   Gilberto Gil nasceu em 26 de junho de
    1942, em Salvador. Vinte dias depois, a
    família, que se mudara para a cidade
    apenas para o nascimento da criança,
    volta para Ituaçu, no sertão da Bahia. Lá,
    Gil passou a infância. O filho do médico
    José Gil Moreira e da professora Claudina
    Passos Gil Moreira formou-se em
    Administração, mas desde cedo já
    demonstrava interesse pela música.
   Ao longo dos anos assumiu um grande
    papel de agente cultural no Brasil.
   Por influência de Luiz Gonzaga, fez
    aulas de acordeom, porém escolheu
    o violão quando resolveu seguir o
    caminho da música popular. Gilberto
    Gil – sua música, sua interpretação,
    um compacto duplo gravado em
    1963, marcou o início de sua
    trajetória de sucesso na música
    popular brasileira.
   No ano seguinte, ao lado de
    Caetano Veloso, Gal Costa, Maria
    Bethânia, Tom Zé e outros, Gil
    participou do espetáculo Nós, Por 
    Exemplo, em Salvador. Mas foi em
    1967 – após lançar seu primeiro
    LP, Louvação – que passou a inserir
    novas sonoridades à música popular
    brasileira. Com “Alegria, Alegria”
    (Caetano) e “Domingo no parque”
    (de sua autoria), segundo lugar no III
    Festival de MPB da TV Record, fez
    eclodir o Tropicalismo, movimento
    que logo começou a incomodar a
    ditadura militar.
   Presos, Gil e Caetano acabaram exilados
    em Londres. No início de 1972, Gil
    retornou ao Brasil, dando continuidade a
    uma obra que reuniria grandes clássicos
    do cancioneiro popular.
    Sua seqüência de discos batizados com o
    prefixo “Re” –
    Realce, Refazenda, Refavela e Refestança
     – consolidou a carreira de sucesso. Em
    1975, Gil gravou com Jorge Ben (Gil Jorge 
    Ogum Xangô, também chamado Gil e 
    Jorge). No ano seguinte, gravou também
    com os Doces Bárbaros – grupo formado
    por Gil, Caetano, Gal e Bethânia.
   Nos anos 80, ele intensificou suas
    apresentações no exterior e assinou
    trilhas sonoras para dois filmes de
    Cacá Diegues. No final daquela
    década, em um gesto inédito para
    um músico brasileiro, Gil teve sua
    primeira experiência como político,
    tornando-se vereador em Salvador.
   Entre seus trabalhos nos anos 90
    estão os discos e
    shows Tropicália 2, com Caetano
    (1993),
    e Gilberto GilUnplugged (1994). O
    definitivo reconhecimento
    internacional veio em 1998, quando
    Gil faturou o Prêmio Grammy de
    melhor disco de World Music
    por Quanta Gente Veio Ver
   Ainda em 2002, Gil tornou-se
    Ministro da Cultura do governo
    de Luís Inácio Lula da Silva,
    cargo que também ocupa
    durante o segundo mandato do
    presidente. Em agosto de 2004,
    realizou um show na ONU em
    homenagem às vítimas do
    atentado à sede da organização
    em Bagdá
   No ano seguinte, recebeu do
    governo Francês a “Légion
    D’Honneur Grand Officier”.
    Gilberto Gil segue compondo,
    fazendo shows e mostrando a
    força de nossa música para as
    mais diversas platéias do Brasil
    e do mundo.
Agente Cultural
   Os agentes culturais devem ser
    criativos e ter o poder
    de preparar criticamente um
    conjunto de pessoas. Desta
    forma ele está preparado para
    não só trazer em si a
    capacidade de acumular
    lembranças coletivas, mas
    também o dom de ordená-las,
    partindo da aptidão de
    compreender a dimensão
    temporal da cultura.
   Neste sentido, seu papel passa
    também pela necessidade de
    estimular ações culturais
    próprias de um regime
    democrático. Para tanto, o
    agente cultural deve instaurar
    recantos públicos comunitários,
    sempre agindo de forma
    transparente, de modo que a
    gestão cultural municipal não
    tenha nada a ocultar dos
    membros de sua sociedade.
   A esfera pública, neste
    contexto, é responsável por
    estimular e dar suporte à
    produção artístico-cultural da
    comunidade e pelo
    revigoramento do patrimônio
    cultural da sociedade em
    questão, com a consequente
    preservação de sua qualidade.
