1. A ressurreição de Jesus Cristo
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: “Vi o Senhor!” (Jo 20,17-18). Os Consagrados
- também depois de terem experimentado em si o amor do Senhor que os conduziu a uma
entrega alegre e incondicional, consagrando todo o presente e o futuro nas Suas mãos -
testemunham tal como as santas mulheres o poder do Senhor Ressuscitado, fertilizando
sementes de Ressurreição que do Senhor alcançam.
Pela intercessão de Maria peçamos a Deus a graça de ser humildes em nossos afe tos e
resignados em cumprir a vontade de Deus nas tribulações. Toda a vida de Maria é um tipo,
figura e imagem. Quase uma profecia da Igreja Católica. (B. João B. Scalabrini)
Pai nosso, Ave Maria, Glória...
2. A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu
Foi na Sua Ascensão que Jesus disse: Ide por todo o mundo, batizai e fazei discípulos. Ao
partir para o Céu, Ele deixa-nos a missão de sermos evangelizadores. Desde os primeiros
tempos da Igreja, houve homens e mulheres que, pela prática dos conselhos evangélicos
(obediência, pobreza e castidade), procuram seguir a Cristo e imitá-l’O mais de perto,
consagrando-se a Deus, fazendo do Evangelho a sua regra de vida. Pedimos a nossa
Senhora que nos ensine o amor a Deus e o amor à cruz. Pela intercessão de Maria peçamos
a Deus para ser zeleadores da glória de Deus no triunfo da Igreja e do seu chefe infalível
(B. João B. Scalabrini)
Pai nosso, Ave Maria, Glória...
3. A descida do Espírito Santo
No Pentecostes, o Espírito Santo faz os Apóstolos saírem de si mesmos e transforma-os em
anunciadores das maravilhas de Deus. Além disso, o Espírito santo infunde-lhes a força para
anunciar a novidade do Evangelho com “ousadia”; força essa que move os Consagrados a
serem “Igreja em saída” a anunciar a todos a alegria do Evangelho e saberem esperar o
amanhã de Deus. Peçamos a maria que nos ensine o abandono total à vontade de Deus.
Pela intercessão de maria pedimos ao Senhor para estar prontos e generosos a dar o nosso
sangue pelas verdades que Deus nos ensinou (B. João B. Scalabrini)
Pai nosso, Ave Maria, Glória...
4. A Assunção de nossa Senhora ao Céu
Maria na sua Assunção realiza na plenitude o projeto de Deus a seu respeito. Mulher que
acolhe a mensagem do Anjo, vive-a e contempla o grande mistério da Encarnação com
ternura, no mundo e na história. Maria, a mulher “em saída por excelência” que ajuda com
prontidão os outros e, por isso, modelo de todo o discípulo - missionário. A vida Consagrada
é uma adesão pessoal a Cristo, opção radical por Deus.
Os acontecimentos da vida de Maria são paralelos à vida da Igreja. O batismo derramou em
nosso coração um sentimento nobre e uma atração instintiva com Maria. (B. João B.
Scalabrini)
5. A coroação de Nossa Senhora no Céu
“Alegra-te, cheia de graça” (Lc 1,28). Convite à alegria, a um júbilo profundo. O Filho que
trouxe no seio é o Deus do contentamento, da alegria que contagia, que envolve. Solícita na
sua alegria, apressa-se a dirigir-se para a montanha. Em Maria, é a Igreja toda que
caminha junta: Maria é Virgem da escuta e da contemplação, a primeira discípula do seu
amado Filho.
Maria doa tudo por amor. Entre as vozes que procuram encurvar os homens sobre a terra,
devem existir outras vozes que levem para o alto os corações para enamorá-los do céu. (B.
João B. Scalabrini)
MARIA E VOCAÇÃO
Foi pela Graça de Deus que Maria realizou a vontade de Deus para sua vida, e todos nós
somos hoje beneficiados
A Vocação é chamado, é escuta, é entrega total da própria vida. Maria escutou a
palavra, acolheu-a no coração. Abriu seu espaço interior, deixou Deus entrar. Saiu de si e
investiu sua vida num grande projeto a que se sentiu chamada. Olhemos para o grande
papel dessa jovem de Nazaré no Plano da Salvação e busquemos inspiração na sua
coragem, na sua decisão em responder sim e aceitar trocar os seus planos por causa dos
planos de Deus. Quando se entrega a vida a Deus, não há razão para o medo. Como é
bonita a liberdade de Maria! Diante da proposta de Deus, Maria responde prontamente.
