 Relatos de experiência pessoal
 Público alvo: 7º ano
 Reconhecer a tipologia relatar;
 Analisar outros textos, imagens, músicas e
vídeos que dialoguem com a temática
estudada, e inferir novos sentidos ao texto
com base nestas diferentes leituras;
 Ampliar as competências leitora e escritora,
através da produção de relatos de
experiência pessoal.
 Inferência de sentidos com base em
diferentes leituras (Leituras intertextuais);
 Reconhecimento das características da
tipologia relatar.
 Leitura de diferentes textos da tipologia
relatar;
 Leitura de imagens;
 Apresentação de vídeos e áudios.
 Reconhecer a tipologia relatar;
 Analisar a intertextualidade em diferentes
textos e linguagens (verbal, não- verbal);
 Ampliar as capacidades leitora e escritora;
 Produzir relatos de experiência pessoal.
 Sondagem com os alunos sobre suas experiências
pessoais, em especial , àquelas que consideram
inesquecíveis;
 Analisar a intertextualidade através de algumas cenas do
filme “Meu primeiro amor”, de outros textos e letras de
músicas que dialoguem com o tema, além de algumas
imagens pesquisadas na internet;
 Apresentação, leitura e compartilhamento das impressões
do texto: “Meu primeiro beijo- Antonio Barreto”;
 Reconhecer as características do gênero textual relatar;
 Produção Escrita- Relato de experiência pessoal;
 Socialização- Leitura das produções; revisão gramatical e
estética do texto e reescrita final.
 Textos impressos;
 Áudio;
 DVD (apresentação do filme na sala de
multimídias);
 Acesso à internet (sala de informática).
 A avaliação será concomitante aos trabalhos
desenvolvidos com os alunos, observando, bem
como registrando a participação de cada um na
realização das atividades propostas;
 Produção Escrita- relato de experiência pessoal.
Beijo é ciência? Depende. No século XIX, constatou-se, para a surpresa
dos ocidentais, que muitas culturas ignoravam o prazer da
“justaposição dos músculos orbiculares da abertura bucal no estado
de contração”. Povos do Pacífico Sul e tribos africanas não tinham
esse hábito. Os esquimós preferiam roçar o nariz e os japoneses
nunca admitiram em público que gostavam de beijar.
Mesmo sabendo, como a medicina se encarregou de esclarecer, que o
ato favorece o aparelho circulatório, aumenta de 70 para 150 os
batimentos do coração e beneficia a oxigenação do sangue.
Sem esquecer que o beijo estimula a liberação de hormônios que causam
bem-estar. Detalhe: na troca de saliva, a boca é invadida por cerca de
250 bactérias, 9mg de água, 18mg de substâncias orgânicas, 7
decigramas de albumina, 711mg de materiais gordurosos e 45mg de
sais minerais. Ninguém pode dizer que não há rigor científico nessa
análise!
(Martha San Juan França. In revista Galileu.
São Paulo: Globo, março de 2001.)
É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi
legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era “o beijo”. Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo.
Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
“Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso”
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive
pena, instinto maternal, coisas de mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de
lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? – Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas
por minuto. – Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18g de substâncias orgânicas; 0,711 mg de
matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante
para que eu descobrisse que, sem óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele
calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus
lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as
luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram... E foi ficando nisso.
Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
 Cenas que dialogam com o texto.
Um primeiro beijo
Se acontecesse
Se a gente se encontrasse
Como ia ser?
Como saber?
Antes de nos conhecer
Quiçá beijar
Pensar em beijo
Pra confessar
Nem ao menos sei seu nome
Nem ao menos sei seu nome
Mas foi só um sonho
Sem o lado avesso
De outros primeiros beijos
Foi tão romântico
Nós nos beijando no espelho
Nós nos beijando
Foi tão romântico
De outros primeiros beijos
Sem o lado avesso
Mas foi só um sonho
Nem ao menos sei seu nome
Nem ao menos sei seu nome
Pra confessar
Pensar em beijo
Quiçá beijar
Antes de nos conhecer
Como saber?
Como ia ser?
Se a gente se encontrasse
Se acontecesse
Um primeiro beijo........
 Cristiane Silva
 Dalva Aparecida
 Daniela Aparecida
 Débora Rosa
 Débora Cristina

Novo(a) apresentação do microsoft office power point(1)

  • 2.
