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GUERRA, Luis de Bívar (1956) Dois Ex Libris Raros, Duas Bibliotecas Desfeitas: Escola Profissional de Santa Clara. Vila do Conde.

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DOIS EX LIBRIS RAROS DUAS BIBLIOTECAS DESFEITAS

  1. 1. LUÍS BIVAR GUERRA Dois LEx-lílmvis PCIPOS, Duas laiuiollecos desfeillas (separam Jo Bolo/ hm Jo Acuáemja poriuquun Je kxemní! ) ' .32 '. 'h s; s' Ã ' › “" M' -. l». . ¡' rd rüxrlm. .- SA -~ runnums , >~ "Q'| IVWc-I1h-"Y«v MCMLVI ESCOLA PROFISQONAL DE SANTA CLARA VILA DO CONDE
  2. 2. »gv ' A 1 . Ú i 1w - : w v. - '. - _ -› › . ' r. ' _ , _ - í_ , , . › _É l . gh-Jn; .u. . ,~. .
  3. 3. DOIS EX-LlBRlS RAROS, DUAS BIBLIOTECAS DESFEllAS . zngà, EM sempre os fundos de uma biblioteca correspondem ao aparato ou à mudés- tia dos «ix-líbrie que os nurvcln. (Quantas vezes um ex-libris de snmptuoso desenho VÍVO @M3110 em livros sem valor, sem interesse e em nfuuero tillllilllllt), enqunutodtgue outro, de modestissinia npnrônein, seu¡ valor ornamental e dr. mesquinho aspecto se enobrecc pela categoria. (luas ÍÍVHIS, pela¡ riqueza das eneudiermxeõcax e pela extensão do fun- do bihliog; ráfícrc› em que (e aiplirndo. Algumas vezes, porém, um ex-líbris ornamental e ; aompow dá a justa. exp¡. u&¡, u do valor que vai enobrei-er cmlm marca de posse. Os dois¡ iax-líbris de que vamos tratar são bem o. provados (luis Clltimns exemplos. IÍm (leles é i-onhceído embora raro. Simpla-xa¡ tarjeta com o nome do propritetárii) (los IÍVrOS. an vê-lo, mal se mlirñ o rieo e precioso fundo que o nobilitavu. . É s. r. o. IIILMXLLO na ronroun/ A. O outro, aparntoso na sua Ornamentação he- ráldica, servia também de (rat-tão de visita do seu possuidor e (ie tex-libris a uma biblioteca das mais riem¡ que temos: t-onllocirlo na posse de um medico do século XVIII. Nunca o vimos, só conhecemos o ilesenho que o Dr. (guiliuzm Machado dolo fez. copiado de um original que viu rolado num livro da biblioteca do Duque de Wellington. Nau sabemos 111081110 de outro ¡nemsoa que jnlltniu o tenha visto. o que facilmente ue explica pelo triste. descaminho que a rapina estrangeira deu ao precioso fundo da biblioteca que autentieaivn. ("omeecmos por aquele. Ven¡ mencionado nn eàttsílogo da l. " Exposição Portuguesa de Ex-Lí. bris, u. págj** 3h. › Piertonccu no Iiossi) bisavô paterno Joñio Bvan~ gelista da (luerra Rebelo da Fontoura, Capitão de Voluntários Realismo e Cavaleiro da Ordem de Cristo, o quai num-eu em Bragança n 19 de Dezembro de 18m¡ e era . filho de Pedro da (inox-ra Rebelo da l-'cmtom-a, (Joronel dc Infantaria. de Bragança, tlovernador de Miranda, e de »um mu- lher, D. Ann Gertrudes Afonso (tlos Afonsos, de Babe). (Íedo 0 361001110313111 para a Carreiro celesiáxtiwa, F07¡ Un seus primeiros «istuciox vom um tio, !tbade do Penas Juntas, e, já, seguro do seu latixu, e forte em retórica, seguiu para. Espanha a cursar o Sumimirio. Joño tomou unit-Im ¡nenoren no ano de 1820 dndm pelo Bispo das . ustúriuxs D. Guilher. me Martinez (É), regressando logo a. Portugal. Mais, nñu se ecntin eum voençño para tnl Villill. Desistiu da em-reira e foi nomeado «escrivão nu sua. cidade natal. Casou oom l). Rosa Bonner» dina de Moura Pinto, leve filhos e seguiria