Os técnicos emradiologia e outros
profissionais que atuam nessa área estão
sujeitos à exposição a radiações ionizantes,
que aumentam os riscos de doenças como
neoplasias, anemia aplástica, púrpura,
radiodermatite, infertilidade, entre outras.
Conheça algumas obrigações
estabelecidas pelos instrumentos legais
que devem ser seguidas pelas clínicas no
intuito de proteger sua equipe
3.
Continuação
Porém, a radiologiae o diagnóstico por
imagem são recursos imprescindíveis
para o exercício da medicina, de forma
que a solução não é deixar de empregar
as radiações ionizantes, mas sim adotar
medidas de proteção radiológica
4.
O QUE ÉRADIAÇÃO
O QUE É RADIAÇÃO
IONIZANTE?
IONIZANTE?
Radiação ionizante é a radiação que
possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas,
ou seja, é capaz de arrancar um elétron de um átomo ou
molécula. A radiação ionizante pode ser classificada como
diretamente ionizante, quando composta por
partículas carregadas, como
elétrons, pósitrons, prótons, alfas e indiretamente
ionizantes quando compostas por partículas sem carga
elétrica, como fótons (raios X e raios gama) e nêutrons.
5.
Para isso, visandoà redução desses
riscos e à segurança de trabalhadores e
pacientes, as clínicas de radiologia
devem adotar alguns posicionamentos,
como esses apresentados a seguir:
6.
Conhecer e aplicaras
regulamentações oficiais
Existem pelo menos cinco documentos
oficiais que as clínicas devem conhecer e
atender para evitar que os técnicos em
radiologia desenvolvam problemas de
saúde em função da exposição ionizante:
7.
Norma Regulamentadora 32(NR 32), do Ministério do Trabalho,
que versa sobre a segurança e saúde dos trabalhadores em
serviços de saúde e o Plano de Proteção Radiológica, que deve
estar contido no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;
Norma Regulamentadora 7 (NR 7), do Ministério do Trabalho,
que instrui sobre a elaboração e implementação do Programa de
Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO);
Norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNENNN-
3.01/95), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que
define as diretrizes básicas de proteção radiológica;
Portaria nº 453/98, do Ministério da Saúde/Secretaria de
Vigilância Sanitária, que aprova o Regulamento Técnico que
estabelece as diretrizes básicas de proteção radiológica;
Lei Federal nº 7.394/85, que regulamenta a profissão de Técnico
em Radiologia.
8.
Garantir a estruturafísica da sala
de exames
• Uma das obrigações das clínicas é oferecer
qualidade de vida para radiologistas além de
condições ambientais seguras. Assim, segundo
o PCMSO, a sala de exame deve ter pelo
menos 25 metros quadrados e suas paredes e
portas devem ser revestidas com chumbo.
Além disso, aNR 32 estabelece outras
exigências para a sala de raios X:
• As portas devem conter o símbolo internacional de radiação
ionizante, acompanhado pela inscrição “Raios X, entrada
restrita” ou “Raios X, entrada proibida a pessoas não
autorizadas”;
• Uma lâmpada vermelha acima da porta, pelo lado externo,
que é acionada durante os exames. Ela deve estar
acompanhada pelo seguinte aviso: “Quando a luz vermelha
estiver acesa, a entrada é proibida”;
• As portas de acesso à sala de exames devem permanecer
fechadas durante os procedimentos;
• Cada sala pode conter apenas um equipamento de raios X.
11.
Realizar exames periódicos
Outroregulamento do PCMSO
determina que as clínicas e
demais serviços de radiologia
e diagnóstico por imagem
devem promover exames
periódicos entre os
trabalhadores visando o
controle de doenças
relacionadas à atividade
laboral.
Para isso, a determinação é
que os técnicos em
radiologia e demais
trabalhadores do setor sejam
submetidos a hemogramas
completos, com contagem de
plaquetas, no ato de sua
RISCOS
RISCOS
Grupo 1 -(verde) = refere-se aos riscos físicos,
os ruídos, vibrações, radiações ionizantes, frio,
calor, pressões anormais e umidade.Grupo 2 -
(vermelho) = os riscos químicos, como
poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases,
vapores e substâncias compostas ou produtos
químicos.Grupo 3 - (marrom) = refere-se aos
riscos biológicos: vírus, bactérias,
protozoários, fungos, parasitas e bacilos.
15.
Grupo 4 -(amarelo) = engloba os riscos ergonômicos, tais
como esforço físico excessivo, levantamento e transporte
de peso exagerados, entre outras situações que se ligam
ao estresse físico ou psicológico do trabalhador.Grupo 5 -
(azul) = os riscos de acidentes causados por conjuntos
físicos inadequados, máquinas e equipamentos sem
proteção, ferramentas inapropriadas, entre outras
incontáveis situações de risco que poderão contribuir
para ocorrência de acidentes no ambiente de trabalho.
16.
Os equipamentos deproteção
individual (EPI)
Os equipamentos de proteção individual (EPIs)
devem ser oferecidos gratuitamente aos
empregados pelas clínicas, sempre
apresentando condições perfeitas de uso e
devidamente aprovados pelo órgão
responsável.
17.
