Livro “Uma Verdade Inconveniente” - Al Gore

O objetivo do presente projeto é a neutralização das emissões de Gases de Efeito Estufa
(GEE) causadas pela produção e distribuição da edição em português do livro “Uma
Verdade Inconveniente – O que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global”, do
ex-vice-presidente americano Al Gore, através do plantio de espécimes arbóreas nativas
em áreas de proteção ambiental (APA).


O novo livro de Al Gore faz parte de seu projeto de conscientização ambiental, que inclui
palestras ao redor do mundo e o documentário homônimo, onde são apresentados dados
incontestáveis sobre a crise climática provocada pela ação do homem no planeta. Com
base em pesquisas realizadas por especialistas e instituições de renome, e compilando
dados e exemplos no mundo inteiro, Al Gore produz uma obra eficaz de alerta sobre o
aquecimento global. Narra também parte de sua trajetória de vida, focando os pontos-
chave que o fizeram voltar a atenção para o ambiente.


As emissões de GEE atribuídas ao livro foram absorvidas por um reflorestamento
realizado nas margens do Rio Gregório, município de São Carlos (Fotos 1, 2 e 3 em
anexo). Através deste reflorestamento será possível melhorar a qualidade ambiental da
área que se apresenta degradada e contribuir para o combate às mudanças climáticas
através da fixação do carbono nas árvores.


O projeto consiste de duas etapas. A primeira é a produção do Inventário de Emissões de
GEE relativas à produção do livro na Editora Manole, localizada em Barueri-SP, e a sua
distribuição por todo Brasil. A segunda é estimar o número de árvores a serem plantadas
para absorver da atmosfera este montante de GEE (quantificados em CO2 equivalente),
tornando o livro “neutro em carbono”.
Inventário de Emissões de GEE


Neste inventário, todas as emissões de GEE contabilizadas foram expressas na forma de
toneladas de dióxido de carbônico equivalente (CO2e), seguindo o padrão mundial
estipulado pelo Intergovernamental Pannel on Climate Change (IPCC), órgão científico
para assuntos de mudanças climáticos da ONU. CO2e é uma medida utilizada para
comparar as emissões de vários gases de efeito estufa baseado no potencial de
aquecimento global de cada um. O dióxido de carbono equivalente é o resultado da
multiplicação das toneladas emitidas do gás pelo seu potencial de aquecimento global.


Para a produção do presente Inventário foram utilizados dados fornecidos pela Manole,
editora desta versão nacional do livro. Os dados fornecidos foram requeridos através de
um questionário produzido pela The Green Initiative e entregue aos responsáveis. Estes
dados consistem na descrição do tipo e quantidade dos materiais que compões o livro e
embalagem, lote a ser distribuído e forma de distribuição, incluindo meio de transporte e
distâncias percorridas.


Para estimar as emissões relativas a cada um dos itens considerados, foi utilizado o
software Global Emission Model for Integrated Systems (GEMIS 4.3) do Instituto OEKO, o
qual se baseia na ferramenta de Análise de Ciclo de Vida associada a fatores de
mudanças climáticas do IPCC para obter o fator de emissão de GEE (tCO2e/Kg) de cada
material.


Todas as tabelas com dados e cálculos estão em anexo (Tabelas 1 a 5). Os resultado
final do Inventário foi a emissão de 20,4 tCO2e para a produção e transporte de um lote
de 5.000 livros.




   Reflorestamento


   Esta     é a etapa de implantação do Projeto. A partir do resultado final obtido na
   primeira etapa – quantidade total de GEE emitido em função da produção e
distribuição do livro - , o número de espécies arbóreas nativas a serem plantadas será
   calculado. As árvores serão plantadas nas margens do Rio Gregório, município de
   São Carlos.


   A equação utilizada para calcular do número de árvores a serem plantadas é:


   N = Et / Ff                                                      equação 1


   Onde:
   N – número de árvores a serem plantadas;
   Et – emissão total de GEE estimada na primeira etapa desta metodologia (tCO2e);
   Ff – fator de fixação de carbono em biomassa no local de implantação do projeto
   (tCO2e/árvore).




Fator de Fixação


O Fator de Fixação utilizado neste projeto foi estimado em estudos anteriores (Martins,
2004) como segue:


Para compensar as emissões de gases de efeito estufa, estimadas na primeira etapa do
projeto, foi aplicada uma metodologia de planejamento e quantificação de carbono em
reflorestamentos com espécies nativas. O primeiro passo foi determinar as espécies que
serão plantadas. Em seguida foi estimada a quantidade de carbono que esse
reflorestamento irá absorver da atmosfera durante o seu crescimento. Desta maneira é
possível determinar o tamanho da área que será reflorestada para compensar as
emissões do projeto.


