VIVER COM HIV/ AIDS...
 
“ ... ele começou a falar que esse nosso amigo tinha a cara da AIDS e a me perguntar como eu poderia ter sido namorado dele.”
“ ...Perguntei o que seria a cara da AIDS e ele começou a descrever um monte de caracteres físicos, como se o portador do HIV fosse um monstro.”
 
“ ...minha irmã, que trabalha em um hospital,   me disse que eu tinha pego AIDS porque eu era uma puta que andava com todo mundo...”
“ ...lembro quando meu pai abriu a porta do meu quarto e disse que tinha uma filha condenada a MORTE...”
 
“ ...perguntaram para minha mãe se tinham que separar talheres e lavar as roupas separadas... por medo de contraírem o vírus...”
“ ...até aquele momento nunca havia parado para pensar que um dia fosse morrer...”
 
“ ...todos pensavam que eu ia morrer bem rápido, e falavam: ‘tadinho ele é tão novinho... nem conhece nada da vida...’”
 
“ Na escola as pessoas não queriam sentar perto de mim... me olhavam com uma cara de assustadas... nos dias seguintes começaram a dizer: olha o ‘aidético’...”
“ ...se entrasse no banheiro, me agrediam; se entrasse na fila do lanche, todos saiam...”
“ ...Os meninos diziam que os traficantes iam colocar fogo em minha casa...”
“ ...além de gritos e empurrões começaram as agressões violentas: passava no corredor e me chutavam, gritavam como se eu fosse um bicho ou um E.T.... não suportei tudo isso e acabei abandonando a escola...”
 
“ ...tive que levar atestado onde trabalhava e o médico foi a loucura. Começaram a me colocar nos piores horários e nos piores locais... não suportei mais esse tipo de humilhação e sai deste trabalho...”
“ ...ingressei em um seminário e iria ser padre: Só Deus podia reduzir meu ‘castigo’: iria punir meu corpo e eu iria superar meu erros...”
“ ...após 4 meses de vida religiosa, lembro que o formador falava: ‘nossa congregação não pode ter nenhum aidético...’”
“ Você terá que ir embora, o mais breve possível”.
 
 
 
 
 
 
Consegui me inserir no movimento de luta contra a AIDS e encontrei pessoas que acreditam em um mundo melhor. Juntos conseguiremos lutar pela VIDA... PORQUE A VIDA NÃO PÁRA...
 
“ Sou cabeleireiro, quero estudar jornalismo e ter uma carreira de sucesso. Meu sonho é ir morar fora do Brasil.”
 
“ Se eu fosse a personagem principal de um filme, o título seria: A guerreira.”
 
“ Depois de tudo que tive que enfrentar, hoje trabalho com a promoção da saúde para as pessoas que vivem com hiv/aids e faço prevenção nas escolas...”
“ ...levo informação para que outros jovens não sofram o que eu sofri.”
 
“ Acredito em meu futuro. Em dois anos e meio me formarei em Direito e espero ter um profissão bem sucedida e uma vida social também repleta de amor e carinho e cercado pelas pessoas que me amam e que amo também.”
“ Eu estudo, trabalho, namoro, faço teatro, tenho amigos, gosto de música, festas e várias outras coisas... e também faria tudo isso se não fosse soropositivo”.
 
Estamos aqui para mostrar que somos, também, o PRESENTE desta nação. Dizem que os jovens são o futuro da nação.
 
 
Esta é uma obra criada à partir de depoimentos verdadeiros de alguns membros da Rede Nacional de Jovens que Vivem com HIV/AIDS.
Estes Jovens se articularam e constituíram a Rede Nacional de Jovens que Vivem com HIV/AIDS e, lutam por seus direitos e pelos espaços que lhe são cabíveis.
O maior objetivo é levar a VIDA a todos os jovens que vivem com hiv/aids do MUNDO.
AUTOR DESCONHECIDO
 

Vhiver Com Hiv Aids Atualizado

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    “ ... elecomeçou a falar que esse nosso amigo tinha a cara da AIDS e a me perguntar como eu poderia ter sido namorado dele.”
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    “ ...Perguntei oque seria a cara da AIDS e ele começou a descrever um monte de caracteres físicos, como se o portador do HIV fosse um monstro.”
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    “ ...minha irmã,que trabalha em um hospital, me disse que eu tinha pego AIDS porque eu era uma puta que andava com todo mundo...”
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    “ ...lembro quandomeu pai abriu a porta do meu quarto e disse que tinha uma filha condenada a MORTE...”
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    “ ...perguntaram paraminha mãe se tinham que separar talheres e lavar as roupas separadas... por medo de contraírem o vírus...”
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    “ ...até aquelemomento nunca havia parado para pensar que um dia fosse morrer...”
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    “ ...todos pensavamque eu ia morrer bem rápido, e falavam: ‘tadinho ele é tão novinho... nem conhece nada da vida...’”
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    “ Na escolaas pessoas não queriam sentar perto de mim... me olhavam com uma cara de assustadas... nos dias seguintes começaram a dizer: olha o ‘aidético’...”
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    “ ...se entrasseno banheiro, me agrediam; se entrasse na fila do lanche, todos saiam...”
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    “ ...Os meninosdiziam que os traficantes iam colocar fogo em minha casa...”
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    “ ...além degritos e empurrões começaram as agressões violentas: passava no corredor e me chutavam, gritavam como se eu fosse um bicho ou um E.T.... não suportei tudo isso e acabei abandonando a escola...”
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    “ ...tive quelevar atestado onde trabalhava e o médico foi a loucura. Começaram a me colocar nos piores horários e nos piores locais... não suportei mais esse tipo de humilhação e sai deste trabalho...”
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    “ ...ingressei emum seminário e iria ser padre: Só Deus podia reduzir meu ‘castigo’: iria punir meu corpo e eu iria superar meu erros...”
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    “ ...após 4meses de vida religiosa, lembro que o formador falava: ‘nossa congregação não pode ter nenhum aidético...’”
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    “ Você teráque ir embora, o mais breve possível”.
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    Consegui me inserirno movimento de luta contra a AIDS e encontrei pessoas que acreditam em um mundo melhor. Juntos conseguiremos lutar pela VIDA... PORQUE A VIDA NÃO PÁRA...
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    “ Sou cabeleireiro,quero estudar jornalismo e ter uma carreira de sucesso. Meu sonho é ir morar fora do Brasil.”
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    “ Se eufosse a personagem principal de um filme, o título seria: A guerreira.”
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    “ Depois detudo que tive que enfrentar, hoje trabalho com a promoção da saúde para as pessoas que vivem com hiv/aids e faço prevenção nas escolas...”
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    “ ...levo informaçãopara que outros jovens não sofram o que eu sofri.”
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    “ Acredito emmeu futuro. Em dois anos e meio me formarei em Direito e espero ter um profissão bem sucedida e uma vida social também repleta de amor e carinho e cercado pelas pessoas que me amam e que amo também.”
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    “ Eu estudo,trabalho, namoro, faço teatro, tenho amigos, gosto de música, festas e várias outras coisas... e também faria tudo isso se não fosse soropositivo”.
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    Esta é umaobra criada à partir de depoimentos verdadeiros de alguns membros da Rede Nacional de Jovens que Vivem com HIV/AIDS.
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    Estes Jovens searticularam e constituíram a Rede Nacional de Jovens que Vivem com HIV/AIDS e, lutam por seus direitos e pelos espaços que lhe são cabíveis.
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    O maior objetivoé levar a VIDA a todos os jovens que vivem com hiv/aids do MUNDO.
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