UNIDADE I
Primeiros
Socorros
Profa. MSc. Andrea
 Resolução n. 1.451/95 (BRASIL, 1995), o Conselho Federal de Medicina (CFM):
 Urgência: “ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de
vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata”. Ex.: cólica renal,
fratura.
 Emergência: “constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em
risco iminente de morte ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, o tratamento
médico imediato”. Ex.: infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico.
Sistema de emergências médicas e aspectos legais e éticos
nos atendimentos de emergências
 É todo atendimento prestado em situações de urgência e emergência no
ambiente extra-hospitalar, ou seja, fora do hospital.
 No Brasil, normalmente, os atendimentos pré-hospitalares são realizados pelo
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu, que pode ser acionado pelo
número 192.
Atendimento pré-hospitalar (APH)
Fonte:
http://www.saude.gov.br/images/jpg/2019/janeiro/23/samu-192.jpg
Sequência de ações ao chamar o 192
192
CENTRAL DE
REGULAÇÃO
DE URGÊNCIAS
MÉDICO
REGULADOR
EQUIPE
SAMU
UPA HOSPITAL
 Os primeiros socorros não devem ser confundidos com o atendimento pré-
hospitalar, que é realizado pela ambulância e pelos profissionais do resgate
(médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bombeiros etc.).
 Os primeiros socorros são ações executadas por pessoas treinadas (ou orientadas
pelo médico regulador da Central de Regulação de Urgência – 192).
 Sua finalidade é manter a vítima viva e evitar agravos até a chegada da
ambulância ou até o transporte da vítima para um hospital, quando isso é
possível.
Primeiros socorros
Art. 135 – Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à
criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em
grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:
 Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
 Parágrafo único – A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão
corporal de
natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.
 Lei n. 13.722 – torna obrigatória a capacitação em
noções básicas de primeiros socorros de professores e
funcionários de estabelecimentos de ensinos públicos e
privados de educação básica e de estabelecimentos de
recreação infantil (“Lei Lucas”).
Legislação
 É a primeira etapa na prestação dos primeiros socorros e é fundamental para
garantir a segurança do socorrista e da vítima.
 Zelar pela própria segurança é a primeira responsabilidade do socorrista. Se a
situação oferecer perigo fora da capacitação de quem está prestando socorro,
como no caso de incêndio, deve-se aguardar ajuda especializada, como a dos
bombeiros.
 Fatores a serem considerados: fogo, exposição a produtos
químicos, risco de explosões e desmoronamentos,
enchentes, condições climáticas adversas, presença de
assaltantes
ou criminosos.
Avaliação inicial da cena
 Finalmente, após certificar-se de que o local está seguro, o socorrista pode
aproximar-se e cuidar do paciente.
 A avaliação da vítima é a segunda etapa na prestação dos primeiros socorros.
 Usar sempre os equipamentos de proteção individual (EPI), tais como luvas,
máscara,
protetor ocular e avental.
 Uma boa avaliação do paciente permite estabelecer condutas adequadas.
Avaliação da vítima
 A principal meta da avaliação primária é procurar problemas que coloquem a vida em
risco: verificar circulação, vias aéreas, respiração e hemorragias.
 Aproxime-se da vítima, pergunte seu nome e apresente-se. Pergunte “você está
bem?”. A resposta deixará explícito o estado das vias aéreas e o nível de
consciência.
 Nesse momento, se houver necessidade, solicite ajuda das pessoas ao redor; ligue
para o resgate, chame a família da vítima.
Avaliação primária
 Quando a vítima está inconsciente, pode estar em parada cardiorrespiratória. Verifique
o pulso carotídeo e a respiração, inicie os procedimentos de ressuscitação
cardiorrespiratória, se necessário.
 Se pulso e respiração estiverem presentes, cheque os sinais vitais e procure
por hemorragias.
 Se a vítima estiver consciente, mesmo que confusa,
significa que não está em parada cardiorrespiratória.
Cheque, então, os sinais vitais e a responsividade, para
avaliar possíveis danos neurológicos.
Avaliação primária
 Só deve ser iniciada depois que as condições fatais forem controladas ou
descartadas e os sinais vitais registrados.
 Nessa etapa, faz-se uma observação mais atenta e detalhada da vítima, fazendo
a verificação de cada segmento corporal, procurando inchaço, depressões,
deformidades, sangramentos, dor e outras alterações (crânio, tórax, abdome, pelve,
costas, membros superiores e inferiores).
Avaliação secundária
Sobre o atendimento às situações de emergência, escolha a alternativa correta:
a) No Brasil, o atendimento às situações de urgência e emergência é realizado pelas
equipes do Samu, que são sempre compostas por pelo menos um médico, um
enfermeiro e um técnico de enfermagem.
b) O objetivo do Samu é transportar a vítima com maior brevidade possível ao hospital
e, durante o transporte, realizar os procedimentos necessários.
c) Os primeiros socorros são aqueles cuidados prestados à vítima pela equipe do
Samu ou pelo Corpo de Bombeiros.
d) Os objetivos dos primeiros socorros são manter a vítima
viva e evitar agravos até que o socorro especializado seja
possível.
e) A primeira etapa dos primeiros socorros é a avaliação do
pulso e da respiração, pois a parada cardiorrespiratória
pode ser uma condição fatal e necessita de intervenção
imediata.
Interatividade
Sobre o atendimento às situações de emergência, escolha a alternativa correta:
a) No Brasil, o atendimento às situações de urgência e emergência é realizado pelas
equipes do Samu, que são sempre compostas por pelo menos um médico, um
enfermeiro e um técnico de enfermagem.
b) O objetivo do Samu é transportar a vítima com maior brevidade possível ao hospital
e, durante o transporte, realizar os procedimentos necessários.
c) Os primeiros socorros são aqueles cuidados prestados à vítima pela equipe do
Samu ou pelo Corpo de Bombeiros.
d) Os objetivos dos primeiros socorros são manter a vítima
viva e evitar agravos até que o socorro especializado seja
possível.
e) A primeira etapa dos primeiros socorros é a avaliação do
pulso e da respiração, pois a parada cardiorrespiratória
pode ser uma condição fatal e necessita de intervenção
imediata.
Resposta
 A falta de reconhecimento dos sinais e sintomas de um ataque cardíaco atrasa o
atendimento das vítimas e leva a um grande número de óbitos no ambiente extra-
hospitalar.
 Com o objetivo de diminuir a mortalidade causada por paradas cardíacas, a American
Heart Association desenvolveu um sistema de socorro inicial denominado suporte
básico
de vida – SBV.
 Esse sistema consiste em uma sequência predeterminada de ações que visam
minimizar os prejuízos da parada cardíaca até que a causa do problema possa ser
corrigida.
 Não se deve tentar transportar uma pessoa em
parada cardiorrespiratória ao hospital!
Parada cardiorrespiratória (PCR)
O SBV preconiza:
 o acionamento do socorro.
 a avaliação rápida do paciente.
 as manobras de RCP (ressuscitação
cardiopulmonar).
 o uso do desfibrilador externo automático.
Suporte básico de vida (SBV)
 Garanta a segurança (avaliação da cena).
 Verifique a resposta: sacuda a pessoa pelo ombro e pergunte em voz alta “você está
bem?”.