o sua carreírst bumerãtiru se a políLic-a o não tivesse arrustatlo para um novo rumo. Vitffãull ae lutas de Íl). Pedro e D. Miguel; .João Evangelista. :illstou-Ne no» volunhi. rii›x rea- listufi e cedo chegou a capitão. tfom a queda de El-Rei l). .Miguel, emigrou para Espanha de onde plllistlll n Cuba na eompa. nhiu do seu primo João de (Queiroga. Organizar¡ ali a sua vida, fez fortuna e regras- S011 à Pluropa, indo instalar-se em Inglaterra; onde iuereô das suas disponibilidades tltfllllólltittlh' pas- sou : t exercer de moto-próprio n. missão semi-ili- plomática de : tgeute de ligação entre António Ribeiro Saraiva e D. Miguel I, trlltñt) ri-. xidteutiz na. .Sum-iai. Os seus pnsmporten dño-non ai. ideia da frequência que punha nas suas viagens, e o iiseamtle de Suntzxrám refere-o bastante nas suas rurlnn, como fiel rorreio rliplomático. A sun : uni- zade com ai. lanlília Fk-, ri-eira, dos Blerreirinhas da Régua, deu-lhe a oportunidade de negoeiai- em vinhos do Porto, para Inglaterra_ ! negócio eum que muito aumentou a sua fortuna. , P) Tomou . n riu-la de rnerrmla - n cópia da habilitação do . juntin- uue Luh¡ no Ar. ¡Ii| 'I› de llrnunucit. hulprluoa qua deulnllll m. : ontem e re-son religiosnmeznke. . .mn-gw 5,'.
  4. 4. Entretanto, sua mulher morrera em Portugal onde ficara com os três filhos José, António e Manuel e a quem o pai proibira o uso dos apeli- dos da varonia enquanto durasse o regime libe- ral. (3) A sólida fortuna de que dispunha, o prestígio quase de diplomata, a sua muita caultura, aliados à bela figura que os seus retratos nos apresentam levaram-no, pela mão de Ribeiro Saraiva, a fre- quentar a corte inglesa onde a sua farda vistosaa de Capitão de Voluntários Realistas o o seu físico de forte estatura o conduziram a. um segundo casamento. Foi sua 2.' mulher (Tccil Eleanorn ol' Cunning, da família Kirkpatrick, senhora que pelos retratos se vê ter sido dotada de rara for- 1110311111. Tinha então 52 anos e a noiva apenas 18 anos. Faleceu em Londres, a 15 de Julho de 1874 deixando mais três filhas, uma fortuna ax-'aliada então em 300 contos de réis e uma biblioteca afa- mada. É esta bibliotecat que vamos dizer (somo se formou e como se dispersou. Muito novo começara João Eirangelistu a adquirir livros. Quando emigrou, segundo é tradição de fa- mília_ passou a fronteira levando apenas a roupa do corpo, o cavalo e um macho com dois : ilforges earrtagados de livros. De Cuba, seu primo João de Queiroga, numa carta que escreve para o tio João (iucrra, Abade de Penas Juntas, dá notícias de João Evange- lista, dizendo que «posso a. ride entre a hocíenda c os lírvras» e que dem comprado m ¡Lifos livros espanhoes». Em Londres adquiriu a peso de ouro a grande parte dos lixmos da biblioteca de Lord Stuart of Rothesay. A sua morte ocorreu três Ineses depois da data em que numa sua carta, dizia ao filho que teneionava regressar a Portugal. Coin ela surgiu à viúva um grave problema: a divisão dos bens. Em Portugal, os filhos do 1.