Sumário
APRESENTAÇÃO.................................................................................................................................. 4
ORGANIZAÇÃO DOCADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA..................................................................... 5
INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 7
UNIDADE I
INTRODUÇÃO........................................................................................................................................ 9
CAPÍTULO 1
SINALIZAÇÃO EMERGENCIAL..................................................................................................... 9
CAPÍTULO 2
SINALIZAÇÕES ESPECÍFICAS.................................................................................................... 26
CAPÍTULO 3
SINALIZAÇÕES DE PORTADORES DE DEFICIÊNCIA E IDOSOS..................................................... 33
CAPÍTULO 4
SINALIZAÇÕES TURÍSTICAS....................................................................................................... 47
UNIDADE II
ESTUDOS DE SINALIZAÇÕES COMPLEMENTARES.................................................................................... 53
CAPÍTULO 1
SINALIZAÇÕES PERMANENTES.................................................................................................. 53
CAPÍTULO 2
SINALIZAÇÕES TEMPORÁRIAS.................................................................................................. 58
CAPÍTULO 3
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES NAS SINALIZAÇÕES COMPLEMENTARES............................. 62
UNIDADE III
ESTUDOS DE CASOS............................................................................................................................. 65
CAPÍTULO 1
ABRANGÊNCIA E CARACTERÍSTICAS DOS SINAIS COMPLEMENTARES........................................ 65
CAPÍTULO 2
REGULAÇÕES DO CONTRAN PARA AS SINALIZAÇÕES.............................................................. 72
CAPÍTULO 3
SINALIZAÇÕES NOS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL..................................................................... 76
REFERÊNCIAS................................................................................................................................... 80
4.
4
Apresentação
Caro aluno
A propostaeditorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade.
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5.
5
Organização do Caderno
deEstudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos
Cadernos de Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor
conteudista.
Pararefletir
Questõesinseridasnodecorrerdoestudoafimdequeoalunofaçaumapausaereflita
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestãodeestudocomplementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo,
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a
síntese/conclusão do assunto abordado.
6.
6
Saiba mais
Informações complementarespara elucidar a construção das sínteses/conclusões
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Para (não) finalizar
Textointegrador,aofinaldomódulo,quemotivaoalunoacontinuaraaprendizagem
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7.
7
Introdução
O sistema detrânsito é o conceito utilizado por nossa linguagem para denominar o
movimento e fluxo de veículos automotores que trafegam por ruas, avenidas, estradas
etc... ou qualquer outro tipo de percurso. Os veículos automotores devem sempre
entender que existem prioridades no trânsito, e estas prioridades são estabelecidas em
níveis do mais vulnerável que é o pedestre, depois ciclistas, e assim por diante. Sem
dúvida, o trânsito sempre será uma questão vivida de fato por pessoas que circulam
pela cidade e que está estreitamente associado as suas mobilizações para o trabalho,
colégio, casa ou qualquer outro tipo de lugar que envolve ter que transitar pelas ruas e
vias de uma cidade.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) define sinalização de trânsito como sendo um
conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados em uma via pública
com o objetivo de garantir sua utilização adequada e segura, possibilitando uma
melhor fluidez nos deslocamentos com maior segurança para os veículos e pedestres
que nela circulam. Placa de Regulamentação tem por finalidade informar aos usuários
das condições, proibições, obrigações ou restrições no uso das vias. Suas mensagens
são sempre são no modo imperativo e seu desrespeito constitui em infração sujeitas
às penalidades previstas em leis municipais, estaduais e nacionais. A figura a seguir
ilustra a campanha do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para as prevenções de
acidentes no trânsito, esta campanha é realizada todos os anos com participações de
diversos órgãos governamentais e não governamentais.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) – sob a Lei no
9.503, de 23 de setembro de 1997
determina no seu art. 90 que o órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre
a via é a responsável pela implantação da sinalização. O Código de Trânsito Brasileiro
é conhecido principalmente por descrever as condutas que são consideradas infrações
de trânsito e as penalidades que estão sujeitas cada uma das infrações cometidas. Mas,
ele traz outras normas e definições importantes e uma lista de conceitos e definições
relacionados a termos muito usados no próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e
em outros textos, como as resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O projeto de sinalização horizontal e vertical desenvolvido está em sintonia com o
Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e demais normas técnicas pertinentes às regras
de circulação de veículos e pedestres, vale ressaltar que a sinalização de trânsito
informará e orientará os usuários das vias, com o intuito de garantir um trânsito mais
organizado e seguro para os condutores e pedestres, visando à mobilidade urbana e à
8.
8
acessibilidade. Estas normasse referem ao projeto de interseções; e são basicamente
as normas suecas com adequações à realidade brasileira, publicadas pelo Instituto de
Pesquisas Rodoviárias no Manual de Projeto de Engenharia Rodoviária.
O fato é que há muitas placas e outros componentes da sinalização que boa parte dos
motoristas até já viram, mas nunca souberam o seu real significado. É claro que, entre
os condutores que desconhecem boa parte dos sinais, há muita gente que dirige muito
bem e procura respeitar sempre as regras de trânsito. Mas pode surgir um momento em
que a interpretação correta de uma placa pode ser decisiva para a sua segurança.
O trânsito em condições seguras é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades
componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das
respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito (CTB,
Art. 01, § 2o
). Vias terrestres urbanas e rurais são as ruas, as avenidas, os logradouros, os
caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu regulamento pelo órgão
ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as
circunstâncias especiais. Para os efeitos deste código, são consideradas vias terrestres
as praias abertas à circulação pública e as vias internas pertencentes aos condomínios
constituídos por unidades autônomas.
Objetivos
Esta disciplina de Sinalização complementar de trânsito tem por objetivo conceituar
os alunos nos princípios operacionais das sinalizações de apoio e complemento.
As sinalizações abordadas poderão ter origens temporárias ou permanentes nas vias.
Também serão tratadas as sinalizações complementares adotadas na América do Sul
em virtude da compatibilização das vias existentes no bloco que compõe o MERCOSUL.
Dessa forma, teremos os seguintes objetivos:
»
» Sinalização de apoio em emergências, situações específicas para
portadores de deficiência/idoso e turismo.
»
» Sinalizações e informações complementares permanentes e temporárias.
»
» Estudos de casos abrangendo as sinalizações complementares.
9.
9
UNIDADE I
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 1
Sinalizaçãoemergencial
A sinalização emergencial pode ser definida como a sinalização de trânsito que é utilizada
para alertar os usuários da via sobre a existência de alguma anormalidade, objetivando
a proteção dos envolvidos em algum tipo de sinistro ou aqueles que prestam o devido
atendimento. Esta sinalização pode ser complementada ou alterada mediante avaliação
da autoridade policial rodoviária presente (estadual ou federal).
As placas de sinalização utilizadas nas advertências têm a função de chamar a atenção
dos condutores de veículos e pedestres para a existência ou para a iminência de perigo
na via, em razão da possibilidade do sinistro ou da ocorrência de uma situação de
emergência no local, ou ainda de alguma mudança ocorrida no trânsito que vinha se
estabelecendo. As placas para a sinalização de advertência utilizadas em situações
emergenciais devem estabelecer os seguintes critérios, conforme a tabela abaixo.
Tabela 1.
Elementos da sinalização de advertência
utilizada em situações de emergência
Cor
Fundo Amarelo
Símbolo Preta
Orla interna Preta
Orla externa Amarela
Legenda Preta
Fonte: Autor, 2018.
Entende-se por orla os contornos do perímetro da placa. Na tabela abaixo seguem
alguns exemplos de placas de sinalizações de advertência para o auxílio de situações de
emergência. As dimensões que devem ser respeitadas são de 80 x 60 cm.
10.
10
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Figura 1.
Identificação da placa A - E – 1
Informação PEDESTRE ÔNIBUS NOS DOIS SENTIDOS
Significado
Adverte o pedestre da existência de ônibus trafegando nos dois
sentidos da via sinalizada.
Utilização
É utilizada em locais, tais como corredores de ônibus, onde
a existência de ônibus trafegando nos dois sentidos possa
representar perigo ao pedestre.
Identificação da placa A - E – 2
Informação PEDESTRE TRÁFEGO NOS DOIS SENTIDOS
Significado
Adverte o pedestre da existência de veículo trafegando nos dois
sentidos, na via sinalizada.
Utilização
É utilizada em locais, onde não fique claro ao pedestre a existência
de sentido duplo de circulação.
Identificação da placa A - E – 3
Informação PEDESTRE ÔNIBUS NO CONTRAFLUXO
Significado
Adverte o pedestre da existência de ônibus trafegando no
contrafluxo, na via sinalizada.
Utilização
É utilizada em locais onde exista uma ou mais faixas exclusivas
para ônibus, possibilitando que estes trafeguem no sentido
contrário ao fluxo normal.
Identificação da placa A - E – 4
Informação SEMÁFORO PARA CONVERSÃO À ESQUERDA
Significado
Adverte o condutor do veículo para o fato de ser o semáforo, ao
qual estiver anexada a placa, destinado, exclusivamente, para os
veículos que fazem conversão à esquerda.
Utilização
É utilizada junto a semáforos que liberem ou não, a conversão à
esquerda.
Identificação da placa A - E – 5
Informação SEMÁFORO SÓ PARA ÔNIBUS
Significado
Adverte o condutor do veículo para o fato de ser o semáforo, ao
qual estiver anexada a placa, destinado, exclusivamente, aos ônibus.
Utilização
É utilizada junto a semáforos que sinalizem, exclusivamente, para o
trânsito de ônibus.
Identificação da placa A - E – 6
Informação ATENÇÃO SAÍDA DE BOMBEIROS
Significado
Adverte o condutor do veículo para o fato de existir, adiante, saída
eventual de viaturas de bombeiros com prioridade de passagem.
Utilização
É utilizada em locais que antecedam os pontos de saída das
viaturas do corpo de bombeiros das bases operacionais.
Identificação da placa
A - E – 7
Informação ATENÇÃO SAÍDA DE AMBULÂNCIAS
Significado
Adverte o condutor do veículo para o fato de existir, adiante, saída
eventual de ambulâncias, com prioridade de passagem.
Utilização
É utilizada em locais que antecedam os pontos de saída de
ambulâncias de pronto-socorro ou resgate.
11.
11
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Identificação da placa A - E – 8
Informação ÔNIBUS NOS DOIS SENTIDOS (diagramada)
Significado
Adverte o pedestre da existência de ônibus trafegando nos dois
sentidos, na via sinalizada.
Utilização
É utilizada em locais, tais como corredores de ônibus, onde
a existência de ônibus trafegando nos dois sentidos possa
representar perigo ao pedestre.
Identificação da placa A - E – 9
Informação AGUARDE O VERDE – SEMÁFORO DE 3 FASES
Significado
Adverte o condutor do veículo quanto ao funcionamento da
sinaleira.
Utilização
É utilizada junto aos semáforos das sinaleiras que possuam três
tempos de verde.
Identificação da placa A - E – 10
Informação AGUARDE O VERDE – FASE PARA PEDESTRE
Significado
Adverte o condutor do veículo quanto ao funcionamento da
sinaleira.
Utilização
É utilizada junto aos semáforos das sinaleiras que possuam uma
fase de vermelho geral para pedestres.
Identificação da placa A - E – 12
Informação AGUARDE O VERDE - FASE PARA CICLISTAS
Significado
Adverte o condutor do veículo quanto ao funcionamento da
sinaleira.
Utilização
É utilizada junto aos semáforos das sinaleiras que possuem uma
fase de vermelho geral para ciclistas.
Identificação da placa AA - E – 1
Informação PISTA EXCLUSIVA PARA ÔNIBUS A __m
Significado
Adverte o condutor do veículo para o início de pista exclusiva para
ônibus à distância indicada.
Utilização
É utilizada antes da placa que sinalize o ponto de início da pista
exclusiva para ônibus.
Identificação da placa AA - E – 2
Informação FAIXA EXCLUSIVA PARA ÔNIBUS A __m
Significado
Adverte o condutor do veículo para o início de faixa exclusiva para
ônibus a distância indicada.
Utilização
É utilizada antes da placa que sinalize o ponto de início da faixa
exclusiva para ônibus.
Identificação da placa AA - E – 3
Informação PISTA CENTRAL EXCLUSIVA PARA ÔNIBUS
Significado
Adverte o condutor do veículo para a existência, adiante, de pista
central exclusiva para ônibus.
