O desafio da
internacionalização das
instituições de ensino superior
– o caso do ISCAP (Politécnico
do Porto)
ANABELA MESQUITA – CICE – ISCAP / IPP
OLÍMPIO CASTILHO – ISCAP / IPP
*INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO INSTITUTO POLITÉCNICO DO
PORTO.
Autores
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
2
Anabela Mesquita
CICE –ISCAP / Politécnico do Porto, Portugal
Algoritmi RC, Portugal
sarmento@iscap.ipp.pt
Olímpio Castilho
ISCAP / Politécnico do Porto, Portugal
pres@iscap.ipp.pt
Agenda
 Introdução
 Internacionalização
 Definições
 Desafios
 Processo
 O caso do ISCAP / IPP
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
3
Introdução
 A internacionalização não é um conceito novo. Basta olhar para a história.
 Necessidade actual de internacionalização das IES
 A internacionalização não acontece toda da mesma forma ou ao mesmo ritmo
em todas as instituições ou países
 Algumas focam-se nas mobilidades
 Outras na colaboração ou no desenvolvimento de redes
 E outras ainda têm dificuldade em iniciar este processo
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
4
Internacionalização
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
5
Definições
 Deve ser vista como
 Capacidade de uma instituição para
introduzir uma dimensão
internacional numa estrutura
existente e num modus operandi
 Capacidade para se tornar parte de
um ecossistema internacional de
aprendizagem e de conhecimento,
para não só beneficiar mas também
contribuir
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
6
Papel activo, contribuindo para o
desenvolvimento do conhecimento e
níveis de educação, formação e
aprendizagem
Implica a alteração da estrutura,
modus operandi e mentalidades
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
7
Estratégias extra-curriculares
(Conselheiros de estudantes internacionais, programas
de orientação, eventos sociais e outros para
convidados internacionais, associações de estudantes
internacionais, alojamento, outro tipo de facilidades e
apoio para convidados internacionais)
Educação
(Estudo de línguas estrangeiras, recrutamento de estudantes
estrangeiros para os programas de estudos da IES, oferta de
oportunidades de estudo no estrangeiro, acordos de
cooperação internacionais, mobilidade de docentes, duplos
diplomas ou equivalentes, sistema de reconhecimento de
créditos, estágios internacionais. )
Assistência Técnica
(Formação de pessoal não docente e estudantes,
aconselhamento em relação ao curricula e na área da gestão
de IES, formação em investigação e envio de livros e
equipamento para instituições parceiras.)
Investigação
(Centros de investigação de excelência, incorporação de
perspectiva internacional nos programas e actividades de
investigação existentes, colaboração com parceiros
internacionais, desenvolvimento de investigação comparativa,
projectos, disseminação de resultados e partilha de
conhecimento através de redes internacionais,
estabelecimento de redes, participação em actividades de
investigação e desenvolvimento a nível internacional,
Formas de
internacionalização
Desafios à internacionalização
 Falta de interesse e motivação dos professores
 Pode ser devido à falta de reconhecimento ou recompensas
 Custos da internacionalização
 É necessário investir tempo e dinheiro para assinar e operacionalizar um Acordo
 A internacionalização é dificil de delegar
 Implica o envolvimento da direcção da escola (Director, Reitor) da IES, viagens frequentes para
conhecer os parceiros e manter as parcerias vivas.
 Nº insuficiente de bolsas para mobilidade
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
8
Desafios à internacionalização
 Desafio intercultural
 Conhecimento internacional, competências internacionais
 Língua
 Qualidade do ensino
 IES internacionais não têm obrigatoriamente o mesmo nível de
qualidade
 Acreditação de programas
 Reconhecimento de competências
 Sistema de créditos
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
9
O que é necessário para implementar uma
estratégia de internacionalização?
