O Florir do Jardim
Por Adilson Motta
Em algures de teus primórdios
Começastes a florir
Quiçá eram flores de pétalas
Com colibris a beijar
E o alegre canto da jaçanã a voar
Por sobre o folharal dos alagadiços das samambaias=====
Depois, um novo jardim
Que não é o das roseiras
Começou a brotar
No fundamento das pedras
Pulsos e punhos
Daqueles que foram
Os primeiros
A erigir-te. ============
As flores, apesar dos espinhos
Que arpavam ao longo do caminho
Desabrochavam em casas e prédios
Que se erguiam imponentes===========

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Não adubado com a água e o esterco
Que faz as roseiras crescerem ao orvalho da noite
Mas com o adubo do suor, sangue e vida
Daqueles que o verteram do labor e da luta.
Aos trancos e barrancos
Erros e acertos
Vais florindo
Nas sendas do tempo
Com suas matizes desiguais
Nas rédeas incestas de seus comandos. =======
Teus canteiros "incharam" com o abandono dos campos e pomares não
cuidados.
E como num barco à deriva
Vais florindo o horizonte
Nas lesas-majestades que comandam teu leme
E no incerto deixando o florir das rosas
Que ficarão nas pintas da história.

O Florir do Jardim

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    O Florir doJardim Por Adilson Motta Em algures de teus primórdios Começastes a florir Quiçá eram flores de pétalas Com colibris a beijar E o alegre canto da jaçanã a voar Por sobre o folharal dos alagadiços das samambaias===== Depois, um novo jardim Que não é o das roseiras Começou a brotar No fundamento das pedras Pulsos e punhos Daqueles que foram Os primeiros A erigir-te. ============ As flores, apesar dos espinhos Que arpavam ao longo do caminho Desabrochavam em casas e prédios Que se erguiam imponentes=========== {
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                    Não adubado coma água e o esterco Que faz as roseiras crescerem ao orvalho da noite Mas com o adubo do suor, sangue e vida Daqueles que o verteram do labor e da luta. Aos trancos e barrancos Erros e acertos Vais florindo Nas sendas do tempo Com suas matizes desiguais Nas rédeas incestas de seus comandos. ======= Teus canteiros "incharam" com o abandono dos campos e pomares não cuidados. E como num barco à deriva Vais florindo o horizonte Nas lesas-majestades que comandam teu leme E no incerto deixando o florir das rosas Que ficarão nas pintas da história.