Utilização
É utilizada onde não fique claro aos demais condutores que a pista
central adiante é exclusiva para ônibus.
12.
12
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Identificação da placa AA - E – 4
Informação
ÔNIBUS NO CONTRAFLUXO NA VIA
TRANSVERSAL
Significado
Adverte o condutor do veículo para a existência de ônibus
trafegando no contrafluxo na próxima via transversal.
Utilização
É utilizada nas vias transversais de avenida que possua faixa
exclusiva para ônibus no contrafluxo.
Identificação da placa AA - E – 5
Informação
FAIXA EXCLUSIVA PARA ÔNIBUS NA
TRANSVERSAL
Significado
Adverte o condutor do veículo para a existência de faixa exclusiva
para tráfego de ônibus na próxima via transversal.
Utilização
É utilizada nas vias transversais das avenidas que possuem faixa
exclusiva para ônibus.
Identificação da placa AA - E – 6
Informação FIM DA FAIXA EXCLUSIVA A __m
Significado
Adverte o condutor do veículo para o término da faixa exclusiva
para ônibus na distância indicada.
Utilização
É utilizada em locais, antes do ponto de término da faixa exclusiva
para ônibus.
Identificação da placa AA - E – 10
Informação SAÍDA DE CAMINHÕES A __m
Significado
Adverte o condutor do veículo para o fato de existir saída
frequente de caminhões em baixas velocidades, na distância
indicada.
Utilização
É utilizada em locais que antecedam os pontos de saída de
caminhões como obras, indústrias ou depósitos.
Identificação da placa AA - E – 11
Informação SAÍDA DE VEÍCULOS A __m
Significado
Adverte o condutor do veículo para o fato de existir saída
frequente de veículos, na distância indicada.
Utilização
É utilizada após longos trechos sem interferência de saídas de
veículos, ou em locais sem visibilidade adequada.
Identificação da placa
AA - E – 12
Informação ENTRADA E SAÍDA DE VEÍCULOS A __m
Significado
Adverte condutor do veículo para o fato de existir entrada e saída
frequente de veículos, na distância indicada.
Utilização
É utilizada após longos trechos sem interferência de entradas
e saídas de veículos de lotes, ou em locais sem visibilidade
adequada em que estes se movimentem, sendo estas condições
prejudiciais à segurança do trânsito.
Fonte: Autor, 2018.
Quando se faz necessária a utilização da viatura da polícia rodoviária para as sinalizações
de emergência em vias de mão única e dupla deve-se utilizar as luzes intermitentes
(alerta), acompanhadas obrigatoriamente de outros dispositivos de sinalização,
13.
13
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
preferencialmente cones retro-refletivos, complementadas, caso necessário, com a
utilização de meios de fortuna existentes no local tais como: galhos, alerta de outros
veículos ou dos veículos acidentados etc.
Não existe modelo pronto. Será variável, pois dependerá diretamente das condições
do local do acidente. Para isso, o policial deverá fazer uma avaliação criteriosa,
objetivando localizar o ponto provável de maior risco e sinalizar o local de forma a
evitar novos acidentes.
Nos casos de acidentes próximos a curva, aclive, declive, situações que reduzam o
alcance visual dos usuários da via, a sinalização também deverá ser disposta antes
desses locais. Como regra, para fins de distância entre o local do acidente/obstáculo e
o início da sinalização, adota-se o processo de relacionar a distância em passos largos
de acordo com a velocidade prevista para o local, por exemplo: 80 km/h corresponde a
80 passos largos. Essa distância deve ser o dobro em casos de condições adversas como
chuva, neblina, fumaça.
A viatura deve ser posicionada de forma a permitir a sua visibilidade pelos demais
usuários, oferecendo um painel de segurança para as equipes que estão atendendo o
acidente. As figuras, a seguir, ilustram algumas situações de sinalização emergencial.
Figura 2.
Fonte: Autor, 2018.
14.
14
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Outro caso de sinalização de emergência é a sinalização denominada de completa,
onde são realizadas nos casos de acidentes em que os procedimentos no atendimento
são complexos, tais como nos casos de deslizamento de parte da pista, soterramento,
derramamento ou vazamento de produtos perigosos (Conforme apresentado no Manual
ABIQUIM “Associação Brasileira da Industria Química e de Produtos Derivados”),
acidentes graves envolvendo veículos de transporte coletivo de passageiros etc...
A sinalização completa é dividida em zonas ou setores de atendimento do acidente,
iniciando no local de colisão dos veículos para suas adjacências. As necessidades
provenientes de cada zona e/ou suas subdivisões deverão ser transmitidas ao
gerenciador, bem como dele advirão as instruções de controle, prezando sempre pela
unidade. Essa sinalização não é estanque. As zonas poderão ser alteradas à medida que
novas variáveis ou necessidades surjam ou se modifiquem, cabendo ao gerenciador a
tomada dessa decisão. Divide-se em cinco setores, conforme mostrado:
Tabela 2.
Área do evento
Vermelha ou
quente
Setor 1
(S1)
Local do acidente. No caso de produtos perigosos, seu tamanho ou extensão dependerá
do tipo de substância química perigosa, de acordo com sua classificação e numeração da
ONU.
Área operacional Amarela
Setor 2
(S2)
Local do trabalho da(s) equipe(s).
Área de
segurança
Azul ou fria
Setor 3
(s3)
Local livre, destinado à segurança da(s) equipe(s) de trabalho.
Área de
acumulação
--
Setor 4
(S4)
Local destinado à parada dos veículos.
Área de transição --
Setor 5
(S5)
Local da primeira sinalização de advertência e desvio do fluxo de veículos. Objetiva alertar
os usuários de perigo à frente. Dispondo os cones obliquamente sobre a via, canalizando o
tráfego para a área livre ou de acumulação.
Fonte: Autor, 2018.
Para o dimensionamento das zonas, deverão ser observados os seguintes critérios:
»
» Velocidade máxima permitida para o local.
»
» Volume de veículos por hora no local.
»
» Tipo de veículo que trafega no local.
»
» Largura da seção transversal que se deseja interditar.
»
» Características da rodovia.
O dimensionamento da área de segurança deve ser estabelecido pela seguinte equação:
3
2
V
V
S =
15.
15
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Onde:
S3 é a dimensão mínima a área da segurança, com unidade em metros.
VV
é a velocidade da via.
Por exemplo, uma via com velocidade máxima de 110 km/h, e por ventura ocorre um
acidente, tem-se as dimensões para a área de segurança mínima:
110
3 55
2 2
V
V
S m
= = =
Ou seja, tem-se uma dimensão mínima para a área de segurança de 55 m.
Para o dimensionamento da área de acumulação tem-se a seguinte equação:
4
24
VMDc Cc
S VMDa Ca VMDo Co t
×
= × + × + ×
Onde:
VMDa é o volume médio diário de veículos de pequeno porte.
VMDo é o volume médio diário de ônibus e caminhões.
VMDc é o volume médio diário das combinações de veículos de carga.
Ca é o comprimento dos veículos de pequeno porte, na média considera-se 5 m.
Co é o comprimento de ônibus e caminhões, na média considera-se 15 m.
Cc é o comprimento das combinações de veículos de carga, na média considera-se 20 m.
t é o tempo estimado em horas em que tráfego ficará parado.
Para a determinação da área de transição tem-se a seguinte equação:
5 3
10
V
t
V
S S
= × ×
Onde:
VV
continua sendo a velocidade da via.
St
é a largura da seção transversal que se deseja interditar.
A figura a seguir apresenta as áreas para a sinalização de emergência conforme
os setores:
16.
16
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Figura 3.
Fonte: Autor, 2018.
O manual ABIQUIM de produtos perigosos para o transporte segue a seguinte
classificação da Tabela abaixo. Essa classificação segue as informações recomendadas
pela ONU (Organização das Nações Unidas). A classificação de uma substância numa
das classes de risco, abaixo apresentadas, é realizada por meio de critérios técnicos, os
quais estão definidos na legislação do transporte rodoviário de produtos perigosos.
Tabela 3.
Classificação Subclasse Definições
Classe 1
Explosivos
1.1 Substância e artigos com risco de explosão em massa.
1.2 Substância e artigos com risco de projeção, mas sem risco de explosão em massa.
1.3
Substâncias e artigos com risco de fogo e com pequeno risco de explosão ou de projeção, ou
ambos, mas sem risco de explosão em massa.
1.4 Substância e artigos que não apresentam risco significativo.
1.5 Substâncias muito insensíveis, com risco de explosão em massa.
1.6 Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa.
Classe 2
Gases
2.1 Gases inflamáveis: são gases que a 20°C e à pressão normal são inflamáveis.
2.2
Gases não-inflamáveis, não tóxicos: são gases asfixiantes e oxidantes, que não se enquadrem
em outra subclasse.
2.3 Gases tóxicos: são gases tóxicos e corrosivos que constituam risco à saúde das pessoas.
Classe 3
Líquidos Inflamáveis
--
Líquidos inflamáveis: são líquidos, misturas de líquidos ou líquidos que contenham sólidos em
solução ou suspensão, que produzam vapor inflamável a temperaturas de até 60,5 °C.
Classe 4
Sólidos Inflamáveis
4.1
Sólidos inflamáveis, substâncias autorreagentes e explosivos sólidos insensibilizados: sólidos
que, em condições de transporte, sejam facilmente combustíveis, ou que, por atrito, possam
causar fogo ou contribuir para tal.
4.2
Substâncias sujeitas à combustão espontânea: substâncias sujeitas a aquecimento espontâneo
em condições normais de transporte, ou a aquecimento em contato com o ar, podendo
inflamar-se.
4.3
Substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis: substâncias que, por
interação com a água, podem tornar-se espontaneamente inflamáveis, ou liberar gases
inflamáveis em quantidades perigosas.
Classe 5
Substâncias
oxidantes e
Peróxidos orgânicos
5.1
Substâncias oxidantes: são substâncias que podem causar a combustão de outros materiais ou
contribuir para isso.
5.2
Peróxidos orgânicos: são poderosos agentes oxidantes, periodicamente instáveis, podendo
sofrer decomposição.
17.
17
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Classificação Subclasse Definições
Classe 6
Substâncias tóxicas
e Substâncias
infectantes
6.1
Substâncias tóxicas: são substâncias capazes de provocar morte, lesões graves ou danos à
saúde humana, se ingeridas ou inaladas, ou se entrarem em contato com a pele.
6.2
Substâncias infectantes: são substâncias que podem provocar doenças infecciosas em seres
humanos ou em animais.
Classe 7 Material
radioativo
-- Qualquer material ou substância que emite radiação.
Classe 8 Substâncias
Corrosivas
--
São substâncias que, por ação química, causam severos danos quando em contato com
tecidos vivos.
Classe 9 Substâncias
e Artigos Perigosos
Diversos
--
São aqueles que apresentam, durante o transporte, um risco abrangido por nenhuma das
outras classes.
Fonte: Autor, 2018.
A informação de transporte de produtos perigosos deve estar informada no veículo de
transporte de forma padronizada. A figura abaixo ilustra onde devem ser instaladas as
placas de informações nos veículos de transporte.
Figura 4.
Fonte: <http://www.randonimplementos.com.br/pt/products/v/implementos-rodoviarios/tanque>. 2018.
A tabela abaixo apresenta a padronização das placas de sinalização para cargas
explosivas, das subclasses 1.1 a 1.6. E os respectivos exemplos das placas na figura
abaixo. Os números devem medir 30 mm e 5 mm de espessura para um rótulo medindo
100x100mm.
18.
18
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Tabela 4.
Elementos da sinalização de emergência para cargas explosivas Cor
Fundo Laranja
Símbolo Preta
Orla interna Preta
Orla externa Laranja
Legenda Preta
Fonte: Autor, 2018.
Figura 5.
Fonte: Autor, 2018.
Para classe 2 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 5.
Subclasse
Elementos da
sinalização de
emergência para cargas
explosivas
Cor
2.1
(Gases inflamáveis)
Fundo Vermelho
Símbolo Preto ou branco
Orla interna Preto ou branco
Orla externa Vermelho
Legenda Preto ou branco
19.