 Ao mesmo tempo, verifique a respiração, observando os movimentos do tórax.
 Se a pessoa não responde, grite por ajuda para alguém próximo e encarregue a
pessoa de acionar o serviço médico e obter um desfibrilador externo automático
(DEA). Se estiver sozinho, telefone para o serviço de emergência enquanto checa o
pulso e a respiração.
SBV para adultos
 Verifique o pulso durante cinco a 10 segundos; se não senti-lo em 10 segundos,
inicie a RCP com as compressões torácicas.
 Assim que o desfibrilador estiver disponível, fixe os adesivos ao tórax da vítima e siga as
instruções do aparelho, aplicando o choque, se necessário. Inicie a RCP imediatamente
após cada choque, começando com as compressões.
SBV para adultos
O SBV baseia-se na premissa de que as compressões torácicas de alta qualidade são a
chave para o sucesso da RCP:
 Utilize o “calcanhar” da mão na extremidade inferior do esterno, bem no meio do tórax;
 Posicione sua outra mão por cima da primeira, entrelaçando os dedos;
 Mantenha os braços retos (cotovelos esticados) e pressione para baixo; as
compressões devem ter profundidade de 5 cm e frequência de 100 a 120
compressões por minuto (as quais devem ser contadas em voz alta).
SBV – RCP para adultos
Fonte: Adaptado de: Gonzales et al.,
2013.
Movimento
ascendente
Movimento
descendente
5
c
m
SBV – RCP para adultos
Fonte: Adaptado
de: Gonzales et al.,
2013.
 Assegure-se de que o tórax retorne à sua posição normal entre uma compressão e
outra (se a força exercida na compressão não cessa entre uma repetição e outra, o
coração não consegue se encher de sangue e, assim, a ressuscitação é menos
efetiva).
 Após 30 compressões, pare de pressionar, abra as vias aéreas e faça duas
ventilações.
 Para ventilar com eficiência, é fundamental realizar a manobra de abertura de vias
aéreas (inclinação da cabeça/elevação do queixo), porque quando a pessoa está
inconsciente há um relaxamento da língua que obstrui as vias aéreas.
A B
SBV – RCP para adultos
Fonte: Adaptado de: Disque, K.,
2016.
 As ventilações podem ser realizadas de três formas: máscaras faciais ou ambus e, se
estes não estiverem disponíveis, pode-se realizar a ventilação boca a boca.
 No caso de manobra boca a boca, deve-se fechar o nariz da vítima com uma das
mãos e atentar-se para uma boa vedação, para que não haja escape de ar.
 É necessário também interromper as compressões durante as ventilações (não é
possível insuflar com eficiência o pulmão com pressão torácica simultânea).
A B
C
D
 Como a fibrilação ventricular (desorganização da atividade elétrica dos ventrículos) é
uma causa comum de parada cardíaca, o sistema SBV prevê o uso de desfibrilador.
 Esse aparelho é capaz de detectar a fibrilação e outros tipos de disritmias e aplica um
choque elétrico na parede do tórax. Com isso, essa atividade elétrica desordenada
cessa e o coração consegue retomar seu ritmo normal.
Desfibrilador externo automático (DEA)
Fonte: Disque, K.,
2016.
 O DEA é um equipamento obrigatório em locais com aglomeração e circulação de
pessoas que seja igual ou superior a duas mil por dia (por ex.: estações de metrô e
aeroportos).
 É conectado ao paciente através de adesivos, que irão automaticamente detectar
o problema, verificar a necessidade do choque e administrar a eletricidade adequada.
Desfibrilador externo automático (DEA)
Fonte: Gonzales et al.,
 Um socorrista inicia as compressões torácicas enquanto o outro aciona o
serviço de emergência e providencia um DEA.
 Quando o DEA chegar, o segundo socorrista prepara e aplica o DEA. Após
isso, a RCP
deve ser reiniciada.
 Um socorrista fica responsável pelas compressões e o outro pelas ventilações. Os
papéis devem ser trocados a cada cinco ciclos de compressões e ventilações (um
ciclo consiste em 30 compressões e duas ventilações).
 Essa troca deve ser feita de forma ágil e rápida, para que as compressões
sejam interrompidas o mínimo possível.
SBV – RCP com dois socorristas
 Considere fazer a RCP em uma criança mesmo se o pulso estiver presente, mas em
uma frequência inferior a 60 batimentos por minuto (esse valor é considerado muito
baixo para crianças): 30 compressões torácicas alternadas com 2 ventilações.
 Crianças de 1 a 8 anos: faça as compressões torácicas com um braço em uma
frequência de 100 compressões/minuto.
 Bebês (0-1 ano): utilize dois dedos.
 Caso existam dois socorristas, faça 15 compressões alternadas com duas
respirações.
SBV para crianças
Fonte: Gonzales et al.,
2013.
O atendimento à parada cardiorrespiratória (PCR) segue um protocolo recomendado
pela American Heart Association, denominado Suporte Básico de Vida (SBV). Em relação
a esses procedimentos, assinale a alternativa correta:
a) O primeiro passo do SBV, após avaliar a segurança da cena, é chamar pelo
paciente e, caso não esteja responsivo, verificar rapidamente a respiração e
chamar por ajuda.
b) O desfibrilador externo automático (DEA) deve ser utilizado somente pelo
pessoal médico
capacitado (profissionais do Samu ou bombeiros).
c) As manobras de ressuscitação cardiorrespiratória para adultos com dois socorristas
devem ser realizadas na proporção de 15 compressões para 2 ventilações.
d) O SBV da criança é similar ao do adulto, porém em
bebês as compressões torácicas devem ser realizadas
com apenas 1 braço.
e) As compressões torácicas para adultos devem ter
frequência de 80 a 100 compressões por minuto e
Interatividade
O atendimento à parada cardiorrespiratória (PCR) segue um protocolo recomendado
pela American Heart Association, denominado Suporte Básico de Vida (SBV). Em relação
a esses procedimentos, assinale a alternativa correta:
a) O primeiro passo do SBV, após avaliar a segurança da cena, é chamar pelo
paciente e, caso não esteja responsivo, verificar rapidamente a respiração e
chamar por ajuda.
b) O desfibrilador externo automático (DEA) deve ser utilizado somente pelo
pessoal médico
capacitado (profissionais do Samu ou bombeiros).
c) As manobras de ressuscitação cardiorrespiratória para adultos com dois socorristas
devem ser realizadas na proporção de 15 compressões para 2 ventilações.
d) O SBV da criança é similar ao do adulto, porém em
bebês as compressões torácicas devem ser realizadas
com apenas 1 braço.
e) As compressões torácicas para adultos devem ter
frequência de 80 a 100 compressões por minuto e
Resposta
 O infarto do miocárdio consiste em uma isquemia das células musculares
cardíacas em decorrência de uma obstrução das artérias coronárias.
 Essa redução do fluxo sanguíneo provoca sensação de dor no peito,
mandíbula, ombro esquerdo e braço esquerdo e é chamada de angina
peitoral.
 Outros sintomas incluem sensação de esmagamento do peito (sensação de “um
elefante sentado no peito”), náusea, sudorese, falta de ar, palidez e sensação de
desmaio.
 Se o quadro for revertido com rapidez, é possível evitar
danos permanentes. No entanto, se a falta de oxigênio
persistir por um período mais longo, pode levar o
indivíduo à morte.
