Psicologia Hospitalar
Prof. Me. Marcelo Solidade
OMS define a saúde não apenas como ausência de doença, mas como a
situação de perfeito bem estar físico, mental e social.
Saúde mental – conceito mais amplo – Psiquiatria
O sofrimento é subjetivo – necessidades e desejos individuais
Conceitos de saúde
Psicólogo hospitalar – exerce seu olhar como um clínico
“À beira do leito” – voltado para o doente
Psicólogo hospitalar ≠ Teoria/abordagem
A tarefa do psicólogo na instituição hospitalar
Aspectos psíquicos – doenças orgânicas – antiguidade → dias atuais
O corpo como inscrição do sintoma
Os aspectos emocionais acompanham a evolução do adoecer?
Médicos e profissionais da saúde – lado “obscuro/inconsciente”
Conflitos, queixas – complicam evoluções e reduzem a eficácia terapêutica prevista
(Botega, Dalgalarrondo, 1993)
Aspectos psicológicos e doenças orgânicas
“É mais importante conhecer a pessoa que tem a doença do que
a doença que a pessoa tem” (Heráclito, 460 a.C.)
Médico – percepção da morbidade psicológica (Ex. paciente com câncer)
Episódios psicóticos – procedimentos cirúrgicos
Aspectos emocionais – podem alterar reações e habilidades, modificando a
aderência ao tratamento e possibilitando a tomada de decisões que
influenciarão suas chances de sobreviver.
Fatores para mudança – Inserção do Psicólogo
Parecer Encaminhamento
Só vai ao psicólogo quem é louco – “Preciso de ajuda. Por que não?”
População – emoções – agravamento de doenças
Sofrimento – manifestação sintomática – profissional/paciente
Reconhecimento do sofrimento psíquico
Minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização
O Psicólogo cuida do ADOECIMENTO e não da doença
Como o indivíduo está vivendo está doença?
Sujeito – experiência de adoecimento
Contato no hospital
Setting terapêutico no hospital
Atípico e adverso à atividade clínica
Exige do profissional postura flexível
No contexto hospitalar haverá:
• Interrupções
• Adiamentos
• Cancelamentos
Médico – objetivo
Psicólogo – subjetivo
O paciente precisa ter lugar de fala – só ele sabe sobre seu sofrimento
O processo de adoecimento faz o homem entrar em contato com suas
fragilidades, com sua finitude.
Doença e subjetividade
Corpo Biológico
O corpo para a Medicina
Corpo Subjetivo e Pulsional
O corpo para a Psicologia
• Negação
• Raiva
• Barganha – sujeito busca uma atribuição para associar com a sua doença
• Depressão – impotência
• Aceitação – aceita seu estado de adoecimento, observando-o
Adoecimento: qual a vivência do sujeito?
Não necessariamente o sujeito passa por todas estas fases.
Ele pode se estagnar em uma delas.
• Hospital interfere na atuação do auxílio
• Dinâmica de trabalho com multiplicidade de solicitações
• Ambiente de atuação aberto e variável (elevador, UTI, pronto socorro)
• Tempo impõe limites
• Sobreposição do sofrimento orgânico
• Morte e morrer como parceiros constantes na rotina de trabalho
• Maiores conhecimentos específicos (psicofármacos, cuidados paliativos)
• Múltiplas intervenções: paciente, família, equipe, instituição
Atendimento hospitalar X atendimento clínico
Paciente – interessado no alívio sintomático
Família – preocupação com o prognóstico
Equipe – interessada no diagnóstico
Psicólogo – cuida/media estas relações, além do foco individual, temos o
foco das interrelações.
Focos na Psicologia hospitalar
Psicologia não elimina os sintomas – escuta-os
Psicologia vai além da cura
Trabalhamos com o simbólico, com as fantasias – gerados de angústia
Escuta analítica (simbólica) – escuta do sofrimento subjetivo
A tarefa do psicólogo na instituição hospitalar
É essencial compreender o paciente em suas diferentes fases da vida:
• Crianças
• Adolescente
• Adulto
• Terceira-idade – velhice
O paciente nas diferentes fases da vida
Algumas atividades do Psicólogo Hospitalar
• Atendimento ambulatorial
• Avaliação diagnóstica
• Psicoterapia em grupo
• Suporte a familiares
• Avaliação psicológica para procedimentos cirúrgicos
• Atuação em Equipe Multidisciplinar
A importância de conhecer as psicopatologias

Psicologia Hospitalar e algumas considerações

  • 1.
