A FRATERNIDADE
CARMELITANA À LUZ DO
CONCÍLIO VATICANO II.
Uma releitura da Regra do Carmo a partir dos
seus aspectos eclesiológicos
Igor Loureiro; João Alex; José Adriano;
Kevin Ganz; Lucas José e Lourival Santos.
DESAFIO DO ECUMENISMO
ENTRE AS IGREJAS CRISTÃS
 “O Batismo constitui o vínculo sacramental da
unidade que une todos os que foram regenerados por
ele.”;
 Sacerdócio Real;
 Nação Santa;
 Missão comum.
2
DESAFIO DO ECUMENISMO ENTRE
AS IGREJAS CRISTÃS
o Necessidade de se unir diante de temas
comuns e urgentes;
o Conferência Mundial das Religiões pela Paz
de 1970.
3
CONFERÊNCIA MUNDIAL DAS
RELIGIÕES PELA PAZ DE 1970
 Diferença na reflexão teológica;
 Elementos comuns na experiência concreta
religiosa;
4
 Paz, Justiça, Defesa da dignidade humana e de
sua vida;
 Desejo de construir um mundo mais justo e
fraterno defendendo a vida em todos os níveis.
5
ECUMENISMO ENTRE AS IGREJAS CRISTÃS
 Formas diferentes de assumir a proposta do
Reino de Deus;
 Grande desafio;
 Está sendo aprofundado na reflexão teológica e
nas práticas pastorais em conjunto;
 Campanhas da Fraternidade Ecumênicas.
6
CAMPANHAS DA FRATERNIDADE
ECUMÊNICAS
 2000: “Dignidade humana e paz” “Novo milênio sem exclusões”
 2005: “Solidariedade e paz” “Felizes os que promovem a paz”
 2010: “Economia e vida” “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”
 2016: “Casa comum, nossa responsabilidade” “Quero ver brotar a
justiça como um riacho que não seca”.
7
DIÁLOGO ECUMÊNICO
 Iniciar pelo debate teológico;
 Complexo, dificulta a unidade;
 Maneiras de se relacionar com Deus, de interpretar a
palavra revelada, formas de oração;
 Modo de organização do governo e estruturas eclesiais.
8
DIÁLOGO ECUMÊNICO
Ponto de unidade;
Elementos práticos, ações que se podem
realizar juntos;
Celebrações Ecumênicas como resultado do
encontro.
9
1. ECUMENISMO A PARTIR DA PRÁXIS
Ignacio Ellacuria;
Considerar seriamente a reflexão
teológica;
Maior problemática seria de ordem
prática;
10
Suspeita Epistemológica;
A raiz da divisão e o caminho da unidade
está fundamentada na práxis pessoal e
estruturas formuladas em termos de fé.
11
o Formulações e interpretações dependem da práxis
onde estão inseridas e do interesse ao qual servem;
o Buscar uma prática em conjunto que testemunhe o
que temos em comum na vivência da fé cristã;
o Fundamentada no Batismo daqueles que se
comprometem a vivenciar os valores cristãos a
partir do compromisso com o reino.
12
2. FRATERNIDADE COMO
FUNDAMENTO DA IGREJA CRISTÃ
 Fraternidade cristã;
 Realização humana;
 Identificação com um projeto de vida cristão;
 Experiência fraterna.
13
 Revelar o rosto do Pai, que por seu espírito
faz as pessoas formarem uma grande família
enraizada na paternidade única;
 Fazemos parte de um único povo de Deus,
todos somos eleitos;
 Encarnação;
14
 Conceber o outro como meu irmão sem
restrições;
 Participação no mistério do amor trinitário;
 Vivência eclesial fundamentada na comunhão
com Deus e com o próximo.
15
3. A FRATERNIDADE
CRISTÃ CONFORMADA
AO CRISTO POBRE
 “Todos os membros se devem conformar
com Ele, até que Cristo se forme neles”;
 Uma das características que deverá
identificar a Igreja na vivência da
fraternidade cristã é a pobreza;
 Os pobres e oprimidos para Medard Kehl.
17
 Em Jesus, a opção pela pobreza é vivida
como Kenosis;
 A Igreja também deve ser “Ecclesia
martyrum”;
 A fraternidade cristã traz a dimensão social e
solidária, que são frutos do projeto cristão.
