Teorias de Currículo e Sociedade
O neomarxismo de Apple
– Visão estrutural e relacional do currículo: relação estrutural
entre economia, educação e cultura; sociedade
capitalista e dominação de classe.
– Vínculo entre reprodução cultural e reprodução social.
– Conexão entre a organização econômica e a curricular.
– Conceito de hegemonia (Gramsci): campo social como
campo contestado.
– Ao invés de o que e como ensinar, por que ensinar tais
conhecimentos e não outros? De quem são tais
conhecimentos?
– Importância do currículo no processo de reprodução
cultural e social.
– Currículo oficial e currículo oculto.
O neomarxismo de Apple
– Escola como produtora de conhecimento
técnico (intimamente relacionado à estrutura e
ao funcionamento da sociedade capitalista).
– Currículo e poder: produção, distribuição e
consumo de recursos materiais e simbólicos
(cultura, conhecimento, educação, currículo).
– Análise das mediações, contradições e
ambiguidades do processo de reprodução
cultural e social.
– Campo social e cultural: não somente de
imposição e dominação, mas também de
resistência e oposição.
– Contribuição de Apple para politizar a
teorização sobre currículo.
O currículo como política cultura
Henry Giroux
• participou do desenvolvimento de uma
teorização crítica sob currículo.
• vamos nos restringir a fazer uma síntese das
teorizações e conceitos.
• Giroux tem se preocupado cada vez mais
com a problemática da “cultura popular”,
tal como se apresenta no cinema, na
música e na televisão.
Escola de Frankfurt
( Adorno, Horkheimer,
Marcuse )
Giroux
perspectiva empíricas e
técnicas então dominantes,
concentram-se em critérios
de eficiência e racionalidade
burocrática.
As perspectivas dominantes
deixavam de levar em
consideração o caráter
histórico, ético e político das
ações humanas e sociais. No
caso do currículo do
conhecimento, há um
apagamento do caráter
social e histórico do
conhecimento, contribuindo
para a reprodução das
desigualdades e das injustiças
sociais.
Teoria cultural de Bourdier
e Passeron
Giroux
Faziam do processo de
reprodução cultural e
social. Dava um peso
excessivo à dominação e a
cultura dominante em
detrimento das culturas
dominadas e de processos
de resistência.
Não deixava espaço para
a mediação e a ação
humana.
Estudantes e docentes
desenvolvem através de
processo de negociação,
seus próprios significados
sobre conhecimento,
currículo e a vida
educacional em geral.
Bowles e Gintis Giroux
Caráter mecanicista e
determinista da
correspondência, nesse
modelo que ocorre na
escola e no currículo era
determinado pelo que
acontecia na economia
e na produção.
A pouca ou nenhuma
atenção ao processo de
conexões entre eles, as
formas como essas
construções se
desenvolvem no espaço
da escola e do currículo,
e as relações mais
amplas de controle e
poder.
Paul Wills Giroux
Também insatisfeito com a teoria
da reprodução. Quer saber o
leva jovens de classe operaria a
voluntariamente escolher
emprego de classe operaria.
Não é o simples resultado
passivo de uma lei econômica
ou social.
Cultura de chão de fábrica.
Ver a possibilidade de resistência
mais politicamente informada.
Desenvolve essa possibilidade
de resistência através de um
currículo claramente político e
que seja crítico das crenças e
arranjos sociais dominantes, por
meio dos conceitos de
emancipação e libertação.
Existem mediações e ações ao
nível da escola e do currículo
que podem trabalha contra os
desígnios do poder e do
controle, havendo lugar para a
oposição e a resistência, para a
rebelião e a subversão.
Habermas Giroux
Três conceitos são centrais
a essa emancipadora ou
libertadora pedagogia.
Esfera pública, intelectual
transformador e voz
A escola e o currículo
devem funcionar como
uma “esfera pública
democrática”.
Sintetizando
• Giroux vê a pedagogia e o currículo
através da noção de “política cultural” e
não esta simplesmente envolvido com a
transmissão de “ fatos “e conhecimentos
objetivos.
