Fundacoes

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Fundacoes

  1. 1. PROCESSOSDE CONSTRUÇÃO FUNDAÇÕES Docente: Pedro Lança Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja
  2. 2. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança Capítulo 3 - Fundações > Sítio: www.estig.ipbeja.pt/~pdnl > E-mail: pedro.lanca@estig.ipbeja.pt Escola Superior de Tecnologia e Gestão 2
  3. 3. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ÍNDICE Capítulo 3 - Fundações > Aspectos a considerar na opção pelo tipo de fundação > Estudo geotécnico > Tratamento de solos > Fundações directas ou superficiais > Fundações semi-directas > Fundações indirectas ou profundas > Avaliação da Integridade de Estacas 3 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  4. 4. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ASPECTOS A CONSIDERAR: ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃOES Capítulo 3 - Fundações > Solicitações (acções) a transmitir ao terreno • Sismo • Vento • Neve • Peso próprio • Uso do edifício > Características do terreno em profundidade • Deformabilidade • Resistência > Assentamentos admissíveis da estrutura (absolutos e diferenciais) • Serviço • Rotura • Limitações construtivas no local (equipamento e espaço disponível). 4 Escola Superior de
  5. 5. Tecnologia e Gestão
  6. 6. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança SISMO (I) Capítulo 3 - Fundações A localização de um edifício tem grande influência na concepção da construção, neste caso em particular, das fundações face à acção de um sismo. O território português é dividido em 4 zonas sísmicas definidas por ordem decrescente de importância: A, B, C e D. Escola Superior de Tecnologia e Gestão (Fonte: RSA) 5
  7. 7. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança SISMO (II) Capítulo 3 - Fundações > A importância do coeficiente sísmico 0,20xm m 6 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  8. 8. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ACÇÃO DO VENTO Capítulo 3 - Fundações > Portugal está dividido em duas zonas A e B Zona A - A generalidade do território, excepto as regiões pertencentes à zona B Zona B - Os arquipélagos dos Açores e Madeira e as regiões do continente situadas numa faixa costeira com 5 km de largura ou altitudes superiores a 600 m. Rugosidade tipo I - rugosidade a atribuir aos locais no interior de zonas urbanas em que predominem edifícios de médio e grande porte. Rugosidade tipo II - rugosidade a atribuir (Fonte: RSA) aos restantes locais, nomeadamente zonas rurais e periferia de zonas urbanas. 7 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  9. 9. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ACÇÃO DA NEVE Capítulo 3 - Fundações > Só em locais com altitude igual ou superior a 200 m, é necessário ter em conta nos cálculos da estrutura uma sobrecarga provocada pela neve, esta afecta apenas a cobertura (inclinação da cobertura). > Portugal está dividido em duas zonas A e B 8 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  10. 10. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança USO DO EDIFÍCIO Capítulo 3 - Fundações > O uso final a que se destina a construção é um factor muito importante para a concepção das fundações e da estrutura do próprio edifício. Sob este ponto, o RSA define as sobrecargas a considerar em pavimentos e coberturas, função do uso do edifício: 2 • habitação - 2,0 KN/m , em geral; 2 • escritórios - 3,0 KN/m , em geral; 2 • Serviços - 4,0 KN/m , em geral; • elevada concentração o de pessoas (igrejas, 2 etc.) - 5,0 KN/m , em geral; 2 • recintos desportivos - 6,0 KN/m , em geral; • etc.; 9 Escola Superior de
  11. 11. Tecnologia e Gestão
  12. 12. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (I) Capítulo 3 - Fundações > O terreno de fundação recebe as cargas da restante estrutura através das fundações. > A natureza dos terrenos de fundação afecta não só o projecto de fundações, como pode também promover a alteração da concepção global da estrutura. 10 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  13. 13. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (II) Capítulo 3 - Fundações 11 Tecnologia e Gestão
