INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO DO SUDESTE DE MINAS
COORDENADORIA DEEXTENSÃO CULTURAL
DEPARTAMENTODE EDUCAÇÃO
PROEXT - PROGRAMA
NÚCLEO DE PESQUISA, EXPERIMENTAÇÕES E PRÁTICAS EMARTES CÊNICAS -
OFICINA/ GRUPO DE TEATRO
Apresentam:
Chico em Cena
Espetáculo Cênico baseado na obra de Chico Buarque
Ficha Técnica
ELENCO:
 Arthur Carvalho  Maira Magalhães
 Bruna Ferraz  Paula Venâncio
 Eliane Benedito  Pauline Gondek
 Damires Braz  Ruth Campos
 Gabriel Lacerda  Stephane Nunes
 Joyce Martins  Tayroni Reis
 Lucas Rodrigues  Thiago Montes
 Luiz Shussan  Vitor Furtado
 Kellen Barrigossi
MÚSICOS: Emílio Carlos , Felipe Dantas e Victor Ramalho
MAQUIAGEM: Cristiany Bernardo / Mônica Mesquita
FIGURINOS: Mônica Mesquita / Pauline Zonta
COORDENAÇÃO DO PROJETO: Profs. Rafael Souza e Mônica Mesquita
Instituto Federal do Sudeste de Minas – Campus Rio Pomba
TEXTOS E MÚSICAS - Chico Buarque de Hollanda
DIREÇÃO E ADAPTAÇÃO: Mônica Mesquita
Realização / Apoio Cultural:
PROEXT/MEC : Programa/Projeto realizado
com o apoio do PROEXT - MEC/SESu
O AUTOR
Chico Buarque de Hollanda, ou simplesmente Chico Buarque é um músico,
dramaturgo e escritor brasileiro. Nasceu em 1944 no Rio de Janeiro. É filho
do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista Maria Amélia
Cesário Alvim.
Em 1946 a família muda-se para São Paulo, onde seu pai é nomeado diretor
do Museu do Ipiranga. Em 1953, Chico e a família vão morar na Itália, onde
Sérgio Buarque vai dar aulas na Universidade de Roma. De volta a São
Paulo, Chico já mostrando interesse pela música, compõe "Umas Operetas"
que cantava com as irmãs. A música fazia parte do seu dia a dia, ouvia
músicas de Noel Rosa e Ataúlfo Alves. Recebeu grande influência musical de
João Gilberto.
Em 1963 Chico ingressa no curso de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade de São Paulo, onde participa de movimentos estudantis. Nesse
mesmo ano participa do musical Balanço do Orfeu com a música "Tem mais
Samba", que segundo ele, foi o ponto de partida para sua carreira. Participa
também do show Primeira Audição, no Colégio Rio Branco, com a "Marcha
Para um Dia de Sol".
Chico Buarque apresenta-se, em 1964, no programa Fino da Bossa,
comandado pela cantora Elis Regina. Logo conquistou o reconhecimento do
público. No ano seguinte lança seu primeiro disco compacto com as músicas
"Pedro Pedreiro" e "Sonho de um Carnaval". Faz também as músicas para o
poema "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto, que ao ser
apresentada no IV Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França,
ganha o prêmio de crítica e público.
Em 1966 sua música "A Banda", cantada por Nara Leão, vence o “Festival de
Música Popular Brasileira". Nesse mesmo ano sai o seu primeiro LP "Chico
Buarque de Hollanda". Suas primeiras canções, como "Pedro pedreiro",
impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições
líricas como "Olê, olá", "Carolina" e "A Banda". Ainda nesse ano Chico casa-
se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e
Luíza.
Muda-se para o Rio de Janeiro em 1967, e lança seu segundo LP "Chico
Buarque de Hollanda V.2". Nesse mesmo ano escreve a peça "Roda Viva".
Faz parceria com Tom Jobim e vencem com a música "Sabiá", o Festival
Internacional da Canção, em 1968.
A peça “Roda Viva” virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar.
Durante a segunda temporada do espetáculo, um grupo de cerca de cem
pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) do governo, invadiu o
Teatro Galpão, em São Paulo, e espancou os artistas e depredou o cenário.