19
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Subclasse
Elementos da
sinalização de
emergência para cargas
explosivas
Cor
2.2
(Gases não-inflamáveis)
Fundo Verde
Símbolo Preto ou branco
Orla interna Preto ou branco
Orla externa Verde
Legenda Preto ou branco
2.3
(Gases Tóxicos)
Fundo Branco
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa Branco
Legenda Preto
Fonte: Autor, 2018.
Figura 6.
Fonte: Autor, 2018.
20.
20
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Para classe 3 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 6.
Elementos da sinalização de emergência para cargas explosivas Cor
Fundo Vermelho
Símbolo Preto ou branco
Orla interna Preto ou branco
Orla externa Vermelho
Legenda Preto ou branco
Fonte: Autor, 2018.
Figura 7.
Fonte: Autor, 2018.
Para classe 4 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 7.
Subclasse
Elementos da sinalização
de emergência para cargas
explosivas
Cor
4.1
(Sólidos inflamáveis)
Fundo Branco com sete listras verticais vermelhas
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa Branco com sete listras verticais vermelhas
Legenda Preto
4.2
(Substâncias sujeitas a combustão
espontânea)
Fundo
Metade superior branco e na metade inferior
vermelha
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa
Metade superior branco e na metade inferior
vermelha
Legenda Preto
21.
21
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Subclasse
Elementos da sinalização
de emergência para cargas
explosivas
Cor
4.3
(Substâncias que em contato com a
água emitem gases inflamáveis)
Fundo Azul
Símbolo Preto ou Branco
Orla interna Preto ou Branco
Orla externa Azul
Legenda Preto
Fonte: Autor, 2018.
Figura 8.
Fonte: Autor, 2018.
Para classe 5 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 8.
Subclasse
Elementos da sinalização
de emergência para cargas
explosivas
Cor
5.1
(Substâncias oxidantes)
Fundo Amarelo
Símbolo (chama sobre o círculo) Preto
Orla interna Preto
Orla externa Amarelo
Legenda Preto
22.
22
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Subclasse
Elementos da sinalização
de emergência para cargas
explosivas
Cor
5.2
(Substâncias sujeitas a
combustão espontânea)
Fundo
Metade superior
vermelho e na
metade inferior
amarelo
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa
Metade superior
vermelho e na
metade inferior
amarelo
Legenda Preto
Fonte: Autor, 2018.
Figura 9.
Fonte: Autor, 2018.
Para classe 6 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 9.
Subclasse
Elementos da sinalização de
emergência para cargas explosivas
Cor
6.1
(Substâncias tóxicas)
Fundo Branco
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa Branco
Legenda Preto
23.
23
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Subclasse
Elementos da sinalização de
emergência para cargas explosivas
Cor
6.2
(Substâncias infectantes)
Fundo Branco
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa Branco
Legenda Preto
Fonte: Autor, 2018.
Na placa da subclasse 6.2 deve conter na metade inferior do rótulo as seguintes
inscrições: “SUBSTÂNCIA INFECTANTE” e “Em caso de dano ou vazamento, notificar
imediatamente as autoridades de Saúde Pública”.
Figura 10.
Fonte: Autor, 2018.
Para classe 7 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 10.
Subclasse
Elementos da sinalização de
emergência para cargas explosivas
Cor
7A
(Substâncias tóxicas)
Fundo Branco
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa Branco
Legenda Preto
7B e 7C
(Substâncias infectantes)
Fundo
Metade superior amarelo e na
metade inferior branco
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa
Metade superior amarelo e na
metade inferior branco
Legenda Preto
Fonte: Autor, 2018.
24.
24
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Figura 11.
Fonte: Autor, 2018.
Para classe 8 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 11.
Subclasse
Elementos da sinalização de emergência
para cargas explosivas
Cor
8
(Substâncias tóxicas)
Fundo
Metade superior branco e na metade
inferior preto
Símbolo Preto
Orla interna Preto
Orla externa
Metade superior branco e na metade
inferior preto
Legenda Branco
Fonte: Autor, 2018.
Figura 12.
Fonte: Autor, 2018.
25.
25
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Para classe 9 tem-se as seguintes características apresentadas na tabela abaixo. E a
figura, logo a seguir, ilustra estas placas indicativas.
Tabela 12.
Subclasse
Elementos da sinalização de
emergência para cargas explosivas
Cor
9
(Substâncias e artigos
perigosos diversos)
Fundo
Metade superior branco com sete listras verticais
pretas e na metade inferior branco
Símbolo Branco
Orla interna Preto
Orla externa
Metade superior branco com sete listras verticais
pretas e na metade inferior branco
Legenda Preto
Fonte: Autor, 2018.
Figura 13.
Fonte: Autor, 2018.
Para saber mais especificamente das sinalizações de emergência e as condições
para seu transporte acesse: <http://portal.antt.gov.br/index.php/content/
view/1420/Resolucao_n__420.html>. (Faça o download do arquivo em PDF para
obter melhores detalhes; está na mesma página deste link), 2018.
26.
26
CAPÍTULO 2
Sinalizações específicas
Nasinalização específica podem ser atribuídas de diferentes formas, a primeira são as
marcas longitudinais específicas que visam a segregação do tráfego e o reconhecimento
imediato do usuário. Donde apresentam os seguintes tipos:
»
» Marcação de faixa exclusiva (MFE).
›
› É a marcação que delimita a faixa de uso exclusivo para determinada
espécie e/ou categoria de veículo:
·
· Faixa exclusiva no fluxo: faixa destinada à circulação de determinada
espécie e/ou categoria de veículo no mesmo sentido do fluxo dos
demais veículos.
Figura 14.
Fonte: Autor, 2018.
·
· Faixa exclusiva no contra-fluxo: faixa destinada à circulação de
determinado tipo de veículo em sentido oposto ao dos demais
veículos.
27.
27
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Figura 15.
Fonte: Autor, 2018.
›
› A cor deve ser amarela para faixas exclusivas no contra-fluxo e branca
para as faixas exclusivas no fluxo.
›
› A marcação de faixa exclusiva no fluxo deve ser de linha contínua com
largura de (l) entre 20 a 30 cm.
›
› A marcação de Faixa exclusiva no contra-fluxo é constituída por duas
linhas paralelas contínuas com largura (l) e espaçamento (d) entre 10
cm e 15 cm.
A MFE deve ser utilizada quando se pretende dar exclusividade à circulação de
determinada espécie e/ou categoria de veículo, com o objetivo de garantir seu melhor
desempenho. A sua colocação deve ser contínua em toda a extensão, exceto nos trechos
onde for permitida a entrada ou saída da faixa exclusiva, ou onde houver interseção
ou movimento de conversão, onde deve ser utilizada linha de continuidade. Abaixo,
seguem três exemplos:
Figura 16.
Fonte: Autor, 2018.
28.
28
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Figura 17.
Fonte: Autor, 2018.
Figura 18.
Fonte: Autor, 2018.
» Marcação de faixa preferencial (MFP):
›
› A MFP delimita na pista a faixa de mesmo sentido, de uso preferencial
para determinada espécie e/ou categoria de veículo.
›
› A sua cor deve ser branca.
›
› A marcação de faixa preferencial é constituída por uma linha contínua,
com largura (l) de, no mínimo, 20 cm e, no máximo 30 cm.
A MFP deve ser utilizada quando se pretende a circulação preferencial de determinada
espécie e/ou categoria de veículo, com o objetivo de garantir seu melhor desempenho.
Deve ser contínua em toda a extensão, exceto nos trechos onde for permitida a
entrada ou saída da Faixa preferencial, ou onde houver interseção ou movimento
de conversão, onde deve ser utilizada linha de continuidade. Abaixo, seguem dois
exemplos de MFP.
29.
29
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Figura 19.
Fonte: Autor, 2018.
»
» Marcação de faixa reversível no contra-fluxo (MFR):
›
› A MFR delimita a faixa que pode ter seu sentido de circulação invertido
temporariamente, em função da demanda do fluxo de veículos.
›
› A sua cor deve ser amarela.
›
› A MFR é demarcada por duas linhas seccionadas paralelas. A largura
deve ser de 0,10 m ou 0,15 m, com igual espaçamento entre elas,
conforme a tabela a seguir:
Tabela 13.
Velocidade da via
(km/h)
Largura l (m) Cadência t:e Traço – t (m) Espaçamento – e (m)
Vias urbanas 0,10 1:2 2,00 4,00
Vias trânsito rápido 0,15 1:2 4,00 8,00
Rodovias 0,15 1:2 4,00 8,00
Fonte: Autor, 2018.
A MFR pode ser utilizada onde há predominância do volume de tráfego de um sentido
em relação ao outro, em determinados períodos. As linhas devem ser colocadas somente
nos limites externos da(s) faixa(s) sujeita(s) à reversão de sentido, sendo as linhas
internas remanescentes marcadas de modo usual.
A MFR deve estar sempre acompanhada de sinalização indicativa de sua existência
e dos horários de uso em cada sentido. A colocação de cones de borracha, ou outros
30.
30
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
dispositivos similares para separação dos fluxos, deve ser utilizada em pontos
específicos, para garantir segurança à operação. Pode também ser utilizada sinalização
semafórica específica.
Figura 20.
Fonte: Autor, 2018.
Figura 21.
Fonte: Autor, 2018.
31.
31
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
» Marcação de ciclofaixa ao longo da via (MCI):
›
› A MCI delimita a parte da pista de rolamento destinada à circulação
exclusiva de bicicletas, denominada ciclofaixa.
›
› A sua cor deve ser branca nos bordos da ciclofaixa e vermelha para
contraste.
›
› A marcação da ciclofaixa é constituída por uma linha contínua com
largura (l1) de 20 a 30 cm o máximo (cor branca). E (l2) de 10 cm para
proporcionar o contraste (cor vermelha).
A MCI deve ser complementada com sinalização vertical de regulamentação R-34 –
“Circulação exclusiva de bicicletas”, associada ao símbolo “Bicicleta” aplicado no piso
da ciclofaixa. Podem ser aplicados tachões contendo elementos retrorrefletivos para
separar a ciclofaixa do restante da pista de rolamento, visando aumentar a segurança.
Podem ser aplicadas tachas contendo elementos retrorrefletivos para garantir maior
visibilidade tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos à neblina. Também pode
ser antecedida por sinalização vertical de advertência, indicando o início da ciclofaixa.
As vias transversais devem ser sinalizadas, na aproximação da ciclofaixa, com o sinal
de advertência A-30b – “Passagem sinalizada de ciclistas”. Nas interseções ao longo
da Ciclofaixa, deve ser utilizada “Marcação de cruzamento rodocicloviário”. As duas
figuras, a seguir, ilustram o MCI.
Figura 22.
Autor, 2018.
32.
32
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Figura 23.
Autor, 2018.
Para saber mais das sinalizações específicas acesse: <https://www.youtube.com/
watch?v=E5eP1tUs5aU>. 2018.
33.
33
CAPÍTULO 3
Sinalizações deportadores
de deficiência e idosos
A competência para a sinalização de portadores de algum tipo de deficiência física e
idosos está nos órgãos executivos de trânsito dos municípios, previstas no artigo 24 do
CTB, encontram-se as atribuições, nas vias urbanas, de planejar, projetar, regulamentar e
operar o trânsito (inciso II), e de implantar, manter e operar o sistema de sinalização
(inciso III), o que somente pode ser exercido pelos entes municipais, quando houver a
devida integração ao Sistema Nacional de Trânsito, com a criação de estrutura própria
para estas atividades, na conformidade do § 2o
do artigo 24 do CTB e Resolução do
Conselho Nacional de Trânsito no
296/2008 (nas vias rurais - estradas e rodovias,
tais atribuições são exercidas pelos órgãos executivos rodoviários da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, no âmbito de sua circunscrição, nos termos dos incisos
II e III do artigo 21).
Na regulamentação do trânsito viário é que encontramos a possibilidade, por meio das
ações desses órgãos, de se estabelecer vagas especiais de estacionamento, mediante
a implantação de sinal vertical de regulamentação, placa R-6b (estacionamento
regulamentado), com informação complementar e de acordo com os critérios fixados
pela Resolução do Contran no
180/2005.
Segundo o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito (especificamente, o seu Volume
I, que trata da sinalização de regulamentação – Resolução no
180/2005), o sinal R-6b
deve ser utilizado para:
» Regulamentar as condições específicas de estacionamento de veículos, através
de informação complementar, tal como, categoria e espécie de veículo, carga
e descarga, ponto de ônibus, tempo de permanência, posicionamento da via,
forma de cobrança, delimitação de trecho, motos, bicicletas, deficiente físico.