 Compromisso e apoio da administração (Diretor, Reitor)
 Apoio e envolvimento do pessoal docente e não docente
 Existência de um Gabinete de Relações Internacionais,
Gabinete de Apoio a Projectos
 Fundos financeiros adequados
 Incentivos e recompensa para a Escola e o pessoal
 Existência de canais de comunicação
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
10
O processo de
internacionalização de
uma IES
O CASO DO ISCAP / IPP
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
11
Descrição do caso
 ISCAP – uma das escolas do Politécnico do Porto
 3900 estudantes, 230 docentes, 60 funcionários não
docentes
 Licenciaturas e mestrados, pós graduações, especializações,
cursos de curta duração
 Internacionalização começa em 2004 com a criação do
Gabinete de Relações Internacionais (GRI)
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
12
Marcos
 2004 – Início da internacionalização com a criação do GRI
 2005 – Membro da Rede Europeia SPACE – www.space-network.org
 2006 – 1ª Semana Internacional
 2008 – Unidades curriculares em inglês para estudantes; Semana de Orientação para alunos estrangeiros
 2009 – Criação do Gabinete de Apoio a Projectos
 2011 – Programa Culturas em Movimento - disseminação da cultura dos estudantes internacionais; COMAP
(estudantes colaboram na recepção dos seus colegas estrangeiros)
 2012 – Primeiro duplo diploma
 2014 – Primeiro grau / diploma conjunto (joint programme)
 2015 – Colaboração com o Brasil – Rede ACINNET
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
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Mobilidades - evolução
EU
América
do Sul
Rússia + Ucrânia +
Bielorrússia e outros países
vizinhos
África Outros
Total
2011 120 24 16 84 6 250
2012 144 33 19 75 8 279
2013 147 33 29 64 10 283
2014 138 40 30 61 9 278
2015 189 96 23 51 12 371
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
14
Mobilidades Países de Língua Portuguesa
Países 2011 2012 2013 2014 2015 Total
Brasil 20 28 31 37 94 210
Timor Leste 2 1 2 2 7
Angola 26 21 11 12 10 80
Cabo Verde 54 50 46 41 31 222
Guiné-Bissau 1 1 1 1 4
Moçambique 1 1 3 4 5 14
São Tomé e Príncipe 1 2 3 4 3 13
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
15
Mobilidades corrente ano lectivo
Mobilidade INcoming Mobilidade OUTgoing
2015 (2ºS 14-15) + (1ºS 15-16) -
IN
2015 (2ºS 14-15) + (1ºS 15-16) -
OUT
Estudantes 253 72
Docente 49 40
Staff 17 11
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
16
Projectos
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
17
0
2
4
6
8
10
12
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Evolução no nº de projectos aceites
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
18
6 projectos
activos. 1
coordenado pelo
ISCAP
4 projectos coordenados pelo ISCAP
Total: 36 projectos em 11 anos
Lições aprendidas
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
19
 Começamos com mobilidade de estudantes (mais fácil, acesso
a bolsas).
 Em 11 anos o número de mobilidades IN cresceu de perto de 0 para cerca de 200.
 Crição do Gabinete de Relações Internacionais, nomeação de
uma pessoa responsável (com adequada competência e
motivação)
 Criação do GAP - apoio
 Apoio forte por parte da direcção da Escola.
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
20
 Participação em redes europeias (ex: Rede SPACE).
 Ajudou a estabelecer e seleccionar contactos, a dar a conhecer a Escola aos
parceiros, a criar uma reputação e imagem fora do país, a construir relações de
confiança.
 Confiança – muito importante para o estabelecimento de Duplos
Diplomas e Programas Conjuntos.
 Apoio financeiro (ex. Organização de eventos, viagens para participar
nas reuniões da rede ou em outros eventos Internacionais).
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
21
 Envolvimento da Associação de Estudantes
 Acolhimento de estudantes IN, Apoio na integração dos estudantes estrangeiros
 Organização de eventos internacionais na Escola com o envolvimento da
comunidade e comércio locais (que pôde promover os seus produtos)
 Optimização das bolsas para mobilidade de professors e staff de forma a
permitir aumentar o nº de mobilidades (há mais professores do que bolsas).