  14. 14. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (III) Capítulo 3 - Fundações MPa? 12 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  15. 15. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (IV) Capítulo 3 - Fundações MPa? 13 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  16. 16. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (V) Capítulo 3 - Fundações > Experiência comparável • O que é? • Qual a sua importância? Fundações de dimensões diferentes afectam de forma distinta o mesmo terreno de fundação. 14 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  17. 17. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTERACÇÃO SOLO-ESTRUTURA (I) Capítulo 3 - Fundações > Assentamento de fundações 15 Assentamentos Fundações globais sem assentament os Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  18. 18. Assentamentos diferenciais
  19. 19. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTERACÇÃO SOLO-ESTRUTURA (I) Capítulo 3 - Fundações > EXISTÊM TERRENOS DE FUNDAÇÃO MAUS? > É IMPOSSÍVEL REALIZAR FUNDAÇÕES NESSES SOLOS? 16 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  20. 20. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (VI) Capítulo 3 - Fundações Tracção Compressão Posição final Posição inicial ç s õ 17 e s s e m a s s e n t a F m u e n n d t a o
  21. 21. Escola Superior deTecnologia e Gestão Assentamentos diferenciais
  22. 22. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (VIII) Capítulo 3 - Fundações Estados Limites Último Serviço 18 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  23. 23. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (VII) Capítulo 3 - Fundações > Agressividade do meio em que se insere a construção (classe de exposição ambiental), implica cuidados diferenciados para as fundações (durabilidade das fundações), com por exemplo: • Recobrimentos mínimos; • Relação A/C máxima; • Dosagem mínima de ligante; • Utilização de cimentos compostos 19 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  24. 24. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TERRENOS DE FUNDAÇÃO (VIII) Capítulo 3 - Fundações 20 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  25. 25. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ESTUDO GEOTÉCNICO (I) Capítulo 3 - Fundações > OBJECTIVOS 1. Verificar a adequabilidade do terreno de fundação face ao projecto proposto (interação terreno-estrutura) 2. Permitir uma concepção adequada e económica • Esclarecimento de dúvidas -> Permite eliminar conservadorismo exagerado 3. Permitir prever e mitigar eventuais problemas que possam surgir durante a construção (redução de reclamações) Escola Superior de Tecnologia e Gestão 21
  26. 26. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ESTUDO GEOTÉCNICO (II) Capítulo 3 - Fundações > FASES DO ESTUDO 1. Reconhecimento do terreno de fundação (por exemplo, inspecção visual ao local e análise das cartas geológicas) 2. Investigação detalhada (utilização de meios complementares de diagnóstico, por exemplo, piezómetros e ensaios STP) 3. Monitorização da estrutura durante a fase de construção (por exemplo recurso a 22 fissurómetros, topografia clássica, células de carga e de pressão,
  27. 27. extensómetros,piezómetros, inclinómetros) Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  28. 28. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ESTUDO GEOTÉCNICO (III) Capítulo 3 - Fundações > ENSAIO SPT (para solos) Por meio de ensaios de penetração, feitos durante a execução das sondagens, com um extractor de amostras normalizado (SPT, Standard Penetration Test) é possível relacionar o número de pancadas com a resistência à compressão simples. 23
  29. 29. Escola Superior deTecnologia e Gestão
  30. 30. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ESTUDO GEOTÉCNICO (IV) Capítulo 3 - Fundações (Fonte: www.geology.sdsu.edu) ENSAIO SPT 24 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  31. 31. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ESTUDO GEOTÉCNICO (V) Capítulo 3 - Fundações > Número de pancadas no ensaio SPT (B ra zã o, 20 05 ) 25 Nota: à que ter cuidado com “conversão” do valor N
  32. 32. para a tensão de cálculo à compressão simples. Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  33. 33. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TRATAMENTO DE SOLOS (I) Capítulo 3 - Fundaçõe s O tipo de tratamento mais indicado necessita da análise de vários factores, sendo os mais condicionantes: > Factores geológicos e hidrogeológicos; > Características geotécnicas que condicionem o comportamento do terreno; > Tipo de estrutura > Área, profundidade e volume total do terreno a tratar; > Prazo que se dispõe; > Custo; > Factores ambientais: 1. Erosão; 2. Contaminação da água; 26 3. Efeitos em estruturas próximas.