Disponível a Deus, Maria une a liberdade com a vontade: “Eis aqui a servidora do Senhor.
Eu quero que se faça em mim segundo a tua palavra” (cf Lc 1, 37). Ao olhar a vocação de
Maria, modelo de todas as vocações, recordamos também a nossa vocação. Colocando
maria como exemplo. Por isso vamos refletir a sua vida na igreja.
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Um Canto de entrada
1 A HUMILDADE
Um grande segredo de amor envolvia esta fidelidade de Maria na sua aliança com Deus, a
sua cooperação incondicional com a Graça divina: HUMILDADE. Maria se fez sempre
pequena serva. Não se arrogou de direitos, não desejou fazer valer uma pretensa justiça
humana. Orgulhosos que somos, basta-nos muito pouco para nos julgarmos justos e
merecedores de grandes favores de Deus e dos irmãos. Basta-nos um pouco de
autoconfiança, muito pouco mesmo, para nos compararmos e considerarmos os que estão
ao nosso lado como irresponsáveis, incompetentes e infiéis. Basta-nos que Deus nos peça
um pouco de sacrifício ou de sofrimento, para tentarmos o mais rápido possível do nosso
fardo jogando-os nas costas dos outros. Basta-nos a nossa vida, os nossos problemas, as
nossas feridas, para não enxergarmos os problemas nem as feridas dos irmãos, e nos
tornarmos terríveis carrascos deles. Maria foi o anti-orgulho. Não se arvorou de muita coisa
por que Deus lhe chamou para ser mãe do Seu Filho. Se tivesse sentido orgulho,
provavelmente teria chamado Isabel para servi-la, e não teria atravessado o deserto para
servir sua prima. Teria se achado o centro, a digna de ser ajudada, e nem teria percebido
que neste exato momento era a sua prima que necessitava de sua ajuda. Maria não era
centrada em si, mas em Deus e na sua vontade. Pela intercessão de Maria peçamos a Deus
a graça de ser humildes em nossos afetos e resignados em cumprir a vontade de Deus nas
tribulações. Toda a vida de Maria é um tipo, figura e imagem. Quase uma profecia da Igreja
Católica. (B. João B. Scalabrini) Pai nosso, Ave Maria, Glória...
2 A CONFIANÇA
Maria confiou em Deus. Não colocou sua confiança em pessoas, em coisas, em títulos, em
elogios, em confirmações que viessem dos outros. Maria simplesmente deu o seu ser para
que nela se cumprisse a vontade de Deus: ” Faça-se em mim”, ela disse. Maria buscava
veementemente a vontade de Deus para si, e sabia que esta vontade sempre exigiria dela
abandonar seus próprios planos. Ela sabia que Deus tem a última palavra em tudo, e via em
tudo a vontade de Deus, e não a dos homens. Tudo vinha de Deus. Nós somos idólatras de
nós mesmos e dos nossos irmãos. Não confiamos suficientemente em Deus, e por isso
sempre esperamos nas criaturas. E nos decepcionamos, porque elas não são deuses. Nós
fabricamos ídolos, para que estejam ao redor de nós, a fim de nos servir quando
precisamos. E nos decepcionamos. Não vamos para Deus, porque no fundo sabemos que ele
não fará a nossa vontade, não nos fará de crianças, mas quer formar pessoas maduras, que
escolham unicamente ele e a sua vontade. Quer que estejamos sós diante dele para dizer o
nosso sim sem contar que seja outro e não nós a levar o momento sacrificado do nosso sim.
Por isso nos tira as pessoas. Por isso muitas vezes nos faltou, nos falta, e nos faltarão a
compreensão dos pais, dos amigos, dos irmãos mais queridos. Tudo para que esperemos só
em Deus, e nos dirijamos aos irmãos sem interesse próprio algum, mas unicamente para
servi-los, para amá-los gratuitamente. Assim fez Maria visitando Isabel. Pedimos a nossa
Senhora que nos ensine o amor a Deus e o amor à cruz. Pela intercessão de Maria peçamos
a Deus para ser zeleadores da glória de Deus no triunfo da Igreja e do seu chefe infalível
(B. João B. Scalabrini)
Pai nosso, Ave Maria, Glória...
