábado (30), terá um dia de lazer no Parque Eco- lógico Dom Bosco. Um dia repleto de atividades para todas as idades: aula de treinamento funcional, brin- quedos para crianças, encontro de food trucks e a Aquathlon (corrida com natação). Na data de aniversário (30), o evento fica por conta do cortejo náutico e a celebração de uma mis- sa em comemoração ao Sonho Visão de Dom Bos- co, às 11 horas, no Parque Ecológico Dom Bosco. O encerramento das comemorações será em 1º de setembro, às 19h, será realizada uma ses- são solene no auditório da administração regio- nal em homenagem aos 55 anos do Lago Sul. Toda a programação foi fruto de uma parceria da administração regional do Lago Sul e a iniciativa do comércio local que colaboraram com a organização. Histórico O Lago Sul é a XVI região administrativa do Distrito Federal. O bairro fica a sete quilômetros do centro da capital. O acesso é por meio de três pontes: Costa e Silva e das Garças, com saída para a Asa Sul. A Ponte JK, considerada um dos principais pontos turísticos do DF, tem saída para a Asa Norte. A cidade possui cerca de 31 mil moradores. 18 19JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  11. 11. Às margens do LagoJosé Natal jnatal@uol.com.br DROPS Os taxistas estão em pé de guerra com O UBER, sistema de taxi moderno e eficiente que agrada e encanta o passageiro. Bobagem, eles deveriam entender que  isso é inevitável. Ninguém impede o que o povo quer. A solução é achar uma forma que fique bom pra todos. E vai ficar. /// O transporte coletivo de Brasília é muito ruim, sempre foi. Uma coisa simples, e fácil de fazer, para que as empresas melhorem pelo menos a educação dos motoristas seria ministrar um curso básico de boas maneiras. Quase todos eles são grosseiros. /// Ao que tudo indica os jogos olímpicos no Rio prometem ser um sucesso. Ao contrário do que aconteceu meses antes da Copa, onde tudo era negativo, agora o clima é de festa. /// W3, UM HORROR Pense numa coisa feia. Mais feia, mais ainda, pois é, a avenida W3 Sul, antes a nossa mais charmosa e pioneira via de todos os encantos, é hoje uma avenida do espanto durante o dia e um corredor das almas durante a noite. Lojas vazias e explorando os poucos clientes que aparecem, calçadas arrebentadas pelas raízes cinquentenárias ali plantadas e uma iluminação patética que durante a noite briga com a Lua para saber quem ilumina menos. Por certo, há de vir um dia um cidadão qualquer, de toga, gravata de seda ou de capacete exigir que ali se faça de novo um novo ambiente. Um local que dignifique o valor histórico que essa avenida representa para Brasília. Rodrigo Governador, quem sabes serás tú?! REPÚBLICA PELA MÚSICA  Jornalista e comentarista político, Franklin Martins começou a estudar a intensa relação entre a política e a música no Brasil em 1997. Apaixonou-se pelo tema. O resultado dessa paixão é a  trilogia Quem foi que inventou o Brasil?Em uma extensa pesquisa que reúne mais de mil composições. Franklin  conta a história da República brasileira sob a ótica da produção musical no país. O primeiro volume da trilogia abrange a fase que se estende de 1902, ano das primeiras gravações fonográficas no Brasil, até o golpe militar de 1964. Já o volume II se debruça sobre os terríveis anos da ditadura militar e a luta pela reconquista da democracia. Os dois livros foram lançados em junho pela Nova Fronteira. Para fechar a trilogia, o volume III chega ao público este mes, abordando os desafios,  as conquistas e os tropeços vividos pelo país de 1985 até a primeira eleição de Lula, em 2002. Ricamente ilustrados, os livros apresentam canções com variados gêneros, analisando os mais importantes fatos da nossa história. Os áudios das canções estão disponíveis no site www.quemfoiqueinventouobrasil. com  Uma coleção para ser lida e ouvida. CATEDRAL NO ABANDONO Oturista que passar pela Catedral de Brasília nos dias de hoje vai acreditar que, de fato,  Jesus Cristo era mesmo pouco vaidoso e não ligava muito para esses detalhes de limpeza, boa aparência etc. Pois é, se Cristo ligasse pra isso não ia permitir que uma de suas casas em Brasília, a Catedral, ficasse tão abandonada pelo poder público como está hoje. Lixo pra todo lado, camelôs e mendigos invadindo as áreas de visitas e as estátuas dos profetas – ou são anjos? – sujas e empoeiradas. O turista nota e vai  embora falando mal. Isso é profano. LIBERTADORES OInternacional, como tem feito nos últimos anos, insiste em decepcionar sua torcida na hora das grandes decisões. Título mesmo só no gauchão, no regional. Mas o torcedor não é bobo, sabe que como funciona. No fundo mesmo ninguém acreditava em vitória contra o Tigre mexicano. O que o torcedor do Inter, e dos demais clubes brasileiros tem que entender é que a nossa supremacia acabou. Há anos que não temos o melhor futebol da Sul América. O Inter é muito bom, o São Paulo, o Atlético MG  e o Corintians. Mas, e daí, os outros são melhores. Nossa fase é ruim, e vai piorar, não se espantem e sofram menos. FUTEBOL DOS COITADINHOS Nada é tão ruim que um punhado de cartolas e burocratas do GDF e da CBF não consigam piorar. Depois de muito lero-lero, bate boca e conversa fiada ninguém que cuida do assunto conseguiu confirmar jogos do Campeonato Brasileiro em Brasília, no gigantesco Mané Garrincha. Ora é um imposto que impede, depois é uma exigência descabida e por aí a coisa vai. O torcedor até que esboça um aplauso e acredita, mas nada acontece. Pífias decisões da cartolagem demagoga e burocrática. 20 21JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  12. 