Infarto agudo do miocárdio
 O estreitamento de uma artéria coronariana
está associado, na grande maioria dos casos, à
doença aterosclerótica (Fig. A), na qual placas
de gordura se acumulam nas paredes arteriais.
 Esse acúmulo causa diminuição do
lúmen (calibre interno) das artérias,
prejudicando o fluxo sanguíneo.
Obstrução das coronárias
A
B
Fonte: Adaptado de: MOORE, K. et
al. Anatomia orientada para a
clínica: 7. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2018. p. 369.
Túnica
externa
Túnica
média
Túnica
íntima
Lúmen
A. coronária normal Placa fibrosa
A. coronária
esquerda
Ramo
circunflexo
Ramo
interventricular
anterior
Ramo
interventricular
posterior
A.
coronária
direita
A.
marginal
direita
Vista anterior
Se o paciente apresentar os sinais listados anteriormente e estiver consciente:
 Acione o resgate ou encaminhe a pessoa para um hospital com urgência;
 Mantenha o paciente calmo e em repouso, não permita que ele se mova;
 Ministre duas aspirinas infantis sublinguais (um fármaco trombolítico
aumenta muito as chances de sobrevivência);
 No caso de aguardar o resgate ou ambulância, cheque se há um DEA
disponível
e facilmente acessível, para caso de piora do quadro;
 Prossiga com a avaliação dos sinais vitais. Se o paciente estiver
inconsciente, chame
socorro médico e institua SBV: cheque o pulso e, em caso de PCR, inicie
RCP.
O que fazer – IAM
 O AVE acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem (AVE
isquêmico) ou se rompem (AVE hemorrágico), provocando a paralisia da área
cerebral que ficou sem circulação sanguínea.
Os sinais mais comuns de um AVE são:
 Fraqueza ou repentina dormência de um lado da face;
 Fraqueza ou dormência repentina no braço e/ou perna;
 Dificuldade repentina para falar ou compreender;
 Dificuldade repentina em caminhar, tontura, perda do equilíbrio ou coordenação;
 Confusão mental repentina;
 Dificuldade repentina de enxergar com um ou ambos
os olhos;
 Dor de cabeça intensa e repentina;
 Diminuição ou perda de consciência.
Acidente vascular encefálico
 O tratamento médico imediato do AVE pode minimizar as sequelas e evitar a morte. Por
isso, a identificação do AVE com base nos sinais descritos anteriormente constitui um
dos fatores fundamentais para o sucesso do tratamento:
 levar o paciente imediatamente ao hospital ou acionar socorro médico;
 controlar sinais vitais;
 desconsiderar administrar qualquer coisa por via
oral;
 oferecer apoio emocional.
 Se ocorrer PCR, deve-se instituir RCP.
O que fazer – AVE
Fonte: Adaptado de: AGUR, A. M.
R. Anatomia clínica integrada com exame
físico e técnicas de imagem. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. p.
326.
Elevação das sobrancelhas
Testa franzida;
sobrancelha levantada
Paralisia da parte
inferior da face
 Hemorragia é a perda de sangue em virtude do rompimento dos vasos sanguíneos.
 Externas: o sangramento ocorre na superfície do corpo e o sangue é visível.
 Internas: o sangramento ocorre dentro do corpo, no interior de um órgão ou
tecido, e não é possível visualizar o sangue, por isso podem passar
despercebidas.
 Quando ocorre hemorragia, o fluxo sanguíneo para os tecidos fica prejudicado, e as
células deixam de receber nutrientes e oxigênio. Quando a hemorragia é grave, pode
evoluir
para um estado de choque.
Hemorragias
Algumas causas de hemorragia interna:
 Ferimentos profundos (como uma facada, por exemplo).
 Trauma fechado ou contuso: quedas, impactos no volante do automóvel, escombros
com vítimas (órgãos internos e vasos sanguíneos podem estar rompidos ou
esmagados).
 Contusões de pescoço, tórax e abdômen merecem atenção maior quanto à
possibilidade
de hemorragia interna.
 A presença de hematoma pode indicar hemorragia interna, e verificar sua
presença é particularmente importante principalmente no caso de pacientes
inconscientes, que não podem descrever o que estão sentindo.
Hemorragia interna
O que fazer – hemorragia interna
Deve-se estar atento aos seguintes
sinais e sintomas:
 Pulso fraco e rápido;
 Pele fria e pálida;
 Hipotensão arterial;
 Hemoptise, hematêmese;
 Sede acentuada;
 Confusão mental, fraqueza;
 Rigidez abdominal.
 As condutas do socorrista visarão
somente ao suporte da vida, até que a
vítima seja removida para um hospital:
 Chamar o resgate;
 Monitorar os sinais vitais;
 Manter o paciente deitado em decúbito
dorsal com os pés elevados para
melhorar o retorno sanguíneo;
 Não oferecer alimentos ou bebidas;
 Manter o paciente calmo;
 Assim que o socorro chegar, informar
sobre a possibilidade de hemorragia
interna.
Podem ser de três tipos:
 Arterial: é a menos frequente e a mais grave, pois uma grande quantidade de sangue
pode ser perdida em pouco tempo. O sangue jorra pulsando, em sincronia com as
batidas
do coração. Geralmente a cor é vermelho vivo.
 Venosa: fluxo regular, de coloração vermelha escura ou amarronzada (pois o sangue
é venoso, contém pouco oxigênio).
 Capilar: o sangramento é lento e a coagulação ocorre entre seis e oito minutos.
Hemorragia externa
 Antes de qualquer coisa, é importante colocar luvas de proteção para evitar
riscos de contaminação, já que haverá contato com o sangue de outra pessoa.
 Compressão manual direta da ferida: deve ser mantida até que o sangramento pare
(pode levar vários minutos). É importante não trocar as gazes encharcadas de sangue.
As gazes limpas devem ser colocadas sobre as sujas com maior pressão manual até a
resolução completa da hemorragia ou chegada ao hospital.
 Torniquete: é o último recurso para controlar
hemorragias graves. Deve ser aplicado acima da
ferida, sem encostar na sua borda.
O que fazer – hemorragia externa
O infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular encefálico (AVE) são duas
condições que devem ter atenção imediata, pois podem levar o paciente a óbito. Sobre
essas patologias, escolha a alternativa correta:
a) Ambas constituem-se situações de urgência, pois há risco iminente de morte,
requerendo, portanto, atendimento médico imediato.
b) Os pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio sempre apresentam como
sintomas
dor precordial (no peito), o que torna fácil sua identificação e diagnóstico.
c) No caso do AVE, os sintomas aparecem de forma gradual e incluem: dificuldade
para falar e compreender, fraqueza na perna, braço, face e dificuldade para enxergar.
d) A identificação do AVE é a parte mais importante dos
primeiros socorros, pois permite o encaminhamento
imediato para atendimento médico, o que pode
minimizar as sequelas e evitar a morte.
e) O IAM dificilmente evolui para uma parada
cardiorrespiratória, por isso não há necessidade de
Interatividade
O infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular encefálico (AVE) são duas
condições que devem ter atenção imediata, pois podem levar o paciente a óbito. Sobre
essas patologias, escolha a alternativa correta:
a) Ambas constituem-se situações de urgência, pois há risco iminente de morte,
requerendo, portanto, atendimento médico imediato.
b) Os pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio sempre apresentam como
sintomas
dor precordial (no peito), o que torna fácil sua identificação e diagnóstico.
c) No caso do AVE, os sintomas aparecem de forma gradual e incluem: dificuldade
para falar e compreender, fraqueza na perna, braço, face e dificuldade para enxergar.
d) A identificação do AVE é a parte mais importante dos
primeiros socorros, pois permite o encaminhamento
imediato para atendimento médico, o que pode
minimizar as sequelas e evitar a morte.
e) O IAM dificilmente evolui para uma parada
cardiorrespiratória, por isso não há necessidade de
Resposta
 Choque é uma síndrome aguda caracterizada pela incapacidade do sistema
circulatório de fornecer oxigênio aos tecidos, levando à disfunção orgânica.