3. O SIM
E foi porque se desprendeu das criaturas, e disse seu SIM com total humildade e confiança,
que Maria recebeu de Deus a confirmação que lhe veio pelos lábios de Isabel: “Bendita és
Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”(Lc 1,42). Se escutássemos hoje de
Deus estas palavras: “Bendito ou bendita és tu, benditas são os frutos das tuas obras, do
teu sim a Deus”, seríamos curados num instante de toda auto-imagem negativa. Porém,
para escutar estas palavras, é preciso antes escutar e dizer sim à vontade de Deus para
nós. Somente no centro da vontade de Deus está a nossa cura, a nossa libertação. Somente
clamando antes a Deus a graça de esquecermos de nós mesmos, das exigências e queixas
que por tantos anos guardamos em relação aos nossos pais e irmãos, somente se
estivermos dispostos a nos despojar da criança mimada e egoísta que há dentro de nós, é
que poderemos experimentar a cura da nossa auto-imagem negativa, e enfim poderemos
cantar como Maria: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em
Deus, meu salvador, porque olhou para seu pobre servo, ou sua pobre serva (Maria
representa todas as criaturas na sua fragilidade humana). Por isto desde agora me
proclamarão bem aventurado ou bem aventurada, todas as gerações, porque realizou em
mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende,
de geração em geração sobre os que o temem”(Lc 1,46-50).
Peçamos a maria que nos ensine o abandono total à vontade de Deus. Pela intercessão de
maria pedimos ao Senhor para estar prontos e generosos a dar o nosso sangue pelas
verdades que Deus nos ensinou (B. João B. Scalabrini)
Pai nosso, Ave Maria, Glória...
4 A GRATUIDADE
Maria sempre experimentou, em todas as situações, a GRATUIDADE do Seu amor por ela.
E ela também era gratuita no seu amor a Deus. Fazer a vontade de Deus, ser fiel a Deus
nunca foi para ela motivo de exigir que Deus a recompensasse com mimos. Não demos a
vida a nós mesmos. Nada temos por nós mesmos. Tudo na nossa vida é um presente de
Deus. A nossa vida é um grande presente de Deus. As alegrias, as tristezas, são um
presente de Deus, às vezes misteriosos, mas que um dia compreenderemos. não é
necessário compreender, mas aceitar com humildade e confiança que tudo é um presente
de amor de Deus. Deus está por trás de todos os acontecimentos de nossa vida. Há coisas
que nos sucederam que ele não gostaria que fosse assim, mas permitiu. A nossa liberdade,
ou a de nossos irmãos foi mal usada, mas Ele é Deus, capaz de transformar todas as coisas
porque nos ama. Isto não é desculpa para permanecermos crianças mimadas e insistentes
em nossos planos egoístas, porque quando nos afastamos da vontade de Deus, embora ele
continue nos amando, não conseguimos perceber isto, e podemos jogar fora a nossa união
definitiva com Ele. Isso é muito sério. Podemos optar pelo inferno, e isto Ele não vai
impedir. Embora Ele esteja trabalhando sempre pela nossa salvação, esta é uma opção
nossa, que Ele não vai impedir. Maria gerou em seu coração a Igreja. Seguindo o exemplo
de Maria, peçamos a Deus, pela sua intercessão, que sejamos fervorosos na oração,
humildes nas palavras. (B. João B. Scalabrini)
Precisamos pedir a Deus a cura para nossas feridas, mas precisamos pedir a Deus acima de
tudo a Sua Graça, que é o maior presente. Foi pela Graça de Deus que Maria realizou a
vontade de Deus para sua vida, e todos nós somos hoje beneficiados. Precisamos louvar a
Deus porque Maria o amou antes de si mesma e antes de todas as criaturas. Ela sempre
escolheu Deus e a sua vontade. Maria não se sentia uma pessoa nula, péssima, mal amada.
Ela não sofria de auto imagem negativa. os olhos dela nunca estiveram nela mesma ou em
seus traumas, mas estavam postos na grande bondade de Deus. estava sempre a recordar
suas maravilhas, e aquilo que de doloroso lhe sucedia era recebido no silêncio e na
humildade, mas especialmente na confiança de que Deus é sempre amor. Peçamos hoje a
Maria a Graça de sermos tirados do centro de nós mesmos, e assim curados na nossa auto
imagem. peçamos a Maria, que ela “arranque” do coração de Deus a Graça de termos
unicamente Deus como centro de nossas vidas. Que todas as dores, as mágoas, as feridas,
os sentimentos de incapacidade, de ser desprezado, não amado, tudo isto seja colocado no
coração de Maria, que está sempre unido ao coração de Jesus e do Pai. E que hoje, o fogo
do espírito santo possa queimar tudo isto e nos dar um auto imagem nova, límpida,
resplandescente, e possamos dizer com ela: “Realizou em mim maravilhas aquele que é
poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,49). Pai nosso, Ave Maria, Glória...

