Assitência de Enfermagem
Oncológica
Profª CARLA SOUSA
Turma: F-2023.6.368
Aspectos Legais
• O Instituto Nacional de Câncer e o processo
de acreditação hospitalar.
– Política Nacional de Atenção Oncológica (Portaria
nº 2.439, de 08 de dezembro de 2005)
• Institui a PNAO: Promoção, Prevenção, Diagnóstico,
Tratamento, Reabilitação e Cuidados Paliativos, a ser
implementada em todas as unidades federadas,
respeitadas as competências das três esferas de gestão
– Portaria número 62 do Ministério da Sáude
– UNACON e CACON
UNACON E CACON
• UNACON: hospital que possua condições técnicas,
instalações físicas, equipamentos e recursos
humanos adequados à prestação de assistência
especializada de alta complexidade para o
diagnóstico definitivo e tratamento dos cânceres
mais prevalentes no Brasil.
• CACON: o hospital que possua as condições técnicas,
instalações físicas, equipamentos e recursos
humanos adequados à prestação de assistência
especializada de alta complexidade para o
diagnóstico definitivo e tratamento de todos os tipos
de câncer.
• Necessidade de sistematização da assistência
para atender as necessidades das pessoas
assistidas e para obtenção do certificado da
acreditação hospitalar.
• Movimento marcado pelas estratégias que
envolvem os tipos de planejamento:
– Planejamento estratégico
– Planejamento tático
– Planejamento operacional
• O planejamento estratégico é o planejamento no
nível global, institucional, correspondendo às ações
do enfermeiro nos aspectos administrativos na
determinação da metodologia assistencial a ser
aplicada no serviço.
• O planejamento tático é mais detalhado que o
anterior, pois corresponde a decisões relativas a
adaptações da metodologia assistencial para os
diferentes perfis de clientelas assistidos na unidade.
• O planejamento operacional compreende o
planejamento da assistência de enfermagem de
forma individualizada. Constitui-se na aplicação do
processo de enfermagem de acordo com a filosofia
institucional e do enfermeiro (CIANCIARULLO, 2002).
Planejamento operacional
• Aplicação das fases do processo de
enfermagem (Resolução COFEN 358/2009),
bem como do(s) referencial(is) teórico(s) da
enfermagem.
• Gerenciamento do cuidado de enfermagem.
• Articulação das duas dimensões do processo
de trabalho do enfermeiro:
– Dimensão gerencial
– Dimensão assistencial
A SAE na oncologia
• Condição crônica de saúde, caracterizada como um
problema de saúde pública, visto os elevados índices
de morbi-mortalidade.
• O Câncer é responsável pela 2ª causa de morte por
doença.
• O INCA é o órgão responsável pelas publicações que
direcionam as práticas assistenciais, bem como os
dados epidemiológicos.
• Estimativas para 2011: aproximadamente 500.000
novos casos.
• Mútiplas demandas de cuidado, incluindo a família,
que abrangem os aspectos biológicos, sociais,
espirituais, emocionais e culturais.
Ações de Enfermagem
• Histórico de enfermagem: variação de acordo
com o nível de atenção, proposta terapêutica
e referencial teórico.
– Abordagem interdisciplinar
– Importância do enfermeiro como elo da equipe,
visando o direcionamento do atendimento das
necessidades de cuidado das pessoas.
– Aplicação de instrumentos para coleta de dados,
que devem ser construídos de forma conjunta.
Ações de Enfermagem
• Diagnósticos de enfermagem
• Planejamento
• Implementação
• Avaliação
– Importância dos registros.
– Aspecto legal: Lei 7.498/86 que regulamenta o
exercício profissional da enfermagem.
Para a Organização Mundial de Saúde o conceito
de Cuidados Paliativos é definido como uma
abordagem que tem como objetivo promover a
qualidade de vida, dos clientes e famílias que
enfrentam problemas associados com doenças que
põem em risco a vida, através da prevenção e alívio
do sofrimento, por meio de identificação precoce,
avaliação correta e tratamento da dor e outros
problemas de ordem física, psicossocial e espiritual
(WHO, 2005).
SAE na oncologia – cuidados
paliativos
SAE na oncologia – cuidados
paliativos
• Principais fatores restritivos que requerem
planejamento estratégico:
– Déficit de recursos humanos e materiais
– Déficit de conhecimento
– Deficiência da abordagem na graduação
– Pouca valorização da SAE
– Política institucional desfavorável
– Grande demanda de ações administrativas
– Falta de liderança da equipe
– Insegurança
– Descontinuidade da implementação nas mudanças de turnos
– Questões salariais
– Complexidade do cenário e do perfil da clientela
Núcleos de sentido Unidades Temáticas
 Desejo futuro de implantação da SAE e valorização da prática de
enfermagem organizada e sistematizada;
 Fases incompletas do processo de enfermagem;
 Dificuldades para colocar a SAE em prática;
 Falta de conhecimento.
O reconhecimento da situação
atual: uma visão compartilhada
da fase de implantação da SAE
 Complexidade da SAE e do perfil dos clientes;
 Déficit de recursos humanos;
 Acúmulo de funções;
 Necessidade de envolvimento e compromisso de todas as
pessoas;
 Falta de credibilidade na SAE;
 Déficit na formação com relação à SAE e às bases teóricas de
enfermagem.
