Linguajar alentejano

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  • Trabalho para o módulo Património linguístico em C.L:C, Cultura, Lingua e Comunicação., no ambito das novas oportunidades!!
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Linguajar alentejano

  1. 1. “Linguajar Alentejano” Com saudade vou lembrar Palavras que já esqueci É um outro linguajar Da terra onde nasci Língua suja é de “tronga” “Gandulo” é um ladrão Moça que baila é “gironda” O “alarve” é brincalhão “Carantonha” é cara triste Não faz parte da idade. O rir por tudo e por nada Faz parte da “mocidade” Moça que ri é “taranta” Passa a vida a “cirandar” “calhandrice” é preguiça Também dizem “mandriar” Bilhas são “enfusas”, “cântaros” E servem para manter Água fresca no Verão Que o calor faz “padecer” “Alforges” levam o “tarro”
  2. 2. O frio faz “rilar” os dentesA cortiça faz milagresMantêm “as sopas” quentesAs portas não usam chavesToda a gente pode entrarPara provar os “odores”Que temos para lhes dar“Boletas” assam no “burralho”Debaixo das “chaminés”Toucinho pinga no pãoAs “linguiças” nos pésCheira a “sopas de cação”A “popias” e a “açorda”Cheira a fumeiro e a pãoFaltam bocas que os mordaCheira a trigo e a “migas”A azinheira e azeitePoejos fazem milagresP’ra contentar toda’gente“Burrinhóis” é massa fritaFeitos da massa do pão“Fartura” é “malacueco”Na feira é tradição“Bolo podre” é de ricoOs pobres não têm “posses”Mel não há, azeite é caroP’ra eles fazerem doces
  3. 3. “Enratado” é muito cheioÉ porque comeu demaisAs favas são um manjarE crescem pelos “farjais”Diarreia é “soltura”“Raleira” também se diz“Pelengana” é uma tigela“Penca” grande é o narizUm avaro é um “fónica”Um cajado é um bordãoUm casaco é m’a “jaqueta”Rapaz grande é “calmeirão”O rico veste a “plice”O pastor veste o “capote”“samarra” também se dizTem pele de zorra o decoteAs mulheres só usam xaileBotas, lenço e chapéuAs meias são arrendadasNão usam pernas ao “léu”“canudos” vão protegerDa foice veloz, cortanteDe canas os vi fazerEnquanto ensaiam o “cante”O cante vem “amainar”
  4. 4. Este trabalho tão duro Está na hora de ceifar O trigo já está maduro Ceifam homens e mulheres De madrugada ao “sol posto” O cante vem alegrar O suor que cai no rosto O cante é morno e triste Mas ajuda a “espairecer” Saudade do amor ausente Tão longe e a “padecer” Preciso justificar Porque foi Cuba a escolhida Terra que me viu nascer Abrir os olhos p’ra vida Um dia serei raiz E p’ra lá irei levar O corpo velho e cansadoPara o seu cheiro guardar

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