12. Tom Coelho Maraísa Lima Educador, palestrante em gestão de pessoas e negócios. Escritor com artigos publicados em 17 países. Atuamente é empresário, diretor do Núcleo de Jovens Empreendedores do Ciesp e membro do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp. É autor de 8 livros e detém 25 anos de experiência no mundo empresarial. tomcoelho@ tomcoelho.com. br. Visite: www. tomcoelho. com.br e www. setevidas.com.br. Jornalista, gestora de Comunicação em empresa de renome nacional. É especialista em Marketing, Comunicação Empresarial e professora do curso de aperfeiçoamento profissional “Comunicação e Redação Empresarial” no Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG). Q uando crianças, temos um mundo inteiro para descobrir e explorar. E este mundo parece não ter fronteiras, tamanha sua vastidão. Olhamos ao redor e tudo o que vemos é a linha do horizonte. Mas há um aspecto muito bem delimitado. Ele corresponde à amizade. Nossos amigos são poucos e estão sempre próximos. Acompanham-nos à escola, curtem o recreio conosco, partilham a merenda. Ao lado deles fazemos as tarefas, estudamos para as provas, praticamos esportes e brincamos. A idade avança e somos contemplados com o ró- tulo de adultos. Mudam nossos propósitos, responsabili- dades e prioridades. E, quase que invariavelmente, tam- bém mudamos de casa, de bairro, talvez de município, Estado ou mesmo país. Nosso mundo, agora, fica bem delineado. Passa- mos a tratar com mais e mais pessoas e, paradoxalmen- te, cultivamos menos amizades porque nossas relações são todas marcadas com o lacre da superficialidade. Pessoas entram e saem de nossas vidas. Muitos se tornam nossos conhecidos, de um vizinho que mora na casa ao lado ou no apartamento do andar de cima, a profissionais que vemos em reuniões de negócios ou congressos. Sobre estes, pouco ou nada sabemos, nem mesmo o nome. Já alguns viram nossos colegas. Dividem o tempo Ensaio sobre a amizadee o espaço conosco, sobretudo no ambiente de trabalho. Por conta deste vínculo, temos objetivos comuns, metas a serem alcançadas, até valores corporativos alinhados. Sabemos seus nomes, seus cargos, suas atribuições, mas podemos conviver por anos separados por uma única divisória ou porta sem conhecer suas preferências, sua família, sua história de vida. De tanto refletir, descobri algumas coisas que di- zem respeito à amizade. Amigos são pessoas que compartilham com alegria as nossas vitórias, mas que nos acolhem despretensiosamente nos maus momentos. Nós os descobrimos na adversidade e na infelicidade. São apoiadores por natureza, mesmo quando discordam de nossas posições. Bons ouvintes, concedem-nos atenção e sabem que muitas vezes não queremos opiniões ou comentários, mas apenas sermos ouvidos com paciên- cia. Adeptos da diversidade, pouco lhes importa as- pectos como raça, credo ou condição socioeconômica, pois respeitam nossas diferenças antes mesmo de des- frutar as semelhanças. Surpreendem-nos com regulari- dade e são admiráveis confidentes, compartilhando seus segredos – e os nossos. Não existem bons ou maus amigos, sinceros ou dissimulados. Por definição, um amigo é verdadeiro, ho- nesto, leal e digno de honra e admiração. Lembro-me de Publius Syrus: “A amizade que acaba nunca principiou”. Melhor do que conquistar novos amigos é con- servar os velhos. Por isso, visite seus amigos com fre- quência. Os escandinavos dizem que o mato cresce de- pressa nos caminhos pouco percorridos. Relacionamentos não se constroem por telefone ou e-mail. São bons expedientes para manter uma ami- zade, mas precisamos mesmo é estar “cara a cara” com as pessoas que apreciamos. Olhos que brilham, braços que envolvem, palavras que acalentam. Vale o alerta de Fred Kushner: “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá- -los em enterros”. A amizade torna as pessoas mais amenas, gentis, generosas e felizes. Mas, para ter amigos, é preciso antes ser um. E isso envolve atitude. “A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-o!” (Antoine de Saint-Exupéry, em “O pequeno príncipe”) P eter Drucker, o pai da Administração moderna, nos chamou a atenção, há algum tempo, para um problema crítico nas organizações: “60% de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da Comunicação”. Quando se pensa na estimativa, é inevitável não responsabilizar os departamentos de Comunicação por essa falha nas organizações. Começa aí um grande erro! A Comunicação, de um modo geral, é a ação de tornar comum a in- formação entre um emissor e um receptor. Ou seja, em grande parte das atividades que desenvolvemos, existe a responsabilidade das partes envolvidas no processo. Dessa forma, nem sempre devemos trans- ferir apenas para departamento de Comunicação a obrigação de garantir a transmissão correta de todas as informações que circulam em uma empresa. Um profissional desejado pelo mercado de trabalho, independente de trabalhar em áreas que são genuinamente responsáveis por processos for- mais de Comunicação, tem como imperativo se co- municar bem. É como se, ao investir nesse quesito da empregabilidade, nos atentássemos em fazer o “deve de casa”: se expressar bem e com segurança independente do público, redigir um bom e-mail, um relatório adequado, ser gentil e educado, gerar empa- tia, etc. Poderíamos enumerar uma série habilidades desejáveis em relação à boa Comunicação, mas va- mos elencar as cinco principais para se destacar em qualquer carreira. 1) Conheça o seu público-alvo: Sempre que for falar em público, em reuniões, sejam elas mais operacionais ou estratégicas, pales- tras, escrever relatórios, e-mails, e até mensagens de WhatsApp, tenha em mente quem é o seu interlocu- tor. A mensagem só fará sentido se você usar recur- sos para que haja a compreensão do conteúdo. E isso, com certeza, impactará no sucesso de sua comunica- ção. Antes de começar a falar ou redigir, uma dica é pensar quem é o seu público e o de que forma você poderia impactá-lo para alcançar o resultado deseja. 2) Seja conciso sem ser simplista: A organização das suas ideias em textos, dis- cursos, reuniões, apresentações é determinante para o sucesso na forma como você se comunica. O con- teúdo precisa ser objetivo e direto. A concisão está ligada à capacidade de sintetizar as informações, ou seja, dizer o máximo com o mínimo de palavras. Para isso, é preciso ter muita atenção e treino. Se for o caso, reescreva, repense, reformule! 3) Esteja atento à Língua Portuguesa: Um profissional que zela pela sua imagem sabe usar bem o Português. Isso não quer dizer que utiliza palavras rebuscadas, frases complexas e períodos lon- gos. Mas entende de concordância verbal, nominal, tem um vocabulário diversificado e relativo ao meio em que atua. Uma dica sempre válida é a leitura, prin- cipalmente a respeito de temas ligados à sua atuação profissional. Além de adquirir vocabulário, você acu- mula conhecimentos. 4) Peça feedback: A assertividade na sua maneira de se comu- nicar está relacionada à capacidade de perceber as reações do interlocutor, inclusive no momento da in- teração. Então, não hesite em perguntar se você foi compreendido ou não. Nesse caso, o feedback - que quer dizer “retorno” - permite redirecionar o con- teúdo da mensagem instantaneamente. Você pode perguntar ao interlocutor: “me fiz entender? Você compreendeu o que eu disse?” 