Enem – Língua
Portuguesa
Linguagem
Linguagem é o sistema através do
qual o homem comunica suas ideias e
sentimentos, seja através da fala,
da escrita ou de outros signos
convencionais.
Linguagem Verbal
Aquela que utiliza a língua (oral ou
escrita), que manifesta-se por meio
das PALAVRAS.
Linguagem não verbal
Construída a partir de símbolos
não verbais, como imagens e
cores
Mista ou Híbrida
Usa linguagem verbal e não
verbal
Língua
É o tipo de linguagem verbal, ou
seja, constituída por palavras,
que é utilizada por uma
determinada comunidade.
•Precisamos estar atentos aos
conceitos de “certo” e “errado” no
que se refere à língua.
•O preconceito linguístico inibe os
processos comunicativos.
Fatores: geográficos,
situacionais, sociais, e
etário.
Variações diafásicas
Representam as variações que se estabelecem em
função do contexto comunicativo, ou seja, a
ocasião é que determina a maneira como nos
dirigimos ao nosso interlocutor, se deve ser
formal ou informal.
NORMA CULTA E LÍNGUA COLOQUIAL
•A Norma ou Língua Culta é um tipo de variação
linguística que se caracteriza por seguir as
normas estabelecidas de acordo com a
gramática normativa. Ela é falada e escrita em
situações que exigem formalidade.
• A Língua Coloquial é a variação linguística
utilizada em situações informais. É a língua do
cotidiano.
Variações diatópicas
São as variações ocorridas em razão das
diferenças regionais, como, por exemplo, a
palavra “abóbora”, que pode adquirir acepções
semânticas (relacionadas ao significado) em
algumas regiões que se divergem umas das outras,
como é o caso de “jerimum”, por exemplo.
Variações diastráticas
São aquelas variações que ocorrem em virtude da
convivência entre os grupos sociais. Como exemplo
podemos citar a linguagem dos advogados, dos
surfistas, da classe médica, entre outras.
Signo Linguístico
O signo é a representação de uma coisa por outra.
Significante= A coisa
Significado= O que a coisa representa para você
O signo linguístico é arbitrário, escolhido sem nenhum motivo, uma vez que
c+ a + s + a nada tem a ver com o tipo, o material usado, a forma,
ou a função daquele objeto que designamos casa ou house ou maison.
Arbitrariedade do SIGNO
ENEM-QUESTÃO 100
Óia eu aqui de novo xaxando
Óia eu aqui de novo pra xaxar
Vou mostrar pr’esses cabras
Que eu ainda dou no couro
Isso é um desaforo
Que eu não posso levar
Que eu aqui de novo cantando
Que eu aqui de novo xaxando
Óia eu aqui de novo mostrando
Como se deve xaxar.
Vem cá morena linda
Vestida de chita
Você é a mais bonita
Desse meu lugar
Vai, chama Maria, chama Luzia
Vai, chama Zabé, chama Raque
Diz que tou aqui com alegria
(BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em
<www.luizluagonzaga.mus.br > Acesso em 5 mai 2013)
A letra da canção de Antônio Barros manifesta aspectos do repertório
linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma do
falar popular regional é
(A) “Isso é um desaforo”
(B) “Diz que eu tou aqui com alegria”
(C) “Vou mostrar pr’esses cabras”
(D) “Vai, chama Maria, chama Luzia”
(E) “Vem cá, morena linda, vestida de chita”
Competência: Compreender e usar a língua portuguesa como
língua materna, geradora de significação e integradora da organização do
mundo e da própria identidade.
Habilidade: Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas
linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e
de registro.
Comentário: Todo o texto é construído a partir de uma determinada
variedade linguística, representada por expressões típicas da linguagem
ENEM-QUESTÃO 116
Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança
da língua como um fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma
de língua em suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não!
Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe
apenas um português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos
contratos não é o mesmo dos manuais de instrução; o dos juízes do Supremo não é
o mesmo dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo dos dos
cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas.
(POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67, maio 2011 –
adaptado).
Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”.
Assim sendo, o domínio da língua portuguesa implica, entre outras coisas,
saber
(A) descartar as marcas de informalidade do texto.
(B) reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla.
(C) moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico.
(D) adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.
(E) desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela
escola.
de mar em vez de ir à praia, vestido de roupa de banho em
vez de biquíni, carregando guarda-sol em vez de barraca.
Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro,
pegarão um defluxo em vez de um resfriado, vão andar no
passeio em vez de passear na calçada. Viajarão de trem de
ferro e apresentarão sua esposa ou sua senhora em vez de
apresentar sua mulher.