18
4. A FRATERNIDADE
CARMELITANA À LUZ DO
CONCÍLIO VATICANO II
“Zelo zelatus sum
pro Domino Deo
Exercituum”
1Rs 19,10
 Regra do Carmo – Escrita
por Santo Alberto, Patriarca
de Jerusalém, entre 1206-
1214, para os eremitas
latinos no Monte Carmelo;
 Aprovada em 1247 como
regra de ordem mendicante
pelo Papa Inocêncio IV;
 Regra como fundamento
para as reformas realizadas
na Ordem ao longo dos
séculos.
21
 Necessidade de aprofundar uma leitura da Regra
enfatizando sua dimensão eclesiológica. Descobrir se
no projeto de vida proposto pela Regra há um aspecto
de eclesiologia que possa ser iluminado pela nova
reflexão conciliar;
 Propósito de vida proposta na Regra Carmelitana:
Viver in obsequio Jesu Christi. Os valores presentes
na Regra são os mesmos que fundamentam a estrutura
das primeiras comunidades cristãs.
22
1. ECLESIOLOGIA CONCILIAR
 Igreja como sacramento de comunhão;
 Lumen Gentium: Igreja como “sacramento ou sinal e
instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o
gênero humano”;
 Mudança de uma visão excessivamente jurídica para uma
concepção de comunhão, baseada no mistério.
23
Consequência: Comunhão com Deus e com o
próximo. Igreja como único povo de Deus. Radical
igualdade de todos os batizados, gerando maior
participação e corresponsabilidade de todos na vida e
missão da Igreja;
Recuperação do tema do sacerdócio comum dos fiéis;
Santidade como vocação comum a todos os cristãos.
24
2. A NOVA ECLESIOLOGIA E A VIDA CONSAGRADA
o Até o Concílio Vaticano II a Vida Religiosa é vista como o estado de
perfeição, destacando-se a “superioridade” do estado de virgindade e a
preocupação com as “práticas das virtudes”;
o Após o Concílio, a Vida Religiosa é “uma das formas” de viver com
radicalidade o Batismo, a vocação universal à santidade;
o A eclesiologia de comunhão fez compreender melhor a exigência de
uma clara identidade carismática de cada instituto religioso.
25
 Renovação da Vida Religiosa;
 Exigência da comunhão, da fraternidade como
confissão da Trindade: viver a consagração como
anúncio da comunhão com Deus;
 Os religiosos devem ser peritos em comunhão (Vita
Consecrata).
26
3. RECEPÇÃO DO VATICANO II
NA ORDEM DO CARMELO
 O desafio de aprofundar a identidade e carisma da
Ordem significa, clarear a sua natureza
contemplativa e apostólica;
 Assim, cresce o aspecto da fraternidade como parte
essencial do carisma e manifestação concreta da
busca e experiência de Deus;
 Congresso sobre o carisma carmelitano (1967)
aprofunda a Ratio Ordinis.
28
Oração
caridade
vida contemplativa e ativa
centro da renovação da ordem
29
 Comunidade Ad intra e Ad extra.
Se apresentam ainda outros temas, como a vida
contemplativa e a oração, justiça e paz como testemunho
profético, escuta da Palavra de Deus, apostolado como
profetismo e serviço junto ao povo, pobreza e
simplicidade de vida, resgate da dimensão Mariana e
Eliana como inspiração para a Ordem.
30
As constituições da Ordem de 1995 afirmam
que os Carmelitas, na sua maneira de união
com Deus e com o próximo, participam da
missão do Verbo Encarnado e formam a
Igreja, que é Cristo como sacramento ou
sinal, o instrumento da íntima união com
Deus e da unidade de todo o gênero humano.
31
4. ASPECTOS ECLESIAIS DA
REGRA À LUZ DO VATICANO
II
 Para releitura da Regra após o Concílio, se tem como
chave de leitura, o resgate da fraternidade;
 Otger Steggink (1967) = o Carmelo deve ser uma Igreja
de Koinonia, de fraternidade, antes de cumprir a sua
missão que será sempre um serviço de fraternização;
 Joseph Baudry (1971), pela fraternidade, propõe uma
leitura da Regra na perspectiva comunitária, usando o
ser frade como programa de vida, à luz das primeiras
comunidades.
33
4.1 COMUNIDADE FRATERNA
FUNDAMENTADA NA IMAGEM DA TRINDADE
• A presença da Trindade é o espirito que deverá guiar todo o projeto
de vida comum;
• A base da eclesiologia como mistério de comunhão é precisamente o
resgate do fundamento trinitário da Igreja;
• A comunhão eclesial só pode ser compreendida através da relação
com a comunhão trinitária;
• Esta comunhão se expressa na Palavra de Deus e na Eucaristia.