° Inatrintcinio jul. gavam-se com direito à sua parte; em Londres, a viúva em nome das. três filhas julgavam-se com direito a tudo por serem inglesas e a fortuna ter sido principalmente adquirida em Inglaterra. De nada serviu uma série de artigos no «Cor- reio do Minho» a pugnar pelos interesses dos filhos portugueses. Tudo correu como a iriúwra de- sejava e tudo ficou às filhas inglesas apesar de todo o património existente em' Portugal, à data da Convenção de Évora-Bionic, ter sido gasto em proveito da política miguelista por ordem de Joiio Evangelista¡ que sempre a defendem. (*) . Passou a viúwra a segundas núpcias com Alfredo Pinto Leite, homem já viúvo e com filhos e talvez para poder vir para Portugal com valo- res mais facilmente transportáveis, deliberou vender os livros por intermédio do grande li- vreiro alemão Karl W. Hiersemazin, de Lipsia. Não se poupou este a esforços para a boa colo- cação das espécies bibliográficas magníficas que o acaso lhe deitava sobre o balcão. Comprou tudo por bons eabedais_ Iinprimíu o catálogo em três volumes e fê-los distribuir em Portugal, Espanha c América do Sul. Diz no Verso da 1.* capa ; les-se catálogo: «Ao publicar este catálogo que conlém a gran- de parte de «mao colecção cont-um, permito-nu? chamar o atenção para o facto de a maior parte dos livros estarem bem e sõlidamenfe encader- nados. ' De alguns, o antigo possuidor (4) »mudou-os enrxxderna-r em »ceia mrrrroqitim UGNNCUJO ou meia aire/ r¡ (ri-nda- quc o grande vitaiorio tenhu sido e/ ccltuxrla dr: 1850 a 1860, em Londres, pelo tllfínza propríeltirio, em encndernações bastanle doi-rivais e' elegantes de forma a pode-rem ser metidos nas 'voam-ns bibliolecas sem necessidade de qualquer (icncficiação, o que ale-tre ser considerada ao com ; ira-r na boa-e dexle catálogo. Por -último pcivntilo-nze chamar -mu-ito especial- anenle a afençcio que a colecção formava a anliga bibl-iolcca de João Etrangelisla da (hrerra Rebelo da Fonioum. que lancbénz adquiriu uma grande porte da importante bibliofeca de Lord Shun-l of lfoflzcsaya Por aqui se pode : tw-aliar o seu recheio que se compunha de 4367 obras (lesteritas, num total e cerca (le 8.000 volumes, todos de autores portu- gueses, espanhóis, latinos, alguns franceses, ale- mães e ingleses. Inennábulos e uiiiitas edições raras dos sécu- los XV I a XVIII, sobre literatura, arte, filosofia, história, genealogia, direito, religião e arte da guerra. Lá estavam os clássicos portugueses, as orde- nacões, o nobiliárío do (fondo D. Pedro de Bar- . eclzis, uma preciosa edição dos Lusíadas a par P) Tnlvn pura eriur gicrsozuições. (3) Amin¡ se malbuntunm oa. muitos bem¡ do tah que tinham 0m Hrnznncn. em ! Mirando e em 13H23:: Junina». (4) Lord Stuart o! Romeu):
  5. 5. ¡u- a_ l_ . ' , r tlu Eneida. 'Poda a obra de Voltaire, muitas de . Lopo de Vega em boas edições, ote. ¡tlgumas dezenas de obras sobre as lutas entre D. Pedro e D. llliguel, muitas outras sobre s. res- tauração e cerca de 50 do Padre Agimtiuho (le . Macedo. Tudo se dispor-sou! Apenas alguns livros insignificantes escapa, - rznu à vcmla e estão hoje no posse de uma dos . netos huvitlus pelo seguindo casamento de Join) Evangelista. E não se julgue que toda esta riqueza biblio- gráfica. eoleceionacla com tanto amor ficou vir- gem de leitura até ao leilão. Não, o seu proprietá- rio tudo lia e comentava nos seus manuscritos (jamais publicados) 'entre elos uma monografia Ido distrito do Bragança que faria ns «lelíeínu do consagrado Abade de