Ana maria braga

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Ana maria braga

  1. 1. 22Jun09Síndrome da Alienação Parentalpost infoBy Tiffany SticaCategories: Ana Maria Braga, comportamento de mãe, desabafo de mãe, educação,família and reportagens2 Comments Pais separados, famílias desestruturadas, filhos divididos, revoltados e inseguros.Quem não viveu um caso assim na sua própria família, certamente conhece um amigo(a), um vizinho ou parente próximo que teve sua família, digamos assim, “dividida aomeio” após separação e divórcio dos pais. Essa realidade, hoje, é muito frequente noBrasil. Não tenho dados em mãos, mas observo ao meu redor, em reportagens, relatosde conhecidos e trago uma bagagem familiar e profissional que me permite falar sobre oassunto com certa propriedade.A criação e o desenvolvimento das relações de afeto e respeito por um filho e pelo ex-cônjuge podem existir e se manter saudáveis mesmo com o rompimento da relaçãodo casal, mas para isso é preciso amadurecimento, coerência e bom senso por partedo pais e claro, amor incondiscional pelo filho, que é em todos os casos o maiorbeneficiário da atenção e do sucesso que os pais conseguem ter e manter através de bonsrelacionamentos e atitudes equilibradas… ou, a maior vítima, no caso de insucesso destarelação.Quando um dos pais (leia-se pai, mãe e até avós) acusa o outro de atitudes, palavras econduta negativa visando minar a relação deste com a criança, ele não está apenassendo cruel, agindo de má fé, ele está praticando o que, há poucos anos denominou-seAlienação Parental, “quando um dos pais tenta destruir a imagem do outro nacabeça da criança”. Segundo a advogada e psicóloga Alexandra Ullmman, entrevistadapelo Programa Mais Você, “é importante entender que essa aplicação da alienaçãoparental vem em degraus, começa simplesmente no ato de “esquecer” de dar o recadoque o pai ligou, dizer que não pode atender o telefone”.“A Alienação Parental, descrita em meados da década de 80 pelo psiquiatra infantilnorte-americano, Richard Gardner, revela-se como uma situação na qual um genitorprocura afastar seu filho ou filha do outro genitor intencionalmente”.Logo abaixo colo vídeo desta entrevista com a psicóloga Alexandra Ullmman e umajovem cuja mãe é um exemplo clássico deste tipo de relação negativa. O programaapresentado por Ana Maria Braga foi ao ar em 29 de maio deste ano e na ocasião mechamou bastante a atenção, pois eu trabalhei presenciando casos assim junto aDefensoria Pública do Paraná, alguns anos atrás e mais ainda porque sou filha de casalseparado (que numa história de amizade e cumplicidade, reatou casamento e reconstruiua família, um exemplo). Enfim… segue o vídeo:
  2. 2. E por que venho hoje abordar esse assunto tão pesado e sério para uma segunda-feira?Porque me preocupo demais com a forma com que as famílias estão se ruindo hoje emdia, me choco com as atitudes mesquinhas e insensatas de pais jovens ou mais madurosque, por egoísmo e total despreparo, transmitem para o coração puro dos filhos (emgeral muito pequenos e incapazes de julgar por si só) a frustração de uma relação quenão teve êxito, a mágoa da separação, de eventual traição conjugal e/ou apenas pelamágoa do desamor.Lembrei dessa reflexão após assistir a reportagem do Fantástico, revista eletrônica daRede Globo, exibido ontem à noite, 21 de junho. A matéria trazia como título “pai usafilho para tentar reduzir a pensão alimentícia” e mostrava uma série de ligaçõestelefônicas entre o pai, separado há 1 ano da ex-companheira, e o inocente filho de 9anos. Os telefonemas mostram que depois de tirar as fotografias da casa requisitadaspelo pai, durante a noite e madrugada, o menino de 9 anos ainda participasse de maisum plano secreto, pegar os extratos bancários da mãe, sem que ela percebesse. Pareceficção, claro, foi o que eu pensei na hora também! Mas é vida real e infelizmenteapenas um exemplo dos inúmeros casos de manipulação da inocência de um filho emfavor de disputas legais para obter a guarda do filho, pensão alimentícia, afastamento dopai/visita com acompanhamento de assistentes sociais e afins. Uma lástima porquemesmo que o casamento não tenha dado certo ou mesmo que nem tenha havido umaunião estável do casal, de qualquer modo o bem mais precioso é a vida do filho,consequentemente, uma vida feliz, estável, equilibrada e saudável sob aspecto físico eemocional também.Abaixo a matéria do Fasntástico na íntegra. São vídeos mais ou menos longos (de 4 a 6minutos), mas se houver tempo, merecem ser vistos, pois a polêmica merece reflexão.
