Romanos 10 palavra

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Romanos 10 palavra

  1. 1. ROMANOS 10.5-18 Os dois acontecimentos mais importantes na vida de Jesus foram sua morte e sua ressurreição, e os cristãos são participantes deles (Rm 6.1-11). A segurança de nossa salvação se fundamenta nestas coisas: Em Cristo, somos mortos para o mundo e vivos para Deus. Portanto, é por causa da pessoa de Jesus e do que ele realizou que somos salvos. Nossa salvação é Cristo, de Cristo e por Cristo. Disto, nenhum cristão verdadeiro discorda. Mas como essa graça salvadora é aplicada a nós? Como a percebemos? Por qual meio temos acesso à pessoa salvadora de Cristo? Como ir até Cristo? Ou como ele vem a nós? Como nos tornamos participante de Cristo, de sua pessoa, de seus benefícios redentivos garantidos pela morte e ressurreição? “Mas a justiça que vem da fé diz assim: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, a trazer do alto a Cristo; ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos.” (Rm 10.6-7) O texto bíblico é claro demais para não ser levado a sério. A resposta é “Bíblia”. Veja: “Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.” (Rm 10.8) Como Calvino disse: “O benefício da morte e ressurreição de Cristo nos é agora comunicado por meio do evangelho. Não há, pois, razão para sairmos em busca de algo mais”. (Calvino p. 375). É a Palavra que vai ao céu e ao abismo nos trazer Cristo. É a Palavra que nos conecta à morte e ressurreição de Cristo. É a Palavra de Deus que está em nossa boca. É por ela que o homem vive: “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4). Ela sai da boca de Deus para a nossa boca. Ela sai do coração de Deus para o nosso coração. É assim que temos comunhão com Cristo. Esta é a Palavra da fé que pregamos! Se a Palavra estiver perto de nós, na nossa boca, no nosso coração, então, Cristo está perto de nós, em nossa boca e em nosso coração. É pela Palavra, meus amigos! É pela leitura, meditação, pregação e prática da Palavra de Deus! Deus colocou as Escrituras em posição tão elevada que abaixo do próprio Ser de Deus nada é mais importante. Mas há alguns que estão claramente colocando às Escrituras num lugar inferior ao que lhe é devido, como se não precisássemos dela para conhecer a Cristo. Calvino ainda diz que “Primeiramente, devemos notar que, para impedir as mentes humanas reduzirem-se a ambiguidades e a extraviarem-se da salvação, Paulo lhes prescreve os limites da Palavra [verbi metas] dentro dos quais devemos manter-nos. É como se estivesse lhes ordenando que vivessem satisfeitos somente com a Palavra, lhes informando que os segredos celestiais, os quais deslumbram seus olhos com seu fulgor, pasmam seus ouvidos e atordoam suas mentes com espanto, devem ser contemplados neste espelho. Os crentes pois extraem notável consolação desta passagem com referência a infalibilidade da Palavra. Porquanto podem repousar nela com grande segurança como se o que viram estivesse realmente presente. Devemos ainda notar que
  2. 2. Moisés anuncia a Palavra, sobre a qual baseamos nossa inabalável e tranquila confiança na salvação” (Calvino p. 376). Para eu ser salvo (ou seja, ter e continuar tendo os benefícios da Pessoa de Cristo) eu tenho que confessar com a boca a Jesus como Senhor, e no meu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos: Porque... “Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (Rm 10.9) Ninguém que crê nisso será confundido. Porque... “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Rm 10.13) É aquele que O invocar que será salvo. Invocar é desejar ardentemente que Ele desça. Este termo “invocar” no grego significa exatamente “chamar a alguém sobre”. Ou seja, chamar a Cristo para que venha estar em mim. Mas a pergunta logo a seguir é: “Como invocarão?”. Por que meio Cristo vem a nós? De que maneira eu me relaciono com Ele? Como Ele desce? Como eu invoco a participação nos benefícios redentivos de sua morte e ressurreição? A ordem bíblica é lógica: para que você invoque, você precisar primeiro crer; para que você creia, você precisa primeiro ouvir falar; para que você ouça falar, você precisa primeiro que alguém fale (pregue); para que alguém pregue, esse precisa primeiro ter sido enviado. A conclusão lógica, não minha, mas da Bíblia é que: “A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo.” (Rm 10.17) Calvino também diz: “Não pode haver genuína invocação do nome de Deus a não ser que tal invocação seja precedida por um correto conhecimento dele”. (Calvino p. 381) Deus se fez conhecido até os confins do mundo. De que modo? Pelas Palavras: “Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as sua palavras, até aos confins do mundo.” (Rm 10.18) Não é possível conhecer Cristo sem as Escrituras. Estou falando de conhecimento salvífico, porque o conhecimento de Deus através da Criação (Salmo 19 e Romanos 1) não salva, mas serve apenas para condenação justa. Calvino diz que “o legítimo conhecimento de Deus, portanto, que devemos possuir é aquele que se acha estabelecido em sua Palavra. [...] A Palavra, consequentemente, é requerida como requisito de um verdadeiro conhecimento de Deus” (p. 383). E, “a fé não possui outro fundamento além da doutrina de Deus” (p. 386). Não uma doutrina isolada, mas o conjunto de doutrinas das Escrituras. Então eu pergunto: Qual a necessidade da Bíblia para se relacionar com Cristo? Se você não entendeu até aqui que sem a Bíblia não há real relacionamento com Cristo, você certamente não tem um real relacionamento com Cristo! Está claro na própria Bíblia que não há tal relacionamento com a pessoa de Cristo sem as Escrituras. Portanto, quer
  3. 3. ter comunhão com a Pessoa de Cristo? Tenha sua Palavra na boca e no coração. É assim que temos Cristo em nós! (As citações de Calvino foram tiradas do Comentário de Romanos)

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