O momento mariano

  • 1.
    1. A ressurreiçãode Jesus Cristo Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: “Vi o Senhor!” (Jo 20,17-18). Os Consagrados - também depois de terem experimentado em si o amor do Senhor que os conduziu a uma entrega alegre e incondicional, consagrando todo o presente e o futuro nas Suas mãos - testemunham tal como as santas mulheres o poder do Senhor Ressuscitado, fertilizando sementes de Ressurreição que do Senhor alcançam. Pela intercessão de Maria peçamos a Deus a graça de ser humildes em nossos afe tos e resignados em cumprir a vontade de Deus nas tribulações. Toda a vida de Maria é um tipo, figura e imagem. Quase uma profecia da Igreja Católica. (B. João B. Scalabrini) Pai nosso, Ave Maria, Glória... 2. A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu Foi na Sua Ascensão que Jesus disse: Ide por todo o mundo, batizai e fazei discípulos. Ao partir para o Céu, Ele deixa-nos a missão de sermos evangelizadores. Desde os primeiros tempos da Igreja, houve homens e mulheres que, pela prática dos conselhos evangélicos (obediência, pobreza e castidade), procuram seguir a Cristo e imitá-l’O mais de perto, consagrando-se a Deus, fazendo do Evangelho a sua regra de vida. Pedimos a nossa Senhora que nos ensine o amor a Deus e o amor à cruz. Pela intercessão de Maria peçamos a Deus para ser zeleadores da glória de Deus no triunfo da Igreja e do seu chefe infalível (B. João B. Scalabrini) Pai nosso, Ave Maria, Glória... 3. A descida do Espírito Santo No Pentecostes, o Espírito Santo faz os Apóstolos saírem de si mesmos e transforma-os em anunciadores das maravilhas de Deus. Além disso, o Espírito santo infunde-lhes a força para anunciar a novidade do Evangelho com “ousadia”; força essa que move os Consagrados a serem “Igreja em saída” a anunciar a todos a alegria do Evangelho e saberem esperar o amanhã de Deus. Peçamos a maria que nos ensine o abandono total à vontade de Deus. Pela intercessão de maria pedimos ao Senhor para estar prontos e generosos a dar o nosso sangue pelas verdades que Deus nos ensinou (B. João B. Scalabrini) Pai nosso, Ave Maria, Glória... 4. A Assunção de nossa Senhora ao Céu Maria na sua Assunção realiza na plenitude o projeto de Deus a seu respeito. Mulher que acolhe a mensagem do Anjo, vive-a e contempla o grande mistério da Encarnação com ternura, no mundo e na história. Maria, a mulher “em saída por excelência” que ajuda com prontidão os outros e, por isso, modelo de todo o discípulo - missionário. A vida Consagrada é uma adesão pessoal a Cristo, opção radical por Deus. Os acontecimentos da vida de Maria são paralelos à vida da Igreja. O batismo derramou em nosso coração um sentimento nobre e uma atração instintiva com Maria. (B. João B. Scalabrini) 5. A coroação de Nossa Senhora no Céu “Alegra-te, cheia de graça” (Lc 1,28). Convite à alegria, a um júbilo profundo. O Filho que trouxe no seio é o Deus do contentamento, da alegria que contagia, que envolve. Solícita na sua alegria, apressa-se a dirigir-se para a montanha. Em Maria, é a Igreja toda que caminha junta: Maria é Virgem da escuta e da contemplação, a primeira discípula do seu amado Filho. Maria doa tudo por amor. Entre as vozes que procuram encurvar os homens sobre a terra, devem existir outras vozes que levem para o alto os corações para enamorá-los do céu. (B. João B. Scalabrini)
  • 2.