» Permitir o estacionamento em locais que têm, como regra geral, a proibição de
estacionamento e/ou parada, nos seguintes casos:
›
› viadutos e pontes;
›
› ao lado de canteiros centrais, gramados ou jardins públicos;
›
› acostamentos;
›
› área de cruzamento: interseção em T, entroncamento e confluências.
34.
34
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Sua validade, quando não acompanhada de informação complementar (tal como
“início”, “término” e “na linha branca”), abrange toda a face de quadra ou do trecho de
via sinalizado, antes e após a placa que contém o sinal. Se a quadra tiver até 60 (sessenta)
metros, uma única placa, no meio do quarteirão, vale para todo o perímetro; se tiver
mais de 60 metros, devem ser colocadas duas ou mais placas, de modo a permitir ampla
visibilidade e guardando uma distância recomendada, entre elas, de até 60 metros (mas
admitindo-se o máximo de 80 m).
Além da possibilidade de regulamentação do estacionamento conforme o tipo de
veículo (por exemplo, “bolsão” próprio para estacionamento de motocicletas), ou
determinando o posicionamento na via, diferente do padrão paralelo junto à guia
da calçada (como a 45o
), verifica-se, pelos princípios de utilização apresentados, a
possibilidade de que o órgão de trânsito com circunscrição sobre a via estabeleça vagas
especiais de estacionamento, condição que merece especial cuidado, sob pena de se
deturpar o preceito legal, já que devem ser atendidos os princípios da Administração
pública (mormente, o da impessoalidade e o da finalidade – interesse público).
Assim, é de se verificar em quais situações podem ser criadas vagas especiais de
estacionamento, o que se encontra regulamentado pela Resolução do Contran no
302/08, a qual admite as seguintes áreas de estacionamento específicos:
I. Área de estacionamento para veículo de aluguel (para veículos de
categoria de aluguel que prestam serviços públicos mediante concessão,
permissão ou autorização do poder concedente), como, por exemplo, táxi
ou veículo de transporte escolar.
II. Área de estacionamento para veículo de portador de deficiência física
(para veículos conduzidos ou que transportem portador de deficiência
física, devidamente identificado e com autorização conforme legislação
específica) – as regras para este tipo de estacionamento estão previstas
na Resolução no
304/2008.
III. Área de estacionamento para veículo de idoso (para veículos
conduzidos ou que transportem idoso, devidamente identificado e
com autorização conforme legislação específica) – as regras para este
tipo de estacionamento estão previstas na Resolução no
303/2008.
IV. Área de estacionamento para a operação de carga e descarga
(para veículos imobilizados, pelo tempo estritamente necessário ao
carregamento ou descarregamento de animais ou carga, na forma
disciplinada pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente
com circunscrição sobre a via) – nota-se, neste caso, que a vaga não é
35.
35
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
destinada apenas a veículo da espécie carga, mas a qualquer veículo que
esteja efetuando tal manobra.
V. Área de estacionamento de ambulância (parte da via sinalizada,
próximo a hospitais, centros de atendimentos de emergência e locais
estratégicos para o estacionamento exclusivo de ambulâncias devidamente
identificadas) – no caso das ambulâncias, desde que registradas como
tal, pouco importa se pertencentes a órgão público ou privado, posto não
haver esta diferenciação na legislação de trânsito.
VI. Área de estacionamento rotativo (parte da via sinalizada para o
estacionamento de veículos, gratuito ou pago, regulamentado para um
período determinado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre
a via) – trata-se da chamada “zona azul” ou “área azul”, embora estes
termos, amplamente difundidos, não sejam contemplados legalmente.
VII. Área de estacionamento de curta duração (parte da via sinalizada para
estacionamento não pago, com uso obrigatório do pisca-alerta ativado,
em período de tempo determinado e regulamentado de até 30 minutos)
– importante destacar que este tipo de estacionamento se caracteriza
pela curta duração, não importando qual é o destino do condutor ou
passageiro; infelizmente, é muito comum, em qualquer cidade brasileira,
encontrarmos vagas de estacionamento para farmácias, quando, na
verdade, nenhum estabelecimento pode ter primazia de utilização das
vagas de estacionamento nas vias públicas; se, por acaso, a vaga de
estacionamento de curta duração estiver localizada defronte à farmácia,
mas o condutor deixar ali seu veículo para se dirigir a outro local, não
haverá o cometimento da infração de trânsito.
VIII. Área de estacionamento de viaturas policiais (parte da via
sinalizada, limitada à testada das instituições de segurança pública,
para o estacionamento exclusivo de viaturas policiais devidamente
caracterizadas) – o artigo 5o
desta Resolução ainda prevê que a área de
segurança, na frente de edificações públicas ou consideradas especiais,
classificadas desta forma pelas autoridades máximas locais representativas
da União, dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios, vinculados à
Segurança Pública, devem ter proibição total de parada e estacionamento
(com implantação da placa R-6c, proibido parar e estacionar).
O artigo 4o
da Resolução mencionada estabelece que, para as vagas de estacionamento
de veículos de pessoa com deficiência, operação de carga e descarga, ambulância
e viaturas policiais, não devem ser regulamentadas áreas de estacionamento
36.
36
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
específico na via pública, quando a edificação dispuser de área de estacionamento
interna e/ou não atender ao disposto no artigo 93 do CTB (“Nenhum projeto de
edificação que possa transformar-se em polo atrativo de trânsito poderá ser
aprovado sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a
via sem que do projeto conste área para estacionamento e indicação das vias de
acesso adequadas”).
Estas 8 (oito) situações são as únicas para as quais a legislação de trânsito em vigor
permite a criação de vagas especiais de estacionamento, sendo irregular qualquer
outra diferenciação para um tipo de veículo, autoridade ou estabelecimento, o que se
constitui verdadeira “privatização da via pública”. Tal conclusão consta, taxativamente,
do artigo 6o
da Resolução no
302/2008, segundo o qual “Fica vedado destinar parte
da via para estacionamento privativo de qualquer veículo em situações de uso não
previstas nesta Resolução”.
Exemplos muito comuns, que podemos citar, de vagas privativas irregulares de
estacionamento: veículos oficiais; uso privativo dos Correios; hóspedes de Hotel;
pacientes de clínica médica; prefeitos; vereadores; juízes; promotores; padres, entre
tantos outros.
Quando implantadas vagas privativas de estacionamento, que não se enquadrem nas
possibilidades legais explanadas (como os exemplos acima), há que se considerar
a irregularidade também de eventual aplicação de multas de trânsito pelo seu
descumprimento, tendo em vista que, segundo o artigo 90 do CTB, “Não serão aplicadas
as sanções previstas neste Código por inobservância à sinalização quando esta for
insuficiente ou incorreta”.
No caso das vagas de estacionamento autorizadas, a sua utilização por veículo não
abrangido por elas (ou em situação incorreta) caracterizará infração de trânsito
genérica do artigo 181, inciso XVII, do CTB [Estacionar o veículo em desacordo com as
condições regulamentadas especificamente pela sinalização (placa - Estacionamento
Regulamentado)], sendo necessário que o agente de trânsito anote, no campo de
observações do auto de infração, qual foi a conduta efetivamente constatada: por
exemplo, “não efetuou pagamento da tarifa de estacionamento rotativo”, “vaga de idoso,
veículo sem credencial”, “veículo não acionou pisca-alerta, em vaga de curta duração”,
“não efetuava carga e descarga” etc.
Além da multa, o Código de Trânsito prevê também a remoção do veículo, como
medida administrativa complementar, necessária à desobstrução da via (por
37.
37
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
não se constituir uma penalidade, esta medida não deve ser aplicada quando o
condutor/proprietário comparecer ao local de estacionamento e se dispuser a retirar
o veículo de onde se encontra).
Obviamente que todas as considerações aqui expostas são válidas tão somente
para a regulamentação de estacionamento nas vias públicas, posto a aplicabilidade
do Código de Trânsito Brasileiro (constante de seu artigo 1o
). Quando existentes
vagas de estacionamento em áreas privadas/estacionamentos particulares, a
responsabilidade por sua instituição, demarcação e sinalização é diretamente do
proprietário/responsável daquele espaço; nestes locais, não são aplicáveis as regras sob
comento, podendo ser criadas vagas particulares de estacionamento, segundo critério
e interesse próprios (ressalvada apenas a obrigatoriedade de reserva de vagas
para pessoas com deficiência: 2% e para idosos: 5%, conforme Leis no
10.098/2000 e
10.741/2003, respectivamente); em contrapartida, também não é possível a imposição
de multas de trânsito pelo seu descumprimento. As sinalizações devem obedecer às
Resoluções 160, 180, 302, 303 3 304 do CONTRAN.
O veículo estacionado na vaga regulamentada e identificada com o Símbolo
Internacional de Acesso para portador de deficiência física deve estar com o cartão da
pessoa com deficiência física, conforme mostrado na figura a seguir colocado sobre o
painel do veículo, com a frente voltada para cima, bem como atender às exigências de
uso nele estabelecidas.
O Departamento de Operação do Sistema Viário por meio da Portaria DSV G no
14/2002
publicada no DOM em 14/4/2002, Anexo II, concede autorização especial, por meio da
emissão do Cartão Deficiente Físico, para estacionamento nestas vagas, estabelecendo
os procedimentos e critérios de obtenção e uso do cartão.
Nas vagas especiais localizadas em áreas de estacionamento rotativo pago (zona
azul), além do uso do cartão Deficiente Físico é obrigatória a colocação do cartão de
estacionamento da zona azul, §5o
, art. 1o
, da Portaria DSV G no
14/2002 e art. 3o
da
Portaria no
032/2009 – SMT-GAB.
O condutor ou passageiro deve avaliar as condições de segurança para seu embarque
e desembarque no local sinalizado, conforme disposições contidas no art. 49 do C.T.B.
O Símbolo Internacional de Acesso utilizado nesta norma está de acordo com o
estabelecido na Lei Federal no
7.405 de 12-11-1985. A Portaria do DSV prevê o
recolhimento do cartão Deficiente Físico pelo agente de trânsito e a suspensão da
presente autorização pelo uso indevido.
38.
38
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Figura 24.
Fonte: <http://www.cetsp.com.br/media/392055/msu-vol-10-parte-5-deficiente-fisico-rev-05.pdf>. 2018.
Figura 25.
Fonte: <http://movimentoconviva.com.br/direito-garantido-e-dever-cumprido/>. 2018.
A infração prevista na Lei no
13.281/2016 que alterou o CTB, criou o art. 181, inciso XX,
prevendo infração específica para o estacionamento em vagas destinadas a deficientes
físicos e idosos, ou seja, “Estacionar o veículo: XX - nas vagas reservadas às pessoas
com deficiência ou idosos, sem credencial que comprove tal condição:
»
» Infração – gravíssima.
»
» Penalidade – multa.
»
» Medida administrativa - remoção do veículo”.
O desrespeito à marca de canalização também constitui infração de natureza gravíssima,
com penalidade de multa e medida administrativa “remoção do veículo”, prevista no
artigo 181, inciso XX, do CTB.
39.
39
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
A sinalização é composta pelas figuras abaixo.
Figura 26.
Identificação da placa R-6b DF-1
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras de
deficiência física.
Identificação da placa R-6b DF-3
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras de
deficiência física.
Identificação da placa R-6b DF-2
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras de
deficiência física.
Identificação da placa R-6b DF-2a
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras de
deficiência física.
40.
40
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Identificação da placa R-6b DF-2b
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras de
deficiência física.
Identificação da placa R-6bZADF1
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento rotativo pago.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras de
deficiência física.
Identificação da placa R-6bZADF2
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento rotativo pago.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras de
deficiência física.
Fonte: Autor, 2018.
41.
41
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
O Rebaixamento da calçada e marca de canalização da vaga destinada ao estacionamento
deve possuir rebaixamento de calçada, conforme norma vigente, para facilitar o acesso
à pessoa com deficiência. A vaga deve:
»
» Sempre que possível ser demarcada junto à faixa de travessia de pedestres
acompanhada do respectivo rebaixamento de calçada.
»
» Nos demais casos, ser acompanhada de rebaixamento de calçada e de
marca de canalização descrita na figura abaixo, na cor branca. Neste caso,
não deve ser utilizado piso tátil de alerta.
