HISTÓRIA
Prof. Raul Barreto
Tema da Aula:
A REFORMA
PROTESTANTE E A
CONTRARREFORMA
SUMÁRIO
Nesta aula, iremos discutir:
 A situação da Igreja Católica na passagem da
Idade Média para a Idade Moderna;
 O processo de surgimento das igrejas/religiões
protestantes na Europa;
 A reação católica a este processo através da
Contrarreforma.
VAMOS RELEMBRAR?
Transformações ocorridas na passagem da
Idade Média para a Idade Moderna:
 Crise do sistema feudal (social e produtiva);
 Renascimento Urbano e Comercial;
 Formação dos Estados Nacionais;
 Mercantilismo e expansão marítima;
 Renascimento Cultural.
A TODA PODEROSA
Mesmo após este
processo, no entanto, e
apesar dos reveses
sofridos, a principal
instituição política,
religiosa e ideológica do
ocidente medieval
continuou a exercer sua
influência.
QUAL INSTITUIÇÃO?
A Igreja Católica
Apostólica
Romana.
UMA ÚNICA IGREJA
Até então, não se pode
falar em diversidade ou
liberdade religiosa no
ocidente europeu.
ESTADOS X IGREJA
No início do século XVI,
as relações entre as
monarquias modernas
centralizadas recém-
estabelecidas e o
papado (antigo detentor
do poder temporal) eram,
em geral, tensas.
NÃO À USURA!
Uma das questões
girava em torno da
expansão capitalista
promovida pelos
Estados, condenada
nas pregações da
Igreja.
A CONTRADIÇÃO
À época, porém, a Igreja adotava inúmeras
práticas polêmicas e questionáveis:
 Interesse prioritário por questões econômicas;
 Cobrança de juros e venda de indulgências.
 Afastamento em relação aos textos sagrados;
 Falta de vocação de muitos sacerdotes;
 Comportamento devasso de alguns clérigos.
VAMOS REFLETIR?
Na sua opinião, como
a Igreja Católica
conseguia convencer
as pessoas a comprar
indulgências?
PRIMEIRAS REAÇÕES
Durante o Renascimento
Cultural, o poder
inquestionável da Igreja e
as práticas clericais já
eram intensamente
criticadas por indivíduos
como Thomas Morus e
Erasmo de Roterdã.
E MAIS REAÇÕES
Também em
universidades como a
de Oxford, clamores for
reformas imediatas no
seio da Igreja eram
constantemente ouvidos.
NA ALEMANHA
Em pleno Sacro
Império Romano-
Germânico, destacado
guardião das tradições
católicas, um professor
e monge agostiniano,
levanta sua voz contra
as práticas da Igreja.
SEU NOME?
Martinho Lutero
(1483-1546)
TENTANDO MUDAR
Inicialmente, Lutero
tenta alertar a cúpula da
Igreja sobre os
problemas em curso,
reivindicando mudanças
de pensamento e de
conduta.
SEM RESPOSTA
Diante da omissão papal,
Lutero, em 1517, na
cidade de Wittenberg,
escreve As 95 teses,
onde tece graves críticas
à Igreja Católica.
A EXCOMUNHÃO
Em 1521, sob pressão
da Igreja, o sacro
imperador Carlos V
convoca um
assembleia, na qual
Lutero é considerado
herege.
APÓS A TEMPESTADE
Acolhido por parte da
nobreza, Lutero passou a
dedicar-se à tradução da
Bíblia do latim para o
alemão e a desenvolver
os princípios de sua nova
corrente religiosa.
O LUTERANISMO
Os principais fundamentos da Confissão de
Augsburg (1530):
 O princípio da salvação apenas pela fé;
 A livre leitura da Bíblia, único dogma existente;
 A supressão do celibato e das imagens;
 Apenas dois sacramentos: batismo e eucaristia;
 Substituição do latim pelo alemão nos cultos;
 Submissão da Igreja ao Estado.
VOCÊ JÁ ASSISTIU?
Lutero (2003),
Alemanha / EUA, de
Eric Till.