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
22
 Desenvolvimento de um programa totalmente em inglês (+ de 60
ECTS).
 Oferta de cursos de inglês para professores.
 Motivação e envolvimento dos professores.
 Avaliação de desempenho de docentes
 Forte “motivação” para começar a investigar, ir a conferências e publicar
(extrínseca)
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
23
Conclusão
 Não foi, não é, tarefa fácil
 Vários factores estão envolvidos no processo
 Organizacionais, individuais (intrínsecos e extrínsecos)
 Parte de uma decisão estratégica
 Deve ser vista como um investimento no futuro
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
24
? Anabela Mesquita
Olimpio Castilho
sarmento@iscap.ipp.pt
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
25
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
26
Descrição do caso (2)
 Objectivo
 evolução na internacionalização desta escola
 identificar os obstáculos e elementos potenciadores da internacionalização
 Metodologia
 entrevista dos principais intervenientes no processo (a pessoa responsável
pelo Gabinete de Relações Internacionais (GRI), Responsável pela Gestão de
projectos (GAP) e Vice-presidente responsável pela dimensão da
internacionalização da escola)
 análise documental dos relatórios produzidos pelos GRI e GAP.
Anabela Mesquita e Olímpio Castilho
27

O desafio da internacionalização das instituições de ensino superior - o caso do ISCAP (Politécnico do Porto)

  • 1.
    O desafio da internacionalizaçãodas instituições de ensino superior – o caso do ISCAP (Politécnico do Porto) ANABELA MESQUITA – CICE – ISCAP / IPP OLÍMPIO CASTILHO – ISCAP / IPP *INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO INSTITUTO POLITÉCNICO DO PORTO.
  • 2.
    Autores Anabela Mesquita eOlímpio Castilho 2 Anabela Mesquita CICE –ISCAP / Politécnico do Porto, Portugal Algoritmi RC, Portugal sarmento@iscap.ipp.pt Olímpio Castilho ISCAP / Politécnico do Porto, Portugal pres@iscap.ipp.pt
  • 3.
    Agenda  Introdução  Internacionalização Definições  Desafios  Processo  O caso do ISCAP / IPP Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 3
  • 4.
    Introdução  A internacionalizaçãonão é um conceito novo. Basta olhar para a história.  Necessidade actual de internacionalização das IES  A internacionalização não acontece toda da mesma forma ou ao mesmo ritmo em todas as instituições ou países  Algumas focam-se nas mobilidades  Outras na colaboração ou no desenvolvimento de redes  E outras ainda têm dificuldade em iniciar este processo Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 4
  • 5.
  • 6.
    Definições  Deve servista como  Capacidade de uma instituição para introduzir uma dimensão internacional numa estrutura existente e num modus operandi  Capacidade para se tornar parte de um ecossistema internacional de aprendizagem e de conhecimento, para não só beneficiar mas também contribuir Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 6 Papel activo, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento e níveis de educação, formação e aprendizagem Implica a alteração da estrutura, modus operandi e mentalidades
  • 7.
    Anabela Mesquita eOlímpio Castilho 7 Estratégias extra-curriculares (Conselheiros de estudantes internacionais, programas de orientação, eventos sociais e outros para convidados internacionais, associações de estudantes internacionais, alojamento, outro tipo de facilidades e apoio para convidados internacionais) Educação (Estudo de línguas estrangeiras, recrutamento de estudantes estrangeiros para os programas de estudos da IES, oferta de oportunidades de estudo no estrangeiro, acordos de cooperação internacionais, mobilidade de docentes, duplos diplomas ou equivalentes, sistema de reconhecimento de créditos, estágios internacionais. ) Assistência Técnica (Formação de pessoal não docente e estudantes, aconselhamento em relação ao curricula e na área da gestão de IES, formação em investigação e envio de livros e equipamento para instituições parceiras.) Investigação (Centros de investigação de excelência, incorporação de perspectiva internacional nos programas e actividades de investigação existentes, colaboração com parceiros internacionais, desenvolvimento de investigação comparativa, projectos, disseminação de resultados e partilha de conhecimento através de redes internacionais, estabelecimento de redes, participação em actividades de investigação e desenvolvimento a nível internacional, Formas de internacionalização
  • 8.