• O currículo é o local onde ativamente se
produzem e se criam significados sociais.
Pedagogia do oprimido
x
dos conteúdos
NSE
(currículo como
construção social)
• NSE: Inglaterra, Michael Young.
• Crítica sociológica e histórica dos currículos
existentes.
• Caráter socialmente construído das formas de
consciência e de conhecimento, das relações
com as estruturas sociais, institucionais e
econômicas.
• Conhecimento escolar e currículo como
invenções sociais; envolve conflitos e disputas
em torno do que deve compor o currículo.
• Currículo e poder: a NSE investiga as conexões
entre os princípios de seleção, organização e
distribuição do conhecimento escolar, bem
como dos princípios de distribuição dos
recursos econômicos e sociais mais amplos.
Basil Bernstein – códigos de
reprodução cultural
– Currículo interdisicplinar:
• Maior controle sobre o tempo e o ritmo de aprendizagem.
• Objetivos menos explícitos.
• Fracamente enquadrado (enquadramento como controle
do processo de transmissão, por parte do professor).
– Foco: como se aprendem as posições de classe?
– Código: ligação entre as estruturas macrossociológicas da
classe social, a consciência individual e as interações
sociais do nível microssociológico.
– A posição ocupada na divisão social determina o tipo de
código aprendido.
– O tipo de código determina a consciência da pessoa e os
significados que ela realiza ou produz na interação social.
• O conhecimento educacional formal realiza-se
por 3 sistemas de mensagem intimamente
imbricados: currículo, pedagogia e avaliação.
• Preocupação com as relações estruturais entre
os diferentes tipos de conhecimento que
constituem o currículo.
• Percebe o currículo tradicional como fortemente
classificado, em contraposição ao
interdisciplinar.
– Diferentes códigos culturais:
• Código elaborado: relativamente independentes do
contexto local.
• Código restrito: o “texto” produzido na interação social
é fortemente dependente do contexto.
– Aprende-se o código em diversas instâncias
sociais, dentre elas a família e a escola.
– O aprendizado dos códigos culturais ocorre de
forma implícita, na vivência das estruturas sociais
em que o código se expressa.
– No caso da educação, as estruturas sociais
expressam-se através do currículo, da
pedagogia e da avaliação.
• Esforço em compreender as razões do fracasso
educacional e o papel das diferentes
pedagogias no processo de reprodução
cultural.
• Atenção para a diferença entre o código
elaborado proposto pela escola e o código
restrito dos estudantes de classe operária.
• Questionamento do papel da escola no
processo de reprodução cultural e social.
Currículo
Oculto
• Althusser – definia a ideologia
destacando sua dimensão como
prática material a mesma era
expressada através de rituais, gestos
e práticas corporais do que através
de manifestações verbais.
• Neomarxismo – é um conjunto de
pensamentos do século XX. Que
remonta os primeiros escritos de Kall
Marx ante a influência de Engels
relevando o determinismo
econômico percebido por Marx, e
enfatizando aspectos psicológico,
sociológico e cultural.
• Superação ao modelo tradicional
de currículo limitado aos poderes
capitalista e o nascimento de novos
caminhos educacionais na
diversidade dos aspectos
psicológicos, sociológicos e cultural.
CONCLUSÃO
Com acessão neoliberal, o
currículo tornou-se
assumidamente capitalista
FIM

Slides de Teorias de Currículo e Sociedade

  • 1.
  • 2.
    O neomarxismo deApple – Visão estrutural e relacional do currículo: relação estrutural entre economia, educação e cultura; sociedade capitalista e dominação de classe. – Vínculo entre reprodução cultural e reprodução social. – Conexão entre a organização econômica e a curricular. – Conceito de hegemonia (Gramsci): campo social como campo contestado. – Ao invés de o que e como ensinar, por que ensinar tais conhecimentos e não outros? De quem são tais conhecimentos? – Importância do currículo no processo de reprodução cultural e social. – Currículo oficial e currículo oculto.
  • 3.