DEPOIS, NA SUÍÇA...
Por volta de 1530,
chega a Genebra o
francês João Calvino
(1509-1564), divulgando
suas ideias e fundando
uma nova corrente
religiosa.
O CALVINISMO
Calvino fundamentava-se
no princípio da
predestinação absoluta
e na ideia de que o
enriquecimento lícito,
através do trabalho, era
aceito por Deus.
DEUS E O DINHEIRO
Muito próximo aos
valores
capitalistas, o
calvinismo logo
expandiu-se pela
Europa, mais do que
o luteranismo.
VAMOS REFLETIR?
Você lembra quem
eram, em geral, os
indivíduos que
colonizaram o norte da
América inglesa a
partir do século XVII?
O ANGLICANISMO
Já na Inglaterra, o
surgimento de uma
nova religião foi fruto
de desavenças entre
a monarca inglês,
Henrique VIII, e a
Igreja Católica.
A CONTRARREFORMA
A reação católica ante a Reforma não tardou:
 O Concílio de Trento (1545) e suas decisões:
Proibição da venda de indulgências;
Obrigatoriedade de cursar seminários;
Confirmação do celibato e dos sacramentos;
Reativação do Tribunal da Santa Inquisição.
 A criação da Companhia de Jesus (1534).
VAMOS REVISAR?
A manutenção de poder pela Igreja mesmo
após a crise do feudalismo e a imoralidade de
seus comportamentos.
As tentativas frustradas de mudança e o
surgimento de correntes religiosas alternativas
na Europa, sendo o Luteranismo a pioneira.
A reação da Igreja Católica a estes movimentos
através da Contrarreforma: poucas mudanças.
QUER SABER MAIS?
 HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 21.
ed. Rio de Janeiro: LTC, 1986.
 KLUG, João. Lutero e a reforma religiosa. São Paulo:
FTD, 1998.
 SEFFNER, Fernando. Da Reforma à Contrarreforma:
o cristianismo em crise. São Paulo: Atual, 1993.
 WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do
capitalismo. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson
Learning, 2001.

Reforma-Protestante.e a Contrareforma informações

  • 1.
  • 2.
    Tema da Aula: AREFORMA PROTESTANTE E A CONTRARREFORMA
  • 3.
    SUMÁRIO Nesta aula, iremosdiscutir:  A situação da Igreja Católica na passagem da Idade Média para a Idade Moderna;  O processo de surgimento das igrejas/religiões protestantes na Europa;  A reação católica a este processo através da Contrarreforma.
  • 4.
    VAMOS RELEMBRAR? Transformações ocorridasna passagem da Idade Média para a Idade Moderna:  Crise do sistema feudal (social e produtiva);  Renascimento Urbano e Comercial;  Formação dos Estados Nacionais;  Mercantilismo e expansão marítima;  Renascimento Cultural.
  • 6.
    A TODA PODEROSA Mesmoapós este processo, no entanto, e apesar dos reveses sofridos, a principal instituição política, religiosa e ideológica do ocidente medieval continuou a exercer sua influência.
  • 7.
    QUAL INSTITUIÇÃO? A IgrejaCatólica Apostólica Romana.
  • 8.
    UMA ÚNICA IGREJA Atéentão, não se pode falar em diversidade ou liberdade religiosa no ocidente europeu.
  • 9.
    ESTADOS X IGREJA Noinício do século XVI, as relações entre as monarquias modernas centralizadas recém- estabelecidas e o papado (antigo detentor do poder temporal) eram, em geral, tensas.
  • 10.
    NÃO À USURA! Umadas questões girava em torno da expansão capitalista promovida pelos Estados, condenada nas pregações da Igreja.
  • 11.
    A CONTRADIÇÃO À época,porém, a Igreja adotava inúmeras práticas polêmicas e questionáveis:  Interesse prioritário por questões econômicas;  Cobrança de juros e venda de indulgências.  Afastamento em relação aos textos sagrados;  Falta de vocação de muitos sacerdotes;  Comportamento devasso de alguns clérigos.
  • 12.