Um fator fundamental para o sucesso dos plantios consiste na escolha das espécies mais
apropriadas a serem utilizadas. Devem-se priorizar as espécies do próprio ecossistema e
da própria região do plantio, pois estas terão muito mais oportunidade de adaptação ao
ambiente, além de garantir a conservação da diversidade regional.
Para esta escolha, pressupõem-se levantamentos florísticos e fitossociológicos prévios
em remanescentes florestais próximos e em condições semelhantes ao local de
implantação.


A escolha das espécies que serão utilizadas nos reflorestamentos deste projeto foi feita a
partir de um estudo de campo onde remanescentes de floresta ciliar foram analisados.
Neste estudo foram instaladas 50 amostras de 300m2 (50m x 6 m) e dentro de cada
amostra foram classificados todos os indivíduos com CAP (Circunferência na Altura do
Peito) > 15 cm. O número médio de indivíduos por hectare encontrado foi de 1.551 e
foram listadas 172 espécies pertencentes a 134 grupos e 32 famílias.


Uma vez em poder da lista de espécies nativas que constituem a cobertura florística
original da região, o passo seguinte foi estabelecer a composição florística de um hectare
de reflorestamento. Essa determinação levou em conta diversos aspectos. Aspectos de
sucessão da vegetação, características ambientais do local, população original de cada
espécie, risco de extinção, assim como um limite mínimo de diversidade baseado na
resolução 21 da Secretaria Estadual do meio Ambiente do Estado de São Paulo (80
espécies diferentes por hectare).


As espécies foram então divididas entre em pioneiras (P) 50%, secundárias (S) 25% e
climácicas (C) 25%, para facilitar o plano de recuperação das áreas de reflorestamento.


Para estimar a quantidade de biomassa em um hectare de floresta nativa foi utilizado o
método não destrutivo. Este método baseia-se em análise dimensional, isto é, na relação
alométrica existente entre dimensões de diferentes partes de um mesmo organismo e na
manutenção da razão relativa de crescimento. Neste método, procura-se estabelecer uma
relação entre dados dendrométricos facilmente coletados em campo, tais como o
diâmetro e a altura do fuste, medidas coletadas com arvore em pé, com os pesos dos
elementos componentes da árvore como tronco, galhos, folhas e casca.


Assim sendo, diâmetros de uma amostra de árvores são medidos e convertidos em
estimativas de peso de biomassa utilizando-se equações de regressão alométricas. Esse
tipo de equação existe para muitos tipos de florestas; algumas são específicas para um
determinado lugar, enquanto outras, particularmente nas regiões tropicais, são mais
genéricas (ALVES et al., 1997; BROWN, 1996; SCHROEDER et al., 1997). Ainda,
segundo publicação do IPCC (Intergovernamental Pannel on Climate Change), em seu
relatório específico sobre o tema "Land-use, land-use change and forestry", no item
2.4.2.1.2, que descreve os métodos para estimar a biomassa de uma árvore, cita que:


“Cortar e pesar um número suficiente de árvores para produzir equações alométricas
locais pode ser extremamente caro e consumir muito tempo, o que pode estar além do
objetivo de determinados projetos. A vantagem de se utilizar equações genéricas é que
elas são baseadas em um número grande de equações e abordam uma grande
variedade de diâmetros, fatores que aumentam a precisão das equações...”


Como citado anteriormente, nas medidas realizadas no campo foram consideradas
apenas as árvores com CAP maior ou igual a 15 cm. Assim sendo, o número médio de
indivíduos por hectare fica sempre subestimado, já que as árvores com o diâmetro e a
altura do peito inferior a este valor não aparecem nas amostras. Para a elaboração de um
projeto de seqüestro de carbono, é preferível que a estimativa do potencial seja
subestimada a super estimada, aumentando assim a confiabilidade do projeto.             A
definição do CAP mínimo está vinculada ao fato de que as equações alométricas
disponíveis perdem drasticamente a confiabilidade quando aplicadas para valores abaixo
deste limite.


Partindo destes princípios, foram utilizadas várias abordagens combinando várias
equações alométricas com diferentes grupos de dados até a identificação da melhor
alternativa, alternativa esta que apresentou o melhor resultado estatístico quando
comparada a realidade de campo. Na utilização dessas equações, o valor obtido para a
biomassa (Y) é dividido por mil para obter o resultado em toneladas. O valor em toneladas
é então multiplicado por 0,5 para obter as toneladas de carbono. A multiplicação por 0,5 é
efetuada porque na bibliografia disponível, em média, a matéria vegetal contém 50% de
carbono, uma vez que água é removida (MACDICKEN, 1997). O valor obtido é então
dividido pelo tamanho da parcela amostrada (em m2) para então obter o valor em tC/m2.
Multiplicando esse valor por 10.000 m2, obtem-se, o valor em tC/ha.
Desta forma, a metodologia utilizada para a determinação da quantidade de carbono no
reflorestamento de mata ciliar foi:




1. Instalar um número significativo de parcelas amostrais fixas nos remanescentes
de mata ciliar da região de estudo. As amostras foram georreferenciadas com o auxilio de
um GPS (global positioning system).