    O neomarxismo deApple – Escola como produtora de conhecimento técnico (intimamente relacionado à estrutura e ao funcionamento da sociedade capitalista). – Currículo e poder: produção, distribuição e consumo de recursos materiais e simbólicos (cultura, conhecimento, educação, currículo). – Análise das mediações, contradições e ambiguidades do processo de reprodução cultural e social. – Campo social e cultural: não somente de imposição e dominação, mas também de resistência e oposição. – Contribuição de Apple para politizar a teorização sobre currículo.
  • 4.
    O currículo comopolítica cultura Henry Giroux
  • 5.
    • participou dodesenvolvimento de uma teorização crítica sob currículo. • vamos nos restringir a fazer uma síntese das teorizações e conceitos. • Giroux tem se preocupado cada vez mais com a problemática da “cultura popular”, tal como se apresenta no cinema, na música e na televisão.
  • 6.
    Escola de Frankfurt (Adorno, Horkheimer, Marcuse ) Giroux perspectiva empíricas e técnicas então dominantes, concentram-se em critérios de eficiência e racionalidade burocrática. As perspectivas dominantes deixavam de levar em consideração o caráter histórico, ético e político das ações humanas e sociais. No caso do currículo do conhecimento, há um apagamento do caráter social e histórico do conhecimento, contribuindo para a reprodução das desigualdades e das injustiças sociais.
  • 7.
    Teoria cultural deBourdier e Passeron Giroux Faziam do processo de reprodução cultural e social. Dava um peso excessivo à dominação e a cultura dominante em detrimento das culturas dominadas e de processos de resistência. Não deixava espaço para a mediação e a ação humana. Estudantes e docentes desenvolvem através de processo de negociação, seus próprios significados sobre conhecimento, currículo e a vida educacional em geral.
  • 8.
    Bowles e GintisGiroux Caráter mecanicista e determinista da correspondência, nesse modelo que ocorre na escola e no currículo era determinado pelo que acontecia na economia e na produção. A pouca ou nenhuma atenção ao processo de conexões entre eles, as formas como essas construções se desenvolvem no espaço da escola e do currículo, e as relações mais amplas de controle e poder.
  • 9.
    Paul Wills Giroux Tambéminsatisfeito com a teoria da reprodução. Quer saber o leva jovens de classe operaria a voluntariamente escolher emprego de classe operaria. Não é o simples resultado passivo de uma lei econômica ou social. Cultura de chão de fábrica. Ver a possibilidade de resistência mais politicamente informada. Desenvolve essa possibilidade de resistência através de um currículo claramente político e que seja crítico das crenças e arranjos sociais dominantes, por meio dos conceitos de emancipação e libertação. Existem mediações e ações ao nível da escola e do currículo que podem trabalha contra os desígnios do poder e do controle, havendo lugar para a oposição e a resistência, para a rebelião e a subversão.
  • 10.
    Habermas Giroux Três conceitossão centrais a essa emancipadora ou libertadora pedagogia. Esfera pública, intelectual transformador e voz A escola e o currículo devem funcionar como uma “esfera pública democrática”.
  • 11.
    Sintetizando • Giroux vêa pedagogia e o currículo através da noção de “política cultural” e não esta simplesmente envolvido com a transmissão de “ fatos “e conhecimentos objetivos. • O currículo é o local onde ativamente se produzem e se criam significados sociais.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
    • NSE: Inglaterra,Michael Young. • Crítica sociológica e histórica dos currículos existentes. • Caráter socialmente construído das formas de consciência e de conhecimento, das relações com as estruturas sociais, institucionais e econômicas. • Conhecimento escolar e currículo como invenções sociais; envolve conflitos e disputas em torno do que deve compor o currículo. • Currículo e poder: a NSE investiga as conexões entre os princípios de seleção, organização e distribuição do conhecimento escolar, bem como dos princípios de distribuição dos recursos econômicos e sociais mais amplos.
  • 15.