A diminuição da perfusão tecidual é a causa dos principais sinais e sintomas do
estado de choque:
 rebaixamento do nível de consciência, confusão (por falta de oxigenação
cerebral);
 taquicardia (resposta compensatória);
 taquipneia (resposta compensatória);
 hipotensão arterial (queda na pressão arterial);
 oligúria (redução do volume urinário);
 pele pálida, fria e às vezes cianótica (arroxeada,
denotando
falta de circulação);
 fraqueza geral;
Estados de choque
 Choque
hipovolêmico;
 Choque
cardiogênico;
 Choque
neurogênico;
 Choque anafilático;
 Choque séptico.
Estados de choque – classificação
 Não é possível reverter o choque, mas pode-se retardar o seu início ou evitar que ele
piore.
 A primeira coisa a ser feita é chamar o resgate ou pedir a alguém que o faça.
 No caso de sangramento, o primeiro passo é tentar estancá-lo.
 Manter o paciente deitado em repouso é fundamental, preferencialmente na posição
dorsal.
 Elevar as pernas de 20 a 30 cm (isso pode ser feito através do uso de uma almofada
ou algum objeto).
 A temperatura do corpo do paciente deve ser mantida jogando-se um cobertor sobre
ele.
 Não dê líquidos ou alimentos, mesmo se o paciente expressar intensa sede.
 Além disso, monitore os sinais vitais a cada cinco
minutos.
 Tranquilize a vítima.
O que fazer – estados de choque
 As vias aéreas podem ser obstruídas por alimentos, pequenos objetos, prótese
dentária ou até mesmo líquido, como saliva, muco, sangue ou vômito. É muito
comum o engasgo com alimentos, como ossos de galinha e pedaços de carne.
 Obstrução parcial: o ar continua passando pelas cordas vocais e a vítima consegue
emitir sons e tossir. A tosse normalmente é capaz de expelir o corpo estranho. Por
isso, o melhor procedimento é incentivar a vítima a tossir e expeli-lo naturalmente.
 Obstrução completa: o ar não passa pelas cordas
vocais e a vítima não é capaz de emitir nenhum tipo
de som. Essa é uma situação potencialmente muito
perigosa,
e se não for revertida, pode levar a vítima a óbito.
 O pescoço e os músculos faciais ficam contraídos e
pode haver a presença de cianose.
Obstrução de vias aéreas por corpo estranho
Sinal universal de sufocamento
Fonte: BERGERON, J. D. et al.
Primeiros socorros. 2. ed. São
Paulo: Atheneu, 2007. p.
114.
Manobra de Heimlich:
 Dê cinco impulsos e depois reavalie a
vítima.
 Se as vias aéreas ainda estiverem
obstruídas, repita outro ciclo de cinco
impulsos.
 Se não houver sucesso e a vítima perder
a consciência, coloque-a de costas no chão.
 Desobstrua as vias
aéreas e faça duas
ventilações.
Sequência de desobstrução de vias aéreas para adultos
Fonte: Adaptado de:
MOORE,
K. et al. Anatomia orientada
para a clínica. 7. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara
Local subdiafragmático para
posicionamento das mãos
Posição das mãos
Manobra de desobstrução na posição deitada
 Dê 5 impulsos.
 Abra a boca do paciente e procure por
corpos estranhos, percorrendo toda a
bochecha até a base da língua de
forma lenta e cuidadosa; ao encontrar
o objeto, segure firme e remova-o.
 Tente ventilar mais uma vez.
 Continue os ciclos de cinco
compressões, desobstrução com os
dedos e ventilações até que o objeto
seja desalojado e a vítima esteja
respirando espontaneamente.
Fonte:
bombeiros.pr.gov.
br
/sites/
bombeiros/ar
quivos_restritos/fil
e
s/documento/201
8-
12/Viasaereas.pdf
Fonte: Gonzales et al.,
2013.
Manobra de Heimlich para obesos e mulheres grávidas
Desobstrução de vias aéreas para crianças
Fonte: Gonzales et al.,
2013.
 Quando a vítima tiver menos do que um ano, não se devem usar compressões
abdominais sob o risco de provocar lesões em órgãos internos.
Em vez disso, é necessário fazer uma sequência de golpes nas costas, alternados
com compressões torácicas:
 Coloque o bebê de bruços sobre o seu braço, com a cabeça mais baixa que o tronco;
 Usando a palma da mão, dê cinco golpes rápidos e fortes entre as escápulas;
 Vire o bebê de barriga para cima, sobre seu colo, ainda com a cabeça mais
baixa, com os dedos anular e médio da outra mão, faça cinco pulsos rápidos
no tórax;
 Alterne os golpes com os pulsos até o objeto ser expelido.
A B
 Se o bebê perder a consciência, desobstrua as vias aéreas e tente remover o
objeto com o dedo mínimo; faça uma ventilação e observe se o tórax se
movimentou.
 Continue a sequência (golpes, compressões, verificação e remoção do corpo
estranho e ventilação), até a expulsão do corpo estranho.
Desobstrução de vias aéreas para crianças
Choque é uma síndrome aguda caracterizada pela incapacidade do sistema
circulatório de fornecer oxigênio aos tecidos, levando à disfunção orgânica. Sobre
essa condição, assinale a alternativa incorreta:
a) Seus sintomas incluem bradicardia, rebaixamento do nível de
consciência e hipotensão arterial.
b) Hemorragias externas e internas podem levar ao choque
hipovolêmico.
c) O choque neurogênico está relacionado a uma falha no controle do tônus dos vasos
sanguíneos pelo sistema nervoso, o que pode gerar uma vasodilatação intensa e
prejuízo na perfusão tecidual.
d) Manter o paciente em repouso e em decúbito
dorsal, de preferência com os membros inferiores
elevados, é fundamental.
e) O infarto agudo do miocárdio também pode
causar
um estado de choque.
Interatividade
Choque é uma síndrome aguda caracterizada pela incapacidade do sistema
circulatório de fornecer oxigênio aos tecidos, levando à disfunção orgânica. Sobre
essa condição, assinale a alternativa incorreta:
a) Seus sintomas incluem bradicardia, rebaixamento do nível de
consciência e hipotensão arterial.
b) Hemorragias externas e internas podem levar ao choque
hipovolêmico.
c) O choque neurogênico está relacionado a uma falha no controle do tônus dos vasos
sanguíneos pelo sistema nervoso, o que pode gerar uma vasodilatação intensa e
prejuízo na perfusão tecidual.
d) Manter o paciente em repouso e em decúbito
dorsal, de preferência com os membros inferiores
elevados, é fundamental.
e) O infarto agudo do miocárdio também pode
causar
um estado de choque.