5) Surpreenda o interlocutor: Além de se preocupar com público e com o conteúdo, você deve usar recursos para surpreender o interlocutor no momento de transmitir a mensa- gem, seja ela verbal ou não verbal. Pense na melhor técnica (audiovisual, tecnológica, criativa,) para atin- gir seu objetivo. Um texto bem escrito, a vestimenta adequada, apresentações visuais bem elaboradas, o tom de voz apropriado, expressões faciais modera- das, uma linguagem proativa e a capacidade de ouvir as pessoas são maneiras interessantes de surpreender seu interlocutor. Sucesso! para ter sucesso na comunicação empresarial 5 dicas 22 23JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  13. 13. Historinhas do VinilRoberto Nogueira robertonogueira@ terra.com.br Consultor da Presidência da CNC. Presidente de RN Consultores e de RN & Marini Editora e Comunicação. Autor de nove livros. Poeta. Membro da Academia de Ciência, Letras e Artes de Rio Pomba (MG). N ão toco nada, mas tenho a pretensão de reconhecer um bom instrumentista. Há sete anos, num daqueles shows de fim de ano nos quais o Hamilton Holanda reúne talentos de Brasília, com renda para a ABRACE - Associação que cuida de crianças com câncer, fundada em 1986 por mim, minha mulher e mais sete pessoas atropeladas pelo destino - assisti boquiaberto um garoto fazer sua guitarra gemer sem sentir dor. Do Gama para Montreux siasmados de John McLaughlin e do presidente do júri, John Kurt Rosen- winkel, respeitabilíssimos no mundo do Jazz. Montreux, aquela beleza de cidade suíça às margens do Lago Lé- man, rendeu-se ao talento do garoto do Gama. Por desencontro do desti- no, passei por lá três semanas antes. Para homenagear o Pedro Martins coloquei na vitrola e ouvi “O Rock de Eric Clapton”, LP duplo de 1984 que reúne clássicos como Co- caine, Something Special e, como não poderia deixar de ser, After Midnight, Laila e Smiles, essa última do gênio Charles Chaplin. Fiz Santana render homena- gens a Pedro Martins. LP de 1987 com Mandela (instrumental) e Songs of Freedom e seus versos inquisidores “What about Constitucion, freedom of expression”. Por fim, insatisfeito com as homenagens, exagerei e deixei rolar na vitrola o gênio Jimi Hendrix, pro- dução de 1982 que reúne momentos extraordinários de algumas apre- sentações ao vivo nos anos 1968 a 1970, em San Francisco, New York, incendiando literalmente sua guitar- ra mágica, enquanto aqui em nossa terrinha o chumbo comia solto, sem versos e melodia, mas pegando fogo. Rendidas as homenagens ao talento de Pedro Martins, mudo completamente o rumo da prosa para me deter em Françoise Har- dy. Quem viveu (e sobreviveu) às décadas de 1960 e 1970, gosta de boa música e de mulher bonita e talentosa sabe do que estou falando. Essa francesinha linda encantou o mundo com suas canções simples, letras e mensagens igualmente singelas, mas que fa- ziam a cabeça de quem gosta... Bem, não vou repetir. Ela tinha apenas 18 anos quando seus lábios lindos entoaram com insuperável charme e candura seu primeiro grande sucesso, “Tous les garçons et les files”, que vendeu uma barbaridade, como diriam os gaúchos. Todos os meninos e meninas da minha idade/ Passeiam nas ruas dois a dois/Todos os meninos e meni- nas da minha idade/Sabem muito bem o que é ser feliz/E os olhos nos olhos e as mãos nas mãos/Eles vão apaixo- nados sem medo do dia seguinte.../Todos os meninos e meninas da minha idade/Sabem muito bem o que ‘amar’ quer dizer. Os versos continuam e a bela Françoise Hardy em agonia porque só ela não tem nenhum amor, dias e noites aborrecidos, sem alegria... E eu lá em Juiz de Fora, e milhares de jovens em todo o mundo prontos para comprar uma passagem e levar pra ela noites e dias alegres. Musicalmente Françoise fez muitas parceiras com autores brasileiros, como TUCA (quem não se lembra?), que assina quase todas as músicas do LP “La question”, de 1971, exceto a música título que é de Françoise e “Transa” do também “brasileiro” Tai- guara, ambas belíssimas. Em Paris, não resisti e quis saber onde anda a bela musa loura que encantou a todos nós que gos- tamos de... Bem, deixa isso prá lá! Disseram-me que Françoise Hardy, aos 71 anos, bateu de frente com o destino e enfrenta as dores da vida. Doeu saber, Françoise, ma question sans répon- se. Finda a apresentação, me dirigi a ele: - Com licença, quantos anos você tem? Ele me respondeu com a tranquilidade de quem ainda não precisa men- tir a idade: Quinze! E eu acrescentei: Se com 15 já toca isso tudo, imagina aos 30? Enganei-me na previsão. Pedro Martins, mo- rador do Gama, é o garoto que aos 22 anos acaba de vencer o Socar Guitar Competition, durante a 49ª edição do Montreux Jazz Festival, com aplausos entu- 24 25JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  14. 14. A série de reportagens Tráfico Internacional de Drogas, de autoria de Diego Amorim, Edson Luiz e Beatriz Ferrari, publicada pelo portal Fato Online, foi a vencedora do 2° Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo, entregue na noite de ontem, em uma festa que reuniu 250 convidados no auditório Minas Gerais, do Kubitschek Plaza Hotel. O trio ganhou um prêmio de R$ 5 mil. Além deles, foram premiados outros vencedores em 11 categorias, agraciados com diplomas e R$ 2 mil, e concedida uma homenagem especial.   