TEMAS APRESENTADOS NA OBRA
Na obra o “Bem-Amado“, a construção do cemitério
em Sucupira se torna um elemento central para a sátira
social e política que Dias Gomes quer explorar. Através do
prefeito Odorico Paraguaçu e suas estratégias para concluir
o cemitério, o autor aborda diversas questões, como a
corrupção, a demagogia, a ineficiência administrativa e a
manipulação política.
Corrupção e Nepotismo
Odorico Paraguaçu é um político que usa de todos
os meios necessários, inclusive corruptos, para alcançar
seus objetivos. Ele faz promessas grandiosas e contrata
parentes e amigos incompetentes para cargos
importantes, evidenciando o nepotismo. Essa prática
mostra como ele usa o poder para benefício próprio e
de seu círculo próximo, ignorando a ética e o bem-estar
público.
Demagogia e Manipulação do Discurso
Odorico é um mestre em manipular o discurso para
convencer a população de suas boas intenções. Ele exagera a
importância do cemitério, apresentando-o como uma
necessidade urgente para a cidade, mesmo que não seja
prioritário. Sua retórica populista visa ganhar apoio popular,
demonstrando como os políticos podem distorcer a realidade
para se manter no poder.
Ineficácia e Incompetência Administrativa
A saga para concluir o cemitério é marcada por
uma série de falhas, atrasos e incompetência. Odorico
enfrenta dificuldades burocráticas, desorganização e
má gestão, o que retrata a ineficiência administrativa
comum em muitos governos. A obra destaca como a
falta de planejamento e a má gestão dos recursos
públicos podem comprometer projetos importantes.
Obstinação e Prioridades Deturpadas
A obsessão de Odorico em inaugurar o cemitério a
qualquer custo, mesmo que para isso precise de um
"primeiro defunto", mostra sua falta de sensibilidade e
prioridades deturpadas. Ele coloca sua ambição pessoal
e política acima das reais necessidades da população,
evidenciando a desconexão entre os governantes e os
governados.
Sátira à Política e Crítica Social
A construção do cemitério serve como uma
metáfora para a política brasileira e suas mazelas.
Odorico Paraguaçu representa o político típico que
promete mudanças e realizações grandiosas, mas que,
na prática, está mais preocupado com sua imagem e
perpetuação no poder. A peça critica a superficialidade
das ações políticas e a falta de compromisso com o
bem-estar coletivo.
Hipocrisia e Falta de Moralidade
•Odorico não tem escrúpulos em recorrer a medidas
imorais, como tentar provocar mortes ou até mesmo
buscar um cadáver, para inaugurar o cemitério. Essa
falta de moralidade é uma crítica à hipocrisia de
muitos políticos, que pregam valores éticos enquanto
agem de forma contrária nos bastidores.
LINGUAGEM DA OBRA
Erudição Forçada e Verborragia
Odorico usa palavras difíceis e rebuscadas, muitas
vezes de forma inadequada ou fora de contexto,
tentando parecer mais culto do que realmente é. Essa
erudição forçada resulta em situações absurdas e
hilárias, pois o público percebe a discrepância entre o
que ele quer parecer e sua real capacidade intelectual.
Neologismos e Palavras Inventadas
O personagem frequentemente inventa
palavras ou combina termos de forma inusitada.
Esses neologismos são muitas vezes cômicos pela
sua estranheza e pela tentativa de parecer
sofisticado, mas acabam soando ridículos
Solecismos e Erros Gramaticais
Ao tentar usar uma linguagem formal,
Odorico comete erros gramaticais que, em vez de
denotarem seriedade, revelam sua ignorância.
Esses solecismos provocam risos porque
subvertem a expectativa de correção linguística
que ele tenta impor.
Repetição e Redundância
Odorico tende a repetir frases ou palavras,
muitas vezes de forma redundante, para enfatizar
seus pontos de vista ou parecer mais convincente.
Essa repetição cansa e diverte ao mesmo tempo,
pois mostra sua insegurança e falta de
originalidade.
Sátira Política e Social
A linguagem de Odorico é uma paródia dos
políticos e figuras de autoridade que tentam manipular
o discurso para ganhar poder e prestígio. A forma como
ele distorce e exagera a realidade é uma crítica mordaz,
gerando humor ao expor a hipocrisia e a demagogia.
Regionalismos e Expressões Populares
Odorico mistura expressões regionais e populares
com sua tentativa de falar de forma erudita, criando
um contraste cômico. Esse sincretismo linguístico
destaca sua falta de autenticidade e sua tentativa
desesperada de se adequar a diferentes públicos.