Bnçal, Dispersa. esta riquír-nima biblioteca ficou o catálogo para atestiu' do que ela foi_ e Iioou o ex- -líbris como prova de que: «Diem scmprc: o hábito h faz o monge». Era Inoileslo o ex-líbris o no entanto o meu ¡sns- . suidor poderia ter composto um mais aipau-atoso, -com o seu brasão de anuais (°) e gunrnet-. ê-lo (tem , a Cruz da Ordem de Cristo de que era¡ Íavaleiro. Não o fez. Vejamos agora o segundo ex-líbris. Pertcneeu também n, um nosso trísavô matem no, o Dr. Rodrigo Soares du Silva «le Bivar, Mor. uma. , ¡lc! Bivar, médico pela Ilnivemidadc do Coim- bra o grande proprietário em Abrantes c Torres Novas. Era filho do rico mereador cristão-oww; For- 'naudo da Silva Correia e da blurgadu de Bivar, D. 'Porem . Iosefu de Almeida (lo Isivar. De gosto requintado, tinha a, sua casa sola- reuga de Abrantes (“) mobilado. o guurneeicla emu gosto, riqueza e conforto. Dostinou uniu sala para fazer a sua biblioteca. Cs livros exmslam de um catálogo manuscrito que figura no inventário feito em 1810, à Casa de Bivar por ordem do 'Pribunal da Inconfidência e que se guarda no respectivo cartório, na 'Porte do 'l'ou1b0. Dali o eopiámoi na. íntegra e demo-nos ao trabalho de fazer um reconhecimento de todas na obras, des- erltas com uma indisciplina não igualada. Basta dizer-se que um homem ditava o nome do autor e o da obra e outro escrevia pela sónica o que lhe ia ouvindo. Tretando-se na sua maior parte de obras em latim e francês sobre medicina, far- -se-ú uma ligeira ideia dos dispnrutos que eram ditados o meritos. 'Houve que recorrer a Brunet, Inocêncio e outros para se poder reetifiear todo o catálogo, a fim de se ter ideia do fundo que constituía tão (especializada biblioteca. Piizámos então inteirados (lo seu exacto valor. (Iompunha-se de 1473 volumes na sua maioria : sobre Inedie-inn, alguns sobre história, outros so- bre tlireito e muitos dos bons clássicos portugue- ses c latinos. Incuníibulos e primeiras edições hoje rui-ns dos mais aifamados trntaidistas da me- dicina antiga, a maior parte das quais Brunet e lnmzênceio elassificoun de muito raras. Pois todo mto recheio de nmravilha fo¡ arre- billâttlt). _ , _ A história. é simples 1-. «senna-so em poucas linhas: - (Quauido da entrada de Junot em Abrantes_ vivia o D1'. Rodrigo Soares «la Silva de Bivar naquela sua casa com a filha Iuorgada, l). Ana domain da Silva de Bivar e com um filho natural, o Dr. Diogo Soares da Silva de Bivar, então estudante de direito em (Voimbrs. Já com S0 anos, o Dr. Bivar, oro qumc (liri- gido polo filho. Este, ou porque fosse mação e par- tidárío dos franceses (il ou porque tivesse ? HRS- bido da corte instruções para nboletar J unnt e eativíl-lo atrasando a sua murcha, ("), o certo é que abriu as portas da. casa paterna aos inviusouw e os tratou bem. Dada a reviravolta o tsxpulsos os francesa-a, foi (ttmdennilo (") como partidário (lentes e a Casa de Bivar sofreu, ('. ()ll10*! l'll'IÍ'n8(Ultras, um sequestro judicial! , 4 en) Enqunrtelndo. o l. " fontnnuuwm' ¡Rainha-dl! .Mon- ms-- 1." Ficava. t") Hoje dos descendentes ! lu Coronel Albuquerque. (V) Do qu¡ lol neuwln no prnrnnwo. (i) Cnmo alegou. l") Mais vai-do renhllllnnúo por l). .lulu Vl_ «uúgmu par¡ o llnmll. mula lol diplnmul. e leme do Aula de Comércio.
