SUMÁRIO
Nesta aula, iremosdiscutir:
A situação da Igreja Católica na passagem da
Idade Média para a Idade Moderna;
O processo de surgimento das igrejas/religiões
protestantes na Europa;
A reação católica a este processo através da
Contrarreforma.
4.
VAMOS RELEMBRAR?
Transformações ocorridasna passagem da
Idade Média para a Idade Moderna:
Crise do sistema feudal (social e produtiva);
Renascimento Urbano e Comercial;
Formação dos Estados Nacionais;
Mercantilismo e expansão marítima;
Renascimento Cultural.
6.
A TODA PODEROSA
Mesmoapós este
processo, no entanto, e
apesar dos reveses
sofridos, a principal
instituição política,
religiosa e ideológica do
ocidente medieval
continuou a exercer sua
influência.
UMA ÚNICA IGREJA
Atéentão, não se pode
falar em diversidade ou
liberdade religiosa no
ocidente europeu.
9.
ESTADOS X IGREJA
Noinício do século XVI,
as relações entre as
monarquias modernas
centralizadas recém-
estabelecidas e o
papado (antigo detentor
do poder temporal) eram,
em geral, tensas.
10.
NÃO À USURA!
Umadas questões
girava em torno da
expansão capitalista
promovida pelos
Estados, condenada
nas pregações da
Igreja.
11.
A CONTRADIÇÃO
À época,porém, a Igreja adotava inúmeras
práticas polêmicas e questionáveis:
Interesse prioritário por questões econômicas;
Cobrança de juros e venda de indulgências.
Afastamento em relação aos textos sagrados;
Falta de vocação de muitos sacerdotes;
Comportamento devasso de alguns clérigos.
12.
VAMOS REFLETIR?
Na suaopinião, como
a Igreja Católica
conseguia convencer
as pessoas a comprar
indulgências?
13.
PRIMEIRAS REAÇÕES
Durante oRenascimento
Cultural, o poder
inquestionável da Igreja e
as práticas clericais já
eram intensamente
criticadas por indivíduos
como Thomas Morus e
Erasmo de Roterdã.
14.
E MAIS REAÇÕES
Tambémem
universidades como a
de Oxford, clamores for
reformas imediatas no
seio da Igreja eram
constantemente ouvidos.
15.
NA ALEMANHA
Em plenoSacro
Império Romano-
Germânico, destacado
guardião das tradições
católicas, um professor
e monge agostiniano,
levanta sua voz contra
as práticas da Igreja.
SEM RESPOSTA
Diante daomissão papal,
Lutero, em 1517, na
cidade de Wittenberg,
escreve As 95 teses,
onde tece graves críticas
à Igreja Católica.
19.
A EXCOMUNHÃO
Em 1521,sob pressão
da Igreja, o sacro
imperador Carlos V
convoca um
assembleia, na qual
Lutero é considerado
herege.
20.
APÓS A TEMPESTADE
Acolhidopor parte da
nobreza, Lutero passou a
dedicar-se à tradução da
Bíblia do latim para o
alemão e a desenvolver
os princípios de sua nova
corrente religiosa.
21.
O LUTERANISMO
Os principaisfundamentos da Confissão de
Augsburg (1530):
O princípio da salvação apenas pela fé;
A livre leitura da Bíblia, único dogma existente;
A supressão do celibato e das imagens;
Apenas dois sacramentos: batismo e eucaristia;
Substituição do latim pelo alemão nos cultos;
Submissão da Igreja ao Estado.
DEPOIS, NA SUÍÇA...
Porvolta de 1530,
chega a Genebra o
francês João Calvino
(1509-1564), divulgando
suas ideias e fundando
uma nova corrente
religiosa.
24.
O CALVINISMO
Calvino fundamentava-se
noprincípio da
predestinação absoluta
e na ideia de que o
enriquecimento lícito,
através do trabalho, era
aceito por Deus.
25.
DEUS E ODINHEIRO
Muito próximo aos
valores
capitalistas, o
calvinismo logo
expandiu-se pela
Europa, mais do que
o luteranismo.
26.
VAMOS REFLETIR?
Você lembraquem
eram, em geral, os
indivíduos que
colonizaram o norte da
América inglesa a
partir do século XVII?
27.
O ANGLICANISMO
Já naInglaterra, o
surgimento de uma
nova religião foi fruto
de desavenças entre
a monarca inglês,
Henrique VIII, e a
Igreja Católica.
28.
A CONTRARREFORMA
A reaçãocatólica ante a Reforma não tardou:
O Concílio de Trento (1545) e suas decisões:
Proibição da venda de indulgências;
Obrigatoriedade de cursar seminários;
Confirmação do celibato e dos sacramentos;
Reativação do Tribunal da Santa Inquisição.
A criação da Companhia de Jesus (1534).
29.
VAMOS REVISAR?
A manutençãode poder pela Igreja mesmo
após a crise do feudalismo e a imoralidade de
seus comportamentos.
As tentativas frustradas de mudança e o
surgimento de correntes religiosas alternativas
na Europa, sendo o Luteranismo a pioneira.
A reação da Igreja Católica a estes movimentos
através da Contrarreforma: poucas mudanças.
30.
QUER SABER MAIS?
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 21.
ed. Rio de Janeiro: LTC, 1986.
KLUG, João. Lutero e a reforma religiosa. São Paulo:
FTD, 1998.
SEFFNER, Fernando. Da Reforma à Contrarreforma:
o cristianismo em crise. São Paulo: Atual, 1993.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do
capitalismo. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson
Learning, 2001.