34
4.2 COMUNIDADE FRATERNA
ALICERÇADA NA PALAVRA DE DEUS
“Permaneça cada um na sua cela, ou perto dela,
meditando dia e noite na lei do Senhor e vigiando em
oração, a não ser que se deva dedicar a outros
justificados afazeres.”
o Vaticano II deixa claro que é Palavra que convoca
o Povo de Deus a ser Igreja, unidos à Eucaristia, à
Palavra e à regra suprema da fé.
35
4.3 COMUNIDADE FRATERNA
CENTRADA NA EUCARISTIA
 Construir em meio as celas, um oratório para
celebração da Missa, sinal da centralidade Eucarística
em sua vida, sendo seu ápice.
 O Vaticano II, afirma que a comunhão verdadeira não
se concretiza sem a Eucaristia, pois é Ela o cume de
toda a vida cristã. Ela dá sentido e sustento na
comunhão com Deus e com próximo, e por isso realiza
o ser da Igreja, que é a comunhão.
36
4.4 COMUNIDADE FRATERNA QUE VIVE
A COMUNHÃO DOS BENS E A
POBREZA.
• “Nenhum dos irmãos diga que algo é seu, mas tudo
tereis em comum entre vós e a cada um será distribuído
aquilo que necessite pela mão do prior,” é a partilha da
comunhão, como nas primeiras comunidades.
• Vaticano II apresenta que o compromisso com os pobres
deve ser missão de toda a Igreja, pois o espírito de
pobreza e de amor são de fato a glória e o testemunho
da Igreja de Cristo.
37
4.5 COMUNIDADE FRATERNA QUE SE SUSTENTA NA
PARTICIPAÇÃO, ACOLHIDA E PERDÃO.
 A responsabilidade da vida comunitária é de todos, refletindo e
corrigindo os erros que podem aparecer, tal responsabilidade não é
apenas do prior;
 A característica da vida carmelita está em não impor valores a serem
vividos, mas em os oferecer. Nem se menciona a punição aos que não
os respeitam;
 A eclesiologia do Vaticano II se apresenta como igualdade
fundamental, do sacerdócio comum dos fiéis, do chamado universal à
santidade, onde todos edificam o corpo de Cristo na diversidade dos
dons e serviços, envolvendo todos na vida e missão da Igreja.
38
4.6 COMUNIDADE FRATERNA QUE REZA
UNIDA À IGREJA UNIVERSAL
 A Regra propõe a oração das horas canônicas, ou para cada hora, a
recitação de determinado número de “Pai-Nossos” para aqueles que
não sabem ler, 25 vezes durante a vigília, como serviço ao Povo de
Deus, parte da missão apostólica;
 Desta forma, a Igreja orante está em comunhão, através da oração
litúrgica, formando uma só Igreja, um só povo;
 De acordo com o C.V. II, a liturgia contribui em sumo grau para que
os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de
Cristo e a autêntica natureza da verdadeira Igreja.
39
4.7 COMUNIDADE FRATERNA QUE
ALIMENTA A ESPERA DO SENHOR
A Regra conclui com afirmações escatológicas, dizendo
que: “Se alguém fizer mais, o próprio Senhor, quando
voltar, o recompensará”. São destacados o trabalho em
silêncio e a obediência ao prior como obediência ao
próprio Cristo, o que confirma o cristocentrismo da Regra.
Pelo Vaticano II, em seu caráter escatológico, se distancia
da ideia de Igreja como sociedade perfeita, pois sua
plenitude deve ainda vir, sendo a Igreja peregrina, um povo
messiânico a caminhar.
40
5. DIMENSÕES ECLESIAIS QUE
SURGEM DA REGRA
 Um claro modelo de comunhão
 Uma Igreja pobre
 Uma Igreja que gera a Paz
 Uma Igreja Hospitaleira
 Uma Igreja Missionária
 Uma Igreja aberta para todos
 Uma Igreja Mística
42
• Esta inspiração na Trindade leva a uma vida toda de comunhão,
quer na experiência pessoal quer comunitária, no interno ou
externo da comunidade religiosa.
UM CLARO MODELO DE COMUNHÃO
43
UMA IGREJA POBRE
o Uma pobreza pessoal e comunitária que leva à identificação com o
próprio Cristo. Que leva a uma desafiadora opção por um estilo de
Vida Religiosa mais simples, humilde e coerente.