EPI
• De acordocom a Portaria 453/98 da SVS/MS,
os EPIs obrigatórios são avental e protetor de
tireóide plumbíferos (de chumbo) quando
os técnicos em radiologia não puderem se
abrigar em biombos ou cabines de comando.
IMPORTANTE:
IMPORTANTE:
Destaca-se que aentrega dos EPIs aos
empregados e as orientações fornecidas
sobre o seu uso devem ser registrados
pela clínica, de modo a comprovar o
cumprimento das normas. Além disso,
todos os anos os EPIs devem ser
verificados quanto à sua eficácia.
23.
Monitorar o nívelde exposição
Monitorar o nível de exposição
ocupacional individual
ocupacional individual
24.
CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO
• As clínicasdevem fazer o monitoramento
individual de dose de radiação ionizante dos
empregados por meio do uso de dosímetros,
que são colocados sobre o corpo da pessoa.
Esses equipamentos devem ser obtidos
exclusivamente em locais autorizados pela
CNEN.
Mensalmente, deve ser
feitaa monitoração
individual externa (corpo
inteiro ou extremidades),
conforme a intensidade e a
natureza das exposições às
quais os técnicos em
radiologia se submetem.
NR 32
NR 32
•A NR 32 determina que os empregados de uma
clínica de radiologia devem receber um treinamento
os riscos associados ao seu trabalho e as medidas de
proteção radiológica, incluindo os protocolos de
segurança e obrigações, como o uso dos EPIs.
• De acordo com a Portaria nº 453/98, as clínicas
devem implementar um programa de treinamento
anual com o objetivo de capacitar técnicos em
radiologia e demais trabalhadores envolvidos nesse
serviço sobre os seguintes tópicos:
31.
TÓPICOS
• Correta utilizaçãodos equipamentos, incluindo a
interpretação das tabelas de exposição e medidas a serem
seguidas em caso de acidentes;
• Normas sobre o uso de vestimenta de proteção individual
para si próprios, pacientes e acompanhantes;
• Procedimentos que visam a minimizar as exposições
médicas e ocupacionais;
• O uso dos dosímetro individual para monitoração dos níveis
de radiação;
• Processamento radiográfico;
• Dispositivos legais.
32.
Contudo, mais doque um
treinamento feito apenas
para cumprir as demandas
dos órgãos reguladores, é
necessário que a clínica
adote uma postura de
educação continuada de
sua equipe.
33.
• Isso sejustifica porque somente o real
entendimento dos riscos e da utilidade
das medidas de segurança fará com que
todos os protocolos de proteção
radiológica sejam efetivamente seguidos –
do contrário, eles serão vistos como
meros entraves ao trabalho.
34.
Dessa forma, promover
palestras,disponibilizar
material educativo,
organizar debates e
facilitar o acesso a
cursos são excelentes
recursos pedagógicos
para reforçar e
incentivar as boas
práticas de segurança
radiológica.
35.
• É sempreimportante que todas essas
iniciativas sejam devidamente
registradas de maneira oficial, com lista
de presença e assinaturas, de modo a
comprovar sua realização.
PICADA DE COBRAVENENOSA
PICADA DE COBRA VENENOSA
acalme a vítima
deite a vítima
aplique compressas frias ou gelo
transporte imediatamente a vítima
não deixe a vítima caminhar
não dê álcool, querosene ou infusões à vítima
não faça garroteamento
não corte a pele
38.
REANIMAÇÃO
REANIMAÇÃO
CARDIOPULMONAR (RCP)
CARDIOPULMONAR (RCP)
1- Constatado inconsciência: solicitar
atendimento de emergência
2 - Liberar vias aéreas superiores
3 - Verificar a respiração
4 - Inspecionar a cavidade oral e efetuar 2
ventilações, boca a boca ou com qualquer
meio de barreira (protetor)
5 - Verifique pulso carotídeo
6 - Se ausente:
Efetuar 30 compressões torácica
39.
PROCEDIMENTOS NAS
EMERGÊNCIAS
efetuar avaliaçãoinicial da vítima
indicar suas condições e determinar
acionamento dos órgãos de atendimento
acionar atendimento de emergência
Resgate / Bombeiro - 193
Polícia Militar/SAMU - 192
Guarda Universitário/USP - 4222 / 3222
40.
PROCEDIMENTOS NAS
PROCEDIMENTOS NAS
EMERGÊNCIAS(continuação)
EMERGÊNCIAS (continuação)
transmitir:
tipo de emergência clínica ou traumática
idade, sexo e situação atual da vítima
localização: endereço completo e ponto de
referência
telefone para contato
necessidade de apoio adicional
acionar responsáveis
executar medidas iniciais de socorro
41.
DEZ MANDAMENTOS DO
SOCORRISTA
1- Manter a calma
2 - Ter ordem de segurança
3 - Verificar riscos no local
4 - Manter o bom senso
5 - Ter espírito de liderança
6 - Distribuir tarefas
42.
DEZ MANDAMENTOS DO
SOCORRISTA
7- Evitar atitudes intempestivas
8 - Dar assistência a vítima que corre o
maior risco de vida
9 - Seja socorrista e não herói
10 - Pedir auxílio: telefonar para
atendimento de urgência