  34. 34. Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  35. 35. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TRATAMENTO DE SOLOS (II) Capítulo 3 - Fundações Métodos de melhoramento de terrenos Substituição: remoção e substituição do solo; Densificação: pré-carga, drenagem, vibração, compactação, explosão, vácuo; Congelação: congelação do solo; Injecção: com caldas de cimento ou produtos químicos Mistura: mistura de solo com cal ou cimento, à superfície e em profundidade; Inclusão: introdução no terreno de elementos de maior resistência como geossintéticos, pregagens, ancoragens, micro-estacas. 27 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  36. 36. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança TRATAMENTO DE SOLOS (III) Capítulo 3 - Fundações 28 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  37. 37. D T Escola Superior de Tecnologia e Gestão29
  38. 38. FíD TR 30 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  39. 39. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES (INTRODUÇÃO) Capítulo 3 - Fundações > As fundações são parte da estrutura encarregada de transmitir as cargas da restante estrutura ao terreno. > As fundações são classificadas de acordo com a sua profundidade, o seu método construtivo e com o material de construção. > Relativamente à profundidade podem ainda ser divididas em fundações superficiais e fundações profundas. 31 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  40. 40. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (I) Capítulo 3 - Fundações > Sapatas isoladas (Fo nte: Rei s) Campo de aplicação: terrenos com características constantes; níveis de carga pequenos a médios; super-estrutura sem exigências especiais relativas a assentamentos diferenciais. 32
  41. 41. Escola Superior deTecnologia e Gestão
  42. 42. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (II) Capítulo 3 - Fundações 33 Escola Superior de (Fonte: Reis) Tecnologia e Gestão
  43. 43. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (III) Capítulo 3 - Fundações 34 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  44. 44. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (IV) Capítulo 3 - Fundações 35 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  45. 45. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (V) Capítulo 3 - Fundações > Sapatas contínuas (Fo nte: Rei s) Campo de aplicação: Terreno com características não uniformes; níveis de cargas elevados ou terreno com pequena capacidade 36 resistente; pilares no contorno do terreno ou muros de suporte; paredes resistentes ou painéis pré-fabricados.
  46. 46. Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  47. 47. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (VI) Capítulo 3 - Fundações Escola Superior de 37 Tecnologia e Gestão (Fonte: Reis)
  48. 48. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (VII) Capítulo 3 - Fundações > Sapatas agrupadas (Fonte: Reis) Campo de aplicação: terreno com características variáveis (super - estrutura sensível a assentamentos diferenciais); junto a sapatas excêntricas ou a muros de suporte cujas sapatas não estão auto-equilibradas; em regiões sísmicas. 38 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  49. 49. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (VIII) Capítulo 3 - Fundações Escola Superior de (Fonte: Reis) Tecnologia e Gestão 39
  50. 50. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (IX) Capítulo 3 - Fundações Escola Superior de (Fonte: Reis) Tecnologia e Gestão 40
  51. 51. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (IX) Capítulo 3 - Fundações Escola Superior de 41 Tecnologia e Gestão (Fonte: Reis)
