Prostituição
PROSTITUIÇÃO A  prostituição  pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afetivos ou prazer. Apesar de comumente a  prostituição  consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informação, etc. A prostituição é praticada mais comumente por mulheres, mas há um grande número de casos de prostituição masculina em diversos locais ao redor do mundo.
DIAS ATUAIS Modernamente, com as doenças sexualmente transmissíveis, (DST), entre as quais a SIDA (AIDS em inglês), a prática da prostituição recebeu um golpe. Foi necessária a intervenção estatal para o controle e prevenção das doenças, que atingiram níveis de epidemia no final do século XX, início do século XXI, extinguindo boa parte da população de risco (pois são enfermidades fatais aos clientes e prostitutas). Apesar das tentativas de órgãos de saúde pública em todo o mundo na prevenção a estas doenças, em regiões mais pobres do planeta, miséria e prostituição são palavras praticamente sinônimas. Nas regiões mais pobres a miséria, a prostituição, o tráfico de drogas e as DST se entrelaçam. No Brasil a prostituição infantil é comum nas camadas mais pobres dos grandes centros urbanos. Nas capitais do Nordeste em especial, existe o turismo sexual, onde crianças de ambos os sexos são recrutadas para satisfazer os desejos de pedófilos provindos de todas as partes do mundo, em especial dos Estados Unidos e da Europa. Alguns países já reconhecem legalmente a prostituição como profissão, a exemplo da Alemanha. Com a popularização dos meios de comunicação em massa, novas formas de prostituição se verificaram, como o sexo por telefone, e sites onde o sexo é vendido em filmes, imagens, web cams ao vivo, etc., criando uma nova forma da atividade: a prostituição virtual. No Brasil
No Brasil, numa pesquisa do Ministério da Saúde e da Universidade de Brasília indica que no segundo semestre de 2005 quase 40% das prostitutas estavam na profissão há, no máximo, quatro anos, fato que seria um indício de que a prostituição estaria ligada à juventude e, quando sentem o tempo passar, ficariam desesperançosas. Já o Centro de Educação Sexual, uma ONG que realiza trabalhos com garotas e garotos de programa do Rio de Janeiro e Niterói, diz que a maioria se prostitui para sobreviver, embora muitas pessoas sonham em encontrar um amor, apesar de acreditarem que vão carregar um estigma.  A atividade de prostituição no Brasil em si não é considerada ilegal, não incorrendo em penas nem aos clientes, nem às pessoas que se prostituem. Entretanto, o fomento à prostituição e a contratação de mulheres para atuarem como prostitutas é considerado crime, punível com prisão. Enquanto muitas garotas de programa são exploradas por agenciadores outras tornam-se independentes divulgando seu próprio trabalho em classificados de jornais e classificados online, como em alguns sites na internet, em ambos os casos a anunciante deve fornecer documento de identidade, para que seja comprovada a maioridade da anunciante e a veracidade das informações contidas no anúncio. O que não ocorre na rua, onde menores de idade podem ser vítimas da indústria do sexo.
Nas sociedades primitivas, nas quais não existia a propriedade privada nem a  família monogâmica, não se praticava a prostituição nem outro tipo de serviço pessoal remunerado. São conhecidos, contudo, casos de tribos pequenas nas quais os homens podiam incitar as mulheres à relação sexual mediante a oferta de objetos por elas apreciados. Em outros povos, a prostituição de meninas foi praticada como rito de iniciação à puberdade. Com as primeiras civilizações da Mesopotâmia e do Egito surgiram as prostitutas sagradas, vinculadas a certas divindades e a determinados templos. Na antiga Grécia também ocorreu a prática sexual relacionada ao culto religioso. A prostituição propriamente dita, tanto na Grécia quanto em Roma, era controlada pelo estado, que cobrava altos impostos das prostitutas e as obrigava a usar roupas que identificassem a profissão. As heteras ou hetairas gregas, cortesãs cultas e refinadas que freqüentavam reuniões e festas de intelectuais e políticos, exerciam um tipo de prostituição respeitado.
Durante a Idade Média européia, a igreja cristã tentou sem sucesso eliminar a prostituição, mas a sociedade, orientada pelo culto do amor cortês, em que os casamentos eram arranjados com finalidades políticas ou econômicas, favorecia o florescimento da atividade. A prostituição passou a ser regulamentada e protegida por lei e a constituir uma importante fonte de ingressos para o poder público. As cortesãs também foram dignamente tratadas nas cortes do Renascimento italiano. No século XVI, uma epidemia de doenças sexualmente transmissíveis somou-se ao puritanismo da Reforma religiosa para lançar uma ofensiva contra a prostituição. Com a industrialização, as aglomerações urbanas voltaram a oferecer condições de expansão para a prostituição.