    Desafios à internacionalização Falta de interesse e motivação dos professores  Pode ser devido à falta de reconhecimento ou recompensas  Custos da internacionalização  É necessário investir tempo e dinheiro para assinar e operacionalizar um Acordo  A internacionalização é dificil de delegar  Implica o envolvimento da direcção da escola (Director, Reitor) da IES, viagens frequentes para conhecer os parceiros e manter as parcerias vivas.  Nº insuficiente de bolsas para mobilidade Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 8
  • 9.
    Desafios à internacionalização Desafio intercultural  Conhecimento internacional, competências internacionais  Língua  Qualidade do ensino  IES internacionais não têm obrigatoriamente o mesmo nível de qualidade  Acreditação de programas  Reconhecimento de competências  Sistema de créditos Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 9
  • 10.
    O que énecessário para implementar uma estratégia de internacionalização?  Compromisso e apoio da administração (Diretor, Reitor)  Apoio e envolvimento do pessoal docente e não docente  Existência de um Gabinete de Relações Internacionais, Gabinete de Apoio a Projectos  Fundos financeiros adequados  Incentivos e recompensa para a Escola e o pessoal  Existência de canais de comunicação Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 10
  • 11.
    O processo de internacionalizaçãode uma IES O CASO DO ISCAP / IPP Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 11
  • 12.
    Descrição do caso ISCAP – uma das escolas do Politécnico do Porto  3900 estudantes, 230 docentes, 60 funcionários não docentes  Licenciaturas e mestrados, pós graduações, especializações, cursos de curta duração  Internacionalização começa em 2004 com a criação do Gabinete de Relações Internacionais (GRI) Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 12
  • 13.
    Marcos  2004 –Início da internacionalização com a criação do GRI  2005 – Membro da Rede Europeia SPACE – www.space-network.org  2006 – 1ª Semana Internacional  2008 – Unidades curriculares em inglês para estudantes; Semana de Orientação para alunos estrangeiros  2009 – Criação do Gabinete de Apoio a Projectos  2011 – Programa Culturas em Movimento - disseminação da cultura dos estudantes internacionais; COMAP (estudantes colaboram na recepção dos seus colegas estrangeiros)  2012 – Primeiro duplo diploma  2014 – Primeiro grau / diploma conjunto (joint programme)  2015 – Colaboração com o Brasil – Rede ACINNET Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 13
  • 14.
    Mobilidades - evolução EU América doSul Rússia + Ucrânia + Bielorrússia e outros países vizinhos África Outros Total 2011 120 24 16 84 6 250 2012 144 33 19 75 8 279 2013 147 33 29 64 10 283 2014 138 40 30 61 9 278 2015 189 96 23 51 12 371 Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 14
  • 15.
    Mobilidades Países deLíngua Portuguesa Países 2011 2012 2013 2014 2015 Total Brasil 20 28 31 37 94 210 Timor Leste 2 1 2 2 7 Angola 26 21 11 12 10 80 Cabo Verde 54 50 46 41 31 222 Guiné-Bissau 1 1 1 1 4 Moçambique 1 1 3 4 5 14 São Tomé e Príncipe 1 2 3 4 3 13 Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 15
  • 16.
    Mobilidades corrente anolectivo Mobilidade INcoming Mobilidade OUTgoing 2015 (2ºS 14-15) + (1ºS 15-16) - IN 2015 (2ºS 14-15) + (1ºS 15-16) - OUT Estudantes 253 72 Docente 49 40 Staff 17 11 Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 16
  • 17.