  52. 52. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança VIGAS OU LINTÉIS DE FUNDAÇÃO (I) Capítulo 3 - Fundações > Vigas ou lintéis de fundação 1. Evitar ou mitigar os assentamentos diferenciais entre pilares 2. Absorver momentos flectores na base dos pilares resultantes sobretudo das acções horizontais 3. Servir de fundação às paredes resistentes (estruturas parede) 4. Servir de base de assentamento às paredes de enchimento da envolvente 42 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  53. 53. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança VIGAS OU LINTÉIS DE FUNDAÇÃO (II) Capítulo 3 - Fundações N M Modelo de cálculo A utilização de viga ou lintel de fundação absorve os momentos flectores na base dos pilares resultantes, sobretudo das acções horizontais (sismo). M N 43 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  54. 54. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ASSENTAMENTOS DIFERENCIAIS Capítulo 3 - Fundações 44 Escola Superior de (Fonte: www.civil.ist.utl.pt/~jaime) Tecnologia e Gestão
  55. 55. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ENSOLEIRAMENTO GERAL (I) Capítulo 3 - Fundações (Fonte: Reis) 45 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  56. 56. ENSOLEIRAMENTO GERAL (II)4
  57. 57. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ENSOLEIRAMENTO GERAL (III) Capítulo 3 - Fundações > Ensoleiramento geral - Campo de aplicação 1. Solo com características mecânicas elevadas a grande profundidade; 2. Solo superficial fraco mas susceptível de receber cargas; 3. Super - estrutura extremamente sensível a assentamentos diferenciais; 4. Carregamentos muito elevados na totalidade ou em parte significativa da fundação; 5. Se eventualmente tivermos optado por uma solução de sapatas isoladas e verificarmos que estas ocupam cerca de 50% da área total projectada, opta-se por um ensoleiramento geral da fundação. 47 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  58. 58. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ENSOLEIRAMENTO GERAL (IV) Capítulo 3 - Fundações > Ensoleiramento geral (III) - Vantagens 1. A distribuição de tensões no solo é mais uniforme e atinge uma maior profundidade; 2. Maior uniformização dos assentamentos, tornando o ensoleiramento geral a solução mais adequada para suportar estruturas sensíveis a assentamentos diferenciais; 3. Em situações de nível freático elevado, trata-se da melhor solução quando associada a outros processos construtivos e a técnicas drenagem e impermeabilização adequadas; 4. Para cargas muito elevadas vindas da super- estrutura e/ou solos fracos, pode tornar-se a solução mais económica; 5. O processo de execução é mais rápido e mais económico. 48 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  59. 59. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança GRELHA DE FUNDAÇÃO (I) Capítulo 3 - Fundações (Fonte: Reis) Campo de aplicação: As vigas de fundação ligam, os pilares entre si, substitui as sapatas quando as cargas transmitidas pelos pilares são pequenas. 49 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  60. 60. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança GRELHA DE FUNDAÇÃO (II) Capítulo 3 - Fundações Escola Superior de 50 Tecnologia e Gestão (Fonte: Reis)
  61. 61. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança GRELHA DE FUNDAÇÃO (III) Capítulo 3 - Fundações 51 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  62. 62. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SEMI-DIRECTAS (I) Capítulo 3 - Fundações > Pegões ou poços (F on te: Re is) Campo de aplicação: quando o terreno de fundação se encontra a uma profundidade média (máximo de 8,00 m) 52 pode interessar executar as fundações sobre um sistema de “pilares” isolados de grande secção.