Uma Igreja pobre para os pobres.
(EG, n. 198; DGAE, p. 60)
o Um desejo de “cheiro de ovelha” deve permear toda a missão e
preparar o caminho para o anúncio explícito de Jesus Cristo. (DGAE,
p.86)
44
 Viver e difundir uma “cultura de paz”.
 Testemunhar que é possível viver unidos na adversidade,
respeitando-se mutuamente, superando os limites que separam,
dando e recebendo o perdão.
UMA IGREJA QUE GERA A PAZ
45
 [...] que acolhe o diferente. [...] propõe valores na confiança
da responsabilidade daqueles que os assumem, e não na
ameaça e punição àqueles que não os respeitam.
UMA IGREJA HOSPITALEIRA
46
 Paulo é o único personagem bíblico citado na regra da Ordem.
Tanto no ensinamento como no exemplo. Instituído pelo próprio
Cristo como doutor e pregador.
UMA IGREJA MISSIONÁRIA
47
UMA IGREJA ABERTA PARA TODOS
 Que acolhe o diferente, o que está distante e o traz para uma vida de
comunhão;
 A oração e a pastoral, que juntas fazem parte da missão do Carmelo na
Igreja, se tornam o fruto da experiência de Deus vivida e partilhada com os
outros.
 Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas
estradas a uma Igreja enferma pelo fechamento e pela comodidade de se
agarrar às próprias seguranças. (EG. 36)
48
UMA IGREJA MÍSTICA
 Fundada na experiência de Deus, no encontro pessoal e
comunitário com Ele;
 A Regra faz um convite para que os carmelitas sejam pessoas de
profunda oração, de escuta constante da Palavra, tendo como
centro de suas vidas a Eucaristia.
49
6. A FRATERNIDADE
CARMELITANA COMO SINAL E
INSTRUMENTO DA IGREJA DE
COMUNHÃO
 Se tornar Sinal e testemunho.
 Ser instrumento de comunhão que faz com que a vida fraterna
realmente aconteça no novo modo pelo qual a Igreja existe e age
no mundo contemporâneo.
 Capacidade de ser abertos e de trabalhar juntos.
 Alimentar a fraternidade no modo pelo qual a Igreja exige e age.
51
Família Carmelitana
(Frades, irmãs, sacerdotes e leigos)
52
 Ser contemplativo no meio do povo é ter a coragem de não querer
ser somente mestre, mas ser também discípulo; não somente
ensinar, mas sobretudo escutar, deixar-se questionar pelo Cristo que
permanece presente, encarnado na história de seu povo e se
manifestando nos fatos da vida de cada um.
Vida Contemplativa
Não só rezar para o povo, mas rezar com o povo.
7. ALGUNS RESULTADOS
7.1 DO CRISTOCENTRISMO DA
REGRA À SUA ECLESIOLOGIA
 Viver em obséquio de Jesus Cristo;
 Risco de experiência individualista, fechada em si mesma.
 Abrir-se à dimensão eclesiológica, Igreja “Corpo de Cristo”.
54
7.2 HISTÓRIA DE CONSTANTE
RELEITURA DO CARISMA
• Adaptação às novas circunstâncias;
• Da vida eremítica à vida cenobítica;
• Da solidão do ermo à proximidade das cidades.
55
7.3 CONCÍLIO VATICANO II E A
“REFORMA” DO CARMELO
o Voltando à Igreja de comunhão do primeiro
milênio cristão;
o Único Povo de Deus; igualdade fundamental dos
batizados; sacerdócio comum dos fiéis; santidade
universal.
56
7.4 RELEITURA DA REGRA E IGREJA DE
COMUNHÃO
 Fraternidade;
 Centralidade da Eucaristia; pobreza na partilha
dos bens; oração litúrgica;
 Família carmelitana.
57
7.5 FRATERNIDADE CARMELITANA
NA IGREJA DE COMUNHÃO
 Mais do que “o que fazer” ou “que presença ser”
deve-se perguntar “que tipo de Igreja devemos ser?”
 Sermos sinais e testemunhas, mas também
instrumentos e promotores da nova consciência eclesial.
58
CONCLUSÃO
 Fraternidade como elemento fundante da
Igreja Povo de Deus;
 Comunhão com Deus e com os irmãos;
 Consagrados chamados a ser “especialistas
em comunhão”.