Resposta
 DISQUE, K. Basic life support (BLS). 4. ed. Michigan: Satori Continuum Publishing,
2016.
 Gonzales et al. I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq. Bras.
Cardiol.: 2013; 101,
(2 Supl. 3): 1-221.
Referências bibliográficas
ATÉ A PRÓXIMA!

Primeiro socorros .pptx parte 2 aulajwjsjsjs

  • 1.
  • 2.
     Resolução n.1.451/95 (BRASIL, 1995), o Conselho Federal de Medicina (CFM):  Urgência: “ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata”. Ex.: cólica renal, fratura.  Emergência: “constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de morte ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, o tratamento médico imediato”. Ex.: infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico. Sistema de emergências médicas e aspectos legais e éticos nos atendimentos de emergências
  • 3.
     É todoatendimento prestado em situações de urgência e emergência no ambiente extra-hospitalar, ou seja, fora do hospital.  No Brasil, normalmente, os atendimentos pré-hospitalares são realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu, que pode ser acionado pelo número 192. Atendimento pré-hospitalar (APH) Fonte: http://www.saude.gov.br/images/jpg/2019/janeiro/23/samu-192.jpg
  • 4.
    Sequência de açõesao chamar o 192 192 CENTRAL DE REGULAÇÃO DE URGÊNCIAS MÉDICO REGULADOR EQUIPE SAMU UPA HOSPITAL
  • 5.
     Os primeirossocorros não devem ser confundidos com o atendimento pré- hospitalar, que é realizado pela ambulância e pelos profissionais do resgate (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bombeiros etc.).  Os primeiros socorros são ações executadas por pessoas treinadas (ou orientadas pelo médico regulador da Central de Regulação de Urgência – 192).  Sua finalidade é manter a vítima viva e evitar agravos até a chegada da ambulância ou até o transporte da vítima para um hospital, quando isso é possível. Primeiros socorros
  • 6.
    Art. 135 –Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:  Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.  Parágrafo único – A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.  Lei n. 13.722 – torna obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de estabelecimentos de ensinos públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil (“Lei Lucas”). Legislação
  • 7.
     É aprimeira etapa na prestação dos primeiros socorros e é fundamental para garantir a segurança do socorrista e da vítima.  Zelar pela própria segurança é a primeira responsabilidade do socorrista. Se a situação oferecer perigo fora da capacitação de quem está prestando socorro, como no caso de incêndio, deve-se aguardar ajuda especializada, como a dos bombeiros.  Fatores a serem considerados: fogo, exposição a produtos químicos, risco de explosões e desmoronamentos, enchentes, condições climáticas adversas, presença de assaltantes ou criminosos. Avaliação inicial da cena
  • 8.
     Finalmente, apóscertificar-se de que o local está seguro, o socorrista pode aproximar-se e cuidar do paciente.  A avaliação da vítima é a segunda etapa na prestação dos primeiros socorros.  Usar sempre os equipamentos de proteção individual (EPI), tais como luvas, máscara, protetor ocular e avental.  Uma boa avaliação do paciente permite estabelecer condutas adequadas. Avaliação da vítima
  • 9.
     A principalmeta da avaliação primária é procurar problemas que coloquem a vida em risco: verificar circulação, vias aéreas, respiração e hemorragias.  Aproxime-se da vítima, pergunte seu nome e apresente-se. Pergunte “você está bem?”. A resposta deixará explícito o estado das vias aéreas e o nível de consciência.  Nesse momento, se houver necessidade, solicite ajuda das pessoas ao redor; ligue para o resgate, chame a família da vítima. Avaliação primária
  • 10.
     Quando avítima está inconsciente, pode estar em parada cardiorrespiratória. Verifique o pulso carotídeo e a respiração, inicie os procedimentos de ressuscitação cardiorrespiratória, se necessário.  Se pulso e respiração estiverem presentes, cheque os sinais vitais e procure por hemorragias.  Se a vítima estiver consciente, mesmo que confusa, significa que não está em parada cardiorrespiratória. Cheque, então, os sinais vitais e a responsividade, para avaliar possíveis danos neurológicos. Avaliação primária
  • 11.
     Só deveser iniciada depois que as condições fatais forem controladas ou descartadas e os sinais vitais registrados.  Nessa etapa, faz-se uma observação mais atenta e detalhada da vítima, fazendo a verificação de cada segmento corporal, procurando inchaço, depressões, deformidades, sangramentos, dor e outras alterações (crânio, tórax, abdome, pelve, costas, membros superiores e inferiores). Avaliação secundária
  • 12.
    Sobre o atendimentoàs situações de emergência, escolha a alternativa correta: a) No Brasil, o atendimento às situações de urgência e emergência é realizado pelas equipes do Samu, que são sempre compostas por pelo menos um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem. b) O objetivo do Samu é transportar a vítima com maior brevidade possível ao hospital e, durante o transporte, realizar os procedimentos necessários. c) Os primeiros socorros são aqueles cuidados prestados à vítima pela equipe do Samu ou pelo Corpo de Bombeiros. d) Os objetivos dos primeiros socorros são manter a vítima viva e evitar agravos até que o socorro especializado seja possível. e) A primeira etapa dos primeiros socorros é a avaliação do pulso e da respiração, pois a parada cardiorrespiratória pode ser uma condição fatal e necessita de intervenção imediata. Interatividade
  • 13.
    Sobre o atendimentoàs situações de emergência, escolha a alternativa correta: a) No Brasil, o atendimento às situações de urgência e emergência é realizado pelas equipes do Samu, que são sempre compostas por pelo menos um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem. b) O objetivo do Samu é transportar a vítima com maior brevidade possível ao hospital e, durante o transporte, realizar os procedimentos necessários. c) Os primeiros socorros são aqueles cuidados prestados à vítima pela equipe do Samu ou pelo Corpo de Bombeiros. d) Os objetivos dos primeiros socorros são manter a vítima viva e evitar agravos até que o socorro especializado seja possível. e) A primeira etapa dos primeiros socorros é a avaliação do pulso e da respiração, pois a parada cardiorrespiratória pode ser uma condição fatal e necessita de intervenção imediata. Resposta
  • 14.
     A faltade reconhecimento dos sinais e sintomas de um ataque cardíaco atrasa o atendimento das vítimas e leva a um grande número de óbitos no ambiente extra- hospitalar.  Com o objetivo de diminuir a mortalidade causada por paradas cardíacas, a American Heart Association desenvolveu um sistema de socorro inicial denominado suporte básico de vida – SBV.  Esse sistema consiste em uma sequência predeterminada de ações que visam minimizar os prejuízos da parada cardíaca até que a causa do problema possa ser corrigida.  Não se deve tentar transportar uma pessoa em parada cardiorrespiratória ao hospital! Parada cardiorrespiratória (PCR)
  • 15.
    O SBV preconiza: o acionamento do socorro.  a avaliação rápida do paciente.  as manobras de RCP (ressuscitação cardiopulmonar).  o uso do desfibrilador externo automático. Suporte básico de vida (SBV)
  • 16.