  • 2.
    OMS define asaúde não apenas como ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem estar físico, mental e social. Saúde mental – conceito mais amplo – Psiquiatria O sofrimento é subjetivo – necessidades e desejos individuais Conceitos de saúde
  • 3.
    Psicólogo hospitalar –exerce seu olhar como um clínico “À beira do leito” – voltado para o doente Psicólogo hospitalar ≠ Teoria/abordagem A tarefa do psicólogo na instituição hospitalar
  • 4.
    Aspectos psíquicos –doenças orgânicas – antiguidade → dias atuais O corpo como inscrição do sintoma Os aspectos emocionais acompanham a evolução do adoecer? Médicos e profissionais da saúde – lado “obscuro/inconsciente” Conflitos, queixas – complicam evoluções e reduzem a eficácia terapêutica prevista (Botega, Dalgalarrondo, 1993) Aspectos psicológicos e doenças orgânicas “É mais importante conhecer a pessoa que tem a doença do que a doença que a pessoa tem” (Heráclito, 460 a.C.)
  • 5.
    Médico – percepçãoda morbidade psicológica (Ex. paciente com câncer) Episódios psicóticos – procedimentos cirúrgicos Aspectos emocionais – podem alterar reações e habilidades, modificando a aderência ao tratamento e possibilitando a tomada de decisões que influenciarão suas chances de sobreviver. Fatores para mudança – Inserção do Psicólogo
  • 6.
    Parecer Encaminhamento Só vaiao psicólogo quem é louco – “Preciso de ajuda. Por que não?” População – emoções – agravamento de doenças Sofrimento – manifestação sintomática – profissional/paciente Reconhecimento do sofrimento psíquico
  • 7.
    Minimizar o sofrimentoprovocado pela hospitalização O Psicólogo cuida do ADOECIMENTO e não da doença Como o indivíduo está vivendo está doença? Sujeito – experiência de adoecimento Contato no hospital
  • 8.
    Setting terapêutico nohospital Atípico e adverso à atividade clínica Exige do profissional postura flexível No contexto hospitalar haverá: • Interrupções • Adiamentos • Cancelamentos
  • 9.
    Médico – objetivo Psicólogo– subjetivo O paciente precisa ter lugar de fala – só ele sabe sobre seu sofrimento O processo de adoecimento faz o homem entrar em contato com suas fragilidades, com sua finitude. Doença e subjetividade
  • 10.
    Corpo Biológico O corpopara a Medicina
  • 11.
    Corpo Subjetivo ePulsional O corpo para a Psicologia
  • 12.
    • Negação • Raiva •Barganha – sujeito busca uma atribuição para associar com a sua doença • Depressão – impotência • Aceitação – aceita seu estado de adoecimento, observando-o Adoecimento: qual a vivência do sujeito? Não necessariamente o sujeito passa por todas estas fases. Ele pode se estagnar em uma delas.
  • 13.
    • Hospital interferena atuação do auxílio • Dinâmica de trabalho com multiplicidade de solicitações • Ambiente de atuação aberto e variável (elevador, UTI, pronto socorro) • Tempo impõe limites • Sobreposição do sofrimento orgânico • Morte e morrer como parceiros constantes na rotina de trabalho • Maiores conhecimentos específicos (psicofármacos, cuidados paliativos) • Múltiplas intervenções: paciente, família, equipe, instituição Atendimento hospitalar X atendimento clínico
  • 14.
    Paciente – interessadono alívio sintomático Família – preocupação com o prognóstico Equipe – interessada no diagnóstico Psicólogo – cuida/media estas relações, além do foco individual, temos o foco das interrelações. Focos na Psicologia hospitalar
  • 15.
    Psicologia não eliminaos sintomas – escuta-os Psicologia vai além da cura Trabalhamos com o simbólico, com as fantasias – gerados de angústia Escuta analítica (simbólica) – escuta do sofrimento subjetivo A tarefa do psicólogo na instituição hospitalar
  • 16.
    É essencial compreendero paciente em suas diferentes fases da vida: • Crianças • Adolescente • Adulto • Terceira-idade – velhice O paciente nas diferentes fases da vida
  • 17.
    Algumas atividades doPsicólogo Hospitalar • Atendimento ambulatorial • Avaliação diagnóstica • Psicoterapia em grupo • Suporte a familiares • Avaliação psicológica para procedimentos cirúrgicos • Atuação em Equipe Multidisciplinar
  • 18.
    A importância deconhecer as psicopatologias