  3. 3. Na Câmara dos Deputados, em Brasília, um Projeto de Lei quer transformar aAlienação Parental em crime.“Essa lei pode ajudar e muito para que o juiz possa tomar providências efetivas embeneficio do menor”, diz o relator do projeto, Deputado Federal Regis de Oliveira.O referido Projeto sugere que a criança vítima da alienação paternal seja avaliadapsicologicamente por um perito e, quando houver necessidade, seja afastada do“agressor/manipulador” para que se preserve sua integridade emocional. Ainda deacordo com o Projeto, pai e mãe comprovadamente culpados podem perder aguarda dos filhos e sofrer de 6 a 24 meses de prisão.No entanto, cá entre nós, eu penso que apenas uma avaliação com perito especializadopode não atestar a veracidade da situação vivida pela criança. Explico: frequentementecrianças são submetidas a um universo irreal de mentiras e fatos distorcidos, tantopor parte da mãe, da avó que muitas vezes cria “um neto abandonado” e/ou pelopai, crescendo sem a noção do que é certo ou errado, pois obviamente seus valoresmorais são os que esse “pai/mãe” manipulador conhece, portanto na hora de umaavaliação, de uma conversa com qualquer pessoa que seja, pode – infelizmente –mentir sobre sua real situação. E mais, não são raras as vezes em que fazem issopor medo, coagidas e ameaçadas. Não me estendo a respeito desses detalhes, pois aminha formação não é da área de Serviço Social, Psicologia ou Direito de Família, masfriso essa questão por ter acompanhado de perto o trabalho de assistentes sociais,advogados e psicólogos que precisavam doar-se e esforçar-se com muita determinaçãopara ouvir, analisar e traduzir sinais de dissimulação e abuso em diversos casos jurídicosque presenciei no período em que trabalhei na Defensoria Pública do Paraná, emCuritiba. Resta a mim torcer pelo êxito dos profissionais e pela “mão na consciênciadesses pais separados e em crise”. E como filha de advogada, clamar para que o nossoSistema Judiciário seja revisto e volte a agir com integridade, diginifcando os bonsprofissionais que, acredito, ainda são maioria.
  4. 4. Segundo Alexandra Ullman - aqui entre nós, preciso apontar esse dado porque éabsurdo – é comum ver casos de mães que inventam que seus parceiros abusaramsexualmente dos filhos. “É mais comum do que imaginamos. A mãe diz que o paiabusou da criança, apenas com o objetivo de separá-los” para sempre. Mas, gente, aí eupáro e pergunto: que mãe monstra, perturbada ao extremo é esta que cria umamemória tão dramática, forja um crime, um abuso e incute isso na cabeça do filho,forjando provas e muitas vezes testemunhas, só para afastar o pai sem pensar no traumae nas consequencias que isso trará à vida do filho? O que fará, no futuro, essa mãe paralidar com os distúrbios psicossociais severos aos quais ela fomentou no filho? Insano,eu sei.Por fim, este vídeo que finaliza o post é um trecho do Documentário “A morteInventada”, idealizado por um pai que sofreu com os “diz que-me-diz que” da ex-companheira, vivendo por anos afastado das filhas. E levanta a polêmica da AlienaçãoParental apontando diversos relatos que poderiam ser meus ou seus. Relatos de umatriste realidade.P.S. o post ficou pesado, o tema não é dos mais agradáveis, mas agradeço a quem leu evai levar adiante essa discussão. Como falei no início do meu texto, sou filha de umacasal que se separou quando eu tinha 3 anos, vivi a maior parte dos anos dessaseparação com minha mãe (o mais habitual é mesmo a mãe obter a guarda), mastambém morei 1 ano com meu pai e meus 3 irmãos, numa ocasião de mudança decidade/trabalho para minha mãe (fase em que um apoiou o outro). Vivi