    Basil Bernstein –códigos de reprodução cultural – Currículo interdisicplinar: • Maior controle sobre o tempo e o ritmo de aprendizagem. • Objetivos menos explícitos. • Fracamente enquadrado (enquadramento como controle do processo de transmissão, por parte do professor). – Foco: como se aprendem as posições de classe? – Código: ligação entre as estruturas macrossociológicas da classe social, a consciência individual e as interações sociais do nível microssociológico. – A posição ocupada na divisão social determina o tipo de código aprendido. – O tipo de código determina a consciência da pessoa e os significados que ela realiza ou produz na interação social.
  • 16.
    • O conhecimentoeducacional formal realiza-se por 3 sistemas de mensagem intimamente imbricados: currículo, pedagogia e avaliação. • Preocupação com as relações estruturais entre os diferentes tipos de conhecimento que constituem o currículo. • Percebe o currículo tradicional como fortemente classificado, em contraposição ao interdisciplinar.
  • 17.
    – Diferentes códigosculturais: • Código elaborado: relativamente independentes do contexto local. • Código restrito: o “texto” produzido na interação social é fortemente dependente do contexto. – Aprende-se o código em diversas instâncias sociais, dentre elas a família e a escola. – O aprendizado dos códigos culturais ocorre de forma implícita, na vivência das estruturas sociais em que o código se expressa. – No caso da educação, as estruturas sociais expressam-se através do currículo, da pedagogia e da avaliação.
  • 18.
    • Esforço emcompreender as razões do fracasso educacional e o papel das diferentes pedagogias no processo de reprodução cultural. • Atenção para a diferença entre o código elaborado proposto pela escola e o código restrito dos estudantes de classe operária. • Questionamento do papel da escola no processo de reprodução cultural e social.
  • 19.
  • 20.
    • Althusser –definia a ideologia destacando sua dimensão como prática material a mesma era expressada através de rituais, gestos e práticas corporais do que através de manifestações verbais.
  • 21.
    • Neomarxismo –é um conjunto de pensamentos do século XX. Que remonta os primeiros escritos de Kall Marx ante a influência de Engels relevando o determinismo econômico percebido por Marx, e enfatizando aspectos psicológico, sociológico e cultural.
  • 22.
    • Superação aomodelo tradicional de currículo limitado aos poderes capitalista e o nascimento de novos caminhos educacionais na diversidade dos aspectos psicológicos, sociológicos e cultural.
  • 23.
    CONCLUSÃO Com acessão neoliberal,o currículo tornou-se assumidamente capitalista
  • 24.

Notas do Editor

  • #1 Este modelo pode ser usado como arquivo de partida para apresentar materiais de treinamento em um cenário em grupo. Seções Clique com o botão direito em um slide para adicionar seções. Seções podem ajudar a organizar slides ou a facilitar a colaboração entre vários autores. Anotações Use a seção Anotações para anotações da apresentação ou para fornecer detalhes adicionais ao público. Exiba essas anotações no Modo de Exibição de Apresentação durante a sua apresentação. Considere o tamanho da fonte (importante para acessibilidade, visibilidade, gravação em vídeo e produção online) Cores coordenadas Preste atenção especial aos gráficos, tabelas e caixas de texto. Leve em consideração que os participantes irão imprimir em preto-e-branco ou escala de cinza. Execute uma impressão de teste para ter certeza de que as suas cores irão funcionar quando forem impressas em preto-e-branco puros e escala de cinza. Elementos gráficos, tabelas e gráficos Mantenha a simplicidade: se possível, use estilos e cores consistentes e não confusos. Rotule todos os gráficos e tabelas.
  • #20 Esta é outra opção para um slide de Visão Geral usando transições.
  • #21 Esta é outra opção para um slide de Visão Geral usando transições.
  • #22 Esta é outra opção para um slide de Visão Geral usando transições.
  • #24 A sua apresentação é a mais clara e direta possível? Considere mover o conteúdo extra para o apêndice. Use slides de apêndice para armazenar conteúdo ao qual você queira fazer referência durante o slide de Perguntas ou que possa ser útil para os participantes investigarem mais a fundo no futuro.