     Relatos deexperiência pessoal  Público alvo: 7º ano
  • 3.
     Reconhecer atipologia relatar;  Analisar outros textos, imagens, músicas e vídeos que dialoguem com a temática estudada, e inferir novos sentidos ao texto com base nestas diferentes leituras;  Ampliar as competências leitora e escritora, através da produção de relatos de experiência pessoal.
  • 4.
     Inferência desentidos com base em diferentes leituras (Leituras intertextuais);  Reconhecimento das características da tipologia relatar.
  • 5.
     Leitura dediferentes textos da tipologia relatar;  Leitura de imagens;  Apresentação de vídeos e áudios.
  • 6.
     Reconhecer atipologia relatar;  Analisar a intertextualidade em diferentes textos e linguagens (verbal, não- verbal);  Ampliar as capacidades leitora e escritora;  Produzir relatos de experiência pessoal.
  • 7.
     Sondagem comos alunos sobre suas experiências pessoais, em especial , àquelas que consideram inesquecíveis;  Analisar a intertextualidade através de algumas cenas do filme “Meu primeiro amor”, de outros textos e letras de músicas que dialoguem com o tema, além de algumas imagens pesquisadas na internet;  Apresentação, leitura e compartilhamento das impressões do texto: “Meu primeiro beijo- Antonio Barreto”;  Reconhecer as características do gênero textual relatar;  Produção Escrita- Relato de experiência pessoal;  Socialização- Leitura das produções; revisão gramatical e estética do texto e reescrita final.
  • 8.
     Textos impressos; Áudio;  DVD (apresentação do filme na sala de multimídias);  Acesso à internet (sala de informática).
  • 9.
     A avaliaçãoserá concomitante aos trabalhos desenvolvidos com os alunos, observando, bem como registrando a participação de cada um na realização das atividades propostas;  Produção Escrita- relato de experiência pessoal.
  • 10.
    Beijo é ciência?Depende. No século XIX, constatou-se, para a surpresa dos ocidentais, que muitas culturas ignoravam o prazer da “justaposição dos músculos orbiculares da abertura bucal no estado de contração”. Povos do Pacífico Sul e tribos africanas não tinham esse hábito. Os esquimós preferiam roçar o nariz e os japoneses nunca admitiram em público que gostavam de beijar. Mesmo sabendo, como a medicina se encarregou de esclarecer, que o ato favorece o aparelho circulatório, aumenta de 70 para 150 os batimentos do coração e beneficia a oxigenação do sangue. Sem esquecer que o beijo estimula a liberação de hormônios que causam bem-estar. Detalhe: na troca de saliva, a boca é invadida por cerca de 250 bactérias, 9mg de água, 18mg de substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina, 711mg de materiais gordurosos e 45mg de sais minerais. Ninguém pode dizer que não há rigor científico nessa análise! (Martha San Juan França. In revista Galileu. São Paulo: Globo, março de 2001.)
  • 11.
    É difícil acreditar,mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era “o beijo”. Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim... Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos: “Você é a glicose do meu metabolismo. Te amo muito! Paracelso” E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar. No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo: - Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? – Fiz cara de desentendida. Mas ele continuou: - Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. – Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos: - A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18g de substâncias orgânicas; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias... Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos. E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro beijo. Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram... E foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
  • 12.
     Cenas quedialogam com o texto.
  • 15.
    Um primeiro beijo Seacontecesse Se a gente se encontrasse Como ia ser? Como saber? Antes de nos conhecer Quiçá beijar Pensar em beijo Pra confessar Nem ao menos sei seu nome Nem ao menos sei seu nome Mas foi só um sonho Sem o lado avesso De outros primeiros beijos Foi tão romântico Nós nos beijando no espelho Nós nos beijando Foi tão romântico De outros primeiros beijos Sem o lado avesso Mas foi só um sonho Nem ao menos sei seu nome Nem ao menos sei seu nome Pra confessar Pensar em beijo Quiçá beijar Antes de nos conhecer Como saber? Como ia ser? Se a gente se encontrasse Se acontecesse Um primeiro beijo........
  • 16.
     Cristiane Silva Dalva Aparecida  Daniela Aparecida  Débora Rosa  Débora Cristina