Os desafios à implantação da
SAE: a complexidade do
processo e do contexto de
atuação
 Curso como uma estratégia inicial da fase de implantação da
SAE;
 Educação permanente;
 Levantamento dos problemas e dos principais diagnósticos de
enfermagem em cuidados paliativos;
 Escolha do referencial teórico;
 Capacitação em exame físico;
 Aplicação do processo de enfermagem em uma pequena amostra
de clientes.
O aprendizado em equipe como
uma estratégia organizacional à
implantação da SAE
Incertezas da
vida e da
proximidade da
morte
Contexto complexo
de atenção à saúde
das pessoas
Reavaliações que
fogem às regras
e padrões
Instabilidade do
quadro clínico.
Múltiplas demandas
de cuidado
Ação e decisão
diante da
urgência e
incerteza
Realidade que precisa ser
gerenciada pelo
enfermeiro
Atenção paliativa oncológica: contexto da internação
hospitalar
Dimensão
Gerencial
Dimensão
Assistencial
GERENCIAMENTO DO CUIDADO
DE ENFERMAGEM
Gerenciamento do cuidado de
enfermagem na atenção paliativa
Gerenciando o cuidado de enfermagem na atenção paliativa oncológica no
atendimento das necessidades da pessoa hospitalizada e do seu cuidador,
valorizando o cuidar e sua complexidade
FENÔMENO CENTRAL
Os enfermeiros gerenciam o cuidado de enfermagem na atenção paliativa
oncológica no atendimento das necessidades da pessoa hospitalizada e do
seu cuidador, por meio da valorização do desenvolvimento de aptidões para
alcance dos objetivos de cuidado, para compor a nova ordem no cenário,
diante das relações dialógicas ordem/desordem, vida/morte, e para vencer
as dificuldades relacionadas com os limites pessoais, coletivos e
institucionais.
TESE DEFENDIDA
Numa época de mudanças velozes a
enfermagem busca acompanhar os avanços
técnico-científicos da área de saúde de modo
a qualificar a assistência aos clientes. Nesse
contexto, a SAE é uma exigência atual no
âmbito da organização das instituições de
saúde em decorrência dos sistemas de
avaliação dos serviços, promovendo maior
visibilidade da profissão.
Vale ressaltar que a aplicação de uma
metodologia assistencial, por si só, não
garante a assistência ética e holística,
principalmente nas situações de atendimento
a clientes em cuidados paliativos em
oncologia. Mas, a prática da enfermagem
sistematizada tem demonstrado a melhoria da
qualidade da assistência e do atendimento das
necessidades das pessoas. Está em nossas
decisões a possibilidade de fazer o melhor.

oncologia.ppt

  • 1.
    Assitência de Enfermagem Oncológica ProfªCARLA SOUSA Turma: F-2023.6.368
  • 2.
    Aspectos Legais • OInstituto Nacional de Câncer e o processo de acreditação hospitalar. – Política Nacional de Atenção Oncológica (Portaria nº 2.439, de 08 de dezembro de 2005) • Institui a PNAO: Promoção, Prevenção, Diagnóstico, Tratamento, Reabilitação e Cuidados Paliativos, a ser implementada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão – Portaria número 62 do Ministério da Sáude – UNACON e CACON
  • 3.
    UNACON E CACON •UNACON: hospital que possua condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência especializada de alta complexidade para o diagnóstico definitivo e tratamento dos cânceres mais prevalentes no Brasil. • CACON: o hospital que possua as condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência especializada de alta complexidade para o diagnóstico definitivo e tratamento de todos os tipos de câncer.
  • 4.
    • Necessidade desistematização da assistência para atender as necessidades das pessoas assistidas e para obtenção do certificado da acreditação hospitalar. • Movimento marcado pelas estratégias que envolvem os tipos de planejamento: – Planejamento estratégico – Planejamento tático – Planejamento operacional
  • 5.
    • O planejamentoestratégico é o planejamento no nível global, institucional, correspondendo às ações do enfermeiro nos aspectos administrativos na determinação da metodologia assistencial a ser aplicada no serviço. • O planejamento tático é mais detalhado que o anterior, pois corresponde a decisões relativas a adaptações da metodologia assistencial para os diferentes perfis de clientelas assistidos na unidade. • O planejamento operacional compreende o planejamento da assistência de enfermagem de forma individualizada. Constitui-se na aplicação do processo de enfermagem de acordo com a filosofia institucional e do enfermeiro (CIANCIARULLO, 2002).
  • 6.
    Planejamento operacional • Aplicaçãodas fases do processo de enfermagem (Resolução COFEN 358/2009), bem como do(s) referencial(is) teórico(s) da enfermagem. • Gerenciamento do cuidado de enfermagem. • Articulação das duas dimensões do processo de trabalho do enfermeiro: – Dimensão gerencial – Dimensão assistencial
  • 7.