Em 1969 Chico participa da passeata dos cem mil, contra a repressão do
regime militar. Nesse mesmo ano vai exilado para a Itália, só retornando em
1970. Na Itália assina um contrato com a gravadora Philips, para produção
de mais um disco. Sua música "Apesar de Você" vende cerca de 100 mil
cópias, mas é censurada e recolhida das lojas.
Depois do show no Teatro Castro Alves em 1972, com Caetano Veloso e o
do Canecão, com Maria Betânia, em 1975, Chico passa um longo período
sem se apresentar, mas continua produzindo. Escreve a peça Gota d'água,
em parceria com Paulo Fontes, o que lhe valeu o prêmio Molière. Escreve a
música "Vai trabalhar vagabundo", para o filme do mesmo nome e a música
"O que será", escrita para o filme "Dona flor e seus dois maridos".
Em 1978 escreveu para o teatro a peça “A Ópera do Malandro”, cujo texto é
baseado na Ópera dos Mendigos (1728) de John Gay e na Ópera dos Três
Vintens (1928) de Bertold Brecht e Kurt Weill.
Chico Buarque ainda participou de vários filmes como autor e ator e é um
ícone da música popular brasileira, fez parcerias com compositores e
interpretes de grande destaque, entre eles, Vinicius de Moraes, Tom Jobim,
Toquinho, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo e Francis Hime.
Seus últimos romances publicados foram: Estorvo (1991), Benjamim (1995),
Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009).
O ESPETÁCULO CHICO EM CENA
O Espetáculo é uma dramatização cênico-teatral e musical de músicas de
Chico Buarque com textos também de sua autoria.
Algumas músicas como “O Meu Amor”, “Terezinha” e “Geni”, fazem parte da
trilha sonora da peça “A Ópera do Malandro”; obra teatral de Chico Buarque
de 1978, cujo texto é baseado na Ópera dos Mendigos (1728) de John Gay e
na Ópera dos três Vintens (1928) de Bertold Brecht e Kurt Weill. O
espetáculo fez grande sucesso na década de 70 e foi também foi adaptado
posteriormente para o cinema.
O texto, apesar de já ter mais de 30 anos, é bem atual. Fala de personagens
como Max Overseas, um contrabandista mulherengo, que tem caso com
várias prostitutas dentre elas Lúcia. Porém ele se casa com Terezinha, filha
de dois ex cafetões que se passam por grandes comerciantes da sociedade.
“Eu canto a dor que eu não soube chorar"
Chico Buarque

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    INSTITUTO FEDERAL DEEDUCAÇÃO DO SUDESTE DE MINAS COORDENADORIA DEEXTENSÃO CULTURAL DEPARTAMENTODE EDUCAÇÃO PROEXT - PROGRAMA NÚCLEO DE PESQUISA, EXPERIMENTAÇÕES E PRÁTICAS EMARTES CÊNICAS - OFICINA/ GRUPO DE TEATRO Apresentam: Chico em Cena Espetáculo Cênico baseado na obra de Chico Buarque Ficha Técnica ELENCO:  Arthur Carvalho  Maira Magalhães  Bruna Ferraz  Paula Venâncio  Eliane Benedito  Pauline Gondek  Damires Braz  Ruth Campos  Gabriel Lacerda  Stephane Nunes  Joyce Martins  Tayroni Reis  Lucas Rodrigues  Thiago Montes  Luiz Shussan  Vitor Furtado  Kellen Barrigossi MÚSICOS: Emílio Carlos , Felipe Dantas e Victor Ramalho MAQUIAGEM: Cristiany Bernardo / Mônica Mesquita FIGURINOS: Mônica Mesquita / Pauline Zonta COORDENAÇÃO DO PROJETO: Profs. Rafael Souza e Mônica Mesquita Instituto Federal do Sudeste de Minas – Campus Rio Pomba TEXTOS E MÚSICAS - Chico Buarque de Hollanda DIREÇÃO E ADAPTAÇÃO: Mônica Mesquita Realização / Apoio Cultural: PROEXT/MEC : Programa/Projeto realizado com o apoio do PROEXT - MEC/SESu O AUTOR Chico Buarque de Hollanda, ou simplesmente Chico Buarque é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Nasceu em 1944 no Rio de Janeiro. É filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim. Em 1946 a família muda-se para São Paulo, onde seu pai é nomeado diretor do Museu do Ipiranga. Em 1953, Chico e a família vão morar na Itália, onde Sérgio Buarque vai dar aulas na Universidade de Roma. De volta a São Paulo, Chico já mostrando interesse pela música, compõe "Umas Operetas" que cantava com as irmãs. A música fazia parte do seu dia a dia, ouvia músicas de Noel Rosa e Ataúlfo Alves. Recebeu grande influência musical de João Gilberto. Em 1963 