NOTA DE ESCLARECIMENTO
Restabelecendo a verdade dos fatos. ..................

Em mais uma tentativa de desqualificar o movimento dos professores, a
prefeitura de Caruaru enviou nota à imprensa insinuando que os docentes da rede municipal
não teriam motivos para realizarem a Paralisação de Advertência por dois dias.
Esclarecemos também que esta paralisação de Advertência por dois dias, nada
tem haver com a mais recente greve, julgada liminarmente ilegal, pelo juiz da vara da fazenda
pública em Caruaru, e mantida essa decisão, pelo TJPE, mesmo dizendo da incompetência
desse juízo.
Pois bem, abaixo passamos a listar algumas das inúmeras razões que levaram a
categoria em Assembléia Geral, decidir pela Paralisação de Advertência por dois dias:
1.

Intransigência do chefe do executivo municipal em não receber os
professores em audiência, onde poderíamos retomar o diálogo e
resolver a celeuma em torno da última versão do PCC dos professores,
que foi concebida sem a participação dos professores;

2.

Falta de condições básicas para trabalhar, pois nas escolas da rede
municipal há carência, até mesmo, de material para atividades
pedagógicas;

3.

Falta de merenda de qualidade para nossos alunos, pois o cardápio
oficial é uma peça de ficção;

4.

Insegurança no interior das escolas, chegando ao absurdo de
acontecerem casos de uso de drogas, agressões físicas e até mesmo
estupros, em algumas unidades escolares;

5.

Falta de professores em várias escolas da rede;

6.

Não realização de formação continuada, indo de encontro ao que
determina a LDB;

7.

Falta de fardamento e livros didáticos para grande parte de nosso
alunado, caso esse já constatado pessoalmente pelo Ministério Público
através de visitas realizadas pela própria Promotora Pública da Infância
e Juventude, Drª Silvia Amélia;

8.

Manutenção de uma versão do PCC que destrói a carreira dos
profissionais da educação do município;
9.

Sucateamento de várias unidades escolares;

10.

Aprovação de alunos através da manipulação de resultados (temos
comprovação) em disciplinas que durante todo o ano não teve
professor;

11.

O Processo de Eleições para os Gestores das Unidades Escolares da
Rede Municipal de Ensino, que já há alguns meses se encontra
suspenso.

Se com os problemas que acabamos de apontar, a prefeitura de Caruaru ainda
insiste em afirmar que não há motivos para que os professores realizem paralisações
objetivando mudanças desta triste realidade, só podemos concluir que para o executivo
municipal a Educação de Caruaru, não precisa ser levada a sério. Pois, em uma rede de ensino
onde os seus profissionais professores, não são respeitados, muito pelo contrário, são
desvalorizados e impedidos de se pós-graduarem, onde alunos são tratados com total descaso,
onde não se esclarece de forma transparente os destinos dos recursos da educação pública
municipal, onde alunos são aprovados em disciplinas que não tiveram seus conteúdos
ministrados, pois, simplesmente não existe o professor, onde não e fornecido ao alunado
merenda de qualidade, onde recursos para a construção de 15(quinze) creches são devolvidos
ao Governo Federal, etc. Sendo assim, não precisamos de muito esforço para se chegar a
conclusão que em Caruaru a Educação passa por um dos seus piores momentos, pois não é
encarada seriamente.

SISMUC Regional – Sindicato dos Servidores Municipais de Caruaru e
Região Agreste Central de Pernambuco

ATEC – Associação dos Trabalhadores em Educação de Caruaru.

Nota à imprensa versão final - 19.11.13

  • 1.
    NOTA DE ESCLARECIMENTO Restabelecendoa verdade dos fatos. .................. Em mais uma tentativa de desqualificar o movimento dos professores, a prefeitura de Caruaru enviou nota à imprensa insinuando que os docentes da rede municipal não teriam motivos para realizarem a Paralisação de Advertência por dois dias. Esclarecemos também que esta paralisação de Advertência por dois dias, nada tem haver com a mais recente greve, julgada liminarmente ilegal, pelo juiz da vara da fazenda pública em Caruaru, e mantida essa decisão, pelo TJPE, mesmo dizendo da incompetência desse juízo. Pois bem, abaixo passamos a listar algumas das inúmeras razões que levaram a categoria em Assembléia Geral, decidir pela Paralisação de Advertência por dois dias: 1. Intransigência do chefe do executivo municipal em não receber os professores em audiência, onde poderíamos retomar o diálogo e resolver a celeuma em torno da última versão do PCC dos professores, que foi concebida sem a participação dos professores; 2. Falta de condições básicas para trabalhar, pois nas escolas da rede municipal há carência, até mesmo, de material para atividades pedagógicas; 3. Falta de merenda de qualidade para nossos alunos, pois o cardápio oficial é uma peça de ficção; 4. Insegurança no interior das escolas, chegando ao absurdo de acontecerem casos de uso de drogas, agressões físicas e até mesmo estupros, em algumas unidades escolares; 5. Falta de professores em várias escolas da rede; 6. Não realização de formação continuada, indo de encontro ao que determina a LDB; 7. Falta de fardamento e livros didáticos para grande parte de nosso alunado, caso esse já constatado pessoalmente pelo Ministério Público através de visitas realizadas pela própria Promotora Pública da Infância e Juventude, Drª Silvia Amélia; 8. Manutenção de uma versão do PCC que destrói a carreira dos profissionais da educação do município;
  • 2.
    9. Sucateamento de váriasunidades escolares; 10. Aprovação de alunos através da manipulação de resultados (temos comprovação) em disciplinas que durante todo o ano não teve professor; 11. O Processo de Eleições para os Gestores das Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino, que já há alguns meses se encontra suspenso. Se com os problemas que acabamos de apontar, a prefeitura de Caruaru ainda insiste em afirmar que não há motivos para que os professores realizem paralisações objetivando mudanças desta triste realidade, só podemos concluir que para o executivo municipal a Educação de Caruaru, não precisa ser levada a sério. Pois, em uma rede de ensino onde os seus profissionais professores, não são respeitados, muito pelo contrário, são desvalorizados e impedidos de se pós-graduarem, onde alunos são tratados com total descaso, onde não se esclarece de forma transparente os destinos dos recursos da educação pública municipal, onde alunos são aprovados em disciplinas que não tiveram seus conteúdos ministrados, pois, simplesmente não existe o professor, onde não e fornecido ao alunado merenda de qualidade, onde recursos para a construção de 15(quinze) creches são devolvidos ao Governo Federal, etc. Sendo assim, não precisamos de muito esforço para se chegar a conclusão que em Caruaru a Educação passa por um dos seus piores momentos, pois não é encarada seriamente. SISMUC Regional – Sindicato dos Servidores Municipais de Caruaru e Região Agreste Central de Pernambuco ATEC – Associação dos Trabalhadores em Educação de Caruaru.