(SABINO, F. Folha de S. Paulo, 13 abr. 1984)
A língua varia no tempo, no espaço e em diferentes classes
socioculturais. O texto exemplifica essa característica da língua,
evidenciando que
(A) o uso de palavras novas sempre deve ser incentivado em
detrimento das antigas.
(B) a utilização de inovações do léxico é percebida na
comparação de gerações.
(C) o emprego de palavras com sentidos diferentes caracteriza
diversidade geográfica.
(D) a pronúncia e o vocabulário são aspectos identificadores da
classe social a que pertence o falante.
(E) o modo de falar específico de pessoas de diferentes faixas
etárias é frequente em todas as regiões
01. No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se
com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena: Não se conformou: devia haver
engano. (…) Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e
Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era
dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta
de alforria? O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse
procurar serviço noutra fazenda. Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem,
bem. Não era preciso barulho não.
Graciliano Ramos. Vidas Secas. 91.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.
No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de
regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence a variedade do padrão
formal da linguagem o seguinte trecho:
A) “Não se conformou: devia haver engano” (ℓ.1).
B )“e Fabiano perdeu os estribos” (ℓ.3).
C)“Passar a vida inteira assim no toco” (ℓ.4).
D)“entregando o que era dele de mão beijada!” (ℓ.4-5).
E) “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou” (ℓ.11).
Ainda os equívocos no combate aos estrangeirismos
Porquenãosereconheceaexistênciadenormanasvariedadespopulares?
Paradesqualificá las?
Porquesóumanormaéreconhecidacomonormae,nãoporacaso,edaelite?
Portantosequívocos,sónosrestalamentarquealgumaspessoas,imbuídasdacrençad
equeestãodefendendoalíngua,aidentidadeeapátria,naverdadeestejamreforçand
ovelhospreconceitoseimposições.OportuguêsdoBrasilhámuitodistanciou-
sedoportuguêsdePortugaledasprescriçõesdosgramáticos,cujoserviçoàsclassesdo
minantesédefiniralínguadopoderemfacedeameaças-internaseexternas.
(ZILLES, A. M. S. In: FARACO, C. A. (Org.). Estrangeirismos: guerras em torno da
língua. São Paulo: Parábola, 2004 -adaptado)
7-(ENEM-
2016)Otextoabordaalinguagemcomoumcampodedisputasepoder.Asinterro
gaçõesdaautorasãoestratégiasqueconduzemaoconvencimentodoleitorque:
A) o português do Brasil é muito diferente do português de Portugal.
B) as prescrições dos gramáticos estão a serviço das classes dominantes.
C) a norma linguística da elite brasileira é a única reconhecida como tal.
D) o português do Brasil há muito distanciou-se das prescrições dos
gramáticos.
E) a desvalorização das variedades linguísticas populares tem motivação
social

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    Linguagem Linguagem é osistema através do qual o homem comunica suas ideias e sentimentos, seja através da fala, da escrita ou de outros signos convencionais.
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    Linguagem Verbal Aquela queutiliza a língua (oral ou escrita), que manifesta-se por meio das PALAVRAS.
  • 4.
    Linguagem não verbal Construídaa partir de símbolos não verbais, como imagens e cores
  • 5.
    Mista ou Híbrida Usalinguagem verbal e não verbal
  • 6.
    Língua É o tipode linguagem verbal, ou seja, constituída por palavras, que é utilizada por uma determinada comunidade.
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    •Precisamos estar atentosaos conceitos de “certo” e “errado” no que se refere à língua. •O preconceito linguístico inibe os processos comunicativos.
  • 9.
  • 10.
    Variações diafásicas Representam asvariações que se estabelecem em função do contexto comunicativo, ou seja, a ocasião é que determina a maneira como nos dirigimos ao nosso interlocutor, se deve ser formal ou informal.
  • 11.
    NORMA CULTA ELÍNGUA COLOQUIAL •A Norma ou Língua Culta é um tipo de variação linguística que se caracteriza por seguir as normas estabelecidas de acordo com a gramática normativa. Ela é falada e escrita em situações que exigem formalidade. • A Língua Coloquial é a variação linguística utilizada em situações informais. É a língua do cotidiano.
  • 13.
    Variações diatópicas São asvariações ocorridas em razão das diferenças regionais, como, por exemplo, a palavra “abóbora”, que pode adquirir acepções semânticas (relacionadas ao significado) em algumas regiões que se divergem umas das outras, como é o caso de “jerimum”, por exemplo.
  • 14.
    Variações diastráticas São aquelasvariações que ocorrem em virtude da convivência entre os grupos sociais. Como exemplo podemos citar a linguagem dos advogados, dos surfistas, da classe médica, entre outras.
  • 15.
    Signo Linguístico O signoé a representação de uma coisa por outra. Significante= A coisa Significado= O que a coisa representa para você
  • 17.