2. Dentro de cada amostra, todas as árvores com CAP maior que 15 cm foram
identificadas por espécie e classe de diâmetro tendo a circunferência na altura do peito
medida.


3. A partir desses dados foi possível determinar para cada amostra o número
médio de indivíduos e o CAP médio para cada espécie dentro de cada uma
das categorias de diâmetro.




Finalmente, com a utilização de uma equação alométrica desenvolvida para a área de
estudo, a quantidade de biomassa acima do solo presente no reflorestamento foi
estimada.
A Figura 14 mostra a distribuição dos valores de toneladas de carbono em
função do número de amostras encontradas entre as amostras analisadas. É possível
observar que 11% das amostras se encontram na faixa entre 20 e 40
tC/ha. Parcela similar (12%) ocorre para a faixa entre 100 e 140 tC/ha. A grande
maioria das amostras (77%) se encontra na faixa entre 40 e 100 tC/ha. Ainda é
possível observar que do total 12 amostras (31%) se encontram na faixa entre 60
e 80 tC/ha.




Após a análise dos resultados da simulação e comparando os mesmos com
os resultados das simulações feitas com os dados obtidos em campo e com os
valores estimados de carbono em diversos ecossistemas, é possível estimar que um
hectare de mata ciliar reflorestado com 1600 indivíduos no município de São Carlos ,
conterá em média 78 tC em biomassa acima do solo.
Em seguida, foi feita uma estimativa da quantidade de carbono que existe atualmente nas
áreas que serão reflorestadas. A partir das imagens de satélite e de idas ao campo foram
definidas duas categorias principais de cobertura vegetal nas áreas a serem reflorestadas:


1. Pasto


2. Capoeira


Nas áreas onde existe pasto a quantidade de carbono armazenada na forma de
biomassa está entre 2 tC/ha e 10 tC/ha. Esta estimativa depende do tipo de gramínea
cultivada, da qualidade do solo e ha quanto tempo a área foi abandonada.


Nas   áreas   de   capoeira   essa    quantidade   é   de   aproximadamente     8   tC/ha
(RESENDE,2001). O próximo passo foi determinar qual a porcentagem da área a ser
recuperada está coberta com cada uma dessas coberturas especificadas. Essa
determinação foi feita com o auxílio das imagens de satélite e de fotografias aéreas e
novamente, idas ao campo.


A partir desta análise concluiu-se que 58% das áreas a serem recuperadas se encontram
cobertas por capoeira e 42% por pasto. Assim sendo é possível considerar que nas áreas
que serão reflorestadas existe em média 7tC/ha. Desta forma a remoção líquida de
carbono da atmosfera será de 71tC/há, considerando-se apenas a biomassa acima do
solo.


Segundo SCHROEDER & WINJUM (1995) utiliza-se um fator de 23% para a relação entre
a quantidade de biomassa contida na raiz e na parte aérea de uma árvore, CERRI et al.
(2000) utiliza o valor de 18,7%. Para estimar a quantidade de carbono nas raízes foi
utilizada uma abordagem conservadora considerando um valor de 16%.


Considerando que os reservatórios de carbono previstos pelo MDL para serem analisados
nos projetos de LULUCF podem incluir:


1. biomassa acima do solo.
2. biomassa abaixo do solo.
3. serrapilheira.
4. madeira morta.
5. matéria orgânica no solo.


A abordagem utilizada considera a utilização de apenas dois desses reservatórios.
A biomassa acima do solo e a biomassa abaixo do solo. A primeira é calculada seguindo
a metodologia descrita anteriormente, e a biomassa abaixo do solo é estimada
indiretamente utilizando a relação de 16% da biomassa acima do solo.


Assim sendo a remoção líquida de carbono da atmosfera na região de estudo será
de aproximadamente 80 tC/ha, o que equivale a 290 tCO2 eq por hectare. Esta
quantidade será atingida em um período de aproximadamente 30 anos, quando a
floresta atingir o estagio clímax. Considerando um número médio de 1.600
indivíduos por hectare, o fator de fixação utilizado para dimensionar o
reflorestamento é de 0,18 tCO2e/árvore.
Resultados


Através da metodologia de analise de fixação de carbono em biomassa e da equação1,
chegamos ao número de 113 árvores a serem plantadas. Considerando que em um
projeto de reflorestamento com espécies mistas há uma mortalidade normal de mudas (de
10 a 20%) e a abordagem conservativa sempre utilizada em nossos projetos, o número
final de árvores a serem plantadas a fim de neutralizar as emissões relativas à produção e
distribuição do livro “Uma Verdade Inconveniente” é de 136 árvores (Tabela Final em
anexo).