Apresentada pela jornalista Natália Borges, da TV Brasília, a solenidade foi aberta por Paulo Oc- tavio. Em seu pronunciamento, ele destacou as gran- des transformações na comunicação, ocorridas neste século. “A internet facilitou o acesso à informação e o contato com fontes, pesquisa e apuração. Também ampliou o alcance e a possibilidade de distribuição das informações”, afirmou, para completar que, nos tem- pos atuais, o desafio é dominar as ferramentas tecno- lógicas sem perder “o pensamento crítico consistente e comprometido com os processos sociais e políticos”. Por fim, PO destacou o árduo trabalho para analisar os 172 trabalhos apresentados. Em seguida, o diretor de comunicação das Or- ganizações PaulOOctavio, o jornalista Jorge Eduardo Antunes, entregou o troféu em homenagem a Marcos Lombardi, do Jornal de Brasília, por seu trabalho em noticiar, com destaque, a atuação do setor produtivo de Brasília e Região Metropolitana. A distinção especial foi recebida por Guilherme Lombardi, executivo do Jornal de Brasília e filho do homenageado. O Prêmio PaulOOctavio de Fotografia foi o pri- meiro da noite. Finalista nas duas edições, Ed Alves, do Correio Braziliense, autor da foto “Rumo ao Futuro”, conquistou o prêmio deste ano, entregue pelo jurado André Noblat. A categoria seguinte, de Melhor Repor- tagem de Internet, premiou Fernando Braga e Mirelle Pinheiro autores de “Agronegócio 2.0: o campo des- cobre o e-commerce”, publicada no site do Correio Braziliense. Os dois receberam o diploma das mãos de Rômulo Neves, chefe de gabinete do governador Rodrigo Rollemberg, que o representou na cerimônia. Série sobre tráfico de drogas em Brasília conquista o 2° Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo A categoria Melhor Coluna Social e de Entrete- nimento teve Marcelo Chaves, autor de “Com Estilo”, publicada no Jornal de Brasília, como vencedor pela segunda vez. Ele se disse surpreso com a vitória, ao receber a premiação entregue por Carlos Alves, dire- tor da Rede Record no DF, e pelo deputado federal Al- berto Fraga (DEM-DF). O deputado distrital Raimundo Ribeiro foi o responsável por diplomar o vencedor da categoria Melhor Reportagem de Rádio, Thiago Mar- colini, que junto com Rafael Santos foi autor da série de reportagens “As Primeiras Candangas”, veiculada pela BandNews FM. Leilane Menezes, da revista Encontro, ganhou, pelo segundo ano consecutivo, a categoria Melhor Re- portagem de Revista, pelo trabalho “O curioso plano de Lúcio Costa”. O jurado Ricardo Callado e o senador Hélio José (PSD-DF). Já a secretária de Esporte e La- zer do DF, Leila Barros, entregou a Marcos Paulo Lima, titular de “Drible de Corpo”, veiculado no site do Cor- reio Braziliense, o prêmio de Melhor Blog. A categoria Melhor Coluna de Notícias teve como vitoriosa Ana Maria Campos, do Correio Brazi- liense, onde é publicada a coluna “Eixo Capital”. O de- putado distrital Chico Vigilante (PT-DF) fez a entrega. Também do Correio vieram as vencedoras da Catego- ria Melhor Reportagem de Jornal, com Kelly Almeida e Camila Costa, autoras da série de reportagens #racis- monuncamais. Coube a Evaristo Oliveira, dire- tor do veículo, entregar a premiação á dupla. O Prêmio PaulOOctavio de Contribui- ção à Imprensa, este ano, foi dado ao fotógrafo Orlando Brito, do portal Fato On Line, pelo conjunto de sua destacada carreira, prêmio entregue pelo jurado Sylvio Guedes. Surpreso com a homenagem, o veterano fotojornalista disse que o “júri tinha errado”, mas os calo- rosos aplausos dados pela plateia que lotava o auditório mostravam o justo reconhecimen- to à sua carreira profissional. Na sequência, Lourenço Peixoto, diretor do Jornal de Brasília, entregou à Vanessa Lima e Mara Mendes, em nome da equipe da Rede Record, a premiação pela Melhor Reportagem de TV, com a série de reportagens Brasília 55 anos. Novidade deste ano, o Prêmio Pau- CONHEÇA OS VENCEDORES Grande Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo Diego Amorim, Edson Luiz e Beatriz Ferrari, com asérie de reportagemTráfico Internacional de Drogas (Fato Online) Prêmio PaulOOctavio de Contribuição à Imprensa Orlando Brito (Fato Online), por sua trajetória profissional Prêmio PaulOOctavio de Fotografia Ed Alves, com afoto Rumo ao futuro (Correio Braziliense) Prêmio PaulOOctavio de CriaçãoVisual Fernando de Castro Lopes, com a ilustração Matar ou morrer na capital do País (Correio Braziliense) Coluna Social e de Entretenimento Marcelo Chaves, com a coluna Com Estilo (Jornal de Brasília) Coluna de Notícias Ana Maria Campos, com a Eixo Capital (Correio Braziliense). Blog Marcos Paulo Lima, com o Blog Drible de Corpo (Correio Braziliense) Reportagem deTV Vanessa Lima, SidneyVicente, Marcela Oliveira, BernardoVento, Carmem Celia, Yuri Achcar, Antonio de Pádua, Mara Mendes, José Bosco, Lincoln Freitas, Fabio Mira, CamilaTaveira, Pedro Paulo Rabelo,Vivian Roncon, Pascoal Gemaque,Thiago Oliveira, Bruno Sousa, Livia Almeida, Tainá Falcão, Nilton Preda, Elisson Nunes e Pedro Lucas,com a série de reportagem Brasília 55 anos (TV Record) Reportagem de Rádio Thiago Marcolini e Rafael Santos, com a série de reportagem As Primeiras Candangas (BandNews FM) Reportagem de Jornal Kelly Almeida e Camila Costa, com a série de reportagens: #racismonuncamais (Correio Braziliense) Reportagem de Revista Leilane Menezes com a reportagem O Curioso Plano de Lúcio Costa (revista Encontro) Reportagem de Internet Fernando Braga e Mirelle Pinheiro com a reportagemAgronegócio 2.0: o campo descobre o e-commerce (CorreioWeb) lOOctavio de Criação Visual foi para Fernando de Cas- tro Lopes, autor da ilustração “Matar ou morrer na ca- pital do País”, publicada pelo Correio Braziliense. Após receber o prêmio, entregue pelo deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), Fernando fez questão de elo- giar o critério adotado pelas duas comissões, lembran- do que enviou outros trabalhos, de cunho mais suave, mas que o que tinha tom mais crítico foi o selecionado. Por fim, o trio Diego Amorim, Edson Luiz e Beatriz Ferrari, autores da série de reportagens “Trá- fico Internacional de Drogas”, veiculada pelo portal Fato Online, recebeu o Grande Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo. Após receberem o prêmio das mãos de Anna Christina Kubitschek, neta do fundador de Bra- sília, os três lembraram que a vitória do trabalho, fei- to em um portal com quatro meses de existência, foi fruto da liberdade garantida pelos gestores do espaço.Paulo Octavio e Equipe Fato Online 26 27JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  15. 