As iniciativas de cooperação internacional para erradicar o tráfico de mulheres se iniciaram em 1899. Em 1921, a Liga das Nações estabeleceu um comitê para tratar do tráfico de mulheres e crianças e, em 1949, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas adotou uma convenção para suprimir a prostituição. Desde o início do século XX, a maior parte dos países do Ocidente se inclinou para a descriminalização da prostituição e para a dissolução do vínculo entre prostituição e atividades criminais a ela associadas. Em geral, a prostituta só é perseguida no caso de incitar publicamente a realização de ato sexual. Considera-se delituosa, no entanto, a atividade dos proxenetas e de pessoas que fomentam a prostituição, ou se beneficiam do comércio do sexo, e a dos que obrigam outras pessoas a se prostituir. Com o advento dos antibióticos e a disseminação de medidas profiláticas e de higiene, o controle de um dos males correlatos da prostituição -- a propagação de doenças sexualmente transmissíveis -- parecia próximo. O surgimento da AIDS, no entanto, tornou a prática da prostituição potencialmente fatal para prostitutas e clientes e exigiu a intervenção do poder público para divulgar medidas de prevenção. Em alguns países houve tentativas de reeducação das prostitutas para adaptá-las à sociedade mediante a realização de trabalhos considerados moralmente dignos. Nas nações mais pobres, no entanto, a miséria, a prostituição e as doenças se entrelaçavam. Um dos mais graves problemas que afligia a sociedade brasileira no final do século XX era a prostituição infantil, comum especialmente entre as camadas mais pobres das capitais nordestinas e nos garimpos. Freqüentemente, as meninas eram recrutadas para essa atividade mediante seqüestro.
Equipe da escola EREM professora Carlota Breckenfeld  grupo de sociologia:  José Luis Guilherme Fragoso Cavalcante Eliel Fragoso da silva José Matheus Tenório de oliveira Matheus lima do Amaral Matheus José Mavigno  de caldas Cícero Matheus  Souza Queiroz Tiago Laudelino Matheus de oliveira José Marcelo Florêncio

Prostituição

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    PROSTITUIÇÃO A prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afetivos ou prazer. Apesar de comumente a prostituição consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informação, etc. A prostituição é praticada mais comumente por mulheres, mas há um grande número de casos de prostituição masculina em diversos locais ao redor do mundo.
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    DIAS ATUAIS Modernamente,com as doenças sexualmente transmissíveis, (DST), entre as quais a SIDA (AIDS em inglês), a prática da prostituição recebeu um golpe. Foi necessária a intervenção estatal para o controle e prevenção das doenças, que atingiram níveis de epidemia no final do século XX, início do século XXI, extinguindo boa parte da população de risco (pois são enfermidades fatais aos clientes e prostitutas). Apesar das tentativas de órgãos de saúde pública em todo o mundo na prevenção a estas doenças, em regiões mais pobres do planeta, miséria e prostituição são palavras praticamente sinônimas. Nas regiões mais pobres a miséria, a prostituição, o tráfico de drogas e as DST se entrelaçam. No Brasil a prostituição infantil é comum nas camadas mais pobres dos grandes centros urbanos. Nas capitais do Nordeste em especial, existe o turismo sexual, onde crianças de ambos os sexos são recrutadas para satisfazer os desejos de pedófilos provindos de todas as partes do mundo, em especial dos Estados Unidos e da Europa. Alguns países já reconhecem legalmente a prostituição como profissão, a exemplo da Alemanha. Com a popularização dos meios de comunicação em massa, novas formas de prostituição se verificaram, como o sexo por telefone, e sites onde o sexo é vendido em filmes, imagens, web cams ao vivo, etc., criando uma nova forma da atividade: a prostituição virtual. No Brasil
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    No Brasil, numapesquisa do Ministério da Saúde e da Universidade de Brasília indica que no segundo semestre de 2005 quase 40% das prostitutas estavam na profissão há, no máximo, quatro anos, fato que seria um indício de que a prostituição estaria ligada à juventude e, quando sentem o tempo passar, ficariam desesperançosas. Já o Centro de Educação Sexual, uma ONG que realiza trabalhos com garotas e garotos de programa do Rio de Janeiro e Niterói, diz que a maioria se prostitui para sobreviver, embora muitas pessoas sonham em encontrar um amor, apesar de acreditarem que vão carregar um estigma. A atividade de prostituição no Brasil em si não é considerada ilegal, não incorrendo em penas nem aos clientes, nem às pessoas que se prostituem. Entretanto, o fomento à prostituição e a contratação de mulheres para atuarem como prostitutas é considerado crime, punível com prisão. Enquanto muitas garotas de programa são exploradas por agenciadores outras tornam-se independentes divulgando seu próprio trabalho em classificados de jornais e classificados online, como em alguns sites na internet, em ambos os casos a anunciante deve fornecer documento de identidade, para que seja comprovada a maioridade da anunciante e a veracidade das informações contidas no anúncio. O que não ocorre na rua, onde menores de idade podem ser vítimas da indústria do sexo.