e presencieimuitos conflitos e discussões, mas tanto eu quanto meus irmãos, sempre,inegavelmente, soubemos que éramos amados por nossos pais e que eles fariam tudopor nós. Não à toa, feridas à parte, comuns a qualquer ser humano, nossos pais estãocasados (voltaram) e há anos recontruímos os moldes tradicionais de uma família bemsucedida e unida, o que é o mais importante. Do que vivi, posso tirar a seguinte lição,caso interesse a alguém: é possível, sabendo que você – FILHO – é prioridade, filtrarqualquer reclamação ou queixa de seus pais sobre o outro, ignorar críticas e saborear
  5. 5. elogios. O tempo é nosso maior aliado e a maturidade fortalece o nosso entendimentosobre o outro, conseguindo nos mostrar as necessidades, frustrações, ansiedades eexpectativas dos nossos pais como qualquer um, não como padrão de exemplo intocávelque nunca erra, mas como seres humanos passíveis de erros, mas no meu caso, cheiosde amor para dar aos filhos. Boa sorte pra você também!!2 Responses to “Síndrome da Alienação Parental”Feed for this Entry Trackback Address View blog reactions 1. 1 AIRTON MELO Jun 23rd, 2009 at 5:47 am EXELÊNTE A MATÉRIA COM A ANA MARIA BRAGA,QUE VEM TRAZENDO A LUZ A VERDADEIRA FACE DO QUE ACONTECE NUMA SEPARAÇÃO.TUDO O QUE FOI FALADO E EXEMPLIFICADO DURANTE A MATÉRIA ACONTECEU E AINDA HOJE ACONTECE COMIGO.É,PASSOU O FILME DOS ÚLTIMOS 14 ANOS DA MINHA VIDA. INFELIZMENTE AINDA NÃO CONSIGO VER MEU FILHO, MAIS CREIO QUE COM A EXPOSIÇÃO DESTES CASOS PELA MÍDIA, UMA DIA POSSO TORNAR A TER O CONVÍVIO COM ELE. ABSSS. AIRTON MELO. [Reply] 2. 2 Isabel Jun 23rd, 2009 at 12:04 pm Olá, voltei a visitar o seu blog e fiquei impressionada com esse material que você escreveu. Não assisti a nenhuma das entrevistas que você cita, mas como filha de pais separados me identifiquei muito com o que relatou. Hoje meu pai é casado com outra pessoa e tem uma nova família, mas minha mãe continua sozinha e apesar de terem seguido adiante após a separação, sempre ouvi muita intriga, comentários ruins e queixas dos dois lados. Tive muita dificuldade para lidar com essas adversidades durante minha adolescencia, mas hoje não me importo mais. Tenho uma filha de 2 anos e sei que se um dia eu me separasse nunca faria com ela o que meus pais fizeram comigo, ainda que me amassem. Cobrar do filho que ele não se divirta quando sai com o pai nos finais de semana e querer que não goste de estar com ele, apontando defeitos e sufocando o filho com tantos comentários é algo venenoso que, ao que vejo, muitas mães fazem e não apenas a minha. Ela errou, mas foi e é uma ótima mãe, minha mãezinha e eu me espelho nela para as coisas que fez de bom. Parabéns pelo material. Espero que ajude outras pessoas a pelo menos desabafar sobre a relevância do tema. Isabel. [Reply]Leave a Reply Name Mail (will not be published) Website
  6. 6. Submit« 3,2,1 Vamos! Estréia Abby Cadabby no Discovery Kids BrasilFalando em folclore… cantigas de roda e canções de ninar »POSTS FRESQUINHOS • Em campanha, o melhor de Botafogo! • Essa é pra rir um pouco… moda para carioquinhas. • Falando em folclore… cantigas de roda e canções de ninar • Síndrome da Alienação Parental • 3,2,1 Vamos! Estréia Abby Cadabby no Discovery Kids Brasil • Junho. Um show de cultura caipira • Quinta-feira, dia de Cinematerna • Não dá pra vacilar. Tem que vacinar • Hipoglós em minha vida, de mãe para filha. • Salão do livro em sábado nublado • Relógio biológico feminino, pode ser comparado? • Bebê no balde! • Salão do livro infantojuvenil, Rio • Maria Mariana e seu livro renderam na rede •

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