O poema descreve a dor da perda da amada eterna do poeta. Ele sente que sua vida perdeu o sentido e deseja ter partido com ela. A casa agora está vazia e silenciosa sem sua presença, e a dor de viver sem ela é grande demais.
Oh terna namoradaque partiste…
Chegou a tua hora, te exauriste,
E me deixaste só, abandonado!
Ficou a minha vida sem sentido.
Quem me dera contigo ter partido,
E ficarmos p’ra sempre lado a lado!
6.
Acompanhar-te à últimamorada,
Foi doloroso, eterna namorada.
Foi caminhar descalço sobre espinhos!
Desejei para sempre ali ficar.
Com mil rosas, as tuas cãs ornar.
E mimar o teu rosto com carinhos!
8.
O nosso lar,amor, ficou vazio!
O ar irrespirável, bem mais frio.
E o próprio ambiente perdeu cor.
Aquele alindamento que tu davas.
Em toda aquela peça que tocavas,
Se foi também, murchou como uma flor!
10.
O silêncio danoite é mais pesado.
É tudo mais escuro, mais cerrado,
A vida não existe mais aqui!
Tudo ficou amorfo, indefinido.
O dia é mais soturno, sem sentido.
É difícil amor, viver sem ti!
12.
Foram cinquenta anosde ternura!
Cinquenta primaveras de ventura,
Passados junto a ti, à tua beira.
Ficar assim tão só, sem mais te ter.
Antes fechar os olhos, fenecer.
E que seja o mais breve, assim Deus queira!
14.
Oh terna namoradaque partiste…
Chegou a tua hora, te exauriste,
E me deixaste só, abandonado!
Ficou a minha vida sem sentido.
Quem me dera contigo ter partido,
E ficarmos p’ra sempre lado a lado!
Acompanhar-te à última morada,
Foi doloroso, eterna namorada.
Foi caminhar descalço sobre espinhos!
Desejei para sempre ali ficar.
Com mil rosas, as tuas cãs ornar.
E mimar o teu rosto com carinhos!
O nosso lar, amor, ficou vazio!
O ar irrespirável, bem mais frio.
E o próprio ambiente perdeu cor.
Aquele alindamento que tu davas.
Em toda aquela peça que tocavas,
Se foi também, murchou como uma flor!
O silêncio da noite é mais pesado.
É tudo mais escuro, mais cerrado,
A vida não existe mais aqui!
Tudo ficou amorfo, indefinido.
O dia é mais soturno, sem sentido.
É difícil amor, viver sem ti!
Foram cinquenta anos de ternura!
Cinquenta primaveras de ventura,
Passados junto a ti, à tua beira.
Ficar assim tão só, sem mais te ter.
Antes fechar os olhos, fenecer.
E que seja o mais breve, assim Deus queira!
Alfredo Mendes
15.
Alfredo dos SantosMendes
1ª Menção Honrosa
Jogos Florais Racal Clube
Subordinado ao tema: SEM TI.
Lagos--Algarve
Portugal
13/09/2010
16.
Formatação e Criação:Luzia Gabriele
E-mail: luziagabriele@hotmail.com
Poeta: Alfredo dos Santos Mendes
Imagens: Internet e Arquivo Pessoal
Música: Sonido Del Silêncio - Flauta de Pan - Gonzalito - Instrumental
http://www.slideshare.net/luziagabriele
https://www.youtube.com/channel/UCAdCeCGHGTxtxQskjl4zkow
Data : 17 de Abril de 2017