  63. 63. Escola Superior deTecnologia e Gestão
  64. 64. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SEMI-DIRECTAS (II) Capítulo 3 - Fundações 53 Escola Superior de Tecnologia e Gestão (Fonte: Reis)
  65. 65. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PATOLOGIAS (SUMÁRIO) Capítulo 3 - Fundaçõe s > Alguns tipos de patologia a evitar em fundações Rotura por Rotura por corrosão das armaduras 54
  66. 66. corte/punçoamento (Fonte: Reis) Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  67. 67. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (I) Capítulo 3 - Fundaçõe s > Processo construtivo (PC): preparação do terreno 1. Preparação do terreno e escavação geral 2. Remoção de quaisquer materiais depositados no terreno 3. Desbaste da vegetação 4. Decapagem da camada superficial de terra vegetal (cerca de 20/30 cm) 55 Escola Superior de
  68. 68. Tecnologia e Gestão
  69. 69. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (II) Capítulo 3 - Fundaçõe s > Implantação no terreno dos elementos de fundação Recorre-se a apoio topográfico (teodolitos) para localizar com exactidão os elementos de fundação. Sapata a construir Cangalho local Marcações/suportes para colocação de fios de 56 nylon amarrados a pregos
  70. 70. Escola Superior de (Fonte: Reis) Tecnologia e Gestão
  71. 71. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (IV) Capítulo 3 - Fundaçõe s O terreno à cota definida em projecto apresenta a esse nível as características especificadas no projecto? 57 Escola Superior de
  72. 72. Tecnologia e Gestão
  73. 73. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (III) Capítulo 3 - Fundações > Escavação Betonagem contra o terreno Cofragem escorada (Fonte: Reis) 58 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  74. 74. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (IV) Capítulo 3 - Fundações 59 Escola Superior de Tecnologia e Gestão (Fonte: Reis)
  75. 75. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (V) Capítulo 3 - Fundações > Limpeza do fundo de escavação > Colocação do betão de limpeza Betão de limpeza > Montagem da cofragem Cofragem perdida ( 60 F o n
  76. 76. t R )e e: i Escola Superior de s Tecnologia e Gestão
  77. 77. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (VI) Capítul o3- Fundaç ões > Colocação das armaduras Dimensões em planta entre 5 cm x 5 cm e 7 cm x 7 cm Recobrimento das armaduras (> 3 cm) 61 (Font
  78. 78. e: Escola Superior deReis) Tecnologia e Gestão
  79. 79. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (VII) Capítulo 3 - Fundações Escola Superior de 62 Tecnologia e Gestão (Fonte: Reis)
  80. 80. Físic PROCESSO CONSTRUTIVO:Doce FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (VIII) 6 (Fonte: Reis)
  81. 81. PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (IX)6
  82. 82. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (X) Capítulo 3 - Fundações (Fonte: Reis) 65 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  83. 83. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS (XI) Capítulo 3 - Fundações > Betonagem > Cura do betão > Descofragem > Aterro 66 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  84. 84. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SEMI-DIRECTAS (I) Capítulo 3 - Fundações > Pegões ou poços (F on te: Re is) Campo de aplicação: quando o terreno de fundação se encontra a uma profundidade média (máximo de 8,00 m) 67 pode interessar executar as fundações sobre um sistema de “pilares” isolados de grande secção.
  85. 85. Escola Superior deTecnologia e Gestão
  86. 86. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES SEMI-DIRECTAS (II) Capítulo 3 - Fundações 68 Escola Superior de Tecnologia e Gestão (Fonte: Reis)
  87. 87. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança ESTACAS (I) Capítulo 3 - Fundações > Tipo de estacas que podem ser utilizadas como fundação: Estacas cravadas • Betão armado • Aço • Madeira Estacas moldadas no terreno • Betão armado • Aço • Madeira Escola Superior de Tecnologia e Gestão 69
  88. 88. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES PROFUNDAS: ESTACAS (II) Capítulo 3 - Fundações Campo de aplicação: quando o terreno de fundação se encontra a uma profundidade média (máximo de 8,00 m) pode interessar executar as 3φ φ fundações sobre um sistema de “pilares” isolados de grande secção. 70 Escola Superior de (Fonte: Reis) Tecnologia e Gestão
  89. 89. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES PROFUNDAS: ESTACAS (III) Capítulo 3 - Fundações > Recomendações para projecto L 3φ φ L φ ≤ 25 φ Escola Superior de 71 Tecnologia e Gestão
  90. 90. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES PROFUNDAS: ESTACAS (IV) Capítulo 3- Fundaç ões Pilar Maciço H Estaca 0,15 m ou 0,5φ B φ A altura do maciço de fundação deve ser tal que garanta que a rigidez deste é muito superior à das estacas: 72 H >Φ e H >B/2 Deve ainda garantir-se o comprimento de amarração
  91. 91. da estaca na vertical. Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  92. 92. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança FUNDAÇÕES PROFUNDAS: MICRO-ESTACAS (I) Capítulo 3 - Fundações • Estacas de pequeno diâmetro - 0,15 a 0,20 m; Campo de aplicação: • Reforço de fundações; • São utilizadas em espaços confinados. 73 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  93. 93. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: PEGÕES (I) Capítulo 3 - Fundações > Escavação dos poços A escavação é feita manualmente, sendo o avanço a partir dos 1,5 a 2 metros de profundidade precedido de escoramento. 74 Escola Superior de
  94. 94. Tecnologia e Gestão
  95. 95. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: PEGÕE S (II) Capítulo 3- Fundaç ões > Betonagem É feita por fases com prévia retirada dos escoramentos. > Grupos de pegões Para cargas verticais muito importantes, poder-se-á admitir a construção de mais de um pegão para servir de apoio a um maciço de grandes 75 dimensões.