    MARIA E VOCAÇÃO Foipela Graça de Deus que Maria realizou a vontade de Deus para sua vida, e todos nós somos hoje beneficiados A Vocação é chamado, é escuta, é entrega total da própria vida. Maria escutou a palavra, acolheu-a no coração. Abriu seu espaço interior, deixou Deus entrar. Saiu de si e investiu sua vida num grande projeto a que se sentiu chamada. Olhemos para o grande papel dessa jovem de Nazaré no Plano da Salvação e busquemos inspiração na sua coragem, na sua decisão em responder sim e aceitar trocar os seus planos por causa dos planos de Deus. Quando se entrega a vida a Deus, não há razão para o medo. Como é bonita a liberdade de Maria! Diante da proposta de Deus, Maria responde prontamente. Disponível a Deus, Maria une a liberdade com a vontade: “Eis aqui a servidora do Senhor. Eu quero que se faça em mim segundo a tua palavra” (cf Lc 1, 37). Ao olhar a vocação de Maria, modelo de todas as vocações, recordamos também a nossa vocação. Colocando maria como exemplo. Por isso vamos refletir a sua vida na igreja. . Um Canto de entrada 1 A HUMILDADE Um grande segredo de amor envolvia esta fidelidade de Maria na sua aliança com Deus, a sua cooperação incondicional com a Graça divina: HUMILDADE. Maria se fez sempre pequena serva. Não se arrogou de direitos, não desejou fazer valer uma pretensa justiça humana. Orgulhosos que somos, basta-nos muito pouco para nos julgarmos justos e merecedores de grandes favores de Deus e dos irmãos. Basta-nos um pouco de autoconfiança, muito pouco mesmo, para nos compararmos e considerarmos os que estão ao nosso lado como irresponsáveis, incompetentes e infiéis. Basta-nos que Deus nos peça um pouco de sacrifício ou de sofrimento, para tentarmos o mais rápido possível do nosso fardo jogando-os nas costas dos outros. Basta-nos a nossa vida, os nossos problemas, as nossas feridas, para não enxergarmos os problemas nem as feridas dos irmãos, e nos tornarmos terríveis carrascos deles. Maria foi o anti-orgulho. Não se arvorou de muita coisa por que Deus lhe chamou para ser mãe do Seu Filho. Se tivesse sentido orgulho, provavelmente teria chamado Isabel para servi-la, e não teria atravessado o deserto para servir sua prima. Teria se achado o centro, a digna de ser ajudada, e nem teria percebido que neste exato momento era a sua prima que necessitava de sua ajuda. Maria não era centrada em si, mas em Deus e na sua vontade. Pela intercessão de Maria peçamos a Deus
  • 3.
    a graça deser humildes em nossos afetos e resignados em cumprir a vontade de Deus nas tribulações. Toda a vida de Maria é um tipo, figura e imagem. Quase uma profecia da Igreja Católica. (B. João B. Scalabrini) Pai nosso, Ave Maria, Glória... 2 A CONFIANÇA Maria confiou em Deus. Não colocou sua confiança em pessoas, em coisas, em títulos, em elogios, em confirmações que viessem dos outros. Maria simplesmente deu o seu ser para que nela se cumprisse a vontade de Deus: ” Faça-se em mim”, ela disse. Maria buscava veementemente a vontade de Deus para si, e sabia que esta vontade sempre exigiria dela abandonar seus próprios planos. Ela sabia que Deus tem a última palavra em tudo, e via em tudo a vontade de Deus, e não a dos homens. Tudo vinha de Deus. Nós somos idólatras de nós mesmos e dos nossos irmãos. Não confiamos suficientemente em Deus, e por isso sempre esperamos nas criaturas. E nos decepcionamos, porque elas não são deuses. Nós fabricamos ídolos, para que estejam ao redor de nós, a fim de nos servir quando precisamos. E nos decepcionamos. Não vamos para Deus, porque no fundo sabemos que ele não fará a nossa vontade, não nos fará de crianças, mas quer formar pessoas maduras, que escolham unicamente ele e a sua vontade. Quer que estejamos sós diante dele para dizer o nosso sim sem contar que seja outro e não nós a levar o momento sacrificado do nosso sim. Por isso nos tira as pessoas. Por isso muitas vezes nos faltou, nos falta, e nos faltarão a compreensão dos pais, dos amigos, dos irmãos mais queridos. Tudo para que esperemos só em Deus, e nos dirijamos aos irmãos sem interesse próprio algum, mas unicamente para servi-los, para amá-los gratuitamente. Assim fez Maria visitando Isabel. Pedimos a nossa Senhora que nos ensine o amor a Deus e o amor à cruz. Pela intercessão de Maria peçamos a Deus para ser zeleadores da glória de Deus no triunfo da Igreja e do seu chefe infalível (B. João B. Scalabrini) Pai nosso, Ave Maria, Glória... 3. O SIM E foi porque se desprendeu das criaturas, e disse seu SIM com total humildade e confiança, que Maria recebeu de Deus a confirmação que lhe veio pelos lábios de Isabel: “Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”(Lc 1,42). Se escutássemos hoje de Deus estas palavras: “Bendito ou bendita és tu, benditas são os frutos das tuas obras, do teu sim a Deus”, seríamos curados num instante de toda auto-imagem negativa. Porém, para escutar estas palavras, é preciso antes escutar e dizer sim à vontade de Deus para nós. Somente no centro da vontade de Deus está a nossa cura, a nossa libertação. Somente clamando antes a Deus a graça de esquecermos de nós mesmos, das exigências e queixas que por tantos anos guardamos em relação aos nossos pais e irmãos, somente se estivermos dispostos a nos despojar da criança mimada e egoísta que há dentro de nós, é que poderemos experimentar a cura da nossa auto-imagem negativa, e enfim poderemos cantar como Maria: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu salvador, porque olhou para seu pobre servo, ou sua pobre serva (Maria representa todas as criaturas na sua fragilidade humana). Por isto desde agora me proclamarão bem aventurado ou bem aventurada, todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração sobre os que o temem”(Lc 1,46-50).