     Garanta asegurança (avaliação da cena).  Verifique a resposta: sacuda a pessoa pelo ombro e pergunte em voz alta “você está bem?”.  Ao mesmo tempo, verifique a respiração, observando os movimentos do tórax.  Se a pessoa não responde, grite por ajuda para alguém próximo e encarregue a pessoa de acionar o serviço médico e obter um desfibrilador externo automático (DEA). Se estiver sozinho, telefone para o serviço de emergência enquanto checa o pulso e a respiração. SBV para adultos
  • 17.
     Verifique opulso durante cinco a 10 segundos; se não senti-lo em 10 segundos, inicie a RCP com as compressões torácicas.  Assim que o desfibrilador estiver disponível, fixe os adesivos ao tórax da vítima e siga as instruções do aparelho, aplicando o choque, se necessário. Inicie a RCP imediatamente após cada choque, começando com as compressões. SBV para adultos
  • 18.
    O SBV baseia-sena premissa de que as compressões torácicas de alta qualidade são a chave para o sucesso da RCP:  Utilize o “calcanhar” da mão na extremidade inferior do esterno, bem no meio do tórax;  Posicione sua outra mão por cima da primeira, entrelaçando os dedos;  Mantenha os braços retos (cotovelos esticados) e pressione para baixo; as compressões devem ter profundidade de 5 cm e frequência de 100 a 120 compressões por minuto (as quais devem ser contadas em voz alta). SBV – RCP para adultos Fonte: Adaptado de: Gonzales et al., 2013. Movimento ascendente Movimento descendente 5 c m
  • 19.
    SBV – RCPpara adultos Fonte: Adaptado de: Gonzales et al., 2013.  Assegure-se de que o tórax retorne à sua posição normal entre uma compressão e outra (se a força exercida na compressão não cessa entre uma repetição e outra, o coração não consegue se encher de sangue e, assim, a ressuscitação é menos efetiva).  Após 30 compressões, pare de pressionar, abra as vias aéreas e faça duas ventilações.  Para ventilar com eficiência, é fundamental realizar a manobra de abertura de vias aéreas (inclinação da cabeça/elevação do queixo), porque quando a pessoa está inconsciente há um relaxamento da língua que obstrui as vias aéreas. A B
  • 20.
    SBV – RCPpara adultos Fonte: Adaptado de: Disque, K., 2016.  As ventilações podem ser realizadas de três formas: máscaras faciais ou ambus e, se estes não estiverem disponíveis, pode-se realizar a ventilação boca a boca.  No caso de manobra boca a boca, deve-se fechar o nariz da vítima com uma das mãos e atentar-se para uma boa vedação, para que não haja escape de ar.  É necessário também interromper as compressões durante as ventilações (não é possível insuflar com eficiência o pulmão com pressão torácica simultânea). A B C D
  • 21.
     Como afibrilação ventricular (desorganização da atividade elétrica dos ventrículos) é uma causa comum de parada cardíaca, o sistema SBV prevê o uso de desfibrilador.  Esse aparelho é capaz de detectar a fibrilação e outros tipos de disritmias e aplica um choque elétrico na parede do tórax. Com isso, essa atividade elétrica desordenada cessa e o coração consegue retomar seu ritmo normal. Desfibrilador externo automático (DEA) Fonte: Disque, K., 2016.
  • 22.
     O DEAé um equipamento obrigatório em locais com aglomeração e circulação de pessoas que seja igual ou superior a duas mil por dia (por ex.: estações de metrô e aeroportos).  É conectado ao paciente através de adesivos, que irão automaticamente detectar o problema, verificar a necessidade do choque e administrar a eletricidade adequada. Desfibrilador externo automático (DEA) Fonte: Gonzales et al.,
  • 23.
     Um socorristainicia as compressões torácicas enquanto o outro aciona o serviço de emergência e providencia um DEA.  Quando o DEA chegar, o segundo socorrista prepara e aplica o DEA. Após isso, a RCP deve ser reiniciada.  Um socorrista fica responsável pelas compressões e o outro pelas ventilações. Os papéis devem ser trocados a cada cinco ciclos de compressões e ventilações (um ciclo consiste em 30 compressões e duas ventilações).  Essa troca deve ser feita de forma ágil e rápida, para que as compressões sejam interrompidas o mínimo possível. SBV – RCP com dois socorristas
  • 24.
     Considere fazera RCP em uma criança mesmo se o pulso estiver presente, mas em uma frequência inferior a 60 batimentos por minuto (esse valor é considerado muito baixo para crianças): 30 compressões torácicas alternadas com 2 ventilações.  Crianças de 1 a 8 anos: faça as compressões torácicas com um braço em uma frequência de 100 compressões/minuto.  Bebês (0-1 ano): utilize dois dedos.  Caso existam dois socorristas, faça 15 compressões alternadas com duas respirações. SBV para crianças Fonte: Gonzales et al., 2013.
  • 25.
    O atendimento àparada cardiorrespiratória (PCR) segue um protocolo recomendado pela American Heart Association, denominado Suporte Básico de Vida (SBV). Em relação a esses procedimentos, assinale a alternativa correta: a) O primeiro passo do SBV, após avaliar a segurança da cena, é chamar pelo paciente e, caso não esteja responsivo, verificar rapidamente a respiração e chamar por ajuda. b) O desfibrilador externo automático (DEA) deve ser utilizado somente pelo pessoal médico capacitado (profissionais do Samu ou bombeiros). c) As manobras de ressuscitação cardiorrespiratória para adultos com dois socorristas devem ser realizadas na proporção de 15 compressões para 2 ventilações. d) O SBV da criança é similar ao do adulto, porém em bebês as compressões torácicas devem ser realizadas com apenas 1 braço. e) As compressões torácicas para adultos devem ter frequência de 80 a 100 compressões por minuto e Interatividade
  • 26.
    O atendimento àparada cardiorrespiratória (PCR) segue um protocolo recomendado pela American Heart Association, denominado Suporte Básico de Vida (SBV). Em relação a esses procedimentos, assinale a alternativa correta: a) O primeiro passo do SBV, após avaliar a segurança da cena, é chamar pelo paciente e, caso não esteja responsivo, verificar rapidamente a respiração e chamar por ajuda. b) O desfibrilador externo automático (DEA) deve ser utilizado somente pelo pessoal médico capacitado (profissionais do Samu ou bombeiros). c) As manobras de ressuscitação cardiorrespiratória para adultos com dois socorristas devem ser realizadas na proporção de 15 compressões para 2 ventilações. d) O SBV da criança é similar ao do adulto, porém em bebês as compressões torácicas devem ser realizadas com apenas 1 braço. e) As compressões torácicas para adultos devem ter frequência de 80 a 100 compressões por minuto e Resposta
  • 27.
     O infartodo miocárdio consiste em uma isquemia das células musculares cardíacas em decorrência de uma obstrução das artérias coronárias.  Essa redução do fluxo sanguíneo provoca sensação de dor no peito, mandíbula, ombro esquerdo e braço esquerdo e é chamada de angina peitoral.  Outros sintomas incluem sensação de esmagamento do peito (sensação de “um elefante sentado no peito”), náusea, sudorese, falta de ar, palidez e sensação de desmaio.  Se o quadro for revertido com rapidez, é possível evitar danos permanentes. No entanto, se a falta de oxigênio persistir por um período mais longo, pode levar o indivíduo à morte. Infarto agudo do miocárdio
  • 28.