15. Felippo Principe Administrador de empresas e fundador da Summer Factory, empresa especializada em entretenimento para cruzeiros marítimos “O dólar fechou em alta”. Ultimamente, temos ouvido essa informação praticamente todos os dias nos jornais. Somos informados também sobre ações governamentais que tentam frear este aumento. Isso sem falar nas infindáveis notícias sobre a retração econômica e suas consequências. Porém, não são todos que lamentam a desvalorização da nossa moeda. Para muitos este é um sinal verde para entrar no mercado internacional. E pode ser uma oportunidade para você também! A valorização da moeda americana é influen- ciada tanto pelos fatores internos como pelos acon- tecimentos externos que reverberam na economia brasileira. Muitos mercados sofrem com as conse- quências da alta do dólar, porém alguns se beneficiam por ficarem mais competitivos no cenário internacio- nal. Importadores são prejudicados pois veem seus preços nas prateleiras aumentar, enquanto os exportadores expõem seus produtos e serviços com valores mais atrativos. E é justamente nesta hora que exportar nossa competência torna-se uma opção mais interessante. Assim como a indústria exportadora, os recur- Dólar alto: oportunidade para trabalhar no exterior sos humanos ganham maior espaço para oportunida- des de emprego com salários em moeda estrangeira. Profissionais de diversas áreas recebem propostas financeiramente mais interessantes por conta da con- versão com o real. O setor de entretenimento, por exemplo, com músicos, coreógrafos, dançarinos e DJ’s, tem cada vez mais espaço para trabalhos em cruzeiros marítimos e hotéis mundo afora, unindo o talento já reconhecido do brasileiro neste ramo com menores custos de sua contratação. Porém, é importante investir em cursos es- pecíficos dos mercados onde deseja atuar. Algumas normas e leis podem diferir do que temos no Brasil, sem contar a questão cultural que deve ser analisada previamente. Hoje, além do inglês, outros idiomas devem ser colocados em consideração, como o espanhol para uma abrangência continental e, o mandarim como diferencial. Saber se comunicar bem é o pri- meiro passo para crescer no exterior. De modo geral, temos que aprender com as adversidades que o mercado nos impõe. Lembre-se que crise também significa oportunidade. Agora é hora de agarrá-las. O dólar está alto? Então, ganhe em dólar! M uitas empresas precisam de CNDs, Certidões Negativas de Débitos Tributários para receber de grandes empresas ou órgãos públicos, mas com as dificuldades econômicas, pendencias tributárias as impendem de tirar as certidões, e portanto, impedem de receber. Por sorte existem soluções simples e baratas para estas empresas colocarem sua vida em ordem, e tudo começa na contabilidade, é importante que a empresa tenha uma contabilidade ágil e transparente. Empresas podem tirar certidão negativa rapidamente, mesmo com pendencias tributárias Gilberto de Jesus Bento Junior* Titular do Bento Jr. Advogados* A empresa atualmente precisa ter um certifi- cado digital e por meio deste sistema, tirar um rela- tório de pendencias fiscais, percebemos que mais de 50% dos motivos que impedem a empresa de tirar CND são irregularidades em declarações que podem ser resolvidas em poucas semanas a um custo mui- to baixo, eventualmente pagando pequenas taxas ou multas, mas é frequente notar que a contabilidade não informa o cliente para não ser responsabilizada. Os outro 50% dos problemas normalmente são os devedores, e, mesmo assim existem formas judiciais de conseguir as certidões, basta interpretar e aplicar o código tributário nacional, em seus artigo 205 e 206. “Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indi- que o período a que se refere o pedido. Parágrafo único. A certidão negativa será sem- pre expedida nos termos em que tenha sido requeri- da e será fornecida dentro de 10 (dez) dias da data da entrada do requerimento na repartição.” “Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança exe- cutiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.” O artigo 206 do CTN possibilita a utilização de estratégias para caucionar os débitos administra- tiva ou judicialmente, com base nestes procedimen- tos fazer os lançamentos apropriados e conseguir a emissão da CND positiva com efeitos de negativa, é importante entender a situação específica da empresa para preparar uma estratégia personalizada com mais velocidade e menor custo. *Gilberto de Jesus da Rocha Bento Jr. É advogado com vasta experiência e atuação nas áreas empresarial, tri- butária, trabalhista e relações de consumo. Pós-graduado em Direito Tributário, Direito Empresarial, Direito Processual, Empreendedorismo e Doutorando em Direito Constitucional. Já publicou mais de 200 artigos jurídicos sobre assuntos fiscais, organização de empresas e recursos hu- manos e métodos organizacionais. Membro do Centro de indústrias do Estado de São Paulo – CIESP e da Associação Comercial de São Paulo – ACSP (gilberto.bento@bentojradvogados.com.br). 28 29JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  16. 16. Francisco Oliveira Engenheiro Civil e Mestre em Mecânica dos Solos, Fundações e Geotecnia e fundador da Fral Consultoria. O tema ainda está longe de ter um final. Erradicar os lixões no Brasil parece tarefa quase que impossível, visto a falta de planejamento e interesse em realmente se resolver o problema. Na próxima semana, o legislativo volta aos trabalhos e vai analisar a proposta do Senado que altera a Lei de Resíduos Sólidos para prorrogar o prazo para que os municípios acabem com os lixões.   Em 02 de agosto de 2010, foi sancionada a Po- lítica Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS (Lei  nº 12305) e regulamentada em dezembro do mesmo ano. Ela estipulava um prazo de quatro anos para que as cidades extinguissem os lixões por meio de aterros sanitários e elaborassem Planos de Gestão de Resí- duos Sólidos Estaduais e Municipais Integrados. Em agosto de 2014, fim do prazo, cerca 40% dos municí- pios do país não atingiram a meta. A medida de prorrogação veio para dar maior fôlego aos municípios para que possam encerrar ade- quadamente seus lixões e implantar soluções para a disposição final do lixo. Porém, a prorrogação não será de grande valia se junto com ela não vierem ou- tras medidas relevantes de apoio aos municípios. A principal razão do adiamento do prazo para a implantação dos aterros sanitários foi a falta de uma estratégia entre os três poderes e o conhecimento de administradores municipais sobre as questões que en- volvem a gestão de resíduos. Em geral, o desconhe- cimento leva à suposições erradas, sobretudo com Como erradicar os lixões no Brasil até 2021?relação a custos diretos e indiretos, para elaboração de uma solução de destinação final do lixo. Quando bem projetada e implantada, a iniciativa resulta em custos acessíveis para o município, além de inúmeros benefícios quanto à redução de impactos ambientais. É muito importante que o governo federal aplique medidas e estratégias econômicas que  apóiem a implantação e operação de aterros sanitários com o objetivo de erradicar totalmente os lixões existen- tes. Uma solução que poderia resolver o problema, pelo menos a curto prazo, é a instalação de aterros de pequeno porte. Segundo a norma técnica brasi- leira, aterros de pequeno porte são aterros aos quais se destinaria algo entorno de até 20 toneladas diárias de resíduos para disposição final. Isso corresponderia a municípios com uma população de até 30 mil ha- bitantes. Estes aterros acabam sendo, isoladamente, soluções que podem e devem ser  aplicadas quando a condição logística impede a adoção de soluções com- partilhadas que atendam a diversos municípios, que  resultam em um custo significativamente menor.    