As 136 árvores foram plantadas junto às árvores referentes aos projetos realizados pela
TGI no ano de 2005 e 2006, nas margens do Rio Gregório, Sítio Santa Maria, município
de São Carlos – SP (Fotos 1, 2 e 3) em 10/2006, contribuindo para a formação de um
corredor de biodiversidade e para a preservação dos recursos hídricos da região.


O Restauro Florestal foi projetado levando em conta critérios de máxima diversidade de
espécies estabelecidos pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
Foram plantadas 85 espécies nativas diferentes respeitando critérios de divisão por classe
de sucessão e condições específicas do local escolhido, visando restaurar a vegetação
nativa da área ao mais próximo possível de sua condição original.
ANEXO




Foto 1. Sítio Santa Maria, município de São Carlos. As árvores do presente projeto foram
plantadas na área delineada em amarelo. A linha vermelha representa o reflorestamento realizado
em 2005. O fragmento florestal no canto inferior esquerdo da foto abriga a nascente do Rio
Gregório.




Figura 2. Antigo pasto degradado no Sítio Santa Maria. Mudas plantadas em outubro de 2005 e
área de implantação das árvores do presente projeto.
Figura 3. Sítio Santa Maria. Trabalhadores preparando a área de implantação das árvores.
Tabela 1. Dados Gerais


       Tiragem               Formato (dimensões)                Área (m2)             Número de Páginas             Peso do livro (Kg)
   5.000 exemplares               21x18 cm                     0,038 /folha                  281                          735g
                                                     21,2 área total de impresão




              Tabela 2. Materiais



                                                                                                              Emissões de
              2.1. Papel            Tipo do Papel          Gramatura             Quantidade Bruta (kg)
                                                                                                                CO2e (t)
                    1            couchê fosco (miolo)           115 g                      5.844                 5,21
                    2            Supremo Alto Alvura            300 g                       364                  0,32
                   Total                                                                   6.208                 5,53



                                                                                                                      Emissões de
           2.2. Tintas               Tipo da Tinta                      Cor                 Quantidade (Kg)
                                                                                                                        CO2e (t)

               1                   NovaBoard BASF                    preto                           19,8                  0,006
               2                   NovaBoard BASF                    cyan                            19,8                  0,006
               3                   NovaBoard BASF                   magenta                          19,8                  0,006
               4                   NovaBoard BASF                   amarelo                          19,8                  0,006
              Total                                                                                  79,2                  0,024



2.3. Vernizes ou      Tipo de Verniz ou                                                                                    Emissões de
                                               Especificações                 Quantidade           Quantidade total (Kg)
 Revestimento           Revestimento                                                                                         CO2e (t)

                                                                      aprox 2 g/m2 de área
       1                   Base d'água                                                                      0,424              0,000
                                                                            aplicada
                                                                     aprox 10 g/m2 de área
       2                   Laminação            polipropileno                                               2,12               0,005
                                                                            aplicada
                                                                     aprox 15 g/m2 de área
       3                   Plastificação         Polietileno                                                3,18               0,022
                                                                            aplicada
     Total                                                                                                                     0,027
Emissões de
    2.4. Embalagem        Tipo de embalagem              Especificações           Quantidade (Kg)
                                                                                                          CO2e (t)
            1               Caixas de papelão             onda simples                 500                 0,312




           Tabela 3. Consumo Energético.

Consumo Energia                                                                                            Emissões de
                     Tipo de Máquina         Potencia (kW)        Número de horas       Consumo (kWh)
    Elétrica                                                                                                 CO2e (t)

                     Impressora Plana
       1                                            50                    32,06              1603               0,428
                        Hidelberg




           Tabela 4. Emissões Editora (consumo de eletricidade e água, produção de lixo e esgoto).

                  Pessoal               Total de horas             Observações           Emissões de CO2e (t)

                                                               Impressão/Acabamento
                     44                     65,97                                               0,043
                                                                   Editora Manole
Tabela 5. Transporte.

                                                                                                   Emissões de
    Distribuição        Meio de Transporte   Distância Percorrida (km)       Observações
                                                                                                    CO2e (t)
       São Paulo                                        100              da fábrica às livrarias      0,036
     Porto Alegre                                      1119                   em rodovias             0,811
         Recife                                        2660                   em rodovias             1,927
    Rio de Janeiro                                      429                   em rodovias             0,311
    Belo Horizonte                                      500                   em rodovias             0,362
         Niteroi                                        480                   em rodovias             0,348
        Salvador                                       1500                   em rodovias             1,087
        Curitiba                                        350                   em rodovias             0,254
     Nova Iguaçu                                        450                   em rodovias             0,326
         Vitoria            Caminhão                    957                   em rodovias             0,693
         Cuiaba                                        1634                   em rodovias             1,184
  Feira de Santana                                     1846                   em rodovias             1,337
      Taguatinga                                       1015                   em rodovias             0,735
       Petropolis                                       463                   em rodovias             0,335
        Aracaju                                        2174                   em rodovias             1,575
        Itapema                                         633                   em rodovias             0,459
     Florianopolis                                      705                   em rodovias             0,511
Governador Valadares                                    914                   em rodovias             0,662
 Vitória da Conquista                                  1460                   em rodovias             1,058
          Total                                                  19389                               14,011