   Cabe ao governo implementar
    meios para elaborar, disseminar
    e difundir produtos culturais e
    artísticos, por meio de fundos
    criados pela própria
    comunidade e verbas nacionais.
    Ela deve, igualmente, formar os
    agentes culturais e prepará-los
    para o mercado de trabalho.

Trampo rods

  • 3.
    Gilberto Gil nasceu em 26 de junho de 1942, em Salvador. Vinte dias depois, a família, que se mudara para a cidade apenas para o nascimento da criança, volta para Ituaçu, no sertão da Bahia. Lá, Gil passou a infância. O filho do médico José Gil Moreira e da professora Claudina Passos Gil Moreira formou-se em Administração, mas desde cedo já demonstrava interesse pela música.  Ao longo dos anos assumiu um grande papel de agente cultural no Brasil.
  • 4.
    Por influência de Luiz Gonzaga, fez aulas de acordeom, porém escolheu o violão quando resolveu seguir o caminho da música popular. Gilberto Gil – sua música, sua interpretação, um compacto duplo gravado em 1963, marcou o início de sua trajetória de sucesso na música popular brasileira.
  • 5.
    No ano seguinte, ao lado de Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, Gil participou do espetáculo Nós, Por  Exemplo, em Salvador. Mas foi em 1967 – após lançar seu primeiro LP, Louvação – que passou a inserir novas sonoridades à música popular brasileira. Com “Alegria, Alegria” (Caetano) e “Domingo no parque” (de sua autoria), segundo lugar no III Festival de MPB da TV Record, fez eclodir o Tropicalismo, movimento que logo começou a incomodar a ditadura militar.
  • 6.
    Presos, Gil e Caetano acabaram exilados em Londres. No início de 1972, Gil retornou ao Brasil, dando continuidade a uma obra que reuniria grandes clássicos do cancioneiro popular. Sua seqüência de discos batizados com o prefixo “Re” – Realce, Refazenda, Refavela e Refestança – consolidou a carreira de sucesso. Em 1975, Gil gravou com Jorge Ben (Gil Jorge  Ogum Xangô, também chamado Gil e  Jorge). No ano seguinte, gravou também com os Doces Bárbaros – grupo formado por Gil, Caetano, Gal e Bethânia.
  • 7.
    Nos anos 80, ele intensificou suas apresentações no exterior e assinou trilhas sonoras para dois filmes de Cacá Diegues. No final daquela década, em um gesto inédito para um músico brasileiro, Gil teve sua primeira experiência como político, tornando-se vereador em Salvador.
  • 8.
    Entre seus trabalhos nos anos 90 estão os discos e shows Tropicália 2, com Caetano (1993), e Gilberto GilUnplugged (1994). O definitivo reconhecimento internacional veio em 1998, quando Gil faturou o Prêmio Grammy de melhor disco de World Music por Quanta Gente Veio Ver
  • 9.
    Ainda em 2002, Gil tornou-se Ministro da Cultura do governo de Luís Inácio Lula da Silva, cargo que também ocupa durante o segundo mandato do presidente. Em agosto de 2004, realizou um show na ONU em homenagem às vítimas do atentado à sede da organização em Bagdá
  • 10.
    No ano seguinte, recebeu do governo Francês a “Légion D’Honneur Grand Officier”. Gilberto Gil segue compondo, fazendo shows e mostrando a força de nossa música para as mais diversas platéias do Brasil e do mundo.
  • 11.
  • 12.
    Os agentes culturais devem ser criativos e ter o poder de preparar criticamente um conjunto de pessoas. Desta forma ele está preparado para não só trazer em si a capacidade de acumular lembranças coletivas, mas também o dom de ordená-las, partindo da aptidão de compreender a dimensão temporal da cultura.
  • 13.
    Neste sentido, seu papel passa também pela necessidade de estimular ações culturais próprias de um regime democrático. Para tanto, o agente cultural deve instaurar recantos públicos comunitários, sempre agindo de forma transparente, de modo que a gestão cultural municipal não tenha nada a ocultar dos membros de sua sociedade.
  • 14.
    A esfera pública, neste contexto, é responsável por estimular e dar suporte à produção artístico-cultural da comunidade e pelo revigoramento do patrimônio cultural da sociedade em questão, com a consequente preservação de sua qualidade.
  • 15.
    Cabe ao governo implementar meios para elaborar, disseminar e difundir produtos culturais e artísticos, por meio de fundos criados pela própria comunidade e verbas nacionais. Ela deve, igualmente, formar os agentes culturais e prepará-los para o mercado de trabalho.