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    Nas sociedades primitivas,nas quais não existia a propriedade privada nem a família monogâmica, não se praticava a prostituição nem outro tipo de serviço pessoal remunerado. São conhecidos, contudo, casos de tribos pequenas nas quais os homens podiam incitar as mulheres à relação sexual mediante a oferta de objetos por elas apreciados. Em outros povos, a prostituição de meninas foi praticada como rito de iniciação à puberdade. Com as primeiras civilizações da Mesopotâmia e do Egito surgiram as prostitutas sagradas, vinculadas a certas divindades e a determinados templos. Na antiga Grécia também ocorreu a prática sexual relacionada ao culto religioso. A prostituição propriamente dita, tanto na Grécia quanto em Roma, era controlada pelo estado, que cobrava altos impostos das prostitutas e as obrigava a usar roupas que identificassem a profissão. As heteras ou hetairas gregas, cortesãs cultas e refinadas que freqüentavam reuniões e festas de intelectuais e políticos, exerciam um tipo de prostituição respeitado.
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    Durante a IdadeMédia européia, a igreja cristã tentou sem sucesso eliminar a prostituição, mas a sociedade, orientada pelo culto do amor cortês, em que os casamentos eram arranjados com finalidades políticas ou econômicas, favorecia o florescimento da atividade. A prostituição passou a ser regulamentada e protegida por lei e a constituir uma importante fonte de ingressos para o poder público. As cortesãs também foram dignamente tratadas nas cortes do Renascimento italiano. No século XVI, uma epidemia de doenças sexualmente transmissíveis somou-se ao puritanismo da Reforma religiosa para lançar uma ofensiva contra a prostituição. Com a industrialização, as aglomerações urbanas voltaram a oferecer condições de expansão para a prostituição.
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    As iniciativas decooperação internacional para erradicar o tráfico de mulheres se iniciaram em 1899. Em 1921, a Liga das Nações estabeleceu um comitê para tratar do tráfico de mulheres e crianças e, em 1949, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas adotou uma convenção para suprimir a prostituição. Desde o início do século XX, a maior parte dos países do Ocidente se inclinou para a descriminalização da prostituição e para a dissolução do vínculo entre prostituição e atividades criminais a ela associadas. Em geral, a prostituta só é perseguida no caso de incitar publicamente a realização de ato sexual. Considera-se delituosa, no entanto, a atividade dos proxenetas e de pessoas que fomentam a prostituição, ou se beneficiam do comércio do sexo, e a dos que obrigam outras pessoas a se prostituir. Com o advento dos antibióticos e a disseminação de medidas profiláticas e de higiene, o controle de um dos males correlatos da prostituição -- a propagação de doenças sexualmente transmissíveis -- parecia próximo. O surgimento da AIDS, no entanto, tornou a prática da prostituição potencialmente fatal para prostitutas e clientes e exigiu a intervenção do poder público para divulgar medidas de prevenção. Em alguns países houve tentativas de reeducação das prostitutas para adaptá-las à sociedade mediante a realização de trabalhos considerados moralmente dignos. Nas nações mais pobres, no entanto, a miséria, a prostituição e as doenças se entrelaçavam. Um dos mais graves problemas que afligia a sociedade brasileira no final do século XX era a prostituição infantil, comum especialmente entre as camadas mais pobres das capitais nordestinas e nos garimpos. Freqüentemente, as meninas eram recrutadas para essa atividade mediante seqüestro.
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    Equipe da escolaEREM professora Carlota Breckenfeld grupo de sociologia: José Luis Guilherme Fragoso Cavalcante Eliel Fragoso da silva José Matheus Tenório de oliveira Matheus lima do Amaral Matheus José Mavigno de caldas Cícero Matheus Souza Queiroz Tiago Laudelino Matheus de oliveira José Marcelo Florêncio