    A SAE naoncologia • Condição crônica de saúde, caracterizada como um problema de saúde pública, visto os elevados índices de morbi-mortalidade. • O Câncer é responsável pela 2ª causa de morte por doença. • O INCA é o órgão responsável pelas publicações que direcionam as práticas assistenciais, bem como os dados epidemiológicos. • Estimativas para 2011: aproximadamente 500.000 novos casos. • Mútiplas demandas de cuidado, incluindo a família, que abrangem os aspectos biológicos, sociais, espirituais, emocionais e culturais.
  • 8.
    Ações de Enfermagem •Histórico de enfermagem: variação de acordo com o nível de atenção, proposta terapêutica e referencial teórico. – Abordagem interdisciplinar – Importância do enfermeiro como elo da equipe, visando o direcionamento do atendimento das necessidades de cuidado das pessoas. – Aplicação de instrumentos para coleta de dados, que devem ser construídos de forma conjunta.
  • 9.
    Ações de Enfermagem •Diagnósticos de enfermagem • Planejamento • Implementação • Avaliação – Importância dos registros. – Aspecto legal: Lei 7.498/86 que regulamenta o exercício profissional da enfermagem.
  • 10.
    Para a OrganizaçãoMundial de Saúde o conceito de Cuidados Paliativos é definido como uma abordagem que tem como objetivo promover a qualidade de vida, dos clientes e famílias que enfrentam problemas associados com doenças que põem em risco a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e outros problemas de ordem física, psicossocial e espiritual (WHO, 2005). SAE na oncologia – cuidados paliativos
  • 11.
    SAE na oncologia– cuidados paliativos • Principais fatores restritivos que requerem planejamento estratégico: – Déficit de recursos humanos e materiais – Déficit de conhecimento – Deficiência da abordagem na graduação – Pouca valorização da SAE – Política institucional desfavorável – Grande demanda de ações administrativas – Falta de liderança da equipe – Insegurança – Descontinuidade da implementação nas mudanças de turnos – Questões salariais – Complexidade do cenário e do perfil da clientela
  • 12.
    Núcleos de sentidoUnidades Temáticas  Desejo futuro de implantação da SAE e valorização da prática de enfermagem organizada e sistematizada;  Fases incompletas do processo de enfermagem;  Dificuldades para colocar a SAE em prática;  Falta de conhecimento. O reconhecimento da situação atual: uma visão compartilhada da fase de implantação da SAE  Complexidade da SAE e do perfil dos clientes;  Déficit de recursos humanos;  Acúmulo de funções;  Necessidade de envolvimento e compromisso de todas as pessoas;  Falta de credibilidade na SAE;  Déficit na formação com relação à SAE e às bases teóricas de enfermagem. Os desafios à implantação da SAE: a complexidade do processo e do contexto de atuação  Curso como uma estratégia inicial da fase de implantação da SAE;  Educação permanente;  Levantamento dos problemas e dos principais diagnósticos de enfermagem em cuidados paliativos;  Escolha do referencial teórico;  Capacitação em exame físico;  Aplicação do processo de enfermagem em uma pequena amostra de clientes. O aprendizado em equipe como uma estratégia organizacional à implantação da SAE
  • 13.
    Incertezas da vida eda proximidade da morte Contexto complexo de atenção à saúde das pessoas Reavaliações que fogem às regras e padrões Instabilidade do quadro clínico. Múltiplas demandas de cuidado Ação e decisão diante da urgência e incerteza Realidade que precisa ser gerenciada pelo enfermeiro Atenção paliativa oncológica: contexto da internação hospitalar
  • 14.
    Dimensão Gerencial Dimensão Assistencial GERENCIAMENTO DO CUIDADO DEENFERMAGEM Gerenciamento do cuidado de enfermagem na atenção paliativa
  • 15.
    Gerenciando o cuidadode enfermagem na atenção paliativa oncológica no atendimento das necessidades da pessoa hospitalizada e do seu cuidador, valorizando o cuidar e sua complexidade FENÔMENO CENTRAL Os enfermeiros gerenciam o cuidado de enfermagem na atenção paliativa oncológica no atendimento das necessidades da pessoa hospitalizada e do seu cuidador, por meio da valorização do desenvolvimento de aptidões para alcance dos objetivos de cuidado, para compor a nova ordem no cenário, diante das relações dialógicas ordem/desordem, vida/morte, e para vencer as dificuldades relacionadas com os limites pessoais, coletivos e institucionais. TESE DEFENDIDA
  • 16.
    Numa época demudanças velozes a enfermagem busca acompanhar os avanços técnico-científicos da área de saúde de modo a qualificar a assistência aos clientes. Nesse contexto, a SAE é uma exigência atual no âmbito da organização das instituições de saúde em decorrência dos sistemas de avaliação dos serviços, promovendo maior visibilidade da profissão.
  • 17.
    Vale ressaltar quea aplicação de uma metodologia assistencial, por si só, não garante a assistência ética e holística, principalmente nas situações de atendimento a clientes em cuidados paliativos em oncologia. Mas, a prática da enfermagem sistematizada tem demonstrado a melhoria da qualidade da assistência e do atendimento das necessidades das pessoas. Está em nossas decisões a possibilidade de fazer o melhor.