59

Trabalho grupo 3 - final.pptx

  • 1.
    A FRATERNIDADE CARMELITANA ÀLUZ DO CONCÍLIO VATICANO II. Uma releitura da Regra do Carmo a partir dos seus aspectos eclesiológicos Igor Loureiro; João Alex; José Adriano; Kevin Ganz; Lucas José e Lourival Santos.
  • 2.
    DESAFIO DO ECUMENISMO ENTREAS IGREJAS CRISTÃS  “O Batismo constitui o vínculo sacramental da unidade que une todos os que foram regenerados por ele.”;  Sacerdócio Real;  Nação Santa;  Missão comum. 2
  • 3.
    DESAFIO DO ECUMENISMOENTRE AS IGREJAS CRISTÃS o Necessidade de se unir diante de temas comuns e urgentes; o Conferência Mundial das Religiões pela Paz de 1970. 3
  • 4.
    CONFERÊNCIA MUNDIAL DAS RELIGIÕESPELA PAZ DE 1970  Diferença na reflexão teológica;  Elementos comuns na experiência concreta religiosa; 4
  • 5.
     Paz, Justiça,Defesa da dignidade humana e de sua vida;  Desejo de construir um mundo mais justo e fraterno defendendo a vida em todos os níveis. 5
  • 6.
    ECUMENISMO ENTRE ASIGREJAS CRISTÃS  Formas diferentes de assumir a proposta do Reino de Deus;  Grande desafio;  Está sendo aprofundado na reflexão teológica e nas práticas pastorais em conjunto;  Campanhas da Fraternidade Ecumênicas. 6
  • 7.
    CAMPANHAS DA FRATERNIDADE ECUMÊNICAS 2000: “Dignidade humana e paz” “Novo milênio sem exclusões”  2005: “Solidariedade e paz” “Felizes os que promovem a paz”  2010: “Economia e vida” “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”  2016: “Casa comum, nossa responsabilidade” “Quero ver brotar a justiça como um riacho que não seca”. 7
  • 8.
    DIÁLOGO ECUMÊNICO  Iniciarpelo debate teológico;  Complexo, dificulta a unidade;  Maneiras de se relacionar com Deus, de interpretar a palavra revelada, formas de oração;  Modo de organização do governo e estruturas eclesiais. 8
  • 9.
    DIÁLOGO ECUMÊNICO Ponto deunidade; Elementos práticos, ações que se podem realizar juntos; Celebrações Ecumênicas como resultado do encontro. 9
  • 10.
    1. ECUMENISMO APARTIR DA PRÁXIS Ignacio Ellacuria; Considerar seriamente a reflexão teológica; Maior problemática seria de ordem prática; 10
  • 11.
    Suspeita Epistemológica; A raizda divisão e o caminho da unidade está fundamentada na práxis pessoal e estruturas formuladas em termos de fé. 11
  • 12.
    o Formulações einterpretações dependem da práxis onde estão inseridas e do interesse ao qual servem; o Buscar uma prática em conjunto que testemunhe o que temos em comum na vivência da fé cristã; o Fundamentada no Batismo daqueles que se comprometem a vivenciar os valores cristãos a partir do compromisso com o reino. 12
  • 13.
    2. FRATERNIDADE COMO FUNDAMENTODA IGREJA CRISTÃ  Fraternidade cristã;  Realização humana;  Identificação com um projeto de vida cristão;  Experiência fraterna. 13
  • 14.
     Revelar orosto do Pai, que por seu espírito faz as pessoas formarem uma grande família enraizada na paternidade única;  Fazemos parte de um único povo de Deus, todos somos eleitos;  Encarnação; 14
  • 15.
     Conceber ooutro como meu irmão sem restrições;  Participação no mistério do amor trinitário;  Vivência eclesial fundamentada na comunhão com Deus e com o próximo. 15
  • 16.
    3. A FRATERNIDADE CRISTÃCONFORMADA AO CRISTO POBRE
  • 17.
     “Todos osmembros se devem conformar com Ele, até que Cristo se forme neles”;  Uma das características que deverá identificar a Igreja na vivência da fraternidade cristã é a pobreza;  Os pobres e oprimidos para Medard Kehl. 17
  • 18.
     Em Jesus,a opção pela pobreza é vivida como Kenosis;  A Igreja também deve ser “Ecclesia martyrum”;  A fraternidade cristã traz a dimensão social e solidária, que são frutos do projeto cristão. 18
  • 19.