     O estreitamentode uma artéria coronariana está associado, na grande maioria dos casos, à doença aterosclerótica (Fig. A), na qual placas de gordura se acumulam nas paredes arteriais.  Esse acúmulo causa diminuição do lúmen (calibre interno) das artérias, prejudicando o fluxo sanguíneo. Obstrução das coronárias A B Fonte: Adaptado de: MOORE, K. et al. Anatomia orientada para a clínica: 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. p. 369. Túnica externa Túnica média Túnica íntima Lúmen A. coronária normal Placa fibrosa A. coronária esquerda Ramo circunflexo Ramo interventricular anterior Ramo interventricular posterior A. coronária direita A. marginal direita Vista anterior
  • 29.
    Se o pacienteapresentar os sinais listados anteriormente e estiver consciente:  Acione o resgate ou encaminhe a pessoa para um hospital com urgência;  Mantenha o paciente calmo e em repouso, não permita que ele se mova;  Ministre duas aspirinas infantis sublinguais (um fármaco trombolítico aumenta muito as chances de sobrevivência);  No caso de aguardar o resgate ou ambulância, cheque se há um DEA disponível e facilmente acessível, para caso de piora do quadro;  Prossiga com a avaliação dos sinais vitais. Se o paciente estiver inconsciente, chame socorro médico e institua SBV: cheque o pulso e, em caso de PCR, inicie RCP. O que fazer – IAM
  • 30.
     O AVEacontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem (AVE isquêmico) ou se rompem (AVE hemorrágico), provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. Os sinais mais comuns de um AVE são:  Fraqueza ou repentina dormência de um lado da face;  Fraqueza ou dormência repentina no braço e/ou perna;  Dificuldade repentina para falar ou compreender;  Dificuldade repentina em caminhar, tontura, perda do equilíbrio ou coordenação;  Confusão mental repentina;  Dificuldade repentina de enxergar com um ou ambos os olhos;  Dor de cabeça intensa e repentina;  Diminuição ou perda de consciência. Acidente vascular encefálico
  • 31.
     O tratamentomédico imediato do AVE pode minimizar as sequelas e evitar a morte. Por isso, a identificação do AVE com base nos sinais descritos anteriormente constitui um dos fatores fundamentais para o sucesso do tratamento:  levar o paciente imediatamente ao hospital ou acionar socorro médico;  controlar sinais vitais;  desconsiderar administrar qualquer coisa por via oral;  oferecer apoio emocional.  Se ocorrer PCR, deve-se instituir RCP. O que fazer – AVE Fonte: Adaptado de: AGUR, A. M. R. Anatomia clínica integrada com exame físico e técnicas de imagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. p. 326. Elevação das sobrancelhas Testa franzida; sobrancelha levantada Paralisia da parte inferior da face
  • 32.
     Hemorragia éa perda de sangue em virtude do rompimento dos vasos sanguíneos.  Externas: o sangramento ocorre na superfície do corpo e o sangue é visível.  Internas: o sangramento ocorre dentro do corpo, no interior de um órgão ou tecido, e não é possível visualizar o sangue, por isso podem passar despercebidas.  Quando ocorre hemorragia, o fluxo sanguíneo para os tecidos fica prejudicado, e as células deixam de receber nutrientes e oxigênio. Quando a hemorragia é grave, pode evoluir para um estado de choque. Hemorragias
  • 33.
    Algumas causas dehemorragia interna:  Ferimentos profundos (como uma facada, por exemplo).  Trauma fechado ou contuso: quedas, impactos no volante do automóvel, escombros com vítimas (órgãos internos e vasos sanguíneos podem estar rompidos ou esmagados).  Contusões de pescoço, tórax e abdômen merecem atenção maior quanto à possibilidade de hemorragia interna.  A presença de hematoma pode indicar hemorragia interna, e verificar sua presença é particularmente importante principalmente no caso de pacientes inconscientes, que não podem descrever o que estão sentindo. Hemorragia interna
  • 34.
    O que fazer– hemorragia interna Deve-se estar atento aos seguintes sinais e sintomas:  Pulso fraco e rápido;  Pele fria e pálida;  Hipotensão arterial;  Hemoptise, hematêmese;  Sede acentuada;  Confusão mental, fraqueza;  Rigidez abdominal.  As condutas do socorrista visarão somente ao suporte da vida, até que a vítima seja removida para um hospital:  Chamar o resgate;  Monitorar os sinais vitais;  Manter o paciente deitado em decúbito dorsal com os pés elevados para melhorar o retorno sanguíneo;  Não oferecer alimentos ou bebidas;  Manter o paciente calmo;  Assim que o socorro chegar, informar sobre a possibilidade de hemorragia interna.
  • 35.
    Podem ser detrês tipos:  Arterial: é a menos frequente e a mais grave, pois uma grande quantidade de sangue pode ser perdida em pouco tempo. O sangue jorra pulsando, em sincronia com as batidas do coração. Geralmente a cor é vermelho vivo.  Venosa: fluxo regular, de coloração vermelha escura ou amarronzada (pois o sangue é venoso, contém pouco oxigênio).  Capilar: o sangramento é lento e a coagulação ocorre entre seis e oito minutos. Hemorragia externa
  • 36.
     Antes dequalquer coisa, é importante colocar luvas de proteção para evitar riscos de contaminação, já que haverá contato com o sangue de outra pessoa.  Compressão manual direta da ferida: deve ser mantida até que o sangramento pare (pode levar vários minutos). É importante não trocar as gazes encharcadas de sangue. As gazes limpas devem ser colocadas sobre as sujas com maior pressão manual até a resolução completa da hemorragia ou chegada ao hospital.  Torniquete: é o último recurso para controlar hemorragias graves. Deve ser aplicado acima da ferida, sem encostar na sua borda. O que fazer – hemorragia externa
  • 37.
    O infarto agudodo miocárdio (IAM) e o acidente vascular encefálico (AVE) são duas condições que devem ter atenção imediata, pois podem levar o paciente a óbito. Sobre essas patologias, escolha a alternativa correta: a) Ambas constituem-se situações de urgência, pois há risco iminente de morte, requerendo, portanto, atendimento médico imediato. b) Os pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio sempre apresentam como sintomas dor precordial (no peito), o que torna fácil sua identificação e diagnóstico. c) No caso do AVE, os sintomas aparecem de forma gradual e incluem: dificuldade para falar e compreender, fraqueza na perna, braço, face e dificuldade para enxergar. d) A identificação do AVE é a parte mais importante dos primeiros socorros, pois permite o encaminhamento imediato para atendimento médico, o que pode minimizar as sequelas e evitar a morte. e) O IAM dificilmente evolui para uma parada cardiorrespiratória, por isso não há necessidade de Interatividade
  • 38.