Vale ressaltar que a multa para empresas que causam poluição que possa resultar em danos à saú- de humana ou ao meio ambiente varia de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, conforme prevê o decreto 6.514 de 2008, que regulamenta a lei de crimes ambientais. É de suma importância priorizar o correto descarte do lixo. Isso traz ganhos econômicos, sociais e à saúde da população. Sem dúvida, é um projeto que não pode ser deixado de lado. Luiz Gonzaga Bertelli Presidente do Conselho de Administração do CIEE/SP, do Conselho Diretor do CIEE NACIONAL e da Academia Paulista de História – APH. C om crescimento econômico estagnado, aumento de demissões na indústria e inflação com tendência de alta, a crise trouxe impactos negativos também para o círculo educacional. Muitos jovens que, com a garantia dos pais, apenas estudavam, agora estão buscando espaço no mercado de trabalho por causa da queda no orçamento familiar. Para atrapalhar ainda, o Fies (Fundo de Investimento Estudantil) não abraçou o universo estudantil como em anos anteriores, o que fez com que muitos alunos abandonassem a universidade por não ter condições de arcar com as mensalidades. Em maio deste ano, o número de chefes de família responsáveis pelo sustento do domicílio que estavam desempregados subiu 54% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com da- dos da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), elevando para 6,7% a taxa de desemprego de todas as faixas etárias – no ano anterior era 4,9%. É uma situação que prejudica demais os jovens que se dedicavam somente aos estudos e Solução realagora estão em busca do mercado de trabalho sem a qualificação necessária. Um dos antídotos para o momento econômico que vivemos é a qualificação de talentos por meio do estágio e da aprendizagem. As empresas que abrirem suas portas aos jovens estarão treinando seus futuros quadros para assumirem postos importantes no futuro. Já o estagiário ou aprendiz, além de se capaci- tar tecnicamente, tem a oportunidade de aumentar a renda para continuar a financiar seus estudos e até mesmo ajudar no orçamento familiar. No momento de crise, os profissionais precisam mostrar ousadia e criatividade; e investir em estágio e aprendizagem é uma forma de não se acomodar com a crise, mas, sim, pensar lá na frente. O Aprendiz Legal, programa do CIEE em par- ceria com a Fundação Roberto Marinho, abre a opor- tunidade de formação profissional para jovens de 14 a 24 anos, em vários campos de atuação. Já o estágio confere, aos maiores de 16 anos, a chance de entrar para o mercado de trabalho via capacitação prática em empresas e órgãos públicos. 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  17. 17. Senador (PMDB- AL), presidente do Congresso Nacional Renan Calheiros N a reabertura do Congresso Nacional,  no segundo semestre, os parlamentares devem seguir na consolidação da agenda do Pacto Federativo e na concretização da Reforma Política. Na esfera político-partidária é imperioso acabar com a zona cinzenta entre o privado e o público. No primeiro semestre, tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal deram passos importantes neste sentido.   O esforço concentrado do Senado possibilitou a votação de temas polêmicos em menos de 45 dias. Um dos itens aprovados foi o projeto que prevê a mudança nas regras das eleições proporcionais. Os partidos que não alcançarem o quociente eleitoral, não podem concorrer à sobra de vagas. A inovação acaba com a transferência de votos, que já conferiu mandatos a candidatos com menos de 300 votos. Aprovamos ainda a proposta que altera o aces- so ao Fundo Partidário e determina que somente te- rão direito aos recursos as legendas com diretórios A hora da virada permanentes em 10% dos municípios, distribuídos em 14 estados até 2018. Em 2015, os recursos do Fundo Partidário, constituídos basicamente por ver- bas da União, alcançaram R$811 milhões. A novidade equivale a uma cláusula de desempenho. Entre os aprovados está também o projeto que trata das punições dos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. As autoridades administrativas ou judiciais poderão determinar o afastamento do servidor público se a medida for necessária. Nos casos de agentes públi- cos eleitos, esse afastamento só poderá ocorrer se determinado por órgão colegiado, como um tribunal, por exemplo. Outra evolução foi a fixação da quarentena para magistrados e promotores, que decidirem se candidatar a cargos eletivos. Com as regras aprova- das, magistrados e membros do Ministério Público, só poderão concorrer às eleições depois de dois anos de afastamento dos cargos. Igualmente relevante foi a criação de federações de partidos políticos. Pela nova regra, dois ou mais partidos poderão reunir-se em federação que, após o registro perante o Tribunal Superior Eleitoral, atuará como se fosse uma única agremiação partidária. É relevante salientar que o esforço empreendido pelo Senado Federal é coincidente com o empenho apresentado pelos deputados que também avançaram bastante na perspectiva de conferir ao País um sistema eleitoral, político e partidário moderno, representativo, eficiente e imune ao poder econômico. Isso mostra que a menor distância entre dois pontos é a vontade de fazer. O Brasil vive um cenário econômico incerto. Desde o primeiro ao terceiro setor, as preocupações são notórias em relação ao futuro. Fundamentalmente, tornam- se inevitáveis alinhamentos internos com foco em reposicionamentos institucionais associados ao bom desempenho