    4. A FRATERNIDADE CARMELITANAÀ LUZ DO CONCÍLIO VATICANO II
  • 20.
    “Zelo zelatus sum proDomino Deo Exercituum” 1Rs 19,10
  • 21.
     Regra doCarmo – Escrita por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, entre 1206- 1214, para os eremitas latinos no Monte Carmelo;  Aprovada em 1247 como regra de ordem mendicante pelo Papa Inocêncio IV;  Regra como fundamento para as reformas realizadas na Ordem ao longo dos séculos. 21
  • 22.
     Necessidade deaprofundar uma leitura da Regra enfatizando sua dimensão eclesiológica. Descobrir se no projeto de vida proposto pela Regra há um aspecto de eclesiologia que possa ser iluminado pela nova reflexão conciliar;  Propósito de vida proposta na Regra Carmelitana: Viver in obsequio Jesu Christi. Os valores presentes na Regra são os mesmos que fundamentam a estrutura das primeiras comunidades cristãs. 22
  • 23.
    1. ECLESIOLOGIA CONCILIAR Igreja como sacramento de comunhão;  Lumen Gentium: Igreja como “sacramento ou sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”;  Mudança de uma visão excessivamente jurídica para uma concepção de comunhão, baseada no mistério. 23
  • 24.
    Consequência: Comunhão comDeus e com o próximo. Igreja como único povo de Deus. Radical igualdade de todos os batizados, gerando maior participação e corresponsabilidade de todos na vida e missão da Igreja; Recuperação do tema do sacerdócio comum dos fiéis; Santidade como vocação comum a todos os cristãos. 24
  • 25.
    2. A NOVAECLESIOLOGIA E A VIDA CONSAGRADA o Até o Concílio Vaticano II a Vida Religiosa é vista como o estado de perfeição, destacando-se a “superioridade” do estado de virgindade e a preocupação com as “práticas das virtudes”; o Após o Concílio, a Vida Religiosa é “uma das formas” de viver com radicalidade o Batismo, a vocação universal à santidade; o A eclesiologia de comunhão fez compreender melhor a exigência de uma clara identidade carismática de cada instituto religioso. 25
  • 26.
     Renovação daVida Religiosa;  Exigência da comunhão, da fraternidade como confissão da Trindade: viver a consagração como anúncio da comunhão com Deus;  Os religiosos devem ser peritos em comunhão (Vita Consecrata). 26
  • 27.
    3. RECEPÇÃO DOVATICANO II NA ORDEM DO CARMELO
  • 28.
     O desafiode aprofundar a identidade e carisma da Ordem significa, clarear a sua natureza contemplativa e apostólica;  Assim, cresce o aspecto da fraternidade como parte essencial do carisma e manifestação concreta da busca e experiência de Deus;  Congresso sobre o carisma carmelitano (1967) aprofunda a Ratio Ordinis. 28
  • 29.
    Oração caridade vida contemplativa eativa centro da renovação da ordem 29
  • 30.
     Comunidade Adintra e Ad extra. Se apresentam ainda outros temas, como a vida contemplativa e a oração, justiça e paz como testemunho profético, escuta da Palavra de Deus, apostolado como profetismo e serviço junto ao povo, pobreza e simplicidade de vida, resgate da dimensão Mariana e Eliana como inspiração para a Ordem. 30
  • 31.
    As constituições daOrdem de 1995 afirmam que os Carmelitas, na sua maneira de união com Deus e com o próximo, participam da missão do Verbo Encarnado e formam a Igreja, que é Cristo como sacramento ou sinal, o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano. 31
  • 32.
    4. ASPECTOS ECLESIAISDA REGRA À LUZ DO VATICANO II
  • 33.
     Para releiturada Regra após o Concílio, se tem como chave de leitura, o resgate da fraternidade;  Otger Steggink (1967) = o Carmelo deve ser uma Igreja de Koinonia, de fraternidade, antes de cumprir a sua missão que será sempre um serviço de fraternização;  Joseph Baudry (1971), pela fraternidade, propõe uma leitura da Regra na perspectiva comunitária, usando o ser frade como programa de vida, à luz das primeiras comunidades. 33
  • 34.
    4.1 COMUNIDADE FRATERNA FUNDAMENTADANA IMAGEM DA TRINDADE • A presença da Trindade é o espirito que deverá guiar todo o projeto de vida comum; • A base da eclesiologia como mistério de comunhão é precisamente o resgate do fundamento trinitário da Igreja; • A comunhão eclesial só pode ser compreendida através da relação com a comunhão trinitária; • Esta comunhão se expressa na Palavra de Deus e na Eucaristia. 34
  • 35.