O BEM AMADO.pptxkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    TEMAS APRESENTADOS NAOBRA Na obra o “Bem-Amado“, a construção do cemitério em Sucupira se torna um elemento central para a sátira social e política que Dias Gomes quer explorar. Através do prefeito Odorico Paraguaçu e suas estratégias para concluir o cemitério, o autor aborda diversas questões, como a corrupção, a demagogia, a ineficiência administrativa e a manipulação política.
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    Corrupção e Nepotismo OdoricoParaguaçu é um político que usa de todos os meios necessários, inclusive corruptos, para alcançar seus objetivos. Ele faz promessas grandiosas e contrata parentes e amigos incompetentes para cargos importantes, evidenciando o nepotismo. Essa prática mostra como ele usa o poder para benefício próprio e de seu círculo próximo, ignorando a ética e o bem-estar público.
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    Demagogia e Manipulaçãodo Discurso Odorico é um mestre em manipular o discurso para convencer a população de suas boas intenções. Ele exagera a importância do cemitério, apresentando-o como uma necessidade urgente para a cidade, mesmo que não seja prioritário. Sua retórica populista visa ganhar apoio popular, demonstrando como os políticos podem distorcer a realidade para se manter no poder.
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    Ineficácia e IncompetênciaAdministrativa A saga para concluir o cemitério é marcada por uma série de falhas, atrasos e incompetência. Odorico enfrenta dificuldades burocráticas, desorganização e má gestão, o que retrata a ineficiência administrativa comum em muitos governos. A obra destaca como a falta de planejamento e a má gestão dos recursos públicos podem comprometer projetos importantes.
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    Obstinação e PrioridadesDeturpadas A obsessão de Odorico em inaugurar o cemitério a qualquer custo, mesmo que para isso precise de um "primeiro defunto", mostra sua falta de sensibilidade e prioridades deturpadas. Ele coloca sua ambição pessoal e política acima das reais necessidades da população, evidenciando a desconexão entre os governantes e os governados.
  • 7.
    Sátira à Políticae Crítica Social A construção do cemitério serve como uma metáfora para a política brasileira e suas mazelas. Odorico Paraguaçu representa o político típico que promete mudanças e realizações grandiosas, mas que, na prática, está mais preocupado com sua imagem e perpetuação no poder. A peça critica a superficialidade das ações políticas e a falta de compromisso com o bem-estar coletivo.
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    Hipocrisia e Faltade Moralidade •Odorico não tem escrúpulos em recorrer a medidas imorais, como tentar provocar mortes ou até mesmo buscar um cadáver, para inaugurar o cemitério. Essa falta de moralidade é uma crítica à hipocrisia de muitos políticos, que pregam valores éticos enquanto agem de forma contrária nos bastidores.
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    LINGUAGEM DA OBRA ErudiçãoForçada e Verborragia Odorico usa palavras difíceis e rebuscadas, muitas vezes de forma inadequada ou fora de contexto, tentando parecer mais culto do que realmente é. Essa erudição forçada resulta em situações absurdas e hilárias, pois o público percebe a discrepância entre o que ele quer parecer e sua real capacidade intelectual.
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    Neologismos e PalavrasInventadas O personagem frequentemente inventa palavras ou combina termos de forma inusitada. Esses neologismos são muitas vezes cômicos pela sua estranheza e pela tentativa de parecer sofisticado, mas acabam soando ridículos
  • 11.
    Solecismos e ErrosGramaticais Ao tentar usar uma linguagem formal, Odorico comete erros gramaticais que, em vez de denotarem seriedade, revelam sua ignorância. Esses solecismos provocam risos porque subvertem a expectativa de correção linguística que ele tenta impor.
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    Repetição e Redundância Odoricotende a repetir frases ou palavras, muitas vezes de forma redundante, para enfatizar seus pontos de vista ou parecer mais convincente. Essa repetição cansa e diverte ao mesmo tempo, pois mostra sua insegurança e falta de originalidade.
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    Sátira Política eSocial A linguagem de Odorico é uma paródia dos políticos e figuras de autoridade que tentam manipular o discurso para ganhar poder e prestígio. A forma como ele distorce e exagera a realidade é uma crítica mordaz, gerando humor ao expor a hipocrisia e a demagogia.
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    Regionalismos e ExpressõesPopulares Odorico mistura expressões regionais e populares com sua tentativa de falar de forma erudita, criando um contraste cômico. Esse sincretismo linguístico destaca sua falta de autenticidade e sua tentativa desesperada de se adequar a diferentes públicos.