    Projectos Anabela Mesquita eOlímpio Castilho 17
  • 18.
    0 2 4 6 8 10 12 2005 2006 20072008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Evolução no nº de projectos aceites Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 18 6 projectos activos. 1 coordenado pelo ISCAP 4 projectos coordenados pelo ISCAP Total: 36 projectos em 11 anos
  • 19.
  • 20.
     Começamos commobilidade de estudantes (mais fácil, acesso a bolsas).  Em 11 anos o número de mobilidades IN cresceu de perto de 0 para cerca de 200.  Crição do Gabinete de Relações Internacionais, nomeação de uma pessoa responsável (com adequada competência e motivação)  Criação do GAP - apoio  Apoio forte por parte da direcção da Escola. Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 20
  • 21.
     Participação emredes europeias (ex: Rede SPACE).  Ajudou a estabelecer e seleccionar contactos, a dar a conhecer a Escola aos parceiros, a criar uma reputação e imagem fora do país, a construir relações de confiança.  Confiança – muito importante para o estabelecimento de Duplos Diplomas e Programas Conjuntos.  Apoio financeiro (ex. Organização de eventos, viagens para participar nas reuniões da rede ou em outros eventos Internacionais). Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 21
  • 22.
     Envolvimento daAssociação de Estudantes  Acolhimento de estudantes IN, Apoio na integração dos estudantes estrangeiros  Organização de eventos internacionais na Escola com o envolvimento da comunidade e comércio locais (que pôde promover os seus produtos)  Optimização das bolsas para mobilidade de professors e staff de forma a permitir aumentar o nº de mobilidades (há mais professores do que bolsas). Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 22
  • 23.
     Desenvolvimento deum programa totalmente em inglês (+ de 60 ECTS).  Oferta de cursos de inglês para professores.  Motivação e envolvimento dos professores.  Avaliação de desempenho de docentes  Forte “motivação” para começar a investigar, ir a conferências e publicar (extrínseca) Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 23
  • 24.
    Conclusão  Não foi,não é, tarefa fácil  Vários factores estão envolvidos no processo  Organizacionais, individuais (intrínsecos e extrínsecos)  Parte de uma decisão estratégica  Deve ser vista como um investimento no futuro Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 24
  • 25.
    ? Anabela Mesquita OlimpioCastilho sarmento@iscap.ipp.pt Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 25
  • 26.
    Anabela Mesquita eOlímpio Castilho 26
  • 27.
    Descrição do caso(2)  Objectivo  evolução na internacionalização desta escola  identificar os obstáculos e elementos potenciadores da internacionalização  Metodologia  entrevista dos principais intervenientes no processo (a pessoa responsável pelo Gabinete de Relações Internacionais (GRI), Responsável pela Gestão de projectos (GAP) e Vice-presidente responsável pela dimensão da internacionalização da escola)  análise documental dos relatórios produzidos pelos GRI e GAP. Anabela Mesquita e Olímpio Castilho 27

Notas do Editor

  • #5 Num mundo cada vez mais global, onde a concorrência deixou de ser local para passar a ser mundial e onde a sobrevivência das instituições e a capacidade para ser e permanecer competitivo é um requisito mínimo e essencial, a internacionalização das instituições de ensino superior (IES) apresenta-se como obrigatória e condicionante de qualquer instituição. É um desafio que já não pode ser negado nem relegado para plano mais secundário, obrigando as instituições a alterações internas e abertura ao exterior que, apesar de não serem novas, encerram dificuldades e desafios que só com muito trabalho, dedicação e estratégia se consegue superar. A internacionalização não é algo novo. De facto, a história revela-nos que, durante séculos, alunos e professores cruzaram fronteiras em busca de conhecimento. No entanto, nas últimas décadas alguns factores intensificaram as dimensões internacionais do ensino superior. Diversas mudanças ocorreram das quais se destacam a massificação do ensino, o aumento da concorrência, a necessidade efectiva de colaboração, a identificação de novos métodos de