    O signo linguísticoé arbitrário, escolhido sem nenhum motivo, uma vez que c+ a + s + a nada tem a ver com o tipo, o material usado, a forma, ou a função daquele objeto que designamos casa ou house ou maison. Arbitrariedade do SIGNO
  • 18.
    ENEM-QUESTÃO 100 Óia euaqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo pra xaxar Vou mostrar pr’esses cabras Que eu ainda dou no couro Isso é um desaforo Que eu não posso levar Que eu aqui de novo cantando Que eu aqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo mostrando Como se deve xaxar. Vem cá morena linda Vestida de chita Você é a mais bonita Desse meu lugar Vai, chama Maria, chama Luzia Vai, chama Zabé, chama Raque Diz que tou aqui com alegria
  • 19.
    (BARROS, A. Óiaeu aqui de novo. Disponível em <www.luizluagonzaga.mus.br > Acesso em 5 mai 2013) A letra da canção de Antônio Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma do falar popular regional é (A) “Isso é um desaforo” (B) “Diz que eu tou aqui com alegria” (C) “Vou mostrar pr’esses cabras” (D) “Vai, chama Maria, chama Luzia” (E) “Vem cá, morena linda, vestida de chita” Competência: Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade: Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro. Comentário: Todo o texto é construído a partir de uma determinada variedade linguística, representada por expressões típicas da linguagem
  • 20.
    ENEM-QUESTÃO 116 Só háuma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança da língua como um fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma de língua em suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não! Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe apenas um português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo dos manuais de instrução; o dos juízes do Supremo não é o mesmo dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo dos dos cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas. (POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67, maio 2011 – adaptado). Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”. Assim sendo, o domínio da língua portuguesa implica, entre outras coisas, saber (A) descartar as marcas de informalidade do texto. (B) reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla. (C) moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico. (D) adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto. (E) desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela escola.
  • 21.
    de mar emvez de ir à praia, vestido de roupa de banho em vez de biquíni, carregando guarda-sol em vez de barraca. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro, pegarão um defluxo em vez de um resfriado, vão andar no passeio em vez de passear na calçada. Viajarão de trem de ferro e apresentarão sua esposa ou sua senhora em vez de apresentar sua mulher. (SABINO, F. Folha de S. Paulo, 13 abr. 1984) A língua varia no tempo, no espaço e em diferentes classes socioculturais. O texto exemplifica essa característica da língua, evidenciando que (A) o uso de palavras novas sempre deve ser incentivado em detrimento das antigas. (B) a utilização de inovações do léxico é percebida na comparação de gerações. (C) o emprego de palavras com sentidos diferentes caracteriza diversidade geográfica. (D) a pronúncia e o vocabulário são aspectos identificadores da classe social a que pertence o falante. (E) o modo de falar específico de pessoas de diferentes faixas etárias é frequente em todas as regiões
  • 22.
    01. No romanceVidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena: Não se conformou: devia haver engano. (…) Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria? O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda. Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não. Graciliano Ramos. Vidas Secas. 91.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence a variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho: A) “Não se conformou: devia haver engano” (ℓ.1). B )“e Fabiano perdeu os estribos” (ℓ.3). C)“Passar a vida inteira assim no toco” (ℓ.4). D)“entregando o que era dele de mão beijada!” (ℓ.4-5). E) “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou” (ℓ.11).
  • 23.
    Ainda os equívocosno combate aos estrangeirismos Porquenãosereconheceaexistênciadenormanasvariedadespopulares? Paradesqualificá las? Porquesóumanormaéreconhecidacomonormae,nãoporacaso,edaelite? Portantosequívocos,sónosrestalamentarquealgumaspessoas,imbuídasdacrençad equeestãodefendendoalíngua,aidentidadeeapátria,naverdadeestejamreforçand ovelhospreconceitoseimposições.OportuguêsdoBrasilhámuitodistanciou- sedoportuguêsdePortugaledasprescriçõesdosgramáticos,cujoserviçoàsclassesdo minantesédefiniralínguadopoderemfacedeameaças-internaseexternas. (ZILLES, A. M. S. In: FARACO, C. A. (Org.). Estrangeirismos: guerras em torno da língua. São Paulo: Parábola, 2004 -adaptado) 7-(ENEM- 2016)Otextoabordaalinguagemcomoumcampodedisputasepoder.Asinterro gaçõesdaautorasãoestratégiasqueconduzemaoconvencimentodoleitorque: A) o português do Brasil é muito diferente do português de Portugal. B) as prescrições dos gramáticos estão a serviço das classes dominantes. C) a norma linguística da elite brasileira é a única reconhecida como tal. D) o português do Brasil há muito distanciou-se das prescrições dos gramáticos. E) a desvalorização das variedades linguísticas populares tem motivação social