  96. 96. Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  97. 97. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: ESTACAS CRAVADAS (I) Capítulo 3 - Fundações > Estacas cravadas (Fonte: www.foa.com 76 .br) Escola Superior de
  98. 98. Tecnologia e Gestão
  99. 99. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: ESTACAS CRAVADAS (II) Capítulo 3 - Fundações O manuseamento deve ser cuidado para evitar esforços secundários (não previstos) 77 Escola Superior de
  100. 100. Tecnologia e Gestão
  101. 101. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança PROCESSO CONSTRUTIVO: ESTACAS (III) 1.8.2. Estacas moldadas dações Trado contínuo Estrangulamento da secção da estaca Retirada do tubo moldador Cravação do tubo moldador Destruição local da secção 78 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  102. 102. FFísDo Escola Superior de Tecnologia e Gestão 79
  103. 103. Física doDocente: 80 E T
  104. 104. F8 Esc Tec
  105. 105. Física dDocente s 82 Es Te
  106. 106. FUNDAÇÕES PROFUNDAS: ESTACAS (VIII) Capítulo 3 - Fundações Escola Superior de Tecnologia e Gestão83
  107. 107. Tecnologia e Gestão FUNDAÇÕES PROFUNDAS: Física dos Edifícios Docente: Pedro Lança ESTACAS (IX) Capítulo 3 - Fundações > Análise comparativa Tipo de Vantagens Desvantagens estacas Cravadas - É mais difícil a corrosão das - Origina movimentos do solo durante armaduras face às condições a cravação com repercussões nos edifícios vizinhos; de - Podem deteriorar-se durante a cravação; fabrico que permitem melhor - Originam ruídos e vibrações nas imediações durante a garantir operação de cravação. os recobrimentos; - Não são afectadas pela água subterrânea (durante a presa); - A execução, permite que, antes da cravação, sejam controlados e garantidos a qualidade do betão, as dimensões da secção e o posicionamento dos varões. Moldadas -A vib do execução não raç sol origina ruído ou ão o
  108. 108. sig am -A nifi ost qualidade cati rag final do vos em betão não é ; do controlável; - terr - Não dá Afe en garantias cta o relativamen po per te à uc mit não o e existência as ter de defeitos co um ao longo ndi co da çõ ntr superfície es ole lateral da do so estaca; terr bre as - Possibilita en desvios de o; verticalidad -A ee84 características dos solos arrastamento do betão durante a atravessados e atingidos Escola Superior de presa.