A marca de canalização denominada área de proteção de estacionamento, necessária
para ajuste geométrico de vaga posicionada em ângulo, deve ser na cor branca, conforme
desenho da figura, escala em metros.
Figura 27.
Autor, 2018.
Figura 28.
Autor, 2018.
42.
42
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
O Estatuto do Idoso instituído pela Lei 10.741/2003 que regula o direito assegurado
às pessoas idosas determinou em seu art. 41 a obrigatoriedade de reserva de 5% (cinco
por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados visando garantir melhor
comodidade e facilidades de acesso.
O CONTRAN, em atendimento ao disposto na lei supracitada, definiu e regulamentou,
através das Resoluções 302 e 303, o estacionamento destinado a idosos na via
pública. Regulamentou ainda que para o uso das vagas sinalizadas, destinadas ao
estacionamento, as pessoas idosas devem portar no veículo o Cartão Idoso, bem como
atender às exigências de uso nele estabelecidas, definindo o modelo de cartão, com
validade em todo território nacional, a ser emitido pelo órgão ou entidade executiva de
trânsito municipal do domicílio da pessoa a ser credenciada, e na inexistência destes,
pelo órgão ou entidade executiva de trânsito do Estado.
Figura 29.
Fonte: <http://www.cetsp.com.br/media/392055/msu-vol-10-parte-5-deficiente-fisico-rev-05.pdf>. 2018.
Em cumprimento a esta determinação, o Departamento de Operação do Sistema Viário
através de Portaria concede autorização especial, por meio da emissão do Cartão Idoso,
figura abaixo, para estacionamento de veículo utilizado por pessoas idosas, nas vias e
logradouros públicos, em vagas especiais devidamente sinalizadas para esse fim.
Nas vagas especiais localizadas em áreas de estacionamento rotativo pago (Zona Azul),
além do uso do Cartão Idoso, é obrigatória a colocação do cartão de estacionamento da
Zona Azul.
Figura 30.
Fonte: <http://www.agenciasaoluis.com.br/noticia/18846/>. 2018.
43.
43
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
A sinalização é composta pelas figuras abaixo.
Figura 31.
Identificação da placa R-6b DF-1
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Identificação da placa R-6b DF-3
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Identificação da placa R-6b DF-2a
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Identificação da placa R-6b DF-2
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
44.
44
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Identificação da placa R-6b DF-2b
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento prolongado.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Identificação da placa R-6bZADF1
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento rotativo pago.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Identificação da placa R-6bZADF2
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento rotativo pago.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
45.
45
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Identificação da placa R-6bZADF2
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento rotativo pago.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Identificação da placa R-6bZADF2
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento rotativo pago.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Identificação da placa R-6bZADF2
Informação Estacionamento para deficientes físicos
Significado Placa de utilização de estacionamento rotativo pago.
Utilização
É utilizada em locais com vagas para estacionamento para pessoas portadoras
de deficiência física.
Fonte: Autor, 2018.
46.
46
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Marcação de área de estacionamento regulamentado paralelo ao meio fio composta
por 01 linha contínua branca de 0,20m de largura, com comprimento (dLBr), paralela
ao meio fio, delimitada por 2 linhas contínuas brancas de 0,20m interrompida pela
legenda “IDOSO”, conforme figura abaixo. O comprimento a ser considerado para cada
vaga é de 5,0m.
O número de vagas destinadas ao uso exclusivo de idoso deve corresponder a 5% (cinco
por cento) das vagas oferecidas, sendo o valor numérico obtido, aproximado para um
número inteiro maior. O número de vagas oferecidas deve ser determinado por setor,
considerando 5% do número de vagas rotativas pagas destinadas a qualquer veículo,
sendo preferencialmente 2 vagas juntas, num raio em torno de 200m, e posicionadas
próximas às vagas destinadas a deficiente físico.
As vagas destinadas a estacionamento específico tais como deficiente físico, caminhão,
carga e descarga, motocicleta, táxi, ambulância não compõem o número total de vagas.
Considera-se setor a área compreendida por 120 vagas de estacionamento rotativo
pago, fiscalizado por um agente de trânsito.
Para efeitos de estacionamento regulamentado rotativo pago, a área pode abranger 1
ou mais setores.
Figura 32.
Fonte: Autor, 2018.
47.
47
CAPÍTULO 4
Sinalizações turísticas
Comoé observado no senso comum, o turismo é uma atividade que favorece a geração de
emprego e renda, multiplicando normalmente a economia da localidade. Pode-se dizer
também, que o turismo é constituído por várias interfaces com intuito de desenvolver-
se de modo que sua oferta seja além de diferenciada, sustentável – preocupada com a
comunidade local, mas também com a relação entre visitantes e destino visitado, de
maneira motivadora e organizada.
Uma coisa é certa, os deslocamentos dos indivíduos estão cada vez mais facilitados,
devido às melhorias das condições de transporte e da mobilidade e pelas novas
tecnologias de comunicação. Os usuários estão cada vez mais informados, há a
obtenção de dados precisos, facilitados pelas práticas turísticas sugeridas, inclusive,
através da Internet. Tal contexto concede ao visitante um leque de escolhas possíveis,
com ofertas diversas que deverão ser estabelecidas em função do desejo do turista
mediante a atratibilidade do equipamento turístico, a infraestrutura e os serviços
básicos (comunicação, transporte, abastecimento de água, planejamento do uso do solo,
proteção da área ambiental) e os sistemas e os instrumentos turísticos (alojamentos,
informações, guias, atendimentos, acessibilidade do atrativo).
Os objetivos e princípios básicos da sinalização turística:
» Legalidade:
›
› Cumprir o estabelecido no Código de Trânsito Brasileiro – CTB e nas
resoluções do Conselho Nacional de Trânsito – Contran.
›
› Cumprir a legislação de preservação de sítios tombados pelo Instituto
de Patrimônio Histórico e Artístico Cultural – Iphan e protegido pela
lei de Arqueologia.
» Padronização:
›
› Seguir um padrão preestabelecido quanto: formas e cores dos sinais;
letras, tarjas, setas e pictogramas; aplicação – situações idênticas
sinalizadas da mesma forma; colocação na via ou nas localidades.
» Visibilidade, legibilidade e segurança:
›
› Ser visualizada e lida a uma distância que permita segurança e tempo
hábil para a tomada de decisão, de forma a evitar hesitação e manobras
bruscas.
48.
48
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
›
› Selecionar trajetos de fácil compreensão para os usuários, com o
objetivo de valorizar os aspectos de interesse cultural e turístico,
levando em conta a segurança do trânsito.
›
› Garantir a integridade dos monumentos destacados e impedir que a
sinalização interfira em sua visualização.
›
› Resguardar as peculiaridades dos sítios.
» Suficiência:
›
› Oferecer as mensagens necessárias a fim de atender os deslocamentos
dos usuários.
›
› Auxiliar a adaptação dos usuários às diversas situações viárias.
» Continuidade e coerência:
›
› Assegurar a continuidade das mensagens até atingir o destino
pretendido, mantendo coerência nas informações.
›
› Ordenaracadênciadasmensagens,paragarantirprecisãoeconfiabilidade.
» Atualidade e valorização:
›
› Acompanhar a dinâmica dos meios urbano e rural, adequando a
sinalização a cada nova realidade.
›
› Assegurar valorização da sinalização, mantendo-a atualizada e
evitando gerar desinformações.
» Manutenção e conservação:
›
› Estar sempre conservada, limpa, bem fixada e, quando for o caso,
corretamente iluminada.
Figura 33.
Placas de serviços auxiliares
Serviço Mecânico Abastecimento
49.
49
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Serviço Sanitário Restaurante
Área de Campismo Aeroporto
Estacionamento de
Trailer
Área de
Estacionamento
Hotel Serviço Telefônico
Transporte sobre água Ponto de Parada
Passagem Protegida
para Pedestre
Pronto Socorro
50.
50
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Serviço de Borracheiro Terminal ferroviário
Pedágio
Serviço de
Informações
Turística
Serviços auxiliares
para condutores
Placa educativa
Placa educativa Placa educativa
Placa educativa Placa educativa
Templo Religioso Arquitetura Militar
Arquitetura Histórica Museu
Ruínas Monumento
Mirante Zoológico
Farol Marinha
51.
51
INTRODUÇÃO │ UNIDADEI
Centro de Convenções Montanha
Cachoeira Gruta
Praia
Área Natural
Protegida
Represa
Balneário/Est.
Hidromineral
Área de Descanso
Patrimônio
Preservação
Local p/ Festas
Populares
Comércio de
Artesanato
Área de Esportes Barcos de Passeio
Área p/ Prática de Surf
Área para Esp./
Náuticos
Área para Pesca
Submarina
Área para Pesca
Esportiva
Área para Natação
Área para
Canoagem
Área para
Montanhismo
Parque Florestal
52.
52
UNIDADE I │INTRODUÇÃO
Área para Voo Livre
Fonte: Autor, 2018.
53.
53
UNIDADE II
ESTUDOS DE
SINALIZAÇÕES
COMPLEMENTARES
CAPÍTULO1
Sinalizações permanentes
A sinalização permanente é composta em especial por sinais em placas e painéis,
marcas viárias e dispositivos auxiliares, constitui-se num sistema de dispositivos fixos
de controle de tráfego que, ao serem implantados nas rodovias, ordenam, advertem e
orientam os seus usuários.
De modo geral, a sinalização deve conquistar a atenção e a confiança do usuário,
permitindo-lhe ainda um tempo de reação adequado. A conquista deste objetivo se dá
pelo uso de sinais e marcas em dimensões e locais apropriados e a escolha das dimensões
e locais adequados depende, por sua vez, de um conjunto de fatores que compõem o
ambiente rodoviário como, por exemplo:
»
» Características físicas da rodovia (pista simples, pista dupla, número de
faixas de tráfego etc.).
»
» Velocidade operacional da rodovia.
»
» Característicasdaregiãoatravessadapelarodovia(regiãoplana,ondulada
ou montanhosa).
»
» Tipo e intensidade de ocupação lateral da via (uso do solo urbano ou rural).
A sinalização viária estabelecida através de comunicação visual, por meio de placas,
painéis ou dispositivos auxiliares, situados na posição vertical, implantados à margem
da via ou suspensos sobre ela, tem como finalidade: a regulamentação do uso da via,
a advertência para situações potencialmente perigosas ou problemáticas, do ponto de
vista operacional, o fornecimento de indicações, orientações e informações aos usuários,
além do fornecimento de mensagens educativas. Para que a sinalização vertical seja
efetiva, devem ser considerados os seguintes fatores para os seus dispositivos: (para
54.
54
UNIDADE II │ESTUDOS DE SINALIZAÇÕES COMPLEMENTARES
maiores detalhes consultar o Manual de Sinalização Rodoviária – DNIT (IPR – 743) e
os manuais do CONTRAN).
»
» Posicionamento dentro do campo visual do usuário.
»
» Legibilidade das mensagens e símbolos.
»
» Mensagens simples e claras.
»
» Padronização.
No tocante a esta padronização de cores, os diferentes sinais incluídos neste Manual
são identificados de acordo com sua categoria funcional, por meio de 6 (seis) cores da
escala cromática:
»
» Sinais de regulamentação – vermelho.
»
» Sinais de advertência – amarelo.
»
» Sinais de indicação – verde.
»
» Sinais de serviços auxiliares – azul.
»
» Sinais de educação – branco.
»
» Sinais turísticos – marrom.
»
» Sinais de obras – com fundo na cor laranja.
Figura 34.
Velocidade
máxima permitida
Curva Acentuada
em “S” à Esquerda
VERIFIQUE OS FREIOS
Sinalização
educativa
Abastecimento
Sinalização de
obras
Santa Rita do Sapucaí 2
Varginha 99
Belo Horizonte 540
Sinalização de
indicação
Fonte: Autor, 2018.
55.
55
ESTUDOS DE SINALIZAÇÕESCOMPLEMENTARES │ UNIDADE II
A Sinalização Dinâmica, comumente exposta através de Painéis de Mensagem Variável
(PMV), tem como objetivo fornecer aos usuários informações em tempo real sobre
condições especiais da rodovia, do tráfego e climáticas. (para maiores detalhes consultar
o “Manual de Sinalização Rodoviária – DNIT (IPR – 743) e os manuais do CONTRAN)”.