       Tabela 6. Resultados Finais

               Emissões Finais (t CO2e)          Árvores                 Árvores + 20%

                         20,38                      113                        136

Relatorio Uma Verdadeinconveniente

  • 1.
    Livro “Uma VerdadeInconveniente” - Al Gore O objetivo do presente projeto é a neutralização das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) causadas pela produção e distribuição da edição em português do livro “Uma Verdade Inconveniente – O que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global”, do ex-vice-presidente americano Al Gore, através do plantio de espécimes arbóreas nativas em áreas de proteção ambiental (APA). O novo livro de Al Gore faz parte de seu projeto de conscientização ambiental, que inclui palestras ao redor do mundo e o documentário homônimo, onde são apresentados dados incontestáveis sobre a crise climática provocada pela ação do homem no planeta. Com base em pesquisas realizadas por especialistas e instituições de renome, e compilando dados e exemplos no mundo inteiro, Al Gore produz uma obra eficaz de alerta sobre o aquecimento global. Narra também parte de sua trajetória de vida, focando os pontos- chave que o fizeram voltar a atenção para o ambiente. As emissões de GEE atribuídas ao livro foram absorvidas por um reflorestamento realizado nas margens do Rio Gregório, município de São Carlos (Fotos 1, 2 e 3 em anexo). Através deste reflorestamento será possível melhorar a qualidade ambiental da área que se apresenta degradada e contribuir para o combate às mudanças climáticas através da fixação do carbono nas árvores. O projeto consiste de duas etapas. A primeira é a produção do Inventário de Emissões de GEE relativas à produção do livro na Editora Manole, localizada em Barueri-SP, e a sua distribuição por todo Brasil. A segunda é estimar o número de árvores a serem plantadas para absorver da atmosfera este montante de GEE (quantificados em CO2 equivalente), tornando o livro “neutro em carbono”.
  • 2.
    Inventário de Emissõesde GEE Neste inventário, todas as emissões de GEE contabilizadas foram expressas na forma de toneladas de dióxido de carbônico equivalente (CO2e), seguindo o padrão mundial estipulado pelo Intergovernamental Pannel on Climate Change (IPCC), órgão científico para assuntos de mudanças climáticos da ONU. CO2e é uma medida utilizada para comparar as emissões de vários gases de efeito estufa baseado no potencial de aquecimento global de cada um. O dióxido de carbono equivalente é o resultado da multiplicação das toneladas emitidas do gás pelo seu potencial de aquecimento global. Para a produção do presente Inventário foram utilizados dados fornecidos pela Manole, editora desta versão nacional do livro. Os dados fornecidos foram requeridos através de um questionário produzido pela The Green Initiative e entregue aos responsáveis. Estes dados consistem na descrição do tipo e quantidade dos materiais que compões o livro e embalagem, lote a ser distribuído e forma de distribuição, incluindo meio de transporte e distâncias percorridas. Para estimar as emissões relativas a cada um dos itens considerados, foi utilizado o software Global Emission Model for Integrated Systems (GEMIS 4.3) do Instituto OEKO, o qual se baseia na ferramenta de Análise de Ciclo de Vida associada a fatores de mudanças climáticas do IPCC para obter o fator de emissão de GEE (tCO2e/Kg) de cada material. Todas as tabelas com dados e cálculos estão em anexo (Tabelas 1 a 5). Os resultado final do Inventário foi a emissão de 20,4 tCO2e para a produção e transporte de um lote de 5.000 livros. Reflorestamento Esta é a etapa de implantação do Projeto. A partir do resultado final obtido na primeira etapa – quantidade total de GEE emitido em função da produção e
  • 3.
    distribuição do livro- , o número de espécies arbóreas nativas a serem plantadas será calculado. As árvores serão plantadas nas margens do Rio Gregório, município de São Carlos. A equação utilizada para calcular do número de árvores a serem plantadas é: N = Et / Ff equação 1 Onde: N – número de árvores a serem plantadas; Et – emissão total de GEE estimada na primeira etapa desta metodologia (tCO2e); Ff – fator de fixação de carbono em biomassa no local de implantação do projeto (tCO2e/árvore). Fator de Fixação O Fator de Fixação utilizado neste projeto foi estimado em estudos anteriores (Martins, 2004) como segue: Para compensar as emissões de gases de efeito estufa, estimadas na primeira etapa do projeto, foi aplicada uma metodologia