  109. 109. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (I) Capítulo 3 - Fundações 1. A instalação da estaca, provoca um efeito de perturbação, resultando dai uma complexa interacção entre a estaca e o solo, tornando difícil ou quase “impossível”, a previsão do comportamento mecânico do sistema solo-estaca traduzido pela relação carga- deslocamento. 2. No controlo de qualidade de estacas há que distinguir basicamente dois aspectos principais: > A integridade da estaca e a sua resistência como elemento estrutural; > A rigidez e a resistência do sistema solo-estaca. 85 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  110. 110. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (II) Capítulo 3 - Fundações 3. A avaliação da integridade de uma estaca de betão pode ser feita através de métodos destrutivos (carotagem) ou não destrutivos (baseados geralmente na medição da velocidade de propagação da onda sónica), após a sua execução. 1981 1982 N.º de estacas testadas 5000 4550 N.º de estacas com defeitos 72 88 Tipo de defeito Contaminação do betão (migração de solo) 0 - 2 m 24% 5% Contaminação do betão (migração de solo) 2 - 7 m 9% 9% Má qualidade do betão 6% 3% Vazios no contacto solo - estaca 3% 2% Percentagem de estacas com defeitos 1.5% 1.9% Defeitos de construção 0.6% 0.4% 86 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  111. 111. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (III) Capítulo 3- Fundaçõ es > Controlo de qualidade durante a construção A parte 1 do Eurocódigo 7 (NP -ENV 1997-1, 1999) apresenta algumas recomendações gerais quanto à supervisão da construção de estacas. > Método de diagrafias sónicas Esquema do ensaio 87 Escola Superior de (Fonte: www.testconsult.co.uk) Tecnologia e Gestão
  112. 112. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (IV) Capítulo 3 - Fundações Exemplo de disposição dos tubos num poço de fundação com 2,00mx0,80m Disposição dos tubos nas estacas Escola Superior de Tecnologia e Gestão 88
  113. 113. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (V) Capítulo 3 - Fundações > Método sónico 1. Objectivos Avaliação qualitativa de heterogeneidades significativas 2. Equipamento Sistema computadorizado, especialmente concebido, dotado de “software” que permite obter, analítica e graficamente, os resultados dos ensaios efectuados. Escola Superior de Tecnologia e Gestão 89
  114. 114. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (VI) Capítulo 3 - Fundações > Modo de execução do ensaio Tempo de reflexão: (2.L) / c onde, L - comprimento da estaca c - velocidade de propagação L’ da onda sónica no betão. Localização do defeito: L ´=(c.t)/2 onde, t - tempo de propagação Nota: Saneamento prévio da cabeça das estacas com o cuidado de evitar fissuração 90 (Fonte: Oz) Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  115. 115. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (VII) Capítulo 3 - Fundações > Resultados (o ideal) 1. Num betão homogéneo, livre de defeitos e de variações das propriedades, a velocidade das ondas ultrasónicas é constante e na ordem dos 4000 m/seg. (Fonte: www.testconsult.co .uk) 2. As ondas ultrasónicas viajam a uma velocidade entre 3700 e 4000 m⁄seg.
  116. 116. para estacas m⁄seg. moldadas e para estacas pré- entre 4000 e 4400 fabricadas. Método sónico - Esquema do ensaio Escola Superior de (Fonte: www.vroom.nl)91 Tecnologia e Gestão
  117. 117. FUNDAÇÕES PROFUNDAS:Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança INTEGRIDADE DE ESTACAS (VIII) Capítulo 3- Fundaçõ es > Resultados (o real) Registo tipo (Fonte: Oz) 92 Escola Superior de Tecnologia e Gestão
  118. 118. Física dos EdifíciosDocente: Pedro Lança BIBLIOGRAFIA Capítulo 3 - Fundações > Oz (2006). Mesquita, Carlos; Lança, Pedro. Relatório Oz n.º 786. Lisboa. > IST (1997a). Processos Gerais de Construção: folhas de apoio à disciplina, Volume 2. Departamento de Engenharia civil, IST. > IST (1997b). Processos Gerais de Construção: folhas de apoio à disciplina, Volume 3, 4 e 5. Departamento de Engenharia civil, IST. > Lei, Decreto n.º 235/83. Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes (RSA). Porto 93 Editora. > Farinha, Brazão et. al. (2005).Tabelas
  119. 119. Técnicas. Edições Construção (PowerPoint). ESTIG. Técnicas E.T. L., Lda. Escola Superior de> Reis, Luís (2005). Apoio à disciplina de Tecnologia e GestãoProcedimentos da

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