  6. 6. Refugiou-su o Dr. Rodrigo nn sua cosa do Lisboa com a filha. o recorreu do sentença. com o pretexto de que os bens eram seus e da filha e não do filho. A questão foi ganha em 1814, já rlcpois da sua morte, e quando sua filha se dirigiu à Casa do Abrantes, warifix-. ou que tinlmm sido roubados vários móveis o dos livros (ln biblioteca 1111011113 tinham escapado 156 volumes, todos desirma- lindos. Queixou-se (contra os herdeiros do fiel depo- sitário, João da. Costa Môna, temihézn já falecido. Apart-mui¡ cmtão a depor as testemunhas tro. - zidus polo, viúva Ménn. Poderia transcrever aqui todos os (iopoimen- tos, mas¡ ¡nareae-me bastante a. transcrição dos que prestnrnnn m4 dum; mais importantes toute- munhas, António Joaquim LfBiti-IU, carpinteiro e o Reverendo Luís António Ferreira. Bairrão, Pároco do S. Vicente (lc Abrantes. Perguntado ao nono e décimo artigos, o car- pinteiro disse: «Que sabia. por ser público que os 01mm do que se trata. ('“) são as vnílhores que Im. nesta. i7illa u que ncllax . rc aqruarlcrlavão no tenapo do pru-caga do tropa a no tempo qm' dccrlaro MIC artigo que Juara grande todos os Generais Ingleses o : nuas não (lim. - tlexicz» «Quo sabia. pollo ver e ajudar o , four sois- caixote. ; de »ladeira de cinco palmos de comprido c. tras de largo que se hora-für¡ vnamlado fazer por art/ cm d: : hum Secretario dl: hum General I nglrs os quais elle testemunhas sabe farão enca-nriufrodos para a casa du livraria de que se ! rala e ouviu. dc- país dizer qm' Os »ias-num farão chtios dc ! foros c que farão nua-idades para a cidade de Lisboa pollo dito . S'ecreta~rio c que elle testemunha depois : muuu- no livraria a falta' que no masma Itoria da livros e mais não d-ícc desta» Perguntados os mesmos artigos ao padre Bair- rão foi este mui» pra-mino tlmelarnnxlt) relativo- mente ao décimo artigo: -eQue subia pollo que hum Secretario de hum General I nvglcs, c que (Hc tnslrm unha s( por. .made ter sido o Excelcn-tissinto Duque da Vitanivz, deitominorío o mesmo Secretario Sodre por cogno- 'mc foi oquurhrlactc; :mx xobrcdítaw como: e (idas fez tirar hum: poucos de caizotes de livros da mr'- lhor emma ! Luma tmquítana e tudo quanto lhe pareça¡ bmn parte* dc cujos bons via cllw teste- munha condumir para o Porto dcsla. Villa c. mt- ríu (lízrr qur della xt "ctlttçlrrãll para o. cidade d( Lisboa, e ? nais não dia: desta» 'Corrcram muitos anos o em 1912, o Dr. Gui-- lhurmc (Juillinan ltlnclmdo, servindo em 11121.1- terra como diplomata português, visitou o biblio- teea dos Duques de Welliugtorx 00m El-Rei D. Itimnlel. Notou nl¡ o cxistõnvia¡ de livros onde figuram um cx-libris do Dr. Itodrigo Soares da Silva de Bivar. Quando de uma visita a Portu- gal falou no assunto om nossa vnun ¡- nsmim so viu confirmado n trndiçño, corrente na feunília, de terem soldados estrangeiros causado gramles pre- juízos no solar dos. avós om Abrantes. Deixou-nox o Dr. Quilliunn Mac-lindo um desenho a lápis (não sei se da sua autorizu_ esque- ma do cx-libris em questão. A Vu¡ reproduzido ! lento : artigo por um (lotenl- que que fizemos a tinta sobre o cróquiu u lápis. Há anos, em 1948, resolvemos escrever ao ¡u-. tunl Lord Wellington contando em pormenor o que se passara, enviando