de planejamento e quantificação de carbono em reflorestamentos com espécies nativas. O primeiro passo foi determinar as espécies que serão plantadas. Em seguida foi estimada a quantidade de carbono que esse reflorestamento irá absorver da atmosfera durante o seu crescimento. Desta maneira é possível determinar o tamanho da área que será reflorestada para compensar as emissões do projeto. Um fator fundamental para o sucesso dos plantios consiste na escolha das espécies mais apropriadas a serem utilizadas. Devem-se priorizar as espécies do próprio ecossistema e da própria região do plantio, pois estas terão muito mais oportunidade de adaptação ao ambiente, além de garantir a conservação da diversidade regional.
  • 4.
    Para esta escolha,pressupõem-se levantamentos florísticos e fitossociológicos prévios em remanescentes florestais próximos e em condições semelhantes ao local de implantação. A escolha das espécies que serão utilizadas nos reflorestamentos deste projeto foi feita a partir de um estudo de campo onde remanescentes de floresta ciliar foram analisados. Neste estudo foram instaladas 50 amostras de 300m2 (50m x 6 m) e dentro de cada amostra foram classificados todos os indivíduos com CAP (Circunferência na Altura do Peito) > 15 cm. O número médio de indivíduos por hectare encontrado foi de 1.551 e foram listadas 172 espécies pertencentes a 134 grupos e 32 famílias. Uma vez em poder da lista de espécies nativas que constituem a cobertura florística original da região, o passo seguinte foi estabelecer a composição florística de um hectare de reflorestamento. Essa determinação levou em conta diversos aspectos. Aspectos de sucessão da vegetação, características ambientais do local, população original de cada espécie, risco de extinção, assim como um limite mínimo de diversidade baseado na resolução 21 da Secretaria Estadual do meio Ambiente do Estado de São Paulo (80 espécies diferentes por hectare). As espécies foram então divididas entre em pioneiras (P) 50%, secundárias (S) 25% e climácicas (C) 25%, para facilitar o plano de recuperação das áreas de reflorestamento. Para estimar a quantidade de biomassa em um hectare de floresta nativa foi utilizado o método não destrutivo. Este método baseia-se em análise dimensional, isto é, na relação alométrica existente entre dimensões de diferentes partes de um mesmo organismo e na manutenção da razão relativa de crescimento. Neste método, procura-se estabelecer uma relação entre dados dendrométricos facilmente coletados em campo, tais como o diâmetro e a altura do fuste, medidas coletadas com arvore em pé, com os pesos dos elementos componentes da árvore como tronco, galhos, folhas e casca. Assim sendo, diâmetros de uma amostra de árvores são medidos e convertidos em estimativas de peso de biomassa utilizando-se equações de regressão alométricas. Esse tipo de equação existe para muitos tipos de florestas; algumas são específicas para um determinado lugar, enquanto outras, particularmente nas regiões tropicais, são mais
  • 5.
    genéricas (ALVES etal., 1997; BROWN, 1996; SCHROEDER et al., 1997). Ainda, segundo publicação do IPCC (Intergovernamental Pannel on Climate Change), em seu relatório específico sobre o tema "Land-use, land-use change and forestry", no item 2.4.2.1.2, que descreve os métodos para estimar a biomassa de uma árvore, cita que: “Cortar e pesar um número suficiente de árvores para produzir equações alométricas locais pode ser extremamente caro e consumir muito tempo, o que pode estar além do objetivo de determinados projetos. A vantagem de se utilizar equações genéricas é que elas são baseadas em um número grande de equações e abordam uma grande variedade de diâmetros, fatores que aumentam a precisão das equações...” Como citado anteriormente, nas medidas realizadas no campo foram consideradas apenas as árvores com CAP maior ou igual a 15 cm. Assim sendo, o número médio de indivíduos por hectare fica sempre subestimado, já que as árvores com o diâmetro e a altura do peito inferior a este valor não aparecem nas amostras. Para a elaboração de um projeto de seqüestro de carbono, é preferível que a estimativa do potencial seja subestimada a super estimada, aumentando assim a confiabilidade do projeto. A definição do CAP mínimo está vinculada ao fato de que as equações alométricas disponíveis perdem drasticamente a confiabilidade quando aplicadas para valores abaixo deste limite. Partindo destes princípios, foram utilizadas várias abordagens combinando várias equações alométricas com diferentes grupos