As informações normalmente divulgadas são:
»
» Condições de tráfego.
»
» Condições da rodovia.
»
» Condições climáticas.
»
» Localização de incidentes e atrasos derivados de sua ocorrência.
»
» Rotas alternativas e confirmação de percurso.
»
» Existência e localização de serviços de atendimento ao usuário.
Os Painéis de Mensagem Variável são do tipo fixo ou móvel, dependendo da função que
desempenhem. Quando esta função é associada a eventos localizados e não recorrentes,
tais como, desvios de tráfego devido a obras de emergência ou acidentes (de tráfego ou
naturais), emprega-se o tipo móvel.
Figura 35.
Fonte: <https://central3.to.gov.br/arquivo/297189/>. 2018.
Define-se a sinalização rodoviária horizontal como o conjunto de marcas, símbolos e
legendas aplicados sobre o revestimento de uma rodovia, de acordo com um projeto
desenvolvido, para propiciar condições adequadas de segurança e conforto aos usuários.
(para maiores detalhes consultar o “Manual de Sinalização Rodoviária – DNIT (IPR
– 743) e os manuais do CONTRAN)”. Para a sinalização horizontal proporcionar
segurança e conforto aos usuários, deve-se cumprir as seguintes funções:
»
» Ordenar e canalizar o fluxo de veículos.
56.
56
UNIDADE II │ESTUDOS DE SINALIZAÇÕES COMPLEMENTARES
»
» Orientar os deslocamentos dos veículos, em função das condições de
geometria da via (traçado em planta e perfil longitudinal), dos obstáculos
e de impedâncias decorrentes de travessias urbanas e áreas ambientais.
»
» Complementar e enfatizar as mensagens transmitidas pela sinalização
vertical indicativa, de regulamentação e de advertência.
»
» Regulamentar os casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro, mesmo
na ausência de placas de sinalização vertical, em especial a proibição de
ultrapassagem (Artigo 203, inciso V).
»
» Transmitir mensagens claras e simples.
»
» Possibilitar tempo adequado para uma ação correspondente.
»
» Atender a uma real necessidade.
Apesar de sua durabilidade ser comprometida pela ação das condições climáticas e do
desgaste provocado pelo tráfego, a sinalização horizontal tem a vantagem de transmitir
informações e advertências aos motoristas, sem que estes desviem sua atenção da rodovia.
Outro aspecto de extrema importância a ser ressaltado é a função orientadora da
sinalização horizontal para o tráfego noturno, fornecendo aos usuários a delimitação das
faixas de rolamento, sem as quais se torna difícil visualizar a própria pista da rodovia,
razão pela qual segmentos novos de pista ou recapeamentos jamais devem ser liberados
ao tráfego, sem que tenha sido neles antes implementada a sinalização horizontal.
Características:
»
» Forma Contínua: linhas aplicadas sem interrupção.
»
» Tracejada: linhas descontínuas, aplicadas em cadências variadas,
conforme o caso.
»
» Setas: são aplicadas no pavimento para orientar o posicionamento e
mudanças de faixas.
»
» Símbolos: indicam situações específicas na via e regulamentam a
preferência em entroncamentos.
»
» Legendas: combinação de letras e algarismos, formando mensagens para
advertir os condutores acerca de situações particulares na via.
As cores podem ser aplicadas nas cores amarela, branca, vermelha, azul e preta. As cores
vermelha e azul são usadas em casos excepcionais, destacadas nos respectivos itens:
57.
57
ESTUDOS DE SINALIZAÇÕESCOMPLEMENTARES │ UNIDADE II
(para maiores detalhes consultar o “Manual de Sinalização Rodoviária – DNIT (IPR –
743) e os manuais do CONTRAN)”.
»
» Amarela – destinada à regulamentação de fluxos de sentidos opostos, aos
controles de estacionamentos e paradas e à demarcação de obstáculos
transversais à pista (lombadas físicas).
»
» Branca – usada para a regulamentação de fluxos de mesmo sentido, para
a delimitação das pistas destinadas à circulação de veículos, para regular
movimento de pedestres e em pinturas de setas, símbolos e legendas.
»
» Vermelha – usada para demarcar ciclovias ou ciclofaixas e para
inscrever uma cruz, como o símbolo indicativo de local reservado para
estacionamento ou parada de veículos, para embarque/desembarque de
pacientes. Exemplos de uso: em travessias urbanas, no caso das ciclovias
ou ciclofaixas, e em locais às margens das rodovias, como estacionamentos
de hospitais e clínicas, no caso da cruz vermelha.
»
» Azul – usada para inscrever símbolo indicativo de local reservado para
estacionamento ou parada de veículos para embarque/desembarque
de portadores de deficiências físicas. Aplicada em locais às margens
de rodovias, como estacionamentos de restaurantes e postos de
abastecimento.
»
» Preta – usada apenas para propiciar contraste entre o pavimento,
especialmente o de concreto e a sinalização a ser aplicada.
58.
58
CAPÍTULO 2
Sinalizações temporárias
Asinalização temporária constitui como intervenções temporárias ou fatores anormais
na rodovia, como a realização de obras, serviços de conservação e situações de
emergência, podem ocasionar problemas à segurança e fluidez do tráfego. Por isso, as
áreas afetadas exigem sinalização específica, com cuidados criteriosos de implantação
e manutenção que deve atentar para:
»
» Fornecer informações precisas, claras e padronizadas aos usuários.
»
» Advertir corretamente da existência de obras, serviços de conservação ou
situações de emergência e das novas condições de trânsito.
»
» Regulamentar a circulação, a velocidade e outras condições para a
segurança local.
»
» Posicionar e ordenar adequadamente os veículos, para reduzir os riscos
de acidentes e congestionamentos.
»
» Delinear o contorno da obra e suas interferências na rodovia.
A sinalização temporária destina-se a prevenir os usuários da existência de obras ou
obstáculos ocasionais nas vias urbanas ou rurais e a transmitir as obrigações, restrições
ou proibições especiais que temporariamente lhes são impostas. Temos como base
técnica e para elaboração de projetos de obras rodoviária o “Manual de Sinalização de
Obras e Emergências em Rodovias – DNIT 2.ed. (IPR. 738)”, desta forma, os serviços
de execução de novas rodovias e manutenção nas existentes utilizam este manual para
orientar o usuário a transitar de forma segura no local.
As funções da sinalização de obras e emergências na execução de serviços de manutenção
do pavimento e de obras em rodovias, em especial, assim como a ocorrência de situações
de emergência, são fatores que determinam o surgimento de problemas de fluidez
e segurança na circulação de veículos. Situações deste tipo constituem-se em fatos
imprevistos para quem está dirigindo ao longo da rodovia, em condições de velocidade
relativamente constantes.
Junto a trechos em obras, acidentes podem ocorrer devido à implantação de sinalização
que venha a transmitir informações confusas ou contraditórias. Essa situação pode ser
agravada pela implantação de sinais a distâncias incorretas ou pela escolha e implantação
de dispositivos de canalização e controle inadequados ou em número insuficiente.
59.
59
ESTUDOS DE SINALIZAÇÕESCOMPLEMENTARES │ UNIDADE II
Dessa forma, além de um adequado planejamento para a execução desses tipos de obras
e do desenvolvimento de projetos de desvio de trânsito, cuidado especial deve ser dado
à sinalização para que se obtenha um controle seguro do fluxo de tráfego. Seguindo esse
pressuposto, uma sinalização para as obras em rodovias deve:
»
» Advertir, com a necessária antecedência, a existência de obras ou situações
de emergência adiante e a situação que se verificará na pista de rolamento.
»
» Regulamentar a velocidade e outras condições para a circulação segura.
»
» Canalizar e ordenar o fluxo de veículos junto à obra, de modo a evitar
movimentos conflitantes, evitar acidentes e minimizar congestionamento.
»
» Fornecer informações corretas, claras e padronizadas aos usuários da via.
Sinalização de Obras em Condições Determinantes: a sinalização deve estar sempre
adaptada às características da obra e da rodovia onde será implantada. Deve apresentar
boa legibilidade, visibilidade e credibilidade. Dessa forma, as condições básicas que
determinam a escolha do tipo e quantidade de sinais e dispositivos e suas características
estão dispostas no Manual de Sinalização de Obras e Emergências em Rodovias – DNIT
2.ed. (IPR. 738).
Figura 36.
A 200 m
Desvio
À ESQUERDA
A 200 m
Fonte: Autor, 2018.
Os tipos de situações temporárias existentes para os diferentes tipos de anomalias que
podem surgir em uma via pública e que esteja de acordo com as regras de sinalização
temporária, podem ser classificadas nos seguintes grupos:
»
» perigos temporários;
»
» trabalhos fixos;
»
» trabalhos móveis.
60.
60
UNIDADE II │ESTUDOS DE SINALIZAÇÕES COMPLEMENTARES
Os perigos temporários são considerados como sendo o perigo temporário de
condicionamento do tráfego provocado por situações de acidente, anomalias ocorridas
no pavimento, objeto caído na faixa de rodagem e ou outras situações de carácter
inesperado. Como o próprio nome indica, os perigos temporários são aqueles que não
apresentam elevado tempo no que respeita à solução causadora de perigo.
Os trabalhos fixos são considerados os que levam ao condicionamento do tráfego devido
a obras de execução nas vias. Como exemplo, tem-se as obras de infraestruturas tais
como: saneamento, abastecimento de água ou gás reparação de pavimentos ou outras
intervenções de carácter previsível e pontual.
Os trabalhos móveis estão incluídas situações tais como marcação rodoviária,
observação dos pavimentos, ou outras tarefas que impliquem um avanço contínuo das
zonas de trabalho. Todos estes trabalhos, além de terem uma zona móvel, possuem uma
velocidade de progressão lenta e inferior à permitida para essa via, podendo constituir
um perigo para a transição dos veículos.
Na sinalização temporária possui as intenções de zelar pela segurança dos trabalhadores
e condutores no local da via. No entanto, outra preocupação é também manter o
fluxo de tráfego com a menor interferência possível, evitando o congestionamento,
principalmente nos horários de “pico”, onde os condutores sempre apresentam maiores
intolerâncias a possíveis atrasos ocorridos em seus trajetos.
Em todos os casos, pretende-se encontrar um equilíbrio entre as necessidades de intervenção
e as obras nas vias. É no correto cumprimento de determinados princípios citados acima
no texto o que se verifica, ou não, o sucesso da aplicação da sinalização temporária.
Para auxiliar o condutor na tarefa da condução e para que as indicações que a sinalização
transmite sejam respeitadas, deve ela mesma ser respeitável e compreensível, isto é,
adequada à situação e coerente com o ambiente integrado. Deve favorecer e fornecer ao
condutor todas as informações necessárias, no momento em que são aplicadas no seu
campo de observação.
Existem outros princípios que remetem para a aplicação da sinalização temporária.
O manual de sinalização temporária designa-os por princípio da adaptação, da coerência,
da valorização, da leitura e concentração. De um modo geral, estes analisam diversas
características relacionadas com a geometria da estrada, com o local da obra, também
com o tráfego e visibilidade. A partir dessa análise, é elaborado um estudo de aplicação
de todos os elementos que constituem a sinalização temporária que, satisfatoriamente,
respeite todos os princípios indicados para tal. Após a aplicação no terreno, é esperada
uma reação positiva quer da parte dos trabalhadores, quer dos condutores.
61.
61
ESTUDOS DE SINALIZAÇÕESCOMPLEMENTARES │ UNIDADE II
Figura 37.
Fonte: <http://www.ebanataw.com.br/trafegando/sinalizacao.htm>. 2018.
62.
62
CAPÍTULO 3
Informações complementaresnas
sinalizações complementares
As informações complementares nas sinalizações complementares são aquelas que
trazem informações de complementos às placas, tais como: período de validade,
características e uso do veículo, condições de estacionamento. As informações
complementares podem ser através de placa adicional ou incorporada à placa principal
formando um só conjunto com informações para complementar a Sinalização de
Regulamentação. Alguns exemplos de placas com informações complementares:
Figura 38.