    4.2 COMUNIDADE FRATERNA ALICERÇADANA PALAVRA DE DEUS “Permaneça cada um na sua cela, ou perto dela, meditando dia e noite na lei do Senhor e vigiando em oração, a não ser que se deva dedicar a outros justificados afazeres.” o Vaticano II deixa claro que é Palavra que convoca o Povo de Deus a ser Igreja, unidos à Eucaristia, à Palavra e à regra suprema da fé. 35
  • 36.
    4.3 COMUNIDADE FRATERNA CENTRADANA EUCARISTIA  Construir em meio as celas, um oratório para celebração da Missa, sinal da centralidade Eucarística em sua vida, sendo seu ápice.  O Vaticano II, afirma que a comunhão verdadeira não se concretiza sem a Eucaristia, pois é Ela o cume de toda a vida cristã. Ela dá sentido e sustento na comunhão com Deus e com próximo, e por isso realiza o ser da Igreja, que é a comunhão. 36
  • 37.
    4.4 COMUNIDADE FRATERNAQUE VIVE A COMUNHÃO DOS BENS E A POBREZA. • “Nenhum dos irmãos diga que algo é seu, mas tudo tereis em comum entre vós e a cada um será distribuído aquilo que necessite pela mão do prior,” é a partilha da comunhão, como nas primeiras comunidades. • Vaticano II apresenta que o compromisso com os pobres deve ser missão de toda a Igreja, pois o espírito de pobreza e de amor são de fato a glória e o testemunho da Igreja de Cristo. 37
  • 38.
    4.5 COMUNIDADE FRATERNAQUE SE SUSTENTA NA PARTICIPAÇÃO, ACOLHIDA E PERDÃO.  A responsabilidade da vida comunitária é de todos, refletindo e corrigindo os erros que podem aparecer, tal responsabilidade não é apenas do prior;  A característica da vida carmelita está em não impor valores a serem vividos, mas em os oferecer. Nem se menciona a punição aos que não os respeitam;  A eclesiologia do Vaticano II se apresenta como igualdade fundamental, do sacerdócio comum dos fiéis, do chamado universal à santidade, onde todos edificam o corpo de Cristo na diversidade dos dons e serviços, envolvendo todos na vida e missão da Igreja. 38
  • 39.
    4.6 COMUNIDADE FRATERNAQUE REZA UNIDA À IGREJA UNIVERSAL  A Regra propõe a oração das horas canônicas, ou para cada hora, a recitação de determinado número de “Pai-Nossos” para aqueles que não sabem ler, 25 vezes durante a vigília, como serviço ao Povo de Deus, parte da missão apostólica;  Desta forma, a Igreja orante está em comunhão, através da oração litúrgica, formando uma só Igreja, um só povo;  De acordo com o C.V. II, a liturgia contribui em sumo grau para que os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a autêntica natureza da verdadeira Igreja. 39
  • 40.
    4.7 COMUNIDADE FRATERNAQUE ALIMENTA A ESPERA DO SENHOR A Regra conclui com afirmações escatológicas, dizendo que: “Se alguém fizer mais, o próprio Senhor, quando voltar, o recompensará”. São destacados o trabalho em silêncio e a obediência ao prior como obediência ao próprio Cristo, o que confirma o cristocentrismo da Regra. Pelo Vaticano II, em seu caráter escatológico, se distancia da ideia de Igreja como sociedade perfeita, pois sua plenitude deve ainda vir, sendo a Igreja peregrina, um povo messiânico a caminhar. 40
  • 41.
    5. DIMENSÕES ECLESIAISQUE SURGEM DA REGRA
  • 42.
     Um claromodelo de comunhão  Uma Igreja pobre  Uma Igreja que gera a Paz  Uma Igreja Hospitaleira  Uma Igreja Missionária  Uma Igreja aberta para todos  Uma Igreja Mística 42
  • 43.
    • Esta inspiraçãona Trindade leva a uma vida toda de comunhão, quer na experiência pessoal quer comunitária, no interno ou externo da comunidade religiosa. UM CLARO MODELO DE COMUNHÃO 43
  • 44.