de dados até a identificação da melhor alternativa, alternativa esta que apresentou o melhor resultado estatístico quando comparada a realidade de campo. Na utilização dessas equações, o valor obtido para a biomassa (Y) é dividido por mil para obter o resultado em toneladas. O valor em toneladas é então multiplicado por 0,5 para obter as toneladas de carbono. A multiplicação por 0,5 é efetuada porque na bibliografia disponível, em média, a matéria vegetal contém 50% de carbono, uma vez que água é removida (MACDICKEN, 1997). O valor obtido é então dividido pelo tamanho da parcela amostrada (em m2) para então obter o valor em tC/m2. Multiplicando esse valor por 10.000 m2, obtem-se, o valor em tC/ha.
  • 6.
    Desta forma, ametodologia utilizada para a determinação da quantidade de carbono no reflorestamento de mata ciliar foi: 1. Instalar um número significativo de parcelas amostrais fixas nos remanescentes de mata ciliar da região de estudo. As amostras foram georreferenciadas com o auxilio de um GPS (global positioning system). 2. Dentro de cada amostra, todas as árvores com CAP maior que 15 cm foram identificadas por espécie e classe de diâmetro tendo a circunferência na altura do peito medida. 3. A partir desses dados foi possível determinar para cada amostra o número médio de indivíduos e o CAP médio para cada espécie dentro de cada uma das categorias de diâmetro. Finalmente, com a utilização de uma equação alométrica desenvolvida para a área de estudo, a quantidade de biomassa acima do solo presente no reflorestamento foi estimada.
  • 7.
    A Figura 14mostra a distribuição dos valores de toneladas de carbono em função do número de amostras encontradas entre as amostras analisadas. É possível observar que 11% das amostras se encontram na faixa entre 20 e 40 tC/ha. Parcela similar (12%) ocorre para a faixa entre 100 e 140 tC/ha. A grande maioria das amostras (77%) se encontra na faixa entre 40 e 100 tC/ha. Ainda é possível observar que do total 12 amostras (31%) se encontram na faixa entre 60 e 80 tC/ha. Após a análise dos resultados da simulação e comparando os mesmos com os resultados das simulações feitas com os dados obtidos em campo e com os valores estimados de carbono em diversos ecossistemas, é possível estimar que um hectare de mata ciliar reflorestado com 1600 indivíduos no município de São Carlos , conterá em média 78 tC em biomassa acima do solo.
  • 8.
    Em seguida, foifeita uma estimativa da quantidade de carbono que existe atualmente nas áreas que serão reflorestadas. A partir das imagens de satélite e de idas ao campo foram definidas duas categorias principais de cobertura vegetal nas áreas a serem reflorestadas: 1. Pasto 2. Capoeira Nas áreas onde existe pasto a quantidade de carbono armazenada na forma de biomassa está entre 2 tC/ha e 10 tC/ha. Esta estimativa depende do tipo de gramínea cultivada, da qualidade do solo e ha quanto tempo a área foi abandonada. Nas áreas de capoeira essa quantidade é de aproximadamente 8 tC/ha (RESENDE,2001). O próximo passo foi determinar qual a porcentagem da área a ser recuperada está coberta com cada uma dessas coberturas especificadas. Essa
  • 9.
    determinação foi feitacom o auxílio das imagens de satélite e de fotografias aéreas e novamente, idas ao campo. A partir desta análise concluiu-se que 58% das áreas a serem recuperadas se encontram cobertas por capoeira e 42% por pasto. Assim sendo é possível considerar que nas áreas que serão reflorestadas existe em média 7tC/ha. Desta forma a remoção líquida de carbono da atmosfera será de 71tC/há, considerando-se apenas a biomassa acima do solo. Segundo SCHROEDER & WINJUM (1995) utiliza-se um fator de 23% para a relação entre a quantidade de biomassa contida na raiz e na parte aérea de uma árvore, CERRI et al. (2000) utiliza o valor de 18,7%. Para estimar a quantidade de carbono nas raízes foi utilizada uma abordagem conservadora considerando um valor de 16%. Considerando que os reservatórios de carbono previstos pelo MDL para serem analisados nos projetos de LULUCF podem incluir: 1. biomassa acima do solo. 2. biomassa abaixo do solo. 3. serrapilheira. 4. madeira morta. 5. matéria orgânica no solo. A abordagem utilizada considera a utilização de apenas dois desses reservatórios. A biomassa acima do solo e a biomassa abaixo do solo. A primeira é calculada seguindo a metodologia descrita anteriormente, e a biomassa abaixo do solo é estimada indiretamente utilizando a relação de 16% da biomassa acima do solo. Assim sendo a remoção líquida de carbono da atmosfera na região de estudo será de aproximadamente 80 tC/ha, o que equivale a 290 tCO2 eq por hectare. Esta quantidade será atingida em um período de aproximadamente 30 anos, quando a floresta atingir o estagio clímax. Considerando um número médio de 1.600 indivíduos por hectare, o fator de fixação utilizado para dimensionar o reflorestamento é de 0,18 tCO2e/árvore.