INÍCIO
E
TAXI
E
E
2ª a 6ª □:□□h
Sábado - Domingo
e Feriado □:□□h 2ª a 6ª □:□□h
Sábado □:□□h
ESTACIONAMENTO
ROTATIVO
E
OBRIGATÓRIO
CARTÃO AZUL
CAMINHÕES
E ÔNIBUS
OBRIGATÓRIO
FAIXA DA
DIREITA
2a
a 6a
□:□□h
EXCETO ÔNIBUS
63.
63
ESTUDOS DE SINALIZAÇÕESCOMPLEMENTARES │ UNIDADE II
ÁREA DE
PEDESTRES
SÓ
ÔNIBUS
VEICULOS LEVES
110
km/h
ÔNIBUS
90
km/h
CAMINHÕES
80
km/h
VEICULOS LEVES
110
km/h
ÔNIBUS E CAMINHÕES
80
km/h
4,0 m
UTILIZE DESVIO
CAMINHÕES
PESAGEM
OBRIGATÓRIA
A 500 m
MG 459
PERMITIDO
CAMINHÕES
ATÉ 2 EIXOS
4,0 m
ÚLTIMA SAÍDA
A 100 m
INÍCIO DE
TRECHO
A 500 m
64.
64
UNIDADE II │ESTUDOS DE SINALIZAÇÕES COMPLEMENTARES
PRÓXIMA
QUADRA
ÚLTIMA
SAÍDA
A 200 m
Fonte: Autor, 2018.
Os complementos das sinalizações podem também ser realizados por gestos humanos
para impactar mais ou em casos de emergência.
Figura 39.
Fonte: <http://www.alphavillemg.com.br/feriado-7-de-setembro-operacao-especial-br-040/>. 2018.
65.
65
UNIDADE III
ESTUDOS DECASOS
CAPÍTULO 1
Abrangência e características dos
sinais complementares
As abrangências das informações complementares à sinalização de advertência são
utilizadas quando for necessário informar ao condutor ou demais usuários da via, sobre
a distância, extensão, posição, direção, alternativa existente aos locais onde há restrição
de tráfego ou de reforço dos sinais principais. São informações que complementam os
sinais de advertência.
Os princípios de utilização devem ser utilizados quando é necessário informar ao
condutor, ou demais usuários da via, as seguintes mensagens:
»
» Distância: são informações que têm seu uso recomendado quando:
›
› a situação a ser sinalizada é de difícil visualização a uma distância
suficiente para adoção de comportamento seguro, se for difícil para o
condutor avaliar a localização ou ela for diferente do esperado;
›
› um novo elemento for implantado na via, como semáforo, ondulação
transversal etc.;
›
› há necessidade de redução significativa de velocidade;
›
› há mudança das condições físicas e operacionais da via.
»
» Extensão ou proporção: são utilizadas para informar a incidência de
situação ao longo de trechos ou a magnitude da situação como a inclinação
de rampas ou a quantidade de linhas férreas a serem transpostas nas
passagens de nível.
»
» Posição: informam a posição exata da situação especial da via que é
sinalizada, como ondulação transversal, sonorizador, valeta, depressão
ou travessia de pedestres.
66.
66
UNIDADE III │ESTUDOS DE CASOS
»
» Direção ou de alternativas a restrições: são mais frequentemente
utilizadas para indicar as alternativas de caminho para as vias que
possuem restrições de dimensões e peso, de forma que o condutor possa
adotar o comportamento adequado à situação.
»
» Reforço ou complemento de sinal de advertência: reforçam sinais
de advertência, fornecendo aos usuários da via informações adicionais
àquelas específicas do sinal que complementam.
O posicionamento na via deve ser junto com o sinal que elas complementam. Os seus
relacionamentos com outras sinalizações devem acompanhar os sinais de advertência,
no mesmo suporte.
Nos projetos de desvio de tráfego, a sinalização de orientação de destino tem como
objetivo indicar aos motoristas os novos caminhos a serem seguidos.
O número de informações pode variar até no máximo de 4 mensagens por placa,
contendo no máximo 3 mensagens por sentido. A execução das placas deve obedecer
aos critérios a seguir.
»
» Setas:
›
› utiliza-se uma única seta para cada direção e suas dimensões estão
relacionadas com a altura da letra adotada, figura e tabela abaixo.
Figura 40.
X
Y
Fonte: Autor, 2018.
67.
67
ESTUDOS DE CASOS│ UNIDADE III
Tabela 14.
Altura das letras (cm) Dimensões da seta direcional (cm)
h x y
12,5 21 24
15 25 28
20 34 37
25 42 46
Fonte: Autor, 2018.
›
› O posicionamento da seta na placa deve obedecer os seguintes
princípios: à esquerda, para representar saídas à esquerda, seja na
direção horizontal ou seja na oblíqua; à direita, para representar saídas
à direita, sejam horizontais ou oblíquas; à esquerda, para indicar a
direção em frente; o eixo central horizontal deve sempre coincidir com
o eixo central horizontal da mensagem correspondente, figura abaixo.
Figura 41.
Texto informativo 1
Texto informativo 2
Texto informativo 3
Texto informativo 4
Fonte: Autor, 2018.
Os grupos de mensagens por sentido devem ser colocados na placa de cima para baixo,
obedecendo à seguinte ordem, conforme ilustrado na figura abaixo.
»
» mensagem com direção oblíqua à esquerda;
»
» mensagem com direção à esquerda;
»
» mensagem com direção oblíqua à direita;
»
» mensagem com direção à direita;
»
» mensagem com direção em frente.
68.
68
UNIDADE III │ESTUDOS DE CASOS
Alinhamento:
»
» O alinhamento das mensagens deve ser feito como segue: na existência
de duas ou três mensagens para uma única direção, elas são alinhadas
à esquerda se a seta estiver posicionada à esquerda e à direita, se
posicionada à direita, figura abaixo. E no caso de dois conjuntos de
mensagens com seta posicionadas no mesmo lado, todas as mensagens
devem ser alinhadas pelo lado das setas.
Quando existirem dois ou três grupos de mensagens cujas direções são indicadas por
setas posicionadas em lados opostos, o alinhamento entre eles deve ser igual ao conjunto
que possui a maior mensagem, uma vez que os demais grupos têm sua seta alinhada ao
extremo da maior mensagem, figura abaixo.
A indicação de “ROTA ALTERNATIVA” é grafada com letras de altura (h1) menor (no
mínimo um padrão) do que a das demais mensagens previstas (tabela abaixo), porém
integralmente em letras maiúsculas. É centrada, posicionada no campo superior da
placa e separada das demais mensagens por tarja horizontal, figura abaixo.
Tabela 15.
Altura das letras (cm) Espaçamentos (cm)
h d d1 e
12,5 10 30 2
15 12 38 2
20 16 50 2
25 20 62 2
Fonte: Autor, 2018.
Figura 42.
Texto informativo 1
Texto informativo 2
Texto informativo 3
Texto informativo 4
Texto informativo 1
Texto informativo 2
Texto informativo 1
Texto informativo 2
Texto informativo 3
Texto informativo 1
Texto informativo 2
ROTA ALTERNATIVA
e
d d
d
d
e
d
e
e
d
d
e
e
h1
h
h
d1
Fonte: Autor, 2018.
69.
69
ESTUDOS DE CASOS│ UNIDADE III
Indicação de logradouros “EM OBRAS”
»
» A indicação “EM OBRAS” é grafada com letras de altura menor d1 (no
mínimo um padrão) do que a das demais mensagens (tabela acima),
porém, integralmente em letras maiúsculas. É centrada, posicionada
no campo inferior da placa e separada das demais mensagens por tarja
horizontal conforme exemplificado na figura abaixo.
Figura 43.
Av. Sinha Moreira
EM OBRAS
Fonte: Autor, 2018.
Distâncias entre os elementos
»
» Os espaçamentos entre os elementos que compõem a placa estão
relacionados com a altura da letra utilizada (tabela logo acima), como
mostrado na figura abaixo.
Figura 44.
Texto informativo 1
Texto informativo 2
e
e
d
e
e
d
d
e
e
h
h
d1
d
d
Texto informativo 1
e
e
d
e
e
d
e
e
h
d d
d1
Fonte: Autor, 2018.
70.
70
UNIDADE III │ESTUDOS DE CASOS
Cálculo do comprimento da placa:
»
» O comprimento da placa é determinado pela maior mensagem. O seu
valor real é obtido da seguinte forma:
›
› verifica-se a altura da letra a ser adotada (h);
›
› calcula-se o comprimento da maior mensagem, tabelas de espaçamentos
para o alfabeto POT ou Helvética (mensagem);
›
› verifica-se o espaçamento (d1) da seta de acordo com o tamanho da
letra adotada (tabela imediatamente acima); verificam-se os espaços
entre a borda da placa e mensagem (d + e), entre mensagem e setas
(d1), entre seta e borda da placa (d + e) correspondentes na tabela 4.2
à altura das letras adotadas, apresentado na figura abaixo.
›
› somam-se todas essas medidas, obtendo-se o valor real do comprimento
da placa (C), também mostrado na figura abaixo.
2 2 1
placa
c e d c d
= × + × + +
Onde e, d e d1 são as informações da tabela imediatamente acima, e c comprimento da
mensagem.
Exemplo: Considerando h = 20 cm
Valor real = 2(2) + 2(16) + c mensagem + 50
Valor real = (84 + c mensagem) cm
Fica a critério do projetista e para melhor aproveitamento de material (chapas), a medida
total pode ser aumentada ou diminuída, desde que os critérios básicos e a legibilidade
não sejam comprometidos. Neste caso, a diferença para mais ou para menos deve ser
distribuída igualmente entre dois espaços laterais da placa: entre mensagens e borda e
entre seta e borda.
Cálculo da altura da placa:
»
» A altura da placa é definida pelos seguintes elementos: altura da letra
adotada (h), número de mensagens e número de grupos de direções
diferentes. O seu valor real é obtido da seguinte forma:
»
» multiplica-se o valor da altura da letra adotada (h) pelo número de
mensagens da placa;
71.
71
ESTUDOS DE CASOS│ UNIDADE III
»
» verificam-se na tabela h2 os espaços entre mensagens e tarjas e os espaços
entre mensagens, bem como a largura das tarjas horizontais de borda e
separadoras, correspondente à altura da letra adotada;
»
» somam-se todas essas medidas, obtendo-se o valor real da altura da placa
(H), figura abaixo:
3 5 5
placa
H h d e
= + +
Onde: h, d e e são indicados na tabela imediatamente acima. Por exemplo: se h = 20 cm
teremos,
Valor real = 3(20) + 5(16) + 5(2) valor real = 150 cm
Figura 45.
Texto informativo 1
e
d
e
e
d
e
h
d
d1
e
d1
d
Texto informativo 2
d
h
Texto informativo 3
d
d
h
e
e
Fonte: Autor, 2018.
72.
72
CAPÍTULO 2
Regulações doCONTRAN
para as sinalizações
As Resoluções possuem poder e efeito de Lei a partir de sancionadas pelo então
presidente da república vigente e depois de suas publicações no Diário Oficial da
União. As principais Resoluções que envolvam as sinalizações e as suas respectivas
características são apresentadas a seguir:
Resolução No
, 396 de 13 de Dezembro de 2011 - Dispõe sobre requisitos técnicos mínimos
para a fiscalização da velocidade de veículos automotores, reboques e semirreboques,
conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
ResoluçãoNo
704,de10deOutubrode2017-Estabelecepadrõesecritériosparasinalização
semafórica com sinal sonoro para travessia de pedestres com deficiência visual.
Resolução No
690, de 27 de Setembro de 2017 - Aprova o Volume VII – Sinalização
Temporária, do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.
Resolução No
681, de 25 de Julho de 2017 - Dispõe sobre os requisitos dos sistemas
de iluminação e de sinalização para motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos
e quadriciclos.
Resolução No
667, de 18 de Maio de 2017 - Aprova o Manual Brasileiro de Fiscalização
de Trânsito, Volume II–Infrações de competência dos órgãos e entidades executivos
estaduais de trânsito e rodoviários.
Resolução No
585, de 23 de Março de 2016 - Dispõe sobre os requisitos de segurança,
identificação, habilitação dos condutores e sinalização viária para os Veículos Leves
sobre Trilhos – VLT.
Resolução No
550 de 17 de Setembro de 2015 - Estabelece em caráter experimental
conforme Resolução do CONTRAN no
348/2010, que estabelece o procedimento e os
requisitos para apreciação dos equipamentos de trânsito e de sinalização não previstos
no Código de Trânsito Brasileiro - CTB.