fotografias dos dcpoi- mentos e pedindo que se ainda existisse algum (iauquulos livros autoriznaue que de um (lulas se dosn-olaisse o ex-libris e no-Io IIl'Ol'L! CC›. '0. Escreveu sua Graça duvidando da *veracidade de luís (lepoimentos, declarando que num reco- nhecimento sumário nado encontrara o quo pode- ria a Embaixada de Portugal mandar procurar para melhor certeza nossa do que o seu antepas- aado, quando muito, poderia tm' (Indo uma ordem mal interpretada pelo scertelário. É de admitir que assim fosse e os livros do Dr. Rodrigo que figurarnm m¡ sua bíhlíotcrn os ti- vesse adquirido, o Duque da Vitória, sem saber n origem, ao desonesto secretário que deles se apo- derarn, (leem-to abusando do nome do seu ge~ nei-al. Cortêsmente agradecemos ao actual duque- tantn (líligiôncizt. Não so. ngitnrinm as chancela» rins por causa do um cx-libris pura n nossa (IY(›IG(. J_ ção. Se lá estão lá. ficam. Resta-nos a cwernnça dc ver aparecer um din › um (least-s «ex-libris nn mño do ulgmn mlcccíonu- dor feliz que o eIn-. ontrc uum dos livros que por cá (leixzarnm e que decerto foram vendidos a '[100.30 por inúlois. 0 (les-tenho de Quillinxau¡ l^lll('. llãl(l() apresenta- -nos um brasão que difere do que* estava na pe- dra do arnms da Misa do Abr-atritos, ali colocada à'. volto. do 1798 (") e que foi retirado qunndo n. t") An do Dr. ltodrtun. III) Segundo uma curta do família.
  7. 7. V mesme foi xendídafaos Almada, de Abrantes; bràeãol este em Ludo igual au de um anel que : polüuímos e' foi-da Mamede de Bivar, D. Am¡ Bárbara' da Silva de Bivar. A pedra demrmas e o anel apresentam escudo em par. , mit' punição dois quurteia do v _ ' Mattede; Albuquerque; 0'); a 2.' partição cor- , wtaçlg, ;em faixa, ao 1." eequertelndo de Cntrins (9o), _Coming Almeidas e Silvana, ao 2." armas dos , Bin/ eres (Leão, Castela, Aragão e Rodrigues de 1 Bivar). e O brasão do ex-líbris é apenas diferente na , ' Inpreesão dee Albuqucrquee e dos Cotrins, e por- ' tanto na distribuição das restantes amas por quatro quarteis. O ex-líbrie tem certo aparato heráldieo e po- deria servir de cartão dc visita como cru uso na ^ êpbea, o que Inaja nos fez alimentar a esperanca de que ainda apareça em mão de algum coleccio- nador de cartões de visita. que os há c bastantes. E terlnjnaremou o nosso ligeiro artigo lom- brando que este ex-líbrís de certo bom gosto, em relação à. biblioteca a que servia. de exerce. de posso, confirma O adâgío: «Pelo andar da carruagem. ..› Falta-nos dizer que a biblioteca do Dr; Rodrigo não era. uma inutilidade. Foi um médico estudioso, wrrcepondendo-. se com Ribeiro Sanches o outras celebridades mã- dicaa. › ' " 0 seu processo de cura da var-tola em ao que parece eficaz, tanto que fo¡ chamado à corte onde salvou, entre muitos outros, o irmão do Línrquês de Pombal. A seu tempo o se no Boletim da, nossa Acn- demia nos derem mais uma vez um (mntinho, fala. vemos deste médico e da plôíade de médicos que na nwsxna família se upar-entravam com' Ribeiro Sanches, cuja influência receberam. Luís m. : Bwm Clunmm (11) Nnd¡ mu qn nr com os neluel¡ dono¡ d¡ een. Bmw nossos Albuauerquee vinham por D. Tome Jonh de Almanaque e Nendoncn. eu¡ d: morada.

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