    O infarto agudodo miocárdio (IAM) e o acidente vascular encefálico (AVE) são duas condições que devem ter atenção imediata, pois podem levar o paciente a óbito. Sobre essas patologias, escolha a alternativa correta: a) Ambas constituem-se situações de urgência, pois há risco iminente de morte, requerendo, portanto, atendimento médico imediato. b) Os pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio sempre apresentam como sintomas dor precordial (no peito), o que torna fácil sua identificação e diagnóstico. c) No caso do AVE, os sintomas aparecem de forma gradual e incluem: dificuldade para falar e compreender, fraqueza na perna, braço, face e dificuldade para enxergar. d) A identificação do AVE é a parte mais importante dos primeiros socorros, pois permite o encaminhamento imediato para atendimento médico, o que pode minimizar as sequelas e evitar a morte. e) O IAM dificilmente evolui para uma parada cardiorrespiratória, por isso não há necessidade de Resposta
  • 39.
     Choque éuma síndrome aguda caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório de fornecer oxigênio aos tecidos, levando à disfunção orgânica. A diminuição da perfusão tecidual é a causa dos principais sinais e sintomas do estado de choque:  rebaixamento do nível de consciência, confusão (por falta de oxigenação cerebral);  taquicardia (resposta compensatória);  taquipneia (resposta compensatória);  hipotensão arterial (queda na pressão arterial);  oligúria (redução do volume urinário);  pele pálida, fria e às vezes cianótica (arroxeada, denotando falta de circulação);  fraqueza geral; Estados de choque
  • 40.
     Choque hipovolêmico;  Choque cardiogênico; Choque neurogênico;  Choque anafilático;  Choque séptico. Estados de choque – classificação
  • 41.
     Não épossível reverter o choque, mas pode-se retardar o seu início ou evitar que ele piore.  A primeira coisa a ser feita é chamar o resgate ou pedir a alguém que o faça.  No caso de sangramento, o primeiro passo é tentar estancá-lo.  Manter o paciente deitado em repouso é fundamental, preferencialmente na posição dorsal.  Elevar as pernas de 20 a 30 cm (isso pode ser feito através do uso de uma almofada ou algum objeto).  A temperatura do corpo do paciente deve ser mantida jogando-se um cobertor sobre ele.  Não dê líquidos ou alimentos, mesmo se o paciente expressar intensa sede.  Além disso, monitore os sinais vitais a cada cinco minutos.  Tranquilize a vítima. O que fazer – estados de choque
  • 42.
     As viasaéreas podem ser obstruídas por alimentos, pequenos objetos, prótese dentária ou até mesmo líquido, como saliva, muco, sangue ou vômito. É muito comum o engasgo com alimentos, como ossos de galinha e pedaços de carne.  Obstrução parcial: o ar continua passando pelas cordas vocais e a vítima consegue emitir sons e tossir. A tosse normalmente é capaz de expelir o corpo estranho. Por isso, o melhor procedimento é incentivar a vítima a tossir e expeli-lo naturalmente.  Obstrução completa: o ar não passa pelas cordas vocais e a vítima não é capaz de emitir nenhum tipo de som. Essa é uma situação potencialmente muito perigosa, e se não for revertida, pode levar a vítima a óbito.  O pescoço e os músculos faciais ficam contraídos e pode haver a presença de cianose. Obstrução de vias aéreas por corpo estranho
  • 43.
    Sinal universal desufocamento Fonte: BERGERON, J. D. et al. Primeiros socorros. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007. p. 114.
  • 44.
    Manobra de Heimlich: Dê cinco impulsos e depois reavalie a vítima.  Se as vias aéreas ainda estiverem obstruídas, repita outro ciclo de cinco impulsos.  Se não houver sucesso e a vítima perder a consciência, coloque-a de costas no chão.  Desobstrua as vias aéreas e faça duas ventilações. Sequência de desobstrução de vias aéreas para adultos Fonte: Adaptado de: MOORE, K. et al. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Local subdiafragmático para posicionamento das mãos Posição das mãos
  • 45.
    Manobra de desobstruçãona posição deitada  Dê 5 impulsos.  Abra a boca do paciente e procure por corpos estranhos, percorrendo toda a bochecha até a base da língua de forma lenta e cuidadosa; ao encontrar o objeto, segure firme e remova-o.  Tente ventilar mais uma vez.  Continue os ciclos de cinco compressões, desobstrução com os dedos e ventilações até que o objeto seja desalojado e a vítima esteja respirando espontaneamente. Fonte: bombeiros.pr.gov. br /sites/ bombeiros/ar quivos_restritos/fil e s/documento/201 8- 12/Viasaereas.pdf
  • 46.
    Fonte: Gonzales etal., 2013. Manobra de Heimlich para obesos e mulheres grávidas
  • 47.
    Desobstrução de viasaéreas para crianças Fonte: Gonzales et al., 2013.  Quando a vítima tiver menos do que um ano, não se devem usar compressões abdominais sob o risco de provocar lesões em órgãos internos. Em vez disso, é necessário fazer uma sequência de golpes nas costas, alternados com compressões torácicas:  Coloque o bebê de bruços sobre o seu braço, com a cabeça mais baixa que o tronco;  Usando a palma da mão, dê cinco golpes rápidos e fortes entre as escápulas;  Vire o bebê de barriga para cima, sobre seu colo, ainda com a cabeça mais baixa, com os dedos anular e médio da outra mão, faça cinco pulsos rápidos no tórax;  Alterne os golpes com os pulsos até o objeto ser expelido. A B
  • 48.
     Se obebê perder a consciência, desobstrua as vias aéreas e tente remover o objeto com o dedo mínimo; faça uma ventilação e observe se o tórax se movimentou.  Continue a sequência (golpes, compressões, verificação e remoção do corpo estranho e ventilação), até a expulsão do corpo estranho. Desobstrução de vias aéreas para crianças
  • 49.
    Choque é umasíndrome aguda caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório de fornecer oxigênio aos tecidos, levando à disfunção orgânica. Sobre essa condição, assinale a alternativa incorreta: a) Seus sintomas incluem bradicardia, rebaixamento do nível de consciência e hipotensão arterial. b) Hemorragias externas e internas podem levar ao choque hipovolêmico. c) O choque neurogênico está relacionado a uma falha no controle do tônus dos vasos sanguíneos pelo sistema nervoso, o que pode gerar uma vasodilatação intensa e prejuízo na perfusão tecidual. d) Manter o paciente em repouso e em decúbito dorsal, de preferência com os membros inferiores elevados, é fundamental. e) O infarto agudo do miocárdio também pode causar um estado de choque. Interatividade
  • 50.
    Choque é umasíndrome aguda caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório de fornecer oxigênio aos tecidos, levando à disfunção orgânica. Sobre essa condição, assinale a alternativa incorreta: a) Seus sintomas incluem bradicardia, rebaixamento do nível de consciência e hipotensão arterial. b) Hemorragias externas e internas podem levar ao choque hipovolêmico. c) O choque neurogênico está relacionado a uma falha no controle do tônus dos vasos sanguíneos pelo sistema nervoso, o que pode gerar uma vasodilatação intensa e prejuízo na perfusão tecidual. d) Manter o paciente em repouso e em decúbito dorsal, de preferência com os membros inferiores elevados, é fundamental. e) O infarto agudo do miocárdio também pode causar um estado de choque. Resposta
  • 51.
     DISQUE, K.Basic life support (BLS). 4. ed. Michigan: Satori Continuum Publishing, 2016.  Gonzales et al. I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq. Bras. Cardiol.: 2013; 101, (2 Supl. 3): 1-221. Referências bibliográficas
  • 52.