ensino, a utilização das tecnologias de informação e comunicação e, é claro, a internacionalização. As fronteiras já não têm mais um significado tradicional e a escolha da instituição de ensino superior para prosseguimento de estudos é feita a nível global, contribuindo para a emergência de um novo perfil de estudante, envolvendo grupos etários diversos, mais maduros e trabalhadores, de diferentes etnias e com experiência diversa, para além de mais feminino (Gul et al., 2010, p. 1881). Adicionalmente, refira-se, igualmente, o aumento do número de estudantes internacionais nos últimos anos. Em 2000 o número de estudantes matriculados no ensino superior fora do seu país de origem foi de 2071963 enquanto em 2010 este valor foi de 4119002 (mais do dobro) (OECD 2012). Apesar de todos os esforços, a internacionalização não acontece toda da mesma forma em todas as instituições. Existem instituições de ensino que se focam nas mobilidades enquanto outras preferem o desenvolvimento da colaboração e o networking. Outras têm dificuldades em começar este processo. Neste artigo pretende-se apresentar e descrever o caso do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP) do Politécnico do Porto que, apesar de todos os constrangimentos e dificuldades foi capaz de avançar com um projecto de internacionalização há 10 anos. Aos poucos, conseguiu estabelecer contactos, criar uma rede e promover a sua internacionalização. É claro que foi um caminho cheio de desafios que habilmente a instituição soube gerir e contornar. As lições aprendidas neste processo permitirão que outras instituições possam prosseguir o seu caminho de internacionalização queimando etapas ou pelo menos de uma forma mais célere, com consciência das dificuldades, não tendo que repetir os mesmos erros. Esta comunicação divide-se, então nas seguintes partes: após uma breve introdução ao tema, da apresentação das definições de internacionalização bem como dos seus benefícios, desafios e formas que pode incorporar iremos descrever um caso considerado de sucesso, dentro de um Politécnico em Portugal. Segue-se a discussão dos resultados e a conclusão. For centuries teachers and students crossed borders in the search for knowledge. In the last decades some factors intensified the international dimension of HE: > changes in the educational system > changes in the policies of HEI due to globalization and the development of knowledge economy These pressures are forcing HEI to adapt, to change, to develop new attitudes and culture, more open to the exterior. Competition is now global. Consequences of globalization: > creation of rankings – shanghai, U-Multirank > increase in mobility
  • #7 A definição clássica de internacionalização do ensino superior (Knight, 1994; Knight & de Wit, 1997, em Hawawini, 2011, p. 5; Tellefsen, 2014) diz que esta deve ser entendida como o “processo de integrar uma dimensão internacional, intercultural e / ou global nos objectivos, funções (ensino / aprendizagem, investigação, serviços) e distribuição do ensino superior”. No entanto, para Hawawini (2011, p. 5) esta definição peca por defeito pois restringe a internacionalização à capacidade de uma instituição de introduzir uma dimensão internacional numa estrutura e modo de operação já existente, não capturando a essência do processo cujo objectivo último deveria ser “integrar a instituição numa rede de conhecimento e de aprendizagem global ao invés de integrar uma dimensão internacional num cenário já existente”. De acordo com este autor, o processo deveria enfatizar a capacidade da instituição em se tornar parte integrante do ecossistema mundial de aprendizagem e conhecimento, não apenas para beneficiar mas também para contribuir. Esta perspectiva abre portas a que cada IES, ao pretender ser internacional, não se veja apenas como receptora e beneficiadora dos desenvolvimentos dos outros parceiros mas sim com um papel activo, contribuindo com a sua parte para o desenvolvimento do conhecimento e dos níveis de formação e aprendizagem. Isto pressupõe uma alteração nas estruturas, modo de operar e mentalidades para que a instituição possa contribuir e moldar-se às redes de conhecimento globais e de aprendizagem (Hawawini, 2011).