  • 10.
    Resultados Através da metodologiade analise de fixação de carbono em biomassa e da equação1, chegamos ao número de 113 árvores a serem plantadas. Considerando que em um projeto de reflorestamento com espécies mistas há uma mortalidade normal de mudas (de 10 a 20%) e a abordagem conservativa sempre utilizada em nossos projetos, o número final de árvores a serem plantadas a fim de neutralizar as emissões relativas à produção e distribuição do livro “Uma Verdade Inconveniente” é de 136 árvores (Tabela Final em anexo). As 136 árvores foram plantadas junto às árvores referentes aos projetos realizados pela TGI no ano de 2005 e 2006, nas margens do Rio Gregório, Sítio Santa Maria, município de São Carlos – SP (Fotos 1, 2 e 3) em 10/2006, contribuindo para a formação de um corredor de biodiversidade e para a preservação dos recursos hídricos da região. O Restauro Florestal foi projetado levando em conta critérios de máxima diversidade de espécies estabelecidos pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Foram plantadas 85 espécies nativas diferentes respeitando critérios de divisão por classe de sucessão e condições específicas do local escolhido, visando restaurar a vegetação nativa da área ao mais próximo possível de sua condição original.
  • 11.
    ANEXO Foto 1. SítioSanta Maria, município de São Carlos. As árvores do presente projeto foram plantadas na área delineada em amarelo. A linha vermelha representa o reflorestamento realizado em 2005. O fragmento florestal no canto inferior esquerdo da foto abriga a nascente do Rio Gregório. Figura 2. Antigo pasto degradado no Sítio Santa Maria. Mudas plantadas em outubro de 2005 e área de implantação das árvores do presente projeto.
  • 12.
    Figura 3. SítioSanta Maria. Trabalhadores preparando a área de implantação das árvores.
  • 13.
    Tabela 1. DadosGerais Tiragem Formato (dimensões) Área (m2) Número de Páginas Peso do livro (Kg) 5.000 exemplares 21x18 cm 0,038 /folha 281 735g 21,2 área total de impresão Tabela 2. Materiais Emissões de 2.1. Papel Tipo do Papel Gramatura Quantidade Bruta (kg) CO2e (t) 1 couchê fosco (miolo) 115 g 5.844 5,21 2 Supremo Alto Alvura 300 g 364 0,32 Total 6.208 5,53 Emissões de 2.2. Tintas Tipo da Tinta Cor Quantidade (Kg) CO2e (t) 1 NovaBoard BASF preto 19,8 0,006 2 NovaBoard BASF cyan 19,8 0,006 3 NovaBoard BASF magenta 19,8 0,006 4 NovaBoard BASF amarelo 19,8 0,006 Total 79,2 0,024 2.3. Vernizes ou Tipo de Verniz ou Emissões de Especificações Quantidade Quantidade total (Kg) Revestimento Revestimento CO2e (t) aprox 2 g/m2 de área 1 Base d'água 0,424 0,000 aplicada aprox 10 g/m2 de área 2 Laminação polipropileno 2,12 0,005 aplicada aprox 15 g/m2 de área 3 Plastificação Polietileno 3,18 0,022 aplicada Total 0,027
  • 14.
    Emissões de 2.4. Embalagem Tipo de embalagem Especificações Quantidade (Kg) CO2e (t) 1 Caixas de papelão onda simples 500 0,312 Tabela 3. Consumo Energético. Consumo Energia Emissões de Tipo de Máquina Potencia (kW) Número de horas Consumo (kWh) Elétrica CO2e (t) Impressora Plana 1 50 32,06 1603 0,428 Hidelberg Tabela 4. Emissões Editora (consumo de eletricidade e água, produção de lixo e esgoto). Pessoal Total de horas Observações Emissões de CO2e (t) Impressão/Acabamento 44 65,97 0,043 Editora Manole
  • 15.
    Tabela 5. Transporte. Emissões de Distribuição Meio de Transporte Distância Percorrida (km) Observações CO2e (t) São Paulo 100 da fábrica às livrarias 0,036 Porto Alegre 1119 em rodovias 0,811 Recife 2660 em rodovias 1,927 Rio de Janeiro 429 em rodovias 0,311 Belo Horizonte 500 em rodovias 0,362 Niteroi 480 em rodovias 0,348 Salvador 1500 em rodovias 1,087 Curitiba 350 em rodovias 0,254 Nova Iguaçu 450 em rodovias 0,326 Vitoria Caminhão 957 em rodovias 0,693 Cuiaba 1634 em rodovias 1,184 Feira de Santana 1846 em rodovias 1,337 Taguatinga 1015 em rodovias 0,735 Petropolis 463 em rodovias 0,335 Aracaju 2174 em rodovias 1,575 Itapema 633 em rodovias 0,459 Florianopolis 705 em rodovias 0,511 Governador Valadares 914 em rodovias 0,662 Vitória da Conquista 1460 em rodovias 1,058 Total 19389 14,011 Tabela 6. Resultados Finais Emissões Finais (t CO2e) Árvores Árvores + 20% 20,38 113 136