  • 4.
    Peçamos a mariaque nos ensine o abandono total à vontade de Deus. Pela intercessão de maria pedimos ao Senhor para estar prontos e generosos a dar o nosso sangue pelas verdades que Deus nos ensinou (B. João B. Scalabrini) Pai nosso, Ave Maria, Glória... 4 A GRATUIDADE Maria sempre experimentou, em todas as situações, a GRATUIDADE do Seu amor por ela. E ela também era gratuita no seu amor a Deus. Fazer a vontade de Deus, ser fiel a Deus nunca foi para ela motivo de exigir que Deus a recompensasse com mimos. Não demos a vida a nós mesmos. Nada temos por nós mesmos. Tudo na nossa vida é um presente de Deus. A nossa vida é um grande presente de Deus. As alegrias, as tristezas, são um presente de Deus, às vezes misteriosos, mas que um dia compreenderemos. não é necessário compreender, mas aceitar com humildade e confiança que tudo é um presente de amor de Deus. Deus está por trás de todos os acontecimentos de nossa vida. Há coisas que nos sucederam que ele não gostaria que fosse assim, mas permitiu. A nossa liberdade, ou a de nossos irmãos foi mal usada, mas Ele é Deus, capaz de transformar todas as coisas porque nos ama. Isto não é desculpa para permanecermos crianças mimadas e insistentes em nossos planos egoístas, porque quando nos afastamos da vontade de Deus, embora ele continue nos amando, não conseguimos perceber isto, e podemos jogar fora a nossa união definitiva com Ele. Isso é muito sério. Podemos optar pelo inferno, e isto Ele não vai impedir. Embora Ele esteja trabalhando sempre pela nossa salvação, esta é uma opção nossa, que Ele não vai impedir. Maria gerou em seu coração a Igreja. Seguindo o exemplo de Maria, peçamos a Deus, pela sua intercessão, que sejamos fervorosos na oração, humildes nas palavras. (B. João B. Scalabrini) Precisamos pedir a Deus a cura para nossas feridas, mas precisamos pedir a Deus acima de tudo a Sua Graça, que é o maior presente. Foi pela Graça de Deus que Maria realizou a vontade de Deus para sua vida, e todos nós somos hoje beneficiados. Precisamos louvar a Deus porque Maria o amou antes de si mesma e antes de todas as criaturas. Ela sempre escolheu Deus e a sua vontade. Maria não se sentia uma pessoa nula, péssima, mal amada. Ela não sofria de auto imagem negativa. os olhos dela nunca estiveram nela mesma ou em seus traumas, mas estavam postos na grande bondade de Deus. estava sempre a recordar suas maravilhas, e aquilo que de doloroso lhe sucedia era recebido no silêncio e na humildade, mas especialmente na confiança de que Deus é sempre amor. Peçamos hoje a Maria a Graça de sermos tirados do centro de nós mesmos, e assim curados na nossa auto imagem. peçamos a Maria, que ela “arranque” do coração de Deus a Graça de termos unicamente Deus como centro de nossas vidas. Que todas as dores, as mágoas, as feridas, os sentimentos de incapacidade, de ser desprezado, não amado, tudo isto seja colocado no coração de Maria, que está sempre unido ao coração de Jesus e do Pai. E que hoje, o fogo do espírito santo possa queimar tudo isto e nos dar um auto imagem nova, límpida, resplandescente, e possamos dizer com ela: “Realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,49). Pai nosso, Ave Maria, Glória...