dos gastos das organizações, uma vez que a demanda vem caindo e as projeções são cada vez mais pessimistas. Há quem diga que a crise gera oportunidades, onde concordamos integralmente, mas antes de se dar uma diretriz de buscar o aumento da demanda em uma organização, é mais prudente fazer o “dever de casa”, focando nos processos em que temos maior autoridade. Em tempos de incerteza, como reduzir despesas sem ferir a governança? *Rafael Santiago e Cristiano Venâncio Nestes momentos, diretrizes são instituídas sem o correto planejamento e entendimento sobre as ações desta natureza. Sem dúvida, todo processo de mudança traz impactos positivos e negativos logo, demandam de metodologia para serem executados a contento. Há que se observar os impactos finan- ceiros positivos, mas se não houver método e análise científica, em um futuro breve, os resultados podem se inverter, onde os efeitos colaterais podem trazer sérios prejuízos a todos os stakeholders. Ponto este de atenção que merece um bom direcionamento visan- do minimizar impactos diretos em prol da equidade em governança. Percebe-se claramente que as organizações devem ser pautadas pelo estabelecimento de uma 32 33JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  18. 18. estratégia que oriente os rumos e que, por sua vez, promova um alinhamento entre os níveis estratégico, tático e operacional. Deve ser estabelecida uma cul- tura organizacional acerca da necessidade de se medir para gerenciar, comunicando, envolvendo pessoas, estabelecendo parâmetros e fomentando as práticas de governança corporativa. Aliás, na medida em que as práticas de Governança são instituídas, as ações neste contexto precisam refletir positivamente sob a ótica de seus princípios básicos: a) transparência; b) equidade c) prestação de contas; e d) responsabilida- de corporativa. Toda organização deve se atentar a entender qual o foco de atuação, em quanto,  como  exe- cutar, quais os riscos e como medir o resultado da redução dos gastos. De acordo com outro importante princípio da Governança Corporativa, o de Responsabilidade Corporativa é necessário que estas decisões sejam avaliadas e seus resultados sejam sustentáveis, sem prejudicar a operação no curto, no médio e no longo prazo. Uma solução comprovadamente de sucesso em empresas do mundo todo é o Gerenciamento Matricial de Despesas, que neste artigo, trataremos pela sigla de GMD. Esta solução foi desenvolvida a partir da metodologia do PDCA, bastante conhecida no meio gerencial e com inúmeros cases de sucesso no Brasil e no mundo, composto por 4 marco-eta- pas (Planejar, Executar, Checar e Agir). Sendo assim, o GMD vem para permitir a correta identificação de oportunidades através de uma gestão científica e não baseada em percepção ou intuição. O GMD tem como objetivo a racionalização das despesas, impactando positivamente o resultado operacional das empresas,  baseado em 4 pilares, sen- do eles: • Desdobramento dos gastos, que são deta- lhados e analisados até o último nível de ati- vidade, para definição das metas; • Controle cruzado, onde os indicadores de desempenho são controlados por 2 pessoas, uma vez que são definidas metas específicas por centro de custo e conta contábil; • Definição de metas, com definição dos re- sultados a serem alcançados a partir de aná- lises parametrizadas dos gastos; • Acompanhamento sistemático, através de reuniões mensais onde compara-se o resul- tado alcançado com a meta proposta, defi- nindo-se em seguida ações corretivas para os desvios. Estes 4 pilares com foco em redução dos gas- tos abrangem muito mais do que um simples mo- vimento de melhoria de resultados, pois procura sistematicamente promover outro princípio básico da Governança Corporativa, a Prestação de Con- tas (Accountability). Mais do que identificar oportunidades, defi- nir metas, analisar causas, elaborar planos de ação e acompanhar sistematicamente os resultados, a solu- ção do Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD) também “exige” que os resultados sejam disponíveis a todos os envolvidos, abordando assim o 4º e último princípio da Governança Corporativa, aTransparên- cia. Sendo assim, avalia-se que o momento é opor- tuno para ações em prol da redução de custos e des- pesas para que as organizações se tornem mais enxu- tas e auto especializadas, se adaptando rapidamente ao atual momento econômico, porém se não nos atentarmos aos princípios da Governança Corpora- tiva, impactos negativos podem surgir e trazer danos muito maiores do que se possa imaginar. *Rafael Santiago, consultor sênior da RCA Governança, especialista em Con- troladoria e Finanças, com mais de 8 anos de experiência em soluções metodológicas com atuação em projetos de redução de custos e despesas para grandes organizações. *Cristiano Venâncio, consultor sênior da RCA Governança, mestrando em Gover- nança e Sustentabilidade, com mais de 10 anos de experiên- cia em soluções metodológicas em projetos de alta comple- xidade na iniciativa privada e setor público. Jornalista Paulo Pestana N ão há mais trégua. Nem mesmo no bar, antes reconhecido como território livre para a expressão de qualquer bobagem, ambiente de tolerância e respeito pela opinião alheia, onde as brigas só aconteciam por motivos fúteis. Que saudade dos motivos fúteis! Jorge Ferreira, criador de ótimos botecos, cer- ta vez interveio numa conversa alheia ao ouvir de um dos frequentadores que ali não se discutia religião. E foi peremptório: “no meu bar pode-se discutir tudo, tem espaço para todo tipo de opinião”. Esses dias democráticos ficaram para trás. Há poucos dias, distraído, Tota sentou-se no lugarzinho de sempre, abriu o jornal e pediu: – Por favor, uma Brahma. O rapaz estranhou; mesmo sem ter passado do estágio probatório para servir a mesa da diretoria, ele sabia que – entre as cervejas de linha – ele prefe- ria uma Original ou uma Serra Malte, mais encorpa- das. Não contestou e trouxe a Brahma assim mesmo. Devidamente acompanhada de uma abrideira e um torresmo. Tota gosta de chegar antes dos companheiros para especular o ambiente, separar a mesa de sem- pre e, se precisar, limpar a área. O caldo só entornou com a chegada do Maurição – que não faz parte da diretoria; é um chato. Olhando para a mesa, disparou à queima-roupa: Quando entorna o caldo– Agora não falta mais nada: virou petista – e saiu atirando impropérios e palavrões aos berros. Foi um ataque verborrágico que trazia a fúria dos injusti- çados. Tota tirou os óculos, deitou o jornal na mesa e ficou encarando Maurição (que, aliás, nem merece o aumentativo; é um catatau). – ‘Tou vendo essa Brahma aí. É a cerveja do Lula, esbravejou. Tota, como já foi dito, lê jornais. Estava ciente da acusação de que os empreiteiros presos tratam, segundo os delatores premiados, o ex-presidente por Brahma. Maurição, ignorante, grosso como papel de embrulhar prego, desconhece a mitologia hindu e acha que Brahma é só cerveja. No máximo, chope. O paciente Tota ainda tentou levar na brinca- deira: – Quer uma tulipa?, perguntou – naturalmente brincando com a senha dos empreiteiros para a en- trega da espórtula (sim, porque propina, no meu tem- po, era só o ato de dar de beber a alguém). Maurição deveria ter dado a contrassenha, ca- neco, mas trata-se de um ogro, não lê e muito menos brinca; parece ter perdido qualquer indício de hu- manidade nesses dias mal-humorados. E quis sair no braço. Foi detido pelo assovio em forma de apito do proprietário do estabelecimento que, ali, tem o po- der de um inspetor de quarteirão da ditadura Vargas. E, piscando para Tota, fingiu reclamar: – Maurição, pra bater boca e brigar nesse bar tem pelo menos que beber antes. Você tá muito só- brio pra ficar perturbando meus clientes desse jeito. Foi quando um gaiato, sentado mais atrás, dis- se: – O problema do Maurição é que está faltando um pixuleco. O bar, lotado, caiu na gargalhada, num raro momento de celebração comunitária que mereceu até brinde coletivo. Até o Maurição riu: pixuleco ele sabia o que era. A paz voltou ao ambiente quando Maurição aceitou uma tulipa suada do Tota. Pelo menos até a próxima arenga. 34 35JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015
  19. 19. Eventos que agitaram BrasíliaOswaldo Rocha mundovip@terra.com.br oswaldorochamundovip@terra.com.br Cel.: 9977-7999 / 33661696 “O melhor meio de não ser descoberto é não fazer a coisa” “Quem não tem pêso na consciência não se sobressalta quando alguém lhe bate à porta à meia-noite “ Provérbios chineses M ércia Crema d a n d o continuidade as homenagens que presta as amigas de longa data ofereceu, em sua casa, no Lago Sul, um lauto almoço, desta vez, em comemoração ao aniversário de Armanda Pinheiro. A perfeição dos detalhes do almoço encantou a todas, desde o elogiadíssimo menu de pratos quentes e frios, até a sensacional mesa de doces variados, vindos de Pirenópolis. Maria Claudia Pinheiro com sua mãe Armanda Pinheiro, e Mércia Crema Celina Jardim, Inah Silveira e Marcia Helena Monteiro Raquel Pacini, Terezinha Guimarães e Tereza Barbosa Maria Claudia Pinheiro, Maria Angelica Couto Pinheiro e Gislene Marques Pinheiro Comemoração entre amigas Louvando a quem merece M árcia Lima, mais uma vez, brilhou na arte de bem receber. O almoço que ofereceu à amiga Rosália Peixoto, que aniversariava, em sua casa no Lago Sul, foi uma ode ao bom gosto, com o requinte, em todos os detalhes. Uma homenagem muito merecida para quem vive e escreve a história desta cidade. Ana e sua mãe Márcia Lima, a aniversariante com a filha Júlia Mara Amaral, Mariza Junqueira, Rosália Peixoto, Cleucia Oliveira e Márcia Lima Elizabeth Naoum, Mônica Oliveira, Márcia Zardo e Rogério Midlej Sueli Nakao, Denise Zuba, Rosália Peixoto, Solange Ferrer e Gláucia Ferrer D epois de seis meses debelando uma crise financeiragravenascontaspúblicas,ogovernador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, prometeu o início da recuperação econômica da capital a partir deste segundo semestre. Ele foi o convidado dos membros do LIDE BRASÍLIA para o almoço-debate, realizado dia 28 de julho, no Hotel Kubitschek Plaza. Além da presença de mais de 45 associados do grupo, o Governador Rollemberg revela aos membros do LIDE Brasília planos para recuperar a economia do DF O governador Rodrigo Rolemberg, Paulo Octávio Pereira e Jaime Racena Paulo Muniz, Rodrigo Nogueira, Osório Adriano neto, o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes, Pedro Ávila e João Carlos Valadares Rodrigo Rolemberg e Celina Leão Lourenço Peixoto, Vera Canfran e Ronaldo Junqueira Edson Garcia com Leila Barros Jael Silva e Jaime Racena Paulo Octávio Pereira com o Governador Rodrigo Rolemberg e os secretários participantes do evento evento foi prestigiado pelos deputados distritais Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa, e Bispo Renato, e pelos secretários da Casa Civil, Sérgio Sampaio; de Desenvolvimento Econômico, Arthur Bernardes; de Planejamento, Leany Ramos; de Habitação, Thiago de Andrade; de Justiça, João Carlos Souto; de Esporte, Leila Barros; de Turismo, Jayme Recena; e de Comunicação Institucional, Vera Canfran. O governador foi saudado pelo presidente do LIDE BRASÍLIA, Paulo Octavio, que relembrou a car- reira política de Rollemberg, até sua eleição para o cargo, no ano passado. Na sua apresentação inicial, o governador Rodri- go Rollemberg falou do cenário que encontrou o DF. “Ao longo da campanha, devido aos nossos estudos, já sabíamos que a situação era grave. Mas não imagi- návamos que fosse tão grave. Um déficit de mais de R$ 3 bilhões atrasados do ano passado, em diversos pagamentos. Além disso, o orçamento era uma peça de ficção, com R$ 16,2 bilhões para pagamento de pessoal, quando o valor efetivo da folha era de R$ 19 bilhões. Isso nos obrigou a um conjunto de medidas austeras, reduzindo de 38 para 24 secretarias e não ocupando quase quatro mil cargos comissionados, economizando R$ 56 milhões, valor muito aquém do que precisávamos para equacionar o orçamento. Também implantamos medidas de controle das finan- ças da máquina e nas estatais”, detalhou. Em seguida, os secretários presentes ao encon- tro detalharam para os empresários algumas metas de suas pastas, como a recuperação do comércio da W3, o incentivo à microeconomia do DF, a regularização de feiras e a revitalização do Shopping Popular, na Rodoferroviária. Ao fim do encontro, a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), recomendou que as gestões em torno dos projetos para o ano que vem comecem já a partir de agosto, com a volta dos parlamentares. 36 37JUL / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos JUL / 2015

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