    VAMOS REFLETIR? Na suaopinião, como a Igreja Católica conseguia convencer as pessoas a comprar indulgências?
  • 13.
    PRIMEIRAS REAÇÕES Durante oRenascimento Cultural, o poder inquestionável da Igreja e as práticas clericais já eram intensamente criticadas por indivíduos como Thomas Morus e Erasmo de Roterdã.
  • 14.
    E MAIS REAÇÕES Tambémem universidades como a de Oxford, clamores for reformas imediatas no seio da Igreja eram constantemente ouvidos.
  • 15.
    NA ALEMANHA Em plenoSacro Império Romano- Germânico, destacado guardião das tradições católicas, um professor e monge agostiniano, levanta sua voz contra as práticas da Igreja.
  • 16.
  • 17.
    TENTANDO MUDAR Inicialmente, Lutero tentaalertar a cúpula da Igreja sobre os problemas em curso, reivindicando mudanças de pensamento e de conduta.
  • 18.
    SEM RESPOSTA Diante daomissão papal, Lutero, em 1517, na cidade de Wittenberg, escreve As 95 teses, onde tece graves críticas à Igreja Católica.
  • 19.
    A EXCOMUNHÃO Em 1521,sob pressão da Igreja, o sacro imperador Carlos V convoca um assembleia, na qual Lutero é considerado herege.
  • 20.
    APÓS A TEMPESTADE Acolhidopor parte da nobreza, Lutero passou a dedicar-se à tradução da Bíblia do latim para o alemão e a desenvolver os princípios de sua nova corrente religiosa.
  • 21.
    O LUTERANISMO Os principaisfundamentos da Confissão de Augsburg (1530):  O princípio da salvação apenas pela fé;  A livre leitura da Bíblia, único dogma existente;  A supressão do celibato e das imagens;  Apenas dois sacramentos: batismo e eucaristia;  Substituição do latim pelo alemão nos cultos;  Submissão da Igreja ao Estado.
  • 22.
    VOCÊ JÁ ASSISTIU? Lutero(2003), Alemanha / EUA, de Eric Till.
  • 23.
    DEPOIS, NA SUÍÇA... Porvolta de 1530, chega a Genebra o francês João Calvino (1509-1564), divulgando suas ideias e fundando uma nova corrente religiosa.
  • 24.
    O CALVINISMO Calvino fundamentava-se noprincípio da predestinação absoluta e na ideia de que o enriquecimento lícito, através do trabalho, era aceito por Deus.
  • 25.
    DEUS E ODINHEIRO Muito próximo aos valores capitalistas, o calvinismo logo expandiu-se pela Europa, mais do que o luteranismo.
  • 26.
    VAMOS REFLETIR? Você lembraquem eram, em geral, os indivíduos que colonizaram o norte da América inglesa a partir do século XVII?
  • 27.
    O ANGLICANISMO Já naInglaterra, o surgimento de uma nova religião foi fruto de desavenças entre a monarca inglês, Henrique VIII, e a Igreja Católica.
  • 28.
    A CONTRARREFORMA A reaçãocatólica ante a Reforma não tardou:  O Concílio de Trento (1545) e suas decisões: Proibição da venda de indulgências; Obrigatoriedade de cursar seminários; Confirmação do celibato e dos sacramentos; Reativação do Tribunal da Santa Inquisição.  A criação da Companhia de Jesus (1534).
  • 29.
    VAMOS REVISAR? A manutençãode poder pela Igreja mesmo após a crise do feudalismo e a imoralidade de seus comportamentos. As tentativas frustradas de mudança e o surgimento de correntes religiosas alternativas na Europa, sendo o Luteranismo a pioneira. A reação da Igreja Católica a estes movimentos através da Contrarreforma: poucas mudanças.
  • 30.
    QUER SABER MAIS? HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 21. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1986.  KLUG, João. Lutero e a reforma religiosa. São Paulo: FTD, 1998.  SEFFNER, Fernando. Da Reforma à Contrarreforma: o cristianismo em crise. São Paulo: Atual, 1993.  WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.