Prepare o primogênito para a chegada do irmão

Nada como um bom papo para explicar que a família vai ganhar um novo integrante.

Não é fácil para uma criança entender e aceitar que os pais optaram por ter outro bebê. Para ajudá-la a digerir a
idéia e mostrar que seu espaço na família não está ameaçado, a regra é soltar o verbo. “Falar é sempre a
melhor alternativa, independentemente da idade”, ressalta Ada Morgenstern, professora de psicanálise da
criança do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. O que muda, conforme a idade, é o tom da conversa.

Se o pequeno só balbucia o bê-á-bá, não adianta apostar em longos discursos. Nesse caso, é preferível
esclarecer, por exemplo, que a barriga da mamãe irá aumentar porque ali está crescendo um irmãozinho. Já os
maiores são capazes de compreender que o bebê a caminho será um ser com necessidades e sentimentos
próprios. Desde o momento da notícia, inclusive, os pais podem estimulá-los a compartilhar, no futuro, uma
parcela de responsabilidade em relação ao caçula – sem forçar a barra ou sobrecarregá-los, é claro.

Apesar de o ciúme ser inevitável, as reações do filho estão diretamente associadas à forma como os pais
encaram a gravidez. Por isso, nada de transmitir insegurança. “A melhor maneira de contar é envolver a criança
e criar a possibilidade de que a situação nova seja boa para ela”, aponta Luciene Tognetta, do Laboratório de
Psicologia Genética da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Uma dica: no período próximo
ao nascimento do novato na família, evite fazer transformações bruscas no cotidiano do mais velho. “A chegada
do irmão já é uma mudança muito dura para ele”, afirma Luciene. Colocar na escola, tirar o bico da mamadeira
ou alterar a decoração do quarto pode dificultar esse momento de transição na vida do pequeno.

Prepare o primogênito para a chegada do irmão

  • 1.
    Prepare o primogênitopara a chegada do irmão Nada como um bom papo para explicar que a família vai ganhar um novo integrante. Não é fácil para uma criança entender e aceitar que os pais optaram por ter outro bebê. Para ajudá-la a digerir a idéia e mostrar que seu espaço na família não está ameaçado, a regra é soltar o verbo. “Falar é sempre a melhor alternativa, independentemente da idade”, ressalta Ada Morgenstern, professora de psicanálise da criança do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. O que muda, conforme a idade, é o tom da conversa. Se o pequeno só balbucia o bê-á-bá, não adianta apostar em longos discursos. Nesse caso, é preferível esclarecer, por exemplo, que a barriga da mamãe irá aumentar porque ali está crescendo um irmãozinho. Já os maiores são capazes de compreender que o bebê a caminho será um ser com necessidades e sentimentos próprios. Desde o momento da notícia, inclusive, os pais podem estimulá-los a compartilhar, no futuro, uma parcela de responsabilidade em relação ao caçula – sem forçar a barra ou sobrecarregá-los, é claro. Apesar de o ciúme ser inevitável, as reações do filho estão diretamente associadas à forma como os pais encaram a gravidez. Por isso, nada de transmitir insegurança. “A melhor maneira de contar é envolver a criança e criar a possibilidade de que a situação nova seja boa para ela”, aponta Luciene Tognetta, do Laboratório de Psicologia Genética da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Uma dica: no período próximo ao nascimento do novato na família, evite fazer transformações bruscas no cotidiano do mais velho. “A chegada do irmão já é uma mudança muito dura para ele”, afirma Luciene. Colocar na escola, tirar o bico da mamadeira ou alterar a decoração do quarto pode dificultar esse momento de transição na vida do pequeno.