Resolução No
486, de 7 de Maio de 2014 - Aprova o Volume III – Sinalização Vertical de
Indicação, do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.
Resolução No
483, de 09 de Abril de 2014 - Aprova o Volume V – Sinalização Semafórica
do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito e altera o Anexo da Resolução
CONTRAN no
160, de 2004.
73.
73
ESTUDOS DE CASOS│ UNIDADE III
Resolução No
448 de 25 de Julho de 2013 - Altera a Resolução CONTRAN no
407/2012,
que autoriza a utilização temporária de sinalização de orientação de destino específica
para a “Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014” e para a “Copa das Confederações da FIFA
Brasil 2013”, de acordo com os padrões estabelecidos nesta Resolução.
Resolução No
436, de 20 de Fevereiro de 2013 - Altera a Resolução CONTRAN no
227/2007, com redação dada pela Resolução do CONTRAN no
383/2011 que estabelece
requisitos referentes aos sistemas de iluminação e sinalização de veículos.
Resolução No
407 de 12 de Junho de 2012 - Autoriza a utilização temporária de
sinalização de orientação de destino específica para a “Copa do Mundo da FIFA Brasil
2014” e para a “Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013”, de acordo com os padrões
estabelecidos nesta Resolução.
Resolução No
383, de 2 de Junho de 2011 - Altera a Resolução no
227, de 9 de fevereiro
de 2007, do CONTRAN, que estabelece requisitos referentes aos sistemas de iluminação
e sinalização de veículos.
Resolução No
348, de 17 de Maio de 2010 - Estabelece o procedimento e os requisitos
para apreciação dos equipamentos de trânsito e de sinalização não previstos no Código
de Trânsito Brasileiro – CTB.
Resolução No
294 de 17 de Outubro de 2008 - Altera a Resolução no
227/2007, de 9
de fevereiro, do CONTRAN, que estabelece requisitos referentes aos sistemas de
iluminação e sinalização de veículos.
Resolução No
728, de 06 de Março de 2018 - Referenda a Deliberação no
164, de 14
de dezembro de 2017, que altera a Resolução CONTRAN no
702, de 10 de outubro
de 2017, que atualiza os requisitos técnicos da sinalização especial de advertência
traseira contidos nos Anexos da Resolução CONTRAN no
520, de 29 de janeiro
de 2015.
Resolução No
243, de 22 de Junho de 2007 - Aprova o Volume II - Sinalização Vertical
de Advertência, do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.
Resolução No
236, de 11 de Maio de 2007 - Aprova o Volume IV - Sinalização Horizontal,
do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.
Resolução No
227, de 9 de Fevereiro de 2007 - Estabelece requisitos referentes aos
sistemas de iluminação e sinalização de veículos.
Resolução No
180, de 26 de Agosto de 2005 - Aprova o Volume I - Sinalização Vertical
de Regulamentação, do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.
74.
74
UNIDADE III │ESTUDOS DE CASOS
Resolução No
141 de 3 de outubro de 2002 - Dispõe sobre o uso, a localização, a instalação
e a operação de aparelho, de equipamento ou de qualquer outro meio tecnológico para
auxiliar na gestão do trânsito e dá outras providências.
Resolução 36, de 21 de Maio de 1998 - Estabelece a forma de sinalização de advertência
para os veículos que, em situação de emergência, estiverem imobilizados no leito viário.
Resolução No
31, de 21 de Maio de 1998 - Dispõe sobre a sinalização de identificação
para hidrantes, registros de água, tampas de poços de visita de galerias subterrâneas.
Para saber mais detalhes sobre as Resoluções acesse: <http://www.denatran.
gov.br/index.php/resolucoes>. 2018.
O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) estabelece que no:
Art. 1o
O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território
nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código.
§ 1o
Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos
e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de
circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.
§ 2o
O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever
dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito,
a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as
medidas destinadas a assegurar esse direito.
§ 3o
Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito
respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente,
por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou
erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que
garantam o exercício do direito do trânsito seguro.
§ 4o
(VETADO)
§ 5o
Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Nacional
de Trânsito darão prioridade em suas ações à defesa da vida, nela
incluída a preservação da saúde e do meio-ambiente. O Sistema
Nacional de Trânsito é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que tem por finalidade o
exercício das atividades de planejamento, administração, normatização,
pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e
75.
75
ESTUDOS DE CASOS│ UNIDADE III
reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema
viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos
e aplicação de penalidades.
Art. 2o
São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os
logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que
terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição
sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias
especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias
terrestres as praias abertas à circulação pública, as vias internas
pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e
as vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso
coletivo. (Redação dada pela Lei no
13.146, de 2015 - em vigência, 2018).
Art. 3o
As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veículo,
bem como aos proprietários, condutores dos veículos nacionais ou
estrangeiros e às pessoas nele expressamente mencionadas.
Art. 4o
Os conceitos e definições estabelecidos para os efeitos deste
Código são os constantes do Anexo I (definições e termos utilizados no
CTB).
Art. 6o
São objetivos básicos do Sistema Nacional de Trânsito:
I - estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas à
segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação para
o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento;
II - fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de critérios
técnicos, financeiros e administrativos para a execução das atividades
de trânsito;
III - estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de informações
entre os seus diversos órgãos e entidades, a fim de facilitar o processo
decisório e a integração do Sistema.
Para saber mais detalhes sobre as CTB acesse: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm>. 2018.
76.
76
CAPÍTULO 3
Sinalizações nospaíses da América
do Sul
As sinalizações nos países da América do Sul são semelhantes às adotadas no Brasil
no quesito de simbologias, cores e dimensões das sinalizações, pois tanto no Brasil
quanto nos demais países latinos são adotados os símbolos internacionais de trânsito.
Entretanto, os formatos das placas diferem.
Alguns casos de algumas sinalizações específicas podem também diferir de país para
país. A melhor atitude a ser tomada para quem viaja é analisar detalhadamente o site
legislativo de trânsito do país que se irá conduzir o veículo, e também verificar no site
do consulado para maiores informações. Outro detalhe que deve ser lembrado é que
o idioma oficial nos países latinos é o espanhol, ao qual será o idioma utilizado nas
sinalizações.
E, também deve se atentar que o idioma espanhol de cada país sofre modificações, por
exemplo: carro (mais utilizado ao sul da América do Sul) e coche (utilizado mais ao
norte da América do Sul e pela América Central). Vale ressaltar que ao visitar um país
estrangeiro o condutor está sob as regulamentações do país visitante e não do Brasil.
Por exemplo, é passível de autuação o veículo que transitar pelas estradas do Chile que
não estiver equipado com cabo de aço para reboque e dois triângulos de sinalização.
Abaixo, seguem algumas das sinalizações mais utilizadas na América do Sul que diferem
(“ou que saem do convencional”) se comparadas às placas utilizadas aqui no Brasil:
Figura 46.
Alguns exemplos de placas de trânsito utilizadas nos Países da América do Sul
Aduana Aduana
Contramão
Uso obrigatório de
correntes nos pneus
77.
77
ESTUDOS DE CASOS│ UNIDADE III
P Proibido estacionar
P Proibido parar e estacionar
E Estacionamento permitido
CEDA EL
PASO Dê a preferência de
passagem
Obrigatório a utilização de
luzes baixas
Três vias a frente duas no
sentido do fluxo e uma
contra fluxo
DESVIO
ADELANTE Desvio de via adiante
DESVIO
300 m Desvio de via a 300 m
CALLE
CERRADA
300 m
Rua fechada a 300 m
CANAL
DERECHO
CERRADO
300 m
Via direita fechada a 300
m
PARE Parada obrigatória Rotatória
Aeroporto DESPACIO Área escolar velocidade
máxima de 20 km/h
78.
78
UNIDADE III │ESTUDOS DE CASOS
Adverte aos condutores
que adiante há trânsito
fluente no mesmo sentido
e que pode haver conflito
de passagem à direita
Adverte aos condutores
que adiante há trânsito
fluente no mesmo sentido
e que pode haver conflito
de passagem à esquerda
Parada obrigatória mais
adiante
Dê a preferência mais
adiante
Fim de área de prevenção Fim de área de prevenção
Fonte: Autor, 2018.
Para saber mais detalhes sobre os sinais de trânsito na América do Sul acesse:
<http://www.nexu.mx/blog/educacion-vial-el-significado-de-las-senales-de-
transito/>. 2018.
Outro fator utilizado na América Latina é a não adoção do sistema internacional de
unidades, assim como velocidades, distâncias podem confundir o condutor que não
esteja habituado nestes tipos de convenções. Por exemplo:
»
» Velocidade:
›
› 1 milha/hora (1 MPH) = 1,609 quilometro/hora (1,609 km/h).
»
» Uma velocidade típica no Brasil é de 100 km/h. Assim, teremos por uma
conta de regra de três simples o resultado de 100 km/h = 62,14 MPH.
»
» Distância:
›
› 1 milha (1 M) = 1,609 quilometro (1,609 km).
›
› Uma distância no Brasil de 100 km. Assim, teremos também por uma
conta de regra de três simples o resultado de 100 km = 62,14 M.
»
» Peso:
›
› 1 libra (1 pound) = 0,453 quilograma (0,4533 kg).
79.
79
ESTUDOS DE CASOS│ UNIDADE III
›
› Uma massa de 100 kg. Teremos também por uma conta de regra de
três simples o resultado de 100 kg = 220,46 pound.
As relações das bases de dados e a instituição de trânsito de alguns países da América
da Latina podem ser vistas pela seguinte relação abaixo:
»
» Argentina: ISEV Dirección Nacional de Vialidad.
»
» Bolivia:PolicíaNacional,yInstitutodeTransporteyVíasdeComunicación.
»
» Colombia: Ministerio de Transportes, y Fondo de Prevención Vial.
»
» Costa Rica: Dirección Gral. De Ingeniería Tránsito, y Dirección General
de Policía de Tránsito.
»
» Cuba: Ministerio de Transportes.
»
» Chile: Comisión Nacional de Seguridad de Tránsito.
»
» Ecuador: Dirección Nacional Tránsito.
»
» El Salvador: Viceministerio de Transporte.
»
» Guatemala: Ministerio de Comunicaciones, Transporte y obras públicas
dirección de caminos.
»
» Honduras: Comisión Nacional de Seguridad de Vial.
»
» Paraguai: Depto. de Vialidad.
»
» Peru: Ministerio de Transportes y Comunicaciones.
»
» Uruguai: Ministerio de Transportes y obras públicas.
»
» Venezuela: Ministerio de Transporte y telecomunicaciones.
80.
80
Referências
ABNT – NBR14891/2002 – Sinalização vertical viária – Placas.
BRANCO, A. M. Segurança Rodoviária. São Paulo: CL-A, 1999.
CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito. Resoluções. <http://www. denatran.
gov.br/resolucoes.htm>.
CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO (Brasil) (CONTRAN). Sinalização vertical
de advertência/Contran-Denatran. 1ª edição – Brasília: Contran, 218 p. 2007.
CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO (Brasil) (CONTRAN). Sinalização vertical
de regulamentação/Contran-Denatran. 2ª edição – Brasília: Contran, 2007. 220 p.
DEPARTAMENTO NACIONAL DE TRÂNSITO. Manual de Semáforos. 2. ed.,
Brasília, 1984. 172 p.
FERRAZ, A. C. P. Engenharia de Tráfego. [notas de aulas]. Departamento de
Engenharia de Transportes - EESC/USP. São Carlos, 2012.
FERRAZ, A. C. P. et al. Segurança no Trânsito. NEST/USP. São Carlos, 2008.
Sites
<http://www.randonimplementos.com.br/pt/products/v/implementos-rodoviarios/
tanque>.
<http://portal.antt.gov.br/index.php/content/view/1420/Resolucao_n__420.html>.
<https://www.youtube.com/watch?v=E5eP1tUs5aU>.
<http://www.cetsp.com.br/media/392055/msu-vol-10-parte-5-deficiente-fisico-
rev-05.pdf>.
<http://movimentoconviva.com.br/direito-garantido-e-dever-cumprido/>.
<http://www.cetsp.com.br/media/392055/msu-vol-10-parte-5-deficiente-fisico-
rev-05.pdf>.
<http://www.agenciasaoluis.com.br/noticia/18846/>.