Chico ingressa no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde participa de movimentos estudantis. Nesse mesmo ano participa do musical Balanço do Orfeu com a música "Tem mais Samba", que segundo ele, foi o ponto de partida para sua carreira. Participa também do show Primeira Audição, no Colégio Rio Branco, com a "Marcha Para um Dia de Sol". Chico Buarque apresenta-se, em 1964, no programa Fino da Bossa, comandado pela cantora Elis Regina. Logo conquistou o reconhecimento do público. No ano seguinte lança seu primeiro disco compacto com as músicas "Pedro Pedreiro" e "Sonho de um Carnaval". Faz também as músicas para o poema "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto, que ao ser apresentada no IV Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França, ganha o prêmio de crítica e público. Em 1966 sua música "A Banda", cantada por Nara Leão, vence o “Festival de Música Popular Brasileira". Nesse mesmo ano sai o seu primeiro LP "Chico Buarque de Hollanda". Suas primeiras canções, como "Pedro pedreiro", impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições líricas como "Olê, olá", "Carolina" e "A Banda". Ainda nesse ano Chico casa- se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1967, e lança seu segundo LP "Chico Buarque de Hollanda V.2". Nesse mesmo ano escreve a peça "Roda Viva". Faz parceria com Tom Jobim e vencem com a música "Sabiá", o Festival Internacional da Canção, em 1968. A peça “Roda Viva” virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Durante a segunda temporada do espetáculo, um grupo de cerca de cem pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) do governo, invadiu o Teatro Galpão, em São Paulo, e espancou os artistas e depredou o cenário. Em 1969 Chico participa da passeata dos cem mil, contra a repressão do regime militar. Nesse mesmo ano vai exilado para a Itália, só retornando em 1970. Na Itália assina um contrato com a gravadora Philips, para produção de mais um disco. Sua música "Apesar de Você" vende cerca de 100 mil cópias, mas é censurada e recolhida das lojas. Depois do show no Teatro Castro Alves em 1972, com Caetano Veloso e o do Canecão, com Maria Betânia, em 1975, Chico passa um longo período sem se apresentar, mas continua produzindo. Escreve a peça Gota d'água, em parceria com Paulo Fontes, o que lhe valeu o prêmio Molière. Escreve a música "Vai trabalhar vagabundo", para o filme do mesmo nome e a música "O que será", escrita para o filme "Dona flor e seus dois maridos". Em 1978 escreveu para o teatro a peça “A Ópera do Malandro”, cujo texto é baseado na Ópera dos Mendigos (1728) de John Gay e na Ópera dos Três Vintens (1928) de Bertold Brecht e Kurt Weill. Chico Buarque ainda participou de vários filmes como autor e ator e é um ícone da música popular brasileira, fez parcerias com compositores e interpretes de grande destaque, entre eles, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Toquinho, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo e Francis Hime. Seus últimos romances publicados foram: Estorvo (1991), Benjamim (1995), Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009). O ESPETÁCULO CHICO EM CENA O Espetáculo é uma dramatização cênico-teatral e musical de músicas de Chico Buarque com textos também de sua autoria. Algumas músicas como “O Meu Amor”, “Terezinha” e “Geni”, fazem parte da trilha sonora da peça “A Ópera do Malandro”; obra teatral de Chico Buarque de 1978, cujo texto é baseado na Ópera dos Mendigos (1728) de John Gay e na Ópera dos três Vintens (1928) de Bertold Brecht e Kurt Weill. O espetáculo fez grande sucesso na década de 70 e foi também foi adaptado posteriormente para o cinema. O texto, apesar de já ter mais de 30 anos, é bem atual. Fala de personagens como Max Overseas, um contrabandista mulherengo, que tem caso com várias prostitutas dentre elas Lúcia. Porém ele se casa com Terezinha, filha de dois ex cafetões que se passam por grandes comerciantes da sociedade. “Eu canto a dor que eu não soube chorar" Chico Buarque