    UMA IGREJA POBRE oUma pobreza pessoal e comunitária que leva à identificação com o próprio Cristo. Que leva a uma desafiadora opção por um estilo de Vida Religiosa mais simples, humilde e coerente. Uma Igreja pobre para os pobres. (EG, n. 198; DGAE, p. 60) o Um desejo de “cheiro de ovelha” deve permear toda a missão e preparar o caminho para o anúncio explícito de Jesus Cristo. (DGAE, p.86) 44
  • 45.
     Viver edifundir uma “cultura de paz”.  Testemunhar que é possível viver unidos na adversidade, respeitando-se mutuamente, superando os limites que separam, dando e recebendo o perdão. UMA IGREJA QUE GERA A PAZ 45
  • 46.
     [...] queacolhe o diferente. [...] propõe valores na confiança da responsabilidade daqueles que os assumem, e não na ameaça e punição àqueles que não os respeitam. UMA IGREJA HOSPITALEIRA 46
  • 47.
     Paulo éo único personagem bíblico citado na regra da Ordem. Tanto no ensinamento como no exemplo. Instituído pelo próprio Cristo como doutor e pregador. UMA IGREJA MISSIONÁRIA 47
  • 48.
    UMA IGREJA ABERTAPARA TODOS  Que acolhe o diferente, o que está distante e o traz para uma vida de comunhão;  A oração e a pastoral, que juntas fazem parte da missão do Carmelo na Igreja, se tornam o fruto da experiência de Deus vivida e partilhada com os outros.  Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas a uma Igreja enferma pelo fechamento e pela comodidade de se agarrar às próprias seguranças. (EG. 36) 48
  • 49.
    UMA IGREJA MÍSTICA Fundada na experiência de Deus, no encontro pessoal e comunitário com Ele;  A Regra faz um convite para que os carmelitas sejam pessoas de profunda oração, de escuta constante da Palavra, tendo como centro de suas vidas a Eucaristia. 49
  • 50.
    6. A FRATERNIDADE CARMELITANACOMO SINAL E INSTRUMENTO DA IGREJA DE COMUNHÃO
  • 51.
     Se tornarSinal e testemunho.  Ser instrumento de comunhão que faz com que a vida fraterna realmente aconteça no novo modo pelo qual a Igreja existe e age no mundo contemporâneo.  Capacidade de ser abertos e de trabalhar juntos.  Alimentar a fraternidade no modo pelo qual a Igreja exige e age. 51 Família Carmelitana (Frades, irmãs, sacerdotes e leigos)
  • 52.
    52  Ser contemplativono meio do povo é ter a coragem de não querer ser somente mestre, mas ser também discípulo; não somente ensinar, mas sobretudo escutar, deixar-se questionar pelo Cristo que permanece presente, encarnado na história de seu povo e se manifestando nos fatos da vida de cada um. Vida Contemplativa Não só rezar para o povo, mas rezar com o povo.
  • 53.
  • 54.
    7.1 DO CRISTOCENTRISMODA REGRA À SUA ECLESIOLOGIA  Viver em obséquio de Jesus Cristo;  Risco de experiência individualista, fechada em si mesma.  Abrir-se à dimensão eclesiológica, Igreja “Corpo de Cristo”. 54
  • 55.
    7.2 HISTÓRIA DECONSTANTE RELEITURA DO CARISMA • Adaptação às novas circunstâncias; • Da vida eremítica à vida cenobítica; • Da solidão do ermo à proximidade das cidades. 55
  • 56.
    7.3 CONCÍLIO VATICANOII E A “REFORMA” DO CARMELO o Voltando à Igreja de comunhão do primeiro milênio cristão; o Único Povo de Deus; igualdade fundamental dos batizados; sacerdócio comum dos fiéis; santidade universal. 56
  • 57.
    7.4 RELEITURA DAREGRA E IGREJA DE COMUNHÃO  Fraternidade;  Centralidade da Eucaristia; pobreza na partilha dos bens; oração litúrgica;  Família carmelitana. 57
  • 58.
    7.5 FRATERNIDADE CARMELITANA NAIGREJA DE COMUNHÃO  Mais do que “o que fazer” ou “que presença ser” deve-se perguntar “que tipo de Igreja devemos ser?”  Sermos sinais e testemunhas, mas também instrumentos e promotores da nova consciência eclesial. 58
  • 59.
    CONCLUSÃO  Fraternidade comoelemento fundante da Igreja Povo de Deus;  Comunhão com Deus